DM #114 – Quimbanda & Cabeça Forte – com Athos Guizzardi
Aí sim!
A quimbanda é um culto iniciático – ou deveria ser.
Por isso subentende-se não apenas o 1) caráter iniciatório, no sentido da admissão do praticante mediante a uma cerimônia de transferência de poder, conhecimento e responsabilidades, mas subentende-se também 2) a ideia da elaboração do ser, no sentido do iniciado desenvolver seu poder pessoal a partir de uma autorresponsabilização que culmina na revisão de suas posturas nas várias áreas de sua vida. Esse ganho de autonomia integral é o fundamento e o objetivo de qualquer sistema místico ou mágico que tenha esse caráter iniciático.
Ora, se o indivíduo foi realmente iniciado, se ele passou por essa transferência de poder, então ele possui responsabilidade para olhar para si de forma crua e visceral e buscar integrar suas sombras e dissolver suas incoerências – internas e externas. Mas é fácil falar, escrever e filosofar, difícil é praticar.
Nesse episódio nos debruçamos sobre o caráter psíquico que cada falange de entidades carrega consigo e como esses complexos atravessam e influenciam os iniciados, médiuns e operadores que andam e lidam com essas inteligências cotidianamente. Discutimos sobre as implicações psicológicas da iniciação, e como administrar de forma honesta o poder e o conhecimento que é adquirido ao longo da jornada.
Quem for bom pode entrar, quem não for fica lá fora.
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