COMO PERDOAR DE VERDADE SEM CARREGAR MÁGOA? | Entra Pra Ficar #5
Como perdoar de verdade sem carregar mágoa?
Neste quinto episódio da Série Entra Pra Ficar, Caio e Fabi Carneiro revelam um dos princípios mais transformadores da relação: perdoar de verdade é lembrar sem sentir dor, e o maior pedido de desculpa que existe é mudança de comportamento.
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O que você vai descobrir neste episódio:
- Por que perdoar é lembrar sem sentir dor (não é esquecer, não é fingir)
- O maior pedido de desculpa que existe é mudança de comportamento
- Por que perdoar é muito mais sobre você do que sobre o outro
- Como carregar mágoa é uma toxina que corrói quem não perdoa
- A técnica do protagonismo da falha: quanto mais rápido admitir, menos poder ela tem
🔗 Clube do Livro: início em 1 de agosto (5 sábados juntos)
Siga o casal:
Caio Carneiro: @caiocarneiro
Fabi Carneiro: @fabisawaya
#EntraPraFicar #Princípios #21PrincípiosParaCasais #Perdão #Casais #Podcast
- Experiências de perda e recuperaçãoLembrar sem sentir dor · Mudança de comportamento · Amor próprio · Toxina da mágoa
- Importância da faltaAdmitir o erro · Evitar justificativas · Assumir responsabilidade
- É Preciso PerdoarDificuldade em pedir desculpas · Desejo de paz interior · Decisão de não carregar mágoa · Busca por acolhimento
- Terapia de casal e relacionamentosCredibilidade no relacionamento · Facilidade em perdoar quem muda · Perdão independente da mudança do outro
Acho que quanto mais rápido você admite uma falha, cara, quanto menos você tenta justificar uma falha, quanto menos você tenta enrolar em cima de uma falha ou criar outros cúmplices na falha ou colocar algo assim, ah, mas isso aconteceu porque se não fosse isso, isso, para mim você vai piorando. Acho que quando você puxa o protagonismo da falha, mas acontece uma coisa, fala assim, cara, errei, perdão total, total, falhei, não devia ter feito isso.
Isso você tem totalmente razão que não era o melhor caminho. Como é que eu posso fazer para me desculpar com você? Cara, eu acho que desse jeitinho assim, obviamente com as palavras de cada um, mas esse comportamento de você puxar responsabilidade de uma falha, você tá dando um sinal do outro que é assim: eu quero mudar esse comportamento. Sejam todos muito bem-vindos a mais um episódio dessa série maravilhosa inspirado no nosso novo livro, 21 Princípios para Casais, que já tá disponível na Amazon.
E dia 1º de agosto começa um clube do livro ministrado por nós, de maneira gratuita, esse clube do livro. Então clica no link aqui embaixo para você fazer parte da comunidade, que a gente vai disponibilizar o link do Zoom. Vão ser 5 sábados, a gente vai ler de 3, 4 princípios por semana e debater estratégias práticas sobre eles. Então a gente conta muito com a tua presença. Adquira o seu livro e participe desse clube do livro de uma maneira muito especial, né, amor?
Que episódio é hoje agora, meu amor?
Quinto episódio?
Olha o tema que o pessoal escolheu para hoje: apimentado. Não é nem apimentado, é um tema: como perdoar de verdade. Como perdoar de verdade.
Eu acredito que é um pleonasmo. Eu acredito que todo perdão é verdadeiro.
É verdade?
É, não, senão, senão não é perdão, é outra coisa. Eu acredito que perdoar é lembrar sem sentir dor. Perdoar não é você—
você é um cara muito perdoador. Isso é uma coisa que você me ensinou na minha vida, e eu não sei nem como que você consegue explicar o tanto que você perdoa fácil.
Amor, eu não sei. Talvez eu entendi que eu não posso guardar essa— perdoar é muito mais sobre mim do que sobre o outro. Eu acho que é um ato de amor próprio. Isso você não perdoa, é uma toxina que você carrega, você fica se corroendo. Então, como eu gosto de ser um cara leve, você gosta de ser um cara alegre, eu preciso perdoar. E perdoar não significa esquecer, fingir que não aconteceu, concordar com o que foi feito. Não, perdoar é verdadeiramente você lembrar sem sentir dor, você falar: realmente, eu te perdoo, eu me liberto dessa toxina.
E obviamente, para mim, o maior pedido de desculpa é mudança de comportamento. Então, todo perdão que é acompanhado de uma mudança de comportamento é que é o reconhecimento da falha, né? Porque perdoa alguém, ele vai lá, tá, me perdoa alguém, você fala assim, cara, não tem. E obviamente tem algumas relações que perdoar não significa continuar convivendo, mas quando a gente tá falando dentro de uma relação, obviamente fugindo de novo de algo extremo que alguém fez, um crime que alguém fez, advogado, por exemplo, de agressão.
