Episódios de Fôlego

FOL 03/05: Ouça a entrevista com Pedro Arieta e Robson Oliveira, os brasileiros que se tornaram iluminados na Maratona de Boston

03 de maio de 202659min
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Assuntos5
  • Nike e a Maratona de BostonAjuda a corredores na linha de chegada · Pedro Arieta · Robson Oliveira · Recordes pessoais
  • Lesão muscular posterior da coxaIsquiotibiais · Prevenção e tratamento · Moisés Cohen
  • Biblioteca Municipal de AveiroFechamento e descarte de livros · Patrimônio cultural · Ministério Público
  • Parar de fumar e cogniçãoEstudo The Lancet · Redução da perda cognitiva · Alterações vasculares cerebrais
  • Histórias de corredores brasileirosPacer em maratonas · Superação de limites · Importância do apoio mútuo
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Podcast da Rádio Bandeirantes. Fôlego, versão podcast com Ricardo Capriotti.

Bem-vindo, bem-vinda, está no ar mais uma edição do Fôlego. Estamos chegando nesse domingo 3 de maio de 2026, finalzinho de um feriado aí, né? Esse feriado foi mais curtinho, mais compacto, mas não tem problema.

Já deu para aproveitar um pouco. Sexta-feira, todo mundo aí de perna para cima, ou pelo menos quem pôde aproveitar. O fato é que hoje a gente está fechando mais esse feriado aqui no Brasil. Eu espero que seja um domingo muito especial para todos vocês, com muito exercício, muito movimento. O corpo sempre colocado aí adiante. Mas se hoje for dia de descanso, você está naquela preguiça aí do domingo, não tem problema. A gente está aqui para te incentivar, mas também para te dar um apoio se você estiver precisando disso.

O importante é estar sempre com a saúde em dia, saúde física e a saúde mental. E o Fôlego, caminhando para 18 anos lá na programação da Rádio Bandeirantes, mais um domingo com um programa recheado de atrações, com muito conteúdo importante e relevante para você absorver aí. E eu peço, como sempre, que você compartilhe o Fôlego já já disponível no streaming, no podcast, em todos os canais aí, nos agregadores de conteúdo. Daqui a pouquinho...

Você vai poder compartilhar com seus amigos, colegas de trabalho, com seus familiares. O Fôlego está recheado de coisa muito bacana. A produção é do Guilherme Agrela. Mixagens e sonorização do Roger Palme Duarte. O Fôlego desta semana já começou.

Fôlego, Fôlego, Fôlego. Meu nome é Alessandro, 43 anos, da cidade de Marília. Corro e pedalo para manter uma vida ativa. Fôlego, na Bandeirantes. 11-999-048756

Mensagens para o 999-0487-56, DDD11, para quem está fora da região metropolitana de São Paulo. E se você nos ouve no aplicativo, no streaming, no podcast, fôlego.com.br é o nosso e-mail. Pode mandar agora aí que a gente lê no próximo programa, na próxima edição.

Bem, eu na abertura queria falar hoje com vocês sobre um tema importante, muito importante, a educação. Educação é algo que deveria ser prioridade zero de qualquer governo, de qualquer gestor público. A gente só vai mudar muita coisa no Brasil se nós dedicarmos atenção integral, maciça e relevante para a nossa educação.

E por que eu estou dizendo isso hoje aqui no Fôlego? Porque vocês sabem, eu compartilhei com vocês, trouxe aqui no Fôlego a entrevista que eu fiz com Eliud Kipchoge recentemente lá em Madrid, na Espanha. E o Eliud Kipchoge anunciou que vai estar em Porto Alegre, vai correr em Porto Alegre, a maratona da New Balance no próximo mês de julho. E ele vai correr em todos os continentes do planeta. E isso tem um...

Ele tem um objetivo. O Kipchoge quer arrecadar um milhão de dólares, porque esse dinheiro ele vai usar para potencializar a educação no Quênia. E como é que ele vai potencializar isso? Ele vai ajudar a construir escolas?

e bibliotecas no Quênia e onde mais for possível se ele conseguir. Esse é o desejo do Kipchoge, investir na educação do país dele, através de escolas e de bibliotecas. Prestem atenção, bibliotecas.

Muita gente acha que na era digital as bibliotecas estão acabando, estão indo embora. Esse é um erro crasso e gravíssimo. Gravíssimo. Não se faz uma nação sem livros. Livros de papel. Não se faz uma nação sem livros de papel.

E eu estou dizendo isso também, estou fazendo essa ligação de Eliud Kipchoge com as bibliotecas e com a educação, porque a semana passada nós tivemos a informação de uma notícia triste e revoltante, e infelizmente da minha cidade, minha cidade de Osasco.

que tentou dar cabo em milhares de livros da biblioteca pública da cidade, que está parada, fechada desde 2023, o que é um absurdo completo. Um absurdo completo você não ter uma biblioteca numa cidade do tamanho de Osasco, como Osasco, fechada desde 2023. E o maior absurdo de todos, você descartar os livros e o maior absurdo de todos.

meter os livros numa caçamba e alegando que esses livros estão contaminados e acabar com um patrimônio cultural riquíssimo, construído ao longo de décadas, através do trabalho de gente que se doou, se dedicou para colocar os livros ali naquele lugar.

Então eu quero lamentar profundamente uma das piores notícias dos últimos tempos que eu vi, que eu ouvi aqui no grupo também, aqui na Rádio Bandeirantes. Um negócio dantesco, um negócio que impacta de tal forma...

que o Ministério Público entrou em ação. Felizmente, felizmente entrou em ação, porque isso não podia terminar dessa maneira. E eu espero que não termine assim. Porque se Eliud Kipchoge, lá no Quênia, tem essa visão de que é importante você ter escolas e bibliotecas para a população dele, para os conterrâneos dele, para a tribo dele, não é possível que aqui a gente não consiga enxergar o óbvio.

O óbvio. Mas não me assusta, porque gestor público destruindo o livro não é um acaso. Estão nas bandas dos senhores ministros, nas capas dos senhores magistrados, nas golas dos senhores deputados, nos fundidos dos senhores vereadores, nas perucas dos senhores senadores. Senhores, senhores, senhores, minha senhora...

Vamos trazer o primeiro colunista de hoje Quem tá chegando é o doutor Moisés Coen E aí doutor, conta o que pra gente hoje, hein?

