Cultura Data Driven no Comércio Exterior
Conversamos com a Einship para entender na prática o que é a cultura data drive no comércio exterior, porque é necessário aplicar na cultura da empresa para que se trabalhe menos com achismo..Conecte-se com a Einship para acompanhar mais conteúdos: .Site - https://curt.link/einship Instagram - https://curt.link/einship-IG LinkedIn - https://curt.link/einship-in.Participantes do Invoice CastLuiz Policarpohttps://www.linkedin.com/in/luizpolicarpo/https://www.instagram.com/luizpolicarpo/.Guido Andradehttps://www.linkedin.com/in/guidoandradecp/https://www.instagram.com/guidoandradecp/.Assine o Follow-Up do Comex, mantenha-se informado e apoie o podcast: https://curt.link/fupdocomex.Siga-nos nas redes sociais: Instagram - https://curt.link/invoicecast-instagramLinkedIn - https://curt.link/InvoiceCast-linkedin.📱 Entre no grupo dos Resenhistas do Comex: https://curt.link/resenhistas-do-comex
- Cultura Data-Driven no Comércio Exterior· NegociosTomada de decisão baseada em dados·Evitar achismo e feeling·Comparação com outros mercados (varejo)
- Aplicação Prática de Dados em Negócios· NegociosIdentificação de 'dores' e gargalos operacionais·Análise de custos (demurrage, frete)·Otimização de processos comerciais e logísticos·Prospecção e ganho de mercado·Desenvolvimento de novos serviços e mercados
- Desafios na Implementação da Cultura Data-DrivenResistência à mudança e 'efeito manada'·Falta de dados digitalizados (planilhas, e-mails)·Dificuldade em avaliar dados internos·Necessidade de assertividade nos dados (70% de confiança)
- Inovacao e Tecnologia Enchip· TecnologiaOrigem da Enchip como marketplace·Desenvolvimento do InShip Copilot (IA)·Plataforma Cargo Flow (eQuotes, ePrice, eFlow)·Vertical de dados (Comex Basic)·Visão de futuro e revolução do mercado
- Digitalização e Acesso à Informação· TecnologiaAtraso na digitalização do comércio exterior·Impacto da pandemia na digitalização·Digitalização de processos (DUIMP, eBL)·Resistência à digitalização (BL físico)
- Comercio Exterior e IA· NegociosNecessidade de modernização rápida dos profissionais·Impacto da Inteligência Artificial no dia a dia·Transição para Indústria 5.0 (superinteligência)·Aceleração da digitalização no setor
- Liderança e Cultura Organizacional· NegociosCultura data-driven top-down·Superar resistência e vaidade (ego)·Importância da liderança como patrocinadora·Nível de maturidade do cliente (CMI)
É importante para tomada de decisão, mas tem que ser baseada em dados.
Então, quando a gente fala, se você trabalha na importação, você vai ter problema com BL extraviado, é questão de tempo. É tipo moto, tu vai cair, né?
Então eu irei para onde tá me doendo, né? Então onde é que tá me doendo mais no momento? Ah, tá me doendo mais ou menos porque eu atendo um determinado segmento.
Então isso vai exigir mais que os profissionais eles se modernizem muito rápido.
Saudações, movimentadores da balança comercial, ao iVoicecast! Finalmente tô aqui com a Enchip para gravar o primeiro de muitos episódios exclusivos. E hoje nós vamos falar sobre a cultura data-driven no comércio exterior, na logística, coisa que muita empresa ainda não faz. E nós vamos falar por que que tem que fazer, como fazer, por que que isso vai fazer diferença nos seus resultados, vai fazer diferença nos seus custos. Então continua com a gente que o papo é muito importante.
E já aproveitando, tá, pô, tô aqui com o patrocinador do podcast que sabe que isso aqui faz diferença. Já se conecta com ele aqui na descrição do episódio, nas redes sociais, acessa o site, vai lá, comenta: ó, vim aqui por causa do InviteCast. Dessa ajuda faz toda a diferença. Não esquece também de dar aquela curtida também no episódio, no YouTube, no Spotify, aonde você tiver, que isso faz muita diferença para o podcast ir mais longe.
Então vamos às apresentações. Então eu tô aqui com o Luiz Policarpo, CEO da Enchip e o Guido Andrade, isso, COO, Chief Operations Officer, em inglês é tudo muito mais bonito, mais caro, direto de Fortaleza aqui para o sulzão do Brasil. Só perderam um voo, né? Foi o Guido que perdeu o voo, né?
Eu não perdi o voo.
Perdeu o voo, né? Não se esforçou, né?
Tu não se esforçou, né?
Sacanagem.
Perdeu conexão.
Perdeu conexão, mas está aqui, estamos gravando. Vamos então falar dessa cultura data-driven. O que é cultura data-driven? Data-driven? Vamos começar aqui. O que que é isso?
Posso começar?
Por favor.
Cara, cultura data-driven é quando a gente tem a— é uma cultura que a gente tem de observar a análise de dados para tomada de decisão. Em resumo, em uma frase de forma simples e objetiva, é isso. Quando a gente fala de cultura data-driven no comércio exterior, na logística internacional, é nada mais nada menos de dizer que eu vou tomar uma decisão baseada em dados, baseada em fatos, evitar o tiro às cegas, evitar o achômetro, pode dizer assim.
O feeling, ele é importante, né? Eu acho que o feeling, ele sempre vai, se ele é atrelado a uma base de repertório, de experiência, seja lá como você chame, É importante para tomada de decisão, mas tem que ser baseada em dados. Então, quando a gente fala de uma decisão tomada baseada em dados, eu tô falando de uma cultura data-driven, né? Em resumo, é isso.
Então, tá bom, né?
Já é um bom resumo, né? E quando a gente fala disso no comércio exterior em si, é algo que é, que não é muito, muito comum ainda, muito explorado, posso dizer assim. Se a gente pegar outros mercados como varejo, né, tem uma gama de decisões baseadas, compartilhamento de dados, informações, que faz com que aquele mercado, aquela indústria, tenha de fato decisões, estratégias baseadas em dados. A gente olha para o nosso mercado como é estereológico internacional, isso ainda tá caminhando, ainda não chegou no nível que a gente pode considerar que é essencial para o comércio.
Se a gente falar da indústria shipping, nos anos, essa cultura começou na migração dos anos 90 para os anos 2000, né? Se a gente pegar os armadores, eles começaram a ter essa cultura já nessa época, no começo dos anos 2000 ali, e com essa troca de informações, essa análise de informações dentro das estratégias do negócio. Mas se a gente for pegar isso falando de provedor logístico de maneira mais geral, um agente de cargas, transportador rodoviário, despachante aduaneiro, isso começou a ser fomentado em 2020 para cá.
Ou seja, a gente tá falando de quase 20 anos para que dentro de um mesmo segmento, dentro de uma mesma indústria, né, do shipping, Por que que demorou tanto, cara?
Tudo aí, vocês acham?
Eu diria que o acesso à informação, né? A gente tá falando de um período, os armadores eles tinham esse, enfim, compartilhamento de informações, mas eles compartilham informações entre eles também.
Isso começou assim, né? Essa cultura começou nesse formato, que é como é comum no varejo, né?
O varejo compartilha informação entre os concorrentes.
Existe esse tipo de nível de serviço, né? Tô falando, não é possível sem citar nomes aqui de plataformas, de, enfim. Mas hoje, o que que faz um, dentro do mercado do varejo, um preço de tal produto subir? 1 kg do arroz, alguma coisa do tipo?
E uma determinada posição na gôndola também.
Isso, né? E em frações de tempo curto, tempo e espaço, né? Essa informação já ser atualizada em todas as outras demais redes, né? Essa cultura muito bem disseminada dentro da estratégia do negócio.
Então a gente teve esse, digamos assim, os armadores foram os pioneiros, né? Ali nesse uso das informações, dos dados ali para tomada de decisão. Eu acredito que o mercado como a exterior ele sentiu muito essa necessidade um pouco antes da pandemia e no período da pandemia, quando de certa forma a gente acabou se afastando um pouco dos relacionamentos, né? A gente passou por um momento onde você ficava mais em casa, todo mundo trabalhando ali de casa e tudo, e era necessário que tivesse acesso à informação mais rápido, né? 2020 aí para frente, o comércio exterior passou por um processo de digitalização muito grande, então A gente vivenciou um período aí, por exemplo, onde você não tinha mais que necessariamente apresentar documentação física, né?
Isso já foi uma revolução grande para o comércio exterior, isso agilizou muitos processos.
Tava rolando o Canal Vermelho por teleconferência também, né?
Exatamente. Então, a história do mapa, esse processo de digitalização, eu acredito que ele também foi um fator de virada de chave para fazer com que as empresas elas percebessem que elas precisavam ter acesso à informação e saber como utilizar aquela informação a favor do negócio.
E também registrar informação, né? Porque todo operador logístico, todo mundo do comerciário, da logística, ele gera dados, ele tem que registrar isso, né?
Aí tem uma curiosidade legal, né? Porque assim, gerar dados a gente já gera há bastante tempo. A gente falar, o Siscomect, ele é referência, é um sistema alfandegário referência no mundo todo. Então assim, poucas alfândegas mundo afora são tão evoluídas quanto o nosso sistema de controle aduaneiro, posso falar isso, né? Assim, é um mérito realmente realmente é um orgulho do Brasil, a alfândega brasileira tem um sistema eficiente.
E a gente tá vivenciando agora o boom da finalização do projeto da DUIMP, que é algo que se perpetuou de 2019 para cá, teve essa demora.
Sim, teve o desligamento da DI, né, finalmente.
Finalmente, né, poxa, a gente fala disso, a pandemia deu uma influenciada nesse atraso, mas olha como é interessante, a gente já gera dados há bastante tempo, Mas a interpretação desses dados de forma estratégica, não necessariamente. Então aí são duas coisas distintas. Quando a gente fala de uma indústria digitalizada, eu não tô falando simplesmente no input de dado, né, mas também na capacidade de, com aquele dado, com aquela informação, eu construir algo.
E é muito comum a gente ainda ver em provedores logísticos e até em importadores, exportadores também, essa dificuldade em avaliar os seus próprios dados na gestão do negócio, na estratégia do negócio, como para eficiência no processo de compras, para eficiência na estratégia logística. Então assim, se percebe essa falta, ausência de digitalização na indústria nesse nível.
O que que vocês acham que isso acontece?
Eu ia até dizer que dá para fazer uma provocação.
Pode fazer.
Normalmente quando você vai comprar um produto, você avalia em algum marketplace. Ah, eu tô na loja física, eu avalio na internet ali se não tá mais barato online. E se tá online, eu olho se um site tá mais barato que o outro. Isso é uma forma de tu analisar uma informação e tomar uma decisão.
