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COMO VIRAR A CHAVE E ENTENDER QUE VOCÊ PODE MAIS? | Luana Carolina

23 de setembro de 20261h15min
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Você sente que tem capacidade para atingir resultados muito maiores, mas vive travado na hora de agir? Neste episódio marcante, Caio Carneiro conversa com Luana Carolina, estrategista de negócios digitais, mentora e especialista em vendas, sobre como vencer os maiores sabotadores internos, construir uma mentalidade inabalável no digital e focar no que realmente gera resultados no longo prazo.🟪 Quer participar da plateia? Preencha esse formulário e boa sorte!

Participantes neste episódio2
C

Caio Carneiro

HostJornalista
L

Luana Carolina

ConvidadoEstrategista de negócios digitais, mentora e especialista em vendas
Assuntos6
  • Superar sabotadores internos e construir mentalidade inabalável no digitalmaiores adversários do querer mais·tribunal na própria cabeça·lidar com a expectativa do melhor
  • A decisão de decidir a própria identidade e o poder do autoconhecimentodecidir a identidade em vez de encontrá-la·manter a decisão de pé·transformar conhecimento em comportamento diário
  • A importância de direcionar a força vital para o que realmente importaescolher uma única coisa para focar·otimizar o tempo de execução·não dispersar energia
  • Como lidar com a frustração de não atingir o potencial idealizadoaceitar que o melhor pode não ser o idealizado·lidar com a comparação e justificativas·subestimar o longo prazo e superestimar o curto
  • A importância de ter critérios fixos para avaliar o progresso pessoalausência de régua com critérios fixos·evitar validações sociais aleatórias·criar critérios fixos de análise
  • A virada de chave na vida financeira e a gestão inteligente do dinheirolidar com o dinheiro que começa a sobrar·liberdade com responsabilidade·construir um ambiente favorável
Transcrição109 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
CCCaio Carneiro

Galera, antes de começar o nosso episódio, eu tô muito feliz pela essa parceria do Como Você Fez Isso com o Nubank Chroma e falar pra vocês de algo maravilhoso que é a Caixinha Turbo do Nubank Chroma, que rende 120% do CDI. Então, pra você que quer acelerar os seus planos, seus objetivos, aproveite a Caixinha Turbo do Nubank Chroma. E agora vamos ao episódio que tá sensacional, ainda mais com o Nubank Chroma junto com a gente.

O que você acha que são os maiores adversários do jogo de querer mais, de poder mais?

LCLuana Carolina

A maioria deles são criados dentro da nossa própria cabeça. Mas o perigo maior ainda é quando a gente alimenta um tribunal na nossa própria cabeça. Que a gente tem ali algumas cadeiras que nós fazemos questão máxima de colocar alguns colegas de trabalho, alguns concorrentes nossos, profissionais de outra área. Nunca é quem vai se beneficiar dessa minha melhor versão vai achar. Nunca é.

CCCaio Carneiro

Alguém que quer mais, a sua orientação é qual?

LCLuana Carolina

Ela é estrategista de negócios digitais, mentora e especialista em comunicação e narrativa de vendas. A convidada de hoje é Luana Carolina. Você escolhe começar por uma única coisa, porque a partir do momento que eu escolher uma única coisa Eu vou ter tempo e foco para me dedicar naquilo. Porque o que é foco não é mágica, é você otimizando o tempo que você fica exposto diante daquele, daquela execução, daquele conhecimento, sei lá, você é tempo de execução.

E como eu aumento, é mais rápido. Então saiba direcionar com muita inteligência essa sua força vital para coisa certa. Não deixa ela dispersar.

CCCaio Carneiro

Galera, sejam todos muito bem-vindos a mais um poderosíssimo episódio do Como Você Fez Isso, que eu entrevisto uma pessoa agora que eu gosto muito. Eu tenho um carinho enorme por ela, eu adoro os conteúdos dela, adoro, adoro a forma como ela pensa. Vocês já viram na nossa introdução. Então eu queria que todo mundo recebesse minha plateia maravilhosa, Luana Carolina. Palmas para ela! Tô muito feliz, seu primeiro episódio na nova temporada do Como Você Fez Isso.

Você fez parte da história do Como Você Fez Isso, já esteve aqui junto com a gente, e todo episódio seu as pessoas gostam muito. Acho que você tem uma habilidade muito contundente de conseguir fazer colocações com bem marcações, com marca-texto da Luana Carolina, eu falo, né, tipo, bem segura nas colocações. Mas de um jeito onde você coloca as pessoas para pensar, refletir, meio que para provocar, né? Então você tem esse jeito que eu gosto muito.

E até pensando no como, acho que todo episódio, eu gosto de reforçar isso, ele começa a partir de um como. O seu, eu queria trazer como virar a chave, entender que você pode mais. Em que momento assim você entendeu que você pode mais? Como virar essa chave? Porque todo mundo que tá assistindo a gente, a verdade é essa, O cara quer melhorar, certo? A pessoa quer crescer, ela quer progredir. E as pessoas que vão ficar até o final, ela acredita: esse episódio vai me ajudar a melhorar. Como você fez isso com você, com a tua história?

LCLuana Carolina

Olha, Caio, antes de tudo, eu tô muito feliz de estar aqui. Eu achei lindo esse novo formato, assisti aos que já estão disponíveis e de fato tá tudo muito maravilhoso. E eu só estou aqui porque em um momento Eu olhei para mim, eu pensei: você pode mais. Só que para a gente tomar a decisão de agir nesse segundo nível, a gente tem que tomar outras decisões. Porque é muito fácil, a pessoa assiste aos podcasts, participa dos cursos, das mentorias.

Ah, beleza, eu quero ser mais, eu quero exercer esse meu máximo potencial. Potencial. Eu quero tirar dentro de mim tudo aquilo que eu tenho para o mundo. Só que tem as entrelinhas. Eu acho que qual é a entrelinha que é mais ignorada? Qual é a seguinte? Assim, ó, você está disposto para talvez descobrir que o seu melhor não é aquilo que você idealizou na sua cabeça? Eu acho que a gente já conversou disso em uma das vezes que eu vim aqui, que até falei daquele exemplo, aquele exemplo da pessoa que ela tá na sala de aula e ele é o aluno que ele nunca de fato se dedica e toma a decisão de sentar para estudar.

Ele se contenta eternamente com aquele 8 e ele enche a boca para falar que eu não anotei, Eu não prestei atenção direito. Ah, eu nunca estudei. Chega em casa, vou fazer outras coisas. E aquele 8 meio que mantém o ego dele muito amaciado mesmo, que o 8 não é ruim, né? 8 não é ruim porque eu não tomei a decisão. Então eu sei que se eu pudesse agir dentro desse pequeno espaço de potencial, eu bateria de frente com aquele cara lá na frente que fica babando ovo de professor, que fica anotando tudo.

O dedicadão. Ah, mas eu não quero me esforçar, então eu fico ali no 8. Só que no fundo, no fundo, talvez se essa pessoa tomasse a decisão de prestar atenção, chegar em casa e estudar, que ele fosse realizar a prova, ele não encontraria um 10, ele encontraria um 8,5. E como lidar com isso? Como lidar que aquela expectativa, aquela idealização que você construiu na sua cabeça que você é especial, que você é diferente, só não está operando nesse potencial todo.

E eu sinto que quando a gente não está de acordo e alinhado com essa possibilidade do meu máximo não ser aquele potencial que em 6 meses vai transformar minha vida financeira, que em 1 ano vai me colocar nas mesmas mesas das pessoas que eu sempre admirei, se esse meu potencial extremo não me fazer chegar aonde eu achei que eu poderia num curto período de tempo, como eu lido com isso? Eu vou ter que aceitar que eu não sou tão especial, eu vou ter que aceitar que eu não sou tão diferente quanto eu achei que eu poderia ser.

E talvez eu vou ter que lidar com o fato que aquela pessoa que, para evitar a comparação, eu me justificava falando: ah, é que eu não faço o que o cara faz, né? Eu ainda, imagina, fica lá viajando, pô, vendendo curso, qualquer um faz esse tanto de dinheiro criando conteúdo lá. Pô, daí para o cara é fácil. Então é uma forma de eu pegar essa comparação e tirar. Eu não me coloco como igual porque eu coloco várias justificativas que essa pessoa está fazendo esforços que eu não estou disposto a fazer.

