Episódios de DramaCast

BLOQUEEI uma COLEGA DOIDA | Especial Dia do Trabalhador

07 de maio de 202657min
0:00 / 57:36

🏢 Torna-te um Condómino Premium:

https://creators.spotify.com/pod/profile/odramacast/subscribe

📺 Comento a vida alheia às terças e quintas.

🤳🏻 Encontra-me nas outras Redes Sociais:

Instagram: https://instagram.com/ritagarcez

TikTok: https://tiktok.com/@ritagarcez

🎙️ Queres participar no próximo episódio do DramaCast

Envia-me o teu drama por email!

✉️ Email Comercial: mmarques@sic.impresa.pt

📬 Email para Dramas: aritagarcez@gmail.com

Ao enviares a tua história para o DramaCast e/ou para o DramaBites, concordas com os seguintes termos:

- Responsabilidade do Conteúdo: A veracidade e o conteúdo da história são da inteira responsabilidade de quem a envia. O DramaCast e o DramaBites não assumem qualquer responsabilidade civil ou criminal por relatos de terceiros;

- Direito de Uso: Ao enviares o teu relato por e-mail, concedes ao DramaCast e ao DramaBites a autorização gratuita, perpétua e irrevogável para adaptar, editar e partilhar a história em formato de áudio e/ou vídeo em todas as redes sociais;

- Irrevogabilidade: Uma vez publicado, o episódio não será removido a pedido do remetente, salvo por decisão exclusiva da produção. Certifica-te de que queres partilhar a história (e se deves alterar nomes para proteger o anonimato) antes de a enviar.

Dramas On Time:

00:00 INTRO

01:25 ESTOU ERRADO POR DIZER AO MEU CHEFE PARA PEDIR DESCULPA À MINHA MULHER?

06:25 ESTOU ERRADA POR TER DITO À MINHA CHEFE QUE NÃO FUI CONVIDADA PARA A FESTA?

10:23 ESTOU ERRADO POR IGNORAR UM COLEGA QUE SE RECUSAVA A USAR O MEU NOME VERDADEIRO?

16:47 ESTOU ERRADA POR RESPONDER A UMA COLEGA QUE ME GRITOU POR CAUSA DE UNS DESENHOS NO CHÃO?

24:07 A MINHA COLEGA DE TRABALHO NÃO RESPEITA O MEU ESPAÇO PESSOAL. ESTOU PRESTES A EXPLODIR! ESTAREI A EXAGERAR?

31:09 ESTOU ERRADA POR BLOQUEAR A DOIDA VARRIDA DO TRABALHO?

Participantes neste episódio1
R

Rita

Host
Assuntos6
  • Recusa em usar nome verdadeiroColega insiste em chamar funcionário pelo nome errado · Ignorar colega que se recusa a usar nome verdadeiro · Demissão do colega por ameaças
  • Bloqueio de colega de trabalhoColega obcecada com expressões faciais e opiniões · Tentativa de amizade forçada via LinkedIn · Colega tenta criar intriga entre amigas · Bloqueio de colega no LinkedIn e redes sociais
  • Convite para chá de panelaColega não convidada para chá de panela · Chef proíbe festas no horário de trabalho
  • Chamadas de chefe fora do horárioChefe liga para a esposa do funcionário às 5h50 da manhã · Exigência de pedido de desculpas à esposa
  • Invasão de espaço pessoal no trabalhoColega intrometida e autoritária invade espaço pessoal · Colega comenta sobre vestimenta e toque físico
  • Desenhos no chão do trabalhoColega grita com funcionária por causa de desenhos no chão · Interpretação de desenhos como código para assalto
Transcrição158 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Elo, elo! Como estamos hoje? Por aqui está tudo ok, espero que por aí também. E sejam muito bem-vindos a mais um episódio do DramaCast. Cá estamos nós, em mais uma belíssima quinta-feira, aqui reunidos na nossa queridíssima reunião de condomínio semanal. E, como já devem ter percebido pelo título do vídeo, hoje teremos episódio especial Dia do Trabalhador.

E porquê com uma semana de atraso, Rita? Porque Rita não tem trabalhado muito.

Gente, perdi-me nos calendários. Não dei conta que vinha aí o 1 de Maio. O 1 de Maio calhou-me uma sexta. Porque no ano passado calhou-me uma quinta de um jeitão. Mas este ano calhou-me uma sexta. Eu podia perfeitamente ter feito no dia 31. Mas já tinha gravado o episódio dia 31. E gravar hoje. Hoje é dia 27. Ficava muito em cima para estar a trocar e não sei o quê. Coitado do Chiquinho que ainda tem coisas para editar. Para sair na próxima semana. Portanto, não dava. Tá?

Loco, quem não tem cão, caça com gato, no caso eu tenho os dois, e caça com passarinho. E, portanto, uau, não, sim senhor, Rita, o seu cérebro faz umas conexões neurais, pá, de um requinte, não é? Pronto, já, estamos aqui com uma semana de atraso, mas o que interessa é que hoje todos os casos são relacionados com o mundo do trabalho.

Esse belo esterco. Vamos ao primeiro caso do dia. Estou errado por dizer ao meu chefe para pedir desculpa à minha mulher. O meu chefe ligou-me duas vezes às 5h50 da manhã. Em Portugal é crime. Fica sabendo. Vai preso e tudo. Por acaso não sei se vai preso.

Deve ser tipo uma coisa assim, não é? Mas é crime, não se pode. Eu estava na casa de bem. Como não atendi, ele ligou à minha mulher às 5h55 e acordou-a para chegar até mim. Mais tarde, porquê é que o seu chefe tem o número da sua mulher? Ah, deve ser o número de contato de emergência, não é? Que abusado. É bom que seja uma emergência e que alguém esteja a morrer. O senhor é médico? Cirurgião? Alguma coisa relacionada com a saúde? Se não, despeça-se. Por favor.

Mais tarde, ela disse-me que ficou super assustada a pensar que algo me tinha acontecido. Naquele momento, ela não tinha noção se eu estava em casa ou não. Tudo isto foi por causa da máquina de um cliente que não estava a funcionar e que eu estive a programar no dia anterior. Cheguei lá a correr e a máquina estava, de facto, a funcionar, embora tenham sofrido algum tempo de inatividade no terceiro turno. Confrontei-o num e-mail...

radical no e-mail. Eu também só confrontava no e-mail. O que seria eu estar a confrontar alguém a constranger, constranger. Lá vou eu outra vez. Desta vez vou a pesquisar, gente. Já é vergonha a mais. Constran... É constrangir. Verbo constrangir. Constranger, meus caros! Não seja burra! O que vale é que eu também não vos escondo, não é? Como eu estava a dizer, o que seria eu constranger alguém cara a cara? Levar a pessoa a um embaraço, não o embaraço espanhol. Meu cérebro está em todo o lado hoje. Querida,

vamos acalmar-se, sei lá respirar a fundo, fazer uma meditação no outro dia houve uma menina que desculpa

O meu cérebro está mesmo all over the place. Um elevancinho, um concerto, talvez seja a solução. Mas no outro dia houve uma menina que me sugeriu meditação. Achei, querida. Ignorei seu aconselho, Anjo, porque eu tenho, como já percebi, um déficit de atenção. E é muito complicado para mim. Por acaso, eu acho que ela até mencionou. Ah, eu também tenho PHDA e a meditação os dou-me imenso. Digo só, volta a mim. Eu não desconfio, querida. De todo. Só que assim, não.

Não! Não! Ai, olhem, agora estou-me a lembrar de outra história, no outro dia. Ah, não posso contar, porra. Sabem aquele projeto que eu estou aí e que vocês não sabem? Esse. Então, não posso dizer.

Não posso dizer porque a frase que ela me disse, vou dar a volta. Então, eu estou a trabalhar nesse tal projeto e estava a falar com uma amiga minha sobre isso e não sei o quê. E ela disse, não posso porque vai... E ela disse-me, eu não vou ver o teu projeto. E depois ficou tristíssima, sabe? Eu não vou ver o teu projeto, depois de finalizado eu não vou ver o teu projeto. E ela ficou tristíssima porque aquilo saiu-lhe sem filtro.

E ela achou que eu ia ficar magoada com aquilo. Ela ficou muito embaraçada. E assim, gente...

O que seria eu ficar ofendida com alguém porque não quero ver um projeto meu? Nunca já mais. Um amigo meu. Nunca já mais. Se fosse uma fã a dizer-me, não vou ver teu projeto. Morro fã. Agora, uma pessoa normal do meu dia-a-dia, que me conhece enquanto Rita e não enquanto tia Rita, não querer ver um projeto. Amigos, vocês não são obrigados. Amigos e família, vocês não são obrigados a ver meu conteúdo. A participar das minhas coisinhas. E isto é para entreter o povo.

