RELATOS REAIS DE VAGAS ASSOMBRADAS
Neste novo quadro, li relatos sobrenaturais enviados por seguidores que trabalharam em lugares assombrados.
- Histórias de punição infantilNatália e a escolinha infantil · Risos de criança fantasma · Visão de uma criança correndo no corredor · Aluna Aninha vendo espírito de criança
- Histórias de infânciaLarissa Lopes e a casa rica · Risadas e passos de criança fantasma · Batidas fortes na porta · Portas batendo e chaves balançando · Avó chamando padres para benzer a casa · Visão de homem na cozinha e perna na porta
Olá, me chamo Natália e vou contar um caso que aconteceu comigo quando eu trabalhava em uma escolinha infantil e tinha acabado de me formar nessa época. Eu devia ter entre os 19 e 20 anos de idade, hoje eu tenho 36, ou seja, já faz bastante tempo. Na época, essa escolinha funcionava uma estrutura de uma casa antiga.
pois o local ainda iria passar por uma reforma estrutural. Eram três salas de aula, uma cozinha, o banheiro das crianças e um longo corredor onde ficava a mesa onde essas crianças lanchavam. E a faixa etária dessas crianças era de 3 a 6 anos de idade, ou seja, era o maternal ou a pré-escola.
Eu era a tia do recreativo e auxiliava o maternal com as crianças mais novas. A sala onde eu ficava era a última sala do fundo ao lado da cozinha e em frente ao banheiro.
E pra chegar lá, precisava passar por um longo corredor do lanche, que era acho que onde as crianças lanchavam, né? A gente sempre ficava até o final do horário pra limpar as salas, mas, Dan, direto eu escutava risos de criança, mesmo não tendo mais nenhuma criança ali.
O pior dia foi quando no final de um dos meus expedientes eu vi uma cabecinha de criança passando, correndo pelo corredor e entrando na sala lá no fundo. Eu estava razoavelmente perto dessa sala, então fui para lá, fui atrás e vi como se a criança tivesse entrado para debaixo da mesa.
Eu olhei embaixo dessa mesa, não tinha ninguém. A sala estava completamente vazia. Perguntei para a minha chefe se ainda tinha ficado alguma criança para trás ali na escola e ela, a chefe, falou que todas as crianças já tinham ido embora.
Nesse momento, eu senti um arrepio na minha coluna inteira. Entrei no banheiro para ver se tinha alguém escondido ali. Entrei na cozinha e não tinha ninguém em nenhum desses lugares. Falei que tinha visto uma criança correndo, mas que procurei e não tinha encontrado nenhuma.
Todas as professoras e a diretora também não tinham visto essa criança. Ninguém tinha visto essa criança, na verdade. Só eu. Alguns dias depois, uma das alunas da minha sala, a Aninha, estava chorando muito e com muito medo.
Perguntei o que tinha acontecido e ela falou que tinha uma menina debaixo da mesa. Eu e a professora da sala nos entreolhamos porque ela lembrou do que eu tinha falado e ficamos pálidas. Quem lembrou foi a outra professora que fez esse olhar para ela. Olhou para ela, lembrou.
do dia que ela contou, viu uma criança entrando ali. E essa criança viu, essa criança que estava lá na aula, essa tal da Aninha, viu o espírito dessa criança embaixo da mesa. Essa aluna não quis mais voltar para a escola e depois disso não teve outro caso. Ainda bem.
Ali trabalhei por mais um ano, mais um ano e meio, e essa casa hoje não existe mais. Foi completamente demolida, dando espaço para um prédio de dois andares. E essa escola funciona lá até hoje, nesse prédio. Sempre tive um pezinho no oculto. Me acho bem empática. Por isso, às vezes, sinto e percebo coisas que as outras pessoas não veem.
