Casablanca - Uma Análise Completa
Casablanca – Uma Análise Completa
No episódio de hoje do Mente.AI Pod, mergulhamos fundo em um dos maiores clássicos da história do cinema: Casablanca (1942).
Com as atuações inesquecíveis de Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, o filme vai muito além de um romance arrebatador em tempos de guerra. Vamos analisar:
O Contexto Histórico: Como a Segunda Guerra Mundial influenciou diretamente a produção e o impacto do filme na época.
Construção de Personagens: O cinismo de Rick Blaine, a força de Ilsa Lund e o idealismo de Victor Laszlo.
Roteiro e Diálogos Marcantes: De onde vêm as frases que entraram para a eternidade da cultura pop ("Sempre teremos Paris", "Toque a música, Sam").
O Final Icônico: Uma discussão sobre o sacrifício, a moralidade e por que aquele desfecho ainda ressoa até hoje.
Pegue seu café, prepare a trilha sonora de As Time Goes By e venha desvendar os segredos de um roteiro perfeito!
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Speaker A
- Abandono no momento críticoRick Blaine · Aécio Neves · Victor Laszlo · Ana Paula Renault e Luciano Huck · Aeroporto Congonhas
- Casablanca (1941)Segunda Guerra Mundial · Refugiados · Estados Unidos na Guerra
- Personagens e suas motivaçõesUgar · Salvo-conduto · Victor Laszlo · Aécio Neves · Sam (pianista)
- O contexto da Paris ocupadaRick Blaine e Ilsa Lund · Invasão Nazista da França · Sam (pianista)
- Concessão GaleãoNazistas · Victor Laszlo · Refugiados · Gisele Yvonne
- O Dilema dos Salvo-CondutosVictor Laszlo · Rick Blaine · Major Alemão
- Cinema e CulturaCinema Francês · Cinema Britânico · O Mágico de Oz · O Vento Levou
- Indústria de HollywoodSegunda Guerra Mundial · Sistema de estúdios · Humphrey Bogart · Ingrid Bergman
- A Música "As Time Goes By"Aécio Neves · Sam (pianista) · Rick Blaine
Olá, bem-vindo ao Mente e iPod. No episódio de hoje iremos falar sobre Casablanca, o filme de 1942. Então vamos começar aqui com o contexto histórico. A gente tem que entender, a gente tá falando da era de ouro de Hollywood. Então nesse momento da história já tinha tido filme de 1939. Eu vou falar um pouquinho do que foi a era de ouro. Era de ouro é o momento em que realmente o cinema americano passa o que era o grande cinema da época, o cinema francês.
E nesse momento já tinha tido o ano de 1939, o ano de 1939 é um ano decisivo para essa mudança, é o ano do Mágico de Oz e do Vento Levou, né? Então é o ano que realmente muda assim o cinema e que vai começar a guerra, e isso vai ter muita consequência. Em 1942 a gente já tá no meio da guerra, né? E aí você tem esse filme que é o Casablanca. E nesse contexto já tinha, já tinha lá os grandes estúdios, já era a era dos grandes, já era de ouro, é a era dos grandes estúdios, era do sistema de estúdios, né?
Para quem não sabe, eu fiz um vídeo sobre isso, até tenho postado uns shorts sobre essa história. Mas a era de ouro, ela basicamente tinha um sistema de estúdio, sistema de estúdios era o momento em que Os estúdios tinham controle sobre os artistas, né? Isso vai sendo, isso vai sendo trazendo a relação dos artistas nos estúdios. Os artistas eram como se fossem empregados dos estúdios, e por conta disso eles tinham controle ali de tudo que acontecia dentro dos estúdios.
Dentro, os estúdios escolhiam que filme os atores iriam fazer, os estúdios escolhiam tudo que os atores até se estariam nesse filme. Então chegava uma época, os artistas tinham 5 filmes por ano, Isso era muito comum nessa época, principalmente os grandes artistas. O Humphrey Bogart, ele vai, sabe, ele é o ator principal desse filme. O Humphrey Bogart nesse ano de 1952, se eu não me engano, ele faz 5 filmes. A Ingrid Bergman, ela era uma atriz internacional, era sueca, né, tava indo para Hollywood, e ela é a coprotagonista.
Ela faz, acho que nesse ano ela faz 3 filmes. Os atores faziam vários filmes no mesmo ano, né? Era comum isso, principalmente nessa época aí. E claro, eles não faziam— a gente conhece uma história, tem histórias— eles não faziam sempre filmes grandes. Às vezes eles faziam filmes pequenos, os tais dos filmes B, aquele conceito que existe, surge nessa época também. Esse filme surge no momento em que tá rolando ali a Segunda Guerra Mundial.
Essa da Guerra Mundial tá no seu auge, mas os Estados Unidos nesse momento não tinha tido Pio Rabo, então, ou tava em trateio, alguma coisa assim, mas não tinha tido. Então eles não estavam dentro do contexto da guerra, mas eles sabiam que tava acontecendo, tinha história dos refugiados chegando nos Estados Unidos. Então isso é um pano de fundo para essa história do do Casablanca, né? E a importância histórica desse filme, acho que eu já até falei aqui um pouco.
Esse é um filme realmente muda, ele é chamado em inglês de American Film, né? É o filme que realmente consolida o cinema americano como cinema dominante mundial, né? Nesse momento de vez é definitivo. Dali nunca mais voltou a ser o cinema francês como era anteriormente, o cinema britânico, né? Cinema britânico vai acabar se juntando lá com cinema americano. No fim das contas, você tem hoje em dia um cinema britânico-americano, né?
