VISITEI O CEMITÉRIO DE BELÉM E CONHECI O FANTASMA QUE ANDA DE TÁXI
Finalmente está no ar o vídeo que gravei no cemitério de Belém, no Pará, onde conheci algumas das lendas mais assustadoras do Brasil. Quem me acompanhou por lá foi meu amigo Nathan de Moura, do Belém de Arrepiar, que contou todos os detalhes que envolvem as aparições de Josephina Conte, a Moça do Táxi, e de Cláudio Ronaldo.
- Passageiro fantasma no taxiJosefina Conte · Lenda urbana · Cemitério Santa Isabel · EPT Monte Carlo
- Concessão GaleãoCláudio Ronaldo · Aparição em igreja · Vídeo de aparição · Cemitério Santa Isabel
- Lenda do Doutor Camilo SalgadoDoutor Camilo Salgado · Médico milagreiro · Pedidos de cura · Cemitério Santa Isabel
- César Román e seu passadoSevera Romana · Vítima de feminicídio · Símbolo de resistência · Cemitério Santa Isabel
- Pesquisa sobre Josefina ConteFelipe Rissato · Registro de nascimento · Giuseppina Conte · Belém de Outrora
Olá, trevosos e trevosas, seres das trevas! Chegou a hora de compartilhar com vocês o vídeo de uma viagem que eu posso chamar de uma viagem assombrada. Eu visitei um dos lugares mais assustadores do Brasil. Quer saber onde? Eu fui até Belém do Pará para conhecer o cemitério Santa Isabel. É lá que estão sepultadas duas das lendas mais famosas da cidade e do Brasil também.
Josefina Conte, conhecida como a moça do táxi. E Cláudio Ronaldo, com uma das aparições mais assustadoras que eu já vi e aposto que você também. Eu fui pessoalmente visitar o cemitério na companhia do meu amigo Natan de Moura, do Belém de Arrepiar. O que a gente encontrou num dia de muita chuva na cidade, você vai ver agora nesse passeio assombrado.
Olá, Trevoso e Trevosa, seres das trevas! Sabe onde eu estou? Eu estou aqui no cemitério Santa Isabel, em Belém, para conhecer duas sepulturas que viraram sepulturas de lendas urbanas. E, gente, está o clima perfeito para Trevoso. Está aquela chuvinha, está neblina, mas está calor, viu? Não está frio, não. E para a gente fazer logo para a chuva não engrossar, eu estou aqui com o cara...
Mas antes, vamos conhecer outros túmulos e a gente já volta para a história da Josefina. Em 1994, o jovem Cláudio Ronaldo, de 29 anos, apareceu na missa de aniversário de sua avó.
Ninguém esperava por ele. O espanto veio logo depois, quando um vídeo mostra sua presença junto com um homem de branco.
Tudo isso fica ainda mais estranho quando a gente descobre que Cláudio Ronaldo havia morrido quatro anos antes dessa missa, vítima de uma doença rara. Essa é uma das aparições mais assustadoras que eu conheço. Como será que isso realmente aconteceu? Chuvinha continua, Belém imprevisível na previsão do tempo. A gente vai visitar uma das sepulturas que também virou uma lenda urbana aqui, né, Natan? Que é o Cláudio Ronaldo.
Claudio Ronaldo. Que é aquele que aparece na igreja, que também tem uma história de aparição dele no cemitério, né? Tem uma história e tem um vídeo de aparição que viralizou aí nos anos 90. Tem um vídeo.
A sepultura do Claudio Ronaldo está bem no meio do cemitério. Ele não está em destaque igual a da Josefina Conte, não. É. Está ali, ó. Será que a gente consegue chegar, Natan? Devagarzinho a gente chega lá. Essa é a sepultura de Claudio Ronaldo. Qual que é a história dele? Ele morre em 1990, né?
