Episódios de Barbaridade Histórica

#4 - Ditadura e impunidade: por que o Brasil não julgou seus torturadores?

01 de agosto de 202613min
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Por que o Brasil voltou à democracia sem julgar quem torturou, matou e fez desaparecer?

Neste episódio, eu explico como a redemocratização brasileira reconheceu os crimes da ditadura sem construir uma responsabilização penal efetiva.

A gente passa pela abertura “lenta, gradual e segura”, pela Lei da Anistia, pelo caso Vladimir Herzog e pela comparação com a Argentina, que retomou os julgamentos apesar dos recuos.

O que uma democracia deve à própria história quando reconhece os crimes de Estado, mas não pune quem os cometeu?

Eu explico história, você entende o presente.

📚 Leitura recomendada:

— PAIVA, Marcelo Rubens. Ainda Estou Aqui. Alfaguara/Objetiva.

📚 Referências:

— COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE. Relatório. Brasília: CNV, 2014.

— GASPARI, Elio. A Ditadura Escancarada. Companhia das Letras.

— FICO, Carlos. Além do Golpe. Record.

— MEZAROBBA, Glenda. Um acerto de contas com o futuro. Humanitas/FAPESP.

— BRASIL. Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979.

— CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS. Caso Gomes Lund e outros vs. Brasil. Sentença de 24 de novembro de 2010.

— DANTAS, Audálio. As Duas Guerras de Vlado Herzog. Companhia das Letras.

— CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS. Caso Herzog e outros vs. Brasil. Sentença de 15 de março de 2018.

— PEREIRA, Anthony W. Ditadura e Repressão. Paz e Terra.

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