Tipo, eu não estou disposto, e é por isso que eu não usufruo dos resultados que essa pessoa usufrui. E daí tem isso que é quase invisível que acontece, porque eu não tomo as decisões, eu não parto para execução. E talvez se eu parto, o comecinho se torna tão constrangedor, o comecinho se torna tão isso que eu falo: não, não, nem queria tanto isso. E daí eu deixo de lado. Então, se você quer operar em um nível superior, é fundamental que você esteja de acordo com a ideia de encontrar uma versão de si que você vai estar dando o seu melhor, acordando cedo, lendo os livros, indo atrás das informações, que ainda não dá conta.

E faz parte do processo, porque normalmente a gente pega o curto prazo e quer ter tudo nesse curto prazo. E daí o longo prazo, que é o lugar aonde de fato ao longo dos anos eu conseguiria ir me desenvolvendo, e me tornando uma pessoa melhor, eu, eu vou lá e subestimo. Então subestimo o longo prazo e superestimo os 6 meses. Mudar a vida em 6 meses, mudar a vida em 1 ano. Esse vai ser o meu ano de virada, esse é o ano que tudo vai acontecer.

E na realidade, se você tiver de fato comprometido, pode ser um ano que as coisas finalmente comecem a se organizar para aí você estar em um cenário mais organizado para conseguir fazer acontecer, de fato.

CCCaio Carneiro

E quando pega esse fazer acontecer, você lembra no teu caso, você, onde a sua vida começou a melhorar, foi o que te moveu, combustível? Eu gosto de entender um pouco o que moveu as pessoas. Foi um sonho ou fugir de uma dor assim? O que que você acha que te moveu?

LCLuana Carolina

No meu caso, foram muitos fatores. O primeiro dele é que na minha cabeça, desde quando eu era muito pequena, eu nunca achei que eu nasci para pouco. Então, para mim, era natural Porque todo ser humano, Caio, dentro da cabeça dele, ele tem esse— é como se fosse um, como que eu posso falar, é um espaço de crescimento que na sua cabeça você tem que passar, que tipo é um desenvolvimento pessoal ou profissional que existe para você.

CCCaio Carneiro

Nossa, você falou com uma convicção aqui que eu senti até.

LCLuana Carolina

Não, mas escuta, Aí qual é o problema? Dependendo do ambiente que você cresce, eles podam o tamanho disso. Então assim, ó, você nasceu para pouco. E se eu nasci para pouco, por que eu vou me desenvolver? Por que eu vou atrás de mais? Por que eu vou aceitar coisas grandes? Porque essa minha réguazinha é muito curta. Mas agora, se você vem de um ambiente que pela criação dos seus pais, ou hoje em dia pelo conteúdo que você consome na internet, Você não é que você sente que é grande, você consegue enxergar o tanto que é possível se tornar melhor.

CCCaio Carneiro

Muito bom.

LCLuana Carolina

E quanto maior é essa régua, não tem um momento que tipo assim, não, o que a engrenagem tá sendo especificamente o meu propósito, um sonho, uma dor. Sempre vai ter alguma engrenagem, porque sempre vai ter espaço para você crescer, porque você sabe que dá para usar aquele momento, aquela circunstância, para se tornar melhor, para se desenvolver. Mas as pessoas podam essa régua. Então, tipo assim, não, eu tô aqui, tô lá ganhando os meus R$10 mil, R$15 mil por mês, comprei um carro que eu gostaria, dei a entrada no imóvel, financiei, tô melhor que os meus amigos ali, aqueles de infância que eu estudei.

Para que mais? Então as pessoas podam daí tudo aquilo e ficam acomodadas. E não é só o crescimento profissional, é o desenvolvimento pessoal, tudo que dá para melhorar. Olha você lutando, olha quantos homens chegando onde você chegou, com acessos que você chegou, com todos os aplausos que você já teve, com todas as validações que você já teve. Por que eles arrumariam para cabeça ter um marmanjo suando em cima de você, arrastando sua orelha ali no chão?

Então eu acho que em momentos, em diferentes cenários da minha vida, eu tive diferentes motores. Eu tive as minhas dores de olhar para uma situação e falar: eu não vou me rebaixar, não vou deixar essa pessoa me subestimar. Eu não vou me encaixar na caixinha que essa pessoa acha que eu tenho que me encaixar. Inclusive, eu vou colocar sim o meu cavalinho na chuva. Às vezes tava me colocando em uma situação que de fato não pertencia, que ainda era muito grande para mim, foi assim.

Mas todas as pessoas que eu conheço de muito sucesso, em algum momento elas colocaram cavalinho delas na chuva. Em algum momento elas ocuparam uma cadeira que no fundo elas falavam: talvez eu não pertença aqui. Como assim? Eu tô sentada na cadeira que o Clóvis sentou, que o Brunê sentou. Eles têm o dobro da minha idade. Quem sou eu para estar aqui? Quem é você para estar aí? A gente trabalha com internet. Eu tenho mais de 1 milhão e 800 mil seguidores só no Instagram.

No YouTube também. Pensa só quantos dedos me apontando todo dia. Quem é você para falar disso tudo? Você largou 3 faculdades. Quem é você? E se eu fosse me deixar definir por essas pessoas e definir o quanto eu vou me desenvolver, o quanto eu vou crescer por esses dedos, eu não saía do lugar. Porque cada pessoa me aponta e cada pessoa tem na própria cabeça dela uma limitação de você não deveria sentar porque existem critérios a serem cumpridos.

Esses dias eu escutei uma pessoa falando: ah, é um absurdo você criar conteúdo sobre tal coisa se você ainda não— aí coloca ali, né? Ah, se você não tem mestrado, se você não se formou, se você não tem tantos anos, se você não passou por isso. Então são critérios infinitos. E por que eu vou limitar minha vida por uma variável que é infinita e pode ter qualquer nome, porque ela é maleável. Critério é uma coisa que cada um preenche com o que foi criado.

Como eu tô deixando o dedo do outro me dar o meu critério? Então é, depende do momento de vida. Você fala, ah, Luana, mas naquele momento específico que foi Depende.

CCCaio Carneiro

E dentro desse jogo do pode mais, que esse começo do nosso papo é um banquete, é um convite que você tá fazendo, quais você acha que é os maiores adversários desse jogo assim? Para ser, Caio, as pessoas têm que estar ligadas que os maiores adversários de poder mais é, são, o que que você acredita? Um você já falou, cara, cuidado com julgamento alheio. Porque se você deixar que o outro te defina, você vai parar numa esquina que você não queria, ou pelo menos não aquela que vai te fazer feliz.

Vai parar no lugar que não vai, não vai de encontro com seus objetivos pessoais. O que você, o que você acha que são os maiores adversários do jogo de querer mais, de poder mais?

LCLuana Carolina

Nossa, são tantos. Eu acho que nós estamos alinhados que a maioria deles são criados dentro da nossa própria cabeça, né? Então tem esse que é mais objetivo, é de fato alguém dentro da tua própria casa colocar você no teu lugar e falar: não sei por que você tá sonhando, olha de onde você veio.

CCCaio Carneiro

O próprio cavalinho da chuva é uma expressão clássica, né?

LCLuana Carolina

Exatamente.

CCCaio Carneiro

Então tira seu cavalinho da chuva.

LCLuana Carolina

A gente tá falando aqui que objetivamente existem pessoas ao nosso redor que vão falar, que vão externalizar, mas o perigo maior ainda é quando a gente alimenta um tribunal na nossa própria cabeça. Que a gente tem ali algumas cadeiras que nós fazemos questão máxima de colocar alguns colegas de trabalho, alguns concorrentes nossos, profissionais de outra área. Eu trabalho com profissionais liberais e a objeção número 1 é: não é o que o meu cliente vai achar.

Nunca é quem vai se beneficiar dessa minha melhor versão vai achar. Nunca é. Nossa, não é assim, é, pô, na minha casa, quando eu puder operar dentro desse meu potencial maior, me esforçar, por mais que naquele momento, putz, ainda não foi suficiente, mas beleza, eu tenho tempo para me desenvolver, eu tô do lado do longo prazo. E aquela história, não é aquela famosa, no longo prazo eu não perco. Tem essa frase que é muito famosa, eu adoro ela, ele sempre vence.

Nunca é assim. Sempre é, ai, mas putz, né, o que que aquelas, aqueles profissionais da minha cidade vão achar? Imagina, né? Eu, porque olha só, o profissional no offline ele consegue proteger a honra dele. Então, ah, beleza, ele tem um aluguel numa sala que é numa, é uma localização legal, ele atende alguns clientes bacanas, quando tem evento, quando tem seminário, quando tem palestras, ele tá bem, ele consegue pôr uma roupa que vai ali deixar ele ok.

