#335 - O custo da inquietude (e o prazer também)
“Meu esporte preferido é procurar sarna pra me coçar”. Graças a deus somos brasileiras e latinas e entendemos o quanto a expressão “procurando sarna para se coçar” representa o sentimento de inquietude.
Porque é assim que a gente se sente: a vida está boa, está tranquila e do nada surge uma coisinha, um comichão, que logo vira um projeto, uma ideia, uma nova coisa pra gente inventar.
Tem uma parte boa nisso. A inquietação faz a gente experimentar, mudar, aprender, não se conformar. Mas também tem um preço. A sensação de suficiência vai ganhando distância a cada nova coceira.
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O Donas da P* Toda é um podcast independente.
Produção, roteiro e apresentação: Larissa Guerra (@larissavguerra) e Marina Melz (@marinamelz).
Edição e tratamento de áudio: Bruno Stolf (@brunostolf)
Todas as informações em www.donasdaptoda.com.br e @donasdaptoda.
- Custo da Inquietude· SociedadeCarga mental e cansaço·Julgamento alheio e mal-entendidos·Sensação de não ter foco ou objetivo
- Inquietação vs Insatisfação· SociedadeDesejo de exploração e experimentação·Diferença entre curiosidade e falta de contentamento·Movimento por desejo de expansão
- Descanso para Pessoas Inquietas· SociedadeDificuldade em descansar estaticamente·Descanso ativo como alternativa·Descanso mental vs. descanso físico
- Equilíbrio e Limites da Inquietude· SociedadeCalibrar o que cabe na rotina·Desejo de não deixar nada para trás·Viver uma coisa de cada vez
- Inquietação como Motor de Mudança· SociedadeTransformar sintoma em trabalho·Evitar o conformismo e a resignação·Busca por novas experiências e repertório
- Inquietação como Aliada· SociedadeIdentificar a natureza da inquietude·Inquietação como fonte de oportunidades·A natureza humana e a inquietude
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Você se considera uma pessoa inquieta? E se pudesse dizer assim, mais ou menos, quanto é? O meu nome é Marina Melos e eu sou muito inquieta fisicamente. E as pessoas não têm ideia do quão inquieta a minha cabeça é.
O meu nome é Larissa Guerra e ser inquieta eu acredito que seja um dos meus principais traços de personalidade, o que eu acho que é muito bom, mas também é um inferno. Parece contraditório que semanas atrás a gente tava aqui neste mesmo podcast fazendo um episódio falando sobre como as nossas ambições mudaram, como a gente tá assim sendo contra aquela coisa de querer ter tudo e etc. Mas hoje a gente tá aqui para aquele papo de amigas cheio de reflexões sobre o custo da inquietude. Boas-vindas ao Donas da Porra Toda!
Donas, donas, donas, donas, donas da porra toda! Meu esporte favorito é procurar sarna para me coçar. Minha vida tá muito tranquila, eu acho que eu vou procurar uma sarninha. Tô procurando sarna deste tamanho para me coçar.
Graças a Deus somos brasileiras e latinas e entendemos o quanto a expressão procurando sarna para se coçar representa o sentimento de inquietude, porque é assim que a gente se sente, tá? A vida tá boa, tá tranquila, tá tudo sossegadinho, e do nada Vem aquela coceirinha, aquela cosiguinha, um comichão que logo vira uma ideia, um projeto, uma coisa nova que a gente precisa inventar e se movimentar.
Tem uma parte boa nisso. A inquietação faz a gente se experimentar, mudar, aprender, não se conformar. Mas também tem um preço. Qual é a primeira consequência que te vem à mente sobre ser uma pessoa inquieta, Larissa Guerra?
Pra mim, a primeira consequência é a de que eu tô sempre cansada. A carga mental total, a carga mental assim. Mas eu fiquei pensando que esse custo da inquietude, eu acho que também me vem uma ideia de ausência de compreensão do outro, sabe? Me bate um pouco a sensação de que às vezes eu sou mal compreendida na minha inquietude, de que A sensação que eu tenho assim de quando eu tô me movimentando, eu posso ser mal interpretada ao ponto de as pessoas acharem que eu não estou satisfeita com aquilo que eu tenho, de que eu só reclamo.
Às vezes eu só reclamo, mas também me dá uma ideia um pouco solitária assim, sabe? Dessa inquietude. Não sei se faz sentido pra ti, o que que vem na tua cabeça assim, tipo, qual é o preço que você paga por ser uma pessoa inquieta?
Eu acho que o preço é o julgamento. A carga mental é o primeiro preço da inquietude pra mim, com toda a certeza do planeta. Mas eu acho que o julgamento alheio sobre que eu tenha um desfoco, uma sensação de não ser uma pessoa focada, muito vertical assim, me bate muito, sabe? Então assim, e isso em todos os âmbitos, né? Obviamente que no profissional é muito claro, né? Então eu tenho várias coisas que eu faço profissionalmente.
A gente tem o Donas, a gente também tem as nossas carreiras fora daqui e ainda outras coisas que a gente faz além disso. Então eu já ouvi, por exemplo, de não vou mais trabalhar com você nisso aqui porque entendo que você está mais focada naquilo ali. E uma coisa não tem relação com a outra, tem relação com eu quero me experimentar em vários lugares. Acho que conversa um pouco com a coisa do multitalento, dos muitos interesses.
