COMO ESTÁ A VIDA DO EX-PASTOR FELIPE HEIDERICH | LendaCast #296
A entrevista do LendaCast foi com o ex-pastor e teólogo, Felipe Heiderich, que nos contou em um bate-papo forte e emocionante, como foram as acusações que ele sofreu e os traumas que carrega até hoje.
- Vida de Sérgio LopesAcusações e traumas · Sexualidade e religião · Ser gay na igreja · Interpretação bíblica sobre homossexualidade · História da igreja e oposição a grupos minoritários · Relação entre igreja e política · Experiências na igreja presbiteriana · Bissexualidade e autodescoberta · Casamento e divórcio · Acusação de pedofilia e prisão · Traumas e recuperação · Autismo e suas implicações · Relacionamentos atuais · Crenças religiosas atuais · Igrejas inclusivas · Violência doméstica e a igreja · O papel da igreja na sociedade · Sobrenatural e espiritualidade
- Teologia e DoutrinasMestrado em Divindade · Pós-graduações em diversas áreas · Interpretação de textos bíblicos · Estudo de divindades e criaturas sobrenaturais
- A história da Igreja MoráviaOrigens e separação do catolicismo · Regras sobre envolvimento político · Mudanças e corrupção na denominação · Ênfase no estudo e leitura
- O papel da igreja na sociedadeHistórico de alianças · Ascensão dos mega-pastores e influência política · Crítica à junção de igreja e política
- História de Esther e PurimCasamento e ordenação pastoral · Percepção pública do casal · Acusações e repercussão midiática
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Olá, trevosos e trevosas, seres das trevas! Aqui é Daniel Pires, em mais um episódio do LendaCast, o seu podcast de terror e horror e espiritualidade hoje, para ouvir antes de dormir. E eu sempre digo que eu tenho que mudar esse bordão, porque nem todos os meus convidados que vêm aqui vão contar histórias sobrenaturais, se bem que o meu convidado de hoje é um estudioso de...
criaturas sobrenaturais, de deuses, divindades e principalmente essas criaturas que aparecem na Bíblia. Sim, ele é teólogo, ele já foi pastor, ele é ex-pastor hoje. Ele teve uma história, na verdade teve não, porque essa história ainda o acompanha até hoje. Ele tem uma história de vida que eu acompanhei um pouco de longe nas redes sociais, que é uma história de vida...
um pouco complicada em uma fase, uma história de vida bem, digamos assim, de resiliência, de quem passou ali pela tormenta e agora já... Bom, vou perguntar para ele hoje, mas parece que tudo passou. E ele, além de ex-pastor e teólogo, ele é...
LGBT, ele é gay, está em casa, então a gente vai conversar sobre muitas coisas, inclusive sobre sexualidade dentro da religião, que é um... Sexualidade em si já é um tabu, imagina dentro da religião. Mas ele esteve nos bastidores de diversas igrejas evangélicas, da religião evangélica.
e vai contar pra gente um pouco da sua história hoje. E eu também quero saber de criaturas sobrenaturais da Bíblia, porque ele estuda isso, tem pós-graduação, tem mestrado. E eu perguntei pra ele, você conseguiu fazer tudo isso e ficar sóbrio? Vamos saber, vamos descobrir. Felipe Heideri!
Bem-vindo. Eu já estava aqui, meu Deus do céu, eu sou isso tudo mesmo. É, isso tudo mesmo. Não, quando eu vi, eu já sabia que você era teólogo, mas quando eu vi que você fez mestrado, inclusive o seu mestrado tem um nome engraçado, engraçado assim, né? Curioso, né? Que é em divindade, alguma coisa assim. Exatamente. Eu sou uma pessoa que eu gosto muito de estudar. Você gosta? Então, quando eu acho que eu esgoto um assunto, eu vou para outro, totalmente aleatório.
Então eu fiz uma pós quando ainda não era reconhecido como pós, então ele virou um curso livre de 500 horas de física quântica. Física quântica, maravilhoso. Aí depois eu fiz pós em ciências da religião, aí eu fiz pós em neuropsicopedagogia e a última é psicanálise.
essas pós, aquelas que a gente chama de lato, que não é o estrito, que é o mestrado. É, não, o mestrado só que tem anos. A pós geralmente é um ano e pouco. E você precisa ter uma graduação que também tenha a ver.
Porque eu não posso fazer uma pós em medicina, por exemplo, de uma área da medicina. Fez teologia e vai pra biomedicina. Eu posso ir pra áreas filosóficas, acadêmicas, que são áreas de ensino, de estudo. E aí eu fiz mestrado em divindade. É verdade, aí foi o nome. Mestrado em divindade. Pois é, é a coisa mais doida. Porque como alguém pode ser mestre em Deus? Seja ele qual for.
Sim, isso aqui era a minha próxima pergunta. Qual dos deuses? Então, depende. Eu posso falar que Bereshit Bará Elohim, o primeiro versículo da Bíblia, no princípio criou Deus. Só que existe uma regra. Em hebraico, I-M é plural. É como se fosse o S no final da palavra em português. Então você viu uma palavra em hebraico. E você tem I-M, ela é plural. Tem outros tipos de plural também, mas I-M é plural. Bereshit Bará Elohim.
Elohim. Elohim. I-M. É plural. São deuses. Então, a tradução não poderia ser no princípio criou Deus. Poderia ser qualquer outra. Não sou eu que estou dizendo. Por favor, não me mande para o inferno. Até porque, segundo a Bíblia, nem existe. Mas, por favor.
Eu amo provocação com profundidade. Porque assim, você... Ah, como assim não existe? Você quer saber mesmo? Então, vou discorrer sobre isso. Se você quer, se você quiser só julgar, amém, querido, bem-vindo. Tem um monte de gente que só está para julgar. Entendeu? Eu sou um teólogo gay. É, então. E, detalhe, eu não sou um ativista gay. Não é. Entretanto, eu não deixo as coisas na escuridão. Entendi.
Se alguém perguntar, eu vou escrever sobre isso, eu vou falar sobre isso. Se alguém perguntar, eu vou dizer sobre os pontos gays dentro da Bíblia. E falo tranquilamente, sou viado com a benção de Deus. Ou dos deuses que você acreditar. Eu fiquei nessa dúvida, sabe, Felipe? Porque eu acho que...
Quem conhece um pouco da sua história, até te perguntei aqui nos bastidores se tudo bem para você falar, porque eu sei que você falou muito. Eu acompanhei toda a sua... Quando a gente diz toda, é aquilo que foi postado. Porque tem aquilo que é postado e aquilo que você viveu, que só você sabe. Mas eu acompanhei grande parte da sua história. E eu até te perguntei, falei, você fala de boa sobre ser gay? Até eu, sendo gay, eu fico...
com dedos pra falar com outros gays. Porque eu não sei como que a pessoa é com a própria sexualidade. Sexualidade ainda é um tabuzão, não é? É cada um, né? É porque o pecado moral. E o pecado moral, ele tem peso dois. Entendeu? Matei, peso um. Pecado moral, peso dois. Isso é forte, hein? Então, assim...
Sou gay, traí, transei antes do casamento, sou menina e engravidei, eu sou adolescente e engravidei. Tudo pecado moral. Você praticamente não tem direito à redenção. Você é excluído do rol de membros da igreja, em sua maioria. Ah, Felipe, mas eu sou de uma igreja que não faz isso, aceita todo mundo. Parabéns, alecrim dourado. Dios te bendiga. Mas essa não é a realidade. A realidade é, você ainda será bem tratado dentro de um templo se você for rico, se você for um gay importante.
Eu brinco, sei lá, se Paulo Gustavo entrasse dentro da igreja, ele seria extremamente bem tratado, seria dado lugar de honra. Talvez Carlinhos Maia, dependendo da igreja. Mas... Com o resto, não é assim. Se você é uma bicha, poque...
que dentro do contexto LGBT é aquela bichinha periférica mais feminina se você for essa pessoa a igreja vai dizer que ou você deixa de ser gay porque senão você vai pro inferno ou você deixa de ser cristão
Porque você não será aceito por Deus, e muito menos pela igreja, se você for gay. Porque não foi isso que Deus planejou. E ele deixou bem claro em vários e vários textos na Bíblia. Tudo mentira. Então, como você falou agora, porque eu ouço muito, de que a palavra de Deus, que é a Bíblia, primeiro, de qual Deus? Mas a palavra do Deus cristão, vamos fazer um viés aí.
A palavra do Deus cristão na Bíblia diz que não pode homem com homens, deitar com homens. Tudo bem, né? Pode ser que as pessoas queiram interpretar desse jeito e tal. Mas você disse agora que na Bíblia tem vários momentos ali que...
Primeiro que nenhum desses textos que usa sobre acusação à pessoa LGBT, eles foram traduzidos de forma correta. E isso não é, como eu disse, você está fazendo malabarismo para justificar. Você está legislando em causa própria. É, eu sempre ouço isso. Não, na realidade não. Fizeram um malabarismo para poder transformar aquilo que nunca foi em pecado. E por causa disso tiveram que usar, com o perdão da palavra, não sei se você pode usar, com escrotidão.
Essa pode. Com escrotidão mesmo. Textos nada a ver para puxar um gatilho. Então, primeiro, eu digo lá em 1200 que quem nasce em Sodoma é gay. Em 1800, eu digo que Sodomitas
não vão para o céu. Em 1900, já que sodomitas são gays, gays não vão para o céu. Chegou a pachorra de hoje as novas versões da Bíblia em 1 Coríntios 6, 9 e 10 dizer que nem homossexuais passivos e nem homossexuais ativos entrarão no reino dos céus. São as novas versões, por favor, dê um Google ou compre na livraria mais próxima.
E aí eu fico pensando, porque assim, já que a igreja leva tão sério a moral, o pecado moral, eu tô imaginando uma mãe tendo que explicar pra uma criança de 5, 6, 7 anos que ela começou a ler Mãe, o que é homossexual ativo? O que é homossexual? Eu acho que minha mãe não deve saber o que é isso.
Primeiro explicar o que é homossexual, né? E depois dizer o que é ativo ou passivo. Aí se você for professor de português, você fala, não, isso é ação do verbo. Ativo é aquele que emite ação. Receptivo ou passivo é aquele que recebe ação. É exatamente isso. Só em contexto sexual. É, exatamente. Então, por quê? Porque essa guerra santa...
Esse erro sagrado contra o gay hoje, ele precisa ser cada vez mais acirrado, porque nós vivemos no ódio. E durante 1.500 anos, quem era o ódio da igreja era a mulher. Então elas eram objetos, elas não eram contadas, não existia certidão de mulher, dados de nascimento de mulher. Elas não eram contadas, elas eram propriedades.
Até 1500. Mas em 1500, o que acontece em 1500? As grandes navegações, as grandes invasões dos grandes continentes, como as Américas, por Cristóvão Colombo e por Pedro Alvarez Cabral. É Pedro Alvarez Cabral que chegou aqui, né? E descobriu o Brasil. É, porque eu faço questão de dizer que não descobriu nada, invadiu.
É verdade. O que a gente aprendeu na escola para descobrir. Mas aí as mulheres, então, não poderiam mais ser queimadas como bruxas, como objetos, porque eles precisavam da mão de obra feminina para cuidar do lar, para cuidar da horta, para poder gerar filhos e ter um exército para poder cuidar daquelas terras.
Então não podia ser. Em 1500, a Igreja Católica emite um decreto dizendo que o novo inimigo não é a mulher, é o negro. E como ela emite esse decreto? Ela disse que o negro não tem alma. E como o negro não tem alma, ele pode ser escravizado ou domesticado como um animal. A Igreja emite um decreto devendo isso mesmo? Sim, as mulheres deixam de ser o problema. Em 1500 viram os homens, os negros.
Homens negros ou todos os negros? Todos os negros. Para você ser negro, significa que você não era ser humano. E assim, tudo bem, a igreja foi muito ruim. Tá, mas aqui eu vou apanhar de todos os lados. Não, pode falar. Mas até a década de 80, os mórmons diziam que o pecado de Caim, o pecado da maldição, era ser negro.
Ah, adivinham isso? Allan Kardec também disse. Lá no início. Ele falou que a evolução é a branquitude.
Então, se você encarnou e evoluiu, você virou branco. Se não, tudo bem que eu acho que depois voltaram atrás. Mas ele também chegou a dizer isso. E você vai ver, então, essa coisa contra os negros. Mas, em 1890, se não me engano, houve a abolição final. Então, em 89, os negros não podiam mais ser...
endemonizados, porque agora, com a abolição, eles passaram a ter alma. Acordaram de manhã... Opa, tenho alma hoje. Recebi uma alma.
E aí eles precisavam de um novo inimigo. Foi um ano depois, se eu não me engano, da abolição da escravatura, a primeira versão de João Ferreira da Almeida da Bíblia chamando os malacóis de sodomitas, que é a palavra usada para efeminados na tradução e que não tem nada a ver com efeminados. Essa palavra é usada em diversos textos bíblicos e em nenhum outro texto significa efeminado ou gay. Significa covarde.
Então a pessoa é o jogo de uma corvadia. E aí vem até hoje. Tem esses anos, só que só vai piorando. Até porque a igreja precisa de um inimigo visível. Satanás é um inimigo invisível. Só que as pessoas cansam de ter medo daquilo que elas não veem. Então eu preciso criar o inimigo. Vou criar as bruxas, vou criar os negros, e agora eu crio os gays. Vamos ver até quando.
E nós gays continuamos meio sendo inimigos, né? Porque, embora a gente tenha uma... Existe uma falácia de que... Mas vocês são bem aceitos. Não, somos tolerados. É diferente. Ah, mas eu vou na igreja, o meu pastor me ama, me abraça, me dá lugar de honra. Eu só faço uma pergunta. Ele faz o seu casamento?
Ele vai fazer seu casamento? Não. Então eles não casam. Então eles não te aceitam. Ele dá uma benção pra você e pro seu namorado? Então. Eles te toleram. Porque o seu dízimo será bem-vindo. Você como número em votos e em IBGE será bem-vindo. Mas você não é aceito. Você é tolerado.
E aí a gente ouve, há um crescimento, principalmente eu percebo aqui no Brasil, não sei se você também, Felipe, do discurso. Até um tempo atrás, não sei, acho que sempre teve, mas agora eu estou percebendo com as mídias, com as redes, muitos, como que eu vou dizer, cargos na igreja, grandes cargos, já estão dizendo abertamente, voltando a dizer, não pode casar com gay.
A política também está indo por esse lado. A gente não fala muito de política aqui, mas não tem como, porque política e religião estão juntos. Hoje, sim, infelizmente. Mas não sempre foi assim? A igreja não sempre estava do lado da política? Dos reis, dos governadores?
Então, se você pegar pelo Império Romano, desde Constantino, no ano 313, quando ele declara guerra contra os seus pares mesmo, conquista, e aí ele precisa de mais soldados para fazer guerra dentro do Império e fora do Império, e aí ele se declara crente, cristão, e tira o cristianismo de perseguido para a religião do Estado, e aí ele cria a Igreja Católica.
O que a igreja católica significa? Igreja universal. A palavra católico significa para todos, universal. Então ele cria uma igreja que seria para todas as pessoas.
E ali ele diz as regras do que seria e o que não seria. Ele era imperador e o dono da igreja, como acontece na Inglaterra, com a igreja anglicana, cujo chefe é o rei. Mas você também vai ver isso da igreja católica o tempo inteiro, dos daísmos o tempo inteiro, mas o que acontece?
Nas décadas de talvez 50, 60, 70 e 80, aqui no Brasil, quando as igrejas ainda não tinham aquele poder de que se você era crente, o seu nome valia, porque as pessoas acreditavam, te davam crédito na loja, se comprava em qualquer lugar, se elas soubessem que você é crente. Porque naquela época a igreja vivia para servir e para adorar.
Ela não vivia para governar. Esse advento, ele cresce com a ascensão dos mega pastores. Então nós tivemos aí um querido, mas foi um mega pastor e ajudou a alavancar essa projeção da igreja de uma forma muito errada. Caio Fábio. Caio Fábio tinha um programa de TV, ele fazia conferências enormes. Talvez ele foi o primeiro mega pastor do Brasil. É, o Caio Fábio vai vir aqui.
Porque eu amo de paixão o Caio. Já me ajudou emocionalmente várias vezes. É incrível, né? Ele vem aqui, já tá marcado, mês que vem.
E aí depois você tem, com a queda deles, a ascensão daqueles que ficaram com os espórios de guerra, que é o Silas Malafaia, o Bispo Hernandes, o Samuel Malafaia, Samuel Câmara, da Assembleia de Deus de Belém, Edir Macedo. Essas pessoas pegaram os espórios do Caio Fábio, que era emissora de TV, revista, editora, igrejas, tudo mais.
E aí surgiram outros mega pastores. Com o surgimento dessas pessoas, a política virou algo muito interessante. Porque eles agora não podiam ser apenas reitores das suas igrejas. Eles poderiam ter poder de influência na cidade, no Estado. E aí a política entra. E eu fico muito triste.
porque a política geralmente, não vou dizer toda, quase toda, ela é muito suja. Faz parte da política, da negociação política, ser sujo. O que ela tem a ver com a igreja? Então, aceitar essa junção, pra mim, foi, é e sempre será demoníaco.
