5 - Hobbies animes e doramas para desligar a cabeça com Yas e Bene
Become a supporter of this podcast: https://www.spreaker.com/podcast/caos-no-condado--7310125/support.
Assine o feed, avalie com 5 estrelas e a ajude a espalhar a palavra
- A importância de hobbies para desligar a mente e aliviar o estressedesafios de desligar a mente·não se cobrar nos hobbies·hobbies manuais como terapia·priorizar o tempo para si
- Hobbies manuais como forma de relaxamento e foco mentalaulas de costura·carpintaria e bioconstrução·horta caseira·cerâmica e bordado
- Consumo de animes e doramas leves para esvaziar a menteanimes bobos e romances·doramas sem clímax pesado·dublagem brasileira de animes·séries para assistir sem foco
- A busca por hobbies e a dificuldade de se priorizar na vida adultatransformar hobby em obrigação·não se exigir muito·deixar hobbies para depois·se permitir ser ruim em algo
- Atividades físicas como corrida e Pilates para bem-estarcorrer ao ar livre·correr para acalmar a mente·Pilates para foco e relaxamento·fofocas no Pilates
- Experiências em cafeterias e jogos de tabuleiro como hobbiestestar cafeterias com amigos·cheesecake e matcha latte·jogos de tabuleiro offline·quebra-cabeças personalizados
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Abrimos com uma mudança. Hoje não vamos falar sobre política.
Rapaz, tu sai de problema, rapaz.
Já te falei, meu. Porque já falamos bastante sobre política no último podcast e a gente precisa relaxar um pouquinho a cabeça no meio quase eleição agora. Então a gente vai falar sobre hobbies e outras dicas para quem tá precisando dar uma desligada no cabeção, tá naquela ansiedade louca, tá na depressão, tá na vida adulta. Então vamos falar um pouquinho sobre isso hoje.
Eu sou Guilherme Gandolfi, o @guifrodo nas redes sociais, e na minha esquerda, Sofi.
Olá, gente, meu nome é Sofia, mas podem me chamar de Sofi. Conhecimento vai ser disseminado igual foguete.
Na minha outra esquerda temos Yasmin Lima.
Oi, gente, prazer, sou Yasmin, pode chamar de Yash também.
Na minha outra esquerda, Thaís Benê.
Oi, gente!
As vinhetas são de grandes produções, o Podcast.
Esse é o Caos no Condado, nosso podcast de atualidades caseira da casa, que vai ao ar toda segunda-feira falando de atualidades, um pouquinho de política, um pouquinho de Nerd Alive. Inclusive, meninas, se vocês puderem se apresentar um pouquinho mais, falarem um pouquinho de vocês antes da gente começar.
Sou paraibana, meu povo, cuscuz tá pronto! Moro em São Paulo há menos de 5 anos. Finalmente voltei para o interior, então estou morando em Sorocaba depois de passar anos muito conturbados em São Paulo capital. Sou mãe do Paçoca, que tá aqui comigo agora do lado.
Para quem não tá vendo, Paçoca é um York muito fofo, muito fofo.
Paçoca é meu filho York, todos os nossos amigos querem roubar ele. Minha vida de mãe de Paçoca. Que mais? Tenho vários hobbies, sou viciada em colecionar hobbies. De pessoa jurídica, de trabalho, sou contadora também. Então isso é importante para dizer que minha mente sempre vive a mil por hora, trabalho financeiro e sempre estou fazendo várias coisas, tal qual o Július, e atualmente trabalho com consultoria.
Bom, eu sou nascida em Campinas, mas atualmente moro em Piracicaba, na roça. Eu trabalho com marketing, mas trabalho, comecei a trabalhar poucas horas para conseguir viver na roça. Então tenho vários animais, tenho, tô construindo a minha casa ainda com bioconstrução, tijolo ecológico, madeira eucalipto, e isso já demanda muito tempo, dá bastante trabalho. Trabalho. E também sou uma colecionadora de hobbies, mas meus hobbies assim são bem aleatórios, que me deram o título de pessoa mais aleatória da empresa no meu último serviço. E lá vamos nós!
E esse é o 5º episódio. A gente tem que agradecer muito a quem chegou através do último episódio e quem já ouviu tudo até aqui. Vocês são fogo no parquinho, viu, gente? Muito obrigado a quem tá ouvindo.
Pedimos para espalhar a palavra, ajudar a divulgar, seguir o nosso feed. Tem muito podcast que eu lanço sexta-feira, e agora vocês têm um podcast para ouvir Segunda, toda segunda.
E não esquece de falar pra gente o que vocês estão achando, hein? Comenta lá nos comentarizinhos.
A gente tá pensando em abrir uma sessão de comentar os comentários, então não deixem a gente no vácuo, comentem no Spotify, no YouTube, no Instagram pra gente conversar um pouco.
Mas cheio de pedidos, agora vamos lá, vamos falar dos nossos hobbies, das nossas dicas, o que a gente faz pra esfriar a cabeça.
Então a nossa ideia é falar dos resultados das eleições depois, decidimos fazer um papo mais de leve pra aliviar a tensão.
Então a gente também tem dificuldade de esfriar o cabeção, então a gente convidou mais pessoas pra falar um pouquinho sobre o que elas fazem aí para tirar um pouquinho a cabeça do trabalho e das obrigações.
Porque eu realmente preciso de dicas, porque eu não consigo desligar a cabeça, ainda mais que trabalho com rede social, né? Obrigado. Chama isso de trabalho, fico o tempo todo, até na hora que eu tô olhando o celular para passar o tempo, eu tô pensando em trabalho.
Eu acho que começaria aí, não ficar no celular para passar o tempo. Tem sido o meu maior desafio nos últimos dias. Papo de terapia também, de ter essa dificuldade de desligar. Porque quanto mais a gente fica scrollando Instagram, fazendo as coisas nas redes sociais, você fica com a mente mais conturbada. Então, primeiro desafio é não ficar passando seu tempo livre no seu celular. Então, tem um meu hobby preferido do momento, é aulas de costura.
Então, tenho feito roupinhas para mim, feito coisinhas nas aulas de costura, e é o momento que minha mente fica assim bem lisinha, feito um peito de frango. Então, eu não penso nada, sou muito feliz na aula de costura. E fazer um hobby só por fazer algo sem se cobrar de ser bom, né? Não sei como são vocês, eu sou péssima comigo mesma de querer ser boa em tudo. Então o Robson fez para você ser ruim também. Aproveitar isso, eu acho que é muito legal.
