#334 - Soft power pessoal: o molho de cada uma de nós
Poder é ter autoridade ao ponto de decidir o que os outros vão fazer. Persuasão é apresentar argumentos até convencer alguém de alguma coisa. Manipulação é fazer alguém agir, sem perceber que está sendo conduzido para uma ou outra ação. Soft power, segundo a ensaísta Tamara, da newsletter Museguided, é criar tanta atração, confiança ou desejo de proximidade que você se move em direção a alguma coisa.
Talvez você tenha ouvido falar sobre esse termo nos últimos tempos quando se fala sobre a indústria cultural coreana, que fez esse movimento. Através de um incentivo e uma disseminação massiva, Doramas e K-pops que eram restritos a um território acabaram se transformando em forças que movimentam os olhos do mundo para aquele pedaço da Ásia, com impactos no turismo, na política e na economia.
E aí nós ficamos brisando: as pessoas também têm soft powers? No mercado de trabalho, as chamadas “soft skills”, que nesse universo se usa como habilidade social ou forma de lidar com as pessoas, já são tão importantes quanto as “hard skills”, que são as competências técnicas, atestadas por diplomas e resultados. E na vida pessoal?
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O Donas da P* Toda é um podcast independente.
Produção, roteiro e apresentação: Larissa Guerra (@larissavguerra) e Marina Melz (@marinamelz).
Edição e tratamento de áudio: Bruno Stolf (@brunostolf)
Todas as informações em www.donasdaptoda.com.br e @donasdaptoda.
- Soft Power Brasileiro· CulturaCultura brasileira·Ronaldinho Gaúcho·Anitta·Wagner Moura
- Soft Power Pessoal e Profissional· SociedadeSoft skills·Hard skills·Mercado de trabalho
- Soft Power· InternacionalDiplomacia·Habilidade de cozinhar·Habilidade de comunicação·Habilidade de presentear·Habilidade de maquiagem
- Soft Power Coreano· CulturaIndústria cultural coreana·Doramas·K-pop
Qual é o seu soft power? O meu nome é Marina Melz e o meu é conseguir conversar e me sentir interessada por pessoas absolutamente diferentes, diferentes financeiramente, socialmente, culturalmente, em todos os mentes.
Meu nome é Larissa Guerra e saber cozinhar talvez seja o meu maior soft power, porque ninguém quer treta com a cozinheira. Na política internacional, soft power é a capacidade que um país tem de evitar ou de solucionar conflitos através da cooperação e não da guerra. Nas relações, o soft power é a arte de exercer a influência sem parecer que você está exercendo a influência. E nas nossas vidas, o que é esse poder tão subjetivo que tá sendo cada vez mais perseguido?
Na nossa conversa de amigas hoje, a gente vai falar sobre os soft powers, os seus, os que você talvez nunca tenha identificado também. Boas-vindas ao Donas da Porra Toda!
Donas, donas, donas, donas, donas da porra toda! Poder é autoridade ao ponto de você decidir o que os outros vão fazer. Persuasão é apresentar argumentos até convencer alguém de alguma coisa. Manipulação é fazer alguém agir sem perceber que está sendo conduzido por aquele caminho. Soft power, segundo a ensaísta Tamara, da newsletter Muse Guided, é criar tanta atenção, confiança ou desejo de proximidade que você faz com que as pessoas se movam em relação àquela coisa, sem manipulação, sem exercício extremo de poder e sem argumentação.
E talvez você tenha ouvido falar sobre esse termo nos últimos tempos quando se fala sobre a indústria cultural coreana, que fez esse movimento através de um incentivo a uma disseminação massiva. Doramas e K-pops que eram restritos a um território acabaram se transformando em forças que movimentam os olhos do mundo para aquele pedaço da Ásia, com impactos no turismo, na economia e na política.
E aí nós ficamos brisando: as pessoas, elas têm soft powers? No mercado de trabalho existem as chamadas soft skills, que nesse universo do trabalho é uma habilidade social ou forma de lidar com as pessoas que é tão importante hoje em dia quanto as hard skills, que são essas coisas que a gente aprende em cursos, comprovadas por diplomas ou por resultados anteriores.
E aí, na nossa vida cotidiana também tem essa divisão? Seria o soft power A interessância que tá todo mundo correndo atrás. E aí, Marina Melos, fale mais sobre o seu soft power.
