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Felipe Cesarano: "Eu quase morri no mar” Surfe, jiu‑jitsu e a cura | Pura Connection Podcast

11 de maio de 20261h32min
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Neste episódio do Pura Connection, André Bintang recebe Felipe Cesarano, Gordo, surfista de ondas grandes, faixa‑preta de jiu‑jitsu por formação, empresário e figura central da tribo surf+jiu‑jitsu do litoral brasileiro.

Filho de uma história de superação, Felipe construiu uma carreira entre Havaí, Indonésia, México e as praias do Brasil; viveu a glória do surf internacional, sobreviveu a crises pessoais e hoje transforma sua experiência em ensino, aulas, jet‑safari e projetos de lifestyle. Gordo é conhecido pela energia autêntica, pela relação direta com a comunidade e por unir técnica, coragem e humanidade.

Se você é surfista, atleta de alto risco, praticante de jiu‑jitsu ou busca entender a vida de quem vive no limite, este episódio é ouro. É uma conversa crua, íntima, cheia de histórias de sobrevivência, técnicas de preparação mental e física, lições sobre responsabilidade e sobre como transformar queda em propósito.

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Assuntos7
  • Vida no SurfingA jornada de Felipe Cesarano no surf · A relação entre surf e jiu-jitsu · Superação de crises pessoais e mentais · A importância do respeito no surf e na vida · O papel da família e dos ensinamentos maternos
  • Jiu-JitsuA influência do jiu-jitsu na formação de caráter e network · Histórias de como o jiu-jitsu abriu portas no Havaí e em outros lugares · A conexão entre surf e jiu-jitsu no estilo de vida · A importância da técnica e do respeito nas artes marciais
  • A experiência de quase morte no marO incidente em Chupo, no Havaí, e a quase morte · A importância do colete de segurança em ondas grandes · O papel do resgate e da sorte em situações extremas · A relação entre medo, coragem e superação no surf de ondas grandes
  • Saúde mental e bipolaridadeO episódio de surto psicótico e a internação · A experiência com o uso de medicação e a decisão de parar · A importância do autoconhecimento e do autocontrole · O papel da família e dos amigos no processo de recuperação
  • Possíveis causas do acidenteA responsabilidade assumida após o acidente · O impacto do acidente na vida pessoal e profissional · A busca por redenção e a reconstrução da vida · O papel do filho na recuperação e na busca por um futuro melhor
  • Animais e NaturezaA fascinação pelo mundo subaquático e a conexão com o ecossistema · Encontros com tubarões e a superação do medo · O mergulho como atividade de lazer e desafio pessoal · A importância da respiração e do treinamento físico para o mergulho
  • Abandono socioafetivo paternoO afastamento e a reconciliação com o pai · A influência espiritual no processo de perdão
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Minha vida inteira foi assim, que eu não tinha muito plano de se eu ia viver, não fiz faculdade pra viver o surf sem saber se ia dar certo, porque na verdade já tava dando certo. Se eu chegava no Brasil e já sabia que eu ia conseguir ir pro México, pra Puerto ou pra algum outro lugar, minha vida tava dando certo. Que eu ia estar onde eu queria, pegando onde eu queria, irmão. O que mais o cara de 19, 20 anos que ia saber? Ele quer estar no lugar que ele quer estar fazendo o que ele quer fazer.

E eu passei minha vida inteira a conseguir fazer isso, sacou? E ao longo do meio do caminho veio o jiu-jitsu, que foi assim pra mim.

Eu queria ter chego no Havaí, faixa preta, casca porque eu comecei no Jiu-Jitsu com o Paulo Caruso aqui na Axis, tá ligado? Igual fazia capoeiro com mexe-boneco, eu comecei no Axis, cara da Barra, sabe? Fumar no recreio com 10, 11 anos. Então, tipo assim, o sonho era não ter parado de chegar a casca, imagina, se eu chego no Hawaii, casca grossa...

Porque eu sou muita gente que é muito casca grossa E ao longo da vida tu vai limando quem é vacilão Quem não é, quem fica perto é quem Você sabe que é do bem, meu irmão, ninguém é perfeito Todo mundo faz suas merdas Não tem como todo mundo ser igual Mas quando o cara tem caráter Quando o cara tem coração, quando é pessoa que não vai deixar a outra roubada São as pessoas que eu procuro me aproximar E meu filho convive com isso Então acho que é a maior anúncia que eu posso dar pra ele E eu, pô, meu irmão, tentando não transparecer meus erros Tentando melhorar meus erros, não errar mais por ele É onde eu criei a maturidade, sacou?

Já caiu a porra, essa energia já vai começar. Já vamos começar essa energia aí. Mas porra, a gente encontrou aquele dia lá, né? E você era um cara que eu falava assim, meu irmão, volta e meia eu lembrava assim, tem que chamar o gordo, cara, porque... Enfim, eu tô chamando uma galera que...

vive nesse meu ambiente, né? E que tem muita história pra contar, né, meu irmão? Você é um cara que tem muita história. Eu já tinha até uma coluna que era... Pois é, assim, é muita história. Você é um cara que, porra, que fala comunicativo, né? Então, enfim... E se atira pra cacete, né, meu irmão? É, bom, alguma coisa eu tive que fazer pra não trabalhar uma grande parte da minha vida. Eu falo, ah, tu pega uma da grande e falo, meu irmão, tenho mais medo de trabalhar.

É brincadeira. Mas como é que começou essa história, esse sonho, na verdade? Porque a gente estava falando em off aqui, você perdeu muito cedo a sua mãe, que é uma referência na vida. Quando a gente perde a mãe, a gente perde uma segurança. Uma guia ali, uma pessoa ali que você sabe que está ali para qualquer coisa por você. E de repente não está ali mais fazendo parte da sua vida num momento tão importante, né, cara? Que é você chegar na vida adulta, né?

É, cara, na verdade, carrego comigo, assim, os ensinamentos que ela me deu, sacou? Tipo, minha mãe nunca foi muito ligada em... Ah, faz o dever de casa, escove o dente, sabe aquelas coisinhas que geralmente toda a família pega muito no pé? Mas ela sempre falou, pô, meu filho, não trapaceia, não minta, sacou? Fala sempre a verdade, pô, seja verdadeiro, seja honesto, não quero se dar bem em cima dos outros. Então ela me ensinou, assim, várias coisas, ela, pô, fica até repelada porque, meu irmão, perdi minha mãe com 18 anos, mas ela criou um pouco a minha mentalidade.

tipo, todos os meus erros, foi só a minha, ela fez a página direitinho, sabe? Mas me deixou, sabe, várias coisas assim pra vida que a única tristeza que eu tenho é que, porra, ela viu com 14, 15 anos sonhando em ser surfista, tanto que ela falava assim, ela tinha muito medo de acontecer alguma coisa, ela falava, meu filho, pode matá-lo um dia por semana, escolhe um dia legal, finge que vai pra escola, teu pai sai pra trabalhar, tu pode matá-lo, que eu prefiro saber onde você tá do que, porra, achar que tu tá na escola e tu tá matando a aula escondida.

Então eu tinha maior fidelidade com minha mãe, uma parceria assim. E, porra, ela se foi,

E logo depois, assim, passou um... Eu comecei pro Havaí, e logo depois arrumei um patrocínio da Rush, minha vida começou a andar, e ela não pôde estar junto, assim, em carne, né? Eu acredito que, porra, onde ela tá, ela sempre teve comigo, principalmente protegendo, mas coisa que eu sinto, assim, dela não poder ver o que ela viu sonhando, querendo, se tornando realidade, sacou? Sim, total, meu irmão.

E mãe, até outro dia eu vi um artigo meio científico falando que está dentro de você, faz parte, né, meu irmão? Não tem jeito. Você tem ela aí dentro de você. A gente fica conectado com os nossos familiares, né? Sim, sim. Para sempre. Para sempre. E ela está em mim, eu e o Nath. Exato.

Agora, porra, cara, esse lance, esse momento também de vida, assim, de você tomar essas decisões, né? E quando entra, principalmente uma paixão, no teu caso, o surf, né? E essa indecisão, né, cara? Assim, porra, meu irmão, como é que eu vou viver disso, né, cara? Como é que eu vou fazer pra viver? Porque todo mundo quer viver. Todo mundo quer ter uma vida de surf. É praticamente um sonho. É um surfista, então, meu irmão? É praticamente um sonho. Tipo assim, eu ralei muito.

Quando eu tava no auge, eu tava ralando pra poder, né, continuar vivendo essa vida. Mas eu não tenho noção. As coisas vão acontecendo. Não dá pra simplesmente... Eu, na época, ainda mais que eu era ruim. Sempre fui ruim pra cacete. Por isso que eu virei Big Ride. Tá ligado? Eu vivia o sonho. Queria até. Eu fui pra um campeonato ou outro em Noronha. Passei as baterias no WQS. Com o dinheiro até comprei um fusquinha, que eu lembro na época.

Mas, pô, quem eu olhava não ia ter jeito, sacou? Mas eu queria viver. Queria ver do sul. Fui pra Indonésia, trazia um monte de muamba. Vocês lembram aquelas coisas da Indonésia? Porra, bermuda baratinho, saia, bolsa. Uma galera fazer isso.

canga, e nisso pagava a próxima viagem, me virando, e nos, tipo assim, na verdade, porra, foi que eu até falei uma vez na coluna, eu tinha a coluna na revista do Forest Gordon, o contador de história, na surfar, falando e botando o surf, mas como esporte de playboy. Não que eu seja playboy, nem fui, mas eu tinha uma segurança, tinha uma família classe média.

Eu podia estar em qualquer lugar do mundo. Meu pai pagou minha primeira viagem pro Peru. Eu fui 15 vezes pro Peru, 15 vezes pro Havaí, 20 vezes pra Indonésia. Tipo assim, o que eu consegui depois foi o meu esforço, do meu jeito. Muitos patrocínios, outras 100 me virando. Mas eu tinha uma segurança que eu podia chegar, porra, duro em qualquer lugar do mundo. Se desse errado, pelo menos alguém conseguia pagar uma passagem, eu voltar pra casa e ter casa e comida.

Eu uso muito o Orelha, que hoje mora na Austrália, tá bem de vidro, com dois filhinhos, família, estruturado, como chefe de cozinha lá. Mas ele, ele é patrocínio da Jumf, sempre foi com a gente, competia junto, e o moleque era muito mais atirado que eu. Era? O moleque era muito mais. Então eu ficava cagado, o moleque à vontade, só que ele não...

Tinha essa oportunidade, porque o moleque era humilde, vi de São Gonçalo, morava ali na Gilca, no terreirão, porra, numa casa humilde. Então, tipo assim, o pouquinho que ele ganhava, ele tinha que ajudar a mãe, ajudar o pai. Então, ele não tinha essa estrutura que eu tinha, então acabou que ele, porra, ele com muito mais talento que eu, não seguiu no surf, e eu acabei seguindo porque eu pude botar a cara a tapa, me jogar, sabendo que se desse alguma coisa errada, eu tinha um porto seguro, sacou?

Assim como muitas coisas que regem o surf, assim. Pô, o próprio filmmaker, na época, hoje em dia as pessoas cresceram muito, até na época do off, pô, muitos que eram pequenos, abiram produtores. É, é, é.

Até eu que não sei o que é isso, cheguei a abrir uma produtora no OV, que eu sabia que fazia tudo, eu só contratava. Mas, porra, muita gente assim, muito que eu via na época, era, porra, às vezes um filho meio largado, que gostava só de não fazer nada, fumar maconha, usava o dinheiro do pai, ganhava a mesada. Aí o pai, ah, meu filho, você gosta de fazer o quê? Ah, não sou muito bom de surf, mas gosta de filmar. Dava uma câmera, o cara filmava e movimentava a indústria do surf. Mas, na verdade, porque ele também tinha uma...

Mas quem ganhava dinheiro mesmo eram os empresários vendendo usando tudo isso. Mas beleza, faz parte do jogo. Então eu vi que o surf é um pouco esporte de playboy. Sacou? Sim.

É, mas cara, o surf tem assim, acho que você faz parte das duas tribos, né, do surf e do jiu-jitsu, né, eu acho que são tribos que se conectam muito. Tá carando, muito. A gente tá até falando do Havaí, né, cara, o Havaí tem essa energia, muito dos dois também, né, eu acho que por isso deu muito certo essa conexão, né.

Mas o surf, ele também traz ali um lado filosófico de vida ali muito foda também, né, cara? Dessa conexão, assim, com a natureza extrema, meu irmão. A gente até fica zoando tubo paga. Minha vida inteira foi assim, quando eu não tinha muito plano de se eu ia viver, eu não fiz faculdade pra viver o surf sem saber se ia dar certo, porque na verdade já tava dando certo.

Se eu chegava no Brasil e já sabia que eu ia conseguir ir pro México, pra Puerto, ou pra algum outro lugar, minha vida tava dando certo. Que eu ia estar onde eu queria, pegando onde eu queria, irmão. Que mais o cara de 19, 20 anos que ia saber? Ele quer estar no lugar que ele quer estar, fazendo o que ele quer fazer. E eu passei minha vida inteira, consegui fazer isso, sacou? E ao longo do meio do caminho veio o jiu-jitsu, que foi assim, pra mim...

Eu queria ter chego no Havaí, faixa preta, casca, porque eu comecei no Jiu-Jitsu, com o Paulo Caruso aqui na Axis, tá ligado? Igual fazia capoeira com o México-Boneco, eu comecei no Axis, eu era da Barça, fumar no recreio com 10, 11 anos. Então, tipo assim, o sonho era não ter parado de chegar, mas imagina, você chega no Hawaii, casca grossa...

Nego te trata, porra, nego quer ficar milho com a Cachaca Grossa, nego quer problema com a Cachaca Grossa, então meu irmão, é sacanagem com quem não é, é diferente o tratamento. Só que eu dei uma sorte que eu cheguei lá, faixa branca, sem saber nada, sei lá, dois, três meses de Jiu-Jitsu, só que o JD, mestre lá de Santos e Jiu-Jitsu, ele era alguma coisa da WCL, locutor.

É, ele fazia, eu acho, a parte da transmissão. Da transmissão. E lá no Chupo, em 2011, no Cold Head, que foi um dos maiores males que eu pego lá em Chupo, que eu quase morri, me arrebentei todo naquela onda lá. Porra, eu era o gordo, saio na transmissão lá, pro mundo todo, gordo, gordo, gordo, beleza. Aí eu não lembro quem me levou pra treinar lá a primeira vez, me apresentou pra ele, aí eu tô lá, fazendo abdominal, ele, gordo.

Agora que eu tô vendo aqui, você é aquele gordo que tava no Tahiti e tal? Você tomou aquela vaca? Porra, o cara já começou a gritar. E os gringos são um pouco assim, mas... Pô, o cara já pegou uma intimidade comigo, já me abraçou. E de lá foi outro tratamento, sacou? Cara, porra, meu amor, eu peguei uma intimidade, uma amizade lá, desde a Faixa Branca. Que, meu irmão, todo ano indo pra lá, ficando três meses por ano, durante 15 anos, porra, sempre treinando lá.

Toda vez que eu graduo, mesmo que eu não tô indo lá, eu faço uma homenagem que, porra, aprendo muito. Não só com ele, mas com todo mundo ali.

Maneiro, cara. Ele é muito maneiro, cara. Um cara com energia muito boa. Sangue bom demais. Sangue bom demais, irmão. Ele é sangue bom. Ele pisou demais, a galera é fora. Porra, esse cara é demais, meu irmão. E ele vive aquilo, né, meu irmão? Aquela porra ali com muita intensidade também, né? Porque recebe muita gente de fora também, né? Muita gente de fora, muito conhecimento, muita bagagem. É, muito. Porra, qualquer casca grossa que chega lá vai dar um treino, porra. O Carlos está falando de bochecha, sei lá quem é isso. Exatamente, muita gente.

E essa parada de tia roupa aí que você falou, como é que foi essa porra aí? Cara, eu tinha acabado de comprar um dos meus primeiros jet skis, eu e o Manga. Pedro Manga, você sabe quem é? Pra mim é um dos big rider mais casca-grossa que teve. Só que ele é muito underground. É muito, muito. Até demais. É mesmo? Hoje em dia tá lá na Bahia, jogado lá, arrumou pra fazer uma pousada. Ele é baiano? Não, era do sul, só que é do mundo, sacou?