Você sabe costurar também, né, Benê? Eu acho que você já teve um hobby associado à costura, não teve?
Sim, mas não sei se hoje a costura para mim seria um hobby. Acho que é mais uma necessidade hoje, né? Mas teve tempo que eu costurava cosplay, né? Caraca, é, caraca, Japão, né? Hidrabene. Isso uns 10 anos atrás, né? Então que eu fazia, costurava cosplay, daí era hobby mesmo. Mas hoje a cortina aqui de trás, por exemplo, tive que costurar porque ela veio muito grande. E aí a gente fez, fez a barra dela, umas calças, umas roupas que rasgam, né?
A calça que gosta de rasgar naquele lugarzinho no meio ali também. Mas acho que a costura hoje para mim não seria necessariamente um hobby. Gostaria que voltasse a ser, mas acho que tem muita coisa, muita coisa na lista aqui no momento. Entre, entre os hobbies, eu gosto bastante da carpintaria. Eu tenho construído bastante coisa, fui, vou mó longe para comprar madeira mais barato, madeira de demolição. Eu construo mezanino, construo escada, fiz o armário da minha cozinha todo usando madeira que a CPFL cortou, largou na rua.
Eu fui lá, peguei, fiz todo o processo de usinagem para fazer as ripas. Dá um baita de um trabalho. Quando você vê pronto, a satisfação é muito grande. Tô lutando aí também, né, contra a depressão. Não é uma fase, mãe. E uma das coisas que eu percebi que me ajudou a melhorar muito dos últimos, que eu percebi uma melhora de uns 3, 4 meses para cá, foi fazer atividades manuais. Então tava ali fazendo, construindo alguma coisa, e eu até pensei e comentei com meu marido na hora, falei, nossa, mas eu gosto disso.
Porque quando você tá construindo, sua atenção tá totalmente na naquilo. Não tem como ficar pensando em muitas coisas porque são vários detalhes. Ah, segura, vê o ângulo, vê se tá certo. É, exatamente, tem esse risco também, né? Bem lembrado. E isso me ajuda a desligar minha mente, porque quando eu tô ali eu tô pensando só naquilo, não fico pensando em outras coisas. Então isso me ajuda bastante a desligar e me fez muito bem na questão da depressão.
Acho que não só por causa da atividade manual, mas porque a gente fica lá fora toma um sol, né, respira um arzinho. Varanda do Pum! E eu cheguei até a perguntar o porquê que uma atividade manual ela traz tanta satisfação do que eu escrever ou montar uma régua de emails, escrever um monte de email não traz. Porque quando a gente tá fazendo algo manual, a gente vê o começo, meio e fim da coisa ali de forma bem clara. E quando a gente tá trabalhando no computador, muitas vezes, né, a gente viu ali, mas a gente não vê aquilo, o fruto daquilo lá no final.
É, não tem fim, né? Parece que o negócio não acaba nunca. Não, vocês falando da coisa manual assim, uma das minhas ideias aqui mudando para Campinas e tal foi começar uma horta, que eu comecei, mas depressão também bate às vezes, bate que nem a polícia, você não sabe por quê. Não ter conseguido cuidar da horta como eu queria, mas eu fiquei tão feliz que já nasceu uns tomatinhos. Porra, me deu uma alegria ver os tomatinhos verdes.
Tem um tomate, tem já o manjericão. Então em breve fazer uma saladinha com as duas coisas, vou ficar muito feliz de comer essa saladinha. Eu queria ter dedicado mais isso do que eu tive tempo e tive ânimo. Acho que um dos grandes desafios é o começar, né? Isso prática, para mim é uma coisa que pega muito, porque tem muito, porra, que tem de ideia de coisa para fazer, de coisas que poderia fazer que seria legal, que poderia começar projetos, mas colocar em prática tem sido o desafio.
Eu acho que eu não tenho nenhum hobby manual, gente, na verdade nenhum. Ah, você cozinha, né?
Mas não é hobby, né? Não sei.
Não, eu gostaria que fosse. Eu gostaria que cozinhar fosse um hobby. Eu tenho uma quantidade absurda de vídeos de receita no meu Instagram, no de receitas que eu quero fazer para me divertir, que eu quero aprender a fazer, etc., etc., porque eu acho que é um hobby que tem potencial para ser legal, mas eu não abri espaço para ele na minha vida. Então eu não tenho nada assim. E eu não sou muito boa com costura, é uma coisa que eu faço para tapar buraco, mas me irrita porque trabalhos manuais eu fiz bastante no meu doutorado, no meu mestrado, que foi construção de reatores e desenvolvimento de tecnologia, envolvia pegar o parafuso, cortar, serrar, lixar e aprender a mexer com várias ferramentas.
Mas não foi sempre um trabalho assim, nunca foi um processo— eu nunca encarei mexer em ferramentas como um processo legal, sempre foi um sofrimento. Dói a mão, dói o braço, ela não obedece, a furadeira continua, a Makita sai voando, aí você vai arrancar o braço fora, tem que pôr a luva. Não, realmente, mas hobby.
Pegou um trauma, né?
Ai, é que eu aprendi tudo na marra, sabe? No contexto de desespero para terminar a pesquisa. Então foi tudo meio doido assim. O que eu tenho de hobbies? Nada mal, mas... Você fala, então. Eu gosto de assistir animes, né? Animes eu gosto. Animes bem bobos. Eu já assisti animes mais gore, já assisti animes violentos, eu tive essa época. Hoje em dia, como uma adulta de 32 anos, eu gosto de ver animes bem bobos assim. Tipo romances, sei lá. A Noiva do Lobo foi um que eu vi esses dias.
Ai, eu tava assistindo esse. É muito bobinho, sabe?
Eu assisti outro super bobo. Eu até vou pegar um nome aqui, que é a história de uma menina que casa com um conde. Ela gosta de fazer horta, eu adorei ver ela fazendo a horta dela. Super comfort, nada de ruim acontece na história, sabe? Tudo não tem aquele momento de clímax. O Gui falou uma vez que é uma história boa dentro da comunicação e tal, tem que ter um clímax, que é aquele momento de tudo dá errado, que é difícil. E aí eu tô pegando listas no Instagram de animes e que isso não Não tem um clímax, não tem um momento que tudo, tudo dá errado. Ele é tipo meio—
não, a Sophie já dropou várias séries, várias coisas por conta disso, né, Sophie? Já as coisas começam a dar errado, às vezes até tem a esperança de que vão dar certo no final. Mas House of the Dragon você não gostou, nunca quis começar a ver por conta disso, né, Sophie?
