Episódios de Como Você Fez Isso?

SEU FILHO VAI QUERER CASAR? | Entra Pra Ficar #8

31 de julho de 202614min
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Seu filho vai querer casar?

Neste oitavo episódio, que encerra a Série Entra Pra Ficar, Caio e Fabi Carneiro trazem o princípio que sustenta todos os outros: o exemplo é a única forma de ensinar. A resposta pra pergunta se seu filho vai querer casar depende inteiramente do que ele vê você fazendo com seu parceiro todos os dias.

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Sobre o episódio:
Caio expõe com vulnerabilidade o momento em que a filha Bela, aos 4 anos, disse "papai, eu decidi que quero casar com você" — e ele percebeu ali mesmo: preciso ser o marido que eu gostaria que minha filha tivesse. Fabi crava a verdade dura do episódio: se a gente não plantar valores no filho, alguém vai plantar no lugar.

O que você vai descobrir neste episódio:

  • Por que "não é sobre o que você fala, é sobre o que você faz"
  • Como ser o marido ou esposa que você gostaria que seu filho tivesse
  • Por que eles só existem porque nós existimos primeiro
  • Como abolir o famoso "nada" da comunicação do casal
  • Por que se você não plantar valores, alguém vai plantar por você

Siga o casal:
Caio Carneiro: @caiocarneiro
Fabi Carneiro: @fabisawaya

#EntraPraFicar #Princípios #21PrincípiosParaCasais #EducarFilhos #Casais #Podcast

Participantes neste episódio2
C

Caio Carneiro

HostJornalista
F

Fabi Carneiro

Host
Assuntos4
  • Importância da educaçãoCongruência entre fala e ação · Impacto do exemplo nos filhos
  • Honra e comunicação no casamentoAbolição do 'nada' na comunicação · Ser o parceiro ideal para os filhos
  • Paternidade e alinhamento do casalUnião do casal como pilar familiar · Tempo de casal
  • Planos futuros - filhos e casamentoInfluência do relacionamento dos pais · Laura Carneiro
Transcrição20 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
FCFabi Carneiro

A forma como o Caio me trata ou a forma como eu trato ele, isso faz com que isso coloque um senso pras crianças do que que tem que ser um relacionamento. Porque não é sobre o que eu falo, é sobre o que eu faço. Se eu quero que eles sigam os nossos exemplos, se eles sigam a nossa mentalidade, eles precisam ter congruência naquilo que a gente faz.

CCCaio Carneiro

Eu acredito que a gente ser a diferença dentro da nossa casa é o primeiro passo pra transformação dela. Agora, quando a gente espera vindo do outro, eu acho que a casa começa a se perder. E ser aquilo que a gente gostaria de ver na nossa casa é uma estratégia maravilhosa. Bem-vindo ao último episódio da série Entra Pra Ficar, uma série inspirada e obviamente celebrando lançamento do nosso mais novo livro, 21 Princípios para Casais, que eu e minha esposa maravilhosa, que aqui está, lançamos nesse mês de julho e já tá disponível para você comprar.

E a gente tá muito feliz porque de maneira gratuita a gente vai conduzir um clube do livro especial para todos esses casais espalhados pelo Brasil e no mundo inteiro, agora começando no dia 1º de agosto, sábado. Então se você quiser participar desse clube do livro, onde a gente vai sempre trazer de 3 a 4 princípios por sábado, debater estrategicamente sobre eles, A gente vai ler junto o livro durante o mês de agosto. Você está super convidado, é só você clicar no link abaixo, entrar na nossa comunidade para você receber o link do Zoom quando o evento começar no sábado, tá? Vamos para o episódio de hoje, amor.

FCFabi Carneiro

E é sábado amanhã, tá? Então 7 da manhã, já esteja ligado, conectado. E mesmo que você esteja vendo esse episódio, já passou o 1º de agosto, não tem problema, você se conecta em outro sábado com a gente, porque ficaremos juntos todos os sábados do mês de agosto. O episódio de hoje é muito interessante, é uma pergunta muito provocativa para a gente, que é se o nosso filho ou a nossa filha vai querer casar. Isso é uma coisa muito interessante porque não é algo que a gente traz à mesa, ainda mais porque são crianças.

