Noisette · É a minha pá! · história sobre aprender a emprestar · emoções das crianças · história em áudio sem telas
Essa e a MINHA pa! La na beira do riacho, a Noisette nao esta nem um pouquinho a fim de emprestar a pa novinha, aquela que o Papai Urso fez especialmente para ela. E emprestar, quando a gente e pequeno e ama o proprio brinquedo, nao e nada facil mesmo, todo pai e toda mae sabe disso.
So que, brincando com os amigos a beira da agua, a Noisette vai descobrindo uma coisa: emprestar nao e dar para sempre, e dividir deixa a brincadeira ainda mais divertida. O brinquedo sempre volta para as suas patinhas, e a alegria, essa, se multiplica quando e repartida com os outros.
E uma historia cheia de ternura sobre a partilha, daquelas para acompanhar com doçura o aprendizado do cada um na sua vez, sem nenhuma cobranca e sem sermao. So o exemplo gostoso de uma ursinha que descobre, sozinha, como dividir pode ser bom.
Para os pais, e uma forma leve de tocar num assunto que rende muitas briguinhas em casa: a historia nao obriga a crianca a dividir, ela mostra por que vale a pena. E faz isso com tanto carinho que o recado entra sem peso.
Uma audio historia para a hora de dormir que acolhe as briguinhas do dia e fecha o ar com a leveza de quem aprendeu, no seu tempo, a dividir.
Ouvir a Noisette descobrir sozinha a alegria de dividir costuma render muito mais do que mil pedidos para emprestar o brinquedo. A historia planta a ideia com leveza, e a crianca volta a ela quando precisar, no parquinho ou em casa, lembrando que o brinquedo sempre volta.
Esta e uma historia em audio sem telas, pensada para os pequenos a partir dos 2 anos, otima para a hora de dormir, no carro ou na soneca. Sem tela nenhuma para cansar os olhos, e so a voz e a imaginacao para embalar a noite. E, como sempre na Tilibou, o final fica bem suave, sem musica, para escorregar para o sono sem acordar ninguem. 🌙
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Um recadinho para os pais: se vocês gostam do Tilibu, sigam a gente e deixem 5 estrelas. Cada estrela ajuda o nosso pequeno vagalume a crescer e a chegar a mais famílias. Bem-vindo ao Tilibu, aconchega-se bem. Fecha os olhos se quiser, a história começa. Aconchega-se bem, fecha os olhos se quiser, a história começa. Naquela manhã, na grande floresta aconchegante, Noisete tinha um tesouro novinho: uma pá. Mas não uma pá qualquer, uma pá de madeira de nogueira talhada por Papai Urso.
Com uma noisetezinha gravada no cabo. E naquela manhã, rumo ao cantinho de areia à beira do riacho para a obra do século: um canal enorme para a água vir encher os castelos. Minha pá cava muito bem, é a melhor pá de toda a floresta.
Nossa, ela é linda, sua pá! Fala, Noisete, Posso experimentar? Só um pouquinho.
E aí aconteceu uma coisa estranha. As patas de Noisete se fecharam sozinhas no cabo. Claque! Como dois ímãs. Você conhece isso? Quando alguém pede para emprestar e as suas mãos colam no brinquedo sozinhas, sem pedir permissão? Isso se chama patas ímã. Não, é minha pá! Foi o papai que fez só para mim.
Tá bem, desculpa.
O Tim baixou os espinhos, recuou bem de leve e foi cavar do lado dele com um graveto. E o cantinho de areia se dividiu em dois: de um lado, o Tim com o graveto; do outro, noazete.
Apá.
E um silêncio esquisito. Noazete cavava. O canal avançava. Apá cavava muito bem, era verdade. Mas é que um canal é longo. Sozinha, é até muito longo. E principalmente, não tinha mais ninguém pra gritar: A água chegou! Não tinha mais ninguém pra rir quando o castelo cai. Noazete tinha ficado com Apá. Mas a brincadeira tinha ficado pequenininha. Puxa, um canal sozinha é uma droga, mas é minha pá de qualquer jeito. E na barriga dela tava tudo misturado: um pouquinho de vulcão, um pouquinho de coração amassado, e as patas ímã que ainda seguravam o cabo com força, claque, sem querer largar.
Bom, minha obra preferida parece um pouco parada.
O Tim queria minha pá, mas é minha pá e eu não quero que ele pegue, porque depois—
porque depois—
porque depois ela não vai mais ser minha.
Ah, eis a questão. Escuta bem, Noisete, é Uapá, e você tem o direito de gostar muito, muito dela. As suas patas ímã têm o direito de existir, mas acho que elas estão com medo de uma coisa que não é verdade. Olha, você vê meu chapéu de sol grande?
Mamãe Ursa colocou o chapéu grande na cabeça de Noisete. Ele caía até o focinho, claro.
Eu te empresto! Me fala então, de quem é esse chapéu?
Bom, seu!
Exatamente, tá na sua cabeça e continua sendo meu. Esse é o segredo: emprestar não é dar. Quando a gente empresta, ainda é nosso e sempre volta. E para ajudar as patas a iman, tem uma fórmula mágica. Você fala: eu te empresto e depois você me devolve. Assim todo mundo sabe que a pá vai fazer a viagem de ida e volta.
Noisete devolveu o chapéu. Viu? Voltou. Um chapéu emprestado. Depois olhou para a pá. Depois para o Tim lá atrás, cavando todo curvado com o graveto. Ela respirou fundo. E atravessou o cantinho de areia. Tim, eu te empresto minha pá e depois você me devolve, tá bem?
Tá bem, te devolvo depois, prometo. Promessa de ouriço são as promessas mais firmes porque tem espinhos.
E as patas ímã de Noisete se soltaram devagarinho. A pá foi das patas dela para as patas do Tim e o mundo não desmoronou nem um pouquinho.
Nossa, ela cava muito bem! Ó, eu te empresto o meu balde e depois você me devolve, hein?
Promessa de Ursinazinha! E a obra do século recomeçou. A 2 o canal avançava duas vezes mais rápido. A água do riacho chegou até o castelo, houve uma inundação magnífica e ninguém soube jamais se estava nos planos ou não. Foi o melhor momento da manhã. E aí chegou o momento que as patas imã esperavam em segredo: o momento da devolução.
Ó, Noisete, a sua pá te devolvo como prometi. Obrigado por ter me emprestado.
Ela voltou, mamãe! A minha pá voltou! E é esquisito, parece que ela é ainda mais minha do que antes.
É sempre assim. Uma pá que fez a ida e volta é uma pá que tem uma história. E um amigo que devolve o que a gente empresta É um amigo para quem a gente empresta de novo amanhã.
Amanhã, Tim, eu te empresto a pá e o meu regador, e depois você me devolve. Então, se um dia você também sentir as mãos colando no brinquedo como ímãs quando alguém pede para emprestar, lembre-se dos segredos desta história. 1. As suas patas ímã tem o direito de existir. É o seu brinquedo, você tem o direito de querer guardar. 2. Emprestar não é dar. Continua sendo seu mesmo nas mãos de um amigo. 3. Fala a fórmula mágica: eu te empresto e depois você me devolve.
E fica de olho no retorno, é o melhor momento. E a gente sopra um pouquinho com o Noisete. Eu respiro a floresta, eu sopro a nuvem. E pronto, e pronto, a história acabou. Tilibu te dá um abraço bem grande. Até logo, dorme bem.