Porque eu já sabia que ia acabar mal, eu já sabia que todo mundo ia morrer, então não tinha como.
Então eu tinha essa coisa de gostar das coisas mais pesadas, né, mas eu acho que eu tô um pouco saturado, sabe?
Acho porque é isso, eu fico vendo tanta política e coisas no trabalho.
É difícil, sabemos. Não vai ser fácil, sabemos também. Que quando eu vou desligar, eu não quero mais ver complexidade, sabe? Eu adorava, puta, aquela série que tem toda dark, Game of Thrones, lê Game of Thrones, porra, todas as políticas, as coisas. Mas agora eu quero um negócio fácil assim. Eu tenho visto anime dublado, que é para não ter que ler legenda assim, para ficar fácil. Sim, tem uma porra, dublagem é muito boa, tem várias piadinhas que, pô, eu adoro quando a galera localiza, tipo, Puxou assim, eu sou que onde você vai?
Eu vou me divertir nas máquinas eletrônicas. Dane-se o mundo que eu não me chamo Raimundo. As frases e tal brasileira, pô, é bom demais.
Quando o cara chega e fala, e aí, meu consagrado? Pô, é muito bom. Só dublagem brasileira que te proporciona isso.
Sejam bem-vindos, mas venham na maciota. Olha, estava vendo The Duke's Son Claims He Won't Love Me, Showers Me Adoration. Nossa, tipo nomezão, é muito bobo, mas eu recomendo.
O da Vitória você assistiu, Sophie? Da Vitória? Victoria of Many Faces, já acabou esse, só 9 episódios. O melhor da temporada foi esse aí, recomendo, super bonitinho.
É isso que estou precisando. Mas também assisto animes que tem um pouco de clímax, que algumas coisas dão errado, como Diário de uma Hipotecária, que eu acho que da última, do ano passado, foi o que eu mais amei de todos os animes que eu assisti. Estou esperando que seja o que eu vou mais amar esse ano. Vai lançar em outubro. Ele tem coisas ruins acontecendo, mas ele envolve uma mulher forte e eu gosto de ver tramas em que temos mulheres fortes, envolve uma mulher que ela é uma apotecária, então ela faz ciência de um jeito com a natureza, com as ervas, com os venenos, e ela usa metodologia científica de um jeito muito doido.
É o quê, minha senhora? Vejo doramas também, mas eu andei meio irritada com eles porque realmente acontece muita coisa ruim. E eu amo ver a galera correndo cozinhando, então MasterChef é uma coisa que super me relaxa. É horrível isso, horrível, horrível, horrível, horrível, horroroso.
É, todos os outros se fodendo, né? Os outros que estão com problema do tempo, com o negócio queimando, com não sei o quê. Não é você, não é a sua cozinha que tá dando merda, né?
Mas eu assisto MasterChef, por exemplo, enquanto eu tô fazendo uma tarefa. Isso eu faço bastante, de assistir lavando louça, de botar lá enquanto eu tô dobrando roupa. Isso é um jeito de eu relaxar, esvaziar um pouco a mente, né? Não ficar pensando em mais outra. Eu geralmente eu fico pensando em outras tarefas enquanto estou fazendo uma tarefa. Eu fui diagnosticada com burnout nos últimos tempos e transtornos de ansiedade maior.
Esse termo aí, workaholic, é quando a pessoa é bem-sucedida, senão é só um idiota que trabalha muito. Então esse rolê de fazer uma tarefa pensando em outra tarefa, querendo começar outra tarefa e outra tarefa, outra tarefa. E eu não tenho TDAH, isso é mais uma coisa da minha vida adulta, é complicado. Então o MasterChef, eles vaziam um pouco a mente, apesar dele na cozinha. Você é vergonha, não confessou! E agora eu comecei a correr pensando na saúde, mas eu tô encarando como um hobby.
É saúde, sim, Mas eu tô encarando como um hobby, comecei devagar. Mas correr é muito gostoso. Por enquanto, tá rolando assim, de 1 a 2 vezes na semana. Mas é um momento de correr ao ar livre, com as plantinhas, com amigos. É um rolê que eu tô fazendo com o Gui, um dos dias da semana, inclusive. Que ele caminha.
A primeira vez que ela falou comigo, ela falou assim, não, Gui, vamos correr. Aí eu virei pra ela, mas correr do quê, Sofi? Muito sincero, não foi nem pra fazer piada.
Eu respondi, do infarto. Do infarto, da gordura, né? De não sei o quê.
O sedentarismo, muito bom.
Mas realmente, eu usava correr quando eu era jovem, mais jovem. Eu ainda sou jovem. Quando eu era adolescente, pra pensar, né? Pra fazer eu pensar. Agora eu tô tentando usar pra acalmar a mente. Porque agora eu penso em tanta coisa. E aí, correr com amigos ajuda a você poder estar conversando sobre outros assuntos. Inclusive, o podcast de IA, algumas coisas que eu falei no podcast de IA foi correndo com meu amigo que a gente conversou sobre IA.
Parque de Barão Geraldo, quem é de Campinas, é um lugar super gostoso pra correr. Mas já corri também na Unicamp. À noite também é bem legal, lugar bem legal. Perto da minha casa tem uma pracinha que eu testei essa semana, foi bem gostoso correr também. Tem várias velhinhas fofas ali que falam com você e elas estão ali conversando, fofocando, e com os cachorrinhos, tem vários cachorrinhos.
Aí as tem esse hobby, né, de levar o cachorro para ganhar festinha dos outros, né?
Tem minha caminhada, só é vamos andar com o Paçoca enquanto eu consigo, enquanto ninguém quer sequestrar ele. Mas sim, não sou, sou que nem o Gui, vou correr de quê? Quem tá vindo nos fazer mal? Então não, o hobby de correr não é para mim também. Então, Gui, numa próxima, a gente caminha enquanto elas correm.
