FOL 10/05: O médico Marcelo Leitão explica os detalhes do novo protocolo de saúde para as corridas de rua no Brasil
- Eventos de corrida de ruaPrevenção de paradas cardiorrespiratórias · Atendimento em eventos esportivos · Desfibriladores externos automáticos (DEA) · Posicionamento de DEAs em provas · Uso de acadêmicos de medicina em eventos · Adaptação do protocolo para o interior · Segurança em corridas de rua
- Corridas e lesõesCorrida e envelhecimento · Corrida e saúde mental · Comparativo com musculação · Exemplos de atletas idosos
- Propósito do CasamentoObesidade em homens casados · Redução de risco de doenças vasculares
- Padrões de corrida e performancePilares do treinamento: volume e intensidade · Trabalhos intervalados · Manutenção e adaptação
- Gagueira e GenéticaComponente genético da depressão precoce · Risco de suicídio em jovens · Diferenças entre depressão precoce e tardia
- Cristais de memóriaAtenção como filtro mental · Distrações e uso de celular · Estratégias para melhorar a concentração
- Vacinação contra HPVDesconhecimento sobre a ligação HPV-câncer · HPV e verrugas genitais · HPV como infecção sexualmente transmissível
- Aniversário Rádio Bandeirantes89 anos da rádio · Inauguração de novo estúdio
- Dia das MãesCelebração e homenagens
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Fôlego, na Bandeirantes.
Bem-vindo, bem-vinda, está no ar mais uma edição do Fôlego. Estamos chegando nesse domingão, 10 de maio de 2026, Fôlego no ar. E a partir de agora e pela próxima hora você vai ter muita informação bacana, relevante, sobre saúde, atividade física, movimento, exercício, tudo aquilo que faz você sair aí da zona de conforto, que te coloca adiante...
Aqui na Bandeirantes e no Fôlego a partir de agora. E que semana nós estamos vivendo, hein? Semana de aniversário da Rádio Bandeirantes, inauguração do novo estúdio. Uma semana repleta de muitas novidades e boas informações. E olha, haja fôlego para colocar tudo isso em dia, viu? Mas tivemos aqui, estamos tendo fôlego, completando 89 anos de existência da Rádio Bandeirantes.
Essa sim tá com o Fôlego em dia, essa sim tá com o Físico em ordem, porque agora é rumo aos 90. Nós já estamos na contagem regressiva pros 90 anos da Rádio Bandeirantes. Que coisa maravilhosa. Então vamos lá, sem perder tempo, a produção do Fôlego é do Guilherme Agrela, mixagens e sonorização da Vitória Vermilho e de Roger Palme Duarte. O Fôlego desta semana já começou, já começou.
Meu nome é Alessandro, 43 anos, da cidade de Marília. Corro e pedalo para manter uma vida ativa. Fôlego, na Bandeirantes. 11-999-048756
999-048-756, WhatsApp da Banda Nantes, DDD11, para quem está fora da região metropolitana de São Paulo. E o e-mail, fôlego.bandi.com.br. Mande a sua mensagem agora, mande já, porque domingo que vem eu vou registrar as manifestações de todos vocês e daqui a pouquinho eu vou registrar também as mensagens que chegaram no domingo passado.
Hoje é dia das mães, né minha gente? Hoje é o dia das mães, quero mandar um beijão pra minha mãe, a dona Carmen. Beijão, mãe! Vamos almoçar já já, estaremos juntos aí no almoço. Beijo pra minha mãe, que eu amo, maravilhosa e espetacular. Beijo pra minha esposa, Elizabeth.
A mamãe dos meus filhos. Vamos estar juntos também no almoço desse domingo. E eu desejo a todas as mamães do Brasil um domingo espetacular, um domingo fantástico. Ao lado dos filhos, dos netos, de quem vocês gostam, de quem vocês amam.
aproveitem aí, beijem as mamães, carinho, muito carinho, não deixa a mamãe fazer o almoço nesse domingo, hoje é o dia dela dar aquela descansada, aproveitar para dar aquela relaxada e aproveitem muito mesmo, todo o meu carinho, toda a minha admiração pelas mamães do Brasil, as mamães do mundo, celebrando hoje mais um Dia das Mães. Mas o que eu queria também nessa abertura falar com vocês é sobre...
Um reforço daquilo que eu digo com uma certa constância aqui para vocês. A questão das redes sociais e de quem a gente está dando palco nas redes sociais. Nos últimos dias, eu tenho visto, infelizmente, profissionais da área da saúde, que me deixa ainda mais entristecido, porque o profissional da área da saúde, ele deveria ser um profissional que está usando as redes sociais para informação...
Relevante, importante e principalmente embasado através da ciência. Mas o que eu vi aí de vários profissionais da área da saúde ultimamente foi um show de desinformação. E profissionais falando que a corrida não deve ser praticada. A gente não deve praticar a corrida porque a corrida é um esporte que envelhece, é um esporte que machuca, que causa doenças e que traz problemas para os seus praticantes.
E olha, é triste ouvir isso de médicos, de profissionais da área da saúde, desinformados ou então que estão querendo engajamento. Porque hoje a corrida causa muito alvoroço nas redes sociais.
promove o chamado clique, o chamado like. As pessoas vão lá e ficam dando like, ficam compartilhando aquilo. E aparentemente é isso que essas pessoas querem. Sem nenhum embasamento científico, sem nenhum estudo que corrobore o que elas dizem. Simplesmente a...
A corrida envelhece porque cai a pele, murcha a pele, machuca. E quando a gente sabe que o que causa problema mesmo é o sedentarismo. O que causa problema na vida das pessoas é a falta de exercício, é a falta de movimento. Não é a corrida. A corrida, comprovadamente, ela traz benefícios físicos, mentais. Tanto é que...
A corrida é o esporte que mais cresce no mundo. Continua atraindo cada vez mais novos participantes, porque quem começa a correr e gosta de correr, dificilmente vai parar.
