Episódios de Como Você Fez Isso?

COMO ENCONTRAR A PESSOA CERTA? | Luiza Vono e Ítalo Ventura #143 | Luiza Vono e Ítalo Ventura #143

27 de maio de 20261h19min
0:00 / 1:19:49

Como encontrar a pessoa certa, construir um relacionamento saudável e não destruí-lo? Neste episódio, Luiza Vono e Ítalo Ventura falam sobre relacionamento inteligente, casamento feliz, mente masculina, autoestima feminina e maturidade afetiva para quem deseja viver uma relação verdadeira.

📌 Onde encontrar:Luiza Vono:🟣Instagram: https://www.instagram.com/luizavono/🔴Youtube: https://www.youtube.com/@luizavono🟢Spotify: https://open.spotify.com/show/6M7ObxfUfqSpvqBPndH43j🌐Site: https://luizavono.com/Ítalo Ventura:🟣Instagram: https://www.instagram.com/italoventura/?hl=pt-br🔴Youtube: https://www.youtube.com/@Italoventura🟢Spotify: https://open.spotify.com/show/61n21DNR5NvFhUOL67a2Er🌐Site: https://italoventura.com/👉 Ouça e compartilhe o episódio nas redes sociais.🟣 Siga o Caio no Instagram: https://www.instagram.com/caiocarneiro/🟢 Siga o CVFI no Instagram: https://www.instagram.com/comovcfezissopodcast/📢Anuncie sua marca no Como Você Fez Isso Podcast: contato@comovocefezisso.com🔔 Se o conteúdo foi relevante pra você, curta o vídeo e se inscreva no canal.[ COMO ENCONTRAR A PESSOA CERTA? | Luiza Vono e Ítalo Ventura #143 ]

*Caffeine Army e Como Você Fez Isso?*- Cupom de desconto: COMOVOCEFEZISSO

🟪 Quer participar da plateia? Preencha esse formulário e boa sorte!

Participantes neste episódio3
C

Caio Carneiro

HostJornalista
Í

Ítalo Ventura

ConvidadoMentor e palestrante
L

Luiza Vono

ConvidadoEspecialista em relacionamentos
Assuntos8
  • Dilemas de RelacionamentoMulheres abaixo de 30 anos e carreira · Mulheres acima de 40 anos e maturidade · O desespero e a negociação em relacionamentos · Sistema de crenças e repertório afetivo · A mulher como protagonista financeira · Competição e colaboração em casais · O 'espanta relacionamento': carência, desespero, pressão · Gente ferida fere
  • Imediatismo em RelacionamentosA mulher como conselheira sábia · Segurança como necessidade feminina · Variedade e risco como necessidade masculina · O papel do homem como provedor · Comunicação e resolução de conflitos · O 'nada' feminino e a leitura masculina · A importância do ritual de casamento · O 'algoritmo afetivo' e a repetição de padrões
  • Procura e busca por pessoasMomento de vida e espaço para relacionamento · Clareza sobre quem se é e quem se busca · Foco na carreira vs. família · Planejamento de vida e relacionamentos · Racionalidade na escolha do parceiro · Valores, princípios e objetivos de vida · Desejáveis e inegociáveis em um relacionamento
  • O papel da mulher na vida do homemHomens e a dificuldade em expressar vulnerabilidade · A mulher como provedora e o impacto no homem · Frescobol nos relacionamentos: doar e receber · A importância de tratar o outro como ele gostaria de ser tratado · A mulher que inspira o homem a crescer · O homem que se sente 'meio homem' sem prover · A mulher que se sente 'meio mulher' sem relacionamento
  • Comunicação em RelacionamentosA importância da comunicação assertiva · O 'nada' feminino e a expectativa de adivinhação · O 'grupo presente' no WhatsApp para presentes · Facilitar a vida do parceiro · Vidas paralelas sob o mesmo teto · A necessidade de conversas que resolvem · O método hardcore de comunicação · A influência e a inspiração no parceiro
  • Relacionamento e planos futurosRelacionamento como empresa · Plano de vida e carreira · Atraso na busca por parceiro · Consequências da falta de planejamento · Eric Fromm e a arte de amar
  • Oração e meditação cristãSerenidade para aceitar o que não pode mudar · Coragem para mudar o que pode · Sabedoria para distinguir o que pode e o que não pode mudar · Ação tardia e suas consequências
  • Clareza e Efetividade na ComunicaçãoTempo de mesa e tempo de cama · O perigo de horários de sono diferentes · Alinhamento de agendas e rotinas · Evitar vidas paralelas
Transcrição207 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Pessoal, sejam todos muito bem-vindos a mais um super episódio, dose dupla do Como Você Fez Isso. E hoje eu recebo duas pessoas que eu estava batendo um papo muito legal e eu sei que vai ser de muita valia para você que está nos ouvindo e nos assistindo hoje. Então eu vou à nossa introdução dos nossos convidados.

Começando com ela, ela que é especialista em relacionamentos, fala sobre a conquista, a mente masculina, é palestrante e criadora do movimento Mulheres de Impacto com mais de 11 mil alunos em mais de 40 países. Uau! Reconhecida por unir um olhar analítico de quem se formou em ciências atuariais, análise de risco.

A sensibilidade de quem entende as dores femininas. E ela transforma comportamento humano em método e ajuda mulheres a construir relacionamentos inteligentes. Mulher, a dar atenção no papo, tá? Saudáveis e a altura de quem elas são. A convidada de hoje, primeiro, é a Luísa Avô no Paus. Para a Luísa, senhoras e senhores, nossa produção aqui. Obrigada. Muito bem-vinda, Lu. Muito bem-vinda. Obrigada, Caio. Vai ser um papo muito legal.

E também do meu lado aqui, esse cara que lembrou do momento que a gente pôde estar juntos também, muito bacana lá, já faz alguns anos já, né, cara? A gente faz. E ele que é especialista em relacionamentos também, mentor, palestrante, criador do método Mave, mulher de alto valor, além de estar à frente de um dos maiores canais de conquistas.

para mulheres do país, com mais de 18 mil alunos em 36 países. Reconhecida por decifrar também a mente masculina e ensinar mulheres a se reconectar com a própria autoestima. Ela transforma as desilusões amorosas em consciências, estratégias, maturidade afetiva, ajudando muita gente a construir relações verdadeiras. O convidado de hoje é Ítalo Ventura. Uau, que apresentação, muito obrigado. Apresentei bem, dupla.

demais, nossa. Sem mais, ponto final. Ponto final. Podemos começar. Obrigado, viu, pela apresentação, Caião. Eu tô muito feliz que os dois se conhecem, né? Então, vocês estavam contando um pouco a história, né? Começamos juntos. Vocês começaram juntos dentro da área de educação, principalmente dentro desse nicho. A gente tem um como muito importante pra falar aqui, né? Como encontrar a pessoa certa, né? A nossa base, margatoriamente, são empreendedores, pessoas que estão construindo seus objetivos, estão construindo o seu futuro.

E, cara, quando a gente fala de relacionamentos, no final da conta, no final do dia, o que eu acho... Até tem uma pesquisa recente, cravando sobre felicidade, que muito se fala sobre felicidade. E uma das coisas que a ciência conseguiu cravar é que a qualidade dos seus relacionamentos influencia no quanto feliz você é. Isso já temos um faro nesse sentido.

Uma pesquisa longa, aliás, né? São mais de... São uns 80 anos de pesquisa, ela começou em 1938, se é a mesma que eu tô pensando. É, essa aí. E eles começaram só com os homens e depois eles incluíram as mulheres e os jovens. E chegaram nessa conclusão de que boas relações trazem um sentimento maior de felicidade, exatamente. E aí eu quero começar o papo, né? E ir jogando esse como, porque tem duas avenidas.

A gente primeiro tem a avenida de... Como é de encontrar a pessoa certa? Porque a pessoa certa nos melhora, né? Eu sou casado, sou muito bem casado. E, cara, a Fabi foi determinante pra mim, cara. Eu era menino quando a Fabi me conheceu. Faço o que eu disse das suas palavras. Cara, e eu sei a diferença. Eu não consigo imaginar onde eu estou ser minha mulher. Uau.

É assim, eu não tô fazendo uma falsa... Ah, Caio, você não conseguiria... De jeito nenhum eu estaria onde eu estou hoje se não fosse minha mulher. De jeito nenhum. Eu tenho esse reconhecimento. Por mais que eu sou um cara que eu acredito na minha capacidade, eu sou um cara que eu tenho uma autoconfiança boa, mas eu tenho isso claro. Então, eu quero começar a jogar bomba por aí. Primeiro... Quem começa? Ah, primeiras damas.

Primeiro, Lu, qual você acha que é? Pra onde a gente começa esse papo pro relacionamento certo? Até pra audiência, pras pessoas que estão sozinhas ou até pra ela conseguir transformar o relacionamento dela, que não tá legal num relacionamento bom. Perfeito. Pra mim são três passos, Caio. É saber onde eu tô.

Para onde eu estou indo e quem cabe do meu lado. O que significa isso na prática? Onde eu estou? Eu estou num momento de vida que cabe relacionamento na minha vida? Ou eu estou focada em trabalho? Ou eu estou focada numa outra realização da minha vida? Então, entendendo esse momento de vida e se cabe relacionamento, eu vou criar espaço para isso.

E aí, sabendo que é pra esse lugar que eu tô indo, que é um casamento, eu quero família, eu quero ter filhos, então, quem sou eu pra querer isso? E quem é essa pessoa que vai estar do meu lado, né? Onde eu tô, pra onde eu tô indo e quem cabe do meu lado?

Porque quanto mais clareza eu tenho sobre isso, mais fácil vai ser eu me apresentar, falar quem eu sou, apresentar os meus atributos, o meu diferencial e selecionar melhor essa pessoa que vai estar do meu lado.

E o que acontece na minha experiência é que eu me casei tarde, eu demorei para me atentar a isso, para ter clareza disso, e, consequentemente, eu atraio as mulheres que vivem essa mesma realidade, de terem dado um foco muito grande para a carreira, e com isso, não terem dado um certo olhar para a vida amorosa. O tempo foi passando, ela agora está com 35, 40 anos, e pensando, eu queria muito ter um parceiro de vida, eu queria muito ter uma família.

Você encontra muita gente que se arrepende? Muitas. Muitas pessoas... Você consegue sentir o arrependimento na voz, no jeito que fala? Eu recebo feedback das mulheres falando eu trocava.

eu trocava o que eu tenho hoje pra ter uma família. Eu teria uma vida mais simples com uma família. Uau. Mas eu investi na minha carreira. São mulheres bem-sucedidas, são mulheres que realmente dedicaram muito tempo, porque aquilo que a gente foca expande. E elas focaram na vida profissional. A minha geração, Caio, ouviu dos pais, especialmente da mãe, não dependa de um homem, vai trabalhar, vai ganhar o seu dinheiro, não pense nisso agora. E a gente fez direitinho, a gente seguiu a risca.