E aí, gostou do primeiro relato? Ó, pra você que não tá sabendo o que que tá acontecendo, esse é um quadro novo aqui no meu canal, aonde eu vou ler relatos que não entraram na live de segunda-feira. O Lenda Cast Solo, que é a live de segunda-feira, vai continuar normalmente, mas agora esse aqui é um vídeo um pouco menor, né? Mas onde eu vou ler relatos que não entraram na live de segunda. Então, quer dizer...
Eu vou ler os relatos ao vivo, fazer meus comentários toda segunda-feira no LendaCast solo às 18 horas ao vivo. E aí depois, relatos que eu não consegui ler lá na live, eu vou fazer esse quadro para ler outros inéditos aqui com vocês. Inclusive, eu estou lendo relatos hoje de vagas assombradas. Ou seja, pessoas que trabalharam em locais possivelmente assombrados. Vamos para o próximo relato. A Última Babá.
Oi Dan, tudo bem? Me chamo Larissa Lopes e moro em Juruena, interior do Mato Grosso. Sou membro do canal há alguns anos e hoje resolvi contar uma história que vivi e que até hoje me arrepia quando lembro. Olha o relógio. Quando eu tinha 12 anos, minha mãe começou a trabalhar como doméstica na casa da família mais rica da cidade. Eles eram donos de madeireira, fazendas, exportação de madeira. Tinha muito dinheiro.
tinham muito dinheiro. Depois de uns sete meses trabalhando lá, me chamaram para ser babados netos do casal. Na casa moravam o avô, a avó, a filha deles e dois meninos de cinco e oito anos de idade, dos quais eu cuidava no período da tarde.
Com o tempo, fui ganhando confiança da família e me apegando muito às crianças. Então comecei a dormir na casa aos sábados, quando a mãe dos meninos saía para as festas. E foi aí que tudo começou. Durante a madrugada, ouvi risadas de criança. Achei estranho porque os meninos estavam dormindo profundamente. Levantei para olhar e não tinha ninguém acordado.
Na segunda vez, houve passos correndo dentro da casa. Corri para ver e de novo, nada. Mas a terceira noite foi a pior de todas. Estávamos só eu e os meninos da sala assistindo TV. Já era por volta de uma hora da manhã, porque tinham deixado eles dormirem mais tarde naquele dia.
Do nada, ouvimos batidas muito fortes na porta da casa, que ficava depois da sala de jantar. O barulho foi tão alto que, mesmo de longe, nós escutamos claramente. Nós três levantamos assustados do sofá, mas as batidas pararam.
Nenhum de nós teve coragem de olhar. Depois disso, comecei a ouvir passos na cozinha. Dessa vez, fiquei quieta porque percebi que os meninos também tinham ouvido e estavam assustados. Só que o pior veio depois. Três portas bateram ao mesmo tempo. Foi uma pancada atrás da outra. Os meninos começaram a gritar e eu gritei junto e fui correndo verificar.
Porque apesar de ter só 12 anos, naquele momento eu era a responsável por eles. Dani, eu juro, quando chegamos perto das portas, as chaves ainda estavam balançando nas fechaduras. Como se alguém realmente tivesse acabado de bater ou mexer nelas. E o mais assustador, todas estavam trancadas por dentro.
Aquilo acabou comigo. Consegui acalmar os meninos até eles dormirem, mas eu passei a noite inteira acordada com medo. E não foi um caso isolado. Durante os dois anos e meio que eu trabalhei lá, aconteceram várias coisas estranhas.
Portas batendo sozinhas, torneiras abrindo sozinhas também, talheres caindo do nada, barulho de chaves nos aparadores, mas quando íamos verificar, nunca tinha nada fora do lugar.
A avó das crianças, que era a matriarca da família, chamava padres com frequência para benzer a casa. Uma vez ela contou que viu um homem parado na cozinha, mas quando olhou de novo, não havia ninguém. Em uma outra ocasião, disse que viu uma perna de homem passando pela porta, como se fosse aquela visão periférica, sabe?