Ao contrário, ela vai seguir adiante, ela vai aumentar as suas distâncias, começa correndo 5km, passa para 10km, depois vai para 21km, quem sabe vai para 42km. Não é obrigatório fazer isso, tem gente que corre 5km sempre e está feliz da vida e está ótimo. Tem gente que corre mais de 42km, ultramaratonas e está feliz da vida, saudável, cheio de saúde, sem doença.
Essa semana eu ouvi um médico dizendo que correr não é bom. O que é bom é a musculação. E ele está completamente equivocado ou parcialmente equivocado. A musculação é ótimo. É excelente. E a corrida também. E se você puder juntar os dois, melhor ainda. Corrida e musculação é a dobradinha perfeita, que eu sempre digo aqui para todos vocês.
Então, olha, tomem muito cuidado, muito cuidado. A corrida é um esporte espetacular, todo esporte é fantástico porque ele promove a saúde, independentemente da modalidade. Pode ser a corrida, eu falo sempre, toda hora aqui para vocês, pode ser a corrida, pode ser o ciclismo, pode ser a natação, pode ser a dança, pode ser uma arte marcial. O que você quiser fazer é o que te dá prazer. Agora, não dê palco, não dê ouvido.
Não permita que profissionais desinformados ou que querem somente engajar em rede social tenha relevância. Tenha relevância. E quando você se deparar com esse tipo de assunto, vai e pula.
Pula, vai para outro porque não tem nenhuma comprovação Eu até brinquei, eu falei recentemente que eu não entro em polêmica em rede social Por uma questão de saúde mental Mas essa semana eu vi o post de um médico tão absurdo falando sobre isso Que a corrida envelhece, a corrida não tem nenhum benefício A corrida não traz saúde, ao contrário Eu fui lá e...
E ousei colocar o nome do Dr. Drauzio Varela na minha resposta, dizendo para ele, olha... Aliás, esse médico que fez esse post, ele tem uma especialização que ele coloca ali no perfil dele, que é uma especialização que nem é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina.
E eu disse, olha, tem um doutor Drauzio Varela, que eu imagino que você conheça, que aos 83 anos de idade, está aí pensando na próxima maratona que ele vai concluir. E médico que tem um registro reconhecido no Conselho Federal de Medicina, diferentemente do seu aí, que está no seu perfil. Então, é isso, né? A gente tem vários exemplos de muita gente que já passou dos 50, dos 60, dos 70.
Dos 80, eu entrevistei o seu Francisco Lima aqui há duas semanas, maratonista lá de Goiás, 93 anos de idade. Ah, Capriotti, mas é uma exceção. É verdade, mas é uma exceção porque começou a correr aos 75 anos de idade.
Quanta gente que está aí hoje com 60, 70, 80 anos correndo e que começou lá atrás, começou cedo. Está cheio, está cheio. Então é isso. Eu quero desejar a você bom exercício, bom movimento e que você siga nas redes sociais gente comprovadamente com conteúdo, gente que dissemina informação de qualidade e comprovada cientificamente.
Vamos trazer o primeiro colunista de hoje? Quem está chegando é o jornalista, maratonista, sabe tudo de corrida, tudo de turismo, tudo daquela dobradinha que nós amamos, que é correr e viajar. Fala aí, Paulo Vieira!
Que é a polveira dos jornalistas que correm falando de corrente e viagem. Uberlândia está longe de ser o destino mais bonito de Minas Gerais. Não é nem mesmo do Triângulo Mineiro. Essa região que já foi sonhada como estado por meia dúzia de separatistas sem muito o que fazer. Mas é lá que ocorre a principal maratona mineira. Sem dúvida uma das mais aguardadas do Brasil no domingo 17 de maio.
E não é em razão dos difíceis quilômetros de seu terço final, com a chicana no bairro Mansões Aeroporto, a apoquentar quem já não aguenta de ansiedade pelo retorno ao estádio do Sabriá. É que a Nilson Lima, o nome oficial da Mara Uberlandense, é a única prova brasileira que o Correbor...
Rasca, grossa, jamais dispensa. Tudo por causa dele. Nilson Lima, o homem que mais empilhou maratonas do Brasil. 432, talvez 433, quem sabe 434. Que seja 435 quando você terminar de ouvir este programa. Mas não é só o Nilson, o filho da terra, que gosta de uma maratoninha. A Ana Meliatanos.
Celebrem 17 de maio em sua cidade a sua 200ª Mara, após cumprir uma agenda inacreditável de provas de 42 km nos Estados Unidos. Só em Boston foram duas. Gente que sai muito antes da largada, no meio da noite, para dar tempo de fazer 84K e não 42. Também é outra tradição de Uberlândia.
Não tivesse eu pegando um avião para o Canadá na véspera, a fim de no dia 24 correr em Calgary a minha 12ª maratona, número que nem é bom falar lá em Oberlândia, e eu lá estaria para celebrar com a rapaziada. E tu vais? Boas corridas, boas viagens. Fôlego e saúde.
O casamento pode trazer desafios para a saúde, principalmente quando falamos de ganho de peso. Um estudo recente realizado pelo Instituto Nacional de Cardiologia de Varsóvia, na Polônia, apontou que homens casados têm até três vezes mais chances de desenvolver obesidade.
A pesquisa, que será oficialmente apresentada em maio, durante o Congresso Europeu sobre Obesidade, avaliou os dados de mais de 2 mil adultos com idade média de 50 anos. Os resultados mostraram que a taxa de obesidade entre os homens casados é 3,2 vezes maior do que entre os solteiros.
Por outro lado, o estudo também revelou alguns benefícios associados ao casamento. Pessoas casadas apresentaram uma redução de 5% no risco de doenças vasculares, 8% menos chance de desenvolver aneurisma da aorta abdominal, 9% de redução no risco de doenças cerebrovasculares e 19% menos propensão a doenças arteriais periféricas.
Fôlego, na Banda Irantes, Corrida de Rua é aqui. E agora no Fôlego, na entrevista da semana, eu vou até Curitiba, nós vamos conversar com o doutor Marcelo Leitão. Doutor Marcelo Leitão é médico, especialista em medicina do exercício e do esporte, é médico cardiologista. E o doutor Marcelo Leitão participou ativamente do novo protocolo de saúde das corridas de rua aqui no Brasil. Vocês que...
