COMO CONSTRUIR UMA MARCA DESEJADA (O segredo da Oakley) | Caio Amato #140
Como construir uma marca forte, desejada e impossível de ignorar? Neste episódio, Caio Amato, presidente global da Oakley, revela como branding, autenticidade, inovação e coragem para criar o futuro transformam uma marca em movimento.
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- Criando o Futuro: A Visão da OakleyCriar para o futuro, entregar para o presente · Universo cinemático da Oakley · Maxine (personagem) · Jim Jenar (fundador) · Oakley Metal (produto)
- Construção de Marca PessoalAutenticidade como valor inegociável · Humanização da marca · Valores e propósito · Ouvir o cliente como fonte de inovação · Oakley
- A busca pela verdade e a dificuldade humanaQuestionando verdades absolutas · O óculos como amplificador humano · Avião como ônibus tridimensional · Privada não anatômica · Oakley Meta (produto) · Inteligência Artificial (AI)
- Neurociencia e CerebroSistema límbico vs. córtex pré-frontal · Curva de adoção da inovação (15% vs. 85%) · Compra impulsiva vs. compra racional · Ray-Ban Aviator · Cactus Jack (Travis Scott) · Juliette (BBB) · Nike
- Identidade e VendasBranding como alma da marca · Percepção do consumidor · Representação da alma no produto · Vice-presidente de Alma e Criatividade
- Reflexões sobre o FuturoExercícios repetitivos e o modo límbico · Gerenciamento de energia · Phil Jackson (técnico) · Dennis Rodman · Michael Jordan
- Parcerias EstrategicasVariáveis de autenticidade, propósito e performance · Travis Scott · Mbappé · Clínicas para crianças no subúrbio de Paris
- Inteligência Artificial e o Futuro do TrabalhoEstandartização do digital com AI · O futuro está na antecipação e diferenciação · Realidade Virtual e Aumentada · Mercado de infoprodutos
Sejam todos muito bem-vindos a mais um super episódio do Como Você Fez Isso. E hoje eu recebo um cara com um nome maravilhoso, vocês vão entender, tá? Ele é um dos líderes de marketing de uma das empresas mais influentes no mundo, tá? E, sem falsa modéstia, é mesmo. Reconhecido por elevar marcas globais ao patamar de ícones geracionais, ele combina uma visão disruptiva com a capacidade de transformar...
propósitos em movimentos reais que conectam milhões de pessoas e é presidente global da Oakley. O convidado de hoje é o meu xará, Caio Amato. Palmas da nossa plateia para o Caião aqui que foi bater um papo. Obrigado pelo convite. Estou muito feliz de estar aqui. Primeiro, xará.
Hoje eu tenho certeza que vai ser um papo muito legal, porque eu sempre reforço isso para a nossa audiência, o nosso papo começa a partir de um como, né? Como você fez isso. É. Então, já é muito intuitiva. E, obviamente, a grande parte da nossa audiência são empreendedores.
São pessoas ali começando seus negócios, desejo de você ter uma marca sexy, que tenha referência, que as pessoas olham e falam pô, isso é legal. Muito legal quando você olha uma marca, olha um logo, sabe? Algo que tá dentro de uma caixa, não importa o que tá dentro da caixa, quando você olha aquela caixa e fala assim, não sei o que tem dentro, mas isso é muito legal.
Só que a maioria dos empreendedores, às vezes, vão ter a menor ideia qual que é o playbook pra fazer isso, como se faz isso. Então, a pergunta é, como construir uma marca que seja desejada pelas pessoas, sabe? Nossa, essa pergunta é ótima. Começamos bem. Começamos bem porque você tá numa marca que, eu lembro, cara, marcou muito a minha geração, tá? E eu, assim, eu tive cinco anos de Mizuno no Brasil, sete de Adidas aqui, cinco de Adidas lá fora.
E agora eu tô indo pro sexto ano na Oakland. Então, tudo que eu fiz na minha vida foi contribuir pra marca, pra ela ser mais sexy, ser uma marca mais atrativa ou que tenha um significado maior. E, cara, como que faz? É uma coisa muito contra-intuitiva, eu acho que eu vou dizer. Manda, Caio. Você tem que... Assim, são duas coisas. A primeira coisa é, pra você ter uma marca sexy, pra você ter uma marca desejada, você tem que entender que você é insignificante. Calma aí.
É, contra-intuitivo. Você tem que entender a sua insignificância. O que eu quero dizer? Eu quero dizer que assim, enquanto você não entende que você é só um veículo pra auto-expressão das outras pessoas, você não vai ter sucesso.
Nossa, forte, hein? O tempo todo que você acha que você tá ali, que você vai ditar a tendência, esse negócio de ditar a tendência é uma coisa que eu odeio. Porque você não dita a tendência, você captura. Entendeu? Você captura a tendência. Então, essa é a primeira coisa. É entender, assim, como marca, a sua insignificância de não estar num papel de ditar o que as pessoas vão fazer, mas num papel de ser veículo pras pessoas.
E isso já é um baita de um clique, assim, que quando as pessoas escutam, eu acho que demora um pouquinho, mas quando você vê na prática, é muito óbvio. E o segundo, que é o mais importante pra mim, como é que cria uma marca forte, é ser humano. Tá. Humano. A gente desumaniza o mundo corporativo, você entra numa sala, as pessoas têm aquela falsa sensação de que pra...
passar confiança, você tem que ser confiante. E também é contraintuitivo. Se você quer que a pessoa seja confiante na tua frente, você tem que ser vulnerável pra ela se sentir confiante. É verdade, senão você inibe. É, senão você inibe. Então, assim, o mundo corporativo, no começo da minha carreira, eu lutei muito contra a minha humanidade. Que eu sou uma pessoa muito empática, muito humana, afetiva, muito afetuosa. De conexão bruta.
De conexão. E eu gosto de saber o porquê das pessoas e a história. Eu realmente gosto de ouvir.
e eu fui percebendo que teve um cara que me inspirou muito, que foi um chefe que chamava Carlos Campos, ele era um espanhol na Adidas ele veio pro Brasil pra salvar Copa do Mundo e Olimpíada no Brasil e a gente tinha o Panamá no meio e era aquela loucura meu Deus, como é que a gente vai entregar tudo e ele era um cara muito forte na Europa e trouxeram ele, imagina o seu Madruga sem bigode
É o Carlos Campos. Cara, consegui imaginar. E não fazia esporte, magérrimo, fumava igual um filho da mãe. E ele foi um cara que, assim, ele era um anti-herói. Macunaíma, espanhol. Sim. E ele me inspirou muito a ser humano. E eu olhava pra ele e falava, eu quero ser igual esse cara.
porque ele não abre mão de nenhuma das convicções de quem ele é. E aí, conforme a minha carreira foi evoluindo, eu fui entendendo que a marca é a mesma coisa. Uma marca para ser atrativa, uma empresa para ser atrativa, ela precisa ser humana. Ela precisa humanizar, ela precisa ter uma visão muito clara, como se fosse a visão pessoal nossa, e ela precisa ter valores que você não abre mão como um ser humano. Vou dar um exemplo prático. Oakley, voltando para Oakley. Tem um óculos nosso?
Primeiro, valor número zero da Oakley. Autenticidade. Autenticidade. Quando fala zero, aquele tipo, esse é inegociável. Inegociável. Ser autêntico. A gente tem uma coisa que a gente fala, se a gente remover o logo, é Oakley.
Esse óculos meu, precisa de logo? Não precisa. É verdade. Nunca vai ser um Ray-Ban, nunca vai ser um Prada. Não precisa de logo. E a gente tem isso como, assim, a nossa autenticidade, ela é um valor tão forte, que a gente perde dinheiro com orgulho pra ser autêntico.
Ou seja, você fala assim, cara, se eu fizesse assim, por exemplo, se o seu óculos tivesse uma arte assim, agradaria mais gente, mas não seria gente. Mas não seria gente. E até um exemplo mais prático, assim, tem um óculos vendendo muito da Ray-Ban. Vamos fazer um igual com o logo da Oakley, muda um pouquinho, sabe? Copia o trabalho, faz igual, mas muda o...
a gente perde dinheiro porque a gente não copia. A gente não vai copiar. E deixa muito dinheiro na mesa. Então, assim, o segundo... A segundo grande pilar que eu acho de construção de marca é você ser muito fiel aos valores que você escolhe pra tua marca. E não são valores, assim, eu acho muito ruim também. Outra coisa que eu odeio, vou falar as duas que eu odeio, depois eu vou parar. A outra coisa que eu odeio é rebranding, cara.
Tá. Tipo, ah, o Clay tava meio parada e o Caio foi lá, já escutei tantas vezes, fez um rebranding. Eu não fiz rebranding nenhum.
Eu voltei ao playbook da marca, que era ser autêntico, disruptivo, criar para o futuro e entregar para o presente. Então, assim, a primeira eu falei, a segunda eu acho que é tentar humanizar a marca o máximo possível e ser fiel e obcecado pelos valores que você cria na cadeia toda. Vendas, autêntico. Vai vender de bermuda, vai vender de chinelo, porque você surfa. Vai vender do jeito que você quiser. Ah, quer ir para o escritório com cachorro? Vai com cachorro para o escritório.
Então, assim, eu acho que essa parte de humanizar passa muito por ter valores muito claros e, cara, que perca dinheiro, mas a gente não perde os valores nossos. E quando se fala muito de branding...
Pra muita gente é óbvio, mas eu acho que pra maioria esbagadoras, eles não sabem nem explicar como é que é isso, né? Esse jogo de branding, né? Como que você define branding assim, né? Quando alguém te pergunta uma dica de branding, você fala assim, cara, eu não sei nem por onde começar esse jogo. O que é o jogo de branding? O branding, assim, a marca, ela tem uma... Na Oakley a gente divide, eu quis dividir dessa forma, porque eu acho que fica mais interessante pras pessoas entenderem. Tem muita gente que fala que branding é a personalidade da marca.