A período dele é Manga, que ele ficava um posto escondido no lugar mais barato, que era o Vietnã, e só comia Manga. Tá ligado? Ele conseguia dar a volta nos locais.

Antes de pedir alguma coisa, ele já tava pedindo primeiro, tá ligado? Isso falava com estoco. Tipo, no Tahiti mesmo, ele usava uma prancha metade Marco Jorge e metade de Aaron. Era metade de Eric Caracal e metade de Tocoro, tá ligado? O manga era rutzão. Só que a gente comprou um jet. Pô, foi bom. A gente tem que evoluir, porque antigamente, isso eu posso falar, foi um dos pioneiros aqui, a galera começava a fazer tominhas lajes.

Choque, Gardenal, qualquer laje aqui, Panemo, porque a galera ficava muito no tominho básico ali, né?

Na meio da barra e tal. E a gente já remava nas lajes. Só que tu vai remar no slab, tu não consegue pegar boa. Tu rema na marola e fica fugindo da série. Se não, tomando a série. Aí a gente, pô, vamos pegar o que a gente vai começar a pegar nos slabs. Porra, em um mês de jet, deu esse sonho antia-roupa gigantesco. Aí a gente foi lá, eu e ele. Não sabe porra nenhuma.

Vambora, vambora, irmão. E é isso, vambora aí, meu irmão. Mas você já tinha ido pra lá alguma vez? Eu já tinha ido, já tinha conhecido legal na remada, todo ano eu ia, então já... E tipo assim, eu achava que sempre que quando tu pega uma bomba lá, acima de oito pés, dez pés, tu vai, que geralmente tu já passa da bancada. E tu vai pra um lugar que é um canal, tu não vai morrer afogado, o medo mesmo que dá, eu acho, pelo menos pra mim, é a fobia de morrer afogado.

Eu falei, irmão, tô ruim, vai ser mole. Vou estar de colete, vou vir qualquer porra, vou passar pra bancada, tô salvo. Meu irmão, esse dia tava tão grande, eu já contei essa R versão, mas esse dia tava tão grande que a porrada da gente quase me apagar, já me arrebentar tudo, tomei vários pontos. Cadê que eu te existia canalzinho? Algo eu tava lambendo lá dentro das casas, tá ligado? A corretora te trazia de volta.

E tu tomava outra e em vez de ser expulso, trazia de volta, tu tomava outra. Quando eu tava quase já entregue, uma não quebrou naquela direita, aquela fecha, né? Eu consegui passar. Quem tava ali era o VT da Via, né? O Poto, que é o localzão de lá. Me salvou. Aí depois, cadê o manga, cadê o manga? Logo depois a gente foi achar o manga pra trocar de jet. Aí eu vi na filmagem, meu irmão. Quando eu vaquei, todo mundo apontando ali, ali. E ele em direção ao oceano com a cara lavada.

Aí ele foi sincero e falou, pô, irmão, a gente não sabe nada. Eu te joguei na onda quando eu vi tu no meio daquela porra, quase morrendo. Se eu fosse lá, eu ia morrer junto. Desculpa, falei, tá tranquilo. Faz parte, por isso que é bom treinar, tá vendo? Mas as coisas acontecem, o Rezende mesmo foi campeão mundial lá em Jowls com o Garrett. Ele aprendeu a pilotar um dia antes ou dois dias antes, tá ligado?

Porra, sinistro. É porque, cara, então, esse esporte aí, né, ou modalidade, enfim, meu irmão, tem que ter uma... O que eu até falei no início ali, pô, uma ousadia ali, né, meu irmão? Tem que se jogar muito, né? E é muito mental, né?

Fala galera, sou mais de 30 anos de Jiu Jitsu, 25 anos competindo, com alto nível. Hoje trago pra você, em português, pro Brasil, a Guarda Diamante. Está na hora de evoluir, resistir a pressão e se transformar na melhor versão de você mesmo.

Mais do que físico, mais do que uma performance. Quando você fala assim, porra, meu irmão, eu não era o melhor surfista ali, meu irmão. Vou pra onda grande que... Eu falei assim, um pouco brincando e tal. Mas o que acontece? O físico é bom pra deixar o teu mental bem. Porque o mental, na real, é muito mais importante. Tu manter a calma na situação. Só que se tu tá bem preparado... Por isso que eu sou meio vagabundo, nunca treinei muito.

Mas antes de ir pro Havaí, eu dava aquele um mês que eu nadava pra caramba. Falei, ó, agora eu tô bem. A última vez o Caladinho me chamou pra ir pra Nazaré.

Cara, vamos pra Nazaré que vai dar a bomba. Porra, eu tava numa época meio desvirtuado, assim, saindo muito, solteiro. Aí eu, porra, cara, ele me ligou isso de manhã. Eu tinha acabado de chegar da noite, a gente nem dormiu direito. Porra, cara, não dá pra mim, não. Até aí, caí na real. Falei, cara, tá maluco, o que eu tô fazendo? Véspera de temporada de Havaí, Nazaré, eu vou ficar aqui nessa vida? Tá maluco? Vou treinar. Porra.

tremei uma semana, deu outro swell. Aí ele me chamou e falei, agora eu tô indo. Não mudou nada, só psicológico, tá ligado? Mas foi até na época que a gente fez o Big Soup lá, tá ligado? O dia que o Coxinha bateu o recorde, a gente desceu de Big Soup. Esse lado do Gordo foi eu, Kalani, fã, o Calado e o Chumbinho. Porra, a gente pegou aquela porra lá com o seis na prancha. Uma maluquice do caralho. Foi questão de uma semana, tá ligado? Agora eu tô preparado.

É, mas então, tem essa peça, tem o lance do mental também, né? Desse controle mental. Porque eu acho que uma das coisas que assusta no mar já é o visual. Enquanto tu vê, meu irmão, tu fala... O desconhecido também é foda. Por isso que eu falo assim, hoje, eu nunca fui. Eu sou longe de ser perto do melhor. Só que eu tenho muita bagagem, eu já vivenciei muito, entendeu? Tô com 15 temporadas na Bahia, eu lembro de eu entrando em Pipeline, ficando no Rabinho.

Indo mais pro pico, começando aí pra backdoor, que backdoor tu rema, tu vem uma bolha ali. Porra, e depois eu lembro de eu ficar, tá, porra, dez anos depois tá totalmente em casa, já sabendo onde eu me posicionar, entrando em qualquer mar sem medo nenhum. Conhecendo, porque tu conhece a parada e começa, por exemplo, o Jaws. O Jaws, meu, a primeira vez que eu surfei, eu fugi da série, igual o Diabo Faz da Cruz. Dava calmaria, eu vinha pra baixo, mexia de coragem, quando pipocava de novo, eu, pum, pro canal e não peguei onda, irmão.

Tá ligado? Até chegar uma hora que eu já sabia onde sentar, como é que era a onda. Então eu desconhecido dá muito medo. É.

Para de jogar grande é aquilo, cara. Tem que gostar, tem que gostar de se desafiar, tem que gostar da adrenalina, tem que ter aquele... Não adianta o cara ser o mais preparado do mundo e falar, agora eu vou virar Big Hyder. Não vai. E como é que você passou a gostar? Porque você falou agora antes ali que, porra, até junto com esse seu parceiro lá da Austrália, o cara já ficava mais tranquilo no mar e você já...

É, não. Se a marca você ficava desconfortado. Só que é o que eu falo, sacou? É tudo questão de costume. Porque se uma onda de dor, a minha, te dá medo, porra, depois tu toma meia dúzia dela na cabeça, tu perde o medo. Aí tu já vai pra uma maior e assim tu vai indo, sacou? O que eu sempre... Tipo assim, eu sou surfista. Eu tô no Havaí, porra, tá o Aimee gigante, eu vou querer cair. Quer dizer, tu vai na pilha da galera, tu vai indo. Sempre tem um amigo, por exemplo, minha infância era o Ilan.

Ilan Bank, hoje é empresário e tal, mas a gente ainda faz dupla, eles estão juntos no campeonato. Porra, o Ilan puxava o nível, eu era o do meio termo, né, porque andava muito com o Murilinho, o Murilinho era mó cagão. Então eu fazia questão de botar pilha pro Murilinho ir, só pra dentro d'água eu falava, meu irmão, ele tá com mais medo que eu, tô tranquilo, tá ligado? E uma coisa vai puxando, até que a brincadeira foi ficando séria. Chegar na Havaí, porra, eu e o G, o Jerônimo Vargas, filho do Valdivar,

E era o Marco Jorge e o falecido do Ricardinho, porra. O Ricardinho era irmão, mas no Havaí a gente colou assim, dois do Rio e dois do Sul, os nec do mesmo patrocínio, e a gente na mesma conexão das ondas. Tipo, quase ninguém ficava muito em off the all ali, a gente ficava em off the all vendo as fechadeiras, aí um começou a puxar o ritmo do outro. Entendi. E, pô, foi nessa época que a gente aumentou o patamar, porque o Camarão, você lembra do quê? O Camarão que é o Livestag, fazia os filmes? Tinha um filme menos que 21.

Que, porra, eram só os melhores do Brasil. E todo mundo surfava muito. E eu tava ali na panela deles, só que eu não surfava muito. Foi aquela questão. Ele falava, meu irmão, tu só vai aparecer bem se tu pegar o melhor do dia. Vem na bomba, vem na bomba. E essa época, porra, viajando. Era eu, o Ricardinho, o Marco Jorge, o Scooby, o Alejo, o Thiago Camarão, porra, o Gabriel, o Pastore. Era uma galera que a gente viajava junto pro Pico e todo mundo meio que se jogava e ia puxando o nível, sacou?

E eu, como era o pior sufista, a única forma de eu viria é vir na bomba mesmo, tá ligado? Aí comecei a...

E aí, porra, tu foi ganhando respeito da galera, porque... Vai ficando cada vez menos gente, meu irmão. Passando esse limite, porque... Porque o foda, assim, cara, o mais grande, até fazendo uma comparação com o Jiu Jitsu, né? O nego fala do Jiu Jitsu, caralho, caixa grossa, porrada, meu irmão. Fala assim, meu irmão...

Quando você tá numa situação de mar, é muito sinistro. Porque a parada é muito mais dominante que você. Não, a natureza, assim, é quase que... Não, a bomba é que ela arranca a tua cabeça, arranca a tua cabeça fora. Então, mas o que que acontece, assim? Eu sou de uma época que não tinha colete.

Não era normal, até 2011 ali eu peguei o Aimea Então tipo assim, eu já sufei o Aimea 25 pés fechando a Bahia sem colete, o Mavic sem colete O Portico de Gigante sem colete Quando veio o colete, a parada melhorou muito Muito, a chance é Caldo diminuiu muito Então tu começa a entender, meu irmão, onde que, pô, tu vai só se foder um pouco Onde que tu pode morrer, tu começa Sabe, tem situações que tu vai assim Não foda-se, tá ligado?

Hoje é daqueles dias que pode morrer mesmo Mas caralho, se eu não for, meu irmão, eu vou me culpar Porque teve um dia que eu fui em Jaws e eu não peguei onda E aí

Aí, meu irmão, eu fiquei depressão. Uma semana depois, um mês depois, eu pensava, cara, como é que eu entrei no mar, não peguei onda mesmo? Tu começa a se cobrar? Porque eu nunca fui competitivo. Nunca quis ser melhor que ninguém, porra nenhuma. Nunca, sabe? Mas eu, porra, comigo mesmo eu sou, sabe? Se eu peido por uma onda, as maiores ondas que eu peguei na minha vida, foi assim, eu peidei, comecei a me remoer, veio um ao dobro, acabei indo, tá ligado? Facando ou não, mas eu fui. Então, eu meio que me cobro comigo.

E nesse dia do meu aniversário, porra, foi o maior joel que o nego já remou, o maior joel da história, o maior máquina que o nego já remou. O Calado pegou uma esquerda gigantesca, onde o Calado apareceu mesmo. Porra, eu peguei uma gigante esse dia que eu vaquei também, mas foi tipo isso, já tava três horas na água. Eu falei, meu irmão, é meu aniversário, voltando à questão de poder se morrer ou não. É meu aniversário, eu não quero sentir aquilo que eu senti no dia do meu aniversário, eu quero ficar feliz hoje, porra, meu irmão.

Hoje eu vou vir na porra da bomba, porra, acabei de pensar nisso, veio um vagalhão gigante.

Pô, ainda fui pra esquerda, pior ainda que o Max Saja. Mas fui, vaquei, quase morri. Tomei um caldo da vida, o Greg Long me salvou. Mas fui, fiquei feliz pra caramba. E isso aí, até hoje, quando eu falo, eu fico feliz. Porque a sensação que eu tive, depois de porra, tu vai olhar tua foto, tu vai aclamar.

a emoção em dropar, de se superar então é isso, cada um gosta de uma coisa um lutador gosta de entrar no ring e sair na porrada eu fiz uma lutinha agora eu vi mesmo meu irmão, a luta se sumou, ficava um porrando o outro já foi adrenalina do caralho por isso que cada um no seu quadrado

É, mas assim, de novo, você que vive esses dois mundos, eu também, né, de certa forma, tenho muito contato com surf também, e você vê, cara, você fala assim, cara, meu irmão, você ter o domínio do mar, a galera, principalmente de onda grande, assim, eu tiro o chapéu animal, porque eu acho que é um nível elevado, principalmente, é meio espiritual mesmo, né, você tem que ter uma conexão ali com o mar, né, meu irmão? Entender, porque assim, você tá falando...

de como chegar, é interessante, a gente vai puxando o limite, vai um puxando, mas se passa pelo trauma da porrada também. Porque, pô, uma bomba dessa em Jaws, num dia gigante mesmo, que porrada é essa, bro? A gente fala que é tipo o Mike Tyson no Cornet esmurrando, porque o medo...

por um primeiro momento não é só se afogar e tal, é desmembrar. Pois é, exatamente. Por isso que eu faço bomba, eu faço feto, eu faço tipo posição fetal, enquanto a porradaria eu tento não deixar um braço sair, uma perna sair, porque nessa você machuca legal, sacou? Então eu gosto de ficar bem fechadinho, que a porrada mesmo é assim, é violenta, sacou? Quebrar a coluna, sei lá. Eu não sei como não tem mais mortes e mais acidentes sérios, porque o negócio é violento mesmo, sacou? Acho que é a parada de Deus mesmo. É uma parada desumana, meu irmão. Né?

Porra, tu vê o tamanho da proporção da onda com o cara, meu irmão. E é foda, que às vezes uma onda muito gigante te pega, parece que... Mas não acontece nada. Às vezes uma onda menor te pega do jeito que te destrói, te arrebenta todo. Exatamente. Então é difícil, se eu for. Mas, enfim, brother. E esse negócio da... Como é que foi o começo no Havaí? Esse teu início de ida pro Havaí e essa conexão com o localismo lá.

Porra, Havaí é aquela parada, né, irmão? Tá, porra, até depois eu vou te dar um presente, tem um pouco a ver que é... Na verdade, hoje em dia eu, porra, carrego comigo pra caramba, nas costas do Rodrigão, tu não conhece o Rodrigão da Prainha, psicopata? Conheço, porra. Respecte, sub-respecte. Respeite pra ser respeitado. Então, porra, qualquer lugar, tanto onde tu mora, tem outro lugar principalmente, tu tem que respeitar. Se tu chegar respeitando, meio caminho andado, já vai, porra, a chance de fazer amizade, não arrumar problema é grande. E no Havaí eu cheguei, porra, 18 anos, e no Havaí eu cheguei.

Pô, sabe aquela emoção assim de querer conhecer tudo, só que eu fui apadreado pelo André da Montanha. Vocês sabem quem é, mas o André é tipo... Ah, um brasileiro que mora lá muitos anos, tinha mó moral lá, Black Trankzão, amigo do Marvel. Tipo, era amigo da gangue lá, e meio que com ele tu já vai conhecendo um local ou outro e tal, e aos pouquinhos tu vai fazendo tuas amizades. Mas realmente foi o que eu falo do Jiu-Jitsu, como o Jiu-Jitsu abre portas no mundo.

Foi quando eu comecei a treinar, que eu comecei a conviver com vários casca-grossos, fui pegando uma amizade.

