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003 – Victor Lustig, o homem que “vendeu” a Torre Eiffel (duas vezes).

22 de julho de 20267min
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O homem que a vendeu… nunca trabalhou para o governo francês.

O nome dele era Victor Lustig.

E ele é considerado um dos maiores golpistas da história.

Tudo começou em Paris, no ano de mil novecentos e vinte e cinco.

A Torre Eiffel tinha pouco mais de trinta anos e, por incrível que pareça, muitos parisienses não gostavam dela.

A manutenção era cara.

Os jornais criticavam os altos custos.

E começaram a circular rumores de que a estrutura poderia ser desmontada.

Victor Lustig leu aquelas notícias… e enxergou uma oportunidade que ninguém mais percebeu.

Participantes neste episódio1
V

Victor Lustig

Narrador
Assuntos2
  • A Torre de Babel e a Dispersão dos PovosVictor Lustig · Torre Eiffel · Comerciantes de sucata · O contexto da Paris ocupada
  • FalsificaçãoPapel timbrado falso · Credenciais impecáveis · Falsa gratificação · Manipulação psicológica
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
VLVictor Lustig

Bem-vindo ao Arquivo Escarlate. Aqui mergulhamos em crimes reais, investigações marcantes, desaparecimentos, julgamentos e casos que continuam a intrigar o público. Histórias de bolso, Histórias curtas apresentadas com áudio original. Arquivo Escarlate. Feche os olhos, o filme começa agora. Quando a polícia finalmente percebeu o que tinha acontecido, a Torre Eiffel já tinha se tinha sido vendida não uma, duas vezes, e o mais inacreditável, o homem que a vendeu nunca trabalhou para o governo francês.

Chamava-se Victor Lustig e é considerado um dos maiores burlões da história. Tudo começou em Paris no ano de 1925. A Torre Eiffel tinha pouco mais de 30 anos e, por incrível que pareça, muitos parisienses não gostavam dela. A manutenção era cara, os jornais criticavam os custos e circulavam rumores de que a estrutura poderia ser desmontada. Victor Lustig leu essas notícias e viu algo que mais ninguém viu: uma oportunidade. Encomendou imprimir papel timbrado falso do governo francês, preparou credenciais impecáveis, vestiu um fato elegante e convocou discretamente 6 dos maiores comerciantes de sucata de Paris para uma reunião no hotel de luxo.

Apresentou-se como um alto funcionário do Ministério dos Correios e Telégrafos, disse que a reunião era absolutamente confidencial. O governo explicou Tinha decidido desmontar a Torre Eiffel e vender milhares de toneladas de ferro. Mas a notícia ainda não podia chegar à imprensa. Os empresários acreditaram, afinal tudo fazia sentido. A manutenção era realmente dispendiosa. A torre tinha sido construída para a Exposição Universal e originalmente nem sequer era suposto permanecer para sempre.

Conduziu depois os empresários numa visita oficial à Torre Eiffel. Chegou no automóvel como turista, falava com autoridade, respondia todas as perguntas, parecia exatamente aquilo que dizia ser. Mas havia um detalhe: entre todos os empresários, um chamou-lhe particularmente a atenção. Chamava-se André Poisson, era relativamente no negócio. Queria desesperadamente entrar para a elite dos grandes industriais de Paris. Victor percebeu imediatamente que ele era o alvo perfeito.

Dias depois, marcou uma reunião privada. Foi então que fez a jogada decisiva. Disse-lhe que, como qualquer funcionário público, também esperava receber uma pequena gratificação para facilitar a escolha do vencedor do negócio. Em vez de desconfiar, pois sentiu-se tranquilizado. Na sua cabeça, aquilo tornava toda a história ainda mais credível. A corrupção existia, parecia um comportamento normal. Empregou uma enorme quantia em dinheiro, recebeu documentos, assinaturas, selos, contratos, tudo falso.

Quando percebeu que tinha sido enganado. Sentiu tanta vergonha que não apresentou queixa. Victor Lustig fez as malas, saiu discretamente de França. Ninguém o perseguiu. Mas a história não termina aqui. Algumas semanas depois, voltou a Paris com exatamente o mesmo plano. Tentou vender novamente a Torre Eiffel, outra vez. Desta vez Um dos empresários desconfiou e contactou a polícia. Victor percebeu que o golpe estava prestes a ser descoberto.

Fugiu para os Estados Unidos antes de ser preso. Mesmo assim, continuou a enganar banqueiros, milionários e investidores durante vários anos. A certa altura, chegou até a convencer pessoas de que possuía uma máquina capaz de imprimir notas verdadeiras. Só acabou capturado em 1935, depois de décadas de burlas. Morreu na prisão de Alcatraz. Nunca roubou a Torre Eiffel, nunca teve qualquer ligação ao governo francês, mas conseguiu convencer homens experientes de que estavam prestes a comprar um dos monumentos mais famosos do mundo.

E durante alguns dias, eles acreditaram realmente que eram os novos proprietários da horrível. Porque por vezes o golpe perfeito não depende de armas, depende apenas de fazer alguém acreditar naquilo que já estava disposto a aceitar. Se alguém te dissesse hoje que um monumento famoso estava à venda, terias percebido a fraude ou também acreditarias? Arquivo Escarlate, diz o nome duas vezes. Arquivo Escarlate, onde o filme é real. Vira essa página, deixa a luz apagar. Arquivo Escarlate, a verdade vai falar.

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