COMO TRANSFORMAR VISUALIZAÇÕES EM DINHEIRO? - Chef Ju Lima | Como Você Fez Isso? #131
Como transformar visualizações em dinheiro? Caio Carneiro entrevista a Chef Ju Lima, que revela a estratégia secreta do Instagram que a fez ganhar milhões de seguidores. Descubra os bastidores da criação de conteúdo e ainda leve uma masterclass de como fazer o churrasco perfeito!☕ *Caffeine Army e Como Você Fez Isso?*- Cupom de desconto: COMOVOCEFEZISSO🟪 Quer participar da plateia? Preencha esse formulário e boa sorte!
- Crescimento e DesenvolvimentoSeguidores por Rios de Teste · Diferença com conteúdo orgânico · Vídeos direcionados para não-seguidores · Crescimento em 12 meses · 600 mil seguidores em 30 dias
- Estrategia InstagramFormato de vídeos · Reels orgânicos vs Rios de Teste · Ganchos e retenção · Lupin como técnica · Final sem final
- Importância de não desistirPersistência no início · Dificuldades da competição · 70% de jovens querem ser influenciadores · Foco no sonho · Morte do sonho como tragédia
- GastronomiaCombinação de técnica francesa com brasilidade · Churrasco como diferencial · Feminilidade no mundo masculinizado do churrasco · Pontos de carne · Seleção e preparo
- Transformação PessoalEstratégia de conteúdo · Monetização de seguidores · Crescimento viral · ROI de visualizações · Receita por engajamento
- Estrutura de um bom vídeo viralGancho impactante · Meio ou value delivery · Retenção de visualizações · CTA claro · Compartilhamento
- Construção de Marca PessoalIdentidade visual · Chapéu como símbolo pessoal · Vestuário e estilo · Autenticidade em vídeos · Diferenciação no nicho
- Relacionamentos FamiliaresVídeos flopados no início · Dois a três anos de erros · Recalibração constante · Resiliência · Não desistência
- Criacao ConteudoPlanejamento de roteiros · Importância do roteiro · Análise crítica de vídeos · Metas de visualizações · Intencionalidade em cada vídeo
- Desenvolvimento PessoalHumildade com ambição · Pés no chão · Merecimento e discernimento · Sonho vs realidade · Inflexibilidade com o destino
- Trajetória profissional como chefe de cozinhaFormação em Le Cordon Bleu · Transição para conteúdo digital · Limitações do restaurante tradicional · Início na pandemia · Evolução de 2020 até 2024
- Cenário e estúdio caseiro como ferramentaCasa como estúdio · Velho Oeste americano como cenário · Moradia com cavalos · Investimento estratégico · Autenticidade do local
- Lidar com críticas onlineCríticas construtivas · Críticas pessoais vs profissionais · Importância dos críticos · Reação a comentários negativos · Blindagem emocional
- Formatos conteúdo recorrenteQuadro de testes de comida · Fígado que não gosta · Cotau como próximo teste · Série de testes · Engajamento por série
- Desenvolvimento CulturalReuniões semanais com equipe · Marido e irmão como colaboradores · Audiovisual profissional · Revisão de roteiros · Melhoria conjunta
Fala, galera! Sejam todos muito bem-vindos a mais um suculento episódio do Como Você Fez Isso. Você vai entender por quê, porque eu tô com uma bio de alguém poderosa aqui, ó. Ela que talento de verdade nasce quando técnica e identidade se encontram. Ela é chefe, formada por uma das escolas mais tradicionais de gastronomia, reconhecida por unir sofistificação da culinária francesa à autenticidade da brasa. Calma aí que eu já tô dando fome. Especialista em técnicas de churrasco.
experiências gastronômicas que levam o fogo a um novo nível de excelência. Eu adoro os vídeos dela, toda vez que ela faz um vídeo eu tenho uma fome enorme, porque eu sou um cara que eu gosto de carne, eu gosto de churrasco. E hoje a minha convidada é a chefe Ju Lima. Palmas para ela, nossa produção. Oi, Caio. Que prazer estar aqui. Apresentação de respeito, eu estou chique aqui com você. Você está chique, está poderosa. Gostei da minha moral.
E gostei mais ainda do que você falou, que você fica com fome, porque eu posto até meio dia mesmo, para sentir aquela fominha quando vem minha carne bonita.
Eu já percebi, desde quando eu cheguei, que você é intencional em tudo que você faz. Tudo, tudo. Eu já me liguei rápido que você é intencional em tudo que você faz. Que bom. Eu expliquei antes de começar a gravar que o nosso episódio nasceu de um como. Sim. E eu vou entrar por um e sei lá onde a gente vai parar. Tá bom, tá bom. Como transformar visualização em dinheiro? Os seus vídeos são porrada. Você tem milhões de visualizações. Com frequência, constante, acerta grande, faz outro vídeo, acerta maior.
Tem uma estratégia por detrás. Com certeza. Quando eu vi, você já... Você falou do horário. Então, para começar, Ju, como transformar visualização em dinheiro, em crescimento, em receita, em grana? Em grana, né? Que é o que a gente quer para a gente ser bem-sucedido, para a gente viver a vida boa, viver bem. Bom, Caio, essa pergunta só pode ser respondida se a gente voltar quando nem tudo era bom como hoje é. Tem que ter um trailerzinho? Tem que ter.
Porque assim, eu só cheguei aqui hoje nesses vídeos com milhões de visualizações, porque antes eu tive vídeos com dez curtidas, vídeos flopados, vídeos errados, e eu tive que recalcular a rota muitas vezes, muitas vezes. Então, eu errei bastante antes de acertar. Eu devo ter passado pelo menos dois a três anos, porque hoje eu comecei em 2020, hoje nós estamos em 2026, então vamos colocar que eu estou há seis anos realmente produzindo para a internet.
E só fala números para a galera entender a sua relevância em relação à visualização. Tá, então...
Mês bom, você tem quantos views? Não sei como que você conta. Na data de hoje, eu tenho 7.3 milhões de seguidores só no Instagram. E nós estamos com 60 vídeos acima de 1 milhão. Sem nenhum vídeo abaixo de 1 milhão nos últimos 60 que eu postei. Tudo porque tem intencionalidade. Os últimos 60 vídeos? Todos acima de 1 milhão. E, claro, por intencionalidade também, né? E... Qual o maior? O maior, eu acho que tá com 20? 20 milhões, né? 23 milhões.
conta que a gente tentou pedir dinheiro e ajuda pra Minas Gerais, que sofreu com as chuvas, né? Então, acho que não conta. Isso não é o que a gente busca, não é visualização, nada disso. Então, a gente conseguiu arrecadar mais de um milhão de reais, que eu acho que é isso que é importante, né? Mas no vídeo que realmente foi intencional, foi um vídeo de 20 milhões de visualizações. E eu acho que a gente tem que voltar, Caio, pra conversar sobre isso, porque, assim, o negócio é você saber recalcular a rota.
É você não desistir. Eu acho que as pessoas desistem com muita facilidade hoje em dia. E eu acho que, às vezes, elas acham que a internet é fácil, então elas começam a
e elas falam, poxa, um vídeo tão bom, por que que flopou? Ah, e outro tão bom, por que que flopou? Mas antes de você bombar, você vai flopar diversas vezes. Porque talvez você não acertou o formato, porque talvez você não está no seu lugar, porque você não está falando daquilo que você realmente acredita e tem confiança em falar. Então, eu passei por diversos erros. E quando eu acertei e percebi que eu acertei, porque os números me mostraram que eu acertei, eu comecei a criar, então, a partir daquilo, uma intencionalidade em todos os outros vídeos.
Estou gravando próximo às pessoas que eu amo. Estou feliz. Minha vida está prosperando. Então, está tudo dando certo. A partir de agora, deixa eu entender por que esse vídeo deu certo e o outro não. Então, eu faço análises muito críticas dos meus próprios vídeos de forma recorrente. Inclusive, vou te dizer. Hoje, um vídeo de um milhão para a gente, a gente considera ruim. A gente não quer ter sete milhões de seguidores e entregar um vídeo de um milhão para uma marca, por exemplo, que fecha com a gente.
Não é essa a ideia. A ideia é pelo menos dois milhões. A gente parte do princípio de que dois milhões, ok.
a gente prometeu. Um milhão é um ótimo número, a gente sabe, é. Mas só que ele já é tão normal, eu entendo que não é normal, viu? Pra os nossos números, que a gente já não quer mais, não é essa a nossa meta. Então a gente vai subir na meta e vai tentando melhorar. Aquele de um milhão que flopou, eu já pego, analiso, tá? Onde eu errei aqui? E tento melhorar pro próximo. E é assim que eu transformei visualizações em dinheiro. Intencional em tudo?
Intencional em quase tudo, vamos colocar assim, que eu acho que tem coisas que acontecem também na vida da gente por sermos como somos, né?
Então, eu tô aqui hoje com o Caio Carneiro por muitas coisas, por ter sido intencional, mas também porque talvez o Flávio Augusto gostou de mim e falou, Caio, ela é legal. Não sei, assim, não consigo te dizer se foi por tudo, mas, por exemplo... Ele falou que você é muito legal. Obrigada, obrigada. Eu também achei ele muito legal. Então, eu imagino que quando a gente, né, gosta, por exemplo, a gente sente essa conexão legal que, por exemplo, eu já senti com você de cara, você querendo ou não, você comenta com alguém, olha, a chefe de Lima é legal, o Caio é legal, e isso vai gerando conexão. E essa minha parte de, tipo, ser uma pessoa como sou, não é intencional.
Certo? Fui criada sim, educação que meu pai e minha mãe me deu e isso sim pode me levar em muitos lugares, como me levar aqui no seu podcast. Mas eu acho que a questão estratégica de intencionalidade do meu negócio aí sim, tudo sempre muito intencional. De onde veio a ideia de começar a produzir conteúdo? Veio de uma necessidade como cozinheira e uma pessoa formada na Le Cordon Bleu de Paris de fazer algo que realmente tivesse relevância.
Porque eu fui pra Le Cordon Bleu com a cabeça de eu quero ter meu restaurante, vai ser um restaurante incrível e eu vou servir pessoas, mas eu percebi dentro do restaurante,
que eu tinha uma limitação gigantesca, eu tinha uma limitação de, tá, e quando que eu vou sair dessa cozinha? Porque eu não consigo também deixar na mão de outras pessoas, quando é que eu vou sair daqui pra realmente ser bem sucedida, fazer meu dinheiro e alcançar mais pessoas? Eu tenho uma limitação com restaurante, sabe? E aquela rotina igual, todos os dias fazendo a mesma coisa, aquilo não me agradava. Então, veio de um momento que eu estava meio perdida, tá, eu fui pra lá, me formei e agora?
E eu comecei a fazer esses vídeos bem na pandemia. E aí, deu muito certo logo, assim, logo, certo que eu falo era,
Um vídeo meu deu 100 curtidas, 4 mil visualizações, o primeiro vídeo que eu postei. Aí eu fiquei pensando, eu tenho mil seguidores, 4 mil curtidas. Eu não lembro exatamente quantos seguidores eu tinha, tá? Eu posso estar errando aqui. Mas eu digo assim, deu mais visualização do que eu tinha de seguidor. E eu parei pra pensar, beleza, isso daqui é um indício de que o vídeo foi bom. E ele era péssimo, tá? Mas era o primeiro, então desconta.
