Episódios de Invoice Cast - Comércio Exterior com inteligência e bom humor

Como é começar importar da China (King Talhas) - 187

18 de agosto de 20261h15min
0:00 / 1:15:06

Conversamos com a Lolis transportes internacionais para conhecer o segmento de Talhas com a Laura Brazyz, que nos contou como foi para a empresa começar a prospectar fornecedores e importar.

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Participantes neste episódio3
J

Jonas Vieira

HostCEO do Grupo Invoice, produtor de conteúdo e consultor em comércio exterior
W

Walter Lolis

HostCEO da Lolis Transportes Internacionais
L

Laura Brazyz

ConvidadoCEO da King Itálias
Assuntos6
  • Primeira Importação King Itálias· NegociosKing Itálias·Lolis Transportes Internacionais·China·Talhas·Receio e insegurança·Atendimento ao cliente
  • Viagem à China e Experiências Culturais· SociedadeCanton Fair·Shenzhen·Hospitalidade Chinesa·Culinária Chinesa·Segurança·Transporte e tecnologia
  • Desafios e Medos na Importação· NegociosAduana Brasileira·Receita Federal·Canal Vermelho·Prazos de liberação·Documentação·Medo de perdas
  • Importação Bom Barato Rápido· NegociosCusto-benefício·Qualidade do produto·Prazos de entrega·Planejamento·Preconceito com produtos chineses
  • Personalização e Controle de Produto· NegociosKing Itálias·Fabricantes Chineses·Controle de qualidade·Customização de produto·Manutenção e assistência
  • Desenvolvimento de Negócios King Itálias· NegociosExpansão de portfólio·Novos fornecedores·Relacionamento com fornecedores·Mercado brasileiro·Indústrias e construtoras
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JVJonas Vieira

Porque assim, essa parte é o nosso serviço, orientar o cliente. Se a gente não orienta bem, dá problema.

?Voz 1

Eles falando, a gente nunca imaginou que a gente ia conseguir realmente conseguir implantar.

?Voz C

Você vai desenvolvendo uma relação comercial importante com o fornecedor, né? Confiança nele.

?Voz 1

Desde o medo de chegar, sei lá, um paralelepípedo dentro da caixa.

?Voz C

Saudações, movimentadores da balança comercial, ao Invoicasts! Estamos num cenário diferente, nós viemos para São Paulo para gravar episódios exclusivos com a Lolis Transportes Internacionais. Nós vamos conversar com os clientes e os parceiros da Lolis para conhecer o segmento desses clientes, conhecer a história, como começaram na importação, na exportação, quais são os próximos objetivos, como foi na operação, cada detalhe, o alívio da primeira importação, né?

Então já se conecta com a Lolis aqui nas redes sociais, tá tudo aqui na descrição. Aproveita, se conecta também com quem aqui na mesa para cuidar da vida deles, discordar, mandar mensagem no privado, trocar uma ideia. Até vai ter o Instagram e o LinkedIn deles também. Então tô aqui na mesa hoje com o Walter, né, o CEO da Lolis, aqui do meu lado. O Wendel, que é o comercial aqui da Lolis. E estou com a Laura Brases, da King Itálias, CEO da King Itálias, empreendedora, corredora, cantora, esposa, mãe, futura poliglota.

Só isso, só isso, viu? Eu cuidei da tua vida agora. Viu? Eu fui cuidar da tua vida. Eu falei que eu fui cuidar da tua vida.

?Voz 1

Já muito, muito experiente, né, no Instagram gravando vídeo, participando de podcast desde 2020, desde a pandemia. Acho que ensinou todo mundo, né?

?Voz C

E a King Talhas, ela importa principalmente, importa, vende, produz talhas. Eu vou aproveitar, editora, aí você coloca aqui na imagem o que que é uma talha para facilitar um pouco. Vamos no site aqui da King Talhas.

?Voz 1

Obrigada! Coloca o meu arroba, @reidastalhas. Vai facilitar, poupar meia hora de conversa.

?Voz C

Mas até dando uma explicada, sabe quando vocês vão numa indústria, tem aquele pórtico que anda para lá e para cá e tem um guinchozinho com uma corrente e aquele guincho sobe e desce? Aquilo é uma talha, tá? Mas a imagem tá aqui também no podcast, então fica mais fácil.

?Voz 1

Muito obrigada.

?Voz C

Que é sempre um desafio. Como eu já importei bastante Itália, então a gente já queria ter uma conexão bonita.

?Voz 1

Exato, começamos network, como se diz sempre.

?Voz C

Vamos lá, existe então aqui em Itália desde 2009, é isso?

?Voz 1

Exato. Quem fundou a empresa foi o meu sogro, o Cláudio. Depois de alguns anos, o meu marido entrou na operação, o Américo. E aí o Américo um dia virou para mim, estava no momento entre empregos, Pandemia vibes. E aí ele falou assim, não, foi antes. Aí ele virou pra mim e falou assim, você não quer me ajudar com um negócio ali não? E aí eu falei, tá bom, tô fazendo nada. Fui, comecei como voluntária na empresa e acabaram gostando do meu serviço.

Eu fui ficando, fui ficando, fui ficando, me interessei, gostei, comecei a estudar bastante e é isso. Então estou há, acho que vai fazer 9 anos que eu tô lá.

?Voz C

Começou só dando uma ajuda e tá de CEO hoje.

?Voz 1

Exato.

?Voz C

E foi se meter na importação, né?

?Voz 1

Exato.

?Voz C

Como é que começou essa história, Walter, entre você e a Laura, e começar a importar e convencer de importar?

WLWalter Lolis

Legal.

JVJonas Vieira

A Laura, ela veio através de uma indicação do network, né, de um grupo do G4. Foi uma colega dela que indicou a gente e a gente começou a conversar e ela começou a perguntar como é que funcionava a importação e tudo mais. E a gente foi detalhando e começando a desenhar a primeira operação. Foi bem bacana.

?Voz C

Quando foi a primeira operação?

?Voz 1

2020. O pedido foi no final de 2024 e chegou em 2025.

?Voz C

Legal, legal. Mas o papo começou antes então?

?Voz 1

Não, é, na verdade, nós começamos a procurar primeiro a importação. Na verdade, o Walter não foi a primeira empresa que nós procuramos. Eu vou explicar só como que iniciou tudo.

?Voz C

Dá um contexto, por favor.

?Voz 1

O grande sonho da minha sogra era importar um produto com a nossa marca e eu, como uma excelente nora, além de aguentar o filho dela, quis realizar o sonho da minha sogra. Brincadeira, mas a gente sempre comentava sobre importar, trazer o nosso próprio produto, só que isso parecia uma coisa sempre muito distante, muito fora da realidade. E aí eu resolvi estudar sobre, vou pesquisar, vou entender como funciona. Fui atrás e vi que era possível, né?

Nós também conseguimos alguns contatos de possíveis fornecedores, no caso de fábricas chinesas, e a gente falou, ah, quer saber? Vamos lá, a gente vai fazer isso acontecer. E nós temos alguns amigos que já trabalham com importação, que já importam, né, que comerciam produtos importados. E pedi algumas indicações, né? Então comecei a conversar com esses fornecedores por indicação e uma coisa que eu senti muito a princípio era ninguém me dava atenção. Eu falei, caramba, ninguém me dava atenção. Então eu estava me sentindo...

?Voz C

O cliente entrou na tua loja e tu não deu bola pra ele, né?

?Voz 1

Exato, exato.

WLWalter Lolis

Como é que pode, né?

?Voz C

Já é tão difícil arrumar cliente na importação, na exportação, pelo amor de Deus.

?Voz 1

Por favor, será? Bom dia, né? E aí comecei a me sentir insegura e aí falei, quer saber? Vou começar então a procurar outras opções, outros possíveis fornecedores pra me ajudar nesse momento. Foi aí que eu conversei com a minha amiga, com a Juliana, e ela mandou um alô e recebi o contato do Walter. Então a primeira coisa que me chamou muita atenção foi o atendimento diferente. Me senti atendida. Porque a nossa primeira importação, a gente estava com receio, tinha estudado sobre o processo, mas uma coisa é você saber a teoria, outra coisa é você fazer na prática com o teu dinheirinho, ainda mais no Brasil.

JVJonas Vieira

Sem querer cortar um pouco, todo importador fica com esse receio, porque a gente está no Brasil e tem aquela questão, será que se eu importar Vai chegar a mercadoria no preço que foi combinado e vai ter multa e greve de receita.

?Voz 1

Ou seja, vai passar, vai parar.

JVJonas Vieira

Todos os clientes que estão iniciando ficam com esse medo.

WLWalter Lolis

É um investimento de risco.

JVJonas Vieira

É um investimento de risco porque é um valor que é alto, ainda mais para primeira importação.

?Voz C

E a gente ouve as histórias de gente dando errado. As histórias ruins a gente ouve.

?Voz 1

Eu nem quis saber.

?Voz C

Melhor.

?Voz 1

História triste chega mais rápido do que as boas. Basta dorama, não.

JVJonas Vieira

Mas continua aí, Laura.

?Voz 1

E aí nós conheci então o Walter, e aí ele começou a tirar minhas dúvidas, me mandava follow-up, e falei, é um cara diferente, é um cara que não só me mostrou estar mais preparado para me atender, né, para minha necessidade, mas mostrou interesse, né. Então mostrou tino comercial também, porque falei, ah, eu preciso de uma pessoa que tem o nosso ritmo, né? E ele me demonstrou tudo isso. Então se colocou à disposição para a gente vir conhecer pessoalmente.

A gente também é de São Paulo, ficou fácil. Nós somos quase vizinhos. E foi aí que a gente sentiu segurança realmente de trazer a primeira importação. A primeira importação a gente não queria, era uma importação de teste, né? Né, um produto, a gente não tinha visto o produto pessoalmente, então era uma importação pequena.

?Voz C

O que que era na importação, pode contar?

?Voz 1

Talha mesmo, era talha mesmo, era talha, só que a gente começou trazendo só trifásica, equipamento trifásico, mas pessoalmente essa é a primeira vez que a gente abre o equipamento.

?Voz C

Perdão, eu vi no teu site que você deu uma ênfase que as talhas monofásicas, qual que é a diferença do trifásico e monofásico nesse caso? Nesse caso?

?Voz 1

A alimentação, né? Porque hoje de guincho monofásico, que é o que o pessoal mais tem facilidade para ligar, ele tem uma limitação de capacidade, né? Então vai até no máximo 1.200 kg. E com a, agora chegando, com a talha trifásica você consegue uma capacidade muito maior, 20 toneladas, 50 toneladas.

?Voz C

Entendi.