E cara, eu não sei como, depois de 10 anos alugando a mesma casa, a Casa do Gordo, que mesmo girava de 20 pessoas por dia lá por 3 meses, eu nunca arrumei um problema. Porque meu irmão, o dono da casa era o Eric Olson, pai do Eli, que é localzão, moleque do treino, faixa preta.

E, meu irmão, a única vez que quase teve a confusão foi quando ele veio falar, porra, gordo, pede pra molecada pegar leve, eles, como é que estão indo pra night, estão azando, não sabe, mulher, fazendo um monte de merda, pô, dá um toque neles aí. Falei, caralho, que educação. Era pra ter metido a mão na cara e dali da porrada logo, e ainda vem falar assim, eu falei, porra. Aí eu falei, rapaziada, vocês estão com sorte, ó. A partir de agora, senão vocês vão apagar na rua aí, meu irmão.

Que é foda, galera. Muita gente na casa, brasileira é foda, né? Foda. Eu já fui muito assim, hoje em dia eu tento controlar. Aí quando tu controla muito, fica com fome de viadinha. Ah, mas pela saca, tá vendo? Tipo, chega em pipe.

Porra, tu vê que um local é local mesmo? Quando ele vira pra tu raul, e aí, gordura, beleza? Com voz alta, foda-se. O cara é local ao ponto de... Mas tem uns locais que não são tão local, que é teu amigo, mas chega... Fala meio assim, tá ligado? Aí tem uns brasileiros que não querem perder a moral, quando chega perto de você, fala assim, eu tô meio que foda-se. Eu chego lá, falo o que tem que falar. Mas Havaí é maneiro, cara. É mó, tipo assim, tem que respeitar os caras.

É uma ilha que só dá onda metade do ano, outra metade é flat, né? Nos principais picos.

E, porra, durante décadas, o mundo inteiro, todos os filhos do mundo querem ir pra lá, aparecer, fazer fama, fazer capa de revista, fazer o teu nome na zona dos caras. Se não tiver localismo, meu irmão, o negócio vira bagunça total, né? Sim. Então eles estão mais do que certo. Eu acho até que eles são bonzinhos demais. Pô, aqui no Quebra Mais é muito pior. Tá ligado, porra, meu irmão. Verdade. Acho que eles são bonzinhos até demais.

Mas já rolou alguma coisa contigo dentro d'água, assim? Cara, não, brother. Graças a Deus.

Rodando o mundo, nunca aconteceu porra nenhuma. Porra, uma vez que aconteceu foi em Jilândia. Só que não tem um cara que explode do zero ao cem e vira o brabo muito rápido. Dessa vez eu fui de cem a zero muito rápido, meu. Tava mal de cabeça, o moleque tinha terminado comigo. Tava lá em Jilândia, sem muita comunicação. Ah, porra, eu entrei, meu irmão, de barquinho, dei a volta em todo mundo. Eu era moleque, tinha uns vinte e poucos anos, mas...

Dei a volta todo mundo, irmão. Primeira série que veio, eu já saí remando, gritando, não tava nem aí, tava... Porra, aí o cara começou a remar do meu lado, ficou aquela trocação de braçado assim. Porra, não foi nenhum, nenhum cara na onda, irmão. Aí foi aquele véu de terrarro. Aí eu... Porra, quando eu gritei um porra puto pra arrumar bem, que eu tava nervoso, irmão. O cara me olhou, era um brasileiro, irmão. O cara triplo do meu tamanho. Tatuagem, a orinha toda desbugalhada. Irmão! Irmão!

Quando ele viu o tamanho do cara com as orelhas, eu falei, meu irmão, me desculpa, foi mal, bro. Mulher terminou comigo, tô mal de cabeça, me bate não. Não teve outra solução, tá? Ficamos amigos, no final do dia a gente tava tomando bintangue e jogando capoeira, que ele fazia capoeira também, entendeu? Saneiro. Essas porra, essas maluquices, né, bro, que rola assim, né? Eu acabei, porra, acabei, até falei essa porra no programa, acabei dando um tapa, um tapa na cara de um.

Lá na Indonésia. Na Indonésia. É folgado, australiano, então é folgado pra caralho. Na verdade, foi até um guia, cara, de um... Não sei se o cara era chileno, enfim. Mas nessa porra, dessa trocação, meu irmão, de remada, o cara, assim, na cara dura, brother. Entendeu? Tu tá ali esperando a parada, porra, um tempão e o cara entra lá...

É o que eu falo, assim, ah, brigou por causa de onda. Não é por causa de onda. Por causa de uma falta de respeito. Todo mundo é homem. Aí tu tá na tua vez. Tu rema, o cara olha pra tua cara e vai. Tu não vai brigar por causa de onda. Tu vai brigar por causa do porra, do cara cheirar pro otário. Entendeu? Porra, caralho. Tô de um amigo meu, me rabearou.

Vários de Niterói, vou até falar aqui, porque rolou uma briga dele esses dias agora. Tu viu o que no Bolsonaro Macumba? Dois de Niterói brigando na Macumba por causa da Marola? Não. Até eu postei fazendo propaganda na minha academia. Eu falei, porra, irmão, academia é tal, já que vocês gostam de brigar, pelo menos você aprende, porra. Caralho. Só que ele mesmo me rabeirou. Eu achei, quando me viu, achei que ele ia sair. Rasgou pra dentro, no geral, e saiu da onda.

E não falou nada, bro. Moleque, meu camarada, falou comigo. Aí eu voltei com ele, irmão.

É isso mesmo? Tu não vai nem olhar nem me pedir desculpa, falar que foi mal? E ele, porra, caralho, quase que, porra, tá ligado? O nego é sem noção, hein, irmão? Tipo, porra, às vezes tá ali, tu quer curtir o sofá na boa e o nego vai te aberto, acho que. Por isso que, porra, eu sou sou fã do Rodrigão pra caralho, que o Rodrigão bota uma ordem ali na praia, ele que começou nas antigas boendas, que a galera não quebra massa a história, porque o nego abusava.

E na praia ele, porra, tá, antes de que eu sou criança, aquele que comanda, e até hoje ele comanda. Ainda não apareceu ninguém pra defender ele, meu irmão, da galera, tá ligado?

Tem que aparecer um pupilo, um discípulo Tem até galera forte assim, mas a galera hoje em dia É diferente, né? Hoje em dia é a galera mais da paz Mas tem, porra Mas é aquilo, ele meio que bota a ordem na parada Pra neguinho não vacilar Ele tá dando poder pras crianças, meu filho tem 6 anos Já tá falando lá direto O Tom, filho do Scooby, tá com 14 Tem a molecadinha filho do Parnat, tem uma ganguezinha lá Que a gente até fez um adesivo, respeite os localzinhos O Rodrigão dá um poder pra esses moleque Dá

Ele entra e fala assim, ó, Milankado, hoje tu é mais pequeno. Hoje a prioridade é de vocês. É criança e mulher. Pode falar pra geral lá. Como é que entra, meu? Preguiando todo mundo. Tio Rodrigo que deixou. Mas geralmente... Porra, eu tô lembrando aqui que quando a gente se encontrou também, tava falando que surfou de noite lá na Indonésia. Então, aí que tá a questão. Vou falar pra tu. Uma coisa eu quero te contar.

Eu sempre quis vir aqui no teu podcast, que só tem casca grossa, só história assim que... Eu cresci vendo as histórias dessa galera e me espelho muito, sacou? E, porra, eu falei, cara, não vou me convidar, mas quando te chamou, porra, fiquei honradão, brigadão. É bom, é você mesmo, porra. Eu falo, brother, é mais um dos caras incríveis aí que eu conheço, meu irmão.

Por muitas coisas, né, cara? Principalmente por isso, assim. O que você, inclusive, tá contando de vida, né? A história de vida. É cada um ter sua história, né? É muito fácil. O Scooby teve aqui também, conta dele mesmo. Quando você vai conhecendo... O Scooby tinha uma mulher, cara. Tipo, tá ligado? Eu lembro a gente pegando duas gatinhas assim e quando ele falou, pô, e você é da onde, Scooby? Eu morava no recreio, a gatinha era aqui da Barra.

Eu sou da Curicica. Ah, para! Da onde, porra? Tipo, queira tirando onda. Pô, o Scooby... Curicica venceu, pô.

Esse aí eu sou fã dele, o Meca é meu irmão Mas o que eu ia falar do surf à noite Cara, é uma história assim Que eu vou contar, que envolve muita coisa Mas, brother, hoje em dia qual é a parada? Antigamente Eu não entendia muito o meu lugar No...

O que eu faço da vida? Pego onda e aí eu vou vivendo, sacou? Não sabia se eu era bom ou se eu era ruim. Hoje em dia eu tenho uma noção que, porra, eu sei surfar, brother. Tá ligado? Não sou bom pra caralho, mas eu entendo muito de surf de onda grande, principalmente. Porra, eu sou bom no Tawin, eu sei fazer. Então, eu tento fazer só coisas coisas. Eu faço um bom açaí, eu tento hoje em dia... Mas o que eu quero dizer...

Tinha uma parede que na época, quando eu era profissional, eu vivia mais assim, as revistas queriam fazer a matéria, e o meu patrão na época falou, não, deixa rolar, senão tu vai ficar marcado por ser maluco pro resto da vida. Só que como já passaram mais de 10 anos, e eu sou maluco mesmo, quem sabe o que eu sou, mas eu tive um tilt, cara, mental. Parada, agora eu tô falando rindo, mas foi sério, porque foi quase espiritual a parada, não consigo explicar direito.

Mas minha avó tava em coma, depois que minha mãe morreu, porra, minha avó ficou morrendo, meu irmão e minha avó, minha avó sempre morou comigo, eu tenho um amor por ela assim, fora do normal, essa coisa, tipo, porra. E eu nunca fui, agora voltando da minha mãe também, eu nunca fui maconheiro, porque quando eu era pirralha adolescente, que eu comecei a fumar, minha mãe descobriu, achei que ia entrar na porrada e ela falou, pô, meu filho.

Seguinte, eu acho que a droga é melhor do que o álcool e tal, mas, porra, se quiser fumar, fuma em casa. Não quero filho meu tomando dura na rua, pagando de minguinho, sabe, de marginal. Só que aí, porra, adolescente, perdi a vontade. Porque o maneiro era desafiar minha mãe, desafiar meu pai. Acabou. Beleza, todo mundo me relacionou com maconha, sempre foi assim. De vez em quando eu ia no Havaí, que era liberado, dava um doizinho e tal.

Só que com um belo ano, eu voltei um pouco mais adepto, assim, sabe. Eu falei, caralho, porra, realmente maconha, várias coisas têm seus benefícios. Sou hiperativo, porra, é bom pra dormir.

E minha avó tava em coma, quatro meses, acamada, vegetal, sacou? E eu, porra, pensando, cara, que minha avó tá em coma, eu voltei da Bahia até por isso, aí tô lá com ela e ela, como, um vegetal na cama. Um dia a cuidadora faltou, o Gabriel ia ter um programa no off, o primeiro programa dele, e lá você amarra nele, que ele era o arrumadinho da galera, o bonitinho, que tava sempre de tênis, que tava pro penteado. Então eu falei, ó, vamos ver o programa do Gagá ali, ó.

Peguei ela na cadeira, botei assim, e na cadeira de rodas, tô na frente da televisão.

Ela, porra, ela em coma começou a chorar, irmão. Eu vi lágrimas saindo assim. Eu juro que eu senti uma despedida ali. Eu senti a alma dela saindo. Eu tinha uma parada na minha cabeça. Maconha é bom pra vários benefícios e tal. Falei, calma aí, vovó. Calma aí, meu irmão. Ninguém tinha mamar aqui nessa porra. É isso, vou tentar. Pô, fui no quarto, eu tinha uma ponta. Falei, vovó, é um remédio natural.

Vamos ver se essa porra vai dar certo. Mas eu te amo. Abri a boca da velha. Puta, dei as quatro baforadas lá dentro. Meu irmão, ela fez assim, ó. Ela desmilinguiou. Falei, fudeu, matei minha avó, caralho. Peguei no colo e levei pra cama. Ela começou a vomitar. Ela começou a vomitar. Eu falei, meu Deus do céu. Eu limpei ela pra sempre ficar de lado, pra não engasgar e tal. Nisso ela foi ficando calma. Liguei pro meu pai, não atendeu.

Liguei pra minha namorada. Ela falou pra casa, na época a Camila, que eu namorava.

E eu meio desesperado com aquilo tudo, só que ela foi ficando bem, com a feição boa, assim. Aí eu, caralho, meu irmão, tinha que dar uma papinha dela, assim, pra ela comer, que ela não comia. Ela botava na boca e não comia. Pô, ela comeu o prato inteiro, irmão. Eu falei, caralho, tá dando certo, tá se alimentando. Pô, daqui a pouco eu fui dar um remédio sozinho, eu virei a noite com ela. Eu não conseguia sair do pé dela, porque eu queria, porque ela tava esperando, fiquei na noile.

Quando eu fui dar um remédio que a gente botava junto com uma mulher, a velha acordou, depois de quatro meses em coma, ela acordou. Meu filho, o quê? Eu surtei, surtei mesmo. Foi a pessoa que eu mais amo na vida, saindo de um coma de quatro meses. Porra, nesse dia, imagina, ela já tinha 90 anos, 89, 90. Mente toda embaralhada. A gente começou a conversar, e de noite eu falei, vamos tomar um remédio de novo. Aí, porra, dei um doizinho com a minha avó na boca dela, e ficou eu e minha avó chapado no quarto, foi os mais animais da minha vida.

Porque, me imagina, minha avó nunca viu uma coisa na vida. Ela ficou chapada. Eu, caralho, isso aqui. E, meu irmão, ela durou mais cinco anos depois disso. Sacou? Saiu do coma. Depois, meu irmão, ficou meio contra. Só que nisso, despirocou alguma parada na minha cabeça. Sério, rapaz. Que eu entrei em mania. Surto. Eu tive meio que um surto. Depois desse episódio. Depois desse episódio. A parada foi florando em mim. Não sei se eu achava que era Jesus Cristo.

Que porra que eu achava. Megalomanico, negócio de querer fazer negócio e tal. Deu a despirocada.

E o nego demorou pra perceber que eu sempre fui muito comunicativo, falo com todo mundo. Até o nego entender que eu, porra, tava passando ponto. Teve um episódio sinistro aí que eu consegui juntar todos os meus amigos num lugar só pra cada um. Eu falei uma história diferente. Até porque ia casar, eu falei. Eu sei que meu irmão, fui internado. Pum. Aí eu fiquei num looping de sair e, porra, não ficar bem e voltar.

E numa dessas eu fui pra Indonésia. Porra, eu falei essa história toda pra contar porque eu sofri à noite. E meu irmão, eu não tinha medo de nada. Então, e o médico nessa época, ele falou assim, o difícil de te diagnosticar, de te tratar, é porque tua doença é mania. Você é bipolar, a diagnóstica é bipolar, só que você ataca pro lado de feliz mais. Como é que eu vou falar pra um cara, pô, irmão?

Deixa ele ser feliz. Você tá feliz demais essa porra, não é real. Mas ele falou que tinha medo, eu deu pra pular num prédio. Ah, eu sou tão feliz que eu posso voar. E morreu, entendeu? Então eu tive que ser tratado mesmo. Aí, pô, o Groot não tinha medo de nada, irmão. Eu sou fácil, pô. Eu fui fazer estrepe no Groot a noite, pô, oito pra dez pés de onda. Sozinho, amarradão, não avisei pra ninguém. Aí um gringo chegou lá. Meu irmão, aquele cara da Rush lá, amigos de vocês, tá lá no Groot.

E deu, caralho, eu vou dando trabalho de novo. Aí geral, com lanterna, botou os carros e tal. Aí saí, enfim. Aí foi um dos episódios, mas, porra, cara, é...

A parada é assim que eu tive que cuidar. Depois cheguei, eu tomava um remédio. Por isso que eu não posso falar sobre isso. Porque comigo, nesse caso, deu certo. Mas pode ser que tem gente que não dá. Eu ficava dopadão, porque tinha que sossegar o leão. Então eu tava no Havaí, pô, 1 de dezembro de 2014. Nunca mais tomei remédio. Eu tava no Havaí, já uns 5 dias. Minha namorada, que viveu a Bente Perta Parada, o Tojal, o Bombom. Eles só iam lá pro dia 10, 12.

