Episódios de Hora da ciência

EP 13, | 11.09.2026

11 de setembro de 20261h5min
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Hora da Ciência conversa com Luciana Caetano (2'24"), professora do Instituto de Psicologia da USP, sobre um estudo realizado com 643 adolescentes de Pernambuco e São Paulo. Os jovens revelaram suas percepções sobre mensagens emitidas por amigos, pais e professores em relação à igualdade de pessoas homossexuais e heterossexuais - se são mensagens positivas, a favor da inclusão, ou de conotação negativa e homofóbica. Spoiler: o grupo que mais emitiu mensagens positivas sobre igualdade independentemente da orientação sexual foi o dos professores.

O programa também traz uma entrevista com a agrônoma Christiane Paiva (16'39"), pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas (MG), uma das vencedoras da 8ª edição do Prêmio CBMM de Ciência e Tecnologia. Primeira mulher a receber o prêmio, que é concedido desde 2019 pela Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), a agrônoma foi reconhecida pelo desenvolvimento de soluções biológicas para a agricultura. Ela estuda microrganismos que ampliam a oferta de nutrientes para as plantas, estimulam seu crescimento e ajudam no controle de doenças.

O sociólogo Arilson Favareto (28'59"), professor da Universidade Federal do ABC e diretor científico do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), apresenta um estudo segundo o qual a manutenção dos modelos vigentes de produção de energia e de alimentos vai custar mais caro do que investir na transformação desses modelos. O documento, produzido pelo Cebrap e o Instituto ClimaInfo, sustenta que a transição ecológica é uma oportunidade para reposicionar a economia brasileira em um cenário internacional marcado pela descarbonização e pela reorganização de cadeias produtivas.

A convidada especial do programa é Mariana Lenharo (42'24"), jornalista brasileira especializada em ciência e saúde, repórter de ciências da vida da revista Nature. Ela analisa os resultados de um artigo que mostrou que o cérebro de pessoas com depressão tem um desempenho aparentemente pior na produção de novos neurônios do que o cérebro de quem não tem o transtorno. Em agosto, a jornalista escreveu uma reportagem em que mostra como esse estudo avança na compreensão da doença e pode auxiliar na busca por novos alvos terapêuticos.

Fechando o programa, o químico Rivelino Cavalcante (53'04"), professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), avalia a extensão da contaminação de caranguejos em manguezais dos estados do Ceará e Pernambuco com substâncias que podem ser nocivas à saúde humana, os análogos de bisfenol, usados como aditivos na produção de plásticos. Seu método para detectar análogos de bisfenol no organismo dos caranguejos pode ajudar a verificar a vulnerabilidade dos manguezais à poluição doméstica e industrial.