É, o Claudio Ronaldo faleceu em 1990 de uma doença rara chamada anemia hemolítica. Depois de alguns meses do falecimento dele, o primeiro fenômeno sobrenatural chegou no conhecimento do pai dele. Antes do vídeo que viralizou, tem uma outra história que foi o pai dele trazendo a foto para fazer essa foto da lápide aqui para um rapaz que trabalhava aqui no cemitério. O pai dele que é o Donato. Que por sinal faleceu.
no ano passado, em dezembro do ano passado, dia 5 de dezembro do ano passado. O seu Donato conta que quando ele veio trazer a foto para fazer essa foto da lápide, ele entregou para o rapaz. Entregou essa foto? Foi. E o seu Donato vinha sempre aqui. Ele era muito apegado ao filho dele. E aí o rapaz perguntou, mas espera aí, é esse aí que é o seu filho? Ele olhou a foto e falou, por quê?
Ele falou, porque eu sempre vejo esse rapaz caminhando ao seu lado, sempre assim com a mão no seu ombro. E aí o seu Leonardo tomou um choque, porque o Claudio Ronaldo, antes dele falecer, ele ficou cego. E era assim que ele andava, apoiado no ombro do pai.
Por isso que ele viu desse jeito, né? Por isso que o rapaz que nem sabia quem era ele, viu desse jeito. E ó, aqui na sepultura, tá, né? Fez do sofrimento generosidade. Peça uma graça.
Ele nasceu no dia 31 de 12 de 1960 e faleceu em 16 de 8 de 1990. E esse caso do Claudio Ronaldo é aquele caso que passou muito na televisão, daquela aparição dentro da igreja, quando ele aparece andando atrás da missa, que era da avó dele, de 80 anos. Missa em homenagem aos 80 anos da avó, pessoa a qual ele era muito apegado, por sinal.
E ele aparece andando lá. Então quer dizer, duas sepulturas muito famosas. Aqui está o nome dele, Cláudio Ronaldo. E a data de nascimento e falecimento está aqui. E a chuva engrossando. E dá para ver o tamanho desse cemitério? Dá para ver, né? É gigante. É gigante.
texto. Tá vendo, Trevós? A gente aqui, ó, no meio da chuva gravando pra vocês em Belém porque assim, se a gente for esperar a chuva acabar não vai ter vídeo, porque aqui a chuva vem, a chuva volta e ela não tem momento pra explicar. Tchau, Claudio Ronaldo. Obrigado. Vai dar uma olhada no vídeo aí da aparição do Claudio Ronaldo.
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E o nosso passeio não para por aí não, viu? Lá no cemitério Santa Isabel, o Natan também me mostrou outros dois túmulos de pessoas que se tornaram santos e santas populares. Um desses túmulos é o túmulo do doutor Camilo Salgado, um respeitado médico paraense conhecido por ajudar os mais pobres. E essa sepultura é muito procurada para pedidos de cura de doenças.
Aqui, então, é uma das sepulturas de milagreiros aqui do Santo Isabel também, que fica bem perto da entrada ali, né? Bem perto da entrada. Eu diria que é o santo milagreiro, o santo do cemitério mais popular aqui da nossa região, o doutor Camilo Salgado. Doutor Camilo Salgado, que nasceu em 1810 de maio de 1874 e morreu no dia 3 de março de 1938. Então, ele morreu nos anos 30 também, né? Foi, foi.
O doutor Camilo Salgado, ele é mais um daqueles... Ele não é o único aqui que tem esse perfil. É aquele médico que era muito bondoso quando em vida, operava de graça. Ele até... Dizem que ele chegou a falir a própria farmácia, porque ele dava as medicações. Então era um médico muito bondoso, muito respeitado, era um...
cirurgião extremamente habilidoso, ele se formou. Começou na Bahia, se formou no Rio e foi fazer especialização na Europa. Então ele veio para cá, para Belém, com uma bagagem de conhecimento muito grande. Realmente ele era muito bom. Quando a pessoa não podia pagar...
Ele atendia de graça. Então, quando ele faleceu, ele já tinha essa forma de ser bondoso. As pessoas começaram a visitar a sepultura dele e ele é, eu considero ele o santo milagreiro mais conhecido daqui da nossa região e as pessoas que têm mais devotos, pela quantidade de relatos que me chegam sobre ele. E tem um relato dele, né, Natan, de aparição dele. Na verdade, não é aparição, parece que ele faz uma receita para uma paciente, é isso?