É, porque eu fui católico, né? Acho que você nunca chegou a ser católico, sempre foi da igreja evangélica. Mas eu tinha autorização do Vaticano para pregar a igreja católica, e eu pregava. Ah, é? Como pastor? Eu era o único pastor que tinha autorização para pregar. No entanto, o último congresso que eu fiz na católica foi na São Carlos Borromeu, aqui de São Paulo.
Olha, eu nunca ouvi falar disso, Felipe, que alguém da outra igreja tem autorização. Você tinha autorização do Vaticano para pregar dentro da igreja católica? Eu não entendo os trâmites, mas eu sei que eu fui convidado, os jovens queriam muito, eram acho que 3 mil pessoas na São Carlos Borromeu, e aí existia tudo um medo se eu iria falar de Maria. Tá, vem do pastor, né? Tem essa... Vem do pastor, evangélico, né?
E aí eu lembro que nas duas primeiras fileiras eram só cardiais. Aqueles de vermelho com, não sei o que, vermelhinho aqui. Ah, enfim, com... É, com aquele... Chapéuzinho redondinho, né? Isso, de marinheiro lá. Só que vermelho. E aí, eles foram lá pra...
Verificar se eu realmente traria uma palavra de acordo com o que eles queriam, se eu não seria contrário a alguma doutrina deles. Mas tinha um tema que você ia falar com os jovens? Não lembro. Naquela época, eu acho que geralmente as pessoas só queriam que eu fosse. Entendi. E aí eu podia falar sobre temas diversos.
E aí eu terminei o sermão. Eles começaram o processo da Eucaristia, que é a Santa Ceia Católica. Isso. E aí eu fiquei lá no altar. E eles se assustaram com isso. Porque eles acharam que quando eles começassem o processo da Eucaristia, eu, por ser religioso evangélico, eu sairia do altar, iria embora e falaria, isso é do demônio. Entendi. Isso mesmo.
E não, eu fiquei lá, fiquei admirado, eu achei a coisa mais linda, eu nunca tinha visto a abertura daquilo, e sobe aquele negócio, não sei o que, e canta. E eu falei, gente, que coisa linda, linda, linda. E terminou ali, eu só falava, cara, que lindo isso, que lindo.
Você de cima do altar vendo... Do altar vendo e todo mundo vendo na minha cara que eu tava achando incrível. Porque eu sou muito expressivo. E aí terminou, eu fui chamado lá no gabinete paroquial, não sei como é que se fala lá, do padre, no caso era do cardeal. E eles só disseram assim pra mim, você sempre será bem-vindo aqui. Que bom. A hora que você quiser.
E aí depois o menino líder dos jovens falaram que eles tiveram que mandar um ofício para o Vaticano, e aí mandou a gravação da mensagem, não sei, mas eu recebi a autorização. Foi ok. Foi ok. Boa. Então, e aí te perguntei isso porque eu sempre fui da católica e dentro da católica, acho que você falou um pouco de Maria, tem as divergências entre religiões, por isso que são religiões diferentes, da questão católica.
na questão de Maria, na questão da... Você falou que na evangélica tem a Santa Ceia, né? Tem Santa Ceia. É o pão e o vinho. Mas ali continua sendo pão e vinho. Não há transsubstanciação. Que a transsubstanciação é uma matéria se transformar em outra. Uma substância se transformar em outra. O pão vira corpo, o vinho vira sangue. E nessa época que eu sempre participei de igreja, eu sempre tinha essa coisa de que a igreja de um lado, a religião,
e a política de outro. Não se misturam. Até que uma pessoa da minha comunidade, que eu participava, se candidata a vereador, e toda a comunidade, quando eu falo toda a comunidade, eu falo o próprio padre, todos os ministros, tudo se volta para que ele seja eleito.
E aí eu falei, não deveria ser assim. Só que aí eu percebi que eu estava mediante um sistema que parece que já existe há muito tempo. Até o padre teve que chamar a gente e falou, ele é o nosso candidato. Não tem como vir aqui e falar de outros. Porque para mim era o quê? A igreja deveria falar, está aqui, todos os candidatos, a vereadora, a prefeita daqui da cidade. Vocês escolham, esse vai fazer isso, esse quer fazer isso. Mas não.
Então por isso que eu te perguntei se a igreja não tem sempre esse modo desoperante de estar do lado da política desde sempre.
Eu cresci na presbiteriana. E a presbiteriana é muito conceituada por ser protestante. Uma das primeiras igrejas, se não me engano na segunda, a sair do catolicismo. Só perde para a luterana. Todas as outras vêm depois. Eu amava, porque a presbiteriana não falava de dízimo. Você tinha o dízimo, mas estava lá.
Se você quer, você vai lá, coloca. Não vai ter uma palestra da importância de se pagar o dízimo. E pendurar teu nome lá no quadro de avisos como inadimplente. Imagina. Tem. Inadimplente no Serasa. Tem o quê? Claro que tem. Inadimplente dentro da igreja? Tem, tem o quadro de avisos com a lista que não deram o dízimo naquele mês. Meu Deus, Sara, eu ia entrar. No Serasa já tô. Daniel Pires também não paga o dízimo. Então tá vendo aí, agora é aí. Mas já é pecado, já é...
Já é, não, é. A lei de gay, né, não paga o risco. Vai sendo tá no colo do capeta. Dependendo do capeta. Então, indo à igreja presbiteriana, sempre que havia eleições, ela tinha como base nunca se envolver em política. Era uma regra da igreja.
Infelizmente, depois disso, um pastor da presbiteriana virou até ministro de presidente. Ela se corrompeu, ela aceitou a corrupção. Mas, até então, por exemplo, tem três candidatos na igreja. O pastor, vésperas da eleição, quem é candidato se coloca em pé.
As pessoas te colocavam em pé. E aí ele dizia, igreja, esses aqui são candidatos, membros da nossa. Ficam à vontade para votar neles ou não. Vamos orar pelos políticos e pela eleição. Porque era proibido, por regra, na denominação presbiteriana, o púlpito para candidato ou o púlpito para político. Sou pastor, vou me candidatar, preciso ser afastado.
Ah, tinha esse afastamento? Sim. Olha, aí sim. Você não poderia ser eleito por causa do seu rebanho. Será afastado das funções pastorais, como se você é um funcionário público. Você precisa ser afastado para concorrer. Não ganhou, volta. Mas ganhou, não volta. Se você é vereador, você não pode ser vereador e pastor. Era assim. Eu cresci assim.
Então não pode, se você é vereador, você não pode continuar fazendo os cultos e tudo? Não, você não pode ser pastor de igreja. Você pode ser um professor de escola dominical, você pode ser um ministro de louvor, você pode ser um palestrante, mas o pastor da igreja não. Mas isso mudou? Você falou? Então hoje a igreja teve até ministro. Entendeu? Botava dinheiro na Bíblia.
É, a gente vê um movimento, enfim, muito... Botava dinheiro na Bíblia. Mas botava. Botava mesmo? Botava, dando ministro aí que pagava as Bíblias, não sei quanto tinha dinheiro dentro pra dar pros pastores.
Ah, mano, é porque eu nem presto atenção. Eu nem presto atenção mais na notícia, mas ela grava e dói. É só isso. E dói porque é a minha escola, sabe? É a presbiteriana. Não interessa se depois eu fui pra Batista, se eu tive a minha. Não interessa se depois eu tive um outro tipo de relação com Deus e com Jesus. É o teu berço. É o meu berço. Se hoje eu sou uma pessoa estudiosa, eu devo à presbiteriana. Porque ela tem isso. Ela te obriga praticamente a estudar, a você entrar numa faculdade. Ela te incentiva a leitura o tempo inteiro.
E é interessante notar essa coisa que você falou ser o seu berço, mas você vê que parece que a essência, pelo que você está me falando, parece que a essência da presbiteriana, ela é uma essência de pureza mesmo, de não vamos nos misturar com a política, não vamos ignorar, mas a gente não vai fazer púlpito, sobe aqui dos três candidatos, dois sentam, você sobe aqui, isso daqui a gente gosta mais.
Não tem isso. Pelo menos não tinha. E, igual eu falo, eu fui católico, tudo que eu vivi na igreja, aposto que você também na presbiteriana tem esse sentimento, a gente guarda um lugarzinho muito bom no nosso coração de tudo. Só que por essa igreja que se parece pura e que não se corrompe.
Ah, mas você pode estar tendo uma visão utópica, tipo aquele amor do passado. Não, queridos, eu tô falando de factuais, de anais da história, entendeu? Era assim. E aí eu falo, poxa, é a igreja que mais me ensinou, em todas as áreas. Há como orar, há como cantar, há como me expressar, há como ler a Bíblia, há como honrar pessoas, o que é honrar.
a como ser um cidadão de bem. Então, assim, eu tive isso. E eu não fiz muita coisa na minha adolescência e juventude porque eu tinha esse compromisso que foi maravilhoso. A forma como, ah, isso aqui é de Deus, então vamos avaliar, vamos estudar, vamos verificar. Eu era apaixonado por isso. É o que eu falo. Se hoje a Igreja Presbiteriana usasse esse estudo para declarar publicamente que a homossexualidade nunca foi pecado,
porque ela tem poder para isso, porque era uma igreja, uma denominação conhecida pelo estudo. E se ela falasse, a gente também entendeu que a gente foi para o lado errado, que a política não tem nada a ver com a gente. A gente quer contribuir com a sociedade.
mas de outras formas, mano, eu seria o primeiro a estar lá, voltando, eu estou voltando, estou voltando, voltando. E isso que as igrejas também, Felipe, elas têm uma regra que elas mesmas dizem que elas não mudam, mas você vê que elas, assim, a palavra de Deus é sempre a mesma, e nós vamos continuar sempre pregando a mesma, nós não mudamos. Mas aí você vê essas mudanças acontecendo, então quer dizer, meio hipocrisia. Até a década de 50, os digestos da presbiteriana, eles faziam com charuto.
O que é? Os digestos, as resoluções do que é a denominação. Do que deve ser programado. Eles faziam fumando. Charuto. Todas, todas as cartas de Lutero, ele começa do mesmo jeito. Ao lado da minha inseparável amiga, a cerveja de Winchberg. Todas as cartas dele são manchadas porque sujava. Fibriou a pecado.
Virou pecado beber e fumar. Virou pecado. Ah, Felipe, mas realmente era ideal, nunca deveria ter sido liberado. Ok, mas mudou. Então vem se atualizando e vem mudando. A gente começou falando que a palavra malakói da Bíblia de 1 Coríntios 6, 9 e 10, que hoje é traduzido para homossexual passivo, como que ela virou? Ela era malakói, covarde, sodomita. Sodomita é gay, então aqui malakói é gay.
Depois o gay passivo. Depois o gay passivo. Gente, pelo amor de Deus, por favor. Assim, quer continuar achando que ser gay é pecado? Ok. Mas é maneira. Dá uma segurada. Entendeu? Só um pouquinho. Dá uma segurada. Passivo e ativo, então ser versátil está liderado. Os versátil vêm para o céu. Está liderado e ser lésbica também. Ser lésbica. Está vendo, Sara? A Bíblia. Versátil e lésbicas vão para o céu. Sara, você é lésbica? Não.
Eu sou homofóbico. Não, não sou não. Você não? Como você nega? Eu senti o cheiro do couro. Ela sentiu o cheiro, não adianta, querida. Mas eu sempre falo isso, lésbica está liberada, de acordo com a Bíblia. De acordo com a Bíblia, eu tenho como provar. Estamos liberadas. Lésbicas não falam de lésbicas na Bíblia? Não. Ai, primeira, romanos falam que as mulheres mudaram o contexto natural passando por outro. Tá, por favor, por favor, só dá um googlezinho. Dimnai, só dimnai.
Por que as mulheres mudaram o seu estilo natural? É porque elas começaram a transar com outras mulheres e esse era o problema? Não, querido. Naquela época, os bispos e os padres achavam que uma mulher que transasse muito, ela desenvolveria um terceiro buraco só para o sexo. Mas por que você tirou isso? Porque é assim com as hienas.
As hienas, elas são assim. Então, ou quando estão grávidas, ou quando querem simplesmente transar com a manada inteira, terceiro buraco. Então, assim, Discovery Channel. E aí... Gente! Como que você descobriu isso, Felipe? Quando os apóstolos morreram, pastores assumiram aquelas igrejas. Esses pastores escreveram livros. Esses livros são chamados de pais da igreja.
Eles falam sobre isso. E eles que explicam. Não, porque as mulheres vão ter um terceiro buraco. Terceiro buraco no corpo? Na região genital. Para ser usada exclusivamente para sexo. Então elas desenvolveriam só se elas fossem promíscuas, iguais hienas. Então este texto está falando que mulheres não sejam promíscuas, porque senão vocês vão ter contato sexual antinatural, como as hienas.
Mas Felipe, que malabarismo. Não é, querido. Não é, querido. Google. Não é o Felipe que tá inventando essa história. Gente, esse do terceiro buraco, do terceiro orifício, digamos assim. Eu acho que eu tenho essa matéria no celular. Gente, que babado isso. Enrola um pouco o povo aí enquanto eu acho a matéria aqui. Você vai achar. Não, mas você já ouviu isso, Sara, do terceiro buraco? Sara, Sara. Mas as hienas fazem isso? Hiena e o terceiro buraco.
Este é um daqueles casos fascinantes, isso aqui é matéria do Discovery Channel, que a biologia real de um animal é tão estranha que acabou alimentando mitos bizarros e interpretações morais distorcidas para mulheres ao longo dos séculos.
O mito da hiena hermafrodita. Desde a antiguidade, a Idade Média, textos de fisiólogo e os bestiários medievais falam sobre a mudança de sexo ou o desenvolvimento do terceiro buraco para o sexo. Aí continua, é bem grande. Gente, eu tô passado. Mas isso é um mito, né? Não existe isso. Não acontece isso com as hienas, pelo que você leu aí. Então, eu já li em alguns lugares que eles encontraram hienas com o terceiro buraco.
Mas será que não é uma questão genética? Anomalia. De alguma? Entendeu? Também não sei. Mas fato é que isso virou um conhecimento... Como a gente chama? Quase um dito popular. É, senso comum. Senso comum. Senso comum. Quando todo mundo acredita na mesma coisa, mesmo que ela não seja verdade.
E ninguém nunca viu pra provar, mas vai se falando tanto e se torna uma verdade. Eu também não pesquisei se são muitas e não sei o quê. Eu só peguei essa matéria porque achei maravilhoso. Eu nunca ouvi falar disso. Nem da hiena que tem um terceiro buraco. E nem que tinha escrito lá no início, nos pais da igreja, escrevendo que se a mulher fosse promíscua, nasceria um terceiro buraco.
Os pais da igreja falaram, Jesus interrompe a discussão de casamento em Mateus 19, eu acho. E ele começa, está todo mundo, se eu casar e separar, carta de divórcio, repudiar a mulher, devo no posse, o que Moisés disse, o que o senhor disse. Aí Jesus está vendo aquela discussão e ele fala, vocês lembram dos eunucos?
Vocês lembram dos eunucos? Jesus puxa o assunto. E ele fala assim, então, tem eunucos que nasceram eunucos. Tem eunucos que foram feitos eunucos pelos homens. E tem eunucos que a si mesmo se fizeram eunucos por causa do reino. O que é isso? Jesus está dizendo. Tem eunucos que a si mesmo se fizeram, são pessoas que abriram mão da sexualidade para viver para a divindade. Isso era muito comum. Não só com o nosso Deus, mas com todos os deuses da época.
Aqueles que foram feitos pelos homens. A gente sabe que prisioneiros de guerra eram castrados e muitas vezes estuprados por uma forma de submissão, de humilhação. Então, uma vez castrado, já era. Então foram feitos, ou porque eles iam trabalhar no palácio, cuidar das mulheres do rei. Então foram feitos cantar nos corais, foram feitos e onucos pelos homens. E aqueles que nasceram assim.
Só que aí você vai pegar, poxa, eu nuco, eu nuco, castrado. Eu nuco é castrado, eu nuco é castrado.
Aí você vai pegar os pais da igreja, que são esses caras. Agostino, Justino Marti, Clemente de Alexandria. E aí eles vão falar que a palavra ali é eunucos do sol. Não é eunucos, é eunucos do sol. E eunucos do sol significa homens que não gostam de mulheres. Não são homens que não têm desejos, não são homens que não têm hormônios, não são homens que não têm taras, não são. São homens que não têm desejos por mulher.
Eu conheço isso como outro nome. É, eu também. Baitola. Gay. Gay, viado. Viado. Entendeu? Bicha. É, e foi Jesus que do nada ele puxa assunto. Eu falo, caraca, Jesus era da hora, mano. Jesus entrava, pesava o clima. Sem dó. Gente, tem os eunucos, viu? Você não pode esquecer. Meu Deus, o que ele tá falando?
adoraria ouvir essa conversa mas então Felipe a presbiteriana foi uma igreja que foi o seu berço, então você começa no meio evangélico e se molda nele na presbiteriana, é isso? eu venho de uma família presbiteriana praticamente ortodoxa, desde que vieram da Alemanha eles vieram já presbiterianos
O Heiderich é alemão, né? O Heiderich é alemão. É um alemão do norte da Alemanha, na Baviera, na Baixa Saxônia. Mas a nossa família, segundo a listagem do navio Targos que trouxe a nossa família, eram judeus. Então vieram da Alemanha para cá porque eram judeus na época da guerra. Mas a gente veio muito antes, mas já acha que já havia tipo um antissemitismo.
