Episódios de Como Você Fez Isso?

COMO NÃO REPETIR O ERRO DOS SEUS PAIS | Entra Pra Ficar #6

24 de julho de 202613min
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Como não repetir o erro dos seus pais no seu casamento?

Neste sexto episódio da Série Entra Pra Ficar, Caio e Fabi Carneiro tocam no tema mais profundo e delicado da série: por que crenças herdadas dos seus pais não são destino, são ponto de partida — e como o autoconhecimento profundo é a chave pra escrever uma história diferente da que você viveu.

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O que você vai descobrir neste episódio:

  • Por que crenças herdadas dos pais não são destino, são pontos de partida
  • Como identificar o "carimbo emocional" da sua infância que atrapalha seu casamento hoje
  • Por que os problemas do seu casamento você criou mais do que qualquer outra pessoa
  • Como quebrar ciclo familiar sem culpar os pais
  • O papel do autoconhecimento profundo como base do casamento

🔗 Clube do Livro: início em 1 de agosto (5 sábados juntos)

Siga o casal:
Caio Carneiro: @caiocarneiro
Fabi Carneiro: @fabisawaya

#EntraPraFicar #Princípios #21PrincípiosParaCasais #ErrosDosPais #Casais #Podcast

Participantes neste episódio2
C

Caio Carneiro

HostJornalista
F

Fabi Carneiro

Co-host
Assuntos4
  • Legado familiarNão repetir erros dos pais · Carimbo emocional da infância · Quebrar ciclo familiar
  • Construção de novas famíliasFolha em branco para construir fundação · Definição de princípios e valores · Cultura familiar intencional
  • Relacionamentos e CasamentoResponsabilidade nas próprias decisões · Casamento como construção própria · Influência de casamentos observados
  • Comunicação em RelacionamentosRituais de demonstração de afeto · Comunicação vocal e elogios · Blindagem do casamento contra opiniões externas
Transcrição18 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
CCCaio Carneiro

E a gente acredita que você nasce parecido com seus pais e morre parecido com as suas decisões, justamente para colocar a responsabilidade na sua mão e não é culpa dos seus pais. Por exemplo, eu acredito que seus pais não te devem nada, mas é muito importante você entender que a família é sua. A partir de agora é uma folha em branco para você construir toda a fundação de princípio, de valor, do que que você acredita, do que que você não acredita.

FCFabi Carneiro

Eu vejo que tem muitos casais que sofrem isso, sofrem mesmo, por deixar a portinha muito aberta para opinião alheia. Então tem sempre alguém dando pitaco, tem alguém sempre falando de um jeito. Ah não, porque você devia fazer isso. Não, porque você deveria fazer isso. E o casal não consegue encontrar o que é melhor para eles. Estamos aqui para mais um episódio do Entra para Ficar. Estamos falando do nosso livro maravilhoso, 21 Princípios para Casais, que já está disponível no link da Amazon para vocês.

Aqui embaixo vocês têm todos os detalhes para poder adquirir. Se você ainda não adquiriu, faça isso, porque dia 1 de agosto já tá quase chegando. A gente começa a nossa leitura do Clube do Livro todos os sábados de agosto. Nós nos encontraremos a partir das 7 horas da manhã para a gente fazer uma leitura, um Clube do Livro muito prazeroso, muito gostoso, sobre os princípios do livro. Eu e o Caio, a gente vai passar junto todos os princípios com vocês durante o mês de agosto, que inclusive é um baita mês em casa, né, meu amor?

CCCaio Carneiro

Baita mês. Aniversário da Fabi, aniversário da Bela, aniversário da Mia, seu aniversário, Dia dos Pais, meu aniversário, é um mês, MLS Festival, MLS Festival no dia do seu aniversário, no dia do meu aniversário, é um mês babadeiro, totalmente gratuito esse Clube do Livro. Então, o nosso objetivo, o nosso compromisso é contribuir com a tua família, com o teu casamento, com o núcleo, a base onde vai sustentar todos os seus planos, projetos e uma vida regada de realizações. Esse é o nosso objetivo, né, amor?

FCFabi Carneiro

E se você tá chegando aqui agora, tá ouvindo esse episódio pela primeira vez, já tem 5 episódios para trás do Entra Para Ficar. A gente também deixa os links aqui embaixo para que você possa ouvir, caso você não tenha ouvido, e também encaminhar. Eu tenho certeza que assim como a gente tá transbordando aqui, você também pode ser um canal para poder abençoar outra pessoa com essa mensagem, que talvez ela precise do que a gente vai falar aqui hoje.