Mas agora, quando eu falo de criar conteúdo, ele fala bem assim: não, mas pensa, eu já tenho todo esse meu, esse meu posicionamento, né, assim, impecável. Mas e se eu postar lá? Vamos ver que poucas pessoas curtiram, mas o meu concorrente, ele é mais badaladinho na cidade, e pô, os posts dele estão até melhores do que o meu, e ele nem é tão competente. Então como eu vou me colocar nessa situação? O que vão achar? O que vão pensar?

Então eu vejo, tem esse tribunal o tempo todo, e eu, eu mesma na minha trajetória Todas as vezes que eu me limitei, que eu travei, que eu me podei, foi quando eu estava sob os olhos desses jurados que eu mesma alimentava, eu mesma projetava com as minhas inseguranças. É muito bom, cara, com as nossas inseguranças.

CCCaio Carneiro

É muito bom que você tá falando. Desde que você falou essa frase, você ficou mais uns 4 minutos falando e eu prestei atenção em tudo. Mas eu grafei com marca-texto aqui. E plateia, não sei se vocês se ligaram também, a hora quando a Luana falou: geralmente as pessoas não se preocupam com a opinião das pessoas que vão se beneficiar do meu melhor. Geralmente é as pessoas que não têm nenhuma correlação com o meu melhor, eu me preocupo.

Isso é, isso é tão bom. Porque parece que começa a organizar os juízes na cabeça. Quem de fato é o juiz na cabeça, né? Quem que é esse STF aí? E quando a gente pergunta, acho que principalmente, qual foi um dos grandes adversários, você falou no começo que a batalha mais dura é aquela que rola dentro da gente. E como, e para poder mais, e como proteger essa luta, né? Como proteger esse jogo? Como ganhar esse jogo? Como que você faz para proteger, por exemplo, a tua motivação?

Como você fala para proteger, acordar todo dia de manhã e falar, vamos lá, mais um dia, vamos lá, vamos melhorar só mais hoje? Como que você faz essa proteção desse entusiasmo, dessa vontade de ser melhor, de melhorar todos os dias? Mesmo às vezes em Curitiba acordou chuvoso, acordou frio, ou seja, todos os dias. Como é que você faz?

LCLuana Carolina

Quer a resposta curta, fácil, rápida, ou a resposta real assim?

CCCaio Carneiro

Ah, quero real, né?

LCLuana Carolina

Porque eu falo que aqui que entra você ser de fato inteligente. Você ser inteligente é você saber que muitas vezes você não vai conseguir por livre e espontânea vontade.

CCCaio Carneiro

Isso é bacana.

LCLuana Carolina

E é por isso que é da nossa responsabilidade a gente deixar todo o contexto externo preparado para quando esses momentos chegarem. Sabe aquela história de que tem a sorte, a boa sorte, e a boa sorte é basicamente quando você deixa tudo preparado para quando a sorte vem? Se bater, se a sorte bater na minha porta, eu vou estar trabalhando. E se aquilo que não é sorte bater na tua porta, quem vai estar ao teu redor? Aonde você vai estar?

De que momento serão feitos a sua rotina? Quais são as suas demandas para cumprir? E é um, e é assim, é uma resposta que de fato no curto prazo de beleza, aconteceu comigo agora, Quem tá assistindo não tem como colocar em prática isso que eu acabei de falar, mas se eu sou um adulto responsável e eu entendo que não é doce como maravilhoso e sempre tudo flores, é da minha responsabilidade ir cultivando um ambiente que me ajude a aguentar o tranco, escolher com muita sabedoria Quem é a pessoa que eu vou passar o resto da minha vida?

O que essa pessoa vai me falar quando ela vê que eu claramente tô me subestimando, que eu claramente estou me sabotando? O que essa pessoa vai fazer? Que tipo de trabalho eu quero ter? Não é só para dar dinheiro, Caio, que a gente escolhe um trabalho bom, que a gente se desenvolve profissionalmente. Não é só também para alimentar o nosso ego de beleza. Eu consegui expressar para o mundo e me tornar uma e executar minhas ideias, mas é mais uma ideia de finanças, de juros, um investimento.

Sim, como isso, como esse tipo de vida lá na frente vai me ajudar caso não sejam flores o que surgir? Porque às vezes eu acordo e eu estou nesse estado de espírito Que é terrível, é terrível. Eu brinco com o Rafael que parece que existem duas Luanas assim, e a intensidade, a capacidade que uma tem de brilhar, a outra tem de causar sombra. É tenebroso. E eu falo para o Rafael, amor, eu não— é bizarro assim. E nesse momento o Rafa me olha e fala, olha como a gente é feliz.

Hoje você pode tirar o dia para relaxar, se cuidar, pensar em você. Você pode se dar ao direito de ter tempo para lidar com o que tá passando na sua cabeça. E quando a gente fala, ai, todo mundo tem as mesmas, todo mundo já sabe que não são as mesmas 24 horas. Mas também é minha responsabilidade. Beleza, eu estou no momento de ascensão profissional. Tenho muitos amigos que estão em um momento de ascensão profissional, então dentro de um modelo de negócio bom, aprenderam a vender, estão otimizando gestão, rotina.

Mas aí vai ser só no curto prazo que você vai colher os resultados disso? Ah, comprar um carro bacana, fazer uma viagem legal, andar de primeira classe, finalmente comprar a bolsa de marca que você queria. Mas como você pode usar dessas vantagens financeiras, profissionais, para construir um ambiente que no futuro você se sinta mais confortável, para escolher as pessoas que você coloca dentro da tua casa, coloca dentro do teu negócio?

Porque se você é empresário, se você empreende e você acha ruim para empresa lidar com as pessoas que você mesmo colocou lá dentro, Tá tudo errado. E quando eu acordo nesses dias, primeira coisa que eu falo é: meu Deus, eu acho que eu vou no escritório hoje, porque o pessoal que tá lá dentro é uma energia boa, são pessoas legais. Eu faço minhas coisinhas com calma, vou para o escritório, eu penso: nossa, que bom que eu tô aqui limpor.

Não adianta ficar remoendo dentro de casa, mas tem gente que não tem opção. Então a gente também precisa se esforçar profissionalmente, não só para trazer dinheiro de reserva e tal, mas, cara, eu preciso montar cenários favoráveis cada vez mais a minha vida para facilitar sempre.

CCCaio Carneiro

Aí pega esse gancho, né? Acho que você me deu um momento de uma pergunta aqui, até eu tenho curiosidade de saber. A gente é um super parceiro que é o Nubank Chroma. E aproveitando esse gancho, qual foi a sua maior virada na sua vida financeira? Maior virada de chave na sua vida financeira? Como que você trouxe esse, essa ótica? Como é que foi para a Lu a grande virada de chave?

LCLuana Carolina

Foi quando, eu acho que não é todo mundo que vai se identificar com isso, mas boa parte do nosso público vai. Sabe quando você tá num patamar financeiro Que você começa a ver uma quantidade de dinheiro na sua conta que até então não era normal.

CCCaio Carneiro

Começou a sobrar, sobrar.

LCLuana Carolina

Pô, tá, tô tendo. Ah, se eu quisesse, mudou até a sala, né?

CCCaio Carneiro

Você viu que a sala deu, abriu a comunicação?

LCLuana Carolina

Aquela cabecinha, é bom de você andar no shopping, fala: se eu quisesse, eu podia, eu podia, sabe?

CCCaio Carneiro

Pô, vou me presentear.

LCLuana Carolina

Só que ainda não é como se fosse aquele dinheiro infinito, é assim, ah, se eu quisesse, vamos se empolgar com o que começou a sobrar agora. Ah, se eu quisesse, era só eu querer, não tanto.

CCCaio Carneiro

Entendi.

LCLuana Carolina

E foi nesse ponto, porque nesse ponto eu senti um gostinho E eu não queria lidar com as consequências de ter que escolher entre uma coisa ou outra. Então é o ponto do momento aonde você sente o gostinho que você pode, mas você não pode tudo, e você tem que começar a ser inteligente nas decisões.

CCCaio Carneiro

Muito bom isso.

LCLuana Carolina

Mas acima disso, você ainda fica com aquela vontade de— eu entendi aonde dá para chegar, Eu quero mais, mas não para gastar mais, é para ter mais liberdade de escolher sem ficar com peso na consciência, sem ter que ficar ou ou, e sentir que você tá fazendo aquilo não só para provar para você mesmo que você chegou lá, porque eu passei por esse momento, tipo assim, eu vou comprar isso para provar que eu cheguei, para mostrar para mim mesma assim, eu cheguei.