E hoje nós vamos falar sobre um tema muito atual, lesão muscular posterior na coxa do atleta. São conhecidas popularmente como lesões dos isquiotibiais. São as mais frequentes talvez no esporte, especialmente no futebol, atletismo e modalidades que exigem arrancada, velocidade e mudança brusca de direção.

Muita gente pensa que isso acontece por acaso, mas não é bem assim. Normalmente, essa lesão aparece em momentos de alta exigência muscular, principalmente na arrancada e na corrida de velocidade máxima. Nesses momentos, a musculatura posterior da coxa é exigida de forma intensa para desacelerar a perna e gerar potência para o movimento seguinte. O atleta sente muitas vezes uma dor súbita, como uma fisgada, e é comum que é preciso parar imediatamente.

Em alguns casos, ele consegue ainda andar e outros não consegue nem sequer andar.

continuar a atividade. Elas variam muito de gravidade. Pode ser desde um estiramento simples até uma ruptura mais importante, com perda de força e afastamento mais prolongado. Um ponto importante é entender que nem toda lesão muscular é igual. A localização da lesão, tamanho, se está no tendão, próximo ou longe do tendão, tudo isso interfere na recuperação do atleta. Mas sem dúvida...

A prevenção passa por vários cuidados, como uma boa preparação física, equilíbrio muscular, fortalecimento excêntrico, controle de carga de treino, recuperação adequada. E muitas vezes o atleta não se machuca em um único lance, mas por uma soma de sobrecarga.

e acaba levando a um desgaste e a falta da boa recuperação. Em resumo, a lesão posterior de coxa é frequente e importante e precisa ser levada a sério. Quanto melhor o diagnóstico, o tratamento e a prevenção, maior é a chance de retorno seguro ao esporte. O Dr. Moisés Cohen é ortopedista e está sempre aqui no Fôlego da Bandeirantes. CRMSP 31863

Fôlego e saúde! Um novo estudo publicado na revista The Lancet mostra que parar de fumar, mesmo que na meia-idade, reduz a velocidade da perda cognitiva.

A pesquisa, que acompanhou quase 10 mil pessoas com idades entre 40 e 89 anos, concluiu que seis anos após largar o vício, os ex-fumantes apresentavam um declínio cerebral mais lento em comparação com quem continuou fumando. Acredita-se que o cigarro prejudique a cognição ao causar alterações vasculares nas artérias do cérebro, levando a microinfartos cerebrais e a perda de memória.

Fôlego, na Bandeirantes, com o Ricardo Capriotti. E agora no Fôlego, na entrevista da semana. Na verdade, não é uma entrevista. São duas personalidades do mundo da corrida e que vão se encontrar pela primeira vez, publicamente, falando de dois feitos espetaculares.

Eu costumo dizer que nada é por acaso, não existe a ocasionalidade. Existem sinais, existem para quem acredita, sinais divinos, sinais do destino, mas o fato é que nós vimos novamente a história se repetir. Para quem acredita naquela história, o raio caiu duas vezes no mesmo lugar, mas caiu envolvendo dois brasileiros espetaculares.

Vocês se lembram no ano passado, na chegada da Maratona de Boston, quando uma imagem viralizou. Havia um corredor ali caído e um brasileiro, Pedro Arieta, vendo aquela imagem, parou para ajudar aquele corredor. Comprometeu a prova dele, mas ajudou o corredor também a cruzar a linha de chegada de Boston. Na oportunidade, aquela imagem viralizou o mundo inteiro.

E esse ano, a mesma cena aconteceu. Um corredor caído e um brasileiro ajudando aquele corredor a cruzar a linha de chegada. Dois brasileiros, duas histórias parecidas, similares, que se encontram agora.

Pedro Arieta, o herói de 2025, o anjo de 2025, Robson Oliveira, o anjo de 2026. Bom dia, meus amigos. Pedro, bom dia, como vai? Bom dia, Gabriel. Tudo bom? Como é que você está? Eu estou muito bem, muito bem. Feliz em ouvir os dois. Robson Oliveira, bom dia, Robson, o anjo de 2026. Como é que você está? Bom dia, bom dia. Estamos bem, graças a Deus.

Correria, mas estamos bem, graças a Deus. Bom, Pedro, o Robson está passando agora o que você viveu o ano passado, né? Momentos aí de muita exposição, você experimentou isso em 2025, né?

Cara, estou achando muito legal acompanhar, ainda que a distância, tudo que ele está vivendo, porque dá aquela nostalgia de tudo que eu vivi um ano atrás. E como que é legal, assim, né? Quando viraliza por uma condição tão bacana de amor ao próximo, de ajudar o outro. Acho que, no fim, é essa mensagem que a gente, como cristão, quer passar, que o esporte passa, né?

Eu lembro que eu falei quando aconteceu a corrida não é um esporte individual a maratona, muito menos e Boston, eu acho que como é o ápice das maratonas você precisa de muita gente pra chegar ali e em alguns momentos você precisa até de alguém pra cruzar a linha de chegada

Acho que é assim na corrida, é assim na vida. Então, eu fiquei muito feliz com o que aconteceu comigo e estou ficando muito feliz de acompanhar tudo o que está acontecendo com o Robson, a repercussão. Acho que essas histórias realmente merecem ser contadas para cada vez mais pessoas sejam tocadas para fazer algo, ajudar o próximo.

Ô Robson, quando você se deparou com aquela cena ali, viu o rapaz caído, precisando de ajuda, já tinha um irlandês ali também tentando ajudá-lo, você chegou a se lembrar, passou pela sua cabeça a imagem do Pedro ajudando o corredor no ano passado? Cara, o ano passado eu acompanhei bem o Pedro e a cena também viral dele. Acredito que na situação dele foi um pouco mais difícil, porque eu ainda revi.

esse ano, e dá pra perceber que ele olha assim pro lado meio que pedindo a ajuda de outro corredor, sabe? Pra que tivesse a mesma situação que eu tive esse ano.

Só que esse ano, cara, eu pedi pra Deus ali, antes de chegar o AJ, né? Antes de chegar o americano, pedi pra que Deus, pra que tivesse outra pessoa. Porque acho que sozinho seria muito difícil de conseguir carregar ou, enfim, levantar ele, né? E graças a Deus, o irlandês, ele teve ali o pontapé inicial. E eu já pude ter aquela resposta imediata de Cristo ali pra poder ajudar também, né?

Uma outra coincidência, os dois estavam buscando recordes pessoais ali, as melhores marcas ao cruzar a linha de chegada. E isso acabou não acontecendo exatamente por conta do gesto, exatamente por conta de ajudar o próximo. Pedro, o recorde pessoal ficou bem menor diante daquilo que você viveu, não é?