Na carreira, para mim, se interpreta assim. Mas eu acho que nas relações também, sabe, de gostar de fazer coisas muito diferentes com pessoas diferentes, de áreas do conhecimento diferentes, querer aprender sobre coisas diferentes que dão essa sensação do tipo não sossega, sabe? Não sossega, tá sempre querendo se incomodar, tá sempre querendo fazer coisas novas assim. Eu fiquei lembrando de uma coisa que eu acho que é um resumo assim dessa sensação na minha vida pessoal, que é ser a pessoa que puxa a organização das coisas, sabe?
Então, ah, vamos fazer um rolê, ser a pessoa que puxa essa organização. Vamos fazer uma viagem, vamos fazer um almoço, sabe? E isso é uma inquietude de a gente quer se encontrar, mas a gente tá se enrolando. Então, sabe, tem um pouco de centralização, um pouco de inquietude, um pouco de tudo assim. Então acho que me vem principalmente essas duas coisas: a carga mental do inquieto e a questão de que as pessoas imaginam que eu não tenho um foco ou não tem um objetivo, ou não tem uma verticalidade de objetivo, porque eu quero fazer muitas coisas ao mesmo tempo.
E aí uma outra coisa que eu fico pensando quando vem essa ideia de que, ai, você é uma pessoa inquieta, você é movida pela tua inquietude, é que existe uma certa confusão entre você ser uma pessoa inquieta porque você é uma pessoa curiosa, porque você é uma pessoa que se expressa de múltiplas formas, que tem múltiplos interesses, ou você é uma pessoa inquieta porque você nunca tá satisfeita, sabe? Tu consegue enxergar mais ou menos assim essa, essa questão e essa distinção?
Porque eu já falei muito sobre isso em terapia também, assim, sobre o quanto ser inquieta para mim tá muito mais ligado ao fato de que sim, eu tenho múltiplos interesses, de que eu quero ter diferentes vivências na minha vida, de que eu sou uma pessoa muito movida pelas experiências que eu vou acumulando e por essa ideia de criar repertório, né, de que eu acho que a minha riqueza na verdade ela tá muito mais ligada a essa, ao acúmulo de repertório que eu vou tendo ao longo da vida.
Mas também me deu algumas nóias assim em alguns momentos, de tipo, será que eu não sei aproveitar quando as coisas estão boas? Ou será que eu sou realmente uma pessoa inquieta por natureza assim, sabe?
É que eu acho que a insatisfação mora num outro lugar assim, sabe? Eu sinto pelo menos que a minha inquietude tá muito mais ligada à exploração do que a insatisfação com o momento que eu tô assim. Eu tenho poucas lembranças de movimentos que eu fiz, por exemplo, por insatisfação. E muito mais lembranças de movimentos que eu fiz por inquietude. Então é isso, não é que nós não estávamos satisfeitas com as nossas carreiras quando a gente resolveu fazer um podcast, é que a gente queria se experimentar nesse lugar.
Não é que a gente não tava, sabe, é mais no sentido de expansão. Para mim essa palavra tem um sentido de expansão assim, sabe, de uma inquietude de o mundo é grande, eu quero viver várias coisas e quero experimentar várias coisas. Do que a ideia do conformismo ou da insatisfação com o que tá acontecendo, sabe? Não é exatamente um inconformismo, é um desejo de exploração. A minha inquietude eu sinto que tá ligada ao desejo de exploração, de querer fazer as coisas acontecerem, de querer me experimentar em vários lugares.
Então, por muito tempo eu achei que era um defeito meu, por exemplo, É não ter uma longa jornada num só esporte. Ah, eu vou fazer um pouco, fiz 5, ou esporte, alguma atividade assim, eu fiz, sei lá, 5 anos de yoga, aí eu resolvi fazer natação, aí no meio eu vou fazer musculação, aí gosto de jogar vôlei. E aí, e eu não acho que isso seja nem por insatisfação com o que eu tava fazendo, nem por zona de conforto, nem por nada disso, é só um desejo de fazer coisas diferentes, entende?
Então eu acho que essa coisa do não sossega o facho, eu não sei se isso é comum em outras regiões do Brasil, mas aqui no Sul é muito comum, né? Tipo, pô, essa pessoa não sossega o facho no lugar, não fica fazendo a mesma coisa. Eu acho que eu tenho um pouco isso, não acho que seja, eu acho que sejam coisas diferentes assim, só que as pessoas interpretam como se fosse sempre uma insatisfação. Pô, nunca tá contente com o que tu tá fazendo, tem que ficar sempre inventando moda, tem que ficar sempre— não é, é que eu quero fazer coisas diferentes mesmo.
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Eu penso que profissionalmente eu já me movi motivada pelas duas coisas, tanto pela curiosidade quanto por momentos em que eu estava insatisfeita. E aí eu enxergava e pensava: gente, tá beleza, eu estou insatisfeita neste lugar. Se eu ficar aqui, o que que vai acontecer? Eu vou continuar insatisfeita. Então eu preciso me movimentar e eu preciso pensar no que que eu vou fazer, eu preciso buscar alternativas. A minha ida para gastronomia foi muito motivada por uma inquietação de que, claro, era uma vontade antiga, mas tinha ali uma combinação de estar num trabalho que já não me satisfazia mais, assim, que eu já não me via fazendo esse trabalho por muito tempo, né?