Quem gosta, quem não gosta, não tem que estar aqui. Ou quem não... Não é quem não gosta. A pessoa gosta de mim. Sabe, já estou a entrar demasiado, mas a pessoa gosta de mim, mas não tem que gostar daquilo que eu faço. Eu também não vou ao trabalho das pessoas, ao escritório, aplaudir. Está tudo bem. Está tudo bem. Anyway.

Onde é que íamos? É que o seu e-mail não é um e-mail porque eu tirei isto de Reddit, mas esta história não interessa para nada, rapaz, não. É só um chefe abusador. Confrontei-o num e-mail e disse que este era um comportamento inaceitável e exigia um pedido de desculpas à minha mulher. Será que eu estou maluco? Para mim, é senso comum esperar até às 7 ou às 8 da manhã. Não, é senso comum esperar até ao horário de entrada, anjo.

A não ser que seja de facto uma emergência, nada justifica uma chamada às 7, às 8 ou às 5 da manhã.

O que seria? A menos que seja literalmente uma questão devido à morte. Enfim, estou errado? Não, não está. Quer dizer, eu acho, eu jamais exigiria a um chefe meu que pedisse desculpas à minha mulher. O que seria? Agora, ai, estou muito... Vamos largar o que seria, querida. Vamos largar. Mas enfim, nunca jamais. Acho um pouco cringe.

Acho que é uma coisa que tem que falar com o seu chefe no sentido de pare de me ligar fora do meu horário de trabalho, a não ser que alguém esteja a morrer. E se eu não atender, aceite, porque eu só lhe devo alguma coisa às 9 da manhã. E não. Ai, agora vai ligar para a minha mulher. Parece que está na primária, percebe? Vai ligar para a minha mulher e vai lhe pedir desculpa pelo que fez, pela tragédia que causou lá em casa, que a mulher ia tendo um enfarte.

Menos, menos. A mulher não ia, de facto, tendo um enfarte. Está tudo bem, só ficou um bocado assustada e tal, porque, de facto, às 5h55 é uma falta de emoção ligar alguém. Mas está tudo bem, não me parece. Errado não está, mas talvez um pouco fora da casinha. Próxima história. Estou errada por ter dito à minha chefe que não fui convidada para a festa. Eu, 26 anos, mulher.

Comecei recentemente um novo emprego. Percebi logo que uma das minhas colegas, a Marie, está noiva e vai casar-se dentro de dois meses. Parecia que todo o escritório ia ao casamento. Não esperava, de forma alguma, ser convidada. Ela acabou de me conhecer, os casamentos planeiam-se com antecedência, os espaços são reservados, etc. A minha amiga acabou de se casar, por isso vi de perto como tudo funciona. Notei que a Marie parecia estar a pensar se eu estaria à espera de um convite e estava hesitante em falar do casamento à minha frente, mas nunca fiz disso um grande drama.

Não me senti minimamente excluída. Uma pessoa com um cérebro funcional, com a capacidade cognitiva toda lá. Depois fui colocada em CC num e-mail da Joan, que trabalha connosco, a dizer que ia organizar um chá de panela, um chá de panela, para a Marie, durante a hora de almoço, na sala de descanso, dentro de duas semanas. Ah, um chá de panela será o quê? O chá de bebê, mas para os casamentos? Tipo uma coisa. Mas isso não é o próprio casamento, já. Eu achava que era por isso que as pessoas casavam. É pelo papel.

A Joan estava a pedir contribuições monetárias para oferecermos um presente de grupo à Marie. Ela deixou o seu número de WhatsApp e pediu que lhe enviássemos mensagem com o que tencionávamos a oferecer. Mesmo não indo ao casamento, acredito que toda a gente merece ser celebrada, por isso enviei 20 dólares por MBWay e mandei mensagem a dizer que levava lasanha. Pouco depois, reparei que os 20 dólares tinham sido devolvidos e a Joan veio à minha secretária.

Disse-me que não precisava de contribuir. Respondi que, mesmo não indo ao casamento, gostava de dar um mimim à Marie. A Joanne ficou desconfortável, enrolou-se um bocado e lá acabou por dizer não estás convidada para o chá, para o chá.

Desculpe! Não estou convidada para o chá. Para o casamento ainda aceito. O chá é aqui. Todos os meus colegas vão e eu tenho que ficar a trabalhar. Olha, eu dou-lhe o chá, a sua falta de chá. Realmente alguém tem que lhe oferecer chá. Fiquei confuso e perguntei não posso ir à sala de descanso na hora de almoço? Ela disse que sim, mas que tinha de evitar aparecer durante o chá.

Então onde é que eu posso ir? Não conduzo. Vou e volto do trabalho de transportes públicos e também não trabalhamos perto de nenhum sítio onde eu pudesse ir rapidamente na hora de almoço. Ela disse que podia ficar na minha secretária. Apontei que isso era um bocadinho fatela e a Joan disse que a Marie não queria que eu assumisse que estava convidada para o casamento.

Respondi que não estava a assumir nada, compreendo perfeitamente que só comecei a trabalhar ali há pouco tempo e que não temos intimidade. Não fiquei magoada com isso. Ela disse que ainda bem, mas mesmo assim não podia ir. Perguntei se tinha feito alguma coisa que ofendesse a Marie e ela respondeu que não. Só que a Marie não queria que eu criasse expectativas. No fim, deixei o assunto e disse apenas, está bem, tenha uma boa festa.

No dia do chá, fiquei à minha secretária durante a festa a almoçar sozinha, enquanto toda a gente foi. Uma pessoa simpática trouxe-me às escondidas um pedaço de bolo. A meio da festa apareceu a Chef More. Normalmente, ela não trabalha às sextas, por isso foi uma surpresa vê-la. Viu-me à secretária e perguntou porquê que eu não estava na festa. Disse-lhe que não tinha sido convidada. Ela ficou visivelmente incomodada e mais tarde, enviou um e-mail geral a proibir qualquer tipo de festa. Ai, adoro durante o horário de trabalho. Uuuuh!

I love a good chef more! Algumas pessoas, incluindo a Joanne e a Marie, perceberam que fui eu quem contou. E agora, estão todas contra mim. Alguns amigos dizem que estive mal e que devia ter mentido à chef, dizendo que estava ocupada com trabalho ou qualquer coisa assim. Ah, claro, sim. Ah, vamos transformar as atitudes de bosta dos outros num pequeno ramo de flores. Não vão eles ter que sofrer algum tipo de consequência.

Para não estragar a festa dos outros. Estou errada? Não, não está. A chefe perguntou porquê que estava a secretária. A menina respondeu porquê que estava a secretária. Mentiu, Andréia? Não. Então está certíssima. As consequências são para as atitudes que são bosta. Não quero consequências, não tenho atitudes bosta. Pronto. A mim parece-me uma matemática. Ai, até me faltou. Parece-me uma matemática. Ai, caraças, matematicazinha. Tão simples.

Não é, anjo? Às vezes é isso. 2 mais 2 dá... Ia dizer 5. Ai, prendam.

Apreendam-me. Próxima história. Estou errado por ignorar um colega que se recusava a usar o meu nome verdadeiro. Trabalho neste escritório há 8 anos. Dou-me bem com a direção e com a maioria dos meus colegas. Há 5 meses, contrataram um novo tipo com um contrato de experiência de 6 meses. Não sou supervisor dele, mas sou claramente um funcionário sénior. Vamos chamar-lhe Ted. O supervisor andava a apresentá-lo à equipa e quando chegou a mim disse este é o John e descreveu o meu trabalho.

E o Ted solta. Olá, Jack. É John. O quê? O meu nome é John, não Jack. Para mim é quase a mesma coisa. Tomei teu tomato, então. E o supervisor soltou. O nome dele é John, não Jack. Vamos prosseguir. Isto durou meses. Apesar dos avisos por parte dos supervisores, quando ele se referia a mim na minha ausência e de mim próprio, ele continuou a chamar-me de Jack. Um dia disse-lhe, ou usas o meu nome, ou passo a ignorar-te completamente, seja em que situação for. A resposta dele foi, na boa, Jacky boy. Ai, morre.

Não é! Opa, se não é! A tirá-lo numa ribanceira, cadeirada nos cornos, como de costume. Não é! As pessoas também! Como não trabalho diretamente com ele, pensei que se lixo. E comecei a ignorá-lo. Recentemente, ele teve uma viagem de trabalho de dois dias que envolveu o aluguer de um carro. Eu costumo ficar até tarde no trabalho e o Ted veio ter comigo a dizer, olha Jack.

Aaaaaah! Vou devolver o carro de alugueira às 7h quando voltar. Vejo-te lá para me dar as boleias de volta para o escritório. Aham!