Ah, com certeza. Acho que assim, engraçado como que inclusive as marcas que a gente gostaria de fazer era a mesma, né?

Os dois estavam em busca ali de 2 horas e 40. E acontece, né, muito próximo ali, em termos de performance. Eu e o Robson, a gente tem uma performance muito parecida. Inclusive os rapazes que caíram também. Aconteceu ali com quem estava nos 10% primeiros da prova. Acho que isso que chamou a atenção. Mas um pouco do que eu falei, até quando aconteceu, e eu acho que até hoje eu mantenho esse mesmo pensamento,

A gente sabe que a gente poderia ter feito um minuto melhor. Acho que muito mais vale ajudar alguém a completar do que a gente marcar e conseguir postar que fez um minuto melhor. Acho que no fim, assim como na vida, a gente está sempre buscando muitos objetivos.

Mas é importante às vezes a gente olhar para o lado, ver se tem alguém precisando de alguma ajuda. E tudo aconteceu muito rápido, né? Eu acho que o Robson deve estar recebendo muito essa pergunta, né? O que você pensou na hora? Acho que na hora a gente nem pensa muita coisa, só sabe que aquilo é o certo a fazer, agir por instinto.

Mas pensando depois, tenho certeza que Deus que preparou aquele momento ali para que essa situação pudesse realmente depois virar algo viral. Porque eu me emociono vendo o vídeo do Robson, às vezes eu me emociono vendo o meu. Porque realmente é um ato de amor ao próximo, acho que foi por isso que viralizou. Hoje em dia, às vezes a gente não tem tantos exemplos assim.

E sempre que acontece algo desse tipo, realmente as pessoas curtem muito. Mas assim, se eu pudesse voltar de novo, realmente teria deixado aquele um minuto para trás, com certeza, e ajudado o rapaz. Muito provavelmente esses dois não completariam se não tivesse ajuda externa. Inclusive, vendo o vídeo do Rob, você vê que realmente o rapaz tenta levantar várias vezes.

e ele cai, então assim, numa situação de, cara, isso seria muito difícil completar mesmo. Imagina, né, chegar em Boston, que é a maratona mais aguardada, e você não finalizar, é algo realmente muito ruim. Ô Robson, e você tem essa característica de ajudar, porque não foi a primeira vez que você ajudou, já havia acontecido com você de ajudar outros corredores anteriormente, não é? É, eu...

Ano passado, eu fui... Eu gosto muito, assim, de... As pessoas que me perguntam Ah, pô, como é que começa a correr? Como é que faz isso? Pô, eu queria fazer, sei lá, 25 minutos no 5K. Queria fazer 10K pra 50 minutos.

E, cara, uma das coisas que eu mais gosto na corrida, óbvio que performar é muito importante pra mim, eu gosto de me desafiar e buscar performance. Mas uma coisa que eu gosto muito é de ser pacer, assim, sabe? De sempre ter alguém, algum amigo que quer bater uma marca pessoal, e eu, não, vamos lá, eu vou junto com você. E o que aconteceu ano passado foi semelhante, porque eu tava sendo pacer sub-3 da Maratona do Rio, né? Da equipe que eu fazia parte.

E a gente estava num grupo grande ali, né? Iniciamos a maratona ali com cerca de 40 atletas, né? E obviamente que os mais fortes estavam liderando, né? Estavam sendo os Pacers ali, ditando o ritmo. E logo para o final, assim, o grupo já estava um pouco menor. Tinha umas 15 pessoas ali, 18 pessoas. Só que, cara, na reta final...

Um amigo nosso estava colapsando também, estava muito mal. E ele não chegou a cair igual o AJ, mas eu já me preveni, já coloquei a mão dele no meu ombro. Estava fazendo muita força para carregar, ele era um rapaz um pouco mais pesado do que eu. E aconteceu semelhante. Outro atleta de uma outra equipe que estava passando ao lado, veio e deu suporte também. E nós três terminamos juntos.

Então, é o que eu coloquei na postagem, né? Acho que não foi a primeira vez, não será a última. E coloquei lá também que duas pessoas são mais fortes do que uma, né? Eu acho que isso que é o mais importante, como o Arieta falou, que ali é muito rápido, cara. É uma fração rápida. Eu cheguei a ver algumas entrevistas dos meninos.

em inglês, né, e com legenda. E o AJ falou que ele já tava cogitando rastejar, cara, mas assim, pô, 300 metros rastejando seria muito ruim pra ele. E graças a Deus que...

eu não bati a minha meta, né? E eu estava ali naquele momento, junto com o irlandês também. Acho que isso foi o mais importante dos três, conseguir terminar junto. É, sensacional. É isso mesmo, né? É o olhar, esse é um olhar que pouca gente tem, porque a gente observa ali, tanta gente passa, tanta gente passa, tanta gente...

Claro que muita gente também está concentrada, às vezes nem percebe, está naquele momento ali de êxtase, de euforia. Eu não gosto de condenar ninguém. Ah, ninguém ajuda, ninguém estende a mão. Mas cada um enxerga isso de uma maneira, cada um tem uma maneira de enxergar isso.

E o Pedro e o Robson têm um olhar diferenciado para isso. Eles têm uma aura diferente para essa coisa toda. Eu quero fazer o seguinte aqui com vocês dois, Pedro Arieta e Robson Oliveira. Eu quero que vocês batam um papo aqui. Eu vou ficar só ouvindo a conversa de duas figuras espetaculares do mundo da corrida e quero que vocês conversem o que vocês quiserem.

Quiserem. Ou Pedro, se você tiver alguma dúvida, tira com o Robson e vice-versa, Robson. Então, por favor, fiquem à vontade. Eu e a nossa audiência aqui queremos ouvi-los. Legal, legal ouvir isso, Capriotti. E assim, não sei se eu já comentei isso com o Robson, mas já falei em alguns lugares. Eu admiro muito as pessoas que têm essa...

esse ímpeto em ajudar, você vê a história do Robson se repetindo um ano depois, de novo numa maratona. Eu confesso que eu não... Muita gente me fala assim, poxa, eu acho que eu não pararia, poxa, eu não sei se eu pararia. E eu falo, cara, eu mesmo não sei se eu pararia.