?Voz 1

Então essa que é a grande diferença. A gente encontrou então um produto que ele é intermediário, Então ele chega até 2 toneladas, coisa que o equipamento padrão monofásico, que é o guincho, não chega. Mas ela chega no lugar onde não tem a ligação trifásica, entendeu? Que é um empecilho também, tem que ter toda uma estrutura.

JVJonas Vieira

Laura, deixa eu te perguntar. Você, antes dessa primeira importação, você nunca chegou a trazer nenhuma amostra desse fornecedor, né? Tipo via DHL, nada foi?

?Voz 1

Não, a gente conhecia a marca.

JVJonas Vieira

Ah, legal.

?Voz 1

A gente conhecia a marca que ele fornecia. Então por isso que a gente sabia da qualidade do produto, a gente não foi totalmente, né, às cegas assim, nada. Então a gente conhecia a marca desse fornecedor, era uma marca de qualidade, então a gente sabia o que esperar, né? Só que era a primeira importação, então com o nosso pedido rolava ali o receio, mas o produto a gente conhecia, né? Então deixou a gente mais confortável para fazer o primeiro pedido.

Não foi um pedido grande porque Claro, né? Você não vai arriscar jogar todas, quebrar o seu cofrinho ali, né?

JVJonas Vieira

No primeiro lote.

?Voz C

Comprometer o caixa, né?

JVJonas Vieira

É o que a gente sempre orienta, Jonas, os clientes que estão iniciando, é sempre trazer uma amostra e logo depois dessa amostra trazer uma carga pequena. É o que a gente faz. A gente consegue trazer um palete, dois paletes para testar, para ver realmente se o que o cara vai entregar é o que ele prometeu. E aí para depois a gente trazer um container, que é a ideia que a gente vai fazer para lá. Daqui a pouco ela tá trazendo uns 2, 3 containers primeiro mês e daí para frente, exato, aumentar o volume.

Enfim, a Laura tem muito para contar aí, que ela já foi para China visitar novos fornecedores, enfim.

?Voz C

E nessa primeira, quando começou o estudo de viabilidade, o que que chamou atenção para você falar assim, não, é realmente a importação tem que fazer? O que que foi assim que tu viu?

?Voz 1

É questão do mercado, né, porque no mercado hoje tem muitas empresas que passaram a importar e vender direto. Só que uma coisa é você importar qualquer produto e vender direto, outra coisa é você conhecer realmente o produto. Então nós percebemos que deu uma sucateada, vamos dizer assim, no mercado por conta disso, de gente comprando e vendendo o que não conhece, né, ou tentando brigar atrás de preço. Então a gente falou, a gente sabe fazer, a gente sabe fazer, a gente conhece o produto, né, então vamos atrás de um produto que a gente sabe que tem a qualidade, que a gente consiga entregar um melhor do custo-benefício para o cliente também.

?Voz C

É isso que é importante, né? Tipo, ela já conhece o mercado, ela conhece o produto, né?

JVJonas Vieira

Então fica mais fácil, fica mais fácil. Porque assim, não adianta você trazer só o produto e não dar assistência.

?Voz 1

Exato, entendeu?

JVJonas Vieira

É o que a Laura consegue fazer. Ela traz o produto, ela faz a manutenção, dá assistência e tudo mais, né, Laura? Conta um pouco aí sobre isso aí.

?Voz 1

É bom, o produto em si a gente conhece há muito tempo, né? E uma coisa que nós conseguimos também através da importação é ter maior controle sobre o produto. Então você imagina que uma talha ela tem vários elementos, ela tem o tipo de corrente utilizada, ela tem o tipo do motor, ela tem as engrenagens, ela tem a tinta, né? Então se você já compra esse produto no mercado nacional, você se limita ao que o importador escolheu, né?

Sendo boas escolhas ou escolhas ruins, mas você tem uma opção muito fechada. Você conversando diretamente com a fábrica, Claro que vai depender da fábrica, né, o quanto ela está aberta a deixar você personalizar ali o produto. A fábrica que nós escolhemos nos deu bastante liberdade. Então nós escolhemos desde a cor, o tipo de tinta utilizado, o acabamento. Então quando não vem legal, a gente consegue falar com a fábrica, olha, não veio legal, na próxima eu quero melhor.

Então escolher o tipo de corrente, o tipo de engrenagem, saber que é realmente um produto de qualidade. Quando a gente encontra alguma coisa que a gente não acha que está excelente, também conversar com eles. Olha, a gente não gostou, queria que fosse diferente. Então esses detalhes a gente só consegue controlar conversando diretamente com o fabricante.

JVJonas Vieira

A diferença que eu vejo da Laura, ela assim, ela não só entrega o produto, ela consegue adaptar à necessidade do cliente, certo? Porque cada empresa tem uma necessidade diferente, né? Você vai para uma indústria automotiva, o cara tem uma necessidade. Você vai para uma indústria de autopeças, é outra. Enfim, precisa de uma calha com capacidade maior ou menor. Enfim, são vários detalhes que só quem conhece, tá no mercado, que pode oferecer, né?

?Voz 1

Exato. E justamente por a gente dar, desde o início da empresa, a gente não apenas vendia, mas a gente sempre deu manutenção dos equipamentos. Né? Então a gente representava algumas empresas importadoras ou fabricantes nacionais como autorizada. Isso pra gente trouxe um know-how muito grande, que a gente conhece o equipamento por dentro, como ele funciona. E isso permite a gente também hoje personalizar o produto, né? Então quando eu falo de personalização, muita gente pensa, vai pintar com a cor do cliente, vai colocar— não é isso.

A personalização é a personalização da função, né? É um equipamento de função. Então a gente entende o que o cliente precisa. Se eu tenho um produto de prateleira que atende ele, maravilha. Se ele precisa de algo um pouco diferente, a gente consegue mexer, seja na elevação. Ah, preciso de uma altura maior. A gente consegue modificar o equipamento e entregar o que ele precisa e com segurança.

?Voz C

Essa personalização acontece mais no Brasil aí?

?Voz 1

Isso. Então, porque a gente tem a nossa própria oficina. A nossa oficina hoje, ela, além da gente prestar manutenção, Mas hoje ela principalmente é pra gente testar os produtos. Então, apesar dele vir com certificado de teste da China, a gente faz a ligação e o teste do produto na oficina sempre antes de mandar pro cliente. A gente sabe que tá funcionando direitinho e também consegue fazer a personalização. Então a gente instala controle remoto se o cliente precisa fazer o acionamento à distância, a gente troca a corrente, coloca uma corrente maior.

Caso ele precisa de uma elevação maior e tudo, claro, dentro dos parâmetros de segurança.

?Voz C

E como é que foi? Vamos voltar na primeira importação, conhecer os detalhezinhos, por exemplo, negociar preço, prazo, condições. Foi você mesmo conversando com chinês?

?Voz 1

Foi, é claro.

?Voz C

E quais foram as surpresas? Como é que foi descobrir fuso horário e tudo mais? Conseguiu conversar com ele? Como é que foi essa experiência?

?Voz 1

Isso foi até tranquilo, eu gosto de estar preparada, então já pesquisei muito antes, então eu sabia já a questão do fuso horário. Eu até cheguei a comentar algumas vezes que parece que a vida me preparou para esse momento, porque eu cheguei no mundo das talhas tem 9 anos, só que antes disso eu já tinha trabalhado em setor administrativo, em financeiro, trabalhei numa empresa no departamento internacional, era uma empresa de advogados, mas eu já tinha costume de receber comunicações internacionais, inclusive alguns fornecedores chineses.

Então aprendi o idioma, então já tinha um pouquinho dessa parte assim de conversar com pessoas de fora. No ambiente jurídico era tudo muito formal, né? Já com a China foi um pouquinho menos engessado, menos formal, mais fluido até. Então, mas teve um momento que eu tive que falar quebrar a vergonha que brasileiro tem uma síndrome de vira-lata, de o sotaque, não sei o quê, ele não vai me entender. Teve uma hora que eu falei, ah, quer saber?

Nihao! Tudo bom? E aí comecei a trocar mensagem e tem aquele famoso, aquela famosa frase, né? Fake it until you make it. Finja antes de você ser. Então eu falei, ah, ninguém sabe que eu não comprei ainda, eu vou começar a trocar mensagem. Né? Aí vocês já importam? Já tem tudo? Já, já tá tudo certo. Então comecei a pesquisar, além do fornecedor que a gente já sabia que poderia dar muito certo, nós fomos procurar outros fornecedores, pedimos indicação, né?

Então a gente começou a comparar preço, comparar produto, a fazer estudo de viabilidade. A gente viu que poderia dar muito certo, vamos fazer estudo de mercado. O que que a gente traz primeiro? Né, que que a gente, porque o nosso catálogo ele é um catálogo muito grande, por incrível que pareça, tem muito produto que pode ser vendido no ramo de elevação e arraste. Então a gente sabia, não vamos trazer o catálogo completo, são produtos grandes, pesados, que que a gente vai focar primeiro.

?Voz C

Então a gente também fez esse estudo, que é um perigo, né, às vezes a gente vê tanta opção, não sabe por onde começar, né.

JVJonas Vieira

Não, a gente fez um estudo, esse é o segredo, né, quando você você conhece o que você faz, o que você vai importar, você já sabe o que você vai trazer. Diferente daquele dar o tiro às cegas, né? Fala assim, pô, o cara tá importando produto X, vou trazer também só para ver se dá certo, que vai vender. E não é bem assim que acontece as coisas, né?

WLWalter Lolis

Pelo que ela falou desde o começo da história, nunca foi só pelo preço, a qualidade também sempre desde o primeiro momento importou para ela.

?Voz 1

Isso é mais interessante. Inclusive, mais para frente, quando eu for falar da viagem da China, você vê claramente isso. Existem fornecedores que te dão preço e tem fornecedores que te oferecem qualidade. Aí vai do importador decidir o que é melhor pra ele, né? Mas puxando o gancho do que você falou, tipo, ai, é moda, né? Então enquanto eu estava estudando importação, cheguei a pensar em trazer outros produtos, né? E uma coisa que eu ouvi era justamente isso, uma coisa que tá vendendo muito bem agora é produto pet. Ah, produto pet que tá vendendo muito.

JVJonas Vieira

O que mais o pessoal me pergunta, o que que mais vende da China? Aí eu respondo, tudo.

?Voz C

O que que tá bom de importar para vender?

?Voz 1

Olha, cara, então assim, gente, a gente souber exatamente, já não vai contar não.

