SÓ RELATOS ASSUSTADORES DE CEMITÉRIO
Neste vídeo, li a segunda parte com relatos de cemitério. São histórias sobrenaturais que aconteceram com meus seguidores em um lugar que bota medo em muita gente: o cemitério.
- Cemitérios e históriasHistória do avô que encontrou um fantasma · Mulher fantasma que ajuda a encontrar gato perdido · Espírito de Maria Jandira e cheiro de queimado · Experiência em casa de religião de matriz africana · Converse com a entidade no túmulo · Mãe que segura espírito da filha · Psicólogo encontra espírito no cemitério · Homem que pegou velas do cemitério · Menino que pegou crucifixo do cemitério
- Revisão e Acompanhamento SemanalLendaCast Solo · Vídeo de relatos sem comentários
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Boa noite, Dan. Sou muito fã do canal e hoje decidi contar uma história real que o meu avô me contava quando eu era criança. Certa noite, ele voltava para casa em uma cidadezinha do interior.
Para economizar tempo, resolveu cortar caminho por dentro do cemitério. Sempre fazia isso e já estava acostumado. Enquanto apressava o passo pela alameda principal, um frio inexplicável e repentino congelou a espinha dele.
O vento começou a uivar, agitando as árvores violentamente. Foi quando, do meio dos túmulos, uma mulher vestida de branco emergiu e caminhou em sua direção. Meu avô parou, paralisado pelo terror.
Lembrando do que os antigos sempre diziam para fazer diante de uma visagem, que é uma assombração, ele reuniu as últimas forças e desafiou. Quem pode mais do que Deus? Quem pode mais do que Deus?
A aparição parou e respondeu com uma voz ecoante. Ninguém. Ninguém. Sabendo que a resposta permitia o diálogo, meu avô perguntou o que ela queria. A alma revelou seu nome e disse que havia partido há pouco tempo, mas não encontrava paz porque tinha deixado uma dívida pendente no armazém da cidade.
Ela implorou para que ele apagasse essa dívida. Meu avô prometeu que resolveria o problema no dia seguinte. A mulher então ordenou que ele seguisse em frente sem olhar para trás. Ele não pregou o olho naquela noite.
Logo cedo, no outro dia, foi ao armazém e para seu espanto, o caderno de notas registrava exatamente o nome e o valor descritos pelo fantasma. Quer dizer, pela fantasma. Meu avô pagou a dívida dela na hora. A alma conseguiu o seu descanso eterno. E o meu avô, ele nunca mais pisou naquele cemitério.
Ó, pra você que tá assistindo esse novo quadro pela primeira vez, esse é um quadro novo que eu tô fazendo aqui no meu canal, e a ideia é que ele vá ao ar toda sexta-feira às 18 horas. Isso aqui é um vídeo, tá, gente? Não é uma live, é um vídeo com relatos que não entraram na live de segunda-feira. Então, pra quem acompanha o canal, já sabe que toda segunda-feira às 18 horas tem LendaCast Solo.
que é transmitido ao vivo nesse canal, tá? E aí é uma live mesmo comigo lendo os relatos, fazendo comentários. Só que tem muita gente que não gosta dos meus comentários, quer só ouvir os relatos. Então esse quadro é pra isso, é pra quem quer ver os relatos sem comentário. Só vou ler os relatos que vocês mandaram pra cá, os relatos que não entraram na segunda-feira. Porque sempre que eu peço relato pro Leandacast solo de segunda, vem bastante relatos, chegam bastante relatos no e-mail.
Então alguns, né, 10 relatos entram na segunda-feira e outros que são muito bons também, que não entraram. A ideia é que entrem a partir de agora, toda sexta-feira às 18 horas, em forma de vídeo. Vamos para o segundo relato. O segundo relato é da Mônica e o nome do relato é o seguinte. Seu gato está comigo.
Faz um ano que eu me mudei para a região da Moca, em frente ao cemitério da Quarta Parada, em São Paulo. Uns meses depois que eu mudei para essa casa, meu gato sumiu, fugindo para o cemitério. Até hoje eu nunca tive medo de cemitério e encaro os mortos e a morte com muito respeito, pois sou enfermeira.