Ah, não, eu vou estar lá. Aliás, o Jack vai estar lá. O John é que... Pronto, né? O John tem mais o que fazer. O John nem foi requested. O local fecha às 6 e há uma caixa de devolução. Como prometido, ignorei-o. Ah, porque este gajo nem sequer se deu ao trabalho de esperar pela resposta ou pela ausência de resposta e reagir à ausência de resposta. É que ele é muito importante. Às 19h15, na noite da devolução, recebo uma chamada.

Reconheci o número e ignorei. Ele ligou mais sete vezes. E depois começou a mandar e-mails. O primeiro dizia algo como Jack, estou na Enterprise, vem buscar-me. Não sou Jack. I don't know what you're talking about. E os e-mails começaram a chegar de cinco em cinco minutos com nomes como Jack, Jack O, Jackie, Jackie Boy. Meu Deus, olha o egg desta pessoa.

Olha o egg desta pessoa. Ele não sairá com o egg ferido. Ele continuará a dizer o nome incorreto, apenas e só, para manter a sua posição estúpida, diga-se de passagem, mesmo quando está em desvantagem. Ai, que idiota. Merece, merece. Super merece. Os e-mails começaram a incluir palavrões e até algumas ameaças. Ah, este homem diz palavrões nos e-mails de trabalho e ameaças nos e-mails de trabalho, mas o nome certo nunca jamais. Terminei o turno e fui para casa. Estava a chover...

A potes. Na manhã seguinte, vi que o Ted tinha mandado mais uns quantos e-mails e imprimi-os. Às 10 da manhã, ele aparece à minha secretária aos berros. Onde caralho é que tu estavas? Disse-te a que horas era para me expuscar. Tive de apanhar um táxi. Ai, que horror. Sabes o quanto é que isso me custou? Continuou neste tom até que o supervisor apareceu, levou-o dali e pediu para falar comigo. O Ted disse-me que ignoraste os pedidos dele para o ir expuscar quando ele devolveu o carro. Apanhou uma molha. Ai.

Desgraça, coitadinho. Ai, uma grossa lágrima. Contei-lhe o que se passou e mostrei-lhe os e-mails impressos. Tinha sublinhadas ameaças. Percebo porque é que não quer estar com ele, mas mesmo assim, deixá-lo à chuva foi um bocado cruel. Aquela zona não é a melhor e ele podia ter-se magoado. E só se tinham perdido. Acho que tivesse que ir no chão, chefinho. Não é? Fazendo bem as contas.

Suspirou e acrescentou. Com as ameaças e estando ele em período experimental, já não trabalha connosco. Só tenta não te tornares num idiota em retaliação aos teus colegas. Retaliação do quê? Ele é que me estava a retaliar. Desculpe lá! Também! Mas eu tenho que estar a ouvir esta palhaçada. Até o outro está-me a chamar de Jack há seis, não que ainda aqui está, mas há três meses e eu tenho que estar a mamar cabuxa. Ele sabe perfeitamente que não é o meu nome. Está-me a pedir um favor. Diz o meu nome ao contrário.

E eu é que tenho que me vergar. Oh, meu querido, eu não vou vergar e este gajo vai partir. Algumas pessoas no escritório disseram que eu fui um palerma por o ignorar. Palerma é ótimo. Palerma é incrível. Por tê-lo provocado e por isso ele ter sido despedido. Estou errado?

Não, não está. Voltamos à história. A ação gera reação. Não quer ser maltratado. Não maltrate. É uma continha básica que um puto da primária consegue fazer. Se aqui o idiota do TED é incapaz, pá, de facto, se calhar não pode trabalhar com outros adultos, não é?

Parece-me tão simples. Tão simples. Que idiota. Desculpem, a parte em que ele conta que nos e-mails em que o gajo estava lá a apanhar a molha à espera que o outro lhe desse boleia, ele continuava a dizer nomes como Jack, Jacko, Jackie e Jackie Boy. Desculpem. Não mereceu. Eu não vejo aqui.

Nada de errado e eu acho mesmo que as pessoas precisam de começar a sofrer com as suas próprias decisões. Caso contrário, nunca aprenderão. Nós temos que parar de dar colo e estar nestes coisas. Ai, é porque a zona é má. Caguei. O meu nome não é Jack. Quando ele quiser dizer o meu nome e tratar-me como um ser humano, a gente conversa. Enquanto ele continuar nesta onda do, ai, sou mesmo engraçadinho, ai, estou fora da lei.

We're not gonna be friends. Eu não vou buscá-lo a lado nenhum. Apanha um táxi. Ai, que tristeza, realmente. Também que coisa horrenda que ele teve que fazer. Próxima história. E esta já nos chega dos nossos queridíssimos condóminos que, coitados, não foram avisados que tinham que mandar e-mails para... Para...

para o drama cast do dia do trabalhador e que portanto não o fizeram mas são e-mails que continham a palavra trabalho que eu pesquisei lá no meu e-mail e que portanto estão aqui é malta que eu não faço ideia sequer quando é que enviou o e-mail se calhar enviaram o e-mail no ano passado quando eu pedi, eu não sei, mas pronto, entraram muitos parabéns

Ai, gente, eu sinto-me tão mal por não vos ter dito. Porque eu sei que vocês gostam de participar nestas coisas, nestes nusos especiais e não sei o quê. Mas para participarem têm que ser avisados. E a tia não se lembrou. E agora ninguém pode participar. Mas vocês podem mandar para o normal. A ritagracias.gmail.com Se têm dramas de trabalho. Mandem para lá. Eu já disse que isto não é só coisas amorosas e de amizades e não sei o quê.

É dramas familiares. É porradona no trabalho. Contem-me tudo. A tia quer saber e quer opinar.

Estou errada por responder a uma colega que me gritou por causa de uns desenhos no chão. Olá a todos! Eu, Camila, de 23 anos, trabalho com uma colega de cerca de 40 anos que desde sempre implica comigo e com outra colega de 25 anos. Manda bocas, fala por trás e tenta arranjar problemas. Recentemente, apareceram uns desenhos no chão à porta do nosso local de trabalho. Cuidado com essas, hein? Eu li um livro, chama-se O Homem de Giz, que também era com os desenhos. Macabríssimo, pessoas faleceram.

Eu vi, mas não liguei nem disse nada, porque não sabia quem tinha feito e não achei que fosse algo importante. Ai, nessas de não achei que fosse algo importante, eu já vos contei de uma vez que alguém fez cocó na casa de banho do meu trabalho. Não na casa de banho, desculpem, expressei-me mal. Portanto, a casa de banho tinha um hall, onde as pessoas têm os lavatórios e onde lavam as mãos. E depois têm duas portinhas para entrar nos cubículos para fazer, enfim, as suas necessidades.

A pessoa não entrou no cubículo, fez no hall, tipo, na zona dos lavatórios. E ninguém sabe quem foi.

E na altura também muita gente achou, não sei quem é que fez, nem acho que seja assim tão importante. Desculpem! Hã? Não, estamos todos a viver no mesmo planeta? Não está tudo bem convosco, não. Psiquiatria e imediatamente internados. Onde é que não é algo importante? Os desenhos, tudo bem.

cocó no meio... não se faz cocó no holo de entrada cocó no meio do holo da casa de banho na zona dos levantórios não conseguia o que é que aconteceu? eu preciso de saber desculpem, mas não é um acidente a malta esteja de cuecas cuecas não, desculpem esteja de calças ou de ceia o cocó só sai se a gente desviar a cuequinha e se agachar um bocadinho sim, que eu fiz a matemática toda na minha mente imaginei toda a situação a pessoa precisa de ter ali a não ser que não use cuecas e caramba, tem uma saiga do c... sabe?

Ai, saiu um c******, desculpem. Se bem que, assim, aquilo foi na casa do Banco das Mulheres. E agora lá vou eu a feter o sol, mas vocês perdoem-me, machos. Mas eu tenho que dizer, achamos que foi uma mulher que fez isto.

E atenção, porque agora eu tenho que mencionar as exceções, porque senão eles ficam ofendidos comigo. Sim, é consigo, querido, e já lá vamos, não vai ser hoje, mas um dia deste eu falo consigo. Quem não entendeu, entenderá. Eu recebi um e-mail de um homem que ficou não ofendido, ofendido, com a forma como eu me expresso em relação aos homens.

Mas a gente fala sobre isso depois. Enfim, o que é que eu estava a dizer? Achamos que foi um homem, não. Ah, tem que mencionar... Sim, achamos. Tem que mencionar as exceções. É claro que nem todo homem vai cagar no meio do olho de entrar. É óbvio que nem todo vai. Mas um homem com um desviozinho vai. Uma mulher com um desviozinho também vai. Achamos que foi. Eu tenho sérias dúvidas. Sérias dúvidas. Estou a ser preconceituosa? Digam-me. Estou, não é? Pois estou.

