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Como a NOVA GERAÇÃO está QUEBRANDO AS EMPRESAS? | Como Você Fez Isso? - LÁSARO DO CARMO #135

15 de abril de 20261h9min
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Como não falir uma empresa? Neste episódio, Lásaro do Carmo revela os principais erros que levam negócios à falência e compartilha estratégias práticas de gestão, precificação, capital de giro e tomada de decisão para quem quer crescer com segurança.☕ *Caffeine Army e Como Você Fez Isso?*- Cupom de desconto: COMOVOCEFEZISSO🟪 Quer participar da plateia? Preencha esse formulário e boa sorte!

Participantes neste episódio2
C

Caio César

HostApresentador
L

Lásaro do Carmo

ConvidadoExecutivo e mentor
Assuntos3
  • Erros que levam à falênciaContratação por competência · Capital de giro · Precificação correta · Vaidade do dono · Desafios da nova geração
  • Cultura empresarial e meritocraciaCabeça de dono · Ambiente de trabalho
  • Importância da gestão financeiraFluxo de caixa · Estratégias de pagamento
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Fala galera, sejam todos muito bem-vindos a mais um super episódio do Como Você Fez Isso. Hoje eu trago um cara que eu gosto muito, conheço ele há anos, já trabalhamos juntos durante muito tempo. E toda vez que eu trago ele aqui, é muita ideia boa. Primeiro, ele é executivo, conselheiro, mentor de umas mentes mais brilhantes de gestão.

quando a gente fala de estratégia, é um cara que de negócio sabe muito. Foi o braço direito de Silvio Santos, ele tem grandes histórias, e eu lembro, ele já me contou muitas histórias, e é muito legal isso, porque sempre tem um ensinamento embutido, e ele foi um dos arquitetos, chamando assim...

um dos fenômenos chamado Jequiti, reconhecido por sua visão e principalmente por transformar desafios de negócios em cases de sucesso. O convidado de hoje é meu amigo Lázaro do Carmo. Nossa produção, um palmo para o Lázaro do Carmo! Estou feliz aqui, viu, meu irmão? Eu também, pô. Mais um papo. Mais um papo legal. Sempre que convidaram, vão voltar, pô. Que legal. Lázaro, eu trouxe um tema importante, cara. Se mandar.

Às vezes, mais importante que você saber o que fazer, o que não fazer. E eu vou trazer um como e vamos fazer aquela metralhadora que você gosta. Como não falir uma empresa? Cara, você está pronto para escrever um livro? Como não falir uma empresa? Porque as pessoas estão olhando aqui, estão assistindo, maioria esmagadora é empreendedores.

na sua extensa maioria, PMEs, pequenos e médios negócios, muitas pessoas flertando ali, querendo ter o seu negócio, e tem um dado, cara, assustador, quando alguém olha pela primeira vez, que 80% das empresas que abrem, quebram. E o ano passado foi um recorde de RJ, principalmente no agro.

E recuperação judicial. Isso pra quem consegue pedir, porque a maioria não tem nem recurso pra pedir RJ, porque você não tem EBITDA pra pagar a conta. Então se você olhar o número de quebradeira, deve ser muito maior. Exato. Aí no Brasil, as últimas semanas, os últimos meses, foi muito intenso por, não só o caso do Master, que pra mim foi um escândalo que ainda sem precedentes da gente saber, mas teve o grupo Pão de Açúcar recentemente, entrando em RJ. Com surpresa. Não sei surpresa, mas, porra,

um ícone no Brasil isso, então quando a gente vê os ícones também sofrem a americana foi um ícone também tem a Raizen também é o outro, no setor de energia você pergunta quem é a número um e aí você vai então imagina se tem desafio aqui nos ícones, imagina lá no pequeno

por onde a gente começa esse papo? Como não falir um negócio? Cara, não é simples, mas a gente vai pegar por áreas. Por onde você acha que começaria o nosso papo? Vamos lá, começaria o seguinte, tudo dentro de uma empresa começa e termina em gente. Porque CNPJ não toma decisão, Caio. Quem toma decisão é CPF. Então eu costumo falar...

Aqui, a primeira coisa que você tem que tomar cuidado para não falir a sua empresa é você contratar as pessoas pela competência, não pela confiança. E esse é o erro do pequeno empresário. O grande empresário, ele nunca contrata pela confiança, ele contrata pela competência. Mas o pequeno que está começando o negócio, o que ele faz? Ele faz aquele conceito do family, do friends, para o work, para o trabalho. Bota aqui, bota primo. Bota todo mundo ali e aí começa.

Aí começa ali. Então, contratação pela confiança, o cara mais próximo. Quantas empresas eu conheço que chegou a 500 milhões de reais, eu vou ver o financeiro, é o amigo do cara de infância, ou era alguém... Eu já peguei um caso muito grande, uma empresa famosa que faturou 1.2 bi, que é do amigo meu. Hoje estão com grandes problemas. O financeiro era o motorista dele. E começou com ele lá atrás. Uma empresa de 1.2 bi, aonde o CFO necessita de uma sofisticação absurda. Sim. Era o motorista dele.

E ele não tirava de lá. Então eu falo. Se você confia, se você gosta, dá para a pessoa dinheiro, mas não dá cargo dentro da sua empresa. Então o primeiro passo é contratar pela competência, não pela confiança. Aí você tem outros vieses que são gestão. Mas vamos para o mais impactante, para o pequeno e para o médio. É capital de gira sagrada.

esse impacta o pequeno muito. Porque o grande, geralmente, se ele tem governança, ele não mexe no capital de gira. Porque ele entende que qualquer investimento ou dividendo se faz com lucro líquido.

dividendo é com caixa livre, senão você não faz dividendo. E ele entende que investimento ou é dívida estruturada ou é caixa livre. Ele não faz o que você fala. Mas o pequeno, quem não ouve, quem atira a primeira pedra, que pegou um negócio do zero e ele começou a crescer e tu começou a ver dinheiro no caixa, achou que aquele dinheiro era seu e tu comprou carro, casa.

Opa, relógio com o dinheiro do capital de giro. Sim. Então, para o pequeno e médio que está ouvindo a gente, a complexidade maior é não mexer no capital de giro. Porque o capital de giro não me fala.

É a geração de caixa operacional para manter a operação. É o que gira ali dentro. O que sobrar do seu capital de giro vai para o extra operacional ali dentro, você paga o imposto, contribuição social e sobra no caixa. Aí aquele caixa você escolhe se vai ser investido ou vai ser distribuído. Então, por mais que você seja pequeno, a dica principal é...

descubra qual que é seu capital de giro. Pô, Lázaro, mas eu não sei, querido. Meu filho de 14 anos vai saber isso. Se você somar todas as suas despesas do mês e a sua necessidade de pagamento, tá ali seu capital de giro. Contando o CMV. Aí o cara fala assim, não, é salário, água, luz, telefone e aluguel. Não, não, não, peraí. Tem o custo da mercadoria, tu tem que comprar pra revender. Sim. Se for serviço, tem o custo do capital.

Então, isso é o capital de giro. Isso é pro cara do carrinho do cachorro quente fazer. E não esquecer nunca mais.

aí esse é o seu custo de capital de giro. Quanto mais tu cresce, mais capital tu necessita. Então essa conta, se você é uma empresa pequenininha, cara, faturo 100 mil num mês, no outro mês eu tô 200, 300, 500, o capital de giro subiu, porque você tem que contratar mais funcionários, você tem que comprar mais coisa pra vender, é aí que o pequeno se perde. Então nós falamos lá da contratação do capital de giro. Outra coisa que faz a empresa quebrar, aí são duas, que tem a ver com a venda, que a gente sempre fala, né?

Tem gente que tem mania que faz assim. Tudo começa e termina com venda. Eu falo que é com boa venda. Porque vender ruim não, velho. Pelo amor de Deus, entendeu? Não é só vender. Então começa na venda da seguinte forma. Antes de você colocar a sua empresa no mercado, você é mestre nisso, não precisa falar pra você, mas essa turma precisa aprender, né? Você fez a prefiscação correta? Antes de lançar um produto. O seu markup tá correto?

Ele sobra margem suficiente pra cobrir todo o SD&A com os fixos variáveis? Às vezes uma venda ruim piora o caso, né?

Meu amigo, se você não precificar, se você precificar errado, você pode faturar bilhão, porque tu cavou sua sepultura. Exato. O primeiro passo é a precificação.

precifiquei? Como é que eu sei que eu estou precificando errado? Aí vamos começar a dar dica para todo mundo, né? Como é que eu precifico que está dando errado isso aqui? Cara, eu comprei por quanto? Quanto que o mercado me compra? Ah, o mercado me compra por 10, mas isso aqui custa 5. Cara, o dobro não é o suficiente. Então eu vou ter que comprar mais barato do que 5. Eu tenho que achar o meu markup para sobrar uma margem mínima depois que eu tiro o meu custo da mercadoria, meu imposto para cobrir meu SG&A.

Eu tive uma empresa chamada Hidrogen no passado, que a gente vendeu para a Hipermarcas, que era licenciada à Disney. Essa empresa foi comprada do Sérgio Saad, lá da família Saad, e quando ele lançou essa empresa, ele teve um sonho que muito brasileiro tem, inclusive eu quando era medíocre. Eu quero ter o melhor produto do mundo pelo menor preço. Ele lançou produto para concorrer com a Johnson & Johnson.

com a formulação tão boa quanto, com a embalagem mais foda, muito mais foda, e pagava royalties pra Disney, só que no mesmo preço da Johnson & Johnson. Aí ferrou, irmão. A empresa faturava, na época, 45, 50 milhões e dava prejuízo no EBITDA. EBITDA negativo. Vixe. Por quê? Porque o preço ficou errado.

