EP#60 - UM LIVRO, UMA CONVERSA - ALEXANDRE MACEDO E EDUARDO AUGUSTO
Dedicado à literatura, o programa “Um livro, uma conversa” vai ao ar toda terça-feira, às 18h, na Parahyba FM 103.9.
FICHA TÉCNICA
Data de Veiculação: 21/04/2026
Produção: Yara Guerra
Edição de áudio: Ivson Lira
Este programa é um produto da Rádio Parahyba FM, emissora da Empresa Paraibana de Comunicação.
Xavana Selasna
Alexandre Macedo
Eduardo Augusto
- Tendências do mercado editorialEditora União e sua história · Livraria União como espaço cultural · Políticas públicas para a literatura · Interiorização das ações literárias · Diversidade de gêneros literários na Paraíba
- Publicação e Edição de LivrosO papel do editor e o 'olho do editor' · Diálogo entre editor e autor · Edital José Lins do Rego · Edital Juventude nas Letras · Publicação de e-books vs. livros impressos
- Literatura e CulturaClássicos da literatura paraibana (Zé Lins do Rego, Augusto dos Anjos) · Autores contemporâneos e novas gerações · Geração 59 · Coletivos literários e oficinas de escrita
- Importância da LeituraLeitura como ferramenta para todas as profissões · Livro impresso como peça de arte e lazer · O papel do rádio e do jornal impresso na era digital
- Encontro de Editores, Livreiros e Distribuidores e Gráficos (EELDG)Parcerias com outras instituições e cidades · Lançamento de livros de diversos autores · Grupo de leitura Literar
- Trajetória de Alfredo PrettoCarreira no jornal A União · Atuação na Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) · Direção de documentários
- Relação de Eduardo e AlessandraGerência da Livraria A União · Experiência no ramo livreiro · Graduação em Ciências Sociais
Programa não recomendado para menores de 10 anos. Está entrando no ar? Um livro, uma conversa. Literatura em altos papos. Pegue seu café e acompanhe o encontro entre dois escritores convidados.
Muito boa noite pra você, ouvinte da Paraíba FM. Eu sou Xavana Selasna e tá entrando no ar mais um episódio do nosso programa literário Um Livro, Uma Conversa, feito pra você que respira literatura e valoriza a produção cultural paraibana. O episódio de hoje traz um tema fundamental pra quem ama livros, mas também se interessa pelos bastidores do universo literário, mercado editorial e processo de publicação de livros.
Para falar sobre esse assunto, recebemos dois convidados que são referência na área, Eduardo Augusto e Alexandre Macedo. Eduardo Augusto é gerente da livraria A União, um importante aparelho cultural da empresa paraibana de comunicação, a EPC.
escreve para o jornal A União e colabora com o suplemento Correio das Artes. Ele possui quase 30 anos dedicados ao ramo livreiro e atualmente é graduando em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Paraíba. Já Alexandre Macedo é editor de livros na editora A União e possui uma trajetória consolidada na área cultural.
É graduado em comunicação social com habilitação em jornalismo pela UFPB e já atuou como editor do caderno de cultura do jornal A União, como assessor de imprensa na Fundação Cultural de João Pessoa, a Funjope, e também como gerente de cinema na Secretaria Estadual de Cultura da Paraíba, a Seculti PB.
Além disso, Alexandre também dirigiu documentários como Charge de Rua, Condutor de Metais e Brincantes Brasileiros da Paraíba. Os dois trazem um olhar apurado e experiente sobre como funciona o mercado editorial, os desafios da publicação de livros e o papel das políticas públicas na circulação da produção literária paraibana. Acompanhe!
Boa noite a todos, meu nome é Eduardo Augusto, gerente da Livraria União e hoje estou aqui com meu amigo Alexandre Macedo para a gente falar sobre literatura, mercado editorial, aqui no Um Livro e Uma Conversa. Então, estamos aqui hoje, eu sou o Alexandre Macedo, sou gerente da Editora União e vamos bater um papo sobre isso que o Eduardo já falou, esses temas, mercado editorial, o mercado do livro e as nossas ações também da Editora União paraíba fora e até além das fronteiras.
Xano, o que é que você pode falar sobre a sua trajetória no mercado editorial? Você que vem recentemente já nesse ano a editora, foram os seus desafios, você encontrou a receber a editora informação e conte aí as suas etapas.
Eu sou jornalista por formação pela Universidade Federal da Paraíba, formado em Comunicação Social, graduado em Jornalismo. Trabalhei em assessorias de imprensa, como da Funjop, da Secult, fui gerente de audiovisual da Secult. E no ano de 2014 fui para o jornal União.
Fiquei do Jornal União de 2014 a 2019 como editor do Caderno de Cultura. Em 2019 fui convidado por Nanda H6, quando assumiu a EPC, para gerenciar a Editora União. A Editora União, que é uma entidade cultural muito antiga, a gente tem registro de 1923, mais precisamente do livro Paraíbe Seus Problemas, de José Américo de Almeida, que já tinha sido feito na editora que eles chamavam a editora da imprensa oficial.