Só que essa conta chega. A biologia da mulher, ela existe. Não é sua opinião, né? Não é opinião, é fato. É fato. E com o tempo vai ficando mais difícil.

E como equilibrar, então? Como chegar numa equação? E é isso que é maravilhoso, da mulher mais velha. É binário, então, a equação é binária? Ou minha carreira ou minha família? Não, mas realmente a gente não vai ter... Vai ser muito mais difícil, é uma exceção, uma mulher muito bem sucedida com uma família funcional. É uma exceção, não é a regra. Então, eu não preciso abandonar vida profissional, eu não preciso abdicar disso, não desejar.

Não, eu não quero vida profissional. Não, eu posso ter uma vida profissional. Eu posso ter a minha carreira. Mas se essa for a minha única dedicação, eu vou dar espaço pra isso crescer na minha vida. Porque aquilo que a gente dá atenção cresce. Melhora.

e amplia. Então, é possível a gente ter carreira. Lá atrás, quando eu era jovem, eu pensava, eu tenho todo o tempo do mundo. Ainda dá tempo. Eu tenho todo o tempo do mundo. Eu não preciso focar nisso agora. Eu tenho uma mostragem também do que acontece com as milhares de mensagens que eu recebo, das milhares de alunas que eu tenho. O grande problema dessas mulheres, e vamos falar mulheres porque é o público que a gente trabalha, que a gente atende, é o público que a gente trabalha.

Se elas tivessem alguém falando mais cedo pra elas, olha só, senta aqui, faz seu business plan da vida, ela já entenderia. Olha só, eu vou casar, eu vou trabalhar isso aqui, eu vou já procurar alguém. Dou um exemplo palpável. Eu tava com uma aluna no telefone, ela mora fora, tá fazendo doutorado. E ela, a gente tava fazendo uma mentoria, ela chega e fala assim, Itali, eu quero casar.

Mas eu tenho 37. É ok. Vamos então, me fala qual que é o seu plano. Ah, eu quero, não sei. Então vamos fazer a conta aqui. Você quer casar e quer ter filho? Sim, eu quero pelo menos um filho, mas eu quero quando eu terminar o meu doutorado. E quando é que você termina seu doutorado?

Eu não lembro exatamente, mas eu termino com 42. Exemplo, tá? Olha, a conta não tá batendo. Se você quer casar, primeiro você tem que encontrar alguém compatível. Você vai, talvez, tentar ativar erro. Você vai se relacionar com essa pessoa. Você não vai casar uma semana depois. Você vai, pelo menos, um ano, talvez dois anos. Depois você casa. E aí eu tô vendo você com 45 anos se preparando pra ter filho.

Então, falta esse plano prático. A gente acha que tem o tempo todo do mundo ou não tem essa visão.

Não adianta só ter a paixão. Alguém é, eu amo café e vou abrir uma cafeteria. Mas onde você vai abrir a cafeteria? Eu vou abrir a cafeteria na escola de dança da minha filha, que tem 20 alunas lá. Nossa, não vai fechar essa conta. Não fecha a conta. Não vai fechar. É isso, assim, ninguém apresentou pra gente, especialmente... Bom, vou falar de mim, porque eu sou mulher e, de maneira geral, atendo mulheres. Mas não foi me apresentado à época...

As opções que eu tinha. Só me deram uma opção. Trabalha, estuda muito. E seja muito dedicada a isso aqui. Porque ganha dinheiro quem cresce. Ganha dinheiro quem trabalha. E ninguém esbarra. Ou a maioria das pessoas não vai tropeçar no amor da sua vida.

focando numa coisa só. Se eu tô focando nisso, as chances são que eu não vou, não vai esbarrar no amor da minha vida aquele cara onde a gente, o livro vai cair, ele vai me olhar e a gente vai meu Deus, o telefone caiu, trocamos o telefone e ele vai me ligar no outro dia, não vai ser assim. Você tem que fazer o relacionamento caber na sua vida, igual numa empresa.

Tudo começa com visão. Visão. E é uma empresa, né? A gente tem uma empresa chamada Vida. E nessa empresa tem um cargo aberto, que é o cargo de sócio. Ou sócia. E como que você escolhe? Como que você faz a seleção dessa pessoa? Não dá pra ser assim... A química é boa. Rolou uma conexão aqui. Boa pergunta. Não dá pra ser assim? Como?

O processo, ele precisa começar racional. Tá. No meu ponto de vista. E eu quero te ouvir, Ítalo. Ah, tem uma opinião forte sobre isso, viu? Pra mim, o processo começa racional. Então, eu preciso ter três inegociáveis.

E três desejáveis. Nos três inegociáveis, tem que vir na base. Valores, princípios e objetivos de vida. Isso tem que existir compatibilidade. Tá. No meu ponto de vista. Tá, concordo. E aí, o desejável é aquilo que eu tô disposta a negociar. Eu gostaria que ele fosse mais alto que eu, mas tudo bem, se ele não for, eu vou dar uma analisada. Eu dou espaço. Eu gostaria que ele não tivesse filhos de um casamento anterior. Mas se tiver, eu vou dar um espaço.

Então eu preciso ter muita clareza do que é inegociável. Eu levanto da mesa e saio. Eu não converso. Por exemplo, pra mim era inegociável o cara não fumar. Mas é inegociável. Eu levanto e saio. Eu agradeço, muito obrigada. Foi ótimo te conhecer, mas pra mim não faz sentido. É melhor a gente parar por aqui. Não tem a história de, não, mas eu chupo house. Não, mas no dia que eu te encontrar, eu não fumo cigarro. Não tem a negociação.

E aí eu tinha ali os meus três aspectos e aquilo eu já ia pro encontro. Aliás, antes mesmo de ir pro encontro, durante as conversas, eu já perguntava. Porque quando eu conheci o meu marido, eu tava com 33 anos. Eu fiz a conta. Não ia dar tempo. Essa conta não fechava. Eu fiz a conta. Não tinha muita margem pra erro. Não. Porque no meu relacionamento anterior, eu tinha ficado um ano e meio. E eu descobri que ele não queria casar nos próximos cinco anos.

E aí eu pensei, caramba, se eu namorar outra pessoa e demorar um ano e meio pra eu descobrir que ela também não quer casar, aí eu tô com 34,5. Quando é que essa conta fecha? E quando é que eu conheço a pessoa que... Eu falei, não, eu tenho que saber isso no dia 1, no dia 0.

Qual que é a sua opinião, Ítalo? Eu concordo com isso. Eu concordo. É mesmo a sua. Eu falo que a mulher tem que ser interesseira. E as pessoas acham isso ruim. Pra dar uma pulada, né? Opa! Eu já dou esse gancho, esse hook forte. Mulher tem que ser interesseira. Interesseira no sentido de o que eu quero de um homem. O que eu espero de um homem. Nossa, total. Ela tem que ser interesseira. Eu vou ensinar isso pra minha filha. Eu tenho uma filha de oito anos. E eu vou falar pra ela. Filha, vem cá.

A nossa cultura, acredito, né? Ser uma cultura mais passional, ela vai ao sabor dos afetos. É muito atração física, é muito... Ele é lindo, ela é linda. Mas o que a Lu começou falando é essencial. Peraí. Além dele ser seu número, dele ser bonito, dele ser baixo, alto, dele ser careca, cabeludo, o que ele faz?

É o lado racional do relacionamento. O que ele quer da vida? Qual seria a vida ideal dele daqui a 10 anos? Ah, daqui a 10 anos eu quero ir pra mais uma rave e etc. É interessante. Daqui a 10 anos eu quero estar com a minha família, eu quero dominar o mundo. Sei lá, ser um sonhador. E é isso que essa mulher tem que buscar. E os relacionamentos acontecem de forma acidental.

É só uma consequência natural e óbvia de uma coisa que tá... Exatamente. É muito feromônio e pouco racional. A empresa que é criada por dois sócios apaixonados por café, mas que não fez lá a conta matemática. Se escala ou se não escala, não vai dar certo. Tem pouca chance, né? É que trabalha com o que você ama e daqui a pouco você vai odiar aquilo. Eu tô entendendo que a provocação inicial de vocês dois é... Galera, tem um plano.

Tenha um plano. Tenha um plano. E aí eu tô pensando, realmente, eu tô lembrando dos meus amigos que casaram recentemente, e realmente, a maioria dos encontros, foi ao acaso. Mas como é bom você ter um plano, né? Quando você tem um plano... O homem, o homem não precisa ter...

plano não, o grinte plano é a mulher, caramba. Obviamente, eu tô dizendo no aspecto de, geralmente, relacionamento parece que a galera é, deixa a vida me levar, a vida leva eu, vou ser surpreendido pela casa. Mas isso foi o que a gente aprendeu, que uma hora vai acontecer quando for pra ser, vai ser, porque o que é ser tá guardado. E sabe o que acontece? Por ser uma coisa que, em teoria é natural, né? Minha avó não fez aula de como encontrar o marido dela, né? Minha mãe também não. Quando a gente começa Obrigado.

Mostrar que pode ter um plano, que tem um caminho, que tem uma lógica. Inclusive tem um autor chamado Eric Fromm. Ele contestou vários trabalhos de Freud, do Jung. E ele dizia que as pessoas acham que se relacionar é simplesmente querer. E por querer eu vou esbarrar com o objeto do meu desejo.

E ele faz assim, é como se você dissesse, olha, eu quero muito pintar. Só me dê os pincéis e o quadro que eu vou pintar a Mona Lisa. Porque é intuitivo. Exatamente. E quando a gente chega, olha, vai por aqui, vai por aqui. Muitas pessoas se ressentem achando que, ah, começou os joguinhos. É.

Poxa, até pra se relacionar Tem fórmula, tem a fórmula mágica Mas tem, é uma receita de bolo A falta de fórmula Que faz o coração ficar machucado Os casamentos acabarem Pensa bem

eu vou me relacionar por referência. E se você não tem boas referências, uma cascata de referências ruins, você só vai repetir o erro até que alguém chegue e fale isso não é legal, cara. Não tá funcionando. 99% das famílias brasileiras, né? Elas... É muito raro alguém que fala assim o casamento dos meus pais é incrível.

Era incrível. Meu pai não traía minha mãe. Eles acordavam se beijando, beijavam na boca. E eu aprendi exatamente assim. Porque a gente aprende por repetição. Eu sou casada há 10 anos. Indo pra 11 anos. Tenho 3 filhos. E eu fiquei 6 anos com a minha esposa sem oficializar o casamento. Porque eu já tinha filho. Pra mim, na minha cabeça, eu já tô com essa mulher. Mas um belo dia eu falei eu vou casar com ela.

sabia disso, Ítalo. É verdade. E sabe o que aconteceu? O mais legal não é nem isso. Eu ajoelhei na frente dos meus filhos, pedi ele em casamento. Eu não vi meu pai se ajoelhando pra minha mãe. E a gente se casou com eles olhando um homem e uma mulher se casando não porque tinham que se juntar pra pagar as contas, mas porque queriam estar juntos.