Mas eles já eram protestantes, presbiterianos, desde lá. Então eles já vêm, não como judeus, mas como presbiterianos, protestantes. Então eu sou criado, não sei, quarta geração de protestantes da presbiteriana. Então assim, eu nasci, eu só nasci na lavoura de café. Mas eu fui criado dentro da igreja. Então assim, eu lembro de...
da minha vida, da minha adolescência, da minha juventude, o clube social, os encontros, as amizades, os namoros, eram tudo dentro da igreja. Tudo na igreja. O clube social era tipo um grupo de jovens? É assim, tipo, a gente quer sair pra viajar, a gente quer subir a montanha. E a gente nem era legendário. A gente ia perguntar.
Olha, já existia naquela época. Não, é porque a gente morava no Pico da Bandeira, então a gente queria escalar, de vez em quando a gente escalava. Coisa de jovem. É de jovem. De jovem. Entendeu? Então, assim, tudo isso, todos os meus amigos, todos os meus professores, todos os meus parentes, eram todos da presa de Terena. Era tudo ali uma... Já assistiu o filme, a Vila?
do Xamalan. Era uma comunidade toda de tudo de presbiteriano. Amigos dos seus pais, seus pais, família, seus amigos. Imagina, tinha igreja católica, tinha igreja batista, tinha igreja adventista, mas eram pequenas. Pequenas, né? Como assim? Quando eu nasci, eram mais ou menos 500 pessoas que existiam na cidade.
Então, assim, eu nasci, quando eu falo que eu nasci na roça, é roça mesmo. Qual cidade você nasceu? Essa do Pico da Bandeira, interior de Minas. E aí, então assim, o gerador era na água da cachoeira, a gente matava porco e do porco fazia sabão. Então, assim, era tudo, queria leite, vai na vaca. Eu cresci assim.
A TV era aquela de tubo, de tubo não, de vela, que você ligava, aquecia, tinha a parabólica. Essa daí é antiga. A gente tinha telefone porque o meu pai comprou ações da Telemar, na época, Telemig. E aí, por ser acionista, ele tinha direito a uma linha telefônica. Mas eu lembro até hoje, o número da linha era 256. Era só 256? 256, tocava lá em casa. Tocava na sua casa, olha que barato. Então eu cresci nesse ambiente.
E você frequentava a igreja mesmo, assim, na presbiteriana, porque você gostava também. Amava. Não era aquele jovem que a mãe ficava, vamos, Felipe, levanta. Não. Minha mãe não ia, eu ia. Desde criança. Eu era o primeiro a chegar na escola e eu amava. E você falou dos namoros, né? Dos...
relacionamento, porque ali jovens juntos, por mais que eles estejam nas leis de Deus, eu falo entre aspas porque nas leis de Deus, mas eles sabem que pode ter um namorinho, pode ter um encontrinho, mas sexo já não pode, tem que esperar o casamento. Não sei se se falava, se você já questionava a sua sexualidade ou se você via que era algo estranho, porque pelo menos...
eu sendo gay, eu sempre achava que tinha algo ali, falava, gente, mas eu não gosto de mulher, e agora? Como era com você assim?
Ou você não era uma questão? Eu queria. Eu brinco que eu queria ter me encontrado como gay desde sempre. Desde criança. Eu queria. Porque eu acho que eu vivi muito tempo. Hoje eu sei que eu consegui viver uma vida inteira só com mulheres, na grande parte da vida, e amando essas mulheres, e tendo desejo sexual por essas mulheres exclusivamente, e não por homens. Porque hoje eu sei, eu sou bissexual.
E um bissexual condicionado dentro de uma igreja, de uma religião que ele ama, de um Deus que ele ama, eu nunca me permiti pensar e nunca pensei. Então se você falar assim, mas em nenhum momento lá atrás você achou que nunca aconteceu. Eu sei que é estranho. Mas eu acho que é porque eu sou muito focado e hiperfoco.
naquilo, eu amava aquilo, e eu tive namoradas incríveis, mulheres incríveis, então assim, extremamente apaixonantes, e nunca pensei em homem. Fui pensar depois do divórcio. Porque o... Ah, foi depois do divórcio. Porque você sendo bissexual, talvez seja isso, né? Bom, talvez seja isso.
Tô tentando decifrar, mas a nossa sociedade nos leva muito pra um padrão heterossexual, né? Então, por exemplo, não se tem planos pra homens gays. Se tem plano pra um homem casar com outra mulher. Sim. Pra uma menina casar com um homem e viver e ter filhos e tal. Então, você já não tinha problema disso. Namorava as meninas, tinha desejo sexual.
E eu namorei. E vamos viver. Eu namorei bastante. É, com as meninas. Eu namorei bastante. Namorei bastante. Falava naquela época as varoas. É, também, mas tinha de outras igrejas, eu não tinha preconceito. Entendi. Ela podia ser de outra igreja, de outra cidade, eu não tinha preconceito. Eu tava pegando. Você namorava. Eu tava namorando, é, porque eu não podia falar pegar, era só namorar, porque a gente era de respeito. Era namoro mesmo, né? Namoro, mesmo que durasse pouco, mas era namoro.
Então, assim, eu nunca tive essa vazão, mas eu gostaria de ter tido. Porque hoje eu entendo que, assim, eu tive escolhas muito erradas na vida. Eu fiz escolhas erradas e sofri desnecessário.
a balança não está equilibrada pelo que eu sofri e pelas escolhas que eu fiz pelo contrário eu jamais desejaria isso pra alguém e jamais gostaria ah, mas você vai ser bilionário você vai ser famoso, você passaria de novo não quero, não quero, não quero, não acho ah, mas você cresceu, evoluiu eu falo, é, hoje eu sou livre mas não vale a pena também não vale o que eu sofri não vale, porque as marcas são muito grandes mas não vale o que eu sofri
Mas eu acho que talvez se eu fosse gay, eu não tivesse dado a minha vida para a igreja. Porque eu me encontrei aos 40 anos, tendo feito todas as especializações possíveis para a igreja, e a igreja falando, por favor, porque eu tenho uma carta assinada pelos pastores do Brasil, dizendo, por favor, nunca mais pise num púlpito.
Nossa, eu jurei que era outra coisa. Por favor, volte. Não. É eles te... Eu tenho assinado, tá no meu livro. Uma carta física? Uma carta física assinada com timbre. Por favor, nunca mais pise num púlpito. Com 40 anos. É, foi antes, né? Foi quando tudo mais ou menos aconteceu. E aí, quando eu me declarei gay, eu me tornei...
preferiam, não é exagero acho que o Caio Fábio vai estar aqui, ele também vai falar sobre isso a igreja prefere o diabo a gente é melhor o diabo
Essa carta veio em que momento? No pior momento da vida. O momento que eu não tinha nada. Que eu tinha sido abandonado por todo mundo. Que eu estava passando privações terríveis. Que o meu emocional estava completamente doido. Porque não fazia sentido. A mídia inteira muito em cima. E eu sofrendo, eu começando a definhar. Eu já não falava mais, eu já não andava mais. O meu cabelo caiu, meus pelos caíram, nunca mais cresceram. Eu não tenho pelo no corpo.
a sobrancelha é pintada porque ela só vai até metade então assim, meu cabelo mudou de cor então foi um trauma absurdo, foi neste momento, onde eu ainda não tinha conseguido voltar a andar, nem voltar a falar que eles entregaram a carta pra mim gente, depois de tudo que você fez com estudos na igreja, de viver uma vida na igreja, o que valeu pra ele? nada, mas você entende que eu sou uma pessoa perigosa então
Eu sei demais. Eu sei nos originais. Se eles falarem assim, ah, mas isso aqui é pecado. Eu tenho autoridade para dizer, não é. O máximo que eles vão falar é, você não pode falar da Bíblia porque você não é pastor mais. E aí eu posso até dizer, eu serei pastor eternamente, filho. Uma vez empossado, eu sou cursado. Uma vez empossado, empossado para sempre. Aquilo que Deus dá, não tira.
Os dons e a vocação são, por favor, aí crente, irrevogáveis. Se você não sabe o que é irrevogável, é que não pode ser revogado, não pode tirar. Eu posso explicar de várias maneiras para você entender. Então, eu já ouvi isso de padre também. Uma vez padre, nunca mais... Você não deixa de ser. Você pode não utilizar o título, como eu optei por não utilizar. Então, assim, você é isso, pastor? Não, eu sou pastor. Eu só não estou pastoreando. E por que você não está? Porque eu não quero.
Entendi. Porque é um nível de responsabilidade que eu sei que se eu pegar, eu vou me entregar, eu vou fazer de tudo, eu vou visitar as pessoas, eu vou estar em hospital, eu vou estar em cemitério, eu não quero, eu quero viver. Agora eu quero viver. Agora eu quero viver. Eu já entreguei toda a minha vida. Então o que sobrou, agora, depois dos 50, o que sobrou, deixa eu aproveitar.
você falou, você foi pra carta você deu um pulo aí na história, mas eu quero saber um pouco antes assim, você se casa, quando você se casa você já é pastor ou você não é pastor ainda? Você se torna pastor quando?
em qual fase assim da vida? eu faço seminário sou de uma igreja que já me reconhece como pastor mas lembra daquela igreja lá em Minos interior apresistiliana com 17 anos eu já fui designado para cuidar de uma congregação
17? 17 anos. Com 17 anos eu fui eleito, acho que diácono. Tiveram que esperar eu completar 18 para ser empossado, porque eu fui o mais jovem da história, da denominação. Então eles não sabiam muito bem o que fazia comigo. E menor ainda, né? E menor. Então eu fui designado. Então assim, imagina, 17 anos cuidando de igreja.
Eu tinha inúmeras justificativas para provar o que estava sendo feito. Ah, mas Timóteo também cuidou e não sei o que. A igreja é assim, nem todo mundo está casado. Na Bíblia nem todo mundo era casado.
Então, eu já tinha isso. O que eu faço? Eu descubro que as pessoas gostam da forma que eu explico. Então, eu faço música, na música eu migro para a teologia, e ali eu já estou numa igreja no Rio de Janeiro, e aí também já estou pastoreando. Antes de eu casar, eu já tinha me tornado público.
Os meus textos viralizavam, porque hoje em dia tem vídeo, tem story, tem foto, tem YouTube. Na minha época, você escrevia. E tinha os blogs de informação, os blogs que hoje são de notícias. Esses blogs tinham. Então, os meus textos eram publicados pelas rádios, pelas emissoras. Então, começou a viralizar muito. E aí, eu comecei a ser chamado para participar de debates.
em programas com outras religiões, ou programas evangélicos, e aí foi ficando muito bom, a ponto de eu ganhar um programa ao vivo, de perguntas e respostas ao vivo, o pessoal entrava fazia perguntas e eu respondia na hora e aí isso foi dando uma visibilidade muito grande, então ali eu já estava consolidado, já estava viajando pra dar palestra já estava viajando pra fora então quando é o caso, eu estou nesse contexto e aí
Quando você casa com a Bianca Toledo, né? Foi seu único casamento. Sim. Foi seu único casamento com ela. Ela também era pastora? Não. Ela não era pastora? Não. Eu jurava que vocês dois eram pastores. Não, ela era chamada de missionária. Missionária na época. Ela se torna pastora porque, ao ser casada com o pastor, as pessoas já chamavam. E aí a gente foi para uma reunião no Texas, em Dallas.
Onde tinham pastores do mundo inteiro. E aí esses pastores lá tiveram a revelação de que todos eles tinham que juntos colocar a mão sobre mim. E reafirmar o meu pastorado pelo mundo inteiro. E aí automaticamente ela era ordenada pastora. Mas nunca fez um curso na vida, nunca frequentou escola, nada disso.
Então, está tudo bem. Eu sou daquela pessoa assim, mano, se eu estiver namorando com você, eu vou fazer de tudo para você crescer na vida. O que depender de mim, eu vou fazer. Eu estava brincando com o Uber, que estava chamando, eu falei, eu já namorei bastante.
Mas uma coisa eu posso dizer. Não tem um ex-namorado, por mais mal ou bem que ele tenha me feito, que ele não esteja melhor hoje. Porque, assim, eu sou aquela pessoa que vai incentivar a fazer uma graduação. Eu sou aquela pessoa que vai tentar estruturar uma carreira para a pessoa. Para ver se ela não pode... O que ela é boa para tentar desenvolver isso. Porque eu sou apaixonado. Quando eu me apaixono, eu me apaixono. E aí eu não quero que aquela pessoa seja frustrada.
Então, se depender de mim, pra ela ter uma vida feliz, próspera, eu vou fazer. E sempre foi assim. E foi assim no seu casamento também. Foi. Até te perguntei antes, né, Felipe, porque eu sei que você já contou essa história muitas vezes. Aliás, além de você ter contado essa história muitas vezes, né, que a gente vai entrar no seu casamento agora...
Mas a mídia repercutiu muita coisa também. Eu lembro que saíam nas revistas. E era uma época ainda que não faz tanto tempo, mas é uma época que, por exemplo, a gente tinha ainda um poder muito grande das mídias tradicionais, como revistas, jornais.
própria televisão. Hoje ainda a gente tem, mas a gente tem a internet difundindo muita coisa, então parece que dá uma dissolvida no poder dessas grandes mídias, mas ainda continua. Mas eu me lembro de quando eu vi, eu lembro que você, quando eu vi a notícia das acusações feitas contra você, mas eu queria que você contasse, mas eu tenho uma coisa pra te falar muito pessoal minha, porque quando eu via você lá como pastor, entenda o que eu vou falar, mas eu via você como uma caricatura do pastor perfeito.
Então, assim, o rosto lisinho, sem nenhuma barba, o cabelo penteadinho de lado, o terninho. Eu lembro que eu sempre via uma foto sua com você com um terno bege, mais claro. Deve ter usado vários, você não lembra. Mas eu lembro sobre isso. E aí eu lembro quando explode essa coisa do seu casamento, nas acusações e tudo mais, eu via as pessoas comentando, os comentários nas matérias.
com muita, entre aspas, intimidade com vocês. Nossa, eu conheço esse casal. É um casal, como se diz, modelo para a gente. Era isso mesmo? As pessoas te viam como uma coisa meio de... Porque você já tinha essa coisa do pastor. E aí agora um pastor casado com uma também pastora de uma igreja. Vocês eram ainda da... Já era da Batista? Da Batista, né? Da Batista.
Como que era isso? As pessoas viam... Você tem uma ideia? Eu sei que é difícil perguntar para os outros, mas você tem uma ideia de como as pessoas viam o seu casamento com a Bianca? Sim. A gente era chamado Margarina, casal Margarina. Casal Margarina. Os pastores Margarina. Eu entendo que, assim, porque a gente tinha um programa também. É verdade. Como casal. É verdade. Além dos programas que eu fazia. Então, o que eu sempre disse é o seguinte.
Sabe quantas vezes o casamento não estava bom? A gente tinha brigado. E aí, naquele dia tinha gravação. Aí eu era acordado com o café da manhã, com o carinho e tudo mais. Não era gravação, era que nem lixo. Mas, então, aquilo que você pode ver nos vídeos, nas fotos, deu brilhando, deu apaixonado, era real, porque eu, naquele dia, eu tinha aquela sensação de tipo assim, mudou.
Deus falou com ela. Deus moveu. Eu estou em jejum há tanto tempo. Deus moveu. Deus fez. Olha só.
E não tinha Deus nenhum. Nesses momentos em que você era, entre aspas, mimado assim, que as coisas aconteciam, você falava, caramba, a transformação aconteceu com ela. É, é. E aí era só porque era um dia de gravação. Mas por que, Felipe? Porque a gravação tinha que sair boa? Era isso? É. E tipo assim, ah, mas parecia caricato demais. E era. Era caricato demais. Mas pra mim era de verdade.
Entendi. E você falou assim, ah, Deus mudou e eu fiz jejum. Existia isso também, essa oração pelo casamento da sua parte? Sim, sim. Entendo uma coisa. Eu venho de uma criação que você casa e morre casado. Casa e morre, sim.
Então, assim, eu nunca tinha pensado em divórcio na vida. Então, qualquer coisa que dava errado ou que não era do meu agrado, podia ser desde coisas que realmente eram sérias a coisas que simplesmente não eram do meu agrado. Então, eu comecei a orar sobre isso. Porque começou a extravasar o ambiente do lar. Eu tive que começar a resolver problemas criados em outros lugares.
porque nunca gostou de tratar bem funcionário, sempre brigava com porteiro, esculachava porteiro, e eu sou da roça, eu sempre falo isso. Sai comigo, um dia você vai ver que eu vou entrar na farmácia, porque eu sou um senhor de idade, então eu vou entrar sempre na farmácia. Senhor de idade. E a primeira coisa, é natural, eu vou olhar o crachá, olhando para ela, eu vou chamar ela pelo nome.
Oi, fulana, boa tarde. Tudo bem? Eu faço isso com todo mundo. Então, assim, cara, a pessoa está em pé ali o dia inteiro, tendo que lembrar o nome de... Estou falando nesse momento da farmácia, pode ser qualquer coisa. Tendo que lembrar o nome de um milhão de remédios, a posologia de cada um, um monte de gente estressada, a vontade de ir no banheiro na hora que aquele velhinho bem devagar chega. Eu estou quase lá, então posso falar, local de fala.