Cara, eu acho que soft power é uma coisa tão subjetiva que todo mundo tem muitos, mas muitas vezes a gente não olha para eles com valor. E aí eu acho que talvez essa seja a grande brisa do nosso episódio, assim, né? Conversa um pouco talvez com o nosso papo sobre autoestima intelectual, sobre, enfim, a forma como a gente se vê no mundo, assim. E eu acho que o soft power político, ele vem de um lugar de estratégia, né? É uma estratégia da Coreia fazer com que esses atributos culturais se disseminem pelo mundo.
É uma estratégia, sei lá, do cinema norte-americano falar muito sobre o estilo de vida e o American Dream e fazer aquela coisa de fazer todo mundo ter essa percepção de sucesso a partir de uma visão dos Estados Unidos. E na nossa vida, eu acho que a gente também exerce essas pequenas influências de uma forma muito bonita e muito legal, e a gente pode olhar para elas de um jeito massa. Então, por exemplo, eu falei sobre um soft power que eu acho que eu tenho, que é essa coisa da conversa, do se interessar pela vida do outro.
Eu poderia ler como uma pessoa muito fofoqueira que gosta inclusive de fofoca de pessoas, de pessoas que ela não conhece, poderia. Mas eu acho que é uma capacidade assim, sabe, de conversar. Por exemplo, quando eu tô exercitando meu trabalho, eu tô numa fábrica, eu consigo conversar com o mesmo entusiasmo, o mesmo interesse, o mesmo desejo de conversa. Com o porteiro, com a pessoa que tá trabalhando na operação, com o gerente, com o dono da empresa.
Para mim são tão interessantes quanto, são pessoas tão legais de conversar tanto, e eu consigo adaptar, eu acho, o meu discurso, a forma como eu falo para cada uma dessas pessoas. Você usa isso, inclusive a gente já teve essa conversa aqui de que a gente se usa para fazer adaptações a mensagens que a gente quer passar. Às vezes eu preciso ser um pouco mais raivosa quanto com com soft power de Larissa de ser um pouco mais incisiva.
Às vezes Larissa tá precisando ser um pouco mais suave, conta com o meu de comunicação um pouco mais suave. Então acho que é isso, acho que esse é um dos meus soft powers.
Eu diria que ser incisiva não é um soft power, assim, pelo contrário. Eu acho que comecei a pensar um pouco quando a gente definiu essa pauta e eu acho que eu fui aprendendo a suavizar.
Não, mas tá, o incisiva talvez não seja exatamente a melhor palavra, mas eu acho acho que é uma comunicação clara sobre as suas expectativas é um soft power.
Sim, faz sentido. É, eu brinco com um grande fundo de verdade que meu maior soft power é sim saber cozinhar, porque realmente ninguém vai querer ir contra uma pessoa que sabe cozinhar bem, sabe? Então é aquela coisa de tipo, ai, chegar num lugar novo No trabalho fiz isso muitas vezes, mas de uma maneira até inconsciente assim, de, ah, eu vou levar um bolinho pra galera. E aí a galera, nossa, bolinho maravilhoso, yeeees! Vamos fazer o que ela quer, vamos ver se deu.
Tipo, jamais vou dizer não pra uma pessoa que faz um bolo gostoso, sabe? Tipo, tem uma coisa assim. E porque eu também acho que cozinhar tem essa magia, sabe? Tem essa coisa de tu tá colocando uma energia ali. Claro que hoje em dia eu consigo ver não mais sob a perspectiva de um trabalho, né, porque foi um trabalho na minha vida durante algum tempo. Então hoje em dia é muito mais naquela tentativa de aproximação, de quebrar um gelo, de estabelecer uma conexão com alguém assim.
Então eu gosto de fazer esse tipo de coisa assim. E acho que é um bom soft power assim, sabe? De tipo, olha só, vou fazer um bolinho, uau, sabe?
Fica aquela... É, talvez a diferença entre esse soft power, no seu caso especificamente, é que você além de tudo é um hard power. Porque além de ser um soft power, de você ter essa coisa de ser muito acolhedora através da comida, que foi antes de você ter essa formação, também é uma formação.
É, eu uso o meu conhecimento e transformo isso numa ferramenta que me aproxima das pessoas, que me conecta, que faz com que quebre o gelo em algumas situações, assim, que quebra algumas resistências. E acho que essa é a graça também do soft power, sabe? Transformar uma habilidade, algo que é um conhecimento formal. A gente aprendeu na faculdade de jornalismo também. Claro que já éramos essas pessoas que tinham essa facilidade para ouvir, para chamar alguém para conversar, seja ela quem ela fosse.
