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Como UM BARBEIRO criou UM NEGÓCIO MILIONÁRIO? | Seu Elias #138

29 de abril de 20261h23min
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🧠Vertical Club - O mastermind empresarial fundado pelo Seu Elias! Faça parte do clube 👇Seu Elias revela como saiu da barbearia de bairro para construir um negócio milionário, criar autoridade no mercado, formar equipe, expandir sua marca e crescer sem abrir mão da família.☕ *Caffeine Army e Como Você Fez Isso?*- Cupom de desconto: COMOVOCEFEZISSO🟪 Quer participar da plateia? Preencha esse formulário e boa sorte!

Participantes neste episódio2
C

Caio Carneiro

HostJornalista
E

Elias Torres

ConvidadoBarbeiro e empreendedor
Assuntos5
  • Crescimento do EndividamentoEmpreendedorismo na Barbearia · Construção de Ecossistemas · Importância do Branding · Desafios do Empreendedor · Visão de Futuro
  • Equilíbrio entre trabalho e famíliaImportância da Família · Combinados em Casamento · Gestão do Tempo
  • Desenvolvimento PessoalHábito de Exercícios · Saúde Mental
  • Construção de Marca Pessoal e ProdutosIdentidade Visual · Posicionamento de Marca
  • EducaçãoEducação Empreendedora · Compartilhamento de Conhecimento
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Fala galera, sejam todos muito bem-vindos a mais um super exclusivo episódio do Como Você Fez Isso. Eu que recebo ele, que é empreendedor, autor, fundador do grupo Seu Elias e líder de um ecossistema poderosíssimo de mais de 25 frentes. Primeiro reconhecido por sua trajetória, iniciada lá...

moleque, ele construiu um dos maiores movimentos do mundo, tá? no seu setor, você vai conhecer qual ele impactando mais de 100 mil alunos e formando profissionais que buscam resultados consistentes esse cara revolucionou o mundo da barbearia no Brasil e no mundo inteiro o convidado de hoje é Elias Torres mais conhecido como seu Elias, palmas para o seu Elias senhoras e senhores

Obrigado, Caião. Obrigado. Que honra, irmão. Obrigado. Obrigado por ter uma plateia muito bacana aqui também. Uma super qualificada. E primeiro, seu Lies, eu tô feliz por esse papo. Eu também. Porque eu sei que você é um cara que gosta de gerar valor. Você é um cara que dá pra ver pela tua essência. Você gosta de ajudar. Você gosta de trocar, você gosta de ensinar, você gosta de passar pra frente. E toda vez que a gente tem um como aqui, e o teu como é muito provocador, né? Como um barbeiro...

criou um negócio milionário. Ou seja, porque às vezes muitas pessoas olham pra qualquer tipo de profissão e enxergam um limite. Mas, cara, o limite tá principalmente dentro do modelo de negócio que você cria, nessa arquitetura de caminhada que você faz. Você vê que quase em toda profissão você tem o mais ou menos e o cara que encara.

Saiu a limite pra esse cara. E você criou um negócio muito forte dentro de um setor que pra muita gente era difícil ter um voo alto. Aí você criou um negócio muito forte e isso te habilitou a dividir muito a tua história. Então, antes de eu começar, que tem uns comos muito legais aqui pra gente conversar, deixa eu fazer um... Como você enxergou essa oportunidade?

dentro da barba, fala assim, cara, aqui tem um caminho muito grande. Por que eu falo isso? Porque tem gente agora que tá com entre aças a barba na frente, mas não tá enxergando. Verdade. Então começa nesse paralelo. Tá. Bom, eu comecei na profissão com 13 anos de idade, né? Tá. E quando eu estava com meus 26 anos de idade, eu tava... Eu era a pessoa certa no lugar errado.

Ou seja, eu trabalhava pra caramba. Eu era um barbeirinho de bairro. Você sempre quis ser barbeiro? Eu sempre quis. Fui inspirado pelos meus irmãos, pelo meu pai. Meu pai não era barbeiro, mas ele incentivou a gente virar por causa de um amigo que ele tinha, que era barbeiro. E o cara tinha carro, tinha casa. O barbeiro, ele consegue ganhar um dinheirinho legal. Ele consegue ganhar uma grana legal. O cabeleireiro, né? É um ramo muito bom. E aí, cara, só que eu via que eu não saía do lugar. Eu não saía do lugar.

E em 2008, foi quando eu casei, eu comecei a trabalhar com jogadores de futebol. Me sentou um jogador na minha cadeira e aquilo me abriu muitas possibilidades. Aleatoriamente esse cara chegou? Na verdade não foi nem ele, foi o segurança dele que foi levar o filho para cortar cabelo. E eu cortei do filho e quando ele chegou em casa o pai viu que cortou o cabelo desse menino. Ficou legal demais.

E aí ele veio cortar, veio conhecer quem tinha cortado o cabelo do filho. Aquilo ali, cara, abriu muitas portas pra mim. Eu acho que...

quando a gente tá muito focado, cara, em ganhar dinheiro apenas, a gente esquece de se conectar com as pessoas, a gente esquece de dar valor aos mínimos detalhes. Por exemplo, esse cara que chegou lá, que era segurança, cara, ele foi num carro simples, ele foi vestido de forma simples, e eu dei atenção pra ele como se fosse qualquer outra pessoa. Eu me conectei com ele, fiz amizade com ele, e ele me apresentou esse primeiro atleta, cortou o cabelo, eu tinha aquelas camerazinhas da TechPix, sabe aquela pratinha? E aí tirei uma foto e postei no Orkut aquilo ali.

E, poxa, meu corte de cabelo era R$12, cara. Eu tirava R$6.000 por mês naquela época. Era um salário muito bom. Até hoje é um salário bom para a classe média, né? E aí, cara, aquilo ali, Caio, falei assim, gente... Aí eu respondendo a sua pergunta, aqui tem uma parada. Porque quando eu botei no Orkut, saudoso Orkut, tanta gente veio falar comigo, cara. Porque eu tinha cortado o cabelo daquele cara. E não era um Neymar da vida, era um jogador muito conhecido lá em BH, que era um volante do Atlético, o Márcio Araújo.

E eu falei, cara, eu preciso explorar isso mais. E aí eu comecei a falar com ele, cara, você podia me indicar para os seus colegas e tal? Não, eu vou te indicar sim. E fui no CT cortar dele, cortei dele, cortei de outros vários atletas e eu subia tudo para a internet. Tudo, tudo, tudo. Aí naquela mesma época criou o Instagram, se não me engano acho que foi em 2012. Comecei a subir tudo isso na rede social. E aí rapidamente os jogadores do Atlético viram isso.

do Cruzeiro, viram isso, e aí eu comecei a cortar cabelo dos jogadores do Cruzeiro, e aí, por exemplo, tinha um atleta do Atlético que foi jogar no Santos, que era o André, você conhece o André, bebezão? E aí ele é muito amigo do Neymar, aí eles foram jogar em BH, o Neymar sentou na minha cadeira, cortei o cabelo do Neymar, quando eu cortei o cabelo do Neymar, aí, cara, aí mudou tudo, assim, tem um antes e depois ali, sabe? Mas eu soube aproveitar essa oportunidade também, sabe? Eu vejo que muita gente tem oportunidade e não sabe como aproveitar isso.

E aí, poxa, eu tava convivendo com uma galera muito rica, muito bem posicionada, de grana, por exemplo. Nessa época eu tinha um carro de seis mil reais. E aí eu ia cortar o cabelo dos caras nos condomínios lá de BH. E, pô, aquelas portas altas, as mansões, né? E eu falava, caraca, velho, quem me dera morar numa casa dessa um dia, né? E tal, é... Norma, quem sabe um dia mais? Sabe aquele negócio assim? Isso nunca vai acontecer comigo, cara. Não adianta eu sonhar com isso agora e tal.

E aí eu falei com a Lisa, falei, amor, eu preciso ter uma estrutura melhor pra atender esses caras. Sabe? Foi aí que eu comecei a me despertar pra isso. Poxa, eu convivia em ambientes incríveis, convivia perto de carros incríveis, eu tinha um carro muito simples, eu via os caras numa realidade financeira muito diferente da minha, eu falei, eu preciso mudar isso. Por quê? O cara precisa de ir num lugar que a estrutura é pelo menos a altura da casa dele. É verdade. Porque senão ele não vai, cara, ele não vai querer associar a imagem dele com isso.

e aí foi como eu fiz isso eu falei eu fui pra internet e eu sou o GV Sauro do Geração de Valor o primeiro cara que eu vi na internet falando de empreendedorismo foi o Flávio em 2012 o Flávio é bem arcaico eu digitei arcaico não serve pra lá, mas bem

pré-histórico na rede social. É isso aí, é um dinossauro, né? Eu digitei assim, como gerar valor no meu trabalho, porque eu queria cobrar mais caro, aí me veio o canal Geração de Valor. Aí comecei a ver os vídeos e tal, e cara, eu seguia, naquela época ele falava muito que ele tinha usado o cheque especial pra abrir o WhatsApp, aquela coisa toda, e eu fui lá, usei o cheque especial, peguei empréstimo no banco, usei meu cartão de crédito, aquela coisa toda, e fundei o seu Elias. Fiz uma marca, contratei um arquiteto,

E aí montei um negócio num bairro muito melhor, porém muito pequenininho, sabe? E aquele negócio com seis meses, ele tava, a gente fala, empipocado de gente, sabe? Aquele furdunço, sabe essas lojinhas de doce que às vezes abre assim e dá fila na porta? Foi aquilo ali. E naquela época veio o Globo, veio o SBT, veio o Estado de Minas, veio o Jornal pra caramba, aquela coisa toda e tal. E aí um ano depois a gente, loucura, expandiu o negócio, fiz mais dívidas, veio a Copa do Mundo.

E aí na Copa do Mundo, eu tava cortando o cabelo ainda, já tinha uma barbearia muito grande, muito bem estruturada, visualmente falando, o cara se sentia, foi, investi 600 pau numa barbearia em 2014. Deiro de hoje... Um milhão, sei lá, de alguma coisa. E não era algo óbvio, né? Não, não, não. E absolutamente do zero. O meu livro que eu lancei agora é Arte de Empreender do Zero. Eu não tive padrinho, não tive sócio, não tive investidor, não teve jogador que foi, aportou grana, foi literalmente do zero.

E aí, cara, eu tava cortando o cabelo, eu vejo no Globo Esporte, passando assim, o Messi, descendo no aeroporto de Confins, entrando no ônibus e descendo na cidade do Galo. É porque a Argentina ia treinar lá, né? É, exatamente, 2014. É verdade. Eu passo a mão no telefone, meu cunhado falou comigo, que é meu gerente, falou assim, Elias, você tem que ligar pro Carlos Alberto, que é o supervisor do Atlético.

você tem que falar com ele que você precisa cortar o cabelo do Messi. Falei, não, que isso. Deve ter outros caras lá, mas... Naquela época eu tinha uma crença de não merecimento, um negócio meio que... Não tá incomodando, né? É, isso aí. Cara, peguei e fiz uma venda ativa, né? Falei, Casalberto, cara, eu vi que o Messi chegou aí, toda a seleção argentina, e eu me deixo aqui, cara, à disposição pra atender todo o time durante o tempo que eles precisarem, aonde for.

Falei, claro que vai ser você, meu cara. Pode contar comigo. O importante é você ativar o cara, né? Você fala muito sobre isso. Gerar valor, né, cara? E aí, meu irmão, quando deu 11h30 da manhã, desculpa, 2h30 da tarde, ele me liga. Elias, estão precisando de você aqui hoje ainda. Você consegue vir? Falei, tô indo pra lá, cara.