E vi esse trabalho se transformando e tava enxergando que as minhas oportunidades ali dentro estavam ficando cada vez mais escassas, assim. Mas eu acho que dá pra combinar as duas coisas. Mas eu, quando você falou sobre essa vontade, assim, eu acho que me identifico muito, assim. E lembro que em terapia, muitos anos atrás, assim, a minha psicóloga até trouxe, tipo, uma música que era algo assim como faminta, assim, sabe? Porque eu tenho muita fome das coisas, porque eu quero fazer muitas coisas, eu quero viver muitas coisas, eu quero ser uma mulher que daqui 20, 30, 40 anos vai chegar assim para, sei lá, para os mais jovens e dizer: fiz muita coisa nessa vida, assim, ó, sabe?
O meu apavoro, o meu maior medo é justamente de ser uma pessoa acomodada, assim, de ser uma pessoa que se sossega de certa forma, mas não encontra o sossego como um lugar de paz, mas sim como um lugar de conformismo, sabe? Eu acho que a minha luta sempre é contra esse conformismo, essa resignação, sabe? Não é o conformismo que é bom assim, aquele, é aquela resignação de fazer o quê, né? Tipo, é isso aí, fazer o quê, não dá para fazer nada diferente.
Não existe conformismo bom. Eu acho que conformismo carrega essa coisa do ruim. Eu acho que conforto é resignação, são sensações diferentes assim no emocionário, assim no dicionário das emoções. Eu acho que são, para mim pelo menos, são sensações diferentes. E nesse mesmo dicionário O lance da inquietude pra mim tá ligado a isso, assim, quando você se move por insatisfação, quando você toma uma decisão por insatisfação, por não querer mais, eu acho que essa decisão, né, assim, por tá amargo e aí está indo buscar um novo olhar, eu acho que é uma decisão motivada por um lugar de chateação, você tá chateado, você não tá bem naquilo que tá acontecendo.
E pra mim a inquietude tem um outro lugar. Que é um lugar de querer fazer as coisas acontecerem, querer experimentar, querer fazer. É um substantivo que para mim soa muito solar assim, sabe? Então não, eu não acho que seja a antítese de você ser muito, não se conformar com as coisas ou não aproveitar as coisas naquele momento. Eu não acho que seja uma coisa complementar a outra. Eu acho que eu sei aproveitar o momento das coisas, mas ao mesmo tempo eu tenho desejo por mais, sabe?
E aí essa pulguinha atrás da orelha que tá sempre. E acho que um sintoma da nossa inquietude assim é que a nossa primeira resposta é sempre sim. Para quase tudo. É tipo assim, vocês não querem fazer? Sim.
Sim.
Vamos viajar para tal?
Sim.
Vamos, cara, sabe, de fazer retiro até, sabe, é projeto de trabalho, até rolê, até palestra, até a nossa primeira resposta é sempre sim. Depois a gente pensa, tá, depois vamos ver se isso aqui é viável, vamos ver se faz algum sentido, sabe. Mas eu acho que um pouco disso tá sempre no sim, assim, na fome, no desejo, no querer fazer as coisas acontecerem. A nossa inquietude para mim mora nesse lugar. E ela é muito mal interpretada, sabe? Ela é muito mal interpretada.
Essa semana realmente eu fiz da sua vida um inferno, né?
Porque é que o problema não é que você fez da minha vida um inferno, amiga, é que a gente tá com cores até opostas de roupa, que eu acho que é bem sintomático, porque nós duas temos uma coisa que assim, quando uma tá com fogo no rabo e a outra não, começa a ficar muito difícil, entendeu? Porque daí uma começa a mandar ideia e daí, daí, daí, daí, daí, daí. A outra não consegue responder. Aí depois dá duas semanas, inverte. Aí tu começa a dizer, vamos fazer isso, vamos fazer aquilo.
Então enfim, mas sim, essa semana eu é que não tava conseguindo dar conta do tamanho do desejo de Larissa Guerra de fazer coisas acontecerem.
E não é coisinha pequena assim, né?
Não é coisa pequena.
De repente eu venho com delírio assim, sabe? Tipo, e se a gente fizesse não sei o quê, sabe? Louca da cabeça, como se tivesse pouca coisa para fazer na vida, né?
Tamo bem tranquilinha assim, pouca coisa, muito tempo e muito dinheiro. É sempre sobre esses 3 parâmetros.
Mas a gente faz porque a gente é doida e a gente é inquieta. E daí de repente a gente olha uma para outra e diz, o que que é só mais uma coisinha? Vamos lá, sabe?
Ferrado, ferrado e meio. Vamos lá, vamos inventar mais um troço.
Inclusive teve uma coisa que você comentou essa semana também, que tu, que você disse assim, ah, como o teu trabalho é uma coisa muito diversa, né? E eu acho, eu acho que foi sei lá, ouvi em algum podcast aí, procurem. Um dia que alguém falou alguma coisa assim de quando você transforma o teu sintoma em trabalho, né? E eu nitidamente transformei a minha inquietude em trabalho, porque se tem uma coisa que não existe na minha rotina, é rotina, sabe?
