Episódios de Tortinha de Climão

Conferência de Santa Marta – Tortinha de Climão #52

08 de maio de 202620min
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Estamos de volta a programação normal (espero) e falando de coisa boa: a primeiríssima Conferência para Longe dos Combustíveis Fosseis, que aconteceu na Colômbia ao final do mês de abril de2026. Neste episódio trago as novidades discutidas por lá e um pouquinho do que devemos ficar de olho daqui pra frente. Ah, o Tortinha estáde...
Assuntos6
  • Conferência de Santa MartaPrimeira conferência para transição longe dos combustíveis fósseis · Diferenças em relação às COPs · Países participantes e ausentes · Documentos de contribuição por segmento · Pilares da conferência: dependência econômica, transformação de energia, cooperação internacional
  • Contradição Ambiental de Subsídios a Combustíveis FósseisFalta de financiamento para transição energética · Dificuldade de financiamento para distribuição energética em países pobres · Excesso de subsídios para produção e consumo de combustíveis fósseis · Coalizão sobre parar incentivos para combustíveis fósseis (COFIS) · Transparência sobre subsídios implícitos e explícitos
  • Transição energética e segurançaBenefícios econômicos e de implementação de sistemas descentralizados · Melhor distribuição de energia em regiões distantes · Transição energética em transporte, construção, indústria, turismo, fertilizantes e sistemas alimentares
  • Demanda e capacidadeIntegração de IPCC, UN Plastic Treaty e outros órgãos · Redução do consumo de combustíveis fósseis · Produtos industriais derivados do petróleo
  • Uso dos Recursos do PetróleoNecessidade de organizar a extração de petróleo de forma viável · Plano de transição para empresas estatais como a Petrobras
  • Divulgação CientíficaMapas do caminho para transição energética com apoio científico · Estruturação financeira para transição energética · Alinhamento entre produção e consumo para transição dos combustíveis fósseis · Novo painel científico para organizar e tornar palatável a ciência para tomadores de decisão · Foco em questões sociais e econômicas além de tecnológicas · Johann Rockström, Carlos Nobre e Gilberto Januzzi como membros do painel
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Oi, oi, gente! Esse é o Tortinha de Climão, sinta-se em casa. Pra quem não me conhece, eu sou a Marina, eu sou física, pesquisadora e divulgadora científica e esse é meu espacinho pra falar sobre física atmosférica e mudanças climáticas de um jeito didático e curtinho, que é pra ninguém ficar exausto. Hoje, a gente vai conversar um pouquinho sobre um evento que acabou de acontecer agora no finzinho de abril, em Santa Marta.

e que eu contei para vocês o que aconteceria, que é a primeira conferência para a transição para longe dos combustíveis fósseis. E acabou ficando conhecida como Conferência de Santa Marta, porque é mais curtinho de falar. Santa Marta na Colômbia, que é uma das nações que está carregando essa iniciativa da conferência, junto com os Países Baixos.

E vamos deixar claro que esse não é um evento do tipo COP, né? Não é um espaço de negociação global, não tá rolando aquela busca pelo consenso pra fazer os documentos, que nem a gente falou que funciona na COP. E isso é bastante interessante, porque esse acaba sendo um espaço paralelo muito...

promissor. Imagina que é um espaço complementar e ele envolve os países que estão realmente interessados num debate público proveitoso sobre como encarar e resolver o problema dos combustíveis fósseis. E isso, bom, é ótimo. Então, imagina que os países que foram, eles foram porque eles estão interessados. Eles não foram pra tumultuar, eles não foram pra falar que não querem ter o termo combustíveis fósseis no documento final.

eles foram para discutir, para buscar soluções, para apontar problemas e apontar barreiras, mas tentar ver o que os outros participantes tinham ali de opções para como lidar com essas barreiras. Foi para ser uma conversa mesmo.

Então, no fim das contas, isso mudou o humor da conferência e mudou o humor dessa negociação em volta, né? Dá pra ver, assim, que quem voltou de lá voltou animada, voltou animado, voltou com esperança, assim, sabe? De ver essa boa vontade dos países e ver esse interesse e essa postura propositiva, assim. Então...

tem essa ótica otimista em volta dessa conferência, justamente porque quem estava lá não estava lá afim de tumultuar, estava afim de discutir mesmo. A ideia da conferência saiu ali da COP30, porque rolaram algumas discussões que foram meio travadas, meio difíceis, sobre fazermos mapas do caminho.