E o meu amigo, meu irmãozão, o Alessandro, falou, pô, gordo, caralho, tu sempre foi o cara mais animado que eu vi, tu sempre quis, porra, o que mais queria surfar, hoje tu entra na água, pega duas, onda e sai, fica meio lesado, eu ficava até com o bracinho assim meio molenga, que era pra dopar. E ele falou, pô, irmão, essa porra é química, é farmácia, é indústria, essa porra, irmão, não é pro bem, sacou, isso aí é um loop que tu não vai sair disso.

E realmente, tem muitos casos que as pessoas não voltam, teve vez negociou, na época eu não ia voltar. Só que eu falei, pô, Alessandro, então faz o seguinte, eu também não tô feliz com o motor, sacou?

tanto que eu nunca tomava café nunca tomei café na minha vida, eu passei a tomar nessa época pra poder dar um levantezinho por causa dos remédios hoje em dia eu tomo que eu meio que acostumei mas eu, porra, eu eu parei de tomar remédio no primeiro de dezembro de 2014, eu falei, Alessandro vou parar de tomar, só que tu é o cara que sabe tu é o único, vou fingir que tô tomando se eu ficar maluco de novo, tu me avisa que aí eu preciso tomar realmente, melhor ficar assim do que mas beleza, cara, passei não tomei, tipo assim mas beleza, não tomei

Esse problema de surto psicótico, de ter ficado alucinado, de mania, de ficar eufórico, nunca mais tive e tal. Então minha vida voltou ao normal, tudo certo, sacou? Aí depois a vida vai acontecendo várias coisas, mas sobre esse problema, eu consegui parar de tomar remédio. Mas eu lembro até hoje o dia que eu percebi que tava maluco. Eu tava internado numa clínica mó visual, assim, num gramado, um louco tocando violão, outro cantando.

Eu falei, caralho, irmão, realmente eu devo estar maluco mesmo. Onde eu tô? Tô na clínica, brother. Aí... ...

Quando tu percebe, tu cai na real que de repente tu começa o tratamento interno, sacou? Sim. Ou não, né? Assim, ou não, porque deve ser difícil também. Você fala assim, caralho, meu irmão. Olha onde eu tô e fudeu, tô maluco e vou ficar. Não. Não, tipo assim, caralho. Porque se eu achava que eu não era, mas eu tô aqui, meu irmão.

não, mas no meu caso assim, me deu uma clareza mental que eu falei, não, realmente, e pior, cara, que a Rush tinha feito um filme que tinha saído Gol Gordo 1 com a coleção e tinha saído Gol Gordo 2 de maníaco, e o filme começava com uma definição do que é maníaco, que é exatamente o que eu fui diagnosticado um ano depois, meu irmão o cara que fez com o peso na consciência do caralho

Caralho, meu irmão. É fora, meu irmão. Mas, assim, você lembra, assim, das coisas? Lembro porque eu não fiquei alucinado. Eu tive, né? Eu ficava eufórico. Aí teve, porra, teve situação, várias situações engraçadas, assim. Tipo, o quê? Porra, eu tava mega lamanico. Eu queria fazer negócio, fechar isso, fechar aquilo. Eu sei que eu peguei um táxi. Fui lá no Chumbi, negócio que tinha de carro ali perto do Baçu. Já tinha comprado carro lá.

Meu pai também, né? Porque eu tava com dinheiro, eu tinha um crédito. Chamei um taxista, me levou lá e falei, espera aí. Comecei a comprar uma Toyota. Porque eu queria ter uma caminhonete.

passou, deu entrada, pum, passou minha ficha, aí eu falei, porra, pensando melhor, preciso de um preciso de um carro pra minhas reuniões, né, agora eu sou um homem de negócio pedi pra eu comprar um carro meio sedã, assim, que eu não lembro qual, o cara já foi achando meio estranho, só que o cara é amigo do Duca, do Rodrigão, já era, daqui a pouco meu irmão, virei pro, virei pro taxista aí irmão, a partir de hoje tu é meu taxista, tu é meu motorista escolhe um carro pra você

Aí o cara já... O chumbi ligou pro Rodrigo. O amigo de você do Gordo tá meio maluco. Não tá não. Porra, ele tá mesmo. O que ele tá fazendo aí? Porra, já tá comprando o terceiro carro. Aí, meu, já vieram os homens de branco. Ambulância, o caralho. É mesmo? Porra, sinistro. Aí foi seis meses de...

É bastante turbulência na minha vida nesse sentido. Porra, uma vez na... Essa foi foda. Eu não lembro mais a minha mulher também há vários anos, né? Foda-se se tu souber agora. Porra, tava na clínica, tinha nada pra fazer. E tinha uma gatinha. Gatinha não, feia, mas porra, era a mulherzinha que ficava lá de bobeiro. Aí eu dava uns beijinhos nela, sacou? Aí, porra, tinha o negócio das visitas. Aí tô aqui assim, no negócio da visita com a minha namorada.

E tinha uma grade aqui. Daqui a pouco, conversando com a minha namorada, uma louca começa a gritar lá de dentro.

Ele é meu! Larga, ele é meu! Aí minha namorada ficou blagorda. Que porra é essa? Caralho, amor. Maluca, porra. Tá no espesso, caralho. Maluca. Mal sabe que o menino tava certo.

Hoje em dia eu levo na brincadeira, mas foi uma parada assim, sinistra. Eu achava que não ia... É, cara. Eu dou mó valor pro meu patrão na época, o Alphic, porra, meu irmão, internado, ele manteve o meu salário, ele cuidou. Porra, depois que eu saí, ele me deu oportunidade, ele viu que eu fiquei bem, porra, ele até reduziu o meu salário, falou, tu tá rico demais. Vamos ver, né? Depois voltou, sacou? Mas é um cara que não me abandonou, igual eu fiz comigo, eu já vi que ele...

Vários atletas que saíram da empresa dele, depois que não deram certo, ele teve oportunidade de montar um negócio. Mano. Ele nunca abandonou pro completo, sacou? Eu dou mó valor pra isso. Legal.

Mas você acha que teve algum episódio assim que ligou a chave desse negócio na sua cabeça? Pô, com certeza foi o lance da minha avó.

Tenho certeza. A euforia que eu senti, sacou? De ver minha avó... Porra, meu irmão, tu tirou uma pessoa do coma, que a medicina tava lá, dando remédio, sem saber o que fazer, ela tá acamada, sem abrir o olho, sem fazer nada. Pô, a pessoa que tu mais ama acordar, sacou? E tu vê aquilo ali, tipo, numa fase que eu tava... Juntou muita coisa, cara. A cabeça é uma parada muito sinistra. Hoje em dia eu me policio pra caramba, porque se falaram que eu sou bipolar, por exemplo, eu gosto muito de... eu gosto de mergulhar.

Eu sou viciado em caça-sub, pegar peixe. Viciado. Hoje em dia, igual o Bruno e o Santos, fica na Indonésia e ele mergulha mais que surfa. Pô, eu gosto de surfar, eu gosto de treinar meu jiu-jitsu, eu gosto do dia pra caramba, eu gosto de estar saudável. Só que eu também sou da geração, cara. Minha vida era... Porra, a gente não tinha compromisso. O compromisso era estar bem no dia do Suel. Então a gente ia pro México e ficava largado lá, pegando onda em festa, vai aí, minha coisa.

Então eu fui muito... Sabe, eu também gosto desse lado, pô, de sair, de estar com os amigos.

Então isso é perigoso, hoje em dia tu vai ficando velho e tu fala, caralho, isso não compensa. Então, se eu sou bipolar, eu tenho que aprender a me lidar com meus dois erros, tá ligado? Meu irmão, um faz, o outro paga. Então, meu irmão, equilibra aí, passa a caderno. Se for acelerar por um lado, tu vai sofrer do outro. E às vezes demora tempo, né, cara, pra você ganhar a maturidade disso aí. Cara, eu posso dizer que eu só realmente, assim, porque, porra, eu acho que eu só amadureci de verdade quando Deus botou uma benção na minha vida que é meu filho. Que, na verdade, é um filho de consideração, né, de criação.

porque eu tava com a Kiki, ela tinha um moleque de um ano e meio, não sei como foi o lance do pai, eu acho que morava fora, trabalha fora, e acabei me apegando demais, pô, uma criança de um ano e meio, entendeu? Que, pô, tá contigo ali no dia a dia, e aprendeu a falar, me chamou de pai, e hoje já vai fazer sete, e tá comigo até hoje, entendeu? E ainda herdei o sogro, que agora eu separei da mulher, fiquei com o filho, com o pai, o moleque mora um pouco comigo, aí fica com a avó, ajuda, aí a mãe tá trabalhando fora, vem, fica, tipo assim, mas eu ainda faço parte da vida dele, pô, pra caramba.

Uma parada que assim, que pô, quando você Igual o que você ensinava, você acaba aprendendo, né? Porra, ele é um... Eu tenho que ser referência dele, então Tem que, tipo, acho que a maior herança que eu posso dar pra ele Ele tá no meio de muita gente que eu admiro Eu admiro meus amigos, sacou? Eu conheço muita gente que é muito casca grossa E ao longo da vida tu vai limando quem é vacilão

quem fica perto é quem, pô, você sabe que é do bem, meu irmão, ninguém é perfeito, todo mundo faz todo mundo faz suas merdas, ninguém não tem como todo mundo ser igual, mas quando o cara tem caráter, quando o cara tem coração quando é pessoa que não vai deixar a outra roubada são as pessoas que eu procuro me aproximar e meu filho convive com isso então acho que é a maior anúncia que eu posso dar pra ele e eu, pô, meu irmão, tentando não transparecer meus erros, tentando melhorar meus erros não errar mais por ele

É onde eu criei a maturidade, sacou? Por isso que eu vou te dar um presente agora. Eu queria em homenagem a você, que é um casca grossa do surf, do jiu-jitsu, da porra toda, que eu admiro tanto que eu queria vir pra cá. E todo mundo já sentou aqui onde eu posso estar sentado hoje, com o maior respeito. E que, porra, vem da tatuagem do Rodrigão, essa galera toda que vem é da geração dele. Mas é o que eu vejo que, sim, a melhor forma de eu proteger meu filho pra vida, e eu acho que eu só tô vivo hoje em dia por causa disso, e eu consigo ir nos lugares bem quistos, por causa disso.

Porque mesmo, tu tem que respeitar. Se eu ensinar meu filho a respeitar, ele vai ser respeitado. Então, maior defesa pessoal, mais eficaz, até que o próprio jujitsu, qualquer outra, é o respeito. Porque ele vai te livrar de 90% dos problemas que tu ia ter na tua vida se tu não respeitar. Então, eu vou te dar uma camisa que é uma parada nossa, da galera. A gente mandou fazer só pros amigos, poucas pessoas têm. Vou te dar uma aí em homenagem a todo mundo que veio. Obrigado.

22 anos, campeão nacional, undefeated, 2x8 divisão. Meu 8x8 divisão abriu por 22 anos. Nunca perdemos a match, nunca tive que passar meu guarda em competição e em strength. Aproveito que Helio Gracie tem a melhor técnica do planeta. Por nada como 22 anos, undefeated, 2x8. Essa é a primeira vez que eu faço esse curso online.

Eu nunca construíram antes, porque eu estou muito restrito em mostrar essa técnica. Nunca serão de novo. Você não perde essa oportunidade. Vem treinar comigo.

Nas costas do Rodrigão, com a camisa da galera... Boa, rirado, meu irmão. É que tu tá usando, né? É, eu trouxe uma minha aqui também. Mas isso é pra você. Boa. Respeite pra ser respeitado, porque, meu irmão... Melhor forma assim, eu acho de... Conta ela logo. Pô, que mó...

Mas é foda. O Rodrigão, ele é um cara, meu irmão, muito maluco, mas ele é um cara muito verdadeiro, sacou? Muito fiel aos princípios dele. Ele é um cara que quando eu tive um problema, que a gente nem faz muito... É, na verdade, como estão ficando prontos as camisas da galera, eu fui na Edmona e mandei fazer pra você. Pediu pra fazer uma família pra tu. Um eu versus. Então é uma parada assim que, meu irmão, eu vejo que hoje em dia, ainda mais, porra, meu, a gente mora no Rio de Janeiro. Tem noção do que a gente convive?

Tanto de coisa que pode acontecer. Eu tenho noção. E por isso que eu fico aqui. É, exatamente. Cada vez que você vai amadurecendo, você vai, né? Sim. Porra, ficando mais fechado. Fica no seu templo ali, meu irmão. Exatamente. É o mínimo possível. Praia aqui, ali. É isso. É isso. No postinho, meu irmão.

meu irmão, o Rio de Janeiro é muito sinistro ele lida com muitas coisas se tu não for malando, se tu não tiver um rei se não souber respeitar, tu tá fugindo tu não dura aqui, irmão e nem aqui igual o que eu ligo do mundo, por exemplo a gente viajou zoando pra caramba no mundo inteiro mas uma coisa é zoar, mas zoar com respeito uma coisa é saber chegar, entendeu? então, meu irmão, é uma parada que eu carrego muito então, pô, queria te dar esse presente aí

Animal, irmão. Principalmente a maior galera que veio aqui, que aqui só vem casca grossa. Brabo demais, meu irmão. Eu falo, cara, sou muito abençoado e grato por esse trabalho, porque a galera que vem, meu irmão...

Eu acho que vem também porque rola essa conexão, de alguma forma, né? Algum tipo de conexão. É quase uma tribo, né? Surf, jiu-jitsu. Exatamente. Pô, tu para pra trocar ideia, meu, que não falta é história pra falar sobre... Você fez o comentário, eu falei também ali, eu acho que quando você comentou ali do Fabio Bopp, né? Aham.

Porra, meu irmão, é um cara que faz parte dessa história toda. Exatamente. O cara é a lenda urbana. E foi essa história que construiu o que hoje, inclusive, o Nego fala. O estilo de vida no jiu-jitsu, né? Assim, fala o estilo de vida do jiu-jitsu. Meu irmão, o estilo de vida do jiu-jitsu tá atrelado ao Rio de Janeiro e ao surf. Porra, é mais demais. Meu mestre, porra, a gente vai treinar, já leva a prática pra academia, já vou com ele pra prainha, a gente pega as ondas contra o Rodrigão, aí fala de luta, surf, aí vai pegar um...

É tudo muito misturado, né? Desde a época que o Nelson foi a porrada no Sabá, né?

Falou aquela história longa. Exatamente. E a parada, eu falei, porra, pra mim foi o maior prazer que o surf já me deu. Foi, por exemplo, eu não conheci o Buchecha. O Buchecha foi dar um seminário no Hawaii, sei lá, uns 12 anos atrás. E ele mandou uma mensagem no Orkut. Coiago, eu tô indo, porra, dar um seminário no Hawaii, porra, sei que tu tá aí, tu pega um pouquinho, tô te convidando. Pô, chegou lá, tava com o Kelly Slater no tatame, com o Buchecha, aí fiz amizade com o Buchecha, o número um do pô, entendeu?

Aí tu vai vivendo as paradas, assim, poder conhecer o Rickson. Conhecer o Rickson por causa do surf. Pô, eu sou fã do Rickson, assim, eu sou a geração...

Eu comecei a trabalhar com o Paulo Caruso, na Barra. E eu me lembro que meu mestre é tua cerimônia. Não, teu mestre é teu... Porra, teu mestre. É tua referência. É tua referência. E ele falava assim, porra, ele se gabava pra dizer que ele foi o que mais durou com o Rickson. Porra, então esse Rickson... Tá ligado? Porra, meu mestre foi estar se gabando que foi o que mais durou. E, meu irmão, aí tu vai vendo e eu sou fã, poder conhecer ele através do...

Porra, do surf, assim, um dos privilégios que o surf já me trouxe de bom, sacou? Não, animal, cara. E essa tribo misturada mesmo. Você vê, o Buchecha também. O Buchecha, quem me apresentou o Buchecha foi o Guigui. O Guigui, né? Nesse caso, o Gui foi também. Tá vendo o Guigui aí? Pô, o Ricardinho, o Lucas Silvia. Então, pô, foi um surfista que, porra, fez a conexão com o Buchecha, que inclusive aquele dia... Tem que ver aqui, ó. Tem que ver aqui com ele. Tem que ver. Até hoje, aquela raspada da meia...

puxa aqui, vai pras costas. Você tá fazendo direto. Não, eu uso, encaixou. É porque tem parte, aprende tanta coisa que às vezes passa batido. Ainda mais eu que sou limitado, mas essa... Não, cara, mas às vezes é... Como que você entende o que você já faz de mobilidade bem, entendeu? O surf eu acho que ajuda muito, cara, na base.

