A violência tem degraus: como impedir que ela chegue ao feminicídio
A violência contra a mulher tem degraus. O feminicídio é o último deles. Mas o que acontece antes de uma mulher chegar ao extremo de ter a própria vida ameaçada?
Entre janeiro e setembro de 2026, 29 mulheres foram vítimas de feminicídio no Ceará. Por trás desses números, existem histórias de violência que, muitas vezes, começam muito antes da agressão física.
Neste episódio, conversamos com Jeritza Braga, supervisora do Núcleo de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (Nudem) da Defensoria Pública do Ceará, para entender como a violência se instala, quais obstáculos dificultam o rompimento desse ciclo e como funciona a rede de proteção às mulheres.
Também ouvimos Elisângela, sobrevivente de uma tentativa de feminicídio. Esfaqueada diversas vezes pelo ex-companheiro, ela ficou com sequelas físicas e emocionais e ainda enfrenta os efeitos da violência. Seu relato revela que sobreviver é apenas o começo de uma longa jornada de reconstrução.
O episódio discute os sinais que antecedem a violência extrema, os avanços e as limitações das políticas públicas, a responsabilização dos agressores e o que ainda precisa mudar para que mulheres não precisem chegar à beira da morte para serem protegidas.
PRECISA DE AJUDA OU QUER DENUNCIAR?
A violência contra a mulher pode ser denunciada por diferentes canais. A vítima não precisa estar sozinha: familiares, amigos, vizinhos e qualquer pessoa que tenha conhecimento de uma situação de violência também podem acionar as autoridades.
Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher. Serviço gratuito, disponível 24 horas por dia, para orientação, registro de denúncias e encaminhamento à rede de atendimento.
WhatsApp do Ligue 180: (61) 9610-0180.
Emergências ou agressão em andamento: ligue 190, da Polícia Militar.
Delegacias: é possível procurar uma Delegacia de Defesa da Mulher ou qualquer delegacia de Polícia Civil para registrar uma ocorrência.
O objetivo não pode ser apenas contar quantas mulheres morreram ou quantas conseguiram sobreviver. É preciso impedir que a violência chegue a esse ponto.
Ficha técnica
Produção, roteiro e apresentação: Luana Severo
Supervisão de conteúdo e edição de áudio: Emerson Rodrigues
Trilhas sonoras: Epidemic Sound
Supervisão de conteúdo: Emerson Rodrigues, Aline Conde e Geovana Rodrigues
Coordenação: Karine Zaranza e Alan Barros
Gerência de Jornalismo: Ívila Bessa
Gerência de Audiovisual: André Melo
Direção de Jornalismo: Gustavo Bortoli