E aquilo me animou muito. Então eu falei, beleza, então eu vou continuar. E como eu sempre fui essa pessoa muito, eu sempre fui muito destemida, determinada.
E aí eu fiz isso. Falei, então, a partir de agora eu vou fazer. Quem me gravava era a cozinheira da minha mãe. Que até hoje a minha amiga trabalha pra minha mãe. Ela me gravava num momento de almoço dela. A gente gravava juntas e fazia a comidinha do dia da casa, entendeu? Tinha a ver com churrasco também naquela época? Não tinha. Porque eu ainda não estava sendo estratégica nesse ponto. Eu tinha voltado da França e achado que eu poderia ensinar ao brasileiro como comer uma comida refinada em casa.
Só que eu não estava percebendo que o brasileiro, infelizmente, ele não tem acesso a muitas coisas. Principalmente as pessoas que moram no interior, por exemplo.
E aí elas não tinham acesso àquilo que eu estava fazendo, por exemplo, ensinando uma vieira no mel. E eu comecei a entender que estava faltando brasilidade no meu ensinamento. E eu sou muito brasileira. Eu sou zero francesa, né? Eu gosto é de cavalo, de bote, e pé no chão, e coisa boa. Não que o francês não goste, mas é que o francês é meio, sabe? Mais chatinho. A gente é mais, tipo, tudo tá bom e tal. E eu sou meio assim. O churrasco veio pra eu trazer a minha brasilidade pra técnica francesa.
E aí eu falei, beleza, agora eu posso ensinar a técnica pra galera em casa, mas com a brasilidade.
que só o brasileiro sabe fazer. Então eu coloquei a carne nesse sentido. Cara, eu achei uma sacada tão incrível quando você começou a fazer carne com goiabada. Ai, essa é boa, hein? Você pira se você provar. Você não tem noção. Ninguém acredita, mas é bom demais. Porque eu acredito que você trouxe o toque da invenção numa parada que, cara, desconfie de alguém que não gosta de churrasco, pô. Ah, sim, sim. Ser vegano é difícil, né? Tem que bater palma pros veganos, é difícil.
Demais, mas não consigo nem pensar como seria a minha vida. Mas numa coisa muito brasileira que é o churrasco. E quando você pensa em transformar isso num negócio, você fala, pô, gênio. Sim, e eu não sei se você concorda comigo, mas o fato de eu ser mulher também, isso agrega muito valor ao churrasco que eu faço. Porque a gente tem muitos churrasqueiros incríveis e churrasqueiras também. E muitas vezes essas pessoas tentam se encaixar num mundo mais masculinizado. Isso é normal, realmente o mundo do churrasco é mais masculinizado.
vestido maquiagem na minha cara e o meu colar e o que eu quisesse usar nos meus braços. Eu queria ser uma mulher fazendo churrasco e quando eu vi que isso tinha muita mulher se identificando com isso, eu falei, beleza, então isso não é um problema, isso é um trunfo. E eu sempre carreguei como trunfo, como algo vantajoso, nunca como o contrário disso. É que às vezes um médico tá pensando, pô, como que eu me destaco aqui, chamo atenção, tem muito médico.
Ah, no meu setor tem muita gente. Cara, você foi pra um churrasco, é um setor grande, não é uma coisa inchada.
se destacar. Tá. Sabe, pra... Eu vejo que, sabe, o chapéu, o caro lugar. Eu tô falando porque você é intencional. Sim, sim, sim. Então, pra gente se destacar, pras pessoas prestarem atenção na gente. Legal. Como fazer as pessoas prestarem atenção na gente? Eu acho que primeiro você tem que olhar pra dentro de si e entender o que que você tem de especial, que as pessoas normalmente falam pra você que você tem. Então, pode ser o seu sorriso, pode ser a sua forma de olhar nos olhos da pessoa, pode ser a sua forma de conversar, pode ser a sua forma de tocar, pode ser
O que que tem dentro de você que as pessoas normalmente te dizem assim, nossa, você é muito bom nisso. Até arrepio quando eu lembro. Porque o que que aconteceu na minha vida? Muitas pessoas durante a minha vida falaram assim, Ju, você se comunica muito bem, você é muito simpática. Esse é o que eu mais escuto. Acredito que tenha vindo a criação do que meus pais me deram. E usei isso de uma forma assim, beleza, então se eu sou, por que não mostrar isso nas redes sociais?
Então eu venho com um sorriso no rosto, explicando coisas que às vezes nem eu sei se vai dar certo ou não,
carne na goiabada. É um mistério ainda pra mim. Estou em fase de teste, né, pra escrever o meu livro sobre química dos alimentos. Então, foi uma fase de teste. E no final, por exemplo, eu fiz uma no café que teve... Eu não gostei. Aí eu falo, ih, gente, que tristeza. Eu não gostei, mas eu queria ter gostado, mas não gostei. Então, vamos ter que fazer outro teste. E eu acho que as pessoas, elas estão deixando de olhar pra dentro e muitas vezes olhando pra fora.
Então, por exemplo, Caio, eu me inspiro em você. Aí eu falo, nossa, mas o Caio faz isso, isso e aquilo. Então, eu vou fazer o que o Caio faz. Pera, calma. Talvez não seja exatamente o que o Caio faz. Você pode,
Seguir os passos do Caio pra ter o sucesso que o Caio tem. Mas você tem que ser você nesse caminho. Você tem que continuar olhando pra si, olhando pra dentro pra você entender o que você tem de melhor. Porque muitas vezes não vai ser a mesma coisa que o Caio tem. Então eu acredito que eu soube olhar pra dentro. Então eu reconheci que a minha vida seria no interior. Eu reconheci que eu gosto de estar na roça. Que quando eu tô na roça, eu fico mais criativa.
Eu acordo mais feliz, eu tomo meu café olhando pra montanha e eu penso num vídeo. O Isso Não É Sangue foi assim. Que é o meu vídeo com 50 milhões de visualizações.
e nele, lá, parado, assim, olhando e falando assim, alguém virou e falou, não, essa carne tá sangrando, e eu, não, mas não é sangue, eu já comecei, tava lá, eu estava inspirada, então, onde é que você se inspira? Onde é esse lugar? É perto da sua família? É viajando? Não sei, acho que a gente tem que tentar olhar mais pra dentro pra descobrir isso que você falou. Profundo, né? Isso é muito bom, né? Você recebeu esse feedback de uma maneira intuitiva, não tava buscando, não tava perguntando, oi, quem que você me admira? O que que eu sou boa? Mas eu acho que,
E isso as pessoas podem fazer quando estão em casa. Pô, pergunta pra 10 pessoas que você confia. Você vai ter um feedback direto ali. De verdadeiro, óbvio. De verdadeiro. E precisa descobrir uma zona de potência, né? Perfeito. Porque tem muita gente que... Eu recebo na caixinha. Pô, eu não sei do que eu sou bom. Aí você pergunta pros outros, pô. Alguém pode te dizer, né? A pessoa mais próxima de você. Eu vou te dar um exemplo.
Eu tenho uma amiga hoje que... Eu direciono ela bastante nas redes sociais. O nome dela é Teté Bin. E ela mexe com decorações. E ela é minha melhor amiga. Eu sou apaixonada por ela.
vi nela uma simpatia gigantesca, uma forma de falar muito grande. Então, eu falei Stephanie, se eu fosse você, eu ia pra redes sociais, faz isso, faz aquilo, e ela fez, sabe? Hoje ela já tá com mais de 400 mil seguidores em pouquíssimo tempo, utilizando inclusive uma plataforma que hoje a gente pode falar aqui, que chama Rios de Teste também. E a Stephanie, o que ela fez? Ela demorou, mas ela percebeu, por exemplo, que ela fica super bem de bandana.
Então, você falou do chapéu, ela colocou a bandana e quando ela fez um vídeo com bandana, eu mandei mensagem pra ela na hora, eu falei, Stephanie, a partir de hoje use bandana em todos os vídeos, você
sente confortável, ela falou muito, é a minha cara, só que eu nunca tinha usado. Amiga, use bandana a partir de hoje. Eu sei que parece bobo, mas não é, porque quem usa bandana? São poucas pessoas. Pode ser que daqui a pouco venham várias, não tem problema. A gente abre um caminho mesmo, né? Todo mundo já abriu um caminho um dia. Mas usar a bandana ali, diferencia ela das demais pessoas que fazem conteúdo de decoração já. Então, mesmo que seja só no seu nicho, acha aquilo que te deixa confortável e te diferencia dos outros. Esteticamente, o seu
tudo é muito bom. Isso você importou um pouco da culinária, do design do prato, alguma coisa assim, sabe? Por exemplo, como chama apresentação? Chama isso, né? Chama apresentação, né? Quando tá trazendo o prato e tá bonitinho, combina ali e tal. Eu vejo que tem uma apresentação no seu vídeo, seja o fundo, seja o local, seja o cenário, o jeito que você organizou a cozinha, o jeito que você se vestiu. Me conta um pouco esse jogo por detrás do jogo, assim, sabe?
Conto. Vou começar, então, pela parte da comida, que eu acho que tudo se inicia ali na Le Cordon Bleu. A Le Cordon Bleu
é uma escola muito exigente que funciona parecida com Masterchef. Então, dentro de cada aula, primeiro você assiste o chefe falando, o chefe francês lá no meu caso, né, por três horas, ele vai explicar a aula de hoje. Só que ele tá só falando e você tá só ouvindo e vendo ele fazer. Depois dessa aula, você vai pro almoço, aí você tem uma hora pra almoçar e volta pra mais seis horas agora de prática. Só curiosidade, é em francês a aula?
É em francês e em inglês. Então, você tem que tentar pegar pelo menos um pouco ali. Eu falava inglês fluentemente, então pra mim foi tranquilo, mas o chefe, chefe mesmo, na prática, ele só fala com você em francês.
Vira aí, meu filho, entende meu francês, sabe? Aí eu fiz uma aulinha ou outra e consegui entender. Mas eu fui pegando mesmo, foi com... Foi me... É, rodando lá um pouquinho. Aí, nessa aula prática de seis horas, você tem que contar com cinco notas. Então, você tem que estar... Higiene, sabor, apresentação do prato, ou seja, vem daí. Aí tem a velocidade, tipo assim, agilidade. E um outro que eu sempre esqueço, só Jesus, eu sempre esqueço esse, né?
Nossa, nem pra eu... Mas me perdoe. E tem um quinto aí. É, e tem um quinto aí. E esses... Cada um vale cinco pontos. Então, você tem que tentar tirar pelo menos acima de quatro pra no final do curso você receber aquilo que chama de mention bien. Que é como se fosse uma menção honrosa. E eu sou doida, eu sou competitiva. A vida inteira fui, fiz hipismo, então isso vem comigo. E eu falei assim, não, mas eu vou ganhar mention bien nesse trem aqui.
E eu era ruim na faculdade de administração e lá eu queria ser boa. Então eu ficava enlouquecida na higiene.
na apresentação, tudo isso pra mim era uma coisa que eu precisava ir muito bem. E graças a Deus eu consegui o ambiente também em duas partes do meu curso. Então eu acho que isso vem muito forte da Le Cordon Bleu comigo, essa questão da apresentação. As pessoas não comem minha comida. Elas só tem uma chance de olhar com os olhos e falar, caramba, isso deve estar bom. Não tem como estar ruim, porque olha como é que está lindo. Concorda?