E aí nessa época eu tinha um Fiat Uno, 100% financiado, e eu desci pra cidade do Galo, cheguei lá, cara, comecei a cortar a cabelo dos jogadores. Higuaín, não sei se você já ouviu falando esses nomes. Sim, claro. Lafese, Agüero, com Orion, os caras, os goleiros da Argentina, os caras, cortei de todo mundo, Caio. Todo mundo. Não foi no primeiro dia, eu fui lá 13 vezes. Em um mês. E na última vez eu cortei o cabelo do Messi.

E aí, cara, eu conto sempre isso nos podcasts, quando eu tava voltando pra casa da última vez, o supervisor da AFA me deu um dinheiro, um envelope, sabe? Um dinheiro assim, que se eu cobrasse deles, não chegaria nem a metade da metade da metade, porque era um corte de, poxa, 25 reais naquela época. E ele me deu um pacote de dinheiro. Eu não lembro quanto tinha, mas eu acredito que tinha uns 4 mil reais, assim. E aí eu voltando pra casa, no Fiat Unozinho, olhando aquela foto, falei assim, cara...

Isso aqui podia vingar, cara. Isso aqui podia... Meu Deus, eu cortei o cabelo do Messi. O Messi é Champions League, o Messi é o melhor do mundo, o Messi é não sei o quê, e eu cortei o cabelo dele. E aí eu tive um insert. Mandei pra uma assessoria de imprensa essa foto.

tinham me indicado uma assessoria, mas eu não tinha tido condições de contratar o pacote. Eu falei, cara, eu vou fazer uma dívida, eu não sei o que eu vou fazer, mas eu vou botar essa foto pra tudo quanto é lado. E aí eu fui e mandei essa foto pra Renata, falei, Renata, coloca essa foto pra mim, cara, eu te pago o que for, mas coloca em tudo em quanto é veículo de comunicação do Brasil e do mundo, de Minas, de tudo. Ele falou, deixa comigo, isso aqui é matéria pra todo quanto é tipo de jornal. O brasileiro que cortou o cabelo do Messi.

Caio, saí em 36 matérias nacionais, 8 matérias internacionais. Sabe o Olé da Argentina? Sim. Fez várias matérias com a gente naquela época. E aí, cara, aí mudou o game, irmão. Aí, pô, era filas e mais filas na porta pra cortar comigo e com os meninos. A gente chegou a ter 15 dias de fila de espera, pra você ter ideia. Tipo, você liga, 15 dias pra cortar com qualquer profissional.

E aí eu peguei essa visibilidade e falei, velho, eu tenho que ativar em mim esse gatilho do empreendedorismo, que o Flávio sempre fala, né? Vamos abrir mais loja. Aí arrumei dinheiro no banco, mais loja, mais loja, mais loja, mais loja, mais loja, mais loja, mais loja. Vamos abrir loja, cara. E hoje a gente não escolheu uma escala horizontal, ou seja, com muitas unidades e faturamento, a gente escolheu uma escala vertical. Poucas unidades, todas elas premium, muito bem localizadas, muito bem posicionadas, público A, A, B, no máximo.

experiência. Exatamente isso. Estacionamento, manobrista. Pô, a gente não tem uma recepcionista, a gente tem uma concierge que cuida do cara, que manda mensagem. E aí foi isso, cara. Aí começou. Aí depois veio os braços educacionais. Por quê? Porque quando você cria um negócio que se torna uma referência dentro de um nicho, dentro de um mercado, o seu mercado tá vendo isso. E automaticamente, no mundo de hoje, se o dono se posiciona na internet, gera conteúdo, fala sobre isso, né?

As pessoas veem isso e querem colar nelas, cara. Foi o que aconteceu comigo. Aí eu comecei a ensinar profissionais do meu ramo a fazer o quê? A construir o que eu tinha construído. É o que a gente chama de motor 1. O meu motor 1 são barbearias. De todo o nosso ecossistema, que são 25 frentes de negócio, ela não é o que me dá mais lucro, cara. Já passou faz muito tempo. Não é o que eu tenho mais margem, mas é o que eu tenho autoridade para falar.

É o que me deu, sabe, know-how pra... É o que me deu o chão de fábrica meu, sabe? Então, assim... Só que isso é só o nicho. O que importa é o método que eu usei pra construir isso. Por isso que eu pude compartilhar com várias pessoas. É que eu tenho certo pra você, transcende a barbearia, né? Exatamente isso. Funciona com mamão, com pera, com uva, com banana. Exatamente isso. Tipo aquela quantia do Chaves lá, né? E aí, cara, aí foram crescendo os braços, né, que a gente foi construindo. Então tinha uma barbearia no centro.

A primeira coisa que eu criei foi um curso básico. E aí aquele curso básico acabou ganhando proporções maiores. Eu comecei a rodar o Brasil com aquele evento. Chamava Barber Day com o seu Elias. Eu fui para Recife, São Paulo, Goiânia, Rio de Janeiro. Eu mesmo promovi o evento, fazia num hotel. E a minha esposa ia comigo, a gente levava estrutura, estrutura super enxuta, data show, pá. Beleza, só que aquilo começou a ganhar proporções. O evento começou a crescer, começou a crescer, começou a crescer.

E aí teve uma vez que eu estava em Fortaleza, e aí fiz um evento, e aí o contratante daquele lugar falou assim, senhor Elias, tu podia usar, macho. Eu sou apaixonado pelo Nordeste, pelo cearense, tem vários cearenses que trabalham comigo. Tu podia usar, macho, esse produto lá em cima do palco, rapaz? Teu poder de venda é incrível, usa esse produto lá pra mim, porque eu estou com um stand aqui pra vender e tal. Falei, me dá aí, mas vou usar agora. Fui lá, usei a pomadinha de passar no cabelo e tal.

E aí quando terminou, cara, eu tava indo embora assim, aí ele falou assim, aí eu tava passando lá no hall do hotel, aí eu vi o stand dele vazio, cheio de caixa, os vendedores tudo brincando, rindo, eu falei, e aí macho, deu certo aí? Ele falou, seu L, tu não tem noção, macho, do teu poder de venda, eu vendi todas as espumadas que você usou, todas, todas, todas, eu falei, é mesmo, cara? Eu falei, vou criar meu produto.

o que mais se usa dentro de salão e barbearia são produtos, cara. Shampoo vai pro ralo o dia inteiro. Pomada de cabelo toda hora. E aí veio mais um braço do nosso ecossistema. Veio produto físico, né? E aí a gente criou a Babum Cosméticos, que é uma empresa que alimenta todo o nosso ecossistema. Então, por exemplo, a gente vende nas barbearias, a gente vende pros meus alunos, os meus alunos vendem pros clientes deles. Eu vendo nas conferências aonde a gente vai ter estande da Babum, nos eventos do setor e tal.

E aí a gente foi criando coisas. Depois veio mentoria, mastermind, veio tudo que o meu nicho precisa, a gente tem. E aí, poxa, a gente validou isso dentro de um mercado, né? Validamos um modelo de negócio dentro de um mercado.

E aí nós começamos a entregar agora o que a gente fez nesse mercado para outros setores também, entende? Muito legal, você começou a validar. Cara, eu acho que o que funcionou comigo na barbearia funcionaria para aquele cara da clínica estética.

Ou funcionaria para aquele cara do setor automotivo. É isso aí. Porque você entendeu a lógica do processo, né? É como se fosse arquitetura, né? Como se fosse a lógica das etapas, porque não o produto fim, o meio. Exatamente. As alavancas de crescimento, né? E se você for pegar e olhar, negócio é negócio, cara.

Os mesmos desafios que você tem no vende-se que eu tenho no meu negócio. É liderança, é equipe, é time de vendas, é marketing, é branding, é lançamento de novos produtos. Os desafios são parecidos. Óbvio que tem ali, no meio ali, algumas coisas que eu não sei sobre alguns segmentos. Mas isso eu não entro. Eu entro no que eu sei, que é construção de novos negócios e posicionamento de marca e contratação. A gente tem profissionais com 12 anos de casa, cara. Isso dentro do mercado de beleza, isso não é comum.

possivelmente eu não sei quem corta o seu cabelo, onde você corta, mas possivelmente você vê, às vezes o cara fica um tempo, depois ele sai, abre o negócio dele, aí fecha, aí monta outro negócio, ele fica... E a gente tem profissionais com 12 anos de casa, fixo lá. Então isso me deu autoridade pra contratar pessoas, eu sei como contratar as pessoas, eu sei o que olhar nas pessoas.

Eu sei fazer com que ela siga um pop, por exemplo, procedimento operacional padrão. Eu sei transferir a minha cultura. Eu sei transferir a minha autoridade para ele, porque não adianta nada. Um negócio personalíssimo, você, possivelmente, se o seu profissional que corta o seu cabelo não puder cortar para você, você espera o dia que ele pode.

Mas eu aprendia como fazer você aceitar outra pessoa pra cortar o seu cabelo. Isso é bom demais, né? Entendeu? E isso me tirou do operacional técnico, né? Sem quebrar o meu negócio. Eu estou na operação imerso. Eu sei que o Flávio fala muito de não sair do operacional, mas no meu caso, o operacional técnico é ficar na cadeira. E eu não... Quando eu tava na cadeira, eu ganhava dinheiro. Mas eu não ganhava muito dinheiro. Sim. Entende? E às vezes eu não tinha tempo pra ganhar dinheiro, né? É, você fica no operacional hoje como gestor, como empresário.

Você faz uma função operacional, mas de outra posição, né? Exatamente isso. Exatamente isso. Na verdade, é uma rota de fuga que você tem que ter sem quebrar o negócio. Você fica aí em casa, tirando três meses de férias, vai pros Estados Unidos, fica por lá e tal. Isso aí não se sustenta, né, cara? Deixa eu fazer uma pergunta aqui. Não sei se eu demorei demais na resposta. Foi muito bom, foi tudo muito bom. Tá a aula.

Seu negócio se chama seu Elias. A barbearia. Isso. Se tornou grupo seu Elias agora. Se transformou grupo pela camada de negócios, de diferentes negócios que você tem. Qual a importância do dono ser o rosto do negócio? Boa. Porque hoje se fala muito. Em 2008 ninguém fala mais.

Em alguns momentos, talvez as palavras que era... Não, é ruim você ser muito tal, né? Quanto menos conhecido você for, mais vendável o seu negócio. Hoje não. Hoje as pessoas estão vendo um movimento de grandes empresários se transformando em grandes influenciadores. Founder, large growth. Eu sempre acreditei muito nisso. Comecei lá em 2012. Mas qual que é a importância do dono ser o maior influenciador do próprio negócio?

Importância absurda. Só que existem ressalvas. Por exemplo, quando você é dono, por exemplo, de uma marca de copo,

E esse serviço seu não é braçal, não é personalíssimo, como, por exemplo, odontologia, cabelo, preenchimento estético, endocrinologia, dermatologia. Eu acho muito importante você se posicionar de uma maneira, pô, eu sou o dono mesmo, tipo João Adib, se mede... Porque esse copo e esse copo é igual para o cliente. Exatamente isso. Agora, um profissional, às vezes ele não enxerga como igual outro profissional. Com a visão de negócio que eu tenho hoje,

ao longo desses anos todos empreendendo, eu não teria colocado o nome do meu negócio de seu Elias. Por mais que eu pudesse me apresentar, a gente tem um amigo em comum que é o Bruno, da Corleone. Poxa, chama Corleone. E o Bruno é a cara da Corleone. Você lembra da Corleone, você lembra do Bruno. Talvez é mais fácil desassociar de querer o Elias na seu Elias. Eu tive que ter, cara, um jogo de cintura assim, bizarro, cara. Imagina ser meu cliente há 10 anos e agora eu não consigo te atender mais.