A relação é muito mais em osmose do que separado, como cinema canadense, por exemplo, também tem um pouco disso. Mas é o cinema americano, ele tem, ele se torna essa coisa definitiva nesse momento Porque a história conta que esse é o momento que eles decidem, eles decidem, eles passam muito à frente. O Vento Levou já tinha sido o filme mais assistido da história poucos anos antes, e o Casablanca, ele não é um filme que no primeiro momento faz sucesso, mesmo porque você tá no auge da guerra, mas depois ele é um filme que quando a guerra acaba, ele é um filme quase visto como visionário, né?
Porque ele fala de assuntos ali da guerra que estavam muito na cara, muito latentes, e nesses lugares que estavam lugar, você não podia falar desse assunto sabiamente. Bom, eu tenho uma história também com esse filme, uma história que não é— esse filme nunca foi um filme da minha infância assim, claro, é um filme muito, é um filme muito mais adulto, né? Não são os filmes de herói que a gente fala normalmente, mas eu tenho uma história legal com Casablanca.
Casablanca é um filme que quando eu era mais novo assim, adolescente, eu confundia ele com O Vento Levou. Eu achava que os dois eram o mesmo filme. Eu sei, é um erro, ingenuidade, mas era o que eu achava, porque eram filmes muito antigos, a gente achava que eles eram iguais. O Humphrey Bogart e o Clark Gable, não sei, eles têm uma coisa meio— esses galãs anos 30 e 40, eles tinham uma coisa meio em comum. Eles eram homens de meia-idade, né, não eram jovens.
Vai ser depois lá com o Marlon Brando e com James Dean, né, mas nesse momento eles eram homens de meia-idade, eram homens mais velhos, e dão a entender que são filmes para pessoas mais velhas. E um dia eu tava no HBO Max, né, o HBO Max é a única versão que eu vi desse filme. Então, por exemplo, uma das questões que vai ser citada durante a história da trama que eu vou contar é que na versão do HBO Max dublado, aquela frase que é clássica do filme, é uma frase clássica até do A gente ouve, eu vi nesse filme, eu vi várias pessoas fazendo reações nesse filme.
É um filme que eu gosto muito, então eu tenho muita curiosidade de ver como é que as pessoas vendo esse filme pela primeira vez, para ver se elas tiveram a mesma reação que eu tive. No YouTube tem canais sobre isso, né, pessoas que fazem reação de filmes e tudo mais. E esse filme tem vários canais de reação, e tem uma cena, tem essa cena, tem, ele fala muito, né, lá no filme original, ele fala assim em inglês, assim, is looking at you, kid.
É uma frase clássica do cinema, uma frase histórica. E em português, nessa versão do HBO Max, tá pensando em você quando ele fala isso, entendeu? Tem essas coisas, essas nuances. Eu nunca tinha visto, eu nunca vi esse filme dublado, tá? Eu vi cenas dele dublado, mas eu nunca vi ele dublado e eu nunca vi ele colorizado. Eu também sei que tem uma versão colorizada desse filme. As pessoas fizeram colorização digital aí nos últimos anos com um IA, mas eu nunca vi essa versão colorizada.
Acho, nem recomendo esse filme. Ele é muito bonito para um filme preto e branco. Ele é um filme do estilo preto e branco clássico. Ao contrário do Vento Levou, foi ali que eu entendi a diferença entre eles. O Vento Levou é um filme que ele foi colorizado na época dele mesmo, lá em 1969. Lembrando que 1969 é a época que realmente surge o cinema colorido. Por isso que esse filme é um filme grande, ele era preto e branco ainda, Porque em 1979 não tinha, é o primeiro filme colorido grande que a gente conhece.
O Mágico de Oz, ele é de 1979, ele é do mesmo ano do Vento Levou. Ele sai, acho que no início do ano, e o Vento Levou sai no final do ano, ou eles saem com poucos meses de diferença. Por isso que o Mágico de Oz é o primeiro. Aquela cena, então, vocês terem a noção, eu sei que não é assunto do podcast e tudo mais, mas aquela cena que a Dorothy entra na roda, a casinha dela, ela cai no em Oz, é a primeira cena que as pessoas viram colorida no filme, em qualquer coisa.
Aquela é a primeira cena. A gente precisa entender a importância desse filme também. Mas esse filme, ele é em preto e branco. E legal dele ser preto e branco, essas colorizações digitais são horríveis. Em cinema, algumas são boas, mas a maioria são ruins. E nesse caso, é por isso que esse filme era um filme grande, ele ainda era em preto e branco. Você não tinha muito filme de cores. Inclusive vai ter uma época que o Oscar vai dar filme, Oscar para filme preto e branco, para filme colorido.
Isso vai acabar, vai durar pouco, vai durar 1, 2 anos, mas vai ter isso, vai ter um Oscar para filme preto e branco, Oscar para filme colorido. Bom, já fugi muito do tema, vou até para terminar aqui. Eu vi esse filme lá no HBO Max e me encantei, acho esse filme maravilhoso. Esse é um dos filmes mais incríveis assim, é um filme muito à frente do seu tempo, já para época. Mas eu vou citar isso durante a trama. Acontece, ele fala coisa ali que a gente, como eles estavam no meio da guerra, infelizmente que a gente sabe que não eram possíveis de acontecer, mas a gente, é legal de você imaginar que poderia ter acontecido.