Mas eu acho que a gente foi aprendendo a desenvolver isso de uma forma mais calorosa, mais acolhedora, mais gentil. Assim, eu acho que o soft power também, eu acho que de certa forma ela tem essa ligação com uma certa gentileza no trato, sabe? Com você saber estabelecer as pontes que você quer sem criar conflitos, assim, sem passar por cima dos outros, sem— E aí por isso que eu acho assim que ao longo da vida eu fui aprendendo a construir essas relações, a conseguir as coisas que eu queria, convencer nas coisas que eu queria de uma forma um pouco mais suave e menos combativa assim, sabe?
Menos impositiva, né? Que aí é menos pela via do poder. E mais pela via, né, da manipulação, e mais pela via do soft power. Assim, eu acho essa distinção que a Tamara fez no texto dela, que você brilhantemente encontrou, é muito interessante, assim, né? Porque poder, manipulação, argumentação e soft power são coisas que se conectam em alguma medida, porque todas elas têm como fundo ou como um objetivo fazer o outro fazer o que você quer.
Em resumo, é isso. Mas são vias muito diferentes e eu acho que talvez o soft power seja uma via mais suave, talvez por isso mais difícil, assim. Porque uma coisa seria muito fácil você chegar para, sei lá, eu chegar para uma pessoa com quem eu preciso conversar profissionalmente, você chegar para uma pessoa da sua equipe e dizer Você vai fazer isso porque eu estou decidindo. Outra coisa é você conseguir levar a conversa e mostrar que aquilo é importante e se comunicar e se conectar e tudo isso para que a pessoa entenda que aquilo é importante.
E não é manipular no sentido de eu vou levar o bolinho para que todo mundo me ame, ou eu vou perguntar da família da pessoa para que ela me— não é isso, mas é uma coisa mais genuína. Eu acho que o soft power é uma coisa mais genuína mais trabalhada, mais, sei lá, menos estratégica talvez do ponto de vista das relações pessoais e um pouco mais autêntica de quem nós somos e das coisas que a gente exerce do que uma imposição ou um uso de manipulação, sabe?
Sim, e eu acho que também tem tudo a ver com uma certa diplomacia assim, sabe? E acho que se conecta muito essa conversa com o momento em que a gente vive, né? Se a pessoa assiste aí um mínimo de noticiário na vida, ela sabe que os temas diplomáticos estão muito em alta no momento, mas numa via justamente contrária, assim, da dificuldade, do atrito, da vontade de impor questões que são caras pra gente, né? Que são de pontos dos quais a gente não quer arredar o pé, assim.
E aí eu acho que tem também a grande a construção humana, né? A gente evoluiu tanto e conseguiu resolver coisas de forma diplomática durante tanto tempo que eu acho que o soft power entra nessa lista também. Eu acho que é um grande soft power brasileiro. A gente viu na Copa do Mundo assim, sabe? O Brasil lá lascado na Copa do Mundo, perdendo aquela seleção vergonhosa, mas tava lá Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo com a Madonna na final da Copa, sabe?
Tava lá a Anitta, tava. Eu acho que a cultura brasileira também é um soft power muito poderoso assim nesse aspecto de a gente ver ali, vimos durante a Copa também vários jornalistas inclusive dizendo, olha, eu já fui cobrir guerras, eu já fui para tudo quanto é lugar e eu levava uma camisa da seleção e quando eu falava que eu era do Brasil as pessoas sorriam na hora assim, sabe? Tem essa construção também cultural brasileira assim de de sermos um país muito, de um trânsito muito fácil assim nesse aspecto de soft power.
Você falou da coisa diplomática, eu fui pesquisar da onde que veio esse termo, né, da onde que nasceu essa questão do soft power no campo da globalização assim, da diplomacia. E a história é muito interessante porque o soft power surgiu depois do fim da Segunda Guerra, quando os países já não estavam mais disputando por meio do hard power, que era o poder bélico, a possibilidade de conquistar território, de angariar pessoas. Então, se não tinha mais, se, né, enfim, a partir de tudo que aconteceu, a guerra não era mais um lugar de definição, como é que as relações se dariam sem esse atributo da força?
E aí surgiu a possibilidade da cooperação como uma grande possibilidade de estar no mundo, de criar essa coisa da aldeia global, enfim. Então eu acho que também tem uma relação com isso, assim, quando acabou a imposição, o poder pela força, se fez necessário um poder por outra via mais subjetiva. Que aí é a via cultural, que aí é a via da conversa, que aí eu fiquei lembrando muito, e aqui não é uma questão política partidária, tá?
Mas eu fiquei pensando muito quando a gente tava vendo o soft power como política e o soft power como relação, naquela cena do Lula com o representante da Coreia fazendo coraçãozinho com uma mão, aquele coraçãozinho coreano. É um gesto político?
