Episódios de Saio dos Pensamentos,

Voltar para casa e perceber que você mudou

24 de setembro de 202613min
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O que acontece quando a vida te faz voltar para o mesmo cenário do passado antes de te lançar para o mundo?

O primeiro episódio deste podcast foi sobre "pensar demais". Dez episódios depois, eu encerro a primeira temporada saindo definitivamente dos pensamentos para pousar na realidade.

Neste episódio de encerramento da primeira temporada, eu compartilho a experiência de retornar para a casa dos meus pais com "outra cabeça", falo sobre metanoia, mudança de mentalidade, autoconhecimento, família, amor e sobre o laboratório secreto que este projeto foi para a minha coragem e o recuo estratégico necessário antes de partir para outro lugar. O ciclo do pensamento travado se fecha hoje, mas a história real está apenas começando.

Me segue nas redes @saiodospensamentospodcast e @camilacheieny, beijo, até a próxima temporada <3

Participantes neste episódio1
C

Camila Cheieny

Host
Assuntos6
  • O retorno para casa e a percepção da própria mudançaambiente familiar permanece igual·transformação pessoal e do entorno·releitura de filmes e livros·recolhimento de expectativas infantis
  • Metanoia como mudança profunda de mentalidade e a busca pelo autoconhecimentoorigem grega da palavra metanoia·mudança radical no modo de pensar·entender as escolhas e reações·tornar o inconsciente consciente
  • O encerramento da primeira temporada do podcast e a jornada de autoconhecimentoúltimo episódio da primeira temporada·não desistir do projeto·qualidade duvidosa dos primeiros episódios·laboratório secreto de exposição
  • A alquimia do processo de transformação e a preparação para um novo ciclomundo desabando emocional e profissionalmente·caos de relações como espelho·retorno à casa dos pais para receber amor·preparação para o mundo lá fora
  • A descoberta do amor nas pequenas coisas e a desarmamento da defensivaenxergar pessoas como seres humanos reais·reconhecer o esforço dos pais·amor nos pequenos detalhes·rotina com leveza
  • O florescimento de novos projetos e a expectativa para a próxima temporadapodcast trouxe coragem e novos projetos·sentimento de florescer com a primavera·próxima temporada muito visceral·convite para interagir nas redes sociais
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
CCCamila Cheieny

Você já voltou para algum lugar antigo e sentiu que na verdade quem mudou foi você? Oiê, eu sou a Camila Cheyenne e esse é o Inside dos Pensamentos Podcast. Hoje fecha um ciclo muito importante para mim e eu quero falar também sobre o que acontece quando a gente se muda para longe, enfim, e retorna depois de um tempo às nossas origens, digamos assim, como por exemplo a casa dos nossos pais, né? Mas antes de qualquer coisa, Eu queria dizer que esse é o nosso último episódio.

Pois é. Mas calma, é o último episódio da primeira temporada. Porque assim como a minha vida é feita de ciclos, eu acredito que o podcast também. Então esse é o último episódio da primeira temporada. Tcharam! E o mais legal é que eu não desisti. Eu fiz 10 episódios. Com qualidade duvidosa. Sim, né? Mas estamos no caminho pra sempre melhorar as coisas. Mas enfim, voltando, né, retornando sobre a questão de voltar pra casa dos pais.

Quando a gente percebe que o ambiente continua igual, mas que a gente mudou tanto que tudo ao nosso redor parece que também se transformou de algum modo, sabe? É como assim assistir um filme, ler um livro de novo, mas depois de muito tempo, depois de muitos anos, depois de todas as transformações que a vida te entregou, sabe? Inclusive, eu tenho feito exatamente esse movimento. Eu tenho assistido filmes de novo, né, que eu fazia muito tempo que eu não assistia.

Por exemplo, Titanic. Lido livros também que eu lia um tempo atrás para ver como é que eu iria perceber, sabe, eles com a cabeça que eu tenho hoje. Enfim, quando a gente volta com outra mente, a gente recolhe muitas expectativas, sabe? Da criança mesmo, da criança interior, que eu gosto bastante de falar. A gente para de exigir que as pessoas sejam perfeitas e a gente passa a enxergar as pessoas como seres humanos reais, com as suas dores, seus limites, suas falhas.

Reconhece que em algum momento A pessoa, em algum momento, ou em todos eles, a pessoa já tava tentando fazer o melhor, sabe? E falando especificamente de pais, né? Pais, mães, avós que também são mães e avôs que também são pais e pessoas que criam que também são pais e mães. Enfim, eu acho que o choque mais bonito disso é que a gente descobre nas pequenas coisas amor, sabe? E a gente, quando não via isso antes, assim, eu pelo menos não via dessa forma, assim.