Muito. Então esse é o primeiro passo pra minha comida. Eu preciso que ela esteja muito bonita porque ninguém vai provar. Muito bom isso, nossa. Você falou muito bom.
segunda coisa que eu acho que é muito importante eu te contar é que eu arrisquei muito, mas eu arrisquei sabendo que eu estava arrisquendo e de forma estratégica, criando um cenário do Velho Oeste dentro da minha casa. Então, aquilo é minha casa, certo? Eu moro ali, meus cavalos vão morar ali, mas é um Velho Oeste americano, inspirado no Velho Oeste americano. Por quê, Caio? Ai, Ju, você é doida, você só quis jogar dinheiro fora e fazer um tanto de trem de madeira?
Claro que não. O que eu pensava? Esteticamente falando, isso aqui vai combinar demais com o tipo de comida que eu faço, no disco de arado, churrasco, sem contar que eu ainda vou morar do lado dos meus
que sempre foi meu sonho, e ainda coloco um cenário do Velho Oeste americano, que sempre foi o sonho do meu pai e do meu irmão. Eu simplesmente uni tudo isso, criei uma casa barra comércio, porque ali é um comércio, eu tenho banco pra vender pra banco, eu tenho o General Store pra vender pra loja de departamento, eu tenho o escritório do xerife, eu tenho sete bais de cavalo, e eu tenho um saloon, que é um bar. Tudo foi pensado, sim, pra gente ter um conteúdo, o povo chama hoje de aesthetic, né?
É. E todo estiloso e que tem a ver com a minha vida. É, você mora praticamente num estúdio que é a tua casa.
Exato. Como chama aquelas produções? Tipo um Projac, né? Os estúdios. E tem que ter coragem, confiança pra... Porque imagina produzir aquilo tudo e não produzir vídeo. Tem uma frase que eu tô amando falar, que é quando o louco faz a loucura dar certo, ele vira gênio. Não é verdade. Não me chamando de gênio jamais, que eu não sou mesmo. Eu queria ser, mas não sou. Mas assim, eu fiz uma doideira que deu certo. E aí virou uma coisa que as pessoas amam. Às vezes eu acho que tem gente me seguindo mais pela minha casa do que por mim.
a minha casa. Aí fica assim, ah, essa casa é linda demais. Eu fico, ah, que obrigada. O pessoal realmente, e eu acho que tem tanta casa bonita hoje e parecida uma com a outra. Então, sabe aquele negócio meio arquitetônico, chique, tudo branquinho. É lindo, não é? É lindo. Não tenho dúvidas de que é lindo. Inclusive, minha mãe ama. Mas não é pra mim. E como eu sei que não é pra mim, qual que é o meu lindo? O meu lindo é madeira pra caralho, pra tudo.
Ó, eu vou lá. Não tem problema. Desculpa, mãe. Ela não gosta. Madeira, assim, tudo quanto é canto.
um ambiente rústico, fechadão, onde eu vou tomar meu whisky e falar que eu sou raiz. Que eu não sou, eu sou meio Nutella, mas eu falo que eu sou raiz, entendeu? E aí eu vou brincando com essas coisas. Eu acho muito interessante. O que você vem fazendo que tá dando certo nas redes sociais? Eu tenho feito algumas coisas. Primeiro, eu tenho criado quadros pra eu ter uma noção de quantos daquele quadro eu tenho que postar por mês.
Então, depende muito do sucesso dele. Eu vou errando e aprendendo, então vou te dar um exemplo recente. Eu acabei de criar um quadro recente que eu faço
uma comida que eu não gosto, porque eu quero gostar. Então eu peguei fígado, que eu nunca gostei, já tentei de tudo, já fiz de tudo quanto é jeito. Falei assim, gente, hoje eu vou fazer esse trem frito no óleo, porque não tem como não gostar de coisa frita no óleo. Então eu vou empanar e vou fritar no óleo. Se eu não gostar, aí no final eu falo pra vocês. Aí eu vou o passo inteiro, tentando de tudo e pedindo aqui, ó, pra Deus, pra eu gostar do negócio.
No final chega aí, ai gente, não consigo, ai não consigo. Aí eu falo a verdade, não, gente, me perdoa, eu não gosto dessa textura. Então fígado pra mim não tem
jeito. Agora comenta aí qual que é o meu próximo teste. Porque, ó, eu não gosto de coração de boi nem de mocotó. Qual desses dois eu devo fazer? Virou um quadro. O próximo tem que ser mocotó que o pessoal já votou lá. Eu vou ter que testar o mocotó agora. Eu espero... Eu acho que o mocotó dá pra gostar. Eu vou tentar fazer um negócio legal. Muito bom esse quadro. Fiquei curioso se você vai gostar ou não. Mas é recente. E aí ele deu, acho que, mais de 4 milhões já de visualizações, tá com...
E essas ideias vêm da onde? Ah, da minha cachola. Eu sou doidinha. Eu durmo, eu pensando em trabalho. Eu acordo pensando em trabalho. Eu... Eu...
Natan, assim, Natan é meu marido. Aí eu tô com o Natan no carro, assim, mô do céu, tive uma ideia. Aí ele, meu Deus, calma. Já tomo um susto, eu já pego, já anoto que eu também sou esquecida. Então, tive uma ideia, já anoto. Sou dessas. Não deixa ideia passar, não. Não existe ideia ruim. Anota. Depois, quem sabe, vira alguma coisa, entendeu? Vem assim. E muitas vezes também, eu pego referência de pessoas que eu gosto, tô seguindo alguém que fez.
Pode ser da sua área, por exemplo. Você fez um teste e não gostou. Eu falo, poxa, e se eu testasse? Entendeu? Eu tento não pegar referências de pessoas da gastronomia.
Porque eu acho que aí fica parecendo cópia. Não é o que eu quero. Eu não quero tirar o mérito daquela pessoa que fez aquele ali. Eu quero mais, assim, adaptar coisas do mundo pra o meu mundo. Então, por exemplo, quando eu tenho a oportunidade de gravar com Caio Carneiro, eu não vou gravar com Caio Carneiro algo sem ter um churrasco no meio. Eu vou colocar o churrasco na vida dele. Eu não vou tirar o meu e não vou tirar a sua vida.
Vamos unir a nossa vida, entendeu? Pra gente mostrar tanto o seu lado quanto o meu. Eu acho que isso que torna o conteúdo especial. Tá, a ideia de quadro foi um. Tem mais alguma coisa?
De quatro foi um. E o Reels de Teste tem sido a plataforma que mais tem me trazido em números bons resultados. Ninguém falou disso no meu podcast, sabia? Nunca ninguém falou. Quer dizer que eu tô estudando certo. Ou não, né? Você que vai me dizer o que você acha. Ou você aprendeu a usar uma ferramenta muito bem que a galera ainda não tá jogando o jogo. Sim, o que que acontece? Em dezembro de novembro... Que nem sabe o que é o que você falou, Reels de Teste.
Então vamos contar. Eu acho que é uma coisa muito importante pra gente falar porque realmente mudou, assim, a minha carreira no último ano, tá? E fez toda a diferença. É uma coisa meio técnica, mas se vocês
para escutar sobre isso, eu acho que talvez pode mudar a sua também, sabe? Realmente acredito. Em mais ou menos ali, final do ano de 2024, o Instagram lançou uma plataforma que chama Reels de Teste. E quando o Instagram lança uma coisa, ele já está te dizendo assim, use, porque eu quero que você teste, eu quero que você use para eu saber se vai dar certo ou não. E naquela época, as pessoas, todos os, o pessoal que fala de marketing digital na internet, começou a postar muito sobre o Reels de Teste, falando, gente, agora você pode postar Reels, sem aparecer na sua timeline, porque não aparece, que vai direto para pessoas que não
te segue. Então faz o seguinte, pega aquele seu vídeo antigo e posta de novo, e posta todo dia no Rio de Teste, porque pessoas que não te seguem vão passar a te encontrar no feed. Só que o que eu percebi desde o início? Pô, mas esse vídeo antigo meu, ele já não me deu seguidor antes. Beleza, ele pode ter bombado, ele pode ter dado 7 milhões, mas ter me dado, sei lá, 2 mil seguidores. Por que que eu postaria ele pra ganhar novos seguidores?
E aquilo não entrava muito na minha cabeça, mas beleza, eu fui fazendo o que estavam dizendo também pra eu ver, pra eu sentir. E não dava certo. Eu postava a receita antiga bombada,
Bombava no Rio de Teste também. Ela dava os 7 milhões, mas ela não me dava seguidor. Então, tinha alguma coisa faltando. E aí, foi quando eu pensei em fazer. E se eu fizesse um vídeo direcionado pra quem não me conhece passar a me conhecer? Será que é tão loucura assim? Porque o CEO do Instagram vivia falando, poste vídeos, faça testes, poste testes novos nos Rio de Teste. Aí, eu falei, então, vou testar. E aí, o primeiro que eu postei assim, me deu mais de 500 mil seguidores.
nesse vídeo, que era basicamente eu dizendo, oi pessoal, é, oi não, que eu começo com oi não, deixa você lembrar exatamente o que eu falava, ah, por exemplo, vou usar o exemplo do meu pai que não come carne, eu falava assim, tirando o meu pai que é vegano, ele não é vegano, tá gente, mas ele não come carne, aí a gente chama ele de vegano que ele não gosta, então, tirando o meu pai que é vegano, é, eu vim carnívora duas vezes, e aí eu começo, oi, eu sou a chefe de Lima, eu até sei de cor, formada na LeCordon Bleu de Paris, especialista em churrasco, e se você quer aprender receitas sem mesquinharia aqui no meu canal, faz o seguinte,
aí, arroba chefe de Lima. Valeu. Pronto, era isso. Eu não precisava fazer vídeo novo. Eu não precisava gastar um real e eu tava ganhando por vídeo ali 500. Aí, claro, tem vídeo que dá 70 mil, tem vídeo que dá 50 mil, tem vídeo que dá 10 mil novos seguidores. É maravilhoso. Bom, gente pra caramba. Muita gente, porque hoje o Rios Orgânico, ele não tá trazendo esse número de pessoas. Porque ele não entrega às vezes pro Explorar pra não seguidores, mas o Rios de Teste é só pra quem não te segue.
Então, por que não ser estratégico nisso também? E nos últimos 12 meses, Caio, eu
pelo menos 3 milhões de novos seguidores só dos meus rios de teste. É muita coisa. E no último mês foram 600 mil. Nos meus últimos 30 dias, que agora a gente está realmente nessa bola de neve, o nosso Instagram está crescendo muito por diversos motivos, por estar aqui com você, por estar com o Joel, por ter acesso ao Flow, com o Sorocaba, enfim, diversos lugares, né, claro. Mas o que me fez crescer nos últimos 30 dias, 600 mil, eu tenho como te provar, veio direto do meu rio de teste. Você está sempre testando coisa nova? Sempre não.
Por exemplo, o último teste que eu fiz foi esse do fígado, para ver se as pessoas aceitavam esse novo quadro. E ele deu certo, ele é mais um quadro. Quando uma coisa começa a dar errado no meu perfil, que eu começo a abrir para novos testes. Porque vamos supor que eu tenho um quadro que já está rolando há dois anos e as pessoas cansaram dele. Tá, está na hora de mudar. É aí que eu começo a abrir minha cabeça para testar coisas novas.