Não.
Mas é um gesto onde a cultura encontra a política. Ao fazer aquilo, ele cria uma conexão com as pessoas coreanas, com a comunidade coreana, ele se coloca disponível, se coloca conhecedor de um aspecto da cultura coreana que quebra a barreira, que quebra um pouco a rigidez, assim. E eu acho que esse é o soft power brasileiro. O soft power brasileiro é essa capacidade que a gente tem disso, do Ronaldinho ser essa pessoa. Ronaldinho Gaúcho, gente, eu sou obcecada por esse homem, juro. Eu adoro.
Que pessoa, que sujeito fascinante, né?
Que sujeito fascinante. É ele estar nesse lugar. É o Wagner Moura, eu lembrei muito do Wagner Moura quando a gente falava disso. Ele tem um soft power do carisma, que ele não é o homem mais bonito do mundo, ele não é o homem mais musculoso, ele não é, mas ele tem o soft power, o borogodó, o jeitinho, o samba, o ritmo, o não sei o quê, que faz todo mundo ficar obcecado por ele.
Ai, eu quase chorei aqui agora. Você é a cachorra mais burra aqui desse calçadão.
É, menina, opa!
Oh meu Deus, me perdi totalmente agora.
O Wagner Moura, ele faz isso. É isso aí que acontece. Amiga, você acha que soft power é uma coisa que pode ser aprendida? Por exemplo, a diplomacia é uma ciência, né? Uma coisa, uma ciência social que pode ser aprendida, que tem suas ferramentas, que tem seus métodos. Por exemplo, eu cozinho, tá? E eu cozinho bem, tá? Modéstia à parte. Mas assim, se eu não soubesse cozinhar, esse é um soft power que eu posso exercitar?
Completamente. Eu acho que estamos aí na vida para aprender a exercer as nossas habilidades e aprimorar as nossas habilidades. Eu acho que de certa forma todo mundo tem um soft power assim, talvez só não enxergue que isso seja, sabe, de fato um soft power. Sei lá, é uma pessoa, por exemplo, sei lá, uma pessoa que sabe onde encontrar— vou citar a Lia, nossa amiga. A Lia é a pessoa que ela sabe absolutamente tudo sobre todas as coisas assim, a gente já conversou sobre ela.
Ela tem esse soft power que é uma coisa incrível assim de ser uma mulher que tipo assim, ai amiga, eu tô precisando assim de uma esponja que faz isso. Ela, não, porque eu sei onde tu vai achar, onde o preço é bom, não sei o quê. É um grande soft power da gata assim, sabe, de saber onde encontrar as coisas e de disseminar essas ideias também. Acho que Tudo pode ser aprendido, sabe? O ser humano tem essa grande capacidade de aprendizado assim e faz parte que a gente aprenda.
Eu acho, por exemplo, um soft power que eu tenho é de certa forma a minha voz. A minha voz foi meu instrumento de trabalho e eu aprendi a me comunicar através da minha voz. E hoje em dia às vezes alguém fala assim, nossa, eu acho a tua voz super bonita. E eu fico pensando, meu Deus, nunca imaginei dessa forma. E aí falo, não, que eu acho que a tua voz tem uma coisa um pouco acolhedora, tem uma suavidade na forma às vezes como você se comunica.
E aí, claro, tudo vai depender da minha entonação, da forma como eu tô ali me posicionando assim. E achava incrível na época da rádio, eu tava conversando sobre isso com a minha irmã ontem também, que ela foi numa pessoa lá e a pessoa falou, nossa, eu lembro da tua irmã na rádio e uma vez ela tocou a música que meu filho queria e eu filmei a reação dele. Sabe, isso para mim era um baita soft power assim, sabe, essa coisa de conseguir estabelecer uma conversa com pessoas que eu nem conhecia assim e de fazer com que elas entendessem muitas coisas.
E assim, quando eu fazia lá outros programas assim, às vezes eu dava opiniões que eram opiniões um pouco contraditórias para o contexto onde a gente vivia, mas falando do meu jeitinho, as pessoas paravam para escutar.
Aquilo.
E aí elas pensavam, nossa, realmente eu acho que você tem um ponto aí, assim, sabe? Então acho que tem essa coisa, eu acho que saber se comunicar, saber falar as coisas, saber pontuar as coisas também é um baita soft power. E foi algo que eu aprendi a fazer com o tempo, porque assim, a minha criação lá de Ana, faca na bota, né, querida? Eu era tipo muito mais incisiva do que a gente, eu já fui muito mais combativa assim. Hoje em dia eu consigo Ai, sabe falar as coisas com mais jeitinhos.