Um certo dia, meu gato, o Tom, escapou e foi direto para lá, para o cemitério. Procuramos muito e por quase dois meses, todos os dias, eu indo ao cemitério, nada de encontrar o gato. Um certo dia, eu decidi ir mais cedo para o cemitério, umas seis horas da manhã, pois é o horário que o cemitério abre as portas para os visitantes.
Nesse dia, fui próximo ao túmulo onde tem um leão enorme. E próximo dele tinha uma moça muito bonita, com um vestido rosa claro, com umas flores brancas desenhadas nele, no vestido. E com uma aparência dos anos 70.
Quando eu entrei na rua do túmulo, onde está esse leão chamando o meu gato, né? Então ela entrou na rua desse túmulo, quando fala rua é dentro do cemitério, tá? Chamando o gato dela. Ela apareceu, essa moça apareceu e me disse. Vem comigo, seu gato está comigo.
Eu falei, moça, você viu mesmo o meu gato? Ela respondeu, sim, é um gato cinza com branco, né? Eu disse, sim, é isso mesmo. E ela respondeu, faz alguns dias que eu vejo você sair da sua casa e vir procurar esse gato aqui. Então eu segurei ele pra você. Vem comigo e eu a seguir.
De repente, meu celular vibrou, olhei a tela e não era nada. Quando voltei os meus olhos para a moça, ela tinha sumido. E o meu gato estava na porta de uma capelinha, miando, olhando para mim. Aí eu corri, peguei ele. Quando eu olhei a foto do túmulo, era a mesma mulher com o mesmo vestido que estava enterrada ali.
Era essa mulher, essa mesma mulher que me levou até o meu gato. Na hora, eu me assustei, dei um passo para trás, olhei em volta e não tinha ninguém. Fiz uma oração, agradeci a ela por me ajudar a encontrar o meu gato e fui embora. Dias depois, coloquei uma câmera em frente à minha casa que dá para o portão do cemitério.
E uma certa noite eu cismei e abri o aplicativo do celular.
Era por volta das três horas da manhã e lá estava ela, do lado de dentro do cemitério, olhando para o meu portão. No dia seguinte, fui olhar as gravações e não tinha nada e a gravação não existia. Desde então, eu sinto que ela ainda me ajuda a cuidar do meu gato lá do portão do cemitério e sinto muita paz quando olho para lá. Obrigado por ler o meu relato.
Próximo relato da noite é da Mayara. Boa noite, Dan, Sara e os gatinhos. Meu noivo Lucas e eu, sempre que possível, participamos dos passeios monitorados que acontecem no cemitério. É uma espécie de passeio conforto para a gente. Ele é ateu, cético e corajoso nas horas vagas. Já eu sou aquela católica que na hora do aperto reza para seja lá quem estiver me ouvindo.
No nosso primeiro passeio monitorado, eu queria muito presenciar ou sentir algo sobrenatural no cemitério. Só me faltou uma placa luminosa na testa dizendo, Ei fantasmas, apareçam pra mim!
Estávamos próximos ao túmulo da Maria Jandira, em um passeio, onde o Tiago do Que Te Assombra contou a história e pediu para que fôssemos aos poucos ver o local. Fomos os últimos da fila e o túmulo estava lindo, cheio de rosas e garrafas de espumante.
Meu noivo começou a ficar inquieto, olhava de um lado para o outro como se estivesse procurando alguma coisa. Como fomos os últimos da fila, o pessoal seguiu com o passeio e acabamos ficando para trás. Do nada, ele me solta um... Tá cheirando queimado.
O namorado dela falou, né? Tá cheirando queimado. E quando ele falou, eu comecei também a sentir o mesmo cheiro. Dan, não tinha velas por perto, não tinha ninguém fumando ou algo do tipo. As pessoas já estavam longe, só estávamos nós dois ali. O cheiro não vinha de outro lugar, vinha direto e de dentro do túmulo.