E agora, eles têm uma referência disso. Talvez eu nunca quisesse casar porque eu não vi meus pais se casando, o relacionamento não era tão legal. A minha esposa é Iden, né? Os nossos pais ainda estão juntos, porém ela não viu o pai dela se casando e eu não vi a mãe e o nosso pai se casando. Agora, os nossos filhos já têm uma história diferente. Então, dentro do repertório, do baú de memórias dele...

Uau, meu pai ajoelhou. Meu pai se casou com a minha mãe. Minha mãe tava linda no casamento. Ai, que linda. Então, isso começa a ser diferente. E aí eu chamo que a gente começa a reescrever um programa que roda internamente dentro de todos nós, que eu chamo de algoritmo afetivo. O algoritmo afetivo vai fazer eu repetir tudo que eu aprendi de bom e ruim com os meus pais. E idem.

E essa é a diferença. E aí quando você traz a provocação, Lu, que não tem sim receita de bolo.

Tem receita de bolo. E eu vi que você falou rápido. Tem receita de bolo. Porque, olha só, quem cozinha muito bem não precisa mais da receita. Mas ninguém começou sem a receita. Mas absolutamente ninguém. No melhor das hipóteses, ela via alguém fazendo. E hoje ela faz bem porque ela via alguém fazendo. Então, existe uma receita de bolo. Se você fizer as perguntas, se você tiver clareza do que você quer, fiquei emocionada. Bolo. Que bom. Já valeu o podcast.

Fiquei... Voltando, né? Então, se você tiver clareza de quem você é, quem você quer, que perguntas você precisa fazer para ter as respostas que você vai analisar se faz sentido ou se não faz, se você segue um passo a passo, vai sair bolo dali. Então, ter os ingredientes apenas não faz um bolo. Se você misturar ovo, farinha de qualquer jeito, ou só jogar na panela, numa vasilha e...

deixar dentro do forno, não vai virar um bolo. Ele vira bolo porque você mistura os ingredientes certos, na quantidade certa, com o tempo certo, e coloca numa temperatura certa. E com o tempo, com a sua habilidade de fazer bolo, daqui a pouco você coloca um ingrediente a mais, você não vê mais a receita, você mistura umas coisas diferentes e faz umas experiências e fala, hum, não ficou tão legal.

E assim é com relacionamento. Então, essa ideia do amor romântico, ele veio do movimento do romantismo que influenciou as artes. Então, Hollywood, filmes, novelas, livros de romance, isso veio do romantismo. Mas antes disso, os relacionamentos eram racionais.

Era uma convenção, né? Era parte do negócio da família. Exatamente. É verdade. Se você juntar comigo, a gente tem mais chances de sobreviver, de expandir, de crescer. Política, terras, negócios, sobrenome, né? Então, era assim, era parte do negócio da família. Exato. O dote. Então, se você gostou ou não do seu marido, mas isso é problema seu. Isso aí é... Pode ser que tenha, mas...

Casamento é casamento, tem as suas obrigações. Isso se complica e se agrava? Muito bem pontuado, Lu, mas isso se complica e se agrava porque a gente aprende por referência. Olha, minha avó fez esse bolo, legal. No bolo funciona, Caio. Mas e pra relacionamento? Ok. Será que se eu imitar a forma do meu avô se relacionar daria certo hoje? Meu avô, acho que ele não escolheu minha avó. Meu avô podia sair à vontade na noite.

Meu avô... Tem casais que... Tem avós que tiveram 11 filhos, mas nunca beijaram na boca. Eu já ouvi essa história. Então, se eu aprendo por imitação, será que se eu imitasse o relacionamento, a forma de se relacionar daria certo? Não. Mas existem princípios que se eu desmontar... Espera aí, esse casal parece ser feliz. Como é que você fez isso? Se eu desmontar aquilo, eu consigo chegar.

Eu lembro de um casal de vizinhos. Eles tinham três filhos também. Eles eram... Tinham seus 60 anos. Era um casal de 60 e poucos anos. Quando o meu trabalho deu certo, eu comecei a fazer meus primeiros... Meu primeiro resultado com as minhas alunas. Depois de um tempo, a gente se mudou pra frente da praia. Nossa, que realização. Um belo dia. Eu te levei lá, você lembra, Lu? Lembro.

Um belo dia eu olho pra janela, pra sacada de casa e vejo aqueles dois adultos, já de 60 anos, se abraçando na praia e jogando água um no outro e girando. E eu falei pra minha esposa, eu quero isso pra gente. Porque eu não vi meus pais fazerem isso. E aí a gente, no começo, eu tenho que forçar isso, porque não é o meu natural.

demonstrar afeto, beijar na boca demorado, girar a minha esposa, mas eu falei, eu quero ser esse casal. Então...

A gente tem que olhar para o que dá certo e desmontar aquilo. Como é que você fez isso? E ver os princípios. Às vezes a fórmula não precisa ser tão exata, mas existem muitos métodos. Eu posso chegar no 10, 5 mais 5, 7 mais 3, 9 mais 1 é 10. Mas qual é o princípio? É adição, subtração, multiplicação e divisão. Os princípios são inegociáveis. Então, se eu aprender os princípios daquilo, o relacionamento vai dar certo. E deixa rastro, né, Lu? Deixa rastro. Deixa rastro. E aí, eu tenho duas avenidas aqui.

Uma avenida pra você, Ítalo, e uma avenida pra você, Lu. Por exemplo, Lu. Vou imaginar dois cenários. Qual conversa que você teria pra uma mulher abaixo de 30, que tá super animada com o negócio dela? Ela tá animada, cara. Ela tá animada, e ela tá, seja com o trabalho, seja com o negócio dela, ela tá menos de 30. E ela tá na tua frente. O que você falaria pra uma mulher que tá muito animada, tá focadaço no trabalho dela?

e ela tem menos de 30, você falaria o que pra ela? Se você tem menos de 30 anos, e você tem o objetivo de ter família, e ter filhos, o momento melhor pra você conhecer alguém, é agora. Porque não há desespero, não há um relógio, te cobrando pressa e tempo. Então esse é o melhor momento, porque você tá leve.

Faça caber na sua agenda espaço para isso. Então, abra essa oportunidade na sua vida. Esteja disponível. Porque muitas mulheres com menos de 30 anos, focadas na ambição, na carreira e tudo mais, elas se tornam indisponíveis emocionalmente por não caber na agenda. Elas se casam com o trabalho. Não se case com o trabalho.

Nossa, você me permite? Eu me lembrei de uma história quando você falou isso. Sim. Você me permite? Nossa, essa aqui é porrada, hein, Lu? Olha só. Eu comecei a trabalhar com 15 anos. Não caso que o senhor trabalha. E aí, Lu, olha que interessante, Caio. Eu vendia site naquela época. Hum. 15 anos. Era nerd, aprendia a fazer umas coisas. E eu lembro que eu abri minha primeira empresinha de brincadeira, meu primeiro laboratório com um amigo meu na época.

E éramos nós dois, e a gente contratou os primeiros funcionários, e a conta não ia fechar. E tinha um cliente que estava assim pra fechar. E eu liguei pra ele, eu fazia a prospecção. Posso ir aí? Posso ir aí e te ver? Deixa eu ir aí pra gente fechar. Eu estava precisando muito. Aquele valor ia fazer eu pagar as pessoas e ter paz.

E aí eu cheguei lá na mesa de reunião. E falei, olha, o contrato é esse, tá tudo aqui. E na hora ele chegou e falou assim pra mim. Não, eu quero fazer, vamos fazer, vai. Você parece ser um cara legal, mas ao invés de a vista, eu posso dividir em quatro? E eu falei, não, mas esse valor era pra vista. Não, mas vamos dividir em quatro, eu quero fechar agora. Me dá o contrato aí. Se você fizer em quatro, fecha agora. E eu, putz, em quatro, cara. Não, tá, pode ser em cheque, que eu adianto e pago pras pessoas.

Pode, pode. Então vamos fechar. E aí ele jogou uma outra carta. Mas o primeiro pode ser daqui pra 30? Não, mas se eu não fechar, é pior. E eu fechei nas condições dele. E aí, por que eu dei essa volta? Porque quando a Lu falou, eu me lembrei de uma coisa muito importante. O desespero. Quem mais precisa numa mesa de reunião?

É que tá na mão do outro. Vai fazer o pior negócio. Então essa mulher que ela quer ter a família, ela já tá nos seus 40 anos, né, Lu? Ela vai aceitar o cara que some, fala, ah, mas, poxa, desculpa. Mentira. Então ela vai tolerando o intolerável. Então quanto mais cedo você ter essa visão, melhor, porque você não tá dependendo desse... Pra pagar seus funcionários, sabe? Então eu fiquei com aquilo e falei assim, eu nunca mais quero depender, porque eu fiz o pior negócio da minha vida. E eu fiquei muito ressentido de entregar aquele trabalho pra essa pessoa.

E toda vez que a gente fazia alguma coisa, eu xingava o cliente. E aí? Isso é horrível. Isso é horrível, entendeu? É, porque a gente falou pro 30 a menos. E você... É. E você, como se você desse uma luz. Mas o segundo desdobramento da pergunta, por aí pra do Ítalo, é... Tá, e se tem a mulher 40? Você falaria o quê?

Nossa, essa é muito boa, porque ela tem um grande diferencial que a mulher de 20 não tem. Ela tem a oportunidade de usar a maturidade dela. A mulher que faz a diferença na vida de um homem é uma mulher que o impulsiona. É uma mulher que tem a capacidade de ser a conselheira sábia dele. É a mulher que tem a capacidade de ser o descanso do homem.

A mulher que ela tem 20 anos, talvez ela não esteja tão preparada na maturidade dela pra ser isso pra um homem. A mulher de 40, ela tem total condição disso. E esse é o grande diferencial da mulher de 40. Então, quando ela se apresenta pra um homem, mostrando esse lado dela de conselheira sábia, de leveza, de bom humor, sabe assim, de companhia agradável, isso se torna muito fácil pra essa mulher de 40.

Eu tenho uma aluna e ela tem 40 anos. E quando ela me procurou, ela estava num relacionamento há 8 anos como a outra. E ela falou, eu não tolero mais isso. Eu quero sair dessa história. É só isso que eu quero. Eu não quero mais nada. Eu só quero sair dessa história. E eu falei, vamos fazer um trabalho aqui. Ela falou, eu não vejo como eu poderia estar com um homem. Por que um homem solteiro escolheria a mim e não uma mulher de 20? Então é melhor eu ficar aqui.

Então foi um trabalho, assim, de mostrar pra ela que é possível, sim, ter um relacionamento legal. E foi longos meses só nessa parte de mudar o sistema de crença, porque a gente tem o nosso sistema de crenças, o ambiente e o repertório. Normalmente, o nosso sistema de crença e o nosso ambiente é o que gera o nosso repertório. Quando eu mudo o meu sistema de crenças e mudo o meu ambiente, eu tendo a mudar meu repertório, mas senão eu posso aprender de outras formas repertório.