Caminha enquanto elas correm, é exatamente isso. É melhor que nada, eu tô nesse estímulo. É melhor do que ficar sentado em casa. Eu tô tentando exigir pouco de mim mesmo, né. Acho que uma das grandes coisas dessa coisa de desligar a cabeça é conseguir também não se exigir muito, né. Acho que isso é um dos desafios.
Correr não tem um histórico bom na minha vida. Eu era bulinada porque eu corria que nem uma pata doida, era o que me diziam quando eu tava na escola. Eu era muito bulinada por correr de um jeito estranho. Mas eu acho que esse rolê de descobrir hobbies e coisas que eu gosto de fazer é novo para mim. Eu tenho trabalhado na terapia, que ela falou: o que que você gosta de fazer quando você não tá trabalhando e que não seja uma obrigação?
Porque às vezes a gente acaba transformando um hobby numa obrigação, e às vezes as pessoas até falam: ah, transformei um hobby num trabalho. Foi assim que eu virei fotógrafo.
É isso, exatamente. Porque é isso, para mim fotografar é um negócio muito gostoso, mas ao mesmo tempo é trabalho. São poucos momentos que eu consigo fotografar de boa, sem me preocupar com o resultado, sem ficar fritando naquilo assim. Às vezes com foto de rua, às vezes com alguns ensaios, quando eu vou fazer ensaio com alguma amiga e tipo não é um ensaio pago assim que eu tenho que fazer, tipo é um ensaio de experimentação ou na rua andando pela rua tirando umas fotos de fotografia de rua, às vezes ouvindo uma musiquinha também, pô, é um lugar que eu me sinto bem assim, que aí eu só consigo, e aí eu consigo desligar, eu consigo realmente curtir aquilo.
Nisso daqui eu sou bom, isso aqui eu me garanto, agora sim é comigo. E depois tem todo o rolê de tratar a foto também, então tratar a foto, mesmo que eu não trato muito, não encho de coisa, sou meio inimigo da galera que transforma a pessoa em outra pessoa depois no Photoshop, né, faz parece até parecendo, e às vezes porque é tão falso. Eu gosto de pouco tratamento, mas enfim, mesmo esse selecionar a foto, olhar tal, tem toda uma coisa nisso que eu acho terapêutica assim.
Eu acho que fotografia é um negócio que pode funcionar muito bem assim. Você quer R$1.000 ou prefere tirar uma fotografia com raça negra? R$1.000.
Eu gosto muito de séries, de doramas. Eu acho que também é uma forma de ficar com a mente tranquila porque são coisas que são mais leves de assistir. Então tanto livro quanto doramas e séries, o que é mais levinho, gosto muito para você não parar para pensar muito, tá? Que às vezes me deparo com uns, tava assistindo alguns com Sofia, que aí eu meio que parei, que eu falei não, ficou demais assim, era para ser divertido, era para ser um hobby, ficaram com assuntos mais pesados e a gente parou e a gente não voltou a assistir.
Eu acho que eu não sei se voltou, é aquele da clínica que a moça era enfermeira, eu não consegui voltar ainda, tá na minha lista de quando ficar bem eu assisto. Pesado. Eu acho que um que é muito bom assim para você viciar, que é bobinho, que é que é a esposa do meu marido, uma coisa assim, que tem algo de volta ao tempo e é muito legal. Aí você tem várias raivas durante o percurso do dorama, mas é muito gostoso assistir. Netflix também tem vários bons para ver nesse sentido.
E agora, de sério, eu acho que eu não tô vendo nenhuma para se relaxar. Eu queria voltar a ver a Modern Family, mas eu não achei onde é que assiste agora. Não sei se tá em alguma plataforma. Se vocês souberem, por favor indiquem, porque eu não achei de novo para assistir. E eu assisti muito também, repetindo Brooklyn Nine-Nine para poder almoçar. Então almoçar assistindo alguma coisa, eu gosto muito. Vocês almoçam em alguma coisa, mas eu gosto muito.
Nossa, isso dá ter que achar a série em qual streaming que ela tá, é um saco, né? E a gente perdeu o hábito de, pelo menos eu, de baixar. Pô, eu quero a coisa fácil na minha boquinha assim, só apertar play, não quero ficar procurando torrent. E aí, nossa, tem várias séries que eu tô para assistir, mas que eu não tô pagando o streaming que tá. Então a gente tá para ver The Bear, né, só a gente tá para ver algumas coisas, tá no Disney Plus, que não tá ficando para depois assim.
Mas isso da Netflix, eu acho que ela tem umas séries boas para você desligar a cabeça, né? Eu tenho essa impressão assim de que tem até documento deles dizendo isso, né, que fazendo séries e coisas para que a pessoa pode assistir sem estar focada naquilo, né? Assistir com o celular na mão, que é uma péssima ideia. Eu lembro que eu tava vendo Casa de Papel faz um tempo já. Cara, é uma série tão trouxa, mas entrega o basiquinho assim. E nossa, funciona muito bem para isso.
Essa é a esposa do meu marido. Não é uma série lisinha, não sei se você— quem não viu, é uma série pesada em relação à violência contra a mulher. Fala sobre feminicídio, não é exatamente extremamente leve.
Ela é baseada no mangá coreano, é sair no manhwa.
Exatamente. Mas distrai bem, você não consegue ficar sem assistir, dá muita curiosidade.
Mas ela, dependendo da sua história, ela pode dar alguns gatilhos. Essa que a Yasmin colocou, ela deu muitos gatilhos em mim. Eu vi inteira porque eu não tenho senso de autopreservação, que é sobre uma enfermeira que trabalha no hospital psiquiátrico e ela mesma adoece devido ao trabalho dela, e ela acaba sendo no hospital psiquiátrico também. Então também é uma série bem, ela é uma série muito profunda. Eu levei para terapia diversos episódios.
Então se você quiser pensar, não esfriar o cabeção e encher de coisa, eu indico.
Eu tô lembrando de quando eu tava com depressão, mal para caralho na cama, resolvendo maratonar aquele 13 Reasons Why, que a Selena se mata.
Ótima forma, ótimo.
Não foi meu momento mais brilhante. Isso não pode.
Doramas bem bobinhos que eu assisti, temos Precedentes Surpresas, Surpresa, bem bobinho, bem demais, uma delicinha esse. Sorriso Real, uma gracinha também, adorável corredor.
Esse adorável corredor eu não assisti. Eu também não, esse aí não.
