TEM MUITA GENTE BOA SE ACHANDO RUIM (A MENTIRA DA INTERNET)
Tem muita gente incrível se achando ruim por causa de um monte de gente ruim que se acha incrível na internet!
Neste episódio do "Entra Pra Rachar", Caio Carneiro traz um choque de realidade sobre autoestima, rótulos e a armadilha da comparação.
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Você já sentiu que não é bom o suficiente ao olhar o sucesso dos outros nas redes sociais? Esse é o perigo da "autoimagem contaminada".
Muitas vezes, aceitamos rótulos negativos e esquecemos que estamos comparando o nosso pior bastidor com o melhor palco (e muitas vezes editado) de outra pessoa.
- Autoimagem contaminadaAutoconfiança · Autoestima · Rótulos negativos · Validação · Comparação saudável
Tem tanta gente incrível se achando ruim por causa de um monte de gente ruim se achando incrível. Primeiro, eu trouxe alguns pontos importantes pra gente falar no papo de hoje. O que eu chamo de autoimagem contaminada. Se você não se enxerga, você repete aquilo que os outros dizem sobre você. Tem muita gente que confunde autoconfiança com autoestima.
E principalmente dentro do mundo empreendedor, a autoconfiança é determinante, cara. O empreendedor, por natureza, é uma pessoa que tem autoconfiança. Por isso que a pessoa rebelde ao ponto de enxergar um problema e falar assim, cara, eu vou deixar melhor do que eu encontrei. Ele é um cara que questiona. Ele é um cara que confia que ele consegue superar um desafio, que ele consegue tirar algo do zero pra algo.
Então, por natureza, é um cara que tem uma confiança acima do normal. E uma pessoa que não consegue empreender porque ela deseja, mas não tira do papel, é porque em algum momento ela não se sente confiante.
Sentir seguro ao ponto, ah, e se eu não consegui? Ah, e se eu falhei? Ah, e se eu perder? E se eu, e se, e se, e se, e se, e se? Aí ela fica paralisada. Então, autoconfiança e autoestima são coisas fundamentais. E elas são muito correlacionadas, mas não são a mesma coisa. Primeiro, autoconfiança é o quanto você acredita em você. A autoestima é o como você acredita que o outro te enxerga.
Obviamente as duas coisas estão muito correlacionadas. A sua autoestima toca na sua autoconfiança, a sua autoconfiança toca na sua autoestima. Mas tem tanta gente boa se achando ruim por causa de um monte de gente ruim que se acha incrível. E Caio, qual que é o cerne dessa sua mensagem? Primeiro, não deixe que o outro te defina.
Primeiro, a tua identidade, quem define é você. Se a sua identidade é definida apenas pelos outros, é obviamente que o nosso ambiente nos molda, a nossa família nos molda, a mídia nos molda, tem coisas ao nosso redor que vai nos moldando. Mas a tua capacidade de identificar quando o outro te define é uma, pra mim, uma das sabedorias de vida. Então, primeiro, cuidado.
com os rótulos que os outros te dão e você compra. Cuidado com os rótulos que você dá a você mesmo. Eu sou um cara muito ligado na semântica. Por exemplo, quando eu tô batendo um papo com alguém, alguém fala assim, ah, não, eu não sei vender. Eu não tenho esse dom. Aí eu falo assim, cara, ô, ô, ô, ô, ô, ô. Pera lá, pera lá, pera lá. Vendas não é dom.
Eu entendo que às vezes é um jeito popular de dizer, ah, eu não sei com o dom de vender, mas eu acredito que venda é técnica. Venda são etapas, processos, obviamente existem características e personalidades que favorecem no desenvolvimento de uma técnica ou outra, mas vendas é técnica, não é dom. Eu acredito que ninguém nasce com vendas com a programação de fábrica, não é instalado nesse Windows.
Primeiro, eu não nasci com habilidade comercial. Eu desenvolvi a habilidade comercial. Mas, de novo, existem algumas características e personalidades que favorecem.
Por exemplo, uma pessoa que tem a escuta ativa mais desenvolvida de personalidade, ela tem um desempenho maior na área de vendas. Tem muita gente que acha que o extrovertido, alguém que fala muito é melhor comercialmente. Não, é uma verdade. Vendas não é você ser um falador inconveniente, é você ser um perguntador profissional. Então, em vendas, quem ouve mais tem uma melhor condução de conversa.
mas não quero levar esse papo tecnicamente para vendas hoje. Mas quando alguém chega, eu estou falando de rótulos, tem gente que se coloca um rótulo, ah, eu não tenho o dom de vender. Então, beleza, você colocou a mudança para uma força fora de você, então falar que você não tem o dom da venda significa não há nada que possa ser feito. E sabe qual que é o problema? Tu acredita nisso.