Temos registros até anteriores do livro Eu, de Augusto dos Anjos, com notas no jornal que ele pretendia republicar também pela editora. Mas, ao longo do tempo, a editora passou alguns períodos desativadas, dependia muito do gestor.
da sensibilidade do gestor. E a partir da criação da empresa Paraibana de Comunicação em 2019, ela passou a existir de fato e de direito. Ela já existia de direito, mas passou a existir realmente de fato. Com a equipe da editora, fazendo todo o trabalho de editoração, no qual eu coordeno como editor. E que temos na equipe normalizadores, revisores, design gráfico, redatores. Então, e a partir do concurso também, foi possível...
incrementar e trazer pessoas com bastante qualidade artística e habilidade profissional. E acredito que a editora hoje vive um dos seus melhores momentos. Ah, que maravilha. Qual foi o sucesso aí na sua trajetória aí na editora? Qual foi o maior sucesso que você aponta assim na livraria? Ou na editora? Na livraria a gente fala já. Eu vou voltar devolvendo as perguntas para não ficar você me entrevistando. Mas, enfim.
Eu acredito que é essa ampliação das ações ano a ano. A gente começou de uma forma ainda um pouco tímida, nos primeiros anos, fazendo eventos que estavam mais centralizados em João Pessoa e Campina Grande. Depois começamos a enveredar pelo Sertão e Alto Sertão. Fomos chegando na cidade de Pato, Souza, Cajazeiras, e fazendo a noite da literatura e também realizando parcerias com grupos.
locais coletivos dessas cidades, por exemplo, lá em Cajazeiras a gente fez uma parceria muito bacana com a ACAL, de lá, que é a Academia de Artes e Letras de Cajazeiras. Em Sousa fizemos uma parceria com o BNB Cultural. Em Patos fizemos uma parceria muito boa com a Funes, que é a Fundação Hernando e Sátrio. Em Campina Grande fizemos uma parceria muito boa com a Academia Campinense de Letras e Artes, Academia de Letras e Artes de Campina Grande e com o Sebo Cata Livros também.
E aí, nesses primeiros anos, começamos a enveredar Paraíba fora, né? Porque a nossa preocupação é que a editora é estadual, ela não é uma editora de João Pessoa. A editora tem que acolher os novos escritores dos vários recantos da Paraíba. Então, a partir de 2020, 2021, passamos a pandemia e depois na retomada, isso eu falo de forma informal. O projeto era que assim, como fazer para ir além da BR-230? Foi quando a gente começou a enveredar pelas duas regiões da Paraíba além da BR.
que fomos para Monteiro, aí fomos para Caturité, depois fomos para Araruna, Catolé do Rocha. Então começamos realmente a participar de eventos em todas as localidades, Cuxixola, Serra da Raiz. E aí conheci várias pessoas, vários estudantes das escolas públicas que tinham alguns inscritos em casa e que não sabiam qual era o caminho do livro e a gente passou a bater um papo com essas pessoas.
E hoje a editora União está consolidada, tem uma procura muito grande. Eu acho que esse ano foi um ano de consolidação mesmo, de muita procura, porque à medida que a gente foi colocando os nossos produtos editoriais na rua...
eles foram despertando também esse interesse pela editora. Eu acho que por conta da qualidade mesmo editorial, que a gente prioriza muito a qualidade editorial, as normas também técnicas da ABNT, os registros, ISBN, ficha técnica, ficha catalográfica, normalização, revisão de texto, faz uma revisão crítica dos trabalhos. Também houve nesse ínterim também surgir o Conselho Editorial da Editora União.
que é um equipamento de suma importância para dar, eu diria assim, uma transparência necessária ao uso do dinheiro público.
Então, isso é uma forma dos escritores submeterem suas obras para que o Conselho Editorial dê um parecer e a gente possa fazer uma parceria com esses escritores. Muitos deles, a gente já conseguiu, já lançamos vários livros pelo Conselho Editorial, como um livro recente de Clemente Rosas, como um livro do escritor Claudio Limeira também. Todos esses livros, quando termina a parte da editora, aí a gente vai lá para a Livraria União para fazer o lançamento e a comercialização. Aí agora é contigo para falar um pouco da Livraria União.
Vamos embora. A arquitetura é cheia de história com Alexandre. Eu posso falar um pouco da livraria, mas um pouco da minha história que é ligada a livro já desde sempre. Já nem me entendo sem o livro. Eu comecei a trabalhar no Sebo Cultural, do nosso amigo Edberto Coelho, no final dos anos 90.
E passei um bom tempo lá, acho que passei uns 15 anos lá, aprendendo tudo que podia sobre livro. Também passei pela livraria Leitura também, passei gerenciando a parte de livro lá também 10 anos quase, pela Saraiva.
E acabei caindo aqui na União, a priori a convite do William Costa, nosso diretor de mídia impressa, para assessorá-lo e depois para criar a Livraria União, que acho que depois da Paraíba FM é a mais nova caçula da EPC.