Então na hora de precificar, você tem que fazer exatamente isso. O mercado aceita pagar quanto? Não adianta você colocar caro que você não vai vender. Você vai vender a preço que o seu consumidor paga. E aí eu vou ser extremamente duro na aquisição desse produto para que eu consiga ter uma margem suficiente para vender. A empresa que nós dois passamos por lá, nosso markup era 10,12. Sim, era muito bom. Era 10,12. Eu comprar esse aqui por 10, vender por 120.

Entendeu? Ela tinha proteção contra idiota ali dentro. Essa frase sua é muito boa, né, cara? Margem alta é proteção contra idiota. Tu erra, tu não quebra a empresa. E o cara de commodity pode errar? O cara do Pão de Açúcar pode errar? O cara da Heisen pode errar? Não pode errar. Pra você, o que é uma boa margem no negócio? Depende do setor.

Pensa o seguinte, supermercado, se der 10% de EBITDA, é maravilhoso. Ah, mas no geral, assim, o que você acha que é uma boa marca para o cara perseguir que tem referência? E, obviamente, tem para a adaptação do supermercado. Um gross margem, 50%, 60%. Para mim, gross margem, é o seguinte, preço de venda, menos o desconto, menos o imposto. Pronto, tem que sobrar ali 60% ali dentro.

menos o imposto, desculpa, menos o CMV preço de venda imagem líquida ali final, o que você acha? pra você cara, vamos colocar qualquer coisa acima de 20% num país que tem uma selic de 15% tá bom menos do que isso, porque a gente tem um custo do Brasil muito alto vamos colocar um supermercado bom, foda, mas muito bom da deficit de EBITDA, 5% de lucro líquido

Num país com Selic a 15, com custo Brasil aí, que, porra, deve estar na casa dos 10, esse cara não pode errar, meu irmão. Ah, tudo bem, mas ele fatura 20 bi, em absoluto é muito dinheiro. Mas qualquer erro sobre uma venda absoluta de 20 bi é muito dinheiro. Não tem proteção contra o idiota. Em uma empresa de serviço, não, você aqui.

Você tem proteção. Eu, na educação, não tenho proteção. Sim. Eu tive uma margem ano passado de mais de 50%. Então pronto. Margem líquida. Líquido, LL. Tu pode errar. Entendeu? Agora, você imagina um cara que tem 4%. Vamos colocar grandes redes de farmácia.

Três, velho. Uma droga raia da vida e tal. Cara, eu falo isso, eu tenho muito desse, por setor, eu tenho de cabeça, porque eu sou o maníaco do DRI, né? Tem um monte de clientes na empresa, eu fico pegando um por um pra ver. Pô, frigorífico, cara. Dois, três, velho, assim, o cara não pode errar. Então, o que é uma margem boa? Depende do setor que você está. Um supermercado com 10 de EBITDA é maravilhoso. Se você tem uma empresa de cosméticos, uma empresa de educação com 20 é ruim. Péssimo. 25? Péssimo.

Entendeu? Então depende do setor. Mas a melhor dela dentro do conceito inteligente é aquela que paga as contas, que deixa o dono ficar rico, cubra todos os impostos do Brasil, cubra as taxas de juros e ainda sobra alguma coisa. Se o seu negócio não é capaz de pagar o tributo do país que você vive, nem a taxa de juros do país fecha, que é ruim. Em algum momento ele vai explodir.

Isso, você está começando pequenininho. Eu escuto assim o empreendedor pequeno, ah, mas isso é uma empresa grande, empreendedor pequeno não consegue pagar imposto. Irmão, fecha, fecha, você está sendo desavisado. Cara, você vai se ferrar quando você crescer. Quanto mais crescer, eu cujo essas empresas de e-commerce, eu não consigo pagar de FAO e eu vou continuar vendendo, e ela foi crescendo. E hoje fatura 150 milhões com dívida de 200 de FAO. E aí, como é que tu faz?

Tu quer a fim de entrar nessa? Então a gente entrou. Precificação. Gente, caixa, venda boa. Venda boa. Então, bicho. E a venda boa, a gente falou de price. Sim. Formação de price, certo? Sim. Certo. Outra coisa, que mais... Aí vem uma coisa que é um pouquinho mais intangível, mas acontece principalmente nas empresas grandes. O que que mata as empresas, além desses esquisitos aqui? E tirar... Aí depois nós vamos acertar no setor de commodities, que é diferente. É a vaidade do dono quando ele cresce.

Fale mais. Interessante isso. Cara, você tem uma empresa pequena, Caio. Você montou o vende-se do zero. E o vende-se está crescendo. Daqui a pouco o vende-se bateu um bilhão de faturamento. O Caio se acha o foda. Você é autor do livro e seja foda, mas tu não é foda, velho. Ninguém é. É verdade. Entendeu? Aí tu se acha o máximo. É seja. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não.

Porque se tu agir como você, ser foda, tu vai ter o ego e a arrogância. E são os pecados que o diabo mais gosta. E o que o ego e a arrogância fazem? Ele é o antídoto da inovação. Você para de inovar, porque você não ouve ninguém, irmão. É só as suas ideias que servem, porque você criou do zero. Ninguém sabe mais do que você, do que da sua empresa. Você não pede ajuda.

Cara, eu vejo todo dia dentro do grupo Opo demais. O cara quando chega lá, ele tá fudido, abraçado com um capeta, não dá pra salvar ele não. O cara chegou a faturar bilhão, tá se endividado até a alma, fala, por que você não veio antes? Ah, porque eu tava tentando. O ego é a vaidade e não deixou ele procurar. Então o menos tangível, mas é o que mata a empresa grande. Geralmente não é o pequeno. Entendeu? O pequeno no primeiro vacilo dele, o bolso dele ferrou todo, aí ele pede ajuda pra quem tá passando na frente. Mas o grande, uma empresa acima de B, irmão, ela demora.

pra ferrar o dono. Você começa a perder dinheiro, aí tu tem crédito, começa a tomar crédito, aí tu pedala mais dois anos com crédito, aí você tem uma ondinha boa, você melhora, depois você cai de novo. Porque se a sua empresa, independente do tamanho, todo o capital de giro não tá indo pra super estoque, nem pro crescimento, é sinal que ela tá gerando negativo, ela é um cash burn, ela tá gerando negativo. Então você tem que cuidar da causa. Porque caixa é sintoma.

Você tem que cuidar da causa que está gerando o capital de giro negativo com frequência. Se você toma dinheiro no banco para cobrir capital de giro, aí depois você toma de novo para cobrir capital de giro, você toma de novo. E essa empresa não está assim, porque quando ela está assim, você precisa tomar capital de giro. Ela está assim, crescendo 10%, e você está tomando capital de giro toda hora, você está quebrando e não está sabendo.

Entendeu? E é normal na empresa grande, por causa do ego e da vaidade, ele entra no aspiral negativo de ficar tomando dinheiro pra cobrir buraco, tomando dinheiro pra cobrir buraco, quando ele assusta, ele tem 500 milhões de dívida. Aí ele começa a pensar, sabe o que ele faz ainda? Antes de pedir ajuda? Toma 500 milhões de dívida. Eu não vou tomar dinheiro em banco, não, vou parar de pagar imposto. Pra melhorar meu caixa. Quando ele viu, ele assustou, ele se ferrou dos dois lados. Então isso tudo que eu falei aqui, .

São erros bitigados com uma empresa de boa governança, de boa gestão. Mas eles são muito difíceis. Aí, Lázaro, você falou que você não falou ainda do setor de commodities. Agro e commodities, principalmente o agro com commodities. É que é um outro mundo, tem peculiaridades, né, cara? É, exatamente. Que você não controla. Porque isso tudo nós falamos aqui, Caio, você como senhor, você controla. Isso aqui, quando entra pro commodity, você não controla. Você tem coisas que não dá.

soja, porra chegou a bater 1,94 na pandemia e logo depois bateu a 94, você imagina o cara

que estava com o silo cheio, não vendeu a 194, e a próxima safra ele produziu na época que a soja estava em alta. Quando a soja está em alta, o insumo vai para alta. Todo tipo de insumo, para a terra, para a planta, para a folha, tudo vai em alta. A mão de obra vai em alta, a máquina vai em alta, tudo vai em alta. Aí tu vai e compra em alta, aí ela cai para 94. Ou seja, não é que você tomou prejuízo naquela safra, naquela produção e naquele estoque. Você tomou no estoque futuro.

que você não vai conseguir produzir para dar lucro vendendo ela a 94. Acho que hoje está 120, sei lá. Tem uns fatores macroeconômicos aqui que influenciam, né? É como se fosse uma gravidade fora do teu negócio que influencia dentro. Por isso que eu falo que o executivo dessa área ele tem que ser muito mais fera do que de outras áreas. E aí, entrando no primeiro tópico aqui de gente, eu queria aprofundar nesse tópico aqui, Lázaro. É... Que...

Montar time vai ser o trabalho eterno de qualquer tipo de CEO. Qualquer dono de empresa vai ter que ficar montando time pra sempre. Você monta, ele encaixa, ele fica um pouco melhor, você desmonta, sai uma peça e desmonta. É como se fosse uma seleção. Se você é dono de empresa, você tem que ter um processo de entrevista contínuo e em série. É. Espirrou perto de você, falou, articulou três frases em entrevista. Agora, por exemplo, você vem montando...

Eu comecei a montar equipes, obviamente, aos 20, exclusivamente na área comercial, times de vendas.

Então eu só olhava pra área comercial. Gigantescos, mas sim. Você era um cara que montava não só equipes comerciais, mas também equipe administrativa, financeira. Fábrica, operações. Fábrica, operações. E até hoje você monta equipe. Como é que tá a mão de obra agora? Por exemplo, essa nova geração.

Ela está contribuindo para crescimento, para queda. Eu não gosto também de generalizar, eu acho que tem gente boa em todos os momentos. Mas o que você vê que é o desafio de gente hoje? Ó, vamos falar assim.

