Episódios de Endörfina com Michel Bögli

#463 Virgílio de Castilho

07 de maio de 20262h6min
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Sua vida teve um início marcado por um episódio decisivo. Durante o parto, uma complicação grave colocou em risco a vida dele e da mãe. Em meio à situação, o pai foi chamado a decidir e indicou que a prioridade fosse salvar a mãe. Ao final, os dois sobreviveram.

Sua infância foi marcada pela vida ao ar livre e, desde cedo, teve contato com o esporte, influenciado especialmente pelo pai, que participou das primeiras maratonas e provas de triathlon realizadas no Brasil.

Dos 7 aos 14 anos, nadou pelo Fluminense, onde teve destaque nas categorias de base. Com o passar do tempo, o aumento da cobrança o fez perder o interesse na natação.

No início da década de 90, mudou-se para a Barra da Tijuca e passou a viver mais próximo ao ambiente de praia. Praticou surfe e jiu-jitsu. Mais tarde, retomou a natação e iniciou a participação em provas de biathlon. Em 1994, estreou no triathlon. Apenas dois anos depois, decidiu competir profissionalmente.

Nos anos seguintes, investiu em temporadas de treinamento em Boulder, nos Estados Unidos. A partir daí, foi construindo uma carreira com resultados consistentes. O auge veio em 2007, com o título de campeão brasileiro, o campeonato sul-americano e a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos.

Quatro anos depois, durante o ciclo para os Jogos de Pequim, uma lesão interrompeu a tentativa de classificação olímpica. No mesmo período, nasceu seu filho, marcando uma nova fase de vida.

Já em 2008, fez sua estreia em uma prova de Ironman, em Florianópolis e no ano seguinte, conquistou a nona colocação.

Paralelamente à carreira como atleta, já vinha se envolvendo na organização de eventos esportivos. Entre 2004 e 2007, colaborou com o Fast Triathlon. Em seguida, participou da criação do Run for Water e do Rei do Mar. Pouco depois, decidiu abrir sua própria empresa de eventos para organizar o Circuito Rio Antigo de corridas de rua.

Anos mais tarde, retornou ao Ironman Brasil como atleta amador. Conquistou a classificação para o Mundial do Havaí naquele mesmo ano. Na temporada seguinte, alcançou o terceiro lugar no Ironman da Flórida.

A partir de 2017, assumiu a missão de se tornar diretor-geral da Confederação Brasileira de Triathlon. Ao longo dos ciclos olímpicos de Tóquio e Paris, atuou na estruturação de governança, processos institucionais e no relacionamento com entidades do esporte. Nesse período, o Brasil conquistou resultados inéditos na modalidade.

Mais recentemente, passou a integrar a área de relações institucionais do Comitê Olímpico do Brasil. Também esteve à frente da coordenação da candidatura conjunta Rio–Niterói para os Jogos Pan-Americanos de 2031.

Conosco aqui, o educador físico e futuro advogado, ex-triatleta profissional que se tornou o cartola dos cartolas da modalidade, um dedicado homem de família, o carioca Virgílio de Castilho Barbosa Filho.

Inspire-se!

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A 2 Peaks Bikes foi pensada e criada para resolver os desafios de quem leva o pedal a sério — seja no asfalto, na terra ou na trilha. Mas também acolhe o ciclista urbano, o iniciante e até a criança que está começando a brincar de pedalar. Para a 2 Peaks, todo ciclista é bem-vindo.

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Assuntos7
  • Herbert Vianna: Vida e CarreiraNascimento e infância · Carreira na natação · Transição para o triatlo · Carreira profissional no triatlo · Títulos e conquistas · Lesão e ciclo olímpico · Estreia em Ironman · Organização de eventos esportivos · Carreira na Confederação Brasileira de Triathlon · Atuação no Comitê Olímpico do Brasil · Candidatura Rio-Niterói 2031
  • Gestão e Política no EsporteMudança da CBTRI para Triathlon Brasil · Governança e compliance · Relações institucionais · Desafios da gestão esportiva · Relação entre parte técnica e administrativa
  • Rodadas BrasileirãoPioneirismo e evolução do esporte · Gerações de atletas · Mudanças nas regras de classificação · Comunidade e amizades no esporte
  • Locais Históricos do RioConcepção e idealização · Mistura de esporte, história e cultura · Revitalização urbana · Parcerias e patrocínios
  • Contexto esportivoÍdolos esportivos · Importância do caráter e integridade · Legado e inspiração para futuras gerações
  • Treino FísicoAdaptação de treinos · Importância do foco e disciplina · Mudanças de treinadores · Equipamentos e bicicletas
  • Desejos, sonhos e objetivos de vidaCaminho de Santiago de Compostela · Mountain bike e trilhas
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A gente chega e eu falo para o Marcos Paulo, eu falo assim, Marcos Paulo, eu não sei, cara, quem vai ser, como é que vai ser feito, mas uma dessas medalhas é minha. Cara, era uma coisa impressionante, eu botei na cabeça, sabe, eu tinha uma certeza tão grande, né, aquela coisa de acreditar, de fazer acontecer, né. O Marcos Paulo lembra disso também até hoje, eu falei, cara, não me interessa, quem vai ser? Ou aí para o Oscar, para a Hunter Kemper, que era o primeiro no mundo, né.

cheiro, não interessa. Uma das três medalhas vão ser minhas. E aí veio a Prata, né? Olá, pessoal. Aqui é o Bernardinho. Olá, amigos. Eu sou a Fernanda Maciel. E quem fala é o Tony Canan. Olá, eu sou o Dijamadruga. Eu sou o Ana Polegate. E aí, galera. Aqui é o Thiago Vinhal. E esse é o Domingo Vinhal.

Sou Michel Bogle e aqui no Endorfina Podcast você conhece as histórias e opiniões de triatletas, corredores, nadadores e ciclistas, profissionais e amadores. Descubra quem são e o que pensam os seres humanos que vivem o esporte e são movidos à endorfina.

Olá, seja muito bem-vindo a mais um episódio do Endorfina Podcast. Esse e todos os episódios, você já sabe, são editados pela produtora Pulsante. E esse episódio foi gravado no Estúdio Stema. Se você busca também um lugar para gravar o seu conteúdo de áudio e vídeo, ou somente áudio ou somente vídeo,

Entre em contato mandando uma mensagem no direct para o Estúdio Estema. O arroba do Estúdio Estema, o Instagram do Estúdio Estema é Estúdio, com S mudo, Estema, também com S mudo e dois M's. Mande uma mensagem e informe-se como é que você também pode ter acesso às agradáveis instalações do Estúdio Estema.

Começando mais esse episódio de hoje, depois do privilégio, depois da honra de ter trazido na semana passada o Rafael Rolim e sua mãe Mari. Rafael é um nadador com síndrome de Down, para bater um papo aqui comigo. Eu trago em primeira mão o primeiro podcast do meu convidado de hoje, o Virgílio de Castilho, que foi um triatleta muito top, um triatleta que ganhou a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos em 2007, entre outros títulos e depois teve...

A honra de fazer parte aí da transformação.

da CBTRI em Triathlon Brasil, foi o CEO da Confederação Brasileira de Triathlon, que depois se tornou Triathlon Brasil, e ele tem muita história para contar, ele vai falar aqui rapidamente sobre coragem, sobre o momento decisivo na vida dele, antes mesmo dele nascer, a mudança de nadador para triatleta, com a ajuda de outro convidado, o Ale Maximiliano, que já esteve aqui há muito tempo, carioca.

histórias de amizade no esporte, um casamento que transformou ele, o melhor amigo dele, quem é o melhor amigo dele você vai descobrir, eu nunca tinha visto ninguém com o melhor amigo como ele tem, o melhor ano da vida dele, o legado do Circuito Rio Antigo, ele é organizador.

dessa corrida chamada Rio Antigo, que já existe aí há mais de 15 anos. Enfim, uma história muito bacana sobre aspirações, sobre COBE, sobre política no esporte e tantas outras coisas muito legais aqui para você que eu tenho aqui o orgulho, como eu já falei.

de trazer pra você, não se esqueça de seguir o Endorfina no seu agregador de podcasts de escolha se você assiste os seus podcasts vá lá agora mesmo no meu canal no Youtube desliga aqui, entra no meu canal no Youtube e assista a essa conversa, eu quero aqui agradecer a 220 Energy Drink quero agradecer aqui a 2Pix Bikes que é patrocinadora desse episódio já já eu falo mais da 2Pix e o Endorfina, eu estou apoiando a causa aí

do Zolino, já esteve aqui agora faz poucos episódios, que é Race Smart, Check Your Heart pra incentivar, lembrar você de que não basta estar super treinado, não basta dormir bem, comer bem, não basta ter o melhor equipamento se você não sabe

como é que está o seu coração, isso, como é que está o seu coração, ele está bem, está saudável, você pode fazer o esforço que você está fazendo, não custa nada a gente fazer esse check-up anual, semestral, aí você vai ver com o seu cardiologista, escolha um cardiologista aí bacana, que entenda de esporte e faça o seu check-up, o Endorfina apoia essa causa. E se você quiser ir além...

você pode apoiar financeiramente esse projeto através da plataforma Apoia-se. Vai lá no meu Instagram, arroba endorfina.br, você já sabe. Lá na bio tem aquele linkzinho, né? Que você clica. Lá você vai pra minha página no YouTube, você vai pra página do Spotify, você vai pra página do Apoia-se. E lá você também pode fazer a diferença.

contribuindo financeiramente com esse projeto já a partir de 15 reais por mês e com isso você já vai estar fazendo uma grande diferença é um grande incentivo pra mim rumo endorfina, rumo aos nove anos de existência eu dependo dos patrocinadores e dependo também de pessoas como tantas pessoas, tanta gente não tantas pessoas

que apoiam e apoiaram o Endorfina ao longo desses últimos nove anos. Então pense se você acha que o Endorfina está colaborando com você de alguma maneira, está contribuindo de alguma maneira, considere em apoiar financeiramente e informe-se ou mande uma mensagem no direct para mim no meu Instagram, que é o arroba endorfina.br. Vamos lá então para mais um episódio do Endorfina, mais uma conversa bacanérrima, mais um episódio inédito aqui para o Endorfina com o Virgílio de Castilho. Afinal de contas, quem é que não gosta de uma boa história, não é verdade?

Sua vida teve um início marcado por um episódio decisivo. Durante o parto, uma complicação grave colocou em risco a vida dele e da mãe. Em meio à situação, o pai foi chamado a decidir e indicou que a prioridade fosse salvar a mãe. Ao final, os dois sobreviveram. Sua infância, então, foi marcada pela vida ao ar livre. Desde cedo, teve contato com um esporte influenciado especialmente pelo pai, que participou das primeiras maratonas e provas de triatlon realizadas no Brasil.

Dos 7 aos 14 anos, ele nadou pelo Fluminense, onde teve destaque nas categorias de base. Com o passar do tempo, o aumento da cobrança o fez perder o interesse na natação. No início da década de 90, mudou-se para a Barra da Tijuca e passou a viver mais próximo ao ambiente da praia.

praticou surf e jiu-jitsu. Mais tarde, retomou a natação e iniciou a participação nas provas de biátlon. Em 1994, estreou no triátlon. Apenas dois anos depois, decidiu passar a competir profissionalmente.

Nos anos seguintes, investiu em temporadas de treinamento em Boulder, nos Estados Unidos. A partir daí, foi construindo uma carreira com resultados consistentes. O auge veio em 2003 com o título de campeão brasileiro, campeão sul-americano e a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos. Quatro anos depois, durante o ciclo para os Jogos de Pequim, uma lesão interrompeu a tentativa de classificação olímpica. No mesmo período, nasceu seu filho, marcando uma nova fase de vida.

Já em 2009, fez sua estreia em uma prova de Ironman em Florianópolis, conquistando a nona colocação. Paralelamente à carreira como atleta, já vinha se envolvendo na organização de eventos esportivos. Entre 2004 e 2007, colaborou com o Fast Triathlon. Em seguida, participou da criação da Run for Water e do Rei do Mar. Pouco depois, decidiu abrir sua própria empresa de eventos para organizar o Circuito Rio Antigo de Corridas de Rua.

Anos mais tarde, retornou ao Ironman Brasil como atleta amador. Conquistou a classificação para o Mundial do Havaí daquele mesmo ano. Na temporada seguinte, alcançou o terceiro lugar no Ironman da Flórida. A partir de 2017, assumiu a missão de se tornar diretor-geral da Confederação Brasileira de Triatlon.

Ao longo dos ciclos olímpicos de Tóquio e Paris, atuou na estruturação de governança, processos institucionais e no relacionamento com entidades do esporte. Nesse período, o Brasil conquistou resultados inéditos na modalidade. Mais recentemente, passou a integrar a área de relações institucionais do Comitê Olímpico do Brasil.

Também esteve à frente da coordenação da candidatura conjunta Rio-Niterói para os Jogos Pan-Americanos de 2031. Conosco aqui hoje o educador físico e futuro advogado extra-atleta profissional que se tornou o cartola dos cartolas da modalidade.

Um dedicado homem de família, o carioca Virgílio de Castilho Barbosa Filho. Seja muito, muito bem-vindo, Virgílio. Ô, Michel, o prazer é meu enorme estar aqui diante, nesse Olimpo, né? Boa! Do podcast, diante dos meus ídolos aqui na minha frente, tá, né? Ali Alexandre Ribeiro, Fernanda Kelly, Rabílio, João, você, Dave Scott, Manzana, né? Enfim, uma baita responsabilidade, né? Diante de... E...

de grandes ídolos e aqui no Olimpo, né? O convite, acho que, mais longevo que você tem... Pois é, você me lembrou disso, cara. Na história do Endorfina, né? Então, para mim, é um prazerzaço. Acho que vai ser um super papo com você. É um prazer, um grande amigo. Várias décadas, apesar da não proximidade nossa enquanto atletas, né? Você estava parando ali quando eu estava iniciando. Mas, enfim, a minha admiração é enorme por você. Obrigado.

Você lembrou muito bem, eu te apresentei o Endorfina antes mesmo de começar e já tinha te chamado. Realmente, eu acho que eu já devo ter dito aqui sobre alguns convidados, talvez até o Marco Ripper mais recentemente, que tinha sido o mais demorado de eu conseguir, mas não, foi o Virgílio. Exatamente. E você, repetidas vezes...

postergou, falou, não, agora não, agora não, aí no ano passado, em 2024, pós Paris, eu te chamei, você falou, ainda não, enfim, mas de novo, a paciência, eu tenho aprendido a ter paciência com o passar dos anos, e aí tem uma coisa que eu estou constatando, que muitas vezes, e na grandissíssima maioria,

quando o convidado senta aqui, na minha perspectiva, é o melhor momento dele estar aqui, né? A sua fase de vida, o seu momento na carreira, ou esportiva. Chegou a hora, né? Chegou a hora. É isso. E eu acho que chegou a tua hora aqui, mas eu vou descobrir ao longo dessa nossa conversa, eu e quem estiver do outro lado ouvindo e assistindo. Michel, acho que muito bacana, porque tiveram várias pessoas intercedendo nesse meio aí, né?

Acho que o Marco Laporta, o Alexandre Ribeiro, o último pedido foi do Alexandre Ribeiro.

Mas a verdadeira razão por eu não ter vindo ainda é porque em dezembro de 2025, recente, o meu filho completou 18 anos. Então eu falei, agora eu posso ir, porque vão ter coisas que eu vou dizer que eu não posso, que ele não pode escutar antes. Cara, o Luiz está com 18 anos. É, 18 anos. Lembra que a gente foi organizar uma corrida, eu e o Evandro, lá no Rio, da PagMenos? Eu lembro. PagMenos, lá no meio. Você lembra o ano?

Nossa, eu não lembro, mas eu lembro que ele era pequenininho, cara. É, acho que 2014. Se faz 14... Não, porque faz 14 que eu já estou aqui de volta em São Paulo. E eu ainda morava no Ceará, quer dizer... Cara, ele devia ter dois anos, um ano e meio, dois anos. Foi bem no comecinho ali. Foi no meme que a gente... Exato, exato, com o Maurício. Muito legal.

Caramba, meu, tudo isso já. Mas, Virgílio, eu fiz aqui um resumo, embora foi muito longo, né? Porque a tua história, apesar de você ter apenas 50 anos de idade, você fez aqui muita coisa e tem muita coisa vivida, né? Nada como a gente ficando velho, né, cara? Como a gente ficando grisalho, né? Mas antes que eu me esqueça, né?