Eu concordo, eu entendo que o soft power possa ser exercitado, concordo muito com essa afirmação, mas eu também acho que a gente tá vivendo um momento em que a gente quer, deseja ter todos os soft powers ao mesmo tempo, sabe? Então assim, um soft power, por exemplo, que eu admiro muito e que eu não acho que eu tenho essa capacidade de ter e eu já tô em paz com isso, é, tem pessoas que têm uma capacidade de presentear espetacular, que eu acho assim, cara, sabe, é uma pessoa que consegue procurar uma coisa que você um dia, assim, eu acho espetacular.
Eu posso me esforçar para ser melhor nisso? Posso. Mas tem gente que tem essa habilidade, essa coisa meio inata assim, que desenvolve mas que é um pouco inata da pessoa, que é um pouco, que veio um pouco com ela assim, sabe, que faz um pouco parte da construção dela. Tem gente que tem um bom gosto absurdo para alguma coisa que não depende de dinheiro, né, mas assim, sei lá, que se veste muito bem e não necessariamente uma pessoa que investe muito dinheiro nisso, que decora uma casa muito bem, que tem uma estética muito, muito apurada.
Isso é lindo, isso é maravilhoso, eu posso desenvolver, aprender ferramentas, aprender. Mas eu acho que a gente tá num momento que a gente quer ser tudo, sabe? E que talvez a gente olhar para o que é um pouco mais nosso, um pouco mais da nossa característica, da nossa qualidade humana mesmo, assim, do nosso jeito, talvez seja uma possibilidade da gente se frustrar também um pouco menos, sabe? Porque é isso, eu vejo todo mundo querendo Cozinhar muito bem, receber muito bem, decorar uma casa muito bem, se vestir muito bem, se comunicar muito bem, ser uma pessoa muito aglutinadora e ter todos os amigos em volta, mas ao mesmo tempo desenvolver um soft power da solitude e de ser muito bom nisso, e ser muito bom em lógica, mas ao mesmo tempo ser muito bom em comunicação.
Gente, não vai dar! A gente pode, sabe, acho que a gente pode exercitar o que é o que a gente precisa. E é isso, conversa muito com uma coisa que a gente conversou com a Renata Rivetti, que alugou um grande triplex na minha cabeça, que é como a gente olha para as coisas que a gente tem que desenvolver e pouco para as coisas que a gente já tem desenvolvidas e já são nossas, né? Então, ao invés da gente olhar para uma pessoa que trabalha com a gente como você precisa melhorar muito nisso, por que que a gente talvez não consegue olhar para essa pessoa e dizer, cara, você é muito bom nisso, vamos É amplificar o que você já faz de muito bom, sabe?
E eu acho que nesse campo do soft power, da interessância, da internet, da gente tá todo mundo querendo se influenciar e ser influenciado o tempo inteiro, a gente esquece um pouco disso, sabe? De que a gente não vai dar conta de ter todos os soft powers do mundo.
Sim, e é que eu acho que também tem uma questão de que de repente parece que todo mundo precisa ter todos os soft powers do mundo, todo mundo precisa ser interessante, todo mundo precisa ter a vida incrível. E olha, sou eu que tô falando mal de rede social hoje assim, sabe? Só que não é assim que funciona, sabe? E esse tipo de coisa, eu acho que um soft power ou um repertório, uma bagagem, requer tempo, requer maturidade, requer aprendizado, requer você quebrar a cara muitas vezes, você entender que às vezes o teu soft power não vai servir pra porcaria nenhuma, sabe?
E que às vezes você vai precisar sim ser mais dura, às vezes você vai precisar tomar uma decisão. E eu gosto muito do texto, eu acho que a gente até vai mandar na nossa news ali para as apoiadoras esse texto, porque ele fala justamente dessa diferença entre, tá, o que que é um soft power quando é um homem usando essa habilidade, o que que é quando é uma mulher usando essa habilidade, né? O quanto o soft power também se confunde com uma coisa um pouco sedutora quando é uma mulher.
E aí quando é o homem, ele é um sujeito carismático, ele é o legalzão da galera, ele é o cara massa assim. E também fico pensando sobre esse aspecto assim de que requer muito chão assim para você conseguir chegar num patamar de entender que você tem um soft power, de entender que você tem um repertório, de saber usar esse repertório inclusive como um soft power seu. Assim, eu fiquei pensando um outro soft power, aí eu tô indo em coisas muito aleatórias assim, Mas você sabe que eu adoro dirigir, né?