JVJonas Vieira

Essa pergunta clássica, né, gente? Mas assim, tudo que você traz, não só da China, da Índia, Estados Unidos, vende. Mas o mais importante é você ser conhecedor no mercado, né? Não adianta trazer um produto nas escuras Porque você acaba às vezes tendo algum prejuízo aí em ficar com produto encalhado. Já aconteceu muito, né?

?Voz 1

Produto pet, tá vendendo muito, tá, mas o que que tá vendendo? Eu tenho cachorro, mas eu— agora eu vou ser cancelada. Mas eu não sou mãe de pet, eu tenho uma cachorra, né? Ela tem brinquedo e tal, mas eu não sou aquela pessoa aficionada que fica comprando brinquedo, comprando, sabe? Então eu não conheço de produto pet, seria uma loucura eu querer investir nesse mercado só porque ele tá dando certo, né? Agora, para uma pessoa que já tem conhecimento, faz total sentido. No meu caso, fazia sentido trazer o que eu conhecia, que era a Thalia.

?Voz C

Sim, até porque não é porque você tem, eu tenho cachorro, você tem um cachorro, que a gente entende do mercado pet.

?Voz 1

Exato.

?Voz C

Não é porque a gente tá nesse, consome aquela coisa, que a gente entende do mercado.

?Voz 1

Exato. Não é só porque eu sou mãe que eu entendo profundamente de mercado de produtos infantis. Tem um estudo muito grande por trás, né? Não só do que você, do seu, além do seu gosto pessoal, existe um mercado.

?Voz C

E como é que foi ter o suporte do Walter? Tipo, acionou bastante ele no início para entender a invoice, fazer os estudos?

?Voz 1

Bastante, bastante, porque você, eu entendi ali o passo a passo na teoria, mas a hora que você coloca na prática é outra coisa. E eu tava com muito medo Dá um frio na barriga, né? Dá, porque o meu medo era o fabricante chinês fazer— tô procurando uma palavra que não seja merda, mas—

?Voz C

Não tem problema nesse podcast, tá?

?Voz 1

Então tá, então tá.

?Voz C

A gente nem fala palavrão no comércio exterior quase, né?

?Voz 1

Não, é que a minha mãe considera merda palavrão. Mas assim, meu principal receio era o fornecedor fazer cagada lá na China E chegar aqui e você não ter o que fazer. Então, ou por alguma documentação errada, ou esqueceu de identificar a caixa corretamente.

?Voz C

Não tem Procon internacional, né, cara?

?Voz 1

É, então assim, meu medo era depois que saiu de lá não ter o que fazer. Então, a minha maior preocupação que me tirava o sono era sair tudo certinho de lá, né? Então, os NCMs, né, a classificação, a tradução. Então, esse era, nossa, tirou meu sono no início. Mas o Walter revisou pra mim, né? Ele me ajudou a ler. Não, vai dar tudo certo, calma. Ele passa uma paz que eu sou acelerada. Ele falou, não, vai dar tudo certo. Eu falava assim, meu Deus, não é possível que esse cara é tão tranquilo. Eu tô aqui morrendo.

WLWalter Lolis

Que 30 anos no podcast, né?

JVJonas Vieira

Quem vê a Laura falando assim parece que eu sou muito calma. Se perguntar pro pessoal do escritório, acho que eles vão discordar disso daí.

?Voz 1

Entende? Aqui você tava na frente do cliente falando.

JVJonas Vieira

É o que eu costumo falar pro pessoal, né, Laura? Que nem você tá começando e assim, é muito assustador, né, para quem vai trazer mercadoria do outro lado do mundo. Você não sabe se o cara vai colocar o que você pediu realmente, você fica com dúvida. Eu não lembro se a gente chegou a tirar foto da mercadoria ou das caixas. A gente sempre pede para o nosso agente ou para o exportador mandar fotos do produto antes para dar uma segurança a mais para o cliente, né?

E assim, lógico, a gente fica mais calmo porque a gente já faz isso há muitos anos, né? Então pra gente é normal fazer importação, a gente já sabe os problemas que tem em cada operação. Então a gente checa a documentação antes, vê a questão de classificação fiscal, conversa com o cliente. Eu tento entender melhor o que que é o produto, apesar de eu não conhecer. Na hora que a Laura falou pra mim, ah, vou trazer talhas. Falei, gente, que que é isso?

Aí ela começou a me explicar, falei, ah tá, é aqueles guinchos lá para levantar a máquina. Beleza, tranquilo, isso aí é tranquilo para trazer, não é tão, não é um produto tão criterioso que precisa ter anuência não, né? Não, não tem anuência não, já facilita bastante, já facilita. Porque tem alguns produtos, né, o Jonas entende bem, que aí tem Metro, tem IBAMA, enfim, são vários órgãos aí que também cercam o comércio exterior, né, Receita Federal.

Mas a gente costuma orientar os clientes que no começo vai dar tudo certo e como deu, né? A Laura é a prova viva disso. A Laura é engraçada que ela falou assim, Walter, tem um cara aqui me falando que as cargas dele só dá canal verde. Aí eu falei, legal, Laura, me apresenta ele que eu também quero fazer com ele. Porque, gente, a Receita Federal, o papel dela é esse, fiscalizar. A Receita Federal tem o papel de controle. Do que entra, do que sai, enfim, e assim controlar pagamento de imposto.

Então é normal se der um canal vermelho, mas se sua carga tá tudo certo, documentação tá certa, ok, vai passar, entendeu?

?Voz 1

Foi o que aconteceu com a gente, né? Porque assim, das importações que nós fizemos, uma delas deu canal vermelho. Então é, a nossa tranquilidade era a gente faz tudo certinho, certinho. Então eu não tava— o que tava ali no papel era o que eu realmente estava trazendo. Então eu tinha tranquilidade de saber que se, ai, vai abrir a caixa, abre, por favor, querido, abre, fica à vontade. A minha preocupação só foi com relação ao tempo, né, o prazo.

?Voz C

Chegou a acompanhar esse Carnaval Vermelho? Como é que foi?

?Voz 1

Foi bem, foi top, foi rápido.

JVJonas Vieira

Acho que a gente liberou em—

?Voz 1

chegou no Carnaval, isso mesmo, cheguei do Carnaval Vermelho antes do Carnaval, falar, meu Deus do céu, Meu Deus do céu, que semana! Brasil vai voltar a trabalhar daqui 3 semanas só, o pessoal deve estar—

JVJonas Vieira

A carga foi liberada antes do Carnaval, não foi?

?Voz 1

Não, porque foi bem na semana do Carnaval.

JVJonas Vieira

Ah, verdade, Lauréia, chegou na semana do Carnaval, passou o Carnaval e liberou.

?Voz 1

Isso, mas foi muito rápido, foi muito rápido. Meu medo era só demorar, né? Porque aí quando fui encontrar um grupo de amigos, né, fiz assim, minha carga deu, canal vermelho. Aí, nossa, já ouvi falar que demora 6 meses para liberar a carga. Eu falei, pronto, pronto, né?

?Voz C

Se demorou, o pessoal não ajuda também, né?

?Voz 1

Demorou 3 meses para chegar da China, vai demorar 6 meses para chegar de Santos?

JVJonas Vieira

Alguns importadores têm trauma, mas geralmente não demora tanto assim, né? A gente, a Receita Federal vem assim fazendo um serviço muito mais rápido hoje com a digitalização. Então às vezes você pega aí um canal vermelho que a gente libera aí em 2, 3 dias, é muito rápido. O fiscal marca a conferência por videoconferência, tem lá o pessoal da Receita Federal, que é o TTL, que acompanha a fiscalização presencialmente no armazém.

Então hoje a Receita Federal está muito mais rápida nisso. Eu acredito que assim—

?Voz 1

No caso que demorou porque eu dei azar de chegar no Carnaval.

JVJonas Vieira

Chega Carnaval, aí tem feriado, enfim. Mas assim, foi no prazo ok, Laura, pode ficar tranquila. E assim, a gente tem muito mais canal verde hoje do que vermelho. A gente tem um índice de 99% de canal verde.

?Voz C

Toda empresa que faz um trabalho bom tem 99%, estando tudo certo. Faz certinho, não tem porquê.

WLWalter Lolis

Mas é tranquilo.

JVJonas Vieira

A Laura, acho que ela é uma felizarda nessa parte aí. Vai correr tudo bem. Vai.

?Voz 1

A gente está inclusive com uma carga ali aguardando ainda sair da China, mas vai dar tudo certo.

JVJonas Vieira

Vai dar tudo certo, sempre vai dar.

?Voz C

E como é que, quantas importações já aconteceram desde então?

?Voz 1

Eu tô na quinta.

?Voz C

Tá na quinta importação?

?Voz 1

Na quinta.

?Voz C

E aí o que que tá ficando mais leve assim para você agora? Tipo, ai, já tô na quinta importação agora, a vida tá mais simples.

?Voz 1

Não, primeiro é previsibilidade. Agora eu entendi melhor na prática, né, qual que é o processo. Então tanto que na última importação o Walter teve que me puxar a orelha porque tinha produto novo, ele falou, você não me passou a tradução do NCM. Eu esqueci. Ah, é que agora também eu tô muito cansada. Ele teve que puxar minha orelha, mas claro, a soberba ela vem, né?

JVJonas Vieira

Que é normal, né, Jonas? Assim que nem a Laura, ela tá normal que o cliente aumente o seu portfólio, mas assim, quando acontece isso, fala assim, ó, Walter, vai ter um produto novo aí que a gente tá acrescentando. A gente tem que parar, ver classificação fiscal, ver se tem algum órgão doente.

?Voz 1

Nessa quinta aqui eu já fiz certinho.

JVJonas Vieira

Para não ter problema.

WLWalter Lolis

Dessa vez foi a Laura que falou, não, calma, Walter, vai dar tudo certo.

?Voz 1

Calma, Walter, respira.

JVJonas Vieira

Porque essa parte é o nosso serviço, orientar o cliente. Se a gente não orienta bem, dá problema lá na frente. Você cai numa fiscalização, tem peça lá que não está declarada, eu estou com o índice errado, ou seja, Para a carga, tem que retificar a declaração de importação, tem multa, enfim, acaba levando um tempo a mais, mas assim, é tudo resolvível, mas atrasa, né? E o cliente quer a mercadoria antes, né? Aquele negócio, eu falo com o pessoal aqui, gente, ninguém importa, mesmo que seja via marítimo, e que tá ali esperando a carga, ah, se chegar no final do ano tá tranquilo.