Eu quero começar aqui com uma pergunta que eu ia te fazer quando você soltou aquele e-mail. Você soltou um e-mail que, aliás, eu tenho até ele aqui de despedida da CBTRI, que virou Triatron Brasil, sobre a sua gestão. Aliás, eu acho que foi uma mudança bem legal. Simbólica, na minha opinião, uma mudança simbólica do que de fato você conseguiu imprimir lá na CBTRI, que virou Triatron Brasil.

Mas eu preciso começar com a sua pergunta porque não quero deixar ela escapar ao longo da conversa. É o seu primeiro podcast, inclusive, né? Muito obrigado. Será que eu estou diante aqui de um futuro presidente, candidato a presidente do COBE?

Michel, eu não tenho nenhum tipo de desejo de assumir um cargo que seja político, institucional, de presidência de COBE ou CBTRI. Achei que você fosse falar de CBTRI, né? Não, já estou falando de COBE agora. Já está indo um patamar acima. Para não falar COI, as ambições de COI. O COBE não. Não tem? Com certeza não, não tenho essa ambição, não tenho mesmo. Então, eu acho que...

Enfim, tem várias características que não se enquadram a minha pessoa. E eu acho que disponibilidade também, sabe? Acho que como você falou, a gente ficando mais experiente, mais maduro, eu acho que eu não vejo, não tenho opção e não teria necessidade, não sei se a palavra certa é necessidade, mas disso para a minha vida nesse momento agora, daqui para frente, entendeu?

Então, eu não tenho ambição nenhuma. A CBTRI foi uma escola, foi um aprendizado enorme. Eu sou muito grato, mais uma vez, pelo meu esporte. O meu esporte me construiu, me deu tudo o que eu tenho hoje em dia. Me fez ser a pessoa que sou. Me abre portas até hoje, o triatlon.

Mas eu acho que foi uma fase muito legal. A gente nunca fala que nunca sentaria de novo nessa cadeira, né? Acho que é difícil falar isso, né? Eu tenho um carinho, mas assim, é algo muito difícil. Para mim ainda é uma coisa, enfim, difícil de saber lidar, né? Porque é um organismo...

Que depende de um todo, depende de pessoas e, enfim, é complicado. Não é como na empresa, na sua empresa. Se você tem a sua empresa, tudo bem. Você tem as pessoas ali, você tem um conselho consultivo, alguma coisa que você... Mas é totalmente diferente. É inerente à sua vontade, a você fazer o correto, a você, enfim, realizar, independente de resultado. E precisa ter talvez até um pouco de vocação, mas principalmente ter a compreensão...

de que você vai precisar fazer política, né? O Laporta falou disso aqui, assim, você precisa ser político, né? Para você conseguir o que você quer, talvez não seja no tempo que você quer, ou talvez não seja exatamente como você quer, mas você precisa fazer esse...

esse jogo que faz parte de todo o cargo público, de você se moldar um pouco no que está rolando para que você, de uma maneira inteligente, consiga fazer as coisas chegarem onde você acredita que elas têm que chegar. E isso, de fato, acho que não é para todo mundo, você ter essa veia política. Não estou falando no sentido pejorativo, no sentido real da conotação da palavra.

Eu acho que a política permeia as nossas vidas, independente, entendeu, Michel? Acho que todo mundo, de certa forma, em certo ponto, faz parte. São relações, né? São relações, a política faz parte da nossa vida. Você aqui tem que ser político em algum momento com os seus convidados, etc. Saber conduzir até para trazê-los. E eu acho que isso faz parte da vida. A política é vida.

e não seria nem esse problema acho que é disponibilidade que você tem que ter para um cargo desse, sabe? Eu não sei se eu teria mais essa disponibilidade Laporta não tem vida hoje a vida dele, ele abdica da vida pelo compromisso quando você assume uma responsabilidade dessa, como assim eu encarei

enquanto estava na CBT como diretor-geral, como CEO. Apesar da gente ter um presidente, ter o vice-presidente, ter todos os poderes ali constituídos, enfim, eu tocava a coisa de uma forma muito responsável. Então você assume isso e isso é difícil, porque é uma abdicação, é como no esporte.

Tem essa analogia, você abdica de um monte de coisas para estar ali. E você está presidente, você está CEO, você não é. Exato. E você ficou quase oito anos no teu e-mail, você coloca lá 2841 dias nessa função.

E aqueles relatórios que você me mandou, eu olhei, não olhei no detalhe, mas, cara, são fantásticos. Você, sob a sua participação, a sua batuta lá ao lado do Ernesto e do Armando, vocês conseguiram mudar de fato o...

A imagem da CBTRI e não só a imagem, mas os resultados, a atuação, o desenvolvimento do triatlon no Brasil, para mim me parece muito notório isso, desde a época lá do Calasans, que eu sou dessa época, aliás...

O Rob Landwehr esteve aqui também, que ajudou o Calasanzi a participar desse início. Eu acho que o triatlon merecia, e talvez toda modalidade mereça, mas ter uma gestão, através de uma confederação nacional, uma gestão profissional.

E você, o Ernesto e o Armando e todo mundo ali que fazia parte, vocês conseguiram chegar lá, né? E vocês trouxeram aliados importantíssimos como o João Paulo, aí teve algum momento o envolvimento do Caquinófila, presidente da comissão de atletas, se eu não me engano. Enfim, vocês conseguiram reunir pessoas que trouxeram essa credibilidade para quem olhava de fora?

Porque sempre a gente fica como brasileiro, a gente fica resapiado com um pé atrás quando a gente vai falar de política, né? E no meu caso, que tive... Fui triatleta profissional na época da gestão do Calazans, eu acho que foi só a gestão dele, enfim.

a gente teve vários embates e tudo mais, a gente já fica com esse pé atrás, assim, né? Bom, e aí agora, né? E a gestão anterior parece que tinha feito algumas coisas que não foram muito legais e tudo mais, mas enfim, requer também bastante coragem, né, cara? Assim, de você se colocar...

você está com a sua reputação totalmente zerada ali como atleta, medalhista pan-americano, campeão brasileiro, sul-americano e tudo mais, e de repente você recebe, você tem essa oportunidade de falar, cara, peraí, agora eu vou me envolver na política, vou colocar meu rosto aqui, aliás, porque, né, assim...

não sei se pouco, mas assim, você era o protagonista, né? O Ernesto como presidente, aliás, já já vou querer saber dessa diferença, mas requer também bastante coragem, né? De falar assim, cara, e aí, será que eu vou me queimar nessa? Será que o pessoal vai me jogar para o buraco, né? Enfim...

Foi fácil tomar essa decisão? Você conversou muito, sei lá, com teu pai, que é um atleta pioneiro, uma pessoa mais experiente, ou a própria Bianca. Como é que foi esse processo para que você chegasse em algum momento e falou, bom, eu vou, vou mandar o sim lá, e se der certo eu estou dentro, se não der certo eu pelo menos me coloquei à disposição.

Michel, é assim, inicialmente, né, acho que qualquer grande desafio requer coragem. Essa é a palavra que você falou corretíssimo, né, acho que requer coragem. Indo em partes, eu acho que da família, eu sempre tive esse apoio, meu pai sempre falou, meu pai nunca teve medo de nenhum desafio e nem de qualquer coisa que eu falasse pra ele, ele é a única coisa que ele sempre, desde pequeno, falou, faz o correto, se você fazer o correto, você vai ser feliz. Então, esse é o...

não tem que entrar em maiores detalhes, ele vai e faz, e faz o correto e ok. Em relação à sebetria, eu acho que a construção, você falou diversos nomes, acho que eu só tenho que agradecer a oportunidade de ter aprendido, de ter podido estar diretor-geral.

E eu não acho que foram erros da administração anterior, muito pelo contrário, entendeu? São outros tempos, outros momentos, né? Acho que faz parte desse crescimento e desse aprendizado. Carlinhos, Froese é um baita de um amigo, né?

Tenho uma admiração enorme pelo que ele construiu. Acho que, de certa forma, na parte esportiva foi muito da continuidade do que ele já vinha construindo. Vários atletas que foram campeões pan-americanos, etc. Era do projeto que eles tinham, ele com o Laporta, com o Sérgio. Então é uma continuidade.

Uma continuidade de uma outra maneira, que o esporte todo precisou se, naquele momento, 2016, se reinventarem, se reconstruírem, a nível de governança, de compliance, de integridade, de mapeamento de risco, de conformidade com as leis. Enfim, houve essa necessidade. Ele não poderia ter feito isso, ia ser um pioneirismo antes, sozinho, não tinha o porquê.

não tinham os mesmos cuidados é porque houve esse movimento não sei se foi puxado pela Confederação Brasileira de Rugby, que foi acho que talvez a primeira que criou um standard não teve um lance desse? tiveram várias, vela o rugby, o próprio tênis de mesa

enfim, várias confederações aí super bem maduras a nível de governança, a nível de integridade, compliance, etc. E a gente se espelhava muito nessas confederações para alcançar o nosso objetivo, que era ficar entre os primeiros colocados no rei te integra do Pacto pelo Esporte.

3 para 8 e alguma coisa. Isso, no GET, Gestão Ética e Transparência, que é um programa do COBE. E tem o Sol do Esporte, que ficamos entre os 5 finalistas. Fomos homenageados na Band, ao vivo. Então, muito legal. Todas essas ferramentas que medem a maturidade das entidades esportivas, olímpicas e não olímpicas, então são muito mais do que apenas 38 entidades.

O GET, sim, o GET são as 38 entidades olímpicas, porque é do COBE, né? A gente sempre esteve ali muito bem colocado, né? E aí eu acho que diversas pessoas são responsáveis por esse sucesso, né? O Ernesto, o Armando, com certeza. Toda a minha equipe, eu queria destacar aqui, fazer uma menção à Núbia, que a Núbia foi uma irmã que eu ganhei, uma pessoa assim... Não, não, não.

e-mail você diz lá, né? Núbia é uma irmã e tal. Núbia é uma irmã que eu ganhei, uma pessoa importantíssima para o triatlon brasileiro, para a sebetria, para tudo que a gente realizou. No início a Camila, também uma atleta olímpica e acho que você chegou a conhecer a Camila na época. Agradecer a você, participante do meu primeiro conselho de administração durante quatro anos, né, Michel?

aceitou esse desafio também, de certa forma teve que ter uma coragem, porque estava entrando uma coisa ali que ninguém sabia o que ia ser. Mas assim, mas dava na gente além dessa vontade de querer colaborar que acho que a primeira iniciativa que você tem que ter, a primeira vontade é assim, você quer colaborar. Mas estava passando muita confiança, muita credibilidade.

E tive diversos parceiros ali, das próprias federações, o Julio Alfaia, Richard, Naida, enfim, as pessoas que já estavam dentro daquele ambiente há muitos anos.

De certa forma, não só a Nubia lá, mas toda a equipe que a gente conseguiu estruturar e montar em Brasília. Eu ficava indo e voltando para Brasília e a equipe lá trabalhando. Márcio, Antônia, Helenzinha, a Jane que entrou depois. Enfim, todo mundo ali de uma certa forma. Rivaldo através do...

do paralímpico, do movimento paralímpico, do triatlon, enfim, foi um grande parceiro, o Ivan, que continua, enfim, todos os outros que agregaram depois também numa segunda fase. Eu acho que o grande segredo, e não é só coragem, você como diretor-geral, como CEO, eu vejo uma pessoa que não entenda tão profundamente, se ela quiser, ela tem capacidade, tão profundamente de todos os assuntos.

mas ele consegue ser um maestro, ele consegue saber se relacionar com todo mundo, fazer com que essas pessoas trabalhem em completa harmonia e você saber conduzir com essa batuta, você saber aonde apertar, aonde cobrar, o que falar, na hora certa, no momento certo. Então, acho que uma das maiores virtudes é essa sensibilidade que você tem que ter no aspecto pessoal. E isso é uma coisa... Obrigado.

Acho que natural. Acho que tem diversas outras competências que você aprende, que são ensináveis, digamos assim, mas eu acho que essa é uma delas, essa sensibilidade, esse tato com a pessoa, com o ser humano. Acho que você vai apurando, mas você ou nasce com ou não nasce. Acho que é uma coisa nata da pessoa. E qual foi o maior desafio para você? A maior dificuldade?

coisas que te davam medo, receio, que te davam assim, tipo, meu, não sei se eu vou conseguir, isso aqui tá difícil porque tem que fazer assim. Tinha alguma coisa assim que era tipo o teu tendão de Aquiles que você precisou mesmo, talvez se empenhar um pouco mais pra conseguir realizar, atender as expectativas, pra fazer essa orquestra tocar afinada?

Eu acho que todas as confederações passam por esse mesmo tendão de Aquiles, que é você ter uma relação entre a parte técnica e a parte administrativa. São muitas exigências na parte administrativa, você que sobrevive através da...

da lei PIVA, né, da lei das loterias, né, hoje, 13.756, salvo engano, enfim, eu sabia o nome das leis e tudo. E aí há um embate entre a parte administrativa e a parte técnica, o técnico ele quer fazer de qualquer forma, enfim, quer celeridade, quer tudo e exige vários cuidados, mas isso ao longo do tempo...

eu fui sabendo conduzir, sabendo explicar como é que era, trazendo o Sérgio e toda a equipe técnica do Sérgio, Milaz, etc. Falando, gente, é assim, é assim que faz, não sei o quê. E eles começando a entender e tendo todos os cuidados que a parte administrativa exigia. Então isso é algo difícil, mas que a gente conseguiu apaziguar e a gente conseguia se relacionar. E são pessoas diferentes, são pessoas com características diferentes.

É complicado, porque às vezes há um choque, há um embate, você tem que estar ali no meio para contornar, para apaziguar. Isso é um talento, teoricamente, ter um entendimento das duas partes e ser um conciliador. Eu acho que, na verdade, você tem que conciliar e agregar para que você tenha êxito no trabalho.

Exato. Todo mundo trabalhando em prol de um objetivo comum, mas isso é fácil de falar, não é tão fácil de realizar no dia a dia. Agora você também foi se capacitar, fazer mil cursos de governança, eu lembro que tinha um lance desse, porque de novo aquela fase lá do início era muito focado nisso, de arrumar as contas, de acertar o que estava bagunçado, de corrigir e ao mesmo tempo...

de olhar pra frente, mas teve um momento, eu lembro na minha cabeça, você pode me dizer se eu estiver enganado, mas o lance era esse, cara, a gente não, assim, não adianta a gente olhar muito pra frente, porque se eu não vou conseguir mais ter verba, eu preciso arrumar o que tá aqui, preciso deixar tudo a casa arrumadinha pra gente voltar a ter credibilidade no ranking lá e tal, pra gente poder seguir adiante. Também foi um momento, assim, de muito trabalho, na minha perspectiva, né,

E que você, na verdade, não está ainda realizando nada, mas você está organizando. Então, precisa ter paciência, porque não é... Idealisticamente, a gente acha, não sei se foi assim contigo, mas você entra numa função nova, num cargo novo, numa empresa nova, você quer produzir para se satisfazer, para satisfazer os objetivos daquele seu cargo. Só que vocês precisaram, talvez, dar um passo atrás ou puxar bem o freio de mão.

para organizar tudo aquilo que estava precisando e ver, e ao mesmo tempo olhando um pouquinho para frente, mas tipo assim, cara, se a gente não fizer isso, não adianta porque a gente não vai conseguir dar o próximo passo. Isso requer também um pouco de paciência e bastante, sei lá, pragmatismo de você, tipo, meu, queria tanto estar acelerando, mas não dá. Eu preciso arrumar o que está aqui para poder dar o próximo passo.

É, eu acho que nenhum resultado acontece da noite para o dia, e o resultado, para ter uma consistência, ele precisa ter a estrutura, né? Conforme você falou. Então, acho que esse foi o processo, foi o caminho que a gente escolheu lá naquele ponto. E a nível de capacitação...

O COBE oferece o curso máximo que o COBE tem hoje dentro dos seus cursos, é o CAGE, que é o curso avançado de gestão esportiva. E eu tive a felicidade de fazer parte da turma do CAGE 9.

que todos dizem que é a melhor turma. Por exemplo, a gente tem a Iane Marques, nossa minha vice-presidente no COB, era da minha turma, a turma chama turma Iane Marques. Muito legal. Então, fiz parte junto com o Armando. Então, a gente se capacitou, a gente fez o CAG, depois o CAG Plan, que é um outro módulo. Armando todo arrumadinho, massa nas fotos todo arrumadinho. Dentro do outro CAG.