Bom, esse filme começa com uma grande introdução, a mesma introdução que eu falei dos filmes dos anos 70. Esse filme tinha uma grande introdução também lá nos anos 40, mas é uma introdução um pouco mais curta do que a dos filmes dos anos 70, tá? Nos anos 70 tinha aquelas introduções de meia hora. Esse filme tem introdução talvez de 20 minutos e tudo mais. Isso é muito para apresentar a história mesmo. Ele começa o filme, o filme começa contando a história de rota, né, que tinha uma rota que os europeus conseguiam fugir da Europa, que eles tinham que passar lá por os franceses principalmente.
Então eles iam da França, de Paris para Marselha, de Marselha eles chegavam na África, e aí eles iam até Marrocos, né, é até Casablanca. De Casablanca eles conseguiam ir para Portugal. Para Portugal eles pegavam um navio até os Estados Unidos. E assim eles fugiam, né. Essa rota é apresentada no filme. E aí, logo no começo, nessa introdução, daí é uma introdução falada, conta que houve um assassinato de dois mensageiros alemães, entenda-se nazistas, obviamente.
E aí É mostrada a polícia, logo depois é mostrada a polícia tentando encontrar duas pessoas. Eles falam que duas pessoas mataram duas pessoas. Então aparece a polícia encontrando o primeiro cara e mata esse cara. E aí tem uma chegada numa cena que chega um major alemão, que é o major alemão que ele tá tentando encontrar ali o culpado de quem matou o segundo cara. E nesse momento é apresentado um policial, o Capitão Renault, né?
Que é um policial lá, é um policial importante em toda a história. E é apresentado o Café Rick, né, o café americano do Rick, né. Ele é apresentado assim, toda uma dinâmica mostra que tinha uma sala externa onde tinha um cassino e tudo mais, um bar, e tem uma sala interna fechada que essa sala é controlada por um, aí mostra lá um garçom, o garçom que eu chamo carinhosamente de Garçom Jô Soares, que ele é tipo o Mestre, né? Ele parece muito fisicamente com Jô Soares.
E aí nesse momento é apresentado, tem um mistério, ele vai mostrando todo o bar, aí tem um mistério de quem é o Rick, né? E aí sobe a câmera, né, para mostrar que era o Bogard. Eu imagino assim que as pessoas nessa época Iam ao cinema, talvez não soubessem quem eram os atores, assim. Talvez as pessoas— era uma época que eu imagino isso, é meio descrito nas histórias, que as pessoas amavam os atores, como a gente ama hoje em dia, mas as pessoas amavam os atores mesmo, assim.
As pessoas não sabiam quem era o ator que ia aparecer, né? Então tem um mistério pra falar. A gente fala, ah, tem o Rick em Casa Branca. Então, Rick em Casa Branca, e sobe o Rick Alburguer, né? O Bogandt era uma superestrela, já tinha feito o Falcão Maltese nesse momento, né? Ele já era o super-acho da Warner, né? Aí o Rick controla quem entra e quem sai dessa sala ser amostrada. Ele faz a cabeça assim positiva e faz a cabeça negativa para quem não queria que entrasse.
Aí tem um cara que questiona, ele fala assim: com esse dinheiro que você tem aqui, se você se senta no bar é um milagre, né? Ele fala assim para um cara que tá tentando entrar. E aí entra em cena o tal do Uga, que é um personagem que é muito— ele é um personagem, ele não é importante nesse nível, mas a história gira. Ele é quase um mensageiro, né? Porque a história gira ao redor do que ele vai fazer. Porque o seguinte, ele vai chegar para o Rick e vai falar: Rick, eu preciso que você guarde esse salvo-condutos para mim.
E o Rick guarda o salvo-conduto com ele. O Rick é apresentado como um cara muito sisudo, muito sério, que não meio blasia para tudo, mas ele guarda o salvo-conduto. E aí ele vira para o Ugan e fala assim: Ugan, eu sei que foi você que matou o outro mensageiro. E realmente tinha sido, né, ele que tinha matado outro mensageiro, porque o outro mensageiro tava com salvo-conduto. Né, porque esse cara, esse Uber, conseguiu salvo-conduto.
Isso também é falado, ele era o cara que, ele era meio que o submundo ali de Casablanca. Ele conseguiu salvo-conduto e por isso que ele é apresentado dessa forma, como um cara que tinha entrada e saída, trama do salvo-conduto. Ele conseguiu controlar aquilo. Tem uma cena rápida que apresenta a Ivona. A Ivona Para quem viu o meu vídeo, é interpretada por uma atriz chamada— e o nome dela aqui, ela era uma atriz francesa. Ela interpreta tipo alguém que tinha uma paixão pelo Rick, né?
Ela era apaixonada pelo Rick e ela tá embriagada, e o Rick bota ela para fora do bar e manda o garçom do bar, o que o bar— na verdade era o barman do bar, levar ela no táxi. Nesse momento ele encontra o Capitão Renault e o Capitão Renault fala para ele: Rick, eu vou, eu vou executar uma prisão dentro do seu bar. E aí ele até pergunta: por que que você não vai embora, né? Porque passa um avião. Por que que você não vai embora? Você é americano, o que você tá fazendo aqui?
