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COMO A SUA SAÚDE MENTAL DEFINE OS SEUS RESULTADOS | Dra. Andrea Vermont #139

06 de maio de 20261h17min
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E se o seu sucesso estiver te adoecendo? A Dra. Andrea Vermont, psicanalista, filósofa e neurocientista revela como a saúde mental define (de verdade) os seus resultados, por que a infância dita sua relação com dinheiro e como sair do papel de "casa vazia". Um dos episódios mais densos do CVFI.☕ *Caffeine Army e Como Você Fez Isso?*- Cupom de desconto: COMOVOCEFEZISSO🟪 Quer participar da plateia? Preencha esse formulário e boa sorte!

Assuntos7
  • Morar em Si MesmoA importância do autoconhecimento para não ser refém do olhar alheio · Vulnerabilidade como falta de preenchimento interno · A metáfora da casa vazia · Preencher os cômodos da própria identidade (pai, esposo, corpo) · O julgamento alheio como reflexo do próprio indivíduo
  • Paternidade e LiderançaFrustrar expectativas como parte da paternidade · Diferença entre ser amado e ser respeitado · Impopularidade na liderança e paternidade · A importância de ser pai/mãe em primeiro plano · Não ser reformatório de adultos
  • Pilares da Saúde EmocionalAutoconhecimento · Autodesenvolvimento · Descompressão (prazer, descanso, lazer) · Autorregulação emocional
  • Esperanca e SofrimentoProteger a esperança como um cristal frágil · A importância da automotivação · O propósito de vida como algo mutável · Alimentar os outros para se retroalimentar · A necessidade de frutificar na vida dos outros
  • Saúde mental e ansiedade no BrasilBrasil como país mais ansioso do mundo · Mecanismo da amígdala e resposta ao estresse · Instabilidade econômica, financeira e política · Ansiedade como alerta de segurança
  • Lidar com Pessoas TóxicasDesenvolver a habilidade de sair fora de relacionamentos tóxicos · Cauterizar relações difíceis quando não é possível se afastar · Ser constrangedoramente bom para neutralizar a negatividade · Não tentar mudar os outros, pois a mudança parte de dentro
  • Tomada de Decisão e EmoçõesA influência da raiz do comportamento nas decisões · A diferença entre psicologia e psicanálise no tratamento de comportamentos · O papel da criança interior na tomada de decisões · A importância de trazer o inconsciente à consciência · A razão justifica, a emoção decide
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Fala, galera! Sejam todos muito bem-vindos a mais um Super! Prepare-se, porque hoje será um super podcast, um episódio maravilhoso do Como Você Fez Isso, porque eu recebo ela, que é psicanalista, filósofa, neurocientista, doutora em filosofia da mente e fundadora de um instituto que já formou milhares de pessoas em saúde mental. Então, já estou dando spoiler do nosso tema, tá?

Reconhecida por sua habilidade de unir razão e emoção, by the way, eu adoro os vídeos dela, ela transforma traumas e complexidades do comportamento em caminhos de cura, consciência e espiritualidade integrada. A convidada de hoje é a doutora Andrea Vermonte.

Turma, palmas para a Andréa. Palmas para a Andréa. Obrigada, querida. Obrigada pelo convite. Que honra estar aqui com você. Estou feliz que você está aqui, viu, Andréa? Eu também, também. Te conhecer é um prazer. Te conhecer pessoalmente. Que alegria. Ouvir muito bem falar de você. Ah, que bom. E eu sou um cara que gosta dos seus vídeos. Falei com você um pouco antes sobre a sua autenticidade, de colocar a tua verdade. Eu consigo sentir a tua verdade no jeito que você fala.

E isso atrai, né? Isso é magnético, né? A gente gosta de pessoas que colocam a sua verdade. Eu acho que é isso que talvez faça a diferença, né? É. Acho que as pessoas, elas estão procurando pessoas. As pessoas não se ligam a marcas, a empresas. As pessoas se ligam a pessoas. E eu acho que isso que fez essa... O Joel brinca muito, ele fala, você é uma anomalia. Eu acho que essa anomalia, ela aconteceu por essa característica. Eu acho que as pessoas...

sentem necessidade de ver do outro lado uma pessoa. E eu acho que as pessoas me olham e veem uma pessoa. Me veem... Vê gente. Então, isso eu acho que... Isso chamou a atenção de alguma forma. Acho que as pessoas estão muito cansadas de personagens. E aí isso bate, né? E aí realmente cria esse magnetismo que é essa...

cara, ela parece comigo, ela tem filhos, ela tem esposo, ela fala como eu falo, ela sente as coisas que eu sinto. Então, às vezes, saem uns cortes meus e eu falo, não é possível, que é isso que viralizou. Uma coisa que, para mim, é tão simples e que é tão do dia a dia e que, de repente, aquilo ali chamou tanta atenção e gerou uma repercussão tão grande dentro da pessoa. Então, você percebe que é isso, realmente, que cria essa liga e aí é fantástico demais. André, nosso podcast começa a partir de um como.

E o nosso que eu vou trazer para a mesa, e que Deus nos leve para onde Ele quiser dentro desse papo, mas é como a saúde mental define os nossos resultados. Saúde mental, resultado. Como? Como que a saúde mental, ela influencia onde a gente está?

Eu, assim, você foi muito feliz na escolha do tema, né? Como a saúde mental influencia nos resultados. Primeiro, nós poderíamos falar de números, né? Hoje, por exemplo, se você for pensar em doenças, 87% das doenças têm causas psicossomáticas. Uau. Então, eu tô dizendo que 87% das doenças são causadas pelas nossas emoções. E aí, eu tô falando de dor de cabeça, de enxaqueca.

de doenças autoimunes. Então, olha o peso da saúde mental, inclusive no meu corpo. Quando eu falo de história e de sucesso, isso muda tudo. Ontem eu falava, por exemplo, sobre como que a nossa infância influencia na nossa forma futura de ganhar dinheiro.

Isso é 100%. Então, vamos pegar lá da base. Então, como que a saúde mental influencia nos resultados? Eu vou pegar passo um. Primeiro deles, os seus filhos vão lidar com o dinheiro a partir do que eles experimentaram na sua casa nos primeiros sete anos.

A criança não entra em contato com a moeda. A criança não sabe o que é dinheiro. Ela sabe o que é afeto. E a depender de como você lida com certos afetos, os seus filhos vão ser quebrados ou vão ser pessoas que vão querer crescer muito na vida. Vão ser grandes empreendedores, grandes empresários. Então, eu já começo por aí. Então, até o meu futuro profissional, ele é muito determinado pela forma com que eu vivi isso dentro da minha casa nos meus primeiros sete anos. A forma com que os meus pais lidavam com o dinheiro,

com a escassez, com o excesso, com o medo, com a falência, essas coisas vão influenciar com a minha forma de lidar com o dinheiro. Ontem eu fazia uma experiência até sobre isso com a Dani, falando um pouco sobre isso. Imagina algumas perspectivas, como que ia acontecer o dinheiro lá na sua infância. Ah, nós vivíamos um período de escassez muito grande.

Falei, e hoje eu aposto que você tem medo de perder o dinheiro. Ela falou, ponto. Falei, é óbvio. Porque você experimentou dinheiro em forma de medo. E quando eu tenho medo, eu levo medo para a vida adulta. E aí eu começo a funcionar a partir do medo.

Falava com o meu esposo. Falei, volta lá nos seus sete anos. Se eu falar pra você, dinheiro, dinheiro. Qual é a primeira palavra que vem na sua cabeça? Ele falou tragédia. Falei, e hoje como você lida com dinheiro? Como se fosse uma tragédia. Morre de medo de perder. Morre de medo de alguém te passar pra trás. Lida com dinheiro como se ele fosse algo que pudesse ir embora muito rápido. Então, a saúde mental, ela já começa por aí.

Nos seus primeiros sete anos de vida, eu vou formatar o que você vai levar pros próximos.

E aí isso é tão grave, eu até arrepio de falar nisso, né? E às vezes até choro de falar nisso. Eu falo para os pais.

São só sete anos. São só sete anos. Se você precisar parar a sua vida, para. São só sete. São sete que vão determinar todo o resto. Qual que é a forma correta do pai passar esse ensinamento de como a criança lida com dinheiro? Porque eu falo que não vem instalado de fábrica na cabeça do pai nem da mãe. Não. Ele vai descobrindo por, às vezes, experiências que o pai dele fez com ele. Ele falou, pô, isso aqui deu certo comigo, deixa eu replicar.

Ou ao contrário, pô, meu pai fez isso aqui comigo, não foi legal o que ele fez, vou mudar a partir de mim.

Qual você acha que é o melhor? A gente precisa cuidar o tempo todo das nossas emoções para que a gente não passe isso para os nossos filhos ou passe da forma correta. A criança, vou dar um exemplo aqui, ela não sabe o que é amor. E não adianta você sentar com seu filho e dar uma aula sobre amor. Ele não vai entender o conceito. Ele experimenta o conceito. Se o Caio diz que ama a filha dele, mas ele é distante, ele é frio, ela entende que amor é distância e frieza. E na vida adulta ela vai procurar um cara frio e distante.

Porque é isso que ela entende de amor. Amor para ela é isso. Se ele entende que dinheiro é medo, é escassez, na vida adulta ele vai experimentar dinheiro como medo e escassez. Vou te dar um exemplo prático. Uma pessoa que trabalha com a gente no escritório. A menininha me mandou um áudio.

Tia André, minha mãe bateu o carro, mas meu pai não vai matar ela. Ele não vai danar com ela, porque foi sem querer. Eu falei, quando eu for lá no escritório, eu vou tentar entender isso. Eu peguei a criancinha, falei, ela gravou esse vídeo, mandou pra mim. Por que ela falou isso? Ela falou, não, porque a hora que eu bati o carro, eu falei, nossa, o fulano vai me matar. Na criança, já era o medo. Deixa eu justificar a atitude da minha mãe, porque senão meu pai vai brigar com ela.

Aí eu perguntei pro pai, falei, quando ela faz alguma coisa errada, você briga com ela?

Não, porque ela é muito barbeira, ela é isso. Falei, você tá percebendo o que você tá criando na sua filha? Então, não adianta ele dizer, eu sou um bom pai, eu sou amoroso, mulher é tratada assim, se quando a esposa dele erra, ela tem uma punição. E aí a criança, olha como a criança sofre. A criança se justifica, manda um vídeo falando, papai, a mamãe bateu o carro, mas não briga com ela, tá? A culpa não foi dela.