E é muito bacana, é um aprendizado enorme, mas acho que o maior aprendizado é no dia a dia, realmente. Eu fiz um programa de integridade com mapeamento de risco dentro da CBTRI, uma coisa inédita, até poucas confederações tinham isso na época, e com o Pedro Henrique Mendonça, me indicou um outro escritório de advocacia, o Pedro é um grande advogado esportista, aqui de São Paulo, inclusive, ontem a gente estava juntos, e um grande amigo.

E a Camila, inclusive, que é essa pessoa que eu falei do Remo, atleta olímpico que trabalhou comigo, que me apresentou, inclusive, o Pedro. E eu apresentei o Pedro ao Marco Laporta. Isso vai se conectando, né? Muito legal. E foi através, logicamente, desse apoio do João Paulo Diniz que eu pude ter o Pedro junto com a gente. Apresentei o Pedro ao João Paulo, né? Na época, né?

Então é uma conjuntura, uma teia que ela vai formando essa engrenagem de sucesso. Então a gente, através disso, através dessa oportunidade, através desse apoio do João e tudo mais, foi que a gente conseguiu dar esse passo atrás e construir para que os resultados viessem de forma sólida. E é como resultado esportivo. Você não consegue fazer...

Nada em oito anos, em quatro, oito anos. Infelizmente, não é assim. Só se você pega uma coisa já vindo, né? Azeitada, mas logicamente, se você não tiver base, se você não tiver a formação de novos atletas e essa continuidade da estrutura administrativa, né? Uma continuidade.

você vai chegar uma hora que você vai ter problemas, entendeu? Então você não vai conseguir resultado. E é isso que acontece na maioria das vezes com muitas confederações, né? Quando quebra ali o... Que é o caso, então, agora do Sam do Bernardoni, que ele não vai precisar passar por tudo isso de organizar a casa, de fazer compliance e tudo mais. Ele já pegou a casa organizada. O barco já está numa velocidade... A bike já está numa velocidade de cruzeiro.

Perfeito. A preocupação tem que ser esportiva com a renovação e etc., né? Que acho que está sendo muito bem...

bem tocada, acho que nosso querido amigo, por várias vezes fizemos coisas juntos e apoiamos todas as iniciativas e tinha uma parceria na CBTRI, Juracy Moreira, que para mim é um espetáculo o trabalho que ele realiza, eu sou um fã, um admirador do meu amigo Jura. Eu acho que a renovação está ali, a renovação as oportunidades estão ali. Você vê o Messias sai de um projeto social da Dona Fátima, no Ceará.

Então, quantas crianças João visitou, Aquirage, visitou, enfim, vários lá em Fortaleza, né? Com ele, né? E quantas crianças podem vir a ser um Messias e ter oportunidade de transformação através do esporte, né, Michel? Pois é. Recentemente eu recebi aqui a Gabriele Lemes, que também saiu do projeto do Jura lá em Curitiba, né? Perfeito.

E está hoje nos Estados Unidos, está estudando, está querendo se tornar atleta olímpica, quer dizer... Que seja isso, né, Michel? Você já imaginou uma criança que sai de um projeto social, você ter oportunidade de estudar nos Estados Unidos? E ela disse isso, ela falou, eu não teria essa oportunidade nunca se eu não tivesse começado no triatlon e graças ao Jura, né?

inclusive ela é até mais nova do que a minha filha mais velha, né? Aí depois que a gente desligou os microfones e a câmera, eu pedi licença para ela, né? Depois de duas horas conversando, a gente já estava aquecido, né? Eu falei, olha, deixa eu te falar uma coisa, como uma pessoa que tem idade para ser seu pai, né? Falei, meu, não sai daí.

continua o máximo que você puder, aproveita, estuda, se gradua, faz pós, trabalha, corre atrás do teu sonho olímpico, continua obviamente no esporte, porque ali ela também está numa vida privilegiada, porque a faculdade incentiva, porque ela tem flexibilidade, ela pode trabalhar na faculdade, quer dizer...

Falei, cara, fica, porque isso é uma coisa que ninguém vai te tirar. E se você conseguir ainda ir para uma Olimpíada, é fantástico. Mas, cara, fica porque você está num lugar que pouquíssimas, raríssimas pessoas têm a oportunidade. E às vezes, ainda mais nessa idade, você acha que não, vou voltar por causa disso ou daquilo, estou com saudades da amiga, do namorado, sei lá. Mas eu dei essa opinião para ela. Agora, Virgílio, vamos voltar aí.

50 anos na história, na sua história, cara, como é que essa história de você e a tua mãe terem tido uma complicação no seu parto, e você e o médico chegou para o teu pai e falou, meu, a situação está enroscada, o que eu faço se eu tiver que, né?

Meu, que situação bizarra, né? Você que é pai, pode imaginar. Como é que foi você saber disso? Com que idade você soube disso? E como é que foi receber essa notícia, cara? Essa é uma história que eu não lembro, né, Michel? Ah, não, mas... A do parto, obviamente, não. Mas quando que você foi contado? Você não lembra? Isso me acompanha sempre, desde a infância. Eu acho que meus pais nunca tiveram esse problema de falar, né?

Até pelo que move, eu acho que até hoje o casamento dos meus pais estão casados há 53 anos e namoraram 7, então mais de 60 anos. Uma coisa raríssima, né? E o que move a relação é raríssimo, o que move a relação e onde eu fui criado é o amor. Pra mim o amor é a palavra que resume o que a gente veio fazer nessa vida e o que resume a vida pra mim é amor.

É, por isso que eu disse que você é um homem de família, porque eu vi nas suas postagens, eu fui até o teu primeiro post no Instagram e eu vi isso. E aí eu fiquei logo ali, quando criança, né? Fiquei ciente dessa história e achei lindo, né? Achei legal, uma decisão honesta e digna do meu pai. Foi um... Acho que problema com descolamento de placenta, bolsa e etc. Eu já cheguei ali com risco, né? O risco do parto da minha mãe. Uh-huh.

E as pressas ali pra fazer, né, a cesárea, etc. E ia ser parte normal, enfim, acabou, acho que não podendo. E aí teve uma hora que o obstetra chega pro meu pai e pergunta, né, assim, antes de iniciar o trabalho, né. Se tiver que optar, não sei o que, o bebê tá em risco. Meu pai foi bem claro e bem...

Em alto e em bom som, né? Salva a minha mulher, né? Então, é... E daí vem esse relacionamento de... Conturbado, digamos assim, se eu posso falar. Não é conturbado, mas eu tenho um relacionamento bem difícil com a minha mãe. Ao mesmo tempo, de muito amor, de muita semelhança. A gente é muito parecido, muito mais do que com o meu pai. Meu pai é minha irmã, se assemelha mais ao meu pai.

As características, né? Meu pai, pra mim, era o herói na minha infância, como pra todo garoto. Meu pai foi herói. Um pai triatleta, maratonista. Mas eu acho que hoje, com a maturidade que eu tenho, logicamente que eu tenho bastante coisas da minha mãe, né? Da personalidade, etc. Muito parecidos. Então a gente tem um relacionamento conflituoso. Não é conturbado, mas é conflituoso, né?

Mas envolvido com muito amor, muito carinho, etc. E, logicamente, mensurando tudo que minha mãe fez pela família, assim, abdicou de uma carreira, de uma profissão, né? Da vida dela inteira por conta de uma família. Então, acho que isso é...

É bem legal, uma história, né? No iniciozinho ali, né? Eu poderia não estar aqui hoje, né? Enfim, acho que dali eu já começo esse movimento de gratidão, né? Acho que se a gente tá vivo e a gente tá dia após dia, a gente acordar todo dia, é um movimento... Por isso que eu tenho sempre a mania de olhar o copo cheio. Eu nunca olho pro copo vazio. Eu sempre olho a vida.

pelas soluções. A minha avó sempre me ensinou uma coisa muito interessante. Ela falou, a única coisa que não tem jeito, meu filho, é a morte. O resto, tudo dá jeito. Até o que já não tem mais jeito, tá resolvido. É verdade. Não tem como, entendeu? Então... Gostei. A minha avó sempre me falou muito isso, Dona Iris, mãe do meu pai, né? No caso, avó paterna. Então, é isso. Foi um momento ali, acho que, de tensão pra eles. E foi muito interessante, porque logo depois,

logo depois, né, 32 anos depois, eu vivi uma coisa parecida no parto do meu filho. Isso eu não cheguei a te contar, mas eu assisti o parto todo, filmei, eu tenho filmado todo o parto, as pessoas falam, ah, não sei o que, né, eu passo mal, problema zero nenhum. Fui lá com uma camerazinha daquela meio super oito, né, aquela fitinha que tinha, né, enfim, aquela fitinha pequenininha.

E filmei o parto, e aí na hora que o Luiz Eduardo nasce, que o pediatra pega ele, ele estava enrolado, né? Porque na hora de tirar ele estava enrolado no cordão umbilical, e estava um pouco asfixiado, roxinho. E aí ele demorou, Michel, tipo assim, quase um minuto para chorar. Ele não chorar o tanto que aquela notinha, aquela upguard, né? É, é, é. É uma nota que dá a dele... Upguard, upguard. Upguard, é.

Foi baixíssima. Que ela ia pegar, foi baixíssima. E foi 2 com 8. Porque depois ele melhora. E é a Bianca, tem gravado, pergunta. Cadê meu filho? Não vai chorar com um minuto. Até me lembro, eu fico louco. Nada como ser mãe, né? É, aí ele pegou, ele levantou, deu umas palmadinhas, não sei o que.

Não sei o que, aí eu tipo assim, caramba, foi... Sabe quando o mundo para? Naquele momento ali eu vi a presença de... Eu não chamo muito Deus, eu não sou um cara religioso, eu sou um cara espiritualista, né? Então, enfim, Deus, Jesus e etc. Não tem muito isso na minha vida, mas ali eu vi a presença divina. Eu vi que alguma coisa, alguma centelha de amor.

Eu acho que é o amor. Bateu ali, fez ele chorar e fez ele nascer. Então, isso foi um... Acho que é o momento mais feliz e mais marcante da minha vida. É o nascimento do meu filho, sem dúvida nenhuma. Desculpa, que eu fico até meio emocionado. Não, tem problema nenhum. Você... Não deve assistir muito esse vídeo, não, né? É, não. Eu deixei ele guardadinho. Eu não... Não costumo, não.

É um sufoco, né? Nossa senhora, não posso nem imaginar. A tua mãe está com 79 anos recém-completos, né? 79, fevereiro. E você falou agora dessa relação com ela, mas você fez um post em fevereiro e colocou na legenda, aliás...

cara, os seus textos são muito bem escritos, desde o e-mail de agradecimento da CBTRI, da Teatron Brasil até as legendas, como eu falo eu faço e já te falei eu fui até o primeiro post seu no Instagram e eu leio muitas legendas dependendo da imagem eu quero entender o que é aquela imagem e o que vem escrito mas os seus textos são muito bem escritos, parabéns mas você fez o post do aniversário dela de 79 anos, que foi agora em fevereiro eu quero ter muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas

E colocou a seguinte legenda Nossa história não começou nada suave Começou intensa entre risco e milagre Literalmente entre a vida e a morte Eu cheguei ao mundo trazendo susto E você me segurou trazendo coragem Talvez ali tenha nascido O que somos até hoje Duas forças parecidas demais para serem indiferentes E é isso, quando a gente é muito parecido com a mãe Eu também era muito parecido com a minha A gente vive em conflitos Não conflitos graves, mas são conflitos Da vida

da vida. Somos espelhos que às vezes se encaram demais. Somos dois temperamentos que não sabem ser pequenos. Somos intensidade desde o primeiro respirar. Então isso aqui ilustra o que você falou agora a respeito do seu relacionamento, mas aqui...

tem esse lance de que você me segurou trazendo coragem, e a gente falou de coragem agora há pouco, que foi o que você precisou ter para muitas coisas na sua vida, nesse momento, inclusive, do Luiz também, porque aquela hora que...

A gente como pai, você tem que se virar e a gente assume, enfim, a gente assume esses papéis, né? Porque nos é solicitado, muitas vezes a gente não quer. Eu me vejo muito nessa situação, tipo, eu não queria ter que estar passando por isso. Mas ao mesmo tempo, no mesmo segundo que você pensa isso, você fala, não, mas eu tenho que resolver porque eu sou pai. Eu preciso ter esse, preciso resolver, eu preciso tentar resolver, eu preciso estar presente, né?

mas essa história da coragem, pelo jeito, então permeia bastante a tua vida e você identifica a sua mãe também como uma mulher muito corajosa. E tem tudo a ver com o esporte, tem tudo a ver com você decidir arriscar e se tornar um atleta profissional no Brasil.

de qualquer modalidade, mas o triatlon, ainda mais naquela época, onde não tinha tudo o que já tem hoje para o Miguel, para o Messias, para uma Jennifer, para uma Vitória, né? Mas enfim... Empreender, né? Exato, aí você foi empreender em 2010, quer dizer, você, a sua vida está marcada aí por essas... Não são mudanças, mas são passos e evoluções que são todos interligados, mas que envolvem essa coragem, essa ousadia, e essa talvez...

Eu não sei se é inquietação, mas essa vontade de ir além, de fazer, e isso tem tudo a ver com o sucesso de um atleta profissional, principalmente, né? Porque no esporte a gente é testado a cada dia, a cada competição, várias vezes, a gente mais perde do que ganha.

mas se a gente quer perseverar como você perseverou, principalmente com o teu ano de 2003, você precisa ter um quezinho a mais do que as outras pessoas, que é isso que faz a diferença entre o primeiro, o segundo e o último lugar. Enfim, como que...

eu queria voltar antes de você se tornar, tomar essa decisão de se tornar um atleta profissional, quando você foi décimo colocado lá no Teatron Noturno, que eu participei também, eu não me lembro da minha colocação, mas, cara, você nadou, você acompanhou o seu pai, né, na corrida alegre e tudo mais, foi muito legal as fotos que você me mandou.

Agora eu entendi, porque você tem o cavanhaquezinho e a barba, né? Acho que teu pai foi o primeiro triatleta com cavanhaque e barba do Brasil. É. Mas, mas... Virgilinho era o apelido dele? Ou é até hoje? Do meu avô. Ah, tá. É legal que era do meu avô. Mas, enfim, você cresce com essa figura, né? Que normalmente pra gente até uma certa idade o pai é um herói, mas o teu pai, porra, era um maratonista, teu pai era um triatleta, uma modalidade que ninguém sabia que existia.

E aí você começa a nadar e de repente, cara, aquela pressão, você fala, meu, isso aqui já está sem graça. E aí você sai do Flamengo, vai... Fluminense. Fluminense. Sai do Fluminense, vai para a Barra da Tijuca e lá vive uma vida mais solta, menos urbana e tudo mais. E de repente você resolve voltar para a natação.

e já foi para o biátron, já foi para o triatlon, o que você contasse, quais foram essas motivações, qual foi o que mais pesou para você ter parado de nadar, os seus pais te pressionavam, ou teu pai tinha um pouco dessa cobrança de tipo, pô, meu filho, vamos, não precisa nem ser triatleta, mas vamos fazer esporte, teu pai que fazia bastante, queria que você passasse um pouco por essa fase da tua vida, que eu acho que também foi importantíssima para te definir.

não somente os valores, mas o gosto pelo esporte. Porque, cara, é nessa hora, é nessa idade que a gente tem que desenvolver o gosto pelo esporte, que aí pode levar a gente para o resto da vida independente de ser campeão. Ou fazer a gente voltar. Ou fazer a gente voltar. No meu caso.

Michel, acho que, assim, né, voltando um pouquinho, a coragem, né, é uma coisa realmente que permeia as minhas decisões, né, e toda essa inquietude, né, essa, digamos assim, acho que é inquietude mesmo, né, essa bagunça que parecia ser uma bagunça era algo que já vinha em construção.

eu acho, né, pro Virgílio lá na infância e na adolescência, né, então tudo aquilo que parecia ser irreverência e bagunça era, na verdade, a construção de algo que a gente, que eu tinha que passar por aquilo, né, e aí voltando um pouquinho lá no Fluminense, e tudo na minha vida sempre aconteceu de forma não programada, foram acontecendo, né, a vida foi sendo vivida.

Meu pai e minha mãe sempre foram assim, nunca foram pessoas extremamente planejadas, a minha mãe um pouquinho mais, de repente, mas meu pai não, meu pai vive a vida, meu pai vive o presente, ele vive o dia a dia, ele fala com tudo na vida dele, enfim, ele é um cara totalmente do presente, não vive nem de passado, não fica relembrando e remoendo as coisas do passado e nem fica fazendo plano para daqui a uma semana porque ele fala, não sei se eu vou estar aqui então.

