Justiça Climática - Extra
O que é o Giro dos Povos
O Giro dos Povos é um boletim jornalístico independente fundado em 2023 por Kito Kiese, comunicador estratégico, pessoa de terreiro e militante do movimento de povos e comunidades tradicionais do Brasil.
Toda semana, sem parar, o Giro acompanha o que acontece nos seis biomas e no sistema costeiro-marinho brasileiro, trazendo notícias que importam para os 28 segmentos de Povos e Comunidades Tradicionais reconhecidos pelo Decreto Federal nº 6.040/2007: povos indígenas, quilombolas, comunidades de terreiro, pescadores artesanais, extrativistas, geraizeiros, vazanteiros, ciganos, benzedeiras, ribeirinhos e todos os outros que a grande mídia sistematicamente ignora.
Aqui cabem denúncias urgentes, histórias de resistência, atualizações sobre leis e políticas públicas, biodiversidade, cultura, afeto e relatos que chegam direto dos territórios e maretórios. Da Amazônia ao Pampa. Do Cerrado à Caatinga. Da Mata Atlântica ao Pantanal.
Mais de dois anos de publicações semanais ininterruptas. Sem equivalente no jornalismo brasileiro.
Por que apoiar
Jornalismo independente sobre povos tradicionais não existe sem quem o sustente. O Giro não tem patrocínio corporativo, não vende anúncios e não pertence a nenhum grupo de comunicação. Existe porque foi construído do zero, semana a semana, com trabalho e comprometimento com os territórios que cobre.
O território que não aparece na mídia é o território mais vulnerável.
Cada apoio mensal garante que mais uma edição chegue a mais pessoas, que mais uma denúncia ganhe visibilidade, que mais uma história de resistência não seja apagada.
O que você financia com seu apoio
Produção editorial semanal cobrindo 28 segmentos de PCTs nos seis biomas brasileiros, curadoria de notícias de fontes institucionais e comunitárias, comunicação digital ética com prioridade a ferramentas de código aberto e sem uso de inteligência artificial generativa no tratamento de dados sensíveis de comunidades, e expansão da cobertura para novos territórios e formatos.
O Giro dos Povos não é um projeto paralelo. É um compromisso.
- A definição de justiça climática sob a perspectiva de diferentes comunidadesdireitos dos quilombolas·quilombo livre da mineração·cuidado com a natureza·povo pomerano·agricultura familiar
- A importância do bem viver e da valorização dos saberes tradicionaisbem viver nos territórios·remuneração pelo saber tradicional·identidade e resistência·plantar no território·acesso a recursos naturais
- O impacto desigual das mudanças climáticas nas populações vulneráveispopulações mais vulneráveis·reconhecimento do sistema alimentar·povos tradicionais de matizes africanos
- A necessidade de dignidade e tranquilidade para os povos em seus territóriosdireito a permanecer nos territórios·floresta em pé·sem destruição e desmatação
Mas afinal, o que é essa justiça climática?
Justiça climática é os direitos dos quilombolas não violados.
Justiça climática é um quilombo livre da mineração.
Justiça climática é esse cuidado com ela, as leis serem cumpridas da forma que devem É entender que somos parte da natureza.
Justiça climática pro povo pomerano é salvaguardar a nossa língua materna, também valorizar a nossa agricultura familiar.
Justiça climática é o bem viver nos territórios e maritórios. Remuneração pelo saber e o fazer tradicional.
Rapadura de massa é a nossa identidade, é a nossa luta, é a nossa resistência.
Pra mim, justiça climática é poder plantar no meu território.
É a gente ter acesso às águas, aos rios, às matas, à terra.
Pra mim é quando todos os povos têm direito a permanecer nos seus territórios com dignidade e tranquilidade.
É floresta em pé, sem destruição e sem desmatação.
Que as mudanças climáticas afetam de forma desigual as populações mais vulneráveis, que são as que menos contribuem para o problema.
Justiça climática é o bem viver nos territórios. É reconhecimento do sistema alimentar do povo tradicional de matizes africanos.