E o Rick meio que desconversa, não cita muito porque que ele tá ali. Isso é um mistério no filme todo, tá? Você não sabe por que que o Rick tá ali. O que acontece? Acho que esse é o fim da introdução, no fim das contas. Logo depois disso entram os soldados alemães perto do Rick e é executada a prisão do Ugar. Lembra? O Ugar, ele é o cara que cometeu assassinato, e ele, a polícia também sabe que foi ele que cometeu assassinato.
Então ele é levado para prisão nesse momento. É uma, e ele fala assim, Rick, me ajude! E aí o Rick Dá a mínima para ele. Depois, logo depois da cena, entra o Vitor Laje. E quem é o Vitor Laje? Ele também é muito citado, já tinha sido muito citado no filme nesse momento, como um grande herói, um cara que tinha fugido de um campo de concentração. Sonho, né, para gente, alguém que pudesse fugir de um campo de concentração nazista, né?
As pessoas não fugiam, né? Elas morriam mesmo. Ele ganha contato, que ele fugiu do campo de concentração e tudo mais, porque nessa época, imagino que as pessoas imaginavam que era possível fugir de um campo de concentração, né? A gente tem que pensar que nesse momento da guerra as pessoas não sabiam que não dava para fugir, né? O que que acontecia nos campos de concentração só vai ser descoberto lá no final da guerra, né? E entra com a Ilse no bar, e com isso o bar tinha um pianista chamado Seno.
Isso vai ser explicado depois, hein, o Senna, quem ele é na história. Achei um pianista chamado Senna, e o Senna olha assim e toma um susto quando ele vê eles dois chegando, né? E você tem impressão nesse momento do filme que o Senna toma um susto porque ele viu o Vitor Lázaro, e ele conhecia o Vitor Lázaro, então mais pessoas conheciam, mas não é isso, vai ser explicado depois. Logo que o Vitor Lázaro entra ele é confrontado pelos nazistas e pelo Capitão Renault.
Falam: o que que você tá fazendo aqui? Daqui você não vai sair, você não vai sair de Casablanca. Casablanca é o seu fim, você não vai mais fugir dos nazistas e tudo mais. E ele fala: eu tô na França livre, vocês não podem fazer nada comigo aqui. E aí eles falam assim: a gente não pode fazer nada, mas a gente quer conversar com você amanhã, 10 horas da manhã, você topa? Ah não, tranquilo, topa. Ele vai conversar e realmente tem essa cena depois dele indo conversar com os nazistas.
Isso até é um lance de trama do filme dele, dos nazistas perseguindo ele. Chega um ponto que vira trama principal, mas nesse comecinho é mais uma subtrama do que trama principal. Aparece um cara e fala para ele que ele é da França Livre. França Livre era um movimento lá para, que era contra, era o movimento do Charles de Gaulle. Isso aconteceu realmente, era um movimento lá contra a invasão nazista na França, porque a França é tomada, né, pelos nazistas.
E aí ele, o Vitor Laszlo, conta pra esse cara da Finância Livre que ele tava naquele bar porque ele tinha ido atrás do Ugas, porque os salvo-condutos eram pra ele, ele e pra esposa, que era isso. E aí ele descobre que naquele momento que o Ugas já tinha sido preso, tinha acabado de ser preso ali, que não ia ter— ninguém sabia onde estavam os salvo-condutos nesse momento. Só você sabe disso, e você que viu o filme, e o Rick sabe que estavam com ele, né?
Isso vai ser um debate durante o filme, tá? Logo depois disso, e ao mesmo tempo que tá acontecendo isso, tem uma cena que é um primor, é uma das cenas mais clássicas da história do cinema. E a Ilse manda chamar, porque você acha no primeiro momento que a Ilse, que o Sam conhecia, você acha logo no primeiro momento que o Sam conhecia o Vitor Livan. Só que não, ele conhecia a Ilse. E aí você não sabe por que que ele conhecia a Ilse.
A Ilse manda chamar ele porque ela fala, eu conheço esse pianista. Manda ele vir aqui. E aí quando ele vai lá, ela, eles cumprimentam, né? Olá senhora, isso, olá senhor. E aí ela pede para ele, ah, toca uma música para mim, é uma das antigas do nosso tempo. Ele tocou uma música qualquer lá, e aí ela fala assim, não, senhor, não, senhor, toca As Time Goes By. E o senhor fala, essa eu não toco, eu não lembro mais, eu tô enferrujado, eu não lembro mais dessa música.
Então vou cantar ela para você. E ela faz, aí ele começa a tocar, né, a música, que é, para quem não sabe, é a música que toca lá na abertura dos filmes da Warner, do tamanho, importância dessa música. Essa música foi muito grande. E aí ele toca e ela fala assim, canta, canta, cena, essa música. E aí ele tá andando, é o Rick, entra pelo salão. E aí ele vai lá no Cerdo, assim, eu já falei para você, nunca mais tocar essa música.
E aí ele faz um gesto de cabeça apontando para a Ilça. Aí ele não fala nada, só tira o piano dele, né? Então aquele piano com rodinha, né, do piano. E aí ele se cumprimenta assim, vem o Capitão Renault, né, meu Capitão Renault foi lá buscar o Vitor Lagesmo, né, para impedir dele falar com o cara da França Livre. E aí ele vai lá e fala assim, você não, você, vou apresentar, essa aqui é a Ilse, essa aqui é a, ela fala, é Rick. Aí ele É que fala disso.