Mesmo vivendo tudo aquilo, eu nunca tive coragem de comentar nada com a família. Sabia que os meninos falavam sobre as coisas que ouviam e viam, mas como a mãe nunca me veio perguntar diretamente, eu preferia ficar quieta por medo de perder o emprego.
Só que chegou um ponto em que eu estava ficando neurótica. Eu não conseguia mais ficar sozinha naquela casa. Sentia medo o tempo inteiro, ficava nervosa sem motivo e sempre tinha a sensação de que alguém me observava.
Quando minha mãe saiu do emprego, eu pedi demissão também. Depois fiquei sabendo que outras funcionárias domésticas passaram pelas mesmas coisas. Nunca mais contrataram babá para passar a noite. Na cidade, alguns diziam que faziam muitos trabalhos para a família perder tudo por inveja. Outros falavam que aquela casa carregava uma energia muito pesada. Eu não sei qual era o motivo. Só sei que eu vi...
ouvir e sentir muita coisa estranha naquele lugar. Dá pra sentir daqui. Chocolate ao leite, recheio cremoso e aquela combinação de textura que dá vontade de repetir. Garotos Recheados é a novidade que junta tudo isso em um tablete. Mais recheio, mais experiência, mais hum. Vai de Garotos Recheados e deixe seu São João ainda mais gostoso.
O próximo relato da noite é do Lucas e o nome do relato é o diretor do colégio. Meu relato é sobre uma situação que eu vivenciei há alguns anos atrás.
Eu me chamo Lucas e esse caso se passou em uma cidade do interior do Paraná, onde morei por alguns anos no final da minha adolescência. Não vou dizer o nome da cidade, pois eu tenho contato com as pessoas de lá até hoje e por ser uma cidade muito pequena, pode ser que me associe.
Ali nessa cidade, tive minha primeira experiência profissional, onde eu trabalhava no administrativo de um colégio. Comecei trabalhando apenas como um faz-tudo. Durante meu último ano do ensino médio, acabei sendo efetivado para atender algumas demandas administrativas. Vale destacar que mesmo sendo cristão, inclusive sou até hoje, sou teólogo também, sempre me fascinei por tudo que seja sobrenatural.
Dito isso, vamos aos fatos. Como eu trabalhava nos períodos da tarde e noite, muitas vezes eu aproveitava para já ficar no colégio entre os turnos para ler algum livro ou apenas descansar um pouco. E acabava não indo para casa entre as trocas de turno.
Quando isso acontecia, eu geralmente ficava sentado nas mesas do saguão principal que davam acesso do portão do colégio para a sala de professores e a sala de informática.
Numa determinada noite, enquanto eu estava sentado ali naquelas cadeiras, vi um senhor entrando pelo portão principal e vindo na direção do saguão. Ele tinha aproximadamente 1,70 de altura, magro, bem vestido, com terno e gravata e usava um chapéu daqueles bem antigos. Passou por mim com a cabeça baixa, respondeu ao meu boa noite com um aceno de mãos e seguiu.
Porém, o que chamou a atenção é que ao invés dele entrar em alguma das salas, ele seguiu por um caminho entre a sala de informática e a sala dos professores. Esse caminho dava acesso a um gramado usado como estacionamento.
E logo após, havia um muro que fazia divisa com a capela mortuária do município, onde são velados os mortos antes de serem sepultados. Não havia lugar ali para ele ir, mas como não sou de ficar especulando, deixei para lá.
Passou umas duas noites e mais uma vez estava eu sentado no saguão quando aquele mesmo senhor entra pela porta, entra pelo portão e o relato se repete. Ele passa por mim a cena com a mão e entra por aquele caminho. Dan, isso aconteceu por mais três noites. Aquilo foi me deixando com a pulga atrás da orelha. Quem era ele?
ou o que ele ia fazer na escola todos aqueles dias, porque ia justamente para os fundos do colégio. Como não tinha respostas, certo dia comentei com a pedagoga se ela conhecia aquele senhor.