A ideia era que os países começassem a apresentar mapas do caminho para parar de usar os combustíveis fósseis, para fazer uma transição energética justa. E a discussão foi travada, foi tumultuada, acabou não indo para documentos finais e tal. E a Colômbia e os Países Baixos falaram, opa, vamos...

Vamos encampar aqui uma iniciativa para fazer essa discussão acontecer com quem está afim de fazer essa discussão. Porque, imagina, os petroestados, por exemplo, eles não iam ficar animados com uma conversa sobre vamos parar de usar combustíveis fósseis, porque essa é a principal fonte de dinheiro e de poder que eles têm.

Enfim, a conferência em questão não está aí para seguir os modos da COP e dá para ver esse frescor até nos documentos finais de contribuição dos diferentes segmentos da sociedade. Esses documentos estão todos no site oficial da conferência.

eu convido vocês a darem uma olhadinha, porque eles são bem animadores e bem pé no chão. As contribuições são separadas por segmento, então tem um capítulo dos acadêmicos, um dos povos indígenas, um das populações afrodescendentes, um das ONGs e assim por diante.

E a maior parte dos documentos tem uma estrutura muito similar. Eles apontam quais são os consensos, quais são as barreiras e quais são as propostas de soluções para três diferentes pilares. O pilar número um, para ultrapassar, para resolver a dependência econômica nos combustíveis fósseis.

O pilar número 2 é para fazer uma transformação de demanda e oferta de energia. E o pilar número 3 é a cooperação internacional e o multilateralismo. Acabaram envolvidos uns 57 países nessa discussão, nessa conferência. E aqui eu vou deixar um comentário importante.

que dependendo da fonte citam 59 países. Mas eu não achei uma lista oficial com os 59 ou 57 presentes. Então a gente vai falar aí de ao redor de 60 países, de quase 60 países.

dentre os países que estão lá, além dos organizadores, né? A gente tem o Brasil, a Austrália, o Chile, o Canadá, Dinamarca, a União Europeia, né? A União Europeia vai como um bloco, além dos países separadamente. França, Itália, Irlanda, Panamá, Portugal, Suíça, Suécia, Espanha, Uruguai, Gana, Jamaica, Nigéria, Papua Nova Guiné, Senegal, Singapura, Vietnã e mais uns tantos de países.

É claro que grandes produtores e consumidores de combustíveis fósseis, como os Estados Unidos, não estavam presentes. Lembrando até que os Estados Unidos virou as costas para a UNIF-CCC. Ou seja, ele não quer mais papo com a ONU, ele não quer mais papo com nada de mudanças climáticas, está fora do painel. Então, não era de esperar a presença dele aí.

Mas a China também é uma ausência importante nessa conferência, porque ela está adotando muito rapidamente novas tecnologias de energia, mas ainda é a maior consumidora de combustíveis fósseis do mundo, até por conta do tamanho da sua população. Então, é importante ficar de olho nessa movimentação da China para as próximas conferências desse tipo. Ainda assim, esses 30% de países do mundo foram...

voluntariamente conversar sobre como ficar longe do consumo e da exploração de combustíveis fósseis. Isso, por si só, já é muito relevante. Então vamos falar de alguns resultados dessa conferência, de algumas coisas presentes nesses documentos finais, no que que eles conversaram.

Os participantes todos comentaram que dinheiro é um problema. É um problemão, na verdade. É isso de várias formas. Desde financiamento para transição, que não existe em vários lugares, ou não está previsto nos orçamentos dos países. É até a dificuldade de existir dinheiro para distribuição energética.

em países mais pobres, né? Tem países que não têm uma distribuição energética justa, você vai ter lugares mais afastados que sequer recebem energia hoje. Então, como é que eu vou fazer uma transição justa que encampe todos esses espaços? Eles também reclamam do excesso de subsídios oferecidos para a produção e consumo de combustíveis fósseis, né? Que atrapalha o deixar de usar os combustíveis fósseis.

Também levantaram uma bola que eu gosto muito quando o assunto é energia, que é sistemas descentralizados podem vir a ser melhores economicamente, podem ter uma implementação facilitada e podem servir para melhor distribuição de energia em região distante. Então, eles estão cientes que é importante pensar em sistemas descentralizados de energia para aumentar o alcance e aumentar a possibilidade de uma transição justa.