Eu sou muito aberta ao novo, mas eu não necessariamente preciso criar algo novo toda hora. O que você recomenda para uma pessoa que está começando agora? Está começando agora?
Agora eu vou tomar vergonha na cara e eu vou começar a movimentar minhas redes sociais. Ju, o que eu faço? Tá. É difícil, não é fácil, mas assim, eu acho que o pontapé inicial é você ter um mini kit, pelo menos mínimo, de gravação. Então a gente tá falando de um bom microfone, um bom celular e uma boa luz. Acho que principalmente isso pra você começar. Então vai existir um investimento, ele não precisa ser o investimento mais caro do mundo, você consegue isso com pouco dinheiro, né? Uma empresa, imagina abrir uma empresa ali com 5, 6 mil reais,
Isso é ínfimo perto das empresas que pessoas abrem pra poder empreender nesse país. Então, eu acredito que esse seria o valor ali, mais ou menos, pra você conseguir começar a empreender nas redes sociais. E você entender com quem você quer falar, como você quer falar, se você quer ser engraçadinho ou se você quer ser sério. Você tem que saber o seu nicho, mais ou menos a idade das pessoas com quem você quer se comunicar. Porque você não pode se comunicar com um jovem da mesma forma que se você se comunica com um cara de 60 anos.
e a partir disso, gastar tempo com roteiro, Caio. Hoje eu gasto tempo fazendo meus roteiros, muito mais tempo do que eu gasto filmando. O meu roteiro, ele é mais importante. Então, senta a bunda na cadeira, passa o tempo que for necessário e escreva um bom roteiro. Tenha um bom gancho. Não adianta só falar assim mais hoje, não. Cinco motivos para você nunca mais, não sei o que, não sei o que lá. Ninguém mais pega isso. Você tem que ter um bom gancho, ganchos verdadeiros e que realmente agreguem valor na vida da pessoa de alguma forma.
que você é um empreendedor e você tem uma tinta diferente. A tinta que você tem, ela é impermeável. Então, você já começa jogando a água na tinta impermeável na parede. Esse é o gancho. Essa tinta aqui é impermeável como nenhuma outra que você já viu. Pronto. Gancho. Começou. E aí eu tô tentando falar de uma pessoa que não tem nada a ver, né? Com o que eu faço, pra vocês terem essa noção. Então, começou. Agora, pra retenção, você entrega o valor daquela tinta.
Essa tinta foi feita quimicamente assim, assim, assado, pra quando você passar na sua parede, não causar infiltração. E aí, no final,
Se você tá achando que ela é cara, ela não é não. Ela é apenas tal, tal, tal valor. E aí vai ver, ela tem um ótimo custo-benefício. No final, a pessoa tava esperando que ela ia gastar sei lá quantos... Não sei. Eu não consigo te falar porque eu não entendo de tinta. Quando você faz um roteiro, você faz o quê? Pega um papel e uma caneta. É no seu bloco de notas. Bloco de notas. Você quer saber como que é o seu processo de criação?
Bloco de notas. Eu... Por exemplo, o líquido da carne não é sangue. Aí, beleza. Tá. Agora, o que eu preciso fazer com isso? Esse vídeo seu foi muito bom. É muito bom, né? Muito bom. Porque todo mundo achava que era sangue.
Eu mandei pra minha mulher. Sério? Eu não aguitava mais. Ela come carne bem passada? Eu não aguitava mais. Entendeu? Que dó. E pra quem gosta de fazer churrasco, eu gosto de fazer churrasco. Ah, não. Dá dó. Fazer carne bem passada, você quer morrer junto. Morrer, gente. Você quer morrer com o boi que já morreu. E o boi morreu à toa. Dá uma dó do boi, não dá? Aí eu mandei. Não é demais. Mas tá. Aí você chega e você pensou. Então, o primeiro passo é você identificar aquilo que é a dor da pessoa. Por que que sua esposa não come carne mal passada?
assada, porque ela vira pra você e fala, é porque tá sangrando, cai, olha lá, tá parecendo que tá sangrando. Mas não é sangue. Aí, beleza, primeira dor. E eu vou dar um exemplo de um vídeo que eu ainda vou fazer, porque pra não parecer que a gente tá falando de uma coisa que já deu certo, pode ser? Outro exemplo. Vira e mexe, alguém pergunta assim pra mim, Ju, quanto tempo que essa carne tem que ficar na grelha pra ela ficar desse jeito aí?
Eu falo, eu sei lá. Você acha que eu fico contando tempo da minha grelha? Não sei não, meu filho. Você vai fazer o seguinte, você vai deixar de ser jogador de carne na grelha e a partir de agora você vai ter método e técnica. Então, a primeira técnica que você vai precisar é, pum, pum, pum,
fez isso e no final do vídeo eu falo assim, tá vendo? É isso que você precisa pra deixar de ser um jogador de carne na grelha e virar um mestre do churrasco. Isso é um vídeo. Já quero ver o vídeo. Em breve. Deixa eu voltar de viagem. E aí, eu acho que assim, são essas coisas que a gente tem que entender. Qual que é a dor do nosso cliente, do nosso consumidor, daquela pessoa que quer ouvir você falar. E agora deixa eu resolver.
E resolver de forma gratuita. Você não tem medo de entregar. Cheio de cozinheiro que fala assim, ah, não posso minha receita não, que é secreta da minha família,
1.900 bolinha. Não é. Posta aí. Agrega valor pra vida da gente. Coloca a melhor farofa da sua avó no meio aí pra gente poder fazer em casa também. Olha que legal. Eu vou levar você comigo pra sempre. Se eu gostar da farofa, essa farofa vai ser sempre a farofa que eu aprendi com fulano de tal. Então não tem por que você ter esse tipo de mesquinharia hoje em que o mundo tá com acesso a tudo. Abre o jogo. Conta pros outros o que você sabe.
Eu poderia não falar do Rio de Teste aqui, concordo? Poderia ficar nessa de, ah, não, eu tô ganhando 600 mil seguidores. Mas pra que que eu vou contar pros outros, pros outros ganharem também?
Mas, gente, é claro que sim, porque todo mundo pode fazer isso. E, ó, posso te falar, ninguém faz como ninguém. É verdade. Você vai fazer de um jeito, você vai ganhar... Tem gente que pode fazer melhor do que eu e ganhar um milhão no mês. E por que não essa pessoa não poder ter esse insight aqui comigo hoje? Ou com outra pessoa em outro podcast? Eu acho que conhecimento é compartilhável sempre, entendeu? Então, esse valor é no meio, então é gancho?
Você chama de gancho? Gancho, eu chamo de gancho. E aí o... Retenção, eu chamo do meio. Porque, lembra, o Instagram hoje, ele quer que você fique mais tenso.
porque ele tá disputando com o Tik Tok, tá disputando com o YouTube. Então, o que o Instagram quer que você, Caio, faça é garantir que essa pessoa que te assiste fique mais tempo possível no seu vídeo. Então, quanto mais segundos do seu vídeo aquela pessoa fica, em média, melhor pra você, porque seu vídeo tem mais chance de viralizar. O que faz vídeo viralizar hoje são duas coisas, retenção e compartilhamento. Quanto mais compartilhado ele for, mais chance do seu vídeo viralizar.
E quanto mais retenção ele tiver, mais chance dele viralizar. Então, beleza, vamos supor, retenção. No final, você sempre tem que pensar muito bem no final.
Porque o final, as pessoas têm que lembrar que elas têm que chegar no final do seu vídeo todas as vezes. Então, para elas sentirem essa necessidade, todas as vezes tem que ter um final diferente, concorda? Se o final for sempre o mesmo, ela fala assim, ah, já está chegando o final. Ela sai. Perdeu ali 10, 15 segundos da retenção. Então, não. O final tem que sempre ter algo diferente. Como fazer o pessoal chegar no final do vídeo?
Como fazer? Vou dar um exemplo. Looping. Looping é maravilhoso. O que é o looping?
frase iniciando na primeira. Então, o vídeo não tem corte. Quando a pessoa vê, ela tá aqui, ó. Ela tá literalmente num vídeo, sei lá, assistindo ele pela terceira vez e ela não percebeu. O Instagram, o Creator, sabe? Me convidou pra ensinar looping, porque na época do Reels que eu postei do Isso Não É Sangue ou Isso Não Tá Cru, eu usei o looping, que o meu irmão que é estrategista nessa parte, que ele é o editor e o videomaker.
E aí ele falou, Juju, vamos fazer o looping, porque vai dar muito certo. Eu falei, bora, Diego, você tá falando. E aí deu o primeiro certo, depois a gente começou a usar o looping sempre.
Você entrar lá no meu perfil, você vai ver que a gente vira e mexe e usa o looping. E ele faz o looping muito bem, Caio. Num nível que você não sabe que você voltou. Você só percebe que você voltou quando você começa a ouvir a primeira frase de novo. Só que aí você já me deu duas visualizações ao invés de uma. Então, looping é uma ótima estratégia pra quem quer um final sem final. E a segunda estratégia do final sem final é, por exemplo, você cria uma expectativa.
Então, vamos supor, eu vou fazer carne mal passada pra você. Mal passada, mal passada, mal passada, mal passada. No final, ela tá bem passada porque alguém do meu churrasco,
me obrigou a passar ela. Rodou o vídeo. Eu fiz tudo isso pra te ensinar, e no final chega a tia do churrasco e pede pra eu passar a gente. Pronto, virou o vídeo. Algo assim, nunca fiz esse. Gostei, inclusive, vou... Você escreve o vídeo. Eu escrevo, eu escrevo, e aí depois eu levo pra Natan e pra Diego. Natan é meu marido, Diego é meu irmão. Essa é a nossa empresa, basicamente, né? Assim, do audiovisual. A gente tem a ajuda da minha prima Dodó, do Vini, mas a parte do audiovisual do Instagram é Somos Nós Três, no dia a dia. E o que que acontece?
unimos pelo menos uma vez por semana pra falar sobre aquilo. Então, eu chego com a ideia, normalmente 80% das vezes sou eu que chego com roteiro, e eles vão destroçando meu roteiro, ou melhorando meu roteiro. Ou eles falam, nossa senhora, não gostei, ou eles falam, tá top, vamos melhorar. Sempre melhoramos, juntos, os três. Quando a gente senta pra fazer o treino acontecer, aí você esquece. Ter equipe, assim, que tá alinhada com você é muito importante também.
Ter outras cabeças pensantes, né? Nota falante, né? O que você vê que é mais difícil nisso tudo?
que é uma, é um buraco que muita gente, se não prestar atenção, vai tropeçar. O mais difícil, aonde, desculpa? Nesse processo de criação de conteúdo, sabe, de você gerar valor, e obviamente que isso, você ganha mais atenção, quem tem atenção tem oportunidade. O que você vê que é o mais difícil nisso, que você sabe que muita gente tropeça? Eu acho que o mais difícil é aguentar o tranco do início. O início é muito ruim. E, ó, eu já ajudei dez pessoas, vou colocar aqui dez pessoas que eu já ajudei como amigos mesmo, pra tentar chegar lá, pra tentar virar
pra tentar fazer da influência dinheiro, como você perguntou no início. Sobrou uma, que realmente é focada nisso, que realmente ganha dinheiro com isso hoje. Então, assim, as pessoas não dão conta. As outras nove te conhecem, sabe que deu bom, né? E elas sabem que eu amo elas, mas que talvez não era pra elas. Elas tentaram e não deram conta. Elas decidiram e foi uma decisão, assim, super tranquila, sabe? Não existe forçação de barra da minha parte.