Ele me perguntou como ele era e ao relatar, ela simplesmente arregalou os olhos, se levantou na cadeira e foi até um acervo de documentos da escola. Voltou com um álbum de fotos e folheou aquele álbum por alguns segundos. Quando localizou uma determinada fotografia, me perguntou se era aquele homem da foto.
Dan era ele. Um senhor vestido com os mesmos modelos de roupas e o mesmo chapéu. Na foto, ele estava entre outras pessoas. A pedagoga sem reação me disse que aquele senhor já havia falecido há mais de 30 anos e que ele foi um dos diretores daquele colégio.
No final da vida, já viúvo e sem filhos, a rotina dele era visitar o colégio todo final de tarde para relembrar os anos de trabalho. E quando faleceu, sabe onde ele foi velado? Isso mesmo, na capela mortuária nos fundos.
do colégio. Depois que eu fiquei sabendo de tudo isso, passei a aguardar aquele senhor para poder pelo menos tentar algum contato com ele. Mas nunca mais o vi. E até hoje fico me perguntando o porquê dele ter decidido se apresentar para mim em todas aquelas noites.
Próximo relato é de uma pessoa que não quer se identificar. É um relato anônimo. Olá, Daniel. Meu nome é Gomes, nome fictício, sobrenome omitido para ninguém me reconhecer. Sou de Maceió, Alagoas, e o relato que eu vou contar aconteceu no lugar onde eu trabalho atualmente. Não vou citar o nome da empresa, mas funciona em uma antiga casa, onde hoje é o nosso escritório.
O que deixa tudo mais estranho é que o antigo inquilino faleceu lá dentro. Não sei exatamente como isso aconteceu, porém dizem que foi na cozinha.
Desde então, muita coisa estranha já aconteceu por lá. Às vezes sentimos um clima muito pesado, principalmente quando a casa está mais vazia. Alguns funcionários já disseram ter visto a imagem de um homem refletida no vidro de algumas das salas, mesmo não tendo ninguém por ali. Também já ouvimos portas batendo sozinhas diversas vezes.
Porém, uma das histórias mais assustadoras aconteceu com os primeiros funcionários da empresa. Eles estavam gravando alguns vídeos institucionais dentro da casa e quando foram conferir o material, simplesmente todas as imagens estavam corrompidas. O áudio também havia ficado péssimo, cheio de falhas e ruídos estranhos.
Durante essa gravação, uma das pessoas que estava trabalhando foi ao banheiro de uma das salas e, na hora de sair, a porta simplesmente não abria. Parecia que algo segurava ela lá dentro. O mais estranho é que essa pessoa nunca tinha ido ao prédio antes. Depois de muito tentarem abrir a porta sem sucesso, uma funcionária mais antiga falou o nome do falecido e disse Mãos e Mãos
Fulano, pode deixar ela sair. Ela faz parte da nossa nova equipe. Na mesma hora, a porta se abriu sozinha. Depois disso, decidiram gravar tudo em outro local para conseguir concluir o trabalho. Até hoje, eu evito entrar sozinho naquela casa durante a noite. Sempre fico com a sensação de que alguma coisa pode acontecer. E eu não vou saber o que fazer.
O próximo relato da noite também é de uma pessoa anônima e o nome do relato é Amizade Além da Vida. Olá, Dan, tudo bem? Nesse relato não posso me identificar, pois envolveu mais pessoas e, nesse caso, vários funcionários de uma escola.
Para preservar a minha identidade, pode me chamar de Ângela. Trabalhei em uma escola católica e no ano em que fui contratada, entrou uma outra funcionária que chamarei de Cláudia. Ela era da equipe de serviços gerais e eu da tecnologia.
Sempre que a Cláudia ia limpar a minha sala, eu a ajudava e conversávamos bastante. Alguns meses após nossa contratação, eu retornava do almoço e encontrei Cláudia na porta de entrada do colégio, chorando. Questionei o que havia acontecido e ela me contou que havia sido demitida.