Olha, também. No dia a seguir, ela perguntou se eu sabia alguma coisa sobre o assunto e eu disse que sim, que tinha visto no dia anterior, e ela passou-se completamente. Começou a gritar comigo à frente de toda a gente, apontou-me o dedo e veio na minha direção de forma agressiva, como se eu tivesse feito alguma coisa grave. Eu já tinha ligado para a polícia e para a patroa. Que desenhos eram estes? Eu preciso saber. Ligou para a polícia porque alguém fez um desenho à porta do vosso trabalho.

Era macumba. A polícia não vai resolver. Era outro desenho qualquer. A polícia também não vai resolver. A não sei que seja.

Um desenho assim tipo you're gonna die in seven days. EROKE! É esta falta de detalhe que acaba com a fofoqueira, malta! O mais irónico é que ela é o tipo de pessoa que nunca deixa recados sobre nada do trabalho. Então eu respondi, ah, agora já querias recados.

Já estava de saco cheio. Ela ainda ficou mais chateada e acabei por dizer que ela estava a exagerar e que aquilo era ridículo. Ela justificou-se a dizer que os desenhos podiam ser um código para assaltarem ou até rabotarem alguém. Não é que não faça sentido, mas fica completamente em choque porque achei tudo super desproporcional. Já, é um bocado desproporcional de facto, não vamos aqui dizer que não.

mas eu não sei que desenho chão, depende do desenho. Você não me manda a foto e depois quer a minha opinião. Quer saber? Não vai ter opinião nenhuma. Algumas pessoas do trabalho que souberam disto dizem que sou muito ingênua e por isso não vi maldade na situação e que temos de dar desconto e relativizar as atitudes dela, pois está com muitos problemas a nível pessoal. Estou errada por não ter dito nada inicialmente e por ter respondido daquela forma.

Obrigada por leres a minha história. Adoro a tua vibe e o teu trabalho. Por favor, faz mais vídeos. Não, faz vídeos mais longos. I'm doing my best.

És muitas das vezes a minha companhia para ir para o trabalho, essa desgraça de sítio onde fazem bonecos que a gente não sabe o que é, e fazer algumas tarefas domésticas, outra desgraça, pá. Claro, sempre no YouTube. Claro que sim, porque ali ainda tem um cérebro funcional, coisa boa. Vocês do Spotify também têm, já sabem, eu tenho que enaltecer. Também vou receber o e-mail dos Spotifyers a dizer, ai, eu não gosto nada da forma como tu falas connosco, porque nós vamos super em burda. Desculpe, querido, desculpe com tudo.

Eu vou falar consigo a seu tempo, eu faço um vídeo para si a responder-lhe, mas...

Não consigo evitar. Eu quando fico com um rancinho, epá, por muito leve que seja, eu extrapolo. Aliás, o menino tem que começar a entender essa. É que eu extrapolo muito. Nem tudo o que eu digo aqui é exatamente o que eu penso. Meu Deus, eu estou a matar as fofoqueiras todas que não sabem de que e-mail é que eu estou a falar porque eu ainda não os pus aqui. Eu estou a falar só diretamente para a pessoa que me mandou o e-mail e que ela sabe que eu estou a falar com ela. Ele, no caso, a pessoa.

e estou-vos a matar a todas porque vocês todas e todos não escolhimos aqui ninguém desculpa não é que eu depois entro na ruindade mesmo agora é que o menino vai deixar de ser condomínio forever and ever

Enfim, não vai nada. O Nino sabe perfeitamente, acho eu, que isto é extrapolado, amor. As coisas que eu digo são assim uma explosão. Vocês acham que eu acredito mesmo em tudo o que eu digo aqui? É claro que tem uma base de verdade, tem um fundo de verdade. Mas se eu refletir, de facto, sobre as coisas e tiver aqui 40 minutos para falar sobre um único tema...

Eu não vou dizer só uma frase curta, não é? Mas aqui, isto é para estar sempre a andar. São vários casos e a pessoa tem que... Enfim, eu estou a falar demasiado para uma coisa que ninguém faz e daí de o que é que eu estou a falar e estou a parecer só maluca. Nada de novo, nada de novo. Beijinhos-te a Rita, diz ela. Um beijo para si, beijos-me, é coisa lá boa. Então, eu não sei se está errado ou não.

Porque eu não faço ideia que desenho que chão, não é? Se for assim uma coisa, pá, um pecado macabra, assim, sei lá, com o nome Maria Alice Ferreira, que é a senhora da contabilidade, vou-te matar em uma forca, sim, eu acho de péssimo tom que não tenha comunicado a ninguém tal coisa. E que enfim, mas a menina não disse que tinha chamado a polícia também? Disse. Ah, não, é ela é que já tinha chamado a polícia. Querida, eu não sei, eu precisava de fotografias deste belo desenho, a menina não me mandou fotografias e...

Portanto, eu não posso aqui dizer uma opinião, mas certa não me parece estar. Porque para o alarme que é, e para os seus colegas dizerem que estava a ser muito ingênua e não ver maldade na situação...

Vamos confiar no geral, não é? Quando o mundo está todo contra nós, o problema somos nós. Há alguma coisa que a malta não está a ver. Está? Ou não. Mas, regra geral, sim. Próxima história. A minha colega de trabalho não respeita o meu espaço pessoal. Estou prestes a explodir. Estarei a exagerar. Olá, tia Rita.

Tudo bom, tudo bom e consigo. Antes de expor o meu mais recente drama, quero dizer-lhe, ai, a tratar-me por você, que me enviaram um link de um vídeo seu há mais ou menos um mês e foi o melhor que já me aconteceu este ano. Ai, a sua vida está mesmo uma desgraça, então, querida, venha cá para o colinho da tia. Como assim? Um vídeo que lhe enviaram ao meu antigo? Foi a melhor coisa que aconteceu na sua vida este ano.

Não! Tem que sair mais. Tem que ir esperecer, tocar em relva. Estou a brincar, gostei muito, foi muito querida. Eu adoro o conteúdo da tia, identifico-me totalmente e sei que vai continuar a ter mais e mais sucesso gradualmente. Ai que querida! Sigo-a em todas as redes sociais e vejo todo o conteúdo no YouTube.

Linda! Já agora deixo a recomendação para quem ainda não o fez, sim, porque há para aí uns pesquicélios que não fazem estas coisas. Sigam-me em todas as redes sociais. É que como a nossa querida que não se apresentou, não disse seu nome, Alice será. Ai, é a Aurora. Podes me tratar por Aurora. A Aurora será, então.

E sigam-me nas redes sociais, eu sou arroba-ritigres.es em turu. Nem sei se esta frase teve lógica porque comparei a meiparia, por favor, para ir à obscura, à procura do nome. Não sei o que aconteceu. Não me inicio, não me lembro do início. Introduzindo a minha laboral no qual estou inserida. Eu, podes tratar-me por Aurora, tenho 25 anos e trabalho no departamento financeiro de uma empresa há 8 meses.

Parece pouco tempo, de facto é, mas o grande infortúnio é ter uma colega que é chata, intrometida, cusca e autoritária. Olha, o intrometido e o cusca adorei. De facto, chata e autoritária, it's a big no-no. Mas, intrometido e cusca, vem aqui para o DramaCast.

Contextualizando sucintamente tudo, somos cinco pessoas num gabinete e quando eu pergunto algo à minha colega da frente, ela mete-se sempre na conversa, levanta-se para vir ter comigo ao meu lugar e cola-se a mim ao ponto de eu ter que levar com a merda da respiração dela. Epá, não é? Engraçado, curioso, irónico até, que as pessoas que gostam de falar aqui sejam as mesmas que não conhecem escovas de dentes. Epá, é absurdo. É absurdo.

Nunca é uma pessoa cheirosa. Porque uma pessoa cheirosa é uma pessoa com noção. Uma pessoa que fala aqui é uma pessoa sem noção. Logo, vem com, sabem? Pronto, camadas de desconforto. Há dois dias, estava com os fones a ouvir um fantástico dramacast mais antigo e ela estava a comentar o facto de eu estar de casaco, quando, para ela, estava imenso calor. Chama-se um problema seu. É, eu sei, querida. A menina quer conversar, quer uma pauzinha para um cigarro, uma coisa assim. Mas eu estou ocupada.

A trabalhar? Não. Não estou. Mas estou a ouvir a ti e eu tenho mais que fazer. Eu simplesmente estava a fingir que não a estava a ouvir, sendo que na realidade estava a ouvir tudo. Pensando que não era suficiente o facto de estar a comentar que estava muito vestida para a ocasião, veio na minha direção, tocou-me no braço, fez-me tirar os fones para voltar a dizer tudo novamente. E aqui, não é?