Isso também leva em consideração que precisamos pensar em transição energética de forma ampla. Então falar de transporte, de construção, de indústria, de turismo, de fertilizante e de sistemas alimentares também. Tudo isso está dentro do que a gente precisa olhar para parar de usar os combustíveis fósseis.

Outro ponto que é importantíssimo é que os participantes discutiram que não só a extração de petróleo precisa diminuir, violula, mas precisa se organizar de uma forma viável para que essa extração aconteça. Então precisa, principalmente para empresas estatais, como é o caso da Petrobras, a gente precisa ter um plano, uma política de transição para que essas empresas se mantenham relevantes e não prejudiquem muito a economia dos países que estão vinculados a essa.

Transparência foi outro assunto que colocaram na discussão, que é outro assunto que eu gosto muito. Eles falam que a gente precisa saber mais e melhor sobre como esse monte de subsídio para combustível fóssil funciona. Existe uma coalizão chamada Coalition on Phasing Out Fossil Fuels Incentives Including Subsides, que é a COFIS, que é basicamente a coalizão sobre parar incentivos para combustíveis fósseis, incluindo subsídios.

que se prontificou a ajudar os países a darem os primeiros passos nesse processo de transparência. Então, eles vão identificar e tornar transparentes quais são os subsídios implícitos e explícitos para os combustíveis fósseis, os custos fiscais, a distribuição desses subsídios e quais são os impactos deles.

É o tipo de documentação que a gente precisa para conseguir dar qualquer próximo passo. A gente não pode falar simplesmente, vamos acabar com subsídios, se a gente nem sabe todos eles, se a gente nem tem isso de forma muito transparente, como funciona, no que impacta, no que está relacionado. Os participantes identificaram que diferentes órgãos e painéis podem trabalhar em conjunto para ajudar a criar uma convergência entre a oferta e demanda de fósseis.

Ou seja, basicamente a ideia é colocar IPCC, UN Plastic Treaty, que é o Tratado de Plástico das Ações Unidas, para conversar e para ajudar a criar essa convergência, para ajudar a garantir que esse consumo de combustíveis fósseis diminua. Porque, na verdade, quando a gente fala de petróleo, falar de petróleo e derivados, a gente não está falando só de combustível e de energia, mas também tem uma série de produtos industriais envolvidos.

Então, colocar esses órgãos diferentes para trabalhar em conjunto também é de interesse dos países todos. E por último, dessa listinha específica que eu fiz, tem muito mais resultado, muito mais discussão e consenso entre os países aí, eu vou trazer as três linhas de trabalho que os participantes discutiram e combinaram em cooperar. A primeira é, vai todo mundo trabalhar em fazer seu mapa do caminho.

Mas sem bagunça, vai todo mundo se apoiar em ciência e ouvir o novíssimo painel científico que foi lançado durante a conferência. Foi lançado assim no primeiro, segundo dia da conferência, tinha lá o lançamento desse painel científico. Segundo, vai todo mundo trabalhar em se estruturar financeiramente para permitir que exista uma transição energética. E terceiro, vai todo mundo trabalhar num alinhamento entre produção e consumo para que haja transição dos combustíveis fósseis.

Dito isso, eu queria explorar o primeiro ponto, falar do painel científico. Eu acabei de falar do IPCC ali, por exemplo, entre os painéis que podem trabalhar em conjunto. O IPCC é um painel científico. E aí você se pergunta, a gente precisa de mais um painel científico? E eu não sei dizer com certeza.

Mas eu vou apresentar uma forma de pensar que é interessante. Tem muita ciência sendo feita no mundo. E ninguém consegue consumir tudo sobre tudo. Então pensa nesse painel proposto agora como uma forma de tentar distribuir esse trabalho de consumir tudo sobre tudo. E organizar e tornar palatável para quem tem que tomar as decisões de forma informada. Forma informada fica esquisito, né? Mas é isso aí que temos.

O papel desse painel é produzir policy briefings, produzir documentos que ajudem esses tomadores de decisão a fundamentar suas decisões. E o bem legal desse painel é que ele não vai focar só em, sei lá, soluções tecnológicas para transição energética. Não, eles estão focados também nas questões sociais e econômicas, porque, lembramos, ciências sociais também são ciências.