Não tô falando de crime, mas, por exemplo, puxa, tua mulher cometeu uma falha com você, cara, né? O teu marido fez algo que não foi legal, te machucou. É perdoar sem sentir, é lembrar sem sentir dor. E obviamente, do outro lado, eu, que eu sempre fiz, para mim, maior pedir desculpa com você é mudança de comportamento. É para ir para mim, esse é o grande, é o que cicatriza mesmo. Cicatriza é a pessoa, pô, que legal, ele mudou. Aí vai lá, aí cicatriza, vai sem ficar uma marca.
Acho que tá aqui escrito: você tá perdoando ou você tá acumulando? Tem gente que não perdoa, tem gente que a estratégia é guardar. Aí acontece outra coisa, ela guarda. Qual que é a tua visão sobre perdão?
Isso para mim foi muito difícil. Assim como a gente tá falando no último episódio, como pedir desculpa foi algo que eu precisei aprender, porque me machucava. Era igual como se fosse um atestado de incompetência. Pedir perdão, pedir desculpa, era como se eu tivesse dando um atestado de incompetência. Sou incompetente. E para mim, a questão da produtividade, da assertividade, era o que me fazia ser amada. Então, a partir do momento que eu não acertava Era como se eu não fosse amada.
É muito louco a cabeça do ser humano, mas era assim como funcionava. Mas eu não fui, eu nunca aprendi, isso nunca foi natural, não foi algo que eu via, essa questão do perdão. E eu lembro quando foi a primeira vez quando eu decidi perdoar racionalmente uma pessoa, e eu consigo lembrar do que eu sentia. Era como se eu quisesse ter uma dívida com aquela pessoa, uma dívida que queria cobrar. Você me machucou porque você fez isso comigo, porque você me cutucou.
Então eu queria permanecer sentindo aquilo para eu poder cobrar aquilo, para aquilo poder ser apontado. Mas eu já tava numa fase de transição dessa lapidação da minha vida, e naquele momento era— eu tinha uma palavra que regia minha vida. Todo final de ano eu virava o ano e eu pensava numa palavra que eu queria que aquela fosse a palavra do meu ano. E teve uma determinada época que eu só queria paz. A palavra virou paz. Eu falei, eu quero paz, eu quero paz.
Um ano era dinheiro, outro ano era não sei o quê. Virou paz. Eu quero sentir paz. E aquilo foi uma virada de chave muito importante para mim, porque eu comecei a determinar na minha vida como eu queria me sentir. Então eu não queria mais sentir esse rancor, eu não queria mais sentir essa raiva, eu não queria mais sentir esse ódio, eu não queria mais sentir essa amargura. Eu queria sentir todo o oposto disso, que era sentir paz.
Então uma das coisas do processo que eu entendi era que a falta de perdão, primeiro, não era para o outro, que é o que você falou, era para mim. Não necessariamente eu perdoar faria a pessoa mudar de comportamento e nem faria necessariamente eu me aproximaria da pessoa novamente, mas era muito mais sobre eu decidir não carregar mais essa sujeira dentro de mim. E eu lembro como eu me senti. E eu lembro que teve um outro episódio de uma pessoa que também falou uma besteira tão grande assim.
Aquilo me machucou tanto, machucou mesmo. E eu não conseguia tirar aquilo do meu coração. E eu lembro que eu orei nessa noite e eu falava assim: Deus, Senhor, me ajude, porque eu não quero essa sujeira dentro de mim. E no dia seguinte eu acordei como se aquilo tivesse dissipado de dentro de mim. Então assim, Até aquilo que eu não consegui sozinha, eu falei assim, eu preciso de ajuda, eu preciso, Deus vem aqui, me ajuda, tira isso daí de mim, porque eu não quero mais isso dentro de mim.
Então foi uma decisão de tirar todas as toxinas, eu falei assim, eu não quero mais viver desse jeito. E ver a forma como você sempre fez, isso foi uma grande inspiração, porque isso não era natural de fábrica meu. Isso eu falo para todo mundo, né, que você sempre foi muito fofo nesse sentido. A pessoa podia olhar na tua cara, te xingar, falar um monte de coisa, você tá bom. Né, quem me dá um abraço, eu não vou levar nada para o meu coração e a gente pode virar aqui amigo e voltar a conversar normal.
E falava assim, como que ele aguenta? Como que ele consegue ser desse jeito? Na colérica ficava louca, fica colérica que eu quero matar o outro, né, quer derrubar tudo de volta. E eu falo que você foi um grande exemplo para eu conseguir. Eu quero ser leve assim que nem ele é, sabe assim, tô nem aí que você tá falando. E daí você tá falando problema é seu, você que se afunde nas suas toxinas, o que você tá falando da tua boca, eu não vou levar isso para o meu coração.
E eu levava tudo para o coração, tudo, tudo, tudo, tudo. Eu levava tudo como uma ofensa pessoal. E se a gente refletir um pouco hoje, a gente vive numa era da raiva, na era da ofensa. Tem pessoas que vivem buscando ofensa, porque depois eu vou contar para você o tanto que eu fui ofendida e vai ter acolhimento. Olha como é loucura do ser humano. Então eu quero ser mais ofendido para que eu possa ser mais acolhido. Então tem pessoas que hoje são viciadas na ofensa.