Pretendente Surpresa eu consegui fazer até minha irmã, que odeia dorama, assistir comigo esse aí. Mas o Pretendente Surpresa também é baseado no manhwa, né, que é um mangá coreano, que uma amiga dela pede para ela ir num daqueles encontro às cegas, né, de casamento, tudo, que ainda tem muito isso nessas famílias mais cheias da grana aí, né? E aí ela vai toda meio loucona assim para espantar o cara, mas ele fala: não, é você mesmo que eu quero.
E basicamente a história vai se desenvolvendo daí, de como que eles vão se aproximando, como que eles vão se relacionando, e as coisas que eles, os desafios que eles encontram aí no caminho. Mas tudo bem suave, facilmente resolvido, não tem nada de miscommunication, né, que um deixa de falar um negócio, o outro, e aí um vê, imagino, um monte de coisa na cabeça, aí um ficou odiando o outro só porque não dialogaram, né? Então, e O Sorriso Real, a protagonista ela trabalha no hotel, e aí o filho do dono do hotel ali, eles acabam se encontrando de uma forma bem engraçada porque ela tava usando o banheiro de um dos quartos do hotel, aqueles banheiros que não sei por que que as pessoas inventam isso, aqueles que é de vidro, e aí você tem que apertar o botão para ele ficar, para ele ficar opaco, né?
É quem inventou isso, né, mano? Então E aí eles se encontraram ali e o negócio, o romance deles começa a desenvolver a partir desse fatídico episódio.
Lovely Runner, né, o Adorável Corredor, é a história de uma menina que se apaixona por um cara numa situação que ela não tava bem e tal. Ela se apaixona por um cara que é tipo estrela do K-pop. Vou escutar K-pop aí porque eu sou chafém. E ele morre por um motivo que ninguém sabe o que aconteceu.
E aí a Sophie tentando indicar um negócio leve, mas aí ele morre.
Gente, é o primeiro episódio, calma, primeiros 10 minutos do episódio. E aí ela volta no tempo para tentar salvar ele e é muito fofo, é muito fofo. Ok, recomendo, podem ver sem medo, vai dar tudo certo, vale a pena. E sim, o vai dar tudo certo não é spoiler, eu preciso ouvir isso das pessoas para mim assistir o dorama. Que às vezes não vai dar tudo certo, eu não quero ver, tô de boa.
É, tem essa coisa que todo dorama é fofinho, né? E é super irreal isso, né?
Nem todo dorama é fofinho, tipo esse que eu tava falando da enfermeira, tipo, não é fofo, é pesado.
Eu assisti um dorama esses tempos com o Matheus, que, ó, Matheus, meu marido, gente, a gente assistiu um que é Todos Nós Estamos Mortos, que é de zumbi.
Nossa, nunca vi um dorama de zumbi.
Nossa, tinha um anime, minha namorada é um zumbi, né, também tinha isso.
Tem amiga minha que a gente assiste muito dorama junto, se o marido dela não gosta doramas. Ele fala, se for de zumbi, eu assisto. Olha aí, já ficou indicação para os maridos assistirem com as esposas.
Esse é bom, a história é boa, legalzinho.
Pô, eu assisti todo The Walking Dead, hein? Eu adoro uma historinha de zumbi. Pô, The Walking Dead vai ficando ruim, é impressionante assim como os cara vai piorando. Você claramente vê que a galera não sabe mais o que fazer, que inventar para continuar a série rolando, vai piorando. Mas eu, mas também era isso, comfort food assim, era sentar lá e assistir e saber que ia dar merda, mas ia dar merda, tá tudo bem porque é um mundo de zumbi, é isso mesmo, tá tudo certo.
Mistei assim com a última temporada de Game of Thrones. Acho que igual a todos os fãs da saga, foi triste dessa mesma forma. Nossa, sim, é traumático.
Mas tem um hobby que eu acho super interessante e eu já falei para várias pessoas, tá, amiga, da Benê, que é, ela gosta de andar a cavalo e ela gosta de soltar arco e flecha. E ela já teve como hobby soltar arco e flecha do cavalo. Cavalo, tal como uma guerreira amazona.
Ela é a valente da Disney. É, eu só, eu ainda tenho esse hobby que tem, mudou uma vizinha para cá e a gente ficou super amiga, que ela tem mais ou menos a nossa idade assim, e ela quer aprender arqueria montada, quer atirar de arco e flecha de cima do cavalo. Toda hora a gente marca, ah, vamos marcar, vamos fazer isso quarta-feira, daí chove, quinta-feira, daí não dá. Mas a ideia, o hobby não morreu, é só a construção que acabou tendo uma prioridade na minha vida, na mosca.
Mas esses dias eu viajar e eu tive que levar os cavalos, as minhas éguas, para o sítio de um amigo meu aqui próximo. E a gente foi uma trilhazinha de 7 km passando por dentro de uma plantação de eucalipto, e assim, e passando por dentro de uma plantação de cana assim.
É claro que tinha que ter cana, né? Porque se esperasse, ficava impressionante todas as histórias.
Tem que ter, tem que ter. Inclusive tem cachoeira lá no meio das canas, viu? Quando vocês estão todos convidados para vir para cá num dia de calor, para a gente ir na cachoeira que tem no meio das canas. Mas Eu olhando lá de cima, eu falei, poxa vida, o negócio aqui tão perto, os cavalos eu tenho. Tem gente que paga caríssimo para fazer um passeio a cavalo assim. Eu tenho esse privilégio e não tô aproveitando simplesmente porque a gente não se prioriza.
Então aí vem o desligar a cabeça. A gente não, a gente vai fazendo tanta coisa para os outros, para casa, para serviço, para tudo, e você não se prioriza. Então uma coisa que ia ser bom para gente, a gente deixa de fazer simplesmente porque é tantas outras coisas que vão acontecendo que a gente não para para fazer isso. Então o arco e flecha deve fazer pelo menos uns 4 meses que eu nem pego nele, tá lá pregado na minha parede.
E é uma ótima coisa para desligar a cabeça também, porque quando você tá puxando a corda do arco e mirando ali, você não pensa em mais nada. Mas a gente não se prioriza. Então acho que para a gente desligar a cabeça, a gente tem que definir um momento na semana ou no dia para a gente dedicar para gente, sem o peso da consciência de, ah, era para eu tá fazendo isso, era para eu tá fazendo aquilo. Mas é um processo, é um aprendizado. Exato, porque isso é uma coisa bem difícil, né?
