Episódios de Hora da ciência

Ep. 15 | 25.09.26

25 de setembro de 20261h
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Neste episódio, Hora da Ciência conversa com o neurocientista Dráulio Barros de Araújo (2'54"), professor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Ele fala sobre um estudo realizado por um consórcio internacional de pesquisadores que mostrou que compostos psicodélicos aumentam a conectividade de áreas do cérebro e tornam a atividade cerebral mais integrada e menos rígida. O trabalho, publicado na revista Nature Medicine, analisou onze conjuntos de dados de pessoas submetidas a ressonância magnética funcional sob efeitos de cinco diferentes drogas psicodélicas: a psilocibina, o LSD, a mescalina, a DMT e a ayahuasca.

A convidada especial do programa é Renata Fontanetto (15'40"), jornalista especializada em ciência, saúde e meio ambiente e professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), no Rio de Janeiro. Ela discute o potencial das ferramentas oferecidas pelo Observatório da Transição Energética, plataforma criada por jornalistas e pesquisadores que monitora os impactos gerados por empreendimentos de energia renovável em terras indígenas e quilombolas, unidades de conservação e assentamentos de reforma agrária no país.

Hora da Ciência traz, ainda, uma entrevista com a bióloga Fernanda Silva (29'39"), da organização The Nature Conservancy, especialista em conservação de peixes de água doce da bacia amazônica. A pesquisadora apresenta os resultados do relatório ‘Peixes esquecidos da Amazônia’, um documento que combina evidências científicas e conhecimentos tradicionais sobre as 2.700 espécies de água doce do maior sistema fluvial do mundo.

O programa mostra também as conclusões de um artigo que avaliou a reação de funcionários públicos do Brasil e dos Estados Unidos a ataques desferidos contra a burocracia pública no primeiro governo de Donald Trump, entre 2017 e 2021, e no de Jair Bolsonaro, de 2019 a 2022. A entrevistada do programa é a autora brasileira dessa pesquisa comparativa: Mariana Costa Silveira (40'09"), professora da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da USP.

Fechando o programa, a socióloga Maíra Saruê (50'03"), diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, discute os resultados de um levantamento que mostra como o medo da violência afeta as mulheres de maneira mais intensa do que os homens. De acordo com a pesquisa, 94% das mulheres afirmaram se sentir inseguras diante da violência no cotidiano, ante 84% dos homens. Em deslocamentos pela cidade, a diferença também aparece, embora seja menor: 94% das mulheres e 90% dos homens disseram sentir medo da violência nessas situações.