O amor é eterno... enquanto dura
“Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.”
Neste 50.º episódio do Chá Comigo, partimos destes versos de Vinicius de Moraes para falar de amor, impermanência e de uma pergunta nada fácil: podemos amar profundamente sabendo que, um dia, teremos de nos separar daquilo que amamos?
Amar sem possuir. Sem transformar o outro naquilo que precisamos que seja. Sem exigir ao amor que nos dê garantias que nenhum ser humano pode dar. E sem imaginar que desapego significa indiferença. Porque há uma grande diferença entre a dor que diz “não posso perder-te porque preciso de ti” e aquela que simplesmente reconhece: “amo-te e dói-me perder-te.”
Talvez o amor não precise de ser eterno para ser verdadeiro. Talvez algumas das formas mais corajosas de amar comecem precisamente quando aceitamos que não temos qualquer garantia — e, mesmo assim, escolhemos amar de coração inteiro.
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