Desafio de gente sempre foi. Sim. Sempre existiu. Eu também acho. Tem gente que fala assim, ah, mas no passado era muito mais fácil. Então por que você só tem o Antônio Emílio de Moraes, você só tem o Abílio de Nisse, você só tem o Silvio? Desculpa, concordo. Se fosse fácil, você tinha 10 de cada cara desse. Isso aí é desculpa do fracassado. Entendeu? O que aconteceu hoje com a nova geração que tá aí, que todo mundo fala mal dela, e que pra mim não tem a ver com geração?

Eu vou falar uma coisa que já virou sacau na internet, frase minha. Só tem dois tipos de ser humano.

Vagabundo e esforçado. Não tem geração. Você tem vagabundo e esforçado em qualquer idade. Depende do perfil de cada um. Mas o que aconteceu de peculiaridade?

com a geração Z e até com as outras que vieram depois delas aqui, cresceram no mundo onde a informação era muito contínua, onde você consegue espelhar os outros, ver os outros. E esses outros, com a advento da internet, começou a falar que o mundo era fácil. E boa parte dessa geração acha que as coisas são fáceis e que não precisa transpiração. Basta inspirar para as coisas darem certo. E não é assim. Não é assim. Mas eu acho que tem gente boa e gente ruim em todos eles.

Gente fraca vê esse jeitão do Lázaro de maluco. E eu sou fofo, você sabe disso. Você trabalhou comigo. Eu sou fofo. Tem esse estereótipo, cara forte e tal. Dá um assustado. Cara assustado, cara. Acho que eu sou pós, entendeu? Por que eu sou fofo? Porque eu não falto respeito com o ser humano. Porque respeito pra mim é a chave fundamental dos negócios. É, você é um cara que sempre foi firme com as suas posições. Sim. Por exemplo, você tava falando assim, eu entendo o que você quer dizer. Cara, o mais importante pra mim é a competência. Exato.

respeito competência. Não importa se você tem dois olhos, três olhos, quatro olhos, cinco olhos, cinco boca. Tu é magro, tu é gordura, tu é opção sexual, a supervalorização do cara, eu tô olhando pra capacidade de produção que você tem. E dentro da competência, não é só formação hard skill, é vontade de fazer realizar. Que também pra mim é um hard skill. Ah não, mas isso é software. Não. Pra mim é um hard skill você ter aquela gana de fazer realizar, de conquistar as coisas.

Entendeu? Eu tô quebrando até o conceito. Daqui a pouco a gente não me chama de burro. Mas é, cara. Tem que estar intrínseco. Você não sabe matemática, você tem que saber brigar. Tu não sabe contabilidade, tu tem que saber lutar pelas suas vontades. Então é isso. Eu acho que o problema da geração hoje... Ah, tá bom, Lázaro, mas a geração tá mais fraca por essa série de fatores que você disse. Tá bem, é a culpa da minha.

A geração às vezes é filha de quem? É filha da X. Na maioria das vezes. Então eu fui um péssimo pai. Entendeu? Essa minha geração tá fraca. Então vamos parar de culpar? Cara, quantos moleques você conhece de menos de 30 anos que são sangue nos olhos? Um monte, pô. Também um monte, velho.

um monte. Lá na viúva, na antiga empresa, não tinha os caras muito foda. Na Junésia eu sempre tive um equipe só trator, cara. É porque você tem aquela coisa, a sua cultura, né? Quando você tem a tua cultura bem estabelecida, você vai encontrar gente que acredita no que você acredita, que você vai emprestar a sua visão, eles vão se identificar, eles vão querer construir junto, vai ser natural. Vou te dizer uma outra coisa que não tem a ver com a geração, mas é cultural no Brasil.

Você acredita que é absurdo, mas acontece? E muito. Eu tenho uma indústria lá no Nordeste.

Eu tenho que pagar prêmio pro cara que vai todos os dias. Peraí, eu tô te pagando salário pra você ir todos os dias. Mas eles não vão. Aquele que vai todo dia que não falta, pra eu conter o meu absenteísmo, eu tenho que dar um bônus. Você não acha isso o cúmulo da escrisofrenia empresarial, irmão? Caio, trabalho é, me gera valor que eu te dou dinheiro. A relação de trabalho, eu estou comprando o seu tempo, sua capacidade de fazer e realizar, e estou te remunerando por isso. Aí tu não vai trabalhar.

Aí aquele que tá cumprindo a obrigação mínima, que é, eu te paguei 20 dias úteis por ano, por ano ou por mês, esse cara, ele tem que ganhar um prêmio porque ele fez aquilo pelo qual a gente contratou. Porque a maioria é contratado pra ir 20 vezes no mês, 20 dias úteis ou 22, depende do mês. E ele vai 15.

premiar não é por produtividade, é pelo cumprimento básico. Deve ter um monte de gente assistindo a gente que se não fizer isso, o absenteísmo é lá nas alturas. Se não acha que isso é uma escrisofrenia louca e a culpa é do empresário também. Se você precisar mais do que respeito ao bom ambiente de trabalho, um plano de carreira de futuro e uma remuneração digna, se você precisar mais do que isso, tu tá precisando de terapia. E eu não sou terapeuta. Você tem respeito e um ótimo ambiente de trabalho.

você tem um plano de crescimento. Garantir o futuro do cara é pra ele cuidar da família dele. É que você botou num tripé, aquele tripé que é possível realização pessoal ali dentro. Porque quando você tem um plano de crescimento e uma remuneração digna, mas tá num lugar, porra... Tóxico, diria a gente. Cara, tóxico, cheio de lugar, você fala assim, só gente ruim, cara. No ambiente você fala assim, meu Deus do céu, cara, eu vou derreter aqui dentro. Pede pra sair.

Não dá. Se você tá num lugar incrível pra caramba, respeitador, ambiente, mas não tem ambiente de crescimento e não tem uma remuneração digna, você fica assim, cara, eu não vou ter realização pessoal aqui dentro. Exato. Então esse tripé é aquilo que garante pra você uma terra prometida. Você que é empresário, pequeno porte, médio porte, grande porte, se ampare nisso, meu amor, porque isso exclui o cara que quer o excesso.

de benefício e nada de direito sobre ele, é só o bônus, o ônus não. Isso exclui o cara, automaticamente. E você traz gente...

que tem visão de futuro, que fala porra, eu tô num ambiente legal, o que eu ganho hoje é digno e eu posso ganhar mais. E como eu nasci como vendedor, Lázaro, eu não consigo pensar de outra maneira do que com uma cabeça de desempenho. É como se fosse, eu falo que o vendedor é como se fosse um atleta de um produto ou serviço. Querido. Ele é como se fosse um atleta. E um atleta, ele vive, por exemplo, um atacante, ele vive de gol.

E não tem jeito, não tem como ele falar. Ixi, o atacante vive de gol, o vendedor vive de vendas. Então eu não consigo pensar em outra maneira do que eu estar sendo reconhecido, remunerado, pelo bom desempenho que eu estou fazendo.

Você não tem um bom desempenho, é que nem um atleta, cara. Você não vai ser artilheiro do campeonato se você não tá fazendo gol. E eu acho que o atacante que não tá fazendo gol, ele nem reclama. Ah, não foi reconhecido, mesmo não ter feito nenhum... Entendeu? Então é até meio que... É que a palavra meritocracia ficou banalizada por muita gente como se fosse quase um crime. É que eu concordo que é o seguinte, você tem meritocracia pra todos os níveis.

Só que o cara pega uma meritocracia pra uma área de diretoria e VP da internet, da Ambev, E aí

E acha que aquilo se aplica pro chão de fábrica. São meritocracias diferentes. O chão de fábrica vai ter outras coisas pra gerar mérito. O cara de venda são outras coisas. Mas o mérito é o que estimula a paixão pelo fazer e o realizar. Um indivíduo sem paixão pelo verbo fazer e realizar, ele não cresce na vida em nenhuma das áreas. Você falou outra coisa. Cara, mérito, performance é pra vida pessoal, é pra vida profissional, é pra tudo.

Você tem que ter uma compensação por aquilo que você faz. Não tem outro jeito. Ah, mas, cara, como é que eu vou fazer isso pro chão de fábrica que não tem visão de futuro? O cara da construção civil, o pedreiro que tá lá, o ajudante de pedreiro, aquele cara lá dentro, literalmente. Esses caras têm por hábito, recebe na sexta, na segunda não vai trabalhar porque manguaçou, tá de ressaca e tal. Pra mudar essa cultura é muito difícil. Mas aqueles que se sobressaem,

Até para servir exemplo para aqueles que não, tem que ter uma compensação de carreira. Se ele tiver o mínimo de talento necessário. Se a gente começa a fazer isso, o cara que cumpre o básico, o chão de fábrica é, o cara que faz o básico pelo qual ele está sendo pago, e usa isso como exemplo, porque a maioria não faz o básico pelo qual ele está sendo pago. E este cara tem que ter chance de carreira, porque aí aquele cara que não faz o básico pelo qual ele está sendo pago, ele começa a fazer, porque ele se espelha em alguém.

E o exemplo tem que estar dentro de casa. Então dá pra fazer meritocracia em todas as áreas da empresa. Basta o cara querer pensar. Eu conheço muita gente. Outro dia o público. Eu não sei porquê. Eu vou falar de novo. Outro dia um outro cara, professor, encheu meu saco falando que isso não existe. Que isso é um câncer do capitalismo. O que? A palavra mérito.

que isso não deveria existir, que todo mundo tinha que ser colaborativo. Aí eu falo, tá bom, aí vai ser só colaborador, porque uma gestão colaborativa faz bons colaboradores. O outlier tem que ter uma dose de ambição, de mérito e de extrapolação da capacidade dele. É, cara, que é impressionante. Eu acredito que todo exagero é burro, né? É, exatamente. Eu entendo quando alguém traz um ponto de vista. Acho que, por isso que a gente, cara, a gente está num país que você tem, se não me engano, mais de um terço da população é pobre.