?Voz 1

Não, o cara precisa dar uma mercadoria para vender, para faturar, ou seja, ele já desembolsou ali 100% do valor da carga, Inclusive a gente chegou a discutir, o Walter me ajudou com isso, porque a mercadoria ela saía por um porto que demorava X tempo e conversando com ele a gente resolveu, também não vou entregar tudo, não vou falar o nome do porto, mas aí a gente fazendo um estudo ali do frete, a gente conseguiu trocar o porto, conversar ali com o fabricante que entregando em outro porto a gente conseguiria acho que Garantido pelo menos 10 dias ali, a gente conseguia cortar no mínimo para 10 a 15 dias.

JVJonas Vieira

10 a 15 dias reduz o transit time, ou seja, para o cliente é importante você ter a mercadoria 15 dias antes, ou seja, você já tá com a mercadoria no Brasil, ou seja, o cliente está esperando, cliente final no caso da Laura, né? E é cobrança, né? Falando, Laura, você me vendeu, cadê a mercadoria? Eu tô aqui esperando. Fica aquele desespero, né, para entregar para o cliente final.

?Voz C

Até porque a gente precisa do produto para o teu cliente não procurar outro lugar, né? Isso é muito importante, né? Então não é só fluxo de caixa que a gente tem que se preocupar, né, cara? Tem que se preocupar com o teu mercado também, né?

JVJonas Vieira

Toda a logística por trás, né, Jonas? Todo esse serviço faz parte da nossa assessoria e a gente orienta o cliente, a gente sempre tá de olho acompanhando o embarque, tanto na origem como no destino, a chegada e entrega, né?

?Voz 1

Às vezes até esqueço que chega email lá, follow-up da sua carga. Eu não tô nem pensando nisso, estão lá e eles estão mandando os follow-ups que estão acompanhando a previsão de embarque, tudo bonitinho.

JVJonas Vieira

Conta, Laura, como é que foi a chegada da primeira importação? Isso é legal, eu já acompanhei alguns clientes. Teve uma vez que foi engraçado, uma vez eu importei uma máquina para um cliente, tá? E o cara fica, pô, o cara paga um valor altíssimo numa máquina, né?

?Voz 1

Sim.

JVJonas Vieira

Aí o cara falou, pai, é que nem um filho.

?Voz 1

Sim.

JVJonas Vieira

Fala, puta, vai chegar a máquina que vai fazer tal produto tal. Aí chega no meio do caminho, caminhão quebrou, chá ali na Dutra. Falei, puta merda, vou lá ver o caminhão, né? Máquina cara para caramba, chegou lá quebrado um eixo do caminhão. Aí eu falei, meu, e aí agora, bicho? Não dá para fazer. Como é que a gente vai tirar a máquina desse caminhão para pôr em outro caminhão? Não tem guincho aqui. Ah, vamos ter que dar um jeito aqui.

Aí o cara pegou um macaco hidráulico, levantou lá o coisa, escorou com madeira lá o eixo do caminhão. Falei, bicho, isso vai chegar? Não, Walter, fica tranquilo, que é um transportador que trabalha com a gente há muito tempo, né, que é a TKT. Enfim, aí eu fui acompanhando, escoltando o caminhão até chegar na fábrica. Aí chegou tarde, lógico, já era à noite, não dava para descarregar. Aí o caminhão dormiu lá, aí no outro dia cedo tava lá na fábrica para descarregar.

Mas foi um episódio legal que o cliente falou, agradeceu até hoje, falou, não, a gente lembra até hoje, ó, você acompanhou na carga, tudo.

?Voz 1

É escolta, escolta de alto padrão. A nossa primeira carga foi engraçado porque muito nervoso até o dia de chegar. O Val tá falando, chegou no Brasil. Olha, eu acho que vocês não vão se identificar, mas talvez eu tenha uma imagem muito fixa na minha mente que eu posso ter inventado. Mas quando eu era criança, eu assisti um desenho. Olha só, eu assisti um desenho que era da Bela e a Fera e o pai da— aleatório— o pai da Bela, ele tinha uma carga da Bela e a Fera, não, da Cinderela, não lembro.

Bom, ele tinha uma carga e essa carga chegava no navio. E quando eles abriam o navio, eles abriam os barris pra ver, tava tudo apodrecido. Então dava errado a carga dele. Eu não lembro se era A Bela e a Fera ou se era a da Cinderela.

?Voz C

Ah, eu também não lembro não.

?Voz 1

Eu vou ter que pesquisar, mas a memória que eu tenho muito viva de criança, que era, chegava o navio com a carga do pai, tinha sido perdido o navio, quando o navio chegava tava tudo apodrecido, tudo estragado, cheio de alga, peixe assim. Então eu estava na... peraí. Meu celular resolveu pintar. Então eu tinha pesadelo com a carga saindo assim, chegando, saindo peixe, alga. Então assim, cara do céu, por que que eu nem fui assistir esse desenho na infância traumatizada?

Mas então aí o Walter acompanhando, o pessoal me avisando, ó, vai chegar não sei o quê, ó, fez, trocou de navio, ó, chegou no Brasil.

?Voz C

E eu lá, meu Meu Jesus, as algas, as algas, as algas, e a talha vai apodrecer.

?Voz 1

É, meu Deus, vai tudo enferrujado, né? Assim, é. Aí chegou no Brasil, eu, beleza. Ah, o caminhão pegou, beleza. O caminhão tá indo, eu assim, ai meu Deus. Então foi assim interessante, foi emocionante, emocionante, foi emocionante. E aí na época a gente tinha um apartamento em em cima da empresa, né? Então tava previsto para chegar de manhã e eu lembro que a primeira coisa que eu fiz, acho que era 6 da manhã, eu desci correndo assim e olhei, eu vou mandar a foto depois, e desci correndo e olhei pela sacada e tava o caminhão gigante assim na frente, eu, ufa! Não, um caminhão chegou, né?

JVJonas Vieira

A carga tá aí dentro.

?Voz 1

Eu lembro que eu subi correndo assim, sabe, meio Chaves, meio, Izaz, e a carga tá aí e vamos! Não, mas espera, não tem ninguém.

?Voz C

Tipo criança no Natal vendo os presentes ali, né? Sim, tipo Chaves, sabe?

?Voz 1

E não sei o quê, chegou e agora vamos lá? Não, mas não tem ninguém ainda, como é que a gente vai abrir o caminhão? Calma, é 6 da manhã, calma, né? Volta pro pão, carne louca. Então aí respira, espera dar 9 horas, espera o pessoal chegar. Começamos a tirar as caixas ali, né, os pares e tal. E aí tem hora que a gente abriu a primeira que a gente fez, então todo mundo teve toda uma Teve toda uma cerimônia assim.

JVJonas Vieira

Com certeza, a primeira importação é a mais importante, né?

?Voz 1

Vamos abrir a primeira caixa. Aí a gente, vamos lá, eu falei, ai meu Deus, as algas! Aí ele foi, abriu assim, tava um dia ensolarado, lindo, e a nossa Thaly ela é vermelha assim, eu queria até ter vindo com esmalte, eu não vim, é um vermelho assim meio Ferrari. Isso, não é nem vermelho Ferrari, ele é um vermelho meio rubi assim, sabe? É um vermelho chique. A hora que abriu, refletiu a luz e aquele vermelho assim, pá, na nossa cara.

Eu falei, que coisa linda! Parecia uma Ferrari, pra gente era uma Ferrari, sabe?

?Voz C

Você rindo de novo ali?

?Voz 1

Nossa, a lágrima chegou, desceu assim. Coisa linda, sabe? Então eu fiquei emocionada. Não tinha algas, tava tudo certo, sem peixes. Não tinha peixes, não tinha algas. Linda, vermelha. Então a gente ficou muito emocionado, tava lindo como a gente queria o acabamento. Perfeito. Tenho foto do meu sogro emocionado, porque ele, meu sogro e minha sogra falando, meu, nunca, eles falando, a gente nunca imaginou que a gente ia conseguir realmente conseguir importar e também com tanta velocidade.

Quando a gente decidiu importar, foi, né, de quando a gente decidiu para quando a gente trouxe a primeira importação, foi rápido, vamos dizer assim.

?Voz C

Quanto tempo mais ou menos deu?

?Voz 1

É que foi um processo de 6 meses. 6 meses contando pesquisa.

JVJonas Vieira

Porque tem a negociação, ela vê preço, vê fábrica e tal. Mas o tempo assim de fechamento, que você fez o pagamento e até a carga chegar?

?Voz 1

Ah, foi bem rápido. O prazo assim, quando a gente fechou, se eu não me engano, demorou por volta de 30 dias para carga sair lá da China. Demorou um pouco o frete porque a gente fez pelo Porto Antigo, então Foi um pouco mais, foi quase 120 dias, por volta de 120 dias que a carga demorou para chegar. A gente pediu no final de meados de dezembro, ela chegou no dia 1º de abril, por incrível que pareça, 1º de abril de 2025 chegou essa primeira carga.

JVJonas Vieira

Hoje a gente tem alguns problemas com alguns fornecedores, que nem o da Laura. Quantos dias ele demora para produzir agora, Laura? Que vai demorar um pouquinho mais, né?

?Voz 1

Acho que foi de 35 a 40 dias.

JVJonas Vieira

40 dias para produzir, né?

?Voz C

Mas não parece demorado para um produto como esse.

JVJonas Vieira

Então depende do produto, né, Jonas? Que nem eu tô cotando umas peças automotivas para um cliente agora, o prazo de entrega é 75 dias. Isso que reduziu 15. Então assim, a China, pô, parece cada dia eles têm mais dificuldade de produzir. Antigamente às vezes eles entregavam pronto em estoque, né, o que tiver em estoque. Mas tem que tomar um cuidado com isso daí, né, prazo, né.

?Voz 1

É que no meu caso, essa importação especificamente, eu tenho um produto que é sob encomenda. Então não é, se eu não tivesse pedido esse produto específico, seria o produto ali prazo padrão. Mas como é um produto muito específico, esse produto acabou ali aumentando um pouco o prazo, mas tudo sob controle. E quando vai dar tudo certo, vai.

JVJonas Vieira

Como é que você tá se organizando? Explica aí para o pessoal, Lara, como é que você tá se organizando para as próximas, né? Que agora a meta é, como eu falo para o pessoal, né, quem importou a primeira vez e vê a qualidade do produto chinês, que hoje eles têm muita qualidade e preço, como é que você tá se programando agora para as próximas importações? Qual que é a meta daqui em Itália? Qual que é a perspectiva que você tem aí de mercado?

?Voz 1

Então tem a questão da programação ali do radar. O ano passado a gente fez umas contas meio errado e quase que a gente não consegue trazer uma das cargas Estourou o limite do radar. Estourar o limite e tal, mas foi porque os primeiros pedidos eu não tinha pensado no limite do radar, então tanto que agora já me programei, então eu criei uma programação. Então tudo a gente resolve com planejamento e programação. Então a gente já conseguiu, então o primeiro lote foi um lote de teste, a gente queria saber se o produto primeiro será bom, se chegou bom, não, chegou legal, chegou lindo, maravilhoso como a gente queria.