E aí eu vou chegar lá, eu vou falar, dá uma despirona aí. Aí ela, muito educadamente, vai responder, porque de 500 ou de 1 grama. Então assim, eu não consigo, nem se eu estiver com raiva. Eu vou chegar, oi, boa noite, tudo bem? Eu tive um problema na academia esses dias, porque eu fui reclamar. Porque eu falei, cara, eu chego aqui todo dia, eu dou boa tarde.
E ninguém me responde. A recepção, a menina está no celular, ela não levanta o rosto para dizer boa tarde, infeliz. Que praga você faz aqui hoje? Você foi reclamar? Por quê? Na realidade, eu não fui reclamar. Eu fui treinar numa outra academia da rede, aqui em Santo André. Aqui em Santo André. E aí, o dono da academia estava na academia e ele veio falar comigo.
Ele me reconheceu e não sei o que. Ele falou, cara, que legal que você está treinando aqui com a gente. É muito bom, blá, blá, blá. Você mora aqui? Eu falei, não, eu moro em outro lugar. Ah, você treina lá? Eu falei, então, eu deixei de treinar porque estava suja. Eu também já deixei de treinar na academia por causa disso. As pessoas não eram muito simpáticas. Então, para eu não me estressar, eu não fui. Ah, ele, ah, não, tudo bem, fica aqui com a gente e tal. Eu achei que ia ficar nisso. Esse cara ligou para o dono da academia.
que eu treinava. Aí o dono da academia mandou um WhatsApp. Então ele falou, desculpa, desculpa, que realmente eu entrei lá, eu pedi pra alguém entrar na academia, que não fosse eu, num horário que não é o meu, pra pessoa simplesmente cumprimentar a recepcionista, pra ver se não era piti de playboyzinho. E aí ele falou, a menina não deu. Bom dia. Só aqui no celular, né? Aí eu falei sim, então.
Então você viu com seus próprios olhos e falou para ele. Eu sempre fui assim. Então, por exemplo, eu não consigo hoje me relacionar com uma pessoa que não seja. Só que hoje a maturidade e a idade me permitem outras coisas. Me permite eu olhar para a cara da pessoa e falar, desculpa, eu nunca mais vou sair com você. Porque você é um escroto com o ser humano, como pessoa. Não interessa se você... Hoje eu falo.
É maravilhoso. É o libertador. Antes, eu tinha aquele extremamente polido. Como é que a pessoa vai lidar com a crítica? Como que ela vai reagir? Ela vai pensar sobre isso? Ela vai ficar chateada? Hoje eu estou, ah, meu irmão, tá bom.
Então, no seu casamento, você via esse tipo de situação da sua ex-esposa e não falava nada. Então, ficava... Aliás, eu nem posso falar sobre o meu casamento pela minha ex-esposa, porque senão eu vou tomar mais uma Maria da Penha. Como assim?
Eu já tomei três, eu acho. Três ou quatro. Não quero que você tome processo, não. Não, muito provavelmente. Eu fiquei dois anos off, tô voltando hoje, depois de dois anos off. Você sabe que faz tempo que eu não vejo você na mídia. Eu tirei dois anos sabate. Você tirou propositalmente. Propositalmente. Eu tive muitos convites pra participar de programas, de podcast, e eu disse não. Jura? Que honra. Tá vendo? Mas é engraçado. Quando chegou o seu, eu respondi na hora. E eu não sabia. Eu simplesmente senti que eu devia vir.
E aí eu falei, cara, eles vão achar que eu sou fácil, porque eu respondi na hora. Não, mas eu sou fácil. Ah, então não. Somos facinhos. Obrigado, Felipe. Mas toda vez que eu participo de um podcast e eu digo, houve um plano satânico humano, de uma maldade, crueldade absurda, provado por todos os tribunais e todas as pessoas que tiveram os documentos em mão, os laudos.
Tudo. Todas elas disseram, você é inocente, armaram pra você. Só que eu dizer que eu sou inocente está manchando a honra de quem me acusou e que perdeu na justiça. Então, quando eu falo isso, ela vai de lá onde ela está morando, gastando meu dinheiro, ela manda o advogado aqui de São Paulo meter uma Maria da Penha. E como que funciona a Maria da Penha? Quando ela for julgada, eu ganho.
Eu ganho quando ela for julgada. Porque aí o juiz vai analisar o mérito. Mas, no início, a Mariana P. serve para proteger a mulher. Então ela chega com uma história bonita, não precisa provar nada. O juiz vai dar medida cautelar, um monte de sanção e tudo mais. E eu peno essas sanções até o meu advogado conseguir na justiça que o processo seja julgado. E aí ela perde.
Sempre perdeu as três primeiras, acho que está na quarta. Então, eu falando aqui que eu sou inocente, que ela fez o diabo na minha vida, roubou tudo, foi provado na justiça, foi provado, nunca houve dúvida. Promotoria.
Pediu a minha inocência. Juiz de primeira instância concordou. Subiu para a segunda instância. Ela pediu anulação. Foi chamada procuradoria. Promotoria. Que susto. Você está ficando bravo. Suas energias estão... Eu fico denso. Eu reverbero. Mas eu já vou mudar. Você viu aí. Só para concluir. E aí subiu a procuradoria.
chancelou como inocente, foi para os três desembargadores da segunda instância, tudo unanimidade, nunca houve dúvida. Mas não, ele ganhou por ausência de provas. Exatamente, não há uma prova, nunca houve uma prova. Pelo contrário, do meu lado existem laudos feitos na suposta vítima que prova que ela nunca sofreu nada, nem psicológica, nem física, que foi tudo uma invenção para poder me matar.
Mas eu falar isso mancha um... Isso é provado. E aí ela mete uma maria da pena. Felipe, mas eu sei que... Enfim, você não fala assim, eu não quero mais falar sobre isso. Mas qual foi a acusação contra você? Pedofilia. Eu levei muitos anos pra conseguir pronunciar. É, foi um processo psicológico. Eu até hoje não encosto em criança. Não encosto.
Não encosta em criança, você não consegue... Meus amigos, com amor no coração, eles vêm e falam assim, pega aqui, meu filho, a gente ama você, a gente sabe que é mentira, pega aqui. Eu não encosto. Por conta disso, Felipe? Crianças, bicho e criança. Eu tenho uma energia, acho que essa energia autista, brincalhona e tudo mais.
Então assim, eu chego num lugar, é muito comum, eu tô no trabalho, os filhos do dono, eles começam a me abraçar, pegar, e fica assim pra pegar. Eu travo na hora. E não quero ter filho mais. Não quero mais. Por conta disso? Não quero. Felipe, você tá traumatizado? Tô. Óbvio que eu tô. Mas eu não quero.
Vou fazer uma pergunta meio invasiva. Você fez terapia? Eu faço ainda. Faz ainda. Faz acompanhamento. Faço. Psiquiátrico e com psicólogo. Que, aliás, doutor Tiago de Campinas. Manda beijo pro psicólogo. Doutor Tiago, meu psicólogo, que me atura. Que é a única pessoa nesta terra que eu falei que ele tem autorização pra se meter na minha vida. Porque ele realmente... Ele se esmera no cuidado comigo. E ele é muito bom.
Então assim, eu faço terapia. Mas, por exemplo, tem situações que eu ainda não... que dói só de pensar. Eu sou chamado de ex-presidiário.
A acusação dela foi... Qual foi a acusação? O que ela falou? O jeito que você soltou aí, já deu pra ver que você não... Falou, né? Soltou... Porque hoje eu consigo falar, mas também vamos falar rápido. Mas pro pessoal entender, talvez tem gente que não conhece a sua história. O que ela falou de você? Eu fui acusado de estuprar uma criança, mas um estupro extremamente bestial. Uma coisa que nenhum adulto...
Ah, bom, não sei, né? Mas geralmente um adulto também não aguentaria. Então, eu fui acusado disso. E por causa... Eu tô começando a tremer o lábio. Mas por causa do envolvimento...
de um senador da República que hoje é processado, Magno Malta. Magno Malta ligou para a delegada e falou, manda prender ele. Não existia denúncia, não, existia a denúncia dela, mas não existia inquérito, prova. Eu era uma pessoa que nunca tinha passado na polícia, eu tinha agenda pública, eu tinha residência fixa. Não houve uma testemunha, não houve oportunidade de eu...
Dar a minha versão, meu depois... Nada. Simplesmente mandaram me prender. Me jogaram em Bangu 10. Bangu 10. Em Bangu 10. Ah, mas Bangu 10 não tem. Pesquisei. Bangu 10, em 2016, funcionava. Hoje não. Mas por que, Felipe? Você falou de um plano diabólico. O que aconteceu? Por que essa pessoa quis fazer uma denúncia contra você? Foi raiva? O que foi? Dias depois, essa pessoa estava morando junto na minha casa já com outra pessoa.
Dias depois que você foi preso. Dias depois. Não tinha um mês. Um mês que saímos de meu filho foi estuprado pra vou botar um novo macho dentro de casa. Qualquer mãe. Eu aprendi isso com todas as mães que me mandaram no direct. Que tiveram os filhos estuprados ou as filhas estupradas. Elas nunca mais colocaram um homem dentro de casa. Só quando as crianças saíram depois de adulta. Elas não colocaram. Ou levaram anos e anos e anos. E outras nunca mais.
Então, seu filho é estuprado e você fala tô precisando de sexo, vou botar um macho aqui. Em um mês? A acusação foi sobre um menino que não é seu filho biológico, ele é filho só dela. Só dela com um cara e o pai da criança ficou do meu lado. O pai biológico. O pai biológico ficou do meu lado.
Então ela te acusa de abuso sexual de Pedro com o filho dela. Ele era uma criança na época. E aí esse senador... É deputado, né? Não, senador. O Magno Malta. O Magno Malta. Esse senador que você falou manda te prender. E você é preso. Sim. Bangu 10 no Rio.
E depois de dias, ela já tá com outra pessoa. A sua ex-esposa tá com outro homem dentro de casa. É. Da minha casa, porque eu não posso mais voltar pra casa. Por causa da lei Maria da Penha, que ela colocou. Então eu fui impedido de pegar uma cueca. Eu nunca mais peguei nada. Mas não teve julgamento? Não teve...
Teve, filho. Isso aconteceu em 2016. Pra você ser preso, não teve... Não! Isso que eu tô te falando, não houve investigação. O estado do Rio de Janeiro é processado porque o que eles fizeram é absurdo, não existe na lei. Eles pegaram uma pessoa, jogaram na cadeia, porque alguém pediu, e simplesmente falaram agora a gente vai...
Reunir testemunha, ver se tem prova, saber se ia laudar a criança, passar por perícia e não sei o quê. Enquanto eu estava na cadeia. Você tem ideia de que as pessoas não sabem a dor que eu tenho de falar isso e elas ainda dizem... Olha lá. Presidiário.
Você fala pessoas da internet, comentários e tudo. Eu também já vi uns relatos seus. E aí, ó, você está super assim, na vontade. Você fala, Daniel, eu não quero mais falar disso. Vamos mudar de assunto, vamos falar de pôneis coloridos. Você fala, tá? Eu vou indo, aí você me avisa. Eu vejo que você está nervoso. É uma história... Eu vejo que você está nervoso.
Cara, é uma história bizarra, uma história de um ser humano que passou pelo pior e eu vi você contando já relatos, pior ainda, de dentro da cadeia. Porque você chegou a ser preso, foi, como você mesmo disse, jogado lá dentro e aí vão começar as investigações. E aí eu já vi alguns relatos que lá de dentro foi um inferno também.
Todo mundo acha que a primeira pergunta que todo mundo faz é a pergunta óbvia. Alguém acusado de Pedro jogado na cadeia. Então a primeira pergunta que todo mundo faz é, você foi estuprado? Vou fazer essa pergunta. Ah. 99 em cada 100. Ou 101 em cada 100. Bom, é...
A única coisa que não aconteceu comigo foi estupro. E acho que nisso aí eu vou olhar para Deus, para a fé, porque acho que de alguma forma o universo, seja o que for, sabia do limite. Sabia que se eu fosse estuprado, eu ficaria quebrado. Eu não tinha como voltar.
E o resto eu aguentaria. Mas eu acho que não vale a pena. E eu não aguento, não aguentei. As pessoas falam, você é muito forte. Eu não sou, não sou. Eu só não sei como eu continuo vivo. Só não sei como. Mas eu fui torturado de formas absurdas, velho. Pelo amor de Deus. Dentro da cadeia.
Felipe, Sara, dá um nem fim pra gente. Ô Felipe, você sabe que eu, um dos meus maiores medos da vida é ser preso assim, sabe? Você quer parar? Você quer dar um tempo? Ó. É um dos meus maiores medos da vida.
Eu não imagino como é chegar dentro de uma cadeia, ver aquela situação, ver aquele ambiente, aquelas pessoas e tudo mais. E você, num sentido, é preso por uma injustiça, não adiantava você gritar lá dentro, não adiantava você fazer nada.
eu não quero te perguntar, se você quiser você conta como que foi lá dentro, mas como é que foi o processo de reversão disso? Como é que você começa a se reerguer de novo no sentido de, o julgamento está acontecendo, você vai estamos conseguindo provar a sua inocência. Quando eu ganho em segunda instância quando eu ganho em primeira instância eu ainda não tinha força, eu fiquei tão machucado Mais, né Felipe? É, mas assim, eu não tinha eu não ficava em pé eu não tinha força, eu não tinha força
Era uma dor absurda O meu nariz ainda é quebrado O meu nariz eu ainda não consegui Se você colocar a mão aqui é duro É tudo duro, é tudo osso Porque ele foi quebrado E o meu rosto, graças a Deus, já consegui fazer alguma coisa Mas aqui afundou e aqui estufou
Você foi agredido lá dentro. Muito, muito, muito, muito, muito. E se você perguntar assim, como você começou a ver que as coisas mudaram? Quando eu ganhei em primeira instância, eu não tinha força para falar. Então ninguém ficou sabendo. Só que da primeira instância eu já senti...
um respiro, um vislombre de esperança. E aí eu começo a... Não vou andar dentro de casa. Dentro de casa não, era um apartamento minúsculo. Um bairro muito simples. Porque era o que eu estava conseguindo pagar. Porque eu tinha sido roubado de tudo. Eu saí de uma casa gigante na barra, de frente para a praia, para morar num quarto-sala. Mas era o lugar que ninguém conseguia, porque era dentro da comunidade. Então eu não seria morto.
Porque eu sofri ameaças de morte durante todo o processo. De fãs que acampavam na frente do prédio. Peraí, ameaça de morte desses fãs que acampavam? Desses fãs dela. Porque ela incentivava isso. Então, por exemplo, uma vez eu estava caminhando ali no Rio de Janeiro, tentando voltar bem devagar, não sei o quê. Uma pessoa chegou do meu lado. Eu recebo um direct no Instagram. Você está com a roupa tal, tal. Cuidado, a gente vai te pegar.
Só que isso era diário. Então, assim, lá nesse lugar bem simples, pelo menos eu estava protegido. Porque, olha que coisa horrível. Mas ali era da milícia. Eu sou contra a milícia, tá? Ali era da milícia. Mas o chefe da milícia foi preso junto comigo. Ele ficou na cela da frente. Então, se nos primeiros momentos eu tive proteção e comida, foi porque quando ele foi solto...
Ele bateu na minha porta, eu desesperado, entra dois caras armados, e ele atrás. E aí, meu irmão? E aí, pastor? Caraca, não sei o que, tá precisando de alguma coisa. Passado. E aí, o condomínio é da gente, então fica tranquilo. O condomínio não era da milícia, que ele era o chefe. Sim, sim, sim. Não, na realidade ele era o chefe. Ele era o 01, era abaixo do chefe. Vocês ficaram presos de celas, um de frente pro outro. Um de frente pro outro.
Felipe, no céu. Um de frente para o outro. Isso depois que a mídia já tinha descoberto que estava helicóptero sobrevoando a penitenciária. E aí o diretor da penitenciária entrou que nem um desesperado pelas alas do presídio adentro, querendo achar o meu corpo, porque estava o governador ligando, estava não sei quem ligando, e ele sabia que eu estava morto. Então, quando eles me acham na cela, no corredor D, que é assim, A...
Tem até uma televisãozinha no corredor. B, você tem colchão. C, você tem o chão. D, você tem lixo, esgoto, um buraco. Não tem água. Era ali que eu tava. A D é que você tava. Era ali que eu tava.
Então ele descobre que eu tô ali. Foi questão assim, acho que em cinco minutos. Eles esvaziaram uma cela na ar. Me jogaram lá. E aí eu pude ter, pela primeira vez, um colchão, um cobertor. Porque tava muito frio, muito frio. Era junho. Tava muito frio. Eu tive, pela primeira vez, comida. Porque quem me espancava não eram os presos. Eram os guardas.
E eles deixavam minha comida no sol para apodrecer e depois me dava. E aí eu passei alguns dias sem comer, comecei a passar mal. E aí o pessoal da própria cela fala, não passa mal, não passa mal. Você não pode passar mal, porque se passar mal já era. E aí quando tudo acontece, eu sou levado para essa. Eu lembro nitidamente. Aí veio um policial pela grade e me deu uma passoquita. Ele falou aqui para adoçar seu dia.