O Tiago conta que o espírito de Maria Jandira sai à procura do noivo pelo cemitério e volta como uma bola de fogo para a sepultura. Será que ela havia acabado de voltar ou a presença de noivos em seu túmulo a deixa irritada?
Próximo relato da noite é de uma pessoa anônima que não quer que seu nome e sua identidade seja revelada. Oi Dan, Sara e Trevosos. Eu sou do Rio Grande do Sul. Aliás, conheci vocês lá no café mal assombrado, mas peço que não mencionem o meu nome.
Quando eu era mais nova, frequentava uma casa de religião de matriz africana. Certo dia, minha ex-mãe de santo falou que iríamos ao cemitério à noite. Eu nunca tinha ido a um cemitério nesse horário, então fiquei um pouco receosa, mas fui. Era inverno e aqui no sul faz muito frio.
Quando chegamos lá, ela fez um círculo no chão com cachaça e colocou fogo. Nós ficávamos dentro desse círculo. A entidade dela chegou, bebia cachaça do chão e fazia um barulho de filme de terror, como se fosse um animal bravo. Depois, a entidade disse que escolheria um túmulo para cada filho de santo se deitar.
Ela falou que isso era para nos aproximarmos da nossa entidade. Enfim, ela escolheu um túmulo para eu deitar. Detalhe, eu não estava incorporada. Então imagina o medo que eu senti, ainda mais porque o cemitério tinha vários túmulos antigos, alguns até quebrados. O túmulo que a entidade escolheu para eu deitar não tinha foto, não tinha nome, era apenas um túmulo de concreto.
Eu me deitei sobre o túmulo e a entidade falou para conversarmos mentalmente com a nossa entidade. E juro, Dani, foi a pior sensação do mundo. Quando deitei naquele túmulo gelado de concreto, senti um vazio enorme, uma vontade imensa de chorar, uma tristeza absurda. Não era medo, era apenas um vazio.
Então escutei alguém chorando baixinho, como se estivesse ali, do meu lado. Olhei para os lados e não havia ninguém chorando. Todos estavam em silêncio e somente eu escutava esse choro. Depois disso, a entidade fez mais alguns trabalhos e fomos embora. Como eu disse, o cemitério era muito antigo.
Em determinado momento, a entidade viu um túmulo quebrado, foi até ele e enfiou a mão dentro do túmulo e pegou um pedaço de osso. Eu me apavorei. Parecia ser o osso de uma criança. Ainda estava com a meia. A entidade levou para casa e o osso ficou lá.
Quando cheguei em casa, orei pela alma que estava naquele túmulo que eu deitei. Na oração eu me desculpei por ter feito aquilo, pois senti que tinha feito algo de errado. Dois dias depois desse absurdo, pedi desligamento da casa da mãe de santo. Percebi que eu não conseguiria continuar depois daquela experiência.
O próximo relato também é de uma pessoa que pede sigilo. É anônimo. Eu gostaria que o meu relato fosse anônimo, pois é um caso que aconteceu com a minha mãe.
Minha mãe ficou viúva quando era muito nova e apenas alguns anos após o falecimento do meu pai, a minha avó, mãe da minha mãe, também veio a falecer. Nós moramos longe de todos da nossa família e sempre que íamos viajar para a nossa cidade natal, minha mãe tinha o hábito de ir ao cemitério, chorar e buscar consolo, como se a minha avó a acolhesse todas as vezes que ela a visitava.
O caso aconteceu por volta de 2004 ou 2005. Na época, uma prima da minha mãe trabalhava no cemitério fazendo a limpeza dos túmulos e em certo dia ela encontrou minha mãe e as duas ficaram por horas conversando, sentadas sobre o túmulo da minha avó. Minha mãe percebeu que havia se atrasado para um compromisso com a nossa família e logo correu para nos encontrar.
Ao chegar ao nosso encontro, ela disse que se atrasou, pois acabou perdendo a noção do tempo conversando com a fulana, que era a prima dela. E todos ficaram chocados. Nesse instante, meu tio saiu e voltou com o Jornal da Cidade de alguns dias atrás. E nele tinha uma notícia de que um trágico acidente havia feito duas vítimas fatais.