Aqui. Você está com calor? Não, tem que estar com calor. Com esse casaco tem que estar com calor. Eu estou aqui cheia de calor. Alzira, saia daqui! Estou ocupada. Estou a chegar ao meu limite. Não sei como reagir. Juro que para o temperamento que costumo ter nestas situações, estou a reagir muito pacificamente, pois realmente o que me apetecia fazer era dizer-lhe para se meter no lugar dela e respeitar o meu espaço pessoal. Só não reage de outra forma, porque ela é de outra nacionalidade e apesar de eu não ser a única pessoa a criticar estes comportamentos dela,

Não quero que pensem que estou a discriminar ou algo do género. Não sei se vou ter paciência durante muito mais tempo. Estarei eu a exagerar, tia. O que farias na minha situação? Um beijo, um queijo para ti, para o teu bilínio, para os patudos e até segunda. Olho!

Onde está Chiquinho? Ah, este e-mail deve ser muito antigo. Este e-mail deve ser do ano passado, quando Chiquinho ainda não existia. Até porque o até segunda é do ponto de Rita, que sim, vamos, oh, paz à sua alma, tia, agora não tem tempo. Então, respondendo à sua questão, que já percebemos, vai com um ano de atraso, e eu lamento por isso. O que é que eu faria na sua situação? Eu sinto que todos os condóminos sabem exatamente o que eu faria.

em cor, vamos? NADA!

Querida, a ti é pussíssima. Pussíssima no sentido de pussy, muito pussy. Pussíssima. Eu sou pussíssima. Nunca jamais que eu diria alguma coisa. O que é que eu faço nestes tipos de situações? Eu tive uma colega destas que falava aqui, que é uma coisa que eu odeio. Não entrei num espaço pessoal, eu detesto. A não ser que sejam minhas fãs. Mas também não falem comigo aqui. Não falem comigo coladas. Mas um abracinho eu aprecio sempre.

Agora, pessoas que falam aqui, eu tive uma colega dessas e como é que eu lidei com a situação? Não lidei. Eu não criei relações. Tem que ser assim. A gente tem que só ignorar. E são pessoas que falam aqui e vão sempre falar aqui e depois as pessoas que falam aqui têm, além de mau hálito, muito gosto de comunicar com os outros. Também é uma coisa curiosa, não é? Faz sempre um comunicador.

Nem todo comunicador, é como aos homens, mas sempre o comunicador. Fala aqui, pá, falam aqui. Não há nada que possas fazer. Nada. A não ser que queiras deixar a pessoa constrangida, que não é o meu caso e a menina quer saber o que eu faria, não há de facto nada a fazer. É não criar uma relação próxima o suficiente para fazer com que essa pessoa possa estar durante mais tempo junto a si. Tem que, pá, nós não temos mesmo nada a ver. Não se diz. Quer dizer, eu não diria, quem diga. Eu já disse uma vez.

Eu não disse, nós não temos mesmo nada a ver, mas disse, eu não estou aqui para ser tua amiga.

Eu digo estas coisas. Eu sou uma pessoa sincera. Eu sou uma pessoa honesta. Eu sou uma pessoa frontal. Tudo sinónimos de... Indicada. Talvez seja isso que eu sou. Mas às vezes é preciso. Às vezes é preciso ser indicada. Neste caso, não necessariamente. Mas pode eventualmente criar assim uma animosidade. Não precisa de ser brusca. Mas pode não ser simpática. Só... Agora estou ocupada, está bem?

Pronto. Esse é outro problema. Estou aqui a lembrar-me de todas as situações em que eu tentei uma animosidade pouco brusca e a pessoa não topa. A pessoa gosta muito de nós e quer muito estar connosco. Nós queremos zero e a pessoa quer... Bé!

Não, não acho que esteja a exagerar, mas também acho que não há nada a fazer. Mas tendo em conta que já passou um ano, com sorte, a menina já nem está lá. Né? Conta a tia, ainda vê. O DramaCast se vê. Primeiro deixa aqui um comentário que os condóminos com certeza querem parabenizá-la pela paciência de ainda aqui estar.

E segundo, conte-me o update, como correu esta situação, acabaram à pancada? Enfim, vamos à última história do dia. Estou errada por bloquear a doida varrida do trabalho. Também tem esta opção, mas o bloquear não faz com que a pessoa deixe de falar aqui.

Faz só com que ela deixe de ver os teus stories e responda aí essas coisas. Olá, Rita! Antes de mais, quero dizer que tens sido uma companhia maravilhosa. Estudo no estrangeiro há 5 anos. Infelizmente, só no início deste ano descobri o teu perfil e o teu trabalho. Não é fácil para mim manter um contacto regular com as minhas amigas portuguesas, pelo menos não contando de detalhe. O drama casting se desce a ponte, uma conexão com Portugal e uma companhia nas horas vagas. Aaaaaai!

Gente, vocês dizem estas coisas e a tia fica assim. Eu estou aqui a gravar o meu quartinho e a fazer companhia de alguém que está lá na Bélgica. Não é maravilhoso? A internet é maravilhoso. É. It's a blessing and a curse. Não é? Para mim tem sido mais uma blessing do que uma curse, mas diz que é as duas coisas.

Parece sempre que estou de volta a uma conversa com as minhas amigas ou com a minha irmã. Continua com o ótimo trabalho e a todos os primos e primas do DramaCast são condóbidos, querida! Também podem ser primos. Por favor, mandem esses babados! Agora daremos início ao meu drama.

Apresento-vos as três principais personagens. Perdão, personagens principais. Eu, podes tratar-me por Ana, tenho 27 anos e estou a terminar o meu doutoramento. Já trabalho neste local há cerca de 4 anos. A minha amiga Tânia, de 30 anos, juntou-se ao meu grupo de investigação há um ano. A Tânia vem de uma cultura completamente diferente, com outra religião e de outro continente. Mas isso não muda nem implica nada. Somos super próximas, temos aquela conexão em que um simples olhar basta. Desde que nos conhecemos, parece que somos amigas de infância.

Agora, a terceira personagem, a que ninguém gosta, tá? Acho eu. Deste drama chama-se Sara. A Sara tem 35 anos, trabalha no mesmo instituto que nós há cerca de 2 anos e é da mesma nacionalidade que a Tânia. A Tânia e a Sara não são amigas. No entanto, quando a Tânia estava a tentar mudar-se para cá, a Sara as doa bastante, pois estava por dentro das burocracias.

Elas não se conheciam, então, suponho que tenha sido aquela empatia inicial por querer ajudar alguém do próprio país. Depois de a Tânia se mudar para cá e começar a trabalhar, as duas chegaram a conhecer-se melhor e a passar algum tempo juntas. De acordo com a Tânia, parecia estar tudo bem. Contudo, à medida que o tempo foi passando, a Sara começou a ignorá-la. Não lhe respondia a convites nem a mensagens. A Tânia assumiu que a Sara simplesmente não queria passar tempo com ela e que no início só a ajudou por simpatia. Até aqui, tudo normal, na minha opinião. Também me parece.

Uma mão lava a outra, a gente ajuda-se e tal, porque somos do mesmo país e eu já cá estou, estou vens para cá. Mas depois, talvez não simpatizemos, não queiramos manter aqui um contato. Está tudo normal, somos todos adultos. Eu e a Sara também não somos amigas, nem nunca falámos, mas sou simpática e normalmente, quando entro numa coffee doc, digo, bom dia, o que é uma coffee doc? É um... é um...

O espaço para tomar café? A tia é burra. Digo bom dia ou boa tarde a quem lá estiver. Um dia recebo estas mensagens no LinkedIn. O LinkedIn member é a Sara, já bloqueada. E eu estou colorida à cor de rosa. Meu Deus, ai, conte-me. Hello! Hope you are well! Agora é que vamos ver o inglês da tia, ela foi petizadíssima! I felt that your facial expression towards me has changed recently. I would like to hear about that.

Ai não, ai é dessas. Então ela disse o seguinte para quem não é alfabetizado em inglês que batia. Olá, que tal? Eu espero que estejas-vos bem, hein? Olha lá, eu reparei que as tuas expressões faciais, para mim, têm mudado recentemente. Adorava ouvir mais sobre o tema. Viram? Bom tom. É igual ou não? A gente nem precisa de saber o tom de facto. Só de ler já sabe que tem este tom. E a nossa querida, como é que ela disse que se chamava? Ana? Tânia? Não, Tânia é outra. Ana, sim. A Ana diz.

Hi there! Olha ela, querida. Olá! E põe um smilezinho. I'm not sure if I'm following. Não tenho a certeza se estou a perceber. Cá, cá, cá, põe aquele smilezinho que sabe que agotá. We can catch up next time we meet. In... Sítio... Coiso. Portanto, podemos falar sobre isso da próxima vez que nos encontrarmos lá no trabalho. Confesso, fiquei parva. Não fazia ideia do que é que ela estava a falar até porque nunca falámos, nem pertencemos ao mesmo grupo de trabalho nem ao mesmo círculo de amigos. A vida continuou e nunca mais nos voltámos a cruzar no trabalho. Claro.