Ele vai vender bem? Vendeu bem, vendeu super rápido, né? Tanto que a gente teve que esperar depois, a gente ficou um tempo sem estoque até chegar a próxima importação, porque não deu tempo da gente repor. Então agora a gente já também tá criando um histórico para entender qual que é o tempo, né, desse produto ser vendido, para a gente programar ali quais são, quais são os próximos pedidos. Mas agora a gente conseguiu entender um pouquinho melhor também, né, o a curva ali, né, de saída dos produtos e tal.

Então existe um planejamento, claro que depende muito do mercado. Então o mercado oscila muito, né, o nosso produto principalmente depende muito da indústria da construção, depende do Brasil tá indo bem, né. Então oscila, né, claro, o mercado oscila, mas pelo menos a gente tem um pouco mais de conhecimento hoje. A gente foi pego de calça curta, né, como eu disse, por não saber, né. Agora sabendo, né, a gente já consegue se planejar um pouquinho melhor.

Então já tem uma que está para, que está em fabricação, está em produção, e a gente já está antecipando, planejando o próximo pedido. Que às vezes uma coisa que eu demoro, que a gente demorava muito, era: ai, meu Deus, acabou o estoque! Não, né. Então agora a gente já tá programando o próximo pedido. Esse daqui embarcando, a gente já tá planejando o próximo pedido, e a gente pretende que isso fique mais cíclico, né?

?Voz C

Mas você vai desenvolvendo uma relação comercial importante com fornecedor, né? Confiança, aí ele começa a melhorar o prazo de pagamento, que no início tem que dar uma adiantada boa se ele não te conhece, né? Imagino que já esteja um prazo de pagamento mais favorável para ti também, tudo isso vai ajudando.

?Voz 1

É isso, na verdade melhorou. Claro, primeiro foi inflexível, foi flexibilizando um pouco, mas o que fez diferença foi a viagem para China.

?Voz C

Ah é? Pois é, vamos falar disso. Essa viagem ela aconteceu depois da primeira importação ou antes?

?Voz 1

Foi depois.

?Voz C

Foi depois?

?Voz 1

Foi depois. Claro que agora, em outubro agora, tá fresco. Ela foi agora pouco, abriu, acabei de chegar.

?Voz C

Ai, que legal!

?Voz 1

Tô querendo voltar, adorei a China.

?Voz C

Legal, né? É, eu fui em outubro.

?Voz 1

Saudades.

JVJonas Vieira

E o mais legal é que a Laura adorou a China, mas assim, para quem vai, meu, é fantástico. A China parece É outro mundo, né? Questão de segurança, né? Limpeza. Eu fiquei admirado com as ruas, a limpeza lá, pelo menos nas cidades que a gente tava, limpeza muito, muito boa das ruas e tudo mais.

WLWalter Lolis

Enfim, automação, tecnologia também.

?Voz 1

Sim, os carros que você anda, segurança. Porque assim, quem mora em São Paulo, principalmente a gente que mora em São Paulo, né? Não sei se tem alguém se sente seguro, plenamente seguro no Brasil, Mas São Paulo é uma selva, né? Então você tá o tempo todo em alerta, onde tá meu celular, onde tá não sei o quê. Se você não presta atenção, acabam te roubando, né? Ou então te assaltando. Até brinquei hoje quando a gente começou, né, que o maior medo do brasileiro é dois caras numa moto, né?

Então, mas lá na China Eu me senti, eu cheguei com essa questão, claro, foi condicionado por vários anos a isso, mas aí, por exemplo, a gente foi para a feira, então a gente chegou na feira ali na Canton Fair e a gente optou por levar uma mala de rodinha, né, pequena, mas para não ter que ficar carregando o catálogo no braço, né, não ter que carregar peso, então a gente levou uma mala vazia porque a força de catálogo é grande. Então a gente levou uma mala vazia assim de rodinha.

JVJonas Vieira

Eu também, porque, moça, você vai com aquela mochila de costas, no final do dia, porque assim não é um dia só de feira, né, gente? São 2, 3 dias. Eu imagino você com uma mochila nas costas cheia de catálogo, de fornecedor.

?Voz C

Não sei se tu mensurou lá, eu andei uns 16 km por dia na feira.

?Voz 1

Eu não cheguei a medir.

?Voz C

Eu tava fazendo isso aí. Não, era muito cansativo.

?Voz 1

Loucura. E aí a gente levou a mala de rodinha, né? Só que o Américo, ele tem TDAH, né? Então ele tem TDAH laudado, né? Então a gente falava, ah, um teste, um stand. Aí a gente entrava no stand, aí a gente começava a bater papo e tal. Quando eu ia ver, cadê a mala? Cadê a mala? E aí a gente descobria que ela tinha ficado no meio do corredor e a gente tava lá batendo papo há meia hora e a mala estava no mesmíssimo lugar. Então lá é muito seguro.

Eu cheguei a ver vídeo do pessoal fazendo teste assim de ir na Starbucks deixar o notebookzinho em cima da mesa e dar um rolê, voltar 2 horas depois e o notebook estar exatamente no mesmo lugar. Então eu me senti muito segura, o lugar muito limpo, as ruas planejadas, largas. Você vê muito carro, você vê pouco trânsito, né? Igual, pelo menos os lugares que eu fui, não trava igual aqui, né? Os carros muito tecnológicos. Adorei andar de de Dili, que é o Uber deles lá na—

?Voz C

é o Didi, né?

?Voz 1

É que eu sou international. Policultura poliglota. Mas é, tem maravilhoso aplicativo, você é— os carros do aplicativo você consegue fazer massagem, reclinar, banco aquecido, maravilhoso. Me senti a diva que eu sempre fui, sempre sou, mas lá eles me trataram à altura. Gente, eu adorei. Ponto difícil da China: a comida, né? Mas é questão de adaptação.

JVJonas Vieira

Eu achei legal porque a gente ficou boa. Não sei se é porque a gente já tinha lá uns chineses para recepcionar a gente, né? Já tá acostumado a receber os brasileiros. Meu, a gente comeu muito bem lá. Eu falo para ele, é uma delícia.

?Voz C

Mas lógico, tem as comidas exóticas, claro, mas se tu inventar de comer na rua ou no shopping, aí às vezes tu tem surpresa.

?Voz 1

É que a gente percebeu diferença. A diferença cultural da comida, porque, por exemplo, café da manhã brasileiro, que é o quê? Pão, né? Pão francês, pelo menos aqui em São Paulo, né? Pão francês com café com leite, uma frutinha e tal. E dependendo do lugar, você não acha pão, né? Eles comem ovo, eles comem tofu.

?Voz C

Parece o almoço, né?

?Voz 1

Parece o almoço, você tá almoçando.

?Voz C

Comer um arroz camarão de manhã no mesmo hotel lá era normal.

?Voz 1

Exato, arroz, macarrão, lamen. Então eu já não como pão tem um tempo, então pra mim eu tava acostumada. Tudo bem comer carne no café da manhã, mas o Américo sofreu bastante. O Américo sofreu, nossa. Principalmente em Cantão, que eu não sei se é a comida cantonesa que eles falam, tem um tempero muito específico e a cidade tem aquele cheiro daquele tempero. Não sei explicar. Você lembrou de alguma coisa? Não sei se você reparou o cheiro.

?Voz C

É que eu também fiquei mais lá, então acho que não tinha muita referência, sabe?

?Voz 1

Porque lá a cidade de Canton, que é onde tem a feira, tem um tempero, não sei explicar, é como se fosse o azeite de dendê na Bahia assim, então eu não sei explicar, é um tempero muito forte, muito específico que todos os restaurantes usam, então a gente comeu muito no Mac, foi maravilhoso, mas assim, você tava na praça de alimentação do shopping E no Mac você tava sentindo o cheiro, porque todos os restaurantes. O Américo passou muito mal, o Américo chegou a vomitar, porque não conseguia mais.

Talvez ele vai dizer que não é que é ruim, mas é enjoativo, né, pra quem não tá acostumado.

JVJonas Vieira

Mas umas duas viagens, o Américo já ia estar completamente adaptável à China.

?Voz 1

Mas isso assim, foi em Cantão e Shenzhen, né. Aí conforme a gente foi subindo ali mais para o norte da China e desapareceu. Aí o nosso paladar ficou mais adaptado, foi mais fácil. Aí mais para o norte foi mais tranquilo.

?Voz C

Mas não é para ficar desanimado de ir para China, tá? É só uma questão de você achar um lugar para comer e tal. Realmente a culinária é diferente, só isso.

WLWalter Lolis

E assim, sempre vai ter um McDonald's, sempre tem um Mac.

?Voz 1

O Mac tava sempre cheio de brasileiro, eu me senti em casa. Você chegava no Mac, fazia o pedido, você escutava o pessoal: não, tá meu, que não sei o quê. O que que eles falaram?

?Voz C

Caramba! Mas e lá na China, tu foi na Canton Fair conhecer teus fornecedores ou tu foi na fábrica dos fornecedores?

?Voz 1

Como é que foi isso? As duas coisas.

?Voz C

Ah, que legal, cara!

?Voz 1

Então a gente planejou bem a viagem, porque claro, a gente queria ir para Canton Fair para ver novidade, ver novos fornecedores, claro, ver não só do nosso setor, mas o que tinha de novidade. Eu acho também que a Canton Fair ela é separada por nichos, né?

?Voz C

Fases, né? Ela tem fases.

?Voz 1

E a fase que que é do nosso nicho, ela é muito legal porque é justamente a fase que tem tecnologia, equipamento. Então a gente queria ver, né? Então tinha robô, tinha os androides, tinha carro, celular, caixa de som. Então era uma fase muito interessante para a gente passear mesmo, né? Se divertir. Foi divertido. Então a gente chegou, acho que nós fizemos acho que só 2 ou 3 dias de feira, a gente não fez nessas, são 5 dias mesmo, porque essa feira é gigante, né?

É impossível você fazer uma viagem um dia só, tem que fazer vários, porque no último dia, acho que deu meio-dia, a gente falou, quer saber, eu acho que já deu, porque a gente não aguentava mais andar, não aguentava, a gente tava pedindo arrego. E então nós conhecemos a feira nos primeiros dias, foco no nosso produto, né, não deu, deu para passear ali no último dia, foco no nosso produto, foco em conhecer materiais, fornecedores, mas nós já fomos avisando o nosso fornecedor que a gente estava indo para lá, né?