Isso aqui já gerou uma fábrica de afetos dentro dela. Sim. E isso já vai gerar uma repercussão lá na vida adulta. Então, respondendo a sua pergunta, o que fazer? Presta atenção no que você demonstra para os seus filhos.

Presta atenção em como você estimula os seus filhos. Presta atenção em como que isso vai repercutir na cabecinha deles. As críticas, a forma de lidar com o dinheiro, que dinheiro, que trabalho é uma coisa boa. Então, por exemplo, a minha filha, ela era muito pequena e eu precisava viajar, não tinha escolha.

Então, a gente ia para o aeroporto e quando eu ia me despedir dela, ela tinha um, dois anos, ela chorava. Eu dizia, não chora. A mamãe está indo fazer uma coisa maravilhosa. Trabalhar é ótimo. Mulheres que trabalham é perfeito. A mamãe faz escolhas, a mamãe compra bolsa, a mamãe compra suas coisinhas. O tanto que é bom uma mulher que trabalha, uma mulher empreendedora, você tem que ficar feliz com o que a mamãe está conseguindo.

Ou eu podia chorar junto e ela entender. Trabalho é ruim, trabalho rouba a minha mãe.

Eu perco a minha mãe porque minha mãe está trabalhando. Percebe que uma simples atitude muda tudo? Tudo. Se eu abraço ela no aeroporto e choro também, o que ela vai entender? O trabalho rouba a minha mãe de mim. Portanto, quando eu for adulta, o ideal é eu não ser uma mulher empreendedora, uma mulher que trabalha, uma mulher que ganha dinheiro, porque isso vai me tirar dos meus filhos. Então, eu tenho que ser uma mulher que não vença na vida. Percebe? Minha filha, com o primeiro colegial, ela começou a fazer cooks.

E vender na escola. Ela falava, mãe, eu quero ter meu dinheiro, eu quero ter minhas coisas, eu gosto, eu quero ter meu futuro. Ela fala hoje, não, o dinheiro de vocês é de vocês, eu quero construir a minha história. Por quê? Porque ela entende que trabalho é maravilhoso. Olha as palavras que a gente fala sobre o trabalho. É, amanhã, segunda-feira, começa a luta. Luta é coisa boa? Ah, vou pra guerra. Ah, hoje eu tenho que matar um leão por dia. Aí a gente associa trabalho...

sustentabilidade, a luta, a tristeza, a guerra, a coisa ruim. Aí, eu travo tudo. Eu travo lá atrás. E você falou que muito das doenças psicossomáticas começam lá na infância. Sim. E... E você vê que essa correlação de uma... Uma pessoa... Talvez o jeito que eu vou perguntar seja um...

Não de um jeito tão correto, mas esse eu entendi a semântica do que foi morta. É possível uma pessoa chegar ao sucesso emocionalmente destruída? Não. Não. Aliás, ela pode até chegar, mas vai durar muito pouco. E se ela chegar, ela vai chegar por obra do destino. Por uma sorte, por um tropeço, mas esse sucesso vai durar muito pouco tempo. A gente vê grandes personalidades, por exemplo, um M.A. Wendt House e daí pra frente.

Esse sucesso tem uma sustentabilidade pequena. O sucesso, a prosperidade e o dinheiro, eles podem ser uma benção, uma desgraça na sua vida. O rei Midas, que é um mito que eu gosto muito, Midas pediu o poder de tudo que ele tocasse virasse ouro. E isso é maravilhoso, não é? Tudo que você toca vira ouro. Você está afortunado. Só que a partir dali ele não podia comer e nem tocar nas pessoas que ele amava. Ou seja, o que era uma benção virou uma maldição na vida dele.

Dinheiro, fama e prosperidade sem sustentação psíquica é prisão. Se você não tem saúde emocional, isso vira uma prisão.

Isso não te abençoa, isso te prende, isso te limita. Então, se eu chego no sucesso sem o pilar emocional estável, eu vou destruir absolutamente tudo e aquilo que eu tenho de mais precioso. Então, eu vou destruir minha família, eu vou destruir os meus valores, eu vou destruir aquilo que é importante para mim. Por isso saúde emocional é tão importante, porque ela é pilar. Senão, você coloca tudo a perder. E aí, a única coisa que você vai ter é dinheiro e sucesso, que talvez não seja sucesso.

Porque sucesso pra mim, ele passa por outras perspectivas. Gente, esse papo da Andréia tá tão legal. E eu vou pegar o gancho que a gente tá falando de filhos, de maternidade, de paternidade, porque o Dia das Mães tá chegando e a nossa patrocinadora oficial, Cap'n'Army, montou um super kit pro Dia das Mães.

Então, eu parei aqui pra te falar, não deixa de garantir um kit desse pra sua mãe. É casado? Dá pra sua esposa se você tem filhos. A Fabi vai receber um desse. Minha mãezinha tá no céu, mas a Fabi vai receber um desse. E, obviamente, pra você presentear a sua mãe com mais disposição, com mais energia, com mais saúde, os produtos da Caffeinarmi te acompanham logo do dia inteiro. Seja um morning shot pela manhã.

o super coffee ao longo do dia e o koala à noite, eu tenho certeza que a sua mãe vai adorar e vai sentir muito amada, tá? Então é só você clicar no link da descrição ou no QR Code, garanta e, obviamente, mais saúde, disposição, foco pra você e pra tua mamãe, tá bom? Agora, continue com esse episódio que tá maravilhoso.

Quando a gente fala de saúde física, talvez seja um pouco mais óbvio para as pessoas. Ah, se eu quero buscar minha saúde física, eu tenho que me alimentar bem, fazer exercício físico, tomar água e dormir. Agora, quando eu falo saúde emocional, tem gente que dá uma tela azul. E qual que é o sono, a água, o exercício físico da saúde emocional? O primeiro deles é autoconhecimento.

Esse é o primeiro. Sua pergunta é muito boa. A primeira coisa é você se autoconhecer. É você saber quais são os seus limites e quais são as suas potencialidades. Limite todo mundo tem. E é importante, inclusive, que você conheça os seus. Até onde eu consigo ir e até onde eu não conheço.

Até onde eu não consigo. Então, autoconhecimento é imprescindível. Que tanto que eu aguento, quem eu sou, o que eu posso, qual é a minha história, quais foram os meus limitadores lá atrás, o que aconteceu na minha infância que pode sabotar a minha história, que pode ferrar com o meu futuro. Então, quais são as zonas cinzentas? Isso eu ainda estou só falando de autoconhecimento.

Quais são as zonas cinzentas que eu tenho que ficar de olho nelas? Então, sei lá, aconteceu alguma situação, por exemplo, a mim. Passei por muita dificuldade financeira lá na infância. Nunca passei fome, mas passei muita vontade de muita coisa. Então, essa é uma área que eu tenho que cuidar dela. Porque eu tenho uma tendência a olhar para tudo com muita escassez, com muita limitação. Então, isso tudo, primeiro pilar, então. A minha água, sono, exercício. Autoconhecimento é um deles.

conheça-se, conheça-se, conheça-se. Gasta tempo se conhecendo. Esse precisa ser o melhor projeto da história. A gente precisa ter um mapa a respeito de nós mesmos. Depois, autodesenvolvimento. Então, primeiro, autoconhecimento. Depois, autodesenvolvimento. Que seria o nosso exercício físico. Se você é muito bom em alguma coisa, torne-se melhor ainda. Uau.

Você é o cara do... Sei lá, eu, por exemplo. Eu sou boa de retórica, eu falo bem em público. Cara, potencializa isso ao máximo. Eu trabalhei numa universidade corporativa e eu meio que quebrava a lógica, eu era muito disruptiva.

Eu era executiva de treinamento e desenvolvimento de executivos. E lá a gente dava feedback baseado em pontos fortes e pontos a melhorar. Ah, pontos fracos e pontos fortes. Eu dizia, tá tudo errado. Esqueça os pontos fracos. Pontos fracos é terapia. É história de vida. Isso daí é, o buraco é bem mais embaixo. Fortalece os pontos fortes.

Não, André, mas não é essa a lógica corporativa. Claro que é. Desenhe o plano de desenvolvimento do cara baseado nos pontos fortes dele, não nos pontos fracos dele. Porque a gente desenhava o plano de desenvolvimento baseado nos pontos fracos. Ah, ele não tem oratória, ele precisa fazer um curso de oratória. Ele não se comunica bem, ele tem que fazer um curso de oratória. Ele tem isso, ele precisa fazer um curso de... Não, esquece isso daqui. Isso aqui é a questão dele.

Isso aqui nós vamos contar pra ele, falar, cara, isso aqui são suas bombas que você pode pisar nelas, suas minas. Você precisa cuidar disso aqui. Agora, o plano de desenvolvimento tem que ser baseado nos pontos fortes. Então, primeiro autoconhecimento, depois autodesenvolvimento. Se você é bom em alguma coisa, torne-se melhor ainda. Por quê? Porque aqui é minha velocidade cruzeiro. Aqui é onde eu vou sem muito esforço.

Eu não preciso sofrer aqui pra crescer. Porque eu já sou bom nisso. Então, autodesenvolvimento. É outro pilar da saúde mental. Depois, zelar daquelas coisas que são básicas, parecidos... Esse seria a nossa água.

Sem hidratação, eu morro. Sim. Sem algumas questões de saúde mental, eu morro. E aí são questões práticas. Sono, descanso, lazer, prazer. Existe dentro de nós um mecanismo de autorregulação. Que ele vai trabalhar com as questões dos pesos ou das questões que você tem que lidar com elas.

E a questão do prazer. Um equilibra a outro. Se elas não se equilibrarem, a gente adoece. Então, como que essa autorregulação funciona? Você tem que trabalhar, você tem que ganhar dinheiro, você se preocupa com a violência urbana, você se preocupa com o crescimento dos seus filhos, você se preocupa com doença. Normal, isso é vida. Isso é do game. Isso aqui acontece. Eu preciso aqui, na aba prazer, ter também uma proporção para que isso se equilibre. Se isso não se equilibra, eu adoeço.