Então, eu nem sei se eu mereço esse mérito, porque um pouco do que eu conto da minha história foi... Eu lembro que eu estava com a minha esposa para largar, e Boston é muito especial. Você chega duas horas antes na largada, você vai de ônibus para a largada, eles te deixam meio que a 42 quilômetros da linha. É uma prova que é quase que uma linha reta, você volta para Boston. Você larga numa cidade, você volta para Boston.

E eu lembro da gente ir lá, antes de largar, fazendo uma oração e pedindo pra Jesus correr com a gente junto. E eu tenho certeza que aí ele começou a preparar toda essa história. E eu lembro no meio da maratona também fazer uma outra oração. Falei, Senhor, que essa maratona aponte pro Senhor, que tudo que eu faço aponte pra Ti.

Tem até uma foto, depois que eu comprei da maratona, eu com as mãos levantadas, assim, em sinal de quem estava orando. E lá para o quilômetro 40, eu vi um rapaz encostado na grade, e aí eu ainda fiquei assim na minha cabeça, né? Puts, poxa, eu deveria ajudar. E eu já estava exausto, eu vi depois também que o Robson terminou bem mal, né? A gente termina ali, a prova é uma prova muito dura, não é só uma maratona, é uma maratona com subida.

E eu tava bem mal E aí eu senti assim no meu coração O Espírito Santo falando Não é você que quer parar aqui no quilômetro 40 Quer dizer, não sou eu que quero que você pare É você que quer parar Pra poder realmente Desistir e tentar ajudar Como é que você vai empurrar um rapaz 2 quilômetros?

Mas eu senti que aquilo ali foi uma preparação. Quando aconteceu no quilômetro 42, faltando 200 metros, 300 metros, aí eu sabia que era para eu ajudar. E como eu falei, eu parei muito no instinto, mas depois começa a passar na cabeça, porque eu tentei levantar o rapaz, ele não vinha. Na minha força ali, de quem estava realmente esgotado, eu olho para o lado, busco ajuda, ninguém para.

E aí, naquela hora, você começa a pensar, e agora? Vou lá, deixo ele aqui. E aí você começa a refletir que, cara, isso não faz o menor sentido, né? Faria muito mais sentido a gente terminar junto.

Aí eu tentei a estratégia do gritar com ele. Falei, cara, levanta, segura em mim, vambora. E aí ele conseguiu, na força dele, levantar, sustentar ali comigo. E aí a gente vai junto para a chegada. Mas não tenho dúvida de que foi Deus preparando esse momento para que a gente pudesse falar dele, para que a gente pudesse apontar para ele. Para que a gente pudesse ser ele. Ele habita em nós e eu acho que é um gesto que reflete essa bondade.

dele, e depois eu achei muito legal que muita gente falando, poxa, de novo um brasileiro, e aí eu fiz alguns comentários, assim, não, de novo um cristão, eu achei super legal a reflexão do Robson falando, cara,

que ele teve essa conversa rápida ali, poxa, Senhor, se alguém parar, eu paro também, porque dois são mais fortes do que eu. Então, acho que é isso. Queria te ouvir, Robson, de como que foi o pré-prova, eu vi essa correria toda que você viveu aí, mas como que foi, não foi só a primeira vez correndo bosta, mas ano passado você estava também. Sim, então ano passado eu fui realizar um sonho, fazer um sonho.

já tinha sido cortado pelo corte extra, e aí eu estava me planejando muito financeiramente, guardando um dinheiro, fazendo algumas rifas, e aí o ano passado eu realizei esse sonho, consegui combinar férias na empresa, fiquei uma semana lá, não fui com a família, mas curti demais a prova, eu passava...

Passei filmando a prova, passei gritando, e fiz ali ainda 2 horas e 45, né? Só que pra esse ano, cara, aí depois dessa primeira vez eu falei assim, pô, por mim eu faço Boston todo ano. Sério, não tenho nenhuma... Obviamente, se surgir oportunidade pra fazer outras provas, ok, né? Não vou dispensar, mas...

por vontade própria, eu faço Boston todo ano, acho surreal ali, eu vi você comentando sobre ser uma maratona top para amadores e tudo mais, muita performance, mas para mim ali é as Olimpíadas dos amadores, acho que ela é muito justa. E aí para esse ano, para esse ano, eu tive que usar o feriado nacional, que era de tirar dentes, graças a Deus foi numa terça-feira,

e a prova lá era numa segunda, então foi uma correria antes da correria, porque eu trabalhei no sábado, aí eu viajei à noite no sábado, cheguei lá domingo de manhã, peguei o kit, fui para o hotel, comi alguma coisa, dormi, corri à prova, aconteceu tudo o que aconteceu, voltei à noite para o hotel.

Dormi e na terça peguei o avião para voltar para o Brasil. Aí teve escala e na quarta eu estava trabalhando. Cheguei aqui na quarta de manhã e cheguei na firma ao meio dia. Então foi uma correria antes da correria. Mas voltando um pouco sobre o acontecido, de eu ter terminado ali no limite, eu acho que assim, maratonista...

sabe que a distância é muito longa, sabe que são muitos dias de treino, assim, pra um objetivo, mas eu acho que o maratonista, que ele não tem plano A, B e C, eu acho que falta planejamento na minha cabeça. E assim, eu tava indo pra bater duas horas e trinta e nove, realmente era o meu sonho, mas é o meu sonho, né, na real, mas talvez não eram os planos de Deus, né.

Mas eu trabalhava com plano B também, que seria bater o meu recorde pessoal de 2 horas, 43 e 46 segundos. Se eu batesse esse tempo, eu conseguiria melhorar a minha marca. E foi dessa maneira, eu acho que eu sustentei o ritmo do 2,40 até o KM30 aproximadamente, mas depois eu já vi que eu estava começando a perder ritmo.

Ali do 33 ao 38, eu estava em Nárnia, mais ou menos, eu só via a torcida gritando, mas não estava entendendo muito o que estava acontecendo, o ritmo já não estava encaixado. Só que chegou no final, faltando 3 quilômetros, eu estava com 39.3 no relógio, e aí eu comecei a fazer cálculo. Eu falei, pô, se eu correr esses 3 quilômetros...

a 13 minutos, 12 minutos e alguma coisa, eu bato o meu tempo, cara. Eu vou conseguir bater o meu recorde pessoal.

E aí a cabeça voltou e eu comecei a celebrar. Sim. Desculpa, porque você está contando a sua história, eu estou lembrando exatamente da minha, cara. É muito assim, mostra. O meu recorde pessoal era 12h43 também, quando eu chego lá. Comecei a fazer cálculo também e parece que vai dar.