É, eu tenho algum relato de aparição dele, sim. Esse aí que a gente está falando é um. Aconteceu num hospital aqui na região metropolitana de Belém. Foi contada por uma parente aí da paciente. O que aconteceu? A pessoa, ela estava sendo medicada lá, estava internada, só que a medicação não estava adiantando. E aí, apareceu um médico para a enfermeira e trocou. Ele foi lá no prontuário e trocou.
A medicação do senhor, a partir de agora, faça essa medicação e a pessoa realmente melhorou.
Essa enfermeira novata, quando ela foi passar para os colegas o que tinha acontecido em outro dia, e aí houve um estranhamento. A pessoa disse, mas quem que trocou esse prontuário? Aí ela descreveu. Quando ela descreveu, a enfermeira mais antiga disse, não, tu tá falando aí do doutor Camilo Salgada. Só que ele já aparecia lá, não tinha sido a primeira vez. E segundo esse relato, eles ficaram usando.
a medicação que ele passou e a paciente ficou boa. Tá vendo? Então ele prescreveu um medicamento depois de falecido. É uma das aparições boas, né? Positivas, não é uma aparição ruim, mal, uma aparição pra assustar.
É uma aparição boa que ajudou ainda uma pessoa mesmo depois da morte, né? Pois é, o doutor Camilo Salgado, todos os relatos de aparição dele que me chegam, eles têm uma característica. Toda vez que ele aparece por uma pessoa, independente do estado clínico dela, a pessoa fica curada. Quem que a gente vai ver agora? A gente vai ver a Severa Romana, que é um santo popular daqui também, muito conhecido. Ele faleceu em 1900.
Eu conheci também a sepultura de Severa Romana, uma jovem vítima de um crime brutal aos 19 anos de idade. Ela foi assassinada...
Toda rosa a sepultura? Essa é da Severa Romana. Essas reformas são feitas por devotos. Ah, tá. Tanto a pintura como as flores. Tudo. Isso aqui não existia até um tempo atrás. Esse aqui? Essa cruz foi quebrada uma vez por uma árvore. Aí os devotos vêm, né? Como forma de agradecer, eles restaram. Olha. Parece que a cruz está invertida. Será que foi colocada assim porque quebrou? Não, né? Não parece que ela está invertida?
Parece, né? Mas acho que ele é assim mesmo. Essa daqui, então, é a Severa Romana. Essa é a Severa Romana. E é uma ilustração, né? Será que não é uma foto dela mesmo? É aquelas fotos quase desenhos. Antiga, né? Feio. E ela não tem história de aparição, mas ela virou uma...
milagreira de cemitério também, né? Porque é engraçado, não sei se dá pra mostrar aqui, mas o próprio chão, aqui tá com vela, mas o próprio chão aqui é de placas de agradecimento pra Severa Romana, né? Qual que é a história dela?
A Severa Romana faleceu em 1900, mulher jovem, estava grávida e o que aconteceu? Ela acabou virando um símbolo de mulher que resiste, que defende a honra, porque ela tinha convivência com um amigo do marido dela, que era militar, e o amigo dele se chamava Cabo Ferreira. Esse Cabo se apaixonou por ela.
Então, um dia que ele estava só com a severa romana, ele tentou... Abusá-la. Abusá-la dela. Grávida. Grávida. E ela resistiu. E quando ele viu que ela não ia ceder, ele desferiu diversas navalhadas nela. Isso provocou o óbito dela, dela do bebê, claro.
E aí, em 1900, a cidade ficou chocada com essa notícia. Demorou muito começar a visitar a sepultura dela aqui e ela virou uma santa popular. O pessoal faz muito pedido para ela. Pedido para quê? Você sabe, mais ou menos? Aí a cerveira romana é diversificada. Não é só uma coisa. Não é só mulher que pede, o homem pede também.
Então quer dizer, a gente tem um caso de feminicídio em 1900, que naquela época, claro, não tinha esse nome. Exatamente, exatamente. E aí ela virou um símbolo de resistência, de mulher que defende a honra. E é muito visitado essa cultura dela. E dá pra ver aqui, então tem aqui, Severa Romana Pereira, o nome dela, assassinada em defesa da honra. Olha aí. No dia... Vou afastar um pouquinho aqui pra eu ver.