Não, a gente fala que não fala de namorar, não fala de casar sobre isso, mas a gente acredita muito, muito mesmo que a forma como o Caio me trata ou a forma como eu trato ele, isso faz com que isso coloque um senso para as crianças do que que tem que ser um relacionamento. Então, sobre cumplicidade, sobre respeito, sobre amor, sobre funcionalidade. Então, eu espero que eles queiram casar, eu espero que eles queiram ter uma família grande, eu espero que eles queiram ter filhos, eu espero que eles queiram tudo isso.

Foi muito interessante, inclusive, Outro dia foi muito pontual, não tem a ver com casamento, mas tem a ver com trabalho. E o Caio ficou fora praticamente o mês de junho inteiro. E obviamente que eles sentiram, eu senti, todo mundo sentiu. E a gente tava à mesa jantando e a Bela falou assim: é óbvio que meu pai queria estar aqui em casa, é óbvio que o papai queria estar aqui com a gente, mas ele tá fazendo aquilo que ele ama e ele tá ajudando muitas pessoas.

Então ali já foi muito interessante para a gente observar o quanto para eles pode ser um peso, pode ser um fardo, algo negativo ou algo positivo essa dinâmica de relacionamento e trabalho. E ele já foi uma prova que não, que tá sendo bem conduzido, que tá sendo visto com bons olhos, que já entende de propósito, que já entende de visão, já entende do coração do pai, já sabe onde tá o coração do pai, já sabe onde tá os valores do pai.

E não tem como, isso é construído dia a dia, regado dia a dia. E não adianta a gente falar, mas a criança não vê. A partir dos 7 anos de idade, meu amor, a criança começa a ter— de 0 a 7 ela tem uma fase, dos 7 aos 14 ela tem uma outra fase. E dos 7 aos 14 principalmente vai ditar como essa criança, como esse adolescente vai ser para o resto da vida. E a partir dos 7 anos ele começa a ver os pais como os pais realmente são, não é mais sobre o que os pais falam.

Mas eles começam a ver o que os pais fazem. Então nós já temos dois filhos que olham para o que os pais fazem. Então começa aquele questionamento assim que a gente teve há uns dois anos atrás: por que que a gente não pode tomar Coca-Cola e vocês tomam? Se faz mal, por que que você não dá para a gente, mas você toma? E aí cortamos a Coca-Cola de casa, porque não é sobre o que eu falo, é sobre o que eu faço. Se eu quero que eles sigam os nossos exemplos, se eles sigam a nossa mentalidade, Eles precisam ter congruência naquilo que a gente faz.

Então, até os 7 anos vai, né, meu amor, falar, mas depois disso a criança ela fica muito detalhista naquilo que a gente faz. Então precisa ter congruência. Se eu quero que meus filhos casem, se eu quero que os meus filhos tenham filhos, se eu quero que os meus filhos tenham prazer no trabalho, não é só aquilo que eu ensino com palavras, mas é aquilo que eles enxergam. Nos mínimos detalhes, todos os dias sendo feito.

CCCaio Carneiro

Legal que você falou da Coca-Cola. Eu tô lembrando exato o momento que principalmente o Téo, né, me confrontou. Eu falei assim, pai, por que que você fala para não tomar Coca e você toma? E foi naquele dia que quando eu parei de tomar Coca, e naquele dia caiu a minha ficha. Eu falei assim, cara, meu filho tem toda razão. E eu acreditei que a melhor coisa era reconhecer também aquela coisa. Se eu falhei como exemplo na frente dele, também eu reconheci a falha na frente dele.

Eu cheguei e falei assim: Otelo, você tem totalmente razão, papai não devia estar tomando Coca, por isso papai decide parar agora. Obrigado por fazer o papai ajudar a entender que isso não é legal para ele também, mesmo sendo a zero. E aí, ou seja, qual que é a lição que eu também mostrei ali para o meu filho? É que a gente erra, a gente pede desculpa, a gente corrige, a gente melhora e a gente segue. Então também era um grande momento de ensinar por baixo.

Mas o que a Fabi, a gente quer trazer isso daqui para todos vocês é que o exemplo não é a melhor forma de ensinar, ele é a única. Eu conto bastante essa história, só que acho que vale a pena de uma maneira bem sintetizada. Eu tive uma experiência quando a Bela tinha mais ou menos uns 4 anos, quando ela, eu tava brincando com ela, ela virou no meio da brincadeira e falou assim, papai, eu decidi que eu quero casar. Aí eu fiquei, nossa, Ela tava brincando ali de boneca.