E eu fiquei pensando muito nisso que você trouxe, que às vezes a gente tira assim um tempo para fazer um hobby, aí você tá atrasado com alguma coisa, ah, mas eu vou cancelar hoje porque eu tenho que entregar isso aqui do trabalho, depois eu faço. Então você vai deixando para depois. E eu fiquei pensando muito nisso. E como é que você começou esse hobby de arco e flechas com cavalos? Achei muito legal.
Então, o hobby de arco e flecha foi porque eu gosto de videogame também, né? E acho que todos aqui conhecem a diva, a Lara Croft, né? Sim. E aí eu joguei a nova trilogia, os jogos mais modernos da Lara, falei Nossa, que legal isso, né? Atirar de arco e flecha, acho que— e aí eu pesquisei e aqui em Piracicaba tem um centro de treinamento de arco e flecha, que é a Associação Piracicabana de Arco e Flecha. Um sitezinho mó bizarro lá, o início dos anos 90, tudo com um formulário para colocar o contato.
Eu coloquei e entraram em contato comigo, e é aqui do lado da minha casa o centro de treinamento, mas eu não morava aqui antes, né? Era no bairro aqui da frente, aqui na Roça. E aí eu comecei a atirar de arco e flecha. Mas o cavalo eu gosto desde pequena. E aí queria morar na roça porque queria ter cavalo, tudo. Aí comprei minha bichinha e eu falei, ah, eu quero uma égua que não assuste, ou um cavalo que não assuste com o barulho das flechas.
E aí eu, na hora de testar, para ver se eu ia testar, né, entre aspas, assim, o cavalo, para ver o comportamento, eu atirei as flechas assim, ela nem ligou. E aí depois eu descobri que é porque ela é surda. Surda mesmo. Daí não, por isso que não ligou. E aí, a partir daí eu comecei.
De um cavalo, de uma guerreira amazona nula.
Ela é surda. Plot twist incrível no final da história.
E aí eu comecei então a atirar nela ali. Nela não, calma, de cima dela.
Nenhum cavalo se machucou, os cavalos dela estão muito bem, tá, gente?
Então, tão gordinhas porque não faz muito exercício ultimamente.
Inclusive, a Belê, ela cria galinhas e não mata galinhas. Ela realmente é uma criadora de animais, dos sonhos de todos os animais.
É, e aí eu tô, vou fazer uma casa para os coelhos, que eu vou pegar 2 coelhinhos e aí eles se reproduzem milhões depois. Nossa, você fez uma fazendinha, que legal! Tem, tem o menor bicho aqui, aquela lopsita, e o maior é os cavalos. Tem 2 calopsitas, tenho 3 cachorras, uma vira-lata pretinha, uma vira-lata caramelo e uma dálmata que também foi adotada. Aí eu tenho uma gata pretinha que é a Morcega. O Gui e a Sofia adoram ela. Por enquanto só 4 galinhas.
Os nomes das galinhas: uma é Elise, de um anime também super fofinho e tranquilo, que gostoso de assistir, que ela é uma, ela é uma vilã na primeira vida, daí ela vem para o mundo moderno, vira médica, e daí ela volta naquela vida anterior como uma médica. Bem, bem legalzinho assim, chama Elise mesmo. A outra galinha, a Rosentine, desse de um mangá coreano bem, bem bonitinho também, bem gostosinho de ler, chama Secret Lady. Aí eu tenho o galo, o galo chama Naofumi do anime Shield Hero, que foi meu marido que escolheu esse nome.
Uma das galinhas chama Areliana, do Como que a Areliana Foi Parar na Mansão do Duque, também outro anime bem bonitinho de assistir, bem relaxante. E aí a é a Roxana. Aí esse já não é tão relaxante, esse.
Eu lembro que a história do galo, ele nem era para ser um galo, era para ser uma galinha, não era?
Era, mas às vezes o pessoal erra na sexagem quando eles estão vendendo os pintinhos, né? Não foi a primeira vez que isso aconteceu.
Outro hobby que eu conheço da Yasmin também era desenhar, né, amiga? Você parou de desenhar?
Nossa, parei muito, mas eu tô voltando para fazer bordado. Então estou voltando a fazer bordados também, entre costuras e bordados e cerâmica também, pintar cerâmica, fazer coisas com cerâmicas. Então tô muito nessa vibe de fazer hobbies manuais porque é o momento que minha mente realmente relaxa, eu não penso em nada, eu fico focada no que eu tô fazendo. E para mim isso é muito bom porque, tal qual o Gui, eu também tenho TDAH.
Então para mim é meio às vezes difícil tá fazendo uma coisa só e focar numa coisa só, então minha mente sempre vai para muito longe. Então a forma que eu consigo, de esporte, acho que o que eu consigo fazer assim é o Pilates. Pilates eu não consigo pensar em mais nada porque se eu pensar em alguma coisa eu perco a das sequências. E aí já não sei o que eu já fiz, o que eu era para fazer. Então no momento que eu consigo relaxar bem— nossa, de hoje, tem dias que é difícil, né?
Diz que é pior do que academia ou Pilates assim. Você sai de lá sem saber quem você é.
Mas a cerâmica você faz, você mexe com a cerâmica fria ou você— a que vai na queima mesmo, Yasmin? Que vai na queima.
Aqui legal, tem um ateliê. Você já viveu o momento ghost? De quê? Não, é com a estereia. A estereia você faz do zero ou você pinta algum que o carinha lá fez.
Eu não fiz o momento ghost.
Eu acho que Eu nem conseguiria fazer. É muita, é muito, que mecanismo? Eu não conseguiria fazer, não tem essa destreza manual tão forte para conseguir tirar um barro e virar um jarro bonito. Não vale das minhas capacidades.
Talvez se tiver um homem bonito junto com você segurando as suas mãos.
Às vezes faltou isso, né? Às vezes faltou isso na aula cerâmica. Não tem, não tem esse homem bonito fazendo as cerâmicas com você. Realmente acho que às vezes é isso que tá faltando.
Seja você o homem bonito da cerâmica.
O seu próprio homem tá acertando.