Então, olha pra isso. O seu prazer é proporcional às suas dores? O Titãs tem uma música que diz a gente quer prazer pra aliviar a dor. É fato. Isso é uma teoria da psicologia. O prazer alivia a dor. O que você faz de bom pra você? Você se cuida? Você, por exemplo, falou do jiu-jitsu que você ama.

Você faz alguma coisa que você ama, um esporte, você, sei lá o quê, você lê, você faz meditação, você tem prazer em alguma coisa e você investe tempo nesse prazer? Nós vivemos numa sociedade onde a gente sente culpa de sentir prazer. Alguns dias atrás fomos pra praia com um casal de amigo nosso, aí ele falava assim, André, mas será que tá certo mesmo? Tem cinco dias que eu tô aqui à toa. Será que isso não tá errado? Minha empresa tá lá, tem outras pessoas tocando, será que eu não deveria estar lá?

Eu falava, olha pra crença que você tem. Seu pai te ensinou lá atrás que você tinha que trabalhar 24 horas por dia, porque é o olho do dono, é que engorda o gado, e que não sei o quê, que não sei o quê. Você tá sentindo culpa de sentir prazer. Só que se você não tiver prazer, você vai adoecer. Então, descompressão. Então, autoconhecimento, autodesenvolvimento, descompressão. O que você faz pra descomprimir?

A máquina não vai andar se não for assim. Ah, eu quero. Não adianta você querer. Você vai adoecer. Deixa eu te contar que você vai adoecer. Se você não descomprimir, você vai adoecer. Então, assim, vê até onde você aguenta. Não dá pra você achar que você vai aguentar tudo.

Quarta coisa, saúde mental real. Hoje vivemos questões, especialmente no Brasil, muito importantes, dados da OMS. Somos o país mais ansioso do mundo. Um país que não tem guerra, que não tem terremoto, que não tem grandes desgraças. Por que o Brasil é o país mais ansioso do mundo? Por que, André?

Porque a ansiedade é que daria uma aula de neurologia, né? Nós faremos quatro horas de podcast aqui. O que é o mecanismo da ansiedade? A ansiedade, ela trabalha numa zona no nosso cérebro ligada à instabilidade. Nosso cérebro não nasceu para viver sobre instabilidade.

Ele nasceu para rodar na velocidade de cruzeiro. Quando alguma coisa entra em instabilidade, a minha amígdala ativa. Quando a minha amígdala ativa, ela derrama cortisol, dopamina e todos os neurotransmissores para me colocar em alerta.

Isso não é ruim. Isso é um sistema de urgência e emergência, como no avião. Aconteceu alguma coisa? Quebre o vidro, máscaras cairão. Mil coisas acontecendo ao mesmo tempo. Pra quê? Pra que a gente viva. O negócio já tá errado. Mecanismo de segurança. Segurança. O nosso cérebro trabalha do mesmo jeito. Velocidade cruzeira. Aconteceu alguma coisa? Tum! Mecanismo de segurança. Muito cortisol, muita adrenalina, porque tá acontecendo alguma coisa errada, esse cara precisa reagir e fugir.

Uma das duas coisas. Só que esse mecanismo é para urgência e emergência. Ele não é pra ficar ligado o tempo todo.

Não é para o tempo todo você estar voando daqui para Paris e máscaras caindo e o pau torando. Senão você pira dentro do avião. Isso é para de vez enquanto. Só que o que acontece? O que eu falei? A amígdala instala sobre instabilidade. Quando há alguma instabilidade, ela ativa. No Brasil, a gente vive em instabilidade econômica, financeira, política e de segurança.

Sua filha, seu filho, você ainda não passa por isso, mas eu passo. Minha filha de 19 anos sai pra rua, eu não sei se ela volta. Isso mantém o meu mecanismo de instabilidade ligado. A amígdala ligada, máscaras caem o tempo todo. E aí as pessoas ficam o tempo todo ansiosas.

Quando a política me deixa em instabilidade, eu não sei se o presidente passa ou não por impeachment, porque toda hora um presidente passa por impeachment. Eu não sei se a moeda se sustenta. Eu não sei se a economia se sustenta. Eu não sei se daqui a um ano as minhas empresas estão saudáveis, dada a instabilidade. Percebe que eu estou com o mecanismo de instabilidade o tempo todo ligado? Por isso somos o país mais ansioso do mundo. Então, quarto ponto.

Saúde mental. Cuide disso. Perceba sinais de ansiedade. Ansiedade não é ruim. Ansiedade é uma amiga. A gente precisa conversar com ela. Ansiedade é uma amiga? Uma amigaça. Ela é um alerta de segurança. Se a máscara cai no avião, ela está tentando fazer o quê? Salvar. Ansiedade é a mesma coisa.

Quando você tem uma crise de ansiedade ou quando você está mais ansioso, o seu cérebro está te dizendo assim, Caio, faz um inventário, tem alguma coisa acontecendo que não está legal. Vamos parar para olhar, cara, senão você vai adoecer. Você pode fazer um câncer daqui a alguns anos, você pode ter um AVC, você pode ter um Alzheimer, você pode ter um Parkinson. Vamos olhar o que está acontecendo, cara? Sua vida não está muito legal do jeito que você está levando, não. Você precisa rever. A ansiedade é um alerta. Ela não é...

Ela não é algo pra te adoecer. Quando eu já estou doente, eu tenho um transtorno de ansiedade generalizado. Aí já é a doença. Mas a ansiedade do nosso dia a dia, ela é uma informação. Tem alguma coisa que você está fazendo que não está legal. E se você não cortar, isso vai gerar problemas futuros mais graves.

percebeu os sinais de ansiedade? Outro dia, no final da tarde, eu fiquei um pouquinho ansiosa. Falei, peraí, deixa eu olhar aqui. Cheguei lá em casa, fui tomar um banho, fui pra debaixo do chuveiro, falei, deixa eu ver nesse dia o que aconteceu. Deixa eu mapear aqui. Percebi que eu entrei na rede social de uma pessoa que me fez super mal. Me deixou ansiosa, me deixou com alguma... Falei, cortei, não olho mais nunca essa rede social dessa pessoa.

Já era. Isso aqui tá me adoecendo e eu não posso entrar nessa. Eu preciso proteger minha energia. Muito bom.

Então, saúde mental. O quarto ponto seria a nossa saúde mental. Ah, estou tristinho. Fica atento. Isso pode ir lá para frente, desaguar numa depressão. Você está ficando um pouco triste? Você está indo trabalhar e não está gostando do que está fazendo? Na segunda-feira você amanhece e você fala que saco que eu tenho que ir para o escritório?

Talvez você esteja burnoutando. Talvez você esteja entrando em burnout. Então, o que eu digo para as pessoas? Isso virou meu propósito de vida. Até porque perdi minha irmã em julho por uma questão de doença mental. É, olha para isso. Não espera virar doença. Porque depois que virar doença, aí o negócio complica bem. Aí você está na mão dos outros e aí a sua chance de dar certo é mínima. Eu vou afirmar isso. E eu falo isso em congressos de médicos e eu falo, se eu estiver errado, doutores, algum levante aí e fala que eu estou errado.

No Brasil, num curso de medicina de seis anos, nós temos dois semestres só de saúde mental. Você acha que o médico está preparado para te receber num pronto-socorro com a urgência de saúde mental? Não. Então, não chegue nesse ponto. Se você chegar, você está à sorte.

Aí, percebeu sinais de tristeza, de ansiedade, de burnout, de melancolia, de dores generalizadas, de fibromialgia, de uma tristeza sem razão, de uma perda de sentido pela vida, uma perda de sentido por ah, eu gostava de sair dia de domingo, agora eu prefiro ficar mais quieto, eu gostava de estar com as pessoas, agora eu não gosto mais. Tá percebendo mudanças de comportamento? Acorda antes. Já vai cuidar antes. Se você chegar a...

precisar de medicação, enfim, aí você vai pra outra esfera, aí o negócio já vai complicar bastante. É o que você falou da balancinha, né? Tem gente que não vem percebendo essa balancinha. E quando ela faz isso, aí pra você fazer isso aqui de novo, aí você passa perto. Então é pressão, que você não vai abrir mão dela, isso é vida, é do game, todo mundo vai ter pressão e descompressão. Tem gente que só funciona no caos.

Tem, mas aí você roda no esforço, né? E aí você corre o risco de ter um problema lá na frente. Não parece que tem gente que sempre está buscando o caos? É, eu brinco. Ontem eu falei sobre isso até com o meu esposo. Tem gente que parece kamikaze.

Você lembra dos kamikazes na Segunda Guerra? Enchia o avião de bomba e jogava em cima do lugar. Tem gente que é kamikaze. A pessoa parece que ela cria pra ela viver no limite, assim, com a faca no dente. Isso, a nossa cabeça não suporta isso daí. Em algum momento vai, vai... Esse copo vai encher. Você tem uma fala muito boa, né? Que quem ama frustra. Só que a palavra amar e frustrar parece que é antagônico, né? Se a pessoa ama...

Não tinha que frustrar. Qual é a essência dessa frase? O que você entende por frustrar? Não corresponder à expectativa em algum momento. Ótimo. É isso mesmo. É isso? E você acha que você tem, por exemplo, seus filhos. Aliás, se um pai quer vir a falência, a sua paternidade... É querer agradar. É tentar corresponder à expectativa dos filhos.

Minha filha tem 19 anos, acabou de entrar na faculdade de medicina. A expectativa dela é que todo final de semana ela vai sair e vai... Sim. Eu vou zero corresponder à expectativa dela. Isso é frustrar. É. Seu filho de 3 anos, ele quer vestir a roupa da fantasia do super-herói e andar com ela 24 horas por dia. Você vai frustrar ele.

sorry, em alguns momentos você vai precisar vestir outras roupas, fazer outras coisas, ele não vai querer ir na escola, ele não vai querer acordar, ele não vai querer fazer o esporte. Perceba que paternidade, maternidade, ele é muito de frustrar.

E não só, o líder também na empresa. A pessoa não sabe muitas vezes o que é melhor para ela, mas eu sei, eu já passei por algumas... Quer dizer, eu sei não, né? Eu tenho uma chance maior de saber. Até pela nossa vivência, por tudo que nós já vivemos, a gente já passou o caminho das pedras, a gente sofreu. Então, muitas vezes, você chama alguém dentro da sua empresa e fala uma coisa porque você está vendo que lá na frente isso vai dar errado. E você precisa frustrar. E por que a gente tem tanto desafio com... Eu...