E aí, a gente foi ajustando o sistema de crenças, foi ajustando o ambiente dela e ela conseguiu sair daquele relacionamento. E quando ela saiu, ela falou, não, mas agora eu quero um relacionamento. Não, então agora eu vi que é possível, eu quero. Falei, então vamos trabalhar nisso aqui. E ao trabalhar nisso, ela começou a conhecer vários homens e ela é uma mulher bem sucedida, bonita e mora em São Paulo, o que dá também mais oportunidades.

E ela foi conhecendo alguns homens e todos os homens que ela conhecia, ela falava assim, não, mas esse não serve porque eu não gosto como ele se veste. Não, mas esse não serve porque ele mora longe da minha casa. E ela foi arrumando critérios que não fazem sentido. Impossível de alcançar. Eu falei, cara, você já conquistou o que é o mais legal de uma mulher. E resultado, ela conheceu cinco homens interessantes em 2025 e três estão namorando. Outras mulheres. E não ela.

E aí, a nossa conversa era justamente isso. Perceba que o que você, que um homem quer de uma mulher de 40 anos, você tem, você conquistou, a gente chegou nesse lugar e você tá arrumando. Então, de novo, a gente volta pro sistema de crença pra ajustar, porque daí tem a permissão, tem a disponibilidade, tem o merecimento. E aí a gente volta pra esse lugar, entende? Entendi. Então, ela ali com cinco oportunidades, ela disse não pra todos eles.

E aí eu pego no aspecto da rapaziada que tá vendo esse episódio aqui. Fale assim, cara. E aí eu queria, Ítalo, o teu prisma de...

de falar pra nossa audiência. Porque eu acredito que a decisão mais importante da nossa vida é com o que a gente vai casar. Bicho, você tem que acertar nessa. Se você erra nessa, qualquer outra decisão secundária, ela não vai ser o que poderia ser se a base não tá... Contratou errado, já era. E primeiro, no prisma, olhando para o homem.

como eu garanti que o meu relacionamento assim, o que o homem pode fazer na parte dele, a parte do homem, pra que tenha um relacionamento saudável pra ter uma mulher alinhada com ele, por exemplo, tem muito cara que é ruim de vender a visão de futuro dele ele reclama que não tem apoio, mas você fala assim cara, você não divide nem teu plano com a tua mulher, pô tua mulher não sabe nem quando você ganha

E tem muito caso assim. Tem. Então, como você fazer a sua parte pra que você tenha esse projeto bem estruturado que era o teu casamento, o teu relacionamento, no prisma do homem? Eu vou te falar a real. Dez anos de casado. Se eu tiver errado, depois eu te dou permissão pra me... Pra me corrigir. Sem problema nenhum. Imagina aquele homem que ele quer ter o apoio da mulher o tempo todo.

Só que ele não tem resultado, cara. Ele falou que ia malhar e não malha. Ele falou que ia arrumar um emprego melhor e fica jogando videogame. E aí ele chega com uma nova ideia de salvar o mundo e a mulher fala... Mais uma. Tá bom.

Porque no começo, aquela mulher, se eles estão apaixonados, se eles estão juntos, ela vai comprar a visão dele. Só que ele tem que bancar essa visão. Então, quanto mais aquele cara fala e não cumpre, fala e não cumpre, fala e não cumpre, essa mulher, ela não tá errada em duvidar dele. Ah, tá bom, você falou que ia emagrecer, beleza. Você falou que ia fazer isso, beleza. Agora, o homem vai, ele fala aquilo.

E pode, talvez, demorar mais tempo do que ele imaginava pra coisa virar. Só que essa mulher vê que esse cara tá se dedicando, que esse cara não descansa, essa mulher, ela começa... Você vai conseguir. Ela vê no olho dele, ela compra o projeto. Então, quando aquele cara vai lá e entrega o que essa mulher mais precisa numa relação...

segurança. Os seres humanos têm seis necessidades. Eu atributo o número um de uma relação? Da mulher. É diferente. É diferente. Eu aprendi com o Tony Robbins, numa imersão, que temos seis necessidades. Segurança, variedade, conexão, significância, crescimento e contribuição. Via de regra, as mulheres necessitam mais de segurança. Tanto é que...

Ela chega pra um cara que tá namorando e ela começa a dar segurança pra ele. Só que aquele cara não precisa de segurança. O que é dar segurança? Ela já sai dos aplicativos, um exemplo. Ela já fala, cheguei em casa, eu não tenho mais ninguém. Ela começa já a chamar o nome dele de amor, mandar mensagem toda hora. O que ela tá falando? Olha como eu te amo. Eu tô te dando o melhor de mim, eu tô te dando a segurança. Me ama de volta dessa forma?

Errado. O homem, via de regra as mulheres, precisam de segurança. Então o homem que entrega a segurança pra aquela mulher.

Eu vou fazer dar certo. Aquela mulher, ela começa a descansar e ela começa... Daqui a pouco ela nem pergunta. Caio, no começo, Caio, o que você está fazendo? Eu vou fazer isso. Nossa, mas será que vai dar certo? Daqui a pouco você fala a ela.

Vai dar certo, cara. Ela sentiu segurança em você. O homem já, ele precisa de insegurança ou variedade. É a mesma coisa. Porque a insegurança é variedade. Por quê? Por uma questão biológica, o homem conviveu muito mais com a insegurança do que as mulheres. Veja, o homem ia caçar na savana, não sabia se ele ia chegar vivo ou morto. As mulheres precisavam mais de segurança. Elas elegiam provedores e protetores. O homem já não. Ele já é mais movido à insegurança. Ele tem mais apetite ao risco do que a mulher.

Então, se aquela mulher trouxer variedade pra ele, é uma das formas de encantá-lo. Então, aquela mulher, por exemplo, um exemplo agora. Um jeito da mulher tratar o homem errado, entre aspas. O cara chega com uma ideia e ela fala, não, não faz isso não, isso vai dar errado. Você vai castrar esse homem. O homem que não entrega segurança pra aquela mulher, você vai destruir a...

a alma dessa mulher. Você vai fazer essa mulher secar. Então, uma relação dá certo. Mulher precisa de segurança. E foi por isso que eu pedi a minha esposa em casamento. Porque embora eu estava junto com ela seis anos, na minha cabeça está tudo resolvido. Mas na cabeça dela tinha um fiozinho? Por que a gente não teve esse ritual, né? Porque isso é segurança pra ela. Nossa, agora esse cara está casado. Agora ele jurou na frente de Deus que ele vai cuidar. Ele prometeu. Tem testemunha, tem prova. Ele assinou.

Nossa, e aí... Bom, o resto é história, né? Três meses depois, ela tava com o meu terceiro filho. Ai, que lindo! E assim vai. Então, a mulher precisa dessa segurança. E não adianta o homem ouvir esse podcast e falar assim, poxa, você não confia em mim? Mas, cara, ela tem razão pra confiar em você, cara? Então...

Uma hora ela cansa, você precisa de lastro pra ela confiar em você. Precisa de lastro. E aí ela vai e fala assim, tá bom. No começo ela vai ser aquele lugar de repreensão, como diria o Brunet.

Daqui a pouco ela vai soltar. E aí ela ativou a máxima potência dela, que é soltar e confiar. É ou não, Lu? É, e aí ela traz paz e leveza, né? Porque ela pode confiar, ela pode descansar nesse homem e o homem descansa nela, né? Lu, se alguém tá ouvindo a gente e a pessoa tá assim, pô, legal, mas... Nada disso tá acontecendo na minha vida. É, uma coisa que assim, ela às vezes não sabe nem diagnosticar, só que o filho deve ficar...

Cara, meu relacionamento não tá legal. Ela tá num relacionamento e não tá legal. Ela faz alguma avaliação. Eu faço o quê? Qual que é o primeiro passo? Primeiro que você tá casada, é aí mesmo que você fica e você não sai, né? Casou, casou errado, vamos rezar, né? Vamos rezar. Mas qual que é o primeiro passo? Mas se é um namoro, então é diferente, tá? Namoro e relacionamento. Então, no namoro é a fase da avaliação. Eu preciso saber se eu tenho critérios e se eu tô analisando ou se eu tô vendo onde é que esse barco vai me levar.

Então, esse é o primeiro ponto, né? Porque no namoro, eu tenho tempo de avaliação e o namoro foi feito pra acabar, ou porque vai virar um casamento, ou porque as duas pessoas vão cada um pro seu lado, porque não são compatíveis. Se é um namoro, nos dois casos, tá? Eu preciso saber quem eu sou e quem eu quero do meu lado. Porque num namoro, eu olho, eu faço a técnica do cara crachá, que eu chamo, né? Eu olho por papel. Ah, é isso que eu quero.

E essa pessoa que tá do meu lado não é nada disso? Se eu tô no namoro, eu troco. Eu saio.

Sem dó, né? Sem dó. E rápido. E é uma... Mas é rápido. É um processo que ele se constrói. Por exemplo, fico pensando eu. O marido que eu sou pra Fabi não foi o marido que ela comprou. Tá. Só se a base existir. E qual que é a base? Caráter, potencial e vontade. A gente não começa a conversar sem isso.

É tipo assim, eu quero beber água, mas eu não sei se isso aqui é um copo. Então não tem como você beber água. Você vai beber água de que jeito? Sim. Então copo é o mínimo pra gente beber água. A gente não vai nem conversar sobre isso. A mesma coisa, um relacionamento não tem como existir se as duas pessoas não tiverem caráter, potencial e vontade. Então caráter fala dos valores e princípios, o potencial fala da capacidade de aprender, de ouvir, de conversar, de se melhorar.

E a vontade é a vontade de aplicar aquilo que nós conversamos, o combinado que nós fizemos, é a vontade de fazer dar certo. Então, isso é o mínimo. Então, se eu estou num relacionamento em que isso existe, os nossos, e aí, depois desse ponto, qual é o segundo aspecto que eu analiso? Passado, presente e futuro. Então, de onde essa pessoa veio? Essa história que ela carrega, tá ok pra mim? Ah, ela veio de um casamento, ela tem três filhos, eu não suporto essas crianças e tudo mais. Tá errado.

Passado, então, eu olho pra história da pessoa, o presente, momento, cabe relacionamento na vida dessa pessoa? Nós estamos no mesmo momento de vida? Ou cabe relacionamento na minha vida, mas essa pessoa tá querendo viajar de barco pelo mundo?

Estamos em momentos diferentes. E futuro, a gente tem objetivos que são compatíveis. Então, isso aqui é a base. Isso aqui existindo, provavelmente o restante são comportamentos que eu não gosto muito. E são possíveis de ser conversados, negociados e acordados. Porque relacionamento, precisa existir uma coisa que é a negociação.

E é isso que a gente vai construindo. O nosso jeito, as nossas regras, os nossos acordos. Porque relacionamento é um contrato como qualquer outro que você assina. Você assinou um contrato aqui nesse prédio, seja para comprar ou alugar. Você tem contrato com cada um dos seus colaboradores. O relacionamento é um contrato. E quais são as cláusulas desse contrato? Essas cláusulas precisam ser ditas.

