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EXPERIÊNCIAS SOBRENATURAIS VIVIDAS POR UM MUÇULMANO - Rodrigo Jalloul | LendaCast #292

15 de maio de 20263h49min
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Neste episódio do LendaCast, converso sobre o Islamismo com o Sheik Rodrigo Jalloul. Ele também contou sobre as experiências sobrenaturais que já viveu.

Assuntos1
  • Pilares da Fé IslâmicaIslamismo como religião monoteísta · Visão islâmica sobre Jesus · Divergências com o Cristianismo · Nascimento milagroso de Jesus · Profetas no Islamismo · Adão e Eva · Caim e Abel · Origem da religião · Anjos, Gênios e Humanos · Iblis (Satanás) · Excesso de religiosidade · Influência dos Gênios · Chayatin (Demônios) · Manual de instrução da humanidade (Alcorão) · Profetas regionais e universais · Dilúvio de Noé · Julgamento final e vida após a morte · Falsos religiosos e polícias religiosas · Individualismo na religião · Apego a bens materiais · Profeta Muhammad · Última revelação divina · Importância do Estado laico · Diferenças entre Sunitas e Xiitas · Formação de Sheik · Conversão ao Islamismo · Homossexualidade e Islamismo · Casamento temporário (Chiita) · Poligamia no Islamismo · Dote no casamento islâmico · Purificação do corpo feminino · Cultura árabe vs. Islamismo · Enterro no Islamismo · Origem da humanidade (barro) · Racismo e tonalidades da terra · Revelação do Alcorão · Profeta Muhammad e a Gruta de Hera · Profeta Muhammad e a idade de 40 anos · Profeta Muhammad e a idade de 63 anos · Profeta Muhammad e a idade de 25 anos · Profeta Muhammad e a esposa de 40 anos · Profeta Muhammad e a esposa comerciante · Profeta Muhammad e a esposa viúva · Profeta Muhammad e a esposa com filhos · Profeta Muhammad e a esposa não virgem · Profeta Muhammad e a esposa patroa · Profeta Muhammad e a esposa mais velha · Profeta Muhammad e a esposa com filhos de outro relacionamento · Profeta Muhammad e a esposa com filhos de outro relacionamento · Profeta Muhammad e a esposa com filhos de outro relacionamento · Profeta Muhammad e a esposa com filhos de outro relacionamento · Profeta Muhammad e a esposa com filhos de outro relacionamento · Profeta Muhammad e a esposa com filhos de outro relacionamento · Profeta Muhammad e a esposa com filhos de outro relacionamento · Profeta Muhammad e a esposa com filhos de outro relacionamento · Profeta Muhammad e a esposa com filhos de outro relacionamento · Profeta Muhammad e a esposa com filhos de outro relacionamento · Profeta Muhammad e a esposa com filhos de outro relacionamento · Profeta Muhammad e a esposa com filhos de outro relacionamento · Profeta Muhammad e a esposa com filhos de outro relacionamento · Profeta Muhammad e a esposa com filhos de outro relacionamento · Profeta Muhammad e a esposa com filhos de outro relacionamento · Profeta Muhammad e a esposa com filhos de outro relacionamento · Profeta Muhammad e a esposa com filhos de outro relacionamento · Profeta Muhammad e a esposa com filhos de outro relacionamento
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Olá, trevosos e trevosas, seres das trevas. Aqui é Daniel Pires em mais um episódio do LendaCast, o seu podcast de terror e horror para ouvir antes de dormir. Por que eu pergunto sempre de terror e horror? Porque os nossos episódios não estão só falando de terror e horror, se bem que o meu convidado de hoje trouxe uma listinha aqui de histórias sobrenaturais, de coisas que ele já viu como espíritos. É, acredite.

Eu não sei se pra fé dele ou pra cultura dele a gente chama de espírito ou fantasmas, mas ele vai explicar tudinho nesse episódio de hoje. E ele é sheik, sim. Eu tava até tentando entender aqui de qual religião que é, porque é do islamismo. E aí eu já tirei algumas dúvidas antes de começar. E eu amei que é a primeira vez aqui no LendaCast. Nunca me imaginei entrevistando um sheik de verdade.

Com vocês, senhoras e senhores, o Sheik Rodrigo... Ah, o sobrenome dele é... Será que eu vou acertar? Sheik Rodrigo Jalul! Acertei? Jalul ou Jalul? Jalul. Jalul. Acertei, então. Acertei, Rodrigo. Rodrigo, obrigado por vir ao LindaCast. Eu que agradeço o convite, Daniel. Muito boa noite aos trevosos e trevosas do Daniel, os seguidores. Grato pelo convite.

Obrigado por vir. É como eu chamo eles, o Sheik. Porque antigamente eu contava histórias de terror só, né? Hoje em dia a gente tá falando mais de religião e tudo mais. Se bem que tem umas histórias de terror na sua religião também. É religião primeiro? Sim, o islamismo é uma religião. Antes da gente iniciar, eu vou começar já bem te trazendo um presente. Oba!

Que eu trouxe o Alcorão Sagrado. Esse daqui é bilingue e foi feito na Arábia Saudita. Está em português e árabe. É presente mesmo? Com comentários. Esse é um presente para vocês aqui do LendaCast. Espero que gostem. O Alcorão é o livro sagrado da religião islâmica. Como se fosse a Bíblia para os cristãos, o Alcorão é o nosso livro sagrado.

Gente, obrigado, Rodrigo. Olha que incrível, gente. Você falou que veio de onde, Rodrigo? Esse daí é feito pelo governo da Arábia Saudita. Da Arábia Saudita. Deixa eu mostrar aqui no detalhe. Aqui, agora está meio... Aí, deu para ver? Está em português e árabe, bilíngue. Gente, é o Alcorão Sagrado.

Quer dizer, qual é a capa dele? Isso, se inicia da direita pra esquerda. Nossa, é diferente, né? Diferente. Porque pra nós a capa é aqui, e aqui é o contrário. Exato, o árabe é uma escrita da direita pra esquerda. Que barato. Então o livro também é aberto da direita pra esquerda. Nossa, Rodrigo, obrigado. Eu nunca na minha vida peguei, toquei no Alcorão. Vai gostar. Que legal. E tá em português aqui? Tá em português, tem português e árabe.

É, porque se eu estivesse em árabe, eu não ia. Ia ficar de enfeite. Eu ia usar o Google Tradutor, porque aqui, ó. O que é isso aqui? Qual linguagem é essa? É a introdução do livro. Qual idioma? No árabe. Aqui, ó. Dá pra ver aqui, Sara? Não sei se dá pra ver, mas tá todo em árabe.

Mas aí mais pra frente aqui tá em português. Os capítulos estão todos em português. Aí é a tradução. Boa. Introdução à tradução para a língua portuguesa. Pô, Rodrigo, obrigado, viu? Espero que seja de bom proveito. Gostei muito. Vou ler com certeza. Que bom. Eu nunca li o Alcorão. Eu sempre... Eu já li a Bíblia.

Eu fui católico muito tempo, lia a Bíblia cristã. Exato. Mas o Alcorão, não, resumo da interpretação do Alcorão sagrado. Inclui apêndice com regras importantes para muçulmanos. Os muçulmanos são da religião islâmica, é isso? Exato. O muçulmano é aquele que segue a religião islâmica. Tudo bem deixar aqui? Claro. Não tem problema por ser um livro... Para vocês é um livro sagrado o Alcorão, né? É o livro sagrado. Ele é o livro sagrado. E quando você ler ele, você vai perceber que tem muitas histórias aí.

que é do Antigo Testamento, do Novo Testamento, porque o Alcorão vai falar de Abraão, de Moisés, de Noé, de Jesus, da Virgem Maria, tem inclusive um capítulo chamado Capítulo de Maria. Então você vai falar, poxa, eu estou lendo, mas é algo já muito semelhante ao que existe.

Porque o islamismo é uma religião monoteísta, abrahâmica, que vem do profeta Abraão, pai do monoteísmo. E a mensagem de Deus por acreditar em um Deus único, ele é a mesma mensagem para toda a humanidade, revelada em épocas diferentes, mas a mensagem de Deus é uma só, porque Deus é único.

Então o islamismo acredita também que ele é único, monoteiro. Deus ele é único, exato. E eu tenho umas dúvidas, Sheik, que aí eu vou te perguntando, porque realmente, da religião islâmica, vocês acreditam no Novo Testamento?

Nós acreditamos no Evangelho, no Novo Testamento, a Bíblia, o senhor fala, né? É, da Bíblia. Sim, exato. Nós acreditamos com algumas divergências, tem, questão de crença dentro, ideológica. Um exemplo eu vou lhe dar é o quê? A questão de Jesus.

O muçulmano enxerga Jesus como um profeta, um mensageiro de Deus, um homem escolhido por Deus, para trazer uma mensagem para a humanidade, um profeta. Não acredita em Jesus como o próprio Deus. Então isso dentro do islamismo. Deus é único, Deus não vira carne, não entra num corpo, não se manifesta na forma física. E o segundo ponto que a gente tem de divergência com o cristianismo é não acreditarmos na crucificação do profeta Jesus.

Não acredita que ele foi crucificado? Não. O profeta Muhammad, que é o profeta do islamismo, morreu. Abraão morreu, Moisés morreu. O profeta Jesus tem algo especial dentro do islã, que ele é um profeta que não morreu, também não foi crucificado. Ele foi arrebatado aos céus e nós aguardamos a volta de Jesus para o início do fim dos tempos. Então o cristão aguarda a volta de Jesus como um muçulmano.

Agora, dentro do contexto histórico, há divergências também. Mas eu sempre falo para todos que os caminhos, talvez, mas ele não acredita na crucificação, o outro acredita. Eu sempre falo que a gente tem mais convergências do que divergências, porque Deus é o único. Jesus, os seus milagres, o seu nascimento milagroso, são todos o mesmo. Acredita que Jesus foi gerado pelo Espírito Santo ou de uma relação carnal?

Não, a gente acredita que ele teve um nascimento milagroso de Virgem Maria, sem relação sexual entre um homem e uma mulher, já foi um nascimento milagroso. E a gente acredita, inclusive, fala que quando Jesus nasce, ele já nasce até falando.

de tão evoluído, escolhido por Deus que ele era, ele já se comunicava desde bebê. Desde muito bebê. Desde muito bebê ele já nasceu falando. Esse foi, acho que talvez, um dos primeiros milagres de Jesus descrito dentro do islamismo. Nossa, que barato, Sheik. Eu nunca tinha ouvido essa versão. Porque imagina um bebê recém-nascido já nascer falando. Exato. Bom dia, boa tarde. Você é justo.

Meu Deus. Mãe, é aqui. Eu vi um vídeo uma vez na internet que era um bebezinho muito assim, devia ter, sei lá, uns dois meses. Não era...

Recém-nascido assim, né? Quando a gente fala recém-nascido, a gente imagina dias. Imagina dois meses. Dois meses não fala nada. E aí a mãe dele falou alguma coisa com ele. Falou, meu amor, não sei o quê. Tá. E ele, tá. Aí ela, meu Deus, ele falou. E ela se assustou, ficou com medo. Aí eu falei, mas por que ficou com medo com uma criança falando? Mas é porque a gente não tá acostumado com a ideia de uma criança. Você imagina um homem escolhido por Deus com uma missão enorme pra humanidade até o fim dos tempos, né? Qual que era...

o potencial de entendimento desse homem com relação à vida, à morte, à boa ética, à boa conduta, e os dons que esse homem tinha que ter diferenciado no tempo que ele vivia e por tudo que ele ia passar de perseguição. Ele precisava ser diferenciado.

E por isso nasceu falando mesmo. E perseguido. E perseguido. E você falou, usou agora a expressão, um homem escolhido por Deus. Na religião islâmica, Jesus também é, você falou que não é Deus, mas ele é o filho de Deus? Não.

na forma como muitos acreditam de ser o filho de Deus, não. É que é o filho mesmo. Não, tanto que se analisar, um fala que é filho de Deus. Dentro do islamismo tem várias súplicas que falam que a paz esteja contigo, ó Jesus, o Espírito de Deus. Então o islamismo é mais profundo do que chamar de filho. Fala que é o próprio Espírito de Deus.

Mas isso não é que ele é o Espírito de Deus ou que ele seja o Filho de Deus. Todos nós somos filhos de Deus, se analisar por um lado. Mas é na questão da elevação de grau ante Deus. Então, dentro do islamismo, já nem chama de filho. Chama mais do que filho. Fala que é o próprio Espírito de Deus.

Tem uma súplica que fala que a paz esteja contigo, ó Jesus, o Espírito de Deus. Mas aí não seria Deus? Não é Deus. É uma forma de mostrar o tamanho da proximidade de Jesus com Deus. Quando você pega e de repente também chama alguém de filho.

É porque você denomina que aquela pessoa é muito querida por você. Então, não é que ele é teu filho, mas a tua consideração por ele é como a de um filho. Então, é um sentido figurado de mostrar o tamanho da importância daquela pessoa ante Deus.

E como se nele estivesse o espírito de Deus mesmo. Ele não é o Deus. Ele não é o filho preferido. Eu entendi o que você falou. Quando ele é tido como o filho de Deus, é que ele é, no cristianismo, por exemplo, ele é o próprio Deus. Quer dizer, para os católicos, ele é o próprio Deus. Acho que para os evangélicos, Jesus é um, Deus é outro. Mas no islamismo, ele é um filho de Deus. Ele é um profeta. Como todos os outros, mas é um profeta.

Ele é um profeta de Deus, ele é um homem carnal, como todos nós, que teve um nascimento milagroso, já como um dos sinais da sua proximidade com Deus e da sua missão, mas não deixa de ser um ser humano. Mas ele é mais especial que os outros, eu achei, que Abraão, Moisés também. Moisés também, o islamismo acredita em 124 mil profetas e mensageiros no decorrer da história da humanidade.

Sabe o que, na história da humanidade, primeiro começa com Adão, que nós acreditamos que Adão foi um profeta.

Adão de Adão e Erva. Isso, exatamente. Por quê? Porque Adão recebe uma revelação. Quem que deu o nome de todas as coisas à humanidade? Quem que fala que é céu, leão, elefante, água? Como que cria esse código da linguagem humana? Da onde surgiu uma nomenclatura para cada coisa? Aonde vira um código internacional, universal, aonde não importa a forma de se falar, todos nós concordamos que é a mesma coisa. O idioma é um dos milagres de Deus. E Adão...

Ele é o primeiro ser humano da história da humanidade. Deus cria Adão e depois Deus cria Eva. Nós não acreditamos que Eva foi criada da costela de Adão. Eva foi criada assim que Adão foi criado. Mas depois? Depois, que Deus cria Adão e Deus cria Eva. Ambos feitos do barro.

Ambos humanos com características diferentes aonde um completava o outro no ciclo da vida que Deus cria. Adão passa a ser um profeta porque todos aqueles humanos que receberam revelação do anjo Gabriel, que é o anjo da revelação por parte de Deus, o intermédio entre Deus e o ser humano foi sempre o anjo Gabriel. Ele fazia o intermédio da profecia. Então o anjo Gabriel quando vem e ensina a Adão o nome de todas as coisas, ele não foi o profeta de religião.

Ele foi o profeta que ensinou o nome de todas as coisas à humanidade. Então ele recebe uma revelação. Depois, posteriormente, eu vou até te contar uma história que acho que você vai gostar, o pessoal vai gostar. Posteriormente, Adão e Eva têm seus filhos. Caim e Abel são os primeiros filhos que ele tem. E o que acontece? Desses filhos de Adão e Eva, você percebe que... Você sabe a origem e a necessidade da religião? A origem da religião? Não.

A origem da religião islâmica você está falando. Da religião em geral. A necessidade que ela tem de todas as religiões. Isso dentro da visão islâmica. Para não ficar tão perto de você, porque ele tem que ficar mais à vontade. Isso dentro da visão islâmica. Eu acho que é interessante o pessoal saber ou refletir também o que eu sempre falo, que cada um tem a sua verdade. Tá, é.

Então, não existe uma verdade absoluta, porque há os que discordam e concordam. Então, hoje a gente vai estar aqui como uma lição de aprendizado. O que os muçulmanos pensam? E por mais, também pode ser que tenha muçulmano que não concorde com o Cheque Rodrigo, e é um direito dele e está tudo certo também. A gente precisa estar atento a isso. Eu sempre deixo isso muito esclarecido antes de começar. O que acontece? Deus.

Altíssimo, ele cria algumas criaturas, que vai ser um dos temas de hoje. Deus cria os anjos, que são seres feitos de luz. Deus cria um outro tipo de criatura chamada gênio, que ele é feito do fogo. Mas é um fogo que não tem fumaça, ele só é um fogo, fogo em essência.

Efeito do fogo. E Deus cria, posteriormente, Adão feito do barro. Quando Deus cria Adão feito do barro, Deus ordena todas as criaturas para que se prostrem ante Adão. Não porque Adão era melhor do que tudo, mas Deus tem as suas formas de testar a veracidade da fé das pessoas de alguma forma.

seja na dificuldade, na facilidade, somos testados diariamente. A nossa fé é provada. E ali todos se curvam ante Adão, menos um chamado Iblis no Alcorão. Iblis é o que chamam de Lúcifer, o diabo, o Satanás, cada um chama de um jeito. Mas o fato é que é uma criatura...

que se recusa a se curvar ante Adão. Quando Deus pede, só para eu entender, mas quando Deus pede para todas as criaturas se curvarem para Adão, criaturas tipo os animais, os anjos também, os gênios? Todas as criaturas. Todos. Todos se curvarem ante Adão. Até os anjos. Os anjos, sim. Os anjos não têm livre-arbítrio. Os anjos só cumprem ordens de Deus. Já o gênio que é feito do fogo, ele já tem livre-arbítrio.

Então o que nós vamos falar? Que é uma figura diferenciada, que vai bater com muita coisa que acho que vocês já discutiram nesse podcast aqui. Os gênios são criaturas feitas do fogo, mas um fogo, como eu disse, que não tem fumaça, mas é uma criatura de Deus, é uma criação de Deus, vive dentro da sua dimensão, tem suas características, como nós aqui temos.

E quando Deus manda todos se curvarem ante Adão, feito do barro, uma criatura diferente, todos se curvaram menos o Iblis, que é o demônio que todo mundo fala.

É uma única criatura. O que ele faz? Ele não se curva, mas não é pela falta de crença em Deus. Na mesquita eu já vi muçulmano falar que fulano não acredita em Deus, ele segue o diabo. Eu não acredito nessa versão. Porque o diabo, o Lúcifer, ele se perdeu na história de tanto que ele acreditou em Deus. Não é a falta de crença em Deus que condenou o Lúcifer.

Não foi a rebelião dele? Mas é porque ele acreditava. Por quê? Porque Lúcifer era ali a criatura que mais fazia adoração a Deus. Você imagina o cara mais religioso do grupinho.

Então não era a falta de religiosidade, era o excesso. Por isso que eu falo que o excesso de religiosidade mata. O excesso de religiosidade cria preconceitos, gera barreira, cria guerra, faz preconceito, gera o racismo, gera homofobia, gera uma série de coisas. O excesso de religiosidade é perigoso em toda a sociedade. E isso vem do início da criação.

Então, quando Lúcifer se rebela ali para Deus e eu não vou me curvar, porque a ti eu te adoro, mas eu não me curvo para uma criatura de terra, ele é inferior. Por mais que Deus ordenasse, ele preferiu desobedecer a Deus, mas para mostrar a Deus o quanto eu sou servo de ti. É o contrário do que o pessoal pensa, Daniel. Ele é tipo fanático. É um fanático. Tipo, eu não vou. Não, mas eu sou seu Deus, eu estou mandando. Não vou. Não vou. Para você é um A, para ele é um B. Não.

mas eu estou mandando. Não, não. E aí faz ele gerar o quê? Uma arrogância, porque ele se sentia superior a todas as criaturas, pelo tanto que ele fazia de adoração a Deus e louvava a Deus. E por tanta proximidade que ele tinha com Deus também. E o que acontece nessa hora? Quando Deus fala que ele já não é uma criatura pura para viver naquela dimensão, e ele sai daquela dimensão que ele vivia, é como se rebaixasse ele nessa dimensão, o que acontece?

Ele faz uma promessa ali pra Deus. Ele se rebela contra Deus. Aí ele se rebela contra Deus. Não por não acreditar. Ele crê em Deus até hoje. Mas eu vou provar que você tá errado. Você me chutou, que era o cara que mais te adorava, por uma criatura... De barro. De barro, pé de chinelo, que eu vou fazer... Você vê que elas nunca nem vão te reconhecer. Quem dirá, te adorar. Aí começa o B.O. da humanidade. Porque aí você tem um cara, uma criatura que ela é inimiga,

Ela é feita do fogo, ela é oculto aos olhos do ser humano, você não vê ele diretamente, mas o próprio Alcorão Sagrado, ele fala da influência dos gênios na nossa vida, porque eles têm uma influência não de entrar no teu corpo, mas eles têm uma influência suficiente para fazer você entrar em transe e te trazer informações e sussurrar no teu ouvido a ponto de te influenciar a cometer determinados atos. Passado.

Quando acontece esse BO, porque Deus não vai tirar a característica do gênio só por causa de uma ameaça. Deus é justo, acima de tudo. Então o que acontece? Deus bane o Lúcifer daquela área, ele se rebela contra Deus e faz uma promessa.

Até hoje, o objetivo do Lúcifer é dizer para Deus, olha como você acredita tanto em Deus que fala, olha como você se equivocou. Me trocou que te adorava por esse monte de criatura aí que causa guerra, vai se matar entre si, vai ter preconceito um com o outro, nojo um do outro, guerra, sangue, e nem você vão te adorar. Então a missão dele foi essa. Dentre isso, o que acontece? Ele ganhou seguidores dentre os gênios.

Porque houve gênio que você imagina o grupinho de gênios lá que tem livre-arbítrio e assiste esse show e fala, caramba, se esse que adorava tanto a Deus foi exilado, imagina nós que não éramos tão crente quanto ele. Então passaram a seguir o Lúcifer, então ele ganha seguidores dentre os gênios, que nós chamamos no Islã de Chayatin. Chayatin. São como demônios.

Então há o Lúcifer, o cabeça, e há os demônios. Quem são os demônios? São gênios, criaturas feitas do fogo, que hoje seguem o Lúcifer. E as ordens do Lúcifer quais são? São o quê? Desviar a humanidade da própria essência dela. Quais são as duas essências humanas? A espiritual, que é o que te conecta com Deus, e a essência humana, que faz a gente ter empatia e amor. Então é quebrar essas barreiras.

E tornar, não que nós fomos criados com ódio, você não vê um bebê nascendo com ódio de ninguém, com inveja de ninguém, com nada. Mas isso a gente adquire no passar do tempo, porque ele cria um sistema onde ele embaralha a cabeça humana e consegue, dentro da gente, ele consegue desenvolver sentimentos que não faziam parte da criação.

Mas nós temos livre-arbítrio e consegue desenvolver a inveja, o ódio, o preconceito, a raiva, coisas que não faziam parte da criação de Deus, mas foram desenvolvidas pelo próprio Lúcifer. E quando ele ganha esses seguidores dentre os gênios, ele começa a ganhar seguidores dentre os humanos. Aí você vê que quando Caim mata Bel, o irmão mata o outro por questão de arrogância, por questão de herança, por questão de...

Nossos filhos crescem rápido demais, né? Num dia eles dependem de você pra tudo, no outro já querem segurar o copinho sozinhos. E é pra acompanhar essa fase dos pequenos crescidinhos que chegou mousse e ninho. A combinação da nutrição de mousse long com carinho de ninho, feito pra misturar no leite e beber no copinho. Gostoso, cremosinho e fortificado com nutrientes que contribuem para a imunidade e o desenvolvimento dos ossos. Esse sabor icônico vai surpreender. Conheça!

Porque um parece que faz a...

Um é mais adorado, o outro é menos adorado. Mas não era por oferendas? Não era que um fazia e Deus aceitava? Porque um fez para Deus, o outro também fez. E a de um foi aceita, a de outro não. E aí tem a questão de que um cuida do gado, o outro da pecuária. E a questão territorial, que o dia que a gente assumir o que é de quem. Porque eles não tinham o tamanho da dimensão do que era a terra. Então foi uma série de confusões que Lúcifer consegue fazer na cabeça de um irmão a ponto de matar o outro.

A cabeça de Caim. Isso, pra matar a Bel. E depois ali a natureza ensina como ele sumir com o corpo, que é quando um corvo vem e ensina que o corvo enterra o corpo dos seus entes. Como é que é essa história do corvo? Isso, tá no Islã. O corvo enterra o corpo do outro. Ah, de outro corvo. Exato. E o corvo vem, que era o início de tudo, e ele ensina como esconder o corpo.

Um corvo vem e ensina como esconder o corpo para devolver para a terra. Porque se você é feito da terra, você volta para a terra, a tendência é que você vai virar o quê? Você vai voltar a ser terra. Então quem vai achar você nessa época? Então um corvo ainda vem e ensina como o irmão escondeu o corpo do outro, para que ninguém saiba. Então, a partir desse ponto inicial da humanidade, começa a ser necessário o quê? Algo chamado religião.

Então, por que, Daniel? Ah, porque a religião vai me tornar rico? Vai fazer eu prosperar? Vai fazer eu ficar um ser humano melhor? Vai fazer eu ficar bonzinho? Não. A religião tem uma função. Ela vem para ti o quê? O pessoal fala que a religião é para te religar com Deus. As pessoas crescem muito com a religião, mas a religião é uma coisa bem básica, sabe? Deus enviou profetas e mensageiros humanos como a gente. Não foi um marciano, um ET, nada.

Pegou um ser humano comum, carnal, que vai no banheiro, que tem dor de barriga, que tem fome, tem sede, que soa. Pegou um ser humano, escolheu a dedo ali, designou através do anjo Gabriel para ele, meu, Daniel, anjo Gabriel chega, Deus está te dando uma missão para você orientar o teu povo.

Faz um podcast aí, vamos falar de várias religiões. Orienta. Você tem nível arbítrio, você poderia aceitar ou não? Não, não vou fazer. Qual que é o meu salário? Nada. É a glória. A glória? Entendeu? A vida eterna? Eu não, eu quero saber daqui. Não, os profetas aceitaram um BO, uma bucha, no Oriente Médio, que é uma das religiões mais complicadas da humanidade, da história da humanidade. É um lugar que só vive em guerra até hoje, é um povo complicado, é um povo com falta de compreensão da vida. Por mais que ali foi o berço das religiões...

você vê que ainda não foi suficiente aquele povo todo do Oriente Médio, que eu falo não é de árabes, é de todos ali, entenderem um pouco o que Deus pede da gente, qual é o significado da palavra paz. A palavra islã, do islamismo, quer dizer paz. E infelizmente, boa parte não entenderam o recado de Deus. Mas ali vem, Deus vai.

Envia o livro sagrado. O que é o livro sagrado? Deus te criou. O livro sagrado nada mais é que o manual de instrução pra você. Eu comprei um celular. Ele vem com manual de instrução. Agora, você tá orientado como utilizar. Você tem duas opções. É teu, você comprou. Você usa do jeito que você quer, mas você não vai poder reclamar pro fabricante que tá com defeito, tá dando problema. Porque ele vai olhar e vai te falar o quê? Mal uso.

Agora, se você segue a regra dos parâmetros do manual de instrução, se você vai reclamar, ele vai saber que de verdade ali é defeito. Ele seguiu certinho, mas é defeito. Uma coisa é mal uso, outra coisa é defeito. Então, o manual de instrução da humanidade é o livro sagrado. Ele não vem para te advertir, nem vai te cobrar nada, mas ele vem te orientar que nós temos um inimigo declarado, que esse inimigo muitas das vezes é oculto, nós não vemos a olho nu.

que ele influencia a humanidade a se esquecer de Deus, que ele consegue desvendar dentro da gente sentimentos que talvez não fazem parte da nossa essência e da nossa criação, e que ele tem hoje como missão isso, é nos afastar de Deus e não nos aproximar dele, mas sim é uma coisa pessoal dele com Deus, é Lúcifer com Deus. É eu provar para você que toda essa humanidade aí, ninguém vai te reconhecer.

Então a religião vem como o quê? Uma orientação e uma advertência. Onde você tem livre-arbítrio, também você vai saber. Agora, 124 mil profetas e mensageiros, por quê? A verdadeira religião é o cristianismo, o judaísmo e o islamismo? Não. Nos povos indígenas, na região dos povos originários, se você for lá no meio da floresta, você pode ver que eles também têm crença.

Eles cultuam o espiritual deles de uma forma. Agora, quem ensinou para esse povo? Com certeza, dentre esses 124 mil, não teve um ponto do planeta que ficou sem algum tipo de orientação, sem um mestre espiritual, sem alguém designado por Deus. Pode ser até que na mesma época tinha dois profetas ali, porque os profetas têm profetas que são níveis regionais, para uma região, para um povo, para uma situação, e há profetas com uma mensagem universal.

Então, o profeta Mohamed, o islamismo, ela é uma religião universal. O profeta Abraão é uma mensagem universal, fala de Deus único. Agora, o profeta Noé era regional. Você pode ver que hoje ninguém fala, eu sigo a religião de Noé.

Porque Noé era um problema regional. O Noé da Arca? Da Arca de Noé. Foi regional. O dilúvio não foi no mundo inteiro. O dilúvio foi regional, na região da atual Palestina. Mas foi regional ali a Arca de Noé. Ah, o dilúvio não foi. Para mim, inundou o mundo. Não, foi regional. O profeta Noé foi um profeta de nível regional. E ele divulgou a religião 950 anos para converter 80 pessoas.

o trabalho. As pessoas não aceitavam a crença e aí vem o dilúvio. Não como simplesmente uma mera punição de Deus, mas algo para ficar na história, a história de Noé no Alcorão Sagrado, para você ler, para ficar na história, para a gente entender o final das pessoas que negam o caminho certo, o caminho do bem. Agora, Deus todo poderoso, por que não elimina o Lúcifer? Porque Deus é justo. Deus deu para mim, deu para você um prazo de validade. Todo mundo tem um prazo de validade.

Estamos ali, tem um prazo de vida. Deus não vai tirar a minha vida só porque eu não rezo, porque eu bebo, porque eu saio, porque eu faço isso, eu faço aquilo. Deus é justo. O prazo de vida é igual. Você tem tempo para fazer coisas boas, você pode fazer coisas más, você tem prazo para se arrepender. Durante o teu prazo, é teu prazo. O que Deus fala é de um dia onde todo mundo vai responder pelo que fez, é individual, eu não respondo pelo teu BO, nem você pelo meu.

E a gente tem que estar atento ao que realmente pesa nessa hora do julgamento. Isso que Deus alerta dentro da religião. O que vai ser cobrado de mim na vida pós-morte? Para a vida eterna. O que vai ser cobrado de mim ali? Então a religião tem esse mero papel na nossa vida, que é um papel muito importante. De instrução.