Com a aprovação alheia. Por que você acha que o ser humano tem tanto desafio com o que o outro vai falar, com o que o outro vai fazer? Principalmente de pessoas significantes na nossa vida. Por que você acha que é um desafio para o ser humano? Porque a gente quer ser amado. E a gente dá a vida por isso. A gente quer muito ser amado. E a gente confunde aprovação com amor. Uau. Então você quer muito que os seus filhos te amem.

E em nome disso, você corre o risco de negociar coisas importantes. Os nossos pais, eles não se preocupavam em serem amados. Eles se preocupavam em serem respeitados. Consequentemente, eles eram amados. Porque só se ama a quem se respeita. Concordo.

A gente quer ser amado, nós somos uma geração muito carente. A gente quer que as pessoas gostem da gente. E paternidade, maternidade e liderança passa por impopularidade. Concordo. E o impopular, muitas vezes, ele não é amado. Então, entre os meus filhos me respeitarem, se darem bem na vida e me amarem, eu prefiro que eles me respeitem e se dêem bem na vida. Eu também. Se eles me amem ou não, isso é um problema deles. Outro dia meu filho me ligou, eu fiquei muito chateado com a atitude da senhora. Falei, pode falar, desabafe a vontade.

Ele tem 24 anos. Falou, falou, falou. Falei, excelente. E eu continuo fazendo a mesma coisa. E se eu precisar amanhã, eu faço a mesma coisa. Porque eu não estou preocupada, Tomás, se você gostou ou não. Eu só estou disposta a te ouvir pra você desabafar. Você tem direito. Eu valido a sua chateação comigo. Mas eu continuo achando que eu fiz certo. Se eu precisar amanhã, eu faço novamente.

se eu for esperar você me aprovar em tudo que eu tiver que fazer com você eu tô perdida, ué imagina se eu for esperar que ele me aprove que eu vou fazer isso, não vai pra tal lugar não vai fazer isso, deixa eu ver se ele vai gostar não, não tô preocupado se ele vai gostar aliás, zero problema, se ele gosta ou não o problema é dele, ele é que vai pra terapia com isso zero problema com isso

Tô nem aí se ele gostou do que eu fiz ou não. E aí liderança, cara, passa muito por isso. E maternidade e paternidade passam muito por isso. Você sabe o que você tá fazendo e você tem certeza do que você tá fazendo? Você bate na mesa e fala, não, isso aqui é o melhor pra ele. Porque o que acontece hoje, de novo, liderança, paternidade e maternidade, é que no fundo a gente não tem muita certeza do que a gente está fazendo. O que você falou da impopularidade é maravilhoso. É, ué.

A gente duvida. Será mesmo que isso aqui vai ser o melhor pro meu filho? E aí quando você titubeia, a pessoa vê no seu olho que existe dúvida. E aí ela deita e rola. Eu converso muito com a Fabi e a gente é muito do acordo que...

Essas decisões impopulares é o que faz a gente ser pai. É isso. E não amigo, colega, falar o que ele não gosta por um caminho que ele discorda. Mas é porque a minha principal função é ser pai. Se eu conseguir ser amigo do meu filho, ótimo. Boa.

Mas amigo, ele pode ter um monte. Pai, ele só tem eu, pô. Exatamente isso. Eu falo isso com a Fabi, né? Exatamente isso. Eu chamo meu filho de amigão, né? Mas, o Theo, quando a gente tá brincando de alguma coisa, né? Mas eu lembro que quando eu comecei a chamar de amigo, eu falei assim, Theo, vem cá, papai te chama de amigão quando a gente tá brincando junto. Mas entenda, eu sou teu pai, não sou teu amigo. Papai vai amar ser seu amigo, mas eu vou proferir sempre ser seu pai em primeiro plano. Exatamente. Porque amigo, ele vai ter um monte.

E fora que ontem eu até conversava com uma amiga minha, que ela tá tendo uma questão lá com a filha dela, e ela falou que a filha dela falou uma situação lá pra ela. Falei, tá errado. Só ela deveria ter falado pra amiga dela. Não era pra você. No momento em que ela fala pra você, ela gera umas preocupações em você desnecessárias. O Theo precisa viver certas coisas que ele tem que contar pros amigos dele. Porque se ele contar pra você, você vai ter um free na espinha.

Ele precisa viver. É necessidade dele viver. Só que ele tem que compartilhar isso. É com o amigo dele. Ele não pode te gerar essa preocupação. Então, não dá pra ser pai, amigo. Não dá pra ter tudo nessa vida. Se tiver que fazer escolhas, escolha a paternidade, a maternidade, a liderança. Ela é mais importante. O que você acha que é a maior pedrinha hoje no sapato das pessoas em relação à saúde mental? Fala assim, Caio, aqui geral tá tropeçando.

A maior pedrinha, pensando nessa leitura de saúde mental, pensando ainda naquela nossa fala, autoconhecimento, eu acho que as pessoas se conhecem muito pouco. Quando eu me conheço pouco, eu tenho N problemas. Você imagina um...

um boneco ou sei lá, um arquétipo de alguma coisa vazio por dentro. Qualquer coisa cabe. Imagina um boneco de plástico que não tem conteúdo. Ele é vazado. Se eu ponho Coca-Cola, serve. Se eu ponho água, serve. Se eu ponho nada, serve. Se eu ponho outra pessoa dentro, serve. Então, o grande gap da saúde mental hoje é que a gente não está preenchido por quase nada. E aí a gente sai sendo preenchido por qualquer coisa. Nossa, isso é muito forte.

Te dou um exemplo simples. Se eu não sei quem eu sou, eu fico muito refém do seu olhar. E se você falar alguma coisa, eu saio daqui arrasada. E você pode destruir minha carreira, inclusive.

eu preciso estar muito cheia de mim mesma. Isso vale para a minha maternidade, isso vale para a minha empresa, isso vale com os meus sócios, isso vale com o meu esposo, isso vale com as pessoas que me olham no Instagram e que elogiam ou que me descem o cacete. Se eu estou muito cheia de mim, e isso não é vaidade, pelo contrário, é estar preenchido de si mesmo.

Eu não sou vulnerável. A nossa vulnerabilidade, ela parte do fato de que a gente não está preenchido com quase nada. Tem uma música da Adriana Calcanhoto que diz assim, eu perco o chão, eu não acho palavras, eu ando tão triste, eu ando pela casa, eu perco a hora, eu chego no fim, eu deixo a porta aberta, eu não moro mais em mim.

Quando você não mora mais em você, você é casa vazia. E casa vazia é ocupada por rato, por mendigo, por bicho, por sujeira, por aranha, por... Aí a pergunta é, né? Como se encher de si? A gente precisa morar na gente. Imagina você como uma casa. Tem um cômodo lá que é pai. Quem é o Caio pai? Qual foi o pai que o Caio teve?

Visita essa paternidade. Meu pai foi um cara massa, mas ele teve alguns gaps aqui. Esses eu não quero ter. Cara, isso aqui eu quero preencher assim, assim, assim. Mas eu também não quero desonrar a minha origem. Meu pai foi massa pra caramba. Eu quero trazer isso aqui pros meus filhos. Você já encheu o quarto, pai. Agora eu vou lá no quarto esposo.

Cara, eu vejo um monte de esposa aí que é umas drogas. Eu não quero ser assim. Eu quero honrar minha esposa. Eu quero que meu filho olhe para a forma que eu relaciono com a mãe dele e ele entenda que é assim que relaciona com as mulheres. Eu quero que meus filhos tratem a irmã deles como eu trato a mãe deles. A relação que os meus filhos entendem com uma mulher e que eles constroem com uma mulher é a relação que eu ensino. Visitei o como do pai. Agora eu visito o como do corpo.

Cara, eu tô satisfeito com esse corpo que eu tenho aqui, eu tô gostando, esse corpo é funcional, esse corpo me leva pra onde eu preciso, eu quero viver 90 anos, esse corpo vai dar conta de me levar esse joelho, essa perna, esse coração, esse pulmão. Percebe como você vai visitando os cômodos dessa casa e preenchendo? E quando eu faço isso, eu não tenho tempo pra cuidar da vida dos outros, né? Porque eu tenho muito cômodo pra cuidar. Quem fica o tempo todo a serviço de avaliar o outro, mora, está aos pedaços.

Menos em si mesmo. Essa é a questão. Sabe aquela expressão que você só coloca pra fora o que tem excesso lá dentro? É uma verdade? A boca fala do que o coração tá cheio. Eu acredito muito nisso, sabia? O Freud falava assim, quando você me fala, quando Pedro me fala de Paulo, eu conheço mais Pedro do que Paulo. Quando você me olha na rede social e me julga, não é sobre mim, é sobre você.

É sobre o que eu te provoco. As pessoas estão muito incomodadas, é muito engraçado. Eu gravo um vídeo e o vídeo dá um engajamento gigantesco. Mas eu coloco uma foto e ela dá... Eu postei uma foto em Uberlândia e vim para São Paulo. 45 minutos depois, essa foto tinha 3 milhões de views. E mais de 30 mil comentários. Das pessoas incomodadas com o quanto eu emagreci. Não pode ter emagrecido desse tanto. Isso é canetinha, isso é IA, tem muito Photoshop.

caminhão de comentário. Isso não é sobre mim. Isso definitivamente não é sobre mim. É sobre o que eu te provoco. Porque quando minha magreza te incomoda, eu estou atestando a respeito do quanto você não cuida de você. Quando a minha suposta beleza te incomoda, ela está dizendo sobre você. Se eu faço tratamento de saúde ou não, isso provoca em você. Não é sobre mim. É sobre você.