Pelo contrário. Elas que vieram até mim tentar essa minha ajuda, eu ofertei e fiz tudo que eu podia, mas cada um decide
vai continuar ou não. Não é fácil como parece. As pessoas têm mania de achar que a internet é um lugar que você só, ah, decidi, vou fazer conteúdo. E não é assim. Hoje, a competição é gigantesca. Tem um estudo mostrando aí que eu acho que 70% dos jovens querem ser influenciadores. Imagine então agora, se prepara você que tem mais de 30 anos aí, você tem que estar preparado pra competir com 70% de jovens que já chegam com tudo querendo ser influenciador. Esse mercado vai dar um boom. Então assim, eu acho que o que
acontece é que as pessoas, elas acham que é fácil, aí elas entram achando que é fácil. E quando elas vão ver um vídeo que ela produziu, que ela fez isso, fez aquilo, deu 100 curtidas. Aí elas falam, 100 curtidas? Como se não fosse nada. A gente sabe que é muita coisa. É que a gente deixa de dar valor. Porque a gente vai vendo, nossa, meu vídeo deu 10 milhões e 100 mil curtidas. Calma, mas um dia deu 100. Eu gosto sempre de lembrar, eu já fui flopada.
Eu já fui flopada de falar assim, meu Deus, o que eu tô fazendo de errado? Eu passei já seis meses desesperada falando, Natan, eu não sei o que eu tô fazendo de errado, eu não sei, eu não sei.
E buscando, e sendo crítica. A gente é muito crítico. A gente é muito crítico. Lá em casa, um vira pro outro e fala, tá ruim. E que cenário te coloca? Primeiro, explica pra galera que não sabe o que é flopada. Ah, tá. Flopada é quando você posta um conteúdo e todas as taxas de engajamento, curtida, comentários, compartilhamento, ficam abaixo da média do mercado. Então, você tá perdendo pra todos os players que competem com você. Então, por exemplo, vou citar um amigo meu.
O chefe Otto é um cara da internet também, tem X milhões de seguidores e tal, e todo vídeo dele tem um percentual aí de 5% de curtidas, tá? E ele tá na média. Aí o seu vai ficando lá em um, dois, você tá fazendo alguma coisa errada. Porque a média é de 5%. Então, esse é o flopado, é quando você tá abaixo da média do mercado. E eu sempre estive abaixo da média. Agora que eu tô em cima. Sempre estive abaixo, foi um momento. Mas mesmo assim, abaixo, mas aí do nada eu soltava um vídeo muito bom. Aí ele ia lá pra cima.
me dava aquela esperança de novo, falava, beleza, vamos continuar. O negócio de você estar flopada é um estado, não é necessariamente... Uma profecia. Não é a profecia. E eu sabia que o que tava faltando pra mim, muitas vezes, era uma coisa que tava fora do meu controle, que era, por exemplo, estar onde eu estou hoje, lá no salão em moeda. Eu tava construindo aquilo. Aquilo levou anos pra ser construído, entendeu? Eu passei dois anos da minha vida fazendo comida em cozinha de estúdio.
Não é que é feio, mas é que não era o meu lugar. É lindo, na verdade, o estúdio. Mas não era o meu lugar.
eu não tava feliz, eu não usava as roupas que eu uso hoje, eu não usava chapéu. Eu me sentia gordinha, várias vezes eu me sentia muito gordinha, então eu usava roupa de academia pra tentar disfarçar. Quando eu decidi emagrecer, por exemplo, eu me senti muito melhor. Olha como que as coisas na vida da gente, elas não dependem de uma coisa só. Como que é difícil ensinar algo, que no fundo, no fundo, eu precisei fazer tanta coisa pra chegar onde eu tô hoje, entendeu?
Me senti bem, por exemplo, na frente da câmera, porque eu me sinto mais saudável, mais magra, mais bonita. E aí agora eu faço churrasco no meu lugar,
vida, do lado da minha família, isso tudo muda muito, né? Você já pensou em algum momento de desistir? Nunca. Nunca, né? Nunca. Nunca, nunca, nunca, nunca, nunca. Isso é uma coisa, eu sou muito brasileira nesse sentido. Desistir jamais. Já pensei que eu sou ruim, que talvez eu não servisse praquilo, mas não era pra mim, mas foi pouco também. Eu sempre acreditei muito. Muito, muito. Tinha uma pergunta nesse, se eu falasse que eu já tinha pensado em desistir? Não, é legal ver essa sua convicção, né? Porque
Eu acredito que a gente tem que ser inflexível com o sonho, mas flexível com a maneira. Não dá pra gente abandonar um sonho nosso. Perfeito. Talvez não vai ser pelaquela avenida que a gente achou que era. Talvez. Então quando a gente é inflexível com o destino, mas flexível com a maneira, eu acho que você aprende o jogo dos indesistíveis. Nem sei se existe essa palavra. Não sei também, mas gostei. Um sonho a gente pode desistir, porque é o que alimenta e o que deixa a gente vivo.
Quem não tem sonho já morreu. Tem uma frase de um filósofo alemão que eu acho espetacular.
mais. Ele fala que tragédia não é quando morre o homem, é quando morre algo dentro de um homem enquanto ele ainda vive. O que é uma tragédia? A vontade de viver. Pô, a tragédia é quando morre um sonho, né? Porque a gente vai morrer. Obviamente, a gente quer ter aquela configuração de morrer velhinho, dormindo. Eu acho que é o sonho da morte de todo mundo. Se você pudesse escolher como você morreria, é aos 100 anos, vou dormir e quando acordo, tô no céu.
Sim, sim, sim. Mas eu acho que a maior tragédia mesmo é quando morre um sonho. Concordo, mil por cento.
Meu sonho me move até hoje, né? É uma coisa que me move. Eu não desisto porque eu tenho um sonho. E o meu sonho, ele não é um sonho de ser rica, não tem um sonho de ser famosa. Quanto sonho? O meu sonho é ser bem-sucedido e poder dar vida boa pra minha família. E isso envolve, sim, dinheiro. Claro. Mas não é só dinheiro. Envolve muitas coisas. Então, por exemplo, Caio, envolve fazer esse dinheiro não a qualquer custo. Eu tava falando outro dia numa live que eu tava fazendo que eu poderia fechar com casas de aposta que me mandam mensagem de todo santo dia. Eu já não aguento mais. Eu não quero.
de dizer não. Não é porque eu sou melhor que ninguém. Não, é uma questão minha. Da minha, eu não quero ganhar milhões incentivando outras pessoas que não têm a ganhar, a perder, no caso, dinheiro em plataforma de jogo de aposta. Eu prefiro não fazer. Ah, o caminho vai ser mais difícil então pra você, Ju. Tá bom, tô disposta no caminho mais difícil. Eu não quero, não quero fazer isso. Então é uma decisão minha e eu entendo que talvez financeiramente falando ela seja burra, mas é a minha escolha. Coisas que não são negociáveis pra mim. Por você falar de churrasco,
seu público é masculino? Eu tenho 50, 50 hoje. Caraca. Muita mulher faz churrasco, me marca e... Não por minha causa, claro, mas... Se eu não se chutar, eu ia falar uns 75, 25. É, é muito... É legal isso, mas é porque eu sou muito da cozinha também, né? Eu faço muita comida do dia a dia, que você pode fazer no fim de semana pra sua família, então eu uno muito isso. E tem mulherada na brasa, você não tem noção. Não, sei que tem, sei que tem.
A galera tá indo mesmo pra... Pela minha percepção, talvez mais homem faz churrasco. Com certeza, com certeza.
Diria que, assim, no Brasil, 80, 20? Com certeza. Mas no meu Instagram, como a gente divide bem esses dois mundos, da cozinha e do churrasco, às vezes até uni, aí tem uma mulherada voando. É muito legal. Elas me postam, me marcam, aí colocam lá no pontinho que só quem sabe sabe. E o que você acredita que é decisivo para transformar um seguidor em cliente? Sabe como que é? Porque é uma coisa seguidor. Tem gente que tem muitos seguidores que não conseguem
fazer receita. Uhum. Onde você vê que é a transformação de um seguidor para um cliente? Eu acho que existem diversas formas de você tornar um seguidor cliente, mas uma delas é ele poder te conhecer mais profundamente. Por que que eu digo isso? O Instagram é uma plataforma que de uma forma ou de outra, ele restringe a gente até onde a gente consegue mostrar sobre quem somos, nossas vidas, principalmente se a gente estiver falando do Reels que é postado no feed. Você tem até um minuto e meio pra fazer isso, pro seu
viralizar, né? Então, é pouquíssimo tempo. Como que eu vejo que hoje as pessoas passam a me conhecer, me amar a ponto de dizer que qualquer coisa que eu falar, ela faz? No sentido de que ela confia tanto em mim que se eu disser que esse copo é o melhor, ela compra ele. Os vídeos longos do YouTube. Então, bastidores, ou que seja você sentado respondendo perguntas, isso te traz pra perto de alguém. Imagina, Caio, você hoje é indo dormir e você colocar no YouTube pra ver alguém por 20 minutos. Isso é um privilégio.
que alguém parou 20 minutos do tempo hoje em dia pra te ouvir falar. Então, podcasts, por exemplo, aproximam demais as pessoas, tornam elas clientes. Por quê? Porque o Caio fala por uma hora e meia. Não tem como o Caio ser diferente do que ele tá mostrando que ele é. Poxa, ele ficou uma hora e meia na frente da câmera falando? Então, aqui, pra mim, o YouTube é a plataforma pra quem quer transformar. E uma das formas, né? Claro. Mas a melhor plataforma pra quem quer transformar seguidor em cliente
Deixa ele te conhecer. Deixa ele saber como é seu coração. Deixa ele saber que ele tem coisas parecidas com você. Então, que você, por exemplo, dá muito valor pra sua família, como é o meu caso. Ele também dá. Aí, caramba, ela também ama a família dela, como eu. Ela também dá valor. Ela também quer ser bem-sucedida pra poder dar uma vida boa. Pronto, essa pessoa, ela já passa a te admirar de uma forma diferente. Porque antes ela só tinha visto eu falar que o líquido da carne não é sangue.
Quão afastado da realidade tá o meu vídeo do líquido da carne não ser sangue? Tá muito afastado.
menina? Talvez também, mas eu sou mais a Ju aqui do podcast, que tá falando isso, que tá falando aquilo, que defende uma coisa ou outra. Então, eu acho que o seu cliente, ele primeiro tem que poder conhecer mais do seu coração, entendeu? É o que eu tento fazer com os meus. É, a gente acaba se conectando, por exemplo, conversando com você, eu consigo perceber uma confiança, uma força. Que bom. Primeiro, de onde vem? É, eu acho que muito da minha...