E eu fiquei com essa incumbência de botar para funcionar e agilizar a livraria. Eu acho que a livraria hoje está bem consolidada como um espaço da literatura paraibana. A gente tem tido muitos lançamentos, como o Alexandre já falou, tudo que sai da editora a gente lança lá, faz os eventos bacana.
eventos grandes, com a presença de autoridades. A gente tem tido muita parceria com editoras de fora do estado, de São Paulo, Rio, Belo Horizonte. Tem sido bem bacana essa fase da livraria. Aí a gente também criou o grupo de leitura, o Literar, que ano que vem já vai completar dois anos de existência. Já lemos muitos autores locais.
que é a pegada do Clube É Essa, é ler nossos autores, os livros publicados não só pela editora União, mas por outras editoras aqui da Paraíba. E é isso, a livraria tem tido um sucesso muito grande, a aceitação tem sido um espaço...
para o autor ter sua obra exposta, ter sua obra lançada. E é isso, acho que a livraria tem tido esse sucesso com a parceria, com o Alexandre, que está aqui, que faz o trabalho com a gente lá, de lançar os livros da editora. Acho que um dos lançamentos bacanas foi o do...
do Políbio Alves, foi bem bacana, a gente lançou também o livro do Samuel Amaral sobre o Bill Ramos, também foi muita gente, foi bem bacana, entre outros, eu acho que é um... Acho que as livrarias são bem importantes para escoar a produção, acho que esses pontos de venda, esses nichos que a gente cria...
com as livrarias, são importantes. Nesse momento da era digital, que a gente fica apegado ao celular, então um pontinho de leitura como esse tira a gente da tela, a tela que tem atrapalhado tanto e criado tanta gente que não lê, que não gosta do livro, que acha que o livro vai desaparecer. Eu acho que aí não vai, a gente vai ter muitos anos ainda com esse livro de papel.
E o que você acha desse momento histórico? Primeiro, pegando o gancho que você falou da livraria, realmente a livraria começou como um ponto de escoamento da nossa produção, editorial, mas que depois eu acho que convergiu para um ponto de cultura mesmo, um ponto de convergência cultural, onde as pessoas vão...
Às vezes para procurar um livro, às vezes para conversar, tomar um cafezinho, encontrar um autor, que acompanha a editora de Pernambuco, que a gente também tem uma parceria importante. Lançamos o livro Além do Ipiranga, numa coedição com a CEP, né? Do Télio Farias, né? Do Télio Farias, que é de lá de Campina Grande.
E aí eu só falo mais um pouquinho como, por exemplo, o escritor que não publicou pela Editora União, mas que pretende lançar o seu livro na Livraria União. Como é que faz? A gente não tem nenhuma barreira contra isso. A gente lança de todo mundo, né? Não tem... Isso é nos procurar ou pelo Instagram ou indo lá. A gente conversa sobre datas, sobre o que ele quer para o lançamento, sobre as condições comerciais e a gente lança todo mundo. A gente não tem muito...
Muitas barreiras, assim. A barreira é só quando tem coisa no espaço cultural, né? Onde a gente fica localizado. No espaço cultural dos Alins de Urrego, no Box 13. Quando tem evento, a gente acaba não tendo possibilidade de fazer lançamento. Mas todos os autores estão convidados a conhecer. Quem não tem livro lá, vá lá conhecer. Botar seu livro, fazer seu lançamento. Eu acho que é um lugar bacana.
A gente também faz lançamentos fora da livraria. A gente pode ir para um café, pode ir para algum lugar que o autor deseje esse apoio, esse suporte. Eu fiz essa pergunta assim como um tom de provocação para a gente colocar a diferença entre uma editora e uma livraria pública de uma privada. Então assim, a editora pública é dos escritores, ela é dos estudantes.
nem tudo vai ser possível fazer lá mas é um espaço do Paraibano assim como a livraria que eu acho que quem estiver aqui em João Pessoa quem vier do interior tira um tempinho, vai lá no espaço cultural o espaço cultural é cheio de coisas bacanas pra se ver tem um cinema maravilhoso que é o Cine Bangueco, cinema de arte fora do circuito comercial tem a sala de concertos do Zé Lins do Rego tem a sala de concertos do Maestro Zé Siqueira Milhanteca
tem a biblioteca, tem o Museu José Lins do Rego, mas eu não sou da Funesco, estou fazendo essa propaganda toda para dizer que lá dentro também tem a Livraria, a União, que acolhe as nossas publicações da Editora União e que está de portas abertas para qualquer amante do livro, amante da boa literatura. Estamos lá para oferecer o melhor da literatura paraibana.
Tatiana Cavalcante, que é a gestora da Biblioteca Juarez da Gama Batista e que tem sido uma parceira muito importante na penetração da editora e da livraria no interior da Paraíba, que a gente participa da... como é o nome do projeto? Do Agosto das Letras. Vou estender o abraço também a Saliere, que é o parceiro de Tatiana, que trabalha lá com ela.
levando o Sará, os Poéticos, vai à livraria e à editora junto, junto com a Biblioteca do Espaço Cultural. Aí acontece Sará, os Poéticos, acontecem oficinas de contação de história, oficina de design, de colagem. A gente vai para as escolas públicas municipais e estaduais, bater papo com os alunos, falar para eles quais os caminhos do livro, como publicar um livro.