Mas não, é justamente o eu quero fazer muito mais para poder negar e não sentir que vai faltar, que era uma oportunidade única. Porque esse dinheiro que sobrou na conta foi uma jogada de sorte do mercado que tá no momento bom, mas é porque eu desenvolvi habilidade de vendas, eu desenvolvi conhecimento de um modelo de negócio, e eu sei que não é uma sorte que, putz, num piscar de olhos eu perdi a mão aqui, tudo foi para o buraco, eu não sei reconstruir. Eu faço com as minhas próprias mãos de novo.

CCCaio Carneiro

Então esse cenário inteiro, você nova, né, pelo menos plateia, eu quero aprender vocês. Você novo, você tem que aprender a lidar com uma tentação entre você começou a dar certo, dinheiro começou a sobrar, agora você ganha mais do que você gasta, essa diferença começa a acumular, e você tomar uma decisão não para imediata, para resolver um prazer imediato. E ainda você novo, porque às vezes quando a gente é novo, às vezes a gente quer tomar algumas decisões para mostrar para mim, às vezes para mostrar para os outros, falar assim, cara, não, essa é a melhor decisão tomar, decisão inteligente com meu dinheiro.

LCLuana Carolina

E às vezes que é a liberdade com o peso da responsabilidade, entendeu?

CCCaio Carneiro

Muito bom.

LCLuana Carolina

Eu não quero exercer essa minha liberdade porque também me dá prazer Senti que eu sou responsável com aquilo que eu tenho, senti que eu tô fazendo a coisa certa, senti que eu não tô escravo desse dinheiro que tá chegando, que eu não preciso provar nada para ninguém. Então foram essas cenas assim que eu senti que, opa, sim, isso dá dinheiro, sim, eu estou construindo um negócio, não, não foi um golpe de sorte, eu preciso prestar mais atenção.

E não levar as coisas de qualquer jeito. E justamente aí que vem as dúvidas, né? Como eu posso gerir melhor? Como eu posso otimizar?

CCCaio Carneiro

Como você sabe que você tá melhorando? Qual que é o maior indicador que você olha para assim, tô melhorando? É pautado em que que você olha? O que que você recomenda? O que que você acredita que é a melhor maneira de avaliar? Porque o podcast para pessoas querem progredir, porque tem gente que tá progredindo, não tá nem percebendo. E como que você faz para analisar? Tô melhorando.

LCLuana Carolina

Tem uma coisa que é muito recente que eu tomei atenção nisso, mas eu tenho essa sensação Quando eu consigo criar uma previsão, uma expectativa de resultado, e saber que eu tenho autonomia de fazer alcançar aquela expectativa que eu tive. Então vamos supor, você pensa bem assim, Black chegando, tá? Pô, eu tenho uma expectativa de fazer, sei lá, 8 dígitos. Não é mais aquela fase que você tá um pouco assustado e atirando para todo lado e correndo atrás de informação de o que dá para fazer, o que dá para— meio que você já faz uma engenharia reversa de, opa, se eu quero atingir esses dígitos aqui, existem alguns requisitos que precisam ser verdades.

Então Eu preciso trabalhar com tal ticket porque eu sei que o tipo de público que eu tenho, meu cliente é esse, eu sei que ele espera isso, eu sei que o mercado tá operando assim. Então eu sinto que eu estou evoluindo, principalmente quando eu consigo ter esse tipo de domínio, que óbvio que não é completo, mas não é mais tanta confusão. Misturada com insegurança, torcendo para sorte tá do lado e ficando ali na força de vontade.

Não, mas eu sou muito guerreira, eu quero muito. É quando você sai do patamar de vai dar certo porque eu quero muito e você alcança o patamar de vai dar certo porque eu entendi quais são as regras do jogo, quais são as variáveis, como ele funciona e qual é a minha margem de erro. E tá tudo bem, porque às vezes a gente toma uma decisão, a gente compra o erro, e tem erro que é muito caro. Só que o empreendedor e o empresário, ele começa a comprar erros.

Tipo assim, eu tô comprando informações, não é erro. Tipo assim, nessa Black, o que que vai ser? Que as pessoas vão fazer? Bom, eu tenho essas hipóteses de que, sei lá, vai ser se juntar com as pessoas ou empresas em collabs, pipi. Eu tenho alguns motivos para ter essas hipóteses e eu preciso apostar, mas não é nas cegas. Eu não vou às cegas fazer aquilo, eu tenho informações. Só que quanto mais eu faço essas apostas sem nenhum conhecimento de causa, maior é o risco.

Então mais eu tô colocando em jogo completamente no escuro. Então eu sinto que eu estou me desenvolvendo e também como pessoa quando diminua essa insegurança de que eu vou me esforçar muito. Não, não é só se esforçar, mas é se esforçar em quê objetivamente? Demandas diárias, tarefas, tasks, quais serão elas e por que são elas e qual é o 80/20 dentro delas e a hierarquia entre elas, sabe? Você para de ficar gastando energia à toa.

CCCaio Carneiro

Sim, muito bom.

LCLuana Carolina

Direciona mais energia. Porque eu sinto que é aí que eu adquiri conhecimento, porque o conhecimento ele me poupa energia. Quando eu sei dentro da área que eu atuo como as coisas funcionam, eu saio daquele negócio de ter que ser ultra constante, ter muita dedicação e muito esforço, e eu começo a dar tiro assim, ó, é tiro mais certeiro. Não é acordar e ficar trabalhando o dia inteiro e fazer tudo o máximo possível porque eu sou dedicado, quero que as coisas deem certo porque eu tô entregando o meu melhor.

Isso é para o iniciante, é para quem tá começando. A pessoa não tem nem como ela ter know-how. Mas depois que eu ganho know-how, as minhas movimentações, elas geram resultados, e eu enxergo o que causou, e eu sei repetir aquilo que causou.

CCCaio Carneiro

Então, qual seria a sua recomendação para alguém que tá numa fase difícil?

LCLuana Carolina

Qual o sentido?

CCCaio Carneiro

O ano não tá bom. 2026 não foi um ano legal profissionalmente, não foi um ano bom. A pessoa chegou cheia de sonho, virou o ano cheio de vontade, falou para mulher, cara, esse ano é nosso, ele está chegando aí em setembro. Assim, cara, se a gente sobreviver, já esse é o clima. Foi você que tá chegando em setembro machucada, cara, pelo 2026. A pessoa tá chegando aqui, tá no podcast, ela tá querendo, mas ela tá machucada. A fase não foi boa, o ano não foi bom. Qual seria a sua mensagem para essa pessoa?

LCLuana Carolina

Primeira coisa é pegar um papel e uma caneta e escrever especificamente o que não está bom. Porque quando você olha e fala tudo está errado, não está bom, você tá pegando algo que é um sistema Pensa um cano de água, tá caindo tudo lá dentro. Não, não é tudo lá dentro. E você tá falando que o cano não existe? Porque pensa, se eu não sei em qual ponto do cano tem buraco, todos os pontos do cano começa a ter buraco. Portanto, o cano não existe.

Não faz sentido nenhum. Uma corrente, quando ela arrebenta, não é por causa de todos os elos. Sempre vai ter um elo que é o elo mais frágil. Eu fiz um vídeo no YouTube sobre isso e foi uma chateação, faz anos, porque eu não consegui achar o título, um título e uma thumb boa. E eu falo justamente sobre isso: a pessoa que não é capaz de pegar essa sensação de que as coisas estão ruins e dar nome aos bois, o que está ruim e por que está ruim, Primeiro, pode acontecer, que é normalmente que acontece, essa catastrofização da corrente inteira.

Não, de tipo assim, tudo você aumenta. E aí a tua vida nem era para estar tão ruim assim, mas como você não se deu ao trabalho de parar e pensar o que especificamente está me incomodando— ah, é a falta de dinheiro, isso é a causa, mas vamos lá, tenha onde está o problema. E a falta de dinheiro, por quê? Foram muitos financiamentos? Você gastou mais do que devia? Tá vendo que as pessoas, elas têm uma mania de comunicação de generalizar.

Só que isso, quando você trata de sentimentos, de emoções, de desenvolver, de analisar a própria vida, de buscar se tornar melhor, se você não consegue sair dessa comunicação generalizada e se trata, você não tem direcionamento e esclarecimento nem de enxergar onde está o problema e nem de buscar possíveis soluções. Então, ah, tá tudo muito ruim, e a pessoa fala isso com um relacionamento maravilhoso dentro de casa, com uma família que recebe bem.

E aí, às vezes, porque foi um ano que ele não teve a expectativa financeira alcançada, ele tá colocando todo mundo dentro desse balaio. E vira daí uma bola de neve infinita que ele não sabe nem por onde começou. E aqui tem outro ponto: lá do começo de ano, quais eram as expectativas e de onde elas vieram? Porque é muito fácil me frustrar com a expectativa, falar: porra, Caio, não tava aqui o Clóvis! Aí você vai falar: uai, Luana, mas de onde você tirou isso?