A gente olha ali na loja, começa a pesquisar escondido, né, ver como é que tá. A gente não quer mostrar que tá olhando, né.
Então assim, se você faz isso na sua vida pessoal, eu acredito que diariamente, por que é que você não vai fazer isso na sua tomada de decisão, nos seus negócios?
Agora eu faço na IA, cara. Eu só vou comprar qualquer coisa, já peço para me referenciar a distinção de um produto versus o outro, e se aquele preço, e qual a média, qual a faixa de preço, por exemplo. Aí ela vai lá e rapidamente nesse prompt simples me dá essa avaliação de dizer, para comparar produtos. Produto, uma caixa de som. E eu fiz essa avaliação, então, pô, o preço da loja tá dentro da faixa do preço médio. Isso ajuda você a barganhar na compra.
Se o preço tivesse acima, às vezes não, sem eu ter que fazer uma outra avaliação em várias outras fontes diversas de dados. Então, para você ver de forma simplificada também que a IA auxilia, já entrando um pouco nesse, nessa esfera de IA, né? Auxilia nesse processo dessa cultura de avaliação, de análise desses dados, né? Democratiza mais esse acesso e essa avaliação dos dados. O que eu ia falar do porquê que essa indústria tão não digitalizada ainda até hoje, o comércio exterior ainda ele é pouco digitalizado, tem muito processo ainda para ser melhorado, digitalizado.
Ainda existem terminais, né? Tipo, ele tá no digital, tipo, tá no Excel, mas ele não tá automatizado.
Ainda existem terminais que tem a a exigência de apresentação de documentos físicos. Parece uma loucura, né? Mas Brasil afora ainda existem esses procedimentos.
É uma resistência mundial ainda, o próprio BL. Mas tem suas razões, né? Tem suas razões.
Tentaram várias vezes implementar o eBL, né? Algo com blockchain, com a cadeia do blockchain, enfim. Mas enfim, se a gente for entrar nessa seara aqui, a gente vai—
Lembra da IBM, da Musk, né?
É, fazendo um eBL com criptografia, blockchain, e a gente achava que ele ia de fato digitalizar o BL, mas ainda não foi.
Então, a própria coisa já foi uma grande revolução assim, porque você não tem mais que mandar via courier, já foi uma—
ainda assim ele tem todos uns pormenores que não é de qualquer jeito, né?
Ainda assim, tudo bem.
Mas a quantidade de histórias aí que o BL está aviado porque você botava, colocava os 3 sites ali num envio só, cara, é traumatizante.
Então assim, cara, se você trabalha na importação, você vai ter problema com BL extraviado. É questão de tempo. É tipo moto, tu vai cair.
Moto vai cair.
BL também, tu vai, o BL vai ser extraviado.
O exemplo é tipo moto, né?
Você tá andando de moto, moto vai cair de moto. Não adianta, é isso aí. Se tu trabalha com importação, moto ou BL vai ser extraviado. Eu já extravei o BL. Nossa, eu era jovem e muito imbecil, que aí chegou o envelope dos originais, e aí tu faz aquela besteira Tipo, pega dentro. Mas eu não tinha a noção ainda de abrir completamente, ter certeza que não tinha mais nada dentro. Eu fiz isso, rasguei no meio, né? Mas aí eu colei com fita e fiz cara de coitado na gente.
Aí o cara falou, pelo amor de Deus, cara! Ainda bem que era collect na importação, eles confiaram em mim. Se fosse prepaid, acho que eles não tinham aceitado nunca.
Uma vez eu recebi um BL original Não era original, ele era um draft e passava um corretivo em cima do draft e escrevemos de caneta original.
Era da Índia, então era original.
Então você imagina a nossa cara ao receber. Exatamente.
São casos, né? São casos assim. Acho que uma curiosidade para o pessoal, né, que não conhece a gente: a gente vem do mercado, né? Embora a gente já se apresentou, a gente já começou falando, então, mas Embora sejamos uma empresa de tecnologia para o comércio exterior, né, os três fundadores assim da empresa vieram de bagagem de comércio exterior. Então a gente teve essa vivência de trabalhar. O Guido trabalhou do lado da indústria também, importadora e exportadora.
Eu trabalhei sempre em provedor logístico, né, despachante aduaneiro e agente de cargas. Então o Sérgio foi, sempre trabalhou em agente de cargas já na parte de marketing. Então a gente tem essa compreensão do que é a dor do nosso alvo, do nosso cliente ali, seja importador ou exportador, seja um provedor logístico. Isso é legal porque isso eu posso dizer que nos aproxima de compreender ali as necessidades dos clientes, ouvindo ali um pouco das dores, né?
Enfim, mas até aproveitando o assunto aqui que Mas a Insheep oferece soluções bem data-driven. Como é que funciona quando vocês vão abordar uma empresa que não tem isso enraizado na cultura e tem até resistência? Que tá lá a turminha dele fazendo a operação, fazendo acontecer. Aí chega a Insheep e fala assim: então vocês têm que começar a analisar dados agora. Aí o cara fala: o que é analisar dado, cara? Eu tenho que embarcar, eu tenho que registrar DIU, eu tenho que registrar DUI.
É isso que eu tenho que fazer acontecer. Como é que vocês começam a trabalhar essa cultura dentro de clientes? Quer dizer, até o cliente tá motivado, né, mas ele não sabe direito o que fazer, né?
Tem dois cenários, né? Deixa o Guido falar um, que tá muito correlatório a dele, e eu posso falar um seguinte.
Eu diria que na nossa área de CS, né, o nosso Customer Success, que é o atendimento ao cliente ali, o pós-venda, a gente tem esse costume, essa boa prática de entender como o cliente opera e onde ele quer chegar. A gente entende que isso é importante para que ele tenha sucesso ao utilizar a plataforma. Então não basta só eu ter acesso aos dados, mas eu tenho que saber utilizar aqueles dados. Então é costume nosso a gente passar ali para o cliente formas que ele pode utilizar, como analisar essas informações, com quais decisões ele pode tomar com base nas informações que ele tá analisando para que ele auxilie o negócio dele, seja numa tomada de decisão rápida, seja para negociar um contrato, seja para conseguir um cliente novo, seja para aumentar volume de carteira.
Então, dependendo da análise que ele quer fazer, vão ter visualizações diferentes dos dados, digamos assim. Então, a gente faz esse trabalho mais próximo do cliente para justamente entender como é que ele está no mercado, o que é que ele está querendo, os objetivos dele. E aí isso faz parte do processo do CS de, durante o nosso onboard, um acompanhamento, que é o onboarding que a gente fala, de fazer esse acompanhamento e trazer essas informações para ele.
Também é muito importante a gente ter ali uma pessoa, um usuário que seja um key user, né, um usuário-chave ali que vai ser um disseminador internamente também. É sempre importante também a gente ter o que a gente chama de promotores. Então, se eu sou o dono de uma empresa que eu tô contratando a ferramenta, um diretor, enfim, um gerente, é importante que você seja promotor internamente também da disseminação da importância da ferramenta para a empresa, para o negócio e para os funcionários.
Isso é uma mudança cultural e toda mudança cultural ela existe, ela exige que eu tenha essa promoção internamente, digamos assim. Então são coisas que a gente conversa ali nesse processo de onboard para que tenha uma maior aderência do cliente no uso e na análise das informações. E aí no dia a dia cada um vai conseguindo utilizar e adequar para sua realidade, para sua estratégia.
Entendi. Assim, vocês têm dados próprios para fazer essa análise Mas o cliente tem que ter os dados deles também, né? Como é que ele sabe que os dados deles são bons?
Então eu vou falar um pouco do que que era.
Não sei se até vou melhorar a pergunta. O que que seriam bons dados internos? Vamos começar por aí.
Pô, legal. Antes da gente começar nessa colocação, só trazer outro cenário, né? Na verdade, só falar que tem muita— são dois tipos de de adesão que o cliente faz. Uma, ele faz porque de fato ele tá tentando buscar uma estratégia, seja comercial, seja de desenvolvimento de fornecedores, qualquer que seja a estratégia dele, né? E a segunda tem aquela pelo efeito manada, né, que é, poxa, o concorrente tem, eu preciso ter também, sabe?
E aí esse segundo cenário, ele exige de fato um auxílio maior na criação da cultura, porque de fato ele precisa compreender a importância daquela informação para alguma estratégia dele.
É que o efeito manada passa, né? É, o efeito bate na bunda, depois não bate de novo se ele não der a devida atenção.
O efeito manada, ele tem dificuldade de enxergar ROI. Esse é o fato, ele não vai enxergar ROI naquilo. Eu acho que isso vale para qualquer negócio. Tô trazendo aqui para dentro da cultura da data-driven, mas pode acontecer no marketing, isso pode acontecer em qualquer outro negócio. Se o cara tá contratando comprando algo, uma solução, porque outro cara tem e não porque de fato ele quer estabelecer uma estratégia com um objetivo bem definido.
Então existe uma bifurcação no caminho que eu preciso orientar dentro desse processo de adesão, de cultura, que a gente precisa auxiliar. Esse era os dois cenários dessa colocação que eu queria fazer.
Perfeito.
Sobre ele compreender a os dados, a importância dos dados dele. E é uma colocação importante que poucas empresas também olham para os seus dados atuais para tomar decisão. Por incrível que pareça, existem muitas empresas dentro desse segmento de logística, de maneira geral, que pouco olham para os seus dados atuais para tomarem alguma decisão. Isso eu tô falando fora de comércio exterior, tô falando de gestão puramente.
E devia ser o começo, né? Pelo menos deveria ser o começo, analisar seus próprios dados, né?
E o que acontece, nem toda empresa tem também suas informações digitalizadas. É muito comum que a empresa ainda tenha seu processo comercial numa planilha, não tem um CRM. Por incrível que pareça, parece loucura, tá falando isso em 2026, mas como é que tá o seu comercial? Tá numa planilha, e às vezes não tá na planilha, né?
Já ouvi isso.
E tem caso que agenda física, propostas comerciais são geradas no próprio email ou ou um Word que o cara gera um PDF. Então, sem visibilidade, sem rastreabilidade, sem informação. Então começa por aí ele até essa dificuldade de avaliar os próprios dados, tá? E eu tô colocando aqui dados comerciais, mas se eu entrar na seara de um importador, por exemplo, nem toda, nem todo time de processo de importação tem a sua avaliação do que que tá pagando hoje e conseguir comparar isso versus no mercado, por exemplo.