Na minha função, no dia a dia de CLT, não existe um dia igual ao outro. Não existe assim, neste momento específico eu tô trabalhando, sei lá, com 5, 6, 7 projetos diferentes, a minha cabeça tá a milhão assim com muitas coisas. Mas aí também eu acho que é um momento em que eu vejo que eu, pelo menos acho que é o lado bom da maturidade, né, de estar com quase 40 anos, é que daí agora eu consigo sossegar um pouco na minha vida pessoal assim, sabe?
Que eu, tá, beleza, chega final de semana, eu quero ficar em casa, eu quero descansar, eu quero dormir cedo, eu quero fazer minha atividade física, não tô querendo muita emoção na vida, sabe? Eu tô meio que tentando equilibrar assim. E aí eu acho que em momentos em que a balança dá uma invertida vida, aí eu quero meter o louco na minha vida pessoal, né? Daí eu fico com fogo no rabo. E ainda assim, eu achando que eu tô fazendo pouca coisa neste momento, tipo, comecei um curso novo, tô fazendo—
não entendi nada, tá? Eu vou ser bem sincera com você aqui, eu não entendi nada não. Porque daí na minha vida pessoal eu fico bem tranquila planejando 50 viagens, começando o curso. Que palhaçada de tranquila é essa?
Que coisa que eu tô falando, minha linda? É, eu acho que o conceito de sossego também é uma coisa muito flexível no meu caso. Mas eu acho que para os meus padrões eu tô numa fase muito tranquila, tá, gente?
Faz 2 meses que ela foi viajar, fez uma viagem internacional. 2 meses ela resolveu fazer um negócio de uma hora para outra, foi lá.
Parece que faz 3 anos já, entendeu?
É esse o tranquilo da Larissa. Esse é o cara, minha vida tá entediante. Puts, eu comecei 5 cursos, eu tô fazendo 200 coisas, fazendo projetos para minha casa, organizando minhas finanças, fazendo 50 mil coisas. Meu Deus, a minha vida está um marasmo.
Tá, tá um marasmo sim, tá.
Gente, é inacreditável. E o mais louco é que a gente tem essa percepção sobre a vida dos outros, né? Na minha cabeça parece que eu sempre tô fazendo pouca coisa, entendeu? Sempre cai. Sabe aquela, aquele, aquela coisa da agenda que você planeja o seu dia e daí você coloca lá: não, hoje vai dar para eu fazer isso aqui. O meu planejamento do dia é sempre assim, eu acho que cabe 5 dias num.
Ah, eu também, entendeu?
Aí chega fim do dia, dá 6 da tarde, eu tô um pouco frustrada que eu não consegui fazer aquilo. Mas minha linda, meu amor, minha princesa, hoje, sabe? Então eu acho que é isso, é tipo, a gente tem uma, essa coisa E eu acho que é importante que a gente diga que momentos mais e momentos menos, isso é importante. E outra, que aqui a gente não tá falando de inquietude como qualidade, a gente tá falando de inquietude como característica.
A gente não tá fazendo julgamento de valor, porque muitas vezes a gente gostaria de ser menos inquieto, né? Então, se você está ouvindo e tá, sei lá, pensando, pô, eu não sou tão inquieta assim, eu não tenho, tá tudo certo, é característica mesmo. A gente tá falando de caráter, inclusive a gente gostaria um pouquinho assim, né, por não. Enfim, e aí quero te perguntar, como pessoa inquieta que você é, você consegue sentir que você está descansando?
Então, menina, ai, assim, eu tenho sentimentos conflitantes. Eu acho que hoje em dia sim, mas foi assim uma longa jornada, sabe? É que eu acho que se eu dormir as minhas 7 horas e pouquinho de sono por dia, eu já tô descansada. Então eu acordo legal assim, normalmente, sabe? Tipo, eu vou dormir.
Se eu dormir, não é descansar.
Eu perguntei sobre descansar, não sobre dormir. Eu acho que é, eu acho que é.
Ô Thaís Fabris, corre aqui do movimento descansista.
Neste momento em que a minha vida no trabalho está completamente maluca, eu tenho priorizado esses momentos de descanso, de chegar em casa, de assistir uma novelinha bem boba, sabe? De botar o cérebro embaixo da torneira, de fazer coisinha, de colar figurinha no meu álbum de figurinha, de buscar o descanso. Mas o meu descanso sempre foi vivido de uma forma muito ativa, assim. Eu sinto que eu descanso muito mais fazendo coisas, sei lá, cozinhando, fazendo alguma coisa que me dá prazer do que jogada no sofá, assim, sabe?
Se eu fico jogada no sofá, começa a me doer o ciático, eu começo a ficar agoniada.
Quando eu vejo—
É sério, é sério. Nossa, quer ver? Tipo assim, final de semana passado que eu passei o final de semana inteiro vendo 100 Anos de Solidão, eu acordei no outro dia, eu tava toda travada assim, sabe? Eu acho que eu tenho um problema com esse descanso estático. Agora, com descanso que é um descanso ativo, Aí eu adoro, aí eu acho uma delícia, tipo, ai, vou passear, vou caminhar, vou fazer outras coisas. Então acho que encontrei um ponto assim.