E aí você acreditou no rótulo que você mesmo deu, colocou a solução numa força fora de você. Assim, Deus não me deu esse dom, então não há nada que eu posso fazer, então eu preciso aceitar o fato de eu não saber vender. Olha que história você contou pra você mesmo. E o pior é que você compra a tua história, vira uma provisória autorealizável. É óbvio que você nunca vai aprender a vender.
tu tá comprando a história que você vendeu pra você mesmo. Então, a gente tem que tomar muito cuidado com os rótulos que os outros colocam sobre nós. Tem muita gente que ouviu na infância, pô. Tem gente que ouviu um monte de coisa que esse tipo de rótulo te afeta na parte profissional até hoje.
Então, muito cuidado com os rótulos que os outros e você dá para você mesmo. A validação é impressionante. O ser humano, nós sempre estamos em busca de validação e é impressionante. É algo da nossa natureza, gente. Eu, como pai, sou pai de três presentes que Deus me deu, cara.
Bela, do Theo, da Mia. E eu tô numa fase agora que eu tô, sabe, pai de atleta, né? O Theo tá competindo tênis, e aí, final de semana, eu vou lá e levo meu filho. E é impressionante. O Theo começou a competir tênis por volta de sete anos de idade. E é impressionante como ele busca a minha validação. Ele sabe que eu tô olhando lá, ele chega, ele faz um ponto, e na hora que ele faz um ponto, ele olha pra mim.
meio que esperando o joia, esperando a palma. E também quando ele erra, ele veja, olha pra mim, toda hora eu falo assim, Théo, foco na quadra, foco na quadra, foco na quadra. Mas eu sei que é extintivo dele buscar a validação. No caso, ele quer a validação do pai dele. Então eu vejo que é algo visceral do ser humano a gente buscar a validação de pessoas que importam pra gente, que a gente ama. Só que quando transcende...
E isso vira todo momento, a gente tá buscando a validação. Sabe qual que é a pior coisa? Você pegar a validação de quem você não gosta, pra pessoas que não se importam pra você, pra objetivos que elas não estão nem aí. Tem gente que, de uma maneira inconsciente, tá buscando validações. Por exemplo, eu busco a validação sempre da minha esposa. Busco, claro, em unidade. Quero sempre a validação dela.
Por quê? Porque é um só corpo comigo, é uma unidade comigo. É como se eu não ser validado pela minha esposa, é como se eu fosse validado por mim mesmo, pô. Agora, quando você perde essa referência de quem, aí começa a entrar num jogo perigoso. A comparação burra. Primeiro, eu não gosto de bater, tem muita gente que desmerece a comparação. E eu acho que existe uma sabedoria.
entre uma comparação burra e você fala assim, esqueça a comparação pra mim, ele fala assim, cara, estamos no planeta Terra, não tem como você esquecer. O ser humano, ele compara, o cliente compara preço, compara produto, compara qualidade, nos esportes é comparado o tempo. Mas a gente chega com um atleta, para de se comparar, porque, cara, ele vive, ele é pago pela comparação de tempo, você é o nadador, vamos comparar o teu tempo com o tempo do cara, pô.
Então, obviamente, existe o jeito certo da comparação. Primeiro, você comparar com você, precisa ter um setup você entre você mesmo. O jeito de comparar, existe uma lógica numa comparação saudável.
Por exemplo, você está se comparando com um cara que tem anos de mercado, você começou agora, um cara que está num outro contexto, você está ali, você está num outro mercado, o cara está assim, ele está num outro setor, você está assado, ele começou com esse contexto, você começou com esse. Então existe uma maneira saudável de você utilizar a comparação para ter boas referências. Porque senão aquela comparação que só destrói o teu entusiasmo é a comparação que era melhor não comparar.