Como fazer esse cara permanecer cliente? Mas sabe que eu gosto desse nome seu Elias? Não, não. Pra você ver naquele cara gente boa. Não, não. Foi uma puta sacada de branding. Mas só eu sei, lá na ponta, a dificuldade que foi pra eu sair da cadeira.

Para eu transformar, tirar o negócio de uma simples barbearia para um negócio. Com 12 unidades, com 92 profissionais e tal. Entende? Você tem que ter um desafio que você não precisava para você. Exatamente. Por exemplo, o profissional que está vendo a gente é dentista. Eu não colocaria Dr. Glauber na porta do consultório. Eu criaria um nome genérico. Eu não deixaria o paciente ver, o profissional, o cliente que está do outro lado ver.

que você é um artista principal daquela marca. É como se eu criasse aqui Escola de Vendas do Caio Carneiro. Exatamente. Ao invés de Vend-se, uma marca. E aí, por exemplo, quando a gente chegasse no Vend-se e não tivesse, por exemplo, o aluno ia ficar frustrado, ia ficar triste. Então eu tirei o meu nome de tudo que eu coloquei o meu nome. Só não tirei da marca Seu Elias. Mas, por exemplo, o curso, quando a gente lançou, era Barber Day com Seu Elias. Hoje não é mais Barber Day com Seu Elias. Hoje é Barber Day University. Os cosméticos, né?

Os cosméticos eram produto seu Elias, era uma pomada seu Elias. E nós fizemos um rebranding e levamos pra Babum Cosméticos. Então, eu fui tirando o meu nome, apesar que eu sou a cara do meu negócio. Entende? Então, negócios personalíssimos, cara, tem que ter essa pegada mais neutra, assim, sabe? Pode ter a sua cara, pode ter você ali como fundador do negócio, se posicionando e tal, mas, ao meu ver, não deveria ter o nome próprio do negócio, porque senão você não sai dali, cara.

O que eu vejo de advogado fazendo isso? O que eu vejo de médico fazendo isso? Poxa, eu tenho um médico de Belo Horizonte, um amigo querido, e o nome dele está lá na placa.

Ele não consegue tempo, o Caio. Ele não tem tempo. Ele fica, eu não vou dizer escravo do consultório, mas ele é extremamente preso. Vamos numa festinha, eu não consigo. É porque o nome despromove os outros profissionais, né? Exatamente. Ajuda ele, mas despromove os outros. Quando você coloca ali, na minha cabeça não. Na cabeça de quem tá lá fora. Salão do Caio. E aí quando chega lá, o Caio é o artista. O Caio é o que trabalha mais bonito, mais bem arrumado, o relógio mais bonito e tal. E aí o cliente olha, a recepcionista oferece pra ele.

ele pensa assim, esses caras aí devem ser tudo aprendiz do Caio, devem ser tudo aluno do Caio, que está estagiando aí com ele. Nunca acho que o cara, às vezes, é um profissional incrível. Entende? Eu estou te falando isso porque a gente vivia exatamente assim. Tinha cara que me esperava 22 dias de agenda, mas não cortava com meus profissionais. Então, da mesma forma acontece quando eu tento marcar com o meu médico.

E eles tentam me oferecer outra pessoa. Eu pensei isso muito quando eu fundei o Vend-se, sabia? É. Eu fiz questão de fazer esse trabalho de naming que a gente fala, sabe? De ver uma marca legal, que seja stick, que cole na cabeça. Eu me inspirei nas tradicionais placas de vendas, na frente de casa, de terreno, Vend-se, eu recebi muita foto. A sua sacada de brand com o nome foi... Lembrei de você, alguém tem uma casa pra vender, tá lá, Vend-se.

E mérito, obviamente, do meu grande irmão e amigo, meu diretor de branding, o Léo também. Porque eu sabia que teria esse desafio. Se eu colocasse a escola de vendas do Caio Carneiro, as pessoas querem ter aula só com quem? Com aquele professor. E a minha visão sempre foi ter uma escola grande, comercial, eu atender milhares de empresas, com diversos professores, que vivem a rua.

Mas, obviamente, sempre vai ter o meu DNA, né? Sempre tem o DNA do fundador, né? Você pode ter certeza. Se esse negócio tivesse tudo nas suas costas, com o seu nome lá na placa, talvez ele não era do tamanho que é. Talvez você não tinha clés, não tinha MLEs, mas você fica preso, cara. Extremamente preso. 65 mil clientes, eu não conseguiria isso.

então eu sempre tive essa característica de levantar pessoas, de levantar time, de treinar as pessoas, não ter dificuldade de transferir a minha cultura, transferir a minha autoridade para o cara, para o profissional que está do meu lado, então eu tenho uma forma muito tranquila e fácil de fazer isso hoje. Eu lembro que quando eu comecei a transferir a minha autoridade para os meus profissionais, eu lembro que eu chamei a minha equipe e falei assim, olha cara, nós vamos ter que ser intencional daqui para frente. Então, por exemplo,

Quando chegar um cliente lá na porta, isso é o salãozinho de bairro, cara. Quando chegar um cliente lá na porta, por mais que ele seja o meu cliente, vai lá pegar na mão dele, cumprimenta o cara, pega na mão dele, pergunta se ele quer a senha do Wi-Fi, pergunta se ele quer uma água, um café. Na hora que ele sentar e você sair de perto dele, ele vai falar assim, cara, gente boa, ele vai pensar, isso cara é maneiro, velho.

Quando eu estiver atendendo, por exemplo, você vai lá, pega na mão do cara, cumprimenta ele, fala se ele está precisando de alguma coisa, oferece, dá uma atenção para o cara. Em algum momento, pode ser que esse cara vai querer ser atendido por você. Quando não tiver, né? Óbvio que não é só isso, mas eu cito sempre um exemplo de, poxa, eu tinha um personal e esse personal agenda muito complexa assim e tal, e a minha também, às vezes não batia, né? E às vezes eu tinha que treinar sozinho.

E aí eu falei, cara, eu falei assim, pô, mano, me indica um outro cara, velho, pra quando você não puder ter uma jogadinha ali e tal. Falei, velho, vou te indicar aqui o fulano de tal. Eu falei, quem que é esse cara? É aquele que todo dia me cumprimenta aqui, de manhã, quando você tá treinando e tal. Aí eu falei, ah, tá, lembrei com ele, não quero não, cara. Vamos pensar em outro cara. Aí eu lembrei, eu tô treinando lá com o personal, aí chega o colega dele, fala, bichão, e aí, beleza? Tudo certo?

E vira e vai pra lá. Pô, e eu do lado do cara, velho? Eu não sou carente não, tá, Caio? Mas é o mínimo que você tem que fazer é, bom dia, irmão, tudo bem? Se esse cara, por exemplo, fala, Caio, tudo bem? E aí, senhor Elisa, tudo bem, cara? Beleza? Prazerão, cara, tudo certo? Eu falo, não, pode ser ele mesmo. Entende? Então isso é transferência de autoridade. Às vezes também falta de um líder...

comercial ou de qualquer outra coisa, ou expert do assunto que ele tá vendendo, treinar o seu time, né, cara? Eu sou muito intencional com o time, sabe? Falar o que eu espero deles. Pra mim, o óbvio tem que ser dito todo dia, até a pessoa aprender tudo certo. Né, e...

E ter essa cultura clara na cabeça das pessoas, uma coisa é você ter a sua cultura que ela é intrínseca ali, que você não muda nada. Uma coisa é a pessoa adivinhar o que você tem como cultura, né? Os valores que você tem e tal. Então eu sou muito disso, de treinar, de valorizar, de levantar pessoas, de formar pessoas do zero. Isso tem sido muito incrível pra nós, assim, sabe? Tem sido uma das fortalezas do grupo. O grupo cresceu pra caramba. Fez a primeira lojinha lá de BH.

Pro tamanho que tem hoje. Você é casado? Sou casado. Muito bem casado. Você tem filhos? Tem duas princesas maravilhosas. Inclusive, deixa eu te contar uma coisa. Hoje é o que a gente acordou. Elas sempre dormem na caminha delas. Só que aí vai dando cinco e meia, seis horas. A hora que acorda, aí vai pra nossa cama. Aí vem os pezinhos. Aí, cara, deitamos lá.

Aí, na hora que eu acordei, eu sempre acordo dando um beijinho, um cheirinho, um narizinho, fazendo princesinha do papai e tal. Eu falei, filha, você não sabe onde é que o pai vai hoje. Minha mais novinha, né? Falei com a Clarinha. Ela falou, aonde, pai? Eu falei, o pai vai gravar um podcast com o Caio Carneiro. Ela, como assim? O Carneiro vai cair? Cai o Carneiro, né? Caiu o Carneiro. Caiu o Carneiro, coitado. Ela tava meio dormindo ainda. Fica de pé o Carneiro, gente.

Como assim, pai? O carneiro vai cair? Não, filho, o nome dele é Caio. Igual o seu amiguinho lá da escola. E o sobrenome dele é Carneiro. Maravilhoso. Eu lembro quando eu me perguntei pra minha mãe, né? Eu tinha uns, sei lá, uns... A aula de português. Entendo o verbo. Futuro e tudo pretérito. Passado imperfeito. Aí, né? O verbo cair. Aham. E aí tá lá, eu caio, tu caes, ele cai. Aí eu cheguei, mãe, por que meu nome é um verbo?

Mas a pergunta é o seguinte, você é casado, você tem filhos, sua empresa cresceu muito. Sim. Como crescer sem perder a paz em casa? Boa, boa. É uma das coisas que eu mais falo, cara, porque acaba não fazendo muito sentido, né? Quando você cresce pra caramba e lá no final da vida você não tem com quem comemorar. Ou então você tem a sua esposa, você tem os seus filhos, mas eles talvez não se sentem pertencentes àquilo ali que vocês conquistaram, né?

Eu acho que a primeira coisa, Caio, tem que ter uma concordância muito grande do casal. E tem que ter os combinados, vamos dizer assim. Por exemplo, tem vezes que eu pego uma fase de trabalho, e vocês também, eu fico vendo essa loucura, que, cara, você não vai ter tempo de estar em casa todo dia, você não vai ter tempo de levar na escola às vezes, ou de buscar, ou de participar do balé, ou de participar da natação, do judô. Às vezes você não vai ter esse tempo.

Só que isso é muito bem combinado lá dentro de casa, tanto com a Lisa, minha esposa, quanto com as crianças. Então, quando eu vou pegar uma fase um pouco mais intensa, eu chamo as três e falo, gente, o seguinte, o papai vai entrar numa vibe agora dos próximos 15 dias que ele vai ver vocês muito pouco durante o dia. Talvez uma horinha, duas horinhas.

mas no dia tal eu estarei 100% disponível para vocês. Então a gente vai no parque, a gente vai no shopping, a gente vai no sei o que, vai no sei o que que tem e tal. E aí, cara, elas entendem isso numa maturidade, parece adulto, tem uma tem seis, outra tem sete, mas não é porque eu faço isso desde agora, eu faço isso desde sempre.

E, por exemplo, eu e Lisa, nós temos um combinado, cara, muito grande de, por exemplo, todo início de ano a gente abre a agenda e coloca todos os compromissos importantes na agenda do iPhone que ela tem acesso e eu tenho a mesma agenda, agenda compartilhada. De famílias, assim, feriados ou viagens. Exatamente, aniversário de casamento. Então, por exemplo, o que a gente coloca? Todas as apresentações escolares das meninas estão na minha agenda, bloqueado. A equipe não tem o direito de mexer e tirar. Não tem o direito. Legal.