Eu a abracei e disse, sinto muito, mas não se esqueça de mim. Ela balançou a cabeça positivamente, nos despedimos e retornei ao trabalho. Após algumas semanas, em uma quinta-feira, estava eu na minha sala, uma inspetora entrou e começamos a conversar. A janela da minha sala era bem grande e dava para o pátio da escola. Eu trabalhava no primeiro andar.
De repente, comecei a perceber uma fumaça intensa e um cheiro que estava me sufocando. Detalhe, eu sinto esse cheiro desde criança. Sempre associei a enxofre, mas não sabendo como é, acredito ter associado por causa dos filmes. Sou muito sugestionável, admito. Esse cheiro realmente me persegue. Enfim.
Enquanto eu conversava com a inspetora, a fumaça ficava mais forte e o cheiro também. Então eu perguntei para ela se o senhor Gilberto, também é um nome fictício, estava queimando alguma coisa no pátio. Ela me olhou confusa porque não fazia sentido queimar algo no pátio em pleno horário de aula ou em qualquer outro momento. E não fazia mesmo.
Persisti e perguntei se ela estava vendo aquela fumaça e sentindo o cheiro. Ela disse que não. Seguimos conversando. O cheiro começou a piorar em um nível que eu não conseguia mais respirar.
Perguntei para ela se ela tinha certeza que não estava sentindo o mesmo cheiro que eu. Ela realmente disse que não. Nesse momento, a porta da minha sala abriu sozinha. Não era ninguém. Brinquei e disse que era minha mãe vindo me visitar.
Ela havia falecido quatro anos antes e sempre me visitava naquele período. A inspetora arregalou os olhos e começou a gaguejar. Se levantou e disse que a estavam chamando. Ela usava um radiocomunicador e até aquele momento ninguém havia acionado.
Então ela saiu apressada e não voltou mais. Nesse momento, pensei, pronto, tá me achando doida. Corta para o dia seguinte. Estava em uma aula e tive uma questão com uma aluna para resolver.
Descemos até a sala de coordenação que fica no térreo. Quando passamos pelo corredor da secretaria, eu vi a Cláudia, a minha colega demitida, na recepção e pensei Poxa, que pena, não conseguirei dar um beijo nela. Segui e terminei a aula. No dia seguinte, estava na escada do primeiro andar e uma colega do trabalho me disse Ângela, você soube que a Cláudia faleceu essa noite?
Fiquei em choque e triste ao mesmo tempo, pois eu havia visto a Cláudia no dia anterior e não deu tempo de dar um último abraço. Então ela completou. Cláudia estava em coma há dez dias. Isso me deu um baque e eu disse, como assim?
Eu a vi na recepção ontem. E soltei. Isso explica muita coisa. Saí logo em seguida. Logo, a escola inteira ficou sabendo sobre a minha visão de Cláudia na secretaria. Pensei. Vão me demitir. Afinal, lá era uma escola católica.
Naquela noite, refletindo, me lembrei do que disse para Cláudia no dia em que ela foi demitida. Não se esqueça de mim. Tenho certeza que ela não me esqueceu e foi lá se despedir. Não fui demitida, fiquei mais sete anos trabalhando lá naquela escola, mas essa história me marcou muito, pois apesar do pouco tempo de convivência, nos gostávamos muito e Cláudia se tornou inesquecível. Isso aconteceu há 13 anos.
E eu sigo lembrando dela.
O próximo relato é da Verônica. Oi, Dan, meu nome é Verônica. Essa história foi contada pelo meu tio Pedro, que trabalhou durante muitos anos em um orto no interior da Bahia.
Segundo ele, o lugar parecia normal durante o dia. Flores, mudas e plantas por todos os lados. Mas depois que escurecia, ninguém gostava de ficar sozinho ali. Tudo começou após a morte misteriosa do antigo dono desse horto, o seu Geraldo.
