005 - D. B. Cooper, O Homem que Saltou para a Lenda.
Imagine entrar em um avião carregando apenas uma pequena pasta preta.
Vestido com um terno escuro, gravata e óculos escuros.
Sentar-se tranquilamente.
Pedir um bourbon com água com gás.
Acender um cigarro.
E, poucos minutos depois, entregar um pequeno bilhete para a comissária de bordo.
Ela acha que é apenas mais um passageiro tentando paquerá-la.
Guarda o papel sem sequer ler.
Então ele se inclina em sua direção e diz, com uma voz calma:
— Senhorita… é melhor ler. Eu tenho uma bomba.
Era vinte e quatro de novembro de mil novecentos e setenta e um.
O voo três zero cinco da Northwest Orient seguia de Portland para Seattle com trinta e seis passageiros a bordo.
O homem havia comprado a passagem usando o nome Dan Cooper.
Um erro da imprensa acabaria mudando sua identidade para sempre.
A partir daquele dia, o mundo inteiro passaria a conhecê-lo como D. B. Cooper.
Quando a comissária abriu a pasta, viu o que pareciam ser oito cilindros vermelhos ligados por fios e uma bateria.
- Sequestro do voo 305D. B. Cooper · Dan Cooper · Northwest Orient · Seattle · Portland · Resgate em dinheiro · Paraquedas
- Resolução do mistérioInvestigação do FBI · Principais suspeitos investigação · Recuperação de dinheiro · Desaparecimento
Bem-vindo ao Arquivo Escarlate. Aqui mergulhamos em crimes reais, investigações marcantes, desaparecimentos, julgamentos e casos que continuam a intrigar o público. Histórias de bolso, Histórias curtas apresentadas com áudio original. Arquivo Escarlate. Feche os olhos, o filme começa agora. Imagina entrar num avião Com uma simples pasta preta, vestido com fato escuro, gravata e óculos de sol, sentar-se calmamente, pedir um bourbon com soda, acender um cigarro e minutos depois entregar um pequeno bilhete à hospedeira.
Ela pensa que é mais um homem a tentar seduzi-la. Guarda o papel sem o ler. Então ele inclina-se e diz, com uma voz tranquila: Senhora, é melhor ler: tenho uma bomba. Era 24 de novembro de 1971. O voo 305 da Northwest Orient seguia de Portland para Seattle com 36 passageiros. O homem tinha comprado o bilhete com o nome Dan Cooper. Um erro de comunicação da imprensa transformou para sempre em DB Cooper. Quando a hospedeira abriu a pasta, viu aquilo que pareciam ser 8 cilindros vermelhos ligados por fios e uma bateria.
Até hoje ninguém sabe se era realmente uma bomba. Cooper fez apenas 4 exigências: $200.000 em notas de $20, 4 paraquedas, um caminhão de combustível preparado para reabastecer o avião, e que tudo fosse feito discretamente. Nada de heróis, nada de truques. O FBI acompanhava tudo à distância. As autoridades decidiram cumprir as exigências. Quando o avião aterrou em Seattle, o dinheiro foi entregue, os passageiros foram libertados.
Ficaram apenas os pilotos, um hospedeiro e um misterioso sequestrador. Então Cooper deu novas instruções. Queria voar para o México, baixa altitude, com trem de aterragem parcialmente descido e a porta traseira preparada para abrir durante o voo. Os pilotos avisaram que aquele procedimento era extremamente perigoso. Ele respondeu apenas: façam. Lá fora era uma noite de tempestade, chovia, o vento ultrapassava os 160 km/h, a temperatura estava perto de 0 graus.
Mesmo assim, algo sobre as florestas do estado do Washington— Cooper vestiu um paraquedas, agarrou no saco com dinheiro, abriu a escada traseira do Boeing 727 e saltou para a escuridão. Nunca mais foi visto. Quando o avião aterrou, a escada estava aberta. O homem tinha desaparecido. Sem corpo, sem paraquedas, sem dinheiro. O FBI lançou uma das maiores investigações da sua história. Mais de 800 suspeitos foram analisados, milhares de entrevistas, centenas de buscas.
Nada. Durante anos surgiram teorias: teria morrido na queda, teria sido um antigo paraquedista militar, um agente secreto, ou um homem comum que planeou o crime perfeito. Em 1980, um rapaz de 8 anos fazia um piquenique nas margens do Rio Colômbia. Enquanto escavava a areia, encontrou 3 maços de notas completamente deterioradas. O número de série confirmava o impensável: faziam parte do resgate entregue a T.P. Cooper. Foi a única parte do dinheiro alguma vez recuperada.
O restante desapareceu para sempre. Nenhuma arma foi encontrada, nenhum paraquedas, nenhuma impressão digital conclusiva, nenhum corpo. Depois de 45 anos de investigação, o FBI encerrou oficialmente o caso sem culpado, sem respostas. Até hoje ninguém sabe quem era T.B. Cooper, nem se sobreviveu ao salto. Talvez tenha morrido naquela noite gelada, ou talvez tenha caminhado calmamente para fora da floresta com $200.000 debaixo do braço.
Há crimes que terminam com uma prisão, outros com uma confissão, mas existe um único assalto na história da aviação que termina da forma mais inquietante possível. Com um homem a desaparecer no céu e um mistério que continua por resolver. Arquivo Escarlate diz o nome duas vezes. Arquivo Escarlate, onde o filme é real. E um mistério que continua por resolver. Arquivo Escarlate, diz o nome duas vezes. Arquivo Escarlate, onde o filme é real. Vira essa página, deixa a luz apagar. Arquivo Escarlate. A verdade vai falar.