Em algum momento? Sim. Sim ou não? Sim. Vocês devem receber mensagens tipo Lu, Ítalo, meu casamento esfriou. E às vezes não aconteceu nada demais. Não aconteceu nenhuma coisa. Só ela vê que ou ele vê que quando um relacionamento esfria qual que é a estratégia pra esquentar? É. Tem a estratégia superficial e tem o buraco mais embaixo, sabe? O buraco é mais embaixo. Sim. Dá um exemplo meu.

tava fazendo reposição hormonal. Testosterona subiu. E aí, jiu-jitsu. Volto do treino, querendo morder até quina de parede. Sem detalhe sórdido, sai, Italo, por favor. Tudo aqui é uma metáfora, tá? Tudo aqui é metáfora, tá bom? Você toma aquele banho depois do treino, depois do rola, e aí você vê sua esposa tão linda do lado. Enfim, sem muitos detalhes, né?

E aí eu tava vendo que a recíproca não tava tão... Verdadeira. Verdadeira, né? Eu tava numa frequência, eu tava falando... Zig, ela tava em zag. Não tava ainda. E eu comecei a ficar ressentido. Nossa, ela... Cheio de amor pra dar, e ela não... Talvez ela não... Não me vê, não tá me vendo. Não sinta mais atração. E aí, já que eu não vou, né? Não vai ter nada, pego o meu Kindle. Começo a ler Gary Chapman. Cinco linguagens do amor.

Esse livro aqui eu nunca li. É um outro, né? Uma obra nova dele. Vou baixar a amostra e de repente é legal. Ele aconselhou muitos casais. E aí tem um primeiro capítulo do livro, na amostra grátis do Kindle ainda. Chegou pra mim um homem insatisfeito com a sua esposa que não estava comparecendo. Um amigo, faixa azul. Faixa azul, um grau. Testosterona, reposta.

E aí ele fala assim, nossa, ele ouve, né, claro, como um todo bom terapeuta, ele fala assim, que interessante, a sua fala me fez lembrar de uma coisa, eu leio isso aqui pra mim, ele pega, não sei se era uma bíblia, um livro, Hipócritas, né, por que você quer falar do cisco do olho se você não olha pro seu próprio cisco? E aí o cara, ele falando lá no livro, e o cara falou, ah, entendi.

E aquilo caiu como uma luva. Tá, eu quero... Eu saí do jiu-jitsu. Eu quero, né? Comer quina de parede. Mas você deu um bom dia legal pra sua esposa. Quanto tempo você não manda flores, Ítalo? A linguagem do amor da minha esposa é toque. Quanto tempo você não faz uma massagem, né? Sem... Segundas intenções. Não, faz um tempo. Tempo de qualidade.

Nossa, tem dois meses que a gente não faz a noite do casal. E eu comecei a plantar isso. E aí vem o ponto, o ponto do iceberg é, faz uma preliminar de uma semana, que você vai ver, ela vai mudar. Agora, o ponto principal, o buraco é mais embaixo. Relacionamento. E aí isso é polêmico.

Porque as crianças não estão prontas pra isso. Crianças de 30, 40, 50, 60 anos. É doação.

É servir, né? É servir. O problema é que a gente tá machucado aquele, se eu tô num lugar errado dentro de mim, aquela não vontade da minha esposa me leva pra uma ferida de rejeição que eu tenha, e aí eu começo a levar pro lado pessoal e eu não quero doar, eu fico emburrado, aquela criança emburrada. Então são duas premissas. A primeira premissa é relacionamento, meu amigo, é coisa de adulto. E adulto tem que resolver, tem que conversar.

Por que que, às vezes, eu brigava com a minha esposa e ela queria resolver a relação e eu falava, não, não, não, eu vou dormir na sala? Porque eu me tornava uma criança que não sabia resolver aquilo e era melhor eu ir pra longe, birrento.

e a terapia, inclusive eu e minha esposa fazemos terapia de casal, porque eu quero ficar casado com ela 100 anos, quem ama tem que fazer terapia, aquilo me fez falar assim, tá, tira o Itinho, o Italinho de 8 anos emborradinho, porque isso, e coloca o Ítalo aqui pra conversar com ela, o homem. Poxa, amor, eu não deveria ter feito isso, poxa, amor, eu mudei. Então, primeira premissa, relacionamento é coisa de adulto.

E adulto não fica falando isso, não. Se ela não fizer, eu não faço. Adulto vai lá e faz. Paga o preço. Então, peraí, deixa eu resolver. Antes de eu botar na conta dela, deixa eu tirar o cisco do meu olho. E aí eu vou fazer tudo o que ela gosta. Vou servir bem ela pra que ela possa me ver. Pra que eu possa ser servido. Então, premissa relacionamento é coisa de adulto. A segunda é, tá todo mundo querendo ser visto no relacionamento. Mas é dando que se recebe. Qual a sua visão?

falando disso, né, que o Ítalo tá trazendo, ele tá falando sobre conhecer como o outro funciona, né, então pra mim, esse lance é muito importante, entenda como os homens funcionam, entenda como você funciona, no caso da mulher, e vice-versa, né, então, ele foi olhar como que ela funcionar, então ela precisa de preliminares, de outras coisas, de flores, de tempo de qualidade, para que eu possa, então...

Nós somos diferentes e nós funcionamos de forma diferente. Eu me lembro uma mentorada minha que chegou falando assim, eu vim pra você me ajudar a terminar o meu relacionamento. E eu falei, por quê? E ela falou, o meu namorado, ele tá muito distante, ele anda frio e a gente não consegue conversar. A gente não tem uma relação há mais de dois meses. E eu falei pra ela, e por quê? Tá acontecendo alguma coisa na vida dele? Aí ela falou, ah, ele começou num projeto novo, numa empresa nova, ele aportou dinheiro lá dentro e eles têm um tempo muito curto pra que esse dinheiro retorne. Aí eu falei...

Tá bom, tá encerrado. Qual parte que tá encerrado? Não, tá tudo certo, volta na sessão que vem.

Ela falou, mas como assim? Eu falei, o seu relacionamento não tem que ser terminado. E aí, na próxima sessão, eu expliquei pra ela, homens funcionam de maneira diferente. O seu namorado, ele tá calado, ele tá quieto, porque homens funcionam de uma maneira diferente. De maneira geral, com um problema, diante de um problema, eles vão engolir esse problema. Eles não precisam falar pra parceira, pra amigos, sobre aquilo que tá acontecendo, porque o homem tende a querer resolver aquilo sozinho.

Até porque, como forma de respeito a você e de amor a você, ele não quer trazer mais um problema pra você.

diferentemente de nós. E aí eu fui expondo isso e fui dando pra ela repertórios pra ela ter conversas com eles. Do tipo, meu amor, eu sei que você tá passando por isso, se você precisar de mim, eu tô aqui. E aí daqui a pouco ele vinha. Ai, eu preciso, será que você pode comprar?

alguma coisa lá pra casa, não tem nada e tal, ela posso e tal. E ela começou a administrar o dinheiro dele, ajudá-lo na administração do dinheiro dele. Falei, cara, um cara que confia o dinheiro dele, o investimento dele a você sendo a namorada, vocês não moram juntos, vocês não estão casados. Você acha que esse homem não tá investindo no relacionamento?

E ela falou, é, você tem um ponto, né? É mesmo, como é que ele deixa... Eu falei, pois é, porque o ponto é diferente. Então, o que você vai fazer, como conselheira sábia que a mulher deve se colocar ao lado de um homem? Você vai perguntar pra ele, o relacionamento tá tudo bem? Porque senão você tá trazendo mais um problema pra ele. A gente tem um problema no relacionamento e talvez vocês não tenham.

Percebe que ela tava numa postura infantil? É a criança. Ele não quer. Agora, a conselheira sábia, ela é adulta. É adulta. E aí eu falei pra ela, pergunta pra ele se no relacionamento tá tudo bem. Ele falou, ué, tá, porque ele nem entendia quando ela trazia. E aí ela falou, aí ele falou que tá. Falei, pois é, pergunta se ele tem alguma questão no trabalho.

Uai, Luiz, ele falou que tem mesmo, que é o trabalho, que ele não tá sabendo lidar com isso, que ele acha que o tempo tá curto, que eles vão cortar ele da jogada, do projeto e tal. Agora pergunta pra ele como você pode ajudar, se você pode te ajudar de alguma maneira ou se ele precisa de um tempo. Luiz, ele falou que ele precisa de um tempo, não do relacionamento, mas que ele gosta mesmo desse momento sozinho pra ele pensar, pra ele refletir, mas que ele adora o fato de saber que pra ele é importante saber que eu tô ali.

Falei, pronto, tá resolvido. Hoje eles moram juntos, estão muito felizes, planejando casamento, planejando filhos e tudo mais. É incrível. Uma mulher que ia terminar o relacionamento, porque ela não sabe como o homem funciona e quem estava se relacionando era a criança dele. E relacionamento é com o que é adulto. Cara, você tem que entender como as pessoas funcionam, homens são diferentes de mulheres. Cara, por que que não tem um... O que você falou é verdade, né? Funcionamento é diferente.

Tem coisas que até são cômicas, né? Por exemplo, quando uma mulher chega pra uma esposa, chega pro marido com a cara emburrada, e o marido pergunta o que foi. E ela fala nada. A gente já sabe o que é esse nada. Estou muito bravo, mas quero ver se você adivinha. Se você adivinhar, alivia um pouco. Agora, se você não tiver a menor ideia, a casa cai. Então, o homem já se ligou nisso daí. Só que...

Nossa, é diferente. Mas é chato, não é chato? Agora, como é que é? Não é mais fácil? Eu e o Léo temos... Ó, gente, essa dica é maravilhosa. Ok. Nós temos o grupo presente dentro do WhatsApp. Alimentado só por mim, né? Claro. Eu peguei essa dica sua. Qual que é a dica? Vou aí agora. O grupo de WhatsApp chamado presente. Então, eu coloco lá dentro os presentes que eu quero receber. Você tá olhando a rede social, você viu uma coisa legal, você joga lá. Tá você e Fabi lá.

Acabou. É o grupo de vocês dois. Você tem esse grupo? Eu copiei o grupo dela. E aí o que acontece? Minha esposa só pega e não fala nada. Não, você não falou isso. No dia das mães, o dia das mães chegou. O que está passando na cabeça da mulher? Cara, a mulher, ela é fantasiosa. Sua linguagem do amor é presente?

Não, a minha linguagem de amor é atos de serviço. Gente, eu amo que boto meu celular pra carregar, você não acredita. Deixa o tanque do carro. Meu Deus. Não, isso aí eu nem cogito. Isso aí é tarefa de homem. Então, não veio botar isso na minha água, não. Isso aí é... Gente, fazer a minha bolsa de viagem dos equipamentos. Porque eu nunca trago o carregador. Eu sempre passo aperto com isso. O dia que o Léo fala assim, a sua bolsa de equipamentos tá pronta? Não, gente, que pode voltar. Opa, volta.