Tô descansando da forma que eu deveria neste momento? Não, não tô. Mas assim, quem é que está? Assim, quem é que está? Quem não trabalha com jornalismo, quem não trabalha, quem tá de férias, só quem tá de férias nesse momento.
É assim. É que eu acho que o descanso é, para mim, de novo, inquietude e descanso não são antônimos um do outro, não são antítese um do outro. Eu acho que dá para você ser uma pessoa muito inquieta e ao mesmo tempo conseguir descansar. Estou sendo um pouco hipócrita, sim, porque não estou conseguindo descansar, mas ainda assim, eu acho que para mim o descanso do qual eu sinto falta É um descanso não de corpo, mas um descanso de mente, sabe?
Então assim, eu não sinto falta de ficar deitada, eu tenho energia para fazer coisas, mas a minha cabeça está no momento— Larissa sabe, hoje ela me mandou um presente, mandei um áudio para ela chorando dizendo te amo, você é tudo para mim— é porque eu tô no momento que a minha cabeça tá muito, muito, muito, muito cheia pensando pensamentos, acordando 2 horas da manhã, não conseguindo mais dormir. Não, isso é horrível, esse inferno.
É melatonina, amiga, já te falei.
Como é?
A gente vai lá e a Melissa da geração Z, a Melissa da nova geração.
Eu falei, ao consumir medicamentos, o seu médico deverá ser consultado. Então eu acho que não tem a ver assim. Eu acho que a inquietude é mais um desejo de fazer coisas na vida do que uma impossibilidade do descanso. Acho que a impossibilidade do descanso tá muito mais ligada ao estresse mesmo, ao, enfim, a realidade que a gente, que a gente vive assim. E você acha que você em algum momento usa desse artifício, desse argumento, dessa muletinha gostosa da inquietude, dizendo, não, eu sou muito inquieta, vou mudar, para tomar uma atitude em situações que depois você pensa, pô, devia ter sido um pouco mais paciente, eu devia ter sido um pouco mais, eu devia ter permanecido um pouco mais.
Não sei, eu acho que eu uso como muleta para quando eu tô entediada, sabe? E tipo assim, às vezes eu digo para você de, amiga, que eu achei que a minha vida tava muito tranquila E aí eu tô fazendo mais um curso de tarô do nadão. É do nada. Acho que minha vida tava muito entediante, tava muito tranquila. E aí eu tenho uma outra coisa também, tá? Uma outra desculpa que eu uso a inquietude é que eu tenho muito a nóia. E inclusive assim, voltei para terapia esse ano por conta disso, de que eu não quero viver só para trabalhar e só para acordar cedo e ir para academia.
Então eu fico nessa inquietude de tipo procurando o que fazer, procurando sarna para me coçar com fogo no rabo. Pensando, o que eu vou fazer agora? O que eu vou fazer agora? Porque eu não quero ter essa sensação de que eu sou uma adulta que só tá vivendo pra trabalhar, sabe? Então eu acho que eu uso um pouco pra isso. Mas eu acho que não tá sobre essa ideia de exigir permanência, paciência, enfrentamento. Pensando assim nas mudanças que eu fiz na minha vida nos últimos anos, eu sinto que eu esgotei todas as possibilidades.
Porque eu também tenho muito essa característica, assim, ao mesmo tempo em que eu quero viver as coisas, É como, é como o Ursinho Puf, é Puf que fala? Ursinho Puf? Com um pote de mel. Eu pego um pote de mel, eu não vou passar o dedo na bordinha. Eu quero pegar assim a mão e quero lambuzar minha cara. Eu quero fazer tudo com esse pote de mel, assim. Até o momento em que eu— agora eu tô muito satisfeita. Eu, ou em situações, relações, trabalho, etc., eu sinto que eu vou até onde eu esgoto todas as possibilidades, assim, sabe?
Então eu acho que eu tenho muita paciência. E que eu tenho uma certa resistência aí a permanecer. Eu mudo, eu mudo, mas eu esgoto assim, tipo, eu vou até onde deu assim, sabe? Eu acho que isso não é um problema para mim.
E para você? Não, também não. Eu acho que, de novo, tem mais a ver com desejo de expansão do que com encerrar coisas assim. Eu sou uma pessoa que a gente tem essa característica, a gente já falou aqui algumas vezes, né? E eu faço coisas por muito tempo, eu não encerro assim, eu reformulo, remodelo, começo de novo, mas eu sigo. Então quando eu penso na minha inquietude, eu sinto que ela tá relacionada a querer fazer mais coisas, e aí eu vou adicionando pratinhos E eu não quero deixar nenhum cair.
E aí eu fico totoca das ideias. E assim a gente vai seguindo, entendeu? Então é isso, eu quero ter... E eu não tô falando só de trabalho. De trabalho, óbvio. Isso, me conhecendo 2 minutos, você chega a essa conclusão. Mas não só de trabalho, mas assim, na vida, por exemplo. Eu acho todas as pessoas muito interessantes, eu quero que todas as pessoas sejam muito próximas à minha. E aí eu quero convidar todas elas pra ir na minha casa.