Me ensina a pobreza. Mas eu acredito que quando você, de uma certa maneira, pra resolver uma coisa, você destrói uma outra coisa que poderia colaborar. Por exemplo, eu acredito que uma das maiores maneiras de você contribuir com o teu país é você gerando emprego. É única.

Você como empresário? É. É a única ou então tu vai pra política? Entendeu? Aí tu vai arrumar uma confusão lá, nego vai te queimar e você vai preso ainda. Hoje, no ponto de vista. Eu acredito que, sabe, o pequeno hoje empresário, o cara que tem uma barraca de açaí, tem uma padaria, tem o cara do hot dog, o cara que tem uma loja no shopping, esse cara é o grande empregador do Brasil, gerador de receita e de renda. Ele é o exemplo de civilidade e construção do social no planeta. Por quê? Porque o empreendedorismo é a mola mesta do social no planeta.

Onde você monta a empresa? Ciclo positivo de prosperidade e de produtividade. Você faz desenvolvimento intelectual, social, humano, gera riqueza através de pagamento de salário, o dinheirinho vai para o mercado, volta para dentro da empresa e ele contrata mais. Como é que você desenvolve uma sociedade, um bairro, uma cidade sem isso? Não dá. Agora eu vou te dizer uma outra coisa. Com esse antagonismo que você disse, que o radicalismo é ruim, como a gente vem num país de base muito pobre...

As pessoas no Brasil começaram a divulgar nobreza na pobreza. Não é nobre ser pobre, é digno. São coisas diferentes. Porque o nobre ajuda alguém, na pobreza você não ajuda ninguém. É muito digno ser pobre, mas nobre não é. E aqui a gente tem a mania de ver nobreza na pobreza. Entendeu? Ah, porque o fulano é bom, pobre, coitado, bom. Ótimo, mas ele não ajuda ninguém. Agora, se ele fosse bom...

E nobre ou com recurso, ele poderia ajudar muito mais gente. Então o cara tem que entender. Todo mundo que nasceu numa família pobre, eu, tenho que entender que é sempre digno, honrado e respeitoso. E digno mesmo. Dignidade não tem a ver com dinheiro. Mas para você ajudar alguém, a nobreza, ela vem de recurso. Sim. Não tem outro jeito.

Podem discordar, mas na hora que... Discordar por ideologia. Mas na hora que deitar na cama e começar a pensar, raciocinar, se for um ser pensante. Qualquer coisa acima de 86 de QI já dá pra fazer isso. Entendeu? Já começar a parar na cama e começar a pensar.

o cara vai ver que não tem outro caminho, brother. E quando alguém fala, por exemplo, o que você acha dessa frase? Dá pra exigir cabeça de dono pro time? Eu amo isso. Cabeça de dono não é simplesmente ser uma cabeça de empresário, não. É questão de hábito e atitude.

Pro time, pro time. Pro time? É hábito e atitude, brother. Como que você desenvolve a cabeça de dono no time? Primeiro, autorresponsabilidade. Sem autorresponsabilidade, o que o dono tem? O que é o papel do dono? Fazer as coisas acontecerem. Pra você fazer as coisas acontecerem, você tem que ser responsável por alguém. Responsável por uma empresa. Então, você se autorresponsabilizar pela H. Quantos funcionários tem no VNC hoje?

São no VNC hoje? Por volta de 100. Ser alto, vezes 5, vezes 4, a média da família são 400 pessoas que você é diretamente responsabilizado.

E é autorresponsável pela sobrevivência deles porque eles comem com o seu dinheiro. Então você tem a cabeça de dono. Todo dia quando você vai deitar. Todo dia primeiro. Todo dia 30 você sabe que tem uma folha de pagamento pra fazer. Independente de qualquer coisa. Vendeu ou não vendeu, tu tem que pagar, meu irmão. Entendeu? Então essa é a cabeça que eu tenho. Cara, mas se eu tivesse cabeça de dono, eu seria dono. Não, mas antes de ser dono, tu tem que ter a cabeça.

um executivo, um funcionário, se ele quer chegar lá, primeiro ele muda ele, pra depois ele chegar onde ele quer. Porque se você faz as mesmas coisas, você tem o mesmo dinheiro e o mesmo futuro. Pra você ter um futuro diferente, um dinheiro diferente, tem que fazer coisas diferentes. E pra você fazer coisas diferentes, você começa a pensar diferente. Por que que eu tô fazendo filosofia?

e a minha filosofia é autoconhecimento existencialista. Fala sobre como você lida com você para chegar onde você quer, da intencionalidade, a sua relação com a sociedade, sua relação com o mundo, e principalmente, no final da conclusão que você chega, porque eu já fiz filosofia no passado por causa da história, é que você literalmente é merecedor, é o culpado por tudo que você fez. É fato.

Aí quando você tem uma postura de protagonista, né, cara? Claro, velho. Porque o dono, você vê, o cara é protagonista do negócio. Porque, cara, se der lucro é o cara que vai mais ganhar, se der prejuízo é o cara que vai mais perder. Então o grau de interesse, de compromisso, de entrega...

É, quando alguém consegue ter esse mesmo sentimento, o cara tá caminhando pra esse lugar, né? Se o cara... E como começa isso? Se você contratou um cara pra ele desempenhar uma função, ele desempenha aquela função com primazia, ele chega no horário certo, ele sai no horário certo, ele tá cumprindo o dever dele e já tá começando a ter cabeça de dona, porque o dever moral com a execução é coisa de dona.

Porque você tem isso. Aí você começa a extrapolar as suas atividades. Você começa a ter um crescimento pessoal. O dono quer o quê? Extrapolar o horizonte dele e crescer a empresa dele. Dá para fazer. É que aquilo que você falou lá atrás, as pessoas generalizam. Acham que, não, se eu tivesse cabeça de dona, você é dona. Isso para mim é baboseira. Porque escutou alguém na internet falar que é baboseira. Mas se você quer crescer e o jogo está nas suas mãos da alta responsabilidade, pense como dono para um dia você ser dono. Você não vai ser dono se não pensar como dono.

Mas, entendeu? Você não vai ser rico se você não vai estar como rico. Deixa eu te fazer uma pergunta. Você acredita que é possível? E eu falo na barra franqueza do mundo, tá? Chegar num patamar de destaque. Você tem uma empresa vencedora.

trabalhando oito horas ali por dia, sem trabalhar final de semana, eu falo isso porque eu não consegui. Eu nunca consegui também. Eu não consegui. Eu não tô fazendo nenhuma apologia ao que não dá. Talvez eu não tivesse a competência. É isso. E volta e meia eu sempre faço essa reflexão. Cara, eu não consegui. Eu já escutei gente falando que não dá pra fazer com quatro horas diárias, com liberdade de tempo, de localidade e de dinheiro. Eu preciso aprender, vai. Eu não consegui. Eu olho essas pra trás.

E, obviamente, quando você olha pra trás, eu vejo, nossa, cara, olha que trabalho burro ali que eu fiz. Hoje, se eu vizesse, eu ia economizar tanto esforço, energia e tal, ferramenta. Mas ser engenheiro de obra pronta é fácil. Mas o que você acredita, na real mesmo? Você acha que é possível? Porque, enfim, como você conhece também outros empresários... Ó, vamos lá. Todo cara que eu conheço...

E que é muito bem sucedido. E o cara que desliga na sexta-feira, por exemplo, sete horas da noite, o cara desliga o celular, só segunda ele pega. Não, eu não conheço isso, cara. Eu não conheço, eu não conheço. O cara é bem, bem, bem sucedido. Eu não sei se ele é exerdeiro, velho.

Eu conheço gente que é assim, o cara herdou um negócio que tinha uma governança bizarra, ele sentou na presidência do conselho e no conselho ele leva essa vida. Mas aí é o seguinte, ele não foi protagonista da vida dele. Ele teve uma herança de um protagonista. Ele foi sucessor de um protagonista. O cara que é o protagonista da vida dele, que ele construiu, em algum momento ele trocou as horas de trabalho dele e a qualidade de vida pela vida que ele desejou.

Não tem opção. Tu vai ter que trocar os prazeres de curto prazo e o seu tempo pelo aquilo que você almeja. E vai ter, e não dá pra ser, 40 horas na semana. Não dá pra ser. Entendeu? 40 horas na semana.

Ou menos. Não dá pra ser. Se dá, galera, é só ensinar pra gente. Comigo não foi assim. É óbvio que hoje, por exemplo, Caio, eu tenho muito mais liberdade de tempo que eu tinha antes. Eu também. Eu consegui recomprar minhas manhãs. É, não, eu faço isso também. Eu tento começar das e meia, mas a minha vida inteira eu tava na academia às 5 horas da manhã porque eu tinha que estar 8 no escritório. Eu tento. Aí você fala, Lázaro, você consegue? Não, não é todo dia, não.

Até hoje não é todo dia. Não é desligar a chave. Pô, eu tô de um grande amigo, amigo até nosso, você conhece, me ligou, falou, irmão, puta velho, desculpa avisar em cima da hora, queria muito que a gente fosse agora. Vai ser um negócio muito legal que eu vou fazer na minha casa em Angra dos Reis. Vamos pra lá na quinta-feira. Vamos voltar no domingo. Só que ele me diz, eu sou na quarta.

Eu falei, não dá, velho. Se você me avisa, com 30 dias, eu ia falar, tô dentro, porque eu sou dono de remanejar minhas agendas. Mas como é que eu já tenho um compromisso com você, com um monte de gente esperando, o cara me avisa na quarta e na quinta, eu falo, não vou mais, porque eu desliguei o foda-se. É falta de respeito. Então, mesmo assim, tem dia que não dá. Deve acontecer contigo também. Você fala, porra, velho, dava, mas tu tem que me avisar.