Acompanham o fôlego, tenho observado aí que nos últimos meses a gente tem falado muito sobre a questão da segurança, da saúde nas provas de corrida no Brasil. Infelizmente, vez ou outra a gente ouve falar de uma morte de alguém que perde a vida durante uma corrida de rua.
E a Confederação Brasileira de Atletismo, junto com a Associação Brasileira dos Organizadores de Eventos Esportivos, criaram um protocolo, aquilo que deve haver em toda prova de corrida para garantir a nossa saúde, para garantir que se a gente tiver um problema durante uma prova...
o staff médico, a organização da prova, vai oferecer o mínimo de segurança para que a gente possa ter a nossa saúde assistida ali nesse evento. Então, há um novo protocolo, novas medidas que foram instituídas recentemente, na semana passada, e o doutor Marcelo Leitão vai conversar conosco sobre isso. Doutor Marcelo Leitão, bom dia! Seja bem-vindo ao Fôlego!
Bom dia, Capilhote. É um prazer estar aqui com vocês. Bom, o que nós temos aí de novidade, então? O que é esse protocolo que foi definido pela CBAT e pela Abracel para que os organizadores de corrida possam oferecer para os corredores durante os eventos?
Então, a ideia desse protocolo é justamente estabelecer algum tipo de regulamentação para que se possa oferecer uma condição de segurança cada vez maior aos atletas que se envolvem em corridas de rua e em outras modalidades esportivas semelhantes. Mas vamos falar aqui principalmente da corrida de rua. E essa segurança, esse objetivo de redução...
Do evento mais grave, que está associado aos eventos esportivos, que é a parada cardiorrespiratória que evolui para a morte súbita, ela se baseia fundamentalmente em dois pilares.
O primeiro pilar é o pilar da prevenção, e a prevenção está associada ao hábito regular da pessoa saber das suas condições de saúde, para que ela possa, quando identificada uma condição de saúde, tomar as medidas necessárias para tratar essa situação, e ou para ajustar...
o exercício, seja na sua modalidade, seja na sua intensidade, para que esse exercício seja apropriado para aquela condição que aquela pessoa apresenta e que foi descoberta nessa avaliação. Esse é o primeiro grande pilar. E aí existe uma série de discussões a respeito de como se fazer essa avaliação, e acho que a gente pode depois aprofundar essa discussão, que é interessante, mas esse é o primeiro grande pilar.
E o segundo grande pilar é o pilar do atendimento nos eventos esportivos. Temos que lembrar que, na verdade, a gente fala muito dos eventos esportivos falando das provas e das corridas, mas nós temos que lembrar, Capriotti, que, na verdade, se a gente pensar bem, quanto tempo por, vamos lá, pensar num mês em que o atleta tenha dois eventos de corrida,
Um final de semana, passa duas semanas, mais um final de semana. Ele passa lá duas, três, quatro horas no evento fazendo a sua prova. Quantas horas esse atleta passa treinando ao longo da sua semana? Muito mais do que isso. Então é importante a gente lembrar que esse cuidado, ele idealmente deveria ser oferecido também nos ambientes de treino, porque estatisticamente a probabilidade é muito maior de você ter um evento.
num treino do que numa prova, o próprio tempo de exposição que você tem para cada uma das duas situações. Mas falando dos eventos, porque na verdade aí você envolve as organizadoras de eventos, aí você envolve a Confederação Brasileira de Atletismo, a ideia é que se estabeleça então
o mínimo de estrutura, de recurso humano adequadamente planejado para oferecer uma condição de segurança e para, numa situação mais grave, oferecer um atendimento adequado. E qual é essa estrutura mínima, então, doutor Leitão? Então, hoje, um dos pontos chaves é...
Qual é a situação mais grave? É a parada cardiorrespiratória com a morte súbita. Então, nessas situações, o que hoje as recomendações nacionais e internacionais falam?
Nós sabemos que quando um indivíduo tem uma parada cardiorrespiratória e você oferece o atendimento, o ponto fundamental desse atendimento é o acesso rápido, a oferta rápida de um equipamento que ofereça um choque, que faz uma desfibrilação desse indivíduo em parada cardiorrespiratória. Você pode ter...
um corpo de pessoas treinadas para fazer os primeiros atendimentos, o que a gente chama de suporte básico de vida, que é fazer as compressões torácicas, a massagem cardíaca. Mas se sabe hoje que se você não tem esse dispositivo oferecido nos primeiros 3 a 5 minutos para oferecer o choque, a taxa de recuperação de eventos desses, ela sai de...
Quando você tem um dispositivo de 75%, 80%, ela cai para 35%, 30%, 25%, ou seja, ela cai a mais da metade. Então esse é o equipamento que faz a diferença. E aí a ideia é tentar oferecer esse equipamento que ele esteja em um evento esportivo, numa distância, que na verdade é importante na distância, mas é o tempo, se chegar esse equipamento até uma eventual situação dessas, não seja maior do que 3 a 5 minutos.
Esse é o ponto chave, é o ponto básico, porque você pode ter uma ambulância, você pode ter um sistema avançado de suporte, mas se esse sistema avançado estiver num ponto mais distante e leve mais do que 5 minutos para chegar lá, a nossa chance de oferecer uma condição de atendimento apropriada, ela vai cair cada vez mais, e depois de 10 minutos aí a probabilidade de recuperação é próxima de zero.
Numa maratona, por exemplo, há estatística de que ponto acontecem mais eventos cardíacos por parada cardíaca e morte súbita, doutor Marcelo Leitão, ou seja, é mais do meio para o final, é mais no início, onde é que esses equipamentos deveriam estar melhor posicionados, então, esses desfibriladores para garantir essa chegada mais rapidamente?
Então, existe essa informação, existem alguns estudos que mostram que os últimos dois quilômetros de qualquer prova, da maratona, de uma minha maratona, eles são o ponto onde a incidência desses eventos acontece de forma mais frequente. E isso é uma coisa mais ou menos fácil de a gente entender porquê.
