004 - Israel Keyes, The Cross Country Killer.
Imagine um assassino que não escolhe suas vítimas porque as conhece.
Ele não as persegue.
Não tem um perfil preferido.
Não deixa um padrão.
E nunca mata perto de casa.
Ele viaja milhares de quilômetros com um único objetivo: matar.
Mas o mais assustador é que o crime começa muito antes da vítima sequer cruzar o seu caminho.
Anos antes de atacar, ele enterrava caixas espalhadas por diferentes estados.
Dentro delas havia cordas, fita adesiva, armas, munição, pás, dinheiro, produtos para destruir evidências e tudo o que precisaria para cometer um assassinato… e desaparecer sem deixar rastros.
Ele chamava essas caixas de kill kits.
Kits da morte.
Durante anos, elas permaneceram escondidas sob a terra, aguardando silenciosamente o momento em que seriam desenterradas para dar início a mais um crime.
- Israel Keyes· SegurancaIsrael Keyes · Uso de cartão bancário · Mansão no Texas · Controle da investigação
- Sequestro de Samantha KoenigTensão EUA-Irã · Sequestro e assassinato · Exigência de resgate · Fotografia com jornal
Bem-vindo ao Arquivo Escarlate. Aqui mergulhamos em crimes reais, investigações marcantes, desaparecimentos, julgamentos e casos que continuam a intrigar o público. Histórias de bolso, Histórias curtas apresentadas com áudio original. Arquivo Escarlate. Feche os olhos, o filme começa agora. Imagina que existe um assassino que não escolhe as vítimas porque as conhece. Não a segue, não tem um tipo preferido, não deixa padrões, não mata perto de casa.
Ele viaja milhares de quilômetros apenas para matar. E anos antes de cometer um crime, enterra caixas cheias de cordas, fita adesiva, armas, munições, pás, dinheiro e produtos para destruir provas. Chamava-lhes Kill Kits, kits da morte. Durante anos, essas caixas permaneceram escondidas debaixo da terra, à espera de um único momento, como armadilhas plantadas para um futuro que só ele conhecia. Esse homem chamava-se Israel Keyes, nascido em 1978.
Serviu no Exército dos Estados Unidos maridos e levava uma vida aparentemente normal no Alasca. Tinha uma empresa de construção, uma filha, amigos e vizinhos que o descreviam como educado, calmo e trabalhador. Ninguém imaginava que quando viajava em trabalho ou férias, desligava o telemóvel, pagava tudo em dinheiro, alugava carros com nomes diferentes e percorria centenas ou milhares de quilômetros para escolher vítimas completamente ao acaso.
Era isso o tornava tão perigoso. Não existia qualquer ligação entre ele e quem matava. Não havia motivo, não havia aviso. Os investigadores acreditam que enterrou dezenas de kill kits por todo o território norte-americano. Algumas foram encontradas anos depois da sua captura, ainda intactas, como se esperassem pela próxima vítima. Cada caixa era um plano de homicídio enterrado no silêncio, Em 2012, Keyes escolheu uma vítima improvável: Samantha Koenig, uma jovem de 18 anos que trabalhava sozinha no quiosque de café em Anchorage, no Alasca.
Poucos minutos antes de fechar, um homem mascarado entrou, obrigou-a a sair sob ameaça de arma. As câmaras mostraram Samantha abandonar o local aparentemente calma. Nunca mais foi vista com O que aconteceu a seguir parece saída de um filme de terror. Depois de a matar, Israel Keyes abandonou o corpo durante dias numa cabana remota. Mais tarde, regressou, maquilhou o cadáver, cozeu-lhe os olhos para que parecessem abertos e tirou uma fotografia ao lado de um jornal recente.
A imagem serviu para exigir um resgate de $30.000 à família, fazendo todos acreditar que Samanta ainda estava viva. Enquanto a polícia procurava desesperadamente uma rapariga desaparecida, ela já estava morta há semanas. Mas Case cometeu finalmente um erro: utilizou o cartão bancário da vítima em vários estados norte-americanos. Os investigadores seguiram os levantamentos, cruzaram imagens de videovigilância e localizaram o carro onde viajava.
Foi detido Texas. Durante os interrogatórios, revelou apenas parte da verdade. Admitiu vários homicídios, mas recusou contar todos. Dizia gostar de controlar a investigação. Sorria quando percebia que a polícia nunca conseguiria descobrir tudo. Os agentes acreditam que o número real de vítimas pode nunca ser conhecido. Algumas estimativas apontam para mais de uma dezena de homicídios. Outras sugerem muito mais. Antes que pudesse ser julgado, Israel Key suicidou-se na prisão.
Na cela deixou desenhos macabros e um texto sobre morte e destruição. Levou consigo os nomes de muitas possíveis vítimas e talvez também a localização de outros kill kits que nunca foram encontrados. Ainda hoje, investigadores acreditam que podem existir caixas enterradas nos Estados Unidos. Caixas esquecidas cheias de cordas, armas, fita adesiva e planos que nunca chegaram a ser executados. Porque por vezes o mais assustador não é aquilo que um serial killer fez.
É aquilo que tinha preparado para fazer. Arquivo encerrado. Arquivo encerrado. Arquivo Escarlate, diz o nome duas vezes. Arquivo Escarlate, onde o filme é real. Vira essa página, deixa a luz apagar. Arquivo Escarlate. A verdade vai falar.