Aí, assim, faltando 3 km nos cálculos, eu já rodei ali um km para 402, eu falei, opa, estou dentro. Se eu rodar aqui mais dois dessa maneira, vai dar bom. E é o que você falou, né? A gente passa pelo percurso, a gente vê muita gente sentindo câmbio, muita gente caminhando, mas, cara, não faz sentido você carregar uma pessoa durante 5 km, 3 km, né?

E ali na reta final, eu já sabia que eu conseguiria bater o meu tempo. Provavelmente eu terminaria ali 2.42 alto, 2.43 baixo. Por alguns segundos eu iria bater o meu tempo. Só que aconteceu essa situação, né? E às vezes a gente não entende o porquê que eu não consegui manter o ritmo de 2.39. Só que talvez essa é a explicação, né? Se eu estivesse no ritmo de 2.39...

Com certeza eu não teria ajudado o AJ, não teria sido ali uma força que ele precisou naquele momento. E pelo fato de eu já estar desgastado, fazendo muita força, foi exatamente isso que aconteceu. Quando chegou ali para ajudar junto com o Aaron, no final da prova eu só pensei em deitar. Faltavam uns 100 metros, uns 50 metros para finalizar. Eu já estava colocando a mão na posterior da coxa, sentindo cãibra.

E aí eu falei assim, cruzou a linha, que aí vai parar o chip, vai cronometrar o meu tempo, eu vou cair no chão para poder descansar. Eu preciso de cinco minutos aqui para me restabelecer. Só que o que acontece? A equipe médica estava preparada para o EJ, que estava em colapso. E quando eu caio no chão...

Muita gente, acredito eu, que a equipe médica desesperou. Ele falou, pô, esse cara estava ajudando e agora ele caiu, ele deve estar tendo desmaio, parada cardíaca, enfim, N coisas. E aí a cadeira de roda que era para o AJ, a equipe médica me colocou e já me levou para o ambulatório. E aí eu vi uma entrevista dos meninos, na BBC News de fora, com legenda.

E o Aaron falou exatamente isso. Ele falou, cara, quando eu olho pra trás, a equipe médica passando por mim, não pegando o AJ, e eu olho pra trás e o Robson no chão. E aí eu pensei, eu falei, ué, mas vocês têm que pegar o AJ aqui, o AJ que tava ruim. E eu achei muito engraçado ele falando isso. E ele também falou que sozinho ele não iria conseguir, cara. Então, eu acho que os planos de Deus são muito mais perfeitos que os nossos. Sim, sim. E como você falou do tempo, eu acho que o tempo é só um número, sabe?

A gente treinou para tentar o 1239, a gente vai treinar para tentar de novo. E se não conseguir, vai ter outra chance para fazer. Muito bom, muito bom. Muito bom, olha só. Pedro Arieta, Robson Oliveira. Robson, só uma dúvida. Quando você caiu ali, você apagou ou você estava consciente que você caiu só para se restabelecer mesmo? Até onde eu lembro, eu estava consciente. Agora sim, foi uma queda... Queda...

como é que fala? Programada, sabe? Eu sabia que ali eu precisava descansar, pelo menos uns três minutinhos. Só que como a equipe não sabia o que estava acontecendo, aí eles já me pegaram, levaram cadeira de roda, fiz um monte de... Você não chegou a desmaiar então, não é? Você não chegou a desmaiar, você só caiu para dar uma recuperada ali, né? Agora...

Só que, por exemplo, como a organização é diferente das daqui do Brasil, aqui do Brasil você cai estagnado lá, os caras esperam 5 minutos para ver se você vai levantar. Se você levantar, beleza, mas aconteceu isso comigo na Argentina também, caí extasiado e a galera meio que olhou de lado assim, esperou ele levantar e tal. E aí nessa situação, acho que pela organização da prova, eles já ficaram preocupados, já me levaram para os exames ali.

Boa, muito bom. Olha, eu quero agradecer demais essas duas figuras espetaculares do mundo da corrida de rua aqui no Brasil. Dois seres humanos iluminados, duas pessoas que merecem todo o meu respeito e a minha admiração pelo gesto, pela solidariedade, pelo altruísmo, por se entregarem ao próximo. Isso é muito, muito relevante e muito significativo.

Pedro Arieta, sempre muito bom te ouvir, viu, Arieta? Um grande abraço a você, sucesso sempre. Quando é que vai, qual é a próxima prova aí para vir o seu recorde pessoal agora? Quando é que vai ter aí sub 2,40?

Então, eu consegui, graças a Deus. Depois de Boston, ainda corri uma, não consegui. E aí, dois meses atrás, eu consegui essa marca lá no Japão. Bati aí, fiz duas horas e 37. Só que desde então, cara, acho que foi além da conta. Eu tô lesionado, tentando recuperar ainda. Mas não vejo a hora de poder voltar a correr e buscar outros objetivos.

Valeu, Pedro, um grande abraço a você. Sucesso aí no Rio de Janeiro, até a próxima, viu? Obrigado, obrigado. Um abração pra você. Robson, muito bom falar contigo, irmão. Tudo de melhor aí. Amém. Valeu, Robson, também, cara. Valeu, Robson, um grande abraço a você. Foi um prazer aí eu te ouvir, parabéns. E qual é a próxima prova aí pra tentar o Sub 2,40? Valeu, é que agradeço a oportunidade. Bom, eu tô inscrito pra New Balance, né, 42K.

em Porto Alegre, daqui a três meses. Semana que vem eu volto já, a rotina de treinos aí. Tirei dez dias de, entre aspas, descanso da corrida, mas de correria, né, pelas entrevistas.

E assim, vamos tentar na New Balance. Se surgir o convite pra alguma outra prova no segundo semestre, aí a gente talvez altera a New Balance pra 21K e tenta na sua outra prova. Eu vou fazer o seguinte então, ó. Eu vou fazer o seguinte com você. Eliud Kipchoge é meu amigo.

É o meu parceiro. Manda uma mensagem pra ele. Vou falar, ô Eliud, vai ter o Robson Oliveira correndo com você lá em Porto Alegre. Ele sempre foi pacer de todo mundo. Então agora você, Eliud, vai puxar o Robson pra sub 2,40. E vamos ver o que ele me responde, tá bom? Olha aí. Vê se ele consegue ajudar também a cruzar a linha.

manda a publicação cara, eu acho que eu zerei o game assim na frase popular quando o post das olimpíadas postou eu e os meninos eu fiquei impressionado com isso cara surgiu em muitas notícias do mundo, mas eu acho que essa daí é pra emoldurar e colocar na parede, manda esse pra ele que ele vai lembrar que ele vai lembrar

Está combinado. Muito bom, muito bom. Muito obrigado, Robson Oliveira, Pedro Arieta, os nossos convidados desse domingo aqui no Fôlego, que faz uma parada rapidíssima e volta na sequência. Você está na Bandeirantes com Fôlego. Você está na Bandeirantes com Fôlego.