Assim, a marca tem uma personalidade, tem uma forma que as pessoas olham pra ela e entendem que aquela marca é aquilo. Eu gosto de chamar de alma. A marca, ela tem uma alma. E até, cara, pra gente não perder, a gente perdeu a alma da Oakley por alguns anos, por 10 anos, e esses últimos seis a gente recuperou. A gente criou uma posição lá dentro que chama vice-presidente de alma e criatividade. É o nosso Jedi, chama Brian Takumi.
Sério? Vice-presidente de alma e criatividade? É, Soul and Creative. Que ele é o cara que ele fica ali dentro assegurando que a gente não vai perder a alma da Oakley, que passa pelos valores que eu te falei. Mas eu acho que assim, por que você compra uma marca e não compra outra? É pela percepção que você tem daquela marca. É pelos valores que aquela marca carrega. É sempre representado no produto, a alma ou não necessariamente? Não, tudo, tudo, tudo.
A alma é representada pelo relógio que eu tô usando, que é um relógio que você... A Auckland é disruptiva, não é inovadora? É um relógio que você tira e vira um relógio de bolso. Ah, não. A alma... E tem uma casca que vai em volta pra ele virar um relógio de bolso com a corrente, tudo direitinho. Usar tipo assim, pum, e colocar assim, pum. É, no bolso da calça, onde você quiser.
Ele é... Tem 100 unidades no mundo, esse é o mais... Mas, assim, a Alma, ele é... Na loja da... Quando você entra numa loja da Oakley, você tem que sentir imediatamente os valores da Oakley. Então, assim, a Alma, ela vem em todos os lugares. É como você se veste, é a maneira que você se posiciona, é a maneira que a marca conversa, é a maneira que ela faz. E aí vem uma pergunta, assim, que é difícil, cara. Como é que você... Por exemplo, a Oakley, que ela... Ela é baseada numa premissa de a gente não...
Prever o futuro, a gente cria. Essa é a premissa básica da Oakley. A gente sempre fala que a gente cria pro futuro e entrega pro presente. Premissa básica. Como é que você cria o futuro? É verdade, é difícil explicar, né? Você tem que imaginar um futuro desejável e depois você vai atrás de criar esse futuro. Mas como é que você cria um futuro desejável e transmite pra 35 mil pessoas ao redor do mundo pra elas te seguirem?
É muito difícil. É muito difícil. Não é uma coisa que você põe numa apresentação de PowerPoint e as pessoas vão personificar aqueles valores que você quer. Então, assim, no nosso caso, a gente criou um mundo cinemático.
criou uma história de 15 minutos de um comercial antigo da Oakley, e essa história cinemática, ela foi a história que a gente quis inspirar todo mundo. O que eu tô querendo dizer? Assim, a primeira história é de um comercial de 92, e eu vou contar, é um pouco piração, vocês vão achar meio piração, mas vai fazer sentido pra entender a profundidade que você tem que lidar com a coisa pra ter alma. Tá. A gente tinha um comercial de 92, a Oakley foi fundada por um cara que se chama Jim Jenar.
Um louco, assim, o cara mais disruptivo e inovador que eu já conheci na vida. Ele fez um trabalho magnífico. Mas ele não era um cara que conseguia transformar a visão dele num guia.
E esse comercial de 92 é o único pedaço de história que a gente tem que une tudo. Quem que era o muso da marca, como que era a arquitetura da marca, como que era o produto que representava a marca, como que era o tom, a música. É um manuscrito, assim, né? É um comercial de 30 segundos, que é um cara vivendo sozinho no mundo pós-apocalíptico, tudo laranja fora.
ele acorda, passa um cachorro, ele não mora sozinho, ele mora com um cachorro, tá passando um desenho ali, um comercial de desenho animado na TV, qualquer coisa, ele levanta, vai pra escrivaninha, você vê que é um cara cientista maluco, ele aperta um botão, põe um óculos, põe o capuz, o bunker é um bunker todo brutalista, e ele aperta um botão, sai, o mundo tá laranja, meio Mad Max, e ele sai, fecha a porta, acaba o comercial. É isso.
É isso. Mas assim, era o único ponto de referência que a gente tinha que tinha um 360. Aquele, e aí quando a gente parou pra pensar, cara, como é que a gente vai levar a Oakley pra frente? Voltar a criar pro futuro? A gente olhou aquele comercial e falou, cara, vamos contar a história desse cara.
Esse cara não representava... Representava a Oakley no sentido de... Era um cara de 40 anos, homem, a marca era muito masculina. As lojas eram brutalistas, porque o bunker era brutalista. O nosso escritório global era brutalista. Aquele cara, você vê que ele tá dentro de uma fortaleza, que ele não quer abrir a porta pra ninguém. Ele tá se protegendo do mundo. A Oakley era uma marca que tava fechada dentro do bunker. Se você sabe, você sabe. Se você não sabe, o problema é seu.
super, assim, era uma marca que ou você ama ou você odeia, ela era muito... 8,80. 8,80. Então, assim, aquele comercial, de repente, a gente percebeu que era a marca, representava muito mais do que o comercial era uma marca. Então, vamos contar a história desse cara? Ele sai e acontece o quê? Acho uma mulher, ela tá quase morrendo, ele traz pro bunker, e aí ele vai torturar ela, porque ele não quer ninguém dentro de lá, ele quer entender se alguém vem tentar salvar ela.
E aí, de repente, ele... Isso eu e o cara do VP de Soul, a gente criou o script, o argumento. De repente, cinco anos depois, eles são um casal. E aí, ela tá grávida, e aí ela olha pra fora, não tá laranja mais. Tem um pouco de natureza, ainda tem tempestade termonuclear que vem e destrói tudo, mas a natureza tá começando a se formar já. E aí, você vê meio que um choque entre os dois.
Ela falando pra ele, meu amor, a vida não é mais, o mundo tá melhorando. E os nossos filhos merecem um mundo pra eles viverem. E ele fala, você não lembra como eu te achei? Ninguém sai dessa casa. Eu tô criando um mundo virtual e ele aperta uns botões, ele tem um mundo que ele tá criando virtualmente pra transferir a consciência da família toda pra esse mundo e o mundo que se exploda. Então você vê que tem esse...
E aí ele não deixa a família criar outposts fora daquele bunker, ele não deixa a família evoluir. E um certo dia eles saem para pegar mantimentos, o pai fica lá dentro do universo dele criando as coisas, está criando uma árvore, vem uma tempestade termonuclear e infelizmente o filho mais novo e a mãe morrem.
por conta da teimosia do pai de não abrir a porta do bunker, de não montar outpost, de não tentar contactar outras pessoas, de não tentar viver aquele mundo. E aí, desse dia em diante, ele é obrigado a enxergar o mundo da perspectiva da filha dele, que chama Maxine, que tem 15 anos, que é tão inventiva quanto o pai, mas ela é tão...
hopeful, cheia de esperança quanto a mãe. E aí, a última cena é ela abrindo a porta do bunker como pai, colocando o capuz como pai, o pai não vai. Ela, eu prefiro morrer explorando como a minha mãe do que viver presa dentro desse bunker como você. Uau, uau. E aí sai. Então, assim, esse universo cinemático vai pra um... A gente tá negociando com um streaming, pra entrar dentro de um programa. Mas isso tudo pra criar uma visão de futuro que a gente deseja.
Pra trazer a Oakley com o mesmo... O bunker é igual. Mas ele é um bunker que agora tem uma família vivendo dentro. Ele não é mais cinza, ele tem uma planta aqui. A mãe, ela é bióloga, ela tá ali tentando construir coisas. Então, o bunker, você vê que metade dele é escuro e metade ele já tá verde. Você vai numa loja nova da Oakley hoje, você vai ver que tem algumas algas aplicadas na loja, que elas criam oxigênio e tem um sistema de recuperação de oxigênio. Tá entrando vida no bunker, né? Exato!
E o bunker agora, a porta é aberta. Nossa sede na Califórnia, a gente derrubou uma parede que tinha fechando a porta do bunker. É tudo de vidro pra você enxergar dentro. Os produtos... Agora eu chego pro designer e falo, esse produto a Maxine usaria? É pra ela ou é pro pai dela?
Porque, cara, a gente tem que pegar o DNA do pai, mas é pra ela. É uma rebelde otimista. Ela não é rebelde como o pai, ela é uma rebelde otimista. Então a gente imagina o que é isso. Nossa, que animal, cara. Criar um universo cinemático antes de AI, porque agora é um pouco mais fácil. A gente criou isso antes, quando era muito caro.
em que todo ano a gente escreve um capítulo novo pra inspirar o designer de que óculos que a Maxine ia usar, as roupas são inspiradas na roupa daquilo, a loja é inspirada como o bunker é, e aí você cria, de alguma forma, uma alma, que eu chamo de alma porque é uma coisa que não é tangível, ela é intangível, mas que tem tanto cuidado em volta que as pessoas, quando olham, elas não precisam necessariamente saber da história toda, mas elas veem o produto, elas sentem que tem...
uma alma por trás, uma história por trás. E foi assim que a gente, cara, construiu as bases da tua pergunta, como a gente fez, essa foi a base pra gente conseguir voltar a criar pro futuro e entregar pro presente e voltar a marca pro DNA. Nossa, e você deu um exemplo prático, como isso orienta a decisão, né? Imagina o designer desenhando o produto, fazendo a pergunta Maxine usava, ou seja...
Não é só aquela história, não. Ela orienta decisões práticas, operacionais do dia a dia. Práticas. De estética, de sentimento. Porque, assim, a gente tem a personalidade da Maxine descrita em três páginas. Em três páginas. Então, o cara vai lá e ele lê o... Ela é uma rebelde otimista. Então, a rebeldia do óculos ela ainda vai ter, mas tem que ter um propósito agora. A óculos, ano passado, ela era disruptiva por ser disruptiva. A gente criava um carrinho pro Bubba... Bubba...
pra um cara que joga golfe andar, que era um carro que quase voava. A gente, na nossa loja, tinha um anjo feito de metal maravilhoso e tal, mas pra que era aquilo? Porque era disruptivo. Ponto.