E aí nesse painel a gente tem nomes como o Johann Rockström, que é bastante famoso, o Carlos Nobre e o Gilberto Januzzi, que são brasileiros e bastante conhecidos. Agora eu queria falar um pouquinho sobre um ponto muito presente no documento de contribuição.

do setor privado. Sim, tinha presença do setor privado e com nomes de peso, como a BYD e a Unilever. O meu primeiro comentário é só uma observação engraçada. Enquanto os outros documentos começavam apresentando os pontos de concordância entre os participantes, esse daqui, eles começavam direto falando das barreiras e dificuldades, que eu acho engraçado, que é um setor pronto para reclamar. Mas vamos lá. Duas coisas me chamaram bastante atenção nesse documento.

A primeira, que não é nenhuma surpresa, mas é importante, é que eles reclamam muito sobre finanças. E existe uma certa expectativa implícita, às vezes nem tão implícita assim, de que os governos precisam estar ajudando financeiramente as empresas a se adequarem ao mundo em transição energética. E eles ainda apontam...

que com a falta de mapa do caminho, com falta de como vai ser, né, de uma regulamentação de como vai ser a transição energética, fica um ponto difícil eles entenderem qual é o papel deles e como eles têm que se adequar a essa transição. A segunda coisa é que eles são explícitos em reclamar do net zero. Sabe aquela ideia de que tudo que é emitido de gases de efeito estufa, de um lado, é absorvido do outro e, portanto, a conta fecha em zero? Então.

Na verdade, essa conta nem sempre fecha em zero e envolve um monte de problemas estruturais e conceituais que a gente ainda vai discutir aqui no Tartinha. Mas no documento eles apontam claramente que tem muita empresa que se apoia nisso para não fazer sua parte direito. E eu achei um ponto bastante curioso de estar presente aqui.

apontarem isso como problema e pedirem uma melhor definição desse termo, uma melhor forma de que as empresas não usem isso para se proteger e não fazer sua parte. Além dos representantes governamentais e do setor privado, também tivemos a presença importantíssima de movimentos sociais, povos indígenas e ONGs.

Mas eu vou ser um pouco chatinha aqui e puxar um pouquinho para um pedacinho que se alinha bem com a minha área atual de pesquisa. E vou falar da participação governamental subnacional, focando em cidades. Porque, veja, ainda que a gente fala muito de compromisso e metas nacionais, se a gente não olha para cidades como os agentes relevantes da transição, fica um pouco mais difícil de implementar essa transição de fato. Então...

Antes mesmo da conferência presencial, rolou uma chamadona no Zoom, no comecinho de abril, em que várias cidades, com um total de 76 participantes, não necessariamente 76 cidades, mas 76 participantes, discutiram os papéis das cidades na transição. E, olha só, quem diria a maior reclamação é financeira.

A falta de financiamento é um impeditivo para a transição justa. Mas outros pontos relevantes foram citados também, como a questão da força de trabalho. Apenas 13% da força de trabalho estaria preparada para a transição verde e a gente precisa trabalhar.

para aumentar o preparo e absorver as pessoas que não vão mais seguir com suas posições relacionadas à indústria fóssil. Outro ponto que precisa ser avaliado é a pobreza energética, já que a energia não é distribuída de forma homogênea por aí em todas as cidades.

Os desafios são vários e provavelmente o principal é que as cidades variam muito, desde a forma que elas recebem e produzem energia até a forma que elas são governadas. Então essas mudanças muito grandes tornam a transição mais complexa, já que a gente precisa imaginar a transição num nível global, nacional, estadual e territorial.

Uma discussão relevante que chama a atenção é que botaram na mesa que o planejamento urbano precisa estar alinhado com as propostas não apenas de adaptação e mitigação, mas de transição energética. Então, a gente precisa, quando existir, o planejamento urbano, ele tem que estar sendo pensado em reduzir as demandas de combustíveis fósseis. Além disso, eles comentam a necessidade de manter um ambiente colaborativo que as cidades compartilhem conhecimento, ciência, tecnologia e soluções entre elas. Bom...

Eu repito que os documentos de colaboração estão todos bonitinhos lá no site e recomendo a leitura. Também lembro que não saiu nenhum grande acordo de lá, até porque, veja bem, não era para isso acontecer, não era proposta. E tem países que acham que a gente já tem acordo demais.