Dizem que ele foi encontrado sem vida dentro da antiga estufa depois de passar dias trabalhando sozinho no local. O estranho é que o corpo apareceu cercado por vasos quebrados e marcas de terra espalhadas pelo chão, como se algo tivesse acontecido ali durante a madrugada. Ninguém nunca soube exatamente o que causou a morte do seu Geraldo.
Depois disso, funcionários passaram a relatar coisas estranhas, ferramentas aparecendo fora do lugar, mangueiras ligando sozinhas e uma figura sem rosto surgindo nas câmeras de segurança durante a madrugada. Mas o caso mais assustador aconteceu com uma funcionária chamada Márcia.
Em uma noite, enquanto organizava pedidos até mais tarde, ela ouviu barulhos vindos da antiga estufa abandonada. Quando entrou no local, encontrou uma névoa cobrindo tudo e uma figura parada no meio das plantas. Ao perguntar quem estava ali, ouviu uma voz rouca responder. Minhas plantas estão morrendo.
As luzes apagaram imediatamente. Depois daquela noite, a estufa foi interditada. Até hoje, funcionárias evitam passar perto do local depois das 18 horas. E moradores afirmam ouvir vozes saindo da estufa abandonada, principalmente em noites de chuva.
O próximo relato da noite é da Luciana e ela diz o seguinte Dan, eu trabalho em um colégio católico, antigo Antigo num nível em que as paredes parecem guardar segredos há mais de 100 anos Aqueles corredores enormes, o piso que estala sozinho Portas pesadas de madeira e um silêncio que parece observar você A CIDADE NO BRASIL
Durante o dia tudo parece normal, crianças correndo, professores conversando, sinal tocando. Mas quando o colégio ainda está vazio, a história muda. Eu sempre chego antes de todo mundo e talvez esse tenha sido meu erro. Porque quando você entra sozinha num prédio centenário, ainda escuro, carregando bolsa, café e traumas emocionais, qualquer coisa vira um filme de terror.
Logo na entrada já tem um elevador. Aquele elevador antigo que parece ter sido aposentado diretamente do filme A Freira, só falta uma freira alemoníaca aparecer cantando um coral gregoriano ali naquele elevador.
Toda manhã eu aperto o botão do meu andar e ele demora tanto para chegar que dá tempo de repensar todas as decisões da minha vida. Às vezes ele abre sozinho, sem ninguém, e eu ajo normalmente, ou seja, dou meia volta e vou de escada, rezando.
O pior são os corredores, porque conforme vou acendendo as luzes, parece que a escuridão vai recuando devagar, como se alguma coisa estivesse escondida ali antes de eu chegar.
E os vultos? Meu Deus, tem os vultos. No começo achei que era cansaço, depois eu pensei, devo estar vendo muito filme de terror. Mas não, tem dias em que eu vejo claramente alguém passando no final do corredor. Uma sombra rápida, alta, silenciosa. Quando eu olho de novo, não tem ninguém.
E as salas vazias são as piores, porque algumas portas simplesmente abrem sozinhas. E não adianta falar que é o vento porque as janelas estão todas fechadas. Ou pior, às vezes a janela abre sozinha e bate com tanta força que ali naquele momento eu entrego a minha alma. Gente do céu. Vamos lá.
Teve uma manhã em que eu estava andando pelo corredor do segundo andar, tudo apagado, num silêncio total. E então eu vi uma mulher toda de preto, andando lentamente no corredor sem fazer barulho. Eu congelei.
Ela passou perto da janela e sumiu na escuridão. E na hora eu pensei, pronto, é hoje que eu viro história nessa escola. Fiquei parada tentando decidir entre correr, gritar ou fingir que não vi nada. Escolhi a quarta opção, fingir que não viu nada. Peguei o celular e comecei a cantar um louvor baixinho, como se isso fosse me proteger de alguma entidade centenária. Porém, o mais assustador é que eu não fui a única.