O atleta já está terminando a prova, ele já passou por um tempo maior disposição ao esforço em maior intensidade, ele está desidratado, e isso aumenta a chance de desenvolver um evento como esse. Então, a probabilidade maior acontece nos últimos, vamos lá, 2 km da prova.
Então, se eu tivesse só um decibulador para oferecer uma prova, eu colocaria ele nesse ponto, no último quilômetro da prova, porque eu teria uma cobertura no lugar onde a gente tem isso de forma mais frequente. Mas, eu vou contar para você a minha experiência. Eu fui, durante 15 anos, diretor médico da Maratona de Foz do Iguaçu, que é coordenado aqui no Paraná pelo SESC do Paraná.
Nós tivemos, nesses 15 anos, duas paradas cardiorrespiratórias. A primeira, que aconteceu no quilômetro 41,5, então ali, na área que a gente sabe que é a maior probabilidade. Esse atleta foi atendido rapidamente, foi levado ao hospital. Não sobreviveu, mas foi atendido rapidamente. Mas nós tivemos, alguns anos depois, uma parada no terceiro quilômetro da prova.
E aí também aconteceu o atendimento rápido. Então a pergunta que a gente tem que se fazer é, eu tenho que oferecer isso apenas no último quilômetro, nos últimos quilômetros, ou eu tenho que tentar desenvolver estratégias que permitam um atendimento em qualquer ponto do percurso? Essa é uma das perguntas.
Nós entendemos, como profissionais de saúde, que nós precisamos oferecer isso em todos os momentos, em todos os pontos da prova. Nós tivemos no final do ano passado aqui na Maratona de Curitiba, que é atualmente uma prova que eu coordeno, do ponto de vista de atendimento médico.
E agora, sábado e domingo passado, nós estávamos coordenando a Maratona Internacional do Paraná, que aconteceu aqui no litoral, nós conseguimos colocar um distribuidor externo automático, um DEA, a cada quilômetro da prova. Qual que era a nossa proposta? Se você tem um equipamento desse a cada quilômetro da prova, você vai atingir, vai atender esse atleta numa distância não maior do que 500 metros.
E aí, correndo para chegar nessa situação, você não vai demorar mais do que três minutos e aí você está atendendo a essas diretrizes internacionais. Na verdade, o nosso protocolo não entra nisso de forma mais objetiva, por quê? Nós sabemos que é necessário tempo para que as estruturas, as organizações, elas se adaptem a isso, mas nós temos que ter em mente que esse é o nosso objetivo final, esse é o nosso ideal para que a gente possa oferecer essa cobertura.
Eu estava na maratona do Paraná no último domingo, doutor Marcelo Leitão, e então nós tínhamos ali 41 profissionais da área da saúde em cada quilômetro com um desfibrilador. E foi preciso usar? Alguém precisou da utilização desse equipamento no último domingo?
felizmente não, mas nós tínhamos um profissional, na verdade, e aí a gente, isso é uma coisa que, quando você fala desse tipo de proposta, para alguém que vai organizar um evento, você fala, mas como é que eu vou conseguir colocar um profissional, começa a encarecer muito a estrutura. Então, uma opção que a gente desenvolveu, tanto na Maratona de Curitiba quanto nessa,
Nós, na verdade, treinamos acadêmicos de medicina, quarto-anistas, quinto-anistas, e aí você fala, pô, mas esses indivíduos não são profissionais. Aí a gente vai entender por que os equipamentos chamados de estimuladores externos foram desenvolvidos.
Porque se percebeu que quando você tem um evento, e aí não nos eventos esportivos, porque a parada carga respiratória não acontece só nos eventos esportivos, pode acontecer a qualquer momento, em qualquer lugar. Então, quando se começou a pensar quais eram as estratégias para tentar minimizar e para otimizar o atendimento desses eventos acontecendo no dia a dia, eles identificaram que numa cidade grande...
São Paulo, Curitiba, qualquer outra cidade, mesmo com um bom sistema de atendimento de urgência, você vai ter um tempo que não vai ser menor do que 10, 12, 15 minutos para uma ambulância chegar em um evento e poder dar o primeiro atendimento.
Então, esse tempo é um tempo em que, como a gente acabou de falar, nós não vamos ter a chance de fazer um atendimento adequado. Mas, por outro lado, eu não consigo ter um profissional a cada ponto da cidade para dar o atendimento numa situação comércio. Então, o que eles desenvolveram?
equipamentos, que são esses chamados desigualdores externos automáticos, que são equipamentos que funcionam e que são feitos para serem usados pelo público leigo. Quando a pessoa abre esse equipamento, ele começa a falar com a pessoa, ele começa a dar instruções para a pessoa e ele diz para ela o que ela tem que fazer.
Então a pessoa vai lá, ela começa a fazer as compressões, o aparelho fala para colocar as pás no tórax da pessoa, ele vai fazer uma monitorização para ver se essa pessoa está de fato em parada e se ela precisa receber o choque e se ela precisar, ele dá as instruções para que a pessoa aplique o choque. E aí isso minimiza, tira.
Um dos grandes medos que o público leigo tem quando fala de usar equipamentos que dão choque é que é dar um choque inapropriado. Poxa, eu vou dar um choque em uma pessoa que não precisa? Eu não me sinto preparado para isso. E é claro que ela não sente, ela não é profissional de saúde. Então, esse choque só vai acontecer quando se usa esse dispositivo se de fato houver indicação disso. O dispositivo vai fazer análise e vai dizer choque necessário ou choque não aplicável. E aí você continua com as outras manobras.
Perfeito. Então, aí, desculpe, só para... O uso do acadêmico é uma maneira de você ter um quase profissional que tem um treinamento, nós fazemos um treinamento sempre antes das provas, e que é mais qualificado do que o público leigo, ou seja, ele atende essa situação que foi desenvolvida pensando nesse tipo de equipamento.
Perfeito. Agora, a gente começa a entrar numa questão que é muito relevante, né? Nos grandes centros, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba também. Talvez seja...
mais factível esse tipo de procedimento, são provas grandes, os organizadores conseguem ter uma arrecadação maior. Quando a gente começa a falar do interior do país, provas menores, esse protocolo se adapta de que maneira, doutor Marcelo?