E quem era uma das vítimas? Exatamente a prima da minha mãe, a mesma que passou horas conversando com ela há minutos atrás. Depois desse dia, minha mãe nunca mais se sentiu triste a ponto de procurar consolo no cemitério. Até hoje ela acredita que a prima veio a consolar para levar a tristeza dela embora.
O próximo relato é da Bruna. Oi, Daniel. Me chamo Bruna e sou de São Paulo, capital. O relato que eu vou contar é do meu marido. Ele tem vários relatos de cemitério. Porém, vou encaminhar um que até hoje ele lembra detalhadamente porque o marcou muito. O relato se chama Boa Noite, Seu Menino.
Desde muito pequeno, ele carregava um fascínio incomum pela morte. Enquanto outras crianças tinham medo de cemitérios e velórios, ele sentia certa curiosidade. Muito disso vinha de seu pai, um homem acostumado a lidar com despedidas e cerimônias fúnebres.
que frequentemente o levava consigo para funerais, hospitais e velórios. Até mesmo nos tempos em que os hospitais ainda realizavam velórios em suas dependências, como acontecia no Hospital Heliópolis, aqui em São Paulo.
Crescendo em um lar religioso, sendo filho de pastor, ele acompanhava os pais em praticamente todas as despedidas dos membros da igreja. Enquanto os adultos ajudavam nos cortejos e consolavam familiares, ele costumava caminhar sozinho entre os túmulos, observando as lápides em silêncio. Mas havia algo diferente nele desde cedo.
Ele dizia ver vultos, sentia presenças, às vezes afirmava enxergar pessoas onde ninguém mais via nada. Contava o que acontecia, mas raramente acreditavam nele. Muitos diziam ser imaginação de criança. Certa noite, durante o funeral de um irmão da igreja, ele decidiu passar pelo cemitério como fazia de costume.
O lugar estava silencioso, iluminado apenas por algumas luzes fracas espalhadas pelos corredores entre os túmulos. O vento soprava frio naquela noite. Enquanto caminhava distraído, passou diante de uma lápide antiga quando ouviu uma voz suave chamar por ele. Boa noite, seu menino. Tudo bem com você?
Assustado, mas educado, como os pais lhe ensinaram, ele respondeu, Boa noite, tudo bem, e com o senhor? O velho sorriu levemente e respondeu com calma, Que não é lugar para você andar. Naquele instante, um arrepio percorreu seu corpo inteiro.
O medo tomou conta dele, não apenas pela estranha conversa, mas pelo receio de que alguém contasse ao seu pai que ele estava andando sozinho pelo cemitério. Sem pensar duas vezes, voltou correndo para perto das outras crianças. Ainda ofegante, tentou agir normalmente até que uma delas perguntou Com quem você estava falando?
Ele estranhou com o senhorzinho ali perto da lápide. As crianças se entreolharam assustadas. Uma delas respondeu quase que sussurrando. Você estava sozinho, parado, olhando para cima, ao lado daquela lápide. O silêncio tomou conta do grupo.
E naquela noite, no cemitério da Vila Alpina, ele nunca mais esqueceu o senhor que apenas ele conseguiu ver e dizer. Boa noite, seu menino.
O próximo relato é da Vanessa. Boa noite. Desde criança sou meio sensitiva e se eu for contar todas as histórias que se passaram comigo, dá um livro.
Essa, especificamente, aconteceu em 1998. Eu tinha os meus 17 para 18 anos. Uma vizinha tinha uma filha linda de 6 anos de idade. Eu a amava, vivia pegando ela para ficar em casa aqui comigo. A mãe dela era uma pessoa meio amargurada, pois essa menininha era fruto de um relacionamento com um homem casado que não a assumiu.
Enfim, essa mãe vivia falando coisas ruins que eu ouvia aqui da minha casa. Você é meu karma, eu não te aguento mais, você é insuportável. E coisas do tipo, por que você não morre? Isso ela falava para a menininha.