Música Sitting on the park bench Kind little girls with fat intense hair Slots running down his nose Greasy fingers smearing shabby clothes

Hora das mensagens no Fôlego. Muito obrigado a todos vocês que entram em contato conosco aqui no WhatsApp, o 999-048-756 e também no e-mail, fôlego.com.br. Pode soltar, Roger Palme.

Bom dia, Capriote. Vamos ver se vocês vão colocar minha mensagem no ar. Meu nome é Laércio, sou de São Bernardo do Campo, carreteiro. Estou descendo agora Anchieta, a trabalho. E a minha esposa, deixei ela para fazer a meia maratona lá no Obelisco do Ibirapuera. E aqui pelo grupo de WhatsApp da família, ela já completou a prova. Tá bom? Estou trabalhando e ela está cuidando da saúde dela e se divertindo.

Deus abençoe vocês. Um excelente domingo aí. Fiquem com Deus. Bom dia, Capri. Everton, do Butantan, terminando aqui a corrida do Sesc Campo Limpo, 6,5 km logo cedo. Bora lá. Bora treinar.

Ricardo Capriotti, bom dia. É o Carlos Cantoni aqui de Interlagos, passando para deixar uma mensagem a respeito do meu aniversário, que foi agora, dia 24 de abril. Vamos celebrar a vida, vamos celebrar a saúde. Um grande abraço!

Bom dia, Capriotti. Renato Salvarani, 48 anos, de Mogi das Cruzes. Vou fazer minha primeira prova no mar hoje, mil metros, aqui no Indaiá. E vou engatar com 30 de bike e 8 de corrida. Será que eu consigo? Abraço a todos.

Quanta mensagem bacana, hein? Quanta mensagem legal e eu fico muito feliz quando vocês compartilham os exercícios, os movimentos. E no caso do meu amigo carreteiro lá, não ele, mas a esposa, mas eu tenho certeza que ele também tem um exercício ali, tem um movimento.

Porque não vai deixar a esposa sozinha, ganhando saúde sozinha. E você aí, só no trabalho. Separa um tempinho aí para o exercício também. Mas muito obrigado e parabéns a todos vocês que colocam o corpo à frente, adiante, no movimento. Que ganham saúde física, saúde mental e compartilham isso aqui com a gente, que eu adoro muito. Deixa eu aproveitar também e mandar um abraço a Mari e ao Maurício, pai e filha.

A Mari mandou uma mensagem para mim nas redes sociais, eu fiquei muito feliz porque ela disse, Capriotti, eu e meu pai somos fãs do seu trabalho, meu pai apresentou o Fôlego para mim, agora a gente ouve o Fôlego e o seu podcast também, o Capri Run.

Então, olha, um abração para vocês, Mari e Maurício, parabéns por se exercitarem juntos, em família, por ouvirem o programa, eu agradeço demais. E obrigado, viu, Maurício, por ajudar a compartilhar o conteúdo do programa com a sua família, eu fico muito feliz e sucesso, muita saúde para vocês. Vamos trazer o segundo colunista de hoje? Quem está chegando é o Harry Finger, grande Harry Finger, maratonista aquático, de Ilha Bela, você conta o que para a gente hoje, hein, Harry?

Bom dia, ouvintes do Fôlego. Eu gostaria hoje de começar falando novamente para aqueles que não só estão começando, mas estão nas primeiras provas de águas abertas, a atenção que nós devemos ter no Congresso Técnico e logo depois a gente vai aquecer, entrar no mar ou na represa, onde vai ser disputada a competição, verificar onde estão as boias, a direção que vai ser realizada a prova e as referências aéreas.

As referências aéreas, seja um prédio, uma árvore, uma antena na chegada, um barco que esteja apoitado no mar, um direcionamento que você possa ter se entrar, de repente, um sol na sua cara ou mesmo se não tiver nenhuma mudança de intempérie. Mas quando a gente está numa prova e no nível do mar, a gente acaba perdendo, às vezes, um pouco a navegação.

atenção nesse detalhe das referências aéreas e das referências que se encontram ao seu redor, seja um prédio, seja numa montanha, ou mesmo o ponto de vista da chegada, porque às vezes a gente dá a largada e sabe que tem o pórtico de chegada, mas esse pórtico, na visão do mar, ele se mistura com as barracas, com as tendas, enfim, a importância de você perceber o entorno da competição onde vai ser realizada a prova.

E a outra coisa que eu gostaria de falar também na parte de navegação é quando você está nadando, a preocupação de enxergar essa boia, quando você está aproximando dela, e você não precisa necessariamente parar, mas você pode continuar nadando crau e olhando para frente, levantando a cabeça e observando onde está a boia. E se você estiver inseguro, tudo bem, ou dá uma paradinha, ou dá uma nadadinha de peito para observar. Se você está exatamente na direção da boia, volta a nadar.

crau, dê umas vinte, trinta abraçadas, depois volte de novo a olhar essa boia se você tá na direção certa e na rota certa. Não precisa ficar levantando toda hora a cabeça pra observar onde que tá essa boia, porque o seu corpo vai acabar afundando e vai atrapalhar muito na sua nadada, ok? Bons treinos e até semana que vem. Fôlego e saúde.

Você já se perguntou como as células que nos defendem sobrevivem em meio a batalhas internas no nosso corpo? Pesquisadores da USP descobriram uma peça-chave para este quebra-cabeça. Eles observaram que os linfócitos T, um tipo de célula de defesa, conseguem proteger seu DNA mesmo em condições de alto estresse, que normalmente causariam danos.

O segredo está em uma proteína chamada XPC. Até então, sabia-se que a XPC era uma ferramenta para consertar o material genético. Bom, a novidade agora é que ela também é essencial para o amadurecimento e a especialização dos próprios linfócitos. 50 tons de ciência e saúde.

50 tons de ciência e saúde esta semana com o colunista do programa, o professor Cortes. Exercício, movimento, é isso que nós precisamos. E hoje o tema do professor vem bem a calhar com os nossos pilares aqui, não é? Ele me mandou uma frase...