E ter essa experiência, ter o contato com as pessoas. A gente não vai também só para falar, a gente vai para escutar também, para aprender com a realidade de cada cidade. E o conhecimento é compartilhado. A gente não vai para levar para as pessoas, simplesmente para levar a mensagem do governo.
A gente vai também para fazer um escuta, assim, quais as necessidades de cada região, o que é que a gente pode fazer juntos, o que é que é possível, o que é que está dentro das nossas possibilidades. E assim, num bate-papo, numa conversa muito franca, olho no olho, dizendo o que é possível, muitas vezes dizendo que não é possível também.
realizar algumas ações, mas esse projeto, como outros de interiorização, tem tido um êxito muito grande, porque nos proporciona também fazer meio que uma radiografia da Paraíba no aspecto cultural, especialmente literário, que é o que a gente está mais próximo. Então, essa experiência junto com a livraria e junto com a biblioteca da Funesc...
Eu acho um dos mais importantes eventos que tem acontecido nos últimos anos. Quem não conhece, o Paraíba na Literatura é uma coleção que começou em 2019, né Alexandre? Que traz um apanhado da literatura na Paraíba, com diversos autores e diversos perfiladores. São 20 nomes, né? Cada edição.
Então assim, eu digo sempre, Alexandre, brincando, que é o dicionário da literatura paraibana. Se você quiser saber da literatura paraibana, está nesses volumes. E aí fazendo já o... Vai ser desbrincando, mas eu estou dizendo que é mesmo. Um grande dicionário, uma fonte de pesquisa para as novas gerações. Tem tudo o que você quiser saber dos autores, tem lá do que foi produzido desde Augusto dos Anjos, ou até antes, até os dias de hoje, com o pessoal mais novo, que a gente pode mencionar aí, Tiago Germano, está lá.
Desde os clássicos aos contemporâneos, né? Exatamente. Então, assim, é um... Quem não conhece, ele está à disposição na livraria, à venda lá na livraria. Então, quem não conhece essa coleção, deve procurar.
Tem umas coisas interessantes, porque a nossa editora, por ter um caráter público, ela não é concorrente das outras editoras. Pelo contrário, a gente quer muito que as outras editoras existam e que surjam e que cada vez mais tenham as novas editoras para a gente fazer parceria, porque o nosso grande objetivo é fortalecer o mercado editorial. Então, a gente não é concorrente, a gente é parceiro, mesmo fazendo, estando atuando no mesmo campo.
eu encontrei Magno Nicolau recentemente e a gente conversando, que a gente troca muitas ideias editoriais também ele é da editora ideia, que é bem consolidada aqui também e que eu falando pra ele que as vezes as pessoas chegam pra mim e dizem, olha eu resolvi fazer o meu livro lá na editora ideia com Magno Nicolau eu disse, meu amigo você tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang tang
indo para a mão de Magno está em boas mãos está bem direcionado porque para a gente não tem essa intenção de absorver o mercado ou a maior parcela do mercado a gente quer ser uma editora pública que proporcione aos autores
Até aqueles que não dispõem de orçamento para pagar um livro, que um livro a gente sabe que é caro. Então, por isso que a gente constituiu o Conselho Editorial, para que eles possam submeter suas obras ao Conselho, que é formado por pessoas da área de letras, pessoas conceituadas, que são professores universitários, escritores, pessoas de algumas regiões do Estado, tem representação de cajazeiras, tem representação do Brejo Paraibano.
Tem representação de Campina Grande, representação de João Pessoa. Além de que tem representações femininas e masculinas, escritores e escritoras, isso é uma forma de a gente democratizar a nossa produção e, ao mesmo tempo, como eu já havia falado antes, trazer mais transparência às nossas ações.
É verdade, a gente é política de boa vizinhança, a gente tem que coexistir com as outras editoras, fomentar, eu acho que o nosso papel maior é fomentar a literatura. E fazer aquilo que você faz também, por exemplo, com o Sebo Cata Livros, lá de Campina Grande, fazer essa parceria entre a livraria e outras livrarias também.
Exato. A gente faz muito com o sebo cultural também, com outros sebos do interior, que a gente precisa fomentar a literatura, fazer com que o livro chegue na mão das pessoas. Acho que isso é o mais importante do nosso trabalho.
Já pegando o mercado, o que você tem sentido do mercado editorial? A gente passou pela Bienal, então a gente podia já falar sobre o mercado. Como é que você percebe hoje? Eu acho que a Paraíba é muito rica em novos escritores. Tem muita gente que gosta de escrever, que é árvore pela escrita. E me deixa bem claro também a diversidade das expressões.
literários, por exemplo, aqui se escreve muito Cordelta, mas também se escreve biografia, se escreve muito romance, poesia, crônicas, livro infante juvenil, escritor de livro infantil. Então essa diversidade me chama muita atenção, sabe? E a quantidade de pessoas mesmo escrevendo e muita coisa de qualidade, muitos bons conteúdos.