Então, eu vou me converter ao islamismo, os árabes geralmente são ricos, então se eu ficar muçulmano, eu vou fazer parte desse clube. Eu vou ficar judeu também, é difícil você ver um judeu pobre. Então vou entrar para o judaísmo. Não, Deus é o único, a palavra de Deus é para te ligar com Ele, mas mais do que tudo te advertir. Porque já que você tem livre-arbítrio, você não vai poder um dia lá na frente falar para Deus, desculpa, eu não sabia, eu não tive orientação.

Concorda? E um dos males que acontece hoje na religião, Daniel, é o quê? Os falsos religiosos, as polícias religiosas. Porque assim, você se converteu ao islamismo. O muçulmano reza cinco vezes ao dia. O profeta Mohamed, capaz esteja com ele, ele não foi um profeta, ele nunca cobrou a comunidade muçulmana de nada. Ele sempre ensinou, ele era mensageiro de Deus, ele trazia mensagem para a humanidade. Olha, recebia a revelação de Deus sobre isso.

E ele orientava. Ele nunca cobrou ninguém de nada. Daniel, você não está rezando. Daniel, você não está jejuando. Você rezou quatro vezes hoje. Olha, Daniel, é cinco. Daniel, não pula. Nunca fez isso. Na verdade, ele era um mensageiro de Deus. Mensageiro é igual o correio. Ele vem e te traz uma mensagem.

Ele põe a fatura do cartão na tua caixinha do correio. Cabe a você pagar ou não? Já pensou se daqui uma semana ele vem te falar olha, você não pagou, pagou atrasado, pagou adiantado, parabéns. Nada disso. É individual a fatura do cartão de cada um.

É, mas se não pagar três, eles vêm cortar a luz. Uma hora chega, né? Uma hora chega a cobrança. E a vida material também. A pessoa faz tudo errado na vida e aí fala, eu não sou abençoado. A pessoa faz tudo errado na vida e quer que as coisas dê certo na vida.

Então, nós temos que ter a compreensão de que nós somos seres individuais, nascemos sozinhos, morremos sozinhos. Na caminhada encontramos pessoas, encontramos gênios, encontramos animais, encontramos a natureza, enfim. Mas somos todos passageiros um na vida do outro.

A morte mostra muito claro para a gente essa desconexão desse mundo, das pessoas, da vida material e dos bens materiais. Por mais que todo dia morrem pessoas, as pessoas vão no cemitério, perdem entes queridos e tudo.

nós ainda temos a dificuldade de aceitar a morte, o papel da morte. Adoramos comemorar o aniversário. Mas quando alguém morre, a gente entra num luto profundo e tudo mais. Mas a falta de vergonha na cara, amanhã eu já estou apegado com os bens materiais, brigando por herança, brigando por tudo. Sendo que eu estou vendo que fulano foi embora, o morto foi embora, não levou nada. E eu estou brigando para ficar com que...

O que ele não conseguiu carregar, sendo que eu também não consigo carregar. Então falta um pouquinho da espiritualidade. Não que a gente não tenha que ter as coisas do bom e do melhor. Eu gosto. Eu gosto de um bom relógio. Eu também gosto. Todo mundo gosta de um bom perfume, uma boa roupa. Mas com uma consciência dentro do que é listo, dentro do que é correto, sem passar perna nas pessoas. A gente precisa ter esse papel. Então a religião vem para isso, Daniel.

O profeta Mohamed, ele foi uma pessoa também que viveu, uma pessoa comum. Ele foi um homem que veio em que época? O profeta Mohamed, o islamismo nasce cerca de 600 anos depois do profeta Jesus.

Ah, ele nasce depois de Jesus. Exato. O islamismo está no ano 1447 agora. Estamos em 2026. E o profeta Mohamed tem uma profecia muito curta, porque ele morre com 63 anos, e ele já nasceu com características de profeta, mas ele só recebe a mensagem da revelação aos 40 anos.

Com a minha idade. Então ele tem, e a minha também, e ele teve 23 anos somente para propagar que essa é a última advertência de Deus para a humanidade. O islamismo é a última, das 124 mil, ela se encerra o ciclo da revelação com o profeta Muhammad no islamismo. Então o significado é que não vem outro profeta ou outro livro sagrado até o fim dos tempos.

Ah, não virá. Não virá. Então ele foi o último. Ele foi o último. Encerrou ali. 124 mil começa por Adão. Aí vem Abraão, Moisés, Noé, Jesus. Os que se destacam na história. E Mohamed que é o último. E ali não tem mais a advertência de Deus. Ali o que você fez, fez. A humanidade toda não vai poder falar hoje em dia. Nunca ouvi falar de Deus. Nunca ouvi falar de princípios, religião. O que vai ser cobrado de mim?

Ah, mas eu posso ser uma boa pessoa e não preciso de religião, Daniel. De fato, você deve ser uma boa pessoa. É por isso que eu falo, a religião é ligada ao espiritual, a vida pós-morte, não está ligada a essa vida. Muita gente fala, eu não preciso de religião para ser uma boa pessoa. E de fato, você não precisa. Só que a vida pós-morte, a vida eterna, numa outra dimensão, de uma outra forma que Deus promete,

Deus é o grande mestre, ele vai pedir o exame desse livro, livro sagrado. As instruções e as regras. O que vai ser avaliado para outra vida, na vida após morte, no dia do juízo final, é o que está no livro, não é o que você acha. Você ser boa pessoa, já pensou? O professor na faculdade ensina uma matéria toda, 60 alunos, cada um vai responder da forma que entendeu.

baseado no livro ou não, da forma que acha. E aí cada visão de cada aluno, dos 90 alunos numa sala de aula, a visão de cada um tem que estar correta, porque é a forma de que cada ser entendeu esse sentido da matéria. Não tem lógica. E a mesma coisa na vida. Para a vida eterna, a vida pós-morte, que esse livro quantas vezes fala da morte? Foca na morte, vai no cemitério, olha os velórios. Isso é lição para a gente. Ele fala disso?

fala da gente encarar a morte fala muito sobre a questão da morte e nós sempre queremos colocar uma venda nos olhos pra não ver a morte passa longe do cemitério, tem medo de cemitério eu já gosto e as pessoas encaram o cemitério como uma coisa macabra

algo tenebroso e tudo mais. E não, ali é uma das etapas da vida tão importante e a mais reflexiva para a gente, para a gente reavaliar os valores. O cemitério ali onde a gente enterra tem muita coisa para ensinar para a gente, mas a gente sempre quer ignorar, porque não é conveniente eu lembrar que um dia vai chegar a minha vez. De estar ali, esterradinho. A gente prefere fechar os olhos, os ouvidos e tocar o barco e falar comigo não vai acontecer.

Os muçulmanos também são sepultados, são enterrados? Somos. Não pode cremar? Não. Enterrado na terra mesmo. Nem caixão coloca. O muçulmano, quando morre, tem os rituais que é lavado o corpo, é lavado com um banho especial, então ele é lavado, depois ele é colocado dentro de um pano branco liso, sem costura.

Liso, liso de tudo. Não tem costura nem nada. Ele é embalado como um bombonzinho assim, ele é fechado, embalado num pano branco. Ele pode ser colocado num caixão pro velório. Mas na hora de enterrar, aquele pano com o corpo vai pra terra. Sem nada, nada, nada. E tem que ser na terra, não pode ser em túmulo alto, por exemplo. Não, não. Na terra mesmo.

Olha, não sabia. Na Terra mesmo, a matéria é devolvida para a Terra. Ela é da Terra, nós somos feitos da Terra e para a Terra volta. Até dos detalhes da cor da pele que a gente tem, se você analisar, de onde vem o negro, o branco, a cor vermelha ou o amarelado, são as tonalidades da Terra, são os bonecos de Terra. As tonalidades da nossa pele, essa questão do racismo é uma coisa tão idiota, tão medíocre.

que nada mais é que a tonalidade da cor da terra, a tonalidade da nossa pele. Somos feitos da terra. E o corpo tem que ser devolvido ali para a origem dele, para a terra. É porque... Uma dúvida, né? Essa é a crença...

do início, de que Deus fez Adão e Eva do barro. Exato. Porque eu já briguei muito com gente que falava assim, somos pó, claro, com todo respeito às religiões que acreditam, somos pó e ao pó voltaremos. Eu falo, eu não sou pó, eu nasci da minha mãe. Ah, mas então quer dizer que a crença islâmica vem dessa também de que o homem foi feito do barro. Do barro.

E tanto que se você pegar um corpo, eu morri aqui, me infartou, o chão pode ter mais, não tem terra, não tem nada. O chão pode estar mais higiênico possível. Você vai ver que a hora que meus órgãos pararem de funcionar, as larvas, os bichos que vão comer a gente é de dentro para fora e são exatamente a mesma larva que está na terra.

Eles veem os bigatos. Eles não veem, eles já estão dentro da gente. Pelo amor de Deus. Eles já estão dentro. Por quê? São bactérias. Eles já estão dentro do nosso corpo. O nosso corpo trabalha com uma imunidade a ponto deles não se desenvolverem. Mas você pode pôr aqui tudo limpo de aço, o corpo parado aqui.

Não vai vir uma larva voando, pousar ali. Ela vai começar a te comer de dentro para fora. Aí você fala, mas de onde veio isso daqui? E é misteriosamente a mesma larva que está na terra. Quem frequenta cemitério, pergunta para o couveiro, ele vai falar que é o mesmo tipo de larva que está na terra, é o mesmo que come o corpo.

da pessoa, o corpo humano. Então nós somos feitos da Terra e para a Terra a gente volta. A matéria do ser humano, a base da nossa matéria, ela é feita da Terra.

E quem que trouxe o Alcorão? Foi o Muhammad? O profeta Muhammad recebeu a revelação aos 40 anos. Ele foi revelado no longo desses 23 anos de profecia. E como que foi o recebimento? Eu lembro, pelo que eu lembro de Moisés no cristianismo, que eu fui, ele subia o monte, o monte Sinai, e descia com as pedras. E o profeta Muhammad estava numa gruta também na Arábia Saudita, que é a Gruta de Hera.

Tem essa gruta até hoje lá? Tem, é um dos locais de visitação na Arábia Saudita, que todo muçulmano vai para visitar. E ele estava sozinho nessa gruta. Era comum o profeta Muhammad também ficar em jejum para a sua espiritualidade elevar, porque o jejum, a barriga cheia, é difícil você buscar a espiritualidade com a barriga empanturrada. É? Vixe.

A barriga vazia, o jejum, ele auxilia muito na busca da espiritualidade. Assim como a fragilidade. Quantas pessoas às vezes estão muito frágeis, estão num câncer terminal e começam a falar que estão vendo mortos, parentes. Por quê? Porque ele está numa situação... Quando o corpo físico se fragiliza, o espírito começa a enxergar coisas que, de repente, só no corpo físico a gente não vê.

então quer dizer, o fato de fazer jejum aquela fome, aquela coisa ele consegue nos ajudar ali a buscar uma espiritualidade é enxergar certas coisas que de repente nós não enxergaríamos ali todo saciado, então você vê que toda religião recomenda o jejum como um método de devoção mas dentro desse jejum há uma busca de espiritualidade também, não é só se privar de comer não é só para de comer que se adora a Deus

Não é isso. Deus nem precisa desse tipo de jejum. Agora, quando o profeta Muhammad sobe na gruta de Hera, e ali o anjo Gabriel traz as primeiras revelações para o profeta Muhammad. E como ele faz? Ele escreve? Ele vem naquela luz do anjo Gabriel e fala para ele ler. E aí o profeta Muhammad fala, lê? Lê o quê? Ele responde aquela voz. E aí pede para ele ler. Por quê? Porque o profeta Muhammad era iletrado.

Ele não foi pra escola. Não sabia ler. É o que a gente chama de analfabeto. Exato. Nem ler, nem escrever. Mas não porque ele era... Ah, então ele era um profeta falho, porque não sabia ler e escrever. Porque já estava no plano de Deus ele não saber ler e escrever. Pra que na hora que ele recebesse as revelações... Ninguém duvidar da veracidade... Ele soubesse ler. Ele falava, mas ele não sabe ler. Como que ele está? Porque o Alcorão é um livro que é recitado, ele não é lido.

E ele é todo em forma de poesia. E ele traz conhecimento da ciência, traz história dos profetas, fala de ética e moral, traz história, boa conduta, regras da religião, mas tudo em forma de poesia, que no português não consegue expressar, mas no árabe se torna uma coisa bonita. E aí, quando ele recebe essa revelação, ele fala, não sei ler. E aí o anjo Gabriel fala, lê, lê em nome do teu senhor.

E aí começa a revelar os primeiros versículos do Alcorão. Entendi. E aí o profeta foi revelado em 23 anos de profecia. Como que ele foi revelado? O profeta está caminhando, e aí de repente ele vê uma cena acontecendo, e ali ele vai e recebe a revelação.

ali daquele momento e ele recita para as pessoas. Olha, é sobre isso, isso e isso. Então ele traz a revelação e ele pede para alguém escrever nos pergaminhos o que estava sendo revelado. Ah, então alguém escreve. Alguém escreve para ele no momento. Esse registro. Exato, ele registrava através desse momento. O que aconteceu, ele recebia a revelação do anjo, ele pedia para alguém registrar e escrever que futuramente isso se tornou ao Corão.

Então, o Alcorão é um copilado de várias revelações ao longo de 23 anos, que depois ele é copilado em 114 capítulos. Mas não significa porque você está lendo o capítulo assim, como o capítulo 2, que é o mais longo, 286 versículos. Não significa que todos foram revelados de uma única vez. Foi aos poucos. Em passagens diferentes. Por isso tem uma exagência, uma interpretação, toda uma preparação para ler.

Então é dos 40 até os 63 ele vai recebendo todas as revelações que formam o Alcorão. O Alcorão, exatamente. Entendi. Exatamente. Então todo o Alcorão são revelações do profeta Mohamed. Exato. Ele fala de Jesus, o Alcorão, não? Fala a história de Jesus todinha, do nascimento, do nascimento milagroso. Mas contado por ele. Contado narrado, exato. Pelo anjo Gabriel, no caso.

Ah, o anjo Gabriel narrando. É ele que traz a revelação. O profeta não tirou da cabeça dele. Ele recebeu a revelação do anjo Gabriel. E o Muhammad tem sepultura ou o sheik? Tem. Está enterrado na cidade de Medina, na Arábia Saudita.

Então tem lugares também para visitar nos pontos islâmicos. Tem, tem sim. Tem o Daniel da Cova dos Leões, por exemplo, que está dentro do evangelho. Sou eu. Foi inspirado o meu nome. Meus pais contavam, oi, seu nome foi inspirado na Cova dos Leões. Você bota o leão para dormir. Eu falei, não sei não. E aí ele está enterrado no Irã.

Quem? O Daniel da Cova dos Leões está enterrado no Irã. É um local de visitação por muitos cristãos. Você jura? Nossa, eu vou visitar? Onde que é? No Irã.

Não, mas o Irã tem algum lugar específico? Tem uma cidade, eu não lembro o nome da cidade. Não, não é o nome da cidade. Mas ele está enterrado no... Porque o Irã é o país, né? O Irã é o país. Isso é meio mal de geografia. O Irã é o país. O Irã é o país. E do lado do Iraque, vizinho do Iraque. E o Irã, ali tem Daniel da Cova dos Leões, por exemplo, está enterrado no Irã, é visitado por gente do mundo inteiro lá. É um turismo diferente que o brasileiro não sabe.

Nossa, quero visitar. O brasileiro muito quer ir para os Estados Unidos, o Oriente Médio, berço da civilização, tem essas... O europeu viaja muito para o Irã para esse tipo de turismo. O brasileiro ainda não descobriu esse tipo de turismo.

Ó, dá pra pôr. Falar em turismo, a gente vai fazer uma viagem em novembro, então daqui a pouco eu vou falar mais pra vocês, mas eu vou deixar agora aqui, ó, o QR Code vai entrar na tela pra que você possa clicar, mas a gente vai... Não vamos pro Irã ainda, talvez. Nós vamos pra Itália em novembro, então daqui a pouco eu vou falar mais sobre isso. O Sheik, então, o Daniel tá enterrado no Irã, caramba, o Daniel da Cova dos Leões. Na história dele, ele também se nega a prestar...

Ah, é... Não sei se é culto, mas é se prostrar alguma coisa, não é? Sim, a história dele é a mesma que a do cristianismo.

Na verdade, eu não sei toda a história de Daniel, mas a história desses profetas do passado, com exceção de Jesus, que tem as divergências... É a mesma que o cristianismo conta. São as mesmas. E está enterrado no Irã e na Síria tem muita história, no Iraque tem muita história dos profetas, na Palestina, aquela região todinha é a religião do berço da civilização e dos profetas.

o islamismo acredita em Adão e Eva de maneira literal que eles realmente existiram como o primeiro homem e a primeira mulher Caim e Abel são irmãos vou fazer uma pergunta que pode parecer polêmica mas é uma dúvida genuína como que para o islamismo a humanidade se forma e se molda se a gente tem só um homem uma mulher e dois irmãos eles tiveram mais filhos gente tem só um homem

Caim e Abel se destaca pelo contexto histórico, mas Adão e Eva tiveram mais filhos. E outra também, além da questão dos mais filhos, Deus cria Adão e Eva como os primeiros humanos. Mas não tem nada que fala que ele não criou outros humanos.

As pessoas pensam que ali saiu Adão e Eva, e saiu Caim e Abel. Caim e Abel e as irmãs. E aí as irmãs, e aí um começou a namorar com o outro, e começou a viralizar. Essa é a minha pergunta. Então, não. Há divergências, claro, porque ninguém teve naquele tempo, então você vai ter todo mundo baseado em estudos e hipóteses.

Mas uma das hipóteses que eu estudei no Irã, quando fiz curso de teologia islâmica lá, que isso foi muito debatido também, é o que? Alguns sheiks falam da questão de que não, teve filhos e filhas que foram namorando e... Aí seria uma relação incestuosa que teria que nascer novas crianças. Exato.

E, outro lado, já há outros sábios que eles afirmam que não. Que Deus cria Adão e Eva, por ser o primeiro e Eva depois a segunda, cria-se um destaque em cima deles. Porque ele recebe a revelação para ensinar... Quem? Se ele recebe uma revelação, quem que ele vai ensinar? Tem ninguém.

Não tinha vocês dois. Só o Caim e o Abel? Não. Assim como Deus criou Adão e Eva, Deus também criou outros pares de humanos que também tiveram seus filhos. E foi povoado. Que também foram povoados. Então Caim e Abel ganham o destaque.

como profeta, por ser o primeiro homem, tudo porque tinha que ter o primeiro, mas houve outros homens e mulheres, outros casais também criados por Deus, como foi criado Adão e Eva. E esses tiveram filhos, e assim conhece o filho de um com o de outro, formando as famílias e se unindo, que é a hipótese que eu acredito.

Entendi, porque é isso, né? Mas você falou que tem alguns estudiosos que acreditam na relação incestuosa, de que irmão sai com irmã, tem relações e vai criando... Fora isso, teria que... Deus é todo poderoso e falar com relação a isso não pode e o porquê que naquela época poderia e é meio assim, contraditório.

Mas se Deus é todo poderoso e criou dois daqui, por que não pode criar outros? Eu sempre me perguntei. Se criaram dois e eu crio o quanto eu quiser. Exatamente. Por que cria essa confusão dentro da mentalidade do ser humano?

Então vocês acreditam em maneira que eles existiram de maneira literal? Não são personagens figurativos ou lúdicos? Não, não, não. Existiram mesmo? Exatamente. Tá, e você falou de Noé, eu adoro a história de Noé, você falou que foi uma parte da Palestina que foi inundada? Isso, aquela região. E tem alguma parte visitada, como se fosse um lugar que foi inundado por Noé ou não? Eu acredito que tenha. Eu nunca fui pra lá, hoje é dominado por Israel aquela região ali, né? Então...

É muito viável, no meu caso, viajar para aquela região. É uma região muito conflitiva, ainda mais nos tempos atuais. Mas a Noé é daquela região da Palestina, atual Palestina. Você falou que estudou teologia islâmica lá no Irã. No Irã. Não tem seminário teológico islâmico no Brasil. Hoje, no Brasil, se quer formar padre, tem os seminários aqui para a formação de um padre. O islamismo não tem. Se você é uma pessoa muçulmana e vai ser um sheik, que é como se fosse um padre dentro do islamismo... É, se a gente perguntar o que é um sheik.

O sheik é o líder religioso do islamismo. É o que lidera as orações, é o que faz o casamento, é o que comanda uma mesquita e a comunidade muçulmana que está em volta dele. A mesquita é o templo. É o nosso templo. É o nosso templo religioso. Eu posso ser um muçulmano? Pode, com certeza. Ah, mas eu sou LGBT, eu posso ser?

Não, não era nem essa a questão. Já vamos chegar nela. Mas a minha questão é, eu sou brasileiro, não tenho nenhuma descendência... Árabe. Árabe, ninguém do Oriente Médio, e quero me converter ao islamismo. Aí eu me torno muçulmano. Exato. Posso? Claro. Mesmo LGBT também, então? Não há problema nenhum.

As pessoas têm um preconceito, as pessoas criam falácias. O extremismo religioso, lembra que eu falei que é isso que mata? Por que eu te falo? Eu já vou até juntar os assuntos aqui e tudo. Em primeiro lugar, a religião islâmica é a última revelação por parte de Deus, é uma orientação de Deus para a humanidade.

Deus tem um capítulo dos humanos no Alcorão. E Deus ali não coloca rótulo nas pessoas. Nós temos a mania de pôr rótulo nas pessoas para diferenciar que eu sou desse grupo e outro é do outro grupo. Porém, Deus traz uma mensagem para toda a humanidade.

Então não coloca rótulos, esse é o primeiro fato. Ah, mas eu sou brasileiro, então posso me converter ao islamismo? Óbvio, por quê? Porque se você encontrar e acreditar que ali é a última mensagem de Deus, porque você ficar muçulmano, você não deixa de ser cristão, você está acreditando em Jesus, está acreditando em Moisés, Abraão, você não está negando uma crença inteira.

para adorar o profeta Muhammad. Não, você está completando a tua fé com a última mensagem divina. É o último update, atualização do software religioso do mundo espiritual. É o islamismo, é a última revelação que teve. Ah, eu sou LGBT, eu posso ser muçulmano? Claro que pode, porque e os que nascem muçulmanos LGBTs, como faz?

Como assim nascem muçulmanas? As pessoas que são LGBTs e já nascem muçulmanas, como que faz então? Alguém vem lá e diz, você está perdendo o título de muçulmano porque você é LGBT, você é árabe LGBT. Mas isso no cristianismo acontece, porque ninguém nasce católico, mas a gente nasce dentro de uma família católica.

Leia-se que a gente também é católico. Aí de nós se querer sair. E aí se assume gay, é lésbica em algum momento da vida... É melhor que você saia. Não pode, é. Não, não é melhor que você saia. O que os católicos querem é que você não viva a sua sexualidade. Eu queria perguntar como que é isso dentro do islamismo. Então, vamos lá. Porque para o cristianismo...

É pecado, né? Então, o ato, na verdade, em todas as crenças monoteístas em especial, é considerado pecado. Qual ato? Sexual? O ato sexual. Se eu manter um relacionamento sem sexo, parece brincadeira, mas se eu manter um relacionamento só nos beijinhos, também é errado.

Exato. O ato é em geral a relação. Agora, tem muitos pontos, e aí eu vou te falar uma curiosidade, você vai achar interessante. Isso é um assunto bem polêmico, tem que ser cirúrgico nas palavras, para não falar algo que as pessoas entendam errado, porque a gente entende de uma forma e expressa, mas é assim. Vamos lá, vamos pegar o contexto religioso.

A salvação é individual. A gente nasce sozinho e vai morrer sozinho. O islamismo também acredita nessa salvação. Exato. Nós precisamos ser salvos. Deus é clemente, é misericordioso, Deus é justo. É um outro ponto. Quando eu morrer, no dia da prestação de contas, que chamam de juízo final, quem responde por você, Daniel, é você. Então, você tem que estar consciente dos atos que fez, de tudo que fez na tua vida.

Deus, eu acredito muito que ele sabe do coração de cada um e sabe das atitudes de cada um. Você não precisa nem se explicar. Deus sabe o porquê de cada um. Então, o que acontece? A religião tem o dever, a religião em si é para todos, por igual.

A religião é tão grande quanto o sol. O sol está aí todos os dias. Ele não escolhe o rico, o pobre, se é LGBT, se é hétero, bítero. O sol é para todos. A religião é para todos. Agora, um ser humano não tem direito de tirar a tua fé e a tua esperança na misericórdia de Deus.

Ninguém, não é o hétero, bi, o homo, é o ser humano. Eu não tenho direito como sheik de julgar alguém e falar você não pode seguir o islamismo, Deus não gosta de você. Eu não tenho esse direito. Olha, a mensagem está aqui. Agora, está aplicada. Você não vai poder falar, eu não sabia. Entendeu? Ah, mas aí está falando que o ato não pode, eu cometo o ato, então é melhor eu abandonar a Deus, porque você vai voltar para Deus da mesma forma. Então não abandona a Deus.

Você segue no teu caminho firme, com a tua fé, porque eu acho que mais pecador é o homofóbico do que o homofético. O próprio gay. Exatamente. Esse é um ponto, porque eu estou julgando, incitando ao ódio, destruindo a vida de alguém. Quantos se suicidam? Quanta gente não perde a vida? Ou até morre em vida, porque perde o sentido da vida, por pensar e se refletir?

se Deus está aí é justo, por que eu nasci assim para ser discriminado? Por que eu nasci assim para sofrer? Por que eu nasci desse jeito se o mundo não me aceita, se o livro sagrado não me aceita, se Deus não... Quem falou que Deus não te aceita? Ah, o livro sagrado fala do ato. Quem está falando que Deus não te aceita?

E outra, olha, eu vou te falar uma coisa. Eu teve uma fase na minha vida, quando eu fui deportado do Irã em 2013, a comunidade muçulmana em São Paulo começou a me discriminar porque eu era deportado, porque falavam que eu era espião americano, um monte de blá, blá, blá.

E eu lembro que eu me desdobrava para tentar agradar a comunidade muçulmana, para que o Sheik Rodrigo é legal, isso e aquilo. Em determinada fase da minha vida, eu tive uma orientação de um gênio, que depois está em uma das histórias que eu trouxe para a gente contar lá na frente, mas eu tive uma orientação de que a partir daquele momento...

Eu não tinha que me importar mais com a opinião de ninguém e focar em Deus. Se o meu foco era em Deus, que ele fosse sincero para Deus. E esquece as pessoas o que vão pensar de você, o que vão achar, o que vão pensar. Porque as pessoas podem pensar o que for. Certeza é você que dá para as pessoas. Então, as pessoas julgavam ele é espião. Falavam, falavam. Eu nunca dei certeza disso daí, nunca falei algo disso. As pessoas falavam por mim e isso me afetava, me incomodava, me deprimia.

agora o que acontece, eu recebi uma vez uma inspiração num momento difícil da minha vida, que falou a partir de hoje você já não vai se incomodar mais com o que pensam, porque o teu problema é com Deus a partir do momento que eu comecei a intencionar minha vida com sinceridade pra Deus

Eu trabalho, eu luto, eu sou um cara honesto, não fico parado, conquisto o meu dinheirinho e tudo, ajudo quando eu posso, as pessoas de uma forma tentam ser mais coerente e justo dentro do meu padrão de justiça, mas eu sempre estou focado em quem é Deus, eu estou focado em agradar a Deus. Dou o meu melhor. Se para Deus não estiver bom...

Ah, mas o LGBT... Condenado LGBT, um LGBT religioso, um LGBT ruim, não religioso, antideus deve ter um peso, eu acredito.

porque ele é clemente, ele é misericordioso. Quem é o ser humano para tirar a minha fé? Então a gente nunca pode perder a nossa... Se algum ser humano conseguir tirar a tua fé, é porque você não tinha ela. É porque realmente ela não era sincera. Porque a fé tem que ser verdadeira, inabalável. A gente tem altos e baixos na vida, mas nada que deva abalar. A nossa fé tem que ser inabalável.

Então, não acredite que alguém te fale, te tire, ah, você é LGBT, não herdará o reino do céu, não será salvo, será condenado e tudo mais. Aí você vê o tal dos héteros, muitas das vezes não pagam pensão, batem nas mulheres, faz o filho e abandona, crescem sozinhos.

são agressivos com a família muito das pessoas LGBTs pelo que eu vejo eles estão na área da saúde, cuidando das pessoas cuidam do pai e da mãe honram o pai e a mãe por mais que muitas das vezes eu já vi várias histórias que sofreram preconceito a vida inteira e cuidaram do pai e da mãe até o final e muitos casais héteros quando arrumam uma mulher o homem arruma uma mulher eu não gosto da tua mãe ele até evita de vir na casa da mãe por causa gente

A casa da esposa. Então a gente precisa pesar qual é o verdadeiro valor da vida, o que realmente te eleva ante Deus. Então eu acredito nisso. O individualismo, o islamismo é uma religião individual. Mas o sheik... Não é coletiva. Mas na... Cada vida é analisada individualmente por Deus. Uma coisa é uma pessoa que ela nasce...

LGBT, uma outra coisa é a opção. Qual é a tua opção sexual?

É uma terminologia equivocada. Mas não é opção, né? Não é opção, exatamente. Eu não acredito em opção. Também não. Sabe por quê? Olha, no mundo que não está preparado para a comunidade LGBT, para entender o que são as pessoas homoafetivas, quem vai escolher, eu vou preferir me satisfazer e ser vaiado, apanhar por aí, discriminado de várias formas, ninguém escolhe sofrer.

E isso talvez é uma luta diária para a pessoa... Hoje, você vê, o racismo já é uma luta diária para uma pessoa negra sobreviver na sociedade. Às vezes ele não consegue a vaga do emprego, às vezes ele não consegue a vaga na universidade.

imagina uma pessoa LGBT, o quanto que ela não sofre porque a pessoa fala, o jeito dele não agrada então a existência daquela pessoa se torna incômodo pra outras, agora eu vou no Oriente Médio tem muita gente que é homoafetiva essa era uma das minhas perguntas e teve uma pergunta aqui também sobre isso

homossexualidade não é crime em alguns países? Sim, é crime em alguns países. De maioria muçulmana. É crime em alguns países. Agora, depende do país, por exemplo, precisa ser comprovado. Como assim? Comprovado o ato sexual.