Então, eu tô te avisando, tá? Toda vez que você é um convite, faz com antecedência, porque de última hora não vai dar.

E fala o seguinte, quantas pessoas você vê na internet falando que dá para o cara 4 horas de vida, 4 horas de trabalho por dia ser vencedor? Porque o trabalho é inteligente, é smart work.

Ou saia do operacional. Ah, não tem não. Você sabe que me fizeram uma pergunta dessa no dia do podcast. Essa que eu menos gosto, sabia? Eu entendo que às vezes alguém... Às vezes até... Olha o meu lado fofo do Caio aqui, né? Às vezes alguém fala isso, às vezes não com uma má intenção. Tipo, bicho, ó, se esforça, mas, porra, pensa no que você tá fazendo. Beleza. Concordo com isso. Isso eu concordo, eu concordo.

Mas, cara, 99% dos empreendedores que recebem essa mensagem, geralmente, pô, o cara tá machucado. Porque assim como a gente tá falando, o cara tá trabalhando de sábado, tá de domingo. E, cara, ele tá em todas as áreas. E, meu, sabe aquela coisa que eu faço tudo e tá lá e tá tentando, tá ralando. Quando alguém fala, saia do operacional e vai liderar o seu negócio da praia, pô, você pega um cara desse machucado, picho.

Eu acho que faz até mal pro cara. O cara vê se tinha um lixo. Fala assim, cara, tá tudo errado. Então, eu acredito que a mágica, ela acontece na operação. A operação que é a mágica, é a cozinha, pô. A mágica acontece 365 dias por ano. Exato. Como é que você vai sair dela? Eu vou dizer uma coisa. Uma vez eu tava na roda, e era um podcast assim, tinha uns quatro caras, e o cara, e eu fui falar isso. Eu falei, meu irmão, o jogo se ganha no tático e na operação.

Você me desculpa, não é uma grande sacada, grande ideia. Aí ele deu o exemplo de Zuckerberg, não sei quem lá, e virou e falou assim, tá bom.

Se o Flávio Augusto fosse operacional, ele não teria vendido a Zap nem o Orlando City. Falei, se o Flávio Augusto não fosse tático ou operacional, ele não tinha montado a operação fundo, nem tinha olhado pra cara dele. E de boa, tô puxando saco que não. E eu convivo com o Flávio, ele é muito operacional mesmo.

Todo mundo tem que... Vou te dizer outra coisa, tá? Que serve pra todo mundo. Dono não precisa saber. Se você não souber, você vai ser enganado. Pra quem não sabe, perguntar qual que a resposta serve. Você vai se cercar de medíocre. Que fica lendo meia dúzia de livro. Que se acha o máximo. E você vai achar o cara o máximo. Porque você não tem base existencial. Pra você questionar as pessoas. Porque seu conhecimento é um recorte da sua visão.

sua sabedoria recorda o seu conhecimento e sua experiência é a sabedoria experimentada. Se você não teve tempo para fazer isso, se você não dedicou, se você não conhece, como é que eu pergunto? Como é que eu vou questionar se um financeiro é bom se eu não sei nenhum dos indicadores financeiros? Como é que eu vou pegar, saber se o meu diretor industrial é bom se eu não sei como calculo um custo minuto, custo hora homem, setup de máquina?

Como que eu vou fazer? Então tem duas coisas que o dono que está ouvindo a gente nunca pode abandonar.

conhecimento do tático e da operação e saber que ali ganha o jogo. Que se não fizer, a estratégia não funciona. Estratégia sem tático e operação não funciona. E que ele tem que saber até pra questionar. Tava na Cacau Show. Foi a primeira vez que o Ale, Ale Costa, grande amigo do Ale Costa da Cacau, e ele falou assim, Caião, vem aqui conhecer a fábrica. E a fábrica da Cacau é muito legal. E ele chegou e a gente fez um tour pela fábrica.

tum, tum, tum, tum, tum, tum, tum. E cara, ele fazia nos apontos também. E é grande, né, cara? E ele sabia tudo como funcionava. Tudo. Viu aqui e falou assim, cara, por que que... Aí, enquanto a gente passava, cara, por que a etiqueta da trufa tá com a etiqueta laranja e não a verde se ela tá pra despacho aqui? Ele sabia tudo. A cor da etiqueta, se é a etiqueta tal, tá pra despacho no dia. Então, aquela caixa tava com uma etiqueta que não era da entrega do dia.

Então você viu que o fluxo ali, andando, maquinário, aí passando, ele olhou, a hora, pô, a máquina tá certinho no tempo certo, pum pum, pum pum, pum pum, e aí depois ele falou, cara, legal esse tour. Ele falou assim, essa é a minha rotina todo dia. Qual é a chance desse cara ser enganado? Qual é a chance dele ser enganado? Mínima.

Qual a chance da operação despencar na execução? Mínima, porque o dono está lá. Vou te falar outro exemplo. Pedro Brair, tomara que você assista aí, sou seu fã. Fui conselheiro do Pedro Brair, da Rede de Farmácia São João, três anos. O Pedro Brair visita 12 lojas por dia, todos os dias, no mínimo. Ele tem dois aviões, o maior e o menor, e ele fica rodando as cidades. Ele tem 1.300 lojas. É o maior dono único de rede de farmácia do Brasil.

Que saia da América Latina. Nunca, nenhuma empresa sem sócio nenhum tem 1.300 lojas. Ele abre uma loja a cada dois dias.

Ele tem um dos maiores EBITs do varejo farmacêutico do Brasil. E esse cara, eu fui conselheiro dele, quantas vezes ele entrava na reunião de conselho e falava fica aí que eu vou trabalhar enquanto vocês gastam o meu dinheiro. Ele saia e ia pra reunião e falava enquanto vocês gastam o meu dinheiro com a estratégia, eu vou trabalhar, visitar a loja que é lá que eu ganho dinheiro. Vocês cuidam da estratégia aí que eu vou ganhar dinheiro. Cara.

Monstro. Monstro, monstro. Peda meu arinho, pessoal. Monstro. Eu acho que essa tipo de operação... A gente pode citar vários exemplos. O próprio Adib, pegando o Global dele. Sim. Pega o jato e eu vi uma vez um comentário de alguém que falou assim Pô, Adib, essa conta fecha, você pegando o Bombardier pra ficar rodando farmácia, eu acho que você deve gastar mais de gasolina do que você deve tirar de pedido nas farmácias que você visita.

Eu falo assim, irmão, você não entendeu nada, eu tô indo lá ver a operação, eu tô indo pegar insight, eu tô pegando corpo a corpo, falar com o meu cliente, falar com o meu parceiro, às vezes eu pego uma ideia de inovação de produto. Essa mágica ninguém tira. Por exemplo, hoje a gente tá gravando esse vídeo no fechamento de mês. E, por exemplo, eu vivo aquilo que eu prego. A gente treina equipes de vendas, eu fico até meia-noite com o time, bicho. Porque eu garantia essa cultura do jogar até o último segundo, o último minuto.

Ó, eu fui da indústria farmacêutica há 10 anos, né? E eu conheço a Dib. A CEMED foi a primeira empresa a quebrar a cadeia de distribuição. Porque eu, na década de 90, a CEMED existia e eu era de multinacional. Um dia ele falou comigo assim, você te estava pedindo, você não vendia. Vai, vai, você não precisava fazer força. É verdade, eu trabalhava com 4, 5 grandes distribuidores. O que ele fez? Ele não tinha força nesses grandes distribuidores e foi para o varejinho.

Ele foi para vender para quem eu não queria vender. Ele foi o primeiro a ir para a ponta. Vender para onde as multinacionais não queriam.

O balconista ali. O que ele fez?

Ele é amigo do Pedro Braí, pra caralho os dois, entendeu? Amigo mesmo. E ele fala, eu admiro o Pedro porque o Pedro tá com a barriga no balcão lá. Cara, ele fez na época lá atrás o que nenhuma multinacional, se você chegasse pra qualquer multinacional, você vai atender o pequenininho, sabe o que ele ia falar? Imagina o trabalho. O país é um Brasil, o Brasil é continental, logística, pedidinho, o cara é inadimplente, eu não quero esse cara, ele foi. Talvez seja a melhor distribuição do setor farmacêutico hoje.

E é isso que dá solidez pra cima. Entendeu? Então, e o que é isso, Paulo? O que é isso, cara? A ideia de ir pro varejo ela é estratégica. Mas sem por... A ideia de ir pro micro varejo é estratégica. Mas pra isso dar certo o cara tem que ser foda na execução.

Como recortar alguém com sangue no olho? Como perceber sangue no olho? Como que o Lázaro percebe sangue no olho? Porque eu acredito que todo dono... A gente tem feeling, sim. Mas eu vou te falar o negócio de novo. A internet me ajudou muito nisso, exceto as outras coisas não. Mas é assim, se eu te mostrar aqui, eu chego a ter 100 milhões de views. E só um milhão me segue. Porque a maioria pode até não gostar do que eu falo, mas tá lá por curiosidade me ouvindo. Só que esse cara...

ele se afasta de mim. Então, uma vantagem minha, quando o cara já chega a me procurar e sabe quem eu sou, ele já tem sangue no olho por natureza. Porque se ele for frouxo, ele nem procura por causa de uma questão de mentalidade. Eu só contrato a gente com a mesma mentalidade minha. E eu faço um processo de seleção contínua, que é aquilo que eu disse. Vamos supor que a Fabi fosse amiga da Patrícia e nós não nos conhecêssemos. E a gente fosse sair pra jantar.

E eu vi o Caio pela primeira vez. Aí eu achei o Caio inteligente. A primeira coisa que eu faço, o que tu faz? Aí eu começo a fazer uma entrevista. A Patrícia e a mulher chutam debaixo da mesa. Para de entrevistar o cara. Tem entrevista até no jantar, né? Para o jantar, velho. Principalmente depois da taça de vinho. Fica melhor ainda porque fica menos falso. O cara relaxa, entendeu? Ele fala o que ele sabe, o que ele não sabe. Eu vou numa loja.