Eu acho que é um momento pulsante mesmo da literatura paraibana, que também foi ao longo dos anos. A Paraíba tem uma tradição muito forte na literatura, desde os clássicos, desde lá de Zé Lins do Rego, de José Américo de Almeida, de Augusto dos Anjos, que é o grande farol da literatura paraibana. E mais também Lourdes Ramalho, Vitória Lima.
Escritoras da nova geração também, Delberto Barbosa Filho, Sérgio de Castro Pinto, Marília Arnaud, e até, por exemplo, C.L. Carme, como você situou há pouco, Annalia Almeida. Annalia com um romance novo, super bem falado na praça. Então, assim, tem muitos bons livros. E eu acho que...
A gente contribui também com essa cena cultural quando está gerindo, está à frente de uma entidade pública, como é a IPC mais a gente aqui no meu caso na editora e você na livraria.
e que a gente faz uma aproximação com essa cena cultural e traz eles para perto da gente também. Então, eu acho que isso é uma forma de fazer com êxito um dos nossos objetivos, que é o fomento à literatura paraibana. Em todas as entrevistas que eu falo, eu gosto de repetir isso, às vezes fica meio repetitivo, mas eu acho que é importante reforçar algumas coisas. A gente tem que fortalecer...
através do fomento, da descentralização e da divulgação dos nossos produtos culturais. Então, acho que a gente vem fazendo isso, vem buscando cada dia aprimorar mais a nossa forma de trabalho. A gente está aberto também a ouvir novas pessoas que trazem suas sugestões, que muitas vezes a gente agrega também ao nosso cotidiano. E eu acho que parte do sucesso da...
dessa cena cultural tão pulsante da Paraíba, na área literária, é também por conta dessas iniciativas de políticas públicas para esta área. Adi, você falou no qualidade literária, e nos últimos meses muita gente lançou romance novo e livros novos. Cielo lançou...
o seu mapa arbitrário, o Renata Scarião lançou o Sírio do Sol o João Matias lançou os interiores, então a gente vê muita gente boa lançando material maravilhoso, então acho que o que você está falando é correto, a gente tem que descentralizar fomentar e impulsionar a nossa literatura, a nossa cultura, eu acho que é um caminho muito importante esse que a gente trilha aqui na EPC, na parte de literatura
E eu acho que começou assim, a hora da colheita, né? Eu acho que isso é muito resultado das nossas andanças por aí, dessas parcerias que a gente faz pelo interior do Estado. Alexandre, eu queria tocar num assunto que cabe ao editor. A gente fala muito sobre o olho do editor.
no livro, né? Assim, a gente vê que pra você escolher o livro que vai fazer um certo sucesso, que vai ter uma saída, que vai ter uma acolhida do público, tem muito desse olhar. A gente lançou recentemente o Dançando na Chuva, né? Da Tatiana Cunha e da Nélida Campos.
que foi um sucesso, elas estão na mídia e assim, foi meio que o olhar do editor, como é que tu vê isso assim, já pra gente pensar esse trabalho do editor, como é que você garimpa ó, esse livro pode ser legal esse aqui não, talvez esse é esse caminho
E assim, a gente, caminho se conhece andando, como diria Chico César. Acho que a partir do momento que você vai editorando e pegando textos de vários formatos, para mim a capa do livro e a arte do miolo vai nascendo enquanto eu vou lendo o conteúdo do livro. E aí eu vou pensando nos ícones, sabe que a gente pode...
que a gente pode utilizar, de repente, qual a cor que mais representaria aquele tipo de pensamento. E aí você vai fazendo algumas concepções e depois faz um diálogo com o design, até com o próprio autor. Eu gosto muito de bater bola com o autor, perguntar se ele já tem alguma sugestão, se ele pensou em alguma coisa para a capa do livro, que eu acho muito importante, porque para mim eu acho que o autor...
Tem essa independência editorial de arte de capa e miolo, mas para mim o autor estando satisfeito com o livro que ele escreveu é uma parte muito importante, talvez uma das mais importantes. Então eu faço muito esse diálogo com ele e procuro estabelecer entre alguma coisa que ele pensou, o que eu penso também e o que funciona realmente. Porque às vezes as coisas funcionam no pensamento da gente, mas quando a gente coloca no papel vê que não é bem assim.
Então, às vezes a ideia é boa, mas não é bem executada. Eu acho que o desafio é esse, você ir tentando equilibrar e fazer com que o produto editorial saia da melhor forma possível.
O edital José Lins do Rego, que é um edital de fomento também de suma importância para os novos autores, nas categorias romance, crônica, conto, infanto, juvenil, são cinco. E poesia. E poesia, bem lembrado. Esse também é um elemento de fomento.
muito bacana e que também a gente já tem de outros anos, já tem várias publicações e que são algumas mais vendáveis, outras menos, mas que assim, eu acho que a grande importância do edital é proporcionar que as pessoas concorram.
num certame público, de maneira igualitária. Você coloca um pseudônimo, vai lá, comissão julgadora, isenta, e que tem a avaliação do seu livro colocado por técnicos, e que para os ganhadores eles recebem uma quantidade de livros como premiação, e também tem seu livro na praça com o selo da Editora União, e com toda a divulgação da empresa paraibana de comunicação.