E aí eu quero sair com todas elas. E aí eu quero fazer todas as coisas, ahn... E eu não quero deixar ninguém para trás, eu não quero deixar nada para trás, eu quero mais, sabe? E eu acho que é talvez o que me incomode na minha inquietude é esse entendimento de que eu preciso calibrar o que cabe dentro da minha vida e dentro da minha rotina. E aí eu tô falando de trabalho, mas eu também tô falando de pessoas, de atividades, de cursos, de tipo assim, eu tô com 3 cursos para terminar. Entendeu?
Olha só quem fala, queridinha! Parece que o jogo virou, né?
É, então é porque aqui a gente é o sujo falando mal lavado, é isso, nosso exercício. Mas eu acho que, sabe, é mais nesse sentido de uma sede que não permite deixar nada para trás. Então eu não acho que eu tenha usado a inquietude como falta de paciência ou como nada disso. Mas o meu risco, o meu custo, o meu lugar de incômodo com a minha inquietude tá no fato exatamente de não querer deixar nada para trás, de querer fazer todas as coisas, de querer viver todas as experiências, de querer, sabe?
E muitas vezes não ter a paciência, a integridade, a entereza de viver uma coisa de cada vez. Então às vezes eu quero fazer todas as coisas ao mesmo tempo. Vou dar um exemplo, tá? Vou dar um exemplo que eu tô aqui para dar exemplo. Eu tô fazendo 4 consultorias ao mesmo tempo e 3 cursos, e essa semana lancei uma newsletter.
É isso. Como é que não vai estar totoca das ideias, sabe? Como é que não vai estar me mandando áudio chorando às 8:30 da manhã assim?
Então eu acho que cobra esse curso.
Eu preciso fazer terapia, né?
E ainda faz a terapia, assim, é 4 consultorias, a terapia, assim, meu Deus, Anjo, né? E aí eu preciso ir para o trabalho para, tipo assim, eu preciso ir para terapia, para o trabalho. Olha lá, tu fala, eu preciso ir para terapia para, tipo assim, cara, eu preciso priorizar aqui, vamos, sabe? O que que esse barulho todo que eu tô procurando fora da minha cabeça tá querendo silenciar dentro da minha cabeça, sabe? E aí acho que é o equilíbrio vai se fazendo aí.
Eu tava pensando num negócio também que eu acho que tu tem a questão com a permanência, né? E eu tenho a questão de que eu gosto de finalizar as coisas assim. Então eu acho que a inquietação também me move para ir, porque eu tenho esse entendimento de que as coisas têm um ciclo na vida e de que às vezes é um ciclo curto, às vezes é um ciclo mais longo, às vezes é um ciclo que dura a vida inteira, mas eu gosto do ir até o fim assim.
E aí também eu acho que por isso eu tenho essa sensação de que eu esgoto todas as possibilidades antes de partir para uma outra, antes de pensar e brotar uma inquietude assim. Às vezes a inquietude tá ali assim, mas eu tô assim pensando, não, mas e se eu fizer tal coisa assim, sabe? No trabalho, em situações de trabalho, em outros Tô falando do passado, tá? Tinha muito isso assim de pensar, tá, mas e se eu fizer tal coisa aqui dentro dessa estrutura que seja um pouco diferente do que eu faço agora?
Será que isso aqui vai saciar essa minha inquietude? Será que isso aqui vai resolver? E aí resolvia por um tempo, e aí depois eu passava para outra coisa e passava para outra coisa. Então eu acho que isso também faz sentido para mim, mas eu acho que também me move por esse lado de olhar para o fim como uma parte da vida e como uma pessoa que quer esgotar as possibilidades antes de começar outra coisa. Eu gosto de começar coisas, eu gosto, mas eu também gosto e vejo beleza nos encerramentos, assim.
É, tenho que aprender, afinal de contas, com você. E como é que a gente faz para transformar a inquietude numa aliada e não numa inimiga, e não numa treta, e não em mais uma coisa que a gente You know those tiny back-to-school emergencies that somehow become your problem?
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Eu acho que você começa não precisando fazer 4 consultorias.
Ai, gente, não, mas eu acho que só para deixar claro, tem consultoria que é uma vez por mês, também não é assim, ai meu Deus, toda semana tenho 5 horas. Não tenho, porque além de tudo, todo mundo tá girando.
Exato. Não, se conhecer dá trabalho, né, gente? Se conhecer e se mexer assim nas coisas dá trabalho. Mas pensando assim que você pode convidar a sua inquietude para tomar uma xícara de chá, uma coquinha zero, um cafezinho se você gosta de café. E eu acho que depurar essa sensação assim, sabe? Eu acho que a primeira coisa que a gente precisa fazer é entender a natureza dessa inquietude. Se é uma inquietude, como a gente falou, que é movida muito mais por uma curiosidade, por uma voracidade, por uma vontade de explorar o mundo, por— eu tô pensando tipo na carta do Louco do tarô, assim, a pessoa, né, que tem as réfis assim, mas que quer se jogar, sabe?