E aí, como é que você vai conseguir tomar uma decisão? Então, o dado, ele não precisa estar 100% para ti, não precisa colocação. Acho que a Amazon, Jeff Bezos, né, Jeff Bezos fala que você ter um 70% de assertividade nos dados que você avaliou ali já te mune de informação suficiente para uma tomada de decisão. A depender da decisão que você precisa tomar, você precisa de uma assertividade maior do dado.
Uma decisão muito estratégica, a nível assim de, por exemplo, pode matar minha empresa, meu negócio.
SpaceX, né?
Aí eu preciso ter uma assertividade de dado maior, entre 80 e 90. Mas um dado que me entrega até 70% de assertividade, ele já é o suficiente para a maioria das decisões do dia a dia. Isso ele fala numa entrevista ou no livro dele, uma coisa assim. E assim, é uma coisa curiosa porque eu, na indústria, eu comecei a lidar com essa cultura data-driven, mais ou menos 2015, 2016. E a gente tá falando de um mercado de prestadores de serviços que ele começou a lidar com isso praticamente a partir de 2020 ou um pouco depois, pós-pandemia, né?
Então assim, ah, mas em que cenário uma indústria analisava as informações? Bem, por exemplo, quero comparar se o preço que o meu fornecedor tá me vendendo essa matéria-prima, ele tá competitivo dentro do mercado ou não. Como é que tá isso no mercado, por exemplo, da China que eu tô comprando? Então assim, ah, se tá exemplo, $3 o quilo que eu tô comprando, mas na média do mercado tá $2,50, quer dizer que eu tô comprando caro. Ou não, tá, a média tá $3,50, eu tô comprando a 3, tô comprando mais barato.
Então era muito comum já 10, 11 anos atrás na indústria você ter times ali de inteligência de mercado que analisavam essas informações. E eu tô falando de um período que os dados eles eram muito mais escassos, né? Óbvio que hoje também tem uma questão de A gente tem mais dados, mas esses dados eles ficam também mais difíceis de acesso ali, de disponibilização. Mas eu acredito que se a gente comparar com 10 anos atrás, a gente tem um período muito mais inicial disso.
Então a indústria do shipping ela tem muito ali a utilizar e a recorrer para essas informações no dia a dia.
Eu já contei, eu acho, faz bastantes podcasts atrás, Acho que vale a pena repetir que eu tive, eu fui movido a ter uma cultura data-driven numa das empresas que eu trabalhei por realmente necessidade, um pouco de ódio até, porque eu trabalhei numa empresa que eu fui trabalhar, que aí lá era tudo importação prepaid, tudo importação prepaid, estavam desperdiçando muito dinheiro em custo de destinos e armazenagem, e eu não tava conseguindo, e eu não tava conseguindo ser mais eficiente nas importações.
E assim, nas primeiras, sei lá, as primeiras 3 vezes que eu tava trabalhando lá, eu tava falando assim com o meu chefe, que era de fora, era um gringo, tava lá, mas era gringo. E aí, por que que é tudo prepaid? Porque a matriz só faz prepaid. Cara, lá é outro cenário, outra realidade. Aqui a gente tem que fazer collect. Ele, por quê? Porque vai sair mais barato e mais rápido. E como é que tu me prova isso com números?
Eu, droga, né?
E agora? Eu não tinha nem sistema de comércio exterior lá para trabalhar, né? E aí, e aí, por essa necessidade Eu fiz uma planilha gigantesca assim que era, meu Deus, eu tinha todas as informações de todas as importações. E aí eu tive que ficar mais uns 6 meses levantando informação. E aí eu provei para eles, ó, no Collect a gente tá pagando tanto e no Prepaid a gente tá pagando tanto, vamos mudar isso aqui? Vamos. Aí eu consegui provar com dados, que a gente sem encontrar dados não argumenta, né, como se fala.
E aí eu usei os dados ao meu favor para a gente conseguir fazer essas mudanças. Mas claro, cara, tipo, era eu sozinho fazendo hora extra lá para deixar aquela planilha muito bem organizada, porque era ela que me salvava assim. Que às vezes ele viu umas perguntas muito aleatórias, tipo assim, quanto é que a gente gastou de custos e destino na importação? Não, nas nossas duas, nas nossas últimas importações de chapa de aço. Eu, caramba, por que tu não tá me perguntando isso, né?
Eu falo de liberdade para brincar com ele. Não, só me manda, só me manda. Tá bom. Aí eu tinha que ir lá Aí aquela planilha que eu fazia ficando cada vez maior, porque eu tinha que pensar em todas as loucuras que ele me pedia para conseguir fazer essa distribuição, né?
É só mundo CNPJ mesmo.
E aí não importa se é nacional, multinacional, cara.
E é legal que ele queria desenvolver uma cultura junto com ele, data-driven, sabe?
Tem uma época que não tinha IA, você tinha que fazer tudo na mão.
Foi tudo na mão aquele Excel. Aquele Excel era tão complexo que eu não sei fazer ele hoje, eu tenho certeza, cara.
Eu não sei as fórmulas que eu fiz lá, nossa, o tempo que você gastava, né, para poder fazer uma coisa mais complexa era muito.
Então, de fórmula, enfim, hoje você consegue fazer isso de maneira mais rápida, com certeza.
Mas juntar as informações é trabalhoso, né? Isso eu vejo que é uma baita resistência também, né?
Tudo parte se você também tiver o dado, tiver informação. Sim, também sem informação você não consegue. Que aí cai um pouco sobre a tua pergunta inicial, né, que era quanto de informação a empresa precisa ter. Então não é muito de informação, mas ela precisa ter uma informação suficiente para aquilo que ela quer avaliar. É muito comum que a empresa queira criar um, queira avaliar um novo indicador. Ah, qual é o meu tempo médio que meus fornecedores estão embarcando as cargas desde que eu faço um pedido de compra, por exemplo, né?
Se ele não tiver essas informações para comparar, ele não vai conseguir ter essa informação de bate-pronto. Mas se de alguma forma ele conseguir rastrear a data que ele tem um pedido de compra feito, a data que as cargas embarcam, cruzando essas duas informações, ele consegue ter essa avaliação. Poxa, Tal fornecedor geralmente embarca carga 40 dias depois que eu faço o pedido de compra, né? Por qual motivo esse cara demora tanto para embarcar uma carga minha que eu faço?
Será que é o tempo de produção dele, ou será que é de fato alguma ineficiência na origem? Tudo isso é cultura data-driven.
Às vezes você tá querendo culpar o agente de carga que tá com uma rota demorada, mas na verdade o problema é na compra, que demora para ficar pronto.
O fornecedor, a carga não tá pronta para ele coletar.
Por que que tá demorando? Porque o financeiro demora pagar o câmbio, a entrada.
São vários aspectos. Se você conseguir rastrear cada etapa do processo, parabéns. Mas não é toda indústria que consegue ter esse nível de controle e avaliação dos steps ali, dos eventos.
Até para ter uma operação mais enxuta, como a gente fala muito de operação enxuta, de enxugar custos, né? Então essas informações também são essenciais para conseguir analisar isso e ver onde é que está o gargalo, como o Luiz falou. Se eu não conseguir analisar onde é que tá essa quebra na minha cadeia aí, a fábrica vai parar mesmo e acabou.
Não tem, tipo, a fábrica para, mas qual que é o motivo que ela tá parando?
Exatamente, né? Todo mundo já ouviu na vida, fábrica vai parar.
Se não viu, não trabalha com comércio exterior. Tu tá pouco tempo na importação, tu não perdeu o BL ainda e recebeu um original. Esse original aí tá de parabéns, cara. E para coletar esses dados hoje já tem, já é mais fácil do que antigamente? Que antigamente eu tinha que ir lá conferir, né, o sistema de compras, aí tinha que conferir o numerário.
Hoje é muito mais fácil, hoje tem sistema para tudo, cara.
Tem que olhar o email, quando é que foi a data de confirmação, né?
RPs robustos, né? Eu acho que hoje a dificuldade é concatenar, juntar tudo isso em um lugar em que você consiga visualizar melhor essas informações. A gente sentiu isso, essa dor, né, quando a gente gerenciava operacionalmente processos ali de importação, exportação, de ter informações muito disseminadas, principalmente trocadas via email, muita informação trocada em mensagens de email de maneiras aleatórias que não se conversavam com sistemas.
Eu não tô falando de tracking, né, o robô de tracking existe há bastante tempo, faz tempo, né, e até hoje ainda muitos não são eficientes, né, tem seus gargalos. Porque de fato, se a informação não tá em lugar nenhum, vou pegar o exemplo, cara, a carga, isso era muito comum, né, a carga não embarcou no tal transbordo e a gente só sabia via contato com o armador, mas no tracking essa informação ainda no armador não tava atualizada.
Então o robô não tinha de onde extrair essa informação, por exemplo. Então era uma informação que você só conseguia obter através de email, por exemplo. Né, então assim, hoje existem ainda muitos dados, mas pulverizados em diversas soluções. E aí o gestor ali, ele precisa de alguma forma concatenar essas informações para criar indicadores que verdadeiramente ajudem a tomar decisão. E eu falo criado indicadores que tomem decisão porque, sem muita firula, porque também o que existe já do excesso de indicadores que Qual, falando, tô falando tempo médio, vou exemplificar tempo médio, né?
Então assim, ah, qual o tempo médio que a minha carga no mapa é liberado, não sei o quê? Às vezes, será que esse processo, essa etapa no processo é essencial para ti? Por exemplo, tô usando exemplo, mas é porque acontece, às vezes o vigiagro é uma etapa que é um gargalo. Eu tive caso que era em Santos, quando pegou uma conta que tava demorando cerca de 20, 25 dias, mas é porque era um processo com anuência, não tô falando de vigiagro embalagem de madeira, era anuência.
Aí não, beleza, então aquilo precisava sofrer uma melhoria, né? Na época fiz reunião com Mapa, blá blá blá, tudo aquilo ali. Mas eu tô dando só um exemplo de olhar para indicadores que não influenciem nada, tá?
Mas podem ter, mas eu tô dando exemplo, tipo, eu cheguei nesse nível porque eu peguei uma greve do Mapa, e aí foi demorado, foi essa greve demorada na importação. E aí eu comecei a analisar na greve quais os terminais aqui da região estavam sendo mais rápidos, né? Então, sendo mais rápido, eu comecei a fazer essa análise também. E aí eu continuei fazendo essa análise depois que passou a greve. E aí eu começava a cobrar os terminais: cara, eu sei que não é bem a tua culpa, mas tu tá levando aqui 2 dias a mais para liberar minha carga no mapa do que o teu concorrente aqui, cara.