Defesa da sua honra no dia 2 de julho de 1900 Então aqui só tem a data de morte dela Não tem a data de nascimento Homenagem popular à sua virtude heróica Então quer dizer, ela tentou se defender de um abuso sexual
Não conseguiu, foi morta, estava grávida, então ela e o bebê morreram e hoje ela vira uma milagreira de cemitério aqui no Santo Isabel. E muitos pedidos, ó, dá pra ver, eu tô pisando aqui e aí é importante a gente ver o seguinte, a gente não tá pisando no túmulo, tá gente? Porque a gente não tá em cima, a sepultura dela tá aqui, só que aqui eles fizeram, das próprias plaquinhas, fizeram como se fosse piso, né, ô Natan?
fizeram fizeram piso e porque ficavam jogadas né também na lateral tem também ali né aqui também tem vários aqui
Tá vendo? Então aí, ó, uma sepultura totalmente rosa de Severa Romana. Agora sim, bora conhecer a lenda mais famosa aqui de Belém e também uma das mais famosas do Brasil. A lenda de Josefina Conte, a moça do táxi. Josefina Conte, que tá sepultada sozinha aqui, né, Natan? Sozinha, sozinha.
Ela tá aqui, ó. Josefina Conte nasceu em 18 de abril de 1915. 19, Daniel. É porque isso foi feito aqui por um devoto, ele errou a data. Ah, tá errada a data? É 19 de abril, é. Que é, ó. Tá ouvindo? Tá ouvindo?
Que é dia 19 de abril. Então a data de nascimento está errada e faleceu em 16 de agosto de 31. Só que a lenda diz que ela aparece no dia 19, né? A gente está gravando no dia 18, mas a lenda diz que ela aparece no dia 19 de abril. Dia 19 de abril, dia do aniversário de nascimento dela, né? A lenda diz...
que todo ano ela ganhava de presente do pai dela uma volta de carro, carro de aluguel, na época não tinha táxi. Não chamava táxi? É. E aí a lenda diz que depois que ela faleceu, há 16 anos, o espírito dela teria perpetuado esse hábito de dar uma volta de táxi pela cidade. Então diz que no dia 19 o espírito dela aparece para um taxista desavisado, dá uma volta por certos...
pontos da cidade, pede para ser deixada em algum lugar. Para ver que na foto dela tem ali um táxi, como se fosse um broche de um táxi na foto dela. E ela tinha 16 anos quando faleceu, né, Nathan? Ela faleceu aos 16 anos. Olha, tanto que tem aqui. É moça aqui? É. Moça aos 16 anos, Deus a quis.
Um dos túmulos mais visitados do cemitério Santa Isabel é o da jovem Josefina Conte, que faleceu aos 16 anos, em 1931. A causa da morte em si é incerta. Uns dizem que foi por causas desconhecidas, outros que ela foi vítima de tuberculose. A única certeza é que ela está por trás de uma das lendas urbanas mais conhecidas do Brasil e principalmente de Belém, porque ela é a moça do táxi.
Ela embarca próximo de onde foi a sua casa e pede para desembarcar do táxi próximo do cemitério Santa Isabel, onde ali ela desaparece misteriosamente. Quando o motorista vai cobrar a corrida na casa dela, descobre que ela já estava morta. Reza a lenda que sempre no dia 19 de abril é possível ver a aparição da tal moça do táxi.
E tem um outro cara aqui que eu conheci agora, que é o Felipe, que ele tá aqui observando o túmulo. E aí, Felipe? Oi, Daniel. O Felipe, é Felipe Rissetti, né Felipe? Rissato. Rissato, é o Felipe Rissato. Ele é pesquisador da história da Josefina, é isso?
Isso, pesquisa a história dela, a história de Belém em geral, né? A história dela é uma história real. É uma pessoa que viveu de verdade aqui. Exatamente. Então eu fui atrás da história real do Josefine e também publiquei alguns vídeos da história dela. Aqui tá que ela nasceu dia 18 de abril, mas tá errado. Tá errado, a data clássica é dia 19. E aí eu fui atrás do registro do nascimento dela. Foi difícil de encontrar porque o pai dela, ela nasceu em 1915 e só foi registrado em 1920.