Foi uma coleção que a gente vendeu bem na Bienal, teve uma boa saída, muita gente procurando comprar livros de autores novos, e essa coleção foi, os outros prêmios que a gente tem e que estavam disponíveis na livraria, venderam muito bem na Bienal.
Um sucesso de venda, até que me surpreendeu, mas foi bem bacana. Acho que é um prêmio que é importante para o autor iniciante ter seu livro publicado, ver o termômetro da sua escrita, ter uma avaliação apurada. Eu acho que quando você se submete a um edital, você se propõe a isso, a saber por pessoas que são da área e ter um parecer sobre sua obra. Não necessariamente que você tenha que passar nos editais, que tenha que ser...
Mas assim, para submeter e até bater um papo sobre isso, né? Sobre como melhorar, o que pode ser melhorado, como abordagem, como será, né? Então, assim, esses prêmios, esses editais, eu acho que são espaços de fomento muito importantes. Assim como o Juventude nas Letras também, né? Que é para outro público.
O Edital Juventude nas Letras, que são pessoas especialmente estudantes até 29 anos, que também proporciona uma outra camada da população, de uma outra idade, também publicar os seus escritos, que muitas vezes estão guardados, estão numa gaveta em casa, e que as pessoas não sabem como transformá-lo em livro. Eu acho que os editais são caminhos muito pertinentes, é uma forma muito...
É democrática de você publicar, muitas vezes, o seu primeiro livro. Eu falo do seu primeiro livro porque esses dois editais que eu falei, tanto o Juventude nas Letras como o Prêmio Jair Lins do Rego, ele não é exclusivo, mas o que a gente vê é que a grande maioria de participantes deles, às vezes, é o autor estreante, talvez o seu primeiro ou segundo livro.
mas que ali não está aqui, ainda está buscando uma consolidação no mercado editorial. E isso é o que vai proporcionar que as novas gerações, que o surgimento de novos escritores, não é que todo mundo tenha que virar escritor, mas o surgimento de novos amantes da literatura, de leitores, de bons leitores, leitores críticos.
Então, assim, para mim, a área editorial não é formada apenas por escritores, mas é formada por escritores, por editores, por livreiros, por amantes da literatura, por leitores. Porque, assim... É um ecossistema, né? Sim, é. Você tem que ter público, né? Então, o bom leitor é o público do escritor, né? Então, acho que uma coisa depende da outra.
E através desses editais, eu espero que cada vez mais eles possam acontecer com mais frequência. E a editora pública está aí para isso também. Isso aí é um grande escritor, um grande nome na literatura. Mais um grande nome na literatura.
Alexandre, falando um pouco sobre essa questão de você colocar o seu trabalho à prova, ter uma avaliação, o que você tem achado das inúmeras oficinas de escrita criativa que vem surgindo? Você acha que tem nascido muita gente boa saindo dessas oficinas? Eu acho que todo espaço que fomenta a literatura...
Ele vai ser um laboratório de novos escritores. A gente tem uma geração, tem várias gerações muito fortes na literatura. E agora essa geração de João Matias e Bruno Ribeiro também, que vem despontando no mercado editorial nacional com grandes livros. Também é Beto Menezes.
Aqueles remanescentes do Clube do Conto, sabe? Desde o Clube do Conto, que tem pessoas de várias idades, né? E que alguns despontando aí. Outros depois deles também. Tem a geração de Linaldo Guedes antes também. Grande Linaldo Guedes. Junto com Astier Basílio, né? Nosso Paraíba, Nemoscou.
Poico de Bar, que eles tinham um movimento chamado Poico de Bar. E, assim, são muitas gerações. Eu acho que desde a geração 59, que é a que eu tenho estudado mais também, até por conta do Paraíba na literatura, que a gente tem muitas gerações de grandes leitores.
Da geração 59, eu conheci um dia desse, o Jean Marmoraes Souto, grande personalidade da geração 59. O próprio Clemente Rosas também, da geração 59. E depois disso aí, a gente vem com os autores, o Delberto Barbosa Filho, o Sérgio Castro Pinto, vem passando por Linaldo Guedes, o Télio Farias, lá de Campina Grande. As mulheres, muitas mulheres também na literatura paraibana.
Zabou Quintierre, Renato, Scarião, Débora Ferraz, Analia. Rose, lá de Princesa Isabel. E assim, não só escrevendo, mas fomentando também Mirtes Valesca, que faz um grande projeto lá em Boqueirão, a Flibo.
anualmente, que junta pessoas, escritores de vários lugares da Paraíba e que é onde a gente encontra os escritores, bate-papo e ali entre uma conversa e outra, tira uma dúvida, pergunta sobre o livro mais recente.