Esse apetite seu, sabe? Esse apetite, assim, sua vontade, sua confiança lá em cima. Eu acho que muito da minha criação, não tem como eu falar sobre isso sem falar dos meus
pais. São pais muito firmes, pais que disseram muitos nãos, pais que não tiveram medo de educar seus filhos, que foram até, às vezes, dizem que eles são raiz, né? Hoje em dia é mãe e pai raiz, mas assim, hoje olhando pra trás, eu vejo que eles fizeram esse mesmo caminho comigo e com meu irmão. Nós somos pessoas confiantes porque a gente tem uma retaguarda. Qualquer coisa que acontecer, tem meu pai, tem minha mãe. E hoje também eu sinto muito isso com meu marido. Ele é uma
Pessoa que ele me... Se precisar, é ele que tá ali embaixo pra me pegar. No colo, se precisar. Se eu tiver passando por algum problema, igual vou abrir pra você. Eu tive muita dificuldade com o episódio de uma carnívora versus 30 veganos. Foi a primeira vez que eu chorei. Foi a primeira vez dentro das redes sociais. Foi a primeira vez que eu sonhei de pesadelo. Eu passei muito perreguinha. Então, quem tava ali comigo foi Natan.
Por um mês, ele passou um mês me aguentando. Eu estava insuportável, gente. Vocês não têm noção.
Era uma TPM que não passava. Eu tava com tanto medo de jogar a minha carreira no lixo. Pra quem não sabe do formato do 30 contra 1, né? Isso, exatamente. Um carnívoro que conversa com 30 veganos e os veganos vão entrando e falando coisas comigo. Só que o que acontece? Pra mim era muito importante aquele assunto. Não porque eu queria tornar veganos carnívoros. Jamais. Mas eu queria ter um papo legal pra eu poder demonstrar o nosso lado de ser carnívoros e não ser... Não tem nada a ver com ser assassino.
E eles jogam essas palavras, né, de efeito muito forte e tal. E eu queria levar pra eles exatamente que, no fundo, no fundo, quem come carne, na verdade, se preocupa mais com os animais do que quem finge não se preocupar. A hipocrisia do vegano tá no momento em que eles falam que eles não comem o boi. Mas pra comer o tomate, eles estão se desfazendo de coelho, de rato, de tudo que a agricultura acaba matando. Pra ter vida, há morte. Só que esse assunto é muito complicado.
lugar de cozinheira, da chefe de cozinha, da churrasqueira que as pessoas conheciam e ir pro lado da... O tiroteio. Da moça que tá falando uma atrocidade. E eu não falei, eu consegui me posicionar numa forma super tranquila. Eu demonstrei pras pessoas em casa que hoje o bem-estar animal é um cuidado que nós tomamos. A gente faz questão porque um animal que ele não é bem tratado, se ele é abatido dessa forma, o cortisol dele tá lá em cima, que é nível de estresse, e a carne fica ruim.
Então não tem interesse nem mesmo no cara que vende a carne e maltratar o animal. Não existe isso. Isso é coisa
de gente que não conhece a roça, que não tá na fazenda, que não tá rodando o mundo, entendeu? Então, eu quis mostrar isso. E eu consegui. Só que foi um ambiente tão pesado que eu me coloquei, que eu fui pra casa com a sensação de que Deus não tava ali e eu fiquei muito mal. Eu chorei depois. Você se arrependeu algum momento? Tipo, saindo dali, você se arrependeu? Você se arrependeu? Não devia ter vindo. Eu não me arrependi. Foi muito bom pra mim, mas eu não faria de novo.
Eu acho que deu. Entendeu? Acho que foi o suficiente. Acho que eu consegui... Acabou te expondo, mas assim, cara, foi muita toxina. Isso. Foi demais.
Eu prefiro me manter em ambientes que eu me sinto confortável. Não tem porquê ficar fazendo isso sempre. Fiz uma vez, tá ótimo. Aí, sei lá, se daqui três anos acontecer um desafio como esse, talvez eu vá. Mas não agora, entendeu? Por um tempo eu estou bem de desafios que me... Porra, daria não o seu estilo de vida, né? Não é, não é. Zero. E assim, eu tenho essas pessoas que quando eu tô mal, elas estão na minha retaguarda. Você concorda que isso te traz confiança? Sim. Um círculo de apoio, né? Círculo de apoio. Eu amo ter essa minha...
esse meu ciclo. Porque ele que me segura. Eu tô muito tranquila. Eu acho que nada me afeta nessa vida se eu estiver com eles. Você concorda que pra gente discorrer sobre esse assunto, precisa ter ambição, né? Se não, o cara nem começa. Ele tá ouvindo aqui e tá, puta, legal. Nossa, a junta tem gente pra caramba, tá? Mas eu não quero. O que você acredita que é o maior treinamento de ambição? Como é que dá pra gente treinar a nossa ambição? Porque o assunto é
transformar cliente, né? Seguidor em receita. Quando eu digo seguidor, é usar essa atenção pra receita. Mas, pra você, como que você treina a sua ambição? Tá. Eu acho que a ambição das pessoas é muito diferente, né? A gente pega cada um, cada um tem um tipo de ambição, assim. Eu tento sempre manter os meus pés no chão e ser uma pessoa humilde. Então, o que que eu quero dizer com humildade? Minha avó já dizia, não abaixa muito não que a bunda aparece, tá? Humildade é diferente. A avó dizia isso?
Como que ela chama sua vó? Carmelita. Dona Carmelita. O amor das nossas vidas. Que legal. Abaixa não que aparece a bunda. Mas ela já não está mais entre nós. Mas foi uma mulher empreendedora maravilhosa que nos ensinou muito. E aí, assim, ela sempre falou, minha filha, você tem que ser humilde, mas não abaixa muito não que sua bunda vai aparecer. E é isso que eu quero dizer. Eu acho que, assim, a nossa ambição, ela não precisa ter necessariamente um limite, né?
O céu é o limite pro ser humano. Mas você tem que ter o pé no chão. E você tem que ter aquela gentileza de saber que
todas as pessoas são iguais, independente do lugar que ela ocupa, numa companhia, ou onde quer que você vá. Então, você sabendo disso, você nunca se descola do que é real. Então, num país como o nosso, como o Brasil, a gente sabe que a maioria das pessoas estão muito descoladas disso. E muitas vezes é por isso que elas não têm ambição. Porque elas não têm o quê? Esperança. Certo? Então, eu acho que a ambição, ela tá ligada àquilo que a pessoa nasce e vive durante a vida dela. Eu sou uma pessoa ambiciosa porque os meus pais me ensinaram
que eu poderia sonhar, que eu poderia ter esperança. Então, o que eu entendo é que as pessoas, assim, beleza, talvez você não tenha tido paz como os meus, que te deram essa chance, mas hoje, com a internet, com acesso a podcasts como esse, você tem a chance de criar isso dentro de você. Então, o que que você mais, o que que você nunca imaginou que você poderia realizar? Eu acho que isso é um bom começo. Pensa naquele sonho que você acha impossível, a palavra impossível é ótima, porque talvez seja por aí. Será que é impossível mesmo?
a esperança. E aí a sua ambição foi pra debaixo do seu pé, você abaixou demais e a bunda apareceu. Sim. Então, eu sou mais nesse sentido, assim, eu acho que sonhe, aí você tenta jogar no impossível e o abaixo do impossível já é tão incrível. Você vai continuando. O cara que realiza o abaixo aqui, ele nunca mais vai estar satisfeito até ele chegar lá e ele vai chegar, porque ele é o quê? Ambicioso. Eu adoro a palavra ambição, acho que muitas pessoas levam pro lado ruim, mas eu não levo porque, além de ser ambiciosa,
eu sou humilde. E eu acho que é nesse caminho, assim. Não sei como despertar, Caio. Isso nas pessoas. Como eu falei, eu acho que as pessoas são criadas de formas diferentes, né? Muitas vezes você sonha, talvez você é o vendedor de uma loja e você sonha em ser o gerente. Isso é muito incrível. Isso é muito legal. Mas pra você ser o gerente, você vai ter que fazer mais que o outro vendedor. E você quer isso? Você quer que a sua vida seja melhor?
Você quer entregar mais pra sua família? Tenho certeza que a maioria das pessoas vão dizer que sim. Então, como fazer isso, né? E aí, a gente tem acesso a tantas coisas boas hoje que podem nos ajudar no
né? O que você falou é uma verdade, né? Às vezes a melhor maneira de uma pessoa ajudar o outro é crescendo. Quantas pessoas que às vezes o teu crescimento meio que mexeu, né? Se fosse um convite, vamos embora, vamos embora, vamos embora, vamos embora, vamos ver o outro realizar é um convite, né? Nossa, eu amo. Eu acho que é um convite pro ambicioso e faz mal pro invejoso. Ah, com certeza. O crescimento de alguém que eu acredito que se a gente trocasse a inveja pela admiração, o sucesso de alguém
vem ser um convite pra nossa superação. Perfeito, perfeito. Cara, alguém que tá crescendo, fala assim, cara, que incrível, cara, ela conseguiu, se ela consegue, eu também consigo, e um puxa o outro e vambora. Agora, pro invejoso, se a pessoa cresce, você se sente mal, era melhor você ter ficado lá, porque o teu crescimento me incomoda, porque o teu crescimento aponta as minhas falhas, então eu prefiro que você fique lá pra eu não sair daqui.
E essa pessoa só perde, né? Ela não existe a chance dela ganhar, porque se o outro falhar, talvez ela fique feliz, mas essa felicidade dela é tão falsa, é tão cruel,
No fundo, no fundo, não é felicidade. E se o outro ganhar, ainda assim, ela fica infeliz. Porque o outro ganhou e ela não fez o quê. Enfim, eu acho que a pessoa que admira o outro, ela aprende com o outro e ela cresce. Eu tenho vezes... Eu lembro que eu te falei da minha amiga Teté Bin, que faz decoração? Tem vezes que ela fecha um negócio que eu fico tão feliz. Natan, Teté fechou não sei o quê, não sei o que lá, não sei quem.
Eu fico tão feliz porque eu falo assim... Beleza, ela é uma pessoa que eu amo, ela tá ganhando muito... Eu quero que ela ganhe muito dinheiro. Eu quero que ela ganhe mais dinheiro do que eu. Eu quero que essa... Eu não tenho por que competir. Não existe.
O Caio não pode ganhar X e eu ganhar 2X, não? Ou o contrário? Qual que é o problema disso? Desde que o Caio consiga realizar os sonhos, garantir pra família dele saúde, estabilidade, alegria, bons momentos, e eu consiga pra mim, qual que é o problema? Não necessariamente eu tenho que ter o mesmo sonho que o seu, chegar no mesmo lugar que você. Eu tenho que conseguir cumprir com aquilo que eu quero pra minha vida. Eu tenho feito isso, sabe?
Trabalhando muito, muito, muito, de noite, de noite. Eu vou pro aeroporto agora, eu tenho uma reunião no carro.
E não tem hora ruim pra mim. Não existe. É qualquer hora. E eu acho que isso com certeza faz diferença. Mas ambição é algo difícil. Como é que você desperta isso no outro? Eu não sei. Eu até quero saber de você. Eu tenho essa... Cara, pra mim algumas formas. Primeiro é você... Eu acredito. Eu acredito primeiro nisso. Não tem melhor maneira do que eu te ajudar do que eu crescendo. Eu falo pra um líder. Você quer ajudar teu time? Sim, cresce. E o time é a querer crescer.