Claro que nunca mais. Até porque a menina está sempre a ver quando é que ela vai ao intervalo para não ir. Eu já nem me lembrava disto, até que, em novembro, a doida bate-me à porta novamente pelo LinkedIn. Atenção, eu acho super estranha esta interação pelo LinkedIn, sendo que vejo isto apenas como uma ferramenta de trabalho. Ela também. Só que ela acha que isso inclui as amizades, com aspas aqui, vocês não são amigas, que ela faz no trabalho. Ou desfaz, no caso.

Quer dizer, ela nem desfez porque não havia aqui nada, ela é louca! Ah, e vendo as datas porque ela manda-nos agora as mensagens de novembro e as outras mensagens foram enviadas em abril, dia 30 de abril, e ela respondeu ainda no mesmo dia e a outra disse dia 1 de maio. Portanto, passaram meses. Olá! Olha, tu lembras-te que eu te mandei aquela mensagem há uns meses? Então, eu fui ao trabalho naquela altura...

E não tivemos oportunidade de falar. Querida, se não tiveram oportunidade de falar, também não teve oportunidade alguma de ver se as minhas facial expressions mudaram para consigo. Não é? Às vezes também é aceitar. Que malta não é amiga? Adorava conversar contigo em privado quando for conveniente para ti. Ai, how are you? Ela sempre bem querida. Olá, tudo bem? Espero que tenhas tido um ótimo...

Good time at home. Espero que esteja tudo bem aí em casa. Não é isto que me serve. Até porque ela está a dizer isto só por simpatia e cordialidade. Claro, eu vou ao escritório hoje, se tu tiveres tempo para conversar. Ai, ela está lá assim, o maluco, e ela... Palminha para o maluco dançar! Palminha para o maluco dançar! Querida! Não! Não!

No LinkedIn! Finja que não viu, ninguém vai ao LinkedIn! Obrigada, olha, desculpa, mas é que eu hoje não vou. O que é que tu achas da amanhã? A que horas é que está bom para ti? E a linda responde, oh Ana, por favor, tomorrow is good, tomorrow is no good. Amanhã está ótimo. Pronto!

É, não está a fazer caminho onde se foi deitar. Se calhar depois do almoço porque eu vou ter uma reunião. Boa, obrigada, diz a louca. E a Ana volta à carga, porque entretanto não tem mesmo percepção do espaço em que está e que tem que parar de ser simpática, e diz Hi there, olá, eu estou disponível agora caso te queiras encontrar no escritório. E a louca responde

Olá, olha, eu acabei de chegar, mas ainda tenho que ajudar o meu supervisor aqui com uma coisa. Até às 3 da tarde. Eu e a Sara acabámos por falar no dia 20. Fui ter uma sala de reuniões onde ela estava à minha espera. Confesso que estava mesmo curiosa e intrigada para perceber o que é que ela queria. Querida.

É essa. A menina não tem instinto de sobrevivência. Esse é o seu problema. Assim que cheguei, o ambiente era extremamente awkward. Sentei-me, perguntei como ela estava e ela respondeu Então, tens alguma coisa para me dizer? Tenho. É que eu não te devo.

absolutamente nada, querida. Fizeram-me esta uma vez, eu tenho uma história igual. Só não foi pelo LinkedIn, foi pessoalmente que ainda é pior. Opa, juro, morri ali, queria rir e chorar de medo ao mesmo tempo e pensei logo, onde é que eu me vim meter? Mas já se estava a ver nas mensagens, querida. Quando está curiosa, tenho que dizer assim, olha, eu entrei em trabalho de parto e vai ser um parto para que me vai levar, nem é 16 horas, é 16 meses, portanto vai ter que ser por mensagem.

Eu sei, mas, gentiça, eu também queria imenso estar pessoalmente contigo. Muito, muito! Expliquei-lhe que tinha sido ela a pedir para falar comigo e que eu não tinha a menor ideia do que é que se tratava. Ela começou a dizer que eu tinha mudado e que já não a cumprimentava da mesma forma. Para ser mais precisa, ela disse que as minhas expressões faciais estavam diferentes em relação a ela.

Eu estava a pensar que ela era doida e que queria fugir dali a correr, mas não o fiz. Disse-lhe que não fazia ideia do que ela estava a falar e que se isso aconteceu, o mais provável era que eu estivesse a ter um mau dia no laboratório. Como uma boa aluna de doutoramento, deixo que isso afeta a minha vida no geral. É rir para não chorar, diz ela. Eu não sei, que eu não tenho experiência de doutoramento. Portanto... Mas tudo bem, ok. Tá...

Você está a falar com uma louca, percebe? E eu não estou a falar de mim. Também está a falar com uma louca aqui. A menina, de facto, não tem instinto de sobrevivência nenhum. Mas, aqui, é louca. Eu não percebo porque é que está a ter esta conversa. Não entendo porque é que se colocou nesta posição. Vocês têm que escapar do drama. Quer dizer, enfim, é isso nele mesmo. Para depois virem aqui contar à tia. Foi por isso que fez isto. Para poder ter uma história para contar à tia.

tão querida, os sacrifícios que elas fazem. Ora, vamos lá ver. Ela não estava a dizer que eu parei de a cumprimentar. Simplesmente posso não ter sorrido de orelha a orelha. Ela não me pareceu convencida e começou a perguntar se a Tânia alguma vez me tinha dito algo sobre ela. Hum, não disse, mas agora fico a pensar que talvez haja algo para dizer.

Respondi que não, que, se a Tânia alguma vez a mencionou, foi apenas para dizer o quanto ela a ajudou no início com a mudança de país. Mais uma vez, não pareceu convencida e voltou a insistir, dizendo que não queria que a minha opinião sobre ela mudasse.

Deu merda entre esta gaja, entre a Sara e a Tânia, deu merda e ela está com vergonha e tem a certeza, isto depois é os macaquinhos na cabeça, tem a certeza absoluta que tu mudaste as facial expressions, porque a Tânia te contou alguma coisa, porque ela sabe que tem culpa no cartório, está a perceber? E está a criar ali cenários que não existem na prática. Ela está-se a denunciar imenso.

muito, muito, muito, muito querida com Tânia, se guarde para si. Respondi simplesmente que não a conhecia e por isso não tinha qualquer opinião sobre ela, mas que, se tinha questões para resolver com a Tânia, que fosse falar com ela, não comigo. Foi então que ela disse algo que achei super triste. Ai meu Deus, ai meu Deus. Confessou que se importava muito com o que as pessoas pensam dela e que queria que eu gostasse dela porque parecia ser uma pessoa muito agradável.

PARA! Olha, até fiquei com lágrimas nos olhos. Coitadinha! Mas, ó, Sara, mas é que assim, eu sou uma pessoa agradável, você, querida, Sara é uma pessoa agradável, não é por isso que a gente tem que se beijar na boca e ser amigas. As amigas não se beijam na boca, mas vocês perceberam, estava a fazer aquele meme do Naukiss, sabem?

Enfim, não é por aí. Nós podemos ser pessoas agradáveis e ainda assim não estarmos coladas nem termos qualquer tipo de relação. Isto porque, de facto, eu não quero. Se eu quisesse, eu era só amiga e não se proporcionou. Não vamos estar a forçar uma amizade que não aconteceu naturalmente. Ora, se por um lado foi triste, por outro, não apagava o facto de eu estar a achar que ela era um pouco doida. Pois é, realmente um pouco doida.

Somos adultas, apenas colegas de edifício, nem sequer de trabalho e ela parecia presa num drama infanto-juvenil. Não tenho pachorra. Disse-lhe para não se preocupar tanto que já não havia há muito tempo e que não me conseguia lembrar disso. E basicamente que não tinha qualquer opinião de conotação negativa em relação a ela. Pelo menos, até ali. Pois, agora tens, não é?

Agora a Sara, a querer fazer o bem, conseguiu fazer precisamente o contrário. Você queria que eu me aproximasse? Depois que agora parece louca, psicopata, eu estou com medo de si. Óbvio que fui a correr contar isto à Tânia, que estava impacientemente aguardando. É que é isso, a Sara queria muito ganhar uma amiga e tudo o que fez foi fortalecer a amizade alheia.

Ela achou que não havia qualquer choque cultural a acontecer. Para ela, a Sara era simplesmente doida. Depois, contou-me que outras colegas do mesmo país também não se davam com ela. Depois disto, fiquei sem ver a Sara durante muitos meses, até que, recentemente, ela começou a frequentar umas aulas de dança – ela ama zumba – às quais eu e a Tânia também vamos.

E não é uma coincidência, tá? Quando a Tânia não está, a Sara tenta vir para perto de mim, mas não fala comigo. Por vezes, a Sara vem acompanhada de outras amigas que são muito simpáticas e falam comigo. Hum, que amigas são essas? Ela paga a essas pessoas?