E aí eu falei, nossa filha, quer casar? E ela virou, é, eu quero casar com você. Freud explica um pouco isso, né? E eu falei, obviamente, o papai, ó filha, que incrível, mas o papai é casado com a mamãe. Você vai casar com alguém incrível, mais legal que o papai. Só que aquele dia veio um estalo, eu percebi que eu tenho que ser o marido que eu gostaria que minha filha tivesse. Porque o exemplo é a melhor forma de ensinar, é única.

Ela vai estar, eu meio que nessa fase de vida que ela tá, eu tô colocando meio que uma programação nela de como ela vai aceitar ser tratada do jeito que eu trato a mãe dela. Ela vai entender o que que ela tolera, o que que ela não tolera pelo jeito com que a Fabi— ela vai também ver como que se trata o marido do jeito que a Fabi me trata. Então a gente percebe que o exemplo, né, ele é fundamental e nutre muito. Por exemplo, quando a gente fala da constituição de uma família aqui nessa intensidade de ter filhos, não é?

Porque obviamente o teu casamento, e quando a gente fala de casamento Um dos grandes frutos, se não o fruto mais importante que você deixa nessa terra, são seus filhos. E para mim, o exemplo, ele é muito forte, sabe? Eu falo assim: seja o marido que você gostaria de ter, seja a esposa que você gostaria de ter. Eu acredito muito que relação interpessoal é isso. Seja a diferença que você quer ver no seu relacionamento, né, cara?

Eu queria mais apoio, apoie. Eu queria mais carinho, dê. Eu queria mais alegria, ria. Eu queria mais cumplicidade, ser junto. Eu queria mais, sei lá, diversão. Divirta-se. Eu acredito que a gente ser a diferença dentro da nossa casa é o primeiro passo para transformação dela. Agora, quando a gente espera vindo do outro, eu acho que a casa começa a se perder. Quando a gente tem filhos, a gente sabe que é de nós para eles, por mais que eles nos ensinam muito, mas aqui também.

Essa troca também ela acontece muito. Então ser o exemplo para nós é um pilar, é um princípio fundamental e determinante. E ser aquilo que a gente gostaria de ver na nossa casa é uma estratégia maravilhosa, né? E fale um pouco, amor, sobre ser a diferença que a gente quer ver dentro de casa.

FCFabi Carneiro

Eu tava viajando na maionese, outra coisa. Que a gente tava tentando, a gente tá numas tentativas de tentar assistir filme recente e a gente só coloca filme ruim.

CCCaio Carneiro

É verdade, a gente errou muito.

FCFabi Carneiro

Nossa, a gente errou todos assim. Teve um da Ilha que eu falei, gente, pegou uma direita esse filme, né?

CCCaio Carneiro

Nossa, verdade.

FCFabi Carneiro

Mas enfim, e aí a gente, a Bela entrou no quarto esses dias, eu falei assim, filha, esse filme é filme de adulto. Não necessariamente por contexto sexual ou coisa do tipo, mas assim, é o nosso momento, né? Não é momento para, não é para criança ver junto e tudo mais.

CCCaio Carneiro

Ela, tá bom.

FCFabi Carneiro

E ela deu um beijinho e ela saiu. E aquilo me deu um estalo assim. Eu falei assim, olha que coisa interessante, né? Ou quando a gente sai para jantar e a gente fala assim, não, hoje é só mamãe e o papai. Eles entendem, eles respeitam e eles lidam super bem quando a gente tem o nosso momento de casal. Então eles entenderam que eles só existem porque a gente existe primeiro. Eles só, eles entenderam que a casa feliz, a casa estável, ela se sustenta com a nossa união.

Nós fortes, nós todos somos fortes. Então, de forma inconsciente, ou até de forma consciente, porque a gente fala de forma consciente isso, você fala: se não fosse a mamãe, não seria vocês. E se não fosse eu, não seria vocês. Então, a mamãe vem antes de vocês, eu venho antes de vocês, numa questão de prioridade. A gente fala isso de forma direta, eles já entendem e eles respeitam o nosso tempo em casal. Isso é muito forte, isso é muito poderoso.

Não é aquela criança que entra na cama e ela vê com ciúmes o pai e a mãe juntos e quer se meter no meio, quer atrapalhar, sabe? Não no sentido que eu quero atrapalhar meu pai, minha mãe, mas que não deixa o pai e a mãe ter esse momento. Então isso é uma coisa que eu tava refletindo esses dias. A gente tem, acho que a gente nem falou sobre isso, Mas é uma coisa que eu tava pensando esses dias, de como a gente foi muito assertivo na forma como a gente construiu isso na cabeça deles e de fazer eles entenderem de como o grande pilar do matrimônio, eu e você felizes como um casal, isso transborda na felicidade da nossa família como um todo.