Bom, aí entra uma questão que é a seguinte, a gente tem que pensar que muitas vezes a gente vê, isso acontece não só para essas questões, mas para outras questões, às vezes a gente direciona os nossos recursos financeiros.
para outras questões que às vezes não são tão importantes. E veja, o que eu acho e o que a gente tem trabalhado é em tentar encontrar soluções para isso. Então, a primeira é essa. Eu consigo ter acadêmicos de medicina, ou pode ser de outras áreas da saúde, para me dar esse atendimento?
Consigo, a gente já fez isso várias vezes, então eu posso te dizer, experiência própria, que isso é factível, com custo zero. Esses acadêmicos têm interesse em trabalhar nesses eventos, porque isso é experiência profissional para eles, e eles trabalham de forma muito tranquila e de forma muito eficiente. Então, você já tem uma redução do custo aí. Ah, mas eu preciso ter quantos desses aparelhos? Bom, se você está falando uma prova... E...
Vamos lá, para fazer uma maratona, você já não está falando de um evento pequeno. Quem quer fazer uma maratona não pode pensar que vai fazer um evento pequeno. Eventos pequenos são eventos de corridas de 5 ou 10 quilômetros. Se você fala de uma corrida de 5 quilômetros e um equipamento desse a cada quilômetro, você precisa de quatro aparelhos desses. Você pode locar esses aparelhos, ou você pode eventualmente fazer algumas alternativas de aquisição.
Uma das ideias que nós estamos tentando desenvolver aqui em Curitiba, mas é uma ideia que se aplica a qualquer lugar do Brasil e do mundo, é desenvolver uma parceria com as assessorias esportivas de corrida. A gente faz uma aquisição desses equipamentos para as assessorias, e as assessorias usam durante a semana, em que vão ter os atletas fazendo treinamento, e a gente falou que a gente tem que dar cobertura no treinamento também, e ao mesmo tempo, nos finais de semana, as assessorias... ...
emprestam esses equipamentos para as corridas que vão ser organizadas nas cidades, sejam cidades grandes ou cidades pequenas. Então já a gente começa a pensar em soluções. Uma outra possibilidade que a gente vai começar a estudar também é assim, nós começamos com essa ideia de colocar um aparelho desse a cada quilômetro com um indivíduo a pé.
Mas se eu tiver um indivíduo com aparelho desses de bicicleta, o raio de cobertura que ele tem para atender em 3 ou 5 minutos, ele se amplia muito. Então, às vezes, numa prova de 5 quilômetros, por exemplo, eu preciso de dois equipamentos desses dispostos estrategicamente em locais adequados. E eu dou essa cobertura. Numa prova de 10, eu talvez precise de essa. É só fazer a conta.
quatro, cinco, então eu começo cada vez mais a conseguir oferecer a mesma qualidade atendendo essas recomendações internacionais, oferecendo ou impactando com um custo cada vez menor. Então, eu sempre digo que tem uma coisa que é importante a gente lembrar primeiro, é que...
a gente tem que tentar encontrar as soluções, porque se a gente fala assim, a gente não consegue, a gente não vai sair do lugar, a gente vai continuar na mesma situação. Outra coisa que é muito importante lembrar é que esses eventos, muitas vezes, eles acabam sendo pouco valorizados do ponto de vista de... A gente entende, muitas vezes, que a organizadora fala mas eu tenho que investir um dinheiro numa coisa que acontece muito, eventualmente, muito pouco frequentemente.
Mas a gente hoje, com essa informação que a gente tem, desses dados que dizem que a diferença de um atendimento eficaz para um ineficaz, ela dobra, ou às vezes aumenta mais ainda do que isso, a chance de você trazer uma pessoa de volta, não tem como a gente dizer que porque é um evento raro, e ele é um evento que em geral é fatal, a gente não pode fazer nada não, a gente sabe hoje que a gente pode fazer alguma coisa.
Então a gente tem que pensar em como achar soluções para atender a essas situações de forma apropriada. Claro, e eu gosto sempre de reforçar, porque esses eventos, quando acontece um evento de uma morte, uma corrida de rua, é sempre muito chocante, sempre chama muito a atenção.
acaba assustando o público leigo, aqueles que não correm, e aí já vem aquela história, está vendo? Para que vai correr maratona? 42 quilômetros? Aquela história, mas correr é um esporte seguro, não é, doutor Marcelo Leitão? Correr, estatisticamente falando, é um esporte muito seguro. Quando a gente fala em morte na corrida, a gente está falando de um número extremamente pequeno.
A gente está falando de um número extremamente pequeno, correr é um esporte seguro, mas eu vou te dizer uma coisa que é assim, andar de avião também é seguro. Mas isso não quer dizer que todo o entorno...
da aviação, tudo que está envolvido, aviação civil, empresas, etc., órgãos, etc., eles não se acomodaram com essa informação de que viajar de avião é seguro. Se a gente pegar as estatísticas do número de acidentes e fatalidades na aviação comercial lá nos anos 50 ou 60, ela era muito baixa, era muito baixa, mas sempre que acontecia era fatal.
E aí o que eles fizeram? Eles desenvolveram uma série de estratégias para minimizar ainda mais isso. Então, eles não se acomodaram com o fato disso ocorrer de forma pouco frequente, para dizer, não, então quando acontecer a gente vai dizer que isso é algo que a gente não pode fazer nada. Não, pode-se fazer alguma coisa. E a mesma coisa nesse cenário nosso aqui das corridas.
Há coisas que podem ser feitas, então a gente tem que fazer, até para que a gente possa cada vez mais dizer para os nossos corredores ou para aquelas pessoas que estão ouvindo o teu programa aqui, que estão pensando se vão ou não vão correr, pode correr, deve correr, deve fazer exercício e ser seguro, é uma das melhores coisas que você pode fazer para a sua saúde. Mas isso não quer dizer que a gente deva tratar essas situações como situações que...
são infrequentes e que a gente não pode fazer nada para mudar esse cenário ou para melhorar cada vez mais esse cenário. Perfeito, é isso mesmo. E claro, porque eu sempre digo aqui, correr é extremamente seguro, mas a gente tem que fazer a nossa parte, a gente tem que ir lá, fazer os nossos exames anuais, saber se está tudo em ordem, se você está com a sua saúde em dia, se está tudo bem. Correr é seguro, mas...