Uma coisa que eu já tentei, eu gostei bastante, eu pretendo voltar, foi pintar aqueles livrinhos. Quando eu era criança, eu amava pintar livrinhos. E aí, até ontem, a gente achava que isso era coisa de criança, né? E eu gostava muito quando criança. Mas agora tem aqueles livrinhos para pintura para adultos, não é nem para bigodes, é uns que estão mais complexos, né, que tem mais espacinhos, dá para você ser bem criativo com lápis de cor.
Eu cheguei até a comprar, o meu sonho era ter aqueles jogos de lápis de cor grandes, tem dinheiro para comprar isso. Aí eu fui lá e comprei o meu jogo de lápis de cor com várias cores, 36 cores. Sonho de infância realizado. E aí eu pintei um pouquinho, mas a rotina tratorou esse meu hobby. Mas pensando aqui, eu tenho hobby sim. Eu acho que eu não tenho nada na minha vida nesse momento que esvazie minha mente, né? Mas a gente tá trabalhando nisso.
Mas é um hobby, é uma coisa que me relaxa, né, que eu gosto muito, que é testar cafeterias. Eu adoro testar cafeterias. Hobby caro, gosto de companhia, né? Mas eu amo, amo testar cafeterias com amiga. Então, nossa, gente, falam que você não tem, você não tem depressão, falta da sua vida ir numa cafeteria superfaturada com uma amiga. E realmente é um momento de introspecção, tipo, você fica pensando, eu quero testar um doce. Qual doce vou testar?
Aí são todos lindos, todos artísticos. Testar um café, um chá diferente. Teve uma vez que eu testei um café com miso, gente, era tão estranho que eu escolhi porque era o mais diferente e era espetacular. Recomendo. Matcha latte, provei assim também numa cafeteria aleatória. Então recomendo testar cafeterias, é bem legal, é aventureiro e é um lugar pacífico. Ele nasceu para ser pacífico, né? Gosto muito. Isso me acalma também, não esvaziamento, mas me acalma.
Tomar sol, eu acho que é por isso que eu gostei de correr. Eu gosto de sentar no sol e fritar. Talvez dermatologistas não recomendem, talvez, mas o quente, essa sensação de quente na pele me acalma. Acho que abaixa a pressão, né? E aí realmente me acalma assim. Quero café!
Você falou do café, é uma das poucas coisas que eu sinto saudade de São Paulo. A gente mora em São Paulo, nossas idas para cafés e descobrir cafés e sobremesas. Me deu muita nostalgia você falando.
É isso, eu gosto.
Hoje vem um dia aqui para Piracicaba que eu vou levar vocês uma em Santa Bárbara do Oeste, que é uma cidade que vocês não dão nada para ela, e realmente um ovo. Mas tem uma padaria artesanal ali, faz uns café, uns negocinho assim que é top. É super faturado demais você pagar R$17 num copo de leite feito lá com os bagulho de doce de leite, mas é uma delícia. Tem o melhor sanduíche de alho-poró que eu já comi na vida, hein? Nossa, fiquei com vontade, viu?
E que é isso, é muito bom.
Café em Lisboa, grande Lisboa, é a terra natal do Paçoca.
Recomendo algumas cafeterias em São Paulo que dá para relaxar a cabeça. A Mai é uma super faturada, vocês verem que não é publi, é realmente faturada.
Nossa, o choux deles é uma delícia, tem um choux cream espetacular e um matcha latte maravilhoso.
Então eu super mega power recomendo. Tem a cafeteria Cafeteria da Livraria... Qual que é o nome daquela livraria? Martins Fontes. Martins Fontes, na Avenida Paulista. É uma cafeteria e você pode ler livros enquanto está na cafeteria também. Falei que ia fazer isso durante todos os 5 anos que morei em São Paulo, não fiz nenhuma vez. Mas fui na cafeteria algumas vezes. Teve um momentozinho que deu tudo errado no trabalho, gente.
E aí eu só liguei pro Gui e falei, vamos comer um cheesecake na Martins Fontes. E aí foi o que a gente fez, eu me senti melhor. O cheesecake deles é espetacular e realmente dá uma relaxada na mente, assim. Dividir o cheesecake com alguém assim é top. Ou se quiser comenteiro também, tá valendo.
Deu até fome agora.
Levanta, pobre!
Você esqueceu que você é pobre?
Eu sinto muita falta de morar perto de vocês, é jogar jogos de tabuleiro. Sim, nossa, meu amor da vida toda! Saudade de a gente ficar jogando, fazer noite de sushi e joguinhos. Isso era um hobby bom em São Paulo, com certeza.
Comida confortável, gostosinha, junto com tanto tanto shiitake quanto bibimbap, bibimbap coreano vegetariano. Não achei em Campinas, inclusive, se alguém tiver como recomendar, porque tinha um que era super uma comida que eu comia em São Paulo, que era o bibimbap vegetariano. E aí sentar, comer aquilo assim bem num doraminha, espetacular, ou jogando joguinhos de tabuleiro. Recomendo, que é muito bom, concordo também.
Saudades do Bento da Nara, já que você falou de comidas lá. Saudades do Bento da Nara, quero deixar aqui registrado nossa comidinha conforto de São Paulo também.
Também. Saudades, com certeza. E o Narubenta tem um cheesecake muito bom também.
Se você tem um café e quer patrocinar um podcast, é o seu momento agora, hein? Por favor, estamos pedindo. Eu acho que esse do jogo de tabuleiro é um negócio bem legal também. E é isso, né, de sair do celular, que é legal jogar online com os amigos, é da hora e tal, pô. Mas tem um rolê de estar com jogo offline, pegando nas pecinhas, jogar um Catan ou até um baralho mesmo, um Uno. Nossa, é muito divertido.
E falando sobre esvaziar a mente, Tem um jogo que esvazia a mente porque você fica com a mente muito ocupada e aí você não vai pensar em trabalho nem em problemas. Don't Starve Together. Don't Starve Together esvazia a mente porque você só fica pensando em não morrer de fome no joguinho.
Olha, eu tenho esse jogo, você já tinha falado dele, Sophie, a gente nunca jogou. Eu tenho esse aí, hein. Esse eu não conheço.