Você está olhando para mim, mas eu estou te provocando algo em você. E aí, de novo, passa por saúde mental, porque nós que temos visibilidade, se não tivermos isso muito claro, a gente confunde as coisas. E a gente começa a achar que é sobre a gente. E aí a gente adoece. Eu gosto muito de uma história e eu conto ela muito. Que é uma metáfora, né? Porque Jesus entra em Jerusalém no Domingo de Ramos e as pessoas começam a gritar, Messias, rei dos judeus, balançar o ramo e tal.

validando Jesus depois de tanta coisa que ele realmente era o Messias. E aí tem uma metáfora que brinca que Jesus entrou no lombo de um burro, né? E é verdade mesmo. Mas aí a metáfora brinca que quando começaram a gritar Messias, aleluia, usando o burrinho, levantou a cabecinha e começou a rir, né? Satisfeito. E aí Jesus bate nele e fala, calma, burrinho. Não é com você, é comigo, é sobre mim. Não é sobre você. Nós que temos exposição, nós somos só o burrinho de Jesus. Não se confunda.

Não se confunda, senão você vai quebrar a sua cara. Você vai adoecer. O dia que você se confundir, tranca dentro da sua casa e fica quieto. Você vai se ferrar. Você vai acabar com a sua saúde mental. Se você achar que é sobre você, você vai acabar com a sua saúde mental. Eu vejo pessoas ascendendo e descendendo na mesma velocidade. Artistas, jogadores, influencers. Por confundirem tudo.

Não é sobre você. Do jeito que subiu, desceu. As pessoas gostam. Ah, eu gosto de você. Gosta, gosta. Mas você pouco me conhece. Você gosta do meu conteúdo. E se algum dia eu pisar na bola, você vai me execrar com a mesma velocidade. Você gostou de mim. Se eu gostei de você. Não.

Pra você, qual que é a definição de felicidade? Porque a gente busca saúde mental, porque no final das contas, eu acho que todo ser humano quer ser feliz. É difícil fazer uma pergunta pra alguém, cara, você quer ser feliz? Não, não quero.

Tem gente que faz força pra não ser. É. Mas, de uma pergunta direta, eu acho que todo ser humano tem um desejo de ter... Não, e se alguém falar que não quer, tem problema. Tem alguma coisa errada. Mas pra você, qual que é a definição de felicidade? O que é felicidade pra você? Você falou, bem, pra mim. Porque felicidade é muito subjetivo, né? Exato. Porque pra mim não é pro outro. Pra mim, felicidade é paz.

Se a minha vida financeira me traz paz, eu sou feliz. Se o meu casamento me traz paz, eu estou feliz. Se a minha carreira me traz paz, eu estou feliz. Se as minhas amizades me trazem paz, eu estou feliz. Tudo que tira minha paz é muito caro. Qualquer coisa.

qualquer coisa que tira minha paz é caro demais. Então, para mim, felicidade caminha junto com paz. Se não me traz paz... Então, por exemplo, eu respeito muito a minha intuição, eu vou chamar de intuição. Se o meu coração não me pede, cara, eu não faço mesmo. Você pode me oferecer 50 milhões, eu não faço. Se eu não sentir paz, não. Não faço mesmo.

E eu gosto muito de quando Jesus morreu, depois que ele ressuscita, todas as aparições dele, a primeira fala dele era que a paz esteja com vocês. Então, o grande sinal da presença dele era a paz. Então, para mim, eu só decido se eu estiver em paz. Porque ali tem a vontade de Deus para a minha vida, que é boa, perfeita e agradável. Se eu não estiver em paz, não há o que faça eu fazer. Não há o que faça eu fazer.

Então, para mim, felicidade é paz. Então, às vezes a gente vai fazer algumas coisas, que sejam negócios, enfim. Tem coisa que eu chego de cara e falo, pode tocar. Aqui tem Deus aqui. Pode ir, eu sinto a paz. O sinal da presença de Deus é a paz para mim. E isso me deixa muito feliz. Se eu não sentir paz, não estou feliz. E aí não vale nada, não tem nem dinheiro que pague.

gerenciamento de frustração acaba sendo uma habilidade pra proteção da nossa saúde mental, né? Porque quantas coisas que às vezes nos derrubam. Porque Mike Tyson tem uma frase maravilhosa, todo mundo tem um plano até tomar um soco na cara. E cara, a vida vai te dar esse soco na cara. Pode ser dentro de uma esfera pessoal, esfera profissional. E...

E pra você, qual que é a melhor forma de lidar com as decepções? É, por exemplo, cara, aceita o luto ali, é importante, tem que chorar, chora. Ou bicho, é um dia levanta a cabeça e bola pra frente. Como que pra você, quando a vida te dá um soco na cara, o que você faz? Eu calculo.

Conte mais. Eu sou muito estoica, né? Tá. As coisas, pra mim, na minha cabeça, funcionam como uma calculadora. Dois mais dois tem que dar quatro. Você é assim? Super. Que bom. Sou super estoica. A vida me deu um soco na cara. Eu vou pensar assim. Eu consigo continuar lutando. Esse soco me derrubou e eu tenho que sair de cena, senão vai ficar feio. Eu calculo aqui o que vai acontecer e qual que é a melhor opção. Você digere o soco.

Eu faço a digestão, mas eu planejo, eu mensuro, até porque eu vi muito o mercado corporativo, né? A retomada.

Talvez nem a retomada, talvez a retirada. Entendi. Eu planejo o próximo passo. Então, assim, as coisas na minha cabeça, elas são muito calculadas. Eu demoro alguns dias para tomar uma decisão. Eu não sou uma pessoa que toma uma decisão assim. Eu demoro alguns dias, às vezes, para tomar algumas decisões, porque eu planejo. Mas quando eu chego a tomar uma decisão, eu já pensei, inclusive, nas quatro possibilidades que vão acontecer depois daquilo e como que eu vou reagir a cada uma delas.

E você dá esse tempo pra você se permitir não tomar uma decisão, entre aspas, sentindo algo? Por exemplo, toda vez que você toma uma decisão com raiva, não é você que decidiu ali. Então você se dá esse tempo pra você aquela decisão que não é influenciada por um sentimento de momento? Eu dou esse tempo pra eu tomar a melhor decisão e pra eu não passar vergonha. Eu gosto da história da luta que você trouxe do Mike Tyson. Todo mundo tem um plano até tomar um murro na cara.

O Maguila, eu tava vendo até o documentário dele, teve uma luta lá, que acho que foi com o Holyfield. Ele tomou um murro na cara, ficou tontão e continuou lá, passando vergonha. Não. Disfarça, finge que caiu. Simula um nocaute. Cara, simula um nocaute. Sai de cena. Então, assim, eu respiro e falo, peraí, deixa eu ver aqui, o que eu vou fazer? Todo mundo tem um plano. Olha que loucura. Vou dar um exemplo bem prático.

Nós estávamos no nosso primeiro lançamento de produto digital. Tá. Nós íamos lançar o produto dia 19 de junho. Dia 16, a minha irmã falece. Na minha frente. Nossa, que dor, hein? Dor. Mulher gigante, forte, bonita, malhada. Tem uma crise de pânico e não sai dessa crise de pânico. Esse é o soco na cara que você não tem mais o plano. Cadê o plano?

Ou eu sento, choro e nem sei quantos meses eu demoro pra me recompor disso tudo. Uma mãe de 80 anos pra eu cuidar, várias coisas acontecendo. A minha carreira começando, as coisas acontecendo naquele momento. Ali é sentar, respirar e recalcular a rota. E falar, todo mundo tem um plano até tomar um murro na cara. Acabei de tomar um, e agora? Eu preciso sentar aqui e ver o que eu vou fazer.

Não dá pra agir pelo sentimento. Se eu agir pelo sentimento, eu corro o risco de fazer coisa errada. O nosso cérebro, ele trabalha sobre dois hemisférios, né? Das emoções e da razão. As emoções, elas turvam muito a razão. O cérebro do lado direito, ele funciona cinco segundos antes. Então, a gente toma decisões muito inconscientes. Uau, não sabia. Foi capa de cinco revistas científicas.

O lado direito do cérebro funciona cinco segundos antes. Foi inclusive sobre vendas isso, essas capas. As decisões de compra são emocionais, não são racionais. A razão justifica, a emoção decide. Tem uma frase clássica, né? A gente compra na emoção e justifica nos fatos. É isso. Se eu me deixo tomar pelas emoções aqui do momento...

eu tomaria decisões muito burras. Então, eu preciso deixar a minha emoção baixar, para a minha razão, de novo, voltar a conversar. Por isso eu dou esse tempo. Para eu deixar aqui a serotonina, a citocina e dopamina baixar, para as duas empatar e eu tomar boas decisões. Ali o que eu precisava fazer?

Cara, eu estou com um momento importante da minha carreira. Talvez isso, inclusive, ajude a minha família toda. Minha irmã morreu na porta do hospital. Nós estávamos decidindo, meus irmãos, eu não tenho dinheiro para pagar o velório, o outro nem eu, o outro nem eu, o outro nem eu, o outro nem eu. Eu falei, eu, graças a Deus, tem. Acabei de acontecer uma situação boa, profissional, e agora eu posso ajudar vocês todos.

Então, ali eu tinha que tomar decisões inteligentes, inclusive para ajudá-los. Então, ali era o momento de pensar, friamente pensar no plano B. O que eu fiz? Fizemos tudo o que tinha que ser feito, tudo o que tinha que ser feito, inclusive dessa parte logística. Falei, façam o melhor, cuidem da melhor forma, vamos fazer o que nós tivermos que fazer. Passou dois dias, eu estava dentro do estúdio. Falei, eu preciso gravar, eu preciso gravar agora mais ainda, para que menos pessoas morram dentro de um pronto-socorro com a crise de pânico.

Então, agora eu preciso transformar isso num propósito de vida. Se isso já era importante pra mim, agora isso ficou dez vezes mais importante. Então, todo mundo tem um plano até tomar um murro na cara. Tomou um murro, recalcula. Aqui eu caio, eu simulo um desmaio, eu continuo lutando, não dá pra ir ainda. O que você vai fazer com isso aí? Então, recalcula a rota. Senão, esse murro te destrói pra sempre, você nunca mais se levanta.

O que é determinante para uma pessoa? Talvez não seria bem essa palavra, tá? Mas é... Porque eu acredito que os nossos propósitos de vida, eles vão mudando ao longo do caminho. Coisas que às vezes nos motivava quando a gente começa uma caminhada. Não é coisa que motiva no meio dela. E às vezes quando você está no final, fala assim, nossa, olha eu.

Eu tinha esses desejos no começo. Como que eu faço pra ter a manutenção do meu propósito? Que pra mim, muito. Minha mãe falava isso. Filho, protege sempre a tua esperança. Eu falei, por quê, mãe? Se você perder tudo e mantiver ela, você tem tudo que você precisa pra levantar de novo. Agora, se você tiver tudo e perder ela, você não tem mais nada.