CCCaio Carneiro

Eu acho que o grande benefício de a gente aprender a comunicar entre eu e você é que a gente aprendeu a estender isso aos nossos filhos, coisas que geralmente as pessoas não falam. Por exemplo, tem pais que não são um guia espiritual do seu filho. Ele vai meio que, tem às vezes tem alguns rituais, ó, vamos agradecer Papai do Céu pelo dia de hoje, um beijo aí, é isso aí. A gente gosta de ser um grande instrutor dos nossos filhos nos pilares que a gente sabe são determinantes para uma vida feliz, pô.

Eu gosto de ser um instrutor do Theo em relação a dinheiro porque eu sei que vai ser um pilar muito importante na vida dele, cara. Uma família escassa de recurso é uma família que constantemente tá tremendo, né? A gente fala sobre casamento para os nossos filhos, né? A estrutura do casamento, né? Da relação pai e mãe. Então a gente gosta de ser vocal. Por que gosta de ser vocal?

FCFabi Carneiro

Porque não é para ficar subentendido e deixar a critério deles entenderem o que tá acontecendo.

CCCaio Carneiro

Nem só isso também, amor. Hoje muitas pessoas têm interesse na cabeça dos nossos filhos. Se a gente não plantar alguma coisa, alguém vai plantar no lugar. Então, com toda certeza, quando a gente coloca esse fundamento, porque os nossos filhos eles estão aí cada vez mais, e uma hora deixarão casa de pai e mãe. Só que a gente deixando essa, essa rocha, tô com toda certeza, Bela, quando chega alguma coisa, não, esse daqui Foi isso que meu pai falou.

Então a gente, eu acredito nessa liderança vocal, eu acho que o líder ele tem que ser vocal, né? Então como no relacionamento, tem relacionamento que, ah, eu acho que ela se ligou, ah, eu acho que ele entendeu. Por exemplo, uma coisa que a gente aboliu da nossa relação é o famoso nada. Explica quando a mulher tá brava e fala, ah, nada.

FCFabi Carneiro

Eu tenho um livro muito bom, mas que ele fala sobre essas diferenças do cérebro masculino, do cérebro feminino. E o homem pergunta para a mulher, o que que aconteceu? E a mulher fala, nada. Na verdade, ela tá louca da vida e ela quer que ele adivinhe, e ele não faz a menor ideia do que aconteceu. Ele não vai adivinhar nunca, e ela vai ficar brava eternamente, e vai ficar mais brava ainda porque ele não consegue descobrir, sendo que simplesmente você só poderia falar e resolver o assunto mais rápido.

CCCaio Carneiro

Olha que loucura! Então aconteceu isso na minha casa e deve acontecer na casa de milhares de brasileiros isso daí. O nada é aquele famoso: estou p da vida, mas quero que você descubra, e se você não acertar, a coisa vai piorar. Aí o cara fica aflito: meu Deus do céu, o que foi? Aí na cabeça dela: já vi que ele não vai arrumar. Aí o negócio piora. Então a gente decidiu que a comunicação entre nós vai ser estendida para os nossos filhos através do exemplo.

Então se você tem essa estratégia, cara, eu tenho certeza que a tua casa vai ter uma estrutura mais robusta, né?

FCFabi Carneiro

Muito bom.

CCCaio Carneiro

E estamos ansiosos em encontrá-los todos a partir de amanhã no nosso Clube do Livro especial 21 Princípios para Casais. Livraço aqui, ó, leitura gostosa. A gente já tá recebendo os primeiros testemunhos dos nossos primeiros leitores. A gente tá adorando o feedback. Livro prático, galera lendo rápido, uma leitura eficiente, gostosa, tanto para você, maridão, tanto para você, esposa. Você que tem alguém na vida, essas estratégias vão fazer vocês uma máquina de realização de sonhos e de projetos.

FCFabi Carneiro

A gente te espera amanhã. Entra para ficar, chega ao fim, mas amanhã a gente começa a nossa leitura do Clube do Livro. Vem e chama mais um, chama mais um casal, chama mais um casal, que eu tenho certeza que passaremos 5 semanas incríveis juntos através do Clube do Livro. Foi um prazer estar com vocês nessa série. Quem sabe voltamos de novo em breve.

CCCaio Carneiro

Fica aqui, fica esse clima, tá bom? Beijo a todo mundo, tchau!

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