Rita, estás a entrar também, coitada da Sara! No entanto, sempre que a Sara intervém, fala na sua língua e coloca-me de parte. Não entendo, a moça quer que eu goste dela, mas ativamente exclui-me. As colegas são simpáticas e voltam a fazer o suítex para o inglês. Agora, as amigas delas já me cumprimentam, falam comigo e criámos uma pequena dinâmica no início da aula. Essas amigas também se dão com a Tânia e com a Sara. O que, por vezes, cria um ambiente no mínimo constrangedor.

Antes que alguém pense que isto acontece por dificuldade na língua inglesa, posso garantir que não é o caso. Todas falam inglês perfeitamente, tanto para trabalho como para conversa casual. Sim, até porque para estarem num laboratório em que trabalha muita gente de muitos países, o inglês tem que ser fluente. O laboratório é uma zona onde se fala, além do inglês corriqueiro do dia-a-dia, o inglês técnico, se a pessoa não souber falar, não vai funcionar. Evidentemente, não é uma barreira linguística.

Por isso, ela simplesmente opta por fazer essa transição para a sua língua sem qualquer respeito por mim. Sim, ela está naquela eu vou rejeitar para não ser eu a rejeitada. Eu entendo a facilidade de comunicar na nossa língua materna, mas todas nós trabalhamos num ambiente muito multicultural, onde o respeito e a empatia são essenciais. Mas ela simplesmente ignorou tudo isto.

Talvez esteja a embirrar, mas é ela é que disse que queria que eu gostasse dela e depois faz isto, em múltiplas ocasiões. A semana passada, eu e a Sara descobrimos que a Tânia a bloqueou no Instagram. Pera, tu e a Sara? Ou tu e a Tânia? Tô confusa, querida. Tu e a Sara? Mas tu agora és amiga da Sara. Tu és amiga da Tânia. Porquê que tu e a Sara estão a conspirar contra a Tânia? Aliás, foram ver se a Tânia tinha bloqueado. Eu acho que isto é ao contrário. Tu, na semana passada, descobriste tu e a Tânia que a Sara...

Tinha bloqueado, tinha bloqueado a Tânia. Né? Perceberam? Ou fui confusa, fui confusa. Estou a ficar com calor? Gente, eu estou a ficar com calor. É isto, pá. O verão vai chegar e vai ser a nossa tormenta. O vosso tormento, na verdade. Para mim vai ser incrível. Mas eu vou ter que estar aqui com o lequinho. Porque está muito calor. Está péssimo, está terrível. Aí está ao contrário. Sou f***ing hot. Momento. Agora sim.

ficámos chocadas. O mais engraçado foi a Tânia, que não sabia que dava para bloquear no Instagram. Pois, lá está. Portanto, a Sara estava ao contrário, querida. Estava ao contrário, deixou-nos aqui, todas num êxtase que você tinha traído a Tânia. Mas afinal, não. O que aconteceu foi que tu e a Tânia descobriram que a Sara bloqueou a Tânia no Instagram. E a Tânia nem sabia que dava para bloquear porque a Tânia tem 72 anos.

A realização na cara dela foi fantástica. Eu não sigo a Sara, mas a Tânia seguia-a. A Tânia conversou com outras compatriotas que acham que a Sara tem ciúmes dela por se ter integrado tão bem num grupo multicultural. Ah, e tudo isto aconteceu no mesmo dia em que celebrámos o Dia Internacional da Mulher no Trabalho. Eu até ofereci chocolates a todas as pessoas que estavam a participar no quiz, a Sara e as amigas dela incluídas.

Mais tarde, nesse mesmo dia, acordei com um testamento que até me lembrou aquelas mensagens de ex super chatas. Nunca tive.

Os meus olhos não eram super chatos, eles davam-me gosto. Porque eu sou tóxica. Antes de leres a mensagem, permite-me contextualizar. Neste dia tivemos aula de dança às 18 horas. Antes da aula começar, ela veio ter comigo e com a Tânia e disse Ai, olha, eu disse à dona Eileen que vocês são químicas, ok? Eu pessoalmente não quero saber, por isso disse que estava tudo bem. E a Tânia concordou.

Na verdade, eu sou engenheira biomédica e eletrónica. Olha para ela! Você acha que esta mulher não era de uma inteligência? Assim fora de série? As minhas seguidoras são todas muito inteligentes, pá! But who gives a f***? I do. Eu fico muito proud de si. Realmente tem relevância zero. A aula ia começar e eu só queria abanar a peida. Adoro.

na Zumba não, todo o respeito pela Zumba aliás, nós temos um queridíssimo make-up party que dá umas aulas de Zumba, é o Tiago e possivelmente até está aqui, vou descobrir agora se está ou não, se não estiver, Tiago quando ouvires isto em 2027 vais ficar tristíssimo de não teres dito nada em maio de 2026 coitado, o homem de trabalho tem mais que fazer, já agora sigam-no vão lá

Olhem, comecem a seguir e a comentar as coisas dele. Assim do nada, digam o meu nome aleatoriamente. Eu vou-vos dar o nome dele, peraí. É uma drag queen, eu adoro. Então, o Insta dele é tiagoalmeida.moa Makeup Artist, Moa. E depois ele tem uma drag, que é a Crystal Ivy. E o Insta dela é Crystal, com Y e LL no fim, Crystal, como se fosse um cristal alto. Underscore Ivy. I-V-Y.

Apanharam? Chiquinho, bota aí, bota aí. Vão lá segui-lo. E segui-lo a ela também. Portanto, ao Tiago e à Crystal. E deixem muitos comentários com o meu nome, só para ele ficar assim. Mas o que é que se passou aqui? Não, mandem mensagem. Comentários é estranho, não é? Depois fica bizarro. Ou não façam nada disto. Estão-me a arrepender. Estão-me a arrepender. Não, sigam o Tiago e a Crystal, mas não digam nada. Sigam só, porque as pessoas merecem amor e carinho e o Tiago é um querido.

Onde é que íamos? Contexto dado, aqui fica o testamento. E vamos então ler a mensagem da Louca da Sara.

Aí a tábua é da grande e é em inglês, querida. Vou ter aqui que fazer muita tradução. Hello! I hope you're doing well. Olá! Espero que esteja tudo bem. E é um e-mail muito grande. Vocês estão a vê-lo, não é? Eu vou deixar o Chiquinho, deixa aí no ecrã, para vocês checar. I just wanted to clarify something regarding our conversation today. Só queria clarificar uma coisa sobre a conversa que tivemos hoje. A Elim perguntou-me o que é que as tuas amigas estão a estudar e eu disse química. Mais tarde, só para ter a certeza que dei a resposta correta...

Perguntei-te. Na verdade, eu só perguntei sobre o teu curso e foi uma pergunta simples. A tua resposta pareceu-me um pouco invulgar. Qual é que foi a tua resposta? Ah, tu só, sim, tudo bem. Disseste que sim, ok, tudo bem. Não quer saber que está tudo bem. Pois, porque queres ir treinar-te, sim, ou whatever. Foi isto, né? Deste-lhe um whatever. E ela ficou f***da. Claro que ela... Não, nós não somos químicos. Não, não, não, não.

Querida, não quer falar contigo, eu já fui tão clara! Claro que toda a gente sabe que a área de estudo de alguém, ou até o seu nível de educação, não define a sua personalidade ou caráter. Parabéns. Uau, quero um amendoim. Relativamente à Aileen, acredito que ela é apenas uma pessoa simpática e educada e com um interesse genuíno em conectar-se com pessoas. Eu sinto que você está a tentar descrever-se a si mesma, mas não corresponde sequer à verdade. Tá, anjo? Você é louca.

Tendo sido professora de História, é naturalmente curiosa. Todos os meus amigos têm uma opinião positiva sobre ela e não acho que haja qualquer má intenção por trás das perguntas dela. Mas, querida, assim, eu só queria ir dar um twerkesito. Está bem, você está a extrapolar a conversa que tivemos. Está a exagerar um pouco, está a lukite já.

Entretanto, algumas vezes lá no trabalho algumas pessoas perguntaram-me sarcasticamente se eu tenho a impressão de que sou superior por ter estudado arquitetura ou se me sentia especial por causa disso. Querida, esta mulher vai assinar iPhone todo mal escrito. Isto é Baby Reindeer total. Esta gaja é louca, louca, louca. Isto são conversas que ela tem na cabeça dela. E começou a escrever para ti como se... Ela...

Da Lulu, da Lulu, run away! Run away, run away, run to the mountains! Achei estranho de onde vinham esses pensamentos? É da sua mente, querida, a gente também está a achar estranhíssimo. Nem lhe conto, nem lhe digo, nem lhe nada. A verdade é que adora arquitetura e escolhi a compaixão, não com qualquer outra mentalidade. Uhum. Sim.

Eu estou a ficar com medo dela. É por isso que falo sempre sobre o assunto com entusiasmo e interesse. E talvez tenha sido aí que surgiu o mal-entendido. Mas eu nem tenho nada a ver com isso. Porquê que me está a dizer isto a mim? Eu nem falo consigo.

