009 – O Estripador de Lisboa, 2/5
O Estripador de Lisboa |
Lisboa. Década de 1990.
Uma sequência de assassinatos brutais mergulhou Portugal em um dos casos criminais mais perturbadores de sua história. Mulheres foram perseguidas, assassinadas e mutiladas por um criminoso que jamais foi identificado oficialmente, dando origem à lenda do Estripador de Lisboa.
Neste primeiro episódio de Arquivo Escarlate, você vai conhecer o início dessa investigação, entender quem foi a primeira vítima e descobrir como a Polícia Judiciária percebeu que poderia estar diante de um assassino em série.
Uma história real, baseada em fatos documentados, contada em formato cinematográfico para que você se sinta dentro da investigação.
🎙️ Feche os olhos. O filme começa… agora.
Se você gosta de casos reais, mistérios e investigações criminais, inscreva-se no canal, deixe seu like e ative o sino para acompanhar os próximos episódios desta série exclusiva sobre o Estripador de Lisboa.
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- O Estripador de LisboaMaria Valentina (Tina) · Prostituição de rua · Tóxico-dependência · Mutilações · Polícia Civil
- Investigação do crimeA investigação e descoberta dos corpos · Estrangulamento e mutilações · Ausência de pistas · Busca por clientes e inimigos
- Homicídios em ItuclaroTelefonemas anônimos e cartas · Suspeitos não identificados · Segundo corpo encontrado
Bem-vindo ao Arquivo Escarlate. Aqui mergulhamos em crimes reais, investigações marcantes, desaparecimentos, julgamentos e casos que continuam a intrigar o público. Histórias de bolso, Histórias curtas apresentadas com áudio original. Arquivo Escarlate. Feche os olhos, o filme começa agora. No dia da lanterna, Tina A primeira vítima. Feche os olhos, o filme continua. Na madrugada de 31 de julho de 1992, Lisboa ainda não imaginava que estava prestes a entrar para a história criminal de Portugal.
Não havia alertas. Não existiam manchetes, não se falava de um assassino em série. Tudo isso começaria naquela manhã. A vítima chamava-se Maria Valentina, mas praticamente toda a gente a conhecia por Tina. Tinha apenas 22 anos, levava uma vida marcada pela prostituição de rua e pela tóxico-dependência. Uma realidade infelizmente comum entre muitas mulheres que naquela época percorriam as zonas das avenidas novas, sobretudo as avenidas Defensores de Chaves e 5 de Outubro, à procura de clientes.
Era descrita por quem a conhecia como uma mulher franzina, morena e habituada à dureza da rua. Ninguém sabe ao certo quem foi o último cliente que aceitou naquela noite. Também Também não sabe onde entrou no carro, caso tenha entrado no carro. Não existe qualquer testemunha conhecida que tenha visto os seus últimos minutos de vida. Essas respostas desapareceram com o assassino. O que se sabe é que, na manhã de 31 de julho de 1992, o corpo de Tina foi encontrado atrás de um barracão, num pinhal junto à póvoa de Santo Adrião, no concelho de Odivelas.
A pessoa que fez a descoberta percebeu imediatamente que não estava perante um homicídio comum. Chamou as autoridades. Pouco depois chegaram os primeiros agentes. Seguiram-se inspetores da Polícia Judiciária, depois os peritos e, por fim, o médico legista. Todos ficaram chocados. Segundo os registros da investigação, Tina tinha sido estrangulada antes de sofrer graves mutilações. O corpo apresentava sinais de extrema violência e alguns órgãos internos tinham sido removidos, um detalhe que marcaria profundamente toda a investigação.
O médico legista José Pereira Sombreireiro, com dezenas de milhares de autópsias realizadas ao longo da carreira, afirmou nunca ter visto um cenário semelhante. Para investigadores experientes, aquele não era um crime vulgar. Apesar da brutalidade, havia um problema: o assassino praticamente não deixara rastro. Não havia impressões digitais úteis, não havia cabelos, não havia vestígios de sangue que não fossem da própria vítima, não existia uma arma do crime.
Era como se o homicida tivesse desaparecido no ar. A polícia judiciária começou imediatamente a reconstruir a vida de Tina. Quem eram os clientes habituais? Com quem costumava andar? Tinha inimigos? Devia dinheiro a alguém? Os inspetores percorreram as ruas onde ela trabalhava. Falaram com prostitutas, toxicodependentes, moradores e pequenos comerciantes. Procuravam alguém que tivesse visto qualquer movimento estranho durante a noite.
Mas quanto mais perguntas faziam, Mais mistério aumentava. Ao longo dos meses seguintes chegaram telefonemas anónimos, cartas, denúncias, pistas que apontavam de diferentes suspeitos. Uma após outra, todas foram verificadas. Nenhuma permitiu identificar o autor do crime. Naquele momento, os investigadores ainda acreditavam que poderiam estar perante um homicídio isolado. Não sabiam que o pior ainda estava para acontecer. Não imaginavam que poucos meses depois outro corpo seria encontrado com mutilações muito semelhantes e que Portugal começaria finalmente a acreditar que tinha um assassino em série.
No próximo episódio vamos conhecer Maria Fernanda, a segunda vítima, e perceber por que motivo após crime, a polícia judiciária deixou de investigar um homicídio para passar a caçar um homem, um homem que a imprensa passaria a chamar o Estripador de Lisboa. Feche os olhos, o filme continua.
Arquivo Escarlate, diz o nome duas vezes. Arquivo Escarlate, onde o filme é real.
Vira essa página, deixa a luz apagar.
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