E eu tenho muito esse soft power de tipo, tá, vamos viajar, deixa que eu dirijo, sabe? E de me guiar e de saber me localizar bem nos lugares, assim. Então, quando viajava muitas vezes pela rádio, eu e o Rafa, o meu amigo, o meu chefe, né, era eu que dirigia. E eu sei onde parar e eu sei fazer o rolê, então Tem essa coisa também de ser uma pessoa que sabe organizar a vida, assim, sabe? De saber exatamente quando a gente senta para almoçar, eu já sei o que tu vai pedir, eu já tô pedindo a tua bebida, eu já tô fazendo as coisas.
Eu acho que isso também pode ser considerado um soft power, assim como eu também acho que você é uma pessoa extremamente agregadora e que você foi desenvolvendo isso também ao longo da tua vida, que tu consegue enxergar nas pessoas, tipo assim, se eu reunir essa pessoa com essa pessoa aqui, eu acho que vai dar liga, eu acho que vai dar bom.
É, e esses soft powers são coisas que não são mensuráveis, né? É isso assim, a sua capacidade de localização, por exemplo, não é mensurável. Não tem um indicador que você faz um teste para saber se você é A ou B ou C nisso assim, sabe? Eu lembrei de um soft power que eu tenho, que eu exercito muito com você, que é uma coisa muito idiota, mas eu acho muito bom, que é a capacidade de consertar acessórios. Entendeu?
Maravilhosa! E de organizar os meus acessórios. Inclusive, eu tô esperando a sua próxima visita aqui, porque assim, ó, tá feia a coisa, tá?
Eu não posso ver um brinco sem uma argolinha bem colocada que eu já quero consertar, entendeu? Que é uma coisa muito idiota, mas é isso. Não é um— é uma coisa, são coisas, eu acho que soft power são coisas que se a gente somar todos os soft powers que a gente já tem e cuidar um pouco deles, a gente cuida da nossa autenticidade, de quem a gente é, assim, sabe? Talvez mais do que o soft power, eu acho que ele é um pouco menos da escolha, como é uma profissão, como é um curso, como é uma habilidade técnica, e um pouco mais do sujeito, um pouco mais da nossa concepção de vida, assim, sabe?
Do que a gente gosta de fazer. Eu acho que O soft power conta mais sobre quem a gente é do que outras coisas na nossa vida, sabe? E aí todo mundo tem o seu, todo mundo tem as suas, e tem o soft power do outro que te interessa mais, ou que te é tão estranho que te faz ficar encantado com aquilo, sabe? E é muito— eu acho que olhar para essas características mais subjetivas, é sair um pouco desse maniqueísmo assim de você é bom em lógica ou você é bom em humanas ou você é bom nisso aqui e ruim nisso aqui.
Não, tem coisas ali no meio do caminho que às vezes não são úteis, não são valores para o trabalho, não são valores para produtividade, mas são coisas que fazem parte da tua vida e que vão se organizando assim, sabe? Gente que é, cara, eu acho um soft power maravilhoso, a habilidade de cor. Tem gente que tem uma habilidade de combinar cores e de olhar para as cores e de pensar nas cores que não é profissional. Às vezes a pessoa é, sei lá, advogada, sabe?
Mas é uma coisa muito subjetiva que torna a pessoa muito interessante. E aí talvez a relação disso com interessância, que também é um assunto que nos interessa muito, É, o soft power talvez seja não buscar a interessância no que o outro tá olhando como interessante e exercitar a sua própria interessância em coisas que talvez não sejam tão óbvias, não sejam tão legais, sabe? Querer ser interessante talvez seja olhar para o que o outro quer de você, e exercitar a sua interessância talvez seja olhar para o seu soft power e olhar aquilo como um poder de fato. Como algo que pode influenciar as pessoas.
Total, tá. E é possível que em cada relação essa habilidade mais subjetiva muda assim? Porque, por exemplo, na família a gente é, a gente exerce uma coisa X, com os amigos outro, e por aí vai assim.
Eu acho que é possível amplificar o volume de algumas coisas e reduzir o volume de outras. Então, por exemplo, no trabalho, a minha habilidade de consertar brinco não serve pra porra nenhuma. Não serve pra nada, entendeu? Agora, sei lá, na minha relação com as minhas amigas serve. Aquela outra habilidade que você comentou sobre agregar, entender qual pessoa vai se entender com outra, eu posso usar em todas as áreas da minha vida.
Talvez eu use um pouco menos na família, porque não tem tanto essa troca de pessoas, Mas eu uso mais no trabalho. Então acho que talvez não dê para mudar, mas eu acho que a gente usa habilidades diferentes para ambientes diferentes, para performances diferentes. Faz sentido?