Porque eu vou te falar, agora tira o sheik Rodrigo de lado, deixa eu falar o Rodrigo aqui. Morei no Irã. Quanta gente a gente não vê que você fala, putz, esse cara é afeminado demais. E às vezes o cara é casado por imposição da família, porque precisa constituir uma família. Mas eu mesmo dentro do seminário, quantos sheiks eu conheci que eram casados e tinham filho e falaram para mim que não gostava de mulher, mas para respeitar um preceito de Deus, se casou, mas não era feliz.

Ele não é e a esposa, coitada. Olha, teve um que... Teve um que, quando... Uma história verídica. Um sheik lá casado com filha. Ele casou com a filha de um ayatollah lá de Teirã, no Irã, na capital. E ele veio para o Brasil algumas vezes. Rolou um boato no Irã que esse cara, quando veio para cá, esse sheik, estava tendo relação com o menino.

Passou um tempo, ele volta para o Irã, ele veio para o Brasil duas ou três vezes. Passou um tempo no Irã, misteriosamente chamam ele para dar palestra numa cidade. A esposa não foi, o filho não foi. Só ele. E o freio do carro dele falha e ele bate o carro na rodovia e morre.

Meu Deus. Isso é uma história... Eu tenho foto com essa pessoa, é uma pessoa que eu conheço, conhecia, obviamente, pessoalmente e tudo mais. Então, o que acontece? Precisa ter uma comprovação no Oriente Médio, dependendo de país para país, para comprovar como você vai falar que uma pessoa é homossexual, é homoafetiva, se você não viu o ato dela. Você está colocando a vida dela em risco. Ela pode morrer por isso. Então, tem as leis, mas é muito difícil também provar isso daí.

Isso é um al accessencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencialencial

Tem que provar o ato, é isso. O ato. Mas se for um beijo também já é prova. Depende, porque no Oriente Médio é muito comum o homem andar de mão dada com outro homem, o homem beijar outro homem, é muito comum. Então isso não serve como uma prova. É beijo na boca, né? Ah, sim, isso daí não. Isso daí vai ser prova. Uma porque os países do Oriente Médio não aprovam nem a relação hétero na rua.

A questão de ficar se beijando na rua, como a gente vê. Isso não pode. Então lá tem uma questão muito da questão moral. Entendi. Tipo, você é um casal, mas na tua casa, na tua cama, na tua intimidade. Na rua, você e a tua esposa, um casal normal, obviamente é um casal, mas sem as declarações de afeto em público, né? As demonstrações. A mulher anda de burca, não?

Depende do país. Você vai em um Afeganistão, elas são obrigadas a usar burca. O Irã já é um país que as mulheres usam véu e, dependendo da cidade, elas usam xador, que parece uma burca, mas ainda mostra o rosto. Então, cada país tem a sua cultura de vestimenta.

Entendi. Estou perguntando isso porque, assim, lá é crime mesmo no papel, na lei, né? Isso. E aí você é condenado a que? A morte? Depende do país. Se for comprovado? Depende do país. Tinha depoimentos do Saddam Hussein, que eu ouvi.

de que ele chegou a pegar um casal homoafetivo e amarrar um no outro, levar para o meio do mar e jogar no meio do mar com uma âncora para afundar no meio de tubarões. Então você vê coisas, não é islâmico fazer isso, obviamente, mas o Saddam Hussein, que era o ditador no Iraque, há relatos de que ele fazia isso com pessoas homoafetivas. Agora, que nem eu vou falar, no Irã mesmo, tem um monte de cara que você vê, esse cara aqui é afeminado demais para ser hétero e tudo mais.

O Ayatollah Khomeini, que fundou a Revolução Islâmica do Irã,

Foi aí que me surgiram várias dúvidas que eu não consegui tirá-las todas. Os Ayatollahs são aqueles que hoje, na ausência do profeta, eles conseguem formar as regras da religião provisória, obviamente, na ausência do profeta, enquanto nós estamos em vida. E o Ayatollah Khomeini fez algum estudo, que não sei qual é o estudo dele a fundo, mas que no Irã é o primeiro país islâmico do mundo onde ele libera a operação de mudança de sexo.

Ah lá, pra trans. E tava no Guinness Book, não sei como hoje, acho que perde pra Tailândia, não sei, mas tava como um país no Guinness Book, como país número um no mundo de operações de mudança de sexo. Calcula como não tem gay lá. Aí são pessoas...

trans, né? E aí se torna uma pessoa trans, mas que se enquadra dentro da comunidade LGBT. Então, o que acontece? O próprio Aetolá Kumeini, que ele tem uma cara bem fechadona, se você ver as fotos dele, ele era um homem que era de pouco sorriso, era um cara muito sério, a cara dele passava até um pouco de medo, porque era um homem muito severo. Você fala, meu, esse cara é um ditador, vai matar todo mundo.

E ele traz num livro dele de regras da religião onde ele libera a operação de mudança de sexo, que nada mais é que a transexualidade. Então significa que, um, para ele liberar isso dentro do islamismo, chiita, no caso, que é a nossa linhagem, é porque, primeiro, ele reconhece a homossexualidade talvez não como uma opção sexual, e sim como uma existência, para ele chegar a esse ponto.

E dois, para ele liberar a transexualidade, essa operação de mudança de sexo, financiada pelo governo, inclusive, é porque ele também reconhece que essas pessoas aí não são condenadas.

Agora, há pessoas que optam nessa operação de mudança de sexo, outras não. Outras são pessoas trans, mas não querem fazer a redesignação. Exato, mas quando ela faz essa operação, ela passa a trocar o nome. É Rodrigo? Não, meu nome é Maria. Então ela pode casar, ela pode ter os mesmos direitos que uma mulher dentro do país. Então isso é um sinal, e foi uma afronta do Irã para o mundo islâmico, porque na Arábia Saudita isso é inviável.

por exemplo, no país vizinho, nos países do Oriente Médio. Agora, o Irã enfrentou dizendo que islamizou uma regra sobre isso. Então, se ele conseguiu entender que a homossexualidade existe e ele libera a transexualidade...

Então tem uma brecha, porque o Ayatollah dita as regras baseadas em quem? No livro sagrado, nos estudos da história do profeta. Então ele é um grande Ayatollah porque ele é um pós-doutorado, é um cara mestre do mestre do mestre, os Ayatollahs. São grandes mestres que apontam de ditar as regras. Eu sou um pequeno sheik que a gente vê as regras e trabalha em cima delas. Eu não sou um formador de regras do Islã.

Eu simplesmente a sigo. O Ayatollah já consegue formar as regras no Islã. Então, para ele formar isso, ele teve o quê? Argumento suficiente para peitar todo o mundo islâmico e liberar. Então, baseado nisso, é por isso que eu sempre falo. A gente não pode perder a esperança e falar fulano está condenado. Porque se ele encontrou uma raizinha ali...

É porque o homo está inserido na sociedade, sim. Mas assim, na prática... Porque, Sheik Rodrigo, eu estou vendo você explicar. Dá para ver que você é uma pessoa, apesar de estar na religião islâmica, nessa questão da homossexualidade, você sabe qual é a regra e qual que é a regra? O que está dizendo aqui? O ato é proibido. Que é proibido. Exato. Ah, eu, Daniel, sou homossexual e tudo mais.

Então, se eu entrar no islamismo, é claro que você não vai... Por que eu estou falando de você dentro da sua religião? Porque eu sei que você, como uma pessoa educada e culta, não vai me maltratar. Mas se eu chegar... Mas pela religião você vai falar que é proibido, é isso. A minha obrigação é orientar o que o livro está falando para você. Exatamente. É igual... Eu falo isso, eu pergunto isso, porque eu já ouvi muita gente também das religiões cristãs falarem a mesma coisa.

Eu falo que a gente não vai maltratar. A gente não vai... Mas a regra é a clara, né? Não pode.

É o conjunto de normas da existência que Deus coloca aí, é isso. Agora, vamos levar para o lado espiritual da coisa, vamos supor um exemplo, né? Você foi privado, um exemplo, segundo o livro aí, pela sexualidade, que não consigo sair com mulher e tudo mais, você foi privado. Talvez a vida é tão passageira que você abrindo mão de uma coisa, essa é a explicação teológica, né? Você abre mão de alguma coisa da sua vida por amor a Deus,

E Deus vai te recompensar e te elevar aos mais altos graus do paraíso. Então, às vezes, o cara que é homossexual, ele pensa que está condenado ao inferno, e, de repente, ele está, na verdade, mais elevado a um grau do paraíso do que o cara hétero que maltrata a mulher, filho, não dá valor à família. Então, são pontos de vista. Mas o que eu falo sempre é assim, eu não tento inflamar muito nesse assunto, porque eu sempre falo, se a gente tem um livre-arbítrio, tem uma orientação...

Cada um vai seguir de acordo com a sua consciência. Sabe qual é o importante? Você saber do teu coração e você dormir tranquilo todos os dias. Ah, eu durmo tranquilo. Quanto a isso, tranquilíssimo. Não, você dormir tranquilo com relação como o Daniel, ser humano. De um cara honesto, trabalhador. Um cara que não maltrata as pessoas. Tem empatia. Você entende? Você não pode deixar nada nem ninguém tirar a tua esperança na misericórdia de Deus. É uma missão fácil ser um cara gay? Não deve ser.

Não é fácil, porque a sociedade maltrata, não é que você negue a tua existência, eu nego a minha existência, não é negar a tua essência e a tua existência.

Mas sim, as pessoas que te negam a tua existência, você lidar com elas é algo conflitivo na sociedade. Lidar com preconceito, ser maltratado, ser rejeitado, não conseguir a vaga do emprego, e você ser o cara inteligentíssimo, fazer tudo, e no final a tua existência é o que faz você não ganhar a vaga. Isso é o julgamento do homem.

Eu não creio nesse julgamento antideus. Então, eu tenho pessoas que vão na minha mesquita, que são da comunidade LGBT, tem uma menina trans, tem um rapaz que é... E eu falo, meu, você não precisa sair por aí, tudo que nem uma bichinha se mostrando para... Isso daqui não, isso daqui eu acho que não há necessidade. Mas eu acredito que você ser o que você é é o suficiente.

Não tenta provar nada pra ninguém, não tenta impor nada a ninguém, vive a sua vida, vive a sua espiritualidade, sabe por quê? Eu vou te falar, nenhum ser humano tem o direito de te julgar. E segundo, eu também não vou estar lá no dia do juízo final pra falar, não, eu ponho minha mão pelo Daniel. Daniel, pode salvar ele. Não, pode salvar ele, o religioso tá mais condenado.

Do que outro. Os primeiros a entrar no inferno, com a dimensão chamada inferno, são os religiosos, os líderes religiosos, que sabem da palavra, e grande maioria é hipócrita. Grande maioria usa da palavra como manipulação. Grande maioria da palavra usa para ferir, para criar preconceito, para dividir os povos, porque a característica do hipócrita...

É dividir os povos e ele se dá bem com todos os povos. Mas ele consegue dividir a ponto de que o A não se dá bem com o B. E eu fico sendo o ponto C que eu ligo o A no B. Essa é uma característica do hipócrita. Então acho que o inferno vai estar cheio de religiosos, na verdade.

Como que é o... Agora falando do lado hétero, que não é o meu lugar de fala, mas como que é o casamento hétero? É sempre monogâmico? Um homem pode ter várias mulheres? Como é que é? O islamismo...

permite a poligamia. Permite. Mas no islamismo é a mulher que aceita o homem. É uma frase muito curta na verdade. A mulher fala, eu aceito ser a sua esposa assim assado com o dote, que o dote é algo do casamento islâmico.

O que é o dote? O dote é algo estabelecido, material entre o homem e a mulher. É como uma segurança. É qualquer coisa que tenha valor material. Eu posso, minha esposa, vamos supor, ela, eu falo, amor, vamos casar, o meu dote pra você é esse anel. Se ela aceitou, tudo ok. Se ela, ah, o meu dote é uma casa, eu quero uma casa como o dote, que é uma garantia pra ela. Ah, mas ela que escolhe? Ela escolhe.

passado. Você é casado? Não. Você não é casado? Não. Então o que acontece? Então se você tiver um dia uma esposa, ela vai escolher o Dott. Ela escolhe o Dott. E se eu tiver condições, talvez não é dado na hora, talvez a casa eu vou me comprar e eu ponho no teu nome como Dott. Então é um plano de alguns anos. Gente, eu já tinha ouvido falar do Dott. Essa é uma garantia da mulher no matrimônio. Agora, também tem que ser estabelecido se ela aceitaria uma segunda esposa.

No islamismo, a poligamia é permitida até quatro esposas. Mas a poligamia para o homem? Para o homem. Para a mulher, não? Não. Mas isso tem um contexto, na verdade. Na época do profeta Mohamed, havia muitas guerras. Entendi. E muitos homens iam para as guerras e não voltavam. E o que acontece? Os árabes tinham muito preconceito com a mulher viúva. E a mulher que já tinha um filho de uma relação. Porque falava, ela já tem um filho de uma relação, ela já dormiu com outro homem. Então ela não durma, eu não esposo ela.

Mas o homem podia. Então, o homem podia. Só que os homens árabes tinham um preconceito de saber que aquela mulher não era virgem. Você vê que se fala muito de virgem, virgem no paraíso, virgem não sei na onde. É uma coisa muito da cultura árabe, porque ali o árabe... Vale muito para a virgindade de uma mulher. Exatamente. Então eles pensam o quê? Por exemplo, eu não vou casar com a Maria porque o marido dela morreu na guerra, ela já dormiu com outro cara, era mulher de outro cara e ela tem filho.

Eu não vou considerar, ele não é meu filho, eu não vou considerar ele como filho. Os árabes têm muito esse preconceito. Até hoje tinha. Ainda tem, ainda existe. Então, na época, o profeta Mohamed, por que ele começou a casar e esposar outras mulheres? Mas não era novinha virgem. Eram as mulheres. Por quê? Aquela época, a mulher não podia trabalhar. Então, como é que ela vai trazer o sustento para ela e para o filho se o marido morreu na guerra?

está desaparecida há dois anos e nunca mais voltou da guerra. Então, naquela época, o profeta Mohamed, o que ele faz? Ele tem a esposa dele, ele casa com uma segunda. Por que a primeira aceitou? Como uma missão religiosa, que não é questão sexual de prazer. Era a necessidade daquela mulher com filho ter um marido para prover o sustento para ela, porque nenhum homem queria casar com ela, ela tem filho para criar e precisa viver.

E ela precisa estar ativa sexualmente também, porque é um ser humano. Então, a poligamia foi dada no islamismo, naquela época, pelo profeta Mohammed, nesse aspecto. Hoje é difícil você ver um homem casado com quatro mulheres. Mas pode. Pode. No Brasil não poderia, porque a poligamia no Brasil é crime.

Olha aí, mas e aí se vocês forem na religião islâmica e lá permite? Aqui no Brasil, a legislação brasileira, tudo aquilo que é crime, você não vai cometer um crime dentro de um país. Num país islâmico, ok, é permitido dentro da lei. Agora, o muçulmano não tem que infringir a lei.

Então, se esse ato é proibido no Brasil, ele é proibido no islamismo também. Do Brasil. Exatamente, porque há uma legislação aqui, há leis aqui. A lei diz que a poligamia é crime. Não é pecado, é crime. Eu sou muçulmano. Por que eu vou lá e cometer um crime? Aqui não é um país islâmico, aqui o Estado é laico. Mas quando a gente fala em poligamia, sendo crime, sheik, a gente está falando perante a lei. Então, por exemplo, você não pode casar com duas mulheres no papel.

Porque a gente já vê trisais hoje em dia. Sim, acontece muito. Mas aí tá... Porque não casaram no papel, né? Não casaram no papel. E no islamismo aqui no Brasil também deve acontecer. De um sheik ter duas, três esposas, mas... O sheik não é um muçulmano comum, um árabe comum que tem loja no centro de São Paulo e ele casar não... É, eu falei sheik errado. O sheik é um... É, mas acontece de algum árabe aí, tem loja, mora no Brasil e ter duas esposas. Ele tem a esposa libanesa e a esposa brasileira dele. Tem duas esposas.

Uma aceitou a outra e tá ok. E elas não brigam? Olha, eu só tive uma vez no Líbano, na casa de um amigo meu que é Sheik, e ele é casado com duas mulheres. E a casa dele é uma casa grande. E aí foi a experiência, assim, pra mim foi meia doida, porque tem uma parede que ele divide, tem os dois portões separados de entrada, o mesmo lote.

Só que interno tem um portão lá no fundo que ele passa de uma casa para outra. Então, num dia ele dormia numa casa, eu dormi no quarto de hóspedes desse lado. Aí eu comi o almoço dessa mulher, ela fez o almoço e tudo mais. Aí, no outro dia, ele pulou para outra casa. Rodrigo, vamos pular para outra casa agora, você vai dormir no outro quarto de hóspedes. Aí eu pulei para a casa B. Então, em tese, eram casas separadas. Eram separadas, geminadas. Tudo que tinha numa casa, tinha na outra.

passado e cada um como esposa. Muda a decoração, mas você vê que o que tem em uma casa tem na outra e ele passa uma noite em uma casa, outra noite em outra. Pra mim foi assim, eu falo, mas elas não brigam?

Não, cada um na sua casa. Ele falou, mas vai brigar pelo quê? Por você. Ele falou assim, de ciúme. Ah, eu aproveito porque assim, o ciúme faz essa dormir bem. Toda noite eu durmo bem. Ele falou, não tem uma noite, porque se essa brigar comigo, eu pulo pra casa da outra. Então, ele falou, então assim, eu sempre tô bem. E elas não brigam porque não brigam. Ele falou, pelo contrário. Aqui ele falou, graças a Deus, elas fazem compras juntas.

Elas não têm briga, não é uma rival uma da outra. E são casados no papel lá. No papel.

No papel. Passar. E tem um limite? Até quatro. Ah, se ele casar com cinco, não pode? Não, aí é crime.

Que barato. A gente tem que respeitar a Constituição. Gostou, né? Outra cultura. Respeitar a Constituição. Pode casar até quatro, com cinco é crime. Exato. Eu sempre tive uma dúvida, não sei se você vai saber responder, Sheik, mas na hora da relação sexual, eles transam, se ele tem quatro mulheres ou duas, eles vão fazer sexo todos juntos? Não, uma suruba, não. Não. Não é? Não. Cada dia com uma.

Cada dia com uma. Agora se fazem também, não posso falar pelas pessoas, né? Mas falando no islamismo, cada dia ele dorme na casa de uma. Gente, passado. E não tem a brecha pra mulher. Mulher não pode ter mais um homem. Não.

Não. A mulher tem um conjunto de regras do corpo dela. Por exemplo, quando ela recebe uma penetração, ela tem relação com o homem, dentro do islamismo fala que ela tem que esperar três períodos menstruais para ela poder ter uma nova penetração. Por que isso? Porque é um período de purificação do órgão genital dela. Também é um período para ver se ela engravidou daquele homem também. Tem essa questão também. Enfim, é um período que ela tem que passar para ela estar pura para poder ter uma outra penetração.

Mesmo com o marido dela. Não, com o próprio marido dela, sim. Agora, uma mulher solteira. Ela conheceu o cara, teve relação com o cara. Mas como que o islamismo vê isso? Sem casar? Sem casar? O islamismo sunita não aceita de forma alguma. O islamismo xiita tem algo que eles chamam de casamento temporário. Casamento temporário nada mais é que um namoro. Mas é algo formalizado ou antideus.

Então a gente vai o quê? Vamos para se conhecer. Mas pode ter relação sexual no namoro? Nesse que é formalizado por Deus, dentro da vertente chiita, sim. As principais vertentes do islamismo é a chiita e a sunita. A sunita não aceita esse tipo de relacionamento. O sunita já... O chiita já aceita. Então há o relacionamento do casamento temporário.

Então eu conheci uma pessoa e estamos de comum acordo. E aí, ante Deus, a gente formaliza com algumas palavras. E a gente pode ter relação. Pode ser que eu conheça a pessoa e queira casar com ela para sempre também. Pode ser que a gente veja que não vai rolar, não vai bater e tudo. E termina. É como namoro. E tem divórcio no islamismo? Tem. Tem? Tem divórcio também. Tem menos que aqui, mas existe. Mas se a mulher quiser, ela pode ou não? É o homem que escolhe? Não, o homem que pede o divórcio.

Então, quer dizer, se a mulher quiser e o homem não quiser. Então, na lei lá, ela fica presa, amarrada na lei. Mas, normalmente, eles entram em comum um acordo. É que a formalidade de ir no cartório e falar eu quero me divorciar dela, tem que partir do homem. Você falou agora uma coisa que aí me gerou uma dúvida. Você falou, o corpo da mulher tem algumas regras. Isso, quem faz as regras para o corpo dela? Ela mesma ou o homem ou o marido?

Não, é ela mesma. Ela mesma. É ela mesma. É ela mesma. Como vai penetrar, não sei o que você fala, da posição. Não, não, não. É, porque você falou assim, se ela é casada com um homem, você falou assim, ah, ela teve uma penetração na relação... O corpo dela não é objeto do homem. Não é. Não. A questão da purificação é por ela mesma.

Então ela que vai ver isso. Faz três meses já que a gente tem relação. Sim, sim. Ninguém vai fiscalizar isso daí. Não é o marido que fala. Não pode. Não, não. Ninguém vai fiscalizar isso daí. Mas você vê, a cultura árabe hoje, Daniel, a gente precisa pensar, eu sempre falo, há uma mistura muito grande da cultura árabe com o islamismo. E isso, na verdade, não é bom para o islamismo. Porque a cultura árabe é muito forte e ela se sobressai no islamismo. Eu vou te dar caso verídico.

caso verídico que eu mesmo comprovei eu tive um caso de uma mãe que veio conversar comigo libanesa, falando que achava que a filha não era mais virgem então isso é uma grande preocupação aqui no Brasil, hein, tô te falando ela veio, ah, eu acho que minha filha não é mais virgem acho que ela já perdeu a virgindade e tudo mais ela tem 19 anos só e já perdeu a virgindade

E aí o que acontece? Eu com 15 já seria chicoteado. Quando passa um tempo, a filha vem conversar comigo depois de uns meses, porque sabia que a mãe veio falar comigo. E a filha falou, eu tô saindo do islamismo. E agora eu vou frequentar umbanda. E eu falei, por quê? Ela falou, porque eu tô numa religião que não me aceita como eu sou.

E aí eu falei, mas o que está acontecendo? Aí ela pegou e falou, na última viagem para o Líbano, normalmente no verão eles vão para o Líbano, passar férias lá, a minha mãe lá no Líbano...

ela é libanesa, ela me levou num médico pra periciar se eu ainda era virgem ou não. E eu me senti violada, porque pro médico mexer na minha parte genital, minha parte íntima, e eu falei, que religião é essa que invade a minha intimidade e mexe no meu corpo como se eu fosse um objeto pra me vender pra um marido pra dizer que eu sou virgem? Ela falou, eu não aceito isso. E ela se sentiu violada e traumatizada, inclusive.

E ela, quando voltou para o Brasil, ela foi me procurar e me falou, olha, formalmente, eu estou saindo fora do islamismo. Estou frequentando a Umbanda, onde me aceitam como eu sou. Inclusive, eu estou morando com uma garota que é da Umbanda. Aí você calcula. A mãe está surtando. É, a mãe. Eu nunca mais vi a mãe, mas a mãe...

Mas aí você calcula que ela era lésbica, ela era da Umbanda, já não era mais virgem, então era uma condenada. Para a mãe era uma condenada. Mas aí era o quê? Você vê, não era o islamismo sendo aplicado na vida dessa moça. Era a cultura árabe.

que é uma cultura totalmente ignorante. Então, o que acontece? A cultura árabe é bonitinha na culinária, na cultura em si, mas os costumes árabes de uma família tradicional árabe é muito pesado e não são islâmicos. O profeta Mohammed, quando ele vem, ele vem para combater muitas das coisas da cultura árabe. O árabe, quando nascia a filha e a mulher, eles achavam que era uma maldição de Deus. O que eles faziam quando era uma menina, quando nascia?

Ia para o meio do deserto, abria uma cova, jogava a criança viva como se fosse uma maldição e enterrava a criança viva. E lá o bebê morria vivo. Porque era uma menina, era uma maldição.

Isso está no Alcorão. E o profeta Muhammad veio para quebrar essas barreiras. O pessoal fala, ah, muçulmano tem que casar com uma menininha novinha, virgem. O profeta Muhammad, com 25 anos, ele casa com uma mulher de 40, que já tinha filho de outro homem, que era viúva, não era mais virgem, e era a patroa dele. Quer dizer, ele trabalhava para uma mulher.

de 40 anos e ele com 25, ele casa com ela, ela já tinha marido, já era viúva e ainda já tinha filho de outro relacionamento. E aí você estuda a história do Islã, esse é o profeta Muhammad. E aí você vê um arminão, só casa se for virgem, se for novinha. Então será que eles seguem o profeta Muhammad mesmo nesses aspectos? O profeta mostrou na prática que isso não era a essência, não era o essencial a tua filha. Para se chegar a Deus.

ele casou com uma senhora na época, 40 anos é novo, eu tenho 40 mas naquele tempo pra padrão que eles queriam casar com novinhas um cara de 25 foi casar com uma de 40 que era a patroa dele ele trabalhava pra mulher então quer dizer, no islã a mulher tem que ficar em casa submissa ao homem o profeta casou com uma mulher comerciante que era a patroa dele, então você vê a ignorância e a diferença a mulher mãe

É uma mulher sugar mommy, né? Tem o sugar daddy, né? Que falam que é um homem mais velho que uma mulher. E a mulher tem a sugar mommy. Então, no caso, ela era bem mais velha que ele, né? Ela tinha 40? 40 e ele 25. Então, isso tá dentro do islamismo. Mulher, a maioridade funciona da mesma maneira lá? Na cultura árabe ou pro islã? 18 anos? Ou a mulher pode casar antes? A mulher, depois que ela entra na puberdade... ...

entre o que? 9 anos, acho que 10 anos, depende da... Cultura árabe? A partir do momento em que ela entra na puberdade, as regras do islamismo se tornam obrigatórias para ela.

que é o quê? Usar o véu. Antes da puberdade, ela não precisa usar o véu. Ela é uma criança. A partir da puberdade, ela já começa a usar o véu. Agora, ah, mas para casamento e tudo mais. Aquela criança, aquela menina, ela tem que ter totalmente a mente, o corpo, tem que ter uma consciência de que a mente dela, o corpo dela já é de uma mulher que pode casar.

Então, há muita gente que vê nas novelas como tinha aquela do clone, que falava, vamos esperar a Hadija crescer para casar com o fulano lá. E tem que esperar ela crescer por quê? Esperar ela ter a mentalidade e o corpo para poder casar. Não dá para você casar uma criança.

e aí tem as que os árabes eram pedófilos casavam com meninas e tudo mais e tem muitas falácias outros contos são verídicos porque a cultura árabe é uma cultura difícil e o islamismo acaba pagando o preço porque mescla o árabe com o islã e...

Eu acho, Sheik, que existe... Eu vou falar por mim, tá? Existem os preconceitos da questão de países do Oriente Médio. Eu nunca fui para o Oriente Médio. Eu quero ir um dia para visitar até lá Jerusalém, a parte onde Jesus passou, que é uma coisa mais...

cristã, né? Mas fiquei interessado também em algumas partes da história islâmica. Mas eu percebo que, pelo menos eu tenho uma imagem do Oriente Médio, dessa imagem, enfim, me perdoem os termos, mas é o que a gente tem, né? Muito machista, muito homofóbica. É um país que eu tenho medo de visitar, porque eu tenho medo de... Claro que eu não vou pro Irã pra ficar pegando iraniano, não. Mas eu vou pra conhecer a cultura, mas... Por exemplo, é uma pergunta, então, já que eu tô falando isso.

Eu sou gay. Se eu for pro Irã, eles podem me prender? Mesmo se eu não tiver prática, mas eles verem que eu sou, que eu manifesto? Não, não, não. Não? Nunca. Pode ir tranquilo que não vai acontecer. E se eu tiver uma relação e alguém descobrir lá com algum iraniano?

Eu creio que aí você está sujeito às penalidades do próprio país. Ou normalmente, por ser um brasileiro e o Irã... Um exemplo, o Brasil e o Irã têm relações comerciais boas e uma diplomacia boa, muito provável que vão querer te deportar. Mas normalmente, quando você viaja para um país que tem não só os países árabes, acho que alguns países aí, acredito que também da Ásia também...

outros países que não são árabes têm suas próprias regras, normalmente as embaixadas avisam o que se pode, o que não pode. Você é mulher, o uso do véu na via pública lá é obrigatório. Então você já vai consciente que lá você tem que jogar um pano na sua cabeça para andar. As brasileiras, por exemplo. Pode ser, qualquer país.

passado, não sabia disso. Muito italiano, italiano, alemão, vai muito pro Irã. Então, assim, lá geralmente o quê? Eles já são avisados em seus países de origem que você está viajando pra um país que é uma república islâmica, que as leis islâmicas prevalecem na via pública, na rua.

Então, na rua, nas partes públicas todas, o uso do véu para mulher é obrigatório. Então, se a mulher vai emitir visto, ela já tem que ir consciente das leis aplicadas naquele país. Quer dizer, está na rua, coloca um pano na cabeça. É obrigatório para você e para todos lá. E tem que ficar tampado tudo? Só o olho para fora ou o rosto? Não, não. As mãos podem ficar para fora, os pés podem ficar para fora e o rosto pode ficar para fora.

Mas qual que é a brisa do cabelo para a mulher? Por que não pode mostrar cabelo?

Isso não é do islamismo. Você vai olhar no cristianismo, você já viu algum filme de Virgem Maria sem véu? Não, é verdade. É verdade. As judias colocam peruca, a católica põe um véu como a freira. Então, essa questão aí é uma preservação da mulher, talvez são atrativos da mulher para o desejo do homem, o olhar do homem.

olhar com outro olhar para aquela mulher. Talvez o uso do véu para todas elas iguais muda-se o rosto, mas traz aquele padrão de que a beleza da mulher é para a família dela, para o marido dela, não para a sociedade. Mas aí não é um problema do homem, ele que está olhando?

mas acho que está dentro da essência do homem. A maldade, o pensamento, acho que isso daí já vai automático, sabe? É, eu estou perguntando isso, claro. Você vê que o assédio hoje aqui, com tudo liberado no Brasil, quantas mulheres estão sofrendo feminicídio, assédio, violação, abuso sexual no metrô, no trem, em qualquer lugar ali, bate o olho, gostou e abusa. Então, talvez, o que parece ser liberdade, que deveria ter respeito, mostra, às vezes, que o instinto, às vezes, do homem, do ser humano...

vai mais rápido do que a razão. Então, eu estou perguntando isso. É claro que eu sei que é um choque de realidade. Aqui no Brasil, a gente tem muita discussão sobre isso. Por exemplo, fala-se, a mulher tem que vestir a roupa que ela quiser, porque se o homem abusa, o culpado é ele, não é ela. E aí você falou agora uma coisa que, mas ela está com o rosto, se ela estiver com o cabelo, ela vai despertar no homem uma coisa. Eu entendo que é cultura de lá. Mas tem mulher que se revolta lá?