Acho que essa relação de quem treina, principalmente quem é surfista e começa a treinar Jiu Jitsu, meu irmão... Uma galera fala, você fala... Vai, deve ir bem, entendeu? Tem tendência a ir bem, né? Ao contrário, é mais difícil. Quem treina Jiu Jitsu, vai se surpar, meu irmão, vai durar. Eu comecei a treinar, eu falei assim, eu tava meio que no auge do surf, eu falei, caraca, vou começar a treinar, vou me alongar pra caramba pra não ficar todo duro, né?

Aí, porra, nunca alonguei, cada vez ficando mais duro, mas eu falei, ah, meu irmão, minha parada é botar esse reto, botar pra dentro de vacar, meu irmão, tô ficando mais sólido, tá maneiro. Pra mim só ajudou, bro. Eu lembro de um, foi alguma parada que rolou ali na Onde Era o Scala, cara, eu não lembro se era o Scala ainda, mas foi uma premiação, não sei se também se era da Fluir, de alguma revista, que você ganhou da... Melhor Vaca?

É. Pô, foi acho que tricampeão brasileiro de Melhor Vaca, três anos seguidos. Ah, meu irmão, muita doideira, porque, meu irmão, a parada é muito sinistra, bro.

É, porque tipo assim, é aquilo, né? Às vezes sobra coragem, falta técnica Tu vai, não consegue completar uma Depois completa outra e E vai indo, o negócio tá vivo, é sobreviver Caralho, meu irmão E o lance da respiração Você tava comentando isso também antes Aqui em off, né?

com esse problema da respiração, quanto isso o treinamento de respiração de pulmão, até pesca sub ajuda pra caramba ajuda pra caramba o pastor, o pai dele sempre mergulhou ele meio que puxou esse bonde do mergulho aí depois eu fui mergulhar com o nosso, enfim tem mó galera adepto

Caio Caio, mó galera E é maneiro, mó lifestyle Porque assim, às vezes a gente surfa a vida inteira Eu fico imaginando Quantidade de vezes Que eu comecei a mergulhar Com uns 20 e pouco Na época eu comecei a treinar também Só que quantas viagens que eu já fiz Que pô, quando ficava flat Eu podia ter tanto mergulho da vida E não mergulhava ainda, sacou? Uma porra, por exemplo

Eu não sou muito assim de óleo, essas paradas que eu não tenho muita paciência. Mas antes do suel, eu faço uma meditação de antecipação. Alguém me falou isso um dia, eu procurei saber um pouco melhor. Eu sempre vou deitar de noite, fecho os olhos, fico respirando, mantendo uma respiração contínua. E fico mentalizando o meu dia seguinte. Entendi. Que aí eu mentalizo acordando, pegando a prancha que eu vou. Tudo como se fosse acontecendo e entrando no mar.

Por exemplo, o Joel, meu irmão, tu desce um clipe, tá pras pedras. Porque tu vai antecipando pra tu não ter surpresa, né? Só que eu sempre imagino o mar o dobro do que vai estar.

Essa porra deve ter dado ciatra, né? Porque meu irmão, eu sempre imagino o bicho pegando mais ainda do que realmente eu sei que vai pegar pela previsão. Então, meu, eu me imaginava uma espada absurda. Então, quando chegava na hora H, o que tava acontecendo, porra, meu cérebro já tava mais ou menos acostumado. E, porra, o trânsito de natação, Bruno. Natação, porque uma coisa é fazer um curso de apneia uma vez, aprender, porra, bati meu recorde, ah, o mental fica bom, mas não botar em prática.

Então, porra, em 2015 pra 2016, eu e o Calada, a gente veio do Hawaii, procuramos um professor de natação, o Alexandre, lá da Calamundi, falando, porra, irmão.

A gente tem isso, isso, isso, aprendi isso, isso, isso, mas eu quero botar em prática treinando, não quero ficar parado. A gente vendou um treinamento lá, natação pro surf, que rola até hoje, segunda, quarta, sexta, eu só vou perto da época de viajar mesmo, que eu sou vagabundo, mas se eu estivesse treinando, meu, eu tava um monstro, e até pro jiu-jitsu, a natação é muito bom. É. Quando a gente tá fazendo esse treino de apneia, quando...

Hélio Grace fala, né, meu irmão? Natação, epirmo, jiu-jitsu. É mesmo? Não quero nem, porque eu senti assim, quando eu tô treinando pra natação, pensando em viagem, eu vou treinar, pô, meu gás é outro, sacou? É.

devia ter feito essa porra agora antes de ir pra Inglaterra porra, deixa eu te falar, dá um gás legal e a remada fica boa também, né? é maneiro, eu não tenho por exemplo, eu sempre falo muito de ah, sei lá o que, porra não, jiu-jitsu, corrida, meu irmão, tô o strap arrebentou dentro da água, tu vai dar um remlock alguém, tu vai correr, tu vai nadar tá natação que tem que estar em dia, sacou? sim, ao meu ver

É o principal. É, mas tem, assim, eu sinto, cara, que tem também um lance da calma ali, né, cara? E pra você, até como você é um cara muito elétrico, caralho, mas você consegue ter essa calma na hora. Então, eu acho que é...

um pouco do costume, um pouco da vivência e realmente a galera fala, principalmente hoje, cara, o que eu acho mais maneiro hoje em dia que eu tô conseguindo, eu vivo, né, meu trabalho é o do aula de tauinho, eu piloto pra galera, eu treino, tem galera que vem ter coach comigo, fica aqui em casa e ensina a pilotar, fala de onda grande, isso é tudo. Mas eu consigo, sei lá, alguma coisa, quando você tá tão acostumado, por exemplo, o cara pode ser o que for fora, o cara bota um tatame, ele não...

Pô, Leandro Lua, a gente foi fazer um seminário na academia, que ele tinha ido pra night, pô, ele chegou, ele chegou vomitando meu carro, tá ligado? Ele gostava das oções, mas o cara botava um kimono e se transformava. O Buchecha até falou, eu falei, cara, o cara tá passando mal, ele, relaxa, é assim mesmo. Ele vai botar o kimono, passou, ele vai fazer a área, sacou? Então, quando tu tá no teu ambiente natural ali, né? É, claro.

Tu fica calmo. Porra, eu tô mais nervoso falando aqui, porque eu sei que tem câmera e tal, do que de repente eu tô no Mar Gigante, sacou? Então, aí tu acaba, porra. É o que eu falo. Tem coisas que ninguém tira. É a tua experiência. Igual hoje em dia, cheio de coach de internet, né? O cara nem rico é, aluga um carro, faz um vídeo, fala isso, quer te ensinar, fazer aquilo. Pô, irmão, graças a Deus, brother, eu vivo na verdade. Porque hoje eu tenho mais ideia do que eu represento no surf, o que eu sei pra poder passar.

Porque uma coisa, brother, fez, porra, o chumbinho melhor do mundo, disparado. Os moleques... Mas ele é tão sinistro, ele é tão fora da curva...

que pra ele é tudo mais fácil. Porque eu acho que não tem medo, tem tudo. Agora eu já tô... Pra mim, eu era ruim, eu tinha medo. Então, tu consegue entender como que vai vencendo? Sacou? É tipo assim, é mais perto dos humanos, sacou? Eu me sinto, pô, o chumbinho, tem a galera calando na tanzi, tem a galera que parece que, meu irmão, não tem medo nenhum. Então muda tudo. É que a gente tem que levar, né?

Sem quilha. Eu falo pra ele, eu falo, pô, irmão, tu tá esculachando a gente, a gente pensa em quadriquilha, triquilha, tu vem sem quilha, meu irmão. Eu não consigo fazer aquela porra, meu irmão. Não, sinistro, tem a galera que é fora da curva. O próprio Scooby, cara. O Scooby, a gente tá junto desde moleque, a gente começou até no Tui, né, com a Cubura e tal. Porra, o Scooby não treina pra caralho, não tá em todos os suéis, mas quando vai, ele arrebenta.

Tá ali, tem estrela, tem o surfa pra caramba. O Scooby, pô, é um surfista pra caramba.

Então cada um, tem gente que é mais esforçado, tem gente que é mais natural, eu acho assim, é uma parada muito maneira. Eu gosto de todo mundo, cada um, imagina, o nego às vezes faz de tudo pra sair do caô, né?

Pô, o neguinho que pega onda grande, nego faz de tudo pra tá no caô. Pô, o nego mesmo se vira, às vezes tá duro, vem de aqui, vai... Pra tá lá, meu irmão, pra tá no... Só que vai te matar no mais gigantesco, sacou? Isso é muito louco. E às vezes não é o mais gigante lindo. Uma coisa é pegar um Jaws lindo clássico, um Nazaré sem glass. Às vezes é uma porra gigantesca balançando, mexido, que tu faz mesmo o que eu tô fazendo aqui.

Só que alguma coisa te leva pra lá e tu quer aquilo, sacou? É sinistro, mano. É, sei lá, alguma parada que eu não sei explicar direito, mas...

Tu fica um tempo sem aquilo e começa a ficar nervoso, sacou? Maverick, tu falou Maverick. Pô, Maverick deve ser um parámetro de pontos. Pô, Deus me livre. Eu fui pra Maverick. Fia Tubarão. Maverick foi o único lugar, mas foi um pouco por causa do crowd também. Que eu fui pra fazer, tipo, jogar War. Ah, já foi pra Maverick? Já. Pô, já botei meu... Com saudadinho lá. Nunca mais voltei.

Pô, irmão, tem muita onda boa de água quente, assim, com mais estrutura, sacou? Lá, pô, a onda é muito perfeita, só que é muito crowd também, sacou? É crowd? É, então acabou que eu vissei uma época da minha vida, assim, num looping de Havaí, México, Indonésia e Itaitia. Meu irmão, os outros lugares que eu ia ao longo da minha vida, assim, era extra, era plus, era porque aconteceu, mas Havaí, México, Indonésia e Itaitia, pô, só lugar de alta zona, água quente.

Pô, onde lugares que eu fiz amizade, que eu chego lá, parece que, porra, eu tenho família lá, sacou?

Então eu fiquei meio viciado nisso. Então o Mervix meio que deu a descartada. Tu tava naquele caso do barco também, né? Do que afundou? Tava. Barco do gordo que afundou. Eu lembrei dessa parada agora também. Foi surreal. Foi um dos quadros. Cara, resumindo, pra ser rápido, o barco se descolou um tampão, começou a entrar água, a bomba de porão não deu vazão, o pifou. Mas descolou do nada? O mar tava batendo, não era pra ter saído nesse dia. Só que o capitão, o barcelona era muito louco também.

Vambora que dá. Aí no meio do caminho, acordou com o cara e falou, passaporte tudo na sacola, estamos afundando. E nisso a gente tirando água. Uma perrengue até chegar o barco de apoio. Quando chegou o barco de apoio? Vocês estavam dormindo na hora? É, ele me acordou primeiro, que eu que tinha feito a trip, eu que chamei a galera.

Aí, meu irmão, a gente começou a acordar a galera. Só que, meu irmão, enquanto não tinha nenhum barco de apoio, a gente tava na tensão, filé da puta. Quando chegou o barco de apoio, eu falei, agora, meu irmão, primeiro dia de viagem, cheio de picana, filé mignon. Falei, eu vou fazer comida, a gente faz uma guerra de comida. Aí eu relaxei. Só que, meu irmão, tinha um jet e um barco de apoio. Primeiro as mulheres, depois quem é mais velha.

Aí foi indo assim. Eu, porra, eu era um dos últimos, né? Eu era o barco do outro, né? Aí acabou aqui, meu irmão, o barco de apoio.

O jet que deu muito, perdemos. O barco de apoio, o moleque conseguiu virar o barco também. E não tinha mais como passar pra um barco pra outro. Aí sobrou eu, Felipe Munga, o capitão, que é o brasileiro, mas que era o capitão do barco, o capitão indonesiano do barco e o Miguelzinho. E o Lucas? Não tava o Medeiros? Não, mas já tinha passado pra outro barco. O Lucas foi o herói da parada. Por que que aconteceu?

Um barco aqui, a gente tava rebocando o barco pra tentar salvar. Só que nisso, quando viu que não ia dar, ia afundar e levar os dois, meu irmão, olha só, vai ter que pular. Então a gente fez uma jangada com cinco capas de prancha, com cinco prancha que fez, tipo, amarrou uma na outra, pulamos no mar, isso já finalzinho de tarde, cada um ficou deitado em cima, correnteza pra cá, era só o barco vir aqui e pegar a gente, soltar a corda e pegar a gente aqui, a gente ia vir na corrente.

Só que, meu irmão, não sei o que aconteceu, a mulher foi querer, que era uma mulher que tava pilotando, ela foi querer dar uma repa pro povo. Eu disse, meu irmão, entrou a c...

corda que tava rebocando, entrou na hélice. Ia afundar os dois barcos, mano. Ia morrer todo mundo. Só que enquanto isso tava acontecendo, a gente não entendeu nada. Porque o barco não vinha, a gente foi se afastando, se afastando, se afastando. Ficando longe, ficando longe, escureceu. Aí depois eu soube que o Lucas pulou na água e cortou a corda, assim, parada de filme. Pô, nosso Rambo, nosso herói. Sinistro, sacou? Parada mesmo, tava tenebroso.

E a gente no mar, meu irmão, as marolas de vento, pô, chegava derrubada a prancha, mó tensão. Ia no meio do mar, no meio, tinha nada perto. nada perto, só que...

A gente tinha uma lanterna de mergulho E eles no barco tinham aqueles Sabe, de iluminação grandona Só que tava, como a gente tá aqui na Joar Tava como se a gente estivesse lá no recreio Então de muito longe a gente via a Luizinha Tentando procurar a gente Quando a gente ligava a nossa lanterna e na direção Os caras alinhavam com a gente Então a gente falou, porra, é nossa única forma De... Se babar, fodeu, meu irmão Então, aí eles falaram, guarda a bateria Então a cada hora assim a gente Aí, meu irmão, depois de pôr o Miguelzinho E aí

Pô, cara, você acha que a gente vai sair vivo? Eu falo, vamos, porra, claro. Você tem certeza? Eu falei, não, mas vamos. E, meu irmão, eu mato a atenção. Aí, beleza. Aí, depois de seis, sete horas no mar, assim, chegou o barco de noite, escurão, assim, acho que era quase meia-noite. E, meu irmão, só que aqueles barcos, aqueles barcos gigantes, enquanto chegou perto da gente, parecia que ia atropelar o mar batendo ali, jogando nas cordas. E o caralho, o que eu faço com as cordas, com a boiazinha, igual filme?

Aí a gente pegou na corda, fomos indo batendo com a perna pra ir pra baixo do barco e subimos na polpa. Meu irmão, nessa hora tava com aquela tensão, aquela gritaria. Eu falei, se tu escapa ali, cai no mar pra lá aí tava muito. Fudeu. Por quê? Porque, meu irmão, imagina um barco daquele tamanho tu sente ver nada, até fazer a volta pra te achar ia ser esquisito. Então foi uma das horas que eu mais senti medo, foi na hora que eu tava vendo que um subiu, com o outro subiu.

Eu sou meio desaceitado, gordinho, sempre desaceitado. Falei, eu vou fazer alguma merda aqui, vou cair na água.

Essa hora eu fiquei com uma melhora. Encaçado e tenso, né? Não, sinistro. Mas foi assim... E depois acabou que a gente ficou na Mental Eye num outro lugar, em terra, que nas ondas não eram muito boas, só que o mergulho era alucinante. Então tava geral meio puto e eu e o... Quem que mergulhava comigo era o Kevin? O Lucas mergulhava. O Lucas mergulhava, mas ele não é tão fissurado. Eu não lembro se nessa tava o Kevin. Sim, meu. Eu sei que tinha uma galerinha que mergulhava que a gente não tava nem aí. Se ia pra outro lugar, se ia ficar lá. O mergulho tava alucinante.