Não vale a pena, entendeu? Assim, aspectos bons e ruins não interessa pra ele. Se essa forma dele pensar é boa ou ruim pra alguma coisa, ele quer viver o presente. Então sempre foi assim. A nossa vida sempre foi muito dinâmica, né? Muito...

Muito o que você está afim agora de fazer nesse momento. E eu mudei, tá? Eu me adaptei bastante depois da Bianca, quando a Bianca surge na minha vida. Então, enfim, tudo isso juntando a coragem e todo esse conceito que eu carrego na minha essência foram muito adaptados e muito transformados por conta da minha esposa e da Bianca.

Porque esse é o Virgílio após a Bianca, né? Tem o Virgílio antes da Bianca e tem o Virgílio depois da Bianca. Eu soube fazer essa salada de coisas, né? De inquietudes e tudo, de responsabilidade, de compromisso, de metódica, de planejamento, né? A Bianca é uma pessoa 100% assim.

Então, no Fluminense, eu lá pequenininho, nadei de 7 a 14 anos no Fluminense, fui por duas vezes melhores, mirins e petizes, na academia Romulo Arantes, que tinha uma premiação anual, bacana, fazer parte daquilo. Que foi triatleta daquela época, além de ator. O Romulo fez o primeiro triatlon e a Corrida Alegre, acho que ele participou também, enfim, fez alguns triatlon ali no iniciozinho.

E eu nadava bem livre e costas. Eu nadava bem depois, né? Depois de infantil já, os 100 metros de costas, né? Era meu estilo, né? E aí com 14 anos, eu tinha mudado de colégio, passei por vários colégios, fui convidado a me retirar, né? Expulso de alguns colégios, né? Por conta dessa inquietude.

Estudei no Colégio Franco-Brasileiro, que era o Lecce-Français, né? Enfim, fui alfabetizado junto com os franceses ali até a sexta série. Legal. É, bem legal. E depois fui para o Santa Úrsora, que era um colégio de freira, também não me encaixei, né, Michel? E aí fui parar no Bennett, que era um colégio progressista, construtivista, um instituto metodista, né, americano.

Enfim, que tinha uma visão um pouco mais liberta, isso já com 13, 14 anos. E eu, enfim, eu queria olhar a vida de outra maneira. Meu pai e minha mãe nunca foram neuróticos, nunca foram os mais pressionadores dentro do Fluminense. Eu via coisas muito piores, promessas sendo feitas se o filho fizesse um índice. Aquele negócio, se eu ganhasse de fulano, umas coisas assim, impensáveis, né? De pais, naquela época da natação, eu criança com 13, 14 anos e que era o meio, era o mundo.

Meus pais não, sempre me deram muita liberdade e tudo mais, mas havia aquela pressão, aquele modo dos operandes do próprio sistema, né? Então, tipo assim, eu com 13 anos ia no melhor nutricionista, 12, 13 anos, o melhor nutricionista que tinha no Rio de Janeiro, Alexandre Merheber.

E tinha que fazer aquela dieta, minha mãe se preocupava em fazer tudo certinho, né? Eu tinha que treinar, fazer treino complementar, às vezes, duas vezes por semana, antes do colégio. Tipo, cinco horas da manhã, cair na piscina. A piscina do Fluminense, às vezes, não estava aquecida, gelada e etc. Então, era um sacrifício muito grande, né? Além disso, no colégio também, eu não podia jogar futebol, às vezes, porque ia me machucar, tinha uma competição.

Não podia ir à praia, porque a praia cansava, pegar onda, brincar. Você já estava num...

nível de exigência. É, o nível ali de 12, 11, 12, 13 anos a criança já é bem... A natação sempre foi trabalhada, não sei se mudou, mas sempre foi trabalhada dessa forma na minha época, né? Era uma coisa que era levada muito a sério. Por isso que tínhamos sempre, né, o Brasil como grandes expoentes, nadadores, mirins e infantis e tudo mais, e chegava na frente, essas pessoas não... Isso não... Não virava, né? Enfim, a gente perdia muitos talentos por conta disso.

enfim com 14 anos eu estava passando por essa transformação da pré-adolescência para adolescência, conhecendo um outro mundo um mundo de música de teatro de arte o colégio era muito voltado para isso

Enfim, as amizades também que eu fazia eram muito voltadas para esse outro mundo. E eu falei que eu queria, estava mudando de bairro, saí do bairro do Flamengo, você falou Flamengo porque era o bairro do Flamengo, né? Exato, é. E indo para a Barra da Tijuca, que foi uma excelente escolha dos meus pais, né? A gente chegou na Barra ali, a Barra...

bem no início, crescendo ainda. Tô seu Marco Ripper morando lá. Emergente. Inclusive já era o síndico do Quebra-Mar. Marco Ripper é o síndico. Marco Ripper manda no Quebra-Mar. E eu fui morar no Quebra-Mar. Fui na rapaziada frequentar o Quebra-Mar. Muito legal. O teu pai e o Marco Ripper se conhecem? Se conhecem, lógico. Ele, o Júlio Faia, todos eles se conhecem bem. Legal.

E, enfim, aí fui pra Barra da Tijuca e falei, cara, agora mesmo eu não vou. Não vou mais nadar, né? Não vou dar sequência. Meu pai ficou chateado, meu pai adorava, né? E etc. Mas ele entendeu, sempre me deu liberdade de escolha e, enfim, me apoiou em tudo que eu fizesse. Por mais que eu tivesse uma adolescência ali nessa época meio desvirtuada, era praia o dia inteiro, amizades.

algumas não tão positivas, enfim, tentando levar para outros caminhos, coisas de adolescente, de jovem, mas ele sempre com muita confiança, meu pai, minha mãe, sempre muita confiança em mim, e eu sempre fui meio precoce também, Michel, em tudo na minha vida, as minhas amizades, os meus amigos lá do Flamengo, são todos eles quatro anos, no mínimo, mais velhos do que eu.

Hoje não muda nada, mas naquela época mudava demais. Com 14, 15 anos, por exemplo, até antes da gente se mudar, acho que ali no finalzinho de 14 anos eu lembro de cenas eu indo pro Morro da Urca pra show com eles que já tinham 17, 18 anos. Tipo assim, impensável assistir show no Morro da Urca.

Barão Vermelho, enfim, Kid Abelha, etc e tal, shows no Morro da Rua, que não eram pra minha idade, né? Minha esposa até briga comigo hoje em dia, a Bianca fala, pô, isso é um absurdo, meu pai também eram permissivos demais, deixar você com essa idade, fazer isso, jamais o meu filho, não sei o que, enfim. Mas, cara, fez parte da minha história e da minha vida, né? E tiveram aspectos positivos e aspectos negativos, como tudo na vida, né?

então era isso eu tinha essa liberdade, fui pra Barra da Tijuca e na Barra ali eu fiquei livre, né, realmente de fato, fiquei livre, era a praia a gente, a distração ali era a praia o surf, né, ali no tropical, do ladinho ali no quebra-mar, né

Jiu-jitsu, todos os meus amigos daquela época, o pessoal da rua e etc são os bambamães hoje do jiu-jitsu no mundo inteiro citar um aqui, o Márcio Feitosa, é um grande amigo que eu tenho o Marcinho é o responsável hoje com o Carlinhos, Grace Jr. e etc pela Barra Grace

com outras pessoas, mas ele que conduz e toca essa coisa louca que é a franquia Barra Grace no mundo, acho que mais de mil unidades espalhadas do mundo afora, então o Marcinho, o empresário, o empreendedor continua dando aulas na Barra Grace original, morou nos Estados Unidos e tudo, mas continua ali fazendo o que ama e construiu uma vida em cima disso do que ama e diversos outros amigos. Eu fui morar na Barra...

numa esquina na frente da casa dos Greys. Os Greys moravam no Asberto Amado com o Deodato de Moraes, numa casa, que era a casa do Robson e da Vera. O Robson é o pai do Raia, do Ralph, do Rickson e da Flávia Greys. E na outra esquina era o meu prédio. Então, fui meio criado...

nesse ambiente do jiu-jitsu, na Barra da Tijuca. Cheguei a praticar, mas muito pouco. E o mais engraçado, eu nem pratiquei muito pouco na Barra Grace, que era duas ruas da minha rua. Eu pratiquei com outro amigo, que era o Pitoco, que era o Jordan Pitoco, que era casado na época com uma atriz, a Adriana Stavis, não sei se vocês viram. E o Pitoco dava aula no Canaveral. Tinha um clube canaveral, que hoje é onde o Alexandre Ribeiro mora, é um condomínio chamado Paradiso.

no iniciozinho ali da Avenida das Américas, e eu pratiquei ali, né, o jiu-jitsu por um ano, dois anos, cheguei na faixa azul naquela época, muito no comecinho, né, então vivi todas essas coisas, mas vivi também balibar.

que era o bar da época, vivi Ilha dos Pescadores, enfim. Eu fui ter uma outra vida que o esporte não me proporcionava. Fui conhecer a vida, né? E como sempre um observador... E numa idade que a gente está... Normal. Afim de fazer isso mesmo, né? Adolescência plena, exato. Adolescência plena. Tive uma adolescência plena.

E aí foi no Canaveral que você voltou a nadar. Exatamente, Michel. E aí com o que? Tipo uns 16, 18 anos? 17 anos, mais ou menos. Eu acho que o jiu-jitsu veio muito por conta disso, porque eu já estava ali no Canaveral. Eu voltei a nadar com o pensamento de fazer um triatlo. Isso em 91, 92, mais ou menos. Eu li aquelas revistas de bici-sport, trekking, né? Meu pai tem a coleção da Viva, né? Toda. Não acredito, que legal. Toda a coleção.

Inclusive ele diz, ele fica meio chateado com o Rodrigo, com o Tiquinho, com o Rodrigo Eschler, que ele falou que ele deu uma e o Rodrigo não devolveu, mas acho que não, porque o Rodrigo tinha também uma boa quantidade, o Rodrigo é muito amigo. Meu pai tinha a coleção inteira da Viva, até hoje ele tem o maior carinho, ele guarda aquilo dali num local lá em casa. Deve ser riquíssimo você olhar o que o Werneck falava ali de triatlon. Eu sempre acompanhei, sempre assim...

Me pego várias vezes na minha vida folheando e olhando e vendo como é que era. As capas, eu lembro de algumas capas, do Marco Ripper, lembro do Fábio Amédio, que é um outro grande amigo nosso, enfim. Na subida de Guarantiba. Eu tô precisando falar com Amédio, vou precisar de ajuda com a sua ajuda. E aí, enfim, a gente... Eu lembro de... Muito das revistas. E aí, nesse movimento das revistas de 91, eu já observava ali, os meus grandes ídolos.

Obviamente você já sabia de todos os triatletas cariocas. É, assim, Alexandre, Armando, Fernando, essa galera, assim, por conta do meu pai ali, 84, 85, quando eles, né, entram no Ceará Nacional. E aí naquela época surgiu a CBTRI, 91, que foi a fundação. E aí surgiu esse movimento. Aí pintou, né, Leandro Manzano, era fã do Manzano, porque o Manzano tinha a minha idade, eu falava, cara, impossível. Esse cara aqui de imagem, não sei o que, era muito...

Era muito legal ver o Manzan, né, cara? E tinha Catinha, tinha Casadio, né? Você, aí, eu lembro quando você ganhou lá o Porto Seguro, ainda não me engano, do Galinds, né? Pedalando um absurdo. Enfim, eu acompanhava e tinha, acho que foi 95 que você... 96. 96. 96 a sua vitória, isso. Enfim, essa época eu já estava inserido, mas eu... Caramba, faz 30 anos. É, 30 anos, verdade.

E aí, em 91, eu começo no Canaveral, assim, com esse objetivo de retornar e de fazer triatlon, né? Bom, nadar, você já sabia, não era um problema. Eu já nadava. E aí eu encontro o meu ex-técnico do Fluminense. Ele tinha arrendado a piscina, Luiz Rafael, que é o técnico responsável, depois, pelo Luiz Lima. Luiz Lima nadou a vida inteira com esse técnico, né? Desde novinho.

Que legal. Até as Olimpíadas, os Panamericanos e tudo. Eu gravei faz tanto tempo com o Luiz, ele deve ter falado dele, eu não me recordo. O Luiz Rafael lá, e ele dava um treino complementar para um outro grande amigo meu, amigo até hoje também, amigo meu do Luiz e etc, que era o Fernando Saez, que foi para os Jogos Olímpicos de Atlanta em 96. Foi no 4x200.

livre. E aí ele dava esse treino pro Saez. Eu falei, pô, Luiz, você me dá uma moral aí? Me encaixa aí nesse treino? Deixa eu fazer uns treininhos com o Saez aqui, ajudo e etc. Quero um treino ali de 3.500, 4.000, alguma coisa assim, 4.000. Esse treino tá perfeito pra mim, quero voltar a fazer triatlon. Aí comecei a treinar ali no Canaveral.

com esse objetivo. Aí o Luiz determinada hora vira pra mim e fala assim pô Virgilinho, me chama de Virgilinho eu acho que eu assumi esse apelido que era do meu avô. Meu pai é Lilito não tem nada a ver com Virgílio, mas eu sou o quarto Virgílio. É meu bisavô, meu avô, meu pai e eu. E eu quebrei essa é Luiz Eduardo porque minha mãe não queria que eu fosse Virgílio. A verdade era essa. Meu pai registrou lá sem ela saber. Minha mãe queria que fosse Luiz Eduardo.

Olha que doido isso. Eu registrei Luiz Eduardo e aí não, homenagei minha mãe. Muito legal. A Bianca topou. Se ela topasse também não seria. Mas enfim. E aí lá no Canaveral o Luiz vira pra mim em determinada hora e fala, Virgílio, eu preciso de alguém pra nadar o Costas, pra abrir o revezamento de Costas. Eu falei, pô Luiz, mas eu não tenho intenção nenhuma em pegar índice e competir o Brasileiro, que era pra abrir o Brasileiro.

E o revezamento, né? 4 por 100, 4 estilos. Aí eu falei, beleza, Luiz, então o que eu faço? Ele falou, cara, vamos treinar por 50 livre, você faz o índice, acho que o índice eu lembro até hoje, acho que na longa era 25,70. 25,70 era o índice. Aí eu fiz o índice, acho que eu fiz 25,49, acho que alguma coisa assim pertinho. Caramba, meu. Aí peguei o índice por 50 livre, e ele falou, agora você vai viajar. Aí eu fui para um brasileiro em Olinda, lá em Recife, a gente ficou em Olinda numa pousada.

lá em Pernambuco, e fui para um outro brasileiro, que eu lembro bem, lá no Álvares Cabral, em Vitória. E aí competi. Aí o mico, né, Michel? Porque eu tinha um 0-1 de 100 metros costas. É horrível o tempo, assim. Eu abri o revezamento junto com o Rogério Romero, Alexandre Massura, enfim. A rapaziada que nadava para 56 naquela época. Cara, 5 segundos num 100 metros costas, são mais de 15 metros de referência.

Então eu tinha passado um pouquinho do meio da piscina de 50, né? Ali, né? Tava faltando, sei lá, 20 metros quase ainda pra eu chegar. E os caras já tinham batido, já tinham pulado pro próximo nada. Então foi assim a história do retorno. Aí fiquei dois anos ainda nisso. Por isso que foram dois brasileiros. Aí fiquei dois anos nisso. Aí em 94 eu falei, não, Luiz, olha só. 19 anos, né? Eu falei, cara, eu vou estrear no triatlon. Vou fazer o circuito Boa Vista-Estácio de Sá.

E vou estrear. Aí competi ainda no Amador, esse ano todo, de 94. Aí em 95, aí eu fui procurar o Alexandre Maximiliano, em 94, que era um cara ali da Barra da Tijuca, enfim, que, né, competia, que tava no auge, tava despontando, eu não tinha nem intimidade com o Ribeiro, apesar dele se conhecerem, ele, meu pai, etc. Eu não tinha intimidade com o Ribeiro, e o Ribeiro treinava muito poucos atletas. Até um grande amigo nosso, que foi atleta também, na época, eu.

Teve uma geração ali muito forte da minha geração, né? Além do pessoal todo de Brasília, né? Tinha Akira, tinha Antônio Schaer, tinha Bruno Paiva, Bruno Gagliardi, que é de Brasília, enfim, tantos outros. Mas era o Bruno Paiva, o Alexandre treinava o Bruno Paiva, que é um grande amigo nosso.

E aí eu não tinha essa... Eu não tinha dinheiro, na época também, para bancar um treino desse, e o Max resolveu me treinar. Falou, não, pode deixar que você vai ser profissional, eu te treino. Acreditou em mim. O Max realmente foi o primeiro técnico a acreditar em mim completamente. Até hoje ele fala isso. O Max acreditou, não me cobrou nada.