Sim, uma mãe que fala isso para uma criança, para sua própria filha, não merece ser chamada de mãe. Pois bem, Deus a ouviu e levou a menininha para morar com ele, depois de uma broncopneumonia. Minha mãe, com dó, permitiu que ela fosse enterrada no túmulo da nossa família.
Nessa época, minha mãe estava praticamente morando na praia com os meus irmãos, ajudando eles com uma loja, e permitiu que essa moça morasse em nossa casa, em um quarto que estava vazio, para que não ficasse sozinha, já que o meu pai drasto, ela coloca entre aspas, meu pai drasto, trabalhava à noite. Foi aí que tudo começou.
Eu passei a ver essa menina diariamente dentro de casa. Ela corria, dava gargalhadas gostosas de criança, sabe? Eu via ela como se ela estivesse brincando de se esconder.
Era assustador. Achei que eu estava ficando louca. Falei para o meu padrasto, que era um mandista, o que estava acontecendo. E ele pediu para que eu rezasse pela alma daquela menininha. E que ele também já a tinha visto por lá. Mas era para eu não me preocupar, não ter medo dela.
que tudo isso iria passar em breve. Isso durou meses e meses. Um dia eu não aguentei, comecei a procurar chaves de portas em casa até conseguir abrir o quarto em que essa moça dormia, pois ela trancava antes de ir trabalhar. Achei uma cópia da chave e entrei.
Até aí tudo bem. Quarto limpo, arrumado. Fui abrindo o guarda-roupas, porta por porta. Quando chegou na última porta, estava lá.
Aquela mãe havia feito um altar para a filha, com fotos, brinquedos, doces, velas e até algo que parecia o cordão umbilical. Dan, fiquei apavorada. Entendi que ela estava segurando o espírito da filha ali.
Na mesma hora liguei para minha mãe, fiz ela voltar para São Paulo e mostrei para eles aquele absurdo. Imediatamente o meu padrasto tomou as providências espirituais e minha mãe pediu para que ela saísse de nossa casa. E tudo aquilo parou de acontecer.
O próximo relato é do Márcio. Oi, Dan, espero que esteja bem. Meu nome é Márcio e eu moro na Filadélfia. Costumo ouvir o seu podcast pelo Spotify enquanto dirijo pela cidade fazendo entregas. Sempre ouço o de segunda na terça, o de terça na quarta e assim por diante.
Gosto bastante da dinâmica do programa. O meu relato sobre cemitério é o seguinte. Eu sou psicólogo e trabalhava em uma clínica psiquiátrica em uma cidade no interior chamada Ibiúna. E na hora do almoço, eu e os meus amigos sempre íamos à cidade, às vezes para almoçar ou tomar um sorvete e dar uma volta, já que a filial da clínica onde eu trabalhava ficava em uma área rural.
Em uma dessas vezes, resolvemos passar no cemitério central da cidade. Fui eu, junto com meu amigo, que é o seu xará, Daniel, e eu também o chamo de Dan.
O Dan é médium e tem uma mediunidade muito aguçada, porém não ficávamos falando disso toda hora. E quando resolvemos passar no cemitério, foi só para visitar o túmulo da minha avó que estava enterrada lá, mas eu não lembrava onde era. Enquanto procurávamos, vimos uma parte...
Tipo uma capelinha onde as pessoas acendem velas. Passamos por ali e vimos um senhor branco, com roupas muito antigas, rasgadas e meio sujas de terra. Uma boina e um colete bem diferente para a nossa época.
Ele nos olhou e cumprimentou e disse que veio buscar velas que as pessoas deixavam ali no cemitério. Disse que onde ele morava não tinha luz elétrica e o que clareava a casa dele eram as velas. Meu amigo Dan disse a ele, espera, eu vou ali na loja e compro um pacote de velas para o senhor.