Então... Cinco anos depois? Cinco anos depois. Ele registrou três filhos no mesmo dia. Pô, Josefina, por quem? E aí, indo, cobrando o registro dela no cartão do meu ofício, cinco anos depois eu consegui encontrar.
É... descobri que a data, de fato, é o dia 19, conta errado aqui na lápis, tem que ser trocada, né? E que o nome de registro dela não é Josefina. Josefina foi aportuguesado. No registro de óbito está Josefina. Mas o nome de registro dela, tendo pais italianos, era Giuseppina. Olha só, tá vendo? E aí, então, quer dizer, aqui só tá ela.
E ela virou uma espécie de milagreira de cemitério. As pessoas vêm pedir coisas para ela. Desde o Walshir Carrasco, trouxe a história dela no décimo de 70. Walshir Carrasco? O autor? Não, não, não. Walshir Monteiro. Ah, tá. Desculpa. Trouxe a história dela à tona, o túmulo dela começou a ser cultuado. E ele não chegou nem a divulgar o túmulo dela, dar o nome a ela. Ele só deu o nome a ela, de fato, quando ele publicou a história dela em livro.
Porque na década de 70 foi em jornal, em 72, né? Foi no jornal, a Provincia do Pará. Em 85 ele publicou em livro. E aí ele publicou o túmulo. Só que já desde antes, desde a década de 70, sem ele falar o nome de quem era, já sabiam quem era de fato a Provincia do Pará. A Josefina. Ah, isso. Que é a Josefina Conte hoje em dia. E dá pra ver que tem umas placas, né, Felipe? Eu agradeço, obrigado pela graça alcançada. A lápide inteira é uma placa grande, é uma placa só.
Né? Dessa derrota, dona... Dona Edmendina Brandão. Em 1931, quando ela faleceu, foi publicada porque ela faleceu de febre perniciosa. No jornal Folha do Norte. Dizendo que ela faleceu no Pinheiro. Pinheiro era o nome da localidade aqui de Belém. Se chama hoje Icoaraci.
Só que ela não faleceu no Pinheiro. Não faleceu? Não faleceu. Faleceu onde? Foi uma fake news. Ela faleceu no hospital Domingos Freire, que era um hospital estigmatizado para quem ia para lá. Por quê? Porque lá havia leprosos, amarelentos, variolosos. Como eles chamavam na época, né? E tuberculosos, isso. E ela tinha de fato tuberculose. Ela faleceu de fato de tuberculose. Ela faleceu. Mas quando a tuberculose...
clássica, a fímetopeculose cutânea, que se chama, está no registro dela, fimatose. Fimatose. Fimatose, isso. E aí o que acontece? O cortejo dela saiu daqui de trás, porque o hospital ficava aqui atrás do cemitério. Atrás do cemitério aqui, né? Isso, só que ele não veio direto pra cá. Ela foi pra casa dela, onde os pais moravam, que é a Fábio, que é do Calçados Guafano, lá no centro de Belém, passou pela frente da casa e de lá arrumou pra casa de volta.
Olha aí. Tá vendo? Tá vendo como que é uma pesquisa intensa sobre a vida da Josefina? E também, gente, o Felipe, ele tem uma página na internet chamada Belém de Outrora, né, Felipe? Que você mostra essas pesquisas, né? Agora eu vou mostrar pra vocês, junto com o Natan de novo, porque o Natan tá se escondendo da chuva aí, eu vou mostrar pra vocês outra sepultura aqui no cemitério Santa Isabel. E eu vou lá cantando assim, ó. Felipe, obrigado, viu?
A ideia agora é a gente fazer um passeio mostrando os lugares em que a Josefina Conte passeava, quer dizer, o espírito dela que passeava, né? Aqui em Belém. Na verdade, ela, quando viva, dava uma volta, não se sabe exatamente por onde. Quer dizer, eu tenho uma desconfiança por causa do relato da sobrinha dela, da Rita Conte.
E vou colocar um óculos da Meta, vou colocar o óculos aqui pra gravar as visões da Josefina aqui por Belém. Qual que é a história? E o cemitério não sei se dá pra ver, mas o cemitério tá ali, o cemitério Santa Isabel. Tá andando, tá passando lá fora, lá, ó.