E me treinou. Falou, não, vou te treinar porque você vai fazer a sua vida, você vai ser um atleta, assim, top. E é isso que eu quero. Eu quero treinar alguém que vá além, né? Me dá prazer fazer isso. Aí, cara, fui treinar com o Max. E em 95, aí ele me trouxe para um biathlon em Maresias.

que teve sirena bitch, eu acho, sirena é a gente, aí ele me trouxe, cara, aí eu ganhei do Mansur, cara. Aí ganhei do homem biado. Aí o Mansur ficou louco. Mansur, quem é esse cara que você trouxe? E tudo mais. Eu acho que o Max ganhou essa prova, eu fui segundo, mas tipo assim, eu saí meio de coelho e não morri, sabe? Assim, uma estratégia minha do Max da prova, aí acabou que o Max me passou no final, acho que ganhou a prova.

No final, era na areia um biátono. E eu corria pra caramba na areia, que a vida inteira tem na Barra da Tijuca, areia fofa, etc. Cara, o Mansur ficou louco. Ele foi terceiro. Ele nunca tinha perdido um biátono na vida. Ainda mais lá, em casa. Acho que eu vou encontrá-lo semana que vem. Ele tá morando em Floripa, né? Mas acho que semana que vem eu vou encontrá-lo e vou comentar com ele. E aí foi muito legal. Ele lembra bem dessa história. A última vez que eu estive com ele aqui ele lembrou disso.

E aí, 96, eu estreio no circuito, no que você falou, no triatlon noturno, e fico em décimo colocado. E aí, nessa época, as pessoas começam a me conhecer. Aí, fiquei em décimo colocado, o Ribeiro falou para mim, Virgílio, agora você vai...

largar no profissional. Agora você vai se inscrever no profissional que você vai ganhar a vida através do triatlo, né? Tipo assim, né? Ler do engano. É, ler do engano. Você vai ser triatleta profissional. Eu, porra, que legal, né? Vou viver do triatlo. Mas enfim, aí comecei. Aí comecei a largar e o primeiro triatlo que eu me inscrevi realmente como profissional foi o Internacional de Santos. Eu nunca tinha feito nem o Troféu Brasil.

Aí o Triátil Internacional de Santos vinha antes de começar a primeira etapa do Troféu Brasil. Exato, exato. E aí eu fui o terceiro brasileiro em 97. E que era a prova das provas do Brasil, né? O Olivier Marçot, salvo engano, o segundo Oscar Galindes. A terceira eu não lembro, foi um americano. Quarto, acho que o Wes Robson.

caramba, eram todos os tops quinto Leandro, aí sexto acho que teve um gringo, sétimo Garzon foi o segundo brasileiro, e acho que eu fui oitavo, terceiro, aí depois veio Armando, acho que Armando foi décimo nesse dia, inclusive teve nono, caramba, você começou então super bem, imagina né

Uma corrida assim, brilhante, pedalei bem. E aí passei mó galera na corrida. Saí pra correr junto com o Garzom. Então, e pelos nomes, você era o mais novo desses todos. Não dos gringos que eu não sei. Sim, não, de todos. Inclusive dos gringos, eu era o mais novo. Eu era dessa galera, dessa faixa, né? Do Akira, do Xaer, etc. Do Vitor Melo. Enfim, e aí eu a despontei ali, né? As pessoas não me conheciam. Só o Garzom, o Armando conheciam. Sabia que tinha essa capacidade.

Eu corri com Garzom, eu lembro que eu corri quase 10 km com Garzom, eu corria muito, né? Que legal, Virgílio. Foi um incentivo gigante, né? Pra sua estreia como profissional.

E foi muito bacana, porque nesse ano começou uma grande amizade ali em Santos, que eu falo que eu tenho uma família japonesa ali, né? Eu vi várias fotos suas, né? Os minhas cheiras, né? O Paulinho é meu irmão, meu irmãozão. Apesar da gente ter disputado muito juntos, né? Inclusive a vaga olímpica em 2004 ficou entre eu e ele ali o finalzinho, né? Enfim...

E o tiro foi, né, cara? Eu fiquei super feliz, né? De ele ter conquistado e ter tido essa oportunidade única de fazer parte de uns Jogos Olímpicos. O Zé era muito meu amigo. Apesar do Zé ter parado bem antes também, né? O Zé ficou muito amigo meu. Eu ia pra Santos às vezes, depois, nos anos seguintes, eu ia pra Santos e ficava três meses, Michel, na casa da tia Beth. Ficava morando. Eu ganhava dinheiro e ficava morando, treinando na Santa, treinando na Unimonte.

Eu ficava ali como um residente de Santos. Eu tinha muitas namoradas naquela época em Santos e tudo mais. E aí eu ainda tinha esse lance de aproveitar a vida, de viver a vida intensamente como adolescente, como jovem. Então eu não deixava de fazer as outras coisas.

Eu ficava em Santos curtindo Santos mesmo e treinando, juntando o útil ao agradável. De lá eu ia direto para Caio Bá e voltava no ônibus de Santos que o Mosquito organizava. Mosquito com a galera de Santos organizada, eu ia no ônibus com eles e voltava para Santos, para a segunda etapa. E aí, com essa oportunidade no triátulo internacional, tinha uma viagem marcada para Bariloche, para um triátulo internacional de Bariloche. Muito doido isso. E aí parece que uma pessoa...

que estava prevista, o Núbio que fez o contato com esse organizador de Badiloch, para levar alguns atletas, aproveitar alguns atletas do Internacional de Santos, e que fossem... Que já estavam aqui. É, Galinds, logicamente, etc e tal, mas alguns atletas se iam para lá. E o Núbio que o organizou. E aí chegou no último momento, acho que alguém passou mal, não sei quem não pôde ir.

E aí eu fui, ele me convidou. Aí fui eu, Ribeiro, Piazek, Cris, Armando, Emerson. E aí eu fui nessa comitiva e fui super bem lá em Bariloche. Aí de Bariloche já me chamaram para competir naquele internacional que tinha em Mar del Plata, que tinha duas provas.

O longo, no final de semana, e o sprint no outro aí, com o Oscar Werner Tanner, que era o organizador da prova lá. E aí eu emendei, cara, eu fiquei direto. Nem voltei. A galera voltou toda e eu fui ficando, né? Então, sempre fui movido a... Essa é uma época que não vai voltar no triatlon. Não, não.

E não dá pra gente comparar se hoje é melhor ou se hoje é pior. Mas é que viver dessa maneira de morar na casa dos miachiros, aí pegar um ônibus que o mosquito que organizava, aí vai pra Caiobá, aí o Núbio que trazia a nata do teatro mundial, assim, muita gente talvez não...

saiba disso, eu já gravei com o Nub, aliás todo mundo que você tá falando já esteve por aqui, faltava o Virgílio pô, agora zerei zerei, mas aí vai, todo mundo pô, o Leandro ficava na minha casa eu ficava na casa do Beto França quando ia à Brasília, na casa do Lobão pegava o ônibus que o pessoal organizava e a gente ia pras provas, quer dizer cara, isso era tão legal porque você tinha esse contato social eununnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnunnun

Não era através da tela do celular, quilômetros de distância, mas você tinha esse contato. Você competia, disputou a vaga olímpica com o Shiro e você ficava na casa dele. Quer dizer, rolava isso. Cara, fiquei na casa da Feranda Keller em Niterói.

É uma época que, infelizmente, isso não vai ter nunca mais, porque os tempos mudaram. O relacionamento das pessoas. Mas quem viveu, viveu e curtiu, porque, cara, isso não tinha preço. Não tinha preço. Foi muito bom, né, Michel? Acho que a época que a gente viveu, todos eles, a amizade que fica, essa coisa...

Mas é, cara, assim, e todo mundo que passou por aqui, todos esses falam, cada um a sua maneira, mas dessas marcas que são indeleves. Eu lembro uma competição em 99, muito legal, né, também são coisas únicas que a gente vive pontualmente, mas que ficam registradas para sempre nas nossas memórias, né. A gente foi numa competição em Varadeiro, em Cuba.

E aí, tipo assim, não tinha tanta intimidade e amizade. E aí foi muito legal, porque a gente, as pessoas voltaram, né? Era com o Calasanche, essa competição foi na era Calasanche. Foi a competição, salvo engano, não sei se o Armando ali classificou para o Pan-Americano, foi alguma coisa assim para o Winnipeg, enfim. Estava disputando ainda, né? Pontos, ITU e etc, né? Vaga e etc, mas enfim. Uma competição super importante.

E aí eu tenho duas passagens muito engraçadas. Uma, cara, que eu tava com... Eu tava no hotel e tava dividindo, acho que com o Marquinhos Ornelas. E aí a gente tava de motinha. A gente alugou umas motinhas, cara. E aí tava eu, acho que levando a Tércia, a Tercinha, filha de Dona Fátima, e o Marquinhos, a Mariana. A gente tava indo pra praia, pra algum lugar. Não sei o que a gente tava fazendo. Cara, eu caí de moto, cara. Caí com a Tércia.

A Tércia se machucou antes da competição e tudo. E a outra passagem dessa mesma competição que todo mundo resolveu voltar.

por Varadeiro direto, acho que era por Havana, passava em Havana e voltava e etc. Aí resolveu ficar, eu não tinha intimidade com elas, mas era amigo, era colega, com Silvio Anabuco e Adriana Piasseki. E a gente falou vamos alugar, a gente dorme junto, vamos dormir os três na mesma cama, a gente alugou um cubículo, não tem problema, virgilinha, não tem problema, você vai dormir com duas mulheres assim do seu lado. Lá em Havana, porque a gente queria ficar pra ir nos... ...

nos guetos e comprar charuto e etc e tal, a gente pegou um voo, a gente alugou um voo olha cara, que história, do monomotor que era o piloto eu e as duas, pra ir que a gente, enfim, a gente ficou só com o retorno da volta de Havana, e a gente foi, ficou em Havana, dormimos, sei lá, dois, três dias em Havana, pra conhecer Havana a gente queria e voltamos, eu, Piazek e Silvia na boca, muito doido né, onde vai fazer isso, né, hoje em dia, tudo programadinho tudo certinho, entendeu, tudo isso é muito legal

cara, no Mundial da Inglaterra, de Manchester acho que foi em 91, viajei eu Mansur a Cris Carvalho, a gente alugou uma van quando a gente chegou lá era uma van era uma van, a gente achou que fosse uma van padrão americano, uma minivan era uma van dessas de transporte, sabe? Essas que não tem vidro

É uma van de carga? Legal, as bicicletas cabiam, mas, cara, a galera atrás ficava jogada, porque não tinha espaço para sentar. E, cara, a gente me olha, cara, era cada história, cara. Eu não lembro, a gente chegou no hotel também, acho que a gente teve que dividir não sei quantas pessoas num quarto, ficamos com a crise, tudo bem. Cara, enfim, era uma outra época. Não é que a gente era ingênuo, nada disso, mas assim, cara...

Era uma comunidade muito pequena, né? Acho que também... A gente ia se ajudando, né, Michel? A gente tinha que ir fazendo, senão não vivia. Exato, exato. E claro, tinha um aspecto de você estar com a turma que tem o mesmo interesse que você, você está aprendendo com quem anda, pedala, corre ou nada melhor do que você. Você está ali também numa coisa de troca, porque o triatlon era uma coisa ainda muito mais bolha do que ainda é hoje.

Então, cara, são épocas que não voltam. E esse eu lamento. Não vou dizer que era melhor, mas é porque, cara, era uma outra vida. Era um outro universo, outro esporte. Em 97, 98, eu passei uma temporada pequena em 97. Acho que uns três meses em Boulder. E depois, em 98, eu fiquei praticamente oito meses do ano em Boulder. E aí, essa experiência trouxe curiosidade nos amigos daqui. E aí, dois amigos que ficaram super curiosos foi o Shiro.

E o Fabinho. E aí eu lembro, deu ir na casa do Fabinho, lá em Mogi Mirim, pedir meio que autorização, o Fabinho acho que era menor, eu tinha 18 anos de idade, estava fazendo, pedi autorização para o tio Zeca e para a tia Neuza, para o pai e a mamãe do Fabinho, sentei na mesa de jantar, não, pode deixar, ele vai. E olha que o Juliano Teruel já morava lá em San Diego, já estava por lá, que era um amigo de infância deles ali, do Ivan, do Fabinho, do pessoal de Mogi.

E aí eu fui falar, não, tio, eu vou com ele, pode deixar para ir morar na Califórnia.

E aí o Chiro foi, quis passar, sei lá, passou 10 meses ou 8 meses, alguma coisa, depois abandonou o Fabinho, o Fabinho ficou morando lá durante anos, eu fui meio que responsável pelo Fabinho ter morado em Pibi, em La Roia, em todos os lugares. Então a gente tem umas passagens muito legais também lá. E aí, lá pra você ver, a gente andou a Califórnia inteira de carro pra ir competir em Pacific Grove, prova da ITU, encontramos o Leandro lá, eu e Chiro.

Então a gente viveu muita coisa bacana. Eu saí de Nova York com uma namorada que eu tive americana, que foi a melhor corredora de maratona, tinha 2h28, dos Estados Unidos na época. A Chris McNamara veio para o Brasil, o Ribeiro conheceu bem. A gente fazia pista junto, eu, ela e Ribeiro.

Eu saí de carro de Nova York até Boulder, até o Colorado, dirigindo pelos Estados Unidos inteiros. Então eram coisas que a gente vivia realmente, Michel, que marcam a nossa trajetória, a nossa história, coisas que vão acumulando nessa maturidade e nessa construção de quem a gente é. Pois é.

Bom, vamos aí dar um salto até 2003, né cara? Que ano fantástico, né? Você tentou a vaga para Sidney, que seria a estreia dos jogos. Você não conseguiu, mas ao mesmo tempo você conheceu a Bianca.

Eu acho que a gente, antes do salto de 2003, exatamente isso que eu ia falar. A gente tem que vir no ano de 2000, que foi onde eu conheço e caso a Bianca. Aí transforma a minha vida. A Bianca é a mulher da minha vida. Eu queria saber isso. O que aconteceu ali que você acabou não conseguindo? Vimos a estreia dos Jogos Olímpicos em Sydney. O Armando foi. Eu não lembro agora mais quem foi. A Carla. Eu não lembro agora mais quem foi. Mas enfim. Mas você conheceu a Bianca.

E aí a tua vida mudou, casou com ela, e aí nesses três anos, né, de 2000 até 2003, dois anos, você, cara, chegou no auge da tua carreira com a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos.

Acho que a Bianca me traz equilíbrio, me traz disciplina. Você parou de viajar com a namorada de um lado para o outro, dormindo no quarto, na cama com a Silvia Buk e a Adriana Piazzec. A Adriana eu encontro uma vez por mês lá no clube Pinheiros. E a Silvia está morando agora no Brasil, está cuidando do Fernandão. Eu tenho falado com ela algumas vezes. O pai dela competiu com o meu pai.

Exato, eu imagino. Paulo Sérgio Vale, Nabuca era um avião, não tinha nem como comparar, ele competia com vocês na época, com os novos, Nabuca. Sensacional enquanto resultado. Mas ele pegava um pouquinho da faixa etária do meu pai. Meu pai é um pouquinho mais velho, eu acho, e o Paulo Sérgio Vale acho que é dois anos mais velho que o meu pai. Que era o Paulo Sérgio Vale, o Marcos Vale e tudo mais, que foi grande triatleta nessa época. Eu acho que a Bianca é isso, a Bianca me trouxe... Eu...

não sei se responsabilidade, mas disciplina, compromisso, né? Acho que ela canalizou a potência toda que eu tinha, né? E que poderia ser, enfim. E eu estava aberto para absorver isso tudo, né? Esse aprendizado, né? Isso tudo que... Não julgo se certo ou errado, mas eu não fui criado num ambiente de planejamento, de ter que fazer as coisas. Acho que a responsabilidade, sim.

mas eu sempre fui uma pessoa muito dispersa, sabe, Michel? Acho que por isso que eu me encontrei no triatlon, que o triatlon era só piscina, fica só numa mesma coisa, porque as três coisas me encantavam. Esse dinamismo que a gente tem, de hora estar fazendo uma coisa, isso é o que mais me encanta. Não é monótono, né? Tanto que eu consigo tocar a minha vida empresarial com várias pessoas, minha irmã, que é meu braço direito, meu braço, perna, direita, esquerda e tudo, e toda a minha equipe hoje da...

da minha empresa, da Decastilha Esportes, eu consigo conciliar com o trabalho, com estar na CBTRI, estar no COBE e desempenhar e mostrar resultado. Isso é o mais importante. Então, eu consigo montar uma estrutura tanto emocional como uma estrutura com as pessoas e fazer com que as pessoas entendam isso. E o que importa nisso tudo é...

eu acabo dando o meu jeito, né? Eu aprendi muito isso com o Armando. O Armando tem uma palavra que ele fala, dá o seu jeito. Não tem como, tem que entregar, dá o seu jeito. E é verdade, esse dar o seu jeito é muito bom, né? Então é isso, sabe? Eu acho que a Bianca ali em 2000...

por ser mais velha, a Bianca é mais velha, não sei se todos sabem, acho que não aparenta muito bem isso, que a Bianca está uma gatona. Não, não aparenta. A Bianca está muito bem, mas ela vai fazer 60 anos, então eu vou ser casado a partir de 2 de julho desse ano com uma idosa.