E aí ele começou a puxar assunto. E aí, ah, eu também tenho um problema com a minha esposa. Eu soube que você gosta de tratar famílias. E aí puxou assunto. O que eu faço? Eu tenho que tornar uma pessoa melhor. Aí veio o outro dele. Eu sei exatamente quem são. Eu posso descrever cada detalhe de todos os dois. E não sei o quê. E eu, claro, não. A gente pode sentar, pode conversar. Eram os dois que me torturavam. Felipe, eu não sei o que dizer.
Quer piorar? A primeira vez que eu consegui sair de casa foi porque uma amigona me arrastou. Foi pro aniversário dela. Ela me arrastou, ela foi me buscar. Ela falou, eu te busco, eu te boto numa mesa especial, só com a minha família. Ninguém vai saber quem você é. Eu fui disfarçado. Porque eu ainda não tinha ganhado.
Mas só um pouquinho, você sai em que momento? Você fica quanto tempo? Oito dias. Você fica oito dias preso. Depois eu passo quatro anos em sanções. Então não posso sair de casa. É daquelas restrições todas. Não posso entrar em contato, não posso ter acesso a nada, não posso sair de casa, não posso dormir fora de casa, não sei o quê. E aí nisso são mais quatro anos. Eu passo quatro anos e aí é onde eu definho completamente.
dentro da prisão foi esse processo de agressão de tortura, de tudo e aí depois vem o processo psicológico você fica oito dias lá no inferno total e esses quatro anos fora processo psicológico, que você não anda fora como culpado fora isso porque até então
Eu sou culpado. Eu não consegui provar que eu sou inocente. E ela sempre utilizando isso muito na mídia o tempo inteiro. Usava inclusive os contatos que eu tinha. Então assim, durante quatro anos eu vivi enclausurado em prisão domiciliar como culpado. Porque ninguém acreditava em mim. Nem os meus amigos. Todo mundo abandonou.
Todos os cantores, qualquer um que você possa citar aí, que eu ajudava, inclusive, a ganhar Grammy. Cantores evangélicos. Todos eles. Tudo. Me excluíram, bloquearam, tiraram tudo sobre mim nos Instagrams dele. Porque, assim, era figurinha, né? Porque dava like.
Claro, uma foto com você, um story com você. Acho que não existia stories. Mas assim, dava muito engajamento. Sumiu tudo. Eu lembro que tem uma cantora pastora da Barra da Tijuca. Não vou dizer quem é, mas ela tem um cabelo preto lindo. Ela parece a Mara Maravilha dos anos 80. Famosa. Todo mundo já sabe quem ela é. Eu fui pedir uma cesta básica na igreja dela.
Isso depois, quando você estava em prisão domiciliar. Um amigo levou para eu pedir. Porque eu estava assim, cara, eu tinha que comer. Eu não vou dizer que eu passei fome, porque eu tinha minha mãe. Mas entenda que a minha mãe estava nos mantendo no Rio de Janeiro e ainda tinha as coisas em Minas. Tá.
Então, assim, a gente não estava podendo gastar nada e ficou muito difícil. Mas e tirando todos os gastos que a gente teve no processo, né? Então, e aí... Você pediu uma cesta básica pra essa... Isso. E aí ela falou, não. Falou não. Não falou, mandou alguém falar. Falou, não, você não é da igreja? Essa pastora tá em atividade ainda? É uma das mais famosas. Atualmente.
E hoje, claro, ela é a melhor amiga da ex. Ah, hoje é a melhor amiga. É. Saiu a Flor de Lis, né? Porque a Flor de Lis está presa. Porque as duas eram muito amigas. É verdade, a Flor de Lis era a pastora também, né? É a pastora. E aí ela virou agora amigona. E aí, nesse momento, Felipe, em que você começa a avançar as provas, não...
As provas não tiveram provas, né? Não, avançou o processo. Sobre a acusação de abuso. Teve prova do meu lado, que foram os laudos periciais. E depois todas as testemunhas. Inclusive os policiais da delegacia que acolheram a denúncia, sem exceção, depuseram a meu favor.
Eles falaram assim, diante do juiz A gente só faz isso há 20 anos Porque era uma delegacia específica De criança e adolescente A gente só faz isso há 20 anos A gente sabe quando é mentira e quando é verdade Mas mesmo assim a gente fez toda a perícia O laudo psicológico E a gente está aqui hoje para defender ele Então foi feito tudo Todos os exames na criança Todas as perícias E quanto tempo demora Para sair a sua Então
A absolvição de tudo. Primeira instância, quatro anos. Segunda, cinco. Quatro anos. Não, peraí. A segunda demora mais cinco ou mais um ano? Mais um. E aí, mais um ano e pouco. Foi dia 4 de abril de 21. 2021. É bem recente. É recente. Muito recente. Mas a gente não esquece, né? A gente não esquece o dia que a gente é preso. Nunca vai esquecer.
Assim como o dia 4 de julho. Assim como, eu nunca vou esquecer também, o dia que todo mundo foi obrigado, toda a mídia, todo mundo a dizer que eu era inocente. E aí, o mundo acreditou. E aí minha vida mudou. Eu assinei contrato com a editora, eu não sei o quê, dei entrevistas, foi em alguns podcasts, e a sociedade, a igreja, todo mundo falou, cara, nós entendemos que você realmente foi vítima.
Aí, em 2021, no final, eu venho a público e digo que estou apaixonado por um homem. Então eu seria bissexual. Foi o suficiente. Toda a minha inocência acabou. Se ele é gay, foi o que ela disse publicamente. Todo pedófilo é gay. Todo gay é pedófilo. Ela falou isso publicamente? Publicamente.
E aí, depois ela teve que voltar a se explicar porque a associação LGBT mandou uma notificação. E ela, não, não é bem assim. Mas se um homem comete contra uma criança, ele é gay. Entendeu? Ela tentou se justificar. E aí foi vendido pra igreja e pra igreja espalhada por sociedade. Que já que eu tinha mentido sobre a minha sexualidade, eu menti também sobre o estupro.
E na realidade eu cansei de explicar. Gente, eu me descobri agora. E tudo bem, eu tô feliz. Mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Não é porque você disse que a minha camisa é vermelha que eu digo que você nem é homem. Porque você tá mentindo, você deve ser mulher.
Então, assim, é uma comparação esdrúxula. E eu tô gaguejando, porque eu tô muito nervoso. Mas... Não fique feliz. Não, mas não adianta, velho. É passado. Eu sei, eu sei. As pessoas não deixam. Elas continuam. Você entende que, por exemplo, eu não posso postar onde eu trabalho. Sim, sim, sim. Porque senão elas vão encher o Instagram da clínica, da loja, da empresa. Que é assim, ó, ele fez isso, ele fez isso. Mas aí, até o dono...
procurar e ver que na realidade tá nítido de que fui uma armação, de que eu fui inocentado, eles não estão querendo lidar com polêmica. Entendi. Então eu sou dispensado. Isso afeta então, claro, até hoje, né? Tudo nisso.
E aí é mais difícil ainda. É por isso que eu tenho trabalhado em outras carreiras, em outros locais. Porque eu ouvi esses dias alguém gravando um vídeo falando que eu era vagabundo. E aí eu aqui do lado de cá, mano... Eu não vou aparecer na internet pra me defender. Eu não vou aparecer na internet pra justificar. Mas do lado de cá eu comecei a chorar. Porque assim, sabe quantas entrevistas eu fiz?
e eu passei de cara em todas elas como o primeiro, no dia da contratação eles falam, então, a gente quer evitar polêmica. Então você não vai trabalhar. Poxa, mas eu trabalho certinho, trabalho direitinho. Não, você é incrível. Mas a gente não quer, a gente quer evitar polêmica.
Felipe, e não teve um contra, digamos assim, um processo da sua parte, não? Tem muitos. Tem muitos, né? Tem muitos. Imagina. Porque a sua vida foi destruída, né? Muitos, muitos. Mas eles vão acabar expirando sem nada acontecer.
porque primeiro que mulher mãe reprimária não é presa não pode ser presa por lei se você tem um filho de menos de 200 você não pode ser presa é lei e segundo quando essas coisas começaram a não poder mais ser contadas aqui no Brasil, mudou para os Estados Unidos
E lá ninguém é intimado, o processo não anda. Porque a justiça... Ela tá lá agora. A justiça não atinge lá. Então o que faz? Ela me atinge aqui, porque eu moro no Brasil. De lá? Ela mandou advogado daqui de São Paulo me atingir. Mas ela pode falar o que ela quiser.
sobre mim, as maiores atrocidades mentirosas da vida sobre mim, que eu posso conseguir no juiz sanções pra que ela seja proibida, pra que haja uma lei, tudo. Mas não funciona, porque ela tá nos Estados Unidos. Entendi, não funciona pra lá, né? Funcionaria se ela estivesse aqui. Não, se ela estivesse aqui, ela já estaria presa. Já estaria presa? Porque as coisas te teriam andado. Entendi. Porque tem sequestro. Sequestro? Eu fui sequestrado por ela.
Por ela? Antes de eu ser jogado na cadeia, eu passei oito dias em cárcere. Sequestrado. Mas como assim por ela? Ela mandou meu motorista. Eles me doparam, eu fui sequestrado. Essa é uma seara muito espinhosa, eu não vou entrar nela. Não, não precisa contar. Porque ali foi muito, muito, muito, muito, muito, muito difícil. E foi durante esse período do sequestro que ela conseguiu tirar tudo do meu nome. E eu provei tudo isso para o juiz.
Por isso que eu te perguntei, Felipe, se você... Eu não gosto muito de... Acho que é muito invasivo perguntar se as pessoas fazem terapia. Mas eu acho que a terapia é o que te ajudou, é o que te salvou? A terapia, a psiquiatria? Eu falto no médico, mas eu não falto na minha terapia. Eu levei muito tempo para aprender a pedir ajuda. Porque eu não sabia, eu ainda não sei.
mas eu tenho um terapeuta que ele insiste em mim que é o que você falou? doutor Tiago então ele sabe quando eu estou ficando fraco quando eu estou querendo desistir e ele começa, ele insiste vamos para uma sessão vamos para uma sessão vai para a academia ele é quase um coach
Quase um coach. Quase um coach. Esse vai pra academia, ele é o muito... O que eu sempre falo pra mim. Vai, não fica pensando, não. Levanta e vai. Aí, Felipe, é muito triste, né? Falar sobre tudo isso, assim.
Mas eu vendo os seus vídeos hoje, é engraçado, eu vejo você como uma pessoa muito forte. Não é porque você chora que você lembra que você treme que você não é uma pessoa forte. Eu vejo você como uma pessoa muito forte. Porque quando você assume um relacionamento com outro homem e mostra isso, também é uma demonstração de força para mim, e mostra nas redes sociais...
com um moço, acho que ele era jornalista, eu via as pessoas muito incomodadas, mais uma vez, com a sua demonstração de alegria. Isso é uma visão minha, depois eu quero saber a sua. Mas quando você passa por todo esse processo de que você é inocentado, que você é absolvido,
e que você não está mais preso, e que você se encontra com uma... se assume uma pessoa bissexual e relaciona-se com um homem, eu lembro que tinha muitos comentários do tipo mas não precisa de tudo isso.
Olha, olha lá. E aí eu falei, gente, esse homem, que é você, é um homem de muita força pra mostrar tudo isso. Porque aí você me conta agora que eles começam a associar, porque ele é bifexual, então tá mentindo naquela época e tal. Esse momento que você passa por tudo isso foi um processo também muito doloroso ou você já passou mais de boa? Não, pelo contrário. Eu estava machucado, aí vinha uma machucada em cima do machucado.
Imagina. Então, assim, a minha última decepção foi a pior. E tem há pouco... Decepção do que? Amorosa? Amorosa? Foi a pior. Porque eu acho que eu já vinha machucado, machucado, machucado, machucado. Eu tenho um ex maravilhoso.
Um dos meus ex é meu melhor amigo. Da vida. Que maturidade. Da vida. De eu dormir na casa dele. De a gente apresentar o namorado um pro outro. Até hoje. Até hoje. Eu falei com ele hoje. Eu vim da casa dele. Vim pra cá. Não, eu vim do trabalho. Mas depois eu vou daqui direto pra casa dele. E aí a gente torcer e vibrar um pro outro e ele já foi meu namorado, que é o Rafael. Um beijo, Rafael, pra você. Não, ele é... Um beijo pra você.
Ex-legal é uma pressuridade. E eu sei que a gente se dá super bem, mas por causa dele.
Ah, por causa dele. É, porque eu sou meio difícil, entendeu? Eu, às vezes, guardo mágoa, ou então eu separo. Você me magoou, eu não quero contato com você. Entendeu? Eu tento me proteger. É, imagina ainda mais depois de tudo isso, né? É, e o Rafael é a melhor pessoa da vida. Tem outros, é isso que eu falo normalmente, mas eu tive uma decepção que me quebrou. E eu falei, cara, não... Eu tô tremendo de novo. Eu falei, cara, não precisa...
Disso, Felipe, pelo amor de Deus, foi um namorico. Foi mais, mas foi um namorico. Não precisa desse peso. Parece que você tá morrendo. Você é o quê? Bipolar? É borderline? Você é o quê? Vai explodir? Você fala pra mim às vezes, Felipe. Você é o quê? Adolescente? Não, não. Tá sofrendo assim? Nossa, e eu fui no fundo do poço. Eu queria achar petróleo. Jura, Felipe, que te deu... E aí, foi o que eu levei... A gente não tem controle também, às vezes. Foi o que eu levei pra terapia. Eu falei assim, olha, eu acho...
que é por causa de tudo que machucou. E eu nunca vivi a dor que eu tô vivendo agora, mas eu não tô sabendo lidar, tá doendo demais. E aí eu fiquei mais um tempo sem namorar e agora eu estou buscando.
Tá buscando? Alô, alô, você que tá em casa, um boy bonito. Sou bissexual, mas é o homem que eu quero, tá? É, você quer perguntar, hoje em dia você procura mais homem ou mulher? Não, eu não tenho problema nenhum em ficar com mulher, eu gosto. Tem pouco tempo que eu estava ficando com uma, mas eu não é, eu tenho muita responsabilidade emocional. Então eu não quero ficar com uma pessoa que eu sei que não tem futuro.
E eu não quero me relacionar com mulher. Eu não quero casar com mulher. Porque eu não quero acordar com medo. E eu não quero filho. Você não quer ter filho? Não quero. Eu queria ter 12 antes. 12? 12. A média lá da família. Mas nem adotar nada. Não.
porque eu também não quero começar a amar uma pessoa e aí ela ser obrigada a ouvir coisas relacionadas ao pai dela. Falando, ah, se ele é assim, logo ele faz isso com o filho. Então não quero. Pra protegê-lo, querendo ou não. É óbvio, você acha que eu não ia querer? Mas eu não vou fazer isso.
Engraçado isso. Bom, você é bissexual, mas eu pelo menos... Eu sempre ouvi de... Eu já tive um ex-namorado também que queria ter um filho. Falou que ia fazer. E sempre não foi uma vontade minha. Eu nunca tive vontade. Mas você falou que já teve vontade de ter 12 filhos na vida. Hoje não tem mais vontade. O Felipe, é muito super doloroso tocar nisso. Mas eu acho que assim, você está vivo. Não é momento coach, não. Mas você está aqui, está vivo. Está trazendo sua história. Que é uma história de muita...
de muita superação mesmo. Você fala que faz acompanhamento, faz a terapia e tá aberto a um relacionamento. Isso é muito bom, né? Porque você podia estar dentro de um buraco falando que eu não quero ninguém. Eu gosto de andar de mão dada. Você é romântico, Felipe? Eu sou muito. Eu sou muito. E assim...
Não é porque pessoas não souberam receber o meu amor que eu vou deixar de dar. Eu já tentei ser uma pessoa fria. E a única pessoa que sai sofrendo sou eu. Porque eu tenho que fingir pra mim mesmo que eu sou frio e eu querendo demonstrar. Mas eu também sou racional. Eu não sou emocionado. Conheci, ai meu amor, nada disso. Mas eu sou uma pessoa que, mesmo no processo de conhecimento, eu gosto de dormir.
junto, eu gosto de dormir de conchinha, eu gosto da sensação de ter outra pessoa comigo, de abraçar alguém. Eu sou aquela pessoa que ama andar de mão dada. Então, assim, é muito difícil para mim, até hoje, andar na rua sozinho. Ah, porque você tem medo? Não, eu não tenho medo de nada. Aliás, geralmente eu imponho, né? Porque ainda mais que eu treino e não sei o quê. Mas eu fico assim.
Eu fico mexendo na minha mão porque cadê a mão pra trançar na minha. Então, eu sou essa pessoa. Eu sou a pessoa que manda flor no trabalho. Eu sou a pessoa que manda flor no trabalho. Que fofo, gente. Mas mando flor pequena, uma rosa, um girassol, porque eu tô pobre. Então, se você também quer namorar comigo por interesse, meu querido, só se for nesse corpinho que é, aliás...