Agora, a gente é disruptivo, mas tem que ter um propósito atrás. Rebelde com causa. Rebelde otimista, a gente chama. Mas é isso, é um rebelde com causa. E como você falou em decisão, olha que legal. Como é que a gente desdobra. Porque toda essa história, ela é criada de uma forma subjetiva com alma pra depois virar guias muito práticos de como eu trabalho, como você bem disse. Eu gosto muito do exemplo de parceria.
Como é que o Clay escolhe o Travis Scott, o Mbappé, ao invés de qualquer outro atleta? O Neymar, por exemplo. Sim. Por que a gente escolhe? Na verdade, por que vocês escolhem? Como que vocês escolhem? A gente tem uma fórmula baseada nisso tudo que eu te contei. Sim. É uma fórmula que ela é... Tem três variáveis. A primeira variável é a mais importante de todas, a autenticidade. Multiplica por três.
Então, assim, o multiplicador dela é três, autenticidade. Essa pessoa é autêntica. Segundo valor é propósito. Essa pessoa tem propósito, ela faz coisas pra comunidade ou pra... Multiplica por dois. A terceira variável é performance. Essa pessoa faz muito gol, ganha campeonato, vende disco. Então, o que eu tô te dizendo? A gente tá, com o perdão da palavra, cagando se o Mbappé vai ser campeão ou não da Copa do Mundo. Pra gente se importa...
Um, quando, na verdade, por que a gente fez a parceria com o Mbappé? A primeira vez que a gente sentou, a visão estava alinhada, os valores super alinhados, ele é um cara super autêntico naquilo que ele acredita, e ele veio pra gente e falou, eu quero que metade da grana que vocês me paguem, que a gente faça clínica pra criança no subúrbio de Paris.
vão pro pau. Então, é isso, entendeu? É transformar toda essa subjetividade, ela depois, no passo adiante, ela vira guias práticos que levam em consideração tanto a história, o que é a Maxine, quanto os valores da marca pra que a gente direcione e guie tudo por aqueles valores. E aí deixa a subjetividade, ela passa, fica um pouco mais objetiva e as pessoas conseguem trabalhar em função disso.
tem gente que não entende a lógica do caos de você olhar pra um produto e lembrar de uma marca, né? Isso você acredita que tem a ver com consistência? Até pra gerenciamento da expectativa do empreendedor, né? Porque às vezes o empreendedor é tão apaixonado pela marca que ele tá construindo, mas...
Você acredita que tempo é mais importante ou não? É consistência de um jeito de comunicar ou as duas coisas? Como é que você vê alguém? Puta, que pergunta boa. Porque assim, ó, eu vou precisar dar uma viajada de novo, assim. Eu adoro, eu tô durando sua viagem, Caio. Me leve, me leve junto. Peço desculpas, mas assim, vou tentar explicar de uma forma, como a gente pensa que tem um framework muito legal pra isso. Assim, sim.
A gente tem duas partes do cérebro. Eu, Caio, simplifico o cérebro em duas partes pra gente, pra ficar fácil com a metodologia. Então, se tem um neurocientista aí, me desculpe, porque são milhões de partes. Mas eu divido em duas pra ajudar a gente a entender o funcionamento humano. Pra depois ir pro produto e pra depois explicar pro empreendedor se é consistência ou se é disrupção. A primeira parte é a límbica.
Que é a parte límbica, ela fica aqui atrás, ela é a parte que faz, que fez a gente sobreviver até hoje, como animais. Todo animal, ele tem a parte límbica desenvolvida. É a parte de emoção, é a parte que você vai ver um leão e vai sair correndo, é a parte que você coloca a mão num fogão quente e tira imediatamente sem pensar, é a parte que você vê uma criança chorar, aquece o seu coração. É a parte, você vai jogar futebol, você não pensa pra jogar futebol, você tá no modo límbico 100%.
De repente, tem gente que ali lê o jogo e para para pensar, mas a maioria do tempo, quando tem um cruzamento na área, límbico. Você está nesse modo. Por que essa área é importante? Essa área é importante porque, para a gente sobreviver, a área que comprime emoção, ela teve que ser a área que gera ação.
Porque se você vir um leão e não correr, e não agir instintivamente, você é comido. É verdade. Você não pode racionalizar se o leão é pesado, se ele é rápido. Isso não existe. Então, a área que gera ação é a área emocional. A área que... A outra área que é complementar é o córtex pré-frontal, que é uma área...
que racionaliza tudo, que fez a gente ter carros voadores e foguete, tudo. Ela é, eu costumo dizer que ela é antagônica, essa área. Porque ela é a área do nosso cérebro que previne a gente de comprar ou de ter uma ação. Ela é a área que racionaliza, que vê custo-benefício, risco e oportunidade. E a gente acaba de desenvolver essa área com 26 anos. Por isso que a gente é, todos nós somos um pouco...
idiotas quando a gente é adolescente, me incluo nessa. Louvável, justo. Porque essa área, ela ainda não acabou de desenvolver. Por que que uma criança de 4 anos ela não tem noção e talvez corra pra um lugar que tenha perigo ou pra uma sacada? Porque ela não tem essa área desenvolvida. Então a gente nasce sem essa área desenvolvida, alguns animais nascem com ela pronta, por um acaso. Mas assim, essas duas áreas elas vão sempre norteando a gente a tomar decisões.
E tem coisas que você é mais límbico, tem coisas que você é mais racional.
Vamos estacionar por um segundo. Tem um gráfico que chama, tem um estudo que eu gosto muito, que é o estudo de adoção da inovação. É uma curva de adoção da inovação. Tá. Que é uma curva gaussiana. Tá. Uma curva gaussiana normal. Tá. Eles fizeram com 40 mil pessoas, 50 mil pessoas, eu não lembro o número exato. Mas eles descobriram, eu vou resumir bem também, que da população total da humanidade, independente do negócio,
15% da população compra limbicamente.
85% da população compra racionalmente. Precisa de validação. O que quer dizer? Carro. Vamos falar de carro. Eu, Caio, sou límbrico pra carro. Adoro o Cybertruck, eu acho uma obra de arte. Tem gente que acha o Cybertruck horroroso. Se a gente estiver aqui na sala e falar, quem acha o Cybertruck legal? Provavelmente dos 10 da plateia, um ou dois vão levantar a mão, os outros 8 vão falar, nossa, horroroso. Se eu perguntar aqui, quem acha...
é que eu tô fora do Brasil, não sei que carro, mas no passado, quem acha o Gol um carro legal, o Polo um carro legal, provavelmente oito pessoas vão levantar a mão e duas não vão levantar a mão. Então, pra todo negócio, tem gente que se amarra e que se direciona mais limbicamente emocionalmente pra compra e tem gente que vai precisar disso ser validado. Outro exemplo prático, quando a Ray-Ban lançou o aviador, o óculos, ele era o óculos do Mickey.
Era horroroso, todo mundo zoava. Aí ele foi pra Hollywood, ele ficou 30 anos no mercado, de repente ele pulou de ser um produto de 15% pra ser um produto de 85%. Pela validação. Por tempo, por validação. Hoje um bebê de um ano sabe o que é um aviador. É verdade. Não exagerando. Então daí você percebe uma dinâmica de mercado, de marca pras pessoas que têm marca ou negócio, que é assim, onde você constrói marca?
Nos 15. Onde você constrói negócio? Nos 85. E aí você precisa ter essa... Tem marca que só quer um lado. C&A. O que ela quer? Os 85. Giro, volume. O que está vendendo ela vai replicar num preço mais barato, num fit mais universal. Caixa. Até que é difícil olhar uma roupa e falar da C&A. É porque... É muito universal. É muito universal. E quando eles fazem uma coisa que não é universal... É muito legal.
assim, não vai ficar paradinho ali. Você vai pra uma marca como Cactus Jack, que é do Travis Scott, ele tá cagando pro 85.
ele só quer os 15, ele só faz roupa e coisa que são como o meu óculos, tipo, é um óculos que é 15%, talvez seja até 5%, não seja nem 15%. Essa parte dos 15, ela funciona muito por... O modelo mais vigente hoje de mercado é você deixar faltar.
né? E eu, o Okley, não tenho escolha entre os dois. Marcas grandes não tem escolha, tem que ter os dois. A gente tem que engajar os 15% o tempo todo com um lançamento novo que desafia a percepção da pessoa do que um óculos é.
Ao mesmo tempo, a gente tem que criar uma conexão com produtos mais universais para fazer caixa. Senão, a gente não vai conseguir crescer também como marca. Então, para o empreendedor que está assistindo a gente, eu acho que é muito legal você ter essa distinção dentro do negócio. Dentro do teu negócio, quem são os 15% que vão comprar por impulso? E qual o modelo de negócio que eu tenho que construir em volta dele? Porque a compra dele é uma compra impulsiva, é uma compra emocional.
Já os outros 85, como é que eu crio um produto que eu faço um go-to-market, um plano de go-to-market, pra esses 85 pra eles comprarem também? Cara, muito bom isso, cara. É, e aí você pega essas duas coisas e você tem que, inevitavelmente, aí tem muita gente que pergunta...
Você consegue pegar uma coisa que desafia o padrão da indústria, esse óculos, e transformar esse óculos numa coisa universal? Consegue. A Ray-Ban fez. A Juliette nasceu pra 15. Eu ia falar, tem produto que constrói marca, tem produto que constrói o negócio. Tem produtos que são os dois? Tem produto que são os dois. A Juliette, por exemplo, ela nasceu pra 15.
Hoje, no Brasil, ela é mais universal do que o próprio aviador, talvez. É incrível o quanto, no Brasil, a Juliette virou um frame e uma linguagem universal.
Mas tem um problema nisso. Nesse estudo de adoção da inovação, só 3% das inovações pulam o que eles chamam de esse gap dos 15 para 85. Por isso que tem essa divisão dos 15 para 85, porque para transformar uma coisa que desafia o seu...
a sua percepção em universal é muito difícil. Como é que você faz isso? Ou você é consistente por 30 anos, que eu tenho vários casos de óculos da Oakley que a gente fez 20 anos atrás, insiste, insiste, insiste, insiste, em um momento ele vai virar universal, ou você coloca um caminhão de dinheiro.
naquilo pra universalizar, que tem as techs da vida, elas têm esse poder de colocar um dinheiro que as pessoas vão ser impactadas quatro, cinco vezes em um ano, na sexta tá ficando um pouco mais... Amigável. Digestível, né? Sim, sim. Pra ela. Então, assim, ou você faz um produto que, na verdade, traduz o sentimento de uma comunidade e esse processo acontece automaticamente. Que é aí onde mora a Oakley.