Todo ano eu tiro um dia pra jantar com elas. Por exemplo, eu saio com a Clarinha, levo pro restaurante, abro a porta do carro, dou flores, dou um presentinho, só eu e ela, tempo de pai e filho, sabe? Eu tô aumentando o nível de referência masculina dela, né? Quando a gente faz isso. Eu faço isso com a Catarina. Então a gente coloca na agenda que dia que vai ser. E elas esperam o ano inteiro. Nas férias do final de ano a gente faz isso ou no início do ano.

eu tiro o tempo pra sair pra jantar com a Lisa de 15 em 15 dias pelo menos, só nós dois eu trouxe a minha sogra pra São Paulo, pra você ter ideia mais o meu sogro, pra ter um valenite ou dois por mês, assim, sabe ter com quem deixar as crianças

A gente coloca, então, todas as apresentações escolares. Por exemplo, consulta médica. A gente coloca todas que possivelmente terão. Férias em família, férias em casal, férias em não sei o quê, feriado e tal. A gente vai colocando tudo isso, cara. Por exemplo, até os meus treinos de academia, aula de tênis, aula de não sei o quê. Tá tudo na minha agenda, tá tudo na agenda da Lisa. E a gente respeita muito essa agenda, assim, sabe?

Então, cara, por que um casal briga, Caio? O casal briga por essas coisas, pô, você falou que ia, não foi. Você falou que ia buscar o menino e não foi. Quantas combinadas, né? É, você falou que ia fazer isso e não fez. Poxa, você só fica no trabalho. Agenda, cara, pra mim, é uma das coisas que evitou muito B.O., entendeu? Evitou muito problema, assim. Então, por exemplo, às vezes quando eu tenho que ficar no escritório até 11 horas da noite, eu coloco na minha agenda que eu tô até 11.

Se eu vou embora mais cedo é bônus, entendeu? Se eu vou embora mais cedo, eu já bloqueio na agenda. Então, às vezes, ela, em vez de ficar me perguntando, se já está chegando, ela olha na agenda. Às vezes, está lá, eu faço isso. Eu acho que vai muito também, cara, da pessoa saber que, poxa, são dois adultos querendo chegar num lugar muito longe.

E o que a gente vê, às vezes, são adolescentes de 40 anos tentando fazer uma família dar certo, tentando fazer aquela engrenagem ali funcionar e tal, né? E, às vezes, não tem essa maturidade, né? Pra compreender, por exemplo, quando... Por exemplo, quinta-feira é um dia que fica bloqueado na minha agenda, no dia de hoje. Tá na agenda, assim, ó. Equipe, não marca nada. Dia da família. Dia da família. Mas eu tô aqui hoje, olha só. E hoje é quinta-feira.

mas quando eu falei com a Lisa, ela falou assim, amor, super vai, minha filha, super entendo, é a agenda do Caio, é você, não, depois a gente folga outra tarde, fica tranquilo. Mas você negocia, apresenta pra ela, né? Exatamente. Quando me mandaram a data, eu falei assim, amor, o podcast lá do Caio, vai ser numa quinta-feira, você vê algum problema? Ela falou, de jeito nenhum, de jeito nenhum. Assim que a gente se mudou pra Alphaville,

eu tava chegando, né, cara? Queria me conectar com algumas pessoas, sou novo aqui em São Paulo e tal. Aí eu lembro que a gente ia jantar numa sexta-feira à noite. Cara, ela tava prontinha, cara. Sabe quando a mulher tá assim, ó? Em frente ao espelho, já toda maquiadona e tal. Prontíssima, com o restaurante reservado. Tudo certinho, a gente ia vir pra São Paulo. Aí o Pablo...

ele é sócio do meu primo, numa empresa, me ligou querendo que eu cortasse o cabelo dele. E a Elisa falou assim, amor, claro que você tem que ir. A gente janta amanhã. Tá tudo bem.

tá tudo bem a gente jantar amanhã? Falei, amor, mas você já tá prontinho? Falei, amor, eu tomo banho aqui agora, tiro isso aqui, fico aqui de boa, boto a Netflix aqui, tá super de boa. É, você conquistou. Só vai, meu filho. Você conquistou essa... Exatamente isso, cara. Essa... Ela falou assim, só vai, meu amor. Só vai, fica em paz. Você deve ter respeitado, porque você deve ter respeitado a maioria das... Tá entendendo?

tá entendendo? agora quando você vai pisando na bola, você vai perdendo crédito aí por exemplo, se acontece uma parada dessa, ela já é trocar de roupa, pê da vida já é ficar chateada três semanas que a gente tá mais pensa em trabalho, não sei o que que tem mas eu respeito a aula de tênis, por exemplo eu respeito a aula de tênis que a gente tem em casal eu respeito esse tempo eu levo as crianças na escola, praticamente se eu tiver em casa, eu não deixo ela levar se eu tiver em casa, eu for trabalhar eu marco a partir de nove

Porque eu preciso deixá-las na escola, treinar e depois ir pro trabalho, entendeu? Se eu tiver em casa, eu não deixo almoçar em casa, velho.

eu paro tudo que eu tô fazendo, por exemplo, meus mentorados estão aqui, eu não almocei com eles hoje, eu almocei com a minha esposa, com a minha família. Apesar que se eles tivessem me falado, eu teria aberto mão disso, porque é um caso à parte. E ela teria entendido, por quê? É o que você falou, por causa do crédito que eu já vim conquistando, né, ao longo dessa vida. E pra mim, cara, não tem nada mais importante, irmão. A coisa que eu mais amo na minha vida, cara, não é ser empreendedor, não é criar ecossistema, não é palestrar, não é ser mentor, a coisa que eu mais amo na minha vida é ser marido.

E na sequência ser pai. E na sequência ser filho. Porque não adianta nada. Você não teria um casamento incrível se você desonrasse o seu pai, desonrasse a sua mãe. Isso é um princípio tão básico, tão bobo, mas que às vezes as pessoas dão uma esbarrada ali. Não porque elas são maus, mas porque elas...

estão esperando que tem que honrar o pai ou a mãe pelo desempenho que o pai teve como pai ao longo da vida. E, poxa, se a gente for honrar o pai ou a mãe pelo desempenho que eles tiveram como pais e mães, talvez a gente não vai honrar, porque eles não tiveram conhecimento, informação. E eu vejo o quanto...

Posso fazer uma pergunta? Claro. O quanto é importante, por exemplo, eu tô colhendo isso hoje, sabe? Por exemplo, dei um carro pro meu pai hoje. Um carro bem mais novo e tal. Cara, tanta coisa boa acontece, cara. Eu vejo as meninas comigo, sabe? É fruto do carinho que eu tenho pelo meu pai, pela minha mãe, sabe? Mas pode falar, desculpa. Eu não quero perder esse gancho, porque você falou que foi uma coisa forte. Por que você ama ser mais marido do que ser pai?

Porque, cara, aquele que se casou, velho, ele tem que se cuidar, ele tá encarregado de cuidar da sua esposa. A minha esposa, cara, ela é minha rainha, velho.

Entende? A minha esposa é a minha rainha. Eu entendo que se eu não estiver bem com ela, nada mais tem sentido, nada mais tem graça. A gente é um só, cara. A gente é um só corpo, entendeu? Então, assim, se eu não estou bem com ela, eu não consigo vir aqui nesse podcast e trocar uma ideia contigo assim, leve, como está. Eu não consigo chegar para os meus mentorados, abrir a câmera e falar duas horas. Se eu não estou bem com ela, eu não consigo pegar um avião, porque eu falo assim, cara, eu não sei se eu volto.

Entende? Eu vou deixar aqui a minha mulher com remorso no coração. Não, eu não sei sair de casa. Obrigado. A gente não sabe dormir sem pedir perdão por alguma coisa que aconteceu no dia ou orar junto, sabe? Entregar aquele dia ali ao Senhor e tal. Ela é a coisa mais importante pra mim, cara. Por que eu coloco ela na frente dos meus filhos? Primeiro.

porque ela é minha mulher, primeiro, é quem eu mais amo na vida. Em segundo lugar, se eu cuidar bem dela e se ela cuidar bem de mim, se a gente se priorizar primeiro como casal, o amor que as meninas vão receber, ele é um amor dobrado, cara. É um amor unido, saca? Não é aquele amor individualista, o pai fala uma coisa, a mãe tira autoridade, o filho fala uma coisa, o outro não sei o que, fica brigando, fica um colocando contra o outro, ah, seu pai não sei o que, ah, sua mãe não sei o que, aquela coisa toda.

Quando a gente se demonstra carinho na frente delas, elas olham com um olhar, cara. Você já deve ter visto isso. Quando as suas crianças veem você dar um beijo na Fabi, dar um abraço, eles não vêm e querem entrar no meio e tal. É isso, cara. Entende? Não tem por que eu tratar, eu colocar os meus filhos na frente da minha esposa. E o que eu mais vejo é isso. O marido chega em casa, por exemplo, primeiro beijinho não é da esposa, primeiro beijinho é das crianças.

E a esposa, às vezes, ela não entende isso. Mas tem mulher que, às vezes, entende, mas no subconsciente dela ela não entende. E aí, quando o tempo vai passando, as crianças vão crescendo. Vão crescendo, daqui a pouco fazem 18, fazem 20, saem de casa, casam, e o casal fica aí frio. Tipo, esfriou a relação.

Então eu não quero isso, cara. Eu falei com a minha esposa e disse, amor, eu quero chegar no 55 com a texto 1000, 1500, tá? A sua também é alta pra gente namorar, pra gente brincar, pra gente viajar, pra gente passear, pra gente fazer tudo que a gente tem vontade de fazer. E hoje a gente não pode.

Então vamos nos cuidar, vamos ser a prioridade um pro outro aqui, porque a gente vai curtir muito ainda quando a gente ficar mais velho. Eu vejo meu irmão, meu irmão é de mar, ele tá nessa fase. Tem uma filha com 22, a outra com 26, uma já casou, a outra já tá toda independente e tal, e ele tá com mais de 50 anos. Cara, treinando pra caramba, textual, tá viajando só ele e a esposa, curtindo tudo do bom e do melhor, entende? Mas não esfriou a relação, sabe, cara? Não esfriou o casamento. A avó da minha esposa se separou aos 77 anos, cara.

se separou 77 anos depois que a última filha casou. Ou seja, ainda tinha razão pra estar junto por causa dos filhos, entende? Eu não estou junto com a minha esposa só por causa dos meus filhos, só por causa das minhas filhas. Eu tô junto com ela porque eu a amo, porque eu a amo como Cristo amou a igreja. Se precisar de eu me entregar por ela, eu me entrego. E isso não é falsidade, cara. Eu não preciso, né... Essa chave virou desse primeiro dia?

Cara, essa chave virou quando eu casei. Eu venho de um lar cristão e aí a gente fez curso de noivos, né? E no curso de noivos nos ensinaram isso, entende? Você fez curso de noivo? Eu tô velho, cara. Por que que... Porque eu não fiz curso de noivos. E eu tava falando com a Fabi, a gente tava revisitando muito a nossa relação. Esses dias eu gravei um podcast com ela e as pessoas às vezes entram meio... Talvez me conhecem de maneira online hoje, né? Obviamente, tô muito usando a internet. A Lise é fã da Fabi.

E começando essa relação foi muito difícil, cara. Eu imagino. Talvez porque eu não fiz o curso de noivo. Mas a gente se conheceu muito menino. Eu era um cara que eu... Eu vi muito minha família brigando por dinheiro. Então na minha cabeça eu sou assim, cara, eu não quero brigar com quem eu amo. Por isso eu preciso de dinheiro. Eu sempre coloquei trabalho na frente da Fabi.