Tem. E que fala, não, eu vou ficar com o cabelo à mostra. Tem muita mulher que fala, esse véu é da religião, eu não sou religiosa. Aí ela começa a falar que por ser um país islâmico religioso, a religião está me oprimindo porque eu não queria usar o véu. Só que a constituição do país fala que o uso na via pública do véu é obrigatório. É a lei, né? Então é a lei, está acima da religião. É um país islâmico, aqui é um país laico.

Então aqui ninguém pode obrigar uma mulher, ah, você deve usar o véu na rua, nem nada.

Entende? Mas na via pública ninguém pode te obrigar nem nada. Então essa é a importância também de a gente descobrir o que é um Estado laico, um país laico... A importância dele, inclusive. Do que um país que tem um segmento religioso, não é islâmico. Exatamente. Então quer dizer, o Brasil não é, por exemplo, católico. Não. Então, por exemplo, se você...

católico e o catolicismo proíbe que gays andem, por exemplo, uma coisa, né? Ou proíbe que mulheres andem com o rosto à mostra. Ela vai ter, na lei, que andar com o rosto coberto, porque tá na lei porque o Brasil é um país católico. O Brasil não é um país católico, ele é laico. Lá ele é um país islâmico. Você vai pra Israel. Israel é um país judeu.

Eles têm as regras e as normas do judaísmo. Provavelmente, quando eu sou muçulmano, o outro é cristão, o outro é ateu, quem for pra lá não importa também. Eles têm as regras. Tem que seguir a regra judaica. Por quê? Não é um país laico, é um país judeu. Então, eles vão ter a legislação baseada dele, as regras, as normas, toda a legislação baseada no judaísmo. Você acredita que... Vou te falar uma realidade, Sara. Você acredita que eu estou entendendo isso agora, com 40 anos de idade, nesse momento?

Ah, o país é laico, o país é laico. Eu sei que o país é laico, que a gente não tem obrigação. A importância disso. Mas eu estou descobrindo que tem países, agora aqui nessa live, está tendo uma epifania na minha cabeça. Agora eu estou entendendo porque tem países que... Ué, mas eu não sou da religião. Mas esse país é judaico, da lei judeu, né? Ou ele é islâmico. Exatamente.

por isso. Exatamente. E o Brasil, assim, nada como um país laico. Porque aqui, a mulher que quer usar o véu no Brasil, ela tá usando pela fé dela. Não pela ordem de Estado, de uma lei que vai punir ela baseada em lei. Então, a importância do Estado laico é muito grande. O Brasil é uma pedra preciosa no mundo. O nosso Estado laico, ele tem que ser defendido com unhas e dentes até o final. Que é nem a partir dele que eu tenho a liberdade de ser quem eu sou, andar com a roupa que eu quero andar, e você também. Posso me casar com...

um homem pela lei. E todos se respeitarem. E todos se respeitarem, porque a tua vida pessoal só diz respeito a você. E na vida de ninguém. A minha vida pessoal é um problema meu.

Ah, o Sheik Rodrigo é rico, é pobre, é azul, é preto, é branco. O que interfere a minha vida na tua? Agora, se aqui fosse um país, por exemplo, sei lá, evangélico ou católico, que tivesse leis católicas, aí a gente teria que seguir isso. Exato. O Brasil hoje está caminhando. Que perigo.

Hoje você tem um congresso... É isso que o povo quer. Hoje nós temos um congresso, grande parte de cristãos dentro de um congresso, que estão trabalhando leis que favorecem suas ideologias religiosas dentro de um Estado laico.

Eleições está aí. Esse ano é bom a gente ficar atento se a gente busca um Estado laico ou um cambiozinho de leve que está sendo feito no Brasil com pessoas fundamentalistas, religiosas, que estão ganhando através de determinadas crenças, poder político, entrando no Congresso e transformando o nosso país e toda essa liberdade que a gente tem.

em, de repente, um futuro daqui 50 anos, num país que vai ganhar uma característica que o país já não é mais católico, é isso, e as regras começam, as leis começam a ser modificadas ao longo dos anos nisso. A gente tem que estar atento nisso também.

Você como um sheik, como você vê isso? Eu vejo muito... Eu, Daniel Pires, ninguém me perguntou, mas eu vejo muito perigo. É perigoso. É perigoso. Você também vê assim? É perigoso. Eu morei num país que é islâmico. É muito bom? É, pra quem é muçulmano e quem pratica o islamismo.

Mas não é benéfico pra todos. É óbvio que não. A verdade é essa, sem hipocrisia. É bacana pra mim que sou muçulmano. Ah, é difícil viver lá? Não, eu vivo normal e tudo mais. Eu vivo normal mesmo. E a pessoa que não é muçulmana, que não tem essa crença? É como se ela não tivesse o direito de não ser. Você tem que viver o meu modo de vida porque você tá no meu quadrado. É mais ou menos isso. E acaba te oprimindo. Como você vai ficar à vontade?

Se você está dentro de um espaço que você não pode ser quem você é, você tem que ser o que a minha crença quer, o que a crença da maioria quer. Isso é perigoso. A liberdade que nós temos no Brasil deve ser inegociável. Tem ideologia religiosa, tira da política, não vota, não coloca lá. Porque o cara que prega religião, crença todo mundo pode ter.

ideologia, a minha ideologia, não pode se sobrepor ao direito de todos. Então essa é a defesa do Estado laico verdadeiro. Eu sou muçulmano. Se eu rezo cinco vezes ao dia, o que eu tenho que pensar? Vamos criar o dia da oração islâmica para todo mundo. Para que criar esse dia? Isso daí vale para mim, não vale para vocês. Então a defesa do Estado laico tem que partir de religiosos, principalmente, que tem essa defesa e essa linha de pensamento.

Isso é muito importante. Gente, é por isso, então. Está tendo um boom na minha cabeça. Não podemos regredir nisso no Brasil. Tem país que tem essas regras. É porque eles têm regras da religião. São países que não são laicos. São países religiosos. Você vê assim uma... Claro que aí a gente entra em geopolítica, mas no futuro você vê que esses países podem se tornar laicos ou é muito difícil? Eu acho difícil. Acho difícil?

Há alguns países mais liberais, por exemplo, o Líbano. O Líbano é um país pequeno. Mas você vai para algumas regiões do Líbano, são islâmicas muito religiosas. Então você não vai achar uma mulher ali andando sem véu nem nada. O Líbano é um país interessante para conhecer, porque se você for para Beirute, na região de Hamra, ali no centro de Beirute, onde há parte turística, você vai ver balada, bebida alcoólica, mulher com roupa curta, algo que parece uma avenida paulista ali.

Te juro. Augusto. Aí você vai pra uma outra região, você só vai ver mesquita, chamado por oração, tocando o Alcorão, as famílias já mais religiosas, as mulheres de véu, as tiazinhas, as anciãs, aquela coisa mais interior, tudo religioso, onde você não vai ver uma mulher sem véu lá. Aquelas lugares que a mulher, quando sai de casa, ela joga um véu na cabeça só pra sair, pra ir no mercado. Nesse que você falou da mulher de roupa curta, elas estão sem véu.

Sim, no Líbano tem. Imagina, de roupa curta com véu, não. Estão sem véu, né? Exato. Então, assim, o Líbano ainda tem esse contraste ainda de uma modernidade onde aceita, mas cada um tem sua região. Ali é uma região, você sabe que aquela cidade é muçulmana ali. Todo mundo é muçulmano. Você vai fazer o quê de minissaya naquele lugar? Você não vai. Não vai. E tem que pôr o véu, né? Entendeu? E tem que pôr o véu ali, respeitar aquela região.

Eu falei Augusto agora, eu vou numa balada na Augusto, toda vez que eu saio da balada, eu vou num restaurante libanês que tem lá, que é da Dona Alice, que é libanesa, inclusive, se eu não me engano, ela é de Beirute. Ela, na verdade, nasceu em Beirute, viveu um tempo lá e veio pro Brasil muito jovem. E aí eu perguntei pra ela, falei, como é a questão dos gays lá? Ela falou, pra mim, não vai não, Daniel, lá é perigoso. E os gays de lá vêm pra cá pra soltar a franga aqui. Ela falou desse jeito.

às vezes nem o país, são as pessoas porque é que eu te falo, a homofobia bom, o Brasil, você vê o Brasil com toda a liberdade que tem, tem a homofobia quanto que já não pesa, quantos não morrem quantos que não são atacados de graça na rua gratuitamente por serem quem são então você também está num país islâmico muitas das vezes árabe e islâmico que você também não tem nem o governo tem controle da cabeça das pessoas

Se aqui com toda liberdade a gente ainda encontra pessoas com essa mentalidade homofóbica, racista, fascista, perigosa, que fere, que mata, você imagina se você está num lugar onde a religião já é muito forte, predomina e 24 horas religião na TV, no rádio, em tudo, te ensinando determinadas coisas e as pessoas ficam habitoladas do que podem fazer. Então nem todo mundo está preparado, acho que boa parte do mundo ainda não está preparado, para ser honesto.

Verdade, eu tenho um pouco de... Liberdade igual no Brasil não tem, e aqui a gente já tem problemas. Então, exatamente, a gente é um país laico, tem as leis aí que criminalizam a homofobia, igual eu falei, eu posso casar com um homem no papel pela lei, olha só. Isso é inimaginável no Irã, por exemplo. Ter filhos adotar não. Não pode, lá não pode, né? Não, nos países do Arábia Saudita, então ali você vai pra Forca ali.

Então a gente quer perguntar qual é a punição para gays descobertos ou condenados? A morte. Morte? É, exatamente. Você vai numa Arábia Saudita, a Arábia Saudita tem penas severíssimas ali. Tem penas muito severas ali naquela região. O Irã é um país, como eu falei, ainda tem a questão da transexualidade, eles ainda buscam entendimento.

dessa questão sexual. Mas alguns países como a Arábia Saudita... Mas por que que era a Arábia Saudita? O Catar, você lembra do Catar na Copa até que estava tendo dificuldade, que era crime levantar a bandeira do arco-íris, que era uma bandeira LGBT? Não, não era uma bandeira LGBT. Era uma bandeira de Pernambuco. Então, era do Pernambuco. Mas porque o crime não era a bandeira... O crime era levantar uma bandeira de um arco-íris na Copa.

Quando o menino levantou a bandeira do Pernambuco, a polícia identificou um arco-íris e falou o quê? LGBT.

Por isso que foi atrás do rapaz para prendê-lo. Então você vê, ele não ia sofrer uma pena de morte. Mas apareceu uma afronta ao Catar, que recebe uma Copa do Mundo, mas não estava preparado para receber uma Copa do Mundo. Porque a partir do momento que a Copa do Mundo é aqui, é na minha casa. Então você abriu a sua casa para receber o mundo inteiro. Você precisa ter ciência que o mundo tem diversidade. Ah, mas eu coloco o rótulo. Esse tipo de gente a gente não quer na nossa casa. Ou se vier, se esconde.

Não mostra quem é você. Foi o que aconteceu na Copa, lá no Qatar. Fica quietinho, fica sigiloso. E aí quando um rapaz com a bandeira do Pernambuco levanta e aparece um arco-íris, ó, prende ele. É LGBT. Tá com a bandeira do arco-íris afrontando o sistema do governo. Porque uma coisa é você ser LGBT aqui na Copa, porque teve os acordos com a FIFA, né? Mas outra coisa é você querer anunciar o LGBT dentro do Qatar. É uma afronta ao país. Aqui não levanta a bandeira do arco-íris. E é o Qatar.

Gente, é pesado. Dubai é turístico, mas deve ter suas regras também. Não conheço, já estive em Dubai, mas não conheço as leis de lá. Mas também deve aceitar as pessoas, mas dentro de um padrão limite também. Ele foi preso, você lembra? Se o cara foi preso da bandeira? Não, foi comprovado que a bandeira era do Pernambuco. Foi advertido e tudo mais, até entender, passar em vergonha e ver que não era o caso.

Talvez eles não gostem de arco-íris, então se aparecer um arco-íris no céu de lá, eles vão fazer o quê? Pode ser no céu e eles mandam levantar um tepo pra fechar essa sombra maldita. Ninguém tem que ver dessa luz. Ai, gente, eu vou pedir licença pra você, Shake, rapidinho, porque o Francisco falou que o Daniel tá suando aqui.

Com o tema. Tô suando, né, Sara, com o tema. Ainda vamos chegar na outra ponta aqui, que eu trouxe uns temas. Vamos chegar na outra ponta já, já. Eu só queria te pedir licença, Sheik, porque... Gente, ó, quem que voltou com a gente aqui? Incrível. A Pet Love. Pois é, a Pet Love, que é um convênio médico, né? Pros animaizinhos de estimação.

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11 cachorros, a cachorrada toda. A maioria é de resgate. Ah, que bonito. Você faz esse trabalho de resgate com cachorro, com animais também? A gente faz o possível, né? Eu não tenho um ONG, eu ajudo algumas ONGs, uso da minha influência na rede pra ajudar algumas ONGs.

Mas há alguns casos, a maior parte dos meus cachorrinhos que eu tenho em casa têm problemas, são deficientes. Uma tem três pernas, o outro tem as pernas de trás quebradas, o outro não consegue urinar nem nada, eu tenho que apertar todo dia para ele fazer a necessidade. Então são animais já que não davam para adotar e precisavam de cuidados, foi ficando lá em casa. O último eu resgatei numa rodovia, indo para uma reunião, abandonaram o cachorro na rodovia.

E eu parei pra pegar ele, taquei no carro, trouxe pra São Paulo, tá lá em casa até hoje. Que bonito. Como é o nome dele? O Frederico. Frederico. Que bonitinho. Dá pra pessoal ajudar, se quiser? Então, nas minhas redes sociais, no Instagram, eu sempre posto lá a forma de ajudar. O pessoal pode mandar ração, porque a gente não só ajuda as ONGs, ajuda os cachorrinhos dos moradores de rua.

A época do frio, a gente está arrecadando cobertor, blusa de frio, para poder ajudar a população de rua também, que é uma outra pauta que a gente tenta usar. Enfim, a gente tenta trabalhar com causas humanitárias. Então, o que eu uso é da minha influência para tentar ajudar. Dá para ajudar todo mundo? Não dá. Mas o pouco que a gente consegue ajudar, a gente entrega na mão de Deus e Deus abençoa todos que ajudam.

Muito que bem. Então daqui a pouco a gente fala mais sobre o seu Instagram, o pessoal ajudar. Eu queria entrar numa parte agora do islamismo, mas a gente está falando muito das questões sociais. Falamos de mulher, LGBT, casamento e tudo.

Mas uma questão espiritual para o outro lado, o lado mais trevoso. Exato, vamos lá. Você falou de inferno agora há pouco. O islamismo acredita no inferno? Acredita. Uma dimensão que as almas vão pagar pelas coisas más que fizeram como uma penalidade. Como que é lá? É um diabinho com o garfim te fincando? Ninguém sabe como que é. Ninguém sabe. Assim como o céu, o povo também não sabe. Ninguém sabe o que é o paraíso. O que é o paraíso? O que a gente entende do que é um paraíso?

não é verdade? então assim, isso daí está na mão de Deus esse é o fato agora, nós estávamos falando lá no começo da criação humana, falamos de tudo chegamos onde chegamos e nessa parte aqui da entrevista agora depois da propaganda da Pet Love nós vamos, eu trouxe uma parte que eu falei, eu vou lá no Daniel e acho que tem tudo a ver com o programa para contar para vocês algo que eu nunca falei em outro podcast e aí

A maior parte do ser humano sempre está preocupado. Eu vejo muito na religião o pessoal falar, Sheik, como que é o inferno? Como que é o paraíso? Como que é a vida após-morte? O que acontece com a alma depois que o corpo morre? As pessoas estão muito preocupadas com a vida após-morte. E minha resposta é sempre uma só. Foca na vida que você não vai precisar se preocupar com a morte.

A verdade é essa, você não vai conseguir fazer nada por você depois da morte. Então se você trabalha bem a tua vida, esse vai ser o resultado da tua morte. Então não faz maldade para ninguém, não fala mal de ninguém, não acaba com a vida das pessoas, não prejudica, ajuda. Enfim, tem uma conduta humana a ponto de que você não precise se preocupar com a vida pós-morte.

porque de fato há um paraíso, um inferno, Deus estabeleceu e tudo mais, mas como que vai ser? Como que é esse julgamento? O que realmente importa nessa hora? Então nós temos muita preocupação com o paranormal, nós temos muita preocupação com o além, com a vida pós-morte, com os mortos, com os espíritos, e nós sempre aí estamos, sempre o que não está ao nosso alcance, parece que mais nos atrai.

Essa é a realidade. Então, dentro do islamismo, nós temos uma criatura, como nós falamos anteriormente, chamada gênios, que são feitos do fogo, são ocultos. E os gênios, eles conseguem nos influenciar e dar o sussurro, até aí que eu falei a importância de quando Deus cria algo chamado religião, que nós falamos lá atrás.

Os gênios são umas criaturas que têm a sua dimensão de viver, mas, paralelamente, eles também vivem entre nós. E eles conseguem se comunicar com os humanos. Com todos? Não.

Algumas pessoas, por alguma espiritualidade, de alguma forma, eles conseguem se comunicar. E quando eu estudei bastante sobre os gênios, quando eu li o livro dos espíritos de Allan Kardec, você vai ler no começo o que diz lá que as pessoas nos conhecem como gênios ou espíritos, mas somos uma coisa só.

É algo parecido com isso que está falando. A própria espírito que fala com Allan Kardec já se identifica que alguns vão nos conhecer como gênios, outros como espíritos. Mas é a mesma coisa. Já na Umbanda, eu percebi que eles chamam de entidade.

para ter conselho, para ouvir uma palavra, algo do gênero. Eles chamam de entidade. E assim, na minha trajetória, no diálogo interreligioso, mais os ensinamentos, eu fui começar a entender que na minha visão islâmica, foi quando eu bati o martelo, aquilo que chamam de entidade, aquilo que chamam de espírito de morto, é a mesma coisa que nós chamamos de gênio dentro do islamismo. Tá.

No Irã tem uma história de um sheik, tem um livro grande lá que conta histórias verídicas de pessoas que tiveram contato com os gênios. Mas os gênios não são bons. Os gênios são religiosos, outros não.

Ah, tá. Eles têm livre-arbítrio. Eles não são o que chamamos de demônios? Não. Os demônios são aqueles que seguem o Lúcifer, que nós chamamos de Chayotin, que são o quê? São gênios seguidores de Lúcifer. Como é o nome dele na islamismo? Lúcifer é... Iblis. Iblis. Iblis. Iblis. E os Chayotins são aqueles que seguem ele, são os gênios seguidores dele.

Então os chaiatins são maus. São demônios. São demônios, tá. E os jeans? Os gênios, então. Há gênios religiosos. Não, jeans. Jeans é o gênio. Ah, jean é gênio? É gênio? Isso. A palavra jean é no árabe. A palavra jean, os jeans, são os gênios. Ó, tô falando em árabe.

E nem sabia. Os dins são os gênios. São os demônios muçulmanos. Não, não são demônios. São uma criatura, igual somos feitos do barro, eles são feitos do fogo. Só que tem livre-arbítrio como nós. Há gênios religiosos, há gênios que não são religiosos. Os não religiosos são maus? Os não religiosos normalmente são maus.

E os religiosos não. Não, eles interferem na vida humana pra atrapalhar, pra brincar, pra zombar. Pra encher o saco da gente. Exatamente. E fazer aquele papel que é desviar o ser humano de Deus. Tá. Porque eles seguem Iblis.

Já os religiosos, Deus pede para não ter contato com essas criaturas, mas há exceções e também as criaturas não terem contato com os humanos, mas há exceções. Às vezes eles podem vir como uma forma de guia. Como eles conseguem sussurrar e trazer inspirações para a gente, eles também conseguem servir como uma forma de guia. Mas a ordem geral do Islã é o quê? Não vá buscar ajuda, recursos com os gênios.

Porque eles são criaturas como a gente. Tem que pedir ajuda para Deus. Não o gênio como um recurso da sua solução. Entendi. Então esse é o gênio dentro do islamismo. Então tem muitas experiências. Teve um caso de um sheik, que ele foi chamado para dar palestra numa casa, numa reunião. E quando ele chega no palco ali, que estava todo o público para assisti-lo, ele observa aos pés daquelas pessoas que não estavam no chão, estavam flutuando todos.

E na hora ele fala, meu Deus, e cai para trás. Quando ele acorda, não tinha ninguém naquele salão, ele estava sozinho. E tinha um bolinho de dinheiro no palco do lado, como se fosse o pagamento pela palestra que ele ia dar naquele local. Foi contratado para dar.

E ele fala, meu Deus, e ele quando acorda ele se vê sozinho na casa e ele narra que tinha um bolinho de dinheiro como se fosse o pagamento por ele ter ido lá para dar palestra. E a hora que ele se ligou, porque os gênios também gostam de ouvir, de ter contato, eles buscam. E os gênios pagaram de qualquer forma.

Os humanos não buscam, às vezes, o espiritual para ter alguma resposta. Meu filho morreu, meu pai morreu, minha mãe morreu, não sei. A humanidade vai buscar, vai no terreiro buscar um trabalho para trazer a pessoa amada. Não sei, as pessoas buscam o recurso daquilo que não enxergam do meio espiritual. Então acredita-se que vice-versa também, eles venham ter contatos com a gente. É perigoso ter contato com os gênios, principalmente para os seus desejos mundanos.

Porque muitas das vezes, ah, eu quero conquistar uma coisa. E eles firmam um pacto com a gente. E realmente eles vão atrás pra te ajudar você a conquistar. Mas quando uma outra pessoa pedir pra ele uma coisa que ele precisar da tua influência pra ajudar a outra pessoa, ele também vem à cobrança. Você foi ajudado, agora é tua hora de ajudar, porque eu preciso ajudar outra pessoa. Ele também vai te cobrar determinadas coisas. Não é de graça. Então na hora da cobrança é o problema.

Se você é um juiz, é um policial, se você é uma pessoa que tem influência, imagina você ter que fazer coisas que de repente você não concorda, mas que você se torna refém e é obrigado a fazer para poder alimentar o gênio, o Jim, que você um dia precisou da ajuda dele. E se você não fizer, ele te atrapalha o que você conquistou e um pouco mais, porque o que você tem você conquistou por ele.

Então essa troca com os gênios, muitas das vezes, não é saudável. Você não sabe com quem você está lidando. Quando você fala de gênios, eu lembro dos gênios. Do Aladim. Do Aladim e tudo. É baseado no islamismo. É baseado no islamismo? É baseado no islamismo. Dos pedidos. Exatamente. Que ele fala, eu não posso fazer a pessoa se apaixonar.

Os gênios não têm esse potencial. Ah, eu não posso ressuscitar o morto. O gênio não tem poder pra isso. Mas outras coisas ele consegue fazer. Então, ah, vou te transformar numa pessoa rica, famosa. Eles conseguem mexer os pauzinhos deles e tentar ajudar. E muita gente vai buscar a ajuda dos gênios. E como que busca? Dá pra invocar eles?

Olha, não é todo mundo. Tem muita gente picareta no meio e tudo mais. Mas eu conheci muitos sheiks no Irã que tinham esses contatos com gênios. Ah, olha aí. Tem, tem, tem. Muitas das vezes eles não gostam de falar. Por quê? Porque o Alcorão pede para nós não buscarmos eles como recursos.

Não vai atrás dos gênios. Mas não significa que você está isento de ter contato. Porque se você tiver a mediunidade, a espiritualidade, e conseguir uma conexão, como que você vai... Ah, eu não quero escutar. Como que você vai fazer eu não quero ouvir? Você está para os ouvidos, você ainda vai continuar ouvindo alguma coisa. Eu vou ouvindo de lá. Como que você vai falar para o teu olho eu não quero ver? Então há coisas que é da pessoa. Não tem como você barrar de eu não quero.

Você pode não ir atrás como um recurso, mas você pode controlar o que você ouve e o que você não quer ouvir. Você já ouviu algum gênio? Já teve contato? Então, isso... Você falou que teve uma inspiração, você contou agora pouco. Eu tenho várias experiências que eu marquei para contar para vocês aqui. O primeiro, de quando tudo começa, a minha experiência pessoal, que aí não tem nada a ver com o islamismo.

Quando eu era criança, a primeira experiência que eu tive foi... Eu nasci na região da Penha, numa casinha de dois cômodos, era fundo de quintal. E aí, Danilo, o que acontece? Daniel, o que acontece? Chega lá...

A família da dona da casa foi para um velório, que a mãe dela tinha falecido, a dona Geni. A gente chamava de vó Geni, eu conhecia ela. Eu era pequeno. E o quintal da casa da frente era maior. Como todo mundo foi para o velório, eram três casas. A casa da senhora, a casa do filho dela e a nossa casa. Então, como todo mundo foi para o velório, ficou eu, minha mãe e minha irmã.

Eu peguei meus brinquedos e fui brincar no quintal da frente, que era chamativo. Nossa casa era mais simplesinha. Fui brincar lá na frente. A casa vazia. E a dona Mafalda, que era a dona da casa, a filha da vó Geni, não gostava que brincava lá, que era a dona da casa. O quintal de vocês é pra lá, não vem brincar aqui não. E aí eu lembro que eu peguei os brinquedos, aproveitando que foi todo mundo pro velório, e fui brincar lá na frente.

Quando eu fui brincar lá na frente, a hora que eu olhei pra casa da dona Mafalda...

A avó Geni tava naquela porta de madeira com aquele vitrozinho. E a avó Geni tava naquele vidro me dando tchau. Quando eu vi a avó Geni, me deu um gelo e eu comecei a chorar. E larguei os brinquedos e corri lá pra minha mãe. Mãe, mãe, mãe.

Mãe, avó Geni. Que avó Geni? A avó Geni morreu, não sei o quê. Vamos lá, mãe. Aí eu chamei minha mãe e falei, vamos lá. Eu falei, vamos lá pegar meus brinquedos. Minha mãe subiu o corredor, fomos lá na casa da frente. Quando a gente chegou lá, a minha mãe, na hora que viu, minha mãe falou, meu Deus, você está vendo o que eu estou vendo, filho? Ela viu também. Minha mãe viu também. Aí eu falei, então, eu não estou doido.

Porque muitas das vezes, essas histórias espirituais, sabe o que é? Para quem não vê e não tem contato, vai chamar as pessoas que vê de doido, vai interpretar de uma forma. E quem vê não sabe, às vezes, explicar totalmente. E essa briga do mundo espiritual com o mundo físico, que todo mundo busca, acredita, outros desmentem porque não vê, e outros, tanta gente também picareta nesse meio. Mas só quem vê...

que é uma experiência única. Ah, fulano tá mentindo. Ninguém tem como falar quem mente, quem não mente, porque é a experiência única de cada um. Esse é o fato, sabe? E então o que acontece? A nossa vivência é única, essas experiências são únicas. E quando eu vi ali a avó Geni, minha mãe, na hora, a primeira reação dela foi me fechar o olho e falar, vamos lá pra casa. Aí largou meus brinquedos lá e me puxou, e nós corremos pra casa.

Os dois vendo. Quando chegou em casa, minha mãe pegou e chamou minha irmã e falou entra, entra, vem todo mundo pra dentro. Pelo amor de Deus. Nós entramos, ela já tinha um altarzinho dela com uma vela, ela acendeu a vela, tinha um crucifixo dela lá, um terço grandão com crucifixo, e ela se ajoelhou ali e começou a rezar, rezar, rezar, rezar, rezar. E aí a gente começou a ouvir como se fosse os passos de uma pessoa vindo na direção da nossa casa.

E minha mãe rezando e minha mãe pedindo pra Deus tirar ela, mandar ela embora de lá.

e até que passou. Aí minha mãe abriu a porta e falou, não vai lá para frente que eles não querem que a gente brinca lá, não querem que vocês brincam lá. Se você eu não vou mais. Eu não ia, obviamente. Essa foi uma primeira. A segunda experiência que eu tive foi quando nós mudamos para a casa da frente, nesse mesmo quintal, a pessoa mudou de lá e nós pulamos para a casa da frente. Onde você viu a Dona Geni?

Não, são três casas. A primeira casa... Aqui foi pra primeira. Nós fomos pra casa do meio. A avó Geni tava na primeira, a do meio, a nossa era a última. A nossa era a terceira. Nós pulamos da terceira pra segunda, que já era uma casinha maior. Dois cômodos, mas era mais amplo. Porque a família que tava aqui mudou. Aí a dona Mafalda falou pra minha mãe, se vocês quiserem mudar pra casa da frente, pode. Já era inquilino mais antigo, então nós pulamos pra casa da frente.

Quando a gente mudou pra essa casa da frente, ela tinha um murinho baixinho assim, no mesmo quintal, mas o que separava a nossa casa da deles era um murinho.

O seu Adib, que era o marido da dona Mafalda, ele tinha um costume bem assim antigo, que ele pegava a sacolinha de mercado, encostava na muretinha e falava assim, Tânia! Aí minha mãe disse, Oi, seu Adib, tudo bom? Aí tudo, ó, sacolinha do mercado. Ele trabalhava no mercado pequenininho do bairro lá, já era um senhor aposentado, mas ele fazia bico no mercadinho pra não ficar parado. E ele trazia a sacolinha do mercado usada amassada pra minha mãe. Ah, mas era só a sacolinha vazia, né? E ele sempre fazia isso.

E aí chegou uma época nessa mesma casa que a gente começou a ter problema. Por quê? Uma época, a dona Mafalda e o seu Adib foram para a Tibaia na casa da filha. A casa ficou vazia deles, fechada. Foi a casa que eu vi a avó Junique, eles moravam lá. E eu dentro de casa, quando era de noite, estava tudo apagado. Meu pai trabalhava na madrugada. Eu, minha mãe e minha irmã mais velha. Não tinha irmã mais nova ainda.

A gente estava em casa, minha mãe fazendo janta daqui a pouco. Tânia! Aí minha mãe falou, que estranho, seu Adib não foi para a Tibaia? Aí quando minha mãe acendeu a luz do quintal e abriu a porta, tinha duas sacolinhas jogadas na nossa varanda. Aí minha mãe olhou a casa do seu Adib, tudo escura, tudo apagado, trancado. Aí minha mãe foi lá, agachou, pegou a sacolinha e falou, vamos para dentro de casa. Aí tudo minha mãe acendia a velha e começava a rezar.