E eu acho que assim, vai fomentando a cena dessa forma, com encontro com pessoas, com coletivos, né? Quando eu vejo um coletivo de leitura, é ali que está plantada a semente, né? Para novos leitores e novos escritores, né?
Eu acho que a Paraíba não deve nada a nenhum estado do Brasil no quesito literatura. Concordo plenamente. Na livraria a gente fez, na comemoração do seu primeiro ano, a gente fez três oficinas de escrita, uma com o Tiago Germano, outra com o Bruno Ribeiro e Milena Queiroz, e outra com o Natália Protazo, que foi um sucesso, foi muito bacana participar dessas oficinas. Muita gente que foi para ver como é, para...
ver se tinha jeito para escrita, se descobriu com talento. E foi bem divertido. Acho que quem puder fazer uma oficina de escrita criativa, mesmo que não queira ser escritor, nem almeje essa carreira, faça que é muito divertido, é muito interessante. Você escrever, você receber alguns toques sobre como escrever, como elaborar um texto. Eu acho que serve para muita coisa.
Eu penso sempre assim, que você sendo um bom leitor, isso vai lhe servir para qualquer área. Às vezes quando a gente está no interior, especialmente nas escolas públicas, aí diz, olha, vamos bater um papo aqui sobre os caminhos para a publicação de um livro. Aí às vezes tem os meninos quando estão naquela fase de autoafirmação e tal, que não querem participar das coisas. Ah, mas eu não quero ser escritor. Mas você quer ser o quê? Porque se você for ser comerciante, você precisa da leitura.
Se você for ser mecânico e quiser ser um bom mecânico, você vai precisar ler. Então, assim, a leitura, ela perpassa a área da literatura. Toda a área da vida. Você necessariamente precisa ser um bom leitor para você ser um bom profissional em qualquer área de atuação, seja da automação, seja o médico, seja em qualquer área.
Corretor de imóveis, você vai ter que entender o mercado, vai ter que ler as obras sobre essa área. Então eu faço muito isso, eu faço muito essa provocação com os jovens, com os adolescentes, para que, mostrando para eles que a leitura cabe em qualquer espaço. Inclusive como eu defendo a leitura também como lazer, como divertimento mesmo.
Às vezes você passa a volta do trabalho depois de um dia bem carregado e pega um romance ali e isso lhe proporciona viajar dentro daquela história e lhe tira um pouco talvez dessa pressão social que a gente...
Queira ou queira não, uns com mais intensidade e outros menos, mas que o mercado lhe coloca em algumas situações de pressão, de ter que dar resultados, de prazos, dessa coisa. E assim, a leitura de um bom romance é muito relaxante, né? Ele faz pensar em outras possibilidades, lhe remete a outros ambientes.
A literatura como remédio. Eu acredito muito nisso também. E assim...
Eu acho que a leitura está em voga sempre, por mais que tenha os aparelhos eletrônicos, como você falou, por mais que a gente esteja ligado às novas mídias, mas o lugar do livro impresso está ali, como o lugar do rádio também estará sempre e não vai perder o lugar para nenhuma outra tecnologia, porque cada um tem sua função, cada um tem sua forma, cada um atinge a gente.
de uma forma especial, assim, que uma coisa não substitui a outra.
xodó, eu acho que dificilmente desaparecerá, como é que a gente vai sentir o cheirinho do papel no aparelho eletrônico, então acho que o livro impresso é o nosso... O livro impresso é mais do que um suporte, ele é uma peça mesmo. É uma peça de arte. É uma peça de arte, que as pessoas guardam, gostam, vai lá, passa, volta, folheia, vai lá na parte que você gosta e relê, então é isso, eu acho que cada plataforma tem o seu espaço.
mas que, assim como até o jornal impresso mesmo, né? Tem o seu charme. As pessoas acham que o jornal impresso está acabando, mas pela experiência da gente, a gente tem diversos, na EPC, diversos assinantes do jornal. E passa um dia sem chegar o jornal do cara para ver se ele não liga daqui, antes das nove horas, dizendo que o jornal dele não chegou. Então, assim, por mais que tenha o jornal... É...
digital, mas o leitor do jornal impresso ele está ali e o local do jornal impresso assim como do livro impresso está garantido sem sombra de dúvidas. Verdade. Sobre o livro impresso, como seria como as pessoas poderiam acessar você para publicar o seu livro, como é que seria o caminho poderiam lhe procurar? Já que estamos falando de novas tecnologias a gente tem o Instagram da Editora União
E também, assim, pode nos procurar na própria editora que funciona lá no bairro das indústrias, junto com o Jornal União, na EPC, na Avenida Chesp, sem número, próxima a Gauchinha. Pode também marcar com a gente na livraria, porque, assim, a gente sempre atende os escritores lá no bairro das indústrias.
Recentemente, um escritor que tem dificuldade de mobilidade me falou da dificuldade dele de chegar até o bairro das indústrias. E eu perguntei para ele se a gente poderia nos encontrar na Livraria União, se facilitaria para ele. Ele disse, ah, mora aqui pertinho.