Uma vendedora me atende bem. Eu peço o telefone. Se a minha mulher tá do meu lado, ela fala assim, vai achar que você tá cantando ela. Eu falo, o problema é dela, vai perder o emprego.

Entendeu? Porque se me atendeu bem... Cara, eu tenho uma história que foi hilária muitos anos atrás, cara. E essa menina chegou a trabalhar comigo um tempo. Eu tava querendo trocar o carro da Patrícia porque nasceu outro filho, três filhos, a gente queria um carro de sete lugares. E eu ligava para as concessionárias no sábado, eu só tinha tempo duas horas da tarde. Nessa época...

Tava lá no Grupo Silvio Santos ainda, sábado depois das duas. Não tinha tempo antes. Ligava com a senhora, tudo fechado. Tudo fechado. Aí achei uma. E a pessoa me atendeu. Falei, cara, eu queria ir, mas só posso ir duas. Sei que vocês fecham. Se o senhor me garanti que vem, eu espero o senhor. Uma vendedora.

por quê? Porque dia de sábado, todo mundo vem fazer test drive em carro, mas ninguém compra nada aqui, então eu garanto, eu espero, depois de duas horas da tarde. A maioria não queria, porque queria o quê? Curtir o final de semana, ela me esperou, essa vendedora. Eu falei, beleza, mas me dá seu telefone, me dá seu nome, pra eu ter certeza que você vai vir, eu vou te ligar, hein? Te ligo sábado, duas horas da tarde, se você não vier aqui, me fez esperar à toa. Daí a pouco, deu 40 minutos e ela ligou de novo.

Aí ela falou, senhor Lázaro, estou fazendo um negócio melhor. Estou mandando a plataforma levar o carro que você quer para a sua casa, você passa o final de semana e você me devolve na segunda-feira. Aí eu falei a ela, moça, eu queria falar com o chefe de vocês. Que posicionamento, parabéns. Ela falou, fui eu não, botei seu nome no Google.

Aí eu vi quem você era, aí eu vi que você tem potencial pra comprar, tô mandando o carro pra você. Foi ela. Aí eu comprei o carro. Quando eu fui lá, falei, cara, vem trabalhar comigo, vem. E ela foi. Ficou uns 3, 4 anos. Depois ela foi seguir os voos maiores fora. E ela foi.

O que é isso? Cabeça de dono, irmão. Cabeça de dono. Precisa? Ah, não, não tem cabeça de dono. Porra, ela queria vender. O dono quer o quê? Vender. Ela foi o quê? Tinha o Google. Ela foi em rede social. Foi lá. Aí viu quem era. Mandou, falou pra mim. Pediu autorização pro gerente. O gerente mandou. Mandou o carro de test drive. Foi e comentou. Cara, isso é demais, velho. Essas coisas...

é que me deixa saber que a pessoa tem cego no olho. Por quê? Porque o feeling, o instinto, a gente também erra, sabe? Tem cara que é tão bem treinado na entrevista, irmão. E eu não entrevisto mais ninguém abaixo de diretoria, nem que seja por mim ou para os outros, né, cara? No passado, sim, hoje não mais. Hoje eu nem falo, o time fala e tal. É só quando o cara é muito estratégico. Por exemplo, sou conselheiro...

de uma empresa. Puta, vou contratar o presidente, aí é comigo. O dono fala por último. Eu, como conselheiro, entrevista o CEO, entrevista o diretor, nos meus negócios. O cara vai ter liderança, gestão, vai ser diretoria. Aí eu quero conhecer, quero fazer algumas perguntas. Fora isso, não mais. Mas o processo é...

A forma que essa pessoa age, a atitude que a pessoa age, e outra coisa que eu tenho como característica também, eu nunca contrato sem ligar para o antigo empregador. Nunca. Nunca. Ligo. Ligo. Eu já falei isso um milhão de vezes, tem gente que não gosta também. E se eu estiver contratando o Caio, eu vou ligar para a pessoa na frente do Caio.

Aí é constrangedor ou não? É pra te dar direito de resposta. Eu vou fazer a pergunta. Meu irmão trabalhou com o Caio há 10 anos. Por que o Caio saiu? Se você tiver uma chance, você contratava ele de novo? Se ele falar sim. Aí eu faço um monte de perguntas. Se ele falar não, eu falo obrigado. Caio, me dá uma boa explicação. Ele não te contrata e ele te conhece ou não. Às vezes você tem uma boa explicação. Eu tenho que dar o direito de resposta.

E eu já contratei gente. Disso o cara falou nem ferrado. Ziguei, falei me conta. Ele falou, então tá bom, vou abrir meu coração. Eu acreditei na história dele. E não é hater.

Não é? Tá lá no negócio até hoje, não é? Então, tem de tudo, cara. E a gente tem. Até que prova contrária, todo mundo é inocente. Mas tem muita gente culpada no mundo aí. E double check pra você que é empresário.

Você falou uma coisa que é muito raro acontecer. A gente tava ali no bastidor, você falou, cara, eu nunca errei com sócio. Nunca errei com o meu time. Puta, é sorte pra caramba, eu já errei. Entendeu? Eu já errei. Pode ser que sua pouca idade ainda vai te fazer errar um dia. Tomara que não. Tomara que nunca aconteça. Mas as probabilidades estão aí. Sim. Talvez o seu ambiente te proporcionou a não errar. Porque também tem isso.

Às vezes tá num ambiente bom, a chance de você ter gente do seu perfil e boa perto de você é maior. Não é? Né?

Eu fico pensando na turma que tá assistindo a gente. Ele chegou nesse momento do episódio e é um tipo de conteúdo que o cara esquenta a cabeça do cara. A gente aperta a chave do acelera e a gente também vem com reflexões ao ponto que, por exemplo, essa palavra equilíbrio é muito falada hoje.

Como que o Lázaro entende sobre isso? Por que eu falo isso? Numa época de rede social, as pessoas se sentiram tão sozinhas e ansiosas. É verdade. As pessoas... Uma das estatísticas que está pulando é porque o mercado de trabalho está fugindo de posições com mais responsabilidade de liderança. As pessoas estão preferindo... Estão preferindo ganhar menos.

mas, então tem esse lance, ao ponto que eu acredito que, bicho, você tem que estar no caminho que você goste, mas eu acredito que a melhor estratégia não é fugir de responsabilidade. Eu primeiro dizia sempre na minha vida, digo sim, depois eu resolvo como. Exato, eu sou aquele cara, bicho, responsabilidade sempre vai te fazer uma pessoa melhor. Tem que ser uma responsabilidade no caminho que tu compra. Você fala, pô, aqui faz sentido, cara. Eu acredito nessa terra prometida.

Porque você acredita que... Como é que o dono engaja os colaboradores dele ao ponto dele ter gente querendo? E qual que é a sua relação? Como que o Lázaro equilibra sucesso, equilíbrio com você e como que você ensina os outros, entendeu? Vamos lá. Eu não sou um bom exemplo.

porque eu, como é que o Lázaro equilibra a vida dele com o que ele trabalhou? Porque eu falo que eu sou um fruto do acaso lá atrás, um improvável, e que os fatores eram sorte. Vou te dar um exemplo que a gente até conversou ali. Primeiro, o que me fez focar para caraca e querer ter sucesso na vida? Medo de ser fodido, nascer fodido.

Então, eu não queria ser fudido. E eu falava assim, eu não tenho pai pra me dar dinheiro. Eu não tenho mãe pra me dar dinheiro, não vou ter herdeiro. Vou ter que trabalhar com um cavalo. E pra eu trabalhar, a única coisa que vai me diferenciar do resto é a minha capacidade cognitiva, intelectual e capacidade de fazer dinheiro com o meu conhecimento. Então, eu vou focar nisso absurdamente, incansavelmente. Beleza. Segundo passo.

Cara, eu fui ter filho aos 40 anos. Então, eu tive dos 20 aos 40 anos da minha vida sem trave familiar.

Entendeu? O meu tempo era... Não tinha distração, irmão. Eu não tinha distração, apesar que filho é uma benção na vida. Mas como eu fui pai tarde, porque eu entendo que o cara de 20 anos, pai de dois filhos lá, filho cedo, mulher, como é que ele equilibra a vida pessoal, profissional, trabalhar, metrô. Porra, é uma loucura. Então eu tenho que ser empático com esse cara. Então eu não sou esse cara. Apesar de eu ter nascido duro igual ele lá do metrô, meu filho veio tarde. Então eu fiquei grande parte da minha vida.

egoísta comigo mesmo, não tinha mais ninguém, tinha esposa lá que ela trabalhava pra vida dela, eu a minha vida e pau! Pau dentro. Então eu não sou exemplo nesse caso, porque a maioria do brasileiro tem filho cedo, sofre, trabalha e tal.

O segundo passo é você apanhar gosto pela sua rotina diária, pelas coisas que você faz e botar na sua vida que quem faz o que gosta é criança e drogado. Tu tem que fazer o que tem que ser feito para chegar onde você quer.

Como é que eu motivo as pessoas com isso? Falando. Olha pra mim, se eu conseguir chegar em algum lugar, e eu não me acho bem sucedido ainda não, eu tô no quilômetro 2 da minha maratona, tá? Eu tô com 57 anos de idade, e eu quero parar morto, e que os próximos 5 anos sejam mais prósperos e realizadores em todas as áreas, mais do que os primeiros dos outros 50. Porque eu tenho uma capacidade pra fazer isso.

