Episódios de Adriana Calcanhotto - Biografia Relâmpag0:00 / 6:53
Adriana Calcanhotto: a voz que definiu os anos 90 (Parte 1)
23 de abril de 20266min
Escuta com o transcrição completa abaixo.
━━━ Transcrição ━━━
Mas tenho acesso a cada entrevista, cada disco, cada fita cassete, cada fofoca de estúdio, da música lusófona. E te trago tudo isso sem perder a aula de quem não viu essas gravações da vitrola do pai, isso é, biografia Relango, o sobre os ícones da música Estão Fazendo barulho Bora Mesmo. Hoje, Adriana Calcanotto, olha só, a Adriana Calcanotto é daquelas artistas que não precisa de grandes alardes pra continuar sendo gigante. Enquanto escrevo isso em abril de 2026, ela segue fazendo o que sempre fez melhor, criar música que respira a música que respira, sem pressa, sem barulho e desnecessário, mas sempre presente né, como aquela amiga que não lida todo dia mas quando liga doce para todo para ouvir, cara, deixo te contar, no silêncio da Adriana nas manchetes das últimas semanas, é quase poético. Num mundo onde artista precisa postar todo dia para existir, ela simplesmente, existe, e existe como na força que poucos têm. É o que acontece quando você e 5 anos sem nunca ter traído a sua própria voz. Porto Alegre, 3 de outubro de 965, da pequena Adriana da Cunha Calcanotto cresceu na cidade que respirava rock gaúcho mas também carregava Pampa, filha de Carlos Calcanotto, músico de jazz, e Neusa da Cunha professora professora. O número exato é esse, aos 8 times já tocava violão, aos 17 largou a faculdade de jornalismo para ser música, e pai, jazista que era, entendeu na hora, a fita conta outra coisa. Em 1990, quando ela chegou no rio com 1 violão e 1 mala de roupas, ninguém sabia muito bem o que fazer com aquela gaucha de voz surrada, que não cabia em gaveta nenhuma. Não era bossa nova, não era a MPB tradicional, não era a Rocky, era Adriana. E isso, meu amigo, levou 1 tempo para a indústria entender. Em Guysso, no disco de estreia, saiu quando o Brasil Aluno tentava entender o que era ser Brasil, depois da ditadura. E a Guiana chegou naquela voz que parecia conversar com você no ouvido, cantando sobre verba Nunes e inveja. Não foi sucesso imediato, pois quem não ouviu, nunca mais esqueceu. O que me mata na Adriana, eu uso mata no melhor sentido possível, é a coragem de ser pequena quando o todo mundo quer ser grande. Era fissura no mundo de gritas, faz álbum conceitual sobre mar, onde todo mundo quer hit de verão. E olha que paradoxo lindo, justamente por isso é a imensa, 1998, marítimo, cara pausa reverente aqui. Se você nunca ouviu o marítimo de começo ao fim, ou na tarde de domingo, com a janela aberta pro mar, mesmo que seu mar seja o que é tem, e o sino conhece Adriana de verdade, você não conhece Adriana de verdade. Foi o começo de Na trilogia que só ela teria paciência de completar em 21 anos. Marítimo em 98, maré em 2019. 3 discos sobre água, sobre movimento, sobre o que fica e o que vai, e número disso tudo sabe o que ela faz. É a fa? Inventa Adriana Parking pin, 1 cantora pra crianças que não subestima criança. Danho Grêmio Latim em 2005 como show, porque é isso que gênio faz, né
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━━━ Transcrição ━━━
Mas tenho acesso a cada entrevista, cada disco, cada fita cassete, cada fofoca de estúdio, da música lusófona. E te trago tudo isso sem perder a aula de quem não viu essas gravações da vitrola do pai, isso é, biografia Relango, o sobre os ícones da música Estão Fazendo barulho Bora Mesmo. Hoje, Adriana Calcanotto, olha só, a Adriana Calcanotto é daquelas artistas que não precisa de grandes alardes pra continuar sendo gigante. Enquanto escrevo isso em abril de 2026, ela segue fazendo o que sempre fez melhor, criar música que respira a música que respira, sem pressa, sem barulho e desnecessário, mas sempre presente né, como aquela amiga que não lida todo dia mas quando liga doce para todo para ouvir, cara, deixo te contar, no silêncio da Adriana nas manchetes das últimas semanas, é quase poético. Num mundo onde artista precisa postar todo dia para existir, ela simplesmente, existe, e existe como na força que poucos têm. É o que acontece quando você e 5 anos sem nunca ter traído a sua própria voz. Porto Alegre, 3 de outubro de 965, da pequena Adriana da Cunha Calcanotto cresceu na cidade que respirava rock gaúcho mas também carregava Pampa, filha de Carlos Calcanotto, músico de jazz, e Neusa da Cunha professora professora. O número exato é esse, aos 8 times já tocava violão, aos 17 largou a faculdade de jornalismo para ser música, e pai, jazista que era, entendeu na hora, a fita conta outra coisa. Em 1990, quando ela chegou no rio com 1 violão e 1 mala de roupas, ninguém sabia muito bem o que fazer com aquela gaucha de voz surrada, que não cabia em gaveta nenhuma. Não era bossa nova, não era a MPB tradicional, não era a Rocky, era Adriana. E isso, meu amigo, levou 1 tempo para a indústria entender. Em Guysso, no disco de estreia, saiu quando o Brasil Aluno tentava entender o que era ser Brasil, depois da ditadura. E a Guiana chegou naquela voz que parecia conversar com você no ouvido, cantando sobre verba Nunes e inveja. Não foi sucesso imediato, pois quem não ouviu, nunca mais esqueceu. O que me mata na Adriana, eu uso mata no melhor sentido possível, é a coragem de ser pequena quando o todo mundo quer ser grande. Era fissura no mundo de gritas, faz álbum conceitual sobre mar, onde todo mundo quer hit de verão. E olha que paradoxo lindo, justamente por isso é a imensa, 1998, marítimo, cara pausa reverente aqui. Se você nunca ouviu o marítimo de começo ao fim, ou na tarde de domingo, com a janela aberta pro mar, mesmo que seu mar seja o que é tem, e o sino conhece Adriana de verdade, você não conhece Adriana de verdade. Foi o começo de Na trilogia que só ela teria paciência de completar em 21 anos. Marítimo em 98, maré em 2019. 3 discos sobre água, sobre movimento, sobre o que fica e o que vai, e número disso tudo sabe o que ela faz. É a fa? Inventa Adriana Parking pin, 1 cantora pra crianças que não subestima criança. Danho Grêmio Latim em 2005 como show, porque é isso que gênio faz, né
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