A gente já tem acordo, por exemplo, o Acordo de Paris, a gente precisa implementar esses acordos, fazer eles saírem do papel, fazer a nossa parte, então não precisa de fato ter mais um acordo relacionado a mais alguma coisa. Mas isso não significa que as metas não devam ser estabelecidas, os mapas do caminho são esperados como iniciativas independentes de cada país.

Aliás, falando em mapa do caminho, a Colômbia soltou um rascunho do seu mapa do caminho, prometendo 90% de redução na demanda dos combustíveis fósseis em 2050, comparando com a demanda de agora, de 2026. E a França lançou, não um rascunho, mas o seu roadmap, o seu mapa do caminho já fechadinho, que promete.

Até ano que vem, fechar as duas plantas de carvão que eles ainda têm no país e pararem de usar totalmente o carvão até 2030, parar com petróleo até 2045 e com gás natural até 2050. E já em 2027, proibir novos sistemas de aquecimento usando gás natural. Lembrando que aquecimento para eles é um consumo energético muito, muito, muito grande. E o Brasil? Você me pergunta. E eu te respondo.

O Brasil tinha ficado de fazer um roadmap e durante essa loucura aí da conferência, o Ministério de Minas e Energias apresentou o Plano Nacional de Transição Energética, que não é lá muito bonito, não. Nem muito bonito, nem muito ousado.

Eu vou prometer aqui pra vocês um fofoquinho de climão só pra gente falar dele. Mas eu digo que em 2050 ainda teremos combustíveis fósseis na nossa matriz energética se depender do plant, esse plano nacional. Então a coisa não é muito boa não.

Agora, dito tudo isso, eu vou deixar vazar aqui a minha percepção pessoal. Talvez seja porque eu não tava lá, nesse lugar lindo, respirando ares esperançosos, né? Mas eu não fiquei especialmente animada e esperançosa. Ainda que eu tenha ficado um...

pouco, tá? Eu fiquei, sim, tô animada, tô esperançosa, tô otimista, mas não tô tanto quanto eu achei que estaria, porque esse é um passo muito importante pras conversas globais sobre transição energética e eu acho que ele precisa ganhar tração e visibilidade.

E assim, eu consumo muito notícias e conversas sobre o tema. Eu tô sempre ligada nessas coisas. E eu fiquei com a impressão de que a cobertura da imprensa tradicional ou da independente foi muito menor do que eu achei que seria. E eu acho que esse é o tipo de evento que precisa de muita visibilidade. Precisa que...

todo mundo saiba, todo mundo saiba que tava acontecendo, né, que todo mundo que tá vinculado à causa ambiental saiba detalhes sobre o que aconteceu. Eu fiquei com a impressão de que foi fraco. Talvez eu tenha ficado mal acostumada com a COP, não sei. Pode ser que eu tenha tido uma percepção errada. Gostaria que vocês me contassem o que vocês sentiram disso. Ainda assim, eu acho que os resultados são bastante promissores. A gente vai ter uma nova conferência no ano que vem sediada em...

Tuvalu e sendo chefiada também pela Irlanda, eu acho que vale a pena ficar de olho, porque eu acho, como eu disse, acho que tem que ganhar atração e visibilidade e eu acho que tem coisa boa pra ver por aí dela. E agora que você já ouviu o episódio todo, tá na hora de mais um Oi, gente! Eu tô de volta! Eu tô tentando organizar

A minha nova rotina de pesquisa. Com o doutorado. E acabou que o Tortinha de Climão. Sofreu um pouco com isso. Mas eu estou tentando voltar. Quinzenalmente como sempre. As quintas-feiras. E para que eu não desanime.

eu vou pedir pra vocês engajarem nesse retorno então compartilhe com os amigos ouve meus vezes pra me deixar feliz, pede pra eu falar de algum assunto específico qualquer coisa, me dá um joinha qualquer coisa pra me deixar feliz e me deixar empolgada e fazer com que eu volte de fato

com tortinha, certo? Ajudem a produtora de podcast carente e independente a continuar produzindo podcast. Esse podcast é pesquisado e narrado por mim, Marina Monteiro, editado pelo Thiago Miro e é uma iniciativa do Dragões de Garagem. Muito obrigada e até a próxima!

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