Elas vão caçar ofensa. Por quê? Porque isso gera acolhimento de um outro lado. Então é um assunto delicado e é um assunto que mexe com o nosso ego, mexe com a nossa vaidade, mexe com a nossa dor, mexe com a nossa humilhação de falar assim: tudo bem, você errou, tá bom, vou passar por cima disso. A minha paz é maior do que eu estar certa, a minha paz é maior do que qualquer outra coisa. Então foi Eu acho que assim, uma das maiores, os maiores aprendizados que eu tive na minha vida foi isso.
E eu vejo quando o casal tá nessa sintonia, que perdoar, lembrar sem sentir dor, e o melhor pedido de desculpa é mudança de comportamento, parece que, que sabe aquele kit de primeiros socorros para qualquer machucado? Que uma falha é como se fosse um corte. E se o casal não tem o kit Por exemplo, muitas pessoas, quando você pega a tua mulher, o teu marido, o histórico de credibilidade que ele tem com você é baixo. Esse cara erra, não muda.
Então fica mais difícil de você perdoar quem não muda o comportamento. Agora, quem muda, você facilita a pessoa perdoar, né? Então, obviamente, sabendo que o perdão você não pode, você não controla o que tá no outro. E eu acredito que você não tem que perdoar só se o outro muda. O perdão, ele tem que vir. Aí, quantas vezes? Até 77. Mas eu acredito que isso contribui muito, esse kit de primeiros socorros, para um relacionamento, né?
E obviamente, como a gente quer dizer aqui, matar o leão enquanto ele é pequeno. Quanto mais rápido você admite uma falha, menos poder você dá para ela. Acho que quanto mais rápido você admite uma falha, cara, Quanto menos você tenta justificar uma falha, quanto menos você tenta enrolar em cima de uma falha ou criar outros cúmplices na falha ou colocar algo assim, ah, mas isso aconteceu porque se não fosse isso, isso, para mim você vai piorando.
Acho que quando você puxa o protagonismo da falha, acho que acontece uma coisa, fala assim, cara, errei, perdão total, total, falhei, não devia ter feito isso, isso você tem totalmente razão que não era o melhor caminho. Como é que eu posso fazer para me desculpar com você, cara? Eu acho que desse jeitinho assim, obviamente com as palavras de cada um, mas esse comportamento de você puxar responsabilidade de uma falha, você tá dando um sinal do outro que é assim: eu quero mudar esse comportamento.
Então aquela coisa, vale a pena você me perdoar, por mais que você deveria me perdoar, porque eu acredito nisso, o perdão ele vai independentemente se no outro lado há uma melhora. Agora, se vai conversar, aí é outra conversa. Mas eu acho que essa duplinha forma um kit de primeiros socorros, porque assim, a verdade é, na vida você vai errar. Eu vou falhar com você ainda, obviamente. O meu objetivo é não falhar com nada grande com você, mas talvez num dia eu fale alguma coisa que você vai achar que isso não foi legal, ou toma uma decisão, fala assim, você devia ter me consultado.
Ou escolhi pela gente, mas não era isso que eu queria. Então isso, eu tô suscetível a esse tipo de erro. E eu quero viver com você para o resto da vida, e seria muita hipocrisia da minha parte não confiar numa pessoa que não erra, que não admite o erro, ou que fala que nunca vai errar. Então acredito que esse eu tenho que levar esse kitzinho comigo, pô.
É, e para a gente encerrar, tem uma técnica que eu aprendi com Caio Agora é uma piada, tá, gente? Pode entrar na piada?
Pode, claro.
Eu preciso entrar em umas piadas, gente. Eu preciso contar essas piadas. Toda vez que ele faz alguma coisa assim, ele fala, amor, me perdoa. Ele é muito bonitinho, né? Porque toda vez que eu tentava brigar com ele, eu brigava sozinho. Porque ele é muito fofo. Ele, amor, me perdoa. Ah, não, mas de novo, amor, me perdoa. Aí eu entendi a técnica. Pra como não, como não, como encerrar um assunto. Você tem toda a razão, você me perdoa e eu vou melhorar.
Aí toda vez que chega minha fatura do cartão: Você tem toda a razão, me perdoa, eu vou melhorar.
Olha a produção.
Aí mês que vem a gente conversa de novo.
Eu não acredito, você diz isso para as pessoas? Você viu, gente? A gente já tá um livro aberto aqui, mas eu te perdoo todo mês.
Mas agora você parou, tá vendo? Você acostumou, falou: Deixa, não vale mais a pena. Você feliz, entendeu?
Tô gastando junto agora. Muito bom isso, né? Chantando também. Senhoras e senhores, nos vemos no próximo episódio dessa série, que eu espero que você esteja se divertindo tanto quanto eu, tá? Lembrando duas coisas: não deixe de entrar na comunidade para participar do nosso clube do livro. Para isso só tem um livro em mãos para a gente ler junto e ter essa experiência muito gostosa ao longo dos sábados do mês de agosto. Faça isso agora, adquira seu livro e entre na comunidade para você receber o link no primeiro sábado de agosto. Nos vemos lá, tchau!
21 Princípios para Casais
LivroCaio Carneiro
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