Meu Deus do céu. Eu ficaria traumatizado. E isso foi dois, três dias jogando a sacolinha. Foi dois, três dias seguidos jogando a sacolinha lá. E ele chamava os três outros? Chamava a minha mãe. Tânia e jogava. E a hora que minha mãe abria a porta, a sacolinha estava lá, sempre à noite. E isso daí causou muita estranheza, assim, pra gente ficar com medo, né?

E uma outra vez foi quando o quê? Quando com essa questão do seu adib, da voz de anime, a mãe comprou umas fitas de cassete da época, não que eu seja velho, mas era fita cassete mesmo. 40 anos não é velho? É, não. A gente tá muito novo. Minha mãe comprou umas fitas que contavam historinhas da Disney.

Então, para eu e minha irmã dormir, eu principalmente, que eu era muito perturbado com isso, minha mãe colocava a fita cassete no rádio, apertava o play, então ele começava a narrar as historinhas da Disney. O gênio da lâmpada. E o menino começou com o quê? A fita tocando, minha mãe dormia muito rápido. Minha mãe ligava o play e deitava, minha mãe já apagava logo rapidinho.

E de repente essa fita começava a mudar a voz. Mãe, mãe, mãe, a voz está mudando. Daqui a pouco a voz voltava ao normal. Mãe falou, deve ser a fita. Aí tirava uma fita e trocava. Acontecia a mesma coisa. Chegou uma hora que eu quebrei as fitas de medo porque as fitas mudavam a voz e não tinha defeito nas fitas porque quando a minha mãe colocava e minha mãe estava acordada, a fita falava normal.

Minha mãe já ficou sentada, escutando comigo e com a minha irmã mais velha. A fita normal. A fita exatamente normal. Na história da Branca de Neve. Aí minha mãe teve a ideia brilhante de fazer o quê? Eu vou deixar a luz da cozinha acesa. Era uma casa de dois cômodos, porque ela dorme primeiro. Eu vou deixar a luz da cozinha acesa e a porta com uma frestra aberta, assim, pra ficar iluminando o quarto. A luz toda apagada do quarto é da cozinha.

eu deitado, começou a me aparecer uma sombra de um homem nessa parte da cozinha olhando para mim. Iluminada. E ele dava tchau, ele mexia, sabe? Até me arrepia. Ele mexia comigo e eu acordado. E eu acordava. Priscila, a minha irmã mais velha, era na beliche. Pri, acorda, Pri. Pelo amor de Deus. Olha o homem ali. E ela viu também o homem. Meu Deus, que isso? E começamos a entrar em desespero. Acordava a minha mãe.

Não tem nada aqui, não tinha nada, mas ela sempre soube que tinha. E esse homem lá em casa, e várias noites com esse homem lá em casa, e a gente não sabia o que fazer. Mas você não via o rosto, só via a silhueta. Era uma sombra de um homem.

Na porta, na fresta. E ele dava tchau, ele acenava pra gente. Ele acenava pra gente e isso daí foi um fato. Até que um dia, a minha mãe tava em casa, fazendo a janta, tava cortando carne, e eu e a minha irmã tava deitado no chão e a gente tava discutindo pra ver qual canal que a gente ia ver da televisão.

E eu colocava ela no quarto, ela no cinco, eu no quatro, e no cinco, aquela discussão. De repente, a minha mãe vem da cozinha pra sala, que era o quarto, né? E ela veio com os olhos totalmente virados, branco, com a faca da carne na mão. E minha mãe tinha paralisia infantil, ela era bem magrinha. Minha mãe era magrelinha, foi tratada na CD, tinha os pinos de chumbo aqui segurando os ossinhos dela, ela não levantava a mão.

E a minha mãe vem toda torta, com os olhos brancos, com a faca pendurada na mão e andando toda tortinha, arrastando os pés da cozinha para o quarto. E, de repente, ela com a voz, mesmo a voz do cara da fita da Disney, falava assim, eu não aguento mais. E quando ela falou, não aguento mais, ela caiu com tudo no chão. E aí nós começamos a gritar, minha mãe morreu, minha mãe morreu. A gente achou que minha mãe tinha morrido. E aí veio a dona Mafalda, que era a dona da casa, a filha da avó Geni.

Ah, que deixou vocês irem pra pra casa da frente. Isso, e aí ela veio correndo, porque ela viu falar, minha mãe morreu, meu pai não tava em casa, a gente era duas crianças, aí a dona Mafalda corre pra casa pra socorrer a gente. Que que foi? A Tânia morreu? Falei, ah, a dona Mafalda, ela caiu aí, contamos. Daqui a pouco minha mãe acorda, todas 11 e falou que não lembrava de nada, que a última coisa que ela lembrava é que ela tava fazendo a janta.

E as panelas tudo no fogo. Aí a dona Mafalda, Tânia, o que você tava fazendo com uma faca perto dos seus filhos? Meu Deus do céu. Com o olho branco. E até minha mãe explicar e tudo, que eu não sei como é que eu vim parar aqui no quarto, nem nada. E a gente contou o que a gente viu e a dona Mafalda ficou meio assustada. Falou assim, é bom você não ficar com faca perto dos seus filhos não. É, pelo amor de Deus. Mas ela ficou meio assustada porque a gente relatava como ela tava. E foi eu e minha irmã, foi duas pessoas que viram.

Então, assim, sempre tivemos esse problema. Por quê? Porque minha mãe nunca trabalhou o lado espiritual dela. Então, minha mãe não tinha controle das coisas que aconteciam com ela. Da mediunidade, entre aspas. Então, assim. E aí passa uma outra fase da nossa vida. Mas, só uma pergunta, Sheik. Nessa época, ela era de que religião?

Minha mãe nenhuma. Minha mãe nunca gostou de frequentar religião. Ela não era de nenhuma religião. Nenhuma. Entendi. Eu jurava que ela era do islamismo, muçulmana. Não. Eu sou filho de libanês por parte de pai. Por parte de mãe, meu avô era espanhol e ele era católico. A minha mãe cresceu na igreja católica, mas depois já não frequentava a igreja católica. Uma porque essas questões espirituais para ela, que ela não tinha resposta...

Mas ela sabia que ela via o que ela sentia. Ela parou de frequentar a religião. Ela deixou a religião de lado. Entendi, entendi. Seu pai era muçulmano? Sim. E aí passa uma fase que minha mãe separa do meu pai. Nós vamos morar em Ribeirão Pires.

na casa com a minha tia-avó, irmã do meu vô materno, com a minha tia-avó, o marido dela tinha falecido, ela já era uma senhora bem idosa, muito gordona, estava numa fase que o marido morreu, se entregou na cama, só dormia na cama, dormia o dia inteiro. Ficou meio que depressão. Exato. E aí meu vô, quando minha mãe se separou do meu pai, o meu vô falou, vai morar com a minha irmã, com a Dirce, lá em Ribeirão Pires, porque a casa é grande, a Dirce não tem herdeira, não tem filho, quando...

Quando ela morrer, você continua morando lá, não tem problema. Minha mãe separou do meu pai e foi morar lá. Uma casa de três quartos, sala, cozinha e banheiro. Uma casa grande, até relativamente, mas abandonada. Tinha uns 30 gatos na casa. Ela tinha uma gataiada e deu trabalho para tirar os gatos de lá, porque era muito gato e a casa estava abandonada. Os gatos tomando conta, o mato tomando conta. A gente fez uma reforminha na casa, básica, para poder viver nela. E era uma casa que...

aqueles terrenos de Ribeirão Pires, é tudo muito montanhoso. Então a nossa casa era do alto do morro, e a casa da vizinha era barranco. O lado da rua era barranco e o lado da nossa era do alto do morro. E a casa era grande, bem no alto, e as janelinhas da sala ficavam tudo assim no alto. Você via a cidade toda dali, era bem bonito.

A Tchadirs, quando nós fomos morar lá, nós tivemos um outro problema também ligado a essa questão misteriosa, mística, que é algo que não tem religião que explique, no caso. Eu acredito que não tenha, né? Mas assim, nós tivemos um problema porque fomos morar lá.

De repente, a tia Dirce está deitada depressiva. Uma senhora gordona jogada lá era minha tia avó. Não tinha muito contato com ela. Eu tive uma tia Dirce também. E a tia Dirce deitada dormindo lá. O tempo que a gente começou a morar lá nos primeiros meses, a tia Dirce começou a reagir. E nós acreditamos, a tia Dirce está saindo da depressão. Aí a tia Dirce pegou um dia, uma série de fotos antigas preta e branca, pequenininha, já quase rasgada.

falou pra mim, vamos comigo receber a aposentadoria? Fui com ela na Caixa Econômica, recebeu. Vamos comigo ali no rapaz das fotos? Chegou lá, ela pegou todas as fotos antigas, que eu nem sei quem era aquele povo das fotos preto e branco, e mandou revelar tudo num tamanho grande e colocar moldura. Meu Deus.

Aí eu falei, quem é, tia? Ah, meus parentes, é tudo pessoal da Espanha, os parentes nossos lá, meu, do teu avô, é o tio João, que era o irmão dela que faleceu, que eu não conheci, é o tio João, é a tia fulana, todo mundo. Passou uma semana, fomos lá, buscamos quadro.

Ela pegou um martelo e um prego, uma senhora que não fazia nada, gordona. Ela colocou todos os quadros dentro do quarto dela. Dos mortos. Forrou a parede. Forrou a parede de todos os mortos. Ela mandou imprimir, eu fui com ela. Ela pregou todos os quadros, colocou na penteadeira. Ela tinha uma boneca que ela falou que essa boneca era a boneca dela de infância. Essas bonecas feias de plástico assustadora. Parece a Anabelle. Ela tinha a bonequinha no quarto dela que era dela de... Nossa, Leão. Bem parecida.

Ela tinha a boneca dela horrorosa e no quarto dela assustadora. Parece que essas coisas chamam, né? Se materializam nessas coisas. A boneca dela no quarto, os quadros só de defunto. E aí, do nada, ela pegou e comprou uma lâmpada verde.

E colocou uma lâmpada verde no abajur do lado da cama dela e falou que essa luz não podia ser apagada. Ixi, a tia tava... 24, loucona. E assim, eu ia pra escola, a minha irmã ia pra escola, a minha irmã mais nova era pequenininha, já tinha a minha irmã mais nova. Minha mãe, ela fazia uns bicos, ia trabalhar pra tentar arrumar um dinheirinho. Mas quando a gente dormia, não ouvia nada a princípio. A tia é lá com a luz verde.

Ela ficava, o meu quarto dela era do lado do meu com a luz verde dela de noite e deitada de noite. Isso dá um curta de terror. Não tomava banho, era uma briga pra ela tomar banho, ela só levantava arrastando os pezinhos dela pra ir comer alguma coisa lá na... Olhar o que tem no armário, comer e voltava a dormir. Coitada, a gente tava em surto. É, e aí o que acontece? Surto ou nada, você vai ver depois.

Menino, olha, passou um tempo, vou tentar resumir a história para não esticar. Não, não precisa resumir não, pode contar. Ah, por causa do tempo, né? Não, não tem tempo não. Tá, então, a tia Dirce, quando passa um tempo, nós não havíamos nos tocado. A vizinha da casa da frente, que é uma casa baixa, a nossa era alta, a vizinha dessa casa, um dia, estava eu e minha mãe barrendo a calçada, e a vizinha sempre...

Dona Tânia, posso falar com a senhora? Eu tô preocupada com a Dona Dirce. Aí ela falou, por quê? Ela falou, a Dona Dirce, ela não tá normal. Ela acorda de madrugada, ela tá fazendo coisas aí e parece que ela me vê e tá me dando medo. A minha mãe falou, a Tia Dirce dorme o dia inteiro? Gorda, tá aí, depressiva.

A Tia Dirce não faz nada? Ela falou, não, é na madrugada. Meu marido é caminhoneiro, a gente não conhecia os vizinhos lá em Ribeirão Pires. Meu marido é caminhoneiro e eu fico esperando ele chegar de madrugada pra abrir a portão aqui pra ele. A Tia Dirce tá levitando. E a Tia Dirce, eu só vejo ela passando nas janelinhas da sala, de um lado pro outro, na sala da tua casa. Vocês não ouvem o barulho dela andando? Porque a sala, ela tinha, é uma sala de seis metros de comprimento e tinha cinco janelinhas de vitrôs assim de vidro.

E a mulher via a Tia Dirce passando de um lado pro outro. Madrugada. Na madrugada.

E aí ela falou que ela ficava do vãozinho da janela dela de alumínio, daqueles vãozinhos, olhando. Só que aí ela falou que deu medo, o dia que a tia Dirce...

parou numa daquelas janelinhas e mandou um tchau pra ela. Ela falou, como que ela tava me vendo de dentro dessa janela que eu tava aqui? Ela falou, aí eu vi que não é ela não, hein, dona Tânia. Fique esperta. Ela falou, fora que ela cortou o galho do pé de limão. Na frente da casa tinha um pezinho de limão. Eu devo ter foto em casa. E ela falou, ela tá vindo com o serrote toda noite, se pendura na árvore que o terreno é tombado, ela segura e ela tá cerrando.

Ela falou, e ela conseguiu cortar. Aí minha mãe falou, será? Ela falou, estou falando. A gente foi subir uma escada, fomos lá no morrinho, olhamos o pé de limão, um galho dessa grossura, cerrado. E você vê que é recém-cerrado, a madeira era nova. E cadê o galho? Onde ela levou o galho? Ninguém sabe. Em casa não estava o galho. Não estava dentro do quarto dela, levando o galho? Não, o galho grande. Ela tirou um pedaço da árvore.

E a gente não achava esse galho. E a vizinha falou, eu nem sei porque eu vi ela cortando, eu não quis nem terminar de ver a história. Só fiquei com medo dela cair dali, né?

foi passando os dias, chamamos a tia Helena que é a irmã dela, que morava em Ribeirão Pires perto e a tia Helena era espírita, era a mente mas vocês não foram na casa lá, ou tia Dirce no quarto dela? Não, ela negava tudo ah, vocês chegaram a perguntar você tá cortando galho? Não, ela tinha a voz bem murchinha, não, eu tava dormindo não, ela não sabia de nada

E aí a minha irmã dela, que era a tia Helena, morava lá em Ribeirão Pires também, ela vinha lá em casa, e a minha mãe começou a falar, tia Dirce, a vizinha reclamou, ela tá tendo uns comportamentos meio estranhos. Ô Dirce, o que tá acontecendo? Nada, tão vendo coisa, eu durmo o dia inteiro. Dirce, vamos tomar banho, Dirce, vamos... A minha tia Helena, a irmã dela fazia isso, que era irmã do meu avô, as duas. Tava depressiva. E a tia Helena começou a ficar meio que atenta a isso.

observa os comportamentos da Dirce o que acontece a minha tia Helena era espírita kardecista e ela pegou e levou um médium naquela casa, e o médium falou que estava cheio de morto naquela casa que a tia Dirce estava trazendo os mortos para dentro de casa claro, trazendo as fotos para a parede disse que ela estava trazendo os mortos

E aí a tia Helena, meu Deus, e como é que nós vamos tirar? Aí o médium falou, tem que ser feito um trabalho, um acompanhamento. A partir desse dia que foi dito isso, que o médium foi embora, piorou a nossa situação, porque a tia Dirce começou a acordar de madrugada, e aí a gente começou a escutar ela andar na sala. A minha mãe tinha medo, as duas irmãs com medo, eu com medo. Ninguém saía do quarto. Ninguém saía do quarto, filho. E o meu quarto era o único que não tinha chave, não tinha tranca.

Eu colocava um paninho pra emperrar a porta pra ela fechar. Pelo amor de Deus. Um dia eu tava dormindo, sabe quando você sente a presença de alguém? Eu tava deitado, virado de costa. Daqui a pouco eu senti que tinha alguém. Quando eu fui olhar assim pra trás, Tchadir estava com a minha porta aberta, parada, só olhando, eu dormi.

Aí eu olhei e falei, tia, aí ela voltou pra trás e fechou minha porta. Aí eu levantei, aquela, falei, não, eu tenho que ver o que essa mulher tá fazendo. Quando eu fui atrás, ela já entrou pro quarto dela rapidinho, entrou e trancou a porta. Aí eu batia, tia Dirce, tia Dirce. E ela não respondia. Entrou pra dentro do...

Aí eu falei, mãe, não tá dando pra ficar aqui não, tia Dirce, tá estranha. Começou a passar um tempo, ela começou, uma mulher que não tinha força, ela começou a pegar as cadeiras e pôr em cima da mesa, enrolar o tapete da sala e pôr em cima do sofá. Ela começou a pegar todos os móveis da sala e pôr tudo pra cima, não tinha nada no chão. Ela começou a arrancar a cortina, tudo de madrugada, e a gente não ouvia. Quando a gente acordava...

Tudo de madrugada. Sempre de madrugada. De dia ela dormia o dia inteiro, e de madrugada ela virava a casa de perna pro ar.

E a Tia Helena levou ela no médico, no neuro, em tudo. Ela estava normal, ela não tinha exatamente nada. E o médium falando que a casa estava cheia de espírito. E ela começou a fazer isso. Mas o médium só veio, está cheio de espírito, tchau. Ele falou que tinha que ser feito um acompanhamento para observar as reações dela e marcar para passar para ele que ele ia voltar. Meu Deus. Só que assim, esse homem não voltou. A Tia Helena não trouxe o homem de novo.

E aí, Tia Helena, a televisão tá ficando zoada. A TV liga e desliga sozinha durante a noite. A Tia Jiris tá movimentando os móveis. De onde ela tá tirando força pra isso? Aí o bicho pegou quando eu tinha um cachorro chamado Luke. E esse cachorro ficava no quintal do fundo. E um dia, quando eu acordei, a hora que eu fui abrir a janela que você puxa assim...

Ela amarrou o cachorro na corrente no pescoço, deixou o cachorro pendurado, amarrado na minha janela, pelo lado de fora do quintal. Ela amarrou o cachorro na janela, no gancho da janela. O cachorro estava em duas patas para o alto. Quando eu fui abrir, que eu fui daquele tranco, eu quase matei o cachorro. Eu ouvi o cachorro gritar, porque eu quase dei um tranco de enforcar o cachorro. Agora, eu não sei de que hora da madrugada que ele já estava pendurado com as duas patas para cima, as duas no chão e duas para cima, com o pescocinho assim.

E foi na hora que eu fui abrir que eu escutei, aí eu corri lá, soltei o cachorro, o cachorro entrou pra dentro da casinha. Tadinho. E ele pegou um ódio dela que ele via ela e rosnava, rosnava, ele não podia ver ela. E ela, ah, esse cachorro tá com o demônio no corpo. Ela falava, ele quer me morder esse cachorro durante o dia.

E aí foi quando minha mãe uma vez foi lá pra Rua Santa Ifigênia trabalhar lá na loja da minha tia, fazer um bico num sábado. A minha irmã saiu e foi pra balada que a gente não deixava mais a tia Dias sozinho. Então pra um sair tinha que estar alguém em casa com ela. Vai ficar o Rodrigo lá com a tia Dias. E eu fiquei, só que de sábado de manhã eu tinha curso de computação.

na escola. A minha mãe saiu pra trabalhar de manhã, minha irmã mais nova foi com ela, ela levou. A minha irmã mais velha foi pra balada e não chegava de manhã, que eu ia largar ela lá e eu ia pro curso. E eu não podia sair enquanto minha irmã não chegasse, que era a ordem da minha mãe. E eu lá esperando, esperando, e minha irmã não chegava da balada. Quando deu oito horas da manhã, eu tava lá sentado na cozinha, tomando café, com meus livros, minhas coisas, e já, e eu mandava, ligava, e eu, mãe, a Priscila não chegou, a Priscila não chegou, e minha irmã não atendia o telefone.

Minha mãe não vai deixar a Tia Dirce sozinha, hein? Fica aí. Daqui a pouco vem a Tia Dirce. Saiu do quarto dela, eu só escutando as pezinhas dela arrastando no chão, vindo naquele chão. Aí ela abriu a porta da cozinha, veio na cozinha, ficou encostada assim na beira da cozinha. Aí eu falei, Oi, tia, bom dia. Aí ela virou e falou, Eu não sou a sua tia.

Ela falou, ah, tia, para de graça, né? Eu não sou sua tia. Você quer ir embora, você vai, porque a Dirce não precisa de você aqui e a Dirce não precisa de nenhum de vocês aqui na casa dela. A gente quer que vocês peguem, você e sua mãe vão tudo embora daqui. A casa é da Dirce, não é para vocês ficarem aqui. Era a Dirce falando em terceira pessoa. É? E aí eu... Ah, tia, para. Ela falou, a Dirce não é para vocês ficarem na casa da Dirce. É vocês têm que ir embora daqui.

Na hora me deu um arrepio. Aí eu falei, pois eu tô indo embora agora mesmo. Eu falei, a senhora, fique aí. Eu vou pro curso. Eu catei, desci a escada de casa, fiquei no ponto de ônibus. O ponto de ônibus era na porta de casa. Eu, do ponto de ônibus, quando eu olhava assim pra cima, assim pra trás, ela tava lá no vidrinho, igual a vizinha falou me dando tchau.

Aí eu liguei e falei, mãe, a tia Dirce que se exploda, que aquilo ali não é a tia Dirce, não. E eu tô caindo fora. Mas a voz era a mesma, não mudou de voz. Não, a voz engrossa, mudou. Falando, não é a Dirce. Eu não sou sua tia. Eu não sou, é, ela fazia uma voz grossa. Sai fora. Eu não sou, vocês têm que ir embora daqui. Menino, eu liguei pra minha mãe. Aí eu peguei e fiz o quê? Fiquei na casa de uma outra tia minha, dormi lá.

Dormi lá na casa da minha tia, enquanto não resolvesse o problema da tia Dirce. Então você deixou a tia Dirce sozinha. Aí a Tia Helena pegou o médio, larguei. Foi pro curso. Não era ela. Mas você falou pra não deixar a tia Dirce. Não era ela, fui embora. Priscila vai chegar da balada, vai dormir. Então a Priscila e nada é a mesma coisa. Eu vazei, fui pro meu curso. E do meu curso eu fui pra casa da minha tia. Não voltei pra casa nem segunda, nem terça, nem quarta. E minha mãe volta pra casa.

Ah, você foi pra lá e não voltou. Não voltei. Também não voltaria, não. Aí a Tchelena pegou e fez o quê? Levou o médium de novo lá na casa. Levou dois médiums. Só uma coisinha. O cachorro ficou bem. Ficou. Ficou vivo. Ficou, mas tinha um ódio dela mortal. Também pudera, né?

A minha tia Helena levou dois médiums lá naquela casa e um médium, como diz, que incorpora, eles falam. Só que assim, foi muito estranho, porque incorporou no corpo dela, do médium, e estava a tia Dirce sentada aqui, os dois médiums, a tia Helena, a minha mãe, a gente estava tudo em volta. Dois médiums. É, e um médium incorporou.

E aí ele começou a falar, nós não queremos vocês aqui. Vocês têm que ir embora, essa casa é da Dirce. E outra pessoa que incorporou falava em espanhol, alegando ser o pai dela. O pai dela era espanhol mesmo? É espanhol, veio da Espanha, que era o meu bisavô. E o médico começou a falar em espanhol, que a própria tia Helena falou, pai, é o senhor? E a tia Dirce também é meu pai? E ele começava, só que ele começou a falar coisa da vida delas, que elas também acreditaram que era o pai.

A tia Helena falou, é meu pai e tudo. E ele falava que ele tava lá pra tomar conta da tia Dirce. Que mesmo que o marido dela morreu, ele tava lá cuidando dela. E que eles não queriam ninguém naquela casa. Que a gente tinha que sair daquela casa, que não era pra ninguém ficar naquela casa, que eles não iam dar paz pra gente enquanto a gente estivesse naquela casa. Eu, quando eu vi aquilo, eu peguei a minha mochila, larguei os médios, larguei todo mundo, falei, mãe, amo muito a senhora, sinto muito, tchau, fui. Fica aí com o espírito falando em espanhol. Quanto você tinha na época?

Porque, meu Deus do céu. Eu estava no primeiro ano do ensino médio. Adolescente, então. Eu sou ruim de conta. Eu devia ter uns 16 anos. Esse daí foi um acontecimento. Fui embora. Os médios ficaram de fazer uma limpeza naquela casa e trabalhar naquela casa.

bacana, passou. E de verdade, não sei o que foi feito. Mas você foi embora mesmo? Fui, fui pra casa de uma tia minha. Falei, não posso ficar na minha casa não. E aí eu sei que os médios fizeram um trabalho naquela casa, tiraram todos os quadros, foi tudo pro lixo. Eles limparam a casa.

E eu não sei o que eles fizeram lá, mas eu sei que eles falaram, essa casa não pode ter discussão, não pode ter nenhum tipo de energia ruim. É uma casa com uma energia delicada. Está vivendo no limítrofe. Uma discussão, o espírito manifesta. Exato. Então o que acontece? Ficamos lá.

passado. Isso daí. Começou a ter problema? Problema não. Eu ia pra casa da Tielena, que era perto, ela morava sozinha, uma casa enorme, com biblioteca, com tudo. E um dia ela ia muito num lugar aqui em Santo André chamado Casa das Bruxas. Eu lembro até hoje. Tem uma escola de bruxas aqui. Isso, chama Casa das Bruxas, acho que é.

E eu ia com ela de companhia, porque ela tava fazendo o curso de baralho e ela me pegava de cobaia. Ela falava, eu vou ler as cartas pra você, você vê se você acha que é verdade o que eu vou falar, você vê se eu tô te convencendo. E eu lembro que uma noite ela falou pra mim dormir na casa dela, que a gente ia cedo pra escasa de bruxa, que ela ia prestar a prova do curso, alguma coisa assim. Então cada um tinha que levar um parente.

E aí, de noite, eu dormi na casa dela e ela falava assim, viu, Rodriguinho, tudo que eu falo, você fala que bateu com a sua vida, que eu preciso pegar o diploma. Tudo bateu, tá tudo certo, é você, não importa o que a tia falasse, você só concorda, né? Só concorda. E eu dormi na casa da tia Helena. Daqui a pouco eu tô na casa da tia Helena...

Estou escutando, tem as escadas que desciam para a lavanderia. E aí tinha um beiralzinho assim, as escadas tinham um beiralzinho assim, que ela tinha umas plantinhas. E aquilo ali tinha uma cordinha para aquelas plantinhas não caírem. E de repente uma plantinha daquela caiu. E eu com ela na cozinha.

E aí ela falou, nossa, já começaram de novo. Falei, começou o quê, tia? Ah, os amiguinhos espiritual, eles querem chamar a atenção, fica se manifestando. Você não tem paz. Eu já fechei essa lateral aqui, que é para eles não derrubarem essas plantas, mas será que não é o vento? É o vento, tio. Aí ela falou, não, não tem vento aqui, não bate vento. É os amiguinhos espiritual, mas eles não fazem nada.

Minha tia e avó, a irmã da tia Dirce Todo mundo espiritualizado Porque eles eram todos médios A minha mãe, e a minha mãe foi criada com essas duas tias Todos eles já eram E a tia Helena Estava fazendo o curso do pêndulo Que ela ficava com o pêndulo Se o pêndulo virar pra cá, se o pêndulo virar pra cá É sim, é não, com essa exposta dela E daqui a pouco Me cai a plantinha e tudo mais E ela fala que é os amigos espiritual A tia Helena também era envolvida com isso Daí

No curso de baralho, chegamos lá na hora, o professor falou, agora o Rodrigo é seu parceiro, então o Rodrigo vai sentar com a fulana, ela trocou, e sabe a cara dela, coitada. Mas até aí não vem ao caso. Quando a Tchelena morre também, ela morava sozinha, ela teve câncer, ela morreu, uma das grandes coisas que teve foi a casa dela...

que ficou um cachorro sozinho até arrumar dono pra ele, a casa vazia, abandonada, uma casa gigante lá em Ribeirão Pires. Pra você ter noção, uma casa que tinha um quarto que a gente nunca entrava, que ela nunca deixou entrar.

Depois que ela morreu, ela tinha a foto do marido dela, lá dentro, o ex-marido dela faleceu. Dentro desse quarto? Dentro desse quarto, debaixo de uma pirâmide de cristal. E cheio de pedra, cheio de coisa esotérica em volta da foto do marido. Hereditário esse filme. E sabe, parecia um filme de terror. Hereditário. Quando eu fui ver a tia Márcia, irmã da minha mãe já, falei, tia, será que ela aprisionava o tio Zé Carlos aqui nessas magias?

E assim, a gente não sabia o que era. Mas a casa tinha uma energia muito ruim. E uma amiga da minha tia, da tia Marcia, que a tia Marcia é cardecista, ela já trabalha essa espiritualidade, mas ela não é médium. A amiga dela, que é a Cissa, que é uma médium, que era empregada do meu avô lá da casa, a colaboradora doméstica lá do meu avô,

Ela foi com a gente na casa da tia Dirce. Da tia Helena, perdão. A tia Dirce já tinha morrido, falecido. Eu queria perguntar qual foi o fim da tia Dirce. Ela faleceu? De câncer também. Foi um tumor na cabeça. E a tia Helena também teve um tumor e morreu. As duas morreram de câncer. Mas só um pouquinho. Acabou as manifestações da tia Dirce? Tiraram os quadros? Terminou tudo. Ela viveu o fim da vida dela numa casa de repouso.

No final ela foi pra uma casa de repouso pra ter um cuidado médio. Isso pós-médio, uns que foram lá incorporaram. E a casa vendeu e reformaram a casa. Sabe Deus quem pegou a casa, o BO. Aí o pessoal que mora na casa hoje assistindo a live. Eu moro aqui. A dona Dirce que ficava aqui. Rua Santo Bertoldo, 1293 em Ribeirão Pires. Atenção, você morador dessa casa.

Pelo amor de Deus. Aí o morador fala, eu tô vendo uma senhora que se manifesta como Dirce. Pelo amor de Deus. Desde que nós compramos, o bebê não dorme. É. O bebê fala grosso. A casa da Tchelena... Bebê com 10 meses. Meu nome é Dirce.

A casa da tia Helena, quando a tia Helena morreu também, foi eu e a tia Márcia lá, deixamos todas as coisas lá. A gente ia para cuidar do cachorro, porque o cachorro era um boxer, o cachorro ficou sozinho na casa até arrumar um dono, a gente ia lá cuidar. Era recém que a tia Helena havia falecido.

E a casa era horrível o clima dela sozinha. Com a Tielena já era ruim, era uma mansão enorme, uma casa gigante, linda, linda, linda. Quando nós fomos lá uma vez com a Cissa, que era a que trabalhava para o meu avô na casa dele, e ela é médium do centro cardecista, a Cissa chegou lá e incorporou.

E de repente, a Cissa incorporou e começou a mandar a gente embora de lá. Mas gente, o espírito quer a casa. Querendo a casa, dentro da casa. E eles falavam que eles eram os amigos da Tia Helena. E a Cissa começou a falar que tinha umas oito, nove pessoas dentro da casa. Tinha muita gente. Diz que a casa tinha muita gente dentro da casa. Da Tia Helena. Da Tia Helena. E eram pessoas horrorosas. Eram pessoas más que estavam lá dentro.