Que aí eu tinha muita LCL. E aí eu escolhendo para onde é que a redistinação, né? Depende da carga e tal. Então eu ia a fundo assim para ver onde é que dava para melhorar.
Aqui tem muito terminal alfandegado, então tem local que não tem essa possibilidade, né? Então é a zona primária e ponto, né? Mas quando você tem terminais que têm alfandegados também, que tem a sua estrutura própria de receita, despacho, de anvisa e tal, aí ele pode ter um tempo médio diferente do que o outro. Aí você pode avaliar isso.
Mas ainda voltando no nosso assunto, tem uma coisa também que eu acho muito importante falar do data-driven, é que assim, às vezes é aquele Power BI bonitão, né? Igual a galera fazendo post com inteligência artificial, fazendo uns infográficos bonito, ninguém lê aquele negócio. Tem um monte de LinkedIn, tá maníaca, cara. Eu gosto do LinkedIn, tá bom.
O pior que dá para distinguir de cara quando é um post feito com uma imagem feita aí, né?
Mas assim, um infográfico feito com IA, eu não vejo problema, desde que ele seja um bom infográfico, né? Às vezes ele deixa de informação, tu não consegue ler. Mas é porque que eu tô falando disso, porque se assim, se o teu Power BI lá, tudo, a tua visualização, ela é bonitona, tá mandando informação, mas tu não usa aquilo, que que adianta? É só para mostrar na reunião.
É isso, tem que ser objetivo, tem que ser objetivo, né? Eu acho que os indicadores tem que ser aquilo, aquilo.
Me emocionei aqui, que bom.
Ainda bem que não fui eu, que aí É um clássico. Eu e o Gui, a gente é um clássico.
Vou até parar minha mão aqui, porque ele quebra o copo e eu derrubo água. É um clássico.
Meu Deus, a gente fica falando, gesticulando com a mão, então— Mas a gente tem que tentar mesmo. Power BI, muita informação.
O que acontece?
Eu tenho que observar indicadores que fazem parte da minha estratégia. Então, se eu tenho um indicador que eu não preciso olhar para ele, tira aquele cara dali. Ele está só tomando espaço ali.
Poluição visual, né?
É, exatamente.
Poluição visual e teu tempo para parar e olhar o que que esse indicador fala mesmo. É isso.
E como é que tu escolhe por onde começar quando tudo parece prioridade?
Essa pergunta é boa.
Vocês acham que eu vou ficar à vontade aqui? Eu vou fazer só pergunta difícil aqui, cara.
Pode fazer.
Por onde eu escolho começar quando tudo parece prioridade?
Para analisar.
Para analisar, né, cara? Eu iria onde eu sinto mais dor, né? Eu começaria por aí. Então vou dar um exemplo que eu vivenciei recentemente com um cliente nosso. Tava perdendo uma grande conta que representava uma quantidade importante de faturamento para ele. Então assim, isso é uma dor latente no momento e que impacta financeiramente.
Então assim, uma dor urgente.
Exatamente, uma dor urgente. Então se eu tenho uma grande conta que eu tô perdendo mercado, o que que tá me fazendo perder mercado? É porque meu atendimento não tá legal, eu tô com, é, meu preço tá alto, é, eu, meu time, sei lá, vacilou na operação que fez com que o cliente ficasse chateado. O que que tá acontecendo ali? Então, nesse caso específico, o cliente ele foi analisar as informações, né, e teve, e tinha tido uma mudança de portos de origem ali que o cliente tava embarcando.
Então Não sei dos pormenores da operação, da negociação, mas provavelmente deve ter tido alguma troca de porto de origem que representou uma mudança de custo para ele na origem. Ele não se atentou para isso, ou enfim, o time não se atentou para isso, e quem tava fornecendo novo, tava prestando um novo serviço ali, tava conseguindo atender melhor de alguma forma, fosse por preço ou por serviço. E aí ele foi atrás de trabalhar com os parceiros dele, como é que ele poderia fazer para conseguir voltar ali aquele market share.
Digamos assim, né? Então eu iria para onde tá minha dor, né? Então onde é que tá me doendo mais no momento? Ah, tá me doendo mais no momento porque eu atendo um determinado segmento e eu tô sentindo que a gente tá flat aqui, a gente não tá evoluindo nem tá subindo, nem tá descendo nesse segmento. O que que a gente pode fazer de diferente para conseguir atender novas contas, né? Estagnado, muito estagnado. Exatamente. Tem um caso bom também A gente tem um cliente que ele trabalha muito com automotivo na Inship.
Ele tava, ele negociou algumas tarifas ali e ele tinha um allocation garantido e ele precisava cumprir aquele allocation, mas as principais contas que ele tinha elas não supriam aquela necessidade de allocation. E ele utilizou os dados, a plataforma da Inship, para analisar as informações de empresas principalmente que estavam dentro daquele segmento que eles não atendiam para conseguir fazer prospecção. E eles conseguiram alcançar algumas contas novas a partir das informações que eles foram obtendo na plataforma, trabalhavam ali num plano de ação e eles conseguiram atender o allocation que eles, dentro do período que eles precisavam para cumprir e honrar o contrato.
Então isso é um exemplo de onde é que o calo tá apertando, é aqui, né? Então eu vou naquele momento, naquela hora, eu vou fazer isso para atender, para sanar aquela dor. Vou tomar um remédio, basicamente é isso. Eu começaria por aí, tá ótimo.
As palavras que a gente usa aqui tá claro para todo mundo, né? Para o ouvinte ali, para o público.
Não vou meter telespectador, né, cara?
Eu quase que falei, mas eu vou pôr ouvinte, né? Alocuei audiência, perfeito. Allocation tá claro.
Para quem não sabe, allocation é, eu preciso de, eu firmei um contrato com armador, com agente de cargas na origem, eu tenho que ter uma alocação garantida, sei lá, 10 contêineres, 10 toneladas, o volume garantido ali a cumprir.
Perfeito, Guido. Eu peço isso porque, cara, eu acredito que tenha ouvinte universitário, tá começando.
A location mesmo é o tamanho do teu condomínio, que eu nunca trabalhei na agenda de cargo.
Pronto, então obrigado. Eu quis fazer essa colocação.
Não, fica à vontade.
Mas assim, acho que o Guido vai fazer uma visão legal, essa visão de operações e a visão de gestão do negócio, né? Para mim é onde tá doendo o bolso. Então eu complemento isso, onde tá a dor que tá atingindo o bolso. Eu vou começar por aí, por uma estratégia que tá aí.
Uma parada que acontecer, ele nem tem ideia que alguma coisa tá doendo muito no bolso, ele não se ligou.
Cara, dependendo do tamanho da indústria, é, dependendo. Por exemplo, existe indústria grande que nem sabe que tem uma conta grande indo para o ralo de demurrage, né?
Ah, sim, acho que só tem que pagar.
E tem muito caso desse. Então, quando o cara vai avaliar o que ele tá pagando de demurrage anualmente, é absurdo. É um dinheiro que só vai mesmo e não tem retorno nenhum dentro do negócio. Então Se eu tô avaliando isso, é uma dor que tá pegando, afetando financeiramente a empresa. Tudo que afeta financeiramente a empresa é possível de afetar diretamente o negócio. Então eu acho que em resumo é isso: onde tá a dor, afetando o bolso, afetando o financeiro da empresa.
Eu gostei desse teu exemplo, que lembro de um caso que uma vez eu tive, que chegou, chegou a contabilidade para mim e falou assim: Jonas, eu preciso da nota fiscal dessa Demurge aqui. Como assim nota fiscal de Monroe? É, precisa nota fiscal, a gente já pagou. Por que que vocês pagaram esse negócio? Isso é da importação, você devia ter mandado para mim. E aí eu tinha que analisar, tipo, sei lá, na época, às vezes proporção não era cara, era $50.
Morreu com $50, né? E aí não era para ter pago, era indevido. E aí queriam nota fiscal. Gente, vocês recebem uma nota fiscal quando tem, vocês recebem uma multa de trânsito? Monroe é uma multa, tu tá sendo indenizado, é uma indenização, é uma penalidade, é uma indenização. Não vamos chamar de taxa, tá? Pelo amor de Deus, que raiva que eu tenho contra isso.
Eu parto do pressuposto que os ouvintes sabem o que é demurge.
Sim, sabe?
A location fica mais demurge.
Mas não vamos chamar de taxa, não é taxa. Tu paga taxa de multa? Não. Então não vai chamar de taxa. Mas aí o que aconteceu? A contabilidade recebeu aquela carta e falou, ah, tem um custo aqui para pagar. Pagou, tipo, pô, por que não falou comigo, né? E aí assim, porque eu tô falando isso, cara, o data-driven ele não pode se limitar. A gente tá falando do comércio exterior, mas ele não pode se limitar, tipo, na indústria ao comércio exterior.
Ao setor de importação e exportação, né? Tipo, o pessoal do financeiro precisa, o pessoal da contabilidade também precisa ter esses dados. Compras internacionais tá dentro do COMEX, beleza, mas às vezes ele é um setor à parte, né? Tipo, eu entendo que essa cultura data-driven, se ela começar no comércio exterior, ela tem que se espalhar para os outros departamentos também, né?
Eu trabalhei numa indústria que a gente tinha uma integração muito grande com contabilidade, por exemplo. E a gente recebeu alguns reports ali de quantos por cento essa empresa ela tinha uma conta de demora de remessa alta, falta de espaço interno para armazenagem de todos os produtos. Então a gente sabia quantos por cento de cada produto a demora estava sendo alocada dentro do custo final da venda, né? Então era tolerável, era tolerável por causa da realidade da empresa, mas no fim das contas a gente sabe que não é tolerável, né? E aí o que que tinha feito?
Não pagar nada, né?
Exato, certo, não pagar nada. Mas aí o que que era feito? Aí você tinha que utilizar as informações, os dados a seu favor para conseguir fazer uma logística mais just-in-time. E dentro da logística a gente sabe que é muito imprevisível certas coisas. Então às vezes o armador tá me dando— a gente tá de Fortaleza, né, uma rota básica lá para Porto do Pecém, a gente tá falando de 50, 60 dias. Então às vezes o armador tá me dando 50, 60 dias, mas a carga demora um pouco mais.
Então se eu tô contando muito com aquele produto, eu não tenho uma certa margem, eu posso acabar realmente parando na fábrica. Falando novamente disso daí, acelera o navio, acelera o navio, liga para o capitão.
Bom, você percebe quando a gente tá falando aqui de cultura data-driven e a gente não tá focando só na parte de avaliação de mercado, prospecção ou desenvolvimento de fornecedores, né? A gente tá indo muito para assuntos também que são operacionais, de rotina, mas que de alguma forma, se aquela empresa ela não tem essa cultura bem disseminada, ela não consegue observar gaps que precisam ser trabalhados, né?