Então eu deixei agendado com eles como que seria o passo a passo. Eles têm mais de uma fábrica, né, porque mais produtos diferentes. Pelo que eu entendi, na China as fábricas elas são meio que setorizadas por tipo de produto. Então cidades específicas produzem produtos específicos. Então você cai na cidade X, digamos, ah, eu vendo furadeira. Então a furadeira, ferramenta fabricada na cidade X, você chega na cidade X, você olha em volta, você só vê fabricante de furadeira, né?

Então nós fomos para as cidades para conhecer os produtos específicos. E uma coisa que me chamou muita atenção foi a hospitalidade chinesa.

?Voz C

É surreal, né? Como eles se tratam bem lá, cara.

?Voz 1

É verdade.

?Voz C

Mas conta como foi a tua experiência.

?Voz 1

Me sentir a rainha que eu sempre soube que eu sou, sabe? Foi um tratamento assim a pão de ló, só faltava me carregar no colo, se eu tivesse pedido, brincadeira, mas assim...

?Voz C

Roja, se tivesse pedido, não ia negar.

?Voz 1

Se eu tivesse pedido, é que eu não quis abusar, mas então, por exemplo, nós encontramos nosso fornecedor na feira e tal, claro, ele tinha que ficar ali, mas aí nas cidades vizinhas eles fizeram questão de saber o nosso trajeto. Então ela encontrou a gente no trem-bala, ela ajudou a gente a embarcar, desembarcar, né? As cidades que nós passamos, eles são tão, tão— a hospitalidade deles te abraça tanto que chega a ficar às vezes um pouco constrangido, que você fala, não, calma.

Eles entravam no meu quarto carregando a mala, sabe? Assim, pra mim, eu falei, calma, Obrigado, mas calma, não precisa. Levavam a gente pra comer, eles estavam sempre preocupados se a gente tava se sentindo bem, se a gente tava se sentindo alimentado, se a gente queria alguma coisa. Então, e eu descobri depois, não tava preparada, mas eu descobri depois que é cultural, né? Faz parte da cultura deles essa hospitalidade assim. Então, na primeira fase nós estávamos sozinhos, que foi enquanto a gente tava ali na feira.

E depois nós fomos conhecer as fábricas, conhecer o produto, conhecer as peças, como que era feito, tá, tá, tá.

JVJonas Vieira

E a fábrica te surpreendeu? O tamanho, a questão de limpeza, automatização deles? Porque o pessoal fala muito disso, né? Eles falam que você entra numa fábrica chinesa, dependendo da fábrica, eles falam que às vezes você não vê pessoa, já tá tudo automatizado. Ou seja, é coisa assim espetacular.

?Voz 1

No nosso caso não. A gente tem que lembrar que eu vendo talha, mexe com graxa, sujeira. Então a gente tava esperando um pouco meio ambiente de oficina assim, sabe? Tanto que uma das primeiras fábricas ela tinha, ela era mais rústica, né? Então ela era um pouco mais escura e tal. Mas quando a gente foi na última fábrica, realmente surpreendeu. Tem muita gente trabalhando, né? Não é tão tecnológica ao ponto de não precisar ali do do contato humano, você via as pessoas trabalhando, mas uma limpeza, uma organização, iluminação, você falava, gente, que lugar gostoso, não parece que eles estão trabalhando com maquinário pesado, com graxa, né? Era um ambiente assim muito diferente, né? Então impressionou bastante a gente.

?Voz C

E é importante isso porque as chances de você ter algum problema com o teu produto é menor, porque o lugar tá bem iluminado, tá limpo, tá organizado. Isso foi toda a diferença. É importante conhecer.

?Voz 1

E uma coisa que eu reparei é que eles valorizam muito o contato pessoal. Então assim, se agora falando, né, com quem tá querendo importar, se eu acho necessário ir para China primeiro para importar, hoje não acho mais necessário. Eu não acho que é assim, não é isso que vai te impedir de importar, ir pessoalmente na China, né? Até porque existem agentes, Existem outras formas hoje, né, de você conseguir verificar a qualidade do produto sem ter que necessariamente ir lá pessoalmente.

?Voz C

Inspeção de fábrica, inspeção de produto, né?

?Voz 1

Então assim, para começar a importar eu acho que não é necessário, mas igual no nosso caso, começamos a importar, a visita pessoal ela fez total diferença, né? Inclusive em reunião com o fabricante, então eles disseram, a gente conhece conhecia vocês, né, pelas mensagens. Nós vimos que vocês são clientes que se preocupam com a qualidade, não apenas com preço. Então isso já nos fez ter uma confiança maior em vocês, né. A gente não sabe que não é qualquer um, que, né, enfim.

Mas agora que vocês vieram aqui pessoalmente, conversaram com a gente, né, nós, eles falando, nós entendemos que realmente é uma boa parceria e tal. Então eles valorizam muito esse contato pessoal, você ir lá, né? Então até o Walter tava falando dessa questão do relacionamento pessoal, né?

JVJonas Vieira

Certo, realmente, quando o chinês te recebe na fábrica, você acaba tendo uma outra visão, e ele de você, né? Porque ele vê um potencial, fala, pô, se o cara teve a capacidade de vir para o outro lado do mundo para visitar a gente, Que é um investimento, né? É um investimento em tempo, né? Então isso abre a negociação, você acaba tendo a questão, a Laura conseguiu prazo de pagamento, enfim, ajuda bastante. Então essa visita após a primeira importação é muito importante.

WLWalter Lolis

E é uma coisa que a gente fala sempre aqui na Alura também, né? O cara a cara é totalmente diferente, você negociar cara a cara ou por email, por exemplo, é uma coisa que o Walter bate bastante. Importante, porque você tem que estar presente na vida do cliente.

JVJonas Vieira

Com a Laura também foi a mesma coisa, eu insisti para ela vir aqui, porque só a gente falar por telefone é uma coisa. Aí eu falei, Laura, vem aqui conhecer a gente, vem aqui no nosso escritório, vem conversar com a gente. Então você estando assim de frente com a pessoa é muito importante.

?Voz C

Eu vim aqui também, né, para a gente conversar. É importante para caramba, certo?

JVJonas Vieira

Isso aí abre a negociação.

?Voz 1

Eu acho que a nossa sociedade hoje em dia, a gente se habituou a conversar, ter relacionamentos à distância, né? Então até com seus amigos, com as pessoas que você— as pessoas, elas estão, elas— você tem uma sensação que ela tá perto, mas é diferente você encontrar ela pessoalmente.

JVJonas Vieira

Só abrindo esse parênteses, que nem a Laura fez um passo importante, ela fez a primeira importação de uma carga menor, teve conhecimento do produto, viu que o produto é um produto bom, que é um produto que vai ser bem aceito no mercado, E agora o próximo passo dela é abrir o portfólio, porque assim, como ela disse, né, no ramo dela tem outros insumos, outras peças, outras máquinas que completam a linha dela. Então é importante essa visita lá para você conhecer e desenvolver mais o seu portfólio, conhecer mais oportunidades, né.

?Voz C

Acho que isso também ajuda bastante, né.

JVJonas Vieira

Essa viagem da Laura para China vai ajudar muito e com certeza você vai ver que aqui na Itália vai ter um crescimento muito grande com isso. Isso eu já vi.

?Voz 1

É questão de processo.

JVJonas Vieira

Isso eu te falo com propriedade, porque teve clientes nossos que começaram pequeno também importando uma, duas cargas. Às vezes o cara tinha uma a cada 3 meses, a cada 6 meses. Hoje os cara trazem 2, 3 contêineres de uma vez. Ou seja, é uma parceria com a China que é muito importante e isso traz muito benefício benefício, não só pelo preço, mas pela qualidade, entendeu?

?Voz 1

Tem muita gente ainda que tem preconceito com produto China, né?

?Voz C

Porque tá muito atrasado, né, cara?

?Voz 1

Tem preconceito. Mas assim, realmente, eu acho que o preconceito não é nem com fabricante, o preconceito se dá não é nem por conta do fabricante, mas é por conta de quem compra. Porque como eu te disse, se você vai para China, você encontra de tudo. Você vai encontrar preço, você vai encontrar qualidade, você vai encontrar de tudo. Aí vai de você como importador escolher o que que você vai trazer, o que que você vai priorizar, né, para trazer para o seu cliente.

Não, eu quero que meu cliente pague barato, quero que ele tenha uma experiência pagando barato. Ok, ele vai ter uma experiência X. Não, eu quero que meu cliente receba um produto mais premium, um produto que dure mais, um produto mais durável, então eu vou investir em qualidade. Então tem essa diferença também de quem tá comprando.

JVJonas Vieira

Legal. E nessa viagem aí que você teve para China, você conseguiu desenvolver novos fornecedores? Conta um pouco aí sobre essa experiência.

?Voz 1

É porque nós nessa viagem a gente foi com pouco tempo, foram 10 dias, mas 10 dias é pouco tempo se você considerar que é um dia para ir, um dia para voltar e uns 2 dias para entender quem você é, porque fica a questão do fuso, né, pega bastante, entendeu? Eu sou uma pessoa que eu durmo fácil e teve uma noite que eu simplesmente noite não dormia. Parece que meu corpo falou, não, é 2 da tarde, você tá louca? Não vai dormir. Teve noite que eu passei em Claro, fui para feira em Claro, porque meu corpo não tinha entendido o fuso horário. Mas deu tudo certo. Só que é aqui que eu tava falando, me perdi.

JVJonas Vieira

Referente desenvolver novos fornecedores, você conseguiu localizar?

?Voz 1

O que que você achou disso, né? O nosso produto, nosso produto ele é muito específico, né? Então como nós tínhamos pouco tempo, nós tivemos 2 dias de feira, a gente correu para encontrar fornecedores. Só que nós fizemos muitos bons contatos, né? Então nós conseguimos tocar produtos de outros fornecedores. Acabou que a gente descobriu que a gente fez uma escolha muito boa.

JVJonas Vieira

Então a gente descobriu que essa pesquisa prévia foi muito boa, né?

?Voz 1

Sim, sim, sim. Então a gente acabou descobrindo, falando, cara, o nosso fornecedor é muito bom. Acabou então fortalecendo a nossa aliança com o nosso fornecedor atual. Claro que apareceram outras oportunidades também de outros fornecedores para mais produtos do catálogo, né? Mas acabou fortalecendo ainda mais o relacionamento que a gente já tem com o nosso. E os próximos vão ficar ali no planejamento da gente realmente abrir o leque, né, abrir mais o portfólio da empresa para novos produtos.