Se você entrar no meu Instagram, você vai ver que isso aqui é um espetáculo. Então, eu vi... Falando em espetáculo, eu vi que você postava fotos mesmo de sunga. Eu postei uma. De sem camisa. Não, sem camisa, meu sonho. Eu não queria nem que existisse camisa. É, porque adoro andar sem camisa. Eu amo. Eu quero um pretexto só. Um ponto, uma vírgula pra eu tirar a camisa. Tirar a camisa. É porque depois que a gente adquire um corpo, a gente quer exibir. Tem que mostrar, claro. Ai, Felipe, mas você quer exibir que coisa fútil. Aham.
Adoro. Uma pessoa que a minha cabeça não para, tem um milhão de coisas, 53 mil vozes, não é que eu sou fragmentado, não, é porque o autismo é complicado mesmo. Ah, você é autista voluntário. Não, sou laudado.
Você é laudado de espécie de autista? É, só. Então, assim, eu tenho dificuldades com algumas coisas que eu aprendi. Mas ele também explica muitas outras coisas em mim. E a minha forma metódica, a forma com dificuldade que eu tenho de mudança de agenda. Então, por exemplo, você marcou aqui hoje comigo.
logo que eu soube, faltando uma semana eu já avisei no trabalho eu já avisei pros colegas, eu falei não vou poder vir, liguei pra faculdade, liguei pro professor eu não vou poder ir porque eu tenho um compromisso e tal, aí é prova hoje é prova, tá? hoje é prova
E aí avisei pra ele, não posso falar, senão as pessoas vão descobrir o que eu estudo. E é segredo por enquanto. Ninguém sabe. E aí, então, o que que acontece? Eu tenho dificuldade com mudança. Aí se, de repente, eu faço tudo, aí eu programo a minha agenda, a academia, o trabalho. Aí você fala, Felipe, eu confundi. É amanhã. Você consegue? Não consigo.
Eu vou conseguir. Mas você vai acabar com o restante do meu deal o dia inteirinho seguinte. Por quê? Pra eu me reorganizar por causa do autismo, que é uma merda.
Eu não suporto quem vai pra internet glamourizar o autismo. Entendeu? Ai, gente, acabei de ganhar carteirinha. É uma merda. E é assim, desculpa o palavreado, mas é horrível. Porque só quem é de verdade, que teve todas as limitações, as perturbações na mente, uma vida inteira, e aí de repente você descobre que todo mundo não é assim. É só você.
Então, não adianta. A primeira coisa que você vai falar, o problema sou eu. Porque sou eu que não consigo demonstrar desta forma, sou eu que não entendo piada desta forma, porque eu não entendo sarcasmo. Eu sempre achei que as pessoas eram burras.
Porque elas faziam uma piadinha e eu não entendia e eu sou inteligente. Sabe aquela coisa assim, você está tentando justificar para você? Não, eu sou inteligente, eu tiro uma nota boa. Eu não entendi, então a pessoa que é burra. E aí depois de vez, você descobre que na realidade eu tenho uma incapacidade de entender sarcasmo. As pessoas sempre foram incríveis. Eu que nunca entendi.
Entendeu? Então assim, isso é uma merda. Faz tempo que você pegou o diagnóstico? Tem alguns anos já, quando ainda não era glamuroso. Mas eu também não falo sobre isso, não ando com cordãozinho. Eu não sabia. Entendeu? Eu acho que não precisa, mas com quem eu me relaciono eu abro o jogo. Eu falo, olha, eu explico sentimentos. Eu explico sentimentos. Eu não sabia que isso não era normal.
Explicar o sentimento. É, tipo assim, eu estou com saudade de você. Olha, eu estou com saudade de você, porque de manhã cedo eu vi um pássaro e eu lembrei que pássaros, eles no inverno, eles voam para um outro lugar em bando para poder se aquecer. E eles fazem a migração. E, geralmente, as pessoas sentem saudade. O que é saudade? Porque eles não vão estar lá, eles não vão estar cantando naquela região, eles vão estar em outra. Então, elas vão sentir falta. É isso.
Você explica. Eu explico o sentimento. Eu não sabia que isso não era normal. Eu acho muito bonito e fofinho. Mas não que não seja normal. Mas é difícil achar alguém que explique o sentimento. É verdade. Porque eu quero que as pessoas entendam. Então eu não sei. Nossa, deu uma canseira. Quer ir ao banheiro? Eu quero. Eu também preciso ir ao banheiro. Vai ao banheiro, Felipe. Toma uma água. Fica o tempo que você precisar lá. Que daqui a pouco eu vou também. Vou pingar o colírio. Que a minha bexiga tá de um velho de 80. Vai lá, fica lá.
à vontade. Só abre aí, os gatos estão aí fora. Ó, pra você que tá em casa, gente, é incrível a história dele. Eu já conheci a história dele, eu já vi em alguns podcasts, tá? E, gente, seguinte, eu tô vendo aqui os comentários deles, né, Sarah? Ai, o povo quer me casar, né, Sarah?
Não pode vir ninguém do Vale. Que eles querem te casar com a pessoa. Querem me casar. Ó, vamos aproveitar e falar rapidinho aqui da viagem, né? Ó, pra você que quer viajar comigo pra Itália em novembro, já se prepara.
porque eu estou com um projeto novo. Para você que não está sabendo ainda, que não está acompanhando os outros episódios do LendaCast, saiba que eu estou com um projeto novo com a agência Inclusive Travel, que é a agência de viagens, que vai me levar junto com vocês para a Itália em novembro de 2026. Como vai ser? Vão ser duas semanas lá na Itália.
com tudo pago, mas tudo pago por vocês. Cada um paga a sua viagem. Queria muito pagar de vocês. Mas é um pacote que vai ter. Está incluso o café da manhã e o jantar. O almoço não, é café da manhã e jantar, porque o almoço a gente vai estar na rua, a gente almoça por lá.
as passagens de avião e de volta, obviamente, e o translado dentro da Itália. E vai ser legal porque nós vamos juntos, desde aqui de São Paulo, pegar o voo, estaremos juntos no mesmo hotel e vamos passar por lugares que eu já contei as histórias aqui no LendaCast, como o santuário onde está a Carla Couto. Imagina a gente visitando São Carla Coutos juntos, o santuário onde está Padre Pio. Então, se prepare.
Clica nesse QR Code que está aqui na tela, abre a câmera do seu celular e joga aqui, direciona para esse QR Code, para que você possa conhecer as condições da Inclusive Travel para viajar. Saiba também que eles facilitam bastante, então você pode pagar em várias vezes a viagem. Então, conversa com eles. Você, quando abrir a câmera e clicar no QR Code, você não vai comprar viajar, cliquei, não.
cliquei e comprei, não, você vai ficar sabendo tudo como é, como são as condições para a gente viajar em novembro para a Itália beleza? Então bora viajar se você ainda não programou uma visita uma viagem internacional ou se você está pensando em viajar
para fora esse ano, vamos para a Itália em novembro, juntinhos, eu e você, para a gente conhecer lugares místicos e históricos lá na Itália. Vem para cá, Felipe. Hoje eu estou aqui entrevistando, numa entrevista incrível, Felipe Heiderich, pela primeira vez ao LendaCast. Só acompanhava a história dele pelas redes sociais.
Quer mais uma água? O que é que eu pego lá para você? Não, não, tem aqui. Felipe, você topa responder umas perguntinhas do público? Todas. Todas? Eu sempre pergunto assim, tem algum assunto que você não toca? Pode perguntar qualquer coisa. Pode perguntar. Se você não quiser responder, você fale também. Falar, não quero falar sobre isso.
E aí, Sara, agora quem precisa do banheiro sou eu, fazer um pipi e volto já. Então, ó, se você tiver perguntas pro nosso convidado de hoje, Felipe Reiderich, deixa aí nos comentários que a gente vai... Vou repassar aqui pra ele. Ele topou responder umas perguntinhas. E aí eu vou ao banheiro e a Sara faz as próximas. Tá bom, Sara? Beleza. Mas eu também vou e volto rapidinho. Gente, tem uma banheira de pé no banheiro dele.
Como assim uma banheira de pé? Ah, tá uma banheira. Não, a sua banheira tem pés. Ah, de pé. Eu acho extremamente chique. É linda aquela banheira. Só que ela não é original. Eu entrei no banheiro e falei assim, ele tem uma banheira com pés. Mudei. É, com pés. Isso. Eu falei, caramba, eu só vi isso nos filmes. É lindo, né? Essa banheira que eu tenho é a vitoriana.
Só que ela não é... Uma banheira dessa original, ela é de ferro, muito pesada. E aí, quando eu fui... Eu sempre falei para uma moça de uma loja de antiguidade que eu queria uma banheira no estilo vitoriano. Ela falou, tem uma aqui que é um material muito bom, que é acrílico, mas não é original. Uma original vitoriana custa, sei lá, 8 mil, 10 mil reais. Essa daqui custou 500. 500 reais. E aí, mas é bonita, né? 8 mil, vou tomar banho de bacia.
É linda. Nossa, eu cheguei no banheiro e falei, cara, eu amo aquela banheira, meu xodó. Ó, Felipe, já chegou a primeira pergunta, eu vou fazer pra você, aí eu vou ao banheiro e volto já, já, mas fica a vontade pra responder. Tem uma pergunta aqui do Jonathan Salles, ele falou assim, pergunta ao Felipe da vez que o Daniel Mastral ajudou ele. O Daniel Mastral te ajudou? Sim. Assim que eu me assumi, me assumi, tá.
Eu preciso muito do banheiro. A sua câmera é essa, pode conversar com o povo. Tchau. Tchau. Vai com Deus. E aí, quando eu me assumi, duas pessoas. Uma entrou em contato e auxiliou, mas foi um contato exclusivamente de internet, que foi o Caio Fábio.
E o outro foi o Daniel Mastral. A gente já tinha tido alguns contatos de Oi, por causa de congressos e tudo mais, e eu gostava demais dele, demais dele e da Cíntia, que era a esposa, a primeira esposa.
E aí quando tudo aconteceu, o Daniel motivou os alunos dele, acho que são Guerreiros da Luz, que é chamado, a fazerem um chá de casa para mim. Depois que eu ganhei, que saiu na mídia.
E aí ele foi uma dessas pessoas que ele falou assim, ele inclusive criou um destaque no Instagram dele só pra mim e pro meu namorado na época. Ele dizendo, eu apoio você e apoio você enquanto gay também.
Então, muitos, inclusive, dos utensílios que eu tenho, foi do chá de casa nova que ele fez. E a gente seguiu caminhando junto durante um bom tempo. Depois a gente teve um problema com o início com uma editora. A gente acabou se afastando. Muita fofoca, muita gente tentando jogar um contra o outro. Não conseguiram.
mas a gente acabou não tendo mais aquele relacionamento de se falar todo dia. Mas alguns meses antes dele partir, ele me ligou, porque a gente estava tendo problema com a mesma editora. Tem uma editora que até hoje rouba os meus direitos dos livros e os direitos do Daniel Mastral até hoje. Você sabia disso?
Tem uma editora que rouba os direitos dos meus livros e do Daniel Mastral até hoje. Como assim rouba? É porque a gente fez uma edição com eles. Eles não pagaram os royalties. Continuaram até hoje produzindo os meus livros. Eles produzem até hoje. Daniel Mastral, a gente entrou com recurso na época. E eles continuam lucrando. O dinheiro dos meus livros vendidos não vem para mim.
E o processinho não vem? Tem processo. Essa editora, o que ela fez? Ela era de Sinop, Mato Grosso do Sul. E aí ele simplesmente... É a editora Arcádia. E aí tem um processo contra eles. Eles simplesmente não são mais encontrados. Eles continuam produzindo, vendendo, tudo online, entregam através de terceiros, mas ninguém sabe onde é o escritório. Até o Mastral estava perdendo tanto dinheiro. Ele contratou um detetive.
para tentar localizar. E não conseguiu. Para descobrir, para refeber pelo menos, a notificação, a intimação. Então, assim, a gente teve um... E aí, no final, antes dele partir, ele me ligou e a gente ficava junto, trocando figurinha para ver quem conseguia alguma pista para achar essa editora. E eles publicam o quê? Livro com histórias de vocês? Não, tudo. Eles publicam tudo. É uma editora evangélica.
Mas que publica tudo. Editora Arcádia. Acho que é Joyce o nome da dona. Então eles lançaram vários livros meus, relançaram os do Mastral, mas nunca nos pagaram. Ou seja, se você está falando agora e eles processarem, vai ser ótimo. Vai ser maravilhoso. Eu vou direto no Instagram e falo, editora Arcádia é uma editora safada que rouba.
os novos autores às vezes me mandam mensagem, é verdade que eles não pagam? é verdade, eles não pagam, eles roubam eles são malandros mesmo e fogem ninguém consegue achar, então assim se eles intimarem, maravilha, tô doido pra comparecer diante de um juiz com um monte de intimação pra entregar ó, aqui, ó, aqui não chegou gente, que babado, gente, pelo amor de Deus
Vou lançar meu livro em setembro, eu não quero problema. Meu Deus do céu, não é com essa editora, não. Ó, você falou do Daniel Mastral, eu também entrevistei o Daniel Mastral aqui em... Era em 2023, se eu não me engano. E ele também tem uma história...
de muita força, de muita dor também. Ele perdeu o filho, perdeu a escola. Eu conheci logo após a morte do Mikael, eu acompanhei a morte da Cíntia. Eu vim a São Paulo para ir no velório dela. De tanto que era a aproximação que a gente tinha. Mas tem dores que a gente consegue superar.
Tem dores que a gente não consegue superar, mas a gente consegue lidar com elas. Olha, eu não suporto, mas eu lido. E tem dores que você não consegue. Simplesmente não consegue. Então o mastral, ele passou por essas dores. Que simplesmente não dá. O remédio, ele só vai até aqui. A terapia vai até mais adiante. Mas alguma coisa é forte demais. E se você...
não lutar todo dia, no dia seguinte você está morto. E eu sei, porque eu luto todo dia. É extremamente exaustivo. Os meus momentos mais difíceis são quando eu tenho que passar dias usando toda a minha energia, simplesmente para ficar vivo.
Porque se eu passar por alguma coisa de novo, por exemplo, eu fiquei um centímetro e meio menor do meu lado direito. Então eu uso uma palmilha. Mas eu não uso no chinelo.
E aí às vezes eu tô em casa e quero andar descalço. E aí eu começo a andar, na hora eu travo. Travo a coluna, a dor é insuportável. Eu preciso ligar pros doutores dourados pra eles aplicarem ozônio direto na minha coluna, direto na medula, pra me destravar. E aí chega um momento que você fala, eu não quero mais sentir dor. Meu Deus do céu, é todo dia. Dor física.
Aí você está num dia que você está com uma dor física absurda, e aí você ainda tem que passar por gente vindo para a internet para gravar vídeo, para ter like em cima de você te detonando. E aí chega um momento que você fala, mano, para que eu vou ficar lutando?
Para que eu vou ficar debatendo se eu desistir não é mais fácil? Se eu tivesse desistido há 10 anos, eu teria tido agora já 10 anos de livramento, de falta de dor. Aí, às vezes, isso é horrível. Isso é uma... A mente é trabalhando contra você. E aí você pensa, poxa, se eu desistir hoje, pelo menos amanhã não vai ter dor. E aí, eu falo, tá, mas só hoje.
Só por hoje, né? Só hoje, só hoje. Eu vou pro Ibeira meditar. Sempre que eu tô em casa à noite, eu vou pro Ibeira. E aí eu tenho um ponto lá, perto do lago, eu vou lá, eu fico meditando, pensando na vida, e aí eu consigo um pouco mais de energia pra mais um dia. Quando o Daniel Mastral faleceu, você viu também a repercussão na internet? Porque o povo começou a perguntar muita coisa. Pra mim, pelo menos, perguntaram.
Eu vi muita coisa. Só que tava todo mundo querendo like em cima disso. Então tava gente de tudo quanto é lado fazendo vídeo. A única coisa que eu fiz, eu fiz um story com uma foto nossa. E falando assim, acho que alguma coisa do jeito. Eu te amo, irmão. Sempre vou te amar. Alguma coisa assim. Mas tava naquela época que aquele doido lá, que já foi bruxo, já foi satanista, já foi crente, já foi pastoro. Baunilha. Rick Baunilha.
Ah, Vic Vanilla. Vic Vanilla. E aí ele assumiu o papel de melhor amigo do Mastral, cujo Mastral ia lá para se confidencializar, eles passaram os últimos momentos juntos. E aí... E ele estava em alta. Então tudo que ele falava as pessoas compravam, saiam em sites de notícias. Jornalistas, amigos meus, postavam sobre isso. E eles falavam, você não vai falar? Eu falo, mano... Primeiro...
Eu ainda não acredito. Não consigo acreditar. Eu sei que ele morreu, eu sei que não foi assassinato e tudo mais, eu sei que ele se matou, mas eu não consigo acreditar. Ele tinha acabado de ter um bebê. E eu vi a alegria dele. E aí tinha um outro cara postando de melhor amigo. E só a minha postagem no histórico com uma foto já foi o suficiente pra um monte de gente que tava caçando like em cima dele se voltar contra mim.
E falar, então posta uma foto. Se vocês são amigos, posta uma foto atualizada. Mas gente, que absurdo. Olha o povo. Não tem o meu melhor amigo? Ele fez aniversário, dia 3 de maio. Eu postei foto do ano passado. Porque eu não tinha uma foto com ele. A refente, né? Porque a gente faz stories. E apaga, e não grava. É verdade. É verdade.