O tema de hoje, vamos falar sobre a família que você veio. Que a gente, né, eu vim de uma família, o Caio veio de outra família, e juntos decidimos criar uma família. E daí vira uma grande confusão na maioria das novas famílias, né, meu amor?

CCCaio Carneiro

As pessoas precisam entender que é o seguinte: você nasce parecido com seus pais, mas morre parecido com as suas decisões. Então é muito importante, quando a gente fala de casamento, para mim, né, hoje ninguém pega na tua mão e te ensina casamento, casar. Talvez se você aprendesse de uma maneira informal, uma dica solta ali, ouve alguém comentando aqui, mas eu acredito que a maior lição, de uma maneira direta ou indireta, que a gente recebe são os casamentos que a gente acompanha.

Então geralmente o casamento dos seus avós pode ter se influenciado, se você foi muito próximo dos seus avós, dos seus pais, dos seus tios, às vezes um amigo, um padrinho. E obviamente às vezes você pegou boas sacadas, né, boas práticas, bons rituais Casais que às vezes te inspiraram pra caramba e também você viu, cara, isso que ele fez não foi legal. Então a grande questão é saber que a tua estrutura é você que cria. Então cuidado com as coisas que você herda.

E quando eu falo assim cuidado com as coisas que você herda, por exemplo, uma coisa muito clássica, quando às vezes uma mãe fala pra uma filha, porque ela teve às vezes um desgosto no casamento, ela chega, a filha tá na cozinha, E ela pensou, ó, só pra te lembrar, não confie em homem nenhum. Você tem noção como essa semente pode complicar essa pessoa casa? Só que essa pessoa casa desconfiada, essa pessoa casa nunca confiando plenamente, sempre com um plano de saída, uma rota de fuga.

Porque a mãe dela, quando tinha 14 anos, falou pra ela, não confie em homem nenhum. Porque às vezes essa pessoa foi machucada. E existe uma máxima, uma pessoa ferida fere. Uma pessoa sangrando mancha alguém de sangue. Então a gente precisa tomar muito cuidado, tá? Obviamente as pessoas que nos amam nunca querem colocar marcas na gente, mas é muito importante você entender que a família é sua. A partir de agora é uma folha em branco para você construir toda a fundação de princípio, de valor, do que que você acredita, do que que você não acredita, desde as coisas mais simples.

Cara, como assim tem essas coisas? Mas assim, pô, de uma intimidade na nossa casa, eu passo para você. Eu fui um cara que eu acreditei em Papai Noel até os 12 anos de idade, para mais, 13 anos de idade. Eu sou o cara da crença, amor. Eu sou o cara que acredita, que o vendedor acredita até o fim. Ninguém vai roubar meu sonho. É sério, 12, 13 anos, porque meus pais falaram que, cara, Papai Noel vem, cartinha, tem que ser bom menino.

Bom menino, vou ganhar meu prêmio. E aí, imagina, 12, 13 anos, eu tô falando de 5ª, 6ª série, todo mundo, ah, o Caio trouxa acredita. Eu acreditava lá, dia 25 tinha presentinho para mim. Enfim, resumo, descobri que não era, mas não sou traumatizado. Superiei, superei, tá tudo bem, tá tudo ótimo. Foi até, tem momentos muito gostosos do Natal. Se meu pai tá vendo esse vídeo, pai, eu sei que você fez com o maior coração do mundo, mas eu decidi, nós decidimos juntos, por exemplo, criar os nossos filhos de maneira diferente.

E aqui obviamente eu tô entrando numa coisa, às vezes seu filho, você acredita no Papai Noel, tá tudo bem, Sua casa, sua regra, tá? Às vezes faz uma coisa mais lúdica. A gente preferiu criar nossos filhos em cima da verdade. E tá tudo bem. Não tô falando, ah, cara, você acha que quer meu pai? Não, não, eu só tô querendo dizer que nem tudo que foi feito com você você tem que fazer. Então você trazer, você saber que a sua família não é uma extensão, a sua família é sua. E obviamente você vai herdar coisas que são muito legais.

FCFabi Carneiro

O que você acha que você herdou dessa família que você trouxe pra gente?

CCCaio Carneiro

Dos meus pais, eu acho que é principalmente esses rituais de demonstração de afeto. Sabe que nem eu falo com a Bela, pego ela todo dia, falo assim: Bela, papai já te disse que eu te amo? Você é maravilhosa olhando nos seus olhos.