E eu vou até entender melhor a respeito dessa frase. E diz o seguinte, o exercício físico é o melhor remédio que os médicos geriatras podem receitar para os seus pacientes. Olha só que frase impactante, não é? A gente fala tanto disso aqui. Professor Cortes, bom dia. Qual a origem dessa frase? Bom dia, Capriote. Bom dia, ouvintes da Bandeirantes.

O resto não é opinião de um profissional de educação física, que seria uma coisa muito suspeita. É a opinião de um médico especializado em medicina do esporte, num artigo que ele publicou em uma revista americana chamado Médico e a Medicina do Esporte. E segundo ele, a prática regular de exercício físico.

ela faz com que diminuam os riscos de morte em consequência de doenças das artérias coronárias, de câncer do intestino e de complicações relacionadas com diabetes. Então não é uma opinião de um profissional de educação física, embora eu confirme plenamente tudo o que ele disse, porque como o remédio, o exercício físico, ajuda até a acompanhar a prescrição dos remédios que o médico receita para o paciente quando ele é acompanhado em uma sessão de condicionamento físico.

Qual é a principal orientação que esses médicos que ainda não passam a orientação do exercício físico para os seus pacientes, qual deveria ser a principal orientação desses médicos? Ou seja, como é que o médico deve fazer o convencimento do paciente dele de que o exercício é fundamental? Porque a gente está falando aí de uma faixa etária, 50 anos mais, e para quem nunca fez nada...

Mudar esse hábito muitas vezes não é fácil, é difícil. As pessoas já nessa faixa etária já têm muitos hábitos arraigados ali e mudar muitas vezes não é fácil. Como é para fazer o convencimento dessa faixa etária, desse público?

Até certo ponto, eu acho que alguns relutam em fazer esse encaminhamento, insistir para o paciente fazer exercício, porque, infelizmente, nós sabemos que são poucas as instituições que oferecem programas que assim estão supervisionados e têm um atendimento.

especializado, que pode dar segurança para que os médicos possam enviar os seus idosos para essas instituições. Eu digo, por exemplo, o exemplo da Escola de Educação Física e Esportes da USP. Lá tem um programa de condicionamento físico voltado para os idosos, que existe há muitos anos, e com acompanhamento que dá segurança para o médico encaminhar o paciente. Eu cheguei a sugerir...

um dos meus textos que eu escrevi sobre envelhecimento, que outras escolas de educação física, que são inúmeras, poderiam entrar pela mesma linha de oferecer para os alunos a oportunidade de acompanhar aqueles profissionais que são professores da faculdade, que podem trabalhar com idosos e ensiná-los para que eles possam, no futuro, aplicar os conhecimentos nas academias normais, que não são direcionadas só para esse público.

É, muito bom. Eu vou até aproveitar para repetir aqui a frase, até porque nós temos aqui, como colunista dos 50 tons de ciência e saúde, uma médica geriatra que ela é uma ferrenha defensora dessa frase, ela está sempre falando sobre isso, a doutora Luiz Montessante, o exercício físico é o melhor remédio que os médicos geriatras podem receitar para os seus pacientes.

Muito bom, não é? Muito bom. Esse é realmente o melhor caminho. Quem é o autor dessa frase mesmo, professor? Doutor Fred Bremer. Ele publicou esse artigo numa revista americana.

Muito bom. E é isso aí. Agora tem mais uma coisa, viu, Capriotti? Pois não, professor. É importante que ele afirma também que mesmo aqueles que começam a fazer exercício físico entre os 60 e 75 anos de idade, também pode reduzir significativamente os índices de mortalidade. Então, aqueles que estão mais velhos, tudo, que pensam, ah, mas a minha idade e tal, nada disso. Nunca é tarde para começar.

É isso aí, é o que eu falo sempre aqui, nunca é tarde para começar. A semana passada, a gente entrevistou o seu Francisco Lima, ele começou a correr aos 75 anos de idade, e vai ao encontro disso que o senhor está dizendo. Ele começou a correr aos 75 anos de idade, ele vai fazer 93 anos nesta quarta-feira agora, e é maratonista.

corre maratona aí, tá correndo maratona pelo Brasil todo, acabou de correr maratona em João Pessoa, na Paraíba, aqui em São Paulo, então comprovando, corroborando, isso que o senhor tá dizendo agora.

Seria muito bom se isso fosse uma regra, não fosse uma exceção. É uma pena, porque quantas pessoas estariam sendo beneficiadas, não digo correr a maratona, mas se estivesse ousando praticar qualquer tipo de exercício físico, num começo de preferência orientado, com profissionais especializados, e depois, mais livremente, correndo nos parques aqui da cidade, ou onde eles estiverem vivendo.

É isso mesmo, é isso aí. Muito bom, professor Cortes, mais uma aula para a gente aqui no 50 Tons de Ciência e Saúde. Muito obrigado, professor, um ótimo domingo, excelente semana e até a próxima coluna. Eu que agradeço, um bom domingo para você e para todos os ouvintes. 50 Tons de Ciência e Saúde.

Gabriote, eu corro há 18 anos. Já fiz várias 10 filmes da Tribuna de Santos, mas corro pra saúde, né? E é ótimo. 61 anos de idade, bem vivido, graças a Deus. Um abraço. Fôlego. Na Bandeirantes.

Últimas mensagens do Fôlego E o nosso WhatsApp como sempre está bombando aqui O 999-048-756

Bom dia, Capriote. Bom dia, equipe toda. Bom dia aqui, Gilberto Pacheco da Praia Grande. Terminando aqui a minha corridinha na praia, na orla, no Canto do Forte, aqui chegando na Praça Duque de Caxias, ouvindo aquele senhor falando lá. Vai fazer 93, eu vou fazer 71 agora, dia 30 de maio. Mas a gente corre também, faz essas corridinhas aí. Pô, fiquei muito contente de vê-lo falando aí e ouvi-lo, aliás. Um abraço a todos, um bom dia a todos.

Bom dia, Capriote. Que sensacional a história do seu Francisco. Que ser humano maravilhoso. Hoje, o fôlego valeu pela entrevista do seu Francisco. Parabéns pra ele. Bom dia, Capri. Grande Capri. Muito bom dia. Capri, meus parabéns pela entrevista aí do seu Francisco. Nossa, que maravilha. Que exemplo, hein? Nossa, homem com 92 anos. Que exemplo. Parabéns, Capri. Entrevista maravilhosa. Capri, me emocionei, não foi o nome.