A gente não é uma big tech, a gente não tem dinheiro pra fazer essa transformação. Então, o que a gente faz? A gente senta com o Travis Scott, a gente senta com o Podpá, a gente senta com o Mbappé, a gente conversa com eles e tenta entender o sentimento desses caras, transformar esse sentimento deles límbico. O Travis Scott é um cara límbico, 100%. A música dele, se você...
É uma música límbica, você vai, é primal, entendeu? Então ele é um cara que tem essa especialidade de transformar sentimento em produto e em insight. Então a gente senta com esses caras, entende o que essa comunidade tem de linguagem definida, a Juliette é uma puta referência.
Aí a gente pega, cria um produto que tem essa estética inspirada na Juliette, mas a gente coloca dois spikes aqui no cantinho, faz uns buraquinhos, coloca um pezinho de sapo aqui escondidinho e vira o Plantares, que é o óculos que a gente lançou há dois anos atrás que eu esperava que tem o narizinho, que você tira o narizinho. Esse óculos, por exemplo, eu esperava que ia demorar três anos para ele pular. Demorou três meses.
Porque quando você faz baseado numa comunidade, no sentimento deles, vira um objeto de pertencimento. Aí a galera começa a usar e essa máquina começa a girar sem um investimento muito grande. Então é mais ou menos nesse espaço que a gente vive. É o espaço de tentar traduzir esse sentimento límbico humano dos 15% em alguma coisa que seja palatável para os 85%. Esse plantares, ele tem um narizinho removível. Então assim, ele é para 15%, mas se você tira o nariz...
ele consegue servir os 85. Você entendeu? E toda hora você tá fazendo um estudo da... Porque assim, eu acho que marca que quer agradar todo mundo entra numa zona muito perigosa. E quem quer agradar todo mundo não agrada ninguém. Que é universal. Que é universal. Vira 85, vira muito transacional. Sim. E tem um grande problema nessa mecânica. Uma vez que o produto pula pra 85, 15 perde o interesse.
que ele está sempre buscando novo, entendeu? Que é o que está acontecendo com a Nike. A gente pode dar um exemplo prático. A Nike tem caído, o estoque dela, a ação dela tem caído. Verdade, nos últimos tempos. E os números esse ano estão caindo 15%, porque o último CEO da Nike foi um CEO que foi muito transacional. Ele se preocupou muito em comercializar e ele diminuiu muito o escopo de inovação da Nike.
E agora a Nike tem profissionais incríveis lá, eles estão retomando, mas o que ele começa agora, daqui a dois anos, vem para o mercado. Então, eles estão nesse momento aí de se recuperar, mas é exatamente o que você está falando. Se você quiser agradar todo mundo e for muito para o 85, você vai ter, em mercados mais inspiradores, prego não faz diferença. Você vai fazer um prego para o 85, ninguém liga. Mercados mais inspiradores, se você...
foca no 85 e perde o 15. Três anos maravilhosos de venda, dez anos pra recuperar. Mas, às vezes, você se preocupa em analisar se os meus 15 estão mudando as características dessa pessoa, ou não. Ou tem hora que você fala assim, cara, se essa pessoa tá vendo, estamos se comunicando errado, ou não. Às vezes, uma marca, às vezes, ela começa a conversar com outras pessoas, e tá tudo bem. Não, dá pra conversar com os dois lados tranquilo, desde que você não pare de fomentar esse ciclo.
Entender o jogo do 15-85. É isso, e sempre fomentar, porque o que é 15 hoje vai virar 85 e você sempre tem que ter um 15 novo. E foi isso que a Oakley perdeu durante 10 anos. A gente parou de criar pro futuro e entregar pro presente. A gente diminuiu muito a nossa rotação de inovação.
E com isso, os 15% viveram. E a gente, internamente, tava preso naquele passado glorioso de outrora, entendeu? E por isso que criou toda essa história, pra conseguir pegar essas pessoas do passado e mostrar que o futuro pode ser tão glorioso quanto, mas com produtos que reflitam a geração mais nova. Acaba sendo um desafio quando você...
É, o que você falou, às vezes você tem tanto troféu pra trás, você fala assim, dá um pouco, parece que, como que eu posso perguntar, mas acomoda um pouco o time? É. Quando vem assim, sabe, você vê aí do histórico de um Juliette ali, pá, pá, pá, parece que, puxa, já temos troféu pra caramba. Não, cara, é como se fosse o passado, ele te dá um crédito até um certo ponto.
depois você saca tudo são as próximas inovações que vão te dar mais crédito tem um pouco disso? tem muito, eu acho que a coisa mais humana e natural é você acomodar, depois que você acerta três, acomoda e assim, dá pra ter uma marca muito grande que é baseada em ícones tipo a Reban, a Reban tem 12 ícones que são óculos incríveis e eles são muito conscientes dos ícones e ficam nessa parada mais validada
É, mas cara, na Oakley a gente é muito, a gente é muito obcecado com criar o novo. É que o DNA do Explorador, né cara? É, é. Volta pro filme, né cara? É, e é a parada do... O que que a menina lá faria, né? Exato, e a gente, e assim, é, é, o meu problema dentro da Oakley, depois que a gente criou essa visão que a galera pulou, o meu problema é não esquecer do 85 lá.
Porque a galera é tão... Na Califórnia, a galera é tão pra frente, tão inspiradora e... Que, cara, é muito natural. Os caras estão tentando criar o novo todos os dias. E assim, exemplo prático, vai. É...
Você viu o Oakley Metal, o óculos? Sim. Um exemplo prático nosso aí de tipo, como é que a gente cria, a gente, esse é um papo legal de ter também, que é como é que se inova hoje em dia, porque isso é uma coisa muito difícil. Como que é a reunião de criação da Oakley, né? Como que é a reunião de brainstorm da Oakley, né? Deve ser uma loucura. Eu vou te contar. Mas ela é baseada numa metodologia muito simples até. A metodologia é a seguinte.
E eu gosto de usar esse exemplo, eu vou usar com você. Você tem carro, que carro que você... Como é que você chegou aqui hoje? De carro. De carro. Eu sou um extraterrestre. Tô vindo aqui na tua frente, não conheço a Terra. Vou te fazer umas perguntas bem... Pra você responder bem rápido. De bate-pronto. Você veio aqui de carro. O que é um carro? É um veículo de transporte. Transporte. E ele transporta por como? Como é que ele funciona?
Sobre rodas tem um motor. Um motor. E o motor funciona como? Combustão ou elétrico. Combustão. E o que causa combustão? O combustível que está dentro. Como é que chama? Gasolina. Gasolina. Essa gasolina você tira de onde?
Cara, do solo, do petróleo. Do petróleo. Do solo. Sim. Então você vai lá, abre um buraco no chão e sai petróleo. Cara, da plataforma, no meio do mar. No meio do mar. No meio do mar. E aí você tá no meio do mar e você vai lá no fundo do mar, abre um buraquinho e sai petróleo. É, da plataforma, quilômetros pra baixo. Quilômetros pra baixo. É. E aí você pega esse líquido, eu suponho que você tira ele e põe no teu carro.
Não, aí coloca no... Como é que é? Cruzeiro não é cruzeiro, é no... Na refinaria. Vai pra refinaria e transporta até o sol. Eu suponho que essa refinaria seja um processo que faz bem pro planeta. Não, faz mal. Faz mal? Faz mal. Então você tá me falando que você vai, busca um líquido preto, dois quilômetros e meio embaixo da Terra, pega esse líquido, trata, polui o planeta, leva esse líquido pra um negócio que coloca no teu carro pra você andar do ponto A ou ponto B. Sim.
Você entende? Sim. É insano. É uma loucura. É uma loucura. E a gente nunca para pra pensar, a gente põe gasolina nos nossos carros todo dia e não para pra pensar que, tipo, tem guerra, morreram milhões de pessoas, tem guerras geopolíticas acontecendo agora por conta de um petróleo que é um accepted believer, é uma crença absoluta. Então, como é que a gente inova? A gente tenta achar essas verdades absolutas que a gente tem e tenta cancelar. E contra.
Tipo, peraí, um óculos, por que que o óculos tem que ser preso na orelha? Quem disse que um óculos tem que ser preso na orelha? Não precisa, vamos fazer um óculos e fizermos over the top. Ah, vamos pra outra. Quem disse que um óculos tem que ser um objeto pra corrigir luz ou bloquear o sol? E se o óculos puder ser um objeto de amplificação humana? E se eu ligar pro Caião e a gente conseguir jogar tênis, eu na Itália e ele no Brasil?
E se eu conseguir falar através do meu óculos? E se o meu óculos tiver uma telinha que eu consiga, na verdade, fazer tudo por ele? E quanto mais universal é a verdade, mais disruptivo é, quando você falou pra mim, por que óculos tem que ser na orelha? Eu falei assim, cara, todo mundo usa óculos na orelha. Então, se eu disruptar isso, isso vai ser um... Eu lembro quando eu vi aquele óculos que eu amarrava... É, o verde top, esse aí.
E é isso, tipo, era um exercício simples de só... A gente só queria... Eu não tava lá, mas eles só queriam...
provocar. Tipo, por que o óculos tem que estar na orelha? Não tem que estar na orelha. E assim, a gente pode ir pra onde quiser com essa metodologia. Avião. Eu fico louco com o avião, cara. Porque avião, a primeira pessoa que projetou um avião, ela projetou como se fosse um ônibus. As cadeiras como se fosse bidimensional. O avião é tridimensional. Por que que as cadeiras, uma não é mais elevada que a outra? Pra gente, todo mundo esticar a perna. Não custa nada a mais. Vai custar...
30 mil dólar a mais pra ocupar o metal. Você entende? Sim. Então assim, a gente tem verdade... Vou dar uma engraçada também. Quem inventou a privada?