FCFabi Carneiro

E quem faz isso com você?

CCCaio Carneiro

Principalmente minha mãe. Minha mãe, ela todo dia: filho, vem cá, eu já falei que você, Deus te abençoa como eu te abençoo? Sim. Então dá aqui um beijo na mãe. Eu já te disse que você é um cara incrível hoje? Não, você é incrível, filho. Bom, obrigado, mamãe, eu sou incrível. Então minha mãe fazia sempre questão de rotina demonstração de afeto. Minha mãe era muito vocal, então minha mãe sempre construiu com palavras fortes. Então essa coisa de confiança, né?

Eu já falei que eu te amo, você é maravilhosa, olhando nos seus olhos. Então essa rotina que eu faço com a Bela, o que eu faço com o Theo, eu falo com a minha, isso eu herdei da minha mãe, ser uma pessoa vocal. Tem pai que às vezes o filho não lembra da última vez que falou te amo. Um elogio. Ela falou: não, elogio, meu filho. Eu não lembro do último elogio. Então minha mãe sempre foi muito vocal. Pô, isso eu peguei para mim, mas eu decidi numa folha em branco, sabe?

Então nós acreditamos nisso, nós acreditamos que o seu relacionamento, suas regras, sua visão. Mas obviamente nós somos influenciados, nós somos a mistura das nossas vivências. Então a gente vai sempre trazer isso para jogo, tá? Mas tenha, tenha essa maneira lúdica.

FCFabi Carneiro

Mas isso foi muito importante porque foram conversas que a gente precisou ter e foram conversas de forma consciente mesmo. Então são momentos que principalmente eles aparecem na criação dos filhos. Então aquele momento que a criança tá crescendo e você tá começando a definir quais são os princípios da criação dos seus filhos. Então eu tinha, porque na minha família era mais ou menos assim, Não gostei, gostei. O Caio fala, minha família era mais ou menos assim.

Então a gente conversava de forma consciente, mas qual vai ser a forma da nossa família? Porque ele tinha coisas que era de um jeito, eu tinha coisas que era de um jeito, coisas que a gente concordava, coisas que a gente não concordava. E a gente começou a chegar em fatores comuns. Por exemplo, talvez na sua família era quem tomava decisão era sempre sua mãe, e na minha família também, vamos supor, minha mãe. Mas em casa a gente decidiu que Se o Caio falou não e eu falei sim, é não.

Não existe, não vai conversar de novo. E se eu falei não e ele falou sim, não importa o motivo, se alguém falou não, é não. E não adianta pedir, não adianta implorar, não adianta falar. Então, e não é uma conversa que eu vou ter com ele, na frente dele, com Caio, na frente das crianças. Se talvez no final eu falava assim, amor, eu acho que você foi um pouco duro demais, eu acho que não tem problema, acho que dessa vez você poderia ter falado sim.

Eu vou conversar em particular, não vai ser na frente das crianças. A gente chega num denominador comum e a gente volta, toma uma decisão diferente. Então até esse tipo de conversa a gente tenta não ter na frente das crianças, né, para que exista sempre essa congruência, que exista esse posicionamento. Então as crianças sabem, se um falou não, é não, e eu vou respeitar a opinião dele, mesmo que naquele momento eu tomaria uma decisão diferente.

CCCaio Carneiro

E a gente acredita que você nasce parecido com seus pais e morre parecido com as suas decisões justamente para colocar a responsabilidade na sua mão e não é culpa dos seus pais. Por exemplo, eu acredito que seus pais não te devem nada, porque meus pais não me devem nada, os pais da Fabi não devem nada para ela. Ao contrário, nós somos gratos pelos pais que tivemos, porque a gente conseguiu, cara, fizeram o melhor que eles podiam dentro das condições que eles tinham.

Fizeram o melhor que podiam dentro da condição que tinha. Então saber que um relacionamento— por que que eu falo isso? Porque quantos relacionamentos herdam coisas que não são nem deles? Coisa às vezes a mais clássica, às vezes o marido traz para dinâmica familiar algo que ele herdou da família dele, a mulher não concorda, né? E quantos, às vezes, quantos testemunhos que eu recebo. Eu recebo muita caixinha de pergunta: Caio, como que eu faço para o meu marido parar de ser casado com a mãe dele?

Eu recebo muito disso, né? Às vezes o cara vai pedir uma opinião do que fazer, ele consulta a mãe em vez da mulher. Então eu acredito que essa é você conversar sobre isso, vocês terem— eu acredito que não pode ser o acaso, as coisas só vão. A estratégia é vamos indo e as coisas vão se formando.