Ou penso que por vezes julgamos os outros com base nas nossas próprias perspetivas pessoais e suposições. Olha, agora é que disse tudo. Hã? Agora é que disse tudo. Atenção, a Dona Eileen não estava presente quando ela veio falar connosco. Se a Dona Eileen quisesse saber mais sobre a investigação que eu faço, eu não teria problema nenhum em explicar. Mas, de facto, eu estou lá para me divertir e não para pensar em trabalho. Por isso, não vi necessidade de a corrigir.

A aula começou e não houve mais interações. A criatura mandou isto à meia-noite e meia. Fofa.

Fofa! A sua morada está exposta em algum local? Isto é perigosíssimo! Ela esteve a matutar a fazer este filme todo na cabeça dela, no qual ela é a personagem principal e com o qual eu não tenho, nem quero ter, nada a ver. A minha resposta.

Olá, não tenho a certeza porque é que sentes a necessidade de me enviar isto, mas não me interessa o curso das outras pessoas, o nível de estudos, a idade ou o contexto. Interessam-me pelas pessoas enquanto indivíduos e não são simpáticas ou afáveis. Portanto, não há nada que precise de ser esclarecido. Não penses demasiado nisso. Eu vou à zumba para me divertir e passar um bom bocado. Nada mais, nada menos. Bom fim de semana. E, querida, tu estás a estragar isso, está bem?

Só para ficar aqui a notinha, você é uma arrombada que não me larga da mão e está a estragar a zumba para mim, que era tão divertido estar ali. Zumba, neca, neca, ora, neca, neca, zumba. Não é esta a música, mas pronto, é o que me lembra o zumba e pronto. Percebe? Está a estragar, querida. Por favor, afaste-se. Por favor, por favor, por favor. Bom dia, como disse, foi uma pergunta simples e achei a tua resposta desnecessária e preconceituosa.

Ah, sim. Vamos esvaziar pautas. Isso mesmo, linda. Acho que já percebeste a mensagem. Bom fim de semana. Olha, um péssimo fim de semana para si. Está-me irritar de uma maneira. Você é louca, chanfrada, maluca dos cornitos e eu tenho que estar aqui a ouvir esta coveta. Bloquei. Ah, já bloqueou. Pronto, está resolvido, está resolvido. Agora é mudar de país porque esta pessoa vai segui-la e é perigosíssima, está bem? Eu estava a tentar ser no mínimo cordial com ela, mas não preciso disso. Acho que ela é de Lulu.

Ah, que perspicaz, querida. Você está mesmo muito atenta e não quer ter nada a ver com ela. Então, bloqueia no LinkedIn e em todas as redes sociais, não fosse ela tentar por outros meios. Tem que a bloquear na vida. O problema desta malta é que eles não só são esquisitos nas redes sociais, como são esquisitos fora dela. Delas, no caso, plural.

A Tânia concordou plenamente e outras pessoas que estão a par também. Algumas ainda brincaram que ela me ia mandar uma carta. Sim, segui-la na rua, eu não tenho a menor dúvida. Estou errada por bloquear esta doida varrida? Não, não está. Vai ser constrangedor nas aulas de zumba, mas eu vou simplesmente ignorá-la. Uma amiga minha sugeriu-me falar com ela. O que seria? Mas sinceramente, para lhe dizer o quê? Olha, Sara, você bate mal da cabeça, sugiro terapia e por favor nunca mais me dirije a palavra.

Sim! Sabe quem faria uma destas? A minha mãe? Fácil, fácil, fácil! A minha mãe é uma pessoa que ela lança só os leões sem no sonho mas que pode acabar enfiada na cova num dente. De um dente, perdão. Digo que só não está connosco presente no chat.

Ai, na minha opinião, bloquear já grita tudo isto? Sim, grita. Mas eu não sei, querida. Eu tenho que ter de comer desta gente. Não quero dar mais importância ao palco a este tipo de atitude. Se estou errada, beijinhos. Ana, não. Não está. Está a ser errada. Está certíssima. Eu adorei. Acho muito querida em ter feito aqui o bloqueio. Mas, de facto, eu sinto que talvez a solução seja uma...

Como se diz? Sabe aquelas proteções que impedem a pessoa de se aproximar de si a uma determinada distância? Como se chama isso, pessoas inteligentes? Que eu hoje não trouxe o cérebro, não trago nos outros dias também, mas hoje particularmente precisava e não está cá.

Não me lembro. Medida... Não sei. Gente, eu sinto que é isso que é necessário aqui porque esta pessoa é perigosa. Você viu Baby Reindeer? Vá ver. Se não viu, vá ver. E perceba a que nível é que um stalker pode ir. Você vai acabar num documentário da Netflix não como assassinada, espero.

Que horror, de repente, pusei imenso o clima. Eu espero que não, mas a gente nunca sabe. Eu tenho muito medo, eu vejo demasiados documentários, eu estou demasiada inserida no mundo do suspense e do crime. Não, como é que se diz, não a ótica do utilizador, mas não a ótica do vi...

visualizador e dá-me agonia. Esta malta que é maluca, a gente nunca sabe qual é que é o próximo move e pode ser uma coisa macabra. O que eu ia dizer é que a menina vai acabar num documentário da Netflix a dizer que recebeu 1872 e-mails desta louca que não para de falar consigo, de todas as maneiras, qualquer dia tem de facto um avião, sabe como no bebê, a passar com mensagens para si, porque esta mulher, eu não percebo porquê, mas ficou fascinadíssima consigo, aliás, eu percebo porquê.

A menina é inteligente, é bonita, é seguidora do Drama Quest, segue a tia Rita em todas as redes sociais. Dá-lhe um tapinha, desculpa. É óbvio que isto deixa qualquer um fascinado, não é? Mas não é caso para tanto. Enfim, sinto que me excedi. Querida.

Ter um stalker é uma situação de facto grave e não deve ignorar. Sim, lidou da melhor maneira que pode e a esta altura também é a única medida que pode tomar, mas se isto persistir, por amor de Deus, faça qualquer coisa assim mais...

queixa na polícia queixa no laboratório queixa na faculdade, whatever onde esta mulher for atrás, sim eu achei isto bizarro, a conversa dela é toda estranhíssima do nada apareceu na Zumba desculpa mas sou a bueda estranho e com amigas, esta pessoa não tem amigas por isso é que elas querem ser suas amigas porque elas não querem falar com a Sara está tudo muito estranho aqui, tudo muito estranho enfim, gente

Espero que tenham gostado deste tempo que passámos aqui. O episódio foi longo o suficiente? Ou precisavam de mais meia horinha? Parem de reclamar, Gatinha. Gatinha faz o que pode e o Chiquinho, coitado, tem problemas nas mãos e depois dói. A gente também não pode mandar o Chiquinho assim contra a parede. Está? Enfim, é nesta que me vou.

Já vos disse que se tem algum caso devem enviar para lá, para o aritagrecisa.com. Já sabem, com o título deixem em concreto no e-mail do que é que se trata lá no subject com Estou errada por ter feito coisa ABCOD ou outra coisa qualquer, mas identifiquem que é para o DramaCast. Se for para o DramaBytes, identifiquem para o DramaBytes. O que é o DramaBytes? É o podcast que acontece todas as terças-feiras.

Jesus, terças-feiras. Aqui também no YouTube e no Spotify. Tem o custo de R$ 2,99 por mês. Chate se vocês subscreverem o serviço através do aparelho Apple porque a Apple gosta de secar o seu dólar de percentagem, tá? O seu dólar, o seu euro. Portanto, fica R$ 3,99 para quem o fizer pelo iPhone. Não façam. Esse é o truque. Façam pelo Windows ou whatever e depois vejam no telefone. Como normalmente já fazem. Estou com muito calor, malta.

Sinto... Na outra casa eu passava muito calor, meu Deus, eu vou ter que me calar eventualmente, mas na outra casa eu passava muito calor. Nesta aqui eu achei que não, porque é uma casa que não é virada para oeste, sabem? E a outra casa era virada a sudoeste, que é uma zona assim como do sol. E esta não, tem duas frentes, mas a frente onde nós estamos é uma frente aí, para aí, virada a norte, portanto não tem sol direto.

durante a maior parte do dia e ainda assim está uma calorada, eu vou ter que meter um ar-condicionado aqui, senão nós vamos passar o ano todo com um leque pouco a pouco a pouco, ano todo não, não é? Que eu também só tenho calor 3 meses por ano. Enfim, vão-me embora gente. Gostaram? Deixem like se ainda não o fizeram. Um beijo, um queijo e até logo, cabelo no olho. Até logo, beijo, tchau!

BLOQUEEI uma COLEGA DOIDA | Especial Dia do Trabalhador | Castnews Index — Castnews Index