Então eu tenho descoberto amor nas pequenas coisas, nos pequenos detalhes, coisas que eu não enxergava antes com aquela outra cabeça, aquela outra Camila, né? Inclusive eu falo sobre isso em um episódio chamado A Importância de Ser uma Pessoa Amada, que provavelmente eu acho que foi o primeiro episódio que eu fiz Depois que eu me mudei, enfim, depois que eu retornei, né, para esse tempo sabático. É muito engraçado assim ter voltado e percebido, né, depois de tanto tempo assim, como a defensiva ela se desarma.

E pasme assim, pasme, a rotina ela acaba até ganhando uma leveza, sabe? Que é meio chocante assim, e é ótimo pra criação, né? Pelo menos pra minha criação tá sendo incrível. Tenho ficado com a cabeça muito mais tranquila assim. E aí, falando agora em cabeça, tem uma palavra na minha cabeça que há um tempo atrás, muito tempo atrás, eu tinha ido no show de uma banda. E aí eu descobri a palavra metanoia, que foi a palavra que enquanto eu tava escrevendo o roteiro, porque sim, esse episódio está tendo roteiro.

Enfim, a palavra metanoia é uma palavra de uma origem grega, né, que significa basicamente mudança profunda ou radical no modo que a gente pensa, né, percebe, age. Assim, é algo como mudança da mente mesmo, sabe? Então eu tenho me pego muito nesse lugar assim de estar enxergando de fato essas mudanças, sabe? Tipo, do jeito que eu lido com as coisas hoje, do jeito que eu enxergo as coisas hoje, que se fosse um tempo atrás eu ia de uma forma totalmente diferente, sabe?

E enfim, pensando sobre essa palavra que ficou na minha mente por um bom tempo assim, eu comecei a perceber uma coisa: enquanto eu não entendesse o que que tava por trás das minhas escolhas, das minhas reações, eu continuaria encontrando versões diferentes dos mesmos problemas, sabe? Assim, tipo, eu fiquei com essa reflexão assim de que se eu não procurasse entender sobre os meus pensamentos, sobre o meu modo de vivência e sobrevivência, né, bem importante dizer, eu ia sempre estar no mesmo lugar, parece, sabe?

E engraçado que essa ideia, engraçado não, né, meio óbvio para quem ouve o podcast até aqui, é que essa ideia conversa muito com uma coisa que Jung escreveu sobre tornar o inconsciente consciente, né? E talvez seja justamente isso que eu tenha passado esse último tempo tentando fazer assim. Mas eu preciso confessar uma coisa para vocês. Esses 10 episódios da temporada 1, né, que assim eu denomino carinhosamente, esses 10 episódios foram meu laboratório secreto, não tão secreto assim, de experiência, né, que eu criei esse espaço assim para enfrentar o meu próprio medo da exposição.

De alguma forma conseguir me expressar, porque eu sempre sentia muito essa agonia, né, de estar dentro dos pensamentos e não colocar pra fora as minhas ideias. E eu precisei me expor em doses homeopáticas aqui pra conseguir botar a minha cara no mundo sem medo de julgamentos, né? E aparentemente funcionou, né? Eu saí dos meus pensamentos e vim pra vida real, viu? Essa cabeça leve e essa liberdade, sabe, pra viver da minha arte hoje não nasceram do dia pra noite.

Teve muita alquimia no processo, inclusive Tem um livro de uma pessoa canceladíssima na literatura, mas eu não me envergonho também. O nome do livro é O Alquimista. Inclusive, eu reli ele há pouco tempo porque na época que eu li fez muito sentido com o que eu tava vivendo. E hoje, relendo ele, né, depois de um tempo, com a cabeça que eu tenho hoje, com olhar, fez muito sentido. Então eu gosto muito de falar sobre alquimia e E assim, eu precisei ver o meu mundo desabar, sabe, tanto no emocional quanto no profissional.

Inclusive no mesmo dia, esse é um plot twist que eu quero muito falar ainda aqui no podcast, eu precisei passar por caos de relações, sabe, que marcaram profundamente a minha caminhada, assim, por situações que marcaram profundamente, por várias outras minhas relações que funcionaram como espelho dos meus padrões até eu finalmente acordar, sabe. E A temporada 1, ela termina aqui com o meu laboratório concluído. E eu tô muito emocionada enquanto eu gravo esse podcast.