É que isso é um viés meu, né? Eu fui muito da operação, acabei até puxando o papo mais para esse lado.
Eu acho que é legal para galera, porque por conta de ser a Enchip, o pessoal deve pensar só falar de avaliação de dados de mercado, de avaliar concorrente, avaliar o ranking de tal porto, posição ranking, enfim, ou desenvolver fornecedores, parceiros. Mas não é somente sobre isso, né? Quando a gente fala de cultura data-driven, a gente tá falando também de internamente você conseguir avaliar essas informações, dados da sua operação, para tomar decisão baseada nesses dados, seja de um tempo médio de um processo, seja de gastos com demoras indevidos, ou qualquer outro gap que teu negócio tá tendo e que você não tá conseguindo avaliar, enxergar, para tomar uma decisão assertiva.
É, mas eu acho importante a gente falar também da área comercial, por exemplo, porque às vezes a galera tá acostumada, tipo assim, ah, estou fazendo data-driven, estou indo para o Google pesquisar o dono da empresa desse CNPJ. Pô, Robert, sério?
Tu acha que isso aí é a tua pesquisa de dados?
Dá para ser muito mais eficiente que isso aí. Consegue mostrar esse exemplo do que que dá para fazer com dados para ser mais eficiente comercialmente? A gente tá falando no almoço hoje, né, o market intelligence. O que dá para fazer já hoje em fins comerciais?
Bom, da prospecção ao ganho de mercado, tem esses dois. O ganho de mercado, prospecção, é na mesma coisa? Não necessariamente, porque eu posso ganhar mais mercado sem aumentar o meu CAC, né, meu custo de aquisição do cliente.
Então aumentar o volume com o teu cliente atual, né?
Exato. Então Poxa, eu tenho um cliente que ele tá embarcando 50% do volume comigo e outro 50% tá embarcando com mais outros 2 provedores, por exemplo. Então quer dizer que eu, com cliente dentro da casa avaliando isso, eu consigo de alguma forma estrategicamente tentar fazer com que ele passe mais volume para mim, né? Esse é um ponto. E prospecção, a gente parte do pressuposto de um cliente novo mesmo, aquele que é o custo de aquisição do cliente mesmo.
Ou vou prospectar o cliente de forma ativa ou através do outbound, ou fazer uma prospecção mais inbound, algo mais estratégico, mas que tem um prazo maior para dar um retorno, digamos assim. Então o dado, ele pode aproveitar essa informação para munir essa estratégia comercial de prospecção e ganho de mercado, de maneira geral, é isso.
Eu ia falar que a gente tem casos internos de clientes que eles trazem as duas situações, né? Tanto que vi os cenários onde tinha oportunidade para crescer dentro de uma mesma conta. Exemplo: tô muito forte na China, mas o cliente tem cargas do Oriente Médio que eu não tô conseguindo trabalhar. Então eu vou desenvolver parceiros novos ou vou trabalhar os parceiros que eu já tenho para que eu consiga pegar um pouco dessa fatia também que eu não tô trabalhando hoje, já que eu tô trabalhando somente China.
Ou tô trabalhando somente Europa. Então isso é um movimento que a gente já viu hoje dentro do CES ocorrer com clientes que utilizam a plataforma, assim como a empresa analisar que tem um FETS muito competitivo de uma determinada origem, eu sou muito forte numa importação aérea, por exemplo, tem um consolidado muito bom ali que eu junto várias cargas dos Estados Unidos, por exemplo, e vou atrás de empresas que não estão trabalhando comigo e vou fazer essa prospecção de novas contas para oferecer esse serviço.
Outras coisas que a gente vê também, a gente vê empresas analisando as informações, os dados para tentar disponibilizar novos serviços para o mercado. Então vou pegar um exemplo. Eu tenho, para o Nordeste a gente fala de fazer um embarque LCL 90 dias, 120 dias se for um co-loader tradicional. Então alguns agentes de carga eles pegam um full container e fazem um consolidado próprio. Em vez de tu ter 90 dias por baixo, tu vai ter 50 dias, 60 dias.
Então tu reduz consideravelmente aí o tempo de trânsito e tu tem uma logística mais eficiente. Então são formas de analisar dores do mercado e como eu posso solucionar essas dores através do dado. Eu vejo isso e eu forneço aquela solução para o mercado.
Isso, eu posso até complementar, Guido.
Fica à vontade.
Quando a gente fala desenvolver mercado, né, é muito comum a galera focar China, né, cara. É de fato o maior parceiro comercial do Brasil, mas existem outros mercados, outras origens falando de importação, né, ou destinos para exportação, que são pouco exploradas também. E às vezes você vê uma disputa enorme de preço por mercados como China, que basic ports, falar assim, né, que são commodities, são O preço se ajusta para todo mundo.
Você observa que a diferença que vai definir um frete, a contratação de frete, é muito pequena a distinção. Sim, raros casos que são distinção maior. Então vai muito daquela relação que o agente de cargas tem com o importador e faz com que aquele importador esteja fechando cargas com ele frequentemente. É fato isso, né? O preço, ele é muito, sempre muito próximo, sempre muito próximo. São raros casos que tem uma distinção Ah, o cara tava com $5.000 de diferença, de $5.000 de diferença de frete um para o outro, $3.000.
É muito raro, mas tem mercados que são pouco explorados, existem mercados que são pouco explorados e que a gente observa que isso é uma coisa que o mercado faz pouco, né? Tô dando uma grande dica aqui, né?
Já vi cliente profissionalizar rotatividade de time comercial que quantos clientes ele perdia sempre que entrava um comercial novo e saía. Interessante, porque é, cara, assim, eu tô entrando numa pauta delicada, talvez, não sei, mas a gente não tá falando, ninguém tá citando o nome, nada. Tipo assim, eu tenho, eu contrato um comercial, aquele comercial para mais trazer X clientes, aquele comercial me traz uma parte desses clientes, mas depois ele sai, vai para outra empresa, e aí ele não só tira os clientes que ele trouxe, como ele também leva alguns clientes novos que ele prospectou.
Então, dentro dessa mudança que ocorre, a cada vez que eu trago um comercial novo e perco uma pessoa, quantos clientes eu ganho e perco nessa história? Então, eu já vi cliente analisar isso nosso e mudar o processo comercial e adaptar para desvincular mais a pessoa do comercial ali, digamos assim, e colocar mais a cara do negócio para o cliente, entende? Ao invés de tirar aquela carteira aqui.
Exato. Ah, essa carteira é daquele comercial. Não, essa carteira tem que ser da empresa em si ali, né?
É que tem os dois modelos.
É um pouco difícil isso.
Tem gente que é carteira mesmo daquela pessoa e tem empresa que é da empresa.
E tem gente que gosta muito do atendimento comercial daquela pessoa, digamos assim, né? Às vezes você Você tenta vincular, deixar aquela conta na casa, mas aquela, ela tá sempre migrando para onde aquela pessoa tá indo.
Isso é um desafio para o—
a gente não tá falando nada logístico, nada estranho aqui, cara.
Não tem certo e errado. A questão é que foi um dado que mandou, né? Mandou que o cliente, ele passou por uma rotatividade muito grande de pessoas do comercial e ele vivenciou um momento em que ele teve um ganho de variação de—
aí outras vezes ele tá analisando, ele vai ter que ver, cara, Por que que eu tô tendo essa rotatividade comercial? Minha empresa tá remunerando bem? Minha empresa é um lugar legal trabalhar? Tipo, por que que ela foi para aquele outro lugar? Você tem que analisar também, né? Tipo, são diversos fatores. Aí você tem que fazer essa análise, né? A gente falou um pouquinho lá no início que precisa ter alguém, tem que ter uma pessoa na empresa para ser o promotor.
Mas acho que a gente tem que ir um pouquinho além agora, tipo, porque cultura de dados não se implementa da noite para o dia, né?
Composta com os próprios dados.
É, mas eu reforço a citação que eu fiz do Jeff Bezos, né? E que às vezes a liderança, o gestor, ele quer uma precisão de 100% do dado para tomar uma decisão, seja um dado via plataforma externo, seja um dado interno, quando na verdade ele tava habituado a não tomar decisão, a tomar decisão só no sentimento, só no feeling. Só no tato. Então não se prender muito essa questão da, de 100%, eu preciso ter 100% de confiabilidade nessa informação para tomar uma decisão.
Isso é muito utópico, posso dizer, posso utilizar essa palavra aqui, né? Isso, em nenhum negócio você espera tanto tempo a precisão Quer dizer, não posso usar em nenhum negócio, né? Mas assim, acho que tem segmentos que sim, é que seja, se eu for pegar indústria aeronáutica, aeroespacial, existem alguns, algo que precisa ser mais preciso para você tomar uma decisão, para um lançamento de um foguete, né? Preciso de algo preciso.
Se eu errar um cálculo, esse foguete vai, não fica, um satélite, por exemplo, vou lançar um satélite que vai, que é para ficar em órbita, né? Se eu errar um cálculo, isso ele vai passar da órbita e vai, vai embora no espaço. Existem muitos casos assim de curiosidade, né, colocando aqui um ponto adicional. Então assim, é não se prender. Realmente o negócio precisa de tanta informação, de uma população maior. Quando eu falo população, é uma amostra maior de dados.
Realmente precisa dessa amostra completa, digamos assim. Essa é a colocação que eu faço.
Mas eu imagino também que tenha um pouco de vaidade, né, porque se tem uma pessoa na empresa Não que seja necessariamente um líder, mas talvez ela seja uma pessoa muito importante na empresa e ela tá falando: eu acho que é assim. E aí chega uma pessoa e fala: de acordo com os dados, você tá errado. Tu mexe com o ego da pessoa, mexe com a liderança.
E sim, é, principalmente se essa liderança, vamos lá, se essa liderança não é a decisão maior. Então, se por exemplo aquilo pode complicar ela diante da alta gestão, da alta direção, Aí existe esse negócio do ego aí, você tentou qualquer negócio, tem, a gente tá falando muito do lado humano da coisa. Mas é isso, a colocação que eu faço é de fato, cara, se eu tenho 70%, 80% de confiança naquele dado, já é o suficiente para tomar uma decisão veemente precisa para aquela minha estratégia, entendeu?
Principalmente falando de estratégia comercial, estratégia de desenvolvimento de mercado. Desenvolvimento de parceiro, fornecedor, enfim.
Essa situação que o Jonas trouxe é basicamente um contra-fatos, não argumentos, né?