Porque pra mim, ganhar dinheiro, trabalhar, era pensar nela. Olha aqui na minha cabeça, entendeu? Porque eu via minha família brigando por grana. Aí eu falei, cara, não quero brigar com quem eu amo, velho. Deixa eu ganhar meu dinheiro. Então, eu inverti muita coisa no começo da minha relação, os primeiros cinco anos, assim, com a família. E meu casamento foi a minha grande virada. Quando eu casei ali, o dia do meu casamento, parece que eu entrei num portal espiritual.

mas eu fiquei com curiosidade, o que você aprende num curso de noivos? Primeiro, eu vou falar então, já que você está perguntando, posso falar. Cara, eu casei com a minha, acho que foi segunda namorada, terceira namorada. Eu casei virgem, lisa também. Então, no curso de noivo, a gente aprendeu o que, às vezes, não se ensina, sabe, não se ensina.

Eu não sei como é que eu explico assim, cara, mas no curso de novo a gente aprendeu. Eu aprendi o meu papel como homem, como marido, como filho. Muitos desses insights eu vi lá. Exatamente, muitos insights eu vi lá. E tem coisa que eu lembro até hoje, cara. Tem uma coisa que, por exemplo, o pastor falou na época, ele falou assim, meu amigo, às vezes a sua esposa vai estar no banheiro, cara, fazendo as necessidades dela. E você não tem que ir lá esmurrar a porta do banheiro, cara, cadê a minha camisa do trabalho? Aonde que tá? Deixa ela no tempo dela, cara.

E aí, às vezes, a Liza tá lá no banheiro... Eu lembro de 20 anos atrás, cara. Eu lembro de 20 anos atrás do bom convívio. Exatamente isso. Ele me falou, ó, você tá casando com a família toda. Então, quando acontece um belzinho do lado de lá, eu falo, é, é meu também. Esse bel eu casei com a família toda, então também tem que ajudar. Exatamente. Então, por exemplo, ele me falou das consequências do divórcio. E eu vi isso na minha casa, cara. Não vi com meu pai e com minha mãe, porque o maior exemplo que eu tenho é essa terra, Caio.

O maior exemplo que eu tenho nessa terra, abaixo de Jesus Cristo, é meu pai. Então, meu pai é o cara que eu mais admiro, é o homem que eu mais admiro, é o cara que não conquistou nada, financeiramente falando. Sempre foi motorista, sempre teve a carteira assinada, uma pessoa muito simples assim, sabe? Mas valores, princípios, caráter, como honrar uma mulher. Cara, meu pai é casado com a minha mãe há 57 anos, Caio.

Eu nunca vi o meu pai levantar o tom de voz pra ela. Eu nunca vi o meu pai falar mal da minha mãe. Eu nunca vi o meu pai negar alguma coisa pra minha mãe, sabe? Pelo contrário, eu só vi ele falando que ela é minha princesa, minha linda, minha rainha, minha benção maior. A minha mãe, você sabe, ela tá passando um momento... Inclusive, ganhou alta hoje. Graças a Deus, cara.

graças a Deus, irmão, graças a Deus amém, amém, glória a Deus por isso meu pai abre a porta do carro, meu pai passa a mão no cabelo dela meu pai compra todos os remédios meu pai passa a madrugada no hospital meu pai corre e vai pra cá meu pai é o cara mais incrível então eu tenho um exemplo dentro de casa do que fazer existem alguns homens que tem exemplo do que não fazer

E às vezes ele escolhe replicar o modelo que ele teve de pai ali, né? E eu escolhi replicar também o modelo que eu tive, entende? E eu falo pra ele, eu falo, se eu ser pra você o que meu pai foi pra minha mãe, se eu ser 10% do que meu pai foi pra minha mãe, você vai ser uma das mulheres mais felizes do mundo, porque meu pai é incrível. É incrível, sou Toninho. Cara, fenomenal, cara. Então, respondendo a sua pergunta, no Cujino eu aprendi isso, cara. E como foi bom, cara?

É a mesma coisa de fazer um curso antes de abrir um negócio, cara. Antes de construir uma marca, você procurar um especialista. Eu aconselho, se você tiver isso na sua religião, na sua igreja, conversa. Troca uma ideia antes pra você saber como é que funciona. Por exemplo, eu casei virgem, cara.

Eu não sabia nem por onde começar, não sabia nada. Eu era um cara inocente mesmo, cara. Mesmo, puro, tá ligado? Tipo, nunca tinha... O máximo que eu tinha feito era um beijinho na boca. Então, eu precisava de orientação, como é que fazia, como é que... Entendeu? Então, a gente foi... Tem toda essa linha, assim, né? Aula separada, aula pro homem, aula pra mulher e tal. Eu vim de um modelo bem tradicional, assim, de família, de casamento e tal. E é isso que a gente ensina pras meninas também.

Por exemplo, Clarinha e Catarina, a gente fala até hoje, a gente fala desde hoje pra elas, assim, filha, quando você casar, o papai quer no mínimo dois netinhos, tá? Você vai casar com um homem abençoado, você vai casar com um homem temente ao Senhor, que honra a mamãe dele, igual o papai honra a vovó Valdete, você vai gerar filhos, você vai ser próspera, você vai ser isso. Eu já tô encucando isso na cabeça delas desde agora, cara.

Entende? Tem muita menina perdida no mundo, né, Caio? Você sabe disso. E muitas delas por falta de paternidade, cara. A figura masculina dentro de casa, velho... Vai ser a referência inconsciente, cara. A figura masculina é a figura masculina, cara. Não vou te falar que é a mais importante ou a menos importante, mas ela é...

É de extrema importância para a formação do caráter da criança, para a formação do que ela acredita como certo ou como errado. É a voz de comando dentro de casa. A gente aprende sobre isso, né? Quando a gente sobra a montanha lá no Legendários. É a voz de dentro de casa, é o pai, cara. E ele não pode ser negligente, entende? A ponto de ignorar isso e achar que a responsabilidade toda é da mãe. Não, a mãe tem a responsabilidade dela, o pai tem a responsabilidade dele. Aí fico pensando...

muitos dos nossos ouvintes aqui conhece a tua história vê um cara que começou do zero construiu tudo o que construiu e você falou, né a arte de empreender do zero o que você acredita que é decisivo pra alguém que tá saindo do zero do zero, quem que tá do zero

O que você vê que é decisivo pra essa pessoa poder ter um negócio vencedor? Boa. Primeiramente, cara, se você tem uma profissão, não duvidar dela em momento algum. Só esse paralelo. Porque cada fase tem seu desafio. Exatamente. E o zero traz os desafios deles. É. Os desafios do zero. Pra vencer os desafios de começar do zero. Boa. O que você recomenda?

Primeira coisa, se você tem uma profissão, você tem que acreditar nela como ninguém acredita. Eu criei um negócio milionário que vem de uma arte que é muito simples. Cortar a cabeça é uma das coisas mais simples que tem, cara. É um negócio que não é tão valorizado, pelo menos não era no passado. Se tornou um pouco mais. Então, acreditei que essa profissão podia mudar a minha história. Em segundo lugar, para tirar um negócio do zero, você precisa de ter visão de futuro.

Você precisa entender que não se constrói um negócio milionário, um negócio muito grande, da noite para o dia. Pô, isso é tão básico, é tão básico, mas quando você já começa um negócio sabendo que isso vai levar muito tempo para vingar e para dar certo, você já está esperando que não vai ser mil maravilhas o tempo todo, entende? Uma coisa que você tem que ter, cara.

E é tão básico isso, mas a gente está falando aqui para milionários, talvez, para pessoas ricas, talvez a gente está falando também para uma pessoa CLT, talvez a gente está falando para uma pessoa que não tem condições para nada. Ela está exatamente no zero. Uma coisa que você tem que ter, e isso eu aprendi com o seu Toninho, é nome.

E quando eu falo de nome, eu não estou só te falando do seu nome, Caio Carneiro, estou falando do seu CPF, do seu Serasa, do seu crédito bancário, do seu score bancário. Eu entendo que se eu não tivesse isso, por exemplo, eu não tinha conseguido aqueles 30 mil reais lá de início e aqueles 30 mil reais que mudou a minha história, cara. Eu não tinha conseguido, por exemplo, o cartão de crédito para fazer as coisas acontecerem e tal. Então você que está nessa realidade do zero... E aí

Talvez tendo uma condição financeira muito reduzida ainda, a primeira coisa que você tem que fazer é limpar nome, você tem que ter crédito, você tem que ter cartão, você tem que ser um cara que tem crédito na praça e tenha possibilidade para fazer alguma coisa, porque senão não tem nem como tirar alguma coisa do zero. A Serasa, não sei se é um dado da Serasa, mas de onde é, mas são mais de 60% dos brasileiros que estão negativados.

Mais de 60% dos brasileiros estão com nome sujo, estão com alguma pendência. Eu lembro que eu vi um cara, não sei onde foi um dado, e falou que uma boa parte dessas pessoas tem o nome negativado.

não é margitariamente a maior, era uma fração pequena, mas era de uma conta altamente entre essas pagável. Porque tem gente que às vezes está com o nome sujo por causa de porcaria. E fala, deixa isso daí. Ou seja, não entende esse valor de você ter o nome. É exatamente isso. Se porventura você for ter um sócio...

Eu acho que você tem que escolher um sócio com competências bem diferentes, porque eu já tive dois sócios com a mesma competência, sabe? No meu caso, não deu certo.

então, sócios com competências diferentes, que vocês se complementem, que não seja um negócio, você tem a mesma função imagina se tivesse outro Caio aqui dentro dando ordem, não sei o que duas camisas a 10 não adianta no time, né? não tem como, eu sou cliente de vocês, né, no Clés e tal e eu sei a sua função lá dentro se é a função do Joel, se é a função do Caio vocês se complementam, enfim

tem que ter muita coragem pra tirar as coisas do papel e tem que ter velocidade de execução, cara. Você tem que aprender e executar. Velocidade de execução não é só uma frase bonitinha. Esses dias eu tive um insight, falei, cara, vou criar tal coisa. Eu tive um insight e já mandei um áudio pro menino que faz as minhas marcas. O brand, cara, eu preciso de um nome, preciso de uma marca, preciso de uma logo e preciso lançar isso tal dia.

Foi o nosso clube de empresários. Então, assim, rápido, entende? Anota as coisas, coloca em prática e você precisa de ter concordância com a esposa. Cara, quero tirar um negócio do zero. Que negócio que é esse? Porque muita gente, às vezes...

Por exemplo, conta um projeto e tal pros colegas, pros amigos, pros familiares, e esquece da principal pessoa que tem que saber em primeiro lugar. Vendeu o projeto pra mulher? Vendeu o projeto pra mulher. Entende? Pra se tirar algo do zero, eu lembro quando a gente foi criar o Seu Elias, eu levei a minha esposa numa loja que eu queria alugar e mostrei aquilo pra ela. Eu falei assim, amor, isso aqui vai mudar a nossa história.

isso aqui vai colocar a gente num outro patamar financeiro. Isso aqui vai dar a casa dos nossos sonhos, isso aqui vai dar o carro dos nossos sonhos, isso aqui vai pagar o plano de saúde meu, seu, das meninas, do meu pai, da minha mãe, da minha sogra e do meu sogro. Isso aqui vai levar a gente pra Disney pela primeira vez, que era o sonho dela, desde quando ela tinha 15 anos. E ela falou assim, é isso, amor, vamos, vamos. O olhinho dela brilhou, tanto que ela saiu do emprego dela, ganhava 4 mil reais naquela época.

pra estar junto comigo, pra ser minha secretária, minha vendedora, pra ser, sabe, meu braço direito ali no negócio. Irmão, quando o casal compra uma ideia, tipo, meu amigo, não tem jeito, cara. Eu lembro que quando a gente abriu o Seu Elisa, eu fiz uma dívida de 600 mil. Cara, cheque especial, meu nome nunca ficou sujo por causa do negócio, graças a Deus. Mas cheque especial é o que eu mais usei na minha vida, cara. Durante uma fase da minha vida era o que eu mais usava.

tinha pra onde correr, velho. Eu não vim de um berço rico, eu não vim de uma família milionária, eu vim do zero, literalmente do zero. Na verdade, quando eu abri o seu Elias, faltava 43 mil pra chegar no zero. Eu abri com 43 mil no cheque especial. E aí, eu lembro claramente uma vez que ela saiu mais cedo, eu falei, vou mais cedo que vou passar no supermercado. Falei, tá bom, linda, beleza.