Cara, a privada não é anatômica, ergonômica, assim, é um exemplo escatológico, mas é para provocar mesmo. Tipo, a gente nunca para para pensar, mas por que a privada é assim? E ninguém está fazendo uma privada diferente, entendeu? Isso que é o engraçado. Então, cara, daí você consegue... Então, assim, a metodologia é, a gente coloca, a gente faz vários brainstorms em verdades universais que a gente quer brigar.
O que eu tava te falando, o óculos precisa ser só isso? É o Oakley Meta que a gente lançou. O que a gente queria fazer? Cara, tem a verdade universal que o óculos é pra corrigir a visão ou pra tapar o sol. Não, a gente vai fazer o óculos ser um amplificador humano. Como assim? Ele vai amplificar você.
Ah, mas como que vai amplificar? Você não vai criar conteúdo mais através do seu celular. Você vai capturar vida, em vez de capturar conteúdo. Você vai estar usando um óculos, aperta um botão, você fala rei meta gravar, ele vai gravar a vida pra você. Você não vai perder mais tua filha andando, dando o primeiro passo. Você não vai estar num show, não vai precisar tirar o celular. Outra parada. A gente tem 130 mil anos de história. A gente tem todo o conhecimento da humanidade, um rei meta de você.
Ei, Meta, que planta é essa? Ele vai me falar. Ei, Meta, a planta parece que tá doente, o que que eu faço? Ele vai falar. Ei, Meta, ligar pra minha esposa? Vai ligar. Você entende? Então, assim, essa é uma baita de uma verdade universal que a gente quebrou e, cara, tá, assim, o projeto Okley Meta tá...
bombando mundialmente. Porque é uma... Quando eu vou contar para as pessoas, é como se fosse o iPhone quando lançou. A gente não sabe onde ele vai cair, né? Onde ele vai chegar. A gente não sabe que vai ter iFood, que vai ter o Waze. A gente ainda não entende o que vai ser esse óculos. Mas a gente sabe que ele é... Não tem volta mais. Não tem volta e ele é a plataforma...
o sistema operacional pra gente amplificar a nossa humanidade. Porque tem muita gente que pergunta também, AI não é perigo? Cara, não tem nada mais humano do que evoluir. A evolução é a coisa mais humana de todas. A gente é o animal que mais evoluiu. Então, assim, é um objeto de expansão humana que vai ajudar a gente a evoluir e a ser pessoas profissionais melhores e tudo mais. Como você tá enxergando o AI? Sabe, um cara que pilota uma marca global tão...
disruptiva. Cara, o AI ele é um enabler, ele é uma coisa que vai nos ajudar a fazer as coisas mais rápido, de uma forma mais simples, e vai nos ajudar a focar no que importa. Na humanidade, na alma, e em como fazer as coisas que um AI não consegue fazer. Tem um ponto de reflexão que é muito importante, assim, que eu acho que pros empreendedores principalmente, isso é uma coisa muito legal pra se pensar.
É impossível criar o futuro olhando para o passado.
É impossível que uma planilha de Excel, que os seus números diários, que os seus números mensais e anuais, que eles te dêem uma perspectiva do futuro. Eles te dão uma perspectiva de agora, eles te dão uma indicação da curva que pode acontecer, mas para produto, para serviço, o passado nunca vai te dar uma resposta para criar algo novo. Ele vai te dar uma resposta para acelerar algo que já existe. Então, eu vou te dar uma resposta para o futuro.
racionalmente, pra criar o futuro, você precisa descolar da realidade. Você precisa descolar da realidade e ter um tempo pra pensar no futuro desejável que na ocular a gente fala, a gente não prevê o futuro, a gente cria. Você sonha com aquilo e depois você vai construir. E o que eu vejo, eu faço alguns board memberships e o que eu vejo
nos board memberships que eu faço com empreendedores, é que eles ocupam o tempo deles tanto com operação, com finanças, com vendas e com a parte mais do dia a dia, que ele não guarda 10 minutos por dia para olhar para frente, para falar como é que eu vou transformar o meu serviço ou o meu produto em uma coisa que nunca foi feita. E quando eu vejo isso e quando eu vejo como as pessoas operam, o AI está aí para ajudar nisso.
ele vai te ajudar a sistematizar e automatizar algumas coisas que vão te permitir ter mais tempo para olhar para frente. Então, é assim que eu vejo. Aí, Caio, é um olhar utópico? Eu acho que ele é um olhar protópico. Eu, como líder global, eu acredito que a gente escolhe a maneira de ver as coisas e a gente meio que acaba executando o que a gente escolhe olhar.
Como a Maxine, eu escolhi ser um cara que olha pro futuro com muita esperança. E a gente escolheu como marca ser uma marca rebelde, mas otimista e protópica, que acredita no futuro. Não é utópica que acha que tudo vai ser perfeito. É protópica, que é uma palavra que significa. A gente sabe que tem desafios, mas a gente sabe que vai evoluir pra um lugar melhor.
Então eu vejo o AI com um olhar assim, muito... Eu não acho que tem nada mais humano do que evoluir, eu acho que o AI vai ajudar a gente a evoluir algumas coisas e a escalonar algumas coisas muito mais rápido pra gente olhar pro que importa. Cara, você fez uma provocação que eu até anotei aqui. Tem uma pergunta boa pra fazer. Eu confesso que é uma pergunta que eu vou ser um pouco egoísta, vou perguntar pra mim também, sabe aquela...
Vou aproveitar meu podcast, porque podcast é a mesma pergunta que eu quiser, tá turma?
Mas eu acho que vai ajudar muito o empreendedor. Só que antes, eu vou pedir para a nossa produção servir o nosso café, porque está na hora do meu cafezinho, do meu super coffee. Peguei uma dose para você também, Caio. Da nossa patrocinadora maravilhosa Caffeine Army. Eu já falo para vocês o quanto, principalmente, o super coffee está no meu cotidiano, junto com o Morning Shot, logo pela manhã, junto com o Koala. Então, recomendo muito a você colocar, você que busca performance, produtividade, foco, é maravilhoso na sua rotina.
Confesso que eu estou gravando aqui logo depois do almoço. É um momento maravilhoso, mas antes do meu treino é delay sempre o SuperCoff presente. Eu tenho uma pergunta, tenho duas perguntas para te fazer. A primeira, você falou dessa rotina do empreendedor, ele gasta na operação e vende tal, isso e aquilo. Geralmente o cara subia e chupacando ao mesmo tempo. Você tem uma rotina? Eu sou aquele cara muito da rotina.
que te ajudam a olhar pra frente, sabe aquela coisa, quais são as rotinas, quais são pequenas tarefas que podem ajudar um empreendedor a olhar pra frente, né? Eu sou um cara que, por exemplo, eu gosto muito de conversar com cliente. Às vezes eu não tenho nem esse negócio, só me ligar pra falar, cara, como é que você tá? Mas eles não papam, porque eu acho que um dos maiores diretores de inovação da minha companhia são os meus clientes. É. Quanto ideia boa de produto que eu tive que não veio de mim.
É. Então, por exemplo, é uma rotina que eu faço, mas como que o Caio faz numa empresa que, cara, transpira inovação, né? É. Essa rotina pra olhar pra frente. Eu acho que são... Essa resposta eu vou dividir em duas, porque a primeira parte dessa resposta vai de novo de encontro com o límbico, com a parte límbica. E a gente desconecta da realidade e conecta com o límbico fazendo exercícios e coisas repetitivas.
que aí o teu corpo, o esporte é uma coisa muito boa pra isso. Quando, por exemplo, o que eu faço, eu corro todos os dias há oito anos já. E a corrida pra mim é esse momento. Dia que eu não tô com a cabeça muito cheia...
eu vou correr com música e me distraio. A música me distrai e eu não penso. Eu só fico escutando música e relaxo. O dia que eu tô com a cabeça cheia e preciso de soluções e preciso pensar e olhar pra frente, eu tiro a música e começo a correr. Em dez minutos eu fico pensando, pensando, pensando. Depois dos dez, o teu cérebro, o teu límbico pega a direção... Oxigenou.
toma a direção de você e ele vai pra onde ele quiser e pros lugares que estão mais doídos, assim. Natação, qualquer esporte. Ou jardinagem, que seja jardinagem, assim. Eu acho que exercícios repetitivos que não exigem que você racionalize, eles tendem a te colocar nessa zona límbica pra você achar soluções. Essa é a resposta número um. A resposta número dois é que eu acredito muito... Aprendi com o Phil Jackson, que eu tive um almoço com ele uma vez, o técnico do...
foi do Bulls, do Lakers, é um... Lenda, hein? Lenda. E o Phil Jackson, assim, a maior dica que ele dá, que eu perguntei assim, como executivo, qual é o maior conselho que você tem pra me dar? E ele falou...
Energia. Gerencia energia. Como assim gerencia energia? Eu demorei 10 anos na minha carreira pra entender que cada pessoa se energiza de uma forma diferente. Eu, Caio, gosto de acordar cedo, correr de manhã. A minha esposa odeia a Aline, odeia acordar cedo e ela ama ir pra balada e ela se energiza à noite.
No time dele, o Dennis Rodman, ele se energizava indo para a noitada em Las Vegas e ele voltava bêbado e dava 12 tocos e fazia o melhor jogo defensivo da história da liga.
O Jordan, ele precisava ser cutucado, ele era um cara muito competitivo, então o Phil Jackson começou a pagar, dá pra ver no The Last Dance, ele começou a pagar o roupeiro pra ficar brincando de quem acerta a moedinha mais perto da parede e dava dinheiro por trás pro roupeiro pra ele apostar pro Jordan entrar competitivo no jogo.
Então, assim, uma das formas também de olhar pro futuro e inovar e criar é você achar as coisas que te energizam. Prestar bem atenção nas coisas que te dão energia. Nossa, muito bom, cara. Geralmente, essas coisas que te dão energia, elas são talentos. Coisas que te tiram energia não são talentos.