E essa onda do mergulho, qual é o lance? Por que tanta gente fica viciada nesse negócio? E principalmente o surfista, né? Essa relação, né, cara? Cara, eu acho que a gente está acostumado a ver o mar de cima. A gente entende pra caramba de onda, mas não sabe nada que está embaixo d'água. Você começa a mergulhar, você começa a entender o ecossistema embaixo d'água. É um outro mundo. É literalmente o planeta Terra e o planeta Água. Sei lá, é outro mundo. É um ecossistema e é muito selvagem a parada.

tá ali, meu irmão, lembro que eu fui mergulhar em um luato uma vez, o Zulu botou mó terror, que o Zulu mergulha pra caramba, Paulo Zulu, né? Ele, meu irmão, aqui em luato é selvagem, tu pode dar de cara com qualquer coisa, tanto que eu já vi um tubarão tigla gigante. Já viu? Já vi, pô, meu irmão, apavorado, a escritório de tubarão, pelo amor de Deus. E eu, é um parêquio que eu falo assim, eu acho que eu tenho uma porra que eu gosto de me comigo mesmo desafiar, sabe?

Foi o que o Rickson fala, né? Corajoso não é o cara, não é a ausência de medo, é o cara que enfrenta os medos. Pô, fui com 10 anos pra X-Caret, em Cancun, viagem de família, pô, minha avó tava na piscininha com os peixinhos, eu fiquei com medo de peixinho colorido, irmão.

Tá ligado? Então eu sempre tive medo. E hoje em dia eu mergulho em qualquer lugar do mundo apavorado, mas eu tô lá, não deixo disso, sacou? Mas o mergulho é assim, aí tu brinca de bang-bang, é igual jogar um videogame de tiro, só que tu tá na natureza treinando, fazendo a parada que faz bem. Porra, é, cara, tá na natureza, tá no mar, tá com os amigos, depois tu acaba o mergulho, tu limpa o peixe, aí tu vai fazer com os teus amigos, teu namorado, você vai trocando.

Tipo assim, é um conjunto que realmente o cara fica viciado, tá ligado? Inclusive, acho que eu vou mergulhar amanhã.

A água ficou boa depois de um tempo. E a história de tubarão aí? Cara, eu tive assim, de medo. Porque isso é uma parada que também é um pânico de muitos surfistas. Apavorante, apavorante. Eu surfando, eu nunca vi mergulhando por aqui na Barra, eu nunca vi também pelo Recreio e Gorotiba. Mas na Indonésia, eu mergulhei no Hawái, num lugar sinistro, mas não vi. Só fui saber que era sinistro depois, senão eu nem ia, tá ligado? Mas a gente tava num pico.

Eu já tava acostumado com tubarão de riff, né? Aqueles tubarões menorzinhos de 2 metros, mais fininho. Isso aí já tava assim, suave. Isso aí eu sei que não vai me atacar. Eu tô acostumado, que tu vê direto. Só que tubarão grande eu nunca tinha visto, né? Aí eu tô mergulhando assim, daqui a pouco, passando uns 8 metros de mim, eu vejo um bull, que é o touro, né? Gigantesco, uns 4 metros, é queijo de filme. Parece um tubarão branco, assim, sabe?

Qual o desenho de tubarão branco. Eu fiquei apavorado, eu subia. Parece uma baleia, né, embaixo?

Não, era uma parada monstruosa. E eu subi, e fui subir a um lugar que tu saía da pedra e já descia pra 18 metros aqui. Então, eu vi o Miguelzinho mergulhando lá longe. Eu, caralho, irmão, o moleque tá mergulhando. Quer saber, irmão? Porra, tubarão tem, brato. Eu sou mergulhador, eu gosto. Tem que vencer esse meu medo, porra. Que porra é essa? Mexi de coragem, desci, né? Aí, pum, eu tô lá, vou ficar meio perto da pedra aqui. Eu não vou, né?

Eu vou ficar... Aí eu tô aqui assim, meu irmão, tipo... Porra, pregando peixe. Tentei esquecer do tubarão, só ficar pensando, meu irmão.

Aí eu tô aqui assim, meio que esperando um peixe e tal, quando eu olho pro lado, assim, eu olho assim, ele tá aqui me olhando, eu juro pro Deus, igual tu tá me olhando aí, ele tá me olhando assim, aí eu vi, meu irmão, ele parou, aquele olho, ele veio por de lado, assim, né, quando eu virei, aquele olho desse tamanho, aqueles riscos das guiaus, da parte branca, da parte cinza, meu irmão, se ele quisesse me pegar...

Eu não tinha nem visto. Mas ele passou, me olhou e fez assim, ó. Na minha frente. E saiu calmamente, assim. Aí eu ouvi ele passando inteiro na minha frente. Eu fiquei em estado de choque, assim, ó. Tremia, comecei a me tremer. Aí foi só a ponta da arma, né? Pra se ele virar, subia. Aí mesmo o meu corpo... Sabe quando quase cai de bicicleta que teu corpo gela, assim? Meu corpo gelou, assim. Aquele... Pô, a barriga, sabe? Aquele frio na barriga.

Aí eu falei, por hoje tá bom, por hoje tá bom. Foi no ar, tudo isso? Não, esse foi no...

Esse foi lá perto de Lake Peak. É uma onda, tipo assim, foi de moto uns 20 minutos pra lá, que tem uma baía assim, que tem até uma esquerda e uma direita, que não faz kite e tal, nessa baiazinha. E o Luato, uma vez eu vi também, num pesqueiro onde tem um boom, que é espuma, aquela ondinha, eu mergulho ali, né? Tem uma tocazinha ali que, porra, sempre tem uns peixes ali dentro. Eu gosto de mergulhar por ali.

Porra, nesse dia, ele sempre falou que tem um tubarão lá, que é local de lá, um tigre. Porra, meu irmão, tô mergulhando. Eu e o Caco, não sei se é quem é que faz as filmagens de surf e tal. Eu e ele mergulhando, meu irmão, daqui a pouco olhei pra baixo, um lugar raso, tinha 7, 8 metros de profundidade. Porra, o bicho estacionou embaixo de mim, meu irmão. Mas era muito grande, meu irmão. Só que esse eu peidei mais até porque o outro já tava embaixo do dago. Esse eu olhei já...

Caco! Vambora, tubarão! Aí saí, meu irmão, saí nadando com os peixes. Tipo, a boia, às vezes tu deixa pé. Eu só dei cabo assim pra boia ficar longe, pra ele pegar os peixes longe de mim, pelo menos. Aí isso eu fiquei trembroso. Deu medo legal. Foda, né? Parada assim. Igual tu vai surfar...

Porra, eu fui surfar em Dungeons, lá na África do Sul. E eu, os clubes... E tem tubarão pra garalho também. Meu irmão, a gente saiu de barco, assim, uma baía aqui, outra baía, e uma ilhota lá na frente, que é onde ia quebrar onda. Aí o cara do barco fala assim, olha, onde vocês estão saindo, onde a gente tá saindo aqui, é a baía que mais tem tubarão branco no mundo. E lá onde vocês vão surfar, é onde tem as focas e tal, que eles se alimentam.

Falei, não vou, irmão. Aí o Bulli pulou na água, o Skull pulou na água e eu não ia. Falei, não vou, não vou, daqui a pouco tem que ir, meu irmão. Tô gravando, desgravando programa, caralho, os negros pagaram pra eu ir, né? Falei, fudeu, vou ter que ir. Aí fui, surfei, mas, meu irmão, o medo assim... Nem viu. Não, o medo constante, absurdo.

Mas porra assim, por exemplo, o Hidonésia, que você falou que viu os dois, não tem índice de ataque. Não tem, não tem. Tranquilo, mas porra, mesmo assim, né? Tu não quer dar de cara com o bicho, não tem certeza. Mas surfando lá, eu sou relaxadão, sacou? Tu vai pros lugares inóspitos assim, em qualquer lugar tu nem pensa. Porque tu sabe que o ecossistema ali tá balanceado. Água clara, não tem porque te pegar, sacou? Uma foda num lugar desse. Por exemplo, lá em África do Sul, a gente tava igual um leão marinho, pô.

Quer ver um ato mais corajoso que eu já vi de alguém? Ou foi coragem, ou não tinha opção mesmo. O Igor Rossmann, você sabe quem é um moleque fotógrafo? Sim, sim. Moleque novo, engraçado pra ganhar meu filho. Aí, a gente tava no Hawaii, eu e ele tinha que gravar um programa com o Pato, né? Que é o programa do Pato pelo Mundo, lá na Ulo pelo Mundo. Lá, num slab que é do lado de Mavericks, em Oregon. Que é uma esquerda tubular, assim.

E ele foi pra gravar como cameraman. E a gente só levou ele. Só que ele não tinha muita ideia onde ia surfar, o que ele ia fazer.

Quando chegou, a gente chegou num jet só, eu, o Pato e ele, fomos pro pico, que é mais de um quilômetro pra fora da costa. E falamos, pula aí. Ele, como assim? Pula aí, meu irmão. Tu vai fazer imagem. Alguém tem que filmar e alguém tem que surfar. Meu irmão, o moleque ficou três horas nadando num lugar cheio de tubarão branco.

Eu ia falar, pá, tô gordo, vai tomar no cu, foda-se, me processa. Eu não vou mais nem fudendo. O moleque foi, meu. Eu ficava comigo. Ficou ali, é tranquilão. Ficou? Ah, tranquilão não. Ele já tá se cagando. Por isso que eu falo, foi um dos atos mais corajosos que eu vi na vida, que ele deve ter ficado três horas se cagando. Mas foi lá e fez o trabalho dele e deu tudo certo. Sinistro. Não, Parada de Tubarão é foda-se. Eu sou muito cagão, mano.

Muito. Tipo assim, eu vivo a parada, eu tô nos lugares que pode ter, mas eu sou muito cagão. Isso é foda.

Eu nunca vi assim Já vi nego falando, ah porra tinha um tubarão ali Uma vez no Tahiti apareceu uma babatana grande Que o nego gritou, eu já nem quis saber Eu já fui pro barco, aí só ficou o manga Meu parceiro, que eu falei que era rude Ele foi o único que ficou por mais dois locais Até os locais saíram d'água esse dia, que falaram que era grande

Irmão, e esse lance na tua vida aí do acidente, assim, que foi uma parada que deve ter sido muito porrada pra você, né, cara? E pra muita gente, eu acho que pra os amigos todos ali, né? Cara, a real é o seguinte, eu, porra, eu tenho o maior orgulho, assim, de um lugar que eu já fui poder voltar, eu sempre fiz muita amizade, eu sempre... E porque, assim...

principalmente pelo que minha mãe passou pra mim eu nunca quis fazer mal a ninguém, graças a Deus eu nunca, tipo assim, minha índole, brother pode ver, meu irmão, tudo que eu passei na minha vida onde eu vou, a galera pô, gosta de mim, porque tu vai escutar o meu falando, ah, o gordo é maluco, o gordo é isso mas tu nunca vê, o gordo é vacilão, o gordo dá volta o gordo, porra, vacilo, tipo assim, brother óbvio que eu já vacilei, todo mundo já vacilou, mas, porra, não tá ligado, eu sempre quero ajudar, irmão, minha vida inteira eu passei graças a Deus, brother, eu acho que, só que às vezes eu achava que tava blindado ah, não faço mal pra ninguém, porra eu sou bonzinho, as coisas vão acontecer sempre na minha vida porque eu sou um cara bom

Pô, irmão, às vezes tu acha que tá sendo bom, mas se tu não é bom contigo mesmo, você acaba... Por exemplo, eu tava numa fase, pô, era pandemia, o patrocínio parou de pagar porque não tinha loja aberta, eu tava um cheque especial, comecei a vender açaí, pô, fui me levantando, vendendo açaí em casa, então o meu estilo de vida mudou.

Eu não... Porra, eu não pegava mais onda, porque eu ia 5 horas da manhã pra ser asa, voltava, ficava vendendo, saia de lá o dia inteiro aí de noite, que eu podia descansar pra ver se eu surfava de manhã. Porra, meus funcionários, todo ali, o cara todo mundo felizão que a gente fez um dia todo mundo ferrado na pandemia, a gente se levantando. Aí, tu vão tomar cerveja? Então, acaba que eu entrei pra um lado meio, sabe, que eu saí da minha essência legal.

Então, foi meio que numa época que eu não tava bem, que eu não tava... E aconteceu um acidente que, porra, meu irmão, é...

Eu não tenho que falar, eu não tenho que fazer hoje em dia. O que eu posso fazer é arcar como arquei. Eu acho que, assim, uma coisa que pelo menos... Pô, irmão, eu fiquei, eu chamei ajuda, eu não corri, tá ligado? Muita gente mora em 99% dos casos que você vê de parecido. Neguinho foge, neguinho corre, neguinho quer se livrar pensando no benefício próprio. E eu entreguei, pô. Tô aqui, fiz a parada, assumi. Pô, irmão, a galera não tem noção.

O que é conviver com isso, tá ligado? Mas isso que é o foda. Por isso que eu falo que o meu filho é uma benção na minha vida, irmão. Porque eu podia estar totalmente... Não tem nada. E aí

Porque, meu irmão, eu cheguei a entrar em depressão, não tem como depois disso tu não entrar. Tu vê as coisas, sabe? A proporção é pra... Pô, meu irmão, tu iria dormir pensando nisso. Então, uma hora eu parei pra pensar, eu falei, irmão, ou eu me entrego e acabou minha vida, eu não vou fazer mais bem pra ninguém, ou eu vou partir de agora, porra, meu irmão.

me preocupar em acertar. Por isso que eu sou bem verdadeiro, eu falo o que tem que falar, e hoje em dia eu só dou opinião, eu só falo do que eu sei que eu tô falando. Por exemplo, quando eu falo de onda grande, surfe, irmão, eu posso falar uma coisa que você pensa diferente, mas é minha opinião de experiência que eu vivi. Se eu for qualquer coisa que eu faço, que eu me ofereço a fazer, se eu não souber fazer, eu não vou, tá ligado? Então eu tento, porra, eu tenho que educar meu filho, eu tenho que...

ainda, porra, cara, minha vida é desandona, né? Total óbvio, né, irmão? Então, eu tô numa fase com uma lei de dívida, que eu fiz de tudo, com tudo, eu tô tentando me erguer, porque ainda tem um processo civil que eu tenho que pagar, óbvio que eu vou pagar. Eu tô me planejando pra isso. Enquanto isso, eu tô tentando levantar minha vida. A única forma que eu posso fazer é não comentando principalmente os mesmos erros, fora de cogitação, mas tentando ser o melhor que eu posso.

E às vezes o nego fala, ah, pô, tá aí rindo como se nada tivesse acontecido. Pô, irmão.

Eu sei, todo dia eu vou dormir, só eu sei O que aconteceu, só eu sei Eu passo só, porra, meu irmão Eu devo muito, eu devo muito A meus amigos que ficaram do meu lado Que sabem quem eu sou, sabe por quê? Porque, meu irmão, entendeu? Minha vida podia ter acabado Eu podia, tipo, porra, meu irmão

Eu preciso viver, eu tenho coisas pra fazer nessa vida ainda. Então se eu causei um mal irreparável, eu tenho que causar sem bem, sacou? Então, porra, o que eu puder fazer, hoje em dia eu vivo muito assim, eu presto meu serviço pra poder pagar mais conta, pra viver, pra tentar, tô até montando uma empresa agora, porra, que é no meio que eu entendo, que é de nautica, de jet gear, de passeio, um monte de coisa assim. Mas, porra, eu também, cara, essas coisas não se falam, né?

Hoje em dia tá na moda, blogueiro, ajuda aqui pra postar aqui, mas, irmão, é ridículo isso. Mas, porra, quem tá comigo no dia a dia sabe o quanto eu ajudo, o que eu posso.

várias pessoas, de várias formas diferentes. Então, brother, eu tenho dentro do meu que eu, porra, brother, eu não tenho como voltar no tempo, infelizmente. Mas eu tenho como daqui fazer o melhor. E, pô, meu irmão, pra tu fazer o melhor, tu tem que estar bem.

Entendeu? Então, hoje eu me preocupo muito mais. Eu até outro dia encontrei o Burler, eu falei, cara, Burler, te zoava pra cá. Com uma coisa, tu tem 20 anos, tu pode fazer tudo que teu corpo aguenta. Eu tô na fase que eu tô ficando coroa, mas eu ainda não assimilei. Mas hoje em dia, eu sei que, porra, tá ligado? Tu tem que pegar, tu sabe, é diferente, teu lifestyle é outro, se preocupa com alimentação. Pô, hoje em dia, meu irmão, caralho, eu me preocupo no tomar um açúcar ali, isso que eu tento.