Faz sentido, acho que é isso assim. Claro, a habilidade de eu saber cozinhar às vezes ajuda no meu trabalho, mas não sempre, né? Agora na minha família isso faz toda a diferença.
Em outras áreas da vida também, né, amiga? Mas a gente não vai ser calada, a gente vai ser calada.
Em outras áreas da vida também, assim. Eu também acho que aquelas assim expondo muitas coisas, eu também acho que eu sou muito boa de flertar assim, sabe? Eu gosto do flerte quando encontro pessoas que entendem a dinâmica, que sabem conversar, a conversa fluir muito melhor assim. E tem amigas minhas que falam tipo, meu, tu é boa nisso assim, sabe? Tipo, e sim, porque, né, sou essa pessoa que sabe puxar um papinho assim, que procura uma ponta E aí, tipo assim, a pessoa falar, eu gosto de, sei lá, uva passa, eu vou dizer, meu Deus, eu faço um negócio com uva passa que você não tem noção, sabe?
Então acho que a gente, eu acho que ter assunto também é um soft power assim, sabe? Eu acho que esse é o tipo de coisa que nós duas temos assim, a gente tem assunto assim infinito, tu pode sentar com quem quer que for que a gente consegue estabelecer uma conversa sem muita dificuldade e a pessoa vai dizer, ai, eu vi tal coisa, nossa, você viu o quê? É, sei lá, você viu que a NASA lançou uma imagem que parece que a Terra é um pão de queijo?
Sabe, tipo, e aí você já começa a entrar em assuntos muito aleatórios assim. Então acho que ajuda de fato assim.
E eu acho engraçado isso porque a gente, eu concordo que a gente tem essa mesma habilidade, mas a gente exercita isso de formas completamente diferentes. Totalmente, sabe? Eu acho que você é pelo campo da curiosidade, porque você é essa pessoa dos múltiplos interesses assim, né, das curiosidades sobre o mundo. E eu sou a pessoa da curiosidade sobre a pessoa. Eu poderia conversar assim, eu sou aquela pessoa que o Uber me conta a vida inteira.
Claro, tem vários Ubers que contam para todo mundo, mas de qualquer pessoa me conta a vida inteira. Eu ouvi esses dias uma pessoa falando de mim que eu achei uma coisa muito engraçada. Ela falou É que eu tenho poucas amigas e muitas melhores amigas, porque eu sou pessoa com quem as pessoas trocam muito sobre as suas vidas assim, sabe? Sobre as suas questões. Achei bonito, fiquei com vontade de botar isso na bio, né? Achei bom. Vamos lá, qual que é o soft power que você mais admira nos outros? Tem algum?
Tem, eu acho que o soft power de ser tipo— tem uma amiga minha aqui de Porto Alegre Que ela é a pessoa que consegue frequentar 43 rolês diferentes num dia.
Nossa, sim, sim, sim, sim, sim!
Eu admiro demais quem tem o soft power do rolê infinito, porque eu não tenho. O meu carisma vai embora muito rápido e eu sou viciada em ir embora, né? Então, quando assim, eu viro as costas e sumo e não tenho o que fazer assim a respeito. Acho que essa habilidade é muito importante Eu acho que a habilidade da pessoa que tem trânsito com pessoas, que tem acesso, eu acho, a pessoas assim, sabe? Eu acho que acesso é um baita soft power assim, tipo, eu sei quem procurar assim, eu sei a quem recorrer, eu sei.
Isso é uma coisa que eu acho que eu já tive um pouquinho mais assim, quando, porque, né, morei 10 anos em Blumenau. Hoje em dia assim, eu não sei, tipo, ah, eu preciso de tal coisa, eu tenho que pedir para alguém assim. Conhece alguém que pode me ajudar a fazer tal e tal coisa, sabe? É o soft power de você que conhece alguém que— eu acho incrível também, assim, eu acho isso incrível. Eu acho que o soft power— aí já nem sei se é um soft power porque eu lembrei de você agora, de dormir em absolutamente qualquer lugar.
Cada 2 episódios ela fala que eu durmo muito bem, entendeu? É isso.
Exato. Acho que é, mas eu acho que é um baita soft soft power, de tipo, tudo bem, eu vou aqui tirar minha sonequinha, tá tudo certo, e acordo plena e descansada. Eu acho que o soft power da continência facial, assim, excelente, sabe, de saber fazer cara de paisagem quando assim alguma coisa te desagrada totalmente, sabe, e saber conversar de um jeito que é tipo Tá, mas espera aí, mas não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê, sabe?
