Episódios de Bate Papo Nerd

GPUs Adreno 704 e 722 no Linux, NetBSD 11.0 com MicroVM, Intel Quebra Limite Litográfico, Empresa Chinesa DFSX Desafia a Nvidia, Snapchat Combate "Lixo de IA", Claude da Anthropic invasora

05 de agosto de 202612min
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Nesta quarta-feira o Cristiano Furtado traz as novidades mais quentes do universo da tecnologia, do código aberto e da inteligência artificial. O episódio destaca os avanços do Kernel Linux 7.3 com suporte às GPUs Adreno, o lançamento do NetBSD 11.0 focado em nuvem e a superação de limites da Intel para criar chips gigantes. Além disso, cobrimos o desafio da chinesa DFSX à Nvidia, o combate ao conteúdo automatizado de IA no Snapchat e a invasão acidental cometida pelo Claude. Para fechar com chave de ouro, veja a aplicação de IA na astrofísica e o primeiro teaser do combate icônico entre Blanka e Ryu no cinema.

00:00 Boas-vindas e panorama do podcast de quarta-feira

01:13 Linux 7.3 recebe suporte às GPUs Adreno 704 e 722 da Qualcomm

03:23 NetBSD 11.0 chega com microVM e suporte expandido a RISC-V

05:27 Intel quebra limite litográfico com encapsulamento hiperdimensionado

07:20 Empresa chinesa DFSX desafia a Nvidia com o supernode TY64

09:36 Snapchat combate "lixo de IA" e valoriza conteúdo humano no Spotlight

12:00 Modelo Claude da Anthropic escapa de teste e acessa redes reais

14:04 Inteligência artificial revoluciona estudo de quasares e buracos negros

15:51 Paramount divulga embate histórico entre Blanka e Ryu em Street Fighter

18:02 Considerações finais, recados e chamada para interação

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Participantes neste episódio1
C

Cristiano Furtado

Host
Assuntos6
  • Linux para Profissionais de TILinux Kernel 7.3 · GPUs Adreno 704 e 722 · Qualcomm
  • DFSX desafia NvidiaDFSX · NVIDIA · Superchip para PCs NVIDIA · Largura de banda de memória
  • Snapchat· TecnologiaSnapchat · Conteúdo de IA · Spotlight
  • Ações da Intel e Acordo com AppleAções da Intel e Acordo com Apple · Encapsulamento hiperdimensionado · Chips para IA e Data Centers
  • NetBSD MicroVM· TecnologiaNetBSD MicroVM · MicroVM · RISC-V
  • Anthropic· TecnologiaClaude · Anthropic · Acesso a redes reais
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
CFCristiano Furtado

Fala, galera do Bate-Papo Nerd! Sentiram minha falta na segunda, na terça-feira? O que é que aconteceu? Cristiano desistiu? Não, meus jovens e minhas jovens, na realidade eu estava participando na sexta, sábado e domingo do Game Hipólita, e foi um momento muito bom, mas claro que foi muito cansativo. Lembrando que eu estou com 50 anos, mas enfrentei Consegui entregar o material. Fizemos entrevistas com grandes pessoas famosas, grandes ícones, cosplayers, pessoal de games, pessoal da área de jogos de cartas, e por aí foi.

Foi muita coisa, mas eu queria agradecer muito pela confiança do pessoal do GamePolitik ao Bate-Papo Nerd. E claro, agradecer a Silvani Neri por ter dado esse apoio e confiança ao nosso trabalho. Muito obrigado, e eu espero que no ano que vem nós possamos estar trabalhando juntos. É uma coisa que eu gostaria muito. Mas sem muitas delongas, manda a vinheta porque vocês querem notícias. Iniciando o nosso primeiro bloco de notícias.