Mas sim, deu para conhecer muita gente, deu para conhecer muito produto. Ano que vem eu quero ir com mais tempo para olhar mais para isso.

JVJonas Vieira

Então o ano que vem a Laura tá organizando uma viagem para China, né? Ela agora vai abrir uma agência de viagem junto com isso, né?

?Voz 1

Talvez, não sei, não sei se você vai comigo. Porque não, eu morro de vontade Não, é porque eu voltei tão apaixonada pela China que eu tô chamando todo mundo para ir, mas nessa do tipo, vamos, ano que vem eu vou. Não comprei passagem, não fiz nada, mas assim, eu tô chamando todo mundo para ir. Agora, é bem capaz de o pessoal me cobrar realmente, porque eu me apaixonei tanto pela China, eu me dei bem até com o idioma, eu comecei a aprender mandarim.

Nihao! Mas assim, eu aprendi algumas coisas do mandarim, Achei legal aprender, aprender sobre novas culturas. Então nós fomos sozinhos, eu e o Américo, né? Então a gente foi com a força e com a coragem, a gente foi sem guia. Depois a gente acabou encontrando ali o pessoal da fábrica que ajudou a gente, mas na primeira fase ali a gente foi sem ninguém. A organização, a logística, a passagem, pra onde a gente ia, a gente fez tudo por conta e deu muito certo.

Teve uns perrengues chiques, maravilhosos, né? Sempre tem perrengue chique, mas melhor passar perrengue em viagem internacional do que aqui. Então teve sim uns perrengues que serviu pra gente rir depois.

?Voz C

Chorar em outro continente é muito mais bonito.

?Voz 1

Com certeza, né? Tocando música de I'm missing you, tocando música internacional diferente. Mas foi muito legal, eu repetiria a dose. É claro, a gente fica um pouco assim porque eu tenho filhas pequenas ainda, então até por isso que a gente fez uma viagem tão apertada, vamos dizer assim. A gente cruzou a China em 10 dias, foi 1.200 km que a gente percorreu dentro da China em 10 dias, né? Então, caso 8, né, tirando o deslocamento. Isso, então foi pauleira, foi.

JVJonas Vieira

Você acha que a próxima viagem vai o quê, uns 20 dias para ficar legal?

?Voz 1

Não sei, de 15 a 20 dias eu estimo.

?Voz C

Eu fiquei 15 e aproveitei super bem assim. Deu 13 dias, né?

?Voz 1

É, então a minha ideia é ficar um pouquinho mais no ano que vem para essa viagem que eu tô falando que eu vou e que eu ainda não—

?Voz C

Para quem sabe o que quer comprar, o segmento tá mais do que bom assim.

?Voz 1

Aí eu cheguei aqui no Brasil, né, apaixonada pela cultura chinesa, chamando todo mundo, vamos! Então tô chamando, vamos comigo lá para o comboio da Laura, né? Então talvez eu até organize realmente alguma coisa que o pessoal começou a falar que vai. Não sei se eles estão me iludindo, né? Agora o Walter falou que talvez vá. Vai, então vai. A gente vai fazer um encontro lá com o pessoal na Canton Fair então no ano que vem. Então está confirmado, olha só, ao vivo agora lançamos aqui nas redes sociais da Laura.

?Voz C

Estão aqui na descrição do episódio.

?Voz 1

Me chamem no Instagram e a gente dá um jeito, vai dar jeito, vai dar tudo certo, vai dar tudo certo. Vai dar tudo certo.

?Voz C

Afretar um aviãozinho até lá.

?Voz 1

Sim, já pensou?

?Voz C

Laura, de tudo que você foi pesquisando até começar a tua primeira compra, o que que você vê tipo assim, ah, isso aqui me preocupei demais, não precisava? Até para dar umas dicas para quem tá interessado em começar a importar, sabe?

?Voz 1

A minha maior preocupação foi com a aduana brasileira.

?Voz C

As algas também?

?Voz 1

As algas, as algas. Surpresa deles com aulas.

?Voz C

O container é bem fechadinho, não entra água assim, então tá bom.

JVJonas Vieira

O que o pessoal sempre teme, ou seja, tem mais medo, é o que a Laura falou. O pessoal sempre fica preocupado, que a gente ouve muita história, né? Pô, mas é Receita Federal, vai dar canal vermelho, a carga vai ficar parada um mês. Aí armazenagem é muito alta, sim. Aí o fiscal vai complicar a sua vida. E não acontece nada disso. Se você trazer a carga certa, documentação tudo correta, você faz o certo que vai dar tranquilo.

?Voz 1

Aí que você perguntou para pessoa errada. Eu sofro de ansiedade. Então assim, qual foi o teu maior medo? Eu tive vários, né? Então desde o medo de chegar, sei lá, um paralelepípedo dentro da caixa, as algas, né, de cair a carga no mar. Então assim, passou um pouco de tudo pela minha cabeça. Claro que eu acho que o que ajudou muito foi a gente já conhecer o produto, né? Então já saber que era um bom fornecedor, a gente já conhecia o produto.

Nós sabíamos então também que esse fornecedor já estava acostumado com clientes brasileiros, que eu acho que isso faz diferença também, né? Porque o nosso— é a aduana que fala mesmo? A Receita Federal brasileira, ela não é uma das mais simples do mundo. Do processo que é para importar para o Brasil, o custo, o processo para importar para o Brasil, ele não é um processo simples, né? Então uma coisa que eu ouvi nas minhas pesquisas prévias era, por exemplo, nunca contrate um frete da mercadoria, né, ou a parte de despacho aduaneiro de um fornecedor chinês, porque às vezes eles vão te oferecer o frete lá por conta, só que você corre o risco de encontrar uma empresa que não conhece da aduana brasileira, da Receita Federal, E você corre o risco de ter a carga retida por bobeira para economizar $50.

?Voz C

E às vezes é a taxinha demônio, né?

JVJonas Vieira

Nossa, que aí o Jonas conhece bem essa parte, né? É o que eu falo para o Wendel.

WLWalter Lolis

A gente tava vendo essa semana inclusive que você tava mostrando.

JVJonas Vieira

Tem um cliente nosso que tá entrando em contato que ele aceitou o frete chinês. Isso dá um problema quando é carga solta, porque você tem que ter uma negociação prévia da armazenagem aqui em Santos. Se você não tem essa negociação, vai chegar no terminal, eles vão te cobrar a tabela pública deles lá e vão te cobrar o que quer.

?Voz C

Ou seja, ele não tem fugir.

JVJonas Vieira

Numa armazenagem de uma carga LCL que está em torno de R$5.000, ele vai pagar no mínimo R$10.000.

?Voz 1

Ou barato sai caro.

JVJonas Vieira

Sai caro, entendeu?

?Voz C

Então a gente sempre— Tua margem de lucro ali, aí—

JVJonas Vieira

Então assim, Jonas, a dica é: se você vai importar primeiro, então procura um despachante, uma pessoa que que você tenha confiança para ele te orientar, porque no comércio exterior tem algumas pegadinhas, entendeu? Então parte desde a parte da documentação, que eu já falei para Laura, né? Toma cuidado com a documentação. O que você for trazer de mercadoria nova, informa a gente para a gente ver o NCM, confirmar, porque às vezes o importador, a pessoa que tá comprando, pensa que é o NCM, mas a gente vai checar, fala: não, esse NCM aqui não tá certo.

Então a gente tem que verificar, tem toda toda a questão da comercial invoice, BL, NCM e tudo mais, né? Então é assim, procura um despachante confiável, que a Lórias, né, por favor, né? Vamos lá, Laura. Então a gente quer aqui saber de você e mostrar para o pessoal aí da internet, né, o que que a importação trouxe para você de benefício e qual sua visão para o futuro, que que você pretende, o que que aqui Itália pretende, né? Fala um pouco aí do Américo, do papel dele na fábrica.

Conta um pouco aí sobre a história de vocês e o que que mudou a partir da primeira importação.

?Voz 1

Tá, a importação, eu acho que uma coisa que todo mundo busca é reduzir custo, né?

?Voz C

Então você reduz o custo, tira o intermediário, né? Então já é natural, né?

?Voz 1

Então existe esse fator, né? Então redução de custo Claro, porque a gente consegue oferecer um produto para o cliente com um custo-benefício melhor. Mas o que eu achei uma das coisas mais importantes, claro, além da redução de custo, foi controle do produto, né? Como eu disse, a gente conseguiu, conversando diretamente com o fabricante, controle da qualidade do produto, o que que a gente quer. Então a gente consegue a qualidade da corrente, o banho, que tipo de contatora vai ser usada, a gente sabe a quantidade de de cobre que tem no motor.

Então tudo isso você consegue conversar com o fabricante, claro, um fabricante que se coloque também à disposição, né, para fazer essas modificações que você queira, para você atingir o produto que você quer trazer especificamente, como você quer trazer, e com um custo-benefício, claro, acessível, né. Também não adianta trazer um produto maravilhoso e que não vai servir para o bolso brasileiro, né. Então essa preocupação é muito importante.

Claro que isso traz desafios, né, que você não teria se você trabalha com, se você não tem um estoque próprio, produto próprio. Então tem que pesquisar muito, tem que estudar bastante, né, para aí, claro, fazer uma primeira importação menor. No nosso caso, a gente validou o produto e nós vimos que haviam pequenas modificações que poderiam ser feitas. Então a gente dá esse feedback para o fornecedor. Na próxima importação ele mandava com essa modificação para a gente ver se estava de acordo.

Eu acho que o lote que chegou assim, que a gente falou agora tá legal, foi o terceiro lote, foi a terceira importação que a gente falou agora a gente não mudaria nada, agora é só reproduzir.

?Voz C

Não que os anteriores não estavam bons, só o refino, né?

?Voz 1

Coisa simples, tinta, sabe? A gente pegou, ah não, não tá lixado. Sabe, acabamento, coisas desse tipo.

JVJonas Vieira

E fala aí o que que o Américo tá achando, né, e seu sogro, né? É Cláudio o nome dele, né?

?Voz 1

É que eu vou explicar mais ou menos como funcionam os papéis, né? O Cláudio, ele foi o fundador da empresa e ele trabalha há 40 anos só com talhas. Então ele entrou como office boy numa empresa de talhas lá em— deixa para lá— e entrou como office boy, foi crescendo, se tornou sócio e num dado momento ele falou, não, eu vou abrir o meu, a minha loja, o meu negócio. Ele saiu e ele fundou a King Itália em 2009. Então ele tocou um tempo a King Itália por conta do conhecimento dele e por volta de uns 10 anos atrás o Américo entrou para auxiliar com algumas questões que a empresa estava precisando, viu possíveis...