É muito bom, Yá. Se quiser esvaziar a mente, é desesperador porque é muito difícil, mas é muito bom. E sobre coisas boas assim, né, que a gente deixa de fazer por causa de trabalho. Jogar com amigos é outra. Esse Don't Starve eu já tentei jogar com uma amiga de Piracicaba, Leiane. Também falei de jogar com a Benê e nunca acontece, porque a gente nunca prioriza o que não é obrigação, né? O Pilates, vocês falaram? Eu vou no Pilates, mas como obrigação.
Eu gosto que não fica tão focado na dor, porque tem outras pessoas lá e elas estão fofocando. Então as fofocas do Pilates são as que ajudam a gente não focar só na dor. Eu tenho fibromialgia, então fazer exercícios às vezes é um processo bem doloroso, principalmente quando eu tô muito nesses estresses. Mas o Pilates tem as fofoquinhas, então sempre ajuda mais que academia, que você fica lá sozinho, né, contando e só sentindo, só passando por aquilo, e nunca acaba.
Mas tem gente que super esvazia a mente na academia, assim. Tenho até amigos, não entendo, mas aceito.
Odeio academia também, Sophie, mas meu marido aqui ama, ele gosta. Mas a gente descobriu recentemente que ele tem autismo. Em fazer coisas repetidas é o que ele gosta. E aí você tá lá na academia e vai fazer 50 vezes, 60, o mesmo movimento. Daí ele tá felizão. Mas eu odeio também.
Eu fiz pouco tempo de academia, mas o pouco tempo que eu fiz eu me perdia nas contas. Tava no— tinha que contar até 10, não era difícil. 12, não era difícil, mas eu conseguia me perder na contagem até 12 sem saber que eu tava no 6, tava no 10.
Impressionante. Ai, amiga, eu sofro muito com isso fazendo exercício. Eu fico, meu Deus, eu fiz 6, eu fiz 7, eu fiz 4, quantos eu fiz? É muito difícil.
Eita porra, tá saindo da jaula o monstro! Aí só, a gente tava falando de jogo de tabuleiro, né? Teve uma coisa que eu comprei o primeiro para testar se a gente ia gostar, que é quebra-cabeça. Nossa, muito bom quebra-cabeça! Aqui tem um que a gente montou lá na casa da minha irmã. Aí eu peguei e passei uma fita crepe nele aqui, ó, na parte de trás, porque é de 1000 peças essa joça. Ó, tem umas caindo.
Nossa, é muito pequenininha!
Passa 10 anos montando e não termina. De 1000 peças. E aí depois eu vou pegar e vou emoldurar ele, colocar na parede. Aí o que que eu descobri, gente? Que na Shopee você pode mandar personalizar um quebra-cabeça com quantas peças você quiser: 100, 200, 500. E aí eu peguei, fiz uma foto, fiz uma imagem estilo anime, que meu, do meu marido, dos bichos, tudo, e mandei fazer fazer o quebra-cabeça. E para minha surpresa, o quebra-cabeça não é nem de papel, é de MDF.
Olha, já tá aí legal! Você já montou?
Não, nem começamos, porque a casa tá tudo um caos, não tem nem espaço para eu pôr ele para começar a montar. Mas em breve vai dar certo.
Mas eu amei a ideia, deu vontade de fazer o meu com os gatinhos e o Gui.
Que aí a ideia minha do meu marido é todo ano a gente mais um desses para ir mostrando como que a família vai mudando, né? Tinha outro, que bonitinho!
Nossa, muito fofo! E tem um quadro, fica lindo!
Depois que montar, coloca no quadro.
Eu gostava de montar quebra-cabeça com meu irmão, mas eu nunca montei depois de adulta. Eu já cheguei a sugerir para o Gui para a gente tentar fazer isso, aí ele me respondeu num tom do tipo nem morto assim, quebra-cabeça ansiedade.
Pô, e me dá ansiedade porque você tem que achar a pecinha, aí você não acha a pecinha e fica procurando tua pecinha. Aí você olha, pô, aí você vai encaixar, não encaixa. Eu acho que é bom para lidar com a frustração, talvez fosse um exercício para mim porque me deixa nervoso. Mas pô, com a foto nossa já ficou mais legal, talvez.
Calma aí, calabresa. A minha recomendação seria priorizar você, separar um tempo para esfriar a cabeça, para desligar a cabeça. Então se a gente não colocar isso na rotina, não estabelecer como regra, a gente não faz. Então sempre fazer isso, seja você ou seja com seu companheiro, né, para quem tá namorando, é casado, separar o momento para passar junto o casal ou passar você fazendo uma coisa que você gosta, que não seja obrigação, que não seja serviço, e também que não seja algo que vai te ajudar no seu serviço.
De hobbies, você procurar um hobby que você gosta assim, não desistir, porque tem muita gente falar, ah, mas eu não gosto de nada. Experimentar, se permitir experimentar como se você fosse uma criança. Então, acho que tem muito isso. A gente perde muito isso quando a gente cresce, desse momento de ser criança, de fazer algo por fazer, de fazer algo porque é legal, de se permitir ser ruim numa coisa de, ah, eu queria começar a desenhar por hobby.
Aí você faz um desenho feio, você fala, nossa, eu não sirvo pra isso, não vou fazer porque não tá bom. Então, se cobrar menos nos seus hobbies, entender que seus hobbies são momentos seus pra você fazer algo legal, algo gostoso, passar seu tempo. E tentar o máximo possível fazer isso fora de telas. Eu acho que a gente vive tanto em telas no trabalho, tanto em telas em tudo na nossa vida, que transformar seu hobby em tela eu acho ruim.
E assim, no meu caso, tô fazendo esse processo de tentar sair disso de telas, porque prejudica você dormir, você não dorme bem, você não descansa, você fica estressado. E aí você parece que seu tempo nunca, nunca é proveitoso para você. Então acho que pega o gancho da Thaís, da Benedi, você se priorizar, de você tirar um tempo para você fazer, você se permitir ser ruim nisso e você se divertir no processo. Eu acho que seria isso.
Da hora, gente! Novamente, obrigado. Você que tá ouvindo até agora, comenta para gente o que você vai pedir no próximo café que você for. Pão de queijo, café, matcha, comenta aí o que que você vai pedir no café para a gente saber que você ouviu até o final. Muito agradecer novamente aí por todo mundo que ficou até aqui. Ajudem a divulgar o podcast. Valeu, semana que vem a gente volta com um papo mais cabeça.
Parabéns, você acabou de ouvir 45 minutos de conteúdos de humanos reais e não de IA.