Aí, pô, eu fujo, porque eu gosto de comer. Mas tu tenta viver uma parada assim pra poder tá melhor, porra. Eu tenho...

Cara, por exemplo, eu vejo muito pai de sangue que, porra, não dá atenção pro filho, sacou? Que o filho fica largado. Então, o maior, assim, existe muito filé da puta no mundo, né, mano? Hoje em dia tu vê, esses políticos, a maioria dele, benefício próprio, que só quer sacanear, roubar. Porra, às vezes é porque um pai não deu atenção, não tava no momento que o cara precisava pra construir um caráter, sacou? Então eu vejo, cara, porra, às vezes, porra, até eu não vou falar amigo, mas eu tenho que conhecer outro que, porra, tu vê que o cara é garotão, casca grossa e o filho com 15, 16 anos é meio nerd, meio totalmente fora do...

do estilo de vida do pai, que provavelmente o pai era garotão na época, pô, não quis abrir mão do seu lifestyle pra tomar conta da criança. Pô, eu não tenho obrigação com o Ivan, porra. Ele veio depois? O Ivan foi depois do acidente, foi o que botou um rumo na minha vida, um norte assim que porra, eu queria ele desde um ano e meio, hoje em dia o moleque tá surfando, tá tendo um jiu-jitsu, anda de skate, sacou? É tipo assim, é porra, a maior satisfação do mundo é poder ter ele na minha vida, poder tá cuidando porque ele cuida de mim, eu cuido dele, entendeu?

É uma troca assim bizarra Tudo que eu vou fazer eu penso Porra, sabe, se vai se exemplo, se não vai Porra, é sinistro É sinistro E tipo, não tenho que muito falar Eu só sei que eu tenho que Quase que Deus me deu uma segunda chance Olha só, meu irmão, toma essa resposta Porque essa resposta não é minha Essa resposta não é minha Só que eu assimilei isso

Pô, energia, depois não sei se pode botar aqui. Se te mostrar as fotos... Bota aí pra mim. Aí pra mostrar isso, só mostrar. Isso aqui, é uma parada que Deus... Imagina um... Tu vê que eu não vou mostrar onda, não vou mostrar nada. Mas é só isso aqui que é uma parada... Não, só mostrar aqui. Ah, tá. Eu vou te mostrar isso aqui. Um filho que não é meu, biologicamente, ser tão parecido assim, é a parada mais absurda do mundo. Como é que pode?

Como é que pode essa criança, com o ano e eu com o ano, não ter saído de mim? Olha esse aqui. Olha eu com o ano e ele com o ano. Tá pegando, tá pegando? Ah, entendi. Conseguiu?

É uma parada muito bizarra, sacou? Eu acredito um pouco em energia e espiritualidade nessa parada. Acho que, meu irmão, se eu errar aqui, meu irmão, realmente eu sou um vacilão pra vida toda. Então eu tento fazer o máximo, porque assim eu tô me consertando, eu tô melhorando, eu tô melhorando quem tá ao redor, porque eu recebo, brother. Mal doideira, sacou? Eu podia ficar assim, muito...

pô, low profile, bro, eu tô fazendo o meu, tá aqui, ninguém precisa, sabe, internet é foda, né, fala uma coisa aqui, nego, vem, fala um monte de merda, pô, brother, seria muita covardia minha, ai, não vou falar nada com medo de alguém me atacar, pô, irmão, mereço, pode atacar, tá justo, eu também atacaria, é isso, vamos vivendo, mas eu recebo tanta mensagem maneira.

Tanta pessoa, gente maneira, mandando mensagem, tanto pelo Suf, principalmente agora pelo Ivan, pelo carinho que eu tenho por ele, pelo maneiro, tipo, pô, o nego falando, caraca, bro, depois de ver os teus vídeos com teu filho, eu tenho saído mais pro meu, eu tenho levado o meu pro esporte, nego me procurando pra estar junto. Então, tipo assim, pô, eu tenho que...

seguir com o melhor que eu posso, senão acabou, né? Eu só não posso fazer mais bem pra ninguém na vida. E eu tenho essa missão, sacou? É, cara, e a vida é assim, né, cara? A vida é cheia de mistério, cheia de coisas que vão acontecendo. Acho que nada é muito por acaso, né? Não, é tipo assim... E também não é só isso aqui, né? Não é esse filme que todo mundo quer se apegar a ele e falar assim, cara, a vida é agora, vamos fazer tudo, vamos pegar só pra gente, porque vai acabar essa festa.

Não. Pô, a gente nem sabe. Irmão, pode ser muito melhor aí o que tá esperando. A gente tá aqui preocupado de ficar aqui. Exatamente. A gente não sabe exatamente. Mas a lição que eu peguei disso é assim, brother. Pô, tu tem que estar atento no teu presente. Se tu quiser moldar um bom futuro, sacou? Não adianta viver só, sabe? Não ligar pro teu presente, que é teu presente que vai dizendo mais na frente o que vai acontecer. Isso tudo meio que acontece com as tuas escolhas de áreas, sacou?

Pô, eu tenho um problema, nada a ver com o assunto. Eu tenho um problema com o peso, irmão.

Eu faço dieta pra caralho, tento, tento, tento pra ficar gordinho. E, irmão, se eu piscar, eu tô, porra, gordo de novo, meu. Parada bizarra. Não, e tu faz exercício pra caralho, né, meu? Faço pra caralho, irmão. Treino todos os dias. É que eu não gosto de musculação, né, mano? Eu treino no jiu-jitsu. Pô, quando eu tô fazendo um boxe é maneiro, mas... Pô, a gente fazia na casa do Rodrigão, mano. Era uma adrenalina, era erado. Só que meio que deu uma melada, a gente parou de treinar, a gente tava querendo voltar.

Mas é isso, eu não tenho muita paciência pra... Sei lá, é foda, irmão. Uma coisa é o cara... Nada a ver com foda, embola os assuntos no outro, né? Não tem problema, porra.

Mas, sabe, rapaz, um cara muito certinho viveu uma vida certa é muito fácil. Só que eu meio que sou igual a junção de tudo que eu vivi na vida. Eu sou um pouco de referência, sabe? Eu sou, eu, porra, ao longo, minha mãe morreu com os oito anos, eu fui pro mundo, sacou? Viajava, ficava duas meses no Peru, mais nova época. E a relação com teu pai? Cara, então, meu pai, nessa época, ele vacilou muito, sacou?

Nessa época, meu pai deu uma vacilada, porque eu não quero entrar muito em detalhe, mas muito. Passei vários anos sem falar com ele. Depois, olha como é a parada espiritual, que é sinistro. Sinistro, outra vida e tal. Eu não tinha comentado com ninguém. Depois de cinco anos, eu sonhei que eu... Na época era mais.

acontece às vezes, muito intenso, mas pouco. Sonhar com a minha mãe, uns sonhos muito real, sacou? Mas nesse dia, foi um sonho muito real, minha mãe mandando eu perdoar meu pai. Olha, perdoa teu pai, tô aqui, tô bem, ele já pagou o que tem que pagar, ele precisa de você, você tem que precisar dele, perdoa teu pai. E eu não contei isso pra ninguém, só que teve um casamento do meu avô, que ele casou com uma outra mulher lá, e eu falei isso pro meu primo.

Nunca tinha nem comentado isso com meu irmão. Quando eu falei com meu primo, meu primo. Cara, igual com teu irmão? Como assim? Pô, teu irmão acabou de me contar a mesma coisa. Sendo que eu não falei pro meu irmão, nem meu irmão tinha me falado, sacou? Então, porra, minha mãe apareceu no sonho. Na mesma época ali, pros dois perdoarem, é que existe uma parada espiritual, sacou? Sim.

Então, pô, foi uma parada meio sinistra, perdoei. Pô, hoje meu pai tem Parkinson, sacou? Pô, talvez esteja pagando em vida o mal que ele fez na época, mas não tô aqui pra julgar ele. Pô, eu ajudo, tô com ele sempre que eu posso e tal, sacou? Eu tento ajudar como filho. Mas realmente, pô, ele era um pai exemplar até essa ocasião ali, na época da morte da minha mãe. Depois, pô, perdi um pouco...

Por exemplo, eu tô com ele, eu ajudo mais pelo porra, por ser meu pai, tem que estar como eu falei com outra pessoa Mas aquela vontade, aquele amor, aquele carinho, porra, irmão, é foda A vida, isso que eu falo, às vezes é um vacilo que muda, não tem culpa de carregar esse sentimento Eu perdoei, faço o melhor que eu posso, mas porra, talvez se não fosse a vacilada Eu ia estar muito mais com ele, ia ter muito mais prazer em estar junto, sacou?

E é isso, cara, por exemplo, eu dedico minha vida pro Ivan hoje em dia Deixo de surfar pra caramba, ele surfar, faço tudo, pode ser que um dia eu faça alguma coisa e ele...

Vai saber, não entendo, né? Porém, assim, muito difícil. A mente, nosso coração, cabeça, tudo muito difícil de... Por isso que eu falo, irmão, cuida da sua vida, não se mera que ninguém sabe as guerras que os outros passam. É muito fácil tu apontar e julgar, mas ninguém sabe exatamente o que o cara tá passando, como é que tá. O problema, né, pra mim, assim, até nesse aspecto mais espiritual, é justamente esse juiz que todo mundo tem dentro de si. Exatamente. Que é um juiz teu, que é um juiz teu.

que está muito baseado no ego, o tempo inteiro você está na vaidade do que o outro também está pensando. Então, esse primeiro juiz de uma avaliação sua, mais do que o outro está pensando.

E você é das outras pessoas também. Então, assim, porra, o problema é o juiz, meu irmão. Tira o juiz, porra. É foda. E a gente foi domesticado um pouco pra isso, cara. Pra viver essa vida, porra, que muitas vezes leva pra esse caminho, cara. Que afasta a gente do que eu acho que é o princípio mais foda.

que é o amor, cara. E eu acho que quando você vive, por exemplo, uma experiência dessas do surf que você viveu em alto nível, ali tu conheceu o amor, de alguma forma. Porque é uma parada tão forte. É muito intenso. É foda. O futuro da intensidade. O mais maneiro, acho que depois do dia grande, quando acaba, quando acaba. Você pisa em terra, você tá salvo, todos os teus amigos, todo mundo em êxtase, aquela alegria, todo felizão.

Já pensou estar no chão, por baixo, com alguém mais forte do que você e não saber o que fazer? É exatamente isso que eu ensino no meu curso de defesa pessoal na guarda. Eu vou te ensinar a sair dessa situação e outras no meu curso de guarda para defesa pessoal. Clique aqui no link e venha fazer parte. Pôs!

Por isso que eu falei de, porra, eu fiquei tão mal que eu não peguei onda que eu não quero sentir aquilo de novo. Tipo, arrisquei minha própria vida. Foda-se, mas eu quero sentir aquele prazer de novo. É quase que uma busca constante pra aquele... Tipo assim, tem nem o que buscar na droga, tem nem o que buscar na droga, tem nem o que buscar na coisa, mas a endorfina do esporte, da superação, é pra não ter explicação.

E é mesmo, né? Porque isso é uma coisa muito louca. Essa adrenalina, que é um medo animal, que tu passa e tu quer passar de novo. A luta acontece a mesma coisa, tu passa pela parte... Na hora do processo, tu tá falando assim, meu irmão, o que eu tô fazendo aqui, mano? Pô!

Aí minha luta com o periquito, cara, eu sou faixa preta, é o que eu falo assim, galera, eu sou ruim de fujitsu. Não posso falar ruim, que eu até desmereço meu mestre, mas o Inverado vai ficar puto. Lógico que eu sei alguma coisa, porra, a gente sabe que a gente sabe alguma coisa. Quando pega um faixa azul, pega até um cara gigante, forte, mas que tu consegue dominar pela arte. Mas assim, existe o alto desempenho e tal. Eu não sou, eu sou...

Ih, caralho, embolei. Eu ia falar, porra, perdi o fio da merda. Você tá falando do... Não, que eu tava falando do...

Não, você começou a falar assim, porra, eu não sou a melhor faixa preta. É, mas eu quero saber por que eu ia falar isso. Essa porra acontece comigo direto, cara, eu falo muito. E antes a gente tava falando de intensidade.

Eu tinha falado de intensidade, uma grande, adrenalina. Ah, não, na luta de periquito. Ah, é, na luta de periquito. Porra, às vezes eu vejo, me doer no coração, é quando eu vejo alguém falando, ah, o cara que não competiu na faixa preta. Eu falei, caralho, irmão, quer dizer que eu não sou faixa preta porque eu não fui competidor? Mas, irmão, eu fui competidor em outra parada. Eu fui, me desafiou, minha vida foi desafiando a grande, jiu-jitsu foi um hobby, cheguei na faixa preta porque, porra, 14 anos treinando, moro, mexe. Falou, agora chega, toma. Mas, porra, eu me sentia meio assim, porra, será?

Aí acabou que eu competi com o Periquito. Irmão, o moleque é meu amigo de infância, faixa preta também. Ao longo da vida, a gente ficava se desafiando, zoando. Por isso que rolou esse desafio. Só que a gente nunca nem deu um rola junto, então um não sabia como o outro era. Nunca. Pô, meu irmão, bem ou mal, é faixa preta. O moleque pesado, mais pesado até que eu. Tomou adrenalina e foi no rastarralho, ali no curralzinho, na casa do...

Não foi pra, assim, sexta, tâmis, com a galera competindo. Foi assim, entra você, é você, todo mundo aí naquela gritaria, meu irmão, foi adrenalina.

Foi a adrenalina, deu o olhar mesmo, olhar, o senhor fala, caralho, que porra é essa? Porra, foi maneiro, sacou? Mas tipo assim, a adrenalina que, no caso, nem sei se eu quero passar de novo. Eu ia te perguntar, quer fazer de novo? Então, não sei, cara. Porque porra, tá rolando muito nesse movimento de luta casada com a galera. Ah, se pára, se pára. Se afiar quem? Periquito de novo no boxe agora? Periquito de novo.

Mas não sai nem nomes aí, brother. Porra, tem que ser alguém do surf, hein, mocai? Surf jiu-jitsu, a gente fica por ali. Pois é, mas tem uma galera, né? Hoje tem uma galera que treina. Mas sabe a merda? Eu sou o gordinho, baixinho e pesado. Porra, quando eu pego, eu vou pegar meu pedaço, eu guardo pra garamforra. É foda.

Dá ruim, mano, dá ruim. É, então, eu também, assim, eu sempre competi de leve, né? Então é um, é justamente um peso ali no meio do caminho, né? Uhum. Você pega às vezes um... Maldito, de maldito, de leve. É, eu até, pra minha categoria, eu tava sempre forte, mas eu sou baixo, cara. Então às vezes você pega um cara um pouco mais comprido, mais magro. É ruim, é um... Pô, é complicado. É complicado. Tem cara de guarda, meu irmão.

Forria com o cara que eu lutei, complicado Ficaram mais largos Eu admiro muito, cara, eu sou, tipo assim, o que eu falo Eu sou surfista, mas eu sou muito mais fã da luta Tipo assim, porra, eu vivi acompanhando Essa porra a vida inteira, essa coisa É porque tava muito próximo, tudo muito próximo Muito conectado, né, meu irmão Enfim, e fora, fora Por isso que eu te perguntei, né, essas situações Que rolava de porrada mesmo na água mesmo

Sinistro Meu irmão, uma vez Antes de eu treinar Eu nem treinava, eu estava no Tahiti Ia ter uma festa no hotel, pica, maior festão Intercontinental, aí estava o Marcelo Freita O Léo Leite, o Tojal Mas uma galera, como é que a gente vai entrar? Não tinha como, na época era 150 euros O equivalente lá, não lembro, a moeda da frente de Polinésia Mas era o equivalente, não, nunca tinha dinheiro Todo mundo duro, vamos invadir, um foi de barco O cara do barco pulou, a gente invadiu por ali Aí eu, meu irmão, agora moleque, né Aí estava tendo, tocou uma banda brasileira E aí

Sacou? Tô com uma banda brasileira e eu subi no palco, fiquei lá cantando, zoando, isso aqui. Daqui a pouco tinha umas camisas assim que era pra vender. Depois do show eu peguei e comecei a jogar avanço doido. Tinha tomado uma cerveja, ah! Aí nisso, meu amor, já vem dois samô me puxando assim, vai me encurralar. Pô, vai me pegar, né? Segura assim, meter a porra se eu quero fazer. Eu falei, ei, ei!