Ah, eles se conhecem, não sei o quê. Esse aqui é Vitor Lávila. Aí eles falam, é, Vitor Lávila fala para o Rick. Ah, falam de Rick em todos os lugares aqui em Casablanca. Ele fala para o Vitor Lávila e falam de Vitor Lávila em todos os lugares. Aí eles têm uma troca bem cordial entre os dois, né? E aí o Rick, isso é sempre falado no começo do filme, que o Rick não sentava na mesa com ninguém, menos cliente, para beber. E aí o que acontece?
O Vitor Lodi convida o Rick para sentar na mesa e o Rick fala: tá bom, aceito. E até o policial Renault fala assim: ah, isso aqui é uma quebra de precedente, ele nunca falaria isso. Isso é, essa cena é por um lado divertida. Logo depois eles tomam lá o drink, ele vai embora, né, eles vão embora. E aí o Rick fecha o bar, né? Então uma cena que eles estão na penumbra assim, todos na versão em preto e branco. Então eles estão realmente na penumbra, você quase não vê nada.
E aí o Rick tava bebendo meio triste, né? Você não sabe porque ele ficou tão triste de ver a Ilsa, né? E aí ele fala para o— aí chega o Senna, ele fala para o Senna assim: De todos, ele fala uma frase que também é muito famosa em inglês, né? Com tanta espelunca em tudo que é cidade no mundo inteiro, ela entra justamente na minha, né? Uma frase famosa, né? E logo depois tem um flashback, flashback que explica, né? E o Rick e a Ilse, eles eram namorados em Paris, né?
Eles estão na França, eles namoram, né? Rick tem, eu entendo que o Rick tem um bar em Paris, né? Também essa parte não muito bem explicado, mas eu entendo que ali ele tinha um bar em Paris até que a França é invadida, né? A França invadida pelos alemães, ele tá em Paris, e aí ele é procurado. O Sam fala isso, é muito repetido, ele é procurado pela, procurado pelos nazistas, né? E aí ele tem que fugir, só que ele quer fugir com ela e quer se casar com ela.
Eles são muito apaixonados mesmo. E aí, só que eles tinham regras, né? Ele não podia perguntar pelo passado dela, ele não podia perguntar nada, ele não sabia de nada dela. Eles praticamente não se conheciam. E chega no dia, e aí mostra, claro, detalhes, mostra que ele sempre, o Sam sempre tocava As Time Goes By, né? E mostra que, e aí é a primeira vez que o Rick fala aquela frase que é, esse look é teu, que esse cara tá pensando em você, que eu falei lá no começo em português.
Ele falava isso para ela sempre, como se ele realmente tivesse ali dedicando a ela as coisas, né? É o significado dessa frase, pensando nela mesmo. E aí ele tem que fugir, né? Ele tem que fugir, ele vai ser pego, não sei o quê. Ele tem que fugir e aí ele vai pegar o trem para o Marselha, vai fazer esse caminho, né, de Marselha até ir parar em Casablanca. E aí no dia que ele vai fugir, ele fala assim, não, eu vou passar para te buscar.
Ele fala, não, não, a gente se encontra lá, não tem problema. Aí no dia que ele E que ele, na hora que ele vai fugir, ele recebe uma carta do Sema. Sema entrega uma carta que ela mandou para ele falando que ela não ia poder fugir e ele fosse embora. E ele vai embora, né, triste, né, chovendo. Essa cena é até legal, ele faz uma cena chovendo, ele entra no trem, aí vai embora. E volta para o tempo presente, ela chega no bar, ela é super grosso com ela, ela vai embora do bar.
Ela vai tentar explicar, ele fala assim, não, eu quero saber, você foi embora, me deixou para trás. Ele praticamente bota ela para fora, né? No dia seguinte, isso já é uma subtrama, o László vai ao Capitão Renault para se explicar, naquele que ele fala que no dia seguinte ele tinha que ir. Ele recebe uma oferta do major alemão falando para ele assim, se você entregar os seus colegas, a gente te libera para você fugir. Mas se você não entregar seus colegas, você vai ficar aqui em Casablanca.
E aí ele fala para o Major: pô, eu tava no campo de concentração, vocês tinham meios muito melhores de me intimidar do que esse. Você acha que eu vou te entregar alguma coisa? E aí ele não entrega, né? Ele vai embora, né? Ele vai embora. Ah não, então tá, então você vai ficar aqui para sempre. Ele vai embora e o Rick tem um concorrente, isso é apresentado lá no começo do filme, ele tem um concorrente que também é o fornecedor dele.
Nesse momento, o Victor Laszlo vai a esse cara, esse concorrente dele, para— nesse momento a galera já tá desconfiando que o salvo-conduto tá com o Rick, né? A gente começa a acreditar que o salvo-conduto tá com o Rick. E aí o Vitor Laszlo vai ao concorrente do Rick, no outro bar, é Blue Moon, nome do outro bar, vai lá e pede para o Vitor Laszlo entregar para ele, entregar para ele se ele tinha salvo-condutos. Mas ele fala, eu só entrego salvo-conduto para ela.
Para você não, porque é muito perigoso entregar um salvo-conduto para você. Eu vou ser perseguido aqui em Casablanca. E aí ele discute lá com a Ilse, ele preferia que até eu só fosse, mas ela não aceita. E eles ficam nisso aí. E ele continua em casa, ele continua em Casablanca, mas ele fala no final, o Caio, ó, quem tá com esse salvo-conduto é o Rick. Vai lá falar com ele porque ele pode te entregar o salvo-conduto. E o Vitor Rocha guarda isso, né?