Era minha expectativa que ele tivesse ali, já que eu não vim assistir ele, que ele tivesse ali me esperando para eu falar com ele depois, junto com o gorila, junto com o gorila. Daí você vai falar, mas de onde você tirou isso? Era minha expectativa e agora estou extremamente frustrada. E não só frustrada também, como eu olho para você como vilão da história. Em relacionamento isso acontece o tempo todo. Porque não tem uma comunicação clara.

O que você quer de mim? Por quê? Como? Ah, eu quero que você se dedique mais. Mas o que é se dedicar mais? Porque para o Rafael, dedicação assume, por exemplo, para ele dedicação é as coisas organizadas numa planilha, com antecedência, planejamento, ter tudo, sabe? É linear o pensamento. Então, se eu trago o que ele quer sem linearidade, sem organização, para ele não teve essa dedicação. Porque na cabeça dele, a dedicação é uma palavra muito abstrata, é muito ampla, ela aceita tudo.

O que é ser uma pessoa dedicada? Eu tá lá, ó, batendo ponto, batendo ponto no sentido de cumprir tabela por tá cumprindo tabela. Eu, Luana, não enxergo dedicação dessa forma. Então, por exemplo, lá na minha empresa, chega a achar que, ah não, porque eu tô aqui há muito tempo. Não, mas eu não ligo. Se você tem uma tese curtinha, me dá a tese curtinha e pronto. Então, mas cada pessoa tem. Mas se eu não tenho um esclarecimento objetivo do que na prática, e como trazer esse esclarecimento?

Imaginando uma cena mental mesmo. Por isso que eu brinquei do negócio da planilha, porque o Rafa vai sentir que eu me dediquei para uma demanda de Black Friday da empresa se eu chegar com um checklist para ele, as coisas anotadas. Se eu chegar só com uma ideia, amor, pá! E para mim aquilo foi uma dedicação. Somos pessoas diferentes, sim, mas com a sua própria vida também assim. E a gente tá entrando no Ano Novo. Então esse negócio, ai, esse ano é o ano da virada, eu quero fazer dar certo, eu vou escalar o meu negócio.

Abstração, abstração, abstração. Aí chega no final do ano, às vezes de fato você evoluiu, você se desenvolveu, e no meio do caminho você tomou outras decisões que mudou o cenário. Você jura que fracassou e você jura que tá em maus lençóis, mas assim, dentro da configuração de vida, talvez ainda você esteja sendo um herói. Sim, objetivamente, se olhar e falar, cara, abre a conta do banco, eu fracassei. Mas diante de tudo que aconteceu, às vezes foi a sua maior vitória ter chegado no fim do ano com a cabeça que você chegou, ainda com as coisas sem estarem encaixadas. Tá vendo que é tudo muito bom?

CCCaio Carneiro

Eu perguntei, não sei se você conseguiu aterrissar, bicho. Você que tá numa fase ruim, primeira coisa, aprenda a dar nome para o seu monstro, para o seu gorila. Cara, já é um desafio dar um nome para o nosso monstro, porque o que você falou, bicho, o problema é se você não dá o nome para o teu monstro, tudo vira um terror, tudo. Então o problema de dar um nome nosso monstro, assim, cara, o meu ano não foi legal, o que exatamente do seu ano não aconteceu?

E só de você fazer exercícios de dar um nome, você já começa a separar o joio do trigo. Sim, né? Porque a gente, a gente é muito, a gente é muito bom em colocar tudo numa sacola.

LCLuana Carolina

E isso é exatamente este o meu ponto. A gente bota tudo na sacola porque a preguiça é tanta que você nem consegue pegar pessoas que não mereciam estar lá dentro, situações que não mereciam estar lá dentro. Todo mundo sofre, e essa é a pior parte.

CCCaio Carneiro

Aí saí, então, vindo do aspecto, fui para outro grupo, fui para o outro lado da plateia. Mensagem para quem tá difícil, já deu uma chacoalhada. Porque quando eu falei, tem gente perguntou: eu tive um dia difícil, eu tive um ano difícil. Nome para o teu monstro. Para pessoa não, cara. Para pessoa que tá animada, ela quer mais. A pessoa que tá animada quer mais. Por isso, quando você encontra alguém que fala assim, Lu, eu acho que eu posso mais.

Você encontra pessoas às vezes no shopping, no restaurante, pessoas que te acompanham. E eu tenho certeza que às vezes as pessoas, ele num papo, às vezes pede uma dica para você, para esse cara, eu quero mais. Porque você tem uma comunicação que estimula a pessoa produzir mais, você tem essa orientação. Esse é muito legal, tá do lado da gente, que aumenta nossa referência. Acho que é tá do lado de gente que faz a gente ser melhor.

Ninguém quer estar do lado de alguém, por exemplo, ninguém deseja: hoje eu quero conhecer alguém que me puxa para baixo. Eu não conheço alguém assim, gente. Hoje eu quero alguém que me deixa desesperançoso, fala: que desgraça de vida. Eu não conheço gente assim. Alguém que quer mais, a sua orientação é qual?

LCLuana Carolina

Especifique, mas falando sério agora, é assim, a pessoa que é ambiciosa, ela tem uma sombra, que é qual?

CCCaio Carneiro

Qual?

LCLuana Carolina

Ela vai atrás demais. E o primeiro passo para você ir atrás demais, naturalmente, é ir atrás de mais conhecimento. Ir atrás de mais informação. Só que a pessoa ambiciosa, ela não quer ir atrás de uma informação, ela quer ir atrás de várias, porque ela quer mais. Ela quer mais de muitas coisas ao mesmo tempo, normalmente melhorar várias áreas da vida dela. É normal da pessoa ambiciosa. Só qual é a sombra que isso causa? Não dá para melhorar tudo de uma vez.

A nossa vida é uma rede complexa, é, tudo está relacionado. É como se o prefeito de São Paulo, ele objetivamente, depois de uma reunião, descobrisse uma forma de otimizar o transporte público, deixar mais barato, mais rápido e com menos pessoas. Ele consegue implementar em um mês? Nem que ele queira, pode ter todo o dinheiro do mundo, ele não consegue. Então a pessoa que ela é muito ambiciosa, ela vai atrás de mais porque essa é a natureza dela, mais informação, mais conhecimento, e ela é exposta a tudo isso.

Só que tem uma coisa também que a pessoa ambiciosa passa quando ela tá diante daquele cenário de possibilidades, ela se sente travada. Primeiro porque depois de entender tudo que dá para fazer para melhorar, fica evidente tudo que ela faz e não está bom o suficiente. Ah, vou atrás de um curso de oratória. Começa a ver as primeiras aulas e fica muito claro e evidente os vícios de linguagem, isso, a postura, pipipó. Vou atrás de um treinamento, uma consultoria de imagem pessoal.

Você abre o seu guarda-roupa, você tem vontade de tacar fogo em tudo. Você vê, meu Deus do céu! Então toda nova informação que chega, ela escancara a informação que tava errada, o erro que tava sendo cometido. E muitas pessoas travam. Pessoas ambiciosas se tornam procrastinadoras nesse momento porque elas têm informação, elas sentem o potencial Porque agora elas entendem como fazer, só que elas sentem aquele constrangimento de: mas tá ruim fazer porque eu ainda não atingi o jeito certo.

Eu descobri como vender de uma forma melhor, só que eu ainda não me tornei hábil nisso. Eu descobri que existe uma comunicação melhor, mas eu ainda não adquiri Essas, essa habilidade por completo. Então é esse de eu sei que existe, eu sei que eu posso executar o passo a passo para melhorar nisso, só que isso deixou em evidência o meu estado atual e todos os erros desse meu estado atual e tudo aquilo que deixa a desejar no meu estado atual. E aí que a pessoa ambiciosa ela trava. Só que existe uma solução.

CCCaio Carneiro

Qual?

LCLuana Carolina

Você escolhe começar por uma única coisa.

CCCaio Carneiro

Porque isso é muito bom, é que eu sou muito literal.

LCLuana Carolina

E pode ver que todas as minhas respostas seguem, parece que eu tô respondendo sempre a mesma coisa, mas é que para mim tudo se resume nisso. Porque a partir do momento que eu escolher uma única coisa Eu vou ter tempo e foco para me dedicar naquilo. Porque o que é foco não é mágica, é você otimizando o tempo que você fica exposto diante daquele, daquela execução, daquele conhecimento, sei lá, você é tempo de execução. E como eu aumento, é mais rápido.