É verdade, Bianca, não tem como não falar, mas, enfim, é... Idosa com muito louvor, porque não parece, né, cara? Acho que eu rejuvenesço ela, né? Porque eu vou fazer 51, então eu puxo para baixo e a gente fica na média. Uma relação boa, na minha opinião, é essa, onde tem uma colaboração mútua, né? Ela, com certeza, contribui muito, eu quero que você fale aí disso, mas você também contribui, né?

Ah, demais, eu acho que o que a gente conquistou junto, né, o que minha vida se transformou, que a gente, né, construiu hoje em dia, né, pra nossa família, nosso filho e etc, eu jamais imaginava nos meus melhores sonhos, sabe, Michel? Então eu sou muito grata, acho que tem uma coisa muito, muito bacana, muito importante, né, eu não cheguei a comentar isso com você, é uma intimidade, mas enfim, eu não tenho problema nenhum em falar isso.

a Bianca trouxe diversas outras coisas e dentre essas coisas que ela trouxe, ela me trouxe o meu compadre que é o Renato Salman que é o meu melhor amigo, né, eu não tenho, porque eu tenho grandes amigos, o Laporta se tornou um grande amigo o Alexandre Ribeiro é uma pessoa que eu amo que eu admiro e tudo mais, mas o Renato realmente tem um canto reservado no coração, e o Renato é padrinho do meu filho e o Renato é ex-marido da Bianca, pai do meu enteado eu quero ficar

E nos tornamos grandes cúmplices e grandes amigos nessa jornada que é vida. E o Renato me ensinou muito, muito, muito. É uma pessoa que tem 64, né? 63, faz 63 anos agora. E é uma pessoa que me ensinou demais, entendeu? Tanto na parte de espiritualidade, maturidade.

E assim, nos tornamos, logicamente, eu sou uma pessoa de fácil relacionamento, de fácil construção de pontes e de amizades. E o Renato já é uma pessoa um pouco mais fechada e tudo mais, mas havia necessidade, porque eles se separaram em 98, eu casei com a Bianca. Conheci a Bianca e casei, conheci em 2000 e casei em 2000, então foi muito rápido. A gente começou a morar junto e, enfim, estamos nisso há 26 anos.

E o Renato era pai do Luiz Edmundo, Edmundo em homenagem ao pai dele, né, que, enfim, faleceu muito precocemente também, e a Bianca não queria só Edmundo, falou Luiz Edmundo, aí ficou Luiz Edmundo e Luiz Eduardo, né, muito legal.

e Luiz Edmundo tinha 5 para 6 anos, então tinha essa necessidade da gente se conviver, né? Exato, é. Morava com a gente, morou... Aquilo que eu falei no começo, tem coisas que você até nem quisesse, se você tivesse que escolher, mas são coisas que a gente tem que resolver. Tem que resolver. Exato. Morou comigo até 12, 13 anos, praticamente, e o Renato sempre foi um exemplo de pai e de abdicação pelo filho, independente do que fosse, independente das mulheres, né?

das namoradas que ele teve, das pessoas com que ele foi casado, né, hoje tá casado, né, e, enfim, teve um outro casamento também, bem longevo.

E eu sempre admirei muito. Sempre foi um baita, digamos assim, consultor emocional. As decisões difíceis de trabalho e tudo. É um cara que eu tenho... Legal, Virgílio, cara. É um cara como eu tenho um mestre, um guia na minha vida de valores, de princípios, de correção, de tudo. É um cara que me ensinou demais. Tem 14 anos a mais do que você. Eu costumo falar que eu tenho meu pai e minha mãe. São meu pai e minha mãe. Eu tenho ele, eu considero como um irmão mais velho. E a Bianca, como minha...

minha grande tutora da vida. Eu estou mais tempo com a Bianca do que sem a Bianca. Porque eu conheci a Bianca com 24 anos de idade. Exato. Tem uma época na nossa vida que é isso, né? Então acho que é importante essa menção ao Renato, que é um... Enfim, é um cara que representa muito na minha vida.

legal, cara. Parabéns pra vocês dois, porque isso exige muita maturidade e o entendimento de que, cara, de novo, né, a gente, eu tenho falado isso numa situação completamente diferente pra minha filha mais nova nesses dias, assim, cara, mas o que você quer quando você acorda todos os dias? Cara, você quer ser feliz, você não quer conflito, você não quer confusão. A gente sabe que eles vão aparecer, a gente talvez cause muitos deles.

Mas se a gente pudesse viver num mundo de conto de fadas, cara, você não quer confusão, você quer solução. Quanto menos você acaba atraindo, né? Exato. Eu acredito essa energia do universo. Vamos acordar para fazer coisas boas. Assim como você atrai pessoas, né? Exato. Então, mas... E a gente sabe que esses casos são difíceis, são delicados e tudo mais.

Mas, cara, muito bacana. Só abrindo um parênteses, mas a minha ex-sogra, mãe da minha ex-mulher, é a minha sogra até hoje. Eu fui almoçar com ela anteontem. Eu vou na casa dela arrumar televisão que está com defeito. Enfim... Vou ao médico com ela. São pessoas, né, Michel? Exato, cara. Porque é isso.

A gente quer tentar fazer o bem, a gente quer tentar propagar coisas boas, embora a gente saiba que não é fácil viver, mas se a gente tivesse a intenção, já é meio caminho andado. E assim, ele é uma pessoa que não tem muitos amigos, então tem poucos, é o primo e alguns amigos de muita infância, e eu praticamente ocupei um espaço muito grande também da vida dele. Eu fui celebrante do casamento dele agora com a mãe, com a mãe.

Eu nunca ouvi isso, cara. Isso é muito legal. As pessoas ficam realmente... São duas pessoas muito evoluídas, né? Exato. Elas são muito evoluídas. É uma coisa assim... É muito bacana. Eu tenho muito orgulho, sabe? Tem que ter mesmo. Eu faço parte da família dele. Tipo assim, nos aniversários.

nas celebrações final do ano, Natal e etc. Estamos todos juntos, entendeu? E pensando do ponto de vista... A mãe dele morava em Copacabana, na Francisco Sá, no quarteirão da Avenida Atlântica, ali na praia. Acabava os triatlon já, isso em dois mil e pouco e etc. O Pan Americano em 2007, ela fez um almoço. Eu competi, fez um almoço pra toda a minha família, pra todo mundo na casa dela, depois do Pan.

A dona Mária, falecida dona Mária, faleceu esse ano agora com 97 anos de idade. Então, você imagina, né, cara? Eu fui inserido dentro de uma família que é isso, foi acontecendo e a gente... E hoje a gente compartilha e é cúmplice das nossas histórias. Isso é muito legal.

E aí tem o aspecto prático, né? Já que a mãe do filho dele resolveu casar contigo, você vai ser o padastro do menino do Luiz Edmundo. Cara, que ele...

Provavelmente ele talvez tenha se aproximado no primeiro momento para ver se você era um cara bacana. E de repente, porra, o cara viu que você é um cara bacana, atleta profissional e tudo mais, e falou, meu, que bom, porque podia ser qualquer outro, mas não, foi um cara bacana como o Virgílio. Então tem o aspecto prático disso que é muito bom. Eu acho que é um cara sensacional no seguido sentido.

Ele viu essas virtudes, viu o potencial e conseguiu, com os valores dos meus pais, da minha família, os valores que eu já trazia, ele conseguiu meio que me manipular para um lado, construir junto comigo, fazer essa construção. Isso é muito legal, sabe? Então, a minha vida, essa construção de coisas que eu realizei, tem totalmente Bianca e Renato. Bianca que trouxe, ela é a causa de tudo isso.

Mas a minha vida seria totalmente diferente sem eles, entendeu? Então, assim, onde eu estou, o que eu sou hoje em dia, lógico, aí tem vários outros fatores das pessoas que permeiam ali, minha irmã, né? O Pedro, que trabalha comigo, o Moraes, que trabalha comigo, a Elane, que trabalha comigo há anos, desde o começo. Enfim, todas as pessoas importantes, o meu cunhado, etc. Mas...

eu acho que esse caminho ele foi de uma forma muito didática sendo mostrado e sendo apresentado para mim através dele, sabe? É muito legal.

sobre tudo, sobre a vida. É um cara que tem uma sensibilidade muito grande para o ser humano. Então, isso é uma coisa que eu aprendo, que eu aprendi e que eu já tinha e que eu tenho esse talento nato, né? Que eu falei no começo. Então, é... Isso acho que vem sendo aguçado e vem sendo trabalhado cada vez mais para ver o que importa e qual é o propósito, quais são as coisas que têm prioridade na nossa vida.

Cara, bacana demais. Obrigado, né, por ter aberto aí um aspecto completamente pessoal, mas, cara, que fique aí o exemplo pras pessoas, né, cara, que dá pra ter, né, um segundo casamento, um segundo relacionamento saudável com alguém, com as pessoas que estão ali, que você acaba tendo que se relacionar, pra que procurar o conflito se você pode procurar a solução. A vida é sobre isso.

Depois de tantas décadas convivendo com atletas e nos últimos anos ouvindo e aprendendo com os convidados aqui no Endorfina, está claro que evoluir no esporte não depende apenas de dedicação e consistência. Passa também por fazer boas escolhas, especialmente quando o assunto é equipamento.

Saber o que faz sentido para o seu momento, para o seu objetivo e para o terreno onde você pedala faz toda a diferença. Esse entendimento você encontra na 2Pix Bikes, patrocinadora do Endorfina. A 2Pix Bikes é importadora e distribuidora oficial no Brasil de marcas como a Factor Bikes, a Santa Cruz Bikes e a Yeti, além de outras referências do mercado. Mais do que vender bicicletas, vestuário e acessórios, a proposta deles é orientar você.

A Two Picks foi criada para atender quem busca dar o próximo passo no esporte, seja no ciclismo de estrada, no mountain bike, no gravel ou no triatlon. A lógica é simples, cada ciclista tem uma necessidade diferente e o papel da equipe da Two Picks Bikes é ajudar você a fazer escolhas melhores, mais conscientes e mais eficientes.

Essa filosofia se reflete também nos espaços físicos. Na loja do Rio de Janeiro, o ciclista encontra manutenção de alto nível, bike fit, café e espaço para encontros e eventos. Em São Paulo, na Avenida Faria Lima, além de uma oficina especializada, a unidade recebe clientes e amigos para treinos aos finais de semana.

Já a loja de Los Angeles segue exatamente o mesmo padrão, a mesma curadoria e a mesma essência. Por tudo isso, é um prazer ter a Two Peaks Bikes ao lado do Endorfina. E fica o convite, se você está buscando orientação para melhorar seu equipamento, entender melhor suas escolhas ou simplesmente pedalar com mais qualidade, vale conhecer a Two Peaks Bikes, distribuidor oficial da Factor, Santa Cruz Bikes e da Yeti no Brasil. Siga, arroba, Two Peaks Bikes. Eu vou soletrar...

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Mas vamos voltar então, aí você não se classifica, conhece a Bianca no ano de 2000, casa com ela e três anos depois ou dois anos depois você tem um melhor resultado. O que mudou nesses três anos além da Bianca? E a Bianca sonhou com a medalha, muito legal. A cara pressentiu, ela me ligou e falou, vai acontecer alguma coisa, muito doido, lá em Santo Domingo. E eu cheguei naquela competição, a gente chega no...

na Vila Pan-Americana, a gente divide os quartos, estava eu, Leandro, Chiro, acho que eu fiquei com o Chiro no mesmo beliche, e Marcos Paulo, estava na Enem também, estava como técnico do feminino, Sandra, Mariana e Carla, e a gente chega e eu falo para o Marcos Paulo, falo assim, Marcos Paulo, eu não sei quem vai ser, como é que vai ser feito, mas uma dessas medalhas é minha, era uma coisa impressionante, eu botei na cabeça, eu tinha uma certeza tão grande.

aquela coisa de acreditar, de fazer acontecer. O Marcos Paulo lembra disso também até hoje. Eu falei, cara, não me interessa quem vai ser. Ou ir para o Oscar, para a Hunter Kemper, que era o primeiro no mundo.

tiro, não interessa. Uma das três medalhas vão ser minhas. E aí veio a prata, né? Muito legal. Foi um ano, assim, inesquecível. Eu ganhei o sul-americano em Isla Margarita, na Venezuela, Michel, correndo contra o dono da casa, que tinha sido o campeão pan-americano em 99, Gilberto Gonzalez, que ganhou do Simon Field no Pan-Americano. Enfim, de todos que foram no Pan-Americano.

E do Ricardo Cardenho, colombiano também, que você conhece, né? Um pequenininho, né? Enfim, corria muito, né? E aí fizeram a gente dar uma volta mais de corrida pra ver se o Gilberto Gonzalez, creio eu, me largava, porque tava um calor insuportável, passaram na última volta, não dá mais água pra gente.

E a gente correu, sei lá, 12 quilômetros quase, 11 quilômetros e tanto. Fizeram dar uma volta pequena, lembro que tinha dado a distância bem a mais. E eu ganhei do Gilberto Gonzalez no final da prova, larguei. Ou seja, eu estava naquele ano, não ia ter jeito. Era o meu ano. Fui campeão brasileiro numa fuga que eu fiz com o Miyashiro, nadei junto com o Shiro lá em Vitória.

E aí saímos na água junto, fomos embora no pedal, não pegaram, não pegaram, acho que tava Jura, tava Leandro, tava todo mundo, enfim, acabaram a gente abrindo do pelotão, e aí na corrida eu garanti a vitória, né, desse campeonato brasileiro de... lá em Vitória. Foi... Caramba!

E o que mudou? Mudou alguma coisa no seu treinamento ou foi simplesmente uma ascendente que você vinha acumulando experiência, bagagem de treino, autoconhecimento para chegar nesse auge? Eu acho que foi foco. Acho que poucas vezes na minha vida, que nem o Armando, poucas vezes na minha vida eu me senti tão...

mais uma do Armando essa foi boa e você vinha também na vida pessoal felizão, casado com a Bianca um negócio maravilhoso lá e tal, você tava com um meio todo da tua vida, devia estar muito

Indo tudo muito bem, né, cara? Acho que foi uma conjuntura de acontecimentos ali, né? De treino encaixando. Eu tinha uma liberdade dentro do treino. Meu técnico na época era o Luiz Fernando Cata Preta. Catinha, que é o técnico medalhista pan-americano. E o Catinha era um grande amigo e estava começando a carreira brilhante, né? De técnico, né? De triatlo nessa época. Eu já estava ali e eu falei, Cata, quero trabalhar contigo.

E, cara, eu comprei aquele aparelhinho de lactato, né? Ele ficava em Curitiba e eu tinha uma liberdade que acho que os outros não davam. Eu sempre fui um questionador, enfim, estudioso, gostava de ler, de falar, queria opinar nos treinos. E o Catinha sabia levar isso.

Ele soube de certa forma, falar, deixa o moleque fazer isso, mas faz aqui o que eu quero também. Ele foi sabendo a distância e às vezes ele vinha para cá, ficava junto, e aí eu criei meio que uma estruturazinha legal de treino. Treinei muito com Marquinhos, Ornelas. Eu tinha um rapaz que fazia o pace para mim, acho que ele já veio até aqui, o Marcinho, não veio? Corredor? Mar Souza, não. Enfim, era um corredor de rua muito bom, enfim, foi da seleção brasileira, corria muito bem, 1.500 e 3.000.

Marcinho, treinava com Yazaldi no... Yazaldir veio aqui, né? Yazaldir no Bosque da Barra e adaptava alguns treinos ali com os corredores. Então foi uma época que tudo foi se encaixando, entendeu? Essa sensibilidade do Kata, com os treinos, foi tudo dando certo e os resultados começaram a vir. Acho que foi um acúmulo, que nem você falou, também de várias coisas, né? Antes disso eu tinha treinado com o Roger e quando eu treinei com o Roger...