E sabe o que é mais doido de tudo? Que meu foco agora é ir para outro estado. Eu já tinha meio que falado sobre isso, né, nos outros episódios. Mas a vida, na sua sabedoria, ela— e aí eu gosto de dizer não só a vida como também o universo, tá— me fez voltar para casa dos meus pais antes. Eu precisei voltar assim para esse lugar para receber o amor de um jeito que talvez eu não soubesse mais receber e recuperar alguma coisa dentro de mim antes de seguir para o mundo lá fora, sabe?

O mundo que, vamos dizer assim, que não é fácil, né? Porque enfim, é uma cidade nova, é uma cidade grande, muito grande. E então realmente, né, não é um lugar cheio de flores. Então é muito importante essa essa pré, assim, esse pré-lugar onde eu me encontro aqui. Eu lembrei agora também de uma exposição que eu fui, acho que foi em junho ou julho, com uma amiga, em que eu vi um quadro que eu até fotografei inclusive, e tinha uma frase que me marcou muito, que era assim, um quadro arroxo muito lindo, eu não sei quem é o autor ou autora ou autores, mas a frase que tinha era Quem precisava mesmo ver a vida era o autor.

E aí essa frase, embaixo da frase tinha um boneco. E esse boneco, essa boneca, essa criatura estava olhando pra frase. E talvez seja isso mesmo que eu tenha descoberto voltando pra casa, sabe? Ou voltando pra casa que eu digo, o local que eu me encontro hoje mentalmente também. Às vezes a gente não precisa mudar o cenário pra perceber que a vida mudou. Às vezes quem precisava mesmo mudar era a pessoa que tava olhando para ele, né?

E na temporada 2 eu vou abrir essa caixa preta e contar um pouquinho a história real de como aos poucos eu fui saindo dos pensamentos, né? E tô aqui hoje finalizando a primeira temporada desse, do meu podcast, que me trouxe tantas coisas incríveis, me trouxe tanta coragem, fez florescer tantos outros projetos dentro da arte, sabe? Que Enfim, hoje eu tô aqui criando e colocando no mundo outros projetos. E eu tô realmente muito feliz, eu acho que eu tô muito no lugar de estar florescendo junto com a primavera, assim, tá sendo tudo muito simbólico.

E preparem, né, o fone de ouvido, preparem o fone de ouvido porque o que vem aí é muito visceral, eu gosto muito dessa palavra visceral. Bom, quero aproveitar e dizer que o podcast vai continuar, tem uma próxima temporada muito legal com coisas diferentes. Com a outra pessoa. Eu diria que eu sou uma outra pessoa hoje. Enfim, deixa o like, né, independente de onde você tiver me ouvindo. Me segue nas redes, é @saidespensamentospodcast, o meu é @camilacheyene.

Tem meu sobrenome escrito em algum lugar neste, neste áudio onde você está me ouvindo, então você pode catar meu sobrenome por ele, porque eu sei que não é fácil. Deixa comentário caso você se identifique, caso você queira conversar comigo, ter alguma troca, porque enfim, arte é troca. E minha DM tá sempre aberta também para sugestões, críticas. Cuidado com as críticas, mas também estou aceitando. Muito obrigado a todos que ouviram os meus episódios dessa primeira temporada, que pararam um tempo da sua vida para me ouvir falar e que vivenciaram de uma forma muito legal, literalmente, o meu processo nessa primeira temporada, né, nesses 10 episódios assim que a gente passou por.

A gente, eu falo eu e você que tá ouvindo, que ouviu os meus outros episódios, que passaram pelo medo da exposição, pelo pensar demais a ponto de paralisar. Pararam pra entender sobre a reflexão que eu tive quando eu entendi que eu precisava ter constância e continuar fazendo. Até eu parar com o hábito de pensar que eu não era capaz de estar fazendo. Isso foi muito importante, todas as mensagens que eu recebi foram muito importantes, me fizeram seguir as pessoas que postaram, que compartilharam.

Até mesmo as pessoas que não ouviram, as pessoas que não se importaram. Tudo isso fez com que eu chegasse até aqui de uma forma mais forte e preparada. Preparada pra tudo o que vem pela frente. E eu acredito que... Como o podcast me transformou tanto até aqui, ele só tem a me transformar cada vez mais, sabe? Me tornar cada vez alguém melhor e alguém que de fato se expresse pro mundo. E com isso, consiga alcançar outras pessoas.

Eu acho que quem precisa ouvir e estar aqui nesse episódio ou nos outros, elas estiveram e elas ainda vão chegar. É isso, beijo! Até a próxima temporada!

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