Outras pessoas já comentaram sobre passos vazios, portas batendo, vultos perto da escada antiga. E sempre descrevem uma mulher de preto. Seria uma freira, uma ex-diretora, um espírito preso nos corredores? Ou apenas alguém querendo saber porque ainda inventaram reunião pedagógica às sete da noite? Ninguém sabe dizer. Eu só sei de uma coisa. Quando estou ali sozinha...
Quando estou sozinha ali e é muito cedo, sinto como se o colégio acordasse comigo. As paredes rangem, o elevador geme, as luzes piscam e às vezes eu tenho a impressão de que tem alguém me observando no final do corredor, me esperando em silêncio.
E toda manhã, antes de entrar, eu faço exatamente a mesma oração. Senhor, que hoje o único Espírito presente aqui seja o Espírito Santo. Amém. Meu desejo é parar de achar que existe um jeito certo de ser mãe. A gente entende que cada gestação é única e que cada fase pede cuidados diferentes. Por isso, Nestlé Materna desenvolveu uma linha completa de suplementos.
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Mais um relato agora é da Thay e ela diz o seguinte. Eu ainda trabalho em um lugar mal assombrado, ela escreveu aqui. Santas Casas tem essa fama e convenhamos, hospital também tem muito essa fama de lugar assombrado. E não é exagero, eu tenho vários relatos e eu vou contar um para vocês.
Num plantão de inverno, eu e uma colega fomos para o conforto tomar café. Conforto deve ser em algum lugar ali do hospital.
E quem trabalha em hospital sabe que esses lugares vivem mudando. Às vezes já foram quartos de paciente, às vezes algum espaço improvisado. Já aconteceu até de uma vez ser onde antes deixavam os corpos até a funerária buscar. Um conforto que só, ela dá risada.
Nesse dia tiramos os crocs, aquele sapatinho, para sentar na cama e começamos a falar sobre coisas estranhas dos nossos plantões. Tínhamos acabado de perder uma paciente muito especial e eu ainda comentei que aquele conforto tinha sido o primeiro quarto dela. Brinquei dizendo que esperava que ela tivesse se apegado ao quarto novo e não àquele quarto.
E foi aí que uma mulher desconhecida abriu a porta, abriu mais um pouco, quase entrou. Isso acontecia às vezes, confundiam com um quarto. Só que ela olhou para nós bem nos olhos, depois olhou para os nossos pés descalços e disse Isso não é lugar para ficar descalça. Toda a energia ruim de hospital vai direto para o útero de vocês e vocês vão adoecer. Fechou a porta e saiu.
Eu e minha colega nos olhamos na hora, coloquei os croques de volta e fui atrás dessa senhora. Não tinha ninguém no corredor. Absolutamente ninguém. E se tivesse entrado em algum quarto, nós teríamos reconhecido. Quem trabalha em setor sempre conhece os familiares. Até hoje, nenhuma de nós coloca os pés direto no chão do hospital. Hoje, não trabalhamos mais juntas, mas seguimos melhores amigas.
Ela já fez cirurgia no útero, eu nunca tive nada, mas também nunca consegui engravidar. E às vezes eu ainda penso, será que aquela senhora estranha com olhos quase da cor cinza sabia de alguma coisa?
É isso, trevosos e trevosas. Espero que vocês tenham gostado desse novo quadro, onde eu leio relatos um pouco maiores aqui no LendaCast. Lembre-se, isso é um vídeo, não é uma live. As lives são mais longas, eu comento. E nesse vídeo eu só li os relatos que não entraram no LendaCast solo de segunda-feira. E esses relatos foram com o tema Vagas Assombradas ou Empregos Assombrados.
Deixe o seu like, a sua curtida, comenta aí o que você achou desse vídeo e até o próximo tema. Qual será? Quer sugerir? Tchau, trevosos.
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