Também depende da nossa parte para que essa segurança e esse número baixo seja mantido. Porque aí, se eventualmente, a gente não quer ser a estatística, né, doutor Marcelo? Eu não quero ser aquele 0,001% do evento. Eu quero passar por isso. E eu tenho que fazer o meu papel, que é saber que a minha saúde está em dia. Consultar aí os médicos sempre, fazer o seu check-up anual para garantir a sua saúde e a sua segurança também.
Eu quero agradecer demais ao Dr. Marcelo Leitão, médico do exercício e do esporte, médico cardiologista, que nos falou aqui um pouquinho sobre esse protocolo. Eu sei que o tema demanda, eu teria muitas coisas aqui mais para falar, o nosso tempo realmente é curtinho, viu, Dr. Marcelo Leitão, mas nós vamos voltar a falar desse assunto e quero te desejar boa sorte, muito sucesso e um agradecimento por estar sempre pronto, apostos nos eventos, para ajudar quem precisa, quem necessita, eventualmente salvar vidas ali. Muito obrigado.
Obrigado, um ótimo domingo e até a próxima, viu? Capriote, foi um grande prazer estar aqui com você. Estou à disposição e acho que realmente tem outras coisas que a gente pode desenvolver e que são importantes de serem colocadas para a discussão. Então, se você tiver interesse em a gente poder conversar mais, eu estou à sua inteira disposição. Um grande abraço.
E sigam lá o doutor Marcelo Leitão também nas redes sociais, porque ele está sempre levando esse tipo de conteúdo, de informação, para todos nós aí que praticamos esporte, exercício, a corrida. É sempre importante ter informação de gente relevante, que gente compartilha conteúdo de qualidade. Doutor Marcelo Leitão lá nas redes sociais, não é doutor?
É, o Dr. Marcelo Leitão tem no Instagram, é dr__marceloleitão. É isso aí, dr__marceloleitão. Você vai seguir lá e ter todas essas informações sempre com gente de qualidade. Depois do Dr. Marcelo Leitão, a gente faz uma parada rapidíssima e o Fôlego volta na sequência. Você está na Bandeirantes, com Fôlego.
Você está na Bandeirantes com Fôlego.
E aí
Hora das mensagens do Fôlego. Eu adoro as mensagens que vocês mandam aqui pra gente. No WhatsApp, o 999-048-756. E também no e-mail, no fôlego.com.br. Atenção, Vitória Vermelho. Vamos lá para as mensagens de áudio do Fôlego.
Bom dia, Capriote. Bom domingo a todos. Da Bandeirantes, da produção também. Edmundo, da Vila Lopoldina, correndo do Vila-Lobos, como todos nos domingos. Tô ouvindo o fôlego. Espere no Felipinho Garrafa também. No Vitoral. Um abraço. Bom dia, Capriote.
Aqui é o Aeroporto de Jatair Goiás. Também corro, dou minhas corridas aqui, no lago aqui, na cidade aqui. Tenho muita vontade de participar da Maratona de São Paulo, no Silvestre. Estou com 51 anos e gosto de correr. Grande abraço, meu amigo.
Bom dia, Capriotti. Diogo Tonhati, cronista esportivo aqui da cidade de Goiânia, Goiás. Passando aqui para dizer que o fôlego se tornou uma referência para todos os atletas aqui de Goiânia que gostam dos esportes de Endurance, principalmente das corridas de rua. Valeu, abraço.
Ô Diogo, muito obrigado, viu? Uma honra a sua mensagem e uma honra saber que aí em Goiânia, através da rádio Baneirantes de Goiânia, a gente tem uma penetração muito grande com o fôlego e fico feliz que a comunidade da corrida aí de Goiânia gosta do programa.
Muito obrigado, um abração a você, meu colega, meu companheiro, jornalista esportivo, Diogo Tonhati. Um abraço ao Leopoldo de Jatai, Goiás também. Ei, Jatai, interiorzão de Goiás. Um abraço, viu, Leopoldo? Estou torcendo para você vir aqui correr uma edição da Maratona Internacional de São Paulo ou a São Silvestre, se possível, tá bom? E o Edmundo.
Grande Edmundo, um abração para você aí, sempre correndo no Parque Vila Lobos. Vamos trazer, daqui a pouquinho eu registro mais mensagens, hein? Já já tem mais, mas agora é hora do Ricardo Arape, nosso colunista, sabe tudo de bicicleta, tudo de mobilidade. O que é que você conta para a gente hoje, hein, Xará? Pôlego, pôlego no pedal, com o Ricardo Arape.
Olá, amigo do Fôlego. É um prazer estar aqui com vocês novamente. Gostaria de apontar uma situação que pode melhorar muito para quem está buscando performance, melhora de condicionamento físico relacionado...
a rotina semanal. Considerando um microciclo que consiste em 7 dias, é super importante, ao buscar performance, trabalhar em cima de três pilares. Pilar do volume, que seria um intervalo de tempo progressivo cada vez maior, numa intensidade baixa. O segundo pilar, trabalhos intervalados que estimulem o coração a bombear e ficar cada vez mais forte.
de maneira que não só a sua frequência cardíaca máxima, mas a basal se aperfeiçoe, um intervalo de tempo menor. E o terceiro pilar é um trabalho de manutenção, que é uma mescla do trabalho do volume e da intensidade. O treinamento é baseado em volume e intensidade, e eles são inversamente proporcionais. Quando você faz um trabalho de resistência, você faz um intervalo maior, numa intensidade menor.
É super importante você estimular o seu organismo como um todo através dos trabalhos intervalados, que obviamente ao serem feitos, deverão ser feitos no intervalo de tempo menor. Essa é a minha sugestão.