Bom, aquela coisa, vamos tomar banho? Mas você tá avisando ou você tá me chamando? Hoje eu tô te chamando. Eu não acredito que você tenha um grupo no WhatsApp, você e teu marido, escrito presentes. Presentes, e quando é, por exemplo, dia dos namorados, tá chegando. Dia das mães, não foi dia das mães? Mandei lá tudo que eu queria. Meu amor, eu pensei aqui. Não, esse eu não mandei no grupo, não. Eu falei, e a gente fala bem fofo.

Gente, não há nada. Escuta, vai falar que é mentira. Vocês me corrigem se eu estiver errado, vocês são homens.

Não há nada que uma mulher fale ao pé do ouvido de um homem com uma voz doce que esse homem não faça. Eu tô errada? Pega a lua lá pra mim.

Gente, eu me lembro que eu saía com um cara, esse cara que eu namorei um ano e meio depois me falou que não queria casar. A gente se conheceu na Copa do Mundo 2014. Então, no meio dos jogos e tudo mais. E aí a gente foi num show e eu falei assim, ah, eu queria muito a peruca daquele cara ali. A gente foi num show e o cara tava com uma peruca verde e amarela, sei lá o quê, o cantor. Falei, ah, nossa, aquela peruca é muito legal.

Ah, eu tirando foto com essa peruca, ah, ia ser muito legal. Virei pra um lado, pedi uma bebida, quando eu voltei a peruca tava do meu lado aqui.

Ah, gente, fala a verdade, tem homem que... E aí, no dia das mães, eu falei o quê? Ai, meu amor, sabe o que eu tava pensando? Você sempre pede essas cestas pra mim, que são maravilhosas, inclusive, mas eu tô numa fase tão saudável. Você não faz aquele ovinho mexido pra mim de manhã, acorda a Lara. A Lara vai adorar fazer com você.

O Léo, que adora acordar tarde, em pleno domingo, estava acordado às sete da manhã fazendo ovo mexido na cozinha. Falei, lindo, se você passar no Oba, eles vendem as florzinhas lá no chumaço, você compra sábado à noite, é bem tranquilo. E tem lá na 103, perto da nossa casa, aí você compra o chumacinho assim, porque aí eu faço com a Lara cortar as florzinhas, botar no vaso, que a Lara gosta de fazer comigo. E aí, nossa, lindo, você gostou demais, nós tomamos café da manhã, nós tudo aqui na cama, ó, que delícia.

Facilitei a vida do cara, falei tudo que eu quero. Ele não tem que pensar em absolutamente nada. Ele só tem que executar. O homem executou, gente. Para de inventar moda. Ah, mas se eu falar não tem graça? Não tem graça pra quem? Eu recebi tudo que eu quero. As joias que eu quero, os presentes, as viagens. Ó. É só facilitar a vida, gente. Vocês conseguem ver agora que quem tá assistindo a gente...

que é quase o mesmo ambiente de uma empresa. Os casais conversam um pouco, na opinião de vocês? Sim, acho que conversam um pouco, porque a criança fica emburrada, o modo infantil, e tem um vilão extra, o celular.

É. É um vilão. Ai, gente. Precisa fazer acordos. A gente tem um acordo lá em casa. Tem homem que trai a esposa com o celular e não é porque ele fica no celular. E tem mulher que trai o marido com o Netflix. Não é traição só com outra pessoa, não. Às vezes trai com cachorro. Jogos, amigos, hobbies. Tem que ter relacionamento. Tem que ter os combinados.

Gente, tem que ter acordos. Coisas comuns dentro de casamento, tá? É porque pra gente aqui que talvez viva um casamento bom, imagino que nós três tenhamos casamentos, né, funcionais, vai até parecer ridículo. Mas uma vez eu ouvi uma médica falando o seguinte, eu me separei, ela não era minha aluna nem nada não, eu a conheci, né, como médica mesmo. E aí ela contando, eu me separei porque nós dois criamos vidas paralelas embaixo do mesmo teto. Eu falei, como é que é? Eu nunca ouvi isso. Como é que é?

Ela falou exatamente, a gente, os dois médicos, nós trabalhávamos muito, viajávamos eventualmente pra palestras ou pra, né? Congresso. Congresso. E quando a gente chegava em casa, eles tinham dois filhos, e quando a gente chegava em casa, a gente entrava naquele modo rotina, ou botar menino pra dormir, fazer alimentação, e na hora que a casa acalmava, ele ia estudar as coisas dele, eu ia estudar as minhas coisas, eu tava fazendo ainda... Obrigado.

sei lá o que, especialização disso e daquilo, e a gente, na verdade, não se falava ali dentro. Ele, nos cursos dele e tudo mais, ele foi conhecendo uma outra pessoa, e eu nem vi isso acontecer. Quando ele anunciou a separação, pra mim foi uma grande surpresa, porque eu tava tão ausente da minha própria realidade, apesar de estar plantada ali dentro daquela casa, que eu não vi aquilo acontecer.

Não é que não tinham tido os sinais, normalmente os sinais estão lá, mas eu realmente não estava presente pra nada.

E aquilo de vidas paralelas me chamou muita atenção, porque vida paralela é muito fácil de ser construída, porque é muito mais fácil você não falar nada. É muito mais fácil dormir no sofá. É muito mais fácil você falar amanhã eu resolvo. Eu, como o meu grande lance, né, foi a falta de comunicação, eu sempre tive uma péssima comunicação, minha comunicação era desligar o telefone na cara, mandar embora da minha casa, trancar a porta e falar, você só sai daqui na hora que resolver esse problema. Eu entendi que nenhum homem bom ia aceitar isso.

Nenhum homem bom ficaria casado com uma mulher assim. Então, foi um... Eu decidi mudar a minha comunicação, nem foi pra conquistar um relacionamento. Foi uma questão, assim, de... Sobrevivência. De moral, assim. Se relacionar com as pessoas. Eu faço questão, eu posso morrer sem ter casado com ninguém, mas essa é uma habilidade que eu vou desenvolver. E eu me apaixonei pela comunicação, na capacidade de resolver problemas, as conversas que resolvem, e isso é realmente extremamente importante pra um relacionamento, conversas que resolvem, acordos.

Eu vou trazer uma pimenta aqui. Eu acho que a gente pode desembocar num assunto... Eu acho que a provocação que esse tema traz é bom.

Teu amigo pessoal, Thales Gomes, que ele soltou uma frase e acabou gerando uma polêmica um tempo atrás, quando o Thales falou Deus me livre, mulher se ouve. O Thales até falou, o jeito que eu escrevi eu repensaria que não traduziu melhor, mas o fundamento não me arrependo que eu digo, cara, eu quero casar com uma mulher que tenha como prioridade cuidar do lar. E ele casa com o que ele quiser. Exato. É o que você falou do...

Inegociável. Dos inegociáveis. E isso gerou uma baita de uma polêmica. Entre a... Não, mulher pode ser o que ela quiser. E eu concordo, mulher pode ser a senhora. Posso construir a vida que quiser. Eu acho que cada um é dono da sua própria vida. Mas não é com quem eu quero casar. Mas não é com quem eu quero casar. Mas eu acredito que vocês foram muito unidados por perguntas também. Quando teve esse sentido, né? Na opinião de vocês.

Você acha que a vida profissional, o grande desafio é a mulher ser mais protagonista, por exemplo, quando a mulher é mais provedora financeiramente da casa, aquele lar passa por uma coisa não natural, aquilo tem que ser reequilibrado? Qual vocês acreditam que é o maior desafio quando, por exemplo, profissionalmente...

a mulher é maior do que o cara. Consegue entender a minha pergunta? Sim. Eu falei assim, muitos amigos, por exemplo, que era pra ele estar super feliz com o sucesso da mulher dele, dentro do íntimo, parece que ele não foi capaz e a pressão ficou com a mulher dele. Eu conheço uns dois que eu tive que ajudar. Falei, cara, vibra com a tua mulher, apoia o projeto da tua mulher, tá vencendo, bicho. Você do lado dela, compra a visão dela.

mas essa pessoa em vim ele me dividia com uma dor não era pra estar nas costas dela, era pra eu estar lá e aí eu entro numa segunda coisa e vejo casal que compete isso é até demais e eu vejo casal que está competindo dentro de casa com protagonismo ou com isso ou com aquilo então eu quero jogar esse tempero vocês pegam muitos casais que acabam competindo aonde que era pra ser um esporte coletivo mas não soul soul

E segundo, quando tem essa dinâmica de financeiramente a mulher ser mais provedora, existe uma atenção redobrada que o casal tem que ter pra não desalinhar, visto que o natural que você falou da... Então o homem parece que sai meio que, caramba, não tô cumprindo o meu papel. O homem quando ele não consegue prover, geralmente ele se sente meio homem.

É uma crença dele. E a mulher, quando ela não tá num relacionamento, ela se sente meio mulher. Não é certo ou errado, mas é o sentimento. Ela acha que ela não tem valor. É uma certa sensação de fracasso. Uma certa sensação de fracasso. Então, aquele cara aqui, ele fala não tô dando conta. Um homem que quer crescer. Ele se sente meio homem. E a mulher que ela tá sozinha, geralmente vem esse peso, essa carga, né, Ludi? Eu não sou tão mulher quanto aquela.

Eu não sou tão homem quanto aquele. Então, tem essas sensações. Agora, respondendo, indo nessa questão...

Reza a lenda que, em um determinado momento, grande parte da carreira de Tom Brady e Gisele, a Gisele ganhava mais que o Tom. Por quê? Na NFL, ele tem um teto. Sim. E o Tom, pra trazer estrelas pro time, pra ele ganhar a liga, ele decidiu ganhar menos.

Ele não era o maior salário pra ele poder trazer outras pessoas pra compor o time. E a Gisele, ela recebia mais do que ele. Ela no auge. No auge. Qual é a questão?

na minha visão. Tem que saber ligar e desligar. Se a mulher, ela chega com essa energia de, eu ganho mais e eu faço isso, e o cara fica com uma baixa autoestima de, oh, meu Deus, ela ganha mais do que eu, eu sou horrível. Tá vendo que tem uma disputa? A tal da disputa? Então, a gente tem que desfazer essa disputa, desmontar essa disputa. A gente tá junto. O dinheiro é do casal? O dinheiro é nosso. Parabéns, minha esposa. E, ela tem que entender que aquele cara é...

Agora ele não é o funcionário ou o filho dela, ele é o marido dela. Agora, a gente precisa... Não é nosso por direito, a gente precisa viver isso. Então, a minha esposa ganha mais do que eu, agora eu vou usar chapéuzinho de helicóptero e vou jogar videogame o dia inteiro e eu quero que a minha esposa me aceite como um homem, me veja como um homem. Ela não vai te ver como um homem. Então, resolva sua baixa autoestima, cara. Vibre o dinheiro do casal e...