Então o foco, ele de fato faz as coisas acontecer mais rápido, não é por mágica. É porque eu passo mais tempo fazendo aquilo e fica mais fácil se desenvolver. Só que daí, se eu escolho uma única coisa, eu vou me desenvolver naquilo. Eu preciso aceitar o meu estado atual sem ficar colocando ele, sabe, tipo, ai, eu tô horrível, eu falo feio, tá tudo uma merda, o meu time é uma bosta, o meu gestor é terrível. Sem, sabe, ficar com esse drama todo de, tá bom, isso me trouxe até aqui.

Parece que é isso que a pessoa ambiciosa ela para de enxergar. Que aquele estado atual que você tá achando terrível, que parece que tudo dá errado, que meu Deus do céu, aquilo te trouxe até aqui. Então você precisa ser grato que aquilo que você tinha até então— e pasme, você vai se desenvolver nessa sua nova versão, e daí depois essa sua nova versão que até então parece ser mágica, você vai ver que tava cheia de erros também. Então precisa aceitar esse momento de que Tá, tá ruim, mas eu tô me desenvolvendo.

E você vai aceitando fazer algo enquanto não é bom o suficiente, porque bom você se torna. E aí, uma hora ou outra, pum, aquilo se tornou natural para você. Só que as pessoas não entendem, quando eu mudo uma coisa, como a vida é um sistema, naturalmente outras coisas também vão melhorando. É claro que não de forma ultra mega otimizada. Mas as coisas, porque me fala, uma pessoa que é boa em comunicação, intuitivamente ela começa a ficar melhor em vendas, melhor o casamento, entendeu?

É aos pouquinhos. Então aí você escolhe uma coisa, aí depois outra coisa, enquanto você lida com esse desconforto que é agir sem essa mais maestria e habilidade, porque sim, eu sou um novato, é tudo novo para mim, ou o meu negócio, meu ambiente ainda, putz, às vezes eu quero fazer várias implementações, só que não é do dia para noite, as pessoas estão se adaptando, existe esse período de adaptação, e a pessoa ambiciosa ela precisa engolir o período de adaptação.

CCCaio Carneiro

Calma aí, fala de novo. A pessoa ambiciosa precisa engolir o período de adaptação.

LCLuana Carolina

Num sentido aceitar. Ela precisa aceitar esse período de adaptação, porque ela quer muito rápido, ela quer colocar a carroça na frente dos bois, ela quer, ela não joga o jogo do longo prazo, ela quer o jogo do curto prazo, do meio curto prazo, entendeu? Do meio do curto, meio do meio, de um terço do prazo. Ela quer aquilo quanto antes, mas a partir do momento que ela vira essa chavinha e fala: o meu jogo é do longo prazo, estou fazendo as coisas certas e eu preciso ter paciência, aí ela colhe os frutos de ser uma pessoa ambiciosa.

Mas caso contrário, só vai gerar ansiedade, só vai gerar aquela obesidade mental, só vai gerar aquele Aquela prateleira cheia de livros com nenhum livro lido só vai gerar acúmulo, mas nunca esse acúmulo ele vai se traduzir em potencial executado, em força de verdade que a pessoa tenha. Não vai. Porque ela acumulou, acumulou, fez pela metade, pulou de galho em galho, sempre atrás da próxima ideia brilhante, sempre atrás da próxima jogada, sempre atrás da próxima galinha de ovos de ouro.

Mas ela nunca deu tempo suficiente para as coisas, sabe, a coisa maturar ali. Então é para pessoa que tá, cara, eu quero mais, saiba direcionar com muita inteligência essa sua força vital para coisa certa. Não deixa ela dispersar, senão, sabe, vai ser só mais um ano que você quis muito, mas sente que, sabe, nada de fato gerou, criou raiz e cresceu. Faz quantos anos que a gente tá fazendo esse negócio aqui? A gente tá falando na frente de uma câmera, cara.

CCCaio Carneiro

Eu vejo que você sempre— eu acho isso muito legal no seu jeito de pensar— você sempre vem traduzindo, você vem colocando a galera junto. Calma, calma, vem para cá, vem para cá, dando clareza do que precisa fazer. Você vem sempre reduzindo. Tá, você quer isso? Então você tem que sair daqui e fazer o quê? Essa correlação. E eu acredito que tem muita gente, tem esse desafio de tangibilizar uma vontade numa ação, traduzir um sonho em atividades diárias, porque eu acredito que ansiedade nesse estilo mora de você ter sentimento de impotência, que você não tá indo para frente.

Voltado nisso, eu coloquei uma pergunta que eu acho que vai ser muito legal. O que que você acredita que é o mais desafiador nesse jogo de melhorar, nesse jogo de progredir? É ausência de resultado, tá? Ou é ausência de incentivo? Que quando às vezes você não tem resultado, mas tem alguém: não, vamos lá, você vai dar certo, vamos lá, tenta mais um pouco. O que que você acha que contribui mais com alguém? Resultado, incentivo? O que que você acredita que mais, que algo que a pessoa tem que ter atenção?

Porque eu já vi muitas pessoas desistirem de algo que eu já vi gente desistindo de academia e a pessoa tá emagrecendo, né? Então, mas na cabeça dela não tava valendo a pena. Eu já vi pessoas em ambientes maravilhosos e a pessoa desistiu também. Então, o que que você acredita que no jogo da melhora a pessoa é o oxigênio? Você não pode ficar sem. Você concorda ou não?

LCLuana Carolina

Sim, eu acho que é a ausência de uma régua com critérios fixos. Você falou da academia, tem gente que não tem uma régua com critérios fixos. Aí a régua dela se torna uma validação social das pessoas ao redor estarem falando: ah, está magro, você não tá. Isso não é um critério fixo, claro, fixo. Aí outro dia é como ela se olha no espelho dentro de uma calça jeans. As pessoas que desistem no meio do caminho, normalmente elas ficam catando validações que vão falar se aquilo tá certo, tá errado, aleatórias.

Elas mudam. A pessoa que tá criando conteúdo para o Instagram, tá tentando crescer as redes sociais, eu já vi muito isso. O critério da pessoa, todo dia um diferente. Ah, não viralizou. Ah, teve pouco comentário. Ah, mas Nenhum colega meu compartilhou nos Stories, tá vendo? Eu acho que isso não é você levar seu sonho a sério. Se você quer levar seu sonho e seu objetivo a sério, você tem que criar critérios fixos de análise. Senão aquilo— pensa lá, alguém tá desenvolvendo um remédio.

Se eu não tenho critérios fixos para saber se essa nova fórmula tá boa, se tá testando com um grupo, com aquele, como que eu vou comparar genuinamente? Porque a comparação fica aleatória, fica aérea, fica nebulosa. Eu não posso ter critérios de comparações nebulosos na minha vida. Por isso que eu falo que aquele tribunal na nossa cabeça de, ai, o que, olha isso, o que o meu concorrente vai achar, o que o outro dentista da minha cidade vai achar, Tá vendo que eu posso preencher com qualquer achismo, qualquer palavra lá dentro?

Por isso que esse é o mais malvado de todos, porque é literalmente o que aceita qualquer resposta. Mas agora, se eu crio lá uma tabelinha, se eu vou lá e falo: não, o meu vai ser, o meu critério vai ser o peso na balança, o meu critério vai ser É o tanto de as medidas, ou não, Lu, não posso ir por esse caminho, meu critério é mais leve, vai ser certas, eu quero entrar em certo tamanho de roupa, eu vou me sentir mais confortável.

Ok, mas agora quanto mais abstrato e mais aceitar qualquer coisa esses critérios, mais difícil fica para eu de fato entender se eu estou conseguindo Sair do ponto A e ir para o ponto B. Eu não sei o que tá melhorando, o que não está melhorando. Você tem empresas gigantes, porra. Eu duvido que é na base do achismo.

CCCaio Carneiro

Já pensou em jogar a toalha em algum momento? Já teve um dia que você falou assim, cara, chega, não quero mais?

LCLuana Carolina

Já, vários. Números. Esse ano menos que ano passado. Esse ano foi tipo aqui.

CCCaio Carneiro

Não, fala sério, as pessoas vão acreditar.

LCLuana Carolina

Não, não, mas é para acreditar mesmo. É, eu tô falando sério. Esse ano foi mais tranquilo. Ano passado foi—

CCCaio Carneiro

não, aquele dia você fala assim, cara, eu vou desistir.

LCLuana Carolina

Não, ano passado, ano passado foi tenebroso.

CCCaio Carneiro

E o que que você fez para não jogar toalha?