Então, assim, a gente vai adaptando, vai recebendo, se entrar em contato pelo Instagram, também pode... O meu telefone também é público, 99363-7083. 9363-7083, pode entrar em contato também.
Muitas vezes a gente não responde imediatamente, porque estamos em outra tarefa, fazendo outras demandas, mas com certeza você não vai ficar sem resposta. A gente vai marcar um bate-papo e vai escolher a melhor forma de publicar seu livro.
Ah, maravilha. E quem quiser deixar aí o seu livro consignado, quiser fazer lançamento, entra lá no Instagram da Livraria União pra que a gente possa trocar ideia, bater papo, falar sobre literatura. Quem quiser ir lá tomar um café e conversar sobre literatura, lá é o lugar.
Alexandre, vamos falar um pouco sobre a era digital ainda. Você acha que esse caminho da publicação digital, você acha que a gente poderia ter essa perspectiva na editora ou a editora não pensa no momento em fazer publicação de livros e-books? A editora pensa, não foi possível ainda, mas está no planejamento, está na ordem do dia. E assim, por conta da demanda de livros impressos.
A gente não está fazendo no momento ainda, mas isso está em pauta. Esse assunto está em pauta. E assim que for possível que a gente estiver publicando e-books, a gente vai divulgar nas nossas redes sociais e nas nossas mídias.
Você acha que seria um caminho mais fácil para o autor publicar em e-book em vez do impresso? Devido à demenda dos insumos? Você acha que seria mais fácil para o autor? Ou teria o mesmo problema, o mesmo desenvolvimento? O que você acha? Eu estou jogando a pergunta no ar porque me interessou esse assunto. Não que você tenha que responder. É difícil falar pelo autor, mas eu acho que cada um tem a sua necessidade.
Por exemplo, eu converso muito com o Hidelberto Barbosa, ele não tem o mínimo interesse de lançar e-book. Mas já outros autores, outras manifestam esse interesse, e eu acho que uma coisa não exclui a outra. Eu acho, inclusive, que você pode lançar o e-book e o livro impresso. E eu acho que vai muito também da realidade de cada autor, do que ele espera com aquilo, quem ele espera atingir, se o público dele é o público mais do digital ou o público do impresso.
E assim, são áreas afins, são situações que não são excludentes, pelo contrário, eu acho que elas se complementam. E assim, a gente hoje trabalha...
majoritariamente com o livro impresso, mas está nos nossos planos que modernizar cada vez mais, entrar na nova era, nas novas mídias, com certeza, e que eu acho que a partir dessa reorganização da empresa,
concurso, né? O concurso é muito recente ainda. Então, assim, a gente está identificando o potencial, o melhor potencial de cada pessoa, de cada... Estou falando assim, eu falo da empresa, mas estou falando da editora. Especificamente. Não posso falar pela EPC, mas eu posso falar pelo núcleo, que eu estou responsável.
E que as pessoas também no dia a dia a gente vai percebendo a habilidade de cada um e as metas, o que a gente pensa para o futuro e vai adequando de acordo com as nossas necessidades. Então, acho muito válido, mas quero ressaltar que já que a gente está finalizando aqui esse programa, virão ainda.
muitos eventos daqui para o final do ano, alguns, muitos deles a gente falou aqui, outros eu não posso adiantar ainda, porque estão ainda em elaboração, fechando programação, e que é melhor divulgar quando tiver tudo ok. Mas para os amantes da literatura paraibana, podem esperar que vem muita coisa por aí. Maravilha Alexandre, obrigado a todos, foi um papo massa aqui com meu amigo Alexandre Macedo, da editora A União.
Eu sou Eduardo Augusto, aqui também gerente da Livraria União. Então, queria agradecer a todo mundo. Quem tiver interesse, segue a gente lá nas redes sociais. A da Livraria é arroba Livraria União. A da Editora, arroba Editora União também. Quem tiver alguma dúvida, entra lá, bate um papo com a gente.
E foi maravilhoso o papo. Esperamos voltar mais vezes aqui nesse programa tão lindo. Obrigado. Só para fechar também, agradecer a equipe aqui da Paraíba FM. André Canané, grande André Canané. Um abraço para você. André e toda a sua equipe e aos ouvintes também. E dizer que estamos à disposição de vocês para qualquer dúvida pelas nossas redes sociais. É isso aí, gente. Valeu. Agradecemos a todos. Muito obrigado. Um abraço a todos. Um abraço a todos.
E assim, encerramos mais um episódio de Um Livro, Uma Conversa, o seu programa literário aqui na Paraíba FM 103.9. O nosso encontro está marcado na próxima terça, trazendo mais diálogos sobre livros, cultura e o universo da escrita. Até lá!
Este programa é um produto da rádio Paraíba FM 103.9, uma emissora da EPC, empresa paraibana de comunicação. Diretora-presidente, Naná Garceis. Diretor de rádio e TV, Rui Leitão. Gerente de rádio e difusão, Berlim Carvalho. Gerente executivo de conteúdos e programação, André Cananea. Você acabou de ouvir Um Livro, Uma Conversa. Literatura em altos papos. Até o próximo programa!