Antônio Migrônio da Vila Prudente. Grande abraço.

Bom dia, bom dia a todos aí que estão ouvindo a Rádio Bandeirantes, Capiótica, Edmilson, do Parque Imperador em Campinas. Estou na audiência do lado da Fazenda São Quirino, a famosa fazenda da família Nogueira. Ô meu nobre, quero mandar um abraço para todos os veteranos do Santa Cruz e de Poá, lá da Vila Ferracine. O amador da minha vida, meu primeiro time de coração, vida longa. Muito obrigado a todos, bom domingo.

Muito obrigado a todos vocês e principalmente vocês que adoraram a entrevista com o seu Francisco Lima na semana passada. Aqui nas mensagens de texto tem várias também falando sobre a entrevista. O Luizinho lá da cidade de Santos, o Carlos Cantone de Interlagos, o Antônio Lino de Itaquera, o Marisvaldo lá de Goiânia. Todos também falando sobre a entrevista da semana passada.

do seu Francisco, que foi realmente sensacional. Muito obrigado, obrigado pelas mensagens, e vamos trazer aqui o último colunista de hoje, fisioterapeuta Maurício Garcia. Fala aí, Mauricião.

A quebra de barreira das duas horas por atletas como Sebastian Sauer é um marco impressionante, mas também expõe o limite extremo da fisiologia humana. Mesmo no mais alto nível, o corpo paga um preço. E isso é particularmente relevante para você que nos ouve, que pratica a corrida de rua buscando superar os seus limites.

Vou abordar os principais riscos físicos de corredores, inclusive profissionais, com uma visão prática e clínica. Mesmo em atletas de elite, tem alta incidência de lesões por uso excessivo, como astendinopatia.

as fraturas de estresse, algumas síndromes fêmuropatelárias, as facíticas plantares. O ponto crítico é a relação carga versus recuperação. Em elites, o volume semanal pode ultrapassar 180, 220 quilômetros.

Sobre o estresse metabólico, há situações extremas que podem levar a rabdomiólice, que é a destruição das fibras musculares. Pode também ocorrer desidratação severa e distúrbios eletrolíticos.

Provas em calor mais ritmo acima da capacidade. Isto é clássico. O grande ponto, o risco não está na corrida. Está no excesso sem controle fino de variáveis. O volume, a intensidade, a recuperação, a nutrição, o sono, elite, é diferente de invulnerável.

Elite é equilíbrio extremamente preciso. No insight prático, para corredores, o diferencial não é treinar mais, e sim monitorar carga interna, trabalhar com progressões baseadas em critérios e integrar força, controle neuromuscular e recuperação ativa. Bons treinos! Fôlego e saúde!

Um estudo recente, denominado Latitude, e publicado do The New England Journal of Medicine, demonstrou que um tratamento injetável de longa ação para o HIV, administrada cada quatro semanas, é significativamente mais eficaz na manutenção da supressão viral em comparação com a terapia oral diária.

A pesquisa revelou que a injeção reduziu em quase 50% o risco de falha virológica, um resultado particularmente importante para pacientes que enfrentam desafios na adesão ao tratamento antirretroviral diário. Após 48 semanas, a taxa de falha terapêutica foi de 22,8% para o grupo injetável, contra 41,2% para o grupo de tratamento oral.

Com a Ana Galeano, nós estamos fechando mais uma edição do Fôlego. Fôlego desse domingo para todos vocês. Felipe Gar... Ah, não, é o Vitor Lupato. Garrafinha está de férias ainda. Ei, Garrafinha, boas férias, Garrafinha. Vitor Lupato arrebenta. Eu quero ouvir tudo aí do litoral com você a partir de agora. Mas antes de fechar, eu queria só dizer uma coisa rapidamente aqui.

Nós tivemos a quebra do recorde mundial da maratona no domingo passado, exatamente uma semana, quando Sebastian Sauê cravou incríveis 1h59min30s. Minha gente, isso é muito importante, porque...

A gente achava que a barreira das duas horas na maratona ainda estava um pouquinho distante, não seria quebrada tão rapidamente. A marca anterior era de duas horas e 35 segundos, então o Sauê baixou um minuto e cinco segundos a marca anterior. Isso é muito relevante, é muito grandioso porque mostra...

O ser humano evoluindo rapidamente Claro, você não vai falar Não há um único fator Que leva a gente a dizer Que foi preponderante Para que isso acontecesse Tem várias coisas envolvidas aí Você tem um cara que tem um talento Evidentemente Talentoso

muito disciplinado, cara que já construiu uma carreira em outras distâncias, cara que tem uma disciplina nos treinos impressionante. Aí entram as questões científicas envolvidas, nutrição, o aprimoramento talvez do treinamento.

Treinamento é basicamente o mesmo desde sempre, mas você pode aprimorar, ajustar, afinar alguma coisa ou outra ali. Tem a questão do tênis, a nutrição, muita gente falando aí sobre os carboidratos ingeridos pelo Sebastian Sauê antes da prova, ele falou comi duas fatias de pão com mel e uma xícara de chá. E muita gente achando que aquilo era o

o ideal para se quebrar um recorde mundial quando nós sabemos que isso é construído de uma maneira muito mais fina, muito mais científica. Ele passou os últimos meses treinando o intestino, treinando a quantidade de carboidrato que ele ia ingerir durante a prova, que era uma quantidade elevada, fazendo um trabalho de nutrição muito ajustado para poder chegar inteiro como ele chegou ao cruzar a linha de chegada.

Saudar e parabenizar o Sebastian Saue e saudar e parabenizar o ser humano, que segue rompendo todas as marcas, derrubando tudo aquilo que tem de limite para poder deixar o mundo de boca aberta. E dessa vez, mais um queniano aparecendo e, muito provavelmente, um novo gigante do atletismo mundial.

Grande domingo a todos vocês. Eu não volto hoje. Hoje eu estou fora. Hoje tem campeonato brasileiro, tem futebol na Banda Nantes. Eu não volto, mas amanhã estaremos juntos na programação da Banda Nantes. Tenham todos um ótimo domingo. Bom finalzinho de feriado a todos vocês. Ótima semana. Tchau, São Paulo. Tchau, Brasil.

Cigar

FOL 03/05: Ouça a entrevista com Pedro Arieta e Robson Oliveira, os brasileiros que se tornaram iluminados na Maratona de Boston | Castnews Index — Castnews Index