Um estudo publicado na revista Natural Genetics indica que a depressão que surge na juventude apresenta um componente genético mais forte e pode estar ligada a um risco maior de tentativas de suicídio quando comparada à depressão diagnosticada em fases mais avançadas da vida.
A análise se baseou em registros médicos e dados genéticos de cinco países europeus e oferece um retrato detalhado das diferenças entre os quadros de início precoce e tardio. A pesquisa utilizou informações de mais de 150 mil pessoas diagnosticadas com depressão.
e 360 mil indivíduos sem a doença. Os dados foram coletados na Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia e Estônia. O objetivo foi observar padrões genéticos e avaliar a relação entre essas marcas e o risco associado às tentativas de suicídio. No grupo mais jovem, o estudo encontrou 12 regiões genéticas associadas ao desenvolvimento da depressão.
Entre os mais velhos, duas regiões foram identificadas como relacionadas ao início tardio da condição. Bom, essa análise também trouxe um dado que reforça a gravidade da depressão precoce, porque segundo o levantamento, uma em cada quatro pessoas com alto risco genético para depressão de início precoce tentou suicídio nos 10 anos seguintes ao diagnóstico.
50 tons de ciência e saúde.
50 tons de ciência e saúde no fôlego da Bandeirantes e com a colunista do programa, a psicóloga Sandra Regina Chevinsky. Vamos dar sequência aqui, estamos numa série com a Sandra sobre memória. Memória, algo muito, muito relevante nos dias atuais. E hoje, dentro desse capítulo memória, nós vamos falar sobre o que atrapalha a nossa memória. O que é que atrapalha a memória, né?
Sandra Regina Chevinski, bom dia, seja bem-vinda. Bom dia, muito obrigada pela presença de todos. Bom, Sandra, o que é que atrapalha a memória, hein? Um monte de coisas, mas a primeira que eu acho importante a gente falar é que todo mundo às vezes pensa que o problema é memória e não é, é a atenção.
Porque a atenção é o filtro de todas as nossas outras funções mentais. Então, às vezes, eu vou lá buscar um pacote na portaria. Nesse meio do caminho, encontro alguém, me conta uma história, fala, vem ver aqui, eu vou lá, vejo aquela história.
Busquei o pacote? Nada. Voltei para minha casa e nem lembrei mais que o pacote existia. Então, foi algo que tirou a minha atenção de uma ação que eu estava fazendo, que me faz perder aquela informação ou aquela ação.
Isso tem acontecido muito agora com o uso do celular. A gente tem algumas coisas, às vezes a gente vai, né, o cérebro não teve tempo de gravar, entrou uma outra mensagem no WhatsApp, aí eu já fui fazer outra coisa e tal, e a mensagem apaga-se da nossa memória totalmente. Por quê? Porque teve um evento distrator que nos distraiu e eu acabo perdendo e esquecendo.
Temos métodos, temos caminhos para melhorar isso, Sandra? Temos. A primeira coisa é que às vezes a gente tem que evitar algumas questões que vão nos distrair. Então se eu estou numa atividade cognitiva, realizando um trabalho, fazendo alguma coisa importante, muitas vezes eu tenho que tentar neutralizar aquele monte de mensagem que fica chegando sem parar no meu WhatsApp, por exemplo.
Eu tenho pacientes que eu peço, inclusive, para deixarem o celular em outra sala e só de meia e meia hora, de uma e uma hora, vão lá olhar as mensagens, porque senão eles não conseguem trabalhar, né, porque o cérebro desorganiza cada vez que alguma coisa nos distrai. E aí eles acabam tendo um certo prejuízo de aprendizagem e de memória também.
Agora, Sandra, pedir isso nos dias atuais soa mais ou menos como algo ali muito dramático, porque as pessoas parecem que não conseguem se desligar, se desconectar do plugado, do online. Como é que é isso para manter a concentração da pessoa também sem estar próximo do seu aparelho?
Então, isso é que é muito importante, é um esforço que é necessário, né Capri? Por quê? Porque se a gente não se esforça, não existe milagre, o cérebro não dá conta. Nós somos humanos e a natureza tem o seu caminho, a sua forma de agir, não adianta a gente querer fazer aquilo que ela não vai dar conta. No caso, a natureza do nosso cérebro. Então, se eu fico...
me distraindo o tempo inteiro, além de eu entrar em fadiga, ter uma desorganização no cérebro, né, eu acabo tendo sérios problemas de memória, assim, porque a informação não chega nem a consolidar no cérebro. Então, é um esforço que tem que ser feito.
Muito bom, então é isso aí, esforço. Se você quer manter a concentração, deixe o seu aparelho longe. O aparelho desconcentra e a gente sabe muito bem disso. Qualquer barulhinho, qualquer tremor ali, qualquer alerta, você já muda completamente o foco e passa para o seu telefone.
Atenção, quando você precisa de foco, esqueça os aparelhos eletrônicos, aqueles que te deixam ali muito hiperconectado. Sandra Regina Chevinsky, muito bom o tema de hoje mais uma vez. E agora, próxima coluna, a gente fecha essa série sobre memória, não é Sandra? Isso, falando sobre as doenças que realmente afetam a memória.
Perfeito, então você não pode perder a próxima coluna da Sandra Regina Chevins, que para fecharmos aí essa série sobre a memória é imperdível. Bom domingo e até lá, Sandra! Até! 50 tons de ciência e saúde. Fôlego, fôlego, fôlego.
Nelson Dabruzzo, 74 anos, ex-árbitro profissional e corro porque me faz muito bem já há muitos anos. Um abraço. Fôlego, na Bandeirantes.
Tem mais mensagens do Fôlego aqui no WhatsApp, o 999-048-756 e também no e-mail no fôlego.com.br. Essa aqui, olha, é do Atenoir. Atenoir, ele diz, bom dia Capriote, tive uma agradável surpresa aqui nos Estados Unidos. As bibliotecas são ligadas, são...
As bibliotecas são ligadas de adolescentes. Elas têm muitas atividades além dos livros. Um abraço. Ah, ele está falando sobre o meu editorial da semana passada, aquele episódio da biblioteca lá da cidade de Osasco, onde eles acabaram colocando, jogando os livros nas caçambas. Ele está falando sobre as bibliotecas lá dos Estados Unidos, forradas de adolescentes. Eles têm muitas atividades além dos livros.