Eu faço coisas que eu não fazia. Cada vez, se Deus me der cognição ainda, cada vez eu vou fazer melhor. Porque eu me preparo pra isso 24 horas por dia. Então, quando eu me pergunto, ah, e agora? Você vai aposentar? Eu falo, não, imagina, sabe o quê? Eu vou morrer. Eu tô ficando no final. Eu tenho mais passado que futuro. Eu não vou viver 114 anos. Caralho, aposentar agora é burrice, velho. Eu tenho que fazer mais coisas que eu gosto. Porque, você tá com a idade mesmo agora, Caia? Vou fazer 40 esse ano.

tu tá empatado ou tu tem mais futuro. Que provavelmente tu passa de 80. Agora, eu não vou ver 714, irmão. Eu não vou. Então, eu sei. Eu tô com 39, eu tô aos 43 do primeiro tempo. 50, 50. Eu não. Então, quem tem que acelerar mais?

Não é questão de precisar, é uma questão de querer. E eu, bicho, eu vomito isso na cabeça de todo mundo, porque a maioria dos caras jovens que eu conheço fala assim, com 50 eu tiro o pé. Velho, se eu desacelerar, eu vou viver menos. Que viver é velocidade, intensidade e tempo. O tempo já tá acabando, eu tenho que faltar mais intensidade e mais velocidade. Raciocínio lógico, não concorda? Quantas histórias que a gente conhece, às vezes, de um avô que parou de trabalhar dois anos e definiu? Queridão, trabalhei com um cara que foi até os 94.

Entendeu? Foi até os 94. Eu tinha 38, ele 78. Eu viajava com o cara e eu falava, esse cara é um vampiro. Isso não é ser humano, não. Isso já morreu e tá aqui, não é possível. Que tanta energia que o cara tinha. Entendeu? Aí eu me inspiro nisso. Então, eu tento transmitir isso, cara. Eu acho que a vontade de fazer realizar, ela é contagiante.

Se as pessoas veem você. É verdade. As pessoas procuram os próximos. As pessoas não procuram os opostos. Entendeu? Então, se o cara só entra na empresa falando, eu quero parar, largar tudo para vocês, estou fora. O cara vai pensar também, quando chegar a idade dele, eu quero parar.

Eu sou o mais velho de todos os meus sócios. Como é que é ser o mais velho de todos os sócios? Eu adoro. Todos eles sem casca grossa, aguentam a pressão fodida, porque eu sou majoritário em tudo. Entendeu? Aguentam a pressão fodida. Tá lá a pressa. E todo mundo tem o mesmo espírito, meu irmão. Entendeu? E eles tomam essa mesma coisa assim. Tem um ou dois que não tem esse papo da longevidade, não. Tem um ou dois que falam, não.

Eu quero qualidade de vida. Mas pergunta pra mim se eu não tenho qualidade de vida.

Nossa, demasiado. Ah, já passa um negócio pra você? É. Dia do aniversário do Flávio. Eu encontrei com ele fazendo palestra no Vibra. Na hora que eu tava saindo, ele tava no palco. Cheguei perto dele e falei, porra, meu amor, fazendo palestra no sábado, no aniversário. Ele falou, e a segunda eu vou fazer mais uma. Aí eu saí de lá, falei assim, caralho, é por isso que ele tem dois bilhões e meio na conta e eu não. Porque se fosse o meu aniversário, eu ia falar, não, no meu aniversário eu não vou, não. No meu aniversário eu não vou, caralho.

palco no dia do aniversário, bicho. Que loucura. Eu falei, é por isso que ele tem dois bim e meia. Agora eu não tenho. Porque o cara fez três palestras no dia do aniversário. Porque ele falou comigo, já fiz uma. Tô nessa e vou fazer mais uma.

Porra, três. Quantos caras aqui que no dia de um aniversário ele tira a semana do aniversário e falta o serviço porque não vai trabalhar. Por isso que é pobre, diabo. Entendeu? Por isso que é pobre. Olha a mentalidade, velho. Precisa fazer mais outra coisa do que transmitir um bom exemplo pra alguém. Um cara que tem bi na conta e que no dia do aniversário faz três palestras. O time precisa de mais exemplos. Só se for burro, medíocre. É do caralho, meu irmão. E detalhe, tá?

Não tava com cara de triste, não. Tava com cara de triste, não. Entendeu? E eu tomei isso pra mim. E essa galera que tá aqui, que tira a semana do aniversário, que seu aniversário é segunda emenda, tudo. Tinha que pegar um exemplo desse e falar por que será que ele tem bíblia na conta e eu não tenho? Não é só isso. Mas para aí. Mas isso é mentalidade, irmão. A Cris Juqueira, nessa cadeira, falou uma parada, uma frase que eu nunca mais esqueci. Eu consigo ensinar tudo, menos a estar afim. De jeito nenhum.

tá afim é uma parada, o Bernardinho esses dias, ele falou muito, eu tava com o Fábio Grugel, fundador da Aliança ele retomou, ele falou assim, cara eu consigo ensinar tudo, mas vontade é com o indivíduo, cara vontade é com o indivíduo, né cara se alguém precisar ficar falando na sua cabeça, vai lá você tem que fazer isso, você tem que fazer isso, se você falar duas vezes e o cara não for, não insiste não sabe por quê? Que essa vontade tem de vir do observar, não de alguém te mandar, se você observa vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá vá

Pronto. Se alguém tá te mandando e você fala... Boa. A vontade de fazer realizar, ela vem do observar. Não de alguém que tá mandando. Mandou uma, mandou duas, não manda a terceira, não, irmão. Não manda. Escolhe outro. É, porque quando o cara tá com vontade, ele observa uma maior em alguém, ele pega pra ele, né, cara? Tô dizendo, porra. E olha que eu já sou um cara rico. E eu olhei pro indivíduo que é muito mais rico e falei, caralho, de três palestras no dia do aniversário. Ou esse cara é doido, ele tá no caminho certo.

Porra, é isso, cara. Lazaro, chegamos no final do podcast. Tem um bloco final agora. Três perguntas de uma turma que está acompanhando com a gente aqui. Podemos? É deles. Primeira pergunta de quem, produção? Simone, pergunta é sua. A aniversariante do dia. Pergunta é sua, Simone. Meu nome é Simone Borges. A pergunta é a seguinte. Como uma empresa de alimentos, no caso de pão de queijo,

que começou no Mato Grosso, faz para ser conhecida a nível nacional. Cara, vou falar um negócio para você. Eu sou mineiro, mineiro, eu gosto de pão de queijo, né? É, então por isso você vai ter imprensa de pão de queijo, né? Cara, o seu tipo de produto, você pode fazer a maior publicidade do mundo, mas as pessoas têm que experimentar. E para você experimentar, você tem que ter canal de distribuição.

Qualquer coisa relativa ao alimento, a produto de massa, foca primeiro na distribuição. Tem gente que foca no marketing, mas não tem distribuição. O que adianta você focar no marketing sem distribuição? Você jogou dinheiro fora. Jogou dinheiro fora. As pessoas vão querer, mas não chega. Cara, eu falo o seguinte, se você tiver de 10 reais para colocar em qualquer área da sua empresa, no seu produto, se você acha que ele é bom, foca no canal de distribuição seu.

Entendeu? Produto, pão de queijo, picolé, pastel, tudo, tudo. Qualquer coisa que você trabalhe nesse setor de alimentos, principalmente, você tem que ter boa distribuição. Outro dia um cara chegou a falar, não, porque o fulano falou comigo que eu tenho que ir pra internet. Seu produto é bom pra caceta. Tu vai pra internet que não vai pagar nada.

Mas não adianta você ir pra internet se você não tem um canal de distribuição, se o cara não te prova, não te experimenta e você não promova uma experiência gustativa desse cara. Você tem que botar na boca e falar, puta do caceta. Aí ele volta lá e te compra. Escolhe qual é a distribuição. Se você tá no Mato Grosso... E aí outra coisa, tá? Pra te ajudar é assim, ó. Começa assim, ó. Distribuição no Brasil é sempre assim. Porque tem gente que fala assim, ah, não, tem oportunidade lá no Pará, vou lá. Agora tem no Rio Grande do Sul. Cara, você começa a fuder sua distribuição.

É assim, até você ter recurso, capacidade de distribuir para longe sem perder a qualidade do seu produto. Beleza? Muito bom. Boa pergunta, Simone. Próxima pergunta. Ana. Boa tarde, Caio. Boa tarde, Lázaro. Meu nome é Ana Cláudia, sou sócia da MC Engenharia, uma empresa especializada em contenção e infraestrutura que fica no município de um dia aí.

É construção e infraestrutura de quê? Contenção. Contenção e infraestrutura. A gente faz muro de gabião, drenagem. Arrima essas coisas? Isso. Estamos crescendo bastante. E a minha pergunta é, como a empresa que está crescendo nesse ramo, com grandes clientes, porém os contratos são amarrados. Para não impactar nosso fluxo de caixa, muitas vezes a gente aceita as formas de pagamento que às vezes vão de 90 a 120 dias. Como uma estratégia que eu posso usar para que isso não venha atrapalhar muito o nosso financeiro?

Tem muita empresa com fluxo de caixa descasada, né? É normal o padrão da vida. Ó, padrão universal da maioria das empresas é comprar no curto e vender no longo no Brasil. Raramente. Principalmente se você é pequeno varejo. Essa moça do pão de queijo, ela vai sofrer isso. Ela vai sempre comprar no curto e vender no longo. A não ser que ela tenha bons fornecedores que ela compra no longo e vende no longo. Mas isso é normal. O que acontece hoje? Eu tenho medo do que você me disse. Transportadoras quebram por isso.

Eu, para não perder um cliente, eu começo a aceitar a qualquer preço. E qualquer preço não é só preço barato. Prazo é preço. Nós temos um SELIC de 15. Quanto mais tu demora para receber, mais quanto está dando. É que as pessoas não pensam isso. E as coisas sobem. Eu dou muito prazo nesse intervalo. Matéria-prima sobe, um monte de coisa sobe. Eu perdi dinheiro, vendi mais barato. Eu acho que você vai ter que fazer escolhas.