E eu até falo, muita molecada pergunta assim, como é que eu me acho e não sei o quê. Presta muita atenção no que te dá energia. Porque se você vai trabalhar com uma coisa que te energiza, eu amo papo, eu amo coaching, assim... Trocar ideia. Trocar ideia. Trocar experiência. Dia que é muito financeiro, ou dia que é muito político pra mim, que tem um contexto muito político no meu cargo.
da Luxótica, que é uma empresa muito transacional, barra financeira, para a Oakley, que é uma empresa de sonho, tem eu no meio, tendo que equilibrar esses dois pratos, transformando toda a subjetividade e sonho daqui para pragmatismo aqui e vice-versa. Dias que são muito pesados nisso, eu ponho três coaching sessions no meio e deixo meia hora, porque depois do coaching session eu estou tão energizado que geralmente eu tenho um insight atrás do outro.
depois de fazer uma sessão de coaching, porque pra mim, com um dos meus, das pessoas do meu time, porque isso me energiza. Então, é outro conselho que eu dou, preste atenção no que te energiza, tenta direcionar a sua carreira pra isso, e quando você faz coisas que energiza, geralmente esse período depois você tá no teu modo límbico extremo, e é quando você é mais criativo e descola da realidade, o que é bom.
Pegando o gancho do coach session e a gente tomando super coffee, quem você gostaria? Se você pudesse convidar alguém pra tomar um café, qualquer pessoa no planeta Terra que tá viva ou não tá, quem você... Tô curioso agora. Cara, eu vou te dar um nome aqui e um nome fora, porque o nome daqui é Miguel Nicoleles, neurocientista brasileiro, maior cientista talvez vivo brasileiro.
Você é um entusiasta do funcionamento do cérebro. Ah, cara, é o sistema operacional. Se você entende o sistema operacional, tudo vira uma resposta ao sistema operacional. Como ele chama? Miguel Nicoleles. O Miguel Nicoleles foi um cara que foi o primeiro...
cientista, ser humano, desenvolveu uma metodologia pra ler os neurônios ao mesmo tempo. A gente só conseguia ler um neurônio de cada vez, e a gente achava que o sistema neural ia de um neurônio pro outro subsequencialmente. E ele descobriu, na verdade, ele colocou 50 receptores e ele descobriu que o cérebro funcionava por chuvas neurais.
Eu não sei os termos corretos, mas é como se fossem chuvas neurais. Então, ele simplesmente redefiniu o funcionamento do cérebro. Ele é um dos pais da neurociência moderna. Depois disso, ele foi o cara que montou a interface cérebro-máquina com macacos. Que o macaco conseguia mexer um braço mecânico com o cérebro sem mover a mão. E ele conta que o macaco tá coçando a bunda com uma mão, tomando um suco de laranja com a outra e mexendo.
na bolinha com a terceira, vira a parte do corpo. E ele que foi o cara que fez aquele chute na Copa do Mundo, que pegou um paraplégico, fez um exoesqueleto e ele chutou a bola pra dar início à Copa do Mundo. Cara, é um cara que, assim, eu fico triste que o Brasil a gente tenha, não tenha assim, ele não seja um ídolo brasileiro geracional, porque ele, cara, ele vai pra China e ele vai pra China
A China para pra escutar ele. Ele faz palestras pra... Sem brincadeira, milhões de pessoas. Milhões. Ele teve palestra lá que foi online, que foram milhões assistindo. E aqui no Brasil a gente conhece pouco. Então ele é um cara... Divuga pouco seus heróis, né, cara? Divuga pouco seus heróis. E ciência, então...
E fora o Simon Sinek, que é o cara que... Esse porquê em vez de o quê, né? Esse límbico que gera o porquê. O Simon Sinek é um cara que eu quase conheci por duas vezes, mas eu ainda não tive o prazer de sentar com ele pra conversar. Mas ele é um cara que me inspira muito também. O que você vê que é o maior desafio de um CEO? Qual você acha que é o maior desafio de alguém que tá na sua cadeira?
O meu pessoal, o meu maior desafio é equilibrar a minha humanidade com uma cadeira que exige que você seja pragmático o tempo todo. E assim, eu sou uma pessoa que naturalmente, eu gosto de seres humanos e eu sou anticonflito por fábrica. E eu tive que desenvolver. Hoje eu tenho prazer em provocar.
Então, para desenvolver esse prazer em provocar e prazer em ter o conflito para evoluir, não conflito ruim, mas conflito bom, esse foi o meu maior desafio. O maior desafio de um CEO hoje, eu acho que é olhar para o futuro.
Muito simples, assim, as pessoas, a maioria dos CEOs hoje, eles são tão bombardeados por preço de ação, por KPIs financeiros, que está tudo certo, o papel de um presidente é tomar conta disso. Mas é difícil um CEO entender que essas coisas são um sub-extrato de uma estratégia...
mais humana e não entender que é só um jogo financeiro. Então, eu acho que esse é o grande desafio, é você ter um CEO que consiga ter... O papel do CEO, por definição, é ter uma visão para a empresa, desenvolver os valores da empresa e colocar a empresa no trilho operacionalmente para aquela visão. E 90% das empresas, a visão hoje é, infelizmente, uma visão 100% financeira.
E quando a gente fala de construir uma marca, aquela coisa, ninguém constrói nada sozinho. Não, de jeito nenhum. E aí, um dos grandes papéis de um CEO é montar uma ótima equipe e ele junto com essa ótima equipe montarem uma grande companhia. É. Como é que é o... É assim... Hoje, pra você, quais são os fundamentos pra montar uma boa equipe? Eu... Eu... Eu...
O meu time, cara, eu não tenho como ter um time melhor do que eu tenho. Eu tenho muita sorte. E mérito também, porque eu contratei 70% do time, mas eu tenho uma metodologia pra... Você se orgulha do time, né? Muito, cara. Cara, eu sou fechado com o meu time. Eu também. E assim, eu já...
eu já abri mão, assim, o meu valor, eu já abri mão de muita vantagem financeira por não concordar com coisas que não iam beneficiar o time todo. Isso, cara, é minha base. E se amanhã chegam pra mim e falam, ó, puta, vai ter que cortar a minha... Assim, esse é o meu limite. Eu não consigo colocar o time em segundo lugar. Sempre em primeiro. Animal. Mas assim, é...
Eu tenho algumas coisas que eu faço na entrevista que me ajudam muito. A primeira é começar contando a minha história antes.
E aí, eu vou te falar a maneira exata que eu faço, Caio, pra você entender. Meu nome é Caio Matos, nasci em Mocoque, interior de São Paulo. Venho de uma infância disfuncional. A minha família perdeu todo o dinheiro que tinha. A gente teve que mudar pra uma vida muito mais simples do que ela era. E a disfunção que a gente viveu, o outcome dessa disfunção é que eu fiquei obeso com 12 anos. Eu tinha 135 quilos com 12 anos. Sofri muito bullying físico.
assim, até chegar ao ponto daquela quase depressão não vou falar suicida que não era, mas era quase e chegou ao ponto de daquela sensação de que eu não importava e de que eu não era uma pessoa digna de nada de amor, de nada e eu achei a minha saída dessa situação através do esporte, do futebol eu comecei a jogar bola e eu comecei a jogar bola
Quatro vezes por dia. E eu ficava treinando em casa muito como acertar a bola naquele lugar e tal. E eu devolvi o bullying no futebol. E eu perdi 60 quilos jogando futebol. E o futebol me deu uma vida nova. Me fez ser mais empático. Me fez entender equipe. Me deu tudo que eu sou hoje. E desde essa época eu aprendi que a minha missão de vida é transformar o maior número de vidas possíveis através do esporte, da inovação e tal.
essa é a minha história. Qual é a sua? Que legal. Você entendeu? A primeira pergunta. E aí o cara... Não, é porque eu comecei a trabalhar na P&G. Não quero saber. Você já fez entrevista com a RH. Eu não quero olhar o teu CV. Tipo, a parte técnica, eu vou te fazer duas perguntas depois, mas esquece.
Quem é você? De onde você vem? O que você passou? Qual é a sua história? Aí, se a pessoa já fica desconfortável em ser vulnerável, eu já não contrato. Porque, cara, pra mim é condição sine qua non que a pessoa fique confortável em ser vulnerável e abra direto a vulnerabilidade e eu contrato pessoas que são muito empáticas por conta de abrir...
Outra que é boa pra caramba. Nossa, animal, cara. Vou te fazer essa real. Tá. Você tem algum atleta que você se inspira muito? Senna. Senna, por quê?
A personalidade dele de enfrentar desafio, quando chovia, ele falava, hoje é meu dia. A capacidade que ele tinha de fazer a minha família se reunir num domingo pra assistir ele correr num esporte que não era futebol, não era um esporte que você não esperava que teria um brasileiro ali dando show. Você reparou que você tá falando de você? É verdade. Você tá falando 100% de você. Não é.
São seus valores projetados numa pessoa. Cara, família, que tá preocupado com a família no fim de semana tá junta. É um cara que tá preocupado em inspirar as outras pessoas. Então, assim, tudo que você falou é só você. É verdade. E tá escondido atrás de uma pergunta que você tá projetando em alguém. E a última que eu faço que pega, a última que é legal, é falar assim, quem foi seu último chefe? Ah, foi o Antônio. Antônio da onde? De tal. Mas é o Antônio tal? Não, o Antônio tal.
Mas o Antônio é o... Você faz umas três, quatro perguntas pra pessoa colocar o Antônio na cabeça.
Aí você fala, se eu ligar pro Antônio agora, quais são as três áreas de desenvolvimento que o Antônio me falaria que você tem? Essa é uma que, cara, é demais também. Porque desarma e a pessoa projeta o que o Antônio falaria e vem mais fácil quais são as áreas de desenvolvimento da pessoa e você consegue contratar. Então, assim, eu tenho um time que eu contrato por, assim, pessoas empáticas.
preocupadas com o bem comum ao invés de egoístas e pessoas com uma vibe e com energia boa. São essas três principais características que eu olho.
Gente, põe-se pro meu xarafo. Caraca, animal. É um atrás da outra. Caião, aula, hein? Obrigado. Esse podcast foi aula. Foi aula esse podcast. E agora no bloco final, acho que tem perguntas da plateia. Bora, bora. Primeira pergunta, a produção é de quem?