?Voz C

O Américo, o filho, né?

?Voz 1

O filho, esse é meu marido.

JVJonas Vieira

E aí, Jonasso, sem querer interromper aqui, eu falo, experiência é tudo, né? Eu não vou falar quantos anos eu tenho, né, só para o pessoal não descobrir, né, mas a gente tem uma boa caminhada aí.

?Voz 1

Sim, sim. Então aí o Américo entrou há uns 10 anos mais ou menos e o Américo vem da área de tecnologia, então ele era da área de TI, de automação.

JVJonas Vieira

Mudou completamente, o cara trabalhava na Apple, agora foi lá para cuidar da própria empresa, aí ele tá vendo os perrengues, né?

?Voz 1

Aí o Américo entrou na empresa, só que o Américo trouxe então essa, mais essa visão da parte de tecnologia. Então o Américo trouxe essa parte de inovação para dentro da empresa, então juntou a tradição, conhecimento com inovação, e também o conhecimento do Américo em elétrica e eletrônica. Eu acho que isso acabou ajustando e refinando ainda mais o nosso nosso produto. E onde que a Laura entra? Para organizar essa galera. Porque assim, o meu sogro tinha o sonho de importar, mas achava que não tinha como.

O Américo foi o cara que enfiou o pé na porta e falou, a gente vai importar sim. E eu falei, tá bom, deixa eu ver como que a gente vai fazer isso.

JVJonas Vieira

Então você foi executora?

?Voz 1

Exato. Então falei, não, calma, então vamos lá. Então Américo chegou com os dois pés na porta e falou, a gente vai importar. Eu falei, tá bom, vamos lá. E me dá um tempinho que eu vou organizar. E aí eu fui atrás de pesquisar, organizar, atrás de fornecedor e tal. Então eu fui nessa parte de executar, de conversar com fornecedor, de pesquisar, enfim. Mas sem, claro, sem o background histórico do meu sogro e sem o pontapé do Américo, o tapa na orelha, tipo, vamos!

?Voz C

Mas esse sonho de querer importar, de onde é que veio? Foi uma necessidade? Foi um lanço? O que que foi? Tipo, ah, eu queria esse negócio esse meu jeito aqui.

?Voz 1

Eu acho que, não sei, acho que como a gente tava conversando no início, acho que todo comerciante tem um sonho de um dia ter a marca própria, né? Eu acho que a importação ela é um meio, né? Ela não é o sonho final.

?Voz C

Já sai de lá com a tua marca.

?Voz 1

Isso, isso. Então poderia ser através de fabricação, poderia ser através de importação. A importação foi um meio da gente trazer o nosso produto, com o que a gente acredita, com as nossas características. Artísticas para o mercado.

JVJonas Vieira

Você pode colocar lá o seu jeito, eu quero produto assim assado, a cor é essa, que a Laura falou, né?

?Voz 1

É questão de legado, é questão de legado você levar a sua marca para frente, o seu nome para frente, o seu trabalho para frente, ser reconhecido por isso. Então acho que é muito uma questão de legado mesmo também.

WLWalter Lolis

Foi o que tornou o sonho realidade, né?

JVJonas Vieira

Sim. E o que mudou depois das importações no mercado interno? Para os clientes?

?Voz 1

Comecei a tomar tarja preta, mas aí também, o negócio, a brincadeira ficou de gente grande, né? A brincadeira ficou de gente grande.

JVJonas Vieira

O negócio tá que mudou lá, já cheguei na casa dos milhões.

?Voz 1

Sim, a gente é nihao, nihao, xexê.

?Voz C

Era as outras coisas que você sabia falar também lá, nihao e xexê.

?Voz 1

Não, eu aprendi a falar bastante coisa, tá?

JVJonas Vieira

É o A Laura me contou que a próxima visita à fábrica vai ser para negociar a produção. Falou assim, ó, vocês precisam me entregar X em X tempo, porque senão a gente não dá conta de atender os clientes do Brasil.

?Voz C

Excelente!

?Voz 1

Não, mas é, com os clientes o que mudou foi reconhecimento de marca, né, de a gente poder assinar nosso próprio produto, a gente poder bater no peito e dizer, esse negócio fui eu que desenhei, funciona porque fui eu que que eu fiz, tem meus anos de experiência aí, né?

JVJonas Vieira

Então assistência técnica, manutenção também é bem importante, né?

?Voz 1

E não é só vender, personalização. Então o que tem na prateleira não te serve, vamos sentar, vamos conversar, a gente vai resolver o seu problema, né?

JVJonas Vieira

Isso é importante, né? Porque a Laura consegue assim, por exemplo, ela vai visitar uma fábrica, a gente fala assim, eu preciso de uma talha para X toneladas, ela fala, pô, isso eu não tenho, Mas eu consigo desenvolver para você, me dá um tempinho.

?Voz 1

Exato. Então se é alguma coisa igual essa importação que ela vai demorar um prazinho, no caso maior, é porque o cliente precisava de um equipamento muito específico. Eu falei, ok, né? Então a gente tá trazendo para ele.

?Voz C

Eu entendo também que se um cliente pede algo específico, deve ter mais gente por aí que também precisa daquele jeito que ele tá pedindo, né?

?Voz 1

Então uma coisa que eu já ouvi, vou ver se eu consigo lembrar certinho, Mas como que é? Bom e barato. Bom e barato não é rápido, né? Bom e barato, como que é? Bom e rápido não é barato, né?

?Voz C

E rápido e bom não é barato.

?Voz 1

Não, e rápido, está difícil, hein?

?Voz C

Pera aí.

?Voz 1

Rápido e barato não é bom.

JVJonas Vieira

Então vamos anotar.

?Voz 1

Volta. Rápido e barato não é bom. Bom e rápido não é barato. E bom e barato não é rápido.

?Voz C

Nossa, acertou na segunda, eu não ia conseguir isso, cara.

?Voz 1

Ah, tô treinando.

JVJonas Vieira

Isso aí é aula de dicção.

?Voz 1

É, muito bom.

JVJonas Vieira

Mas se vocês acompanhar, ver a Laura, ela é bem ativa na rede social.

?Voz C

Sim, vale a pena acompanhar ela, eu me diverti aqui.

JVJonas Vieira

Eu queria ter a desenvoltura da Laura.

?Voz 1

Comecei aí, na verdade. Mas então, no nosso caso, a gente vai ter, então isso também se aplica complica quando o cliente quer um produto, né? Então, se o cliente conseguisse programar, no caso desse cliente específico que ele falou, olha, tenho prazo, consigo esperar, então a gente consegue trazer um produto bom, né? Um produto barato, seria mais barato do que ele tentar encaixar o que ele precisa num produto que já existe no mercado, que às vezes entrega mais do que ele precisa, né? Então ele é de— só que não é rápido.

?Voz C

Então a gente consegue respeitar sua marca também, né?

?Voz 1

Então a gente consegue trazer isso para ele. Então nesse caso a gente está trazendo para o cliente especificamente o que ele quer dentro do melhor custo-benefício, porque ele tem prazo. Então se conseguir se planejar, a gente consegue entregar um produto bem específico e num preço muito bom.

WLWalter Lolis

E como é legal, né, a pessoa sair da primeira importação, aquele receio, o medo das algas e dos peixes, para já começar a pedir para o exportador um produto que ela precisa.

?Voz C

Quem diria, né? Isso é muito legal, cara.

WLWalter Lolis

Muito legal, muito gratificante.

?Voz 1

Bom, com relação aos próximos passos da empresa com a importação, claro que é aumentar o portfólio, né, conseguir trazer ainda mais soluções, ainda mais inovação. É um mercado que ele é um mercado muito, um pouco engessado com relação às opções, então a gente quer sempre trazer novidade, né, o que os clientes tiverem necessidade uma necessidade diferente conversar com a gente. Se já existe no mercado, a gente consegue oferecer.

Se não existe, a gente dá uma forma de trazer. Bate-bola Laura por Laura, talvez eu leve uma galera aí para China no ano que vem. Eu realmente adorei a China, é um lugar muito legal. Eu acho que é até para quem realmente não importa, é um lugar interessante para conhecer.

JVJonas Vieira

E só para o pessoal conhecer, Laura, hoje que tipo de cliente você atende? Você tem um ramo específico? Tipo montador, indústria, ou seja, porque assim, Itália, pelo que eu vi, tem feira que precisa, né? Como que é essa segmentação dos seus setores? Explica aí pro pessoal.

?Voz 1

Você pode atender? A gente atende todo o Brasil, então a gente vende pro Brasil todo. A gente fica aqui em São Paulo, mas entrega no Brasil inteiro. A maioria dos nossos clientes são indústrias, construtoras, extratoras de minério, empresas navais, Então praticamente todo tipo de indústria. As talhas movimentam o Brasil. As pessoas só não sabem o nome, mas as talhas movimentam o Brasil. Então se o Brasil tá girando, a gente tá fornecendo muita talha para isso.

JVJonas Vieira

Tem transporte e talha no meio para levar a carga, né?

?Voz C

Com certeza todo mundo já viu uma talha, só não sabia o nome, né?

?Voz 1

Exato, exato.

JVJonas Vieira

Que legal! Quem não conhecia já conhece agora.

?Voz 1

Agora conhece.

JVJonas Vieira

Agora você quer conhecer melhor, é só entrar lá no site, vai ter aqui o endereço, né?

?Voz C

Sim, tá na descrição.

?Voz 1

É o nosso site, é kingitalhas.com.br e o nosso Instagram também, que é @reidastalhas. E se você quiser ir pra China comigo no ano que vem, Nihao Viagens, Nihao, aprender chinês comigo, @laurabrasiz.

?Voz C

Perfeito.

JVJonas Vieira

Quem tiver aí nessa saga de ir pra primeira vez, fica tranquilo que eu vou estar junto com a Laura, eu vou fazer companhia.

?Voz 1

Vamos fazer uma bagunça nas redes sociais.

JVJonas Vieira

Desde o começo, desde a compra do produto até chegar no Brasil.

?Voz 1

Tem muita gente me prometendo e eu tô acreditando.

?Voz C

Muito bom, bacana, bacana. Então tu ficou até aqui com a gente, lembra de se conectar com a Laura, se conectar com o Walter, com a Lolis. Acompanha nosso trabalho, acompanha o conteúdo que vai ser publicado, que isso não vai parar no podcast, tá? Isso também vai para as redes sociais. Então é isso, trabalhos encerrados. Muito obrigado a cada um de vocês e até a próxima.

?Voz 1

Tchau, tchau, obrigado, valeu!

Como é começar importar da China (King Talhas) - 187 | Castnews Index — Castnews Index