É isso aí, Adenoel. É só usar a criatividade, não é? A biblioteca pode ser um espaço espetacular para adquirir conhecimento, cultura, para leitura, que é fantástico. Mas é um espaço para outras atividades também. Pode ser utilizada, adaptada para os nossos...
dias aí para a conectividade dos jovens, dos adolescentes, dessa atual geração aí que está muito conectada às telas. É isso, basta só o gestor público...
Ter criatividade e principalmente valorizar esse espaço nas cidades. Um abraço a você, muito obrigado, viu? Tem mais uma aqui. Bom dia, Capri. Aqui na cidade do senhor Mourão, 36 anos desse senhor. E preparando sucessor, livros e apostilas são jogados para reciclagem em caçamba. Não há tempo hábil, sei porque trabalho com isso.
Edilson, tá bom Edilson, obrigado pela sua mensagem aqui, não compreendi muito o contexto dela, mas certamente tem a ver com a questão da biblioteca lá da cidade de Osasco também, que aliás nós vamos ficar de olho também quando vão inaugurar, reinaugurar, hein?
Assim como a gente fica de olho nas pistas de atletismo aqui da cidade de São Paulo, que não tem, são poucas, pouquíssimas, vão ficar de olho lá na biblioteca de Osasco. Quando é que vão reinaugurar a biblioteca pública municipal lá de Osasco? Eita, que tristeza, ver aqueles livros, aquela imagem dos livros indo para a caçamba não saem da minha cabeça. Muito triste.
Capri, obrigado por publicar meu áudio, você sabe que sou escritor e esse caso de Osasco me entristeceu demais, que seja aplicada uma punição severa. Do outro lado também tenho o nada é por acaso, como verdade, e ouvir o Pedro e o Robson nos faz ficar mais leves. Um abraço do Cantone de Interlagos. Valeu Cantone, muito obrigado pela sua mensagem. Vamos trazer aqui o último colunista de hoje.
Quem está chegando é o professor Mário Melo, que sempre tem uma dica importante de treinamento para todos nós. Fala aí, Marião.
Treinar com dedicação e de repente se lesionar é chato, frustrante, decepcionante. Mas faz parte do caminho. Mas cedo ou mais tarde, todo corredor passa por isso. Uns mais, outros menos, mas ninguém escapa. Se até atletas profissionais com equipes multidisciplinares ao redor enfrentam lesões, por que seria diferente com você, que é um atleta amador?
O ponto não é evitar completamente o problema, e sim saber como reagir quando ele aparece. É ter maturidade para fazer o certo, buscar diagnóstico, tratar adequadamente e retomar os treinos de forma gradual, respeitando o corpo. Eu mesmo, no ano passado, tive uma lesão no menisco que me fez desistir de uma maratona internacional. Aproveitei a viagem e segui em frente. E não foi o fim do mundo. O corredor precisa entender que provas sempre estarão lá.
Já a sua saúde, se negligenciada, pode cobrar um preço alto. Insistir em competir lesionado pode transformar algo simples em um problema muito maior, comprometendo meses ou até o futuro na corrida. Fico alerta, sensatez sempre. Decisões bem tomadas vêm da orientação de profissionais de saúde e treinamento, não de palpites aleatórios. Respire fundo e cuide de seu corpo para o que realmente importa, a sua saúde. É isso, bons treinos.
E até a próxima. Pôlego e Saúde Um levantamento realizado pela MSD com apoio da Sociedade Brasileira de Urologia indica que grande parte dos brasileiros ainda desconhece a ligação entre o HPV e o câncer.
De acordo com o estudo, 64% da população não sabe que o vírus está associado ao desenvolvimento de tumores, incluindo o câncer de colo de útero e outras formas da doença que também afeta os homens.
Bom, essa pesquisa ouviu 300 homens entre 22 e 45 anos em todas as regiões do país e revelou uma percepção limitada sobre o tempo. Mais da metade dos entrevistados, sendo 54%, acredita que o HPV não causa verrugas genitais. Apenas 34% sabem que a infecção pode evoluir para algum tipo de câncer, evidenciando a falta de compreensão sobre os riscos associados ao vírus.
Outro ponto observado é que, apesar de 65% dos entrevistados afirmarem saber o que é o HPV, o vírus não aparece entre as infecções sexualmente transmissíveis mais lembradas quando os participantes são questionados de forma espontânea.
E com a mensagem da Ana Galiano, nós estamos fechando o fôlego desse domingo. Quero mandar mais uma vez um beijo, uma saudação a todas as mamães do Brasil. Que vocês tenham um domingo feliz, abençoado, de comemoração, de celebração, ao lado dos filhos, dos netos. Se for possível, com um pouquinho de exercício de movimento também, nesse domingo. Já pensou uma caminhada aí com o filho, com a filha, com o netinho, com a netinha?
Que coisa maravilhosa, hein? Se você puder, faça isso aí. Tenho certeza que vai ser um dia das mães ainda mais especial, ainda mais espetacular. Um beijo para as mamães. Um beijo para minha mamãe, a dona Carmen. Um beijo para minha esposa, a Elisabeth. E para as mamães de todo o Brasil e do mundo.
Vem aí, Felipe Garrafa. Ei, garrafinha, vivo o litoral. Que coisa maravilhosa, hein? Felipe Garrafa conosco para trazer a partir de agora as notícias do nosso lindo litoral paulista. Arrebenta a garrafinha. Espero que tenha sido férias também produtivas para você. Que você tenha descansado e treinado. E vamos em frente porque tem muita coisa para acontecer ainda em 2026.
Eu volto mais tarde com a sequência do Campeonato Brasileiro. Hoje tem clássico, hein? Hoje tem Corinthians e São Paulo. Mais cedo tem Remo e Palmeiras. Fôlego volta no próximo domingo em mais uma edição na íntegra inédita para todos vocês. Tenham todos uma excelente semana. Ótimo domingo. Tchau, São Paulo. Tchau, Brasil.
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