E a minha mãe falou assim, e protege até de mim. Que pode ser que eu entre em casa num dia ruim e eu queira tocar na tua esperança. Protege até da mãe. Nossa, que sábia. Animal. A minha mãe, às vezes, sabia que ia chegar com mais porrada, porque minha mãe falava que esperança é como se fosse um cristal, ela falava. Esperança é como se fosse um cristal. É lindo, mas é frágil. Não deixa ninguém tocar. Entendeu? Então ela falava, protege tua esperança, protege tua esperança, não deixa ninguém apontar o dedo pra tocar. Nem a mãe.

Então meio que minha mãe era mais explosiva, assim. Então quando ela tava calma, parecia que ela dava um sistema de autodefesa até contra ela. Uma vacina. Uma vacina, né? E eu gravei isso muito pra mim. Pô, proteger minha esperança, esperança, esperança. Como que você acredita no mundo que a gente vive? Como é que a gente protege a nossa esperança? Porque, pô, a gente abre o telefone, a gente liga uma TV, a gente fica desacreditado.

Então, as notícias nos bombardeiam a todo momento. Qual o seu jeito mais? Porque pra mim, muito da nossa esperança tá ligado com a saúde mental. Pra mim, esperança é um cara muito esperançoso com o futuro, com a vida dele, com os relacionamentos. Cara, esse cara vai me dar bem, pô. Como? Proteger a nossa esperança.

Pra mim, proteger nossa esperança tem muito a ver com automotivação. Eu não acredito em motivação. Eu acredito em automotivação. Por que eu não acredito em motivação? Motivação, motivo para a ação. Como que eu vou dar motivo para as suas ações? Quem tem que dar isso é você. Como que a gente protege a nossa esperança? Entendendo que ela é responsabilidade nossa. Nossa, muito bom.

Então, isso são ações no nosso dia a dia. Isso são ações no nosso dia a dia. Lá atrás, qual era o meu propósito? Você falou muito e você falou bem. Ele muda. O meu, por exemplo, esse ano mudou muito. Esse ano eu quero transbordar na vida das pessoas. Haja visto que Deus me deu até a tampa. Então, eu preciso transbordar. E eu preciso proteger isso mesmo. Porque se eu não protejo, eu me perco dessa história toda e dessa esperança. Sim.

É se guardar. É olhar pra você, ver aquilo que é precioso pra você. E sua mãe foi muito sábia. Eu é que aprendi com essa história.

É guardar aquilo que é precioso pra você e deixar que nada macule. Muitas vezes, se a gente for olhar pra fora, a gente sofre. Se for... Madre Teresa de Calcutá fala isso belamente. Belamente no poema. Ela diz assim. As pessoas são incoerentes. Ame-as a si mesmo. Elas vão falar mal de você. Trabalhe por elas a si mesmo. Você verá que no final das contas nunca foi entre você e as pessoas. Sempre foi entre você e Deus. Uau. É sobre isso.

É sobre isso, assim. Eu protejo a minha pensando sobre isso. Todos os dias eu coloco a minha cabeça no meu travesseiro e pergunto, foi o que o senhor esperava? Bati as suas expectativas? Porque se eu for fazer baseado num monte de coisa, eu já teria desistido. Eu já teria desistido. Tem muita gente na arquibancada torcendo contra. Tem muita gente doidinha para ir contando num relógio. Vamos ver em quanto tempo cai.

Se você for se prender nisso, a sua esperança quebra rápido. Rápido. Se for por dinheiro, ela também quebra rápido. Se for pelas pessoas, ela também quebra rápido. Então a gente precisa ter uma autoconsciência e um autocuidado e uma clareza. Clareza do seu propósito de vida.

Eu estava em Balneário Camboriú a semana passada fazendo uma palestra e conversei com uma mulher que é dona de um hotel, ela é gerente de um hotel, e ela tem um filho espectroautista nível 2 de suporte. Difícil, com muitas questões. E o hotel dela realmente é inclusivo, porque no Brasil se fala inclusão, mas não é inclusão, é aceitação.

Uma coisa é você aceitar autista no ambiente. Outra coisa é você ter um ambiente preparado para um autista. Um hotel que tem uma cozinha onde a mãe pode acessar a cozinha e fazer a comida específica para ele na textura que ele come. Isso é inclusão.

E ela me falava sobre isso, e a gente conversando, ela pediu que eu fizesse uma entrevista, eu falei, claro, tá aí, é de presente pra você, tá feito. E aí no final ela falou assim, doutora, a senhora falou tanta coisa importante, e eu tenho uma associação de mães que tem filhos do espectro autista, será que a senhora não vinha aqui? Eu coloco 400 mães no hotel, a senhora não faria aqui uma imersão pra essas mães, ajudaria tanto na saúde mental delas, quanto a senhora cobraria?

Eu falei, o quanto eu cobraria, você não pagaria. Eu vou vir aqui sem ser pôr um real no meu bolso.

Eu preciso muito ajudar vocês. Eu preciso muito estar com vocês. Eu preciso muito falar sobre isso. Eu preciso muito falar no Brasil inteiro o que é aceitação, o que é acolhimento e o que é inclusão. Sobre neurodivergência. Então é sobre isso. Quando eu faço isso, eu protejo muito a minha esperança. De verdade, você não precisa pôr um real no meu bolso. Se eu começar a andar em hotéis no Brasil e ver hotéis que recebem melhor neurodivergência, eu já vou estar tão feliz que eu vou dormir rindo.

Se um cara me para no aeroporto e fala, doutora, sua mensagem me salvou, ele não me pagou 50 centavos. Mas isso protege muito a minha esperança. Então, para mim, isso parte de um diálogo interno muito intenso. Por isso que eu falo de autoconhecimento e autodesenvolvimento ser tão importante. A gente precisa conversar com a gente o tempo todo, senão a gente pira.

Você tem que estar o tempo todo conversando com você. Você recebeu uma crítica? Conversa com você. Como que isso impactou? Por que isso mexeu com você? De onde isso vem? Você recebeu um elogio? Cuidado também. Não seja tão vulnerável aos elogios também. Converse. Por que isso te mobilizou tanto? Você tem um desafio? Converse com você. Você está ansioso? Converse com você. Tenha um diálogo intenso com você. É isso que protege o seu cristal.

É isso que protege a sua esperança. É esse estar aqui e exercitar esse cuidado. Para mim, passa por essa perspectiva.

Eu vi um vídeo seu quando você disse... Na verdade foi uma pergunta, é... Quando você vence, quem vence junto com você?

É correto afirmar que quando a gente sabe quem vence junto com a gente, a gente bota uma capinha na nossa esperança, porque se dependesse da gente mesmo, a gente já tinha largado tudo. O ser humano tem isso mesmo, de quando a gente faz por alguém, a gente parece que a gente pega uma força extra. Tem isso mesmo, porque eu sinto isso. Eu também. Então, quem vence quando você vence.

O Cartola tem uma música que ele... Acho que é do Cartola que ele fala É impossível ser feliz sozinho. Eu acredito nisso piamente. Eu acho difícil você ser feliz, já que nós falamos sobre felicidade, sozinho. Você falou da capinha, né? Interessante, realmente, né? Imagina uma capinha na esperança. Eu acho que quando a gente vai ao encontro de outras pessoas e alimenta outras pessoas, a gente se retroalimenta. Eu acredito muito nisso, assim.

dá sentido pra sua vida. Porque a nossa vida, só por ela, ela é muito limitada. Você já alcançou muita coisa, sua família já tá legal, você já tem sustentabilidade aí pros próximos anos. E aí, é só isso?

perde o sentido. Quando eu alimento outras... Aí muda o propósito, que é o que você falou. Agora muda o propósito. Agora o propósito era me alimentar. Agora o propósito é alimentar o outro. Exato. Eu gosto muito quando Jesus chega na figueira. E o que você espera de uma figueira? Figo. Exato. Jesus enfia a mão e não tem figa, ele amaldiçoa e a figueira seca. A gente precisa alimentar os outros. A gente precisa frutificar na vida dos outros. Se a gente não fizer isso, a natureza faz assim com a gente. Seca.

Rapidamente.

Porque o nosso objetivo é esse. Figueira tem que dar figo. Se você não der figo, qual que é o sentido? A sua vida precisa alimentar outras pessoas. A sua vida precisa frutificar na vida de outras pessoas. Então, o primeiro passo é cuidar. A filosofia fala que a gente parte do individual para o universal. Então, primeiro era sobre o Caio. Depois é sobre o Caio e a esposa do Caio. Depois sobre o Caio, a esposa do Caio e os filhos do Caio. E agora? Agora é sobre quem?

Não é possível que Deus te abençoou só pra isso. Você vai virar uma figueira sem figo? Quanto mais figo a gente tira, mais figo nasce. Você não tem figo. Você é uma árvore de plástico. Serve pra nada. Vai ficar aí 200 anos. Serve pra quê? Dentro da sua visão.

até uma pessoa fez uma pergunta pra mim e ele falou assim, Caio, como é que você faz quando alguém te faz mal? Que técnica que você faz? Assim, honestamente eu não sei uma técnica que eu ia te dar eu faço a técnica e eu saio fora eu só saio fora

Parece que é um mecanismo de defesa. E você faz bem, ué? Eu faço bem, eu simplesmente não me vi mais. Se alguém te dá um murro, você tem que sair fora do mundo. Eu sou aquele cara que eu saio fora. Eu só tô num qualquer tipo de relacionamento que eu vejo que, puta, tá tóxico, ou de uma certa maneira eu vejo que, meu, me põem pra baixo. Eu...

E é impressionante que todo o relato, e eu lembro que eu abri uma caixinha falando disso daí, habilidade de sair fora, desenvolva a habilidade de sair fora. Aí na caixinha veio, mas e quando a pessoa é próxima?

Ou era alguém de um núcleo de intimidade maior, ou às vezes era um familiar, ou era, ou seja, uma pessoa que é tóxica, é dentro. Como é que, e eu sei que muito da saúde mental é pela qualidade dos relacionamentos que a gente tem. Eu vi uma vez um estudo sobre felicidade, ciência relacionando, que crava algumas coisas e foi meio que cravado que, cara, a qualidade dos nossos relacionamentos influencia o quanto a gente é feliz. E essa equação?