Linux 7.3 recebe suporte às GPUs Adreno 704 e 722 da Qualcomm. O ecossistema do código aberto traz novidades de peso para quem acompanha o suporte de hardware no Linux. O novo PEF do driver MSM da Qualcomm foram enviados oficialmente para a janela de merge do kernel Linux 7.3, adicionando suporte a duas GPUs Adreno que até então são inéditas no kernel principal. As novas adições são Adreno 704 e 722, chip gráficos integrados em plataformas modernas como o Uno Q e o processador Snapdragon 7 Gen 4.

Além das GPUs, o pacote é submetido e é incluído o Device Tree Bindings. Tá, galera, bindings para o futuro do SoC Qualcomm Xicra. Além das melhorias significativas para emulação do FBDEV, correções nos processos do teardown e diversos ajustes internos de estabilidade, o grande objetivo desse envio é ampliar a base de compatibilidade do sistema antes da abertura da janela de merge prevista para segunda metade de agosto. Esse movimento demonstra a estratégia contínua da Qualcomm de empurrar o seu ecossistema Linux também cada vez mais perto do mainline.

Quanto mais componentes entram de forma nativa no kernel, menor se torna a dependência de soluções extremas ou PEFs avulsos no mercado embarcado. Excelente notícia para quem gosta e trabalha com Qualcomm. Quem sabe no futuro teremos grandes tecnologias vindo aí para se utilizar com Linux, quem sabe até para jogos, não sei. No universo de Unix, o tradicional NetBSD acaba de alcançar sua 19ª versão principal com o lançamento oficial do NetBSD 11.0.

Reafirmando sua famosa reputação de portabilidade extrema. A nova edição consolida o suporte oficial para arquitetura RISC-V de 64 bits e introduz o kernel MicroVM, voltado especialmente para ambientes de nuvem. Projetado inicialmente para x86, cobrindo tanto i386 e o AMD 64, O MicroVM foca na inicialização ultra rápida de máquinas virtuais graças a tecnologias como PVH Boot, Virtio, MM1000 ou M1000 e atualizações internas. O sistema consegue subir em impressionantes 10 milissegundos.

É muito rápido. No ecossistema RISC-V, o NetBSD passa a rodar nativamente em placas populares como o Vision 5 II, e a Pine64, Star64, além de ambientes virtualizados em QEMU e dispositivos baseados no processador Howwine D1, contando ainda com suporte inicial ao Qualcomm Snapdragon X Elite. Para complementar ou completar, a camada Compact Linux evoluiu para suportar chamadas modernas como ePoo, StatX e Notify, enquanto OpenSSH padrão removeu o suporte às chaves DSA por motivos de segurança, tá, galera?

Mantendo o lema do NetBSD vivo, roda em qualquer lugar com eficiência. E aí, vocês ainda usam NetBSD? Como é que vocês acham que pode melhorar? E o que estão achando, caso vocês já usem? Deixa aí a dica de vocês, beleza? Enquanto os sistemas operacionais ganham eficiência e portabilidade para rodar nos mais variados chips, a indústria de semicondutores precisa encontrar formas de fabricar processadores cada vez mais poderosos.

Intel quebra limites litográficos com encapsulamento hiperdimensionado. E a Intel acaba de anunciar sua superação de dois limites críticos do setor. A fabricante validou com sucesso um processo de encapsulamento completamente livre de vazios para projetos que excedem 7 vezes o tamanho do retículo litográfico tradicional. Essa conquista abre portas para os chamados formatos hiperdimensionados conhecidos como HLFF. Na prática, Intel afirma que agora consegue escalar pacotes de chips para além de 12 vezes os retículos no curto prazo.

A tecnologia utiliza um ciclo de cura altamente otimizado para colapsar bolsas de ar durante o processo de fabricação, eliminando o principal gargalo físico que impedia a união de múltiplos dias em um único sistema. A meta final é viabilizar superprocessadores gigantes voltados para inteligência artificial e data centers, com planos futuros de levar o encapsulamento em nível de painel com escala superior a 50 vezes o retículo.