E a Cissa começou a falar. E a Cissa falou, ai, vocês me desculpam, mas eu tô indo embora daqui.

e aí, no dia que a Cissa foi a Cissa, vambora daqui, vambora eles não querem a gente aqui, eles não querem a gente aqui daqui a pouco o vazinho que caiu lá da escada pum, na nossa frente aí a tia Marcia, ai desculpa, não sei o que vamos tirar esse cachorro daqui essa semana e vambora que a gente não volta mais aqui pra alimentar cachorro aqui não

Vambora com o cachorro e tudo Vazamos da casa Tiraram o cachorro Tirou o cachorro, ele foi doado O cachorro, não lembro o nome do cachorro Era um boxer, era um cachorro marrom Um cachorro grande assim E tiramos o cachorro, fomos embora da casa Largamos a casa lá e tudo Final das contas a casa foi pra venda E dividiu entre os herdeiros, que eram os sobrinhos Que ela não tinha filho E dividiu entre os herdeiros Essa daí foi E...

A da casa da Tielena. E essa Cissa, aí você vê, aí começa a entrar algumas outras experiências minhas, já quando eu tava pro Irã. Eu fui pro Irã estudar em 2007 e a Cissa tava uma vez lavando as louças lá no meu avô, né, ela era funcionária e ela incorporou e falou assim, Rodrigo, eu tenho um recado pra dar pra você, você quer ou não?

Lavando louça. Aí eu falei, que recado, Cissa? Tá ficando maluca, mulher? Não sei o que. E ela, não, tem um recado. Você quer ou não? Eu falei, pode dar. Isso já não era Cissa? Não era Cissa. Falei, pode dar. Com detergente na mão. Aí a Cissa lá na pia começou a falar, você no Irã vai sofrer uma grande injustiça. Vão te atacar, vão falar mal de você, segue de cabeça firme que o teu futuro é brilhante.

Mas você vai aguentar muita coisa amarga. E aí parou. Aí a Cissa ficou meia tonta. Aí voltou a gente. Sentou e tudo, como se não tivesse acontecido. E perguntou o que falaram pra você. Falei, o que você falou pra mim? Falou que vão me fazer muita maldade no Irã. E que é pra mim ter paciência e tudo mais, né? Aí ela falou, se você quiser escutar, você escuta. Aí eu falei, dei risada na hora.

No mesmo ano, eu fui para um evento chamado Expo Religião no Rio de Janeiro, ao qual eu participo até hoje, já tem muitos anos que eu participo da Expo Religião. Naquele ano, tinham levado um médium que ele fazia, não sei o nome, mas ele fazia desenhos de psicografia, mas em desenho, eu esqueci o nome. Acho que é pictografia. Isso, pictografia, acho que é isso aí.

E eu sei que tinha uma fila enorme, acho que era R$50 o preço simbólico por pessoa e uma fila enorme. E eu estava com uma tia minha, que foi comigo para o Rio de Janeiro para esse evento. Aí a tia minha falou, você vai querer fazer? Eu falei, eu não, vou dar R$50 para vir fazer desenho. Fazer um desenho de palitinho. E eu estava de calça, camiseta, não estava com roupa de shake. E me deu curiosidade de ver tanta gente saindo, cada um com uma foto, um desenho, uma mensagem.

E aí eu entrei na fila. Cismei, fui eu e minha tia. Paguei 50 reais, chegou minha vez lá na hora. Sentei lá, ele pegou, olhou pra mim, o rapaz. Diferente, falou pra mim. Me dá sua mão. Aí eu peguei e dei minha mão, ele pegou com uma mão assim, pôs em cima da minha mão.

Fechei assim com os olhos. Daqui a pouco ele começou com a mão. Pegava os lápis, os giz lá e trocava, trocava, trocava. Pela alma da minha mãe. Esse homem desenhou um homem de turbante branco como esse. Com os olhos azuis, com uma barba bem comprida. E um rosto mais escurecido. Aí eu olhei para o Tia Mim. Como é que sabe que eu sou shake? Eu achei que ele estava tentando me desenhar. Te desenhar. Quando terminou...

Segurando a minha mão, com essa mão aqui, ele escreveu em árabe um nome chamado Mahmoud. Ele escreveu em árabe, não escreveu em português. Ele assinou em árabe na minha frente. Mahmoud. Ele assinou em árabe na minha frente e ele falou eu sou o teu guia, estou sempre com você. E me deu a foto. Levei a foto embora, minha tia viu de testemunha.

Eu falei, nossa, tia, será que esse é o mesmo homem que a Cissa falou que cuidava de mim, que iam me atacar no Irã, mas que ele cuidava de mim, que ia me orientar? Tia, não sei tudo. Eu sei que essa foto eu cheguei, coloquei no meu escritório, num quadrinho. Virou um quadro. Virou um quadro.

Ele ficou lá uns meses na parede. Chegou uma hora que eu comecei a me incomodar, porque parecia que o quadro olhava pra mim, eu olhava pra ele, e tudo eu falava, esse shake será que me guia a alguma coisa, me orienta a alguma coisa? E primeiro que a gente, dentro da visão exâmica, a gente não acredita que é espírito de morto, porque a gente não acredita que o morto vem se manifestar. São gênios. São os gênios, os jeans, né? É, exatamente, são jeans, não é espírito de morto. Isso eu tinha plena certeza. Isso não é um morto.

É um gin. E o que acontece? E aí eu vi aquela foto. Teve um dia que eu cismei, eu rasguei aquela foto inteirinha. Eu não queria mais ver aquilo ali. Todo mundo que entrava, ah, mas quem é isso daqui? É teu parente? Já me via com esse turban. É teu parente? Não, não é. Eu nem sei quem é. Eu sei que ele tá por aí, mas eu não sei quem é. Eu rasguei essa foto. Passa um tempo, o que acontece? Questão do desenho mediúnico.

Eu comecei dentro de casa a ver um homem dentro da minha casa de noite. E esse homem circulava a minha casa e não conseguia dormir. Essa é uma outra história. Você morava sozinho. O meu primo dormia lá em casa também, para trabalhar. Só que dorme e ele nada a mesma coisa. E eu deitado na cama, comecei a ver um homem andar dentro de casa. E andava dentro de casa. Não tem nada a ver, é outra história. Já virei o disco, para não perder o futebol.

Não é o que tava na foto. Não, teria nada a ver, mas Helena, Tia Dirce, já enterramos, que Deus abençoe, já foi. Tô na minha casa, aqui na Penha, e esse...

O homem começa a andar dentro da minha casa várias noites a andar e eu vendo ele andar dentro de casa. Mas como que você via um homem, uma pessoa comum? Um homem, um homem alto, cabelo pra trás. Você via o homem? Mas era um gênio. Ele não tinha o pé no chão, ele andava. Mas ele só andava. Ele tentava, dava a ver a joia, dava tchau. Gente passada. Eu lembrei da minha infância.

Pela criatura. E o que acontece? Eu já estava... Só que toda vez que eu começava a recitar alguns versículos do Alcorão, ele, fumaça, ia embora. Ia embora. Uma noite eu estava dormindo e eu acordei com esse homem em cima de mim, me enforcando.

E eu não conseguia recitar o Alcorão e ele me enforcando. E eu tentando falar, Denis, Denis, para chamar o outro para acordar, para ver se me ajudava. Denis é o primo. Para ver se me acordava e vinha me ajudar com alguma coisa. E o cara não acordava. Denis, Denis, Denis. E o Denis já viveu no plano espiritual dele, a vida pós-morte, lá no sono dele. Menino, daqui a pouco, quando eu consegui...

A hora que eu consegui falar um pouco o Alcorão em árabe, a hora que eu comecei a falar, ele foi e vazou para o lado do banheiro. Acordei o Denis, contei o que aconteceu no dia, passou. Só que a perseguição começou a ficar tão grande que esse homem todos os dias estava na minha casa à noite. Eu não conseguia dormir, eu estava já ficando com insônia porque eu não queria fechar os olhos, porque ele estava lá, não sabia o que fazer.

por sinal, e aí um dia, foi num domingo, nós chegamos da feira, eu estava sentado numa poltrona como essa, eu estava deitado no chão vendo televisão. Isso era umas 5, 6 horas da tarde. Daqui a pouco esse homem veio e ele pegou e estava tentando me enforcar de novo. Gente, mas uma hora estava te dando joia e tchau, e na outra...

Me enforcando, e o mesmo cara, era o mesmo homem, a mesma forma. E eu no chão, e esse cara começou a me enforcar. E aí o Denis, em vez de me ajudar, que eu tava meio já me estribuchando, ele pega o celular da poltrona e começa a filmar eu me batendo no chão sozinho. Seria eu.

E aí, de repente, eu fiz o quê? Virei meu corpo de bruxo, assim, né? Fiquei com as costas pra cima, virei de bruxo, comecei a engatinhar que nem um bebê pra sair pra minha porta, porque eu queria ir pro salão da mesquita. Mas por que ele tava te gravando? Porque ele achou curioso? Ele achou curioso porque eu já vinha reclamando que tinha um homem dentro de casa. E ele pegou o celular pra filmar. Eu nem sei se ele tem esse vídeo até hoje, mas ele começou a filmar.

E quando eu virei o corpo, é porque eu queria o quê? Vazar pra mesquita. Porque dentro da mesquita eles não entram. E a mesquita é na frente da minha casa. Eu moro atrás.

E aí, a saída da minha casa tem um degrauzinho, então para entrar tem que descer um degrau, para sair tem que subir ele. Eu fui engatinhando daqui da sala, porque eu já estava com ele no meu pé, quando eu cheguei perto do degrau... Da mesquita? Não, da minha casa ainda. Ele me deu um empurrão nas minhas costas aqui. E eu senti literalmente as mãos deles aqui. Quando eu estava engatinhando, que eu estava tentando para puxar a porta para sair por esse degrau, ele me empurrou e eu bati a minha testa na quina da escada.

Quando o Denis viu que eu bati a testa na quina da escada, largou o celular e foi lá. O que está acontecendo, digo, não sei o quê. E eu só falava, mesquita, mesquita. Aí ele, mesquita, me leva para a mesquita. Aí o Denis tentando me pegar pelos braços assim que nem você levanta. E ele falou, meu, seu corpo está pesado demais. E o Denis tem 1,90m de altura. Meu, não estou conseguindo te pegar, não. Está pesado demais, não sei o quê.

O Denis abriu a porta de casa, me arrastou com as duas pernas no chão como se me arrastasse desse jeito e meu corpo para cá.

Ele foi me arrastando, chegou na porta da mesquita, ele abriu a porta e jogou eu pra dentro. Quando ele me jogou pra dentro, eu chorando, chorei muito, chorei, chorei, chorei, chorei, e começava a respirar de novo. Eu me pego o Alcorão. Pegou o Alcorão, comecei a ler o Alcorão. Não conseguia tirar aquele cara. A minha tia veio dormir em casa comigo, pelo perigo que eu tava.

eu comecei a dormir... Qual tia? A irmã do meu pai já, a libanesa. Você vê, não teria nada a ver. A tia Dias e a tia Helena já não estavam mais aqui. A tia Helena já não estava mais entre nós. E a minha tia, que é a irmã do meu pai, que morava perto de casa, ela veio dormir comigo dentro da mesquita. Eu coloquei a TV e um colchão dentro da mesquita e falei, daqui eu não vou sair. Porque se eu sair, ele tá me esperando lá de fora.

E eu não sabia o que fazer. Mas essa mesquita ficava na frente da tua casa? Fica na frente, até hoje. Até hoje, onde você mora lá? É onde eu moro.

De quem é essa mesquita? É minha. Ah, é sua. Eu construí, exatamente. A mesquita é sua. Por isso que eu tô pensando que é uma mesquita de outra pessoa aleatória. Não. Você entrava lá. É a minha. Na frente de casa, na mesquita, eles não entram. E aí a minha tia foi dormir comigo lá pra me ajudar. Eu só saía pra ir tomar banho e voltar. Eu fiquei numa fase que eu não conseguia sair. Eu fiquei uns 10 dias dormindo dentro da mesquita.

Porque eu falei, enquanto eu tiver esse problema com essa figura espiritual, eu não posso nem dar palestra, nem receber ninguém aqui no salão.

Eu cancelei palestra, fiquei lá dez dias dormindo lá dentro, liguei para alguns sheiks do Irã, que trabalhavam com gênios, contei o que estava acontecendo, e aí ele pegou um deles e me contou que era uma pessoa que me odiava que mandou esse gênio para me matar.

Fez um pacto com o gênio, obviamente um gênio mau, por isso que não entrava dentro da mesquita, porque solo sagrado eles não entram, mas que encomendou esse gênio para me matar. Eu descobri depois quem era a pessoa, descobri a história inteira. Dá para fazer isso no islamismo? Dá, dá, dá. Alguém fazer um pacto com o gênio e mandar para pegar você? Dá, porque tem formas de você também castigar o gênio, e ele acaba meio que entregando o jogo, porque esses que são demoníacos, eles são falsos, não são seres de confiança.

Hoje ele faz um trabalho para você. A gente acredita em trabalho no islamismo, mas é o que ele fala, a gente não tem que procurar isso. O que o pessoal fala de fazer o que chamam de trabalho, eu estou usando a linguagem portuguesa para simplificar. O trabalho que é a macumba. É, como se chama de macumba, um trabalho espiritual para acabar com a vida de alguém, alguma coisa. Então, depois eu descobri até o que foi, mas a princípio eu não sabia o que estava acontecendo.

E aí um sheik do Irã, que mexe com gênio, foi atrás e me falou, Rodrigo, alguém não gosta de você.

tem inveja, alguma coisa e quer te matar. É como ele descobriu isso? Normalmente ele tem contato com outros gênios, porque eu não sou mestre em gênios, eu não fico tendo contato com gênios. Mas tem muçulmanos mestres em gênios? Tem, tem sheiks que são especialistas nessa área e atuam com isso para conhecer e solucionar os problemas, porque os gênios maus, quando vêm ter contato com a gente, como que a gente vai lidar com uma coisa que a gente não sabe o que é?

Se você não conhece, não tem contato. E pra conhecer os maus, o mal nunca vai te contar quem ele é. Você precisa conhecer os bons da mesma espécie. Por isso que há permissões de Deus também pra gente ter contato. Você precisa conhecer os bons pra te orientar quem são os maus e quais as formas que tem como se livrar deles. E aí foi um sheik iraniano que deu uma força, através desse meio espiritual, pra tirar esse gênio da minha casa. Gente, passado. Teve algumas coisas que eu tive que fazer em casa.

gente, então dá pra enviar um gênio pra alguém pra destruir a vida de uma pessoa atrapalhar ela porque eles conseguem até materializar a ponto de derrubar essa caneca daqui eles conseguem também isso depende muito da intensidade, da força, não é uma coisa simples

Mas isso acontece. Então, há coisas que... A pessoa está doida, é só um barulho na porta, é só uma porta que abriu. Não, existem essas coisas. E eu tive essa experiência dentro da minha própria casa.

Da mesquita também, né? Gente, mandar um gênio pra alguém. Tem trabalho até dentro do islamismo pra mandar um gênio pra matar a pessoa. Porque a criação é tudo uma só, na verdade. Quem que era a pessoa? Muda os nomes, não vou falar. Mas muda-se os nomes, eu descobri, mas muda-se os nomes, as formas... Não, não era família. Muda-se os nomes, muda-se as formas das coisas, mas no fundo cai no mesmo lugar.

e qual que é o meu grau de mediunidade que eu acredito eu nunca fui trabalhar mediunidade por mais que eu consulto as coisas que eu sinto com pessoas que entendem dentro da minha religião mas eu passei a entender um dos meios de manifestação são os sonhos eu já tive sonho quando meu avô morreu eu estava no Irã

E eu sonhei com ele de madrugada, com ele me falando para mim não voltar para o Brasil, porque ele não estava mais lá. E eu podia continuar minha carreira no Irã, porque se eu voltasse para o Brasil, eu não ia ser ninguém. E eu tinha que continuar estudando para ser alguém na vida. E o Irã era a melhor oportunidade para mim na época. Isso daí foi durante a madrugada, eu tive esse sonho. Quando foi sete horas da manhã, quando eu entrei na Lan House, aquela época era Lan House no Irã, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente, gente

Eu entrei lá naquela internet discada, tudo. Quando eu abro o meu e-mail, tá o e-mail da minha prima Amanda lá. Digo, pior aconteceu. O avô faleceu nessa madrugada. Nossa, e foi quando você sonhou? Foi na mesma madrugada. Eu sonhei de madrugada e quando eu entrei no computador de manhã, já tava o e-mail da minha prima lá falando que ele faleceu. Isso daí foi em novembro. Eu fui pro Irã em outubro, em novembro, praticamente 20 dias depois que eu tive esse sonho.

Porque foi logo quando eu fui, porque eu ainda tinha o bilhete de volta para o Brasil se eu desistisse de estudar no Irã. Eu tinha 30 dias para voltar, para decidir, eu vou ou eu volto. Então eu fui, no vigésimo dia, meu avô morreu e eu tive esse sonho e quando eu fui ver o e-mail ele morreu. E eu fiquei no Irã...

por esse sonho. Porque ele falou pra você ficar lá, né? Não adianta voltar, porque eu trabalhava na rua Santa Efigênia, ganhava R$800 por mês na época, 2007. Meu salário era R$800 por mês. E morava num cortiço, onde tinha prostituta, tinha tudo de ruim na rua Vitória. O que você fazia na Vitória? Loja de eletrônico com libanês, eu trabalhava pra um libanês. Ganhava R$800 por mês, vivia num quartinho junto com as mercadorias que vinham do Paraguai dele, pra ter um lugar pra morar, dormia num colchãozinho, não morava mais com a minha mãe.

Então, quando veio a oportunidade de eu ir para o Irã, eu achei que era uma boa oportunidade para sair da pobreza que eu estava. Não fui com a função religiosa. Acabou virando uma consequência. Eu até acho que foi um feito de Deus, porque eu não tenho vocação para isso. Eu acho que a vida me transformou no que eu sou. E quando eu estive lá, eu tive esse sonho. E uma outra...

fase que eu tive também, foi quando eu estava na mesquita, eu tinha escrevido uma palestra e de repente eu comecei na mesquita a ter como uma vertigem entrar num estado meio de transe, que eu estava vendo todo mundo, ao mesmo tempo não estava, e eu lembro só que a minha tia, estava todo mundo, tinha umas 20 pessoas lá no dia, tinha até mais assistindo essa palestra, e eu estava com uma palestra escrita todinha para mim falar.

E aí, de repente, a minha voz mudou um pouco. Não que não fosse ela, mas começou a falar como se eu fosse um árabe que estivesse vindo para o Brasil e falo um português meio quebrado. Mudou como se fosse um estrangeiro falando um português quebrado, como um árabe. Porque vai falar para vocês que tem que fazer esse jeito, uma forma meio... E dei uma palestra que todo mundo falou que foi linda.

Eu vi as pessoas, eu sabia que eu estava ali, mas sabe quando vai te dando um suador, uma vertigem, e você está no lugar ao mesmo tempo, não adianta vir falar com você que você não vai se conectar com a pessoa. E eu dei uma palestra ali de quase uma hora falando, e ainda teve duas pessoas depois que vêm, e ainda tira dúvida pessoal comigo consultar, e eu falando.

Agora, eu não lembro... É como se fosse uma incorporação. Eu não lembro... É, mas não era porque eu tava ali, então, assim. Porque não dá pra entrar porque o meu espírito tá aqui. Como alguém vai entrar e ocupar meu corpo, se o meu espírito tá aqui, eu tô aqui. Mas os gênios conseguem te influenciar a ponto de usar até da tua voz ou da tua fala pra você transmitir algo. Então, nesse caso, seria um gênio bom.

Seria um gênio bom, foi dentro da mesquita, com uma palestra religiosa e tudo mais, só que não tinha nada a ver, porque eu nunca estudei daquele tema, e ele falou versículos do Alcorão decorados, no capítulo tal, versículo tal, eu não sou de decorar, e eu marco, porque se eu não marcar eu estou lascado, então sou ruim de memória. E falou tudo de cor e salteado, tudo muito pronto.

E quem assistiu online falava, nossa, a melhor palestra que você já deu na tua vida. Nossa, eu recebi muito elogio no domingo de muita gente que assistiu e muita gente que começou a me mandar querendo tirar dúvida. E assim, dúvida e eu querendo saber como responder. E aí era meio que também nesse português meio arabesco. Na palestra, é. Quando eu fui ver o vídeo, eu falei, tia, você sabe que isso aí não é meu.

e tudo mais. E aí eu acredito que pode ser que seja aquele guia lá, aquele sheik que estava na foto. Porque a Cissa viu um homem com essa semelhança de turbante branco, olho claro. O homem no Rio de Janeiro, que não tem nada a ver, me desenha. E dentro da mesquita, porque eu fui deportado do Irã em 2013 por uma perseguição de pessoas más, de sheiks corruptos dentro do governo iraniano.

que bate com o que a Cissa tinha me falado anos atrás, que eu ia ser perseguido, ia fazer muita maldade, mas que ele, que estava falando no lugar da Cissa, ia estar do meu lado e ia me proteger.

E no final das contas, daquilo que tentaram me jogar na lata do lixo, eu ressurgi como uma fênix, como algo assim dentro do islamismo. Porque hoje se você falar do islamismo no Brasil e não saber quem é o Sheik Rodrigo Jalul, é porque você não está conhecendo, não está buscando o islamismo no Brasil. Eu acabei me tornando uma referência do islam xiita, principalmente no Brasil. Pode pesquisar até na inteligência artificial, quem é o Rodrigo Jalul ou o Sheik Rodrigo. Você contou que foi deportado do Irã, por quê? Eu fui deportado...

Eu lancei um livro chamado Intrigas no Reino de Alá, que fala sobre isso. Eu trabalhei para o serviço de inteligência do governo iraniano há alguns anos, e eles queriam me mandar para os Estados Unidos, e eu não aceitei. Então eles forjaram uma deportação minha, me acusando de ser espião americano, inverter o jogo. Mas eles queriam que você trabalhasse fazendo o quê? Sabe Deus.

Vai pros Estados Unidos. E eu não aceitei. Eu lancei um livro falando sobre isso. Dez anos depois da minha deportação, em 2023, eu lancei um livro contando, porque eu fiquei dez anos em silêncio, me passando como espião americano, como uma figura de risco pros muçulmanos, porque eles acreditavam que eu trabalhava pra Israel, Estados Unidos, e era um traidor dentro do Islã. Então o Sheik Rodrigo não era um sheik realmente. Eles acreditavam que eu era um infiltrado.

Norte-americano. Me formando sheik só pra... Só pra entender. Tá lá dentro infiltrado. Foi a imagem que o Irã fez de mim pra fora do Irã. Então, você foi fazer um curso... Você fez um curso de teologia islâmica no Irã, e aí trabalhou no governo deles. Exato. E aí eles quiseram que você... Eles queriam chegar... E apagar do sistema. Não, mas eles cogitaram você ir pros Estados Unidos pra trabalhar dentro do governo dos Estados Unidos, é isso?

Não, pra eles mesmo. Alguma missão pra eles. Missão. Se infiltrar. Se infiltrar lá.

É mais fácil um passaporte brasileiro entrar nos Estados Unidos do que um iraniano. Eles não têm relação diplomática. Eu já tentei quatro vezes, o visto foi negado. É, então. Mas assim, era mais perto você que é brasileiro do que um iraniano. Irã e Estados Unidos não têm relação diplomática. E eu lembro que eu neguei, falei que não. E os caras me deram prazo. Você tem até uma semana pra decidir. Você vai obedecer o que a gente fala ou não? E eu decidi e falei que não.

Eu me formei e depois de quase três meses que eu me formo, é forjado uma falsa deportação me acusando de ser espião americano. Mas você tem uma ideia do que eles queriam ou não? Não, não tem, porque eles não falam. O serviço de secreto deles é secreto, não falam a missão. Agora, se você aceitasse, você ia ser super...

Eu aceitasse, eu estaria morto nos Estados Unidos. Eu não ia ser super nada. Imagina, um brasileiro... Eu ia virar notícia e ia morrer como uma notícia internacional. O brasileiro trabalha para o governo iraniano e entra de infiltrado nos Estados Unidos. Mas geralmente é para quê que eles mandam infiltrar? Eu não sei, filho. Às vezes é guerra, estratégia, se infiltrar, conhecer, ver pessoas. Eles têm a lista... Igual os Estados Unidos têm infiltrado dentro do Irã, como se fosse muçulmano, mas infiltrado dentro do governo.

vice-versa também tem. Serviço de inteligência tem no mundo inteiro. No governo brasileiro deve ter. A gente não sabe quem são as pessoas. A verdade é essa. Você não é infiltrada não. É meio confuso. De outro podcast para descobrir aqui. Ah, para pegar o segredo do Lendacast. Você é do inteligência... Brincadeira, inteligência limitada. Eu sempre vou lá com o Vilela. Brincadeira. Então, o que acontece? Vamos lá. Teve essa mudança da palestra.

Aí eu vou passar quase na reta final. Vou falar um pouco da minha mãe. A minha mãe mesmo foi morar sozinha num apartamento já nos últimos anos dela. Ela estava morando sozinha e ela estava com uma poltrona que ela comprou e colocou no quarto dela. E aí você vê como ela falava que era o meu vô, o pai dela, que estava morando com ela para tomar conta dela.

E ela falava com a maior natureza, porque ela não tinha medo de nada, ela convivia muito bem. E o pai tava onde? Na poltrona? É, ela dormia e ele ficava sentado na poltrona. Teu vô tá aqui, ela falava quando eu ia lá na casa dela. Eu falei, mãe, pra que essa poltrona aqui no quarto, poltrona feia? Ah, mas teu vô gostou. Aí eu falei, o vô, mas o vô morreu. 2007? Não, mas teu vô tá aqui, teu vô toda noite vem pra cuidar de mim.

A tia Dirce tinha o pai dela, que era o... É o mesmo. Não, a tia Dirce era a tia-avó. Ah, tá, era a tia-avó, não era a irmã dela. Tá assim, quem cuidava da tia Dirce era o pai da tia Dirce, que era o pai do meu vô também. Agora o meu vô cuidando da minha mãe, hereditário, parece essa maldição. Mas a... O meu vô tá cuidando. Você é pra quem cuidar? A senhora tá mal cuidada?

Não, filho, mas ele... Porque ela tinha parálise infantil, então ela era a única filha que era deficiente. Então ele tinha um zelo por ela em vida. E ela, não, ele vem cuidar de mim, ué. Vocês me abandonaram, eu não moro com teu pai. Cada filho tomou seu rumo, então eu vou estar cuidando de mim aqui.

E ela ficou lá com o meu vô e a poltrona, ela falou que meu vô gostou e a poltrona ficou lá. Minha mãe morreu, ninguém quis levar a poltrona embora. Era uma poltrona bonita? Era uma poltrona bonita, de pano, estilo bem antigo. E ela pôs lá, que não tinha nada a ver com a decoração dela, mas teve que ficar lá. Eu tenho foto dela sentada na poltrona. E ela falava que era a poltrona do meu vô. Do avô. É. E a minha mãe, ela morreu vítima da Covid.

E eu lembro quando ela estava no hospital, nós fomos lá visitar, porque... Eu lembro até hoje, ia ser a Sexta-feira Santa. E ela falou pra mim, pediu, arruma um espaço na tua agenda, eu quero você e tuas irmãs aqui comendo peixe comigo na Sexta-feira Santa. No hospital? Não, foi numa quarta por telefone. Numa casa.

Ela queria que todo mundo fosse no apartamento dela, que ela ia fazer peixe pra gente comer na sexta-feira santa com ela. É eu, mas duas irmãs. Na quinta, a minha irmã começou a ligar pra minha mãe pra saber... Mãe, dá o pix, pra eu te mandar o dinheiro pra você comprar o peixe ou eu compro. E a minha mãe não atendia.

Aí minha irmã me ligou. Rodrigo, já é meio dia, eu tô ligando, a mãe acorda cedo, a mãe não tá atendendo, será que tá tudo bem? Falei, eu não sei, eu tô trabalhando. Vai lá e vê. Aí ela também passou. Quando foi mais ou menos uma hora da tarde, uma e meia, ligaram no telefone da minha irmã. Oi, Tamires, tudo. A tua mãe tá no hospital da cidade de Tiradentes, ela vai ser encaminhada, porque ela veio reclamando de dor nas costas, mas de fato ela tá aí com Covid. Coitada. E ela vai ficar internada, então os filhos têm que vir pra cá.

E aí quando foi no final do dia, eu fui lá pro hospital da cidade de Tiradentes, minhas duas irmãs já estavam lá, e aí o médico viu que conversou comigo, eu falei que era shake, falei que já fui candidata a vereador, usei um pouco da minha influência, um pouco pra ele dar um... Porque no meio da Covid era um surto que ninguém dava atenção pra ninguém. E minha mãe tava lá, ninguém podia ver minha mãe, minha mãe jogada lá, eu nunca mais ia ver minha mãe, simples assim.

E aí, no final das contas, o médico veio e trocou ideia comigo. Por ela ser deficiente, ele deixou ela numa salinha, só tinha ela e mais uma pessoa. Ela estava com respirador, mas foi uma cena horrível, porque as pessoas estavam no chão dividindo o respirador. Meu Deus. No chão, por causa da Covid. As pessoas tiravam, jovens, inclusive, tiravam, colocavam o oxigênio e respiravam. Aí tiravam, passavam para o outro e dividindo o oxigênio naquela época.

E minha mãe teve essa sorte de estar numa salinha, estar lá na cidade de Tiradentes.

com o respirador lá, né, e aí o médico deixou a gente entrar, por quê? Porque ia ser aniversário dela, dia 2 de abril, dia 1º de abril foi quando ela deu entrada, meia-noite ia ser dia 2, o médico falou, eu vou deixar ela aqui até da meia-noite pra vocês dar um parabéns pra ela, falou pra mim, porque se ela entrar, eu acho muito difícil de vocês ver tua mãe de novo. Nossa, falou assim? Falou pra mim, só, que era shake, porque eu era shake, eu acredito, não sei que coisa foi, mas ele me explicou dessa forma. ...

E aí eu segurei, claro, para não dar desespero nas minhas irmãs, mas ele falou que vai ser difícil. Eu vou deixar, vocês cantam um parabéns para ela. Eu sei que eu voltei lá para a sala, minhas duas irmãs estavam lá, o Denis estava lá também. Eu entrei e falei, mãe, está com vontade de comer alguma coisa, mãe? Não sinto muita fome, não. Essa dor nas costas, né? E se foi esse negócio da Covid também. Mas estou com vontade de comer uma coxinha e uma coca.