Quando pessoas, no nosso, às vezes, num ciclo mais íntimo, não nos fazem bem. A gente tem que lutar pra reverter, tem que sair fora. Como você resolve essa equação? Lutar pra reverter, não, porque a gente não é reformatório de adulto, né? Boa. Ah, se ferrar pra lá, ficar consertando gente, não. Não tô nem com esse tempo. Nem mesmo. Vou ficar consertando ninguém, não sou reformatório de ninguém. Boa. Se der, sai fora.

proteja a sua esperança. Tem gente que só vem pra arrancar pedaços. Então, realmente, se der, sai fora mesmo. Se chama mecanismo de defesa. Isso nunca foi ruim. Ou é, alguém te dá um morro, você desfia. Mecanismo de defesa. Se alguém te faz mal, afaste-se. Se não é possível afastar, cauteriza. Quando uma veia tá sangrando, se você não cauterizar, você morre de hemorragia. Você vai no pronto-socorro médico, cauteriza. Ele vem com cautério ou com bisturi elétrico, queima ali e aquilo cauterizou.

A veia só vai parar de sangrar, ela foi cauterizada, ela continua nas funções dela. Como que eu cauterizo pessoas? Eu cauterizo pessoas muito. As próximas, né? As próximas que não tem jeito de se fugir. Seja, constranja as pessoas com a sua bondade.

Seja tão bom que constrange as pessoas. Você cauteriza na hora. A veia para de sair ruindade, sair veneno. Seja constrangedoramente bom. Na hora a pessoa vai... Ela não vai conseguir continuar. Eu falo o seguinte. Jesus lá na cura da hemorroíça. Ele falou, alguém me tocou porque eu senti que de mim saiu virtude.

Você pode fazer o que você quiser comigo. Vai sair virtude. Você não espera que vai sair amargura. Se eu chegar aqui e você me tratar mal, não espere que eu te trate mal, porque eu não vou. Porque isso não é meu, isso é seu. Outro dia uma pessoa me procurou e o Jorge falou, não é possível. Essa pessoa há 10 anos atrás te bloqueou, te regaçou, te tratou mal pra caramba. Agora ela está passando por uma situação, vivendo uma situação e te procurou e quer conversar com você. Você está dando assunto e você vai receber? Eu falei, vou receber.

Não é sobre mim, é sobre ela. Eu dou o que eu tenho e de mim sai virtude. E quando você é virtuoso, você constrange as pessoas. Ontem, por exemplo, nós fomos jantar, aí eu cheguei na porta do restaurante.

Aí a música cara ruim. Tem reserva? Não sei o quê. Falei, menina do céu, o que está acontecendo? É para eu ir embora? Porque eu estou até com medo. O restaurante deve estar lotado. Porque você me recebeu de um jeito que eu estou achando que... Ela começou a rir. Porque ela foi tão mal educada comigo. E eu fui tão educada e bem-humorada com ela. Que eu tirei ela daquele estado de cara ruim.

Ela começou a dar risada, falou, nossa, senhora, me desculpa, realmente, a minha cara tava ruim mesmo. O restaurante tá lotado. Não, é porque a gente é tão treinado pra fazer essa pergunta que eu acabei sendo grosseira com a senhora. Falei, não, menina, você me deu até um susto, ué. Que que é isso? Já entrei rindo e tropeçando. Seja tão bom a ponto de constranger as pessoas. A ponto dela falar, não, não dá pra tratar mal o Caio, não.

Difícil, ele é muito bonzinho. Não dá. Então, os que dá para afastar, corra quilômetros de distância. Ah, você tem que reformar. Não, você não vai consertar ninguém. Esqueça. Uma das maiores raízes do sofrimento é a gente querer mudar as pessoas. Ninguém muda ninguém.

Uma das coisas mais difíceis de fazer na vida é mudar. Mudança não é um processo simples. E ela parte só de dentro, ela não vem de fora. Então para de querer mudar as pessoas, não sofra com isso. Isso é uma das coisas que mais sucumbe à nossa saúde mental. Ficar lutando para mudar os outros, não tenta mudar ninguém. Você não é reformatório de marmanjo.

A pessoa é grossa, é... Manda sumir. Se você puder correr, corre. Agora, é meu irmão, é meu primo, é minha cunhada. O que eu vou fazer? Seja tão bom a ponto dessa pessoa ficar constrangida na sua presença. Isso, pra mim, é a receita. Palma sua família, gente. Essa vai fazer a pergunta final. A gente tem um presente da nossa patrocinadora. Ah, que delícia. Pode vir aqui, Aninha.

A gente tá perto do Dia das Mães, da Cafeiname. Tem o nosso kit. Tem o Koala. Tem o nosso Super Coffee. Pra você experimentar essa linha que eu sou apaixonado. Que delícia. Esse é o sabor língua de gato. Minha filha ama, eu amo.

E que, por sinal, estou tomando hoje, tá? Língua de gato. Que legal. Esse é o Koala, para melhorar a sua qualidade do sono. Então, para todo mundo que busca performance. Esse é antes de dormir? Isso. E esse é o Morning Shot pela manhã. Facilita mil vezes o que a gente fica. Produtos funcionais, para quem busca foco, performance. Uma linha maravilhosa da Cafeinar. Eu sou apaixonada com essas coisas, né? Eu tive uma mudança de vida gigante e estou assim.

É agora essa fase maravilhosa. Desde que a minha irmã... Eu digo mudança de vida... Destino de vida, sim. É. Desde que a minha irmã faleceu, eu comecei a fazer... Olhar toda pra essa parte. Tem um ano que eu nem gripo. Eu nunca mais tive gripe. Só com medicina funcional integrativa. Animal. Zero remédio. Animal. Só cuidando disso daqui. Suplementando. Se alimentando bem. Tremendo bem. Tremendo. Cuidando da minha esperança. Pra quem chegou no episódio com a gente... É...

toda vez que a gente fala sobre saúde mental qual é tua deixa eu melhorar minha pergunta se um vídeo seu fosse chegar pra todo mundo assim, vai pular um vídeo seu pra todo mundo boa, qual vídeo seria? sobre qual tema? o que você quiser o que você quiser

Se um vídeo meu fosse chegar a milhões de pessoas, eu gostaria que as pessoas entendessem uma coisa. Quando a minha irmã faleceu, o que foi mais chocante para mim, apesar de ter sido muito chocante, perdê-la na minha frente, isso não foi o mais chocante. O mais chocante foi quando acabou tudo e a gente fez o enterro e a gente foi embora. Só ali eu me permiti chorar.

Meu esposo pegou na minha mão e falou, vamos embora? Eu falei, como assim? Ele falou, é, vamos embora. Acabou tudo. Eu falei, mas ela vai ficar aí? Ele falou, meu bem, é assim que funciona. Ali as fichas caíram.

A vida só parou para ela. Todas as pessoas viraram as costas e foram embora. Tristes, chateadas, com perdas, mas todos a vida continuou. Outro dia não foi feriado, os bancos não fecharam, o dólar não caiu. Alguns meses depois nós comemoramos Natal. Todos os domingos continua acontecendo o almoço lá na casa da minha mãe, mesmo tristes.

A vida só para se a sua parar para você. Você só é imprescindível para você. Você não é imprescindível para mais ninguém. Todas as pessoas continuarão existindo apesar de você. Então não morra como imprescindível, viva como imprescindível.

Acorde todos os dias e lembre que você é imprescindível para você. Tome decisões pensando que você é imprescindível. Tome decisões para a sua saúde pensando que você é imprescindível. Você, para você. E isso não é egoísmo. E isso não é olhar para as pessoas de forma ruim. Eu sei que os meus filhos me amam. Mas se eu morrer hoje, amanhã minha filha continua fazendo medicina e a vida dela continua acontecendo. E ela vai casar e ela vai ter filhos. E eu desejo que seja assim, porque é do game.

E meu esposo também vai se virar, porque é do game. E o mundo vai continuar acontecendo, porque é do game. Então você é imprescindível para você. Se a sua vida parar, ela só para para você. Então não morra assim, viva assim.

entenda que a única pessoa que depende da sua existência é você. Então cuide-se, cuida da sua saúde mental, cuida da sua carreira, cuida da sua esperança, cuida dos seus relacionamentos, proteja-se em todos os sentidos, em todos os sentidos. Proteja a sua esperança, proteja a sua saúde mental, proteja a sua carreira, proteja a sua vida financeira, proteja os seus sonhos.

Então, assim, eu acho que essa informação, essa mensagem, ela é muito importante. Se a gente tem alguém que protege isso, ou se a gente protege isso na gente, a gente vira uma usina nuclear, assim, de energia o tempo todo. Se você pensa nisso o tempo todo, você vira uma usina louca. Depois disso, eu virei uma usina. As pessoas ficam doendo. Ah, mudou muito, emagreceu muito, fez muito o quê? Caiu a ficha. O que você tomou? Tomei vergonha na cara.

Eu quero viver 90 anos, aquele corpo não me levaria para 90 anos. Eu quero ter joelho para subir no avião até os 90, aquele joelho não me levaria. Eu quero ter estômago para comer e para tomar vinho até os 90, aquele estômago não me levaria. O que eu tomei foi susto, o que eu tomei foi vergonha na cara, o que eu tomei foi responsabilidade de entender que eu sou imprescindível para mim.

eu comecei a levar os meus sonhos a sério. Se eu quero viver aos 90, isso é um sonho, eu preciso levar esse sonho a sério. O que eu preciso fazer para viver até os 90? Se eu quero que meus filhos tenham qualidade de vida e sustentabilidade financeira, isso é um sonho, eu preciso levar esse sonho a sério. Se eu quero que a minha mensagem chegue a milhares de pessoas, eu preciso cuidar da minha empresa e eu preciso levar isso muito a sério. Eu não posso permitir que nada macule isso.

Então é sobre isso, é sobre a gente entender o quanto a gente é imprescindível para a gente, e apenas para a gente. Se você vive assim, você vive uma usina nuclear. Todas as suas decisões são catalisadas, baseadas nisso. Posso para essa usina, gente?

Nessa parte final, tem duas perguntas, né? Da plateia, produção. Eu chamo duas pessoas fazendo perguntas. Ah, que legal. A primeira pergunta é do...