Don't touch me! You know, Felipe's Gracie! You know, Brasília Jiu-jitsu! I'm Felipe's Gracie! If you touch me, I broke your arm! Porque na época no Taiti, só tinham dois faixas pretas, dois irmãos, que tinham se dado a faixa vendo vídeos do YouTube. Então os caras não sabiam nada, mas tinham o maior respeito pelo Jiu-Jitsu. E um amigo meu era faixa roxa, dava aula na faculdade, o Rodrigo. Então, meu irmão, quando eu mandei um...

Felipe's Gracie! What the fuck? Oh, really? Jiu-Jitsu? Black belt! Gracie family! Eu não, Gracie family!

eu já contei esse porro, olha, ele me bateu não falei, pô, usar o nome dos caras igual, né aí o cara veio, não só me aliviou, como me abraçou começou a andar comigo e começou a andar comigo ainda ia nos negócios de shopping, me dava shopping de graça é isso quando o Marcelo que coisa que eu falei, não, não, tu fala que tu é Grace também aí quem pode, por exemplo, o Marcelo Freitas do Longboard e o Leo Leite do Bodyboard ele estava nesse momento assim, com os caras quase me batendo tudo mudou e aí

Pô, jiu-jitsu é foda, mano, garante. Mas é aquilo, a gente fala isso direto, né, cara? É um passaporte pro mundo, né, mano? Ah. Pô, tu vai em vários lugares, tu chega... Por exemplo, o Kotait, meu. O Kotait, quando foi pra Vino, acho que a primeira vez, ele chegou lá, minha casa tava cheia, ele dormiu no... Ele dormiu no tatame do J.D. Sim. Primeiro dia dele lá, ele foi treinar, eu falei, pô, J.D., pô, não tem onde ficar hoje aí?

Calma, pô, olha essa cama aqui, gigante e tal. Pô, aí o Kotait foi lá, amassou todo mundo, o Kotait é bom pra garante. É muito bom.

Muito bom. É, cara, o Jiu Jitsu é realmente essa porta de entrada para o mundo, né, cara? E não só isso, acho que além do respeito você começa a criar uma conexão, porque...

esse treinamento de sair na porrada com o cara todo dia, ele te faz jaguçar uma sensibilidade de você saber mais quem é quem. Não, exatamente. E também autoconfiança, autocontrole, outra parada. Exatamente. Te dá uma noção de... Por isso que eu falo hoje em dia, cara, tipo assim, eu passei minha vida inteira, cara. Eu era um moleque da Barra, Parque das Rosas, que, porra, eu vivia o mundo, me apelei à minha mãe, porra, sabe?

Fui muita merda, mas ao invés eu fui tendo vivência. Hoje em dia, pô, meu irmão, eu tenho vários anos no tatame, tenho vários anos na Andalha Grande, eu consigo entender um pouco melhor isso tudo, sacou? Sim. E uma das coisas que essa conexão traz, eu nunca... Pô, o Kai Garcia, pô, é sinistro na roda, né? Tem a moral do caramba, ele fazia... Pô, ele... Quando eu conheci ele assim, ele tava... Eu tava fazendo uma guarda... Guarda-aranha.

Só que, pô, minha guarda é horrível. Hoje em dia eu tenho uma guarda melhor que eu tô me policiando mais, né? Faixa preta pra, pô, ter alguma guardinha melhor. Mas na época eu falo... Aí ele, ei, gordo, olha essa beautiful guard. Eu falei, é bonita, mas todo mundo passa. Aí ele ficou me chamando de beautiful guard. Meu primeiro é beautiful guard. Só que, pô, a gente pegou uma intimidade maneira, aí tu vê que o juiz abriu portas.

Eu tava rolando o Pipe Master e a gente fica surfando aqui do lado em Off The Wall, sacou? E sempre fica o jet ski fazendo a segurança pra galera não ficar muito perto. Só que tem uma onda que ela corre um pouquinho de backdoor, que ela não dá nem Off The Wall, nem backdoor. Ela vem no meio do caminho. E esse dia essa onda tava animal. Só que o jet ski tava bem ali, não deixava o nego ficar. Pô, era o Caio Garcia que tava. Aí esse dia eu falei, Caio, que moral.

Tavam vários locais. Ele virou pra... Ele viu que a gente tava sempre tentando pegar essa onda. Ele, gordo, virou pra mim e pro Bruce Arias. Gordo, Bruce. E o gajo que é birria.

Aí botou só nós dois pro outro lado do jet E ficou ele aqui O Prime Master aqui, ele aqui E o crowd aqui, meu irmão, e toda onda que vinha, vinha duas Então toda série que vinha, vinha o Bruce e vinha eu Vinha eu, vinha o Bruce, eu falei, caralho, não tô acreditando Obrigado Jiu Jitsu Essa parada animal Que eu falo, eu falo com meus alunos Vocês não sabem, cara O que vocês estão fazendo, o que vocês estão conquistando Aqui Da certificação pra vida Que é muita coisa que envolve

É toda uma formação de caráter, é toda uma formação de network, é toda uma formação de você chegar em qualquer lugar do mundo, poder trabalhar, poder ser respeitado. Quando eu comecei assim há um tempo, hoje em dia eu não vou viver disso, mas eu sempre falei, caraca, eu já pego onda. Pô, tô com 20 e pouco, mas quando tiver com uns 40, tudo que eu falava eu tô chegando hoje, tá com o que eu? Porque com 40 eu posso ser faixa preta e posso saber mergulhar, vou pro lugar desse, abro uma academia, vivo de peixe, jiu-jitsu, vou viver até vida dos sonhos, tá com o que eu?

Já chegou e eu tô longe de estar fazendo isso, mas era uma ideia, você ficou? Sim.

E pode ser, né? É, porque são coisas que tu não tem um certificado Faixa preta até tem, né? Mas um mergulho no caso não tem Mas coisas que tu aprende pra vida Que tu pode passar o ensinamento Eu não vou ensinar ninguém a mirar bolinhas do jiu-jitsu Como se é muito bom, mas o beabado com faixa branca Com a criança, acho que eu ensino E depois também que você começa a mergulhar no universo De querer dar aula, de ser professor Você...

acaba aprendendo muito também e evoluindo muito. Qualquer coisa que você vai... Você tá falando isso também, assim. Qualquer coisa que você mexe a cara, puxa o limite, né? Se esforça, você vai... Até no surf, hoje em dia, eu dou aula com meus alunos ali pilotando, porque eu tô pilotando, boto o cara na onda e vou falando, faz assim, mexe assim, vai pra lá, puxa mais. Porra, eu tenho me consertado mais, eu acho que eu tenho um sofá até um pouco melhor, sacou?

Eu tenho vivido mais. Exatamente. Tu pensa nas coisas pra fazer a pessoa um sofá melhor, que tu acaba quando tu vai, tu engata também, sacou? Exatamente. E esse projeto aí, tu...

Cara, eu já vim dando aula de Itauí, né? Uma coisa que eu já fiz muito antigamente, mas como eu tava sempre viajando, pô, já tem um barquinho em Guarantimbo que eu faço uns passeios, eu simplesmente um aluno meu, que tem um filho de 18 anos, ele queria montar uma empresa de turismo pro filho, e ele, pô, gostou do jeito que eu dou aula, que assim, é o que eu falo, cara. Às vezes eu não sou muito metódico, eu não tenho, mas o que eu tô falando ali é coisa...

Alguém pode falar diferente, mas o que eu tô falando é o que eu vivi, o que eu sei, o que funciona pra mim. Então, meu irmão, igual qualquer professor de qualquer arte ali, o cara tá ensinando o que ele viveu. O problema é que eu não tô ensinando o caô, tô falando o que funciona. Quando eu fiz assim, deu certo, quando eu fiz assim, deu errado, hein? E vai. E ele gostou do jeito que eu dou aula, que, meu irmão, o cara paga um dinheiro pra fazer algo contigo.

Tu vai ficar pochando o saco do cara, o cara tem que sair feliz. Então tu faz num auto-dinostral maneiro, cara.

Aí ele falou, pô cara, eu quero montar uma parada Vem aqui, vê o que tu acha disso Mais ou menos eu profissionalizei o que eu já vinha fazendo Só que junto com os serviços Que é passeio de jet, o tau-in, uma aula de surf Essas coisas, a gente vai ter também um esquema de cota Aqueles jetkis que tu compra em cota Só que às vezes tu fica muito limitado Um jetki, dez cotistas, um jetki quebra O cara fica na mão, muita gente Então a gente tá começando com cinco jetkis e uma lancha que tu acopla E a gente vai abrir um esquema de associação Então você E aí

Vai pagar um pouco como se fosse uma cota, só que você vai ter acesso aos cinco jets. Então, se um não tá abocado, o outro tá marcado, é a tua gama de conseguir amarcar. E a gente chega no número de pessoas, a gente já vai aumentando e assim vai. O cara tem um plano de negócio, o empresário é ele. Ele botou pro filho dele e falou assim, meu filho fez 18, ele tem que entender que tem que trabalhar pra ganhar dinheiro. Então, eu tô fazendo isso.

No começo, eu tô com vocês, mas depois tá na mão de vocês, sacou? Bom, da parte que você tá me dando, eu entendo. Vamos pra frente, vamos pra cima, né?

E essa experiência de fazer um tour-in contigo assim, deve ser muito animão, né, cara? E eu acho que qualquer pessoa consegue, né? Consegue, cara. É o que eu falo. Ah, tem que ser big rider. Porra nenhuma. O jet kit tá ali pra te... Porra, tira toda a dificuldade. Você aprendeu a esquiar ali, levantou, meu. Então eu vou te botar numa onda, eu vou te pegar, tu não vai parar a arrebentação. Se a série vier no outro pico, tu pega.

Tu pega a onda, já tá de novo, já volta pro outside. Então, tipo assim, eu falo, não é um esporte barato, né? Porque tá em cima de uma máquina de 100 mil que pode dar PT a qualquer momento pra te botar na tua onda. Então não tem como ser muito barato, porque tem gasolina.

Mas, cara, se você é um cara que tem uma condição, você tem o teu esporte ali que você gosta. Porque às vezes, cara, a maioria dos meus alunos são empresários acima de 50 anos. Porra, você vai entrar ali remando, vai ter aquela molecada te dando volta, você só tem uma horinha pra você ir pro escritório, não pegou nada, foi embora triste. Aí você vem comigo e eu resolvo.

te bota em 20 ondas no lugar certinho. Toda a minha experiência de Havaí, te bota livro, te resgata, te traga de novo. Mas aí o cara fala, pô, meu irmão, às vezes cada um separa a sua grana pro seu hobby, e às vezes pro cara empresário assim não é nada, sacou? E pra mim, a maneira maneira que depois de tudo aconteceu, é uma forma que eu tô vivendo no surf.

E como eu tenho sufado pouco e dado muita aula, quando eu falo hoje é meu dia, eu aproveito mesmo. Que parece que eu tô pagando minha diária, tá ligado? Que eu deixo de ganhar, eu falo, hoje eu vou aproveitar ao máximo. E acaba que eu pego algumas das ondas que nem no meu auge eu pegava. Tipo, no choque. Pô, pegamos anos atrás, que pra mim já tinha sido auge. E ano passado, não, na época que teve aquele problema do sul lá, que a gente foi lá fazer aquele resgate, lá ajudar na galera.

Quando a gente voltou, deu um suel e parece que foi mesmo, umas ondas mais animais que eu já peguei na minha vida inteira. Foi aqui no Brasil e foi no choque.

E porra, numa época que eu tô mais pilotando que surfando Mas acho que a vontade é tanta Sabe o que eu passei tanto tempo surfando Tanto que eu até perdi um pouco o valor Hoje em dia, pô, quando eu vejo o Mário e falo Cara, eu posso surfar, meu irmão Volto a ser criança, aproveito ao máximo Acho que essa coisa do tesão, né, cara É importante sempre estar em alta, né É, tipo isso Porra, fica naquele, de ficar fazendo sempre Eu vejo até na luta também, acontece muito isso Um cara que luta muito tempo Uma hora já perdeu Perde o tesão, para de lutar

É, foi tipo isso, uma época, porra, graças a Deus, uma época na minha vida, eu ia pra Indonésia, lógico que eu ia amarradão, mas era normal, como se eu estivesse indo pra Sacoarema, era o cotidiano, era normal. Sim. Porra, hoje em dia, quando eu vou pra Indonésia de novo, nem porra, eu acho que... Igual criança, quando eu vi as primeiras viagens, eu me lembro que eu, porra, rabiscava no armário. Faltava 45 dias e fui pro Peru, eu botava várias paredes assim, vinha arriscando, cada dia que eu acordava, tá vendo?

Isso parece que eu tô resgatando. E eu tô indo surfar com o meu filho, e eu tô também meio que, porra, ajudando um moleque lá de Interói que eu vi um potencial, que é o Rodolfo.

Então, porra, com o meu filho é o básico do básico, é o Beabá. Então eu tô com ele ali, porra, maneiro pra caramba. Ele pega uma onda, o moleque já tá dando batidinha, já vem com a mão a borda. Só para assim, me deixa em êxtase. E tá treinando esse moleque em onda grande, porra, tá com ele, tentando passar confiança pra ele. Porra, tá me ajudando também que eu tô. Legal. Tipo, igual na época que, porra, não tinha muita gente da minha idade assim, né? Na época era o Lapinto.

Aí veio o calado, o chumbinho. Quando o calado veio, o calado começou a sofar, o moleque veio puxando o livro de um jeito que também me fez puxar o meu limite também. E eu meio que, pô, ensinando pra um moleque que já tava no... O que é isso? Eu quero ensinar o moleque como é que já tá pegando o rock. Caraca, que loucura! Aí tu vai puxando o limite, assim. Então, cada época da vida, né? Tu tem uma coisa que te instiga. Hoje em dia, é passar meu conhecimento e, porra, quando tá no meu momento ali, eu tentar pegar a onda que eu gosto, que eu quero, sei lá.

Falei pra galera que tu falou. Não, meu irmão. Foi irado estar contigo aqui, eu tô energia. Enfim, cara. A gente fazia acontecer porque eu já queria ter feito essa conversa. Obrigado, irmão. Eu juro que eu não queria me convidar, mas eu fiquei amarradão. Quando tu falou, foi roubada. Foi assim, é aquilo. Nada acontece por acaso. A gente se encontrou aquele dia lá.

Obrigado pela honra, parabéns pelo trabalho Que tu consegue botar nessa mesa Tipo, porra, até uma que eu não esqueço É o americano, veio aqui, porra Americano é idosão, coisa de criança assim na prainha Porra E viralizou, né, aquela fala dele lá, meu irmão O cara é vivido pra caramba Assim, uns lugares que Enfim, que trabalhavam Em coisas que não tinham nada a ver com o jiu-jitsu Os caras me mandando, cara, meu irmão, chegou um negócio teu aqui De um grupo de amigos Não sei da onde, eu falei, é, meu irmão Não sei lá, meu irmão

O negócio tá indo longe. Tá, tá. Pô, vários que acham grossa. Aí um que eu acho que tu podia chamar que ia ser maneiro, no mínimo engraçado, era o Rodrigão. Porque ele se tem história. Não, mas eu já chamei. Já, né? Ele é maluco, ele é maluco. Eu fico, às vezes eu chamo também, igual você. Pô, Argon, não fazia isso aqui. Se a gente não falar logo depois, cara, vai te deixando, aí vai entrando gente na frente, entendeu? Mas vai chegar o prazer. Aquilo ali mesmo.

Eu acho que quando a gente tentou marcar, ele não podia. Aí acabou não rolando. Mas a gente tem que fazer. Aquilo ali é muita história, cara. Ele meio que é uma lenda urbana do nosso bairro ali também. Sim, pô. Muita história. É tipo assim, quando eu nem conhecia ele, eu falava que era só o sublime do Rodrigo. Quando eu ganhei o Rabirá, vou ganhar algum problema. Ele já me defendia e nem me conhecia. Não, e porra, e sabe quanto a história, né, meu irmão?

Aquilo ali é... Obrigado, irmão. Tamo junto. Vou treinar agora aqui. Vamos pra experiência do treino. Nada vem de graça. Agora vai bater.

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