Aí falei pra minha irmã, dei dinheiro pra ela, pega nos marreteiros lá fora do hospital, traz escondida a coca e a coxinha pra dar pra mãe. Aí trouxe, minha irmã achou e trouxe. Ela abriu, tomou um golinho da coca, só molhou o bico da coca, a coxinha ela pegou um pedacinho, pôs na boca, não conseguia comer. E aí ela...

conversando com ela, tudo, ela pediu para minhas irmãs saírem, ela conversou com cada filho, não sei o que ela falou com as minhas irmãs, comigo, me pediu desculpa por algumas coisas da vida, falhas dela. Individual, né? Individual, pediu desculpa por algumas coisas da vida, falhas dela, que ela acreditava, eu falei para ela que não.

Eu falei, mãe, até as coisas erradas deu certo. Eu sou um cara que falo quatro idiomas, estudei fora do Brasil, estou em tudo quanto é programa de TV, quanto é jornal, entrevista, fiz tradução simultânea para o presidente da república no Irã, que era o Lula naquela época, que ele foi para o Irã.

Fiz tradução pra Embaixada Brasileira Simultânea, do persa pro português e vice-versa. Falei pra ela assim, ganho bem, razoavelmente bem, vivo bem, não passo vontade. Falei, se a senhora acha que fez alguma coisa de errado, não deu errado, deu certo, então. Então a senhora fez certo, falei pra ela no dia. Fica tranquila, porque eu tô super bem, falei pra ela, a gente tá zero a zero, tá me empatado aí. Aí ela pegou e falou, ah, eu fico feliz, ela falou, mas alguma coisa eu peço perdão.

E aí ela falou, olha, vou ser bem franca com você. Falou pra mim nesse dia. Eu já sei que eu não vou voltar. Então o negócio é o seguinte, o meu apartamento, não arruma briga com as duas irmãs por causa de apartamento. Já deixou isso, né? Não arruma briga porque ela falou, quanto que eu tô levando hoje? Nada. É o que você vai levar, é o que todo mundo vai levar. Não vale a pena brigar com as pessoas por coisa material. Olha. Ela falou, as pessoas gostam da gente de graça. Ter coisa material é bom.

Mas não brigue por elas, porque não vale a pena. Primeira coisa. Segunda coisa. Se eu morrer, você me enterre de manhã, não fique em luto e vá dar comida para os pobres, que é o que você faz. Porque se eu souber que um pobre está passando fome um dia...

por causa do teu luto, por causa da minha culpa, quem vai ficar chateada do outro lado sou eu. Então me enterre e vá trabalhar e viver tua vida. Não pare tua vida. Porque isso daqui é passageiro, já estava combinado que ia ser desse jeito. E ela falou, não está saindo nada fora do combinado. Chegou minha vez e vai chegar um dia tua, e assim é a vida. Então não tenha tristeza. E eu estou indo feliz, estou com meu coração limpo. E isso me deu um alívio tão grande.

Que maturidade, né? Muito, muito. E ela já sabia. Aí ela conversou com as minhas irmãs, também não me meti. Quando deu meia-noite lá, veio a enfermeira dona Tânia, o médico falou que a senhora já está na hora de entrar.

Olha, aí me deu, me corta o coração quando eu lembro, porque ela só olhou e falou pra mim, bom, chegou minha vez, foi o que ela falou pra mim. Pra mim e pra minhas irmãs que estavam lá, chegou minha vez. Aí a enfermeira veio, pegou ela na cadeira de roda, levou, a última imagem que eu tenho da minha mãe entrar naquele hospital da cidade de Tiradentes, foi a enfermeira empurrando ela na cadeira de roda, e ela com o respiradorzinho aqui, ela virou assim pra trás e só dava um tchauzinho.

Pra mim e pra minhas irmãs. Aí ela entrou. Foi a última imagem que eu tenho dela.

E aí passou... Ela ficou 20 dias internada, ela morreu dia 22 de abril. Eu lembro que... No dia que ela morreu... Eu lembro que eu tava na mesquita, tava fazendo oração de madrugada. E eu entrei em estado de... Sara, nos dê... Nos dê lencinhos, por favor. Porque tá todo mundo chorando aqui.

Eu lembro que eu tava na mesquita antes dela morrer, ela ainda tava no hospital. E um dia sim, um dia não, você tinha que ir no hospital. Obrigado. Um dia sim, um dia não, a minha irmã tinha que ir no hospital. Não podia ir todo mundo. Pela Covid.

E aí a minha irmã ia lá todo dia sim, dia não, e o médico descia com uma prancheta, Dona Tânia, não tem melhora. Fulano, era assim o plantão. Ele ia falando pra todo mundo que estava ali esperando a recepção. João, piorou. Fulano, não teve melhora. Segue igual. Era sempre assim as notícias.

E a minha irmã jogava no grupo da família ali, que ela criou um grupo para falar da minha mãe. Quando foi um dia que a minha mãe faleceu, eu lembro que três horas da manhã eu estava na mesquita fazendo uma oração da madrugada para ajudar a minha mãe. E eu, no meio da oração, sentado no chão lá dentro da mesquita, eu entrei no estado de transe.

estava mole, mas estava acordado, mas parece que eu fui para uma outra dimensão. Eu entrei dentro do hospital da cidade de Tiradentes, eu lembro, a mesma porta que a minha mãe entrou, eu entrei, passei por ela, uma loucura lá dentro, e quando eu entrei, eu entrei à esquerda, eu lembro muito bem, eu entrei do lado esquerdo, e aí tinha um monte de leito, e a minha mãe era o primeiro leito que estava ali. E aí a minha mãe estava de pé do lado do corpo.

O corpinho dela lá com o respirador parado lá, já parecia uma defunta, e minha mãe de pé. E eu falei, e aí mãe? Ela é? Não deu. Não falei pra você?

Aí eu falei, nossa, mas a senhora já morreu e tá assim? Ah, filho, eu já sabia, esse corpo meu aí que se paralisia, esse corpinho meu já é frágil. Depois eu te mando a foto dela pra você ver. Esse corpinho meu desse jeito, eu já sabia que não ia dar. Ela falou pra mim. Aí eu peguei e falei pra ela assim, e aí, como é que a senhora se sentiu? Isso tudo nessa visão, né? Nessa visão. E ela falou, ah, normal, não senti nada, não. Ela falou, eu tô bem.

Ela falou, só que o negócio é o seguinte, os médicos estão falando que quer fazer um negócio de traquextomia em mim, amanhã. E a tua irmã precisa assinar o papel para liberar a traquextomia. E aí você fala para a Tamires que é para assinar, porque os médicos estão todos doidos, querendo salvar, eles não sabem que estão lidando com o quê.

Então deixa eles fazerem o papel deles, pelo menos pra consciência deles ficar tranquila que fizeram o possível, mas eu já não tô mais aí, é só o corpo. Aí deixa eles fazerem a traquecistomia. Assina. Essa daqui é a foto dela, ó. Pra você ver. Se der pra mostrar pra pessoal na câmera, pode mostrar. Tá pra mostrar? Esse foi o último dia. Cadê você aqui? Esse aqui? É, eu tô de camisa verde. Pode mostrar? Tá todo mundo de máscara, pode. Posso mostrar? Claro. Ela é essa no meio, né?

Aqui a fotinha. A minha mãe é a que está no meio com a máscara. O Denis, a Priscila, a Tamires e eu. Acho que está muito claro. Deu reflexo da Lúcia. Eu ia clicar aqui. Vamos ver se dá para ver de novo. Mas dá para ver, né? É se inclinar um pouquinho. Isso, assim dá para ver melhor, eu acho.

dá pra ver, essa foi a última imagem que eu tive da minha mãe, que a gente tirou uma foto junta, cantamos parabéns pra ela meia-noite, e aí nesse estado de transe, na hora, ela, ah, não deu, falei pra você, não ia dar, explicou, falou lá, só falou da traquecistomia, assina, deixa os médicos fazerem a parte dele, porque dá dó dos médicos, que eles estão tudo doidos, sem saber o que fazer aqui, aí eu falei, tá bom, mãe, aí passou, voltei do estado de transe,

Mandei uma mensagem naquela hora de madrugada no grupo. Olha, a mãe já não está mais entre a gente. Ela pediu para a Tamires assinar, porque a minha irmã Tamires estava responsável, que vai fazer uma traquextomia. E ela pediu, falou que tem que assinar. Quando foi de manhã, a minha irmã Tamires, ela era meio cética. Bobeira isso daí. A mãe está bem, teve melhora. O médico falou ontem no plantão que teve melhora, assim, assado. Não aconteceu nada. É bobeira essas coisas que vocês veem.

Quando foi de manhã, ligaram pra Tamires. Ô, do hospital, assim, assado, você precisa vir assinar hoje o mais urgente possível, precisa fazer uma traquextomia na tua mãe o mais rápido possível. A minha irmã saiu, foi lá de manhã, assinou a traquextomia, por via das dúvidas ela assinou, meio dia, por aí, a Tamires coloca no grupo. Tá vendo que não teve nada? O hospital falou que fizeram a traquextomia e foi um sucesso, que a mãe reagiu super bem.

Quando foi duas e pouco da tarde, gente, o pior aconteceu. Ligaram do hospital e falaram que a mãe teve uma parada cardíaca. Foi numa quinta, lembro até hoje. E aí a minha mãe, minha irmã foi lá pra reconhecer o corpo, colocaram num plástico preto, isolaram com durex, fecharam tudo. Enterramos ela aqui em Utinga, a tumba da minha família é aqui em Utinga. Em Santo André? Santo André, aqui no cemitério de Utinga. E aí nove pessoas só podiam entrar pra enterrar, não teve velório, o carro chegou.

pegou o caixão lá, minha mãe tava toda enrolada no saco preto, e levou e colocou na tumba e fomos embora. E sem caixão, né? Sem caixão, só no saco preto. Não teve velório nada? Não, não teve velório, não teve nada. E aí nós enterramos ela no dia 22 de abril. Ela internou dia 2, aniversário dela, 61 anos, e ela morreu no dia 22 de abril. Ficou 20 dias pra gente de tortura. Então essa foi uma experiência que eu tive que me chocou muito, porque...

Eu vi tudo aquilo ali acontecer, fora as palavras dela em vida, pós-vida também eu vi. E aí a pessoa, ah, mas no islamismo não acreditamos nisso. Meu, que se dane que acredita. Eu sei da experiência que eu vivi. Aí não é a religião que se dane, é as pessoas que pensam, porque só quem vive pode falar da sua experiência. E eu sei aquilo que eu vivo, eu sei aquilo que eu cultivo, eu sei... As pessoas que falam são as que não têm conhecimento. Então elas falam que negam muitas das vezes.

E eu nunca falei isso num podcast, porque todos os podcasts que convidam o Sheik Rodrigo é só para falar do islamismo, é só para falar de política, é só para falar de ação social, de convivência com o padre Julio Lancelotti, mas ninguém nunca quer saber o Rodrigo.

isso que eu estou falando aqui, bate certinho com o tema. Quando me convidou para vir aqui, Daniel, eu já falei, meu, acho que essa é a hora de eu contar para as pessoas, conhecer o Rodrigo Mano, conhecer esse lado místico e espiritual. E para eu finalizar, e aí você parte para as perguntas. A última que eu queria contar foi a última experiência que eu tive, que eu acho que teve um destaque, foi quando eu recebi um convite de um pai de santo amigo meu, que é o Paidinho, para um ritual de ayahuasca.

Foi a coisa mais doida que eu fiz na minha vida, acho que eu não repito. Mas ele me convidou e falou, vem participar com a gente aqui no terreiro, vai ter o ritual, que não tem nada a ver com o terreiro, mas é um ritual de ayahuasca. E eu fui, aceitei. Mas era para consagrar ayahuasca, né? É. E aí estava lá.

Mas na minha cabeça era algo da Umbanda só, porque era no terreiro. Eu fui, peguei um dia. Era um bandasca. E eu fui, né? E aí veio lá, deu um copinho com um líquido pra beber, horrível por sinal, gosto de terra, barro. Que é porque é a Ayahuasca, né? É. É uma raiz, sei lá o que raio é aquilo. Mas assim, eu já tinha ouvido falar do Santo Daime, do encontro interreligioso, que falava que é uma religião, eles cultuam, assim, assado. Quando falou da Ayahuasca, eu falei, é a mesma coisa, aparentemente. É.

Mas acho que a bebida é a mesma, só muda a crença religiosa. A forma de trabalhar. E eu sei que eu tomei um copinho do líquido, e aí eu tava quietinho sentado no meu canto no chão, com o potinho de vomitar lá que eles mandam trazer. Não levei cobertor, não levei nada. O Paidinho falou pra trazer a lista de coisinhas pra trazer. Eu cheguei com o meu corpo, porque eu falei, essa porcaria não pega animinha, mas eu vou por curiosidade pra conhecer. Sentei no cantinho, cheio de gente numa roda. Tô sentado lá.

Daqui a pouco, Daniel, tomei o negócio. Todo mundo já tava meio viajando e tudo. Aí eu falei, gente, que gente louca. Tomou um negócio aí. Você vê como o negócio é religioso? Tipo, não é da minha crença, não pega em mim, pega nos outros. Daqui a pouco eu olhei assim pro teto. Assim, no alto da parede, tinha um caranguejo mexendo as patinhas. Sabe aqueles da praia que eles penduram numa cordinha? O bichinho tá vivo ainda, eles querem ver. Sim, sim, sim. E eu vi o caranguejo mexendo. Daqui a pouco eu chamei. Paidinho?

Eu entendo que é só religião, mas não judia dos bichinhos, não na minha frente. Pelo amor de Deus. Tira o caranguejo. Tira o caranguejo. Shake, não tem caranguejo nenhum ali. O bichinho tá mexendo as pernas. Não tem, Shake, não tem caranguejo, amigo. Não tem nada ali. Ali tem uma espiga de milho pendurada que é da minha religião. Uma espiga de milho. Seca. Paidinho, caranguejo, você tá me enganando por quê?

Passou. Fiquei sentado quieto lá. E o caranguejo lá se mexendo. Eu tava incomodado com o caranguejo. Daqui a pouco, o salão dele tinha uma janela desse lado e uma daquele, dando a volta num corredor. Daqui a pouco eu vi um homem passando com um chapéu preto, uma roupa toda preta, uma capa preta com vermelho, passando.

Aí passando pelo lado de fora. Falei, nossa, tá todo mundo louco e o cara entrou aqui. Quem é esse cara? Aí chamei, Paidinho, pelo amor de Deus. Falei, tem um homem no teu quintal. Falei, aonde? Ele falou, passou desse corredor pra esse. Homem, não tem ninguém não, Rô. Falei, tem, Paidinho. Falei, dá uma olhada. Ele tá com chapéu preto, roupa preta, ele tá passando.

será que é o capa preta? que capa preta? o homem está andando aqui dentro ele já estava aqui eu sei quem é, ele já estava aqui ele é amigo nosso eu fui o último a chegar, você brigou comigo que eu cheguei atrasado de onde que esse homem apareceu?

Aí ele, fica quieto, calma. Ele tá cuidando da gente, ele tá cuidando do terreno. Você na força da ayahuasca e querendo, não tava entendendo. Não, e o povo tudo louco lá, olhando, viajando. Pra você você tava lúcido. E eu super lúcido lá, me mantendo firme na minha fé. Lá agarrado na minha fé que inabalável, né? Pena Tia Dirce, quase. E daqui a pouco.

E o homem passando, e o caranguejo se mexendo, e eu já comecei com suor, e eu falei, meu Deus do céu. Aí, daqui a pouco, no meio disso tudo, eu peguei e comecei a dar ânsia de vômito, e vomitei muita água, água, água, água. Mas nisso você tinha tomado uma dose. Uma dose só. São três, né? E vomitei, eu tomei duas. Você tomou duas? Eu vomitei, vomitei, vomitei, só água, água, pura água.

vomitei, passando mal e tontura. Daqui a pouco vieram com o tal de rapé, o Paidinho veio com o negócio de rapé. Aí aquele negócio me comeu o nariz, me comeu tudo. Nossa, horrível. Horrível.

Horrível. Horrível aquele igual do rapé, assopra, põe, assopra. Não, eu nunca consagrei. É horrível aquilo ali, horrível, horrível. E assim, aí eu fiquei mais onzo ainda. Aí fiquei quietinho lá, sentado, encolhido. Aí o Paidinho, deita, põe o cobertorzinho, relaxa. Aí eu encostei, ele falou, fecha os olhos. Daqui a pouco, Paidinho, esse homem do meu lado tá passando a mão na minha bunda.

O Antônio? O Antônio é casado, o Sheik. Ele não tá... Ele tá virado pro outro lado dormindo. Eu falei, não, ele tá. Ele é sem vergonha. A hora que eu viro, ele vira rapidinho, passa a mão na minha bunda e vira pro outro lado. Ele é uma falta de respeito. Eu nunca imaginei vir num lugar desse pra passar... Passar a mão na minha bunda. Aí ele pegou e falou, Sheik, fica tranquilo. O Antônio tá dormindo. Ninguém tá passando a mão.

Mas você viu ele virar e passar a mão? Não. Eu senti a mão na minha bunda. Ah, entendi.

E o cara tava virado pro outro lado, dormindo lá, roncando. Mas eu cismava que acho que ele virava. Eu não sei, eu cismei com o cara que ele tava virando e apertando e virava correndo pro outro lado. Mas era tão rápido que a hora que eu virava, o cara já tava dormindo de novo. E o Paidinho não tem nada demais. Eu sei que assim, eu dei um choco, eu sou lembrado até hoje no terreiro dele por esse ritual da Ayahuasca.

Falando, meu Deus do céu, o negócio está esquisito aqui. Eu já estou vendo coisa, estou sentindo coisa. Passando a mão na minha bunda. Quando eu encostei, aí o Paidinho veio e encostou em mim. E aí, de repente, ele pegou e falou. Rodrigo, ralas, wala, kill me.

Começou a falar em árabe comigo. Aí eu falei, Paidinho, você fala em árabe? Até hoje eu não sei se ele fala ou se era coisa da minha cabeça. Porque o negócio deixa de ser doido, né? Mas ele começou a falar em árabe comigo. E ele falava, cala a boca, deita, dorme, fica quieto. Tá atrapalhando os outros. Falando em árabe. Porque eu chamava ele cada coisa que eu sentia, né?

É, é isso que eu tô vendo, cada coisa que você... Eu chamava ele, que ele era meu único amigo, era ele que eu tinha, ele que me convidou, ele que cuide de mim, né? Eu sou o hóspede, eu visita dele. E os outros lá assim, ô, show! Não, tá tudo bagunçado das ideias, é outra dimensão, acho que nem tava me vendo, mas... E aí, de repente, eu sei que eu peguei e ele começou a falar em árabe, mandando eu deitar e dormir, que eu tava atrapalhando todo mundo. Aí eu peguei e falei, tá, que árabe? Aí ele, nada!

Aí eu falei, Paidinho? Ele, lá, lá, mexe, Paidinho. Não é o Paidinho. Falei, quem é você? Aí ele, vai dormir? Gritou comigo, em árabe. Até hoje eu não sei se ele falou, se era o Paidinho, se era alucinação, o que que era, mas ele falou comigo em árabe. Como é que é vai dormir em árabe? Ruhlem. Ruhlem. Ruhlem. Ruhlem. Ruhlem. Ruhlem. Ruhlem. Ruhlem. Ruhlem. Ruhlem. Ruhlem. Ruhlem. Ruhlem. Ruhlem. Ruhlem. Ruhlem. Sakerbá, cala a boca.

Falava pra mim as frases assim, aí eu falei, mano, o Paidinho tá falando em árabe comigo. E eu sei que aí eu peguei e fiz o quê?

Na hora. Aí eu mudei do árabe e mudei pro persa. Respondi pra ele em persa. Persa. É, que é o idioma do Irã. E ele começou a me responder em persa. Em persa. E falou, para de me testar. Quando ele falou, para de me testar, porque eu mudei do árabe e mudei pro persa. Porque o árabe não vai entender o persa falando. Como que ele falou em persa? Para de me testar. Hã? Ele mudou até o sotaque. Aí ele falando pra mim, para de me testar. Vai dormir. Boro be khab.

Falava pra mim assim, vai dormir, para de atrapalhar os outros. Não fica me testando. Quando eu ouvi ele, eu falei, você fala persa também, Paidinho? Aí ele falou, não é o Paidinho. Aí quando ele falou isso, eu fiquei com medo, agora lascou. Aí eu deitei. Com licença.

Aí entra a experiência, porque a hora que eu fechei o olho, eu comecei a escutar uma voz, eu tive uns 20 dijavus nas minhas ideias, de coisas reais que aconteceu comigo no passado. Eu vou dar um exemplo, uma pessoa falou que queria comprar um Fusca. E na hora eu falei, se liga, carro de pobre, lixo de... Sei que pensamento pequeno nunca vai progredir na vida com esse pensamento. Teu desejo é isso, calcula como é que você vai subir na vida.

Eu lembro que eu falei alguma coisa meia grossa. Eu tive um dijavu dessa cena, por Deus.

E várias cenas com outras pessoas diferentes também, porque eu sou muito espontâneo e às vezes eu falo, mas às vezes você magoa as pessoas e não percebe. E uma voz falava para mim, olha essa cena. E eu assisti a cena e daqui a pouco falava, você está vendo como você magoou essa pessoa nisso? Olha o jeito que você está falando. Repara no rosto da pessoa decepcionada com você.

E eu tive várias cenas diferentes de pessoas diferentes. Passou. Terminou. Segunda dose, tem que tomar. Ah, não quero. Estou engatinhando. Não quero, não vou tomar. Eu sou um monstro. Eu comecei a chorar lá dentro, falando para o Paidinho que eu era um monstro por tudo que eu vi.

E aí, de repente, o Paidinho, não, calma, vai dar tudo certo. Na segunda dose, que eu fui obrigado a tomar porque eu não tinha como sair dali, eu lembro que eu tomei a segunda dose e daqui a pouco eu chamei o João, que é um do terreiro do Paidinho. João, vem cá. Eu te faço um pix de mil reais se você for lá pegar minha bolsa com meu celular e a chave do carro pra mim ir embora. Eu vou embora. E ele, não, Sheik, eu não posso fazer isso, você não tá bom pra sair agora. Mil e quinhentos.

E ele fala, não é o dinheiro, não pode sair, tem que ficar até o final. João, eu te dou mil reais no Pix, mas eu preciso do meu celular para fazer o Pix. Não, Sheik, ninguém quer nada teu aqui, não. Eu quero você bem, não. Fica tranquilo. Na segunda fase da segunda dose, foi mais calmo.

Só que eu já falei o quê? Não vou arrumar mais confusão, não vou causar mais nada. Vou fechar meu olho. O jeito é fechar o olho, esperar a hora passar para dar o horário de eu ir embora. Fechei o olho, escutei aquela voz. E cada déjà vu que eu tive, aquela voz foi me falando o que eu tinha que fazer para consertar algumas situações. Esse você vai mudar o comportamento, esse você vai ligar, esse você vai falar. Me explicou. Então eu fiquei mais tranquilo.

Diz o pessoal lá que eu comecei a falar em espanhol, dizendo que eu era mexicano e conversando com as pessoas... Mas você não lembra disso. Isso eu não lembro. Diz o pessoal que estava lá na hora falando isso, que eu estava falando em espanhol, que eu era um mexicano. E assim, mas foi uma situação muito doida para mim. Quando terminou...

Eu lembro que eu fui no banheiro, vomitei muito, troquei de roupa, e eu sei que quando amanheceu o dia, colocaram um café, eu não conseguia nem comer nem nada. Aí as pessoas que podiam comentar da sua experiência, e eu não queria comentar a minha, porque eu estava envergonhado de mim mesmo.

E eu sei que no dia seguinte foi o domingo, eu dormi, quando cheguei em casa, eu cheguei em casa umas 5 da manhã, dormi. Quando foi de tarde, o que eu fiz? Fiz o teste. Liguei para uma das pessoas. Fulana, deixa eu te falar uma coisa. Ficou magoada. Uma vez eu lembro que, numa situação assim, assada, eu falei, você se magoou comigo?

Rodrigo, vou te falar uma coisa, eu gosto muito de você, sempre tive muito respeito, admiração, mas o dia que eu falei com você assim, que você me respondeu assado, aquele dia eu falei, meu, te trato como respeito, como um sheik, uma autoridade, mas aquela consideração pra mim naquele dia morreu, não é mais a mesma coisa.

E aí eu tive a oportunidade de pedir perdão. Pedir desculpa. A pessoa disse que perdoou, mas disse que não sei se é a mesma coisa, mesmo assim. Mas você nem lembrava disso, né? Foi a Ayahuasca que te trouxe. Detalhes que eu nunca percebi que eu falei. Ah, você nem lembrava, né? Eu nem sabia que eu tinha magoado. Pra você.

para vocês nem se tinha magoado ninguém. Parece que me desenvolveu uma coisa do inconsciente que me deu os toques, porque eu não sei explicar, mas eu me senti um monstro mesmo. Eu falei para o Paidino, eu não quero falar da minha experiência, porque eu tenho até vergonha das coisas que eu vi. Estou triste. Porque eram coisas reais que eu tinha feito, mas não percebi e tinha magoado pessoas. Depois dessa experiência da Ayahuasca, eu acho que eu comecei assim, a gente não é santo, mas também não é demônio.

mas eu acho que eu comecei a interpretar a vida de alguns pontos de uma outra forma. Será que a minha opinião vale a pena? Será que é necessário eu falar isso? Será que eu vou magoar? Eu comecei a trabalhar a religião com a minha consciência, porque às vezes a gente prega, mas a prática é diferente. Não deveria ser.

Eu tento praticar aquilo que eu prego. Mas muitas das vezes a gente é humano e a gente falha e a gente erra. Mas quando eu vi o tanto de erro que eu também tinha, eu falei, eu preciso me corrigir urgentemente. Porque muitas vidas o líder religioso, o sheik, é um médico espiritual. Tem o médico físico e o médico espiritual. O líder religioso é um médico espiritual. Mas se eu estou enfermo, como eu curo os outros? É, e às vezes é bem aquela coisa.

Ah, eu vou falar, vou falar sim, porque eu falo. Não, às vezes é bom não falar, olha como você vai falar. Você começou a se policiar nisso também.

O islamismo te ensina que o ser humano tem cinco tipos de falas. Aqui é obrigatória. Aqui não deve ser dita. Aqui é indiferente, então você não fala, não vai acrescentar, agregar em nada. Aqui é recomendado, não é obrigatório, mas é recomendado falar. Eu não tenho nada a ver com a sua vida, não é obrigatório de falar, mas eu estou te dando um toque para o seu bem que eu acho que vai te prejudicar. E aqui não é recomendado falar. Nossa, você está de verde hoje, podia ter colocado branco.

Não é recomendado. A minha opinião não é recomendado eu falar. Eu queria inimizade com as pessoas por esse tipo de fala. E eu fazia muitas não recomendadas. E ela falava, né? Falava e não me importava com o problema dele. Não gostou, não fala comigo mais. Chegou a ligar pra outra pessoa ou não? Eu liguei pra uma pra ter certeza. Chegou a ligar pro Fusca? Mudei o comportamento que foi pedido pra mim.

Porque tem pessoas que às vezes não aceitam a desculpa, observam o comportamento, tá mudando ou não tá. É verdade, tem gente que não aceita a desculpa. Tem pessoas que não querem a desculpa, tem gente que quer ver o teu comportamento. Isso, ou às vezes a desculpa vem de maneira muito singela. A pessoa, você não pede desculpa, mas você percebe que já foi perdoado conforme você vai vivendo com a pessoa, comportando o comportamento.

Então, assim, eu tive algumas orientações. Liga, fala, muda o comportamento. Eu tive alguns dijavus de algumas situações. E depois, na segunda dose, parece que veio toda a explicação de como refazer. Porque eu estava chorando na primeira dose. A primeira veio o baque, né? E na segunda veio a orientação. Então, eu saí de lá relaxado.

Assim, saí zonzo de tudo, fui dirigindo todo torto, se fosse pego no bafômetro, ia bêbado dirigindo. Só cinco horas da manhã. O que você bebeu? Ayahuasca. É, e assim, mas valeu a experiência pelo que ela me explicou naquele momento. Então, eu achei que foi muito válido, mas não tomaria de novo. Não, não consagrei de novo. Sabe uma coisa que você entra e depois não tá na tua mão o negócio de sair? Eu tenho muito medo das coisas que saem da minha mão. É o que eu penso também.

Eu sempre fui muito controlador, manipulador, e sempre controlei muito. Relação, amizade, tudo sempre foi tudo muito na minha mão. Eu sempre tive dificuldade de achar alguém que me controla. Até eu entender que eu também sou mais um na multidão, e que há coisas que também não estão no meu controle. E esse ritual da Ayahuasca que eu fui, participei, ele me ensinou e me mostrou. E tomá-la é uma coisa que já me tira do meu controle, por isso eu me incomodei, me perturbei tanto.

Porque eu estava lutando para não me controlar e eu estava sendo controlado. São vivências, coisas da vida que a gente é só vivendo para contar e mesmo assim não consegue expressar o que é. A gente tenta expressar, mas é difícil. É difícil. Topa responder umas perguntinhas, Sheik? Bora. Então, você que está em casa... Tem água aí para você ainda? Tem. Se você que está em casa quiser fazer uma pergunta para o Sheik Rodrigo Jalul.

Acertei. Agora estou acertando, viu, Sara? Sheikh Rodrigo Jalul, manda aí nos comentários. Então, vou aproveitar também, enquanto você está mandando as suas perguntas. O Sheikh já falou sobre a fé islâmica, sobre os costumes. Ganhei aqui o Alcorão Sagrado, que é ao contrário. Quando a gente olha assim, você não é como um livro comum que a gente conhece, que começa por aqui, é que é o fim dele. É desse lado aqui, ó,

Que barato, né? Vou ler o Alcorão com certeza, porque eu nunca vi o Alcorão tão de perto. Então, se você tem uma pergunta para o Rodrigo Jalul, para o Sheik Rodrigo Jalul, manda aqui no chat que ele vai responder. Então, enquanto você manda a sua pergunta, vou aproveitar para te fazer aquele convite que eu venho fazendo há tanto tempo na live. Vamos viajar comigo em novembro?