FCFabi Carneiro

Isso é uma coisa interessante que você tá falando, que nosso casamento sempre foi muito blindado nesse sentido. A gente não fica levando as coisas para fora. A gente não leva coisa para amigos, a gente não leva coisa para familiares, né? Ah, eu vou chegar, eu vou chorar as pitangas para mãe, papai, não sei o quê. A gente não fica deixando ter invasões, pitacos, opiniões o tempo inteiro. Eu acho que eu inclusive sou uma pessoa mais dura e eu falo mesmo quando já começa a querer meter.

Não, não, blindar um pouco mais. Então eu vejo que tem muitos casais que sofrem isso, sofrem mesmo, por deixar a portinha muito aberta para opinião alheia. Então tem sempre alguém dando pitaco, tem alguém sempre falando de um jeito. Ah não, porque você devia fazer isso. Não, porque você deveria fazer isso. E o casal não consegue encontrar o que é melhor para eles, porque tá o tempo inteiro alguém no ouvido, na cabeça e na mente. Não, porque você deveria fazer isso, mas faz você no seu relacionamento.

CCCaio Carneiro

Sabe onde eu vejo que acontece muito? Quando a mulher vai ter o primeiro filho, todo mundo dizendo como é que ela tem que criar o filho. Você tem que fazer assim, assim, assim, assim, assim, assim, assim. Para mim, o melhor conselho, para mim, que eu acredito, é simplesmente falar assim, ó: você vai dar conta, tá? Você é uma baita mãe, você é baita mãe. E obviamente, se a pessoa quiser buscar recursos, às vezes numa amiga, na mãe, isso é muito legal.

FCFabi Carneiro

Como que eu faço isso?

CCCaio Carneiro

Então, então a gente acredita Que você nasce parecido com seus pais e morre parecido com as suas decisões. Então talvez uma pergunta, né: qual a cultura que você está criando na sua família? É uma cultura que tem intencionalidade, ou é uma cultura meio inconsciente, ou uma cultura herdada que você nem pensou nisso? E quando você já percebeu, o teu núcleo tá recebendo uma cultura que às vezes não era aquela que você queria, ou você vai, ah, tá tudo bem? Não, você tem que ter intencionalidade na cultura que você tem.

FCFabi Carneiro

Tem gente que fala assim, é maldição de família. Não é maldição não, é só que você tá fazendo coisas repetidas sem parar para pensar.

CCCaio Carneiro

Sabe qual foi uma cultura da família da Fabi que entrou para o meu casamento e tá passando para os meus filhos? Eu sei que isso, cara, aí vai ser decisão do Téo se ele quer que essa cultura permaneça. A cultura da atividade física, do esporte. Assim, família da Fabi, quando eu conheci a Fabi, era algo que me encantava muito. Chegar no final de semana, todo mundo praticando esporte junto, aí vai lá a família inteira, vamos todo mundo jogar vôlei, todo mundo jogar vôlei, vamos todo mundo jogar bola, jogar bola.

E a minha família não tinha isso. Eu falei, pô, que negócio legal, cara, fazer eu, se eu me gostei de fazer esporte com as pessoas que a gente ama, fica mais legal. Eu acho que é dobrado. E a minha família hoje, ó, que prazer, hoje a minha família tem essa cultura que eu herdei da família dela. Eu falei assim, agora faz parte da cultura da minha família. E, por exemplo, cultura que eu peguei, por exemplo, isso eu peguei muito do meu pai, de ser muito parceiro assim do meu filho, no sentido de vamos fazer isso, vamos fazer isso.

Meu paicinho foi aquele cara que, vamos jogar bola, queria jogar bola, vamos andar de moto, vamos andar de moto, vamos fazer coisa, vamos fazer coisa, né? Então eu sou aquele cara que peguei essa cultura que vem do meu pai, né? Não é só porque aquela posição de pai que não pode fazer também aquela função de o cara da diversão, né? Não só aquela função do líder, não só educador, não só educador, o líder. Vamos ser parceirão também, pô, vamos se divertir junto, vamos dar risada junto, vamos jogar bola junto, vamos andar de moto junto.

Então eu acredito muito nisso. Então reflitam sobre isso, conversem sobre isso, porque a cultura do teu casamento tá sendo construída. Só garanta que tá em linha aquilo que vocês acreditam.

FCFabi Carneiro

E a gente se vê no próximo episódio. Tchau, tchau!

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