Uma vez eu tava fazendo um podcast com o Jerônimo Têmio. Tu conhece o Chico? É um querido. É um querido. E ele falou que ouviu isso uma vez e eu achei isso incrível, né? Que relacionamento é frescobol. Já ouviram isso? É. Que no tênis a gente quer sempre marcar. Esse é o intuito do tênis, né?

Fazer a bola, cair do outro lado. E aí que a gente volta pra relacionamento é doação, é ver o outro, é amar o outro como ele gostaria de ser amado, não como eu gostaria de ser amado. Porque a gente aprende que eu tenho que tratar o outro como eu gostaria de ser tratado. Mentira. No relacionamento eu tenho que tratar o outro como ele gostaria de ser tratado. Somos um time.

Como é que você quer ser tratado? E vamos pra cima. Desfaz essa picuinha. Desfaz essa querer marcar ponto no outro. E aí vem o frescobol. Eu vou jogar na altura certa, na velocidade certa, na intensidade certa, pra que você retorne a bola pra mim. Então, como é que você gosta da bola? Eu gosto mais curtinha. Eu gosto mais alta. O objetivo é não deixar a bola cair, né? Lógico.

lógico, então se um casal já começa com nossa, eu não tô me sentindo bem, eu me sinto meio homem ok, você tem duas opções ou primeiro você vai pra terapia ou segundo, amigo, então vai lá vai fazer dinheiro, cara, se tá te incomodando mas quando você fizer, não vem querer também jogar na cara entendeu? Lembra que vocês são um time a gente tá remando pro mesmo lado fazendo gol no mesmo mesmo lado, né?

É perfeito, o Ítalo falou tudo, assim, descreveu perfeitamente, precisa ter uma comunicação entre o casal e outra, a vida é tão cíclica, né, hoje a gente tá bem, ou eu tô melhor, ou o outro tá melhor, e que bom que a gente pode ter isso, o que pode acontecer, eventualmente, falando do relacionamento na prática, né.

é que, eventualmente, essa mulher vai receber proposta, ou esse homem vai receber proposta. E pra gente é mais natural você seguir, você acompanhar o homem, né? Se o homem, bom, na verdade, quem tem o salário mais alto, talvez vai ditar os próximos passos da família.

financeiramente falando. É, porque se a gente depende daquela renda, porque no caso da Gisele e do... A gente está falando de alguns milhões. Um ganhava 10, outro ganhava 7. Agora, quando a gente está falando ali... O menos dela não era tão grande. De uma mulher que ganha três vezes mais que o cara e que a gente está falando da renda, da escola da criança que é paga, se ela receber uma proposta de mudar de cidade, esse cara vai ter que pedir demissão.

E esse cara tá disposto porque isso não é o natural do homem e mulher, né? Agora, se a gente tiver uma... Gente, sério, uma boa comunicação. Meu amor, você tá bem com isso? Eu recebi essa própria... Se você achar que não, tudo bem, eu não aceito lá não.

Mas pra mim, é porque na minha cabeça o meu casamento vem antes do que o meu trabalho. Sim. Então eu tô muito disposta a negar convites, ah, não sei o que lá. Como já neguei muitas vezes, ah, mas tô muito disposta e cada vez mais disposta, né, a fazer o que me faz ficar em casa do lado da Lara, então... E já recebi algumas boas propostas que eu falei, ah, pra mim não... Não... Não, não vale não. Uma das...

Umas perguntas mais... Antes de eu começar a concluir. O que vocês regrindam que é um espanta relacionamento? Por exemplo, carência é uma coisa que espanta relacionamento. Mulher carente espanta, homem carente espanta. Carência, desespero, pressão, gente chata. Vilões. Carência, desespero, pressão. Gente chata.

Gente chata. Mal resolvida consigo mesmo. Gente ferida, né? Gente que é uma carne viva, ambulante. Você não pode encostar, dói. O Paulo Vieira falou uma frase muito marcante, sem estar na cadeira de vocês. Ele falou que gente ferida fere.

Gente ferida férias. Perfeito. Você não vê uma pessoa de bem com a vida querendo arrumar confusão porque, sei lá, colocou o controle de um lado lá, do outro lado. Gente feliz com a vida, ela vai conversar. Ela vai se expressar. Ela pergunta, né? Vem cá, por quê? Tá aqui.

Eu me lembro um dia que o Léo, a gente, a Lara, ela era neném, tomava mamadeira, e eu que acordava de madrugada pra dar mamadeira. E aí eu comecei a pedir pro Léo, ah, lindo, deixa a mamadeira pra mim perto do corda Lara e tal, se ela acordar. E aí eu acordei de madrugada, gente, um copo de água, e a mamadeira aqui do lado com pó. Eu falei, mas que diacho, gente, por que não enfiou o trem tudo dentro da mamadeira, não misturou esse troço, agora eu tô aqui no escuro tentando misturar o negócio, e a criança chorando.

E aí no dia seguinte eu brava com aquele negócio, na terceira noite que ele fez isso eu falei, lindo.

Não entendi. Por que que tem um copo d'água, uma madeira do lado? O que que é isso? E eu com raiva. E ele falou assim, porque se a Lara não acordar, a gente não gasta o pó da madeira, porque sou eu que pago, eu sei quanto custa esse leite. Ah, não, claro, ótimo, adorei o método, incrível, nossa, como você entendeu. Mas na minha cabeça... Agora sim, né? É, na minha cabeça, mas que burro.

Mas que idiota, mas só me dava trabalho esse cara, pelo amor de Deus. Então, assim, no ímpeto, eu falaria aquilo, né? Mas eu resolvi fazer uma pergunta. Por quê? Como assim? Não entendi. É uma história do seis e nove, né? É um seis, é um nove, é um cinco. Vocês pegam muito caso de mulher que tá...

Cara, ela tá no estágio que ela tá empurrando o homem dela pra ver se o homem dela embala. Eu falo porque eu recebo muito, às vezes eu abro uma caixinha. Uma que é corriqueira que eu abro é... Como que eu faço pro meu marido ter mais vontade de vencer?

de uma certa maneira, a mulher tá incomodada com o estágio do cara. Eu não sei como o estágio do cara tá. E se ele tá bem ou não com o que ele tá fazendo. No 10 ou no menos 10. Mas na avaliação dela... Ele tá muito ruim. E de uma certa maneira... Quantas vezes você diz assim, Caiô, de todos os seus livros, qual que é melhor dar pro meu marido pra dar uma motivada nele? É, tanto meu. A forma tá errada, né? Né? Então... E...

primeiro, é possível alguém mudar o outro? Não. Nossa, nem dei tempo de desculpa. E aí? Mas faz o quê?

Mas nem influenciar? Você não tem um ativo de você influenciar? Você não tem controle sobre o outro, mas você influencia. O problema é que a gente não influencia porque marido não é filho. Então, a roupa da Lara, eu mando ela catar, do meu marido eu mesma cato. Porque eu não sou mãe dele, eu não tenho que ensinar pra ele que ele tem que catar. Eu cuido dele. Agora, então, a mesma coisa, não adianta eu ensinar meu marido a ter fome. Você não ensina ninguém a ter fome.

Você ensina a fazer, você ensina a ler, mas a ter fome, você não ensina a ninguém. Então, a fome é, primeiro, que é algo muito mais natural do que é ensinável. Agora, uma mulher sábia, como que ela pode influenciar um homem nesse sentido? É quando ela começa a inspirá-lo. Nossa, meu amor, você ficaria lindo numa roupa assim, ó. Só que a roupa é cara.

Meu amor, deixa eu visualizar. Olha esse manequim. Não, você nessa roupa, ninguém te para. Então, ela vai inspirando ele, ela vai sugerindo coisas, ela vai mostrando, ela vai apresentando o mundo, ela vai pintando um quadro. Toda vez que uma mulher pinta um quadro pra um homem e ele consegue se enxergar naquela paisagem, chances são que ele pinta junto.

Esse é um método bom, mas existe um método mais hardcore também. Qual que é? Qual que funciona com você lá, Ita? Mas você acredita que muita mulher erra na hora também de vai se comunicar com o cara? Ela é um elefante numa loja de porcelona no sentido de desperta a fúria no cara? Existem vários padrões. Ou ela acha que o cara tem uma bola de cristal, ou ela não aprendeu a ter uma comunicação assertiva.

Isso aí vem do repertório dela. E a gente não é ensinado a se comunicar. Tem uma aluna que eu atendo, foi curiosa ela falar, nossa, a Ita, ela tá namorando agora, pessoa pública. E ela falou assim, como é incrível como a gente...

Isso tudo tinha que estar ensinado na escola. Nós somos seres sociais que não sabemos conversar com o outro, que não sabemos que tinha a linguagem do amor, que não sabia disso, etc, etc. Então, a comunicação faz toda a diferença. Agora, o método hardcore, você quer saber? É. Tem um método de... Vamos ver se ele enxerga, né? Tinha uma pessoa que eu conheço, e ela era casada, tinha filhos, tem filhos, e o marido estava... largado.

preguiçoso. Vivendo quase como um adolescente. Ela provia na casa. Tudo bem. Combinado. E aí ela começou a cuidar dela em outras esferas. Então ela começou a malhar, por exemplo. E ela começou a pegar gosto de malhar. Ela se transformou. Ela não era aquela mesma mulher de um ano atrás. O corpo dela mudou, a mente dela mudou. Transformação.

E ela olhava pro marido dela e ela via o marido acima do peso. Ela via o marido sem esse drive. E ela, como é que eu vou falar isso? No amor não foi. Ela sentou com ele, fez uma reunião. Foi no amor, meu filho. Ela falou assim, olha só. Eu te amo. Eu quero estar casado com você por muitos anos ainda. Mas eu não tô me sentindo... Eu não sinto mais admiração por você.

eu me transformei, eu tô saudável, eu tô me sentindo linda, e eu tô começando a olhar pro lado, e eu não quero olhar pro lado. Então, se você não mudar, ou você muda em cinco meses, sei lá quanto tempo que ela falou, e eu entendo que você me ama ao mudar, ou a gente vai ter que terminar essa relação, porque eu tô começando a olhar pro lado. Resumo da ópera.

O cara terminou a faculdade que tava parado. O cara emagreceu pra caramba. Mudou de país. Mudou a vida. Nossa, eu falasse pro meu marido, ele falava, vai com Deus. Ó, existe, eu acho que existe sim uma hora. A gente tem que ter uma boa comunicação. Mas às vezes... E foram poucas vezes. Eu levei uns trancos da minha esposa, da Flávia. Que doeu na hora.

Eu mando a conta. Ah, se não tu quer trabalhar, manda a conta. Já comprei a passagem pra Maldiva, já comprei minha joia, vai lá pagar. Me sacudiu, viu? Eu já levei uns trancos dela. É, eu acho que tem hora que... Aquela expressão, né?

Isso é um ato de amor, entendeu? Mas eu acho que tem que ser a mulher, né? Quem é essa mulher que tá falando? Porque é o negócio do cisco do olho. Já olhou pro dela, e agora... E outra, não é tom de ameaça. Eu te amo, cara. Eu quero estar com você, mas... É, talvez, assim, tem gente que não entende nas entrelinhas. Então tem hora que você tem que ser que nem tapete. Você tem que sacudir.