Itália, pra Europa, bora, pra bela Itália, pra gente conhecer muitos lugares de histórias que eu conto aqui no LendaCast. Então já apareceu aqui a arte da Itália, aqui tá o QR Code, o QR Code tá durante a live toda pra você fotografar. Mas pra quem não tá sabendo, eu fechei uma parceria com a agência Inclusive Travel, Inclusive Travel, Inclusive Travel.

que é uma agência que já faz um trabalho com influenciadores para viajar com seus seguidores. E o que acontece? A gente escolhe um destino e eu escolhi a Itália, porque eu já fui para a Itália três vezes e já vi alguns lugares lá que dá para a gente contar histórias tanto sobrenaturais de fé, como também histórias ali um pouco mais trevosas, digamos assim, um pouco mais assustadoras. A gente vai visitar, por exemplo, o corpo incorrupto de Carlo Acutes, que se tornou um santo pela Igreja Católica. Vamos visitar.

o Santuário do Padre Pio, que era um padre, um frade capuchinho, que lutava contra o demônio, e também alguns outros corpos de santos da Igreja Católica que estão incorruptos. Então, se você quer visitar esses lugares, como Santa Rita de Cássia, Lantiano...

a CIS, a Terra de São Francisco, chegou a hora, e se você está programando uma viagem internacional para 2026 ainda, nós vamos em novembro ficar duas semanas lá. É importante dizer que essa viagem inclui todas as passagens e de volta, o translado de ônibus dentro da Itália, e também o café da manhã e jantar. Não inclui almoço, porque o almoço a gente vai estar na rua passeando, e cada um...

almoça onde quiser, mas a gente vai conhecer a bela Itália. Se você tiver dúvida, abre a sua câmera do celular, coloca aqui no QR Code e vai aparecer um link. O pessoal da agência da Inclusive Travel vai te responder, tirar todas as suas dúvidas e sobre pagamento eles facilitam bastante, fazem várias vezes pra que você possa viajar junto comigo em novembro. Você pode ir pra Europa? Pode ir pra Europa, mas junto comigo é só em novembro de 2026. Se eu tiver hater...

E a gente quiser resolver isso, é o momento.

Brincadeiras à parte, mas eu espero você para viajar junto comigo para a Europa em novembro de 2026. Duas semanas e prepara o casaco porque vai ser... Está começando o friozinho lá nessa época. Ano passado eu fui em setembro. Estava ainda terminando ali o calor e começando o frio. Já estava um tempo gostoso, mas a Europa é incrível nesse momento. Conversa com a agência, fala com ele sobre pagamento e bora para a Itália em novembro com a Inclusive Travel e comigo.

Já foi pra Itália, Sheik? Já. Milão e Roma. Milão e Roma, né? Roma é maravilhoso, né? Milão eu não conheço ainda. Milão eu conheci um pouco. Não achei muita coisa em Milão, não. Não, Milão eu não fui. Roma eu amo. Agora Roma é muito bonito. É lindo. Moraria em Roma. Só que eu acho que lá é muito pra rico. Vamos lá. Perguntas pro Sheik Rodrigo Jalul. Eva News e Barbie Pessy. Sheik, o que você pensa sobre...

revelações atuais com seres extraterrenos. Você acredita nessa vida extraterrestre? Não. O islamismo acredita ou estuda alguma coisa? Os gênios são extraterrestres. Não são humanos, não são terrestres como nós. É uma vida além da que existe a nossa. Nós não sabemos. Até hoje eu nunca vi uma prova concreta da existência do que chamam de marcianos, ET, se for relacionado a isso.

Mas eu sou uma pessoa que eu não duvido de nada, de todo tipo. Igual existem os anjos, se existem os gênios, existe nós, porque não pode existir uma outra vida aí. Não tem nada comprovado e nunca vi. Também não sou a favor nem contra. Se existe, que viva. Que viva. Boa. Aqui a Zenaide...

Zenaide Jalou? Ó, tem o seu sobrenome. Sério, eu não conheço. Zenaide? Zenaide Jalou. Pergunta pra ele como que ele aprendeu árabe. Você é fluente em árabe? Sou fluente em persa. O árabe mais de ouvido. Meu vô, família, amigos. E aí você... Não é que eu fui pra escola aprender, não.

A Júlia Gabi perguntou assim, Sheik, você tem algum conhecimento, sabe alguma coisa sobre a magia do Marrocos? Sabe sobre algo deles, já que a magia marroquina é uma feitiçaria dentro do Islã também? Não, não tenho conhecimento, mas provavelmente é o quê? Alguma coisa ligada aos gênios, pode ser. Aos gênios, né? Muito provável, exatamente. Andressa, Sheik, qual a diferença entre sunitas e xiitas?

Bom, profeta Muhammad é o mesmo, islamismo é o mesmo, Al-Qurão é o mesmo, Meca é o mesmo, sunita é quem segue a linhagem dos companheiros do profeta após a morte dele. Então o profeta morreu, quem segue como orientador da religião, os companheiros do profeta, que são chamados de califas, são denominados sunitas.

O resumo é isso. Quem segue a família do profeta como orientadores e guias da religião, guia espiritual após a morte do profeta, são os chiítas. Chiítas é quem o que? O profeta morreu? Eu sigo a linhagem da família do profeta como meus guias espirituais que orientam quem foi o profeta e quais os reais ensinamentos do Islã. O sunita já segue os companheiros.

O seu é xiita? Eu sou xiita. Minha família é sunita. Sunita, tá. A Amine Akafas perguntou. Dan, pergunta pra ele como é a formação de sheik. Amine é nome da minha tia também. Amine. É, Amine Akafas. Amine. Como é a formação de sheik, ela perguntou.

É dentro de um seminário teológico, é estudo. Você estuda filosofia, estuda história, você vai estudar toda a história das religiões, religiões comparativas. Você tem todo um estudo de teologia comum dentro do seminário religioso. E após o término dessas matérias, que você tem... Existem dois lados do estudo de um sheik. O lado acadêmico é aquele universitário. Você tem um número de matérias para estudar, matar, para se formar com diploma.

Existe também o lado espiritual, porque ser sheik é mais do que um diploma. Tem muitos sheiks que só têm diploma e não têm espiritualidade. E há sheiks também que, às vezes, não têm o diploma universitário, mas são líderes religiosos também. Mas a junção do estudo, obviamente que a religião islâmica exige o estudo, mas uma vivência espiritual, acho que isso ajuda muito para você se tornar um bom líder religioso, longe de mim. Quanto tempo... ...

Eu fiquei de 2007 a 2013. Mas você estuda constantemente, porque não para. Você não pode parar de estudar. Seis anos? Seis anos estudando no Irã. Mas é uma coisa que você não para de estudar. É constante. Porque os temas da vida são muito complexos, os pensamentos. Então você tem que estar se atualizando, estudando, acompanhando. É o infinito estudo.

Boa. A Ariel Dati perguntou, Sheik, eu acho que eu encontrei o meu lugar, a minha religião, né? Possivelmente no islamismo. Mas como eu faço pra aprender mais e fazer parte dela? Ela, acho que ela não faz parte ainda e quer fazer parte do... Eu tenho atividade na mesquita do bairro da Penha. No meu Instagram quando tem atividade eu sempre posto. E se tiver alguma dúvida específica é que, assim, viver o islamismo é participar.

Frequentar uma mesquita, ouvir as palestras, tem as orações coletivas, no mês do ramadã tem quebra do jejum nas mesquitas, é participar das atividades. Ninguém vai buscar ninguém no islamismo. Como eu te falei, é muito individualista a religião islâmica. Cada um vai buscar a sua espiritualidade. Ah, eu fui na mesquita, tá cheio de árabe, eu não entendo nada. Você vai pra Deus, você não vai pra fazer amizade com árabe. Então você vai pra professar a tua fé.

Ah, eu não consigo fazer igual a eles. Você não precisa ser igual a eles. Deus quer que você seja você.

Então eu acho que essa daí é a dica, né? E também, se tiver dúvida, pode me escrever no Instagram. Às vezes eu demoro um pouco, mas eu respondo, eu leio, eu vou responder no pessoal. E quiser ir participar na minha mesquita, de sábado ao meio-dia eu tenho palestra. Eu tenho uma rodinha de bate-papo com o pessoal para tirar as dúvidas e fazer uma palestrinha. Boa. Sérgio Cruz, Sheik, o que você acha do tratamento de sua religião? Que a sua religião trata os LGBTs?

Olha, a relação ao tratamento da religião ou dos muçulmanos? A pergunta dele é... Tem duas coisas diferentes. Sheik, o que você acha do tratamento que sua religião dá para os LGBTs? Eu acho um péssimo exemplo, porque as pessoas se incomodam com a sexualidade, com a vida pessoal e íntima das outras pessoas. Isso não é islâmico.

Então, eu falei hoje aqui ainda no podcast, né? Que é mais fácil um homofóbico ir para o inferno, às vezes, do que a pessoa LGBT. Porque o preconceito, ele mata. Ele tira a esperança das pessoas. A gente não tem direito de se meter na vida de ninguém. Então, infelizmente, os muçulmanos, muitas das vezes, são homofóbicos por questões culturais árabes e não por causa do islamismo. O islamismo me ensina que eu tenho que respeitar a todos. Quando o Alcorão Sagrado fala, ó, humanos...

Não está falando, ó, humanos menos o grupo LGBT, menos esse grupo, menos o estrangeiro. Está falando, ó, humanos. Então Deus não está fazendo acepção de ninguém, distinção de ninguém, mas o ser humano tem essa péssima mania de fazer.

Boa. A Josiane Ferigatti, Sheik, eu queria saber o que você pensa sobre os batismos. Como são os batismos no islamismo? O islamismo não tem batismo. Não tem? Não tem. Você tem duas opções. O meu pai era muçulmano, o meu avô era muçulmano, veio do Líbano, o meu pai era muçulmano porque já nasceu muçulmano por causa do pai, eu já nasci muçulmano por causa do meu pai também.

Mas a pessoa que quer se converter ao islamismo, ela faz um testemunho de fé, que é bem curto. Ela fala que ela testemunha que não há divindade além de Deus, que Deus é o único, e que o profeta Mohamed é o último profeta e mensageiro de Deus. Que ela aceitando o profeta Mohamed está aceitando todos. Esse é o testemunho de fé que nós falamos dentro do islamismo.

Você é solteiro, né? Sim. Homens, tudo bem ficar solteiro. Mulher também. Mulher também. Mulher também. Mas ele sempre fala no islamismo o quê? Não é recomendado a questão da constituição da família, essas questões aí, o pessoal bate muito forte. Mas é o que eu falei, eu sempre bato pela questão do individualismo, da vida pessoal de cada um.

Cada um tem que aprender a cuidar da sua vida, o julgamento, o juízo final é individual também. Se você não vai interceder por mim, não vai me ajudar em nada, por que minha vida te incomoda tanto?

Fica na sua, né? Tipo assim, né? Com quem eu durmo, eu deixei de dormir. Se eu durmo sozinho, com o gato, com o cachorro, com o papagaio, o que interfere na tua vida? A gente sempre tem que pensar, eu sempre falo assim, né? Tem gente que tem a mania de querer saber, vamos supor, de artista. Ah, fulano agora, separou do fulano, está dormindo com a fulana. As pessoas têm essa mania. São notícias que não agregam em nada.

Mas da audiência. Da audiência, infelizmente. O povo gosta. Não agrega em nada, sabe? É pergunta que não agrega nem pra essa vida, nem pra outra. Claro que falar de artista famoso, o pessoal gosta da fofoquinha, mas não deixa de ser uma fofoca. Mas não só disso. Quer saber da vida do vizinho? Quer saber da vida do fulano, do cicrano, do amigo, do colega do trabalho? Todo mundo quer saber de tudo. Fulano é isso, fulano é aquilo. Bobeira, o que muda na tua vida?

O islamismo tem mandamentos também? São os mesmos? Tem, tem, tem os dez mandamentos, como o de Moisés tem, tá descrito no ocorre. São os mesmos também.

Boa. A Minnie fez outra pergunta aqui, acho que o Sheik já respondeu, mas, Dani, pergunta para ele se os muçulmanos ainda esperam um outro profeta, então não tem mais. Não tem mais, aguardamos somente a volta de Jesus, o retorno de Jesus. Como vai ser o fim dos tempos para os muçulmanos? Olha, fala-se que dentro do Islã, dentro da profecia, fala que os anjos vão tocar uma trompeta.

E tudo que é vivo vai morrer. Depois vai tocar de novo e tudo que é morto vai ressuscitar. E aí todas as almas com igualdade, porque todo mundo vai experimentar o sabor da morte. Ah, tá, mas eu chego de dia final, eu tô vivo.

Tudo que é vivo vai morrer. Todo mundo vai passar pela experiência da morte. Não tem quem não vá. Tudo que é morto ressuscita para prestar contas a Deus. Mas antes de chegar o dia de prestação de contas, de inferno, paraíso, juízo final, Jesus vai voltar antes desse período. Porque Jesus vem para estabelecer a justiça na Terra, combater a corrupção, e vai ser perseguido muito grande. Eu até acredito que vai haver uma guerra muito grande.

mundial do bem contra o mal, dos seguidores de Jesus, as pessoas que seguem uma linha contra os que são contra isso. Acho que vai ter uma grande guerra. Então, assim, a gente enxerga o fim dos tempos o quê? O primeiro sinal vai ser a reaparição, o ressurgimento de Jesus.

Então Jesus está nesse plano do fim do mundo. Ele vai aparecer também. Junto, dentro de nós da visão islâmica chiita, que o 12º descendente do profeta Muhammad, que chama Mahdi, ele também está vivo e ele com Jesus vai aparecer junto. E ambos vão rezar juntos. E não vai haver cristianismo ou islamismo muçulmano e cristão. Vai haver crentes.

Então nós não temos diferenças por ser cristão ou muçulmano, todos nós vamos rezar juntos, e nessa hora, com a aparição de Jesus, vai haver uma perseguição de um grupo anticristo, não sei como chamam, contra Jesus, e vão persegui-lo para querer matá-lo, e aí vai surgir uma grande guerra no mundo, até o momento de se tocar essa trompeta, e tudo que é vivo morre, tudo que é morto vai ressuscitar. E aí a gente vai prestar conta para Deus, para uma vida eterna.

E as pessoas que já morreram, já foram julgadas? Não, ninguém está sendo julgado. Não existe julgamento. Muitas vezes a gente fala, tio fulano está com câncer. Ah, já começou a pagar os pecados aqui na Terra. Nós não acreditamos nisso. Como você paga uma penitência do que você não foi julgado? Existem consequências. A pessoa é ruim, as pessoas não vão ser boas com ela, a probabilidade.

mas se a pessoa é boa, a probabilidade de que as pessoas sejam boas. Tudo é um reflexo de como a gente trata a vida e as pessoas. Mas ninguém está pagando, por quê? Deus é justo. Não há julgamento nem para o diabo. Lembra do Iblis que está fazendo as maldades dele? O tempo dele predestinado vai chegar. Mas ele vai ser julgado?

Como todas as criaturas. Ele é uma criatura. Iblis vai ser julgado? Como todas as criaturas. Ele é uma criatura de Deus. Por que Deus não extermina ele? Porque não é o tempo dele ainda. Todo mundo tem um tempo prefixado. Eu não sei. Estou com 40. Se eu vou morrer com 50, 45, 61 como a minha mãe. Não sabemos. E o Iblis também vai ser julgado como todas as criaturas. Todas as criaturas serão julgadas ante Deus.

Então quer dizer que nenhuma criatura foi julgada ainda? Ninguém. Nem Adão e nem o Iblis. Está lá até hoje fazendo as maldades, os diabos estão fazendo as maldades, os gênios, os humanos fazem maldades. Ninguém está sendo julgado. Quando morre também não é julgado. A guarda no limbo, como é que chama em português, o Barzah, que nós falamos em árabe, que é um local de descanso. Descanso entre aspas, mas é um local que vai ficar parado ali, vai ficar ali até o momento de Deus ressuscitar e falar, vem, agora é a hora.

Tem uma data assim? Não. Que a profecia não fala em nenhuma data. Não tem data. Tantos anos. Não. Só Deus sabe. O sinal de que está perto é quando Jesus voltar. Entendi. Mas quando ele volta não é... Não é o juízo final. Não é o fim dos tempos. E todos vão reconhecer Jesus quando ele voltar?

Vão, e muitos vão negar. E os que negar são os que vão atacar. Mas vão negar porque eles vão saber que é e não vão querer seguir, ou eles não vão saber que é? Não vão aceitá-lo como líder, como algo. Tem pessoas que mesmo vendo ainda nega.

Então ele vai voltar bastante, entre aspas, midiático. Ele vai aparecer em todos os lugares. A gente acredita que ele vai aparecer em Meca, na Arábia Saudita, onde é a casa de Abraão. O profeta Abraão criou aquela casa, onde é o cubo que chama Cabo e Meca, que o pessoal reza ali. Isso. Ali foi fundado pelo Abraão, não foi fundado pelo islamismo. Ali foi fundado pelo profeta Abraão. O pai do monoteísmo, aquele local, como sagrado. E Jesus vai aparecer na nossa crença naquele local.

E todos vão saber que é ele. E todos vão saber que é ele. Dá pra visitar a Meca? Não-muçulmanos, não. Não-muçulmanos não visitam. Não visitam. Visita a Arábia Saudita, mas há o perímetro que somente muçulmanos podem entrar. Passado. Só uma dúvida. O Muro das Lamentações é muçulmano? Jerusalém, é judaico. Não é judaico. É, não é islâmico. Não é islâmico.

Entendi. Então a Meca só os muçulmanos podem visitar. Exatamente. É incrível, é enorme. É um perímetro lá que não-muçulmanos já não passam. Há um número de quilômetros que eu não sei quantos quilômetros, mas eles já não permitem. E o que eles fazem lá, Rodrigo? Eles tocam? Como é que é? Eles ficam em volta? Numa das esquinas da Caba tem uma pedra que se chama Pedra Negra, que veio descida dos céus, que é onde Deus fala que ali vai ser o local para adoração a Deus único.

E ali as pessoas circulam sete voltas. O número sete é místico, não sei o porquê. Mas as pessoas fazem sete voltas em volta da caba. E tem todo um ritual religioso. Não é só sete voltas. Há outros rituais também. Porque eu vi um vídeo deles tocando nesse... Na parede, lá o pessoal toca tudo. Mas a pedra fica numa das quinas. Então é na pedra que o pessoal quer tocar. Porque ela fala que a divina veio do céu.

Pena que não dá para visitar, senão já foi para lá? Não. Nunca foi? Eu morava no Irã. O Irã, Caraba Saudita, tem seus problemas diplomáticos. Um país chiíta, outro sunita. Do Irã, quando nós tentamos duas vezes para ir, eles negaram o nosso visto. Por ser chiíta, há esse preconceito chiíta e sunita. Então os chiítas, eles meio que controlam quantos podem entrar lá dentro também.

Então, até dentro do islamismo tem um embate? Tem uma rivalidade de xiita e sunita, tem. Até os dias de hoje. Por questões históricas que ainda dá para contar aqui hoje, mas há essa rivalidade. Boa. Infelizmente.

infelizmente, né? Muito que bem, senhoras e senhores, Sheik Rodrigo Jalul, acertei, o dele eu não errei, eu acho que era o mais difícil de falar, eu não errei, Sheik Rodrigo Jalul aqui no LendaCast, obrigado, Sheik, muito prazer em te conhecer pessoalmente. Muito bacana o Pate-Papo, o estúdio muito bacana, tudo feito com muito amor e carinho, e espero que tenha sido uma noite agradável e que...

a gente tenha agregado, trazido um pouco de conhecimento. Porque tomar o tempo das pessoas é fácil, mas o que a gente vai contribuir por ter tomado o tempo, porque o tempo é uma coisa que vai e não volta. Então que eu tenha tomado o tempo de vocês, de todos os seus companheiros que te seguem aí, te acompanham nas redes sociais, que tenha sido uma noite de proveito. Foi incrível. Para mim foi uma montanha russa de emoção, né, Sara? Foi polêmica, aprendizado, histórico.

Aí depois a gente fantasma. A da Tia Dirce, pra mim, cara, vai virar um corte, cara. Eu vou achar foto da Tia Dirce em casa, eu vou te mandar. As fotos é legal, depois se quiser publicar pro teu público, eu vou te mandar algumas fotos das histórias que eu contei hoje. Depois da Tia Dirce vem atrás de mim. Vai, vai.

Vai virar corte. Não pode mandar assim. Alguém falou aqui, a Manu falou a Meca tá em Jerusalém. É lá mesmo que ela tá? Não, a Meca é na Arábia Saudita. É na Arábia Saudita, não é em Jerusalém. E só tem uma Meca. Só tem uma Meca? Uma cidade. Meca é o nome da cidade. Ah, Meca é o nome da cidade. E aí como é o nome desse templo? Caba. Caba. Que é esse cubo. E dá pra entrar no cubo?

Não porque é fechado, mas não tem nada lá dentro também. O que é importante dele é a quina, é a pedra. Ah, é a pedra. Muito que bem. Shake, Rodrigo, obrigado por vir ao LendaCast. Fica aí o momento para você falar das suas redes sociais, o seu canal, não sei se você tem canal no YouTube, seu Instagram.

Não, eu não tenho. O que eu uso mais é o Instagram. Então, se o pessoal colocar lá Rodrigo Jalul, aí aparece o meu Instagram. E aí lá, o meu Instagram é uma bagunça, na verdade. Porque eu tento mostrar o Rodrigo, que eu sou um ser humano normal. Eu vou pra feira ajudar a barraca da feira da minha família. Eu cuido de cachorro com resgate à medida do que eu posso. Não dá pra eu pegar tudo que me chega de socorro, mas eu tento ajudar. Ajudo ONGs. Uso da minha influência pra ajudar moradores de rua.

diálogo interreligioso, enfim. Tudo que eu faço, eu geralmente posto lá, mostrando um pouco do shake e o que o shake faz, na verdade. Eu dedico minha vida praticamente à vida dos outros. Eu pouco vivo... Viver a minha vida é viver, parece que, a vida dos outros. E não é um caminho que eu escolhi. Se tornou consequência de uma bola de neve que só deslancha.

É, quando... Quem me indicou você, Sheik, foi o pastor Leandro, da Igreja Bitar. Ele falou, cara, você já entrevistou um Sheik? Aí eu falei, eu não sei nem o que perguntar pra um Sheik. Eu falei, vai ser incrível. Religião islâmica e tal. E aí, é tão engraçado como que a gente vai percebendo as religiões e a gente é lotado de preconceitos ainda, né? Pra mim, eu não sei o que é Sheik. Eu não sabia o que era um Sheik. Eu não sabia qual era a religião islâmica, o que é um muçulmano.

Então é engraçado a gente ter que colocar nas caixinhas e entender qual é a religião. E pra mim, quando a gente falava um sheik, porque, assim... O homem cheio da grana. Isso, tem essa ideia. Eu ia falar isso, dessas ideias pejorativas que a gente tem aqui no Brasil. Então eu me lembro do quê? Da música do El-Chan. Olha o sheik que tá chegando! O que é um sheik? É o homem cheio da grana. E aí...

É engraçado como até a cultura pop nos trazem algumas ideias erradas e lúdicas do que é um sheik. Porque no mundo árabe, os homens que têm anciões, que têm muita grana, em Dubai, nos Emirados Árabes e por aí, o sheik é um líder.

dentro do islamismo, mas também ele é usado muitas das vezes para dar sinônimo de respeito para umas pessoas. Então vamos supor, você não é doutor, você não é formado, você não é médico, mas eu vou lá e falo, ó, doutor Daniel, quer dizer, eu quero te dar, ó, esse aqui é o doutor Daniel, você não é formado em nada, mas ó, esse é o doutor Daniel quando eu te apresento.

Só se eu tivesse doutorado. Então, assim, o cara que tem lá o poder de governar e tem a grana, é o cara que manda tudo? Ah, é o Sheik fulano. Fala com o Sheik. Ele que é o cara que manja e que manda.

Shake falou, tá falado. Então virou uma moda de que o Shake é o cara do poder, do dinheiro, do que manda, que é utilizada essa palavra também, mas o original dele é ligado pra liderança religiosa. Religiosa, entendi. Muito que bem. Então, qual que é o seu arroba mesmo no Instagram? Rodrigo Jalul. É Rodrigo, normal, arroba Rodrigo. E Jalul é J-A-L-L-O-U-L.

Jaloul, né? Isso. Jaloul. E o meu parente aí me escreve depois no privado pra eu saber quem é, né? É uma mulher. Foi uma mulher, né? Me manda um oi lá depois pra mim ver quem é. Tem, não sei se... Enfim, mas tem que colocar aqui. E você que tá em casa também vai ver cortes com o Sheik Rodrigo Jaloul nas minhas redes sociais, arroba Dampires Lenda. Vou colocar ali uma foto agora na hora que a gente terminar e também depois cortes desse LendaCast.

E a Tia Dirce com certeza vai ganhar um corte, porque a... Merece. Não, a história é maravilhosa, dá pra fazer um filme. Tia Dirce deu trabalho. Na verdade, eu acho que juntar as suas três tias ali, dá pra fazer um filme delas. As três tias. Porque a Tia Dirce, a Tia Helena e tem a outra, né? A Tia Minnie, ela acompanhou eu na Mesquita, quando eu tive um problema. Foi a Tia Dirce, a Tia Helena, a Cissa que... A Cissa que incorporou Lavando Luz. Exato. Muito que bem. Bom, quanto tempo de live, Sara?

Nossa. Quase quatro horas. Rapaz, passou voando, hein? Rapaz, passou voando, verdade. A gente sempre no final, Sheik, a gente escolhe uma palavra pra definir a nossa live inteira. Uma palavra mais engraçadinha pro pessoal comentar. Então, por exemplo, ah, chegamos a três horas e cinquenta minutos até o final da live, só quem chegou até aqui vai saber qual é o segredo, qual é a palavra. Aí eu pensei numa palavra que não sei se você vai gostar, porque eu gostei muito da história da Tia Dirce. O pessoal tá falando aqui, ó. Coloca a palavra da live como Tia Dirce.

Só que eu também gostei dos gênios. Então eu colocaria tio gênio. Gênio acho que engloba tudo. Porque a Tia Dirce pra gente era gênio que tava com ela. Então aí eu colocaria tio gênio. Você gosta dessa palavra? Tio gênio a gente vai mesclar muito. Mas essa é a ideia, você não gostou? Não? Essa é a ideia? Essa é a ideia, mesclar os dois. Porque eu não quero colocar Tia Dirce só. E também não quero colocar só gênio. Aí eu coloco tio gênio. Bacana, bora.

Se você não gostou, eu não coloco. Não, coloca. Porque Tio Gênio, eu acho que junta os dois, né, Sara? O Gênio, que eu gostei muito da história, e a Tia Dirce. A Tia Dirce ficou fã da Tia Dirce. Eu tinha uma Tia Dirce também. A minha Tia Dirce é falecida também, tadinha. Mas ela contava histórias de terrores, mas era católica, então era outra vibe. Ela não ficou na cama. Eu vou lhe mandar a foto dela. Era magrinha.

Então comenta aí, tio Gênio, é a palavra... Da noite. Da noite, da live hoje com o Sheik Rodrigo Jalul. E fiquei muito emocionado com a história da sua mãe. Acho que na hora que você contou, acho que muita gente ficou aqui também.

A gente vai imaginando a nossa mãe, né? A gente tem, pelo que eu vi, a sua relação com sua mãe era muito de proximidade. Não era, por incrível que pareça. Ah, não era? Morei tanto tempo fora do Irã, viajei o mundo inteiro e tudo mais, mas sempre foi uma relação de coração próximo. Porque eu saí de casa com 16 anos e viajei o mundo e tudo, mas sempre muito atento. Então, assim, eu não tenho uma coisa que eu falo, puxa, eu podia ter feito isso pela minha mãe e eu não fiz.

Não tem. Minha mãe, filha, eu queria comprar uma roupa nova, eu ajudava financeiramente. Se eu tava aqui em São Paulo, eu ia ver ela. Assim, tudo que eu pude fazer por ela, eu fiz, sabe? Então eu tenho minha consciência tranquila, isso pra mim é ótimo, na verdade, e é o que eu tento fazer com as pessoas em minha volta, a ponto de que se amanhã a pessoa não estiver aqui, eu tô tranquilo também. Entendi, entendi.

Então, só que eu encaro a morte de uma forma muito simples. Eu não tenho muita tristeza com a morte. A morte faz parte do ciclo da vida. Igual hoje comemoro meu aniversário, amanhã um dia é a minha despedida também. Eu tenho essa visão da vida, minha mãe tinha também. Então não é um momento de tristeza, mas claro que dá o quê? Saudade. Claro, claro. A gente lembra das imagens da vida, não é que a gente não tenha sentimento e tudo, né?

Mas eu me dou muito bem com a morte. Eu sou uma pessoa que se eu morresse hoje, tranquilo demais.

Muito que bem. Então, comenta aí, tio Gênio. E queria te perguntar uma coisa. Existe uma oração islâmica que dá pra gente fazer? Sempre quando vem líderes espirituais aqui, eu sempre peço pra fazer uma oração da sua religião. Então, o islamismo... Sim, nós sempre utilizamos. O capítulo mais usado do Alcorão Sagrado é o primeiro capítulo, que chama o capítulo da abertura. Ele abre os caminhos, ele abre as orações, ele abre os eventos, ele abre tudo.

Chama capítulo da abertura, que ele diz o seguinte, fala

Diz que em nome de Deus o clemente e o misericordioso, louvado seja Deus o Senhor do Universo, que é o clemente e é o misericordioso, aquele que é o soberano do dia do juízo. E só a ti adoramos e só a ti imploramos ajuda. Isso é importante, por isso não peço ajuda aos gêneros.

E guia-nos a senda reta, a senda daqueles que te agraciaste, não daqueles que são abominados por ti. Essa é uma oração que a gente pede todos os dias a Deus, as cinco vezes por dia e todas mais que puder. Boa. Só uma dúvida também. O Pai Nosso não é orado no islamismo? Não, não é orado. Que é uma oração famosa, eu sempre pergunto porque é conhecida.

Muito que bem, Rodrigo. Obrigado, viu? Gratidão. Prazer te encontrar, prazer te conhecer. Adorei a entrevista, foi ótima. Comenta aí, então, Tio Gênio. Vou postar uma foto agora com o Rodrigo Jalulo, com o Sheik Rodrigo Jalulo, lá nas minhas redes da Ampires Lenda, e eu volto na semana que vem. Semana que vem, bom, eu não vou falar convidado, porque às vezes eu falo, muda de convidado, mas semana que vem tem muita coisa boa vindo aí.

A gente se vê. Vamos lá pra câmera geral? Até o próximo LendaCast, o seu podcast de terror, horror e espiritualidade para ouvir antes de dormir. Amei essa live riquíssima aqui hoje e comenta aí, tio gênio, que eu acho que simboliza bastante essa... A noite de hoje. A noite de hoje. Até a próxima live. Tchau, trevosos.

EXPERIÊNCIAS SOBRENATURAIS VIVIDAS POR UM MUÇULMANO - Rodrigo Jalloul | LendaCast #292 | Castnews Index — Castnews Index