E no outro dia, logo depois, no mesmo dia, não é muito bem explicado isso, ele vai até o— tem uma ceninha ali muito rápida e o Rick vai até encontrar a Ilse no mercado, né? Ele vai: ah, você vai me contar? Eu queria me pedir desculpa ontem e você vai me contar o que aconteceu? Ela fala: não quero te contar nada. E aí eles seguem, né? Mas o Vitor Alain não vai ao bar do Rick pedir para ele o salvo-conduto, já porque ele sabia que o Rick tinha o salvo-conduto.
E aí ele chama lá, ele fala para ele, vai, o Rick tem um escritório, né, dentro do bar. Eles vão para esse escritório e aí o Rick, ele fala, não, não vou te dar o salvo-conduto, eu não aceito você ter o salvo-conduto. Acho que você não deveria ter esse salvo conduto porque você não tem vontade de te dar. E aí ele fala assim: não, mas eu te ofereço 10 mil francos, não sei o quê. Ele fala: olha, nem se você me oferecesse um milhão de francos eu te daria.
Tornar aquilo, ele pergunta: mas por quê? Ele vai: pergunte para sua mulher. E aí ele vai, eles vão embora, né? Quando ele tá saindo da sala os majores ali dos nazistas começam a cantar uma música. E eu fui ler sobre o que depois, o que que era aquela música. Era uma música contra a França, né, contra os franceses. O Vitor Lázaro vai lá e pede para a banda do Rick, do bar, parte de uma banda, né, que tocasse a Marchesa. E eles viram para o Rick, é uma cena que eles viram um rosto para o Rick, e o Rick aprova eles cantarem.
E ele canta a Marchesa com, que é aquela cena que até fiz um short sobre ela. Ele canta, mas às vezes aquelas pessoas ali que eram realmente refugiados, né, e eles cantam o hino da França com muita, com muita, com muita— inclusive tinha aquela atriz lá que eu falei, que é Gisele Yvonne, ela tá nessa cena. Ela era uma atriz francesa que tinha fugido dos nazistas, então ela chora e chora de verdade, né. Eles não cortaram aquilo ali, não é atuação, ela realmente chorou quando aquela música foi tocada.
É uma cena famosa, até tem um short à parte só para essa cena, essa cena é muito famosa e tudo mais. Logo por causa deles terem cantado, os nazistas mandam fechar o Bar do Rick. O Bar do Rick é fechado e o Vitor Laszlo e a Ilse fogem, né? Aí quando eles chegam no hotel, o Vitor Laszlo vira para a Ilse e pergunta: o que que aconteceu em Paris enquanto eu tava no campo de concentração? E ela responde: nada. E isso deixa pro Vitor Hagen muito claro que tinha acontecido alguma coisa, né?
Depois disso, o Vitor Hagen vai pra um encontro, um encontro que ele era uma liderança, né? Isso é muito mostrado no decorrer do filme, ele era uma liderança ali dos revoltosos contra os nazistas. Então ele vai pro encontro desses revoltosos junto com o Métrico Soares. Então o Métrico Soares Tá lá com ele, lá ajudando o Vitor Laszlo. Ele também faz parte desses revoltosos da França Livre, né? Isso não é muito mostrado, mas só aparece nesse momento que ele é um revoltoso.
Ao mesmo tempo que isso tá acontecendo, a Nilson vai ao escritório. Na verdade, nesse caso não é o escritório mais, ele tem uma casa em cima do bar também. É a casa do do Rick, né, para contar para ele toda a verdade, que ela já era casada com o Victor Laszlo na época deles em Paris, que ele tinha sido preso e ido para o campo de concentração já nesse momento, é que ela tava fugindo e que ele foi para ela uma válvula de escape para aquilo tudo que tava acontecendo, mas que ela se apaixonou por ele e que ela era completamente apaixonada e tudo mais, que ele tinha que decidir o que que ele ia fazer.
E ele fala para ela que ia dar, ele e ela iam fugir de Casablanca, que ele ia dar um salvo-conduto para ela e ia ficar com salvo-conduto. E ela aceita isso porque era o amor, né, aliás, era apaixonado e tudo mais. Logo depois Disso aí entra, né, o Mestre Jô Soares com o Vitor Laje. O Vitor Laje se machuca, ele tem uns cortes, né, no braço. Ele cita isso. E nesse momento, Vitor Laje fala para o Rick assim: olha, eu sei que eu e você somos apaixonados pela mesma mulher, e ela é apaixonada por nós dois.
Então, se você tiver que fazer alguma coisa você leva ela embora. Isso já depois que ele tinha falado que ia levar ela embora, tá? E ele fica ali em Casablanca sem problema. É, e aí o que acontece? A partir daí o Rick começa o plano dele. Ele vai ao Capitão Renault e fala para o Capitão Renault o seguinte: olha, eu vou prender o Vitor Lázaro, a gente vai prender o Vitor Lázaro porque eu gosto da Ilse e eu quero que esse cara seja preso.