Segundo, implanta o sentimento do merecimento, cara. Que você é capaz, que você pode, que você consegue. Obviamente, também coloca a semente do discernimento. Saber o que você precisa aprender. O trabalho que isso vai dar. Eu acho que a semente do merecimento e a sentimento do discernimento que você precisa fazer, aí o solo é com você, bicho. Se é fértil, é com você. Tem uma coisa que dá pra colocar ainda nesse papo que a gente tá tendo, que é o seguinte.
hoje as pessoas têm mania de achar que elas têm que saber tudo sobre tudo. E isso me incomoda muito, porque eu acho que, assim, não, você tem que dividir, né? Dividir pra somar. Eu não vou falar sobre um assunto que eu não entendo. Então, por exemplo, outro dia, no Carnaval, teve um vídeo que viralizou de um cara em cima de um drone. E é proibido pela NAC. Aí o Lito, que fala sobre aviões, comentou, gente, isso é proibido, isso corre perigo.
Você acha que eu vou comentar só porque o vídeo tá em alta, o vídeo tá bombando? Aí eu vou lá e falo assim, ai, que absurdo fulano entrar num drone.
sei. E eu tô dando um exemplo esdrúxulo aqui, tá? Do que a gente tá falando. Mas assim, não comente sobre tudo. Seja muito bom em uma coisa e fale sobre aquilo e peça ajuda nas outras coisas. Pra que a sua ambição seja direcionada pra um lugar que faça sentido também. Não é qualquer custo, não é qualquer sonho. Tem que ter um porquê, tem que ter um lugar pra chegar. E não é todos os lugares. Imagina você querer ocupar todos os lugares.
Você ser um artista, você também ser religioso e falar de política e falar de não sei o quê. Por que que você tá falando de coisas que não te pertencem, né? Tem duas perguntas pra te fazer.
Agora no bloco final do podcast. Cara, vou ser muito rápido no podcast com ela, né? Que produção. Ai, que bom. É um canhão. É uma bazuca. Tá? Muito obrigada. Eu amei, juro. Tô triste que vai acabar. Quando você, na posição que você tá hoje, você teve que masterizar uma habilidade que eu acredito que todo mundo precisa. Que é lidar com crítica. Porque você tá no campo de números, né? Sim. Quanto maior seu número, maior... É proporcionalidade.
um percentual das pessoas que não concordam. Sim. Como lidar com críticas? Você vai me achar louca, mas a verdade é que eu amo. Eu amo os haters. Eles fazem parte do sucesso do meu canal e sem eles os meus vídeos não bateriam um milhão todas as vezes. Todo vídeo que eu faço eu penso, tá, onde o meu hater entra aqui? Todo vídeo que eu faço tem uma provocação. Tem aquela linha tênue que eu te falei da pessoa que vai me amar e da pessoa que não vai gostar. Eu preciso do hater. Eu adoro.
Desde que não seja sobre a minha pessoa, Caio. Desde que não seja sobre a minha índole, sobre o meu coração. Tá tudo certo. Então, é sobre o meu negócio. Que eu tenho certeza que eu sou boa no que eu faço. Eu sei fazer churrasco como ninguém. Essa é a parte que eu posso falar assim, Caio, eu sou uma churrasqueira de mão cheia. Então, eu não tenho dúvidas do que eu estou fazendo. Quando eu estou fazendo. E quando eu não gosto, eu mesma falo no vídeo.
Falo, gente, não gostei. Então, não tenho nenhum medo de hater. Eu acho que o hater faz parte do sucesso.
chega lá. Muito bom. Eu adoro a crítica. Eu acho que existem duas críticas, claro. Tem um cara que me xinga lá e fala assim, ah, lugar de mulher é na pia, por exemplo. Tem esses. Eu acho maravilhoso. Não é o que ele tá falando que eu acho maravilhoso. É claro que ele tá errado. Mas o que ele falou leva uma discussão tão gigantesca nos comentários com os meus próprios seguidores que já não gostam do que ele falou, que viram a bola de neve.
As pessoas me defendem. Eu não preciso nem me defender, mas é claro que eu não tenho que estar na pia. Eu sei que eu não tenho, mas por que eu vou ligar porque esse cara falou que eu tenho que estar lá? Não me escutou a identidade. Você sabe quem você é, né?
Exato, mexe zero. Pelo contrário, eu acho que às vezes, muitas vezes, esse cara, você tem que entender que esse cara é que está te colocando num lugar de uma pessoa que mesmo ele falando, você continua fazendo. Ele falou, você continua fazendo. O que a opinião dele tem que mudar? Se você estudou, se você foi aprovada numa faculdade como eu fui, se você testa milhões de vezes, sabe que aquilo é bom. Por exemplo, a carne na goiabada que você comentou. Aquela carninha ficou maravilhosa. Tem gente que comenta lá e fala assim,
lixo. Aí vem o outro, você não sabe, você não fez. Aí o outro, ai meu Deus, fala assim, sabe? Aí vira, sabe? Uma... Eu acho incrível. Então eu trato as críticas com muito bom grado. Você sabe colocar ela na caixinha certa, né? Sim, sim. E nunca foi sobre o meu coração. Ninguém nunca virou e falou assim, ela não presta, ela me tratou mal. Isso talvez me faria ficar muito triste. Isso talvez mexeria comigo, mas... Porque não é uma verdade, né?
Não, é uma verdade. Como nunca aconteceu, eu acho que se acontecesse um dia eu ia ficar mal. De verdade. Espero que não aconteça.
E pra fechar, primeiro, palmas, gente. Palmas pra gente que é maravilhosa. Pra vocês. Pra você. E pra fechar, eu não posso deixar de terminar esse vídeo com alguns... Você quebra pra gente alguns mitos sobre churrasco? Sim, claro. Porque, assim, eu sou um churrasqueiro não de muitos anos. Tá. De uns... Eu aprendi na pandemia. Ah, muita gente foi pra cozinha, né? Porque na pandemia, cara, eu tinha uma churrasqueira muito bacana lá em casa, mas, cara, dia a dia lá, correria, pá, pá, pá.
Aí, na pandemia, todo mundo trancado em casa, eu olhei pra ela e falei, cara, eu vou aprender,
a fazer direito, cara. Boa. E o meu jeito de aprender foi, cara, testando, fazendo, né, o meu filho adora ele comigo, eu, meu ritual, porque eu gosto do ritual. Então, quando você for lá no salão, você leva ele, tá? Pra ele poder provar a minha carne com goiaba. Eu gosto, ele tem a faquinha dele. Quantos anos ele tem? Ele tem, fez nove ontem. Ah, não, então ele vai, e ele come carne mal pastada? Ele tem tudo, cara, ele gosta sim.
Ai, que chique, o Théo tá convidado. E o Théo já vai lá ver o ponto, então, vira um ritual, assim, pra nossa família, a gente gosta de comer
gente. Então, pra mim, eu gosto do churrasco da carne, assim, a gente é carnívoro total, mas eu gosto também do acompanhamento. Eu não faço churrasco sem acompanhamento. Aí a gente fica junto. Churrasco é uma coisa que come rápido. Então, eu fico lá e como eu tô na carne, cara, eu desconecto, cara. Não tô no celular, eu não tô em nada. É muito legal. Você resumiu a vida de 80% dos brasileiros que amam churrasco, eu acho. Eu gosto disso, cara.
Reúne pessoas em volta. Eu gosto de servir, eu tô ali servindo. Nossa, que gostoso. Aí você fala, que legal.
gostando da minha carne. Eu gosto dessa parada, assim, sabe? Fazer uma carne legal, preparar antes. O meu curso de churrasco foi focado nisso daí. Eu falo, gente, não adianta você comprar meu curso pra aprender a fazer carne. Você vai fazer. Você vai fazer a melhor carne da sua vida. Mas o melhor é você sair do curso fazendo a melhor carne da sua vida pras pessoas que você ama. Isso não tem preço. Não tem preço. Mas conta, vai.
Os mitos. Mas sei lá, alguns mitos. Quebra alguns mitos pra gente. Por exemplo, aquilo não é sangue foi muito bom. Ajudou minha mulher.
Então, explicando melhor, o líquido da carne, que sai aquela carne vermelhinha na tábua, não é sangue. Na verdade, é uma proteína que chama mioglobina e ela tinge a carne de vermelho. Ela é vermelha e ela tinge a água da carne de vermelho. Então, quando o animal é abatido, no processo do abate, todo o sangue escorre ali. E se tem uma coisa nesse país que funciona, Caio, é a nossa inspeção veterinária. Os caras são muito bons. Essa parte do frigorífico, do aço, é muito bem feita.
Então, você pode ficar tranquilo, você não está comendo sangue. E isso é um dos grandes mitos, eu acho.
mito que tem, deixa eu ver, a questão da carne bem passada seria? Porque o pessoal tem essa coisa cultural de tipo, por exemplo, carne de porco só pode ser servida bem passada. Vocês sabiam que tem um restaurante aqui em São Paulo, inclusive de um amigo meu, o Jeff Inrueda, que chama Casa do Porco. Lá ele serve steak tartar suíno, o que quer dizer que ele serve carne crua, crudo suíno. Por quê? Porque hoje o Brasil tem altíssima tecnologia, o nosso agro é uma bomba, graças a Deus, e eles fazem carne de porco
suína, porque é a carne certificada, com inspeção veterinária bem feita, e você pode comer tranquilamente. O brasileiro tá na cabeça ainda daquela época que o porco no quintal da avó era alimentado com não sei o que, que aí poderia trazer. Hoje em dia não é isso mais não. Hoje em dia é negócio sério, porque a gente exporta, né? Imagina. Imagina como é que é a burocracia pra você exportar essas carnes. Então elas são muito bem feitas, com altíssimo nível de tecnologia, e a gente come carne de porco crua.
Eu como carne de porco crua. O povo fica louco. Ai, que louco. E no final, vamos usar, tá, gente? Pode que eu chamei, eu pergunto o que eu quiser.
Me dá algumas dicas pra eu ser o melhor churrasqueiro. Tá, então vamos lá. Vamos começar do início. Primeira coisa, escolhe o carvão direito. Carvão tem que ser peça grande, carvão. Não compra moinho, não, que moinho não faz fogo. E churrasco bom tem que ter fogo alto. Vamos supor que a sua churrasqueira seja elétrica ou a gás também. Esquenta ela antes. Liga ela, faltando uma hora, deixa a bicha atorar lá. Tem que estar com fogo alto.
A gente precisa de calor, certo? Tá bom. E voltando pro carvão, então, fogo alto.
pôs o fogo lá, pronto, já posso fazer churrasco. Mas você falou uma hora força da palavra ou é uma hora realmente no relógio, uma hora antes? Depende de cada churrasqueira. Aqui eu tenho que é elétrica a gás, 20 minutos ela já tá no ponto que eu quero. Tá bom. Então depende aí da sua. Você tem que tá com muito calor, tem que pegar a mão assim e falar, ixi, tá quente. Tá bom. Entendeu? Então ali no máximo 5 segundos de mão. No carvão, você tem que esperar pelo menos 20 a 30 minutos pro carvão virar brasa.
Churrasqueiro bom faz churrasco com calor. Guarda isso. Guardou isso? Vamos começar.
nunca comece o seu churrasco, aí é uma coisa minha, mas não comece o seu churrasco com linguiça. Linguiça é delicioso, mas não comece com linguiça. Comece sempre com a melhor carne. Por quê? As pessoas estão com fome e se você começar com a melhor carne, elas já vão ficar assim, Caio Carneiro é a melhor churrasqueira do mundo. Imagina, já tá me servindo esse negócio aqui. Nossa Senhora! E detalhe, carne tem que ter textura. Então, do lado de fora da sua carne, reação de maiar.
O que é reação de maiar? A crostinha. O que é que dá a crosta? O calor. Então, voltamos pro carvão. Deu a crosta de um lado, virou.