É o que ele falou, contra-dados, não argumentos.
Querem trazer outros cases? Não sei se vocês têm algum assim, algum exemplo bom, mais algum exemplo bom para trazer aqui. Pessoal gosta de ouvir exemplo, sabe? Case assim, pode contar então, traz aí os cases, por favor.
A gente costuma monitorar quem se torna cliente Line Ship, e qual que é a evolução daquele cliente faz parte dessa avaliação nossa. Até para o health score do cliente existem vários outros indicadores que compõem o health score do cliente, a saúde daquele cliente dentro da casa, mas a gente costuma monitorar esse crescimento, né? Então a gente já teve cliente que, principalmente provedores logísticos novos começando no mercado, que cresceram mais de 500% em um ano.
E o que que é legal, que cresceu também a nível de contrato, né, que começou com a gente ali, era um cliente dentro da nossa classificação, a curva C, numa curva ABC, e que se tornou cliente A em menos de um ano.
Não só isso, triplicou o tamanho da equipe. Então não é só da equipe, mas de embarques também.
Então legal, esse é um exemplo de evolução.
E a gente acompanha, né. Então assim, a gente vê um cliente muito ativo usando muitas informações e sabendo como utilizar esses dados para fazer prospecção de novas contas, para fazer manutenção de carteira. E, cara, o resultado veio.
Mas como é que tem diferença? O que que, digamos, um cliente menor olha comparado com um cliente grande, o cliente tá começando? Tem essa diferença? Que como é que eles fazem essa análise de dados? Vocês já repararam isso?
Depende muito. Eu acho que o que mais impacta é a cultura da empresa.
A gente já teve cliente, acho que começar essa cultura quando a empresa é nova é mais fácil, né?
E depende da mentalidade de quem tá começando a empresa.
É um ponto que eu vou fortalecer aqui, né? A cultura data-driven, ela precisa ser algo top-down. Se isso não for disseminado da alta gestão, da direção, para toda a empresa, não vai funcionar bem. E às vezes existem cenários distintos. A alta gestão quer implementar essa cultura, mas quem tá mais na base, no tático, no operacional, é resistência, como existe o inverso. Alguém que tá, algum gerente novo que chega na empresa quer adotar essa cultura de maneira mais forte, mas a alta direção não patrocina a ideia, não apoia a ideia.
Então isso precisa estar muito alinhado, mas principalmente a alta direção precisa ser essa força patrocinadora internamente, ok?
Desculpa te cortar, mas o que eu diria é que existe diferença entre análise que o time usuário ele faz, o time, digamos, os analistas, né? E existe diferença da análise que diretor e gerentes vão fazer. Então quem tá a nível de cargo de gestão vai fazer uma análise mais estratégica da coisa, e quem tá mais a nível operacional, então quem tá mais a nível comercial de side sales, vai analisar as informações de outra, com outro olhar.
Então Quem tá ali, por exemplo, na parte comercial vai analisar muito com esse foco de aumentar carteira, de prospectar, de fazer manutenção. Quem tá mais a nível de gestão vai olhar assim, tá, mas como é que eu tô em relação ao meu concorrente? Como é que eu tô? Quantos por cento eu tô representando das cargas que chegam nesse porto, das cargas que saem por esse porto? Desse agente de cargas que eu trabalho em tal país, quantos por cento ele tá fazendo de cargas comigo?
Será que tem cargas prepaid que ele tá fazendo com concorrente que ele não tá me dando? Por que é que ele não tá me dando essas cargas? O que é que eu posso fazer aqui para ele passar essas cargas prepaid para mim e não ficar trabalhando com meu concorrente? Então são formas diferentes de analisar as informações, entende? A gente tem um caso bacana de, assim, é um mercado que a gente escuta o pessoal falando que o mercado tá cada vez mais difícil, a briga pelo profit, né, são profits baixos, dificuldade ali do mercado, enfim.
E as empresas tentam se sair com estratégias diferentes. Então a gente tem visto um movimento que o Luiz até comentou de se trabalhar origens e destinos que são menos usuais, de procurar mais cargas focadas em exportação e também se trabalhar mais em embarques prepaid. Para quem não sabe o que é prepaid, é um embarque fechado na origem pelo exportador. Então são formas de diversificar, não necessariamente eu tenho que estar atacando e atuando em tudo que é colete.
E a gente tem um cliente que eu acho isso um case interessante. Eles têm o time comercial e tem um time de Inside, mas o time de Inside tem uma meta de fechamento de embarques prepaid. Então o Inside não faz somente— é Inside Price, né? Eles não fazem somente cotação, eles têm uma meta de fechar embarques prepaid e eles têm um comissionamento em cima disso. E aí isso faz com que agora a empresa, o setor que teoricamente só fechava cotação pediam uma oferta, montava uma proposta, que era só comprador, ele virou um vendedor também.
Exatamente. Aí eles passaram a ter uma meta de fechamento mensal e foi uma forma que a empresa achou de diversificar receita. E aí, em alguns meses, pelas informações que eu tive, tava dando uma média de $5.000, $10.000 de profit aí, meses extra, que a empresa não tava visualizando antes. Então é uma forma de se trabalhar também.
Cara, que legal, cara, uma bela uma estratégia mesmo. Vocês têm alguma metodologia para analisar o quão envolvido está essa cultura data-driven em um novo cliente ou não? Ou é realmente só na hora que tem no onboarding? A gente consegue perceber no onboarding, no onboarding, na primeira conversa, depois que fecha com o cliente.
Então, na primeira conversa com o cliente, a gente consegue perceber isso, desde se ele já tinha o costume, hábito de visualizar alguma informação. Ah, eu já analiso meus dados internos, por exemplo. Ou se ele tem pelo menos definido qual o perfil ideal de cliente que ele quer prospectar no mercado. Então eu falo que assim, eu falo de mercado na verdade, né? Se eu não sei onde eu quero chegar, qualquer lugar me serve. Então assim, se essa empresa chega, um cliente novo chega, ele não sabe o que é que ele quer alcançar, não tem objetivo, metas claras, é, a gente já percebe que existe um gap ali, né, um gargalo.
Se a empresa chega e fala, não, já eu sei onde eu quero chegar, nosso objetivo é esse, a gente tem que, exemplo, fazer tantos contêineres no ano, a gente tá fazendo tanto, a gente tá querendo prospectar esse mercado por causa disso. Então você já percebe uma maturidade, um, existe uma coisa aí que é chamado CMI, é o nível de maturidade do cliente, e é uma coisa que a gente costuma avaliar quando a gente tá fazendo esse processo de onboarding.
Então Se o cliente ele tem um, ele já tem o hábito de analisar dados internos, ele já tem uma definição da estratégia do que ele quer atingir comercialmente, ele tem um nível de maturidade maior. Ele vai me exigir inclusive menos esforço, digamos assim, durante o processo de onboarding e durante o processo de acompanhamento. Mas se eu tenho um cliente que ele não tem, por exemplo, costume de utilizar tecnologia, que ele não tem costume de analisar informações, que ele vai muito no feeling, ele é um cliente que vai apresentar uma baixa maturidade e eu vou ter um trabalho maior Então ele tem que ficar mais em cima, né?
Exatamente. E aí isso é uma forma que o CS ele usa para analisar se aquele cliente ele vai me, ele vai, eu vou ter que despender mais tempo, né, com ele ou não. E a gente já consegue analisar isso na primeira conversa, cara.
É o primeiro indicador que o CS avalia. Então assim, nesse processo de onboarding ele já consegue extrair esse CMI. E aí daí ele já tem essa pontuação, esse score.
Baixa maturidade, média maturidade, alta maturidade. Alta maturidade é um cara ali que ele vai usar muita plataforma, ele sabe o que ele quer fazer. Média maturidade você ainda consegue trabalhar ali para que ele chegue, suba de nível. E baixa realmente ele é um cliente que você tem que dar mais atenção, focar mais e pegar mais na mão e caminhar junto.
Vocês conseguem monitorar o quanto vocês estão usando a plataforma de vocês também para medir isso, né? Não é só numa reunião.
Sabe o que que isso é legal? Porque isso se aplica a qualquer outro negócio, né? Essa, esse indicador do CMI, ele aplica ao marketing, a qualquer outro negócio que eu tô implantando ali, que o cliente consiga avaliar o nível de maturidade. Claro, a forma de você obter o score, as perguntas, vai ser diferente, mas você consegue fazer essa essa avaliação pra medir a maturidade dele dentro daquilo que você tá vendendo ali como solução.
Isso determina inclusive a quantidade de touchpoints, né, de contatos que eu vou fazer com ele. Se ele tem alta maturidade e eu tô analisando todas as informações que tem, utilizando a plataforma, eu diminuo minha frequência de contatos. Se eu vejo, por exemplo, que o cliente ele tem baixa maturidade, ele tá usando pouco a plataforma, eu tenho que intensificar minha quantidade de contatos. Então Isso também são formas da gente utilizar ali como é que eu vou alocar melhor o tempo do meu time durante o dia.
E aí cada CS tem... Vocês fazem data-driven então?
Vocês analisam dados?
A gente tem, poxa, que legal, quem diria.
Quem diria, hein?
Quer saber uma curiosidade?
Não é só os outros que vocês mandam fazer então?
Legal, cara. Não é casa de ferreiro, espeto de pau, né? Mas sabe uma curiosidade? É que não necessariamente se ele já usou uma solução é parecida, concorrente, algo do tipo, ele significa que ele tem maturidade. Então não necessariamente um cara que já teve um estudo de marketing com outra agência ou com marketing próprio, ele tem maturidade naquilo que ele quer de estratégia de marketing, posicionamento de marca, por exemplo.
Sim, puxando aqui para o teu negócio, para ficar mais, se aplica, não é uma verdade absoluta, mas já teve experiência com trazer isso, consegue, e a gente consegue Se ele tem um marketing interno, tudo isso facilita.
Ferramentas que ele usa aqui, que ele já tentou fazer, com certeza facilita. Mas me conta uma coisa, vocês já fizeram ou vão fazer 3 anos de empresa?
A gente vai fazer 3 anos agora neste mês de julho, né?
Cara, que massa, hein? 3 anos, hein? 3 anos. Foi 3 anos atrás que eu conheci vocês na Intermodal, inclusive, né? Vocês foram lá para o Campeonato Carioca.
Foi a primeira Intermodal, foi de 2024.
É? Sim.
A gente começou em julho de 2023. Foi, a gente estava com um balcão lá, um stand.
A gente tava com as camisetas bem malucas.
Eu achei legal aquela camiseta, cara. Achei da hora mesmo.
Na época a gente estava na Intermodal.