Enquanto isso, eu fiquei ali vendo o homem pegar velas, mesmo acesas, e colocar nos bolsos furados daquela roupa suja de terra. Meu amigo Dan voltou e entregou um pacote de velas para aquele senhor que olhou profundamente nos nossos olhos e agradeceu, nos abençoando. Enquanto eu e o Dan nos olhamos, achando aquilo meio estranho, o homem desapareceu como fumaça.
Eu fiquei horrorizado, pois nunca havia presenciado nada assim. O meu amigo queria ver para onde o homem foi e até perguntamos para os coveiros ali, mas eles disseram que não haviam visto ninguém além de nós ali no cemitério. Então o Dan se deu conta de que não se tratava de uma pessoa viva.
e ficou mais espantado ainda ao se dar conta de que eu também tinha visto e interagido com o homem sem que percebêssemos que o homem era um espírito desencarnado. Pois para ele era algo comum, mas na distração acabamos caindo na peça que o espírito desse Senhor nos pregou.
Quando entramos no carro para voltar ao trabalho, ficamos alguns segundos sem ação, em completo silêncio, apenas pensando que não tínhamos percebido que aquele homem era um espírito, e sem acreditar que em plena hora do almoço, com o sol brilhando no céu a uma hora da tarde, fôssemos surpreendidos por um fantasma no cemitério.
Próximo relato é da Letícia. O nome do relato é Ela pegou velas do cemitério. Naquela noite, alguém foi buscar. Boa noite, Dan. Me chamo Letícia, tenho 31 anos e moro em Suzano, São Paulo. Essa história aconteceu há cerca de 15 anos com o irmão de uma amiga minha. E até hoje essa história me dá arrepios.
O irmão dela gostava muito de soltar balão e, pelo que eu me lembro, eles usavam velas para ajudar no processo. Não sei bem como funciona, mas queimam aquela cera para o balão subir. Um dia, ele estava passando perto de um cemitério e pensou, por que não pegar as velas daqui?
Ele pegou várias velas do cemitério e levou para casa. Deixou todas do lado de fora, embaixo da janela da cozinha. Mais tarde, estavam em casa ele, minha amiga e a mãe deles. O pai ainda estava trabalhando. O pai tinha um costume muito marcante. Usava botas estilo country e fazia um barulho característico quando chegava. Era um som que todos conheciam.
Então, eles ouviram o portão abrindo, o barulho das botas no chão e logo depois alguém mexendo na maçaneta da porta da cozinha, exatamente como o pai dele fazia quando chegava em casa. Minha amiga falou, já vou abrir pai. Ela levantou, abriu a porta e não tinha ninguém. Todo mundo estranhou, ficaram assustados, mas tentaram ignorar.
Pouco depois, o irmão dela foi até a pia pegar água. A pia ficava exatamente em frente à janela onde ele tinha deixado as velas do lado de fora. Enquanto pegava água, ele olhou para a janela e viu uma mão muito branca, pálida, subindo lentamente pelo lado de fora. Ele gritou e saiu correndo. Na hora, a mãe falou. Eu avisei!
Você não devia ter pego essas velas do cemitério. Agora eles querem as velas de volta. Sem pensar duas vezes, ele pegou todas as velas, foi até o cemitério e jogou tudo por cima do muro.
saiu correndo e sequer olhou para trás. Depois disso, o pai chegou em casa normalmente. Até hoje eu me lembro da minha amiga contando essa história. Eu era mais nova e fiquei arrepiada por dias. E fica a lição, nunca retire nada do cemitério.
Mas esse relato, esse último relato de não retirar coisas do cemitério, me lembrou uma história da minha avó, que minha avó contava quando eu era pequeno, que ela disse que o filho dela, o meu tio, meu tio tá vivo hoje, minha avó também tá viva, mas ela disse que o meu tio um dia foi pro cemitério pra soltar pipa dentro do cemitério lá no bairro que eles moravam ali em São Paulo.
na Vila Livreiro. E aí ele disse que a Vila Livreiro, naquela época, era um bairro quase rural, ele tinha acabado de mudar pra cá, e o meu tio, que hoje já é um tio cinquentão, na época tinha, sei lá, os seus 11, 12 anos, e aí ele foi num cemitério que tem próximo ali da Vila Livreiro pra soltar pipa dentro desse cemitério, foi ele com uma outra molecada lá. No momento que ele tava soltando a pipa, pra pipa não fugir, ele viu um pequeno crucifixo no chão, assim,
E aí ele amarrou a linha nesse crucifixo e era um crucifixo até pesadinho e deixou no chão assim para a pipa não ir embora. E aí a pipa estava no alto e ele ficou com o crucifixo segurando essa pipa porque era um crucifixo um pouco pesado.