A carta do Louco é a primeira carta do tarô e é uma pessoa que tá partindo rumo a uma nova jornada assim, sabe? Que representa esse desejo por uma aventura, por um novo começo, por uma coisa assim. Então é que vai com o coração aberto. Eu acho que tá com o coração aberto. Hoje eu tava falando sobre isso inclusive numa reunião com a minha equipe assim, Que eu acho que as pessoas inquietas também têm uma qualidade que quem não é inquieto ou quem é mais resistente a mudanças assim não tem mais dificuldade de enxergar oportunidades.
E eu acho que a gente, quando a gente tem esse perfil mais inquieto, tudo vira uma oportunidade, né? E aí que tá o problema, porque daí a gente tem dificuldade às vezes, porque é, ou sim, tudo é uma oportunidade de fazer alguma coisa diferente, de aprender, de se conhecer. De descobrir coisas novas, de conhecer gente nova. Então acho que tem um pouco isso assim, de tentar identificar qual é a origem dessa inquietação, o que que ela tá querendo te dizer, se é uma voracidade, se é uma vontade de se jogar para o mundo, ou se ela é muito mais fruto de uma insatisfação, de uma sensação de estar apertada no lugar onde você tá, de uma sensação de você não tá sendo compreendida também, sabe?
Então acho que tem um pouco disso assim. E explorar essa inquietude. Eu acho que, como a gente falou, não é que seja uma qualidade, não é que seja um defeito, é uma característica. E eu acho que é muito natural, assim. O ser humano não teria feito assim, ó, não teria descoberto o fogo assim, sabe? Não teria inventado a roda se ele não fosse inquieto. Eu acho que faz muito parte da nossa natureza assim.
Mas também não teria inventado agricultura se ele fosse tão inquieto, porque não teria parado para cuidar da terra.
Mas daí uma pessoa inquieta pensou: olha só, esse negocinho ali deu uma frutinha, vamos ver qual é, sabe? Ela teve uma inquietude, ela teve uma curiosidade de provar a frutinha e ver que ela não morreu no outro dia.
Mas é que eu tenho um pouco de, eu tenho um pouco de problema na gente fazer uma ode à inquietude também, sabe?
Ah, eu quero fazer.
Não, mas é que eu acho que a inquietude, como eu falei, é uma característica assim, sabe? Eu acho que você pode querer ser uma pessoa um pouco mais quieta, sabe? E acho que para muitas coisas ser uma pessoa mais quieta, obviamente que assim como a gente é quieta em algumas coisas e tem uma inquietude alta em outras, e a vida vai acontecendo ciclicamente, mas Eu acho que tem algumas coisas que pessoas que não têm essa inquietude, que são um pouco mais ponderadas na hora de dizer sim, por exemplo, que pensam um pouco mais, também tem muitas vantagens e também podem colher frutos muito importantes disso, né?
Então, em carreira, por exemplo, pessoas que fazem as coisas de um jeito— é que eu não acho que inquietude seja uma coisa da inovação. Sabe? Eu acho que inquietude é muito mais um estado de espírito assim, uma, uma, um desejo de exploração que parte da vontade mesmo do que uma coisa técnica. Não tô dizendo que uma pessoa que não é inquieta não vai saber tecnologia, mexer com isso, não. Mas eu acho que tem uma coisa da calma, das pessoas mais centradas.
Eu acho pessoas que são muito centradas também são muito importantes. Mas é verdade, amiga, é porque a gente, eu e você, temos características muito complementares. E acho que a gente tem consciência de que se a gente tivesse, além do Bruno, obviamente que é muito parecido com a gente, mas se a gente tivesse mais pessoas trabalhando com a gente que fossem mais centradas, que fossem mais, tivessem objetivos mais claros e fossem mais persistentes e resilientes naquilo, a gente também colheria frutos dessa personalidade, sabe?
Então eu não acho que a gente possa dizer que a inquietude, você tem que ser inquieto. Acho que tem momentos da vida que você pode também ser muito calmo, momentos que você pode ser inquieto, inquieto em algumas coisas, né? Tem gente que é muito inquieto no esporte, por exemplo, que gosta de fazer muitas coisas, de melhorar seus resultados, de buscar coisas, mas tem uma postura um pouco mais quieta no trabalho, na carreira, na família, e tudo certo também.
Chegamos a uma mesa de bar então com cosmopolitan para mim. Que que você vai querer hoje, senhora?
Uma coquinha zero por enquanto.
Coquinha zero, tá de entrada uma coquinha zero. Então para a gente dar as nossas dicas e os nossos recados paroquiais, eu quero começar lembrando você do nosso apoia.se, apoia.se/donasdapetoda. Por lá, a partir de R$5 por mês, você faz parte do nosso clubinho. Tem fofocas no Instagram, tem newsletter, ter, tem um monte de outras, outros benefícios. E um deles são os nossos clubes do livro e do papinho. O clube do livro é uma parceria com o Pós Fácil Podcast.
A gente acabou de ter uma edição, então o próximo clube do livro vai ser em outubro sobre o livro Três Camadas de Noite da Vanessa Bárbara. E o próximo clube do papinho vai ser em setembro com a Tainara Sansão, nutricionista maravilhosa. A gente vai falar sobre comida, sobre a nossa relação com alimentação. Todas as informações estão lá no @donasdapetoda, que inclusive tem muita gente que ouve a gente aqui e não segue. Então vai lá seguir a gente para acompanhar essas nossas programações.