Gente, o povo... É, porque quando ele faleceu, o povo ficava perguntando pra mim, o que você acha? Como é que foi? Ai, gente do céu. Por isso que eu te perguntei, porque como você era muito próximo a ele. Ó, pergunta pra você, Felipe. Folha fantasma. Dan, pergunta pro Felipe no que ele acredita hoje, depois de passar por tudo isso no mundo, no meio evangélico. Você acredita em Deus ainda? Então, eu acredito em Deus. Tá.
Este Deus, você pode... Lembra que eu sou hoje... É porque se eu falar o que a editora chama, que é mitólogo, dá a impressão de que é de mentiroso. Mas mitólogo é aquele que escreve ou tem propriedade sobre mitos. Tá.
Então, assim, eu aprendi muito que durante a revelação e a criação da humanidade, desde a aurora dos primeiros dias até a atual, vários deuses foram manifestos com a mesma energia, a mesma doutrina, ao mesmo estilo, o mesmo nascimento, o mesmo tudo, com nomes diferentes. Então, se você é do Egito, é uma coisa. Se você é da Índia, é outra.
Eu me recuso a acreditar que Deus é territorialista.
Você só vai ser salvo porque você crê em Jesus. Não, na realidade, você só vai ser salvo porque você nasceu no Ocidente. Porque se você nascesse na Coreia, na Rússia, na Índia, na China, no Paquistão, então Deus não serve para você porque você não seria salvo. Então Deus é regional, é territorialista? Eu não acredito nisso. Eu acho que existe um ser criador...
Eu acredito em muitos deuses. A Bíblia diz isso. Deus dos deuses. Não terás outros deuses. Então existem outros deuses.
Mas eu acredito que há um ser. Este ser recebe nomes diferentes, dependendo de onde ele se revelou. Então, para mim, ele é Yod Resh Vav Resh, que é aquele tetragrama hebraico das quatro letras sagradas. O Yod, o Resh, o Vav Resh, que é tatuado aqui.
que traduziram de uma forma porca para Jeová. Só que não existe J em hebraico. Então não tem como ser Jeová. Aí pode ser Iêoa. Mas o nome dele não é pronunciado. Então acredito num ser. Mas não acredito como a maioria das igrejas acredita. Ah, mas Felipe, isso é sincretismo. É. Porque eu acredito que o Deus verdadeiro é o mesmo. Ele só se revela de formas diferentes.
Boa. É, eu também vou um pouco nessa linha, nessa crença, assim. Você tem um nome pra te designar, tipo, agnóstico ou... Não. Não. Tem um termo pra te...
Eu amo Jesus e eu creio em Jesus. Em Jesus. E se ele não fosse uma figura divina, se ele fosse só uma figura humana, natural na história, eu ainda seria um admirador. Porque depois que você lê os textos em hebraico, no original, em grego, no caso, é maravilhoso. É o grego coinec? É o grego coinec, é o grego da roça. É o grego da roça. É o grego da roça. A Bíblia foi escrita nesse idioma.
É, o Velho Testamento ou o Antigo Testamento, ele é escrito em hebraico, com pequenos textos, trechinhos em aramaico. Tá. O Novo Testamento, que é de Gênesis e Apocalipse, ele é escrito em grego, cuiné. Ó, tem uma pergunta aqui que vai nessa linha do que você tá explicando da sua crença atual.
A Luli Lu perguntou o seguinte, mas você já pensava, tinha essa ideia desse Deus quando estava na igreja? Ah, então você já tinha. Sim, eu li na adolescência um livro de Dom Richardson chamado O Fator Melchizedek.
E ele começava a explicar a revelação de Deus para os maias, a revelação de Deus para os incas, a revelação para os tchacacacacacaladada, não sei de onde, e convergindo tudo. Aí ele explica o Deus desconhecido da Bíblia que Paulo fala. Então eu tive... Este livro foi o livro que me fez... Que doido, né? Que me fez ter fé. Porque ele me fez amar o Deus da Bíblia, que até então era só um Deus cruel.
rigoroso, que quer um raio chicote, entendeu? De barbas, bem sisudo. Mas, então, claro que hoje eu tenho uma liberdade maior. No meu mestrado e também na graduação, eu visitei a maioria das religiões, porque o meu TCC foi sobre as grandes religiões mundiais. Mas hoje, eu também não tenho culpa para conhecer absolutamente tudo. Ontem eu sentei para conversar com um bruxo.
Um bruxo. Bruxo bruxo, que trabalha com bruxaria, que faz não sei o que. E ele é um seguidor. E ele falou, poxa, eu queria muito conversar com você sobre espiritualidade. Eu falei, claro. E ele falando, eu falei, cara, que delícia. O seu conhecimento, a sua visão de mundo, não sei o que. E ele, olha, eu achei que você ia me julgar. Eu, por quê?
Se for pra julgar, então eu tenho que assumir o papel de gay pecador. De que vai ser julgado por alguém. Eu não tô nesse papel. E também não tô no papel de convencer ninguém. Quem convence é o Espírito Santo. Não é meu. Se eu quiser convencer, tô tomando no lugar que é errado. Então assim, eu creio em Jesus e creio num Deus todo poderoso. Eu chamo esse Deus de Elohim. Elohim. Elohim, que é o Deus do Gênesis 1. E é o Deus plural.
Então é maravilhoso porque se tiver outros deuses, sejam de segundo escalão, de terceiro escalão, está todo mundo englobado.
Você nunca pensou, ou você já procurou essas igrejas inclusivas, alguma coisa? O que você acha disso? Eu sou amigo pessoal da Lana e da Rosânia, que são as pastores da Cidade Refúgio, a maior igreja inclusiva do Brasil. Eu não conheço, elas são pastoras de lá? São pastoras. A Lana foi uma pastora pentecostal da Assembleia de Deus, famosíssima nos Gideões, e ela era um testemunho dela, ela ficou famosa por ser ex-lésbica.
E aí chegou um momento que ela falou, gente, não dá, é mentira. Eu casei. A gente tem contato dela? Tenho, é amiga, amiga. Como é o nome dela? Lana Holder. Será que ela viria? Lana, convite tá feito. Qual que era o testemunho dela? De que ela era ex-lésbica. Ex-lésbica. E assim, ela prega absurdamente, maravilhosamente, inteligentíssima. Tá.
E aí, ela ficou muito famosa com esse testemunho de ex-lésbica, até o momento que ela falou, gente, então, ó, acordei pra vida, essa aqui é a mulher da minha vida, que é a Rosane, que era ministra de louvor. E a Rosane é linda, linda, assim, dói de tão bonita que ela. Passadíssima.
E aí elas montaram uma célula, começaram há 10 anos, uma célula, e foi aumentando, sofreram todas as represárias que você possa imaginar, igrejas grandes, mandando coisas horríveis. Imagina.
E aí, hoje, elas têm uma igreja muito grande, a maior do país, e tem cidade-refúgio. E tem filiais espalhadas pelo Brasil e para fora. Então, assim, tem elas como igreja inclusiva, tem outras igrejas inclusivas também, que eu conheço os pastores, mas é aquela coisa. Eu não concordo com algumas doutrinas.
Então, por exemplo, se você falar comigo assim, tá, sexo só depois do casamento. Eu vou falar, já caí nessa uma vez, não vou cair na segunda. Tamo junto, Felipe. Não vou cair na segunda. Ah, mas você vai conhecer e vai transar? Sim. Próxima pergunta. Sim, próxima pergunta. Sim, próxima pergunta. Segundo, o dízimo. Eu sou contra a forma como o dízimo, não tô dizendo que nessas igrejas é assim, mas a forma como o dízimo é...
empurrado goela abaixo. Eu não vejo nenhum texto neotestamentário, que é o que interessa pra isso, defendendo esta. Então, assim, eu não vou lá, porque, assim, eu já ouvi isso de uma outra igreja. Ah, mas pra você a gente libera. Você não precisa... Pagar o dívio. Não, você não precisa... Não, pagar o dívio... Você não precisa esperar até o casamento. A gente libera pra você.
Aí eu nunca mais voltei na igreja. Entendi. Por quê? Eu não quero ser exceção. Eu tô chegando agora, eu vou sentar na janela? Eu vou ter uma congregação com ódio de mim? Porque eu posso e eles não? Ou eu posso publicamente e eles não? Ou pior ainda, aí esconde, faz, mas não conta. Pelo amor de Deus, isso não é errado pra mim.
Eu mantenho algumas coisas privadas porque são coisas pessoais. Não é porque são erradas. São pessoais que eu não quero expor. É claro. Entendeu? Mas eu não vou ficar... Porque eu vou me entregar. Este é o meu problema. E é o problema do autismo. Se você pedir pra eu mentir agora, eu vou mentir. Se você daqui a 10 minutos perguntar, eu vou falar totalmente diferente.
porque eu não consigo lembrar daquela história, porque aquela história não é real, então eu não consigo gravar então vai chegar em algum momento eu vou estar com os jovens da igreja e aí estão conseguindo esperar ou então do nada, eu vou sentar ontem à noite, desculpa, a gente estou cansado porque essa noite foi intensa eu vou me entregar eu vou me entregar, então não quero
Você falou agora dos Gideões. O que é o Gideões? Gideões foi, durante até uns 5 anos atrás, a história do pentecostalismo brasileiro, o maior evento.
Onde só a nata da nata da nata pregava e a nata da nata cantava. De pastores. É. E quem pregava ou cantava lá tinha agenda lotada no resto do Brasil. Porque todo mundo queria ter na igreja uma pessoa que estava nos Gideões. Entendi. Que era um congresso top. E ela era uma dessas pessoas.
Pregava lá. Pregava lá. Os ideões tinham 50 anos de existência. Porque caiu agora, porque descobriram que é só corrupção, muita promiscuidade nos bastidores. Ah, é? Teve isso? Teve corrupção, drogas, mulheres nos bastidores. E aí houve, tipo... Doido, né?
E aí isso foi exposto publicamente. Eles não tiveram como... Tentaram esconder por mais um ano. Chegou um momento que não dava. E aí eu acho que ou acabaram ou virou alguma coisa mais regional. Não sei te dizer. Então eu pergunto porque recentemente uma pastora que estava pregando nesse evento, Gideonis 2026, Então eu acho que é rápido.
É Helena alguma coisa o nome dela? Helena Raquel. Helena Raquel. Ela viralizou com uma fala, né? Conhece ela? Isso, pessoalmente. A gente convidou ela para vir aqui, mas não obtivemos resposta. Mas ela viralizou com uma fala sobre violência contra a mulher, né? Violência doméstica, que é uma fala que, pelo que eu entendi, e é diferente da fala de outros pastores homens, por exemplo.
Entendo uma coisa, ela é a pregadora pentecostal padrão. Ela acredita nas mesmas coisas, ela tem os mesmos ensinamentos, que talvez hoje eu pense diferente. Mas ela ousou distoar num dos ensinamentos muito fortes, que é, se você apanha do seu marido, ore. Se o seu marido abusa de você, ore.
E isso, desde que eu era pastor, existia uma máxima, não só para mim que era o pastor sênior, como todos os outros pastores da igreja. Se alguém chegar vítima de espancamento, de abuso, de não sei o quê, a gente vai orar. Mas a primeira coisa que a gente vai fazer vai ser levar essa esposa para a delegacia, vai dar todo o suporte para ela, como igreja emocional, físico, financeiro, advogado.
E vai botar o marido dela, por ser espancado, na cadeia. E aí a gente vai dar o suporte pra ele na cadeia. A gente vai dizer, olha, se você quiser ajuda, não sei o que, e tudo mais, mas entenda que você precisa pagar pelo que você fez. Da cadeia ele não iria passar, imune. Não, a gente daria assistência emocional, assistência espiritual. Mas ele estaria preso. Mas ele estaria preso.
Porque uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Então, isso eu sempre tive comigo. E qualquer pessoa que já fez um gabinete comigo na época que eu era pastor de igreja, ela vai dizer, ele falava isso mesmo. Mas isso era uma visão da igreja também ou era sua? Eu era fundador da igreja, então era a visão da igreja. Porque a visão da igreja era a minha visão. Porque quando fala orar, o que é essa oração?
É a mulher orar pelo marido que bate nela? E só isso não vai denunciar ele? Não, não. Se ela é submissa ao marido, que é o líder do lar, a cabeça do lar, então se ela apanha, ela fez alguma coisa de errado. Como se ela tivesse falecido. Para ter tirado o marido do sério. Porque ele é um homem de Deus. E homens de Deus não saem do sério.
Então se ela apanhou, suponhamos, está com o olho roxo, ela chega num gabinete, isso assim, você pode dizer, a minha igreja não é assim, mas eu estou falando do geral. Do padrão. Do padrão. Isso eu sei porque eu estava lá. Então sim, eu sou de lá. E até pouco tempo eu ainda ouço isso o tempo inteiro. Então, apanhei do meu marido, não sei o quê. Então vamos aqui, você quer ajuda, não sei o quê. Mas então vamos orar. Porque Deus vai mudar o seu marido.
E aí ela é mandada para casa de volta depois da oração. Apanhar. E vai viver lá com ele. Muito provavelmente ela vai apanhar de novo. Porque ela não vai ter como explicar para o marido o que o pastor sabe. Porque ela não vai poder dizer que eu fui contar para o pastor. Então ele vai começar a questionar onde ela estava. Ela não vai conseguir explicar, então ela vai apanhar. Você falou que desse padrão da igreja de falar... Esse é o padrão, essa é a mensagem.
que todas as igrejas dizem. Essa pastora foi fora da curva. Ela deu uma... Helena Raquel? Helena Raquel. Helena Raquel. Ela usou, ainda mais num congresso de mulheres, porque o congresso de mulher, da Assembleia de Deus, é cheio de homem. São os homens que falam. Mas esse gideões é de mulheres? É de homens. Mas tem mulheres. Mas tudo na igreja é de homens.
Tem algumas igrejas que aceitam pastora. A maioria não. Eu vi muita gente falando isso. Falando assim, primeiro que não existe pastora. E até ela fala. Ela fala, gente, vamos procurar a luz da Bíblia. Pastora existe sim. E aí ela fala sobre isso. Eu queria aproveitar e perguntar de outra coisa. Mas nessa linha.
Para a homossexualidade ou para as sexualidades, qual é o padrão das igrejas evangélicas hoje? Por exemplo, da presbiteriana ou da batista? Todas as igrejas, todas, sem exceção, é a mesma doutrina. Sexo só depois do casamento. E você precisa casar virgem. Tá, mas isso para hétero, né? Não tem que ir igreja. Então, mas a minha pergunta é, para os homossexuais, qual é a... Ok.
Nós não temos muitas igrejas para gays, que aceitam gays. As grandes ainda mantêm a filosofia. Sexo só depois do casamento, porque a gente precisa tirar essa cultura de perversidade, essa cultura de promiscuidade de você. Então, sexo só depois do casamento. Tem outras igrejas que entendem que o papel da igreja não é interferir na sua vida sexual. O papel da igreja é ter um momento para você se aproximar de Deus ou religar e da religião.
Então entende que a igreja não tem que saber com quem você se deita. Não é obrigação. Assim como ela não tem que saber se você tem que ir para a praia ou não. Ou se você tem que usar jeans ou linho. Ou como você quer cortar o cabelo. Isso não é o papel da igreja. Mas elas fazem isso. Então tem poucas igrejas menores que aceitam gays que elas dizem assim, a gente não vai interferir. Porque não é nosso papel.
no papel do pastor, ser o paladino da moral e o fiscal do sexo. Deixa eu ver, olhando pra sua cara, quantos minutos de sexo você teve hoje? Três. Então são só três passos do inferno. Entendeu? Então assim, mas na maioria é. Então assim, é muito difícil, porque eu vivi sendo politicamente correto uma vida inteira. E eu era politicamente correto. E desculpa, eu não quero.
Então, assim, não vou esperar casar para me deitar com alguém. Mas então, por que eu pergunto dos homossexuais? Porque nas tradicionais é não e pronto. Não tem essa de... Porque, por exemplo, o heterossexual ainda tem a opção de ter uma relação sexual ou de casar dentro dessas igrejas tradicionais. Uma hora ele vai casar, ele vai ter alguém. Nós gays...
Castidade pra sempre. Acabou. Então, e você ainda vê nessas que permitem, assim, pessoas de 18 anos casando. Porque elas querem fazer sexo. Logo. Mas não pode, então elas casam. Gente, mas, assim, eu sei que não é o nosso lugar de fala, Felipe. Talvez seja o seu, porque você casou sendo... Como uma mulher teve um casamento heterossexual mesmo sendo bi. Mas existe gente que casa sem transar? Eu casei virgem. Você casou virgem? Eu casei virgem.
passar. Eu casei virgem. Por isso que eu falo, o que eu acreditava, o que eu defendia, a forma como eu me comportava não era... Não era meramente... Não era um fingimento. Não era um teatro. Não era só discurso. Não era, sabe? Eu realmente era. Eu casei virgem. Casei virgem. Quanto ano você casou? 33. Ah, você casou com 33 anos? Eu fui 33 anos sem transar. Não, sem masturbar não, mas sem transar.
Felipe do Céu.
Tô tirando atraso. Na minha igreja você vai se canonizar. Tô tirando atraso, preciso de voluntários. Passa com a idade de Cristo, com 33 anos. Gente, Felipe do céu, eu tô embasbacado com a sua história. É muito bom te conhecer pessoalmente. E obrigado por vir ao LendaCast. Obrigado. Quando sai o livro... Quando sai? Eu tô em fase de aprovar as gravuras. Aí quando sai eu venho aqui te entregar um.