Sabe aquela coisa que nem médico chega e fala assim Bichão, eu poderia fazer uma reunião super boa contigo Te explicar de um jeito mais carinhoso Mas a verdade é o seguinte Ou você parece que eu meia gordura Ou você vai morrer Ou você não vai ver teus netos Aí a decisão é tua Quantas pessoas mudaram assim? Aí o cara fala, puta E não é em tom de ameaça Eu sou superior a você Não é isso Eu te amo, eu quero estar com você Mas a exposição da realidade Mas a verdade é Eu tô começando a olhar pro lado Eu não tô sentindo mais a admiração do homem que eu admirava

E aí? Eu não quero olhar pro lado. E aí? Percebe que se ele estiver no modo infantil e ferido e birrento, ele vai falar assim, ah, então você não me ama, kkk. Mas se ele for um homem, ele vai falar assim. Potencial, né? Se ele tem potencial. Ah, nossa. Preciso pensar sobre isso. Preciso dar uma pensada na vida. Entende? Sim. Cara, que bom o papo, hein? Muito bom. Sabe por que é bom? Porque não é um papo óbvio.

Por exemplo, eu falo principalmente a rapaziada. Mulher, talvez, pela minha percepção... De onde você pegou isso? Vozes da minha cabeça? Vozes, vozes. Mas eu acho que a rapaziada guarda muito. Por exemplo, é muito difícil um homem chegar pra outro e falar assim... Cara, preciso desabafar sobre o meu relacionamento. É muito difícil. Geralmente o homem, quando vai dividir alguma coisa... Cara, ele tá... Geralmente o homem divide depois que a bomba explode.

Aí ele vai tentar pegar recursos à volta. Às vezes aquele amigo tem mais intimidade ali de demonstrar vulnerabilidade, mas o homem é duro de demonstrar vulnerabilidade. Que eu acho também errado nesse sentido. Mas para as pessoas que estão assistindo a gente, independente agora homem, mulher, qual estágio o relacionamento está, qual seria o recado que, primeiro, você, Lu, tem para a galera em relação ao relacionamento que tem?

independente de você ter clareza de que momento que está a relação e de que jeito tem a relação, qual seria a sua recomendação, o seu conselho final? Desenvolva a habilidade da comunicação. Tudo vai fluir com muito mais facilidade quando você se comunica melhor. Concordo, sabia. Eu acho aquele pareto que as pessoas menosprezam.

80 a 20 total. E na minha casa, o melhor momento, o que funcionou muito foi ter o tempo de mesa, tempo de cama. Perfeito. Quando você tem tempo, você conversa, né? Quem nunca, às vezes, marcou aquele jantar que não fazia? Você tá ali, olho no olho, aquilo flui. Então...

tomar banho junto, jantar junto, deitar na cama sem o celular, ter esses momentos é extremamente importante. O da Fabíola que a gente fala assim, cara, o que que paventou? Nosso carro tá andando muito, tá? Por que que tá andando muito? Porque tem uma boa estrada, tá? Por que que tem uma boa estrada? Então, o nosso acho que foi principalmente desse tempo de qualidade, tempo, por exemplo, cara, eu sempre faço esforço pra ir lá, né?

Eu arquitetei a minha vida, dos meus escritórios perto da minha casa, direto, vamos lá, vamos almoçar junto.

E aí, a gente fala, a gente conversa, a gente dorme no mesmo horário, a gente alinhou as nossas agendas. Casais que dormem em horários separados, eles têm mais chances de divórcio. É uma pesquisa. Sabia? Ai, que loucura, cara. É porque perde esse tempo de qualidade, né? Cria vidas paralelas, né? Eu conheço uma pessoa que o cara acordava às 5 e a mulher ia dormir 3 da manhã. Deu 6 meses e eles se separaram. Gastaram um dinheirão na festa de casamento.

A gente foi uma competência inconsciente. A gente tinha horários diferentes. A Fabi era noturno, não era diurno. A maioria é inconsciente. Acaba se ajustando no meio do caminho. E é isso que eu e a Lu, acredito eu, que a gente quer resolver. Não precisa ser tão acidental. Pode, tem que ser. É gostoso. Não vai perder a naturalidade. Mas precisa ter um pouquinho de racionalidade também. Não é igual o filme. Tem o conselho final pra todo mundo que tá acompanhando esse episódio junto com a gente. Uau.

Eu poderia dar vários caminhos, mas eu vou terminar com a oração da serenidade. Coração da serenidade? É. Qual que é? Que legal. Senhor, concedei-me a serenidade necessária pra aceitar as coisas que eu não posso mudar. Coragem pra eu mudar o que eu posso. Sabedoria pra eu distinguir uma das outras. Uau!

Então, ah, o homem isso, o homem aquilo. Tá, você não consegue mudar ele. O que você pode fazer? O que está no seu controle? Isso, mas é que falta coragem. E sabedoria precisa distinguir uma das outras, entendeu? Então eu vejo muitas mulheres, né? Porque é o que eu trabalho. Ah, mas ele, isso, mas ele, aquilo. Mas a porta estava aberta. Ela simplesmente podia falar assim. Tá, eu não quero ele. Num namoro, por exemplo. Num ficante, por exemplo. Não é que é uma coisa que é feita pra acabar.

mas ela fica batendo na tecla, eu queria que ele fizesse isso, eu queria. Então tá faltando essa sabedoria pra eu distinguir. Nossa, eu tô com a chave da cela, é só eu ir embora, tá até aberta. Então a gente quer mudar o outro, não dá. A gente quer fazer tudo isso, não dá. Então falta coragem pra fazer o que você pode. E olhando pra minha vida, muito dos resultados que vieram tardios ou as coisas que eu errei é que eu ficava muito esperando.

E se eu tivesse feito aquela ação mais cedo, tudo ficaria mais fácil. Se eu tivesse mudado aquilo, se eu tivesse feito aquilo que eu demorei, que foi uma ação tardia, se eu tivesse provocado aquela conversa, se eu tivesse, enfim, feito a terapia antes, um exemplo, se eu tivesse avisado alguém de algo com antecedência.

aquele dragão seria só uma lagartixa pequenininha. Então a gente fica se afogando muito em poça d'água. Dupla. Gostei muito do episódio, sabia? Obrigada, cara. Primeiro, vocês fazem um bate-bola muito legal. Parece que vocês rodam por esse podcast do país. Então acho que é bem legal porque... Eu acho que foi um papo rico. É assustador quando a gente vê índice de divórcio. É.

É assustador. Por quê? É assustador. Porque é um projeto que foi feito para dar certo. Ninguém se junta com alguém pensando em acabar. Ninguém se casa com alguém pensando em acabar. Ninguém abre uma empresa pensando em falir.

Eu vou abrir, mas vai dar três meses. Então, ninguém abre nesse clima. As pessoas querem que dá certo. Só o que você falou, né? Tem muita coisa que é base, mas, puxa, se tivesse me mostrado no começo da minha relação ali, eu devia ter falado, guardei demais, cara. Guardei demais. Então, às vezes... E eu sou um cara que, volta e meia, eu gosto de trazer esse conteúdo, que eu chamo de conteúdo satélite. Porque eu acredito, pra mim é Deus, saúde, família e trabalho.

Deus a base de tudo, saúde porque se eu não tô bem, não importa quem esteja do meu lado, pra mim família que é o meu maior empreendimento e o trabalho é que me digne, sabe traz a...

um sentimento de servidão, de utilidade, onde eu consigo, então, de fazer diferença. Então, continue com o trabalho de vocês, que o trabalho de vocês é necessário. Necessário. Vocês devem receber muito feedback, muito legal. Eu fico imaginando o feedback que vocês recebem. Deve ter foto de família que vocês recebem aqui. Minha missão é construir 100 mil casais e formar 100 mil famílias.

E com um trabalho desse a gente vai conseguir lá, com a mídia que você tá dando pra gente, com a Lu seguindo também. Se ela juntar os casais e ela junta, eu vou botar na minha conta também, eu vou vibrar com ela e eu vibro com ela. E parece que a gente tá num mundo quase perdido, mas a solução é essa base, é a família. Obrigado por isso. Imagina, Lu, se as pessoas querem acompanhar mais o seu trabalho, tá mais pertinho de você, como é que elas fazem?

Eu estou em todas as redes sociais como Luisa Vono, então é um nome fácil de encontrar. E agora a gente tem também uma IA que pode auxiliar as mulheres como uma conselheira amorosa. Que legal. Então vai facilitar para que eu possa estar na palma da mão de muitas mulheres. Vai ser legal. Que legal. Ferramenta para contribuir usando a tecnologia na sua potência máxima. Animal. Total. Já está disponível? Está disponível na minha bio ali do Instagram. Está disponível. Está lá. Compasso.

Ó, na descrição aqui do vídeo, todos os canais da Lu pra você acompanhar ela. E, Ítalo, como faz para as pessoas estarem mais próximas e acompanharem mais o seu trabalho? Incrível. Ítalo Ventura. YouTube, Instagram, TikTok. Se procurar Ítalo Ventura, você vai me encontrar lá. Ó, então depois, termina esse podcast, vai lá e manda mensagem pros dois. Fala, vem do podcast, que eu tenho certeza que eles vão adorar.

te receber lá, produzem conteúdos super legais, sempre com esse espírito de contribuir, de ajudar pra que você tenha relacionamentos saudáveis e você esteja uma pessoa mais feliz, porque sem falsa modéstia, a alegria dos outros é uma coisa que tem uma frase que eu ouvi quem me disse essa frase foi o meu editor-chefe da Buzz Editora eu acho que é do Francisco de Assis que é uma alegria dividida, são duas alegrias, e uma tristeza dividida é só meia tristeza Obrigado

Uau, que lindo! Nunca tinha ouvido. Quando você divide a sua alegria com alguém, você faz outra pessoa feliz. E quando você divide também a sua tristeza, você divide um pouco o tamanho desse piano e alguém às vezes tirar um direcionamento e te dar uma luz e aquilo que você precisa pra caminhar. Então eu espero do fundo do coração que você tenha pego valor nesse podcast. E se você chegou até aqui...

Não deixe de se inscrever no nosso canal ou se você está ouvindo ou vendo alguma plataforma de streaming, também acompanhe os canais. E nós muito felizes pela audiência avassaladora do Como Você Fez Isso, segundo o maior podcast de negócios do Brasil, graças a sua audiência. Então, obrigado por nos acompanhar semanalmente aqui. E o nosso objetivo é trazer papos como esse para contribuir com o teu projeto, com o teu futuro, com a tua família e, obviamente, para que você seja uma pessoa que alcance os seus objetivos. Até semana que vem. Fica com Deus e tchau!

E aí

Anunciantes1

Caffeine Army

external
COMO ENCONTRAR A PESSOA CERTA? | Luiza Vono e Ítalo Ventura #143 | Luiza Vono e Ítalo Ventura #143 | Castnews Index — Castnews Index