Entre não crescer e crescer com qualidade. Porque às vezes você vai na ânsia de pegar um monte de contrato e você vai se enrolar no capital de giro e uma Selic A15 e você pode quebrar com uma dívida mal estruturada. Dívida não é problema. O problema é a estruturação dela e sua capacidade de pagamento. O que você acha que é uma boa dívida? É aquela que você consegue pagar, da capacidade que o seu caixa consegue pagar e que tem a bom prazo.

Eu, às vezes, preocupo menos com a taxa, mais com alongamento e com a minha capacidade de pagamento. Tem cara que fala assim, só quero pagar 1% de juros. Tá bom, mas uma PNT que eu não consigo pagar, se a minha venda cair um pouquinho, eu vou ter que correr e pegar banho e pegar capital de giro de curto prazo. Então, dívida boa é aquela que você consegue pagar e aquela feita para você crescer. Dívida ruim para ficar cobrindo capital de giro sem você saber a causa pela qual o seu capital de giro é insuficiente.

Muito bom. Então, você acende um ponto de preocupação. Qualquer conselho que eu te der aqui é irresponsável. Eu só vou te dizer o seguinte, não pegue cliente a qualquer custo. Não estrangule seu caixa a qualquer custo antes de você fazer uma análise de margem e antes de você fazer uma análise de crédito. Porque se o meu caixa estrangular, eu tenho crédito a uma boa taxa que a minha margem cubra, eu faço análise de margem e faço análise de crédito.

Se eu precisar ir para o banco, porque o caixa está descasado, eu tenho crédito.

Essa margem consegue pagar os juros bancários e ainda sobrar um dinheirinho? Porque às vezes o cara não faz essa conta quando ele vai pro banco que ele tomou prejuízo. Principalmente na sua área. Entendeu? A transportadora quebra todo dia. Uma construção civil também. Entendeu? Tá. Ótima pergunta. Pergunta final. Flávia. Tem uma empresa de branding pessoal pra empresários.

Oitavo ano da empresa. Brand pessoal para a empresa. Postura. Não. Eu faço a narrativa, crio território de fala. Não só autoridade, marca pessoal. Já fiz 800, 15 mil alunos. E os clientes querem que a Flávia faça. Eu acho que você me reprovaria, não?

Não, você nem precisa, cara. Você já é a marca. A gente ia brigar bastante. Cadê? E adorar seu posicionamento. Eu gosto de gente que se posiciona, sabe? Assim, as pessoas se destacam. Não dá pra você sobressair fazendo mais do mesmo. Mas eu gostei muito da pergunta dela. É aquela pergunta clássica quando você tem uma empresa de serviço e aí você tem outros profissionais, mas os clientes querem. É como se você, sabe, o dono do escritório de advocacia, o médico dono da clínica. Você quer saber como é que você sai dessa? É.

Então, eu pensei de ou criar um clube na Liga e virar mentora. As minhas concorrentes sugeriram difundirmos. Não sei, estou com opções. Então, vou te contar só um negócio. Quando você... Você é a marca forte, que é o que você ensina os caras a fazerem.

Na capital upgrade você conseguiu referir muito bem isso, né? Eu tô conseguindo. Tá difícil ainda. Eu tô conseguindo. Tô conseguindo. Porque na própria Optimiz, na minha empresa de consultoria, lá atrás ela era a boutique. Hoje ela não é. O grupo Optimiz hoje, se eu somar a contabilidade e tudo, eu devo estar virando mil funcionários. Só advogado estão 60.

Só a contabilidade eu tenho 300. Auditor eu tenho mais uns 50. Só lá dentro do grupo. É gente para um caráter. Tem escritório em Fortaleza, tem escritório em Campinas, escritório em Belo Horizonte. A gente virou um grupo de consultoria. Mas no passado era boutique. Por que era boutique? Porque todo mundo queria que o Lázaro fizesse. E aí eu vendia minhas horas. E fui eu que queria essa merda. Porque eu colocava eu e imagem na frente de todas as minhas realizações.

E aí eu fui tirando, e a forma de eu tirar do grupo Alport Mais foi ter um time bom. Eu tenho o Emerson, eu tenho o Adolfo, eu tenho a Ana, eu tenho o Weisland, eu tenho o Felipe Granito, que na área jurídica de stress, é um cara jovem, mas porra, tá renomado pra caramba. Eu tenho que fazer com que os meus pares dentro da empresa também tenham a mesma autoridade que eu tenha, pra eu poder deixar de ser escravo da minha imagem. Entendeu? Só que eu vou dizer um negócio pra você. Em algum grau...

vai ser sempre dependente de você, porque depois que você cria esse monstro, você não fica livre dele. Você é um ser irreplicável, essa é a verdade. Em algum grau, o Caio dentro do Vence é o Caio. Eu sou um ser irreplicável aqui dentro, sempre serei. Não tem jeito. Mas quanto mais forte for o meu time, é tipo o Messi, né? Minora a dependência. Eu tenho a filosofia de vida, que eu aprendi com o chefe quando eu tinha 25 anos. Eu só sou competente quando eu me torno desnecessário. Eu só sou competente quando eu me torno desnecessário. Eu criei...

Um organismo que vive sem mim. E aí eu posso fazer o quê? Criar outro.

que posso criar outro. Só que, cara, isso é fácil de falar, é difícil de mais de fazer isso. Eu gostei da filosofia dele, é time, cara. É? É time. Né? É... Cara, eu falo, cara, aí você me fala, você pergunta lá dentro. Porra, você ainda tem que estar lá, né? Alguns caras, sim. Sim. Alguns caras não tem jeito. Alguns caras, eles falam assim, ó, minha reunião mensal, eu quero que o Lázaro esteja. E se eu não tiver, ele deixa de ser cliente. Aí cobra mais pra eu estar?

Eu cobro mais. Ah, tem essa outra coisa. Se você for boutique, não tem nada errado em ser boutique ou ser o magazine. Só que magazine, você vai faturar milhões com margem, talvez, menores, porque você vai ter que cobrar mais barato, porque não é você. Boutique, você tem que cobrar muito caro. A sua margem de contribuição lá embaixo, o seu lucro líquido tem que ser muito maior pra valer a pena. O problema é quando o cara é a boutique e ele cobrar barato.

Aí ele tá fodido, virou escravo dele mesmo. Vendeu horas, danou. O cara é muito bom, mas ele não sabe botar preço. Sim, muito bom, Lázaro. Bela pergunta, bela pergunta. Turma, falo para o Lázaro, falo para o que foi animal.

Meu irmão, sempre bom te ver. Sempre bom te ver também. Adoro a sua energia. Sempre com muita... Primeiro essa transparência. Sempre falei isso pra você, né? É, sempre. O mundo é mundo, né? Fala a verdade. As pessoas ficam falando que na empresa são um carrasco.

Gente boa demais. Gente boa demais. Às vezes terminava uma reunião e ele chegava pra mim Caião, você acha que eu falei demais? Porque essa é uma característica sua. Você é característica e bicho, você fala mesmo. Porque não tem outro jeito. É muito legal. Você falou até das redes sociais. Cara, eu gosto de trazer minha verdade.

Tem gente que gosta de tentar. E eu entendi que essa é uma excelente estratégia de eu encontrar meus semelhantes.

Melhorou muito o tipo de gente que procura pra trabalhar. Exato, exato. Cara, mensagem de final sua pra todo mundo que chegou até o final, que é, cara, tem gente que tá indo bem em 2026, tem gente que não tá indo bem em 2026, tem gente que tá sendo, pô, um ano incrível, tem gente que em 2026, cara, tá difícil. Qual que é a mensagem do Lázaro? Ó, pra todo mundo que é empreendedor, que é a grande parte, ou que também é um executivo que tem cabeça de dona, querido, a pior crise é a crise interna.

Então, esqueça ano de eleição, ano de Copa do Mundo, porque eu vou tirar o pé. Meu amigo, a pior crise é a crise interna. Se você tirar o pé todo ano de eleição, todo ano de Copa do Mundo, em cada dez anos, em cada quarenta anos, tu parou dez. Entendeu? Então, fatores críticos do sucesso são controláveis, estão na sua mão, pelo menos a maioria deles, exceto os caras que estão em comodice e escambau.

Então é isso. Esquece a crise. Faz o seu papel. Ajuda a desenvolver a sociedade, que é isso que a gente precisa. Galera, todas as redes sociais do Lázaro estão aqui na descrição. Acompanha lá um cara 10 e depois manda que você tava no Como Você Fez Isso com Ele, porque eu tenho certeza que vai gerar valor. Ele tá lá. Ele tá lá dividindo, abrindo caixinha, tirando dúvida, treinando também, que o bicho pega peso pra caramba, sai na porrada, gosta do Lazarão.

Então as redes sociais do Lázaro tá aqui embaixo pra você seguir mais e também vou colocar o do Padrinho Podcast também, cara. É isso aí.

Animal do Padrinho, já estive lá. A esposa também. Um podcast sensacional, com uma pegada muito boa, também está o link para você conhecer o podcast do Lázaro, meu amigo. E, obviamente, se você está assistindo esse episódio por qualquer um dos nossos canais, seja no nosso canal oficial do YouTube, ou alguma plataforma de streaming, no Spotify, que estamos crescendo.

de uma maneira louca, já configurando entre os maiores podcasts do Brasil, de todas as categorias, graças à sua audiência, graças à sua confiança. Obrigado por isso. Então, se inscreva para não perder só um episódio. Lázaro, obrigado. Mais uma vez. Obrigado pela tua presença, as perguntas maravilhosas da nossa plateia. E vejo você na semana que vem com mais um papo inteligente, interessante, com uma grande função, contribuir nos seus objetivos. Forte abraço a todos. Tchau.

E aí

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