Muito bem, senhoras e senhores. Felipe Heiderich nesse LendaCast. Uma salva de palmas pra você. E, ó, Felipe, parabéns, viu? Sucesso. E parabéns mesmo, assim, pela força, tá? Eu vejo você ser uma... Eu vejo você ser tão bonzinho nas redes sociais. Não merece. Ninguém merece isso, né?
Gente, eu fui tratado com tanto carinho que eu falei, né? Eu não tava aceitando mais entrevista, nada, e quando chegou eu aceitei na hora, porque eu senti no meu coração, seja o nome que se quiser dar pra isso. Mas hoje eu sei, pelo carinho, pelo cuidado, pelo cuidado,
Cuidado até no como fazer perguntas pra saber se poderia tocar em assuntos tão espinhosos e tão sensíveis. Nem todo mundo tem. Eu tô cansado de dar entrevista. Então, obrigado. Realmente. E só quero dizer uma coisa. As pessoas, quando eu ia em podcast, as pessoas criticavam porque eu comia.
Mas é pra isso, ué. Desculpa, bebê. Eu tô aqui, eu tô três horas falando. Você acha que eu não vou comer? Tem comida. E ainda fiquei uma hora e meia falando com o cara do Uber. Veio contando a história. Nossa, mano.
Muito bem, Felipe Heidelich aqui no LendaCast. Foi incrível, eu sabia que seria. E olha, pra mim também foi muito legal. Eu acho que eu esperei o momento certo pra te entrevistar. Eu queria muito conversar com você há muito tempo. Eu já vi muitos podcasts seus. Você falou uma coisa agora que o povo pergunta, mas não tem esse cuidado porque... Ou talvez eles não, sei lá, não estudaram a sua história. Porque é uma história muito dramática. É uma história que, igual você falou, é pra acabar com uma vida.
E acabou. E acabou com uma vida. E você ressuscitou, assim. Sim, mas eu continuo quebrado, de alguma forma. Tem coisas que não vai recuperar. É a taça que quebra. Mas, assim, eu já participei de todos os grandes e da maioria dos pequenos também. Você vê que, assim, aqueles que são profissionais, eles têm um cuidado...
midiático, um cuidado profissional. Eles dizem, você quer saber o que a gente quer perguntar? Tem algum ponto que você não quer tocar? E eu sempre respondo a mesma coisa desde lá, desde sempre. Desde sempre. Pode perguntar o que quiser. Você quer ver as perguntas? Não quero.
Eu não quero saber o que será perguntado. Porque eu não quero pensar uma resposta. Então tem que ser tudo no papum. Mas já fui em um podcast de uma ex-BBB famosíssima. Ela me chamou. Quem me levou até foi o Frota. O Alexandre Frota? Ele é um querido. Poucas pessoas tão carinhosas e amorosas que eu conheci na vida. Ninguém faz ideia, né? Todo mundo acha que ele é um sargentão truculento. Mas não, ele é um doce.
E aí, ele que até me levou, ele falou, ah, vou pra lá, eu não vou te deixar nesse podcast, porque a ex-BBB também é amiga dele. Eu cheguei na apresentação e ela, e aí, me conta. Ela começou o podcast assim. Aí eu... Conta o que, amor. O que você quer saber? Aí ela, não, me fala sobre você, o que te traz aqui?
Nem eu sei responder, nem imagino que você respondeu. Aí eu falei, meu Deus, eu tô tentando ser educado, eu tô tentando, mas eu falei, uai, você me chamou? Ela, não, então tá, vamos lá. Seu nome, seu nome é difícil, né? Aí começou, enrolou. Mano, foram 30 minutos penosos. Penosos. Então assim, acontece, aconteceu outras vezes já, já aconteceu de um podcast. Meio prender, oito horas.
8 horas? Esse podcast não existe mais, mas foram 8 horas. Não, mas assim, ininterrupta, você ficou ali... Não, pelo amor de Deus. Não, eu saí pra comer uma coisinha, fui ao banheiro, e voltei. Acho que na quinta hora eu já não tinha mais voz. Não, pelo amor de Deus. E aí eu fui quando eu comecei a diminuir. Ou como eu falei assim, gente, entendo, 3 horas, ok. Passou disso, já tá ficando difícil. Quanto tempo tem hoje, Sara?
Duas e vinte. Três horas, tá tranquilo. Passou disso, fica difícil. Porque a gente vai ficando cansado. Três horas, assim, eu ainda acho bastante. Porque passou disso. Uma vez teve uma de cinco e vinte. Cinco horas e vinte minutos. Eu falei, não, pelo amor de Deus. Mas que bom que você se sentiu acolhido. Eu sempre me preocupo muito com os convidados. Porque é isso, né? É a sua história, é a sua vida, né, cara? Eu não posso chegar... E aí? O que você me conta?
Felipe, fica à vontade agora, sua câmera é essa, suas redes sociais, para o pessoal te encontrar. É muito difícil, porque Felipe Raideris é uma complicação, mas eu acho que se você colocar Felipe, normal, F-L-I-P-E, e aí você coloca H-E, já vai aparecer Raideris. Está verificado lá, e aí você pode ver. Eu vou te dar bom dia todos os dias.
E vou dizer no final do meu bom dia, eu pego uma xícara de café, mostro pra câmera e digo, vamos caminhar com fé, café não costuma falhar. Então eu vou dizer isso todos os dias, vou mostrar um pouco do meu cotidiano, nem tanto, mas eu mostro um pouco. Mas geralmente cortes, é porque é doido. Você vai entrar no meu Instagram, aí você vai ver uma reflexão espiritual.
Aí você vai ver no post seguinte um corte de um podcast. Amanhã vai ter. E no post seguinte, eu sem camisa. Uma biscoitada. Uma biscoitada. E se eu pudesse fazer podcast, biscoitar e falar sobre espiritualidade sem camisa, eu também falaria. É uma boa ideia, hein? Entendeu? Eu acho que vai chamar a atenção, né? Fazer um podcast sem camisa. Eu fiz uma propaganda pra um panetone aí, sem camisa.
Deu bom. Deu bom. Compraram o seu panetone. Compraram o meu panetone. E o bom é que o cash sem camisa é maior. Olha aí. Tá vendo? Marcas. Atenção, marcas. Mas é isso. E é só Instagram? É. Porque assim, eu não uso muito as outras plataformas. Eu tenho todas. Felipe Raider, qualquer uma. Tem YouTube, tem tudo. Mas eu não uso. O que eu realmente uso é o Instagram. Eu tô lá todo dia.
E eu consigo responder grande parte das mensagens, não todas, mas uma boa parte, às vezes eu não consigo. Mas porque é incrível, mas seguidor do Instagram, tem muitos que eu já conheço pelo nome. São tão presentes que eu já sei, ah, fulano que mora, não sei o quê, e a sua mãe, porque já são tão presentes na vida e é uma rede social que eu gosto. Você conversa pelo direct? Converso, converso. Eu converso no direct.
Com os boys você troca uma... Aqueles, né? Uma mensagem de panetone. Eu acho que eu deveria trocar mais. Eu troco. Mas eu acho que eu deveria trocar mais. É porque eu tava namorando também, né? O povo nem sabe que eu tô solteiro. Ah, é verdade. É porque, na verdade, eu lembro que quando você tava namorando, você postava. E hoje em dia eu vim dizer solteiro, eu falo, será que... Porque tem aquela coisa. Às vezes a pessoa não é que ela tá solteira.
Ela não quer mostrar o boy. Pra não ter o olho grande. O olho gordo em cima, né?
Muito que bem, então procure Felipe H.A.E. que já vai achar o Felipe Heiderich nas redes sociais amanhã você também vai ver cortes desse LendaCast com ele no meu Instagram, vou postar uma foto com ele, agora a gente marca collab, então passa a seguir ele lá, é uma história incrível, duas horas e vinte, Sarah
2h22 agora. Felipe, no final da live, a gente sempre escolhe uma palavra para definir o que foi essa live de hoje. Eu adorei tudo, mas eu acho que tem uma palavra que eu fiquei na cabeça que você falou, que é banheira de pé.
Porque o podcast foi muito fútil. Banheira não é isso. Não é isso. É porque eu não quero... Eu gostei, na hora que você chegou, falou assim, gente, ele tem uma banheira de pé. Aí eu imaginei a banheira em pé. Aí eu falei, gente, alguém mexeu na minha banheira? É coisa de mineiro da roça? Tem uma banheira de pé lá. Tem uma banheira de pé. Aí eu falei, você tá com problema na cacunda? Aí todo mundo, o que é cacunda? Cacunda são as costas. Mas lá no mineiro, isso aqui se chama cacunda.
Você conhece o padre Fábio Marinho? Nada a ver com a pergunta. O de Mello, sim. Marinho, não. Cara, o padre Fábio Marinho é muito parecido com você, assim, jeito de falar e tal. Mentira. Vou te apresentar ele. Vou te mandar o Instagram dele. O jeito de falar, sacadas. Pessoas inteligentíssimas. Eu tenho uma pergunta pra te fazer minha. Você falou que pastor nunca deixa de ser pastor. Já passou pela sua cabeça? Ou você pensa em voltar a ser pastor? Não.
Você falou que não quer mais, né? Muita gente pede. Abre uma igreja, ou participa de uma igreja, como pastor, não. Não é que precisa ter uma igreja?
Não, não, não. Felipe, eu queria fazer uma festa, eu vou te pagar, mas eu queria que você desse uma palestra pra gente. Você vem, você vai falar não. Dia 3, 4, 5 e 6 de julho, eu estarei em Portugal e na Suíça fazendo casamento. Ai, que delícia. Dos meus mentorados. Porque eu não tenho igreja, mas tem algumas pessoas que aí é um trabalho pago.
que eu faço a mentoria dessas pessoas. Então eu trabalho na vida dessas pessoas em todas as áreas. Espiritual, sexual, financeira, trabalhista, tudo. É um pacote que você cuida em todas as áreas dessa pessoa. É uma terapia, só que uma terapia onde eu me meto. Eu não falo, e aí, o que você pensa sobre isso? Eu falo, não, olha só, isso aqui é a corda pra vida, mulher. Isso aqui vai se repetir de novo, estrupício?
Entendeu? Então eu tenho alguns mentorados. E esses mentorados a gente acaba criando uma linha de afinidade que é como se fosse um pastor e suas ovelhas. É isso que eu ia falar. É quase uma... Então eu vou fazer o casamento de duas dessas minhas mentoradas. Ai, que legal. É onde em Portugal? Porto. Ah, eu amo Porto. Eu amo Porto. Eu fiz um encontro de seguidores lá. Eu vou pra Portugal semana que vem agora. Semana que vem é em junho, dia 19. Você vai quando?
19 de junho? Você vai ficar até quando? Eu fico até 28. Ah, não. Fica mais uma semana. Você vai me ver lá e vai no casamento. A gente se encontra em Porto. Porto é lindo. Já foi pra Porto? Já. Então, eu chego lá dia 3. Dia 3 de julho? Olha, quase. É que eu vou pra levar minha filhada na Disney em Paris. Então, meu irmão mora em Portugal, vou pra Portugal, aí eu fico 3 dias, depois vou pra Paris, aí eu volto. Você conhece Paris? Conheço.
Gente, a gente não vai falar sobre futilidades pra falar assim, nossa, a vida deles, e eu aqui comendo miojo. Eu tô nessa porque eu também tô comendo miojo. Mas... Não, mas a gente come miojo em Paris hoje.
Eu amo Paris, tô querendo passar o ano novo em Paris, mas eu não sei se eu vou aguentar o frio. Odeio o frio. Você gosta de frio, né? Eu não sinto frio. Você não sente frio? É, pra eu sentir frio... Por exemplo, eu vim de casaco porque eu fiquei com medo de ficar fanho e atrapalhar na dicção. Mas eu não sinto frio. Ai, que sonho, né, Sara? Eu fiz a Champs-Élysées toda, da Torre Eiffel até o Museu do Louvre, a pé. Tava nevando.
Aí passei pela Louis Vuitton, pela casa de Saint-Dumont, tudo, pela entrega das Ferraris ali na Champs-Ezé. De camiseta e cair calçadinho. Não, eu tava de casaquinho, mas aqueles pullovers. Que data é isso? 2015. Mas não, mas fim de ano? No inverno? É, eu fui dar uma palestra em Luxemburgo.
E aí ele falou, quer almoçar em Paris? Aí a gente foi de carro e tava nevando. Tomou café em Luxemburgo e almoçou em Paris. E almoci em Paris. E dormi na Bélgica, né? Onde eu tava. É porque lá é tipo assim... Pertinho. São Paulo, Praia Grande. Guarujá. É meio Guarujá. É tipo assim. É, é verdade.
Nossa, então, ó, bom, vamos ver. Depois, de repente, eu adianto, eu adio as minhas férias com mais uma semana lá. Aí não vai ter lenda a queixa. Eles brigam comigo. Apresenta de lá. Apresenta de lá. Boa, boa. Muito que bem. Eu te ajudo. Pode ser? Pode ser banheira de pé? Por favor. Porque aí fica mais... Eu acho extremamente peculiar.
Porque a galera vai ler e vai falar o que eles estão falando de banheira de pé? Aí não vai esperar que é uma avalanche de uma história maravilhosa pra onde a gente foi pra falar de bandeira de pé. Pode ser? Um dia você vai ter uma banheira de pé. Eu fico prestando atenção. Eu sou muito... Eu não tenho que falar isso, não. Mas eu sou muito assim.
Eu amei, não, mas eu amei. Do nada, mas eu sou assim. Eu amei. Se eu chegar aqui... Eu não sei se é isso. Mas se eu falar, cara, que letra legal que tá ali, não sei o quê, isso me lembra... Então, banheira de pé. Banheira de pé. Foi ótimo. Ah, eu adorei que você tem uma banheira de pé. Aí eu fiquei, gente, o que que aconteceu? Ah...
Mas é uma banheira com o pé, ó. É linda. É a mesma banheira aqui. Vambora, Sara? Bora. Bora. Semana que vem a gente volta, então, aqui no LendaCast. Bom final de semana pra você. Semana que vem tem mais episódios, tanto segunda, terça e quinta. Fique atento que amanhã, sexta-feira, amanhã, dia 29 de maio...
Tem o novo quadro que eu estreiei aqui, que eu leio relatos que vocês enviaram, que não foram para a live de segunda-feira, vão entrar amanhã. E amanhã a gente continua no mesmo tema, relatos de cemitério, porque essa semana eu recebi aqui um sepultador pela primeira vez na terça, a gente fez esses relatos de cemitério, então teve a primeira parte na segunda. Amanhã tem vídeo às 18 horas com a segunda parte desses relatos. Você gosta de cemitério visitar?
Eu sou extremamente curioso. Eu amo cemitério. Primeiro que eu acho que é um lugar de paz. Eu também acho. Eu sou muito aliado às coisas sobrenaturais, porque eu sempre tive muita visão, o que a igreja chama de visão aberta, desde criança. Então, desde criança, eu converso com seres. Então, a gente já tem que marcar a segunda parte, para você voltar para falar sobre isso.
Então assim, eu nunca tive medo. Eu vejo filme de terror pra dormir. Porque eu acho divertido. Você vê seres? O que você viu? Me fala um. Não precisa alongar. Íncubus.
Já vi anjo, mas anjo era muito normal. Eu chamava os anjos pelo nome. Você já viu anjo? Esquizofrenia. Eu tenho um pouco de medo de anjo. Falam que os anjos quando vêm, eles vêm pra anunciar barbaridades. Uma das coisas que eu aprendi com os anjos é que eles não entendem o sentido da dúvida. A dúvida é uma coisa humana. Eles não conseguem compreender. Então eu tava numa vez e falei assim, cara, mas eu recebi essa promessa, não se cumpre. Ele falou, e daí?
Mas se não é uma promessa, ela vai se cumprir. Eu falo, não, mas tá demorando. Se é uma promessa, ela vai se cumprir. Eles não conseguem entender a dúvida. Por que você tá com dúvida, tipo assim? É. Mas depois eu também fui meio que bloqueando. Eu passei um tempo, falei, ah, não quero isso não. Não quero isso não. E eu tenho um negócio com o anjo. Eu acho o anjo meio assustador, assim.
Ah, mas acho lindo. Você vai ver no meu livro. Boa. Sai quando? Não tem nada ainda. Eu tô aprovando as gravuras. Boa. Então, Felipe, acho que a gente vai ter que convidar você pra voltar. Você volta um dia? Volta. Pra gente falar do sobrenatural. Adoro. Boa. Então vamos pra câmera geral. Até o próximo LendaCast, o seu podcast de terror, horror e espiritualidade, para ouvir antes de dormir. E comenta aí, banheira de pé. Banheira de pé. E como eu digo lá, boa noite, seus lindos e suas lindas.
Como que você fala da fé? Vamos caminhar com fé. Mas eu tenho que pegar a chica de café. Vamos caminhar com fé. Café não costuma falhar. Pô, café não costuma falhar. Comenta aí, banheira de pé. Vou postar uma foto com ele agora. Bom final de semana. Até semana que vem. Tchau, Trevosos.