Aí quando eu chego em casa, eu falo, você não passou no supermercado? Ah, passei, mas não quis comprar nada não. Tava desanimado e tal. Fiz um macarrão com salsicha pra gente. Falei, beleza. Cara, dois anos depois, depois que as coisas deram certo, ela me falou que ela tava com um carrinho de compra cheio de compra, que ela passou, sabe? Passa no crédito pra mim, moço. Negado. Passa no débito pra mim. Negado. Ixi, moço, não me perdoa. Vou ter que devolver tudo. Desculpa.

Ela nunca te contou. Nunca me contou, cara. Ela tava comigo, velho. Ela sabe que se ela me contasse... Pô, imagina se uma mulher te conta que tentou fazer compra e não conseguiu. O que você vai fazer? Você vai... Sei lá, mas vai lá... Você vai fazer qualquer coisa, mas você vai fazer. Você morre de vergonha. Eu morreria de vergonha, entendeu?

Mas não era uma parada que a gente estava fazendo porque a gente estava devendo todo mundo. A gente não queria. Não, cara, a gente estava construindo um negócio. Mas a gente tinha acordo. A gente estava tirando o negócio do zero. Você estava gastando tudo em tijolo, em cimento, em areia. Exatamente isso. Exatamente isso. Luminotécnico, projeto arquitetônico, marca, brand, posicionamento. Nosso dinheiro estava lá.

E aí ela não me contou, entendeu? A Bíblia diz que a mulher sábia edifica a sua casa, né, cara? Mas a tola destrói com as próprias mãos, entende? Elisa sempre foi uma mulher sábia, assim. Sempre, num momento certo, eu falo com ele. Na hora que chegar em casa, eu converso com ele. Vou falar na hora certa. Por exemplo, ontem minha filha caiu na escola. E ontem... Machucou. Ontem eu comecei a dar aula 8 da manhã e terminei 19 horas. Entrega o dia inteiro de curso, de evento, aquela coisa lá no nosso espaço.

Cara, ela caiu 10 da manhã, a minha esposa foi pra escola, pegou ela, caiu, bateu a cabeça no banheiro. E ela vomitou dentro do carro. Não pode vomitar, você sabe disso. Ela vomitou dentro do carro, ela foi pro Einstein, fez a consulta, fez todos os exames, ficou lá 4 horas, dormiu lá, ela não falou nada. Tava tudo bem, ela viu que tava tudo bem. A minha filha falou, vocês podem ficar tranquilos, não teve nada, 100%, vai observar, hoje tá super normal, graças a Deus.

De noite, eu cheguei e falei, pai, eu bati a minha cabeça hoje. Falei, é mesmo, filho? O que aconteceu? Aí que ela veio me contar. Mas se ela tivesse me contado 10 da manhã, eu com 120 alunos lá para entregar mentoria, para entregar tudo, como é que ia ficar? Entende sabedoria? Sabedoria é você resolver um problema sem entrar em outro. Calma aí, fala de novo. Qualquer, qualquer. Sabedoria é você resolver um problema sem entrar em outro. Muito bom, cara. Você definiu a sua sabedoria.

E aí, cara, como que não honra a mulher assim? Como que não valoriza? Como que, sabe, não deixa ela tomar conta das coisas que ela quer tomar? Então, assim, a gente, por exemplo, lá em casa, a gente não tem salário meu, salário dela. É tudo nosso, cara. Quanto é conjunta, cartão de crédito. Desde... Aí você pode pensar assim, ah, mas vocês fazem isso porque tem dinheiro. Não, cara, talvez a gente tenha dinheiro porque a gente sempre fez isso.

O nosso comportamento sempre foi assim. Quando eu casei, eu já fiz conta conjunta. Na semana do casamento, eu já coloquei ela como dependente dos cartões e tudo.

E aí a gente leva a vida assim, cara, sabe? Pedindo a Deus sabedoria. Mas enfim, como tirar o negócio do zero? Primeiro fazer o acordo, depois, cara, tem que ter nome. E quando eu falo do zero, cara, eu tô pegando muito aquela pessoa que não tem condições financeiras. Sim, sim. Agora, se você tem condições financeiras e quer também criar um projeto que é do zero, pô, um projeto novo.

eu tenho alguns pilares na minha construção de negócio. Opa, qual? Primeira coisa, como vai chamar esse projeto? Eu não sei se eu... Cada um tem uma metodologia, mas no meu caso eu começo pela identidade, começo pelo nome.

eu gosto de criar um produto que seja sexy, que seja atraente, sabe? Esse produto é um produto extremamente sexy. Marca legal, cenário legal, dá vontade de vir. Eu já assisti vários episódios aqui com alguns amigos que você trouxe aqui e isso atraiu pra eu estar aqui. Então, por exemplo, quando você cria uma marca sexy, atraente, bonita, nome fácil, vende-se, tudo rosa, identidade bonita, moletom, aquela coisa toda, a marca vai pro coração e depois vai pro bolso.

Quando você vai criar uma marca muito racional demais, ela vai pra cabeça primeiro. E aí o cara pensa se ele precisa, se ele pode, se é pra ele, se ele precisa daquilo ali mesmo, né? Muito bom. Então, assim, tudo que eu vou começar, eu começo pelo nome. E aí faço o registro, como tirar um projeto do zero, respondendo a sua pergunta. Exato.

Cria o nome, cria a marca, registra aquilo e tal, depois cria o Instagram, cria o site, cria a página, faz em fotos, pede muito mock-up para ver como é que a marca fica aplicada. Eu sou muito apaixonado com marca, cara, com identidade visual. Para mim é uma das coisas muito importantes. Eu falo muito sobre isso, falo muito sobre branding, sobre construção de marca. Seguido disso, qual é a proposta de valor?

desse produto que você está querendo criar. Pô, é uma mentoria. O que você vai ensinar? Tem um método. Você tem vivência naquilo que você vai ensinar. Você não vai ficar gaguejando em tudo que você for falar, porque se for ficar gaguejando, cara, não crie agora não, estuda mais um pouco, pensa mais um pouco, procura talvez um especialista para te ajudar a criar um método daquilo ali, a transcrever tudo aquilo, a ter clareza para você no que você vai entregar. E aí depois...

faz um evento, alguma coisa para lançar, enfim. Pô, ele não é uma mentoria, não é um curso, não tem nada a ver com isso, é uma loja física. Pô, criou o nome, criou a identidade visual, gaste tempo na validação de um projeto, na validação de um ponto, por exemplo. O negócio certo no lugar errado nunca vai chegar onde merecia. Então, não adianta você ter uma visão incrível, maravilhosa, se você não valida o público-alvo que você quer atender, não valida a região que você quer estar.

E aí, se você é uma pessoa ligada, por exemplo, a branding, você vai saber que existe o seu branding pessoal, existe o branding do seu produto e existe o branding da companhia. E quando você tem claramente o seu ICP ideal, ou seja, o público que você quer atingir, você vai listar todos os troféus que aquele público valoriza.

que aquele ICP valoriza. Então, por exemplo, nós abrimos uma unidade em Alphaville. É o meu público de alto padrão. O que o público de alto padrão valoriza? Estrutura. Entende? Ele tem uma casa linda, então ele tem que chegar ali, tem que ser incrível, cara. Tem que... Som, música legal, identidade visual.

que mostra que ele está dentro da marca. O meu público valoriza demais estacionamento. Você não vai a nenhum lugar que não tem estacionamento. É verdade. Então, como que eu faço um negócio que não tem estacionamento para um público A, por exemplo? Não tem jeito, então tem que ter estacionamento. O meu público valoriza segurança. O cara vai com um relógio caro, vai com um carro importado. Então, lá na porta tem segurança armado, tem dois manobristas. O cara se sente bem quando ele chega.

Quando ele entra, ele valoriza a aparência. Então, eu escolho profissionais que se cuidem, que cuidem do seu cabelo, cuidem da sua barba, que sabem conversar, que tem um espírito jovem ali, baseado na nossa marca e tal. Então, eu sigo esses pilares, de identidade, de localização, de treinamento, de cultura, de pop. Assim que eu tiro um projeto do zero. Eu gosto de criar projetos.

Eu sei fazer isso, entende? Sei trazer a ideia, trazer o conceito, lançar isso na internet. Eu uso muito desses pilares para construir um negócio do zero, respondendo a sua pergunta. Muito bom, cara. Óbvio que tem muitas coisas juntas ali. Você dá muito plano de fundo. E eu queria saber o quanto...

que uma boa comunicação visual te ajuda a vender mais. Aparentar melhor realmente ajuda a vender mais. É groselha, não é? Não, não é groselha. É real, não é? Não é groselha, cara. Marca ruim não vende nem o melhor produto. Eu gosto muito dessa frase. Por exemplo...

Quando você vai criar um negócio, ele tem que ter, dependendo do posicionamento que ele vai atingir, pode ser preço, pode ser custo-benefício ou valor, mas por exemplo, eu estou atuando com público de valor. Ele tem que ter cara de caro.

Ele tem que ter cara de chique, por exemplo. Os produtos que vocês criam, por exemplo, todos eles têm cara de chique, têm cara de rico, têm cara bonita, é clean, é leve. Pô, MLS. A identidade visual da MLS, cara, a coisa mais linda do mundo, o encontro que vocês fazem, sabe? Isso tudo gera um desejo bizarramente. Imagina, por exemplo, se vocês não tivessem esse olhar apurado pra branding, pra esse visual, assim, entendeu?

vocês venderiam pela autoridade. Mas perde magnetismo, né? Mas perde magnetismo, entendeu? Então, eu acho que não é groselha. Investir num designer, investir no Leo, num cara que cria marca, que cria branding, é um dos melhores investimentos. Seguido disso, por exemplo, investir também num projeto arquitetônico. Se é negócios físicos, se é escritório, se é auditório. Por exemplo, eu não sei fazer nada sem projeto arquitetônico.

Por exemplo, pra criar esse estúdio aqui. Teve um cara que veio aqui e desenhou isso aqui. Isso que não foi da sua cabeça, talvez. Teve um profissional que estudou e fez isso. Só que talvez um empresário, que ele é muito da planilha, por exemplo, um cara que faz muita conta, ele acha que pagar, por exemplo, 100 mil pra fazer uma identidade visual é um absurdo.

Aí ele prefere pagar o designer da igreja dele que faz por 1.600. Aí faz no Canva um negócio ridículo, uma cor feia que não combina nada, um nome ruim. E aí tá aqui sua marca. Ah, isso é só uma marca. Não, cara, é a marca. Tudo que... É quase tudo, cara. É o nome do negócio, é como as pessoas vão ver. Acho que a coisa mais valiosa do seu negócio é isso. Claro, a marca é um dos ativos mais valiosos que o negócio tem, entendeu?

E aí, por exemplo, chamo um arquiteto, aí o arquiteto vai lá e cobra 100 mil para fazer o projeto. Você está louco? 100 mil, não sei quantos computadores, eu faço não sei o quê e tal. Pega essa daqui que é mais barata. Aí às vezes está abrindo um negócio de luxo com um arquiteto que está acostumado a atender o público de custo-benefício. Aí monta um negócio de luxo. O negócio às vezes está no lugar certo, mas está com o posicionamento errado, entende?