O que acontece? Eu vou combinar com você aqui e no momento que eu entregar para ele salvo-conduto, você vai prender ele. Ele combina com o Capitão Herô, ele vai ao Vitor Lázaro e fala que vai dar o salvo-conduto para ele. Isso, né, mas ele tinha falado para Ilça que ele ia dar o salvo-conduto para ela e ficar com outro. Logo depois pula para cena que é o dia que eles vão fugir. Chega o Vitor Lázaro no bar Ele entrega, né, ele recebe o salvo, ele, no momento que ele recebe, o Rick entrega o salvo-conduto para ele.
Eles vêm, o Capitão Renua prendeu o Victor Laszlo. E nesse momento o Rick vira uma arma, aponta para o Capitão Renua e fala assim: não, você não vai prender ele. E aí ele falou: leva a gente para o aeroporto. No momento que ele, não, ele liga, fala, liga para o para o aeroporto e fala que o avião vai sair com o Vitor Lázaro. Aí ele liga para o aeroporto. Em vez de ligar para o aeroporto, ele liga para o major, o major nazista.
Nesse momento que ele liga para o major nazista, o major nazista vai para o aeroporto. Eles vão para o aeroporto também, né? Só que eles chegam primeiro no aeroporto. E aí tem aquela cena E uma cena também muito clássica, uma cena muito clássica da história do cinema, uma cena que 10 de 10 ela aparece assim quando fala cenas clássicas do cinema, aparece a cena. E essa é a cena da despedida, porque na verdade ele aí que ele conta para ela o plano, o Rick conta o plano.
O plano sempre foi levar o Vitor Largo embora, porque o Vitor Largo era o herói, era o cara que ia salvar a galera na guerra. E aí que acontece Ela fala: não, mas não era isso que eu queria. Aí ele fala várias: não. E aí ela pergunta: o que que vai ser da gente? Ele responde uma frase inesquecível. O que que ele responde? Nós sempre teremos Paris. É porque ele vai falar, de repente ele entra, ele fala: ah, se eu fosse com você, você deixasse o Vitor Laszlo, você ia se arrepender.
Podia não ser hoje, podia não ser amanhã, mas uma hora eu tenho certeza que você ia se arrepender de ter deixado o Vitor Live para trás. Isso também é uma frase, essa cena toda é muito clássica. E ele fala pela última vez, né, é, é uma frase clássica, né. E nesse momento é o Vitor Live cumprimenta ele e fala assim, bem-vindo de volta à luta, né. Porque é contado que a única coisa do passado que você sabe do Rick É que ele tinha lutado com os espanhóis contra os fascistas e que ele tinha lutado contra os— na Batalha da África, ele tinha lutado contra os alemães, né?
Logo depois disso, o Victor Laszlo entra no avião junto com a Ilse, eles estão saindo e chega o major alemão. Nisso, o Rick vai lá e tem uma cena meio run shot first, né? Ele atira no— os dois atiram, mas o Rick acerta o tiro. E aí meio que acaba o filme. O Capitão Renault meio que encoberta aquela história porque ele fica do lado do Victor Lago. Essa cena é muito— e aí eles têm uma cena que eles falam, ah, isso aqui vai virar uma grande amizade.
E aí o filme acaba, o filme acaba assim. Bom, esse filme, eu vou fazer um prólogo desse filme. Esse filme também não tem conto, esse é um filme perfeito, é um filme obrigatório assim, é um filme que todo mundo deveria ver, é um filme muito clássico da história do cinema, é um filme muito importante, é um filme que ele fala coisas que são muito relevantes até hoje, né? É, é, é, é o, então ele tem prós, o prós um deles é, ele inspirou vários filmes, é um filme muito histórico, é um filme muito pensado preto e branco, é um filme que tudo naquele filme dá muito certo, é um filme que ele tem tramas, ele tem subtramas, Ele tem histórias paralelas que vão acontecendo ao mesmo tempo, principalmente a história do Vitor Laje, da importância dele.
Tem coisas que são passadas assim. Ele não é um filme longo, ele é um filme de 1 hora e 40, ele é bem curtinho. É um filme de guerra feito no meio da guerra, né? Isso, se você parar para pensar, é muito louco. É um filme que tá falando da guerra no meio da guerra e falando assim duramente da guerra, na medida do possível que se podia falar duro de uma guerra naquele momento. E ele tá contando ali histórias de guerra, né? O Bogart, a Ingrid Bergman e o Paul Harris, eles são incríveis nesse filme.
O Paul Harris, quando ele entra com o Vitor Lázaro, ele põe o filme de assalto assim. Ele é um ator coadjuvante, tanto que depois ele foi fazer alguns filmes de sucesso, né, como protagonista, porque ele era esse tipo de ator meio coadjuvante. Mas nesse momento ele meio Como ele toma esse filme de assalto para ele. Ele não tá nem na capa, e ele, mas ele rouba a cena nesse filme. É um grande filme noir. E aí ele é um filme que deixa uma grande pergunta, que é o seguinte: o romance da Ilse e do Rick, ele é um plano de fundo do filme ou ele é o protagonismo?
Esse filme é um filme de romance ou ele é um filme de guerra? Ou ele é os dois? A guerra, o Vitor Lajos, ele traz esse equilíbrio. Se ele é um filme de guerra ou se ele é um filme de romance, né? Por incrível que pareça, eu acho que a Ilse não beija o Vitor Lajos durante o filme. Eu não lembro de ter cena, eu acho que não. E ela beija o Mickey várias vezes no filme, né? É uma cena para você ver como é que é, o que que é mais, o que que é mais importante, o romance ou a guerra, né?