É da... Alix. Alix, pergunta sua. Por que tantas pessoas competentes sabotam os próprios resultados e não percebem que estão fazendo isso? Como que os vícios emocionais impactam as nossas vidas e as nossas decisões? Boa pergunta, hein? Boa, excelente pergunta. O Freud vai dizer o seguinte, o homem não é senhor em sua própria casa. Imagina você morar numa casa e você não manda nela, você não é senhor dela, você...

O que o Freud quis dizer? Que nós não somos senhores aqui. Essa é a casa. O homem não é senhor na sua própria casa. Nós somos escravos da nossa inconsciência. Tudo o que você desconhece, você é refém. Você é refém de tudo o que você desconhece. E você é livre para tudo o que você conhece.

Os vícios emocionais são questões que estão na inconsciência e que precisam ser trazidos à consciência. Quando eu trago a consciência, eu domino, agora eu sou senhor nessa casa. Enquanto está inconsciente, ele decide e não me pergunta.

Então, eu sei lá, meu pai era um cara muito duro e tal. Eu tenho dificuldade na minha vida profissional. Quando o meu chefe ou o meu líder age mais firme comigo, eu desanimo, eu fico chateado e eu peço as contas. Percebe que isso está inconsciente? Quando eu trago isso para a consciência, eu já não tomo decisões baseadas na inconsciência. Agora eu sei de onde isso vem.

Por que as pessoas são tão competentes? E eu cansei de ver gente assim. Aliás, eu vejo gente assim todos os dias. Tem gente que eu olho e falo, cara, você é uma potência, mas você não vai sair daí. Se você não fizer, mas claro que eu não falo, mas eu penso. Se essa pessoa não fizer isso e isso e isso, ela não vai sair daí.

E é batuta. Porque existem questões que vão te travar de uma forma que você pode ser o mais competente do mundo, você pode ser o melhor no que você faz. Se você não trazer a consciência, os seus fatores, os seus deflatores, você vai ficar preso nisso. Então, passa por aí. É tomar consciência o máximo possível sobre você, sobre as coisas que te atrapalham. A gente é refém de tudo aquilo que a gente desconhece.

Nossa, é muito bom. Como ela perguntou de sabotador, algo só é um sabotador se ele é invisível pra você. O jogo do campo minado, ele é difícil porque você não sabe onde tá a bomba. É, ué. Porque na hora que revela o joguinho, é um joguinho ridículo. Era só você não clicar nesse quadrado. Ah, mas eu não enxergava. É isso. Maravilhoso. O quarto bagunçado, o problema do quarto bagunçado não é a bagunça. O problema é a luz apagada.

Quando eu acendo a luz, eu desvio da cadeira caída, eu desvio da caixa, desvio da sujeira. Aí eu começo, vejo... Agora eu organizo. Eu dobro a roupa, eu levanto a cadeira, eu arrumo a cama. O problema não é a bagunça. O problema é a escuridão. A gente foca na bagunça. A gente tem que focar na luz. Eu preciso é acender a luz. Calma aí, deixa eu digirir mais um pouquinho. Muito bom. O pior do quarto bagunçado não é a bagunça, é a luz apagada. É, ué. Não é verdade.

Pergunta 2, produção, de quem?

Vitor Hugo! A minha pergunta é a seguinte, fui impactado nesses estudos que a gente tenta fazer de PNL, neurolinguística e neurociência. E fui impactado da seguinte forma, que muitas vezes nós escolhemos como vamos nos sentir mesmo antes daquilo acontecer. Então, quando acontece algo, a gente só estava esperando uma justificativa para ficar bravo, para ficar irritado. E faz sentido isso? A gente tem como precaver, escolher não se sentir mal? Ou é culpa nossa, às vezes, como a gente se sente?

É, escolher não se sentir mal é complexo, porque, de novo, né, é o que as pessoas perguntam, por exemplo, sobre a diferença entre psicologia e psicanálise, né, a psicologia trata o comportamento, a psicanálise trata a raiz. Se nós imaginássemos uma árvore, a psicologia trata as folhas.

A psicanálise vai tratar a raiz. Se a folha está doente, não adianta você ficar arrancando folha e batendo veneno. Você tem que ir lá na raiz e entender por que a folha está adoecendo. Eu acho difícil dizer que a gente tem como escolher os nossos... Como a gente vai se comportar. Porque a raiz está lá embaixo. Então, como que eu escolho como eu vou me comportar se a raiz está lá embaixo em algo muito maior? Então, um exemplo banal, por exemplo. Eu tenho claustrofobia.

Não adianta eu ficar fazendo terapia para claustrofobia ou escolher... Não, eu vou subir no elevador agora e eu escolho não ter medo. O homem não é senhor em sua própria casa. Sabe que dia que eu comecei a andar de elevador em paz? O dia que eu mergulhei na claustrofobia e descobri que lá atrás, com quatro anos, meus irmãos me prenderam num corredor e não me deixaram sair. Cinco, moleque, me apertando, até que eu desmaiei.

Ali era a raiz da minha claustrofobia. Quando eu descubro isso e faço alguns exercícios, agora a adulta toma o lugar da criança. Agora, quando eu vou entrar no elevador, aí sim eu escolho, porque agora eu tomei consciência. Então, não é tão simples assim como a PNL, porque senão era muito simples. Ah, eu escolho aqui, eu escolho ali. Não, não é simples assim. O negócio é um pouco mais complexo. Eu preciso entender a raiz do comportamento para só aí fazer escolhas.

Então, quando eu entendo a raiz da minha claustrofobia, quando eu estou indo, ontem aconteceu isso, estou indo para o elevador, eu falo, que droga, não vai vir ninguém junto, vou ficar com medo dentro desse elevador. Aí eu respiro e em frações de segundo, eu digo para a minha criança, eu valido o seu medo, eu entendo o que você está sentindo, eu não vou invalidar seu medo. Seus irmãos te apertaram lá atrás e foi horrível, e você desmaiou, eu te acolho. Mas agora quem vai entrar no elevador é a adulta.

É ela que vai apertar os botões e é ela que vai subir. Quem tá na sala de comando é a adulta. Você vai ficar aqui no meu coraçãozinho. Mas você não entra no elevador. Você não toma essa decisão. Pronto. Aqui eu escolhi como eu me comportar. Semana passada alguém me perguntou, nossa, uma palestra, 5 mil pessoas. Você não tem medo antes de entrar? Claro que eu tenho.

E eu acho, inclusive, muito saudável ter medo. O dia que eu parar de ter medo, alguma coisa está acontecendo. Eu estou achando que eu estou de mais zona. Claro que lá no camarim eu fico, poxa, 5 mil pessoas. Eu vou sustentar aquilo ali duas horas. Eu preciso estar bem. De novo, o que eu faço? Eu pego a minha criança e eu digo, eu te entendo. Você está insegura, né? Você tem medo, né? Sua mãe falou algumas coisas para você. Seus irmãos também, né?

Eu valido o que você está sentindo. Eu te amo. Fica aqui comigo. Mas quem vai dar a palestra é a adulta, tá?

É ela que entra na sala de comando. Ela estudou, ela fez doutorado, ela é boa de palco e é ela que vai falar. E nós vamos bater palma pra ela, ok? Saia da sala de comando, criança. Você não pode assumir a sala de comando. O que nos adoece? É que a gente deixa a criança tomar a sala de comando. Você vai brigar com a sua esposa, aparece o Caiozinho lá da infância que alguém tomou a bola dele. Todo birrento.

Não. Se a esposa quer discutir com um homem, não é com um menino que a mãe fez pipipi, popopó. Então, a gente precisa tirar. Aí, quando que eu escolho como me sentir? Quando eu entendo a raiz de como eu me sinto, aí eu acolho isso, valido isso, e aí sim eu tomo decisões. Eu tiro o trauma da sala de comando, coloco o adulto na sala de comando. Aí sim, aí faz sentido. Então, o negócio é um pouco mais complexo. Muito bom. Palmas, bela pergunta, bela pergunta.

Eu adorei o papo. Foi bom, né? Muito. Eu ficaria cinco horas. Muito. Foi muito. Foi tiro, porrada, usina nuclear. Bom, né? Isso é uma usina, André, de energia, de convicção, de conteúdo, de informação. Mas, principalmente, eu senti uma usina de paixão por servir e contribuir. Eu tenho.

Sabe? Paixão por contribuir, por fazer a diferença. Você consegue, parece que, enxergar nesse microfone um monte de mãe, um monte de pai, um monte de gente que tem seus desafios, cada uma circunstância. Então, não tá só eu com você, mas eu consegui sentir que neste microfone você tá contribuindo com muita gente. É, eu percebo assim mesmo. A sensação é que realmente...

Existem milhares aqui e eu preciso chegar lá nesses milhares. E isso é fantástico, isso é maravilhoso. É o que me alimenta hoje, é o que me faz querer acordar todo dia de manhã e gravar vídeo e fazer e falar e acontecer. E é isso.

Obrigado pela tua participação aqui. Eu que te agradeço, querido. Obrigado pelo convite. Deus te abençoe, te prospere. Amém. Obrigada. Turma, estou colocando aqui nas descrições desse episódio todas as redes sociais da Andréa. Vai lá, acompanha o trabalho dela, manda mensagem, fala que você veio do podcast, que eu tenho certeza que ela vai contribuir muito com vários insights, com muita coisa legal, num conteúdo maravilhoso que ela produz, tá?

E se você está assistindo ou vendo o nosso episódio por alguma plataforma de streaming...

não deixa de se inscrever. Se inscreva para você não perder um só vídeo. Eu recomendo que você gaste três segundos, pegue o link desse episódio e manda no teu WhatsApp de família, de trabalho, dos amigos, que eu tenho certeza que tem alguém perto de você que precisa de uma mão e às vezes você não sabe.

Tem muita gente que tá num quarto escuro que você não imagina. É. E vai acender a luz, né? E vai acender a luz. Tá? Esse é o convite que eu faço. André, de novo, obrigado. Eu que te agradeço. Tá? Plataia maravilhosa. Vocês serviram maravilhosamente bem aqui com a gente. E você que tá em casa, obrigado pela tua confiança, obrigado pela tua companhia e eu te vejo no próximo episódio. Fica com Deus. Tchau.

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