Uma chuva. A lenda conta que a Josefina, ela saía do cemitério, o espírito dela, e todo dia, 19 de abril, que é hoje, que a gente está gravando, ela entra num táxi igual a esse e anda pela cidade de Belém, é isso? Isso, diz a lenda que ela, quando o envio do pai dela dava de aniversário uma volta de carro de aluguel pela cidade de Belém, aí ela parava em alguns pontos.
da preferência dela, tipo ali a Lanchonete da Palmeira, que era muito badalada, muito frequentada na época, e outros lugares mais. E que ela gostava muito disso, era o melhor presente pra ela. Então, diz a lenda que quando ela faleceu, o espírito dela continuou fazendo a mesma coisa.
continua andando pela cidade, igual a gente está fazendo aqui. Entra junto com o taxista, senta aí e fica observando, olha a cidade, como ela vai mudando. Sempre no dia do aniversário dela. Ele apanhou ela, saindo da Generalíssimo, entrando na Avenida Gentil Bittencourt.
e desceu na gentil Bittencourt até a Guerra Passos, que fica no bairro aqui de Canudos, próximo ao cemitério onde ela está sepultada. Ah, que a gente estava lá agora, o Santa Isabel, né? Quando chegou lá, esse taxista me contou que ela disse, olha, espera... é a mesma história, a história se repete. Espera aí que o papai vem pagar a corrida. E aí o cara fica esperando lá, e de tanto esperar, o cara não aguenta mais esperar, que tem que trabalhar, bate na porta e reclama, como ele fez.
Não vai pagar a corrida? Estou aqui um tempão, uma jovem assim, assada. Pegou o táxi. Me pediu para guardar, o pai vinha para pagar, ninguém veio e eu preciso continuar meu trabalho. E aí a pessoa, depois de escutar, era um casal, esse caso foi um casal que recebeu. Entendi, entendi. E aí a pessoa foi lá e mostrou uma foto.
dela e perguntou, foi essa moça que tu carregaste no carro? E aí ele respondeu, foi ela. Foi ela, falou pra ela me pagar. Essa é uma parente nossa já falecida há muito tempo, é a Josefina. Aí ele conta que ele ficou muito nervoso. O homem...
Botou um valor maior do que a corrida dele deu na mão dele, ele deixou cair o dinheiro no chão. Depois ele devolveu e disse que não queria. Não queria. Deu espaço pra trás, foi embora, não voltou mais. E a gente vai agora pra casa dela? Seria nesse galpão, como se fosse aqui a casa dela? É. E no passado era o que aqui? A casa dela era em cima e embaixo era uma fábrica de calçados.
Esse galpão, não sei se ele está desativado, não sei o que foi aqui não. Então esse espaço que a gente passou aqui agora é um galpão hoje em dia, mas na época tinha a casa dela aí. Era uma fábrica de sapato em cima da casa, era isso?
Isso, a casa dela era em cima, a fábrica de sapato era embaixo, a fábrica de calçado de boa fama. Na época, o pai dela fez uma fortuna com essa fábrica. Ah, o pai que era dono. É, não sei o que... Dizem que o pai dela gostava muito dela. É, dizem que o pai dela era apaixonado por essa filha, ele tinha outros filhos, mas essa filha em especial, ele tinha um amor muito grande.
E ele foi uma vez para a Itália e quando ele voltou ele trouxe esse broche do carro, porque ele sabia que ela adorava andar de carro. O broche do carro de aluguel que é o táxi hoje em dia. É, e aí ela andava, né? Ela tem foto com esse broche. Depois fizeram a foto da lápide também com a foto com o broche, né?
Muito que bem, então, ó, tô aqui, até coloquei uma luz aqui pra ficar um pouco mais sinistro. Nathan de Moura, do Belém de Arrepiar, num passeio de táxi com a Josefina Conte. Obrigado, viu, Nathan? Muito obrigado. E o nosso passeio não termina por aqui. Eu ainda quero visitar outros lugares assombrados pelo Brasil nessa nova série. Eu amei a cidade de Belém e todas as histórias que eu ouvi por lá.
É sem dúvida um lugar marcado por boas lendas urbanas e famosas também. E não esquece de deixar sua curtida, comenta esse vídeo para dizer o que você achou desse lugar assombrado pelo nosso Brasilzão.
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