É legal esse filme, esse filme é incrível, né? Ele é um filme ganhador de Oscar de melhor filme, né? Ele é um filme que realmente muda a história do cinema. E pra quem não sabe, isso eu acho que eu falei rapidinho, ele não foi um boom de bilheteria no primeiro momento. Ele foi um filme que fez sucesso e tudo mais, mas o boom dele é depois, principalmente depois que a guerra acaba, né? Ele virou um fenômeno, assim, ele foi um sucesso, assim, estrondoso.
Ele passou no cinema várias vezes, é um filme inclusive muito importante para a história de vários cinemas, ele passou em vários lugares, né? E por conta disso, eu acho que um dos grandes assuntos que a gente vai falar nesse episódio é a importância do que tá acontecendo com essa história da Paramount, Skydance comprando a Warner, porque esse era o grande filme. A Netflix, quando comprou a Warner naquele primeiro momento, Inclusive ela deu um destaque que ela tinha comprado Casablanca, porque ela falava lá de Harry Potter, não sei o quê, e falava de Casablanca.
Falava lá de Senhor dos Anéis também, mas dava um destaque. Inclusive quando você entrava no site aparecia a cena da Ilse pedindo para o Sam tocar essa Ghostbusters, né? Então é um filme que tem cenas muito inesquecíveis. É um filme muito importante. Eu tenho um grande, uma grande preocupação, e a Paramount vai tratar mal esse filme. Eu espero muito, na minha ideia, que a Paramount faça um trabalho cuidadoso com esse filme. Primeira coisa é o seguinte, é tratar ele bem, deixar ele do jeito que tá.
Ele já tá bonito, ele já tá remasterizado, nem precisa fazer mais nada com ele. Não precisa, não quero ver A Paramount fazendo uma versão colorizada desse filme, um remake desse filme. Ele não precisa de remake. Ele nunca vai ter o contexto original que ele teve, que tá se passando no meio da guerra, e um filme falando de guerra. Então eu tenho uma preocupação muito grande de trazerem outros atores, fazer uma nova versão desse filme.
Espero que isso nunca aconteça. Esse é um filme que não merece um remake. Ele já é perfeito originalmente. E ele não era um filme que era pensado para ser blockbuster, né? Nessa época não tinha essas coisas. Ele é um filme pensado para época dele. E por conta disso, eu acho que essa é minha preocupação com a Paramount, porque As Pedras têm se tratado muito mal de propriedade da Paramount. O Star Trek tá aí para provar isso, né?
Star Trek ter sido tirado dos streamings ao redor do mundo foi um absurdo assim. Você tirou para nem botar, eles tiraram e não colocaram no Paramount Plus, né, os streamings. No Brasil a gente tá sem acesso à Nova Geração, por exemplo, só se você vê lá na Pluto TV, mas a Pluto TV também não é lá essas coisas, não é um streaming bom assim. E por conta disso me preocupa um pouco o que que vai ser feito com esse filme. Esse filme é um filme sensacional, é um filme muito importante.
Ele é talvez junto lá com os outros dois que eu falei, essa é a trindade dos filmes da Era de Ouro, né? Junto lá com O Vento Levou e junto com O Mágico de Oz. Essa talvez seja a grande trindade dos filmes. Tem o King Kong original também. Ele entra ali como um quarto filme, ele é um filme muito importante ali, mas eu acredito muito bem que esse filme ele não pode ser tratado de qualquer jeito, ele tem que ser tratado com uma grande honraria.
Meu medo é que a Paramount não é uma empresa, não a Paramount em si, né, mas a Skydance não é uma empresa de cinema, é uma empresa de computação, ela é baseada lá naquela história da Oracle e tudo mais. Da família Ellison lá, os caras da Oracle, que é uma empresa de tecnologia e não tem nada a ver com esse negócio. A Amazon faz um trabalho muito interessante com a MGM, embora tem aquele negócio lá do channel, que aquilo ali não tem nada a ver, de que a gente fica promovendo o channel da MGM, embora MGM já seja deles.
Eles ficam jogando filme de um lado para o outro, filmes históricos que eles têm, mas ainda assim é melhor do que eles esconderem os filmes como acontece com a Paramount, tem acontecido ultimamente. Eu tenho muito medo em relação a isso, mas espero que as coisas sejam bem tratadas, porque esse filme é um dos grandes filmes da história do cinema. Não é para menos, não, ele é um grande filme mesmo. Existe uma história antes desse filme, depois desse filme.
Esse filme meio que dita o que vai ser Ele faz história, ele traz ali grandes atores, né? Ele muda a carreira de uma galera. Tinha de, ele quase que tinha de melhor a Warner em termos de atores. O Paul Reubens, o Bogart e a Ingrid Bergman eram os melhores atores da Warner naquele momento. Talvez tivesse a Bette Davis, mas correndo por fora. E ali, esse filme, por isso esse filme é tão importante. E por conta disso, acho que a gente tem que entender a importância histórica desse filme e que a Paramount não pode, a Paramount Finance não pode destratar esse filme como a forma que ele tá sendo, ele pode ser destratado de uma forma geral.
E bom, é isso, esse foi o episódio da semana. A gente saiu atrasado, saiu hoje no dia 7, que inclusive é o dia do meu aniversário. É, mas espero que vocês tenham gostado. E é isso, valeu, falou, um abraço!