Tarcísio! Caio, eu sou o Tarcísio Veneto, especialista em estética automotiva. No meu mercado, o profissional se destaca no mundo inteiro pelo seu capricho, atenção aos detalhes, paixão pelo que faz. Agora, qual competência que o brasileiro poderia desenvolver melhor para ter um destaque global em posições de liderança, executivas, assim como a sua?
Ótima pergunta. Primeiro eu vou falar o que a gente já tem de fábrica, tá? O brasileiro é um povo forjado por escassez. Todos nós. E por ser forjado por escassez, a gente, eu, me considero um vira-lata caramelo com o maior orgulho do planeta.
Todas as posições que eu fui colocado que tinham dificuldades, eu era o vira-lata caramelo, que achava um osso ali. A gente tem uma capacidade de improvisar na escassez que nenhum povo do mundo tem. Nenhum. Nenhum. Quando eu falo nenhum, é nenhum. Então isso é uma coisa que a gente tem que se segurar e abraçar, porque, cara, ninguém... ...
é tão habilidoso como brasileiro pra lidar com escassez e mudança de temperatura, mudança de cenário. A gente é flexível pra caralho. Então, esse é o lado que eu acho que tem que ter. O que que falta? Eu acho que o que falta pra gente, eu aprendi quando eu fui morar na Alemanha, trabalhando pela Adidas. Na Alemanha, quando eu cheguei lá, eu percebi que os alemães, eles são muito apegados à regra. Eles são um povo muito obediente.
E por ser um povo muito obediente, isso irrita muito a gente brasileiro. Porque eles não pensam. Exemplo prático. Eu tô lá dentro de um ônibus na Adidas que ia levar de um ponto A ao ponto B, o ônibus já tava cheio, e aí o motorista, vamos lá. Não, não, eu tenho que esperar às sete pra sair. Não, mas o ônibus já tá cheio, a gente já pode ir. Não, não, o meu horário de saída é às sete. Ponto final.
Isso no começo me irritou muito. Depois eu comecei a perceber que eles são a principal economia da Europa por isso. Porque eles... Eu costumo dar a metáfora deles serem aquele cardume.
de peixe que estão todos nadando pro mesmo lado, que fazem com que ninguém queira passar em cima do outro e a sociedade, ela é uma sociedade muito mais igualitária. O CEO da empresa, ele ganha dez vezes mais do que um analista que tá entrando, não é trezentas vezes mais como no Brasil, entendeu? É dez.
E aí, quando eu voltei pro Brasil depois de estar lá, eu percebi que aqui a gente é muito predatório. Como a gente precisa crescer profissionalmente pra ter acesso a um plano de saúde bom, lá eles têm plano de saúde pra todo mundo, tranquilo. Lá tem uma vaga de vice-presidente, o cara vai falar, eu não quero não.
com o diretor sênior eu já tenho meu carro, já viajo com a minha família, vou ter mais cinco marmanjos pra cuidar, estragar, não, eu não, lá tem vaga que ninguém aplica, entendeu? Porque a vida já é boa. E aqui no Brasil eu acho que tem essa parada de a gente precisar subir e crescer e fica um pouco predatório, não é predatório, fica egoísta, eu acho que a palavra certa é egoísta.
nós, em geral, o povo brasileiro é um povo que pensa muito em si porque ele precisa pra escalar, entendeu? Nasce na condição de, cara... Eu preciso sobreviver. E isso é uma coisa muito, assim, é uma coisa que nos torna muito bons, mas também é uma coisa que faz o país não...
evoluir junto. E causa toda essa divisão que a gente tem hoje no país, e causam todos esses problemas políticos que tem em todo lugar, mas que no Brasil é um pouco mais exacerbado, porque a galera lá em Brasília tá muito pensando neles, entendeu? Sim. Então, eu acho que esses são os dois contrapontos que eu daria. Muito bom, muito bom. Palmas. Aula na resposta. Pergunta 2 é de quem, produção? João. João.
Boa tarde, Caio. Boa tarde. Com licença, Lupe, irmão. Pergunta sua. Com licença. Gostaria de dizer que eu sou um grande entusiasta da marca, primeiramente. E como um cara que trabalha no setor de comunicação, eu queria entender quais são os principais pilares que fazem a Oakley conseguir se comunicar. Desde os BDOs, aos interessados na colaboração da Oakley com a PIE, ou até o cara que tá vendo o Tour de France e vê o Van Der Poel com óculos diferente.
Muito boa pergunta. O que faz a Oakley ser eficiente em comunicar com todos os públicos é a autenticidade. Quando a gente vai falar de bike, a gente tem uma pessoa lá que anda de bike todos os dias. E ela tá dentro da comunidade de bike. Quando você fala de BDO, a gente tem parceiros e pessoas que a gente vira o veículo pra elas se expressarem. Pode pau, condizila, essa galera toda. Só quando você fala BDO, o que que...
Bond da Oakley. BDO, assim, no Brasil tem uma... Tem uma galera... Nasceu dentro do mundo de rave. Tá. Que a galera aí é toda vestida de Oakley, com óculos da Oakley, com a guarda-chuva. E essa cultura, ela explodiu de uma forma que eles se denominam Bond da Oakley. E é uma cultura muito legal, assim, de pertencimento. Muito legal e muito característica. Show usé o Brasil. É um rebuser, assim, né? Assim, total. Eles são donos da marca.
Quem sou eu? Os caras são... É... Assim... Eles manjam mais de produto do que eu jamais vou saber. É incrível, cara. Incrível. Então a maior estratégia de comunicação é você ter o time realmente fazendo parte dessas comunidades, né? Parte dessas comunidades. Você falou o cara da bike. Cara!
O cara ali que faz parte da comunicação, o cara fazendo parte da tribo, então você tem a sensibilidade dentro da água, não de fora, né? Dentro. E tem outra coisa, a gente tem que ter clareza no que a gente é e no que a gente quer comunicar. Exemplo prático. Vou dar um exemplo de música, por exemplo, em comunicação. A okla é disruptiva. Então eu sempre peço, a gente tem uma regra lá, que toda campanha nossa a gente quer uma música dissonante.
Se tem um cara subindo uma montanha no Tour de France, a gente vai botar uma música clássica.
pra ficar dissonante mesmo, pra causar aquele... Caralho, o que é isso? O ponto de vista de copy, né? De como é que a gente faz as nossas campanhas. É irreverente. Tem que ser irreverente. Então, por exemplo, a gente teve uma campanha de Prism que a nossa lente... A gente desenvolveu uma lente com uma aplicação sobre a lente que a gente anula a parte do prisma de cor que a gente quiser.
Entendeu? Vou dar um exemplo prático. Você vai jogar golfe. O chão é verde clarinho. O céu é azul clarinho. Se a gente conseguir anular o verde clarinho e o azul clarinho, a bola vai aparecer muito mais pra você do que normalmente. Então a gente tem essa habilidade. A gente foi fazer essa campanha, o título era We wanted to call them what the fuck lenses, but legal made us to go with prison.
Que é, a gente queria chamar que caralho é essa lente, que porra é essa lente, mas o nosso time legal fez a gente ir com prisma mesmo. Então assim, toda campanha que a gente faz sempre vai ter, é obrigação do time que seja irreverente. Se ele chegar com uma campanha que é você seja o melhor, cara, deixa pra Nike.
Os caras fazem isso, fala de ser sempre o melhor. Não, a gente tem que ser dissonante. Então, a gente tem umas três, quatro coisas ali que a gente não abre mão na hora que vai fazer a comunicação. Porque a Oakland, a Adidas era diferente. A Adidas não era irreverente. Irreverência não é uma palavra da Adidas. A Adidas é mais austera, é mais... Então, assim, cada marca tem que ter a clareza dos valores dela para transformar isso em...
obrigações na comunicação, pra que essa comunicação fique... Aí, assim, campanha pra 15%. A campanha pra 15% que fizer sentido pra mim, não sai.
Tipo, se vier racionalizado uma campanha bonitinha, não. Tem que ser um monte de bolha saindo um óculos, um tênis de dentro da bolha, que parece um negócio orgânico plantares. A gente botou um ovo que parece um ovo que tem a textura de um útero, e aí o ovo quebra e sai o óculos. Cara, se é pra 15%, Então, vamos lá.
Não pode ser penteado, tem que ser despenteado, cara. Despenteia essa campanha. É pro 85? Vamos dar uma penteadinha. Entendeu? Porque a galera do 85 precisa... Então é isso, sabe? A gente tem algumas coisas mandatórias de comunicação ali pra gente falar com dois públicos e pra sempre ser Oakley. Mesmo campanha do Dia das Mães, assim, a gente sempre faz uma tagline que é engraçada, sabe? Que é irreverente. A gente sempre é essa marca.
Caramba, Caião, você me fez provocar muita coisa em relação... É porque o que você tá falando faz muito sentido e a pergunta de todo mundo é... Cara, quais são os meus atributos de marca? É. Porque às vezes você deixa o mundo meio que te intoxicar e tal e você... Por exemplo, a gente tá no Ventes, uma escola de vendas que eu fundei. Ela carrega o meu código genético.
Ela tem um pouco do rebelde, que foi o cara que eu questionei o status quo, daquela coisa de ir pro caminho tradicional e vendas. É meio underdog, é aquele cara que como se fosse um atleta, né? Enquanto ele não tem o resultado, enquanto o atleta já ouviu isso, cara, você só treina, você não trabalha. É.
Mas depois que ele vence, ele é o gênio. Então tem um pouco dessa disrupção, tem um pouco dessa rebeldia com causa, até as cores, o lance do moletom, sabe? Então, eu acho que isso faz a todo momento eu nunca perder esse DNA, que é o que eu posso emprestar. Eu acho que é o que você falou, você foi resgatar a ocra e você olhou lá pro DNA do fundador, né?