Uma comparação pra destruir seu entusiasmo, acabar com a tua esperança, você se sentir um lixo. Você... Aí, obviamente, eu falo assim, cara, e saia dessa comparação, que ela não tá te levando pra lugar nenhum. Apenas pra um depósito de... de baixa autoestima, de negatividade, depreciação do seu eu, do seu ego. E aí, é horroroso isso. Agora, se eu falar não se compare, eu acredito que não é...
o melhor recado pra quem vive no planeta Terra, porque o mundo é assim, o mundo capitalista é assim, a gente compara. É empreendedor? Então o teu cliente vai, o teu potencial cliente tá comparando o teu produto com o terceiro, o teu preço, o teu prazo, a tua qualidade. Claro que você tem que comparar. Ter boas referências é maravilhoso. E de uma certa maneira é muito importante essa régua, né? A gente tem que tomar cuidado pra gente não comparar o palco de alguém com o nosso bastidor.
O que é o palco de alguém com o nosso bastidor? O melhor da vida de alguém com o pior da nossa vida. A melhor fase de alguém...
com o nosso momento mais desafiador. Eu acho que quando você compara, sabe, tem gente comparando alguém que, por exemplo, tá num momento incrível com você que tá começando a tua jornada agora, você tá pivotando o seu negócio, você tá encontrando dentro do teu público-alvo, você tá no início da tua jornada, a tua estruturação ainda, cara, você não tem processo bem definido, o time comercial é você e você... E aí você tá vendo alguém que você acompanha na internet, o cara já tá lá, se você comparar...
entre aspas, esse palco que é uma boa parte de alguém com a pior da tua parte, porque o teu bastidor você sabe com detalhes. O dos outros, você sabe o que o outro mostra. Então, eu... Por estar na internet há muitos anos, eu gero conteúdo, documento meu conteúdo, vão fazer 14 anos pra 15 anos.
Então, tem muita gente aqui que, eu acho isso muito legal, a gente tá ficando mais maduro na internet. Provavelmente você que tem Instagram, você já tem Instagram há 10 anos, então olha como você é experiente em Instagram, você tem mais de uma década de utilização, ou como produtor, ou como consumidor. Então, eu tenho essa experiência de 14 anos nas duas pontas. Confesso que eu sou mais produtor do que consumidor.
Como eu produzo muito, eu acabo consumindo menos. E tem gente que se você consome demais, você produz pouco. Mas uma coisa que eu tive que aprender no meu início de consumir conteúdos na internet, acho que principalmente de uma maneira com proteção, é saber que quando eu me conecto com a história de alguém, é a boa parte que ele quer mostrar. E tá tudo bem. Esse vídeo é um vídeo pra você proteger.
que eu vejo muita gente incrível se achando ruim, por causa de muita gente ruim se achando incrível. Ou seja, a pessoa ali... Às vezes você se conecta com a história de alguém que você nem sabe qual foi o bastidor daquela pessoa. Na internet tem de tudo.
tá? Na internet tem de tudo e é muito importante você colocar filtros ali e ali às vezes você vê a história de alguém, você vê um carrão bonito, mas você nem sabe se o carro é da pessoa, se o carro é parcelado, se o carro é alugado, aí você vê um carrão de alguém e aí você vê aquela história que a pessoa começou a X tempo, e aí você olha pra você e fala, pô, eu não tô saindo do lugar, então cuidado, cuidado com o filtro.
que você tem sobre si, cuidado com os rótulos que você coloca sobre você, cuidado com a identidade que os outros te dão e você aceita e você recebe. A toda maneira, saiba o jeito que você se relaciona com você mesmo. Acho que todo mundo tem essa voz, né? Pra mim, quem não conversa sozinho é maluco. Se você não troca ideia com você sozinho, você é louco. Eu acho muito saudável. Eu falo comigo sozinho diversas vezes, pô.
E a gente tem essa voz dentro de nós. Como é que está o debate dessa voz? Esse debate é importante. Porque ego vai ser sempre um grande inimigo. Porque é a dose, a dosimetria. Mas de uma certa maneira você precisa proteger essa sua comunicação com você mesmo, porque é essa comunicação que vai falar assim, vai com tudo, você consegue.
Porque tem hora que você não vai ter ninguém te incentivando, tem hora que você não vai ter ninguém te aplaudindo, tem hora que não vai ter ninguém... Ao contrário. Se você começar a ser racional mesmo, todo mundo na tua volta só tá ali te puxando pra baixo. Você tem que confiar. Então, cuidado pra que o barulho ao seu redor não seja um barulho que te prejudica. E pra isso você vai ter que ter bons filtros. Então, minha recomendação...
Tenha bons filtros. Beleza? Assim como no Instagram tem filtros que deixam as coisas mais bonitas, você precisa ter filtros também. Tá? Pra proteger a tua imagem de você mesmo e do mundo que tá à tua volta. Pensa nisso. Tchau.