Sobe a grelha, aí se você puder. Se você não puder, tira a carne um pouco, deixa ela descansar e tudo mais, mas sobe a grelha. Agora o seu calor tá menos intenso e essa carne vai ter a cocção interna bem feita pra ela chegar no ponto mal passado. E aí você retira ela, então agora ela tem textura, ela tem suculência e ela vai ser a melhor carne que vão comer. No final você tempera com sal de parrilha. Por quê? Porque você tá vendo o que você tá fazendo aqui, ó.
Temperou aqui, não tem como errar. Porque você tá vendo, então não precisa temperar antes. Tempera no final, espera um minutinho na tábua antes de abrir,
Os líquidos que estão muito ativados aqui, ó, eles vão, ó, se acalmando. Não corta rápido, então. Então, um minuto, pelo menos. Espera um minuto. O pessoal fala, ai, mas vai ficar frio. Frio um monte, meu filho. Você tá morando na Alasca? Se você não estiver na Alasca, não vai ficar frio. Pelo contrário, os líquidos aqui, ó, se acalmaram. Agora ela tá toda quente igual. Cortou, não sai aquele líquido na tábua, jorrando líquido que perdeu suculência.
Cortou, opa, salzinho de parrilha. Essa é a melhor carne da vida das pessoas. Como que você sabe o que tá no ponto? Você aperta? O meu ponto. É um sacrilégio.
cortar pra ver. Não é. Se você estiver começando, tudo bem você cortar, ó, tá muito mal passado, vou voltar ali. Não é. Eu não ligo pra isso, porque eu acho que isso não faz tanta diferença assim. Mas, se você é iniciante, se você não é, se você já tá chegando num ponto legal, então você junta o seu dedão com o seu indicador e aperta aqui. Esse, esse, como é que chama isso aqui da mão? Não sei. Essa coxinha, a barriguinha do dedo, do dedão, você sente aqui, ó, esse é o ponto mal passado. A sua carne tem que estar nessa textura. Esse é o ponto...
que é isso. Juro por Deus. Não, não acredito. Ó, fiz ontem uma live, meu filho. Eu rezei lá o ponto mal. Por que ninguém me falou isso, gente? Uai. Isso aqui é o mal passado? Esse é o mal passado. Esse é o melhor ponto de carne que existe no mundo. Esse é o ao ponto pra mal. Então, o indicador mal passado. Mal passado. Ao ponto pra mal. Olha como é que mudou. Olha como é que mudou. Faz aí em casa, galera. Vocês vão ver, ó. Mudou, não mudou?
Não tô acreditando. E esse é o ao ponto, que é o último aceitável. Passou de ser que o boi morreu à toa. Eu não sabia disso. Juro. Juro, isso é muito legal.
né? Mal passado. Então, mal passado, ao ponto pra mal e ao ponto. Esse aqui, meu velho, aí ó, já era aqui, já foi. Muito duro. Não, isso aqui não é carne, mas isso aqui é outra coisa. Não vamos falar sobre isso. Qual que você gosta? Eu gosto desse aqui. Então, mal passado pra mim, por quê? Temos uma carne muito suculenta, no alto do sabor dela, com textura por fora, maciez por dentro, pra mim é coisa de... Aí, é coisa de restaurante de altíssimo nível servir. É esse ponto aqui. Esse aqui, ó,
aceitável isso daqui, isso aqui é muito bom, ao ponto pra mal. Algumas carnes, inclusive, ficam melhores ao ponto pra mal. Ao ponto, você já começa a perder mais suco, essa carne já vai estar mais sequinha, mas é aceitável também. É pra aquele iniciante que comia, é pra sua esposa. Você põe uma venda nela e fala assim, hoje você vai testar duas carnes, me fala qual é a melhor. Aí você dá aquela bem seca pra ela, bem passada, assim, depois essa bem suculenta.
E tua sugestão, um bom churrasco tem que ter quais carnes ou isso, cara, aí já é difícil, é gosto do cliente, do freguês. Não, é, eu vou falar o meu gosto, que aí, né, fica uma coisa mais pessoal, mas eu sempre
começa com uma picanha. Eu acho que a picanha, ela é a rainha do churrasco, ela é aquela carne que agrada gregos e troianos, ela é difícil de errar, então a pessoa que ela não é muito boa, se você fizer uma picanha, dificilmente você vai conseguir errar, porque a picanha, ela tem aquela camada de proteção de gordura, que ela traz sabor e suculência, mesmo às vezes você passando um pouco do ponto. Então, eu começo sempre com uma picanha pras pessoas.
Eu faço churrasco normalmente até 10 pessoas, tá? Eu não costumo passar disso, que aí vira trabalho. Sim. Passou de 10, aí você tá trabalhando. É um caos, concorda? É verdade. Até 10 é tranquilo.
picanha, aí eu sempre coloco depois da picanha uma carne diferente no meio, então pode ser um carré de cordeiro, pode ser uma paleta de cordeiro, pode ser uma costelão, um costelão, beleza, segunda carne. A terceira é sempre uma carne maturada e alguma coisa diferente, que eu gosto que os meus convidados tenham experiência, eu não gosto que, ah, encher o bucho, não, lá em casa ninguém enche, enche também, mas enche de coisas diferentes, texturas diferentes, carnes diferentes, então eu gosto de servir, por exemplo, um ancho maturado no mel, ou maturado na goiabada com queijinho ralado por cima,
Eu deixo isso antes, eu sempre sei que vai ter churrasco no sábado, então na segunda eu coloco minha carne na goiabada, deixo na geladeira, tampadinha, e a terceira carne que eu vou te servir é essa. No quarto eu venho com uma linguicinha ali com pão de alho, uma mostardinha, já muda tudo. Todas as minhas carnes eu sirvo com farofa, bem gostosa, uma farofa crocante, um molho, eu sempre faço um demi-glace ali, mas demi-glace eu não indico, não que demi-glace já é um buraquinho um pouco mais fundo.
Mas um molho, um molho gostoso que você conhece e tal, então eu vou servindo elas assim, e eu finalizo normalmente...
com, ou por exemplo, uma raça diferente. Então, um nelore ou uma vaca velha, que é um tipo de carne que é feita com um boi que viveu mais tempo, então ele tem mais sabor. É uma coisa, uma pancadona assim, sabe? E eu vou tentando mudar. Então, ou nelore, que é aquela gordurinha mais amarela, ou vaca velha, ou por exemplo, um dry aged. Hoje a gente tem acesso a essas carnes. Então, meu churrasco fica basicamente nisso daqui. E como escolher a carne? Como escolher? É escolher assim,
É por marca? Você gosta de bons açougues? Como é que você fala para escolher uma boraca? Você concorda que a qualidade de uma carne influencia muito no churrasco? Muito, muito. Eu tenho uma marca que trabalha comigo que eu sempre recomendo, que é a Swift Black, que é uma carne de altíssimo nível. E dificilmente você vai ter problema... Na verdade, nunca... Assim, é maravilhosa. Por quê? Porque eles sabem produzir. Aquela questão da tecnologia.
Então, o nosso boi vem de altíssima qualidade com marmoreio. Marmoreio é gordura entremeada.
Aquilo traz sabor. Amo as carnes da Swift Black. Agora, como escolher a sua carne? Se você quiser ter essa autonomia, o que você tem que prestar atenção é na corzinha da carne. Então, mesmo que ela seja uma carne a vácuo, ela tem que estar bem embalada. Não pode ter resquício do líquido, que a gente falou que é mioglobina, demais, exacerbado. Se ele tiver muito, aquela carne não foi embalada da forma correta, entendeu? Então, ela tem que estar a vácuo mesmo.
Um pouco do líquido, tranquilo. Aí, por exemplo, ela vai estar um pouco rocheada, mas ela não pode estar escura ou com algumas bolhas.
pacote, esse pacote não é o pacote bom. Então, tem que prestar atenção em cor. Quando você for comprar uma picanha, por exemplo, tem que ter pelo menos um dedo de espessura de gordura. Gordura é o que faz a picanha ser boa. Então, se ela tiver com aquela gordura meio saindo por cima ali, aquela carne também não presta, não serve. Não é uma boa picanha, não é uma picanha de um boi de qualidade. Isso você consegue ver até no açougue.
Então, à medida que você vai observando, por exemplo, o contrafilé, que é tanto o ancho quanto o chorizo, gordura entremeada, é o que você quer. Então, repara se no meio dele tem aquela gordurinha. Isso eu tô falando pra
Carnes de churrasco, tá, Caio? No nosso dia a dia, aquele bifezinho contra filé do jeitinho fininho que ele vem, tá ótimo já, alcatra também. Agora, no churrasco, você quer carnes com gordura, porque a brasa e a gordura e a proteína dão muito mais sabor. Que aula, hein? Palmas para a ajuda. Você não podia ir embora sem me ajudar a ter um churrasco melhor. Ah, não, graças a Deus. É pra isso que eu vim. Adorei o papo. Eu também, muito.
Pra mim, todo mundo que chegou até o final, tá encantado. Ficar claro o porquê do teu sucesso e ficar claro pra onde você tá indo também.
E cada vez tá só começando. E eu acho que principalmente pra todo mundo que tá aqui, pessoa que fica até o final, você sabe que essa pessoa tá com vontade de aprender. Que recado você tem que dar pra todo mundo que tá assistindo esse podcast? Eu acho que o recado principal hoje que eu levo pra minha vida é essa questão do não desistir. Porque eu sei que é difícil, não é fácil pra ninguém. Não foi fácil pra eu chegar até aqui. Então eu acho que assim, não desista de quem você é, das coisas que você sonha, que você quer fazer.
Tem que ser uma opção. Eu sei que às vezes vai parecer muito difícil, mas se você levantar da cama e der um jeito de tentar de novo, nesse tentar de novo, é aquela música, né? Tente outra vez. Então, eu acho que o meu recado é esse. Não desista de você, porque você é o que mais importa. O Caio falou hoje, quando um sonho morre, na verdade, é muito pior. Porque o sonho é o que move a gente. Então, sonhe, mas não desista, porque não vai ser fácil, mas você vai conseguir, tenho certeza. Palmas para a Júlia, senhoras e senhores.
E todas as redes sociais dessa mulher está aqui, essa poderosa. Segue aí, gente. Segue ela, manda mensagem. Ela posta muita coisa legal. Está vindo um projeto novo que ela já me falou. Está vindo. Então, você tem que ficar super conectado. Está aqui na descrição do vídeo. Acompanha, manda mensagem. Fala que você viu como você fez isso. Que eu tenho certeza que você vai se apaixonar pelo conteúdo dela, que é campeão, tá? E, obviamente, se você está assistindo esse episódio por alguma das nossas plataformas, não deixa de se inscrever. Se inscreva agora. Isso, para alguns segundos. Faça isso agora.
pra você não perder nenhum só episódio. E a minha recomendação é que você mande esse episódio no teu grupo de WhatsApp, de família, de trabalho, da galera, dos amigos, que eu tenho certeza que uma boa provocação vai rolar. Tá bom? Ju, obrigado. Obrigada, Caio. É um prazer enorme estar aqui, de verdade. Dá pra ver que a gente tá vencendo a vida quando estamos perto de pessoas como você. Obrigada, viu? Um beijo desse carinho todo. E a você, uma ótima semana. Fica com Deus e tchau. Com Deus.