LCLuana Carolina

O que eu entendi é que quando chegam esses momentos Nunca é porque alguma coisa tá dando necessariamente errado. Isso foi engraçado eu perceber, porque várias vezes as coisas estavam tipo, opa, calma aí, precisamos arrumar, precisamos melhorar. Mas não foi isso que fez, não foi uma catástrofe, não, não, no meu caso, né? Mas foi quando eu estava sem uma firmeza muito grande sobre quem eu era. Tipo assim, quem eu sou. Porque sempre quando eu quis jogar a toalha, eu vou falar muito do ano passado, né?

Esse ano foi bem tranquilo, falo brincando, mas foi ano passado, foi o momento que eu tive várias situações assim que eu me questionei. Foi quando eu não estava certa de quem eu era e eu tava delegando essa, esse, essa função para outras pessoas.

CCCaio Carneiro

De definir quem você era.

LCLuana Carolina

Exatamente. Porque quando as coisas estão difíceis, mas você tem muito claro a sua identidade, você olha para a situação difícil, você fala: faz parte do processo de quem eu sou lidar com isso, e eu dou conta. Se eu não dou conta, eu vou lidar e vou fazer acontecer. Mas quando a gente tá em dúvida e confuso sobre quem eu sou, Todo abalozinho se torna um grande questionamento. Será que eu preciso lidar com isso? Será que faz parte de quem eu sou, da minha identidade, da minha personalidade, ter que dar conta, ter que engolir esse sapo?

Porque quando você é— quando para você é muito claro quem você é, quando o sapo chega, você fala: eu engulo porque eu sei que faz parte da minha personalidade, faz parte da minha identidade engolir esse tipo de sapo. E tá tudo bem, eu assino embaixo. Mas quando você fica, quem eu sou? Mas será? Mas não sei. Tudo é um problema porque você não sabe quais são as batalhas que fazem sentido você lutar até o fim. Daí a identidade ela se torna líquida e tudo se torna um grande problema.

E as oportunidades surgem e você não sabe se abraça aquilo ou se aquilo vai ser uma dor de cabeça. Mas agora, quando você tá bem resolvido quanto quem você é, você diz não com mais tranquilidade, você diz sim e fala, joga para dentro, dou conta do recado. Tá vendo que fica mais fácil aceitar a circunstância?

CCCaio Carneiro

Como você fez para dar essa atualização de identidade? Uma conversa boa aí, né? Eu falo, se você não— eu falo para todo Todo mundo aqui, plateia, se inclui nessa. Eu acho que se você não fala sozinho, se você não fala com você mesmo, você é maluco. Não, eu passo o dia, eu troco ideia comigo muito. Como que você fez para dar essa, essa— vocês conversam com vocês mesmos, gente? Eu converso em voz alta. Às vezes a Fabi, com quem você tá trocando ideia?

Não comigo, tá tendo reuniãozinha aqui, estamos decidindo aqui algumas coisas. Eu troco ideia E eu faço até careta. Eu falei assim, Caio, o que que você acha? Não, não vou fazer isso não.

LCLuana Carolina

Eu escrevo bastante nos box do Instagram.

CCCaio Carneiro

Eu ainda faço personagem, tenho, sabe que nem o Divertidamente? Tem o Caio Bravo, tem o Caio Alegria, vamos lá, vai dar tudo certo. Tem o Caio, cara, vai dar cagada, eu já tô avisando, melhor. Então como que você faz para dar essa atualização de identidade? O que que você fez? Porque acredito que pode mais Tem tudo a ver com atualização de identidade, pô. Ninguém vai buscar mais desacreditando que pode, merece ou é capaz.

LCLuana Carolina

A gente precisava de outra sessão só para falar disso. Você acabou de entrar num negócio que eu gosto. Começou agora, a gente cresceu.

CCCaio Carneiro

Ninguém vai buscar mais se não acredita que pode, merece ou é capaz. Como que você fez para ter essa trinca?

LCLuana Carolina

Olha, é a primeira coisa, eu dei nome aos bois, dei nome para os meus monstros. E ficou muito evidente que era uma questão de identidade. E ficou muito evidente que não era de eu vou encontrar a minha identidade, era de eu vou decidir a minha identidade, porque eu entendi que encontrar não deu certo, entendeu? Procurei, procurei, não achei. Mas aí acabou o ano, foi literalmente na virada. Eu lembro que eu tava assim, é, estado de humor assim terrível, e eu tava me sentindo muito culpada.

Porque uma coisa assim, você tá chateado, outra coisa é você ter se dar conta da sua chateação e entender que você não deveria estar chateado. E aí, além de estar chateado, você começa a se sentir culpado. Estouraram os fogos e com a companhia do Rafael é muito difícil a gente ficar no estado de humor para baixo. Ele é muito para cima e tal. Eu lembro que eu chorei, eu falei, cara, tô de saco cheio. Foi saco cheio, não foi, ah, eu tô triste.

Não, cara, tô de saco cheio disso. E esse ano eu Eu preciso me alinhar com quem eu quero ser. Eu preciso me alinhar. E daí eu comecei uma coisinha boba assim, mas todo dia de manhã eu pegava meu caderninho e eu escrevia, mas nada muito complexo. Colocava a data, coloquei hoje é dia 1º de janeiro, esse ano eu preciso fazer acontecer E uma coisa ficou muito evidente, que foi até curioso. Quando a gente toma a decisão de mudar, o que faz a gente não manter essa decisão de pé não é a falta de comprometimento, é a falta de exposição a essa decisão.

A gente esquece que decidiu. É verdade, é muito mais simples do que parece. A vida vai acontecendo e você esquece daquilo. Você esquece de tudo incrível que você ouviu nos podcasts, você esquece dos livros extraordinários. Então é literalmente como se o contexto mental ele fosse ficando tão embebedado com a rotina, com o dia a dia, que você de fato se distancia daquilo. E daí eu criei um comprometimento: todo santo dia de manhã eu colocava no meu caderninho assim, ó, hoje, só hoje, só hoje, não amanhã, não sei se amanhã, como que eu vou, como que vai ser amanhã.

Mas só hoje eu vou lembrar que, cara, quero ser tal, total, assim, assado, quero melhorar aí, e é isso e tal. E era engraçado porque era um negócio tão besta, mas me mantinha em contato com aquela decisão que eu tinha feito e sempre trazendo a consciência. Tem muita gente fala, ah, isso eu sei. Ah, isso é óbvio. Mas o conhecimento não é você entender, é o quanto aquilo tá impregnado nas decisões que você toma ao longo do dia. Então, um professor que vai lá na aula de biologia, ensina sobre bactéria, o papel dele não foi bem feito se o aluno consegue colocar lá na prova bem bonitinho a diferença da bactéria e do vírus.

Esse aluno, antes de voltar para sala, lava a mão. Então o conhecimento que ele não está impregnado no comportamento— e eu vejo muito disso, né, a galera no Instagram: ah, mas pô, vocês estão aplaudindo que esse cara tá falando, é óbvio. Aí o que ela falou, meu Deus, todo mundo já sabe. Aí você pagou para entrar o curso mentoria para ouvir o que todo mundo sabe. Mas quem disse que é sobre o saber a coisa? É assim, ó, como eu posso traduzir esse conhecimento em um comportamento diário?

Então, quando eu leio Charlie Munger e ele fala: evite, não tente ser brilhante, evite ser burro. Que é mágica essa frase, já me salvou de muito. É desse jeito, evite ser— ele fala: o problema das pessoas é que elas buscam ser brilhantes ao invés de evitar ser burras, evitar serem burras.

CCCaio Carneiro

Esse é o clima, hein, gente.

LCLuana Carolina

Não, mas a gente falou sobre isso da última, não foi da última, foi da outra, outra última que a gente teve. Só que uma coisa é você ler e falar: ó, realmente né, mas aí no dia a dia da tua vida, quando surgir essa decisão que nós estávamos falando, essa decisão difícil, não é você caçar ser brilhante, inovador, diferente. É tipo assim, calma, primeiro quais são os erros muito óbvios, e daí pronto. Isso é muito mais transformador do que buscar os acertos excelentes, os acertos excelentes, e muito mais transformador do que você ter uma biblioteca cheia de post-it e um monte de frase grifada que nunca se tornaram parte do seu processo de pensamento na tomada de uma decisão, que nunca virou critério.

Nunca virou critério. Aquele conhecimento virou critério em algum momento na tua vida? Porque se não virou critério, é muito fácil você encher a boca para falar que aquilo todo mundo sabe. Mas quantas vezes na sua vida que você transformou aquilo em algo prático de vendas? Eu tenho certeza, você vai falar de vendas, eu vou, ah, mas pô, isso eu sei, isso é óbvio, tá? Então me liste 10 vezes que você tornou esse conhecimento critério para alguma decisão e qual foi o resultado.