Já tava no namoro ali, né? A gente já tinha esse plano, mas ainda era o começo do negócio assim. Tinha uma maturidade para—
Levou só 2 anos para a gente fechar, foi bem rápido. Aí para você, do primeiro contato, você acha que só comerciante que a venda é demorada? Acho que tinha gente, meu Deus, cara.
Para você que tá querendo um fechamento ali na reunião, na hora.
A gente tem muito cliente que foi mais de um ano, dependendo do produto, né?
Dependendo do tamanho da empresa também, do porte.
Ou produto e o porte da empresa, tem muito disso, né? Faz parte, né? Ciclos e ciclos de venda.
E o que que dá para contar para a gente? Quais são as novidades que tá vindo para a Enchip? O negócio tu me contou que vai ter na Multimodal, mas acho que eu não posso falar, né?
Não, é Passa no nosso estande na Multimodal, tem que ir lá no estande e vai lá conhecer a novidade que o João tem novidade vindo aí.
Tem, ou me manda o Pix que eu conto.
Não, mas tem boas novidades vindo aí. E de fato, para a gente é uma nova era, eu posso dizer assim, dentro da história da InShip, de tudo que a gente já construiu até aqui e do que a gente ainda tem por construir, né? Eu sou extremamente, extremamente grato mesmo a tudo que a gente já vivenciou até aqui, sabe? Então, pouco tempo, posso falar assim, muita coisa bacana aconteceu. Se eu for parar para contar aqui um pouco da história, assim, realmente a coisa vai se prolongar bastante.
Cada touchpoint que a gente teve, na cada marco na história da Chip de 2023, de julho de 2023 para cá, né?
Pois é, é isso que eu queria perguntar. Tu foi do despacho aduaneiro e da agência de carga, né? O Tô trabalhou bastante na agência de carga, na indústria, ele vai parecer comigo, né? E o Sérgio, que não tá aqui com a gente, abração, Sérgio, trabalhou no marketing, empresa de comercial também. Isso é bem estilo Nicolas, né?
Engraçado. Pronto, curioso.
Mas nenhum de vocês é da tecnologia. Como é que vocês foram parar na tecnologia?
Legal isso, é uma paixão. Não, eu sou engenheiro por formação, né? E aí, então não sou formado em produção mesmo, engenheiro de produção, de Engenheiro, sempre faz essa piada, entendeu?
Engenheiro de produção não é engenheiro.
Começou.
Não, mas a gente tá acostumado, tem essas, não constrói nada, né? Não faz nada, né? É um administrador, o cara da planilha, né? Mas aí, cara, todo dentro da engenharia a gente tem uma disciplina chamada algoritmos computacionais, né? E eu tive meu primeiro contato com programação ali, me apaixonei e Continuei programando por hobby e isso me ajudou muito no negócio.
Então aí tu estragou teu hobby, tu fez virar um trabalho, né?
Mas é diferente, é outra pegada.
Quando você escreveu no LinkedIn por hobby, arrumou outra empresa, transformou em trabalho.
E aí uma das áreas que eu gerenciava no Forward anteriormente era tecnologia e inovação. Então esse hobby já me levou para para essa vertente, né, de implantar uma cultura data-driven naquela empresa, criar um time de data analytics, né, de BI ali, com dados internos e dados de fontes externas que nos auxiliassem nas estratégias. Então já tinha essa vivência dentro do Forward como uma das áreas que eu fazia parte ali gerenciando operacionalmente, entendeu?
E até para falar um pouco do que vocês trabalharam tudo junto, é isso?
Os três, sim.
Só que eu comecei, eu conheci o Will no começo da minha carreira. Ele atendia na parte do despacho a empresa que eu atuava na época, e a gente criou um vínculo ali, amizade, admiração e tal, mas a gente só foi se conhecer pessoalmente mesmo tipo uns 10 anos depois. Uns 10 anos, mais uns 8, mais ou menos uns 8 anos depois. Então assim, a gente se conhecia, a gente se falava, mas a gente nunca tinha se visto pessoalmente.
Típico do comércio exterior, né? A gente conhece as pessoas por email, telefone, WhatsApp e nunca vê pessoalmente.
Exatamente. E pô, às vezes eu tinha uma dúvida da parte da isolação, alguma coisa do tipo, eu ligava para o Luiz e falava, Luiz, me ajuda com isso aqui e tal. Ele me atendia e aí assim foi. E até que a gente começou a trabalhar junto ali como pares e A gente compartilhou as ideias, compartilhou dores, e a iChip já existia ali numa ideia que o Luiz tinha criado. E a gente em determinado momento decidiu, pô, vamos fazer acontecer, vamos fazer dar certo, dar espaço, né?
Vamos dar espaço onde tiver. O Luiz falou, vou tirar a ideia da gaveta. Aí eu e o Sérgio, a gente, vamos, vamos tirar essa ideia da gaveta junto e vamos construir isso. E o nome é iChip, né? Ain Junge em alemão, Ship de embarques, porque a InShip nasceu para ser um marketplace. Essa é a nossa ideia inicial. Então a gente desenvolveu, antes de dar aí ar, virar esse boom que é hoje, o nosso InShip Copilot, que é uma inteligência artificial que ela gerencia os embarques, focado principalmente em importadores e exportadores, de forma automática.
Então aquele trabalho que eu tenho que fazer manualmente ali para preencher uma planilha e tal durante o meu dia, O Copilot ele faz isso. O nome técnico é corn job. Corn job, eu gostei.
Corn job, tem que olhar o email e alimentar a planilha e mandar para alguém que antigamente fazia isso e contratou alguém para fazer.
Exatamente. Depois o Ship Copilot faz isso de maneira, e não é, não se limita a um tracking, né? Eu gosto de falar isso porque não é um robozinho de tracking que faz aquela perna porto, porto, aeroporto, aeroporto, né? De fato ele extrai informações durante o processo da origem, da negociação e da coleta da carga na origem e pós-chegada no destino também, desembaraço, enfim assim. Então hoje a Ecoparque é uma IA que auxilia nesse processo como um todo.
E aí a iShip surgiu aí no marketplace, que é só o primeiro produto que chamamos de Cargo Flow, né? Ele composto por 3 produtos, é isso que é legal, né? O Cargo Flow, ele tem o eCoach, e o Cargo Flow funciona como se fosse um iFood, é um ecossistema, é como se a gente fosse um iFood dentro do nosso segmento. Em que eu tenho visões diferentes. Eu tenho o eQuotes, que é a visão do importador-exportador, que é o cara que tá comprando um serviço logístico, é o cara que tá pedindo uma comida, digamos assim.
E eu tenho o ePrice, que ele é um CLM/CRM, gestor comercial, que é o ambiente do importador, do provedor logístico, né? É onde o provedor logístico coloca os tarifários dos serviços dele, seja frete internacional, Frete Nacional. Então esses dois sistemas se comunicam e o eFlow é onde o ambiente acompanha um pedido, posso dizer assim, né? Eu tenho uma carga que foi fechada, um serviço logístico, acompanho toda a rastreabilidade da carga no módulo eFlow. São três módulos que se comunicam assim, digamos assim.
Desde a emissão do pedido de compra, o de venda, até a chegada da carga no destino. E o Archipelago Copilot veio para simplificar esses processos que são muito manuais e para tirar a gente do meio. A verdade é que o email ele virou o ambiente de trabalho da maioria das pessoas. A gente sabe que principalmente no comércio exterior, a gente fez um mapeamento que são cerca de 100 a 120 emails trocados por embarque e a gente vivenciou essa dor.
Então, poxa, imagina se eu conseguisse utilizar meu email realmente para tratar de assuntos que são mais importantes do que triviais ali e eu conseguisse deixar essas atualizações, essas informações Alocados em uma plataforma. E a gente não substitui o ERP, tá? A gente não substitui o sistema de gestão da empresa. A gente se comunica com esse sistema de gestão e transmite, recebe as informações que forem necessárias para que se trabalhe da melhor forma possível.
E a gente tem uma outra vertical, que é a vertical de dados, que é o nosso Comex Basic. A gente traz informações de dados para prestadores de serviços, como agente de carga, transportador rodoviário, despachante, para trading companies, para importadores e exportadores também. Então a gente tem essas duas verticais. A Inship, ela nasceu com o marketplace.
O Comexbase veio depois, né?
O Comexbase veio cerca de quase um ano e meio depois. Então se eu pegasse a vertical de dados, ela é bem mais recente, né? E foi crescendo bastante assim. Hoje é o nosso carro-chefe, posso dizer assim, embora a vertical do marketplace foi a origem do do projeto, né? Mas é porque a gente imagina que o projeto do marketplace, ele tem uma mudança cultural muito grande. A gente tá falando aqui de cultura data-driven, que imagina, estamos falando de 20 anos de atraso se eu comparar a cultura data-driven de um armador para os próprios demais provedores logísticos, né?
Então essa mudança cultural do marketplace, ela tem que ser paulatinamente, sabe? Se a gente soltar algo de uma vez assim isso pode acabar inviabilizando o projeto. Tem que ser realmente mais estratégico nesse formato, posso dizer assim.
Isso é o que a gente enxergou já no desenvolvimento até aceitação no mercado.
Não é desenvolvimento, desenvolvimento já o produto já 100% pronto, é mais a aceitação do mercado mesmo. É nesse piloto, por exemplo, nós poderíamos facilmente soltar esse produto Brasil afora, mas ele envolve Imagina só, eu tô falando de envolver provedores logísticos e importadores, exportadores, a dizer o seguinte: ninguém compra mais serviço logístico por email ou por WhatsApp, você só compra agora dentro de uma plataforma.
É uma mudança cultural. A Uber fez isso com o táxi, um aplicativo de corrida. Então, o iFood fez isso com a comida. Depois vieram outros concorrentes, mas o fato é que hoje tu pede mais um táxi de modelo convencional. É muito raro. Pode pedir, pode, mas hoje até o táxi ele tá em um aplicativo próprio. Então ele, inclusive, e às vezes tá mais barato. Houve um mudança cultural. Então a Inship ela veio com esse objetivo, com essa missão de mudar a cultura de como se contrata um serviço logístico dentro do mercado a nível global, posso dizer, e como se gerencia.
Então imagina só, é algo realmente que a gente tem que muito estratégico, que senão a gente perder a mão, a gente pode acabar não respeitando o timing do público, entendeu?
Ah, sim, isso eu concordo, porque acho que os negócios B2B, eles são uma resistência, até porque tipo Uber, iFood, você tá convencendo uma pessoa. Isso, a nossa área a gente tá convencendo uma empresa.
Exato.