é, é eu não fui lá pra transformar a marca de jeito nenhum rebranding é é uma das grandes falácias do nosso tempo a pessoa precisa renovar a marca ali e tá, não vou fazer um rebranding cara, é outra marca, então pra mim, animal pergunta final? Livestol tudo bem? vem aqui pra frente, pergunta sua chemo
Eu tenho uma empresa hoje que é de infoprodutos, voltados para a realidade virtual e aumentada. Trabalhamos com marketplace e e-commerce. O que você pensa hoje sobre como vai ser o crescimento do digital? Como hoje a gente consegue escalar isso dentro do digital?
Ah, bem legal. O digital, assim, a gente tá entrando em uma era complexa do digital. Porque a gente vai passar por uma estandarização do digital. Estandarização. Vai ser um... A gente tá estandarizando tudo. Eu não tô achando uma palavra melhor em português, mas tudo tá ficando standard. Quanto mais a gente desenvolve o AI, mais a gente... É... É... É...
se inclina e se apoia no AI, e quanto mais a gente faz isso, mais estándar a gente está. Porque o AI funciona igual pra todo mundo. É verdade. Tem promptes e promptes, mas no final, quanto mais a gente desenvolver o AI, mais as coisas vão ficar equiparadas. Então, eu acho que é também contra-intuitivo. Mas, as pessoas têm medo do AI, mas vai chegar um momento que é igual pra todo mundo e que não vai ser efetivo pra mais ninguém.
Você vai conseguir acelerar, mas vai chegar um ponto de saturação que é disponível e quando é disponível para todo mundo não é diferencial. E você vai precisar ter um baita de um cabeção lá atrás do computador para conseguir escalar de uma forma diferente. Eu, Caio, acredito muito em ciclos. Eu acho sempre que a humanidade funciona...
em ciclos, e quando a gente tem uma doença, a gente vem com uma vacina geralmente maior do que o necessário. Entendeu? E aí a gente percebe que é maior que o necessário e volta. Então, a vacina do AI, ela tá sendo aplicada de uma forma deliberada, maluca, em todos os lugares, e vai chegar um ponto que a gente vai perceber que essa vacina foi aplicada de uma forma muito em larga escala e deliberada.
que vai igualar tudo e aí a gente vai ter que dar um passinho atrás e falar a gente é humano, a gente precisa... O futuro tá na nossa mão, não tá no AI. A gente precisa direcionar ele. Então eu acho que o futuro do digital tá muito em você entender maneiras de se antecipar e fazer diferente do que o AI tá falando pra você fazer. Porque o AI todo mundo vai ter. Daqui a pouquinho ele vai ser escalonado de um jeito que ele não vai ser mais diferencial.
Muito bom, muito bom. Paus pro Caio, senhoras e senhores. Irmão, eu gostei muito do nosso papo. Eu também, obrigado por me receber aqui. Muito, muito, porque foi um papo onde você mostrou o jeito que você pensa, aterrissou isso num campo prático. De uma certa maneira, foi muito o Okli de provocar. Eu acho que o teu papo provoca e, de uma certa maneira, estimula a gente a fazer diferente.
É isso. Né, cara? Tipo... É isso. Do mesmo mundo já tá cheio, né? É, e esse é o meu propósito, cara. É transformar as coisas, né? Através do esporte. Então, se causou esse efeito, eu vou embora muito feliz daqui, hoje. Cara, duas coisas. Primeiro, a gente tem um presente do nosso patrocinador pra você. Obrigado, muito obrigado. Um kit da...
Cafeiname, com Super Coffee, com Coala, com o Sublime também, Sublime que é maravilhoso. Obrigado, pessoal. Muito obrigado. A gente sempre gosta, no final do episódio, fazer aquela coisa, cara, se chegasse uma mensagem sua, né, você vai, pô, vai pegar uma rede social, você vai fazer um post, e esse post vai pra todo mundo. Uma campanha.
algo que todo mundo assistiria. Qual seria a sua mensagem, assim, do Caio, pra geral? Você vai ter isso aqui. Isso é muito fácil, cara. Essa eu faço na Oakley. Que é birru e o ar, seja você. Eu acho que a gente passa a vida muito olhando pra fora e tentando entender. A gente tem referências fora da gente que a gente quer ser e a gente esquece de olhar o que energiza. E quando a gente percebe quem a gente é e a gente consegue alavancar o que a gente é, é aí que a mágica acontece. Então, seria birru e o ar, seja você mesmo. Animal. Sem dúvida nenhuma.
Animal. Senhoras e senhores, coloquei aqui na descrição todas as redes sociais do Caio pra você estar conectado pra ele. E, obviamente, um cara super bacana, com conteúdo, cara, muito inteligente, adorei o papo. Obrigado, meu irmão. Vida Longa, uma marca que me acompanhou, me acompanha e tem algo aqui pra mostrar. Deixa eu mostrar isso aqui, ó. Ah, isso aqui é um presente que a gente tem pra você. Mentira! É. Esse é o nosso Oclemeta que eu comentei no programa.
E ele é o de esporte. A gente tem um modelo mais casual e um esportivo. Esse, além de tudo que eu falei pra você, ele tem uma câmera central aqui que ela é 4K. E ele tem que tirar um... Ah, tá. Isso, exato. Tem todo... Eu vou te falar que eu tava de olho, viu? Tem um unboxing. Tem um unboxing, só ver se eu tô fazendo certo. Tem uma fitinha, é isso. Tem uma fitinha aqui, ó, no unboxing. Exato.
E você tá super animado com o projeto? Tô animado, tô super animado. Feliz demais. Só assuntou... Aqui, sai. Agora você tira esse laranjinho aqui. Agora eu tiro o laranjinho. Aqui é o setinho. É o lacre. Opa. Exato. Agora é a luva. Exato. Boa. Aí tem a setinha, puxou. Tem a setinha. Ah, vamos ter até animal nisso, cara. O jeito... Ele abre...
Ele tem uma câmera 4K e ele é... Ele grava slow motion. Cara, já acendeu a parada aqui, ó. É. Você tira aqui, ele conecta com o... Porque a caixa é carrega. Aí ele tá conectado agora. A caixa... Tira por aqui, assim, com o dedo. Aí a gente pode puxar.
E ele é pra você que gosta de esporte. Nossa. Máquina. Depois você baixa o Meta AI no seu telefone. Que vem aí o... Essa caixinha ela carrega... Já tô ouvindo aqui, ó. Ele já tá falando comigo.
É por indução, alguma coisa assim? Que eu tô ouvindo? Não, na verdade, a hora que você abriu e colocou, ele tem um... Ele tem oito microfones aqui, integrados. Você pode estar andando de bike a 100 km por hora, que você consegue falar com qualquer pessoa.
O microfone, ele é alocado aqui no seu nariz por indução. A pessoa vai te escutar perfeitamente, pedalando a 100 por hora. E você vai escutar ela aqui perfeitamente também. Surreal. E é legal que você tá falando com alguém no telefone por aí, eu não escuto aqui do teu lado. Entendeu? Então, tipo, privacy pra mim total. Total, total. Aí é aquilo, grava vídeo, você pode fazer qualquer pergunta pra AI. É futuro, cara. Futuro chegou.
Tá aí. Eu vou só entrevistar gente assim agora. Cara, vou te falar que eu tava de olho, sabia? É? Tá na mão. Experimenta e depois você me conta o que você achou. Animal, animal, animal. Eu sou aquele cara que eu gosto de ver inovação acontecendo. Inovação que contribui pro cotidiano, sabe? Sei. Então, que facilita a vida do ser humano.
Esse é um pré-esporte, depois a gente vai te mandar um que é o outro casual, que pra trabalhar, cara, é surreal. Tem um de trabalho? Tem, tem. Tem um mais quadradinho, que chama Halston, que você com lente translúcida, você não tem grau, né? Não. Então você pega uma lente que é, que ela fica, lente fotocromática, que você sai e fica escura.
E, cara, você tá falando no telefone sem tirar o telefone do bolso. Você quer gravar uma coisa, você quer tirar uma foto, só clicar que ele tira a foto. Ou você fala, rei, meta, tirar foto, você tira a foto. Nossa. Pro trabalho, pro dia a dia. Você fala, rei, meta, anotar no meu bloco de notas, tal, tal, tal, tal, tal, numa frase que você gostou. Você abre o celular, tá no seu bloco de notas. É tudo, cara. É um expansor humano, né? É uma coisa que expande a nossa humanidade. Você vai gostar.
Caião, obrigado. Tamo junto, obrigado por me receber. Eu que agradeço, agradeço o presente. Parabéns pelo trampo todo aí, cara. É muito admirável o trabalho que vocês fazem. Sou fãzado de vocês. Eu fico muito feliz. Vida longa. Vida longa, Okla. Vida longa a você como executivo, como cara que gera valor pra caramba. Que você possa ir em muito lugar de comunicação pra dividir as suas ideias, a sua provocação. Dá pra ver um cara de gente boa.
querendo fazer a diferença por onde passa, deixar o impacto, né, cara? Acho que todo mundo que tem essa veia de deixar o impacto, uma marca, acho que é o melhor jeito de a gente sentir vivo. É isso. É a gente olhar o rastro bom por onde a gente passa. Então, vinda logo nesse sentido. E, obviamente, você que está nos assistindo aqui, eu espero que tenha sim...
pacto tenha chego a você até o outro lado. Então depois manda lá uma mensagem pro Caio, fala que você veio do podcast, do como você fez isso, que eu tenho certeza que você que tá do outro lado foi provocado, foi inspirado, mas muito mais que isso, compartilhe também no seu grupo de família, de trabalho, das pessoas que estão ao seu redor, porque eu acho que é a nossa função. A nossa função sempre é contribuir com a pessoa, com o massacado, com a dica, com o toque.
Tem gente que às vezes tá um detalhe do teu próximo nível e essa é a nossa missão no como você fez isso, contribuir.
para que você realize os seus projetos e os seus objetivos. Plateia, palma para vocês. Plateia, vocês foram fundamentais hoje. Caio, obrigado novamente. Tá bom? E a todos vocês, até semana que vem. E pode deixar que eu vou brinquedo novo. Eu sou assim, quando eu ganho um brinquedo novo, cara, eu durmo com ele. Eu vou dormir hoje de óculos e vejo vocês na semana que vem. Tchau, valeu, tchau.
Caffeine Army