É, posicionamento, cara, é uma coisa que a gente não pode errar, né? Posicionamento, pra quem não sabe, é o lugar que você ocupa na mente das pessoas. Então, se você ocupar um lugar se tratando de marca, ocupar um lugar que é, sabe, tipo, você consegue julgar um negócio só pela identidade visual, cara. Eu consigo. Eu consigo julgar um negócio pela fachada, por exemplo.

pô, tô procurando, esses dias eu fui almoçar porque tudo comunica, né? Claro, eu fui almoçar num restaurante aqui em São Paulo, que nos indicaram e eu sou novo aqui eu não, né, depois você pode até me indicar uns restaurantes bons aí e a gente tava indo, cara, beleza estávamos indo

E aí quando a gente chegou na porta do restaurante, cara, eu olhei aquela faixada e falei assim, não, não pode ser aqui, cara. Fulano de tal, não ia vir aqui não, pelo amor de Deus. Aí os manobristas, cara, tudo jogado, sabe? Tipo assim, todo mundo batendo papo, uma bagunça lá de fora, aquela casinha que fica as chaves ali, tudo zoado, adesivo, tudo rancando. Eu sou muito chato com detalhe, cara. Mas eu sou muito chato, assim, sabe? Sabe o que eu fiz? Eu falei, vou embora. Não vou parar o carro aqui nem a pau.

De jeito nenhum. Foi procurar outro restaurante. Vou citar um exemplo. Recentemente, eu comecei a sentir umas dores de cabeça, aquela coisa toda. Eu falei, tem que ir no médico. Aí fui no médico, minha pressão estava alta. Aí marcou com uma cardiologista. E aí, um amigo lá de Alphaville me indicou, um cardiologista, e eu fui nesse cardiologista. Beleza. Quando eu chego lá, cara, a fachada do lugar, incrível.

A entrada é incrível, a recepcionista com um sorriso no rosto, uma identidade visual bonita, cara de rico. A hora que eu entro, um café mais gostoso, eu me senti em casa, cara.

Uma música, sabe M. Martins, aquele cheirinho do shopping, aquele negócio gostoso. Subi para o consultório, a pessoa me tratou extremamente com carinho, com cordialidade. Já baixou a pressão. Baixou a pressão. Enfim, terminou a consulta, pediram vários exames e tal. Depois a gente chegou na conclusão que eu precisava entrar com uma medicação para a pressão. Minha pressão agora é alterada e eu sou hipertenso. Enfim, saí dali e fui pagar.

Quanto é a consulta? R$2.300, se eu não me engano. Cara, na hora de pagar, eu simplesmente... Beleza, passa aqui pra mim, por favor. Não chorei, não questionei nada. A experiência tinha sido tão incrível que eu achei que foi barato, pra você ter ideia. Só que eu saí de lá e eu queria uma segunda opção. Eu queria uma segunda opinião sobre o meu laudo. Eu levei os exames pra outro médico que a pessoa me indicou. Que uma pessoa me indicou.

Aí, cara, eu tô indo pra essa outra consulta, num outro dia, em outro momento e tal, e aí tô indo ali naquela... Imaginar o Pinheiros? Aí o ex falou assim, entre à direita. Eu, entre à direita. E aí, do nada, o negócio começou a ficar feio. Ficar estranho. Tipo, cara de perigoso, tá ligado? Uns muros meio pichados, né? E eu sou da igreja, o senhor me guarda. Meu carro chama atenção, me guarda, Deus me protege. Eu indo numa consulta médica pedindo pra Deus me guardar.

Era nem do exame, era pra guardar no trânsito. Eu não tô falando mal, tá, cara? Eu tô só falando o que é percepção de valor. Quando eu chego num lugar, num prédio bem antigo, bem caído, aí na hora de apertar o botãozinho pra guardar o carro, eu tive que tirar o relógio, porque eu fiquei cismado.

O relógio, apertei o botão, já fechei o vidro logo. Aí eu entro, guardo o carro, chego na recepção do prédio. Uma recepção simples. Eu vou subir no elevador, um elevador antigo, sujo. Quando eu chego na porta do prédio, uma porta pintada com tinta óleo.

Sabe aquele desleixo mesmo assim? Beleza, quando eu entro, tinha uma secretária que não estava com o uniforme, não tinha um ar-condicionado dentro da recepção, cara. Tinha uma janela aberta e entrava muito vento, era bem arejado e tal. Mas algo simples, não tinha um projeto, não tinha um computador na recepção, tinha um caderno. Eu imagino que seja a dona Beth, sabe? A secretária antiga e tal.

E ela falou assim, é que bom que você chegou mais cedo, porque o doutor está querendo ir embora mais cedo, vai ser bom que ele vai te adiantar. Falei, não, tranquilo, você já faz o Pix aqui para nós, por favor? Aí me deu um caderno, eu vi o Pix lá e tal. Cara, mas numa visão de negócio bem diferente da que eu fui no outro lado.

Pô, consultei o doutor, maravilhoso, sabe? Tipo, me deu uma explicação que, ao meu ver, tecnicamente falando, foi até melhor do que o outro lugar que eu paguei mais caro. Quanto era a consulta dele? 500 reais.

Cara, é o profissional certo se posicionando errado, entende? No lugar errado, sem uma visão de negócio, sem uma visão de branding, de posicionamento, sabe? Se esse cara sai dali, lembra da identidade visual? Lembra do passo a passo? Se esse cara cria uma identidade visual fera, se ele escolhe um prédio bonito, se dentro desse consultório ele faz um projeto arquitetônico,

Sabe? Faz um café, faz um mimo pra pessoa. Começa a trabalhar mais apresentável, mais bonito, mais arrumado. Coloca uma roupa legal, um relógio bom. Amigo, a consulta dele sai de 500 pra 1.800, pra 2.200, pra 3.000 reais, dependendo do lugar que ele tá, entendeu? Porque é o que você falou, ele é bom, né? Ele é bom, cara. Não, ele não é bom, não. Ele é muito bom. Ele é muito bom, tecnicamente falando. Sabe quando você fala, caraca. E realmente sair com o mesmo diagnóstico, entendeu? Hipertensão mesmo. Mudou nada.

Primeiro, plateia. Palmas para o senhor Elias, senhoras e senhores. Obrigado, irmão. Isso não tem a ver com consultório, né? Isso tem a ver com... Não foi podcast, foi aula. Doutor, você tá no meu coração, viu, cara? Se você tiver assistido... Foi aula. Foi aula? Foi aula. Que bom, cara. Foi aula. Podcast entretém. Aula provoca. Verdade. Verdade. Talvez você sai de uma aula...

Tem muita gente que agora, por exemplo, nessa parte final tá pensando, pô, será que o meu escritório comunica aquilo que eu sou? Então, a aula provoca. Mas nessa parte final a gente tem perguntas da plateia, né produção? Então, quem vai fazer a primeira pergunta? Guilherme, pergunta sua. Guilherme, só vem na marcação aí e pergunta tua. Bom, primeiro parabéns pela aula, né? Valeu, meu amigo.

Elias, você sempre foi top no mercado de barbeiros, top of mind ali, você acabou se tornando a maior referência do Brasil, seu ecossistema cresceu muito em razão disso. Qual foi o momento que você percebeu que você tinha maturidade suficiente de negócio para poder expandir para outras áreas, para empresários de vários nichos? Boa, excelente pergunta.

Quando eu comecei a ver, Guilherme, que toda a esteira de produtos que a gente criou, tanto no educacional, quanto no produto físico, quanto na internet e tal, quando eu comecei a ver que aquilo vinha se consolidando. Pô, deu certo, cara. O negócio funciona sem a minha presença. Pô, o meu aluno vai pra nossa universidade e não cobra se eu tô lá ou se eu não tô. A gente tem 12 unidades que funcionam sem a minha presença.

eu comecei a perceber que eu poderia, por exemplo, compartilhar isso com outras pessoas, porque o nicho não importa tanto, o que acaba importando mais é o método que eu acabei usando para construir esse negócio.

Então foi a partir disso, cara. Foi quando o meu motor 1, meu motor 2, meu motor 3 deram certo em ver a criação do motor 4. E o que eu falo nesse motor 4 é criação de ecossistemas. Como que você fez? Exatamente isso. É, a proposta é essa daqui, como que eu fiz isso, entendeu? E aí eu vou falar para essas pessoas como eles podem fazer isso também, entendeu? Acho que é muito nessa, assim, eu percebi isso. E na verdade não foi eu que percebi.

Eu comecei a ter directs no Instagram. Pô, cara, essas mentorias, só pra barbeiro? Pô, esse evento seu só pode ir barbeiro? E aí eu falei, não, velho. Por que que não posso também falar pra outras pessoas, né? Compartilhar isso, externar isso e tal. Aí veio dessa percepção minha e das pessoas. Muito bom. Bela pergunta aí. Bela pergunta. Próxima pergunta. Henricão. Tá contigo.

Valeu. Elias, você fala muito sobre construção de ecossistema, de marca. E o que você percebe que os empresários, quando eles estão crescendo, eles acabam fazendo o que é um acerto, ajuda a crescer, mas em longo prazo ele percebe que a marca e o ecossistema dele não dá para ser construído com esses erros. Boa. Primeira coisa.

Muita gente começa às vezes a criação de uma marca ou de algo grande, não patenteia aquilo, não registra aquilo ali.

E eu sei de um caso de um aluno meu, cara, que construiu uma marca tão bonita, fez uma identidade visual e pegou um profissional ruim também, né? Porque o cara que vai fazer identidade visual, ele tem por obrigação consultar se aquilo ali está livre no NPI, né? O cara construiu, por exemplo, uma marca linda, uma identidade visual legal, e aí, pô, fez fachada, fez tapete, fez copinho de café, fez squeeze, sabe aquele branding pesado da marca? Chegamos!

Colocou isso na internet, viralizou, aí veio o dono da marca. Cara, essa marca é minha, por que você está usando isso? Não, não, não, não, essa marca é minha. O que ele teve que fazer? Ele teve que perder tudo o que ele construiu, cara. Ou seja, ele teve um apego emocional pelo aquilo ali, gastou dinheiro, fez um investimento pesado. Então, profissional...

O empresário erra muito por achar que ninguém tem aquela marca. Então a primeira coisa, antes de criar uma identidade visual legal, é consultar o INPI, procurar empresas que são competentes para isso, porque às vezes a gente não vai conseguir fazer isso sozinho. Então acho que é um dos erros muito grande e depois o negócio não consegue escalar. Como é que você escala uma marca ou escalou numa marca que não pode?

É, muito empresário. O cara tá pensando no negócio dele. Ele nem dá valor pra isso, né? Ele nem dá valor pra isso. Ele que o nome pensa, ah, achei legal esse nome, bicho. A probabilidade de alguém ter achado também é alto. Exatamente. Exatamente. Principalmente foi um nome bom, né? Porra. Imagina, vende-se. Imagina se você não tivesse registrado. É verdade. Pô, e é um puta nome, cara. É bom pra caramba. Bom pra caramba. Tem tudo a ver com o que você fez, entendeu? É verdade. Muito boa pergunta, viu? Vai ajudar muita gente. Valeu, valeu, valeu.

Saideira? Era, saideira. Parabéns pela aula. Valeu, meu amigo. Elias, você é um cara de alta performance e dentro desse caminho, qual hábito você acha que mais transformou sua vida? Excelente pergunta. Monjauro, que esse cara tá brincando. Ah, não vou negar, né, cara? Pô, perdeu os quilinhos, né? Pô, uma canetinha ali deu uma aliviada. Claro que com prescrição médica, exame, tudo certinho.