Que aí tipo uma pessoa gostou, aí ele tem que apresentar isso para o diretor não sei quem, tem que apresentar para um outro diretor, tem que pegar, então você sabe, né, pegar tantas assinaturas de aprovação, então demora, né. Então tem mais resistência no caminho, influencia mais gente, né.
Isso, mas é isso, a gente são esses dois, são essas duas verticais dentro da Inship. E tem coisa nova vindo por aí, né, tem, é o que eu posso falar até o momento.
Tem versão nova de produto, tem demanda que o pessoal novamente sigam aí nas redes sociais, assine a newsletter, tudo mais pessoas ficarem sabendo quando for lançado e visite eles na multimodal também.
É isso aí. Então a gente tá bem, bem empolgado e animado para o que tá por vir aí agora nessa celebração desse aniversário de 3 anos, né? E como a gente costuma falar muito assim, né, bora, bora revolucionar, bora! Essa, essa é a revolução que a gente já começou a construir aqui na Inship. A gente tem muito orgulho de ser uma empresa AI native, posso dizer assim, de realmente dentro, enquanto que o mundo ainda nem sabia o que que era AI, mesmo ainda nem o ChatGPT-3, né?
A gente já tinha isso do projeto do Copilot. Então a gente trouxe esse conceito. Eu posso dizer que a gente foi a primeira empresa de tecnologia dentro do comércio exterior a trazer conceito de inteligência artificial em um produto, em uma ferramenta assim como o iShip Copilot, né? Então a gente tem esse orgulho de ter dado esse pontapé. Hoje, agora com o boom da era da IA, a gente vê outras soluções surgindo no mercado e a gente fica feliz com isso, que de fato isso acaba sendo uma pressão para que o mercado ele acelere mais essa digitalização.
Porque, poxa, a gente já tá migrando, o mundo já tá migrando para a era da Indústria 5.0, né? Indústria 4.0, a era da informação, a gente, que a gente vivenciou. E a Indústria 5.0, a era da superinteligência. Então eu falo disso já, sei lá, desde 2018, 19, eu já falo dessa, dessa, um pouco dessa migração. Palestrava, fazia momentos ali dentro da empresa para falar sobre isso, 2020 mais ou menos. Sim, esses conteúdos. Então o mundo ele já caminhou para essa era da superinteligência, né?
Quando eu falo superinteligência, eu tô falando nessa inteligência desse mundo das inteligências artificiais. E dentro do nosso segmento, ainda na indústria chip de maneira geral, posso falar assim, no comércio exterior, na logística internacional, a gente ainda tá precisando se digitalizar mais.
Então pode ser que tem umas coisas que estão avançadas, tem umas coisas que estão bem atrasadas.
Isso, o que que vai acontecer? Para isso, para quem tá no mercado de maneira geral, né, os ouvintes aí, seja a galera tá começando, a galera que já tá se colocando na posição de gestão, essas mudanças elas vão ocorrer de maneira muito rápida. Então isso vai exigir mais que os profissionais eles se modernizem muito rápido. E não tô falando daquela de modernização de sistema de controle aduaneiro do INPE, é modernização mesmo de maneira geral, de tecnologia a todos os níveis.
Mentalidade e hábitos, né? Tipo, cara, tu não tem que ser um mega expert em IA, mas tu tem que ter isso na tua rotina, né?
Isso.
E tu tem que dar para ser resistente, né? Eu entendo isso também.
Se eu levava muito tempo para analisar uma informação, data-driven, né, Luan? Se eu levava muito tempo para analisar uma informação, se eu souber utilizar IA no meu dia a dia, eu consigo analisar essa informação muito mais rápida e agilizar tomada de decisão. Então é uma coisa que a gente defende, né? Assim, utiliza, saiba como usar também, mas não deixe de se questionar e de fazer as coisas por causa da IA, né? A gente defende inclusive para nossas equipes: usem, usem, mas façam também, né?
Senão a gente acaba se habituando ali, acaba caindo no comodismo, digamos assim. Mas tem muita coisa aí que a IA vai, que ela traz mesmo para facilitar o dia a dia do de quem trabalha.
Perfeito. Querem adicionar mais alguma coisa?
Eu quero agradecer os nossos clientes, não posso deixar de falar isso, né? A gente tem que agradecer nossos clientes. Então deixa aqui um abraço para todo mundo que tá no barco da Inship, que faz parte, que tá no dia a dia conosco. Agradeço também nossos fornecedores, a nossa equipe, nosso time sensacional, incrível, que tá no dia a dia com a gente, que tá ali, sabe, fazendo a coisa acontecer. E que compra a ideia, compra o sonho, que tá junto mesmo.
E isso pra gente é muito gratificante. Então, realmente, é só agradecer pra todo mundo, que a gente tem muito orgulho dessa galera que tá conosco. A gente também fica muito feliz assim ao ver o sucesso dos nossos clientes, né, o crescimento. E é isso, a gente tá aí pra democratizar o acesso aos dados, pra trazer inovações e pra revolucionar o mercado.
Perfeito. Ah, tinha uma história que eu esqueci de perguntar antes, até que vocês contaram privado. Vocês contaram que Como é que vocês ficaram sabendo do invoice cash lá em 2022?
Isso é boa, cara. Caramba, 2022 foi a— teve uma pessoa na minha equipe que atuava no time de exportação e na Enshape já, né?
Não, não era. Ah, é 2022, não tinha. Foi um pouquinho antes, pouquinho antes, tá?
Um pouquinho antes.
Dá para falar o nome?
Não, da pessoa, Amanda.
Amanda.
Amanda, ela atuava na minha equipe de exportação.
Manda um abraço para Amanda.
Um abraço, Amanda. E um dia ela tava conversando comigo sobre, pedindo conselhos de carreira, sobre cursos que ela podia fazer para se destacar no mercado, se eu tinha algum conselho para ela sobre coisas que ela podia fazer realmente para continuar crescendo na carreira. E ela comentou para mim que ela falou, cara, eu escuto sempre que sai um episódio lá de voicecast, eu escuto. Então eu tô sempre acompanhando porque eu aprendo muito com eles.
E na época ela tava para se formar, então era uma forma também que ela tinha, além da prática, né, do dia a dia do trabalho, ela também utilizava o conteúdo que vocês produziam e produzem até hoje, claro, para aprender mais. E eu lembro que recentemente, se não me engano, no período, acho que tinha saído um episódio sobre gestão, acho que vocês fizeram. Então, e a gente trocou uma ideia sobre isso. Então o invoice cash já foi bem, muito bem falado. Tô falando de uma história que ocorreu lá em Fortaleza, no Ceará.
Então viu como falar podcast ajuda a gente? Aí, ó, hoje são nossos clientes. Então quando eu peço para vocês divulgar, cara, faz muita diferença, ajuda. É só mandar para alguém, fala que você gosta, que você assiste, tá tudo certo, cara. Isso ajuda a gente para caramba, cara. Boca a boca, cara, funciona para caramba, né, cara? Tipo uma indicação de cliente funciona muito ainda. Acho que é um dos melhores marketing, com certeza.
Você tem noção de qual o número de episódio que tu já tá de cabeça assim?
No momento a gente tá, esse aqui acho que vai ser o episódio 184 ou 185.
Bacana, já conteúdo para caramba, né?
Força da coisa, desde 2020, né, fazendo.
Pô, é bacana demais, e de fato auxilia muito, principalmente a galera que, esse é o caso dela, né, que tava saindo da faculdade. Então eu imagino que deve ter um público muito forte de universitários. E eu sempre defendo que os universitários hoje são, são os profissionais de amanhã e os gestores de depois de amanhã. Então é legal criar relacionamento com essa galera.
O Guido foi professor universitário por um tempo, eu indicava muito vocês inclusive para o pessoal assistir, porque ouvir e assistir, porque pô, traz a prática, traz vivências pro dia a dia. E é nessas conversas que a gente vai aprendendo.
É, eu sempre tomei o cuidado da gente falar da prática do comércio exterior, mas de uma forma que, tipo assim, quem é novato na área vai entender. Que é tipo assim, não, se você é um adolescente, não tá fazendo nada a ver, tu não vai entender nenhuma coisa aqui. Aí paciência. Mas se você já tá estudando, vai compreender. Tipo assim, pô, tu teve uma aula de despacho aduaneiro, aí tu vai ouvir aqui o nosso podcast de despacho aduaneiro na importação, tu vai entender, né?
Eu acho que essa é a ideia, a gente conseguir trazer a prática e, cara, com bom humor e e dar risada e contar a história, né? Porque é isso, cara, conversando a gente nunca vai ver de tudo, cara. É impressionante, quanto mais gente eu trago aqui, sempre tem gente com umas histórias malucas, que é bom demais, cara. Essa é uma das melhores coisas do podcast, cara, é ouvir essa história, cara.
Eu acho que a gente pode ter uma vinda nossa para a gente falar sobre cases nossos, causos, coisas assim da nossa história profissional, né, dentro do segmento de despacho, só experiências que a gente teve assim, que eu uso muito muito isso quando eu dou aula também, né? Eu não sou aula de, não ministro aula de graduação, mas já tive turmas de pós-graduação, né? E eu gosto sempre levar os cases, porque eu acho que é com os cases que a gente conta tanto de sucesso como insucesso, né?
Que a gente conta aquele aprendizado, que tem coisa melhor que a gente aprender com algum problema que deu com outro, né?
Eu gosto muito da frase que uma vez eu vi, é fazendo merda que se aduba a vida, né?
Ei, cara, até uma história boa que eu conto no próximo então.
Deixa esse gostinho aí. Mas é isso, queria agradecer também todo o pessoal do Grupo Invoice, né? São, nossa, a gente agradece essa parceria aí que a gente tem começado. Obrigado mesmo. Agradecer a todo mundo que faz parte dessa história, dessa trajetória da Enchip até aqui, nossos clientes, nossos funcionários, parceiros de maneira geral. Então Sou muito, muito grato mesmo por esse, por toda essa vivência que a gente teve até aqui.
E volto a dizer, é ainda só um começo dessa nova jornada, tem muita coisa por vir aí. E simbora, vamos embora!
Excelente! Então tu chegou até o final aqui com a gente. Lembra de se conectar com a Enchip nas redes sociais, se conecta no site também, acompanha a newsletter. Tudo isso é importante para eles começarem a divulgarem cada vez mais o que estão fazendo, e você está a par também e antenado com as novidades. E também se conecta também com o podcast aqui. Se tu chegou até aqui pela primeira vez, lembra de seguir a gente no Spotify, YouTube, onde você tiver assistindo.
Então é isso, trabalhos encerrados. Muito obrigado a vocês e até a próxima. Tchau, tchau!
Valeu, valeu!