Duvido, não vai, não fala. Então é aí, é esse caderninho me ajudava a tanto começar a perceber quais eram meus padrões, quais eram os meus gatilhos, Qual eram as situações que mais me tiravam do sério. E aconteceu uma coisa mais engraçada ainda no meio do ano. Eu percebi que eu não precisava ficar muito, sabe, chovendo no molhado de, ai, eu quero me entender mais. Não, não, tipo assim, se você tem uma noção básica de qual tá sendo o seu problema, a tua crença, a tua trava, não precisa ir tão a fundo também, sabe?

Ficar vasculhando ali o Enfim, ia falar um negócio aqui, mas ia ser muito feio. Mas ficar vasculhando aquilo que não cheira bem, para quê? Você já entendeu que aquilo é ruim, para que ficar indo mais a fundo naquilo? Agora resolve, ou agora evita, ou agora supere, ou conviva, aprenda a conviver com aquilo. E daí eu fui, opa, melhorando, melhorando. E também eu comecei a externalizar muito. Eu deitava, eu fazia alguma coisa, aí eu olhava para ela falar Nossa, amor, tô muito orgulhosa de mim! Olha o que eu fiz ao invés de tananã.

CCCaio Carneiro

Aí você foi atualizando.

LCLuana Carolina

E aí vem a importância de você saber quem tá do seu lado, porque às vezes você vai ter um parceiro que vai dar risada, que vai desmerecer. E o Rafael sabia que nesse momento eu precisava dele me ajudando. Ele: parabéns, amor, eu tô enxergando você, você de fato mudou. E aquilo ia me abastecendo. E aí eu deitava para dormir, eu falava: amor, eu tô tão feliz hoje, tal, tal coisa, e eu tô animada que eu consegui agir desse jeito diferente.

Porque a partir do momento que eu externalizo e eu conto, volta para minha consciência aquele meu objetivo, aquela minha meta, aquilo que eu queria, essa versão de mim mesma. E eu vou me tornando mais familiar com essa Luana. Não achando que isso é distante, não achando que isso teve— porque quantas pessoas não estão assistindo isso que teriam vergonha de falar para o próprio parceiro o tipo de pessoa que elas querem ser?

CCCaio Carneiro

É verdade, sabe?

LCLuana Carolina

Chegar e falar bem assim: ah, vida, ai, eu queria ser mais estiloso. Sei lá, pensa um homem chegando para mulher. Tem muita mulher que vai olhar para o marido, vai falar, vai dar risada, vai caçoar, não vai entender que Talvez isso seja importante para ele. Ou a mulher que chega para o marido e fala: amor, eu tava querendo, sabe, me tornar mais intelectual, não sei o quê. Às vezes o marido vai falar: cara, que isso? Então você tem que se sentir confortável de contar qual é a melhor versão, o que que você quer atingir.

CCCaio Carneiro

Tem uma frase que até que fala que uma alegria dividida são duas alegrias e uma tristeza dividida é só meia tristeza. Mágico. A nossa capacidade de verbalizar aquilo que nos faz feliz multiplica e aquilo que nos aflige perde a metade do tamanho. Pode parecer um exercício simples, mas, cara, é de um desafio muito grande. Eu acho que principalmente nesse, nessa tacada que a gente deu, eu consolidando numa pergunta final. Primeiro, palmas para Luana Carolina, senhoras e senhores.

É sempre um prazer poder bater papo com você. Acho que você consegue trazer provocações de um jeito muito único aqui.

LCLuana Carolina

Ah, você que é bom, você que tira de mim.

CCCaio Carneiro

Você consegue, ligeira, te conheço. Você consegue, não, você, eu falo que faz meio que o trabalho completo, né? Você provoca, bate, mas no final dá o remédio.

LCLuana Carolina

Como é que eu provoquei?

CCCaio Carneiro

Lógico que foi assim. Tá louco, você mandou umas 3, 4 que a galera faz.

LCLuana Carolina

Isso é bom, velho. Não é, eu não sou brava.

CCCaio Carneiro

Não é, não é brava, é verdade. Não, verdade, você não é. Eu te conheço.

LCLuana Carolina

Eu falei para o pessoal da minha equipe que eles estão proibidos de usarem a Luana Pistola.

CCCaio Carneiro

Ah, tem uma Luana que chama Pistola, né?

LCLuana Carolina

Não, eu falei, não vou. Ah, Luana, faz. Não vou, eu só quero que as pessoas me olhem E pensei no sol, sei lá, sabe, numa borboleta.

CCCaio Carneiro

Antes pensava no martelo, né? Lu, pergunta final para todo mundo. Que pergunta final é o seguinte: para todo mundo que quer terminar o ano melhor do que começou, qual seria a sua recomendação?

LCLuana Carolina

Acho que é se perdoar.

CCCaio Carneiro

Uau, esperava.

LCLuana Carolina

Eu não sou boa com isso, por isso que eu falo. Se dá uma chance de gostar de você, ser uma pessoa que tipo tá junto com você e não contra si mesmo. Uau, eu, para mim é muito difícil falar isso. Eu me coloco muito, eu falo às vezes, alguém vai lá e fala alguma coisa para mim, eu dou risada e falo, ah, se eu já não tivesse falado isso para mim antes. Então é, eu acho que é se perdoar e entender que você tinha suas limitações quando tomou as decisões que te colocaram talvez na situação que você não gostaria de estar hoje.

A gente não hoje, porque quando eu olho para trás, e daí sempre aparece aqueles cenários que a gente fica meio puto, né, de não devia ter feito isso, não devia ter aceitado tal pessoa na minha vida, não deveria. Enfim, é muito fácil hoje com a cabeça que a gente tem hoje. Então eu falo que igual não faz sentido você julgar a decisão de outra pessoa porque você não sabia quais eram as limitações que ela tinha, e as opções que ela tinha, você também é essa pessoa. Você do passado também é essa pessoa, entendeu?

CCCaio Carneiro

Nossa, muito bom.

LCLuana Carolina

Eu falaria isso porque provavelmente é isso que eu vou fazer comigo.

CCCaio Carneiro

Boa na pistola!

LCLuana Carolina

Adorei o papo, senhoras e senhores.

CCCaio Carneiro

Primeiro vou colocar nas descrições todas as redes sociais da Luana Carolina. Para quem não acompanha ela, é um dever você começar a seguir ela. Manda, fala que você viu como você fez isso. Ela sempre, como eu falo, uma generosidade intelectual, sempre dividindo os insights, bastidores.

LCLuana Carolina

Não precisa pôr nem minhas redes sociais.

CCCaio Carneiro

Então aqui a gente tá colocando aqui embaixo, vai acompanhar ela, manda, fala que viu como você fez isso, que eu tenho certeza que você vai estar acompanhando alguém muito bacana, muito legal. Lu, Obrigado assim pela sua participação, prazer estar aqui. Cara, você encerrou de um jeito maravilhoso. Acho que você deixou no final realmente aquela cereja do bolo do nosso papo. Foi ou não foi, Planta? Acho que a gente tava esperando alguma coisa.

Produza isso, faça tal lista de tarefa. Mas você veio de um jeito, então realmente é Luana Girassol mesmo, tá?

LCLuana Carolina

Sou gratilusa.

CCCaio Carneiro

E mensagem sua final para toda turma, para toda a galera do Como Você Fez Isso. Espero que você tenha gostado da nova temporada, se sentido em casa aqui no podcast, porque você sabe que ainda vai voltar muitas vezes para cá.

LCLuana Carolina

Amém, tô feliz, adoro vocês e todas as oportunidades que vocês sempre me deram aqui.

CCCaio Carneiro

Imagina, tá? Todo mundo que tá acompanhando a gente em casa, primeiro se inscreva em todos os canais oficiais do Como Você Fez Isso. Você tá vendo o nosso canal, se inscreva. Obrigado pela tua audiência, pela tua companhia. Esse início, né, produção, avassalador do Como Você Fez Isso. Se configurando um dos maiores podcasts do Brasil de todas as categorias, graças a vocês malucos que nem a gente, que a gente quer melhorar, a gente quer progredir, porque a gente acredita que a gente pode mais, fazer mais diferença na vida dos outros, na nossa vida, de quem a gente ama.

Eu acho que melhorar é um grande estilo de vida. Então espero que você alcance seus objetivos, seus sonhos, aquilo que é importante, faz teu coração ficar quentinho. Esse é o nosso desejo, né, Lu? Eu te vejo no próximo episódio, tá bom? Fica com Deus e tchau!

COMO VIRAR A CHAVE E ENTENDER QUE VOCÊ PODE MAIS? | Luana Carolina | Castnews Index — Castnews Index