O setor vive uma clara mudança de paradigma. Menos foco em chips monolíticos e mais investimentos na arte de empilhar componentes. A briga realmente entre AMD e Intel está aí, bem avassaladora. Essa corrida por novas arquiteturas e formas eficientes de integrar processadores reflete também diretamente na disputa global pelo domínio de infraestrutura de inteligência artificial. Empresa chinesa DFSX desafia NVIDIA com o Supernode TY64.

Acreditam nisso? É exatamente nesse cenário que a chinesa DFSX apresentou uma solução audaciosa para desafiar o gigante do setor. A empresa lançou o TY64 Supernode, um sistema baseado em chips DF2000 fabricados em litografia de 14 nanômetros, apostando que a largura de banda de memória pode ser um fator mais determinante do que a simples miniaturização dos transistores. Segundo a DFSX, a TY64 atinge impressionantes 960 terabytes por segundo de largura de banda de memória, superando de forma direta os 576 terabytes por segundo da poderosa plataforma GB200 NVL72 da NVIDIA.

Embora no quesito de poder bruto da computação em BF16, o sistema chinês fica atrás da NVIDIA, entregando 64 pFlops contra 360 pFlops da rival, a DFSX aposta na capacidade de escala no projeto e já sinaliza para a futura geração DF3000, projetada para atingir 1.280 terabytes por segundo. O movimento já reforça que a competição de IA no mercado asiático também está sendo travada no gargalo de memória, mostrando que há múltiplos caminhos para construir sistemas de alta performance.

E é aquela coisa, sempre a China tendo destaque em cima da NVIDIA. E claro, também AMD não fica fora não, tá? Mas que a gente sabe que a NVIDIA que está apostando muito mais em IA, pelo menos no momento. Mas enquanto a infraestrutura para processar IA cresce em velocidade assustadora, o resultado prático disso no consumo diário de conteúdo nem sempre tem agradado os usuários. E a notícia é a seguinte: Snapchat combate lixo de IA e valoriza conteúdo humano no Spotlight.

Pensando nisso, o Snapchat se tornou a mais recente plataforma a declarar guerra ao chamado lixo de IA. A rede social anunciou ajustes drásticos para combater a enxurrada de vídeos genéricos criados em massa por algoritmos e com pouca intervenção humana no recurso Spotlight. A mudança segue o movimento já iniciado por plataformas como YouTube, LinkedIn e Substack, buscando priorizar publicações autênticas e produzidas por criadores reais.

A empresa fez questão de esclarecer que ferramentas de inteligência artificial continuam liberadas para edição, aprimoramento de imagens e ajustes pontuais de pós-produção. O grande alvo da restrição são os materiais inteiramente automatizados, repetitivos e sem valor criativo, que então se passar por produções originais. Com essa alteração no algoritmo de recomendação, o Snapchat reforça que a IA deve atuar como aliada do processo criativo e não como substituta da experiência e da expressão humana.

E eu sou totalmente a favor disso. Sabe por quê? Um comentário bem tóxico nesse momento, tá? Quem não quiser ouvir, pula. É muito triste o criador de conteúdo gastar o seu tempo e estudar, criar formas, criar personagens, criar edição, e simplesmente ter pouca visualização, enquanto pessoas criam vídeo de 8 segundos e bate 20, 30, 50 mil visualizações. E uma coisa tão banal que o cara não teve o mínimo trabalho de fazer, somente pega ali e mandar criar um vídeo com textinho.

Então espero que essas plataformas Big Techs, elas tomem vergonha na cara e deem valor ao criador de conteúdo de verdade. Se por um lado o uso da IA para gerar conteúdo requer controle algorítmico, o desenvolvimento e os testes de segurança desses modelos exigem um rigor ainda maior para evitar acidentes no mundo real. Como modelo Cloud da Anthropic escapa de teste e acessa as redes reais? Olha o perigo! A desenvolvedora Cloud admitiu que os modelos da sua inteligência artificial saíram de ambiente isolado de simulação e acabaram interagindo com sistemas reais de 3 empresas diferentes durante

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