E aí diz minha avó que ele pegou e trouxe esse crucifixo pra casa, que ele ficou enrolando a linha da pipa, e trouxe esse crucifixo pra casa. Então ele conta que ele tava deitado, né, dormindo, e aí ele acorda com o barulho de alguém jogando pedrinha em cima do telhado, e essa pedrinha fazia... E caía na varanda da casa deles.
E aí ele não tava entendendo aquilo, aí eu ouvia de novo alguém jogar uma pedrinha em cima do telhado, a pedrinha tec tec tec tec tec tec tec tec tec tec, e caía no quintal dele. Até que teve uma hora que ele levantou com coragem, e aí ele abriu a janela, olhou, não tinha ninguém lá fora, ele só viu a cidade assim, aquela rua da Vila de Vieiro dele onde ele morava, aquela rua toda sem ninguém, aquela madrugada, e aí do nada ele ouviu, tá, tec tec tec tec tec tec, e aí...
A pedrinha caiu na frente dele. E ele disse que viu aquilo, a pedrinha caindo. Ele entendeu que era uma pedrinha. Voltou para a cama e ficou... E aí ele pegou e ouviu de novo.
a pedrinha no telhado e caindo lá fora. E aí ele conta que foi no quarto da minha avó, minha avó sempre muito espiritualizada, e aí ele fala para minha avó o seguinte, mãe, mãe, eu estou ouvindo esse barulho no telhado, a senhora está ouvindo? Ela fala, não, não estou ouvindo nada.
E aí ele disse que foi dormir, conseguiu dormir e no outro dia falou pra ela, mãe, você não ouviu o barulho das pedrinhas no telhado? Ela falou, não, eu não ouvi nenhum barulho. Aí ele falou, ah, eu ouvi, eu acho que deve ser por causa disso. Aí ele mostra o crucifixo, aí ela fala, o que é isso, menino? De onde você tirou essa cruz aí? Aí ele falou, ah, é um crucifixo que eu achei no cemitério quando tava jogando pipa. Aí minha avó falou, vai devolver a...
Agora, você não sabe que não pode tirar nada do cemitério, tudo que é do cemitério tem que ficar no cemitério. Pode ser uma flor, pode ser um crucifixo, pior ainda, deve ser de alguém do túmulo e tal, né? E aí minha avó conta que ele foi lá no cemitério e devolveu lá o crucifixo exatamente aonde ele achou. E no outro dia ele não ouviu mais as pedrinhas caindo lá na varanda da casa dele.
E aí
É isso, Trevosos. Obrigado por acompanhar esse vídeo novo, esse quadro novo aqui no canal. Lembre-se de deixar a sua curtida e comentar o que você achou. E fica atento que no próximo domingo eu vou escolher mais temas para você mandar. E aí quem sabe o seu relato pode ser lido tanto no LendaCast Solo como aqui nesse novo quadro, que vai ao ar toda sexta-feira às 18h. Aonde você manda o seu relato, a sua história.
Pelo e-mail contato arroba dampireslenda.com.br contato arroba dampireslenda.com.br Anota esse e-mail, fica atento no meu Instagram para saber qual é o tema da semana e eu espero o seu relato. Quem sabe no próximo vídeo ou no próximo Lenda Caste Solo o relato que eu leio aqui seja o seu.
tchau trevosos e cuidado com o cemitério quer dizer, cuidado não, porque cemitério é um lugar de muito respeito, mas cuidado para não desrespeitar esse ambiente sagrado que é o cemitério, tchau
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