Cara, era um volume absurdo. Eu acho que tudo isso veio, né, cara, assim, corroborar e veio adicionar. São tijolinhos na construção do Virgílio Atleta, mas também de ser humano, né? Porque, de novo, tudo são relações. Relação com o Max lá no começo, depois com o Ribeiro, o Roger. O Roger foi muito legal. O Roger, pra mim, é o maior fisiologista do Brasil. Um cara, um crânio. Eu tenho uma admiração por ele enorme.

sabe tudo, eu acho que... Mas é isso, Michel, eu não escutava muito as pessoas, eu não queria seguir uma coisa, eu não queria... Era muito inquieto, entendeu? Acho que a Bianca... Até por isso essas mudanças de treinador, né? Atleta tem que escutar o treino...

Não aceitar, tem que discutir, debater e tudo mais, mas enfim, tem que acreditar. Mas você vê, dessa maneira funcionou para você, trocando porque é você também tentando se encontrar. Porque não adianta você ficar só porque é a regra que se você ficar com alguém e for criando intimidade, isso vai teoricamente te dar uma vantagem. Para aquilo para você não funcionava.

Então, para você era essa inquietude que você fala, não, cara, deixa eu tentar um outro caminho. E isso te deu uma experiência também, tem um lado bom e tem um lado ruim, mas te deu uma experiência enorme e um lido com o ser humano, com diferentes opiniões, com diferentes personalidades. E aí, em 2003, a gente fecha o ano super bem. E aí tem uma curiosidade engraçada da história. De 2000 para 2004, mudou.

mudaram as regras de classificação. E eu não sei se você lembra, em 99, o Armando do Caba, ele classificou sendo o quarto colocado em Winnipeg, em que ele ajoelha, reza, etc., porque ele sabia...

que as pessoas que tinham chegado primeiro, segundo e terceiro consecutivamente, elas já estavam classificadas através do ITU Points List, que era o ranking da ITU, né? E aí tinha uma rolagem de vagas e o Armando entrava. E assim foi feito. Assim ficou fixado. E aí lá em 2003...

teoricamente muda essa regra, o Virgílio perde pro Hunter Kemper, o Hunter Kemper, você tem ideia, ele foi a 5 Jogos Olímpicos, é o cara que mais participou de Jogos Olímpicos e era o cara que mais permaneceu em número 1 do ranking mundial da ITU, ele ficou de 2000, 2001 como o número 1 do ranking até 2008, 2007 até o XBG

Foi o cara mais longevo no top do ranking, né? O cara mais constante, né? Era o atleta. Eu só perdi pra ele. E o Galíndice ficou em terceiro, né? Então, e não peguei a vaga. Mudaram a regra, né? Em cima, meio que em cima do jogo. Tinha ciência disso. Mas não tinha mais essa rolagem de vaga. Porque ele já estava classificado. A vaga do Pan-Americano, que dava uma, deveria ter vindo para o segundo colocado. Não veio. E aí eu continuei correndo atrás de pontos. Eu não pude, assim, parar e treinar pros jogos, né? Ah...

a vaga agora, vamos lutar pela vaga, por essa regra aí, enfim, não prevalecer, e o Virgílio está focado nos Jogos Olímpicos de 2004. E aí, foi pelo ranking, e aí no ranking tinha acho que o Jura, o Leandro, disputando ali as primeiras colocações, a gente estava em top.

com os dois, né, em top 30, os dois eram top 30, uma hora ficava 19, 24, 23, 16, alguma coisa, não lembro como terminou, e eu e o Shiro, um pouquinho mais atrás ali, trigésimo pouco, quadragésimo, né, enfim, sempre entre os 50, você calculava, a gente fala assim, né, cara, na época não era legal, mas pô, fui top 50, top 60 do mundo, né, isso dá um orgulho, né, muito legal.

E aí a gente disputando, a gente foi para uma última prova que eu ainda tinha uma chance. O Chiro estava bem na minha frente, o Chiro tinha umas 10 posições ou mais, pontos também, vários pontos na minha frente. E a gente foi para uma última prova que valia muito ponto, que era o campeonato mundial.

Na Ilha da Madeira. Eu lembro que o Zé foi, a torcida de Santos, etc. E era eu contra o Chiro, meu melhor amigo. E, cara, treinando um dia antes do evento em Portugal, logicamente, não é justificando, não foi por causa disso. Acho que era o Chiro mesmo, a vaga era dele. Ele estava melhor na fase, na época, e os pontos também. Aí eu fui atropelado.

A gente treinando um dia antes, fui atropelado, quebrei costela, fiquei todo... Nossa! No percurso da prova, uma mulher bateu de carro sem querer, né? Assim, passou dos cones, né? Que tava dividindo a pista na metade, numa subida no funchal. E aí eu caí dois dias antes no reconhecimento de percurso da prova. Eu tava com o Chiro, o Chiro achava que tava comigo, etc. Aí caí, aí, cara, botar roupa de borracha, água gelada, tudo espremido aqui, cara, não conseguia respirar.

Aí eu parei na prova. Ou seja, nem completei essa que seria a última chance, né?

acho que parei na corrida, enfim, cheguei a pedalar e etc, e o estilo foi super bem fez mais pontos ainda, botou mais vantagem na minha frente e representou nos representou lá, né cara, eu fiquei super feliz e eu acho que essa toda essa construção com a Bianca demorou a amadurecer um pouquinho mais a gente passou por diversos momentos nessa história de 2003 até 2009, 2010 nascimento do Luiz Eduardo

E aí, tudo isso que ela me ajudou veio com a construção do meu segundo filho, que é o Circuito Rio Antigo, que é o meu evento máximo, que é o orgulho que eu tenho, 16 anos, que eu conto a história do Rio, eu sou um apaixonado pelo Rio, acho que sou o segundo maior apaixonado, o primeiro era o ex-prefeito, que sempre falava que ama o Rio de Janeiro, agora o prefeito novo está falando também que ama, mas acho que antes dele eu já amava, porque ele é mais novo.

E vai ter um novo prefeito agora interino. Não, você está falando governador. Ah, governador, perdão. O prefeito Eduardo Cavalieri, que era o vice do Eduardo Paes. São dois Eduardo. E uma curiosidade, o Eduardo Cavalieri é tão jovem que ele estudou com o meu filho a vida inteira, com o meu enteado.

que tem 31 anos de idade, Luiz Edmundo, eles estudaram na mesma sala, enfim, no mesmo ano, a vida inteira no Santo Agostinho, que é onde meu filho se formou também, o Luiz Eduardo. E aí, bem interessante que nasce o Rio Antio, que é uma coisa que eu faço assim, com muito carinho, muito afinco, entendeu? E aí...

acho que toda essa disciplina, todo esse compromisso, tudo que eu vim acumulando no esporte e com os ensinamentos de Bianca, de Renato e os valores do meu pai e da minha mãe, eu depositei, eu canalizei essa energia para esse projeto, sabe? Que é um projeto...

vencedor, né, a gente tem desde 2010 a Light, como e o governo do estado, através da lei de incentivo ao esporte, como patrocinadores do evento, diversos outros apoiadores, né, a APAI, enfim, que é um grande parceiro, e tem que fazer um jabazinho, né, a gente tem que falar, não tem problema nenhum, pode falar. Das pessoas que me apoiam, né, e enfim, esse é o meu segundo filho, né, eu tenho muito carinho porque eu conto, é um evento que mistura um pouquinho de história e cultura, né, que a gente...

É, o conceito é bem interessante, não mais numa cidade tão antiga quanto o Rio, né? Eu tenho a curadoria histórica ali, enfim, com mestres, com doutores em história, e a gente conta um pouquinho a história do Rio Antigo, desde a época do século passado, aquela época de Pereira Passos, que foi um prefeito responsável por grandes mudanças no centro do Rio de Janeiro, né? Enfim, a Light tem um grande acervo do Augusto Malta, que é um super fotógrafo dessa época, né?

como o Museu da Imagem do Som também tem o maior acervo de Augusto Malta dessa época. E a gente utiliza todo esse material para contar para as pessoas, para impactar a vida das pessoas e contar a história através do esporte. Então você vê como é que é legal essa coisa, através da corrida, através da corrida de rua. Eu brinco que ali é a verdadeira corrida de rua, a essência da corrida de rua, não é a corrida de parque. No Aterra é a corrida de parque, porque é o parque do Aterra do Flamengo, eu brinco.

Então se você é um corredor de rua de verdade, raiz, você tem que passar pelo Rio Antigo. Você passou, você não.

não é ainda... E a moda antiga das corridas, né? Que a gente corria realmente pelas ruas e hoje em dia, por causa do trânsito, está mais difícil. Pegando paralelo, pulando uma esquina, pulando outra, né? Com sombra dos prédios. É bem interessante. Assim, a gente faz há 16 anos contando as histórias de locais. Os locais das arenas de largada e chegada são locais diferentes. Então, eu tenho etapa Lapa, etapa Cinelândia, já tive etapa Praça Tiradentes, etapa Passo Imperial, etapa Porto Maravilha.

Nós fomos os pioneiros ali naquela região do Porto Maravilha, tanto que eu tenho a meia do Porto Maravilha, que é uma meia-maratona, né? Que teve em 2017, 2018, 2019. Estamos voltando agora em 2016. E, enfim, então eu tenho esse carinho pelo centro da cidade. Eu sou um apaixonado pelo corredor cultural. Todas aquelas ruas históricas ali, alfândega, Buenos Aires, né? A Rua do Rosário.

Enfim, a Avenida Passa. E foi uma concepção sua? De onde que surgiu a ideia até então? Quer dizer, ainda é original, né? Porque é sua, né? Mas de onde que veio essa ideia de fazer uma corrida para resgatar a história do Rio de Janeiro? Isso nasce ali em 2007, 2008. Interessante, com esse negócio de transição de carreira, né? Eu estava meio parando, fiz um Ironman, que nem você falou muito bem. Acho que a estreia foi em 2008. Acho que eu cheguei a fazer Floripa 2008 com o Luiz Eduardo Novinho. E depois 2009 eu fui décimo.

e aí zerei ali e falei não fiz menos 9 horas, fiquei chateado fiz 9,01, foi um dia difícil falei não, tá bom, não vou tentar mais menos 9 horas e aí realmente 2010 com o Rio Antigo eu tive que me enfurnar, virar madrugadas e trabalhar e correr atrás, mas foi nessa época de transição de carreira, eu tinha um grande amigo, até hoje amigo

E o André virou para mim e falou, ele entendia esse movimento da administração pública da cidade, foi o primeiro mandato do atual ex-prefeito, do Eduardo Paes, e tinha esse movimento de revitalização do centro.

E revitalização, inclusive, da região portuária. Isso. Com a queda da Perimetral, logo depois, em 2002, 2003. Enfim, eu passei por tudo isso, né? E o Rio Antigo se manteve de pé, né? O circuito. Lógico que com o apoio de todos os órgãos envolvidos, né? Eu sou um fã do trabalho da Sete Rio. Não poderia deixar de mencionar aqui todas as pessoas, né?

na Sete Rio, eu sempre respeito muito a parte técnica, né, cara? Sou um profundo entendedor hoje, acho que da engenharia de trânsito do Rio de Janeiro, isso é muito bacana, é uma outra capacidade que eu adquiri, né, Michel? E aí, enfim, cara, isso nasce dessa conversa com esse amigo, ele falou, cara, tudo na sua vida vai começar a dar certo agora, com o nascimento do Luiz Eduardo, você vai ver como é que as coisas vão começar a surgir, olha que visão, né? Meio visionário, é uma pessoa inteligente também.

E ele falou, cara, foca em eventos, né? Eu já tinha ideia de eventos, porque já tinha uma oportunidade, tive uma oportunidade no Fast Triathlon, né? Com o Gaioto. Tive uma outra depois através do Galvão, né? Que era Latin Sports, com o Run for Water. Tive uma experiência com o Rei e Rainha do Mar, no começo, né?

no comecinho. A gente fez o desafio do Leme Alpontal com o Luizinho e do desafio do Leme Alpontal que nasce o rei do mar, antes de ser rei e rainha. Com o Pedro Monteiro, que a gente foi sócio no início do rei do mar. Éramos sócios. Enfim, com esse movimento de evento, falei é evento que eu vou trabalhar, mas com qual evento? E aí veio essa ideia, faz alguma coisa no centro. Tem que trazer as pessoas, a população para um...

para uma ocupação urbana qualificada. Você tem que trazer bem-estar, tem que trazer isso para a população, tem que trazer nos finais de semana, que não tem nada, não acontece nada. É um movimento enlouquecedor nos dias da semana normal, mas durante a semana fica vazio.

fica abandonado o centro. Então, traz essa ocupação urbana pra cá no final de semana. E aí assim foi. Começou com uma, com duas etapas, três etapas, contando a história, sempre com esse cuidado de misturar a cultura, a história dos locais junto com o circuito e foi se solidificando e uma marca que hoje a minha irmã tem tatuada no corpo.

Ah, é, ela tatuou a Mônica, né? Eu vi que ela tem as majors, né? Eu vi no Instagram dela. Eu prometi que tatuaria também, e a Moniquinha tatuou na panturrilha, as pessoas tatuam o Iron Man, ela falou, eu vou tatuar o Rio Antigo. O meu Iron Man é o Rio Antigo, né? Como o meu Jogos Olímpicos também é o Rio Antigo.

às vezes as pessoas falavam eu sou completamente realizado com o que eu fiz no esporte não devo nada eu sou completamente realizado acho que logicamente adoraria ter participado de uns Jogos Olímpicos, acho que é o auge de qualquer atleta que almeja isso

Mas eu sou muito realizado com todas as coisas que eu fiz. Enfim, né? Eu acho que a minha realização, ela se faz de outras maneiras, né? Durante a vida e eu olhando para trás, né? Com essa maturidade, hoje aos 50 anos de idade. Olhando e vendo as coisas que eu realizei.

que de repente, se tivesse realizado diferente, poderia não estar aqui contando essa história ainda tão repleta de diversificada, né? Uma história diversificada, com vários pilares e várias coisas. Então acho que, enfim, eu tenho que agradecer, eu sou um privilegiado, eu sempre sou muito grato por tudo que eu conquisto e que eu realizo. Parabéns. Eu quero fazer uma brincadeira contigo aqui, antes da gente terminar.

Eu vou dizer aqui alguns nomes, e todos eles você conhece, e alguns você conhece muito bem. Aliás, talvez você conheça todos muito bem. E aí vou te fazer uma pergunta. Eu estou tentando colocar aqui em ordem cronológica, tá?

O José Inácio Werneck, o Marco Ripper, o Dolabella e o Ronaldo Borges, a Fernanda Keller, o Núbio, o Leandro Manzan, a Iabilho Diniz e o João Paulo Diniz, né? Grupo Pão de Açúcar. Posso colocar aqui o Rivaldo, o Carlos Galvão, o Hidalgo.

E vou colocar aqui o Vinal. Todos eles têm uma história, né? Tirando o Werneck, que acho que ele está competindo agora mais velho, né? Do atlons, biatlons e tal. Não sei se ele chegou a competir em algum triatlon, não me recordo. Mas todos eles participaram e participam ainda de provas de triatlon.

Que nome que você acha que eu precisaria colocar nessa lista, você criando aí a sua própria associação? Werneck, Ripper, Dolabella, Borges, Fernanda Keller, o Núbio, o Leandro Manzan, o Abílio, o João Paulo, o Carlos Galvão, Hidalgo e o Vinal. Acho que falta o Alexandre Ribeiro, Armando Marcelas e Marcos Ornelas. Não falta um Virgílio?

É, Michel, assim, esse era um dos motivos, eu acho que no esporte, acho que como pessoa sim, né? Como uma pessoa... Mas você não acha que o teu... Feito. O teu feito à frente da... Não como atleta, mas o teu feito como CEO da Confederação que virou o Triatlon Brasil, você não acha que...

Daqui a 10 anos, é que ainda está pouco recente, mas assim, daqui a 10 anos, até por isso eu coloquei o Vinal. Eu acho que o que o Vinal fez agora, não como atleta, mas essa conexão que ele fez com o Instituto Arjom. Muito legal. Numa fase que o triatlon profissional de longa distância estava completamente desacreditado e falido.

ele fez um projeto, ele foi o catalisador disso, né? Um dos idealizadores e catalisador de juntar as pontas e deixar esse, né? Nós estamos agora no segundo ano, temos mais três, né? Eu acho que isso vai causar um impacto, acho que vai dar pra gente dizer daqui a dez anos isso. Você não acha que você vai ter o seu lugar aí na história do teatro brasileiro, pelo que você deixou?