Isso mesmo. E agosto é o mês de aniversário da Pitaya, nossa parceira maravilhosa, que é dona e proprietária do melhor clube de lingeries que você vai conhecer na sua vida, porque todo mês você pode receber o kit de lingerie na sua casa. Com diversas modelagens, com modelagens inclusive que são assim para corpos diversos, tem cores. Aí é tudo, gente, vai lá e confere em aceripitaia.com.br. E aí você pode aproveitar o cupom DONAS15 para receber o seu aí na sua casa.
E, gente, assim, ó, esse mês é o kit de aniversário. Eu ganhei o meu, eu ainda não abri porque eu tô esperando Marina receber também, porque nós duas vamos fazer o chá de revelação juntas assim, sabe? E vai ser tudo, vai ser tudo, tá? Eu tô ansiosíssima.
Quando a gente fica querendo, esperando pitaia, a gente fica assim, todo entregador que aparece na porta, que bate, a gente fica tipo, agora! É muito gostosa a sensação de receber pitaia na porta de casa, muito, muito bom. Suas dicas, Lari? Vamos lá.
Então vou recomendar uma coisa bem consumista da minha parte, mas eu estou apaixonada. Inclusive, eu deixei aqui do meu lado para mostrar para você que está vendo em vídeo este álbum que se chama Na Trilha da Arte.
O que que é?
É um álbum de figurinha, gente, de figurinha de obras de arte de artistas brasileiros. E é incrível, olha que coisa mais linda! É muito legal, eu passo horas colando figurinha. Eu já gastei muitos reais nisso aqui, mas tá à venda na Livraria da Travessa peça, se tem na tua cidade, ou no site natrilhadarte.com.br. É lindo, é lindo, tá? Eu tô encantada assim. E aí tem umas coisinhas que você pode colorir também, é muito legal. E outra coisa que é bem aleatória que eu vou indicar é um perfil de Instagram que eu achei essa semana, que se chama Lost Architecture.
Tá no inglês, tá? Lost Architecture. E aí tem um underline, que é basicamente um perfil que que mostra construções que foram demolidas. É muito legal, de verdade.
A editoria Aleatoriedades, ela tá aqui, ó.
Ela é a editoria que mais cresce no Brasil.
Muito bom, bombando, amei. Eu vou indicar o podcast Isso Não É Uma Sessão de Análise da Velha Econômica, que eu indico quase toda semana, mas o episódio com a Ana Sui tá especialmente Maravilhoso! A gente ama ela, já participou aqui com a gente no Donas. O episódio dela é muito bom, inclusive é muito interessante sobre a relação entre irmãs, sobre como funciona a formação de família. Lindo, lindo, lindo, lindo, lindo, lindo, lindo! 10 de 10, incrível!
A gente já contou aqui do, da última vez que a gente encontrou a Nasui.
Não, a gente contou no nosso Proibidão, e assim permaneceremos. Tá, Larissa? Quem é apoiador sabe.
Eu tô querendo fazer mais um proibidão, hein?
A Marina ainda não me respondeu, mas essa é uma das coisas que ela quis fazer essa semana, gente. Tá, mas enfim, o episódio é maravilhoso, podcast é maravilhoso, e é muito bom ver as duas conversando porque são duas psicanalistas, né? E aí eu acho muito curioso assim que algumas respostas a Ana Sui fala um negócio e ela já fala: e ó, meu ato falha Aqui.
Não, e rolaram vários atos falhos, né?
Muito bom, é muito bom, muito bom mesmo. Eu me diverti muito, são duas mulheres incríveis. E a minha sugestão é cérebro embaixo da torneira total, tá? Total, total, total. Que é, estreou Homem-Aranha no cinema, o Miranha. E como o Miranha é o herói que a gente via na sessão da tarde, é o meu herói herói de Marvel assim é da adolescência. Fui assistir no cinema com o Bruno e o filme é bom, mas pensa um filme bom, tá? Eu não sou a pessoa que mais assiste filmes da Marvel no mundo assim, gosto muito dos Vingadores, mas não acompanho super todos os meandros da história.
Mas é muito bom, muito bom no sentido de tanto esteticamente é muito bom assim, coisas novas que a tecnologia permite eles fazerem. Então é muito bom nesse sentido, mas também o enredo é muito bom e a história toda é muito conectada a não só lutas físicas, né, e questões físicas, mas principalmente mentais. Assim, é muito, muito legal. Fala de luto, fala de amizade, fala de relacionamento. Muito, muito bom. Eu realmente gostei, tá, menina?
Não tava esperando. Eu falei pro Bruno, eu vou pro cinema com você, vai ser lindo. E saí amarradona no filme. Muito bom, que legal!
Que bom! É isso, gente, semana que vem tem mais, hein? Aproveita pra seguir a gente aí nas redes, deixa seu comentário também, te inscreve no nosso canal no YouTube, que a gente também tá no YouTube. E era isso, até semana que vem, amiga!
Até, beijo!
O Donas da Porra Toda é uma produção independente. Produção, roteiro e apresentação: Larissa Guerra e Marina Melos. Edição e tratamento de áudio: Bruno Stolfi. Mais informações no site www.donasdapetoda.com.br ou nas redes sociais no @donasdapetoda.
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