Mas, cara, treinar, velho. Eu perdi 15 quilos, cara. Eu era mais gordinho, muito flácido, aquela coisa toda e tal. E viagem pra caramba, né, velho? Eu viajava demais, assim, loucura. Começar a treinar, começar a fazer uma reposição hormonal com prescrição médica. Pô, minha terça tava 280, 300 nessa época. O cara falou, cara, não sei como é que você levanta da cama.

Não é que todo mundo tem que fazer reposição, mas quem tem necessidade tem que procurar um médico e fazer exame e ver se houver necessidade. Não tem esse tabu, esse preconceito, né, cara? Então, por exemplo, suplementação, os manipulados em isso todo dia, e não abrir mão do treino, cara. Isso aí, pra mim, meu amigo, eu chego, quando eu chego pra fazer uma palestra que eu tô treinado, é outro rolê, cara. Você também deve ser assim. E quando a gente deixa pra treinar, por exemplo, depois da palestra...

Parece que eu fico morgando, sabe, cara? Meu Deus do céu, parece que eu não acordei, cara. A disposição física e mental que uma atividade física gera em você é uma coisa inexplicável. Depois que você vive dentro desse modo operante, você não quer viver de outra maneira. Exatamente. O jeito, por exemplo, pra mim, né? O jeito que a atividade física, ela reage no meu corpo, assim, fisicamente, na minha disposição. E minha disposição mental, ela é uma coisa... ...

Por exemplo, em 2018 eu tive depressão, cara. Um médico falou que era depressão, outro falou que era burnout. Mas é tudo a mesma coisa, né? E eu entrei com antidepressivo, cara. Tomei antidepressivo dois anos. Graças a Deus fazem seis anos que eu nem sei mais o que é isso. Tô liberto, tô curado mesmo e tal. Mas foi quando eu entrei na academia, entendeu?

Em 2020 eu me matriculei. Coincidentemente você conseguiu vencer quando você usou o teu corpo pra sair de um buraco. Eu entrei numa academia em 2020, gordinho, texto baixo, todo rebentado emocionalmente. Eu tirei o negócio do zero, né, cara? Fiz dívida pra caramba, sabe? E isso me regaçou. Não vou mentir pra você. Crescer dói, já dizia nosso mestre, o Flávio Augusto, né? E pra mim doeu muito. Não é todo mundo que vai passar por isso. Eu passei.

E aí, cara, eu matriculo nessa academia e falo assim, velho, não tem saco pra isso, bicho. Sabe, pegando aqueles pezinhos, me churugo, não tem saco pra isso. Eu não sei fazer isso, isso não é pra mim, não sei o que que tem. Aí meu personal falou assim, cara, fica firme, irmão.

Difícil é você vencer os três primeiros anos. Depois que você vencer os três primeiros anos, vai dar tudo certo. Gostei dele, né? Tem gente que fala assim, os três meses, né? É, isso é mentira, velho. Já gostei dele, porque ele já foi honesto. Tem dia que eu vou pra academia arrastado. Talvez você também. Vai ou não vai?

Ou não? Vai não? Alguém vai aí pra estar comigo. Você é alta performance raiz, né? Eu treino desde os 17. Eu treino numa academia com 17 anos. Você já venceu os três primeiros anos. Você sempre foi aquele moleque que joga bola na rua, tal do esporte. Pra mim foi ao contrário. Vai ter uma massa. Eu sei que não é todo mundo e talvez o meu jeito irrite algumas pessoas.

Mas eu era aquele cara que eu ficava bravo quando eu não conseguia jogar bola.

Eu chegava da escola e ia pra rua jogar bola A minha mãe... Não, a gente tem que ir pra um negócio de casa Meu dia acabava Se eu não me movimentava Talvez é por causa de muita energia Talvez imperativo, devia ter um lance assim Mas eu precisava fazer atividade física Eu sempre fui ao contrário Eu sempre fui ao contrário Eu me arrastava num dia Quando eu não jogava bola Eu me arrastava por um dia Quando o cara não corria e chegava pingando Eu...

Então eu acho que eu tinha o... Talvez por ser hiperativo, a necessidade ao contrário que o ir...

O não ir... Que te faz mal, né? Fazer eu me arrastar, velho. Eu não sou do esporte, né? Então, assim, nunca joguei bola, nunca gostei de nada, assim. Nada, nada, nada. Antes dessa última vez que eu entrei pra academia, eu já devo ter matriculado umas cinco, seis vezes. Todas elas eu pagava o ano todo, sabe? Perdi dinheiro e tal. Enfim. Mas tem dia que eu vou até hoje arrastado, cara.

Mas quando eu termino o treino, eu falo assim, que bom que eu vim, cara. Isso é disciplina, né? Você fazer no dia ruim, mesma coisa se você ferir no bom. No cordão motivado, foi. No cordão motivado, foi também. E eu treino 5h30 da manhã, cara. Meu treino é 5h30, 5h30, eu já tô na academia, exatamente. Encontro com o Joelzão direto lá, a gente troca uma ideia.

Galera, palmas pro seu Elias, gente. Obrigado, galera. Irmão, se tem alguém aqui que até o final acompanha a gente e fala assim, cara, eu gostaria desse cara... Primeiro, vou deixar todas as redes sociais do seu Elias aqui, um cara presente, gera muito valor, você tem que seguir ele, siga o seu Elias nas redes sociais, porque é um cara, primeiro, um cara do bem, coraçãozão, família, então o cara nota mil, mas... eu acho que tem muita gente que precisa da tua ajuda, entendeu?

Mas tem gente que precisa da tua ajuda. Porque você é esse cara da direção, né? Esse cara da referência. Posso deixar também os contatos seus, do seu time, pra você. Puta, alguém precisar de uma ajuda, tá no momento. Isso, cara, verdade. Porque você provocou muita gente. Tem gente repensando o escritório.

tem gente que é pensando comunicação, tem gente que é pensando ponto marca, tem gente que é pensando marca paternidade, tem gente que é paternidade tem gente que é pensando cara, será que eu também tenho um produto desenvolver isso, ecossistema tem gente com a pressão alta que é gente querendo usar texto

Posso deixar um link de contato pra turma? Claro, pô. Vai ser um prazer. Então, pra você falar com a turma do seu Elias, pra você, sabe, ter contato com o grupo dele, ver se você tá num momento onde faz sentido e, obviamente, ele poder te ajudar, você pro teu próximo passo. Porque quando você tá do lado de alguém, cara, eu acredito que é uma máquina do tempo, bicho.

Eu acredito que todo empresário é o melhor professor do empresário que está num momento para trás. Para mim, o melhor professor para um cara que fatura 100 mil por ano é um cara que fatura 100 mil por mês. O melhor professor de um cara que fatura 1 milhão por ano é o cara que fatura 1 milhão por mês. Então, por quê? O cara já passou por ali. Às vezes não é o cara do bilhão. O cara está muito longe. Ele está em outra galáxia.

Mas, então, é isso que é muito legal. Então, manda mensagem pro time do Seu Elias, pra ele analisar o seu momento. Vai ser um cara muito bacana, porque o cara não usa 10, mas siga ele porque é um cara espetacular. Foi muito legal essa... Foi massa, já. Foi massa, cara. Que bom, curti muito também, cara. Me senti honrado estar aqui. Cadeira que já assentou tanta gente importante. E mensagem final pra nossa galera é tua.

Cara, mensagem final. Se de tudo que a gente falou aqui, você conseguir melhorar no seu convívio familiar, pra mim já vai ser muito melhor do que eu imaginava, entende? Acho que o maior ROI que eu gosto de dar pros meus alunos e pras pessoas que convivem comigo é esse lance de, cara, não existe nada mais importante do que família, velho. Do que esposa, do que filhos. Família não se abandona.

Isso não pode ficar para trás por causa de grana. Grana é muito futil. Futilidade. Se você perde fé, se você perde, no meu caso, a fé em Deus, no seu caso eu não sei qual a sua fé, mas se você perde a esposa, os filhos, o pai e a mãe, fica rico e milionário, você vai ser só mais um frustrado, só mais um cara triste, só mais um cara depressivo, só mais um cara cheio de muitas ganâncias, mas que acabou sozinho, entende?

Então, velho, vai fazer uma parada. Se sua mulher não quer, velho, não faz. Não faz. Vai fazer uma parada. Se seu marido não apoia, não faz. Troca uma ideia. Talvez ela não apoiou porque você não soube vender. Lembra do que eu falei? Isso que pode mudar nossa história. Isso aqui, não sei o que. Cara, você tem que ter uma técnica de vendas com o seu parceiro, o seu cônjuge, né?

E aí, foca nisso, sabe? Foca de sempre sair, quebrar tudo lá fora, mas voltar pra casa. Sai, quebra tudo lá fora, mas volta pra base. Sai, quebra tudo lá fora, mas tenha pra onde voltar todos os dias. Isso é maravilhoso, cara. Maravilhoso. Pra mim não tem sentido nenhum. Eu não tô falando hipocrisia ou querendo dar lição de moral em ninguém. Pelo amor de Deus, longe de mim disso.

Eu só estou falando que eu estou cercado de pessoas muito bem sucedidas e felizes porque acreditam nisso e eu conheço vários também, tanto alunos, mentorados e que acharam que isso não era importante. Mas quando perdeu, viu a importância que tinha, entende? Então, essa semana eu vi uma propaganda da Pampers, não sei se você chegou a ver, de uma senhora de 89 anos.

que acordou um belo dia com 36 anos, por um dia. Tipo, ela teve uma chance de voltar os seus 36 anos. Aí ela lembrou como era a vida dela quando ela tinha 36 anos, com o marido, com os filhos, os meninos tudo pequenininhos, da idade dos seus lá, da idade dos meus. E ela falou que ela teve a oportunidade de voltar lá na cama enquanto ele era pequenininho, cheirar a mãozinha dele, beijar ele, sabe? Falar que ama, passar a mão no cabelo, ouvir aquilo ali de novo e tal. E ela chorou, tipo...

porque talvez ela não valorizou como deveria ter valorizado. E hoje, aos 80 e tantos anos, ela... O povo te manda isso. E aos 80 e tantos anos, ela estava sentindo muita falta disso. Então, assim, cara, você tem filho pequeno, você, homem, é o cara que vai dar destino para esse moleque. Você que vai dar destino para essa menina. Se ela vai ser bem-sucedida no futuro ou não, muito disso deve ser a você. Deve ser a nós, homens.

E aí, o pai é quem dá direção, o pai é quem dá destino, o pai é quem dá futuro, o pai é quem dá carinho, né? E quando você entende esse papel, cara, e faz isso de forma... colocando só Deus acima disso, cara, parece que tudo começa a ter mais sentido, sabe, cara? Parece que tudo tem mais cor, tudo tem mais prazer. E quando você inverte isso, fica tudo meio cinza, assim. Apesar do bolso estar cheio. Apesar da sua casa ser a casa mais incrível do condomínio.

Seu carro é o carro mais incrível, mas você não... Sabe? Tipo, falta alguma coisa. Falta alguma coisa. Falta alguma coisa. É isso.

Obrigado, irmão. Obrigado, cara. Obrigado pelo carinho aí. Eu que agradeço. Eu que agradeço. Todas as redes sociais do seu Elias tá aqui. Depois vai. Fala que você veio do podcast. Tá? Manda sempre essa energia gostosa que só a gente tem no Como Você Fez Isso. E eu te espero na semana que vem com mais um episódio. Se você tá assistindo ou vendo por alguma plataforma, nos sigam em todos os canais o Como Você Fez Isso. E eu recomendo agora, no final, que você pega esse link e compartilha no teu grupo de WhatsApp, de amigo, de família, da turma, porque eu tenho certeza que você vai gerar uma boa provocação.

pelas pessoas que você gosta. Até semana que vem. Fica com Deus e tchau.