Hoje talvez ainda não. De repente é uma pontinha da medalha, né? Eu acho que o feito... Porque, cara, eu acho que o que você fez... Tudo bem, tem um monte de gente junto. Do Hidalgo, né? Que você falou aí, né? Então, o Hidalgo veio aí, né? E eu falei do Hidalgo por causa do resultado dele em Paris. São dois atletas, os dois, acho que tem grandes chances, né? Mas, logicamente, o Hidalgo. Mas o Hidalgo foi o que chegou mais alto aí nessa décima colocação.

mas, cara, assim não tô querendo puxar a brasa pra tua sardinha porque você tá aqui não, mas eu acho que, cara daqui a 10 anos a gente vai poder olhar em retrospecto e vai ver, cara, olha o que que o a gestão do Ernesto, do Armando e do Virgílio que estava à frente fez e deixou, porque olha onde a gente chegou, né? Como um dos grandes marcos, porque todo mundo que eu citei aqui pra mim tem uma importância fundamental, crucial na linha do tempo do teatron brasileiro eu.

Eu acho que sim, Michel, eu não tenho, de fato, eu não tenho vaidade quanto a isso. Se as pessoas lembrarão ou não do meu nome, né, e como responsável, né, por algo no futuro. Eu realizei porque acho que era o correto a ser feito, era o que tinha que ser feito na época, pela confiança que me foi depositada, né, pelo Laporta.

pelo Armando, pelo Marquinhos, que fizeram parte desse início, dessa convenção que seria o meu nome, né? E eu acho que era pelo que tinha que ser feito, pela confiança do Ernesto também, né? Presidente, né? O Ernesto, o CPF dele, que estava no final do dia ali em jogo, né?

Pela confiança depositada na minha gestão, na minha pessoa, né? No meu trabalho com a Nubia e com todos os outros colaboradores. Então, assim, pra mim as pessoas é um motivo de orgulho, né, Michel? Isso, né? De tudo. Mas é uma coisa muito pessoal, muito minha, sabe? Eu não...

Eu não preciso dessa denominação, dessa afirmação das pessoas me posicionarem como uma... Até porque a gestão foi do Ernesto e do Armando. Eu era um funcionário, eu trabalhava ali fazendo o que tinha que ser feito. Eu acho que é isso. Enfim, na lista de pessoas que você falou que são responsáveis, são importantíssimas.

logicamente que aí tem uma nessa listinha que você falou tem um aspecto esportivo, aspecto na linha cronológica do triatlon acho ok, acho legal

Mas eu não costumo, cara, em nada que eu faço na vida, eu costumo analisar as coisas de forma separada. Eu penso na pessoa, nas pessoas que estão aí como um todo. Para mim, isso é o que tem o maior valor, entendeu? Independente da história que ela fez para o meu esporte ou não, de eu admirar ela como um ídolo, como um esportista, eu acho que...

É o todo da pessoa que me faz admirar. Por exemplo, para mim, falando um pouquinho, sem você ter me perguntado, meu ídolo maior no esporte nacional... Eu ia te perguntar agora, pode falar. É o Gustavo Kirten. O Guga. O Guga, como pessoa, como tudo, como história, como tudo, não tem nada igual. E fora, não conheço, mas acredito que também seja uma pessoa diferenciada. O Diogo, engraçado ser os dois do tênis, né?

São pessoas que eu admiro muito, né? O Guga e o Diogo. Ambos têm uma cara, um jeito... O Guga a gente conhece mais, né? Mas uma cara, um jeito assim, bem simpáticos mesmo. A pessoa tem que ir muito além da vitória, do esporte. Que extrapola isso. Porque tem os atletas que são mega campeões e que são super no esporte, mas você reconhece que talvez não sejam pessoas tão legais. Exatamente. Então isso é o que me faz a...

É o que me faz analisar e reconhecer nessas pessoas um brilhantismo, uma coisa, um brilho diferente, serem verdadeiras estrelas e inspiradores. Eu acho que é isso. Para terminar, você fez 50 anos, que também é um marco importante na vida das pessoas, dos homens, bastante.

como é que você está fazendo para se manter em forma, eu brinquei aqui contigo, se você vai voltar a fazer um triatlo e tudo mais, como é que você está cuidando também da tua saúde, porque você quer segurar os seus netos na mão, você tem muita coisa ainda a fazer, tem que completar os 40 anos do Circuito Rio Antigo, ao lado da Mônica.

É isso, Michel. Eu procuro me manter, né? Até fiz pouco na época como profissional de triatlo, né? Reconheço que foi uma das coisas que eu poderia ter ter ido melhor, ou me empiado mais, enfim. A musculação, né? Então eu pratico, falei com você umas três, quatro vezes, né? Tô super disciplinado, né? Acho que por uma insistência, mais uma da Bianca, né? Tem que fazer, a musculação é importante, é importante.

Enfim, a musculação, eu me mantenho bem fisicamente e me sinto realmente bem hoje em dia. Procuro nadar três vezes na semana também. Procuro nataçãozinha ali tranquila, dois mil metros, dois mil e quinhentos no máximo ali nadando. A corrida por hora, que é uma coisa que eu tenho paixão, que eu adoro correr também, né?

Não estou podendo, eu operei um joelho, um menisco esquerdo. Ah, teve que operar. O outro direito também, agora, enfim, está com alguma coisa que a gente está, já fiz ressonância, já fui no médico, no ortopedista, etc. A gente está averiguando, mas eu não estou conseguindo correr. E uma coisa que eu comecei há pouco tempo, que eu adorei, Michel, que você é fanático por isso, né? Cape Epic, etc. É um mountain bike, é um troço tão legal, que me deu um prazer enorme. Então eu comprei uma trackzinha, nem full suspension, aquela...

A suspensão inteira, né? Total. Mas, enfim, uma bicicletinha bem bacana que dá pra ir na trilha, pedalar, etc. E tô curtindo pra caramba. Porque você não tem tempo ali, não tem, né? É, são referências diferentes. Às vezes eu pego o mototamp bike e vou pra ciclovia, cara. Vou até Ipanema, até o Arpador. Saio da Barra da Tijuca, pego pela ciclovia, passo no viaduto. É a coisa mais linda do mundo. Assim, sou suspeito.

mas enfim, é demais, então é uma curtição, fico uma hora e meia pedalando na ciclovia e me dá um prazer absurdo, sem potência, sem tempo, sem nada. E isso é o mais importante, você tem que ter prazer, se for com potência ou não, mas você tem que estar ali com prazer. Eu acho que de saúde, lógico, alimentação, acabei de ler o Out Live, do Ptp, enfim, um livro de cabeceira que eu recomendo a todo mundo.

E é isso, eu tento me manter assim. Mas sonho de realizar alguma coisa esportiva, não tenho. Se eu tiver condições, o meu corpo permitir, eu adoraria fazer um triatlon, fazer até um 70.3, acho que é muito bacana a distância, e acho que eu ainda iria bem. Eu ainda tenho uma potência, tenho uma resistência bacana, eu acho que fisiologicamente eu sou um privilegiado.

tenho um talento nato e sou privilegiado. Ribeiro sempre fala isso para mim. Ribeiro é uma das pessoas que eu mais amo no mundo. Ribeiro é meu... Aliás, tem uma sequência de fotos, você é o Ribeiro, que depois eu quero que você me autorize e ver se eu posso postar. Estão no seu Instagram. Eu tive uma primeira bicicleta que foi uma Caloi Triathlon e o Ribeiro, quando eu viajo para Boulder, lá em 98, que eu passo o negócio, o Ribeiro compra uma bicicleta para mim e me dá. Minha primeira bicicleta é uma Canonday.

você vê, você vai competir, você vai ganhar a sua vida, vai fazer a sua vida com essa bicicleta aí, me deu uma canoa dele, acho que era um Multisport 800, uma laranjinha, bicicleta que eu ganhei, primeira etapa de Troféu Brasil, Olambra e etc, com essa bike, aro 26 eu acho que era. Que top, meu. Eu lembro que ele fez chegar da Bike Land, da Helena, em Miami, que ele tinha amizade lá com a Helena e tudo, fez chegar em Boulder, uma bicicleta de surpresa, chegou na casa do Jay Johnson, que era o dono da Boulder Running Company, eu ficava lá hospedado, na casa do Jay,

Ele fez chegar uma bicicleta para mim. Pô, chorei um monte de emoção. Ou seja, a minha segunda bicicleta histórica, a primeira foi uma calóide triatlo, que era de um amigo lá do Rio, do Fábio. Comprei com muito sacrifício. Meu pai comprou para mim, me ajudou. E a segunda bicicleta que eu tive na vida, que foi a bicicleta que mudou tudo. Foi que eu competi diversas provas, até 99, 2000. Foi a que o Ribeiro me... Uma das primeiras fotos no seu Instagram é você no aniversário, acho que dá.

da Mayla é verdade, da Mayla com o Luiz Eduardo pequenininho o Caipinho também pequenininho, eles estão lindos os três, Cailani, Caipo e Mayla são meus sobrinhos, estão lindos tem um carinho, o Cailani vai ser pai agora vai nascer a Caila ele esteve aqui, ele esteve aqui no final do ano passado vai nascer agora, e aí um sonho assim que eu tenho né eu sou eu

que não é esportivo, é de vida, de realização, e que eu preciso de saúde, é o caminho de Santiago Compostela, que é uma coisa que está nos meus planos e que... Breve, breve, breve. O caminho é uma coisa que você tem que sentir o chamado. Você tem que ser chamado para fazer o caminho. Então ainda não chegou a hora... E dá para fazer de mountain bike, hein? É, dá. Também seria legal. Mas assim, o caminho eu não tenho pressa. Eu quero ficar lá 40 dias curtindo, pensando na vida, refletindo, sentindo a energia do lugar.

conhecendo e me conhecendo um pouquinho mais. Então, é uma das coisas que eu ainda... Assim, se você perguntasse hoje, né? O que que você deseja, o que que você sonha e não sonha ainda não realizado, é o caminho de Santiago de Compostela. Várias pessoas que passaram... Várias. Algumas pessoas que passaram por aqui que...

estiveram no caminho de Santiago de Compostela, voltaram transformadas, inclusive do ponto de vista esportivo, e de lá fizeram outras coisas, notadamente coisas bem radicais. Então, quem sabe você tenha aí na próxima metade da sua vida um outro passo na sua vida esportiva, fazendo alguma coisa mais...

Radical, eu adoro voar de Asa Delta, eu acho demais, eu faria, o Manzana voa de Asa Delta, eu acho o máximo, né? Mas eu já falei pra mim mesmo, não vai ser nessa vida, vai ser só na próxima, eu tenho certeza, mesmo que o Santiago comporte, vai ser só na próxima. Virgílio, meu, saúde, muito obrigado, um brinde aí, cara, pela sua realização, pelas suas conquistas.

Um prazer te receber aqui. Por isso que a demora pra mim, acho que valeu a pena, né? Você chegou onde você chegou e agora aqui no alto dos seus 50 anos. 26 anos de casado, 16 anos de Circuito Rio Antigo e prontinho, mais do que preparado pra segunda metade da sua vida. Um prazer, muito obrigado. Foi um privilégio ter te recebido aqui e sucesso pra você e pra tua família toda, pro teu circuito, pra tudo.

Maravilha, Michel. Eu que agradeço. Um prazer enorme estar aqui no Olimpo, onde figuras ilustres já passaram por aqui. E... Fiquei muito feliz. Me estreia, né? Meu primeiro podcast e, enfim... Bastante história. Armando, eu cheguei primeiro, hein? Vamos ver.

Você seria o... Antes do Armando, o Fabinho me chamou. Fabinho, acho que também tem um podcast, não lembro nenhum nome, nem nada. Enfim, mas o Fabinho também já me chamou, já prometia. Diversas outras pessoas. Pronto, agora você pode ir. É, agora sim, agora vamos. Agora vamos dar sequência. Legal, meu, obrigado. Adorei. Valeu. Valeu.

Muito obrigado pela sua audiência. Acho que esse foi o episódio que a gente mais, o Virgílio, principalmente, citou a maior quantidade de pessoas que já passou pelo endorfina. E o Virgílio, com 50 anos, não é nem tão velho.

mas ele conhece muita gente, todos eles, ou 99% das pessoas que o Virgílio citou, passaram pelo Endorfina, quem ele não citou, e que eu gostaria de dizer aqui, que você também pode conhecer e ouvir aqui no Endorfina, foi o Brett Sutton, treinador, o maior treinador, o treinador mais vitorioso.

de campeões do Ironman do Havaí. O Virgílio treinou com ele, não tivemos tempo de falar, aliás, não tivemos tempo de falar também da passagem da experiência do Virgílio em Kona, mas fique aí para uma segunda participação dele, quem sabe daqui a menos de nove anos ele volta. Mais Alexandre Ribeiro, Rivaldo Martins, o Roger de Moraes, Sandro Bernardone, Laporta, Kakinov, João Paulo Diniz, Marco Ripper, Miyashiro.

o Cata Preta, enfim, todas as pessoas passaram pelo Endorfina, basta você procurar aqui mesmo, no agregador de podcasts de preferência, onde você está ouvindo esse episódio, ou no meu canal no YouTube, no Endorfina com Michel Bogle. Então não se esqueça de seguir o Endorfina no seu agregador de podcasts ou lá no YouTube. Dá uma moral, estou querendo chegar nos 6 mil assinantes ainda esse ano, então eu preciso muito da sua força, compartilhe, comente, é a melhor maneira que você tem de apoiar esse projeto.

E se você quiser ir além, você já sabe, você também pode apoiar financeiramente. A partir de R$15,00 por mês, você faz uma enorme diferença. Você vai estar contribuindo com esse projeto de uma maneira muito mais intensa e necessária. Afinal de contas, toda essa estrutura aqui custa dinheiro. Então, considere apoiar financeiramente o Endorfina. Vai lá no meu Instagram, na bio do meu Instagram, tem um link.

Você clica nesse link e ali você vai encontrar como apoiar esse projeto. E aí você vai ser direcionado para a página do Endorfina na plataforma Apoia-se. É isso, muito obrigado pela sua audiência, foi um prazer contar com a sua audiência até aqui. Primeira participação do Virgílio de Castilho num podcast, tinha que ser no Endorfina.

e até o próximo episódio com mais um convidado, com mais uma convidada, com uma história fantástica, com muita história legal para contar. Obrigado e até lá. Depois de tantas décadas convivendo com atletas e nos últimos anos, ouvindo e aprendendo com os convidados aqui no Endorfina, está claro que evoluir no esporte não depende apenas de dedicação e consistência.

Passa também por fazer boas escolhas, especialmente quando o assunto é equipamento. Saber o que faz sentido para o seu momento, para o seu objetivo e para o terreno onde você pedala faz toda a diferença. Esse entendimento você encontra na Two Peaks Bikes, patrocinadora do Endorfina. A Two Peaks Bikes é importadora e distribuidora oficial no Brasil de marcas como a Factor Bikes, a Santa Cruz Bikes e a Yeti, além de outras referências do mercado.

Mais do que vender bicicletas, vestuário e acessórios, a proposta deles é orientar você. A Two Picks Bikes foi criada para atender quem busca dar o próximo passo no esporte, seja no ciclismo de estrada, no mountain bike, no gravel ou no triatlon. A lógica é simples, cada ciclista tem uma necessidade diferente. E o papel da equipe da Two Picks é ajudar você a fazer escolhas melhores, mais conscientes e mais eficientes. E essa filosofia você encontra nas três lojas da Two Picks.

no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Los Angeles. Por tudo isso, é um prazer ter a Two Peaks Bikes ao lado do Endorfina. E fica o convite. Se você está buscando orientação para melhorar o seu equipamento, entender melhor suas escolhas ou simplesmente pedalar com mais qualidade, vale conhecer a Two Peaks Bikes, distribuidor oficial da Factor, Santa Cruz Bikes e da Iete no Brasil.

Siga, arroba, TwoPixBikes. Obrigado por ouvir esse episódio do Endorfina. Acesse o endorfinabr.com, vá no post do episódio de hoje para conhecer um pouco mais sobre o meu convidado e alguns assuntos abordados em nossa conversa. Lá você ainda encontra todos os episódios do Endorfina. Siga o Endorfina BR no Instagram e confira imagens inéditas e inusitadas dos meus convidados. Participe enviando comentários e sugestões.

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