Porque eu não consigo. Eu assim, ai, gente, assim, ó, às vezes tem umas situações assim que eu já olho com uma cara de assim na hora. E aí eu tenho que ficar assim, eu com meus neurônios pensando, calma, pensa em como você vai falar. Porque a minha vida inteira eu ouvi que eu simplesmente falava as coisas objetivamente das coisas. É. E aí eu era lida como uma pessoa, né, agressiva assim, enfim.
Boa, cara. Tem só, eu listei soft powers muito. Por exemplo, você tem um soft power que eu acho que eu tenho um pouco, mas você tem muito, me deixa um pouco irritada inclusive, que é letra de música.
Ai, super! Ai, gente, assim, ó, gente, eu odeio muito, tá?
O Bruno fica muito chocado comigo, mas porque ele não convive tanto com você. Porque você é insuportável, gente. Ela sabe todas as letras de todas, de assim, de uma música muito regional gaúcha que a gente cantou outro dia juntas no carro. Foi um momento muito maravilhoso.
Marina, horrorizada que eu sabia tudo, gente.
Horrorizada assim. Ela sabe tudo, todas as letras de música. Eu acho que é um soft power muito maravilhoso. Serve pra porra nenhuma.
Eu só, eu só não era coisa que eu cantava nada, querida, porque com 14 anos eu ganhei um computador usado na rádio em Lages. Gostar, porque eu sabia, eu acertei todas as músicas que estavam lá na sequência do negócio. Era tipo, qual é a música? Meu primeiro computador, me respeita, cara.
Tá bom, desculpa, serve para tudo, é a melhor soft power do mundo. Eu acho que esse da letra de música me pega muito, acho que é um soft power assim muito foda. Outro que tem a ver com música também, que aí é um soft power que eu acho tesão assim, eu acho massa, Ritmo. Gente que tem ritmo, e não é uma coisa tão fácil assim de aprender. Eu sei, professora de música, que dá para aprender, mas assim, é muito— tem gente que tem uma coisa do ritmo muito inata assim, sabe?
Tem criança que tem uma habilidade de, de, do corpo conversar com a música que eu acho brilhante assim, que eu acho incrível. Uma habilidade, e é um soft power que eu acho muito interessante. Outro soft power que eu acho maravilhoso, todos os meus têm a ver com comunicação, né, tudo bem, que eu acho maravilhoso é facilidade para idioma, que não é saber o idioma, mas é que tem gente que tem uma habilidade, o Bruno é essa pessoa assim, ele tem uma habilidade para, não é saber as palavras do idioma, mas é para entrar no tom daquele idioma, sabe?
A gente aprende lá uma linguagem esquisita Ele não, ele parece que ele sabe, ele tem essa habilidade com idiomas que eu acho que é uma coisa muito dele assim, e tem muitas pessoas que têm essa habilidade, eu acho incrível. E a outra, que daí é uma coisa que assim eu amo, que é a facilidade de usar palavras bonitas em contextos normais da vida.
Amiga, mas isso você tem super.
Não, eu acho que eu tenho, mas tem gente que tem mais. É um soft power que eu acho que eu tenho, mas que eu quero exercitar mais, assim, porque eu acho lindo, sabe? Quando você tá conversando com uma pessoa e ela fala uma palavra que não é uma palavra difícil, não é arrogante, não é babaca, mas é uma palavra que faz a frase ficar diferente, faz o que, sabe? Dá um glim glim glim glim glim assim nas coisas. Eu acho maravilhoso. Eu sou uma pessoa que acha bonito o glim glim glim glim glim, uma coisinha que eu acho muito maravilhoso.
Acho capacidade de receber em casa uma capacidade maravilhosa e acho que tem gente que tem essa facilidade, tem gente que não tem. Aí milhão de coisas assim, mas enfim, acho que tem soft power muito interessante.
Eu acho soft power, eu tenho inveja de quem tem o soft power da maquiagem assim. Ai, muito, muito? Não sei, assim, ó, tenho quase 40 anos na cara, eu passo as maquiagens tudo com o dedo assim, não consigo. Eu sei que dá para aprender, eu sei, mas eu não consigo, não tem, não tem como.
Mas é que tem gente que tem essa habilidade, é diferente, sabe? Eu acho que talvez a diferença entre soft power e habilidade, no mercado de trabalho é a mesma coisa, tá, gente? Mas assim, na nossa brisa aqui, a diferença é o que dá para ser aprendido, mas tem gente que tem facilidade. O soft power é uma coisa que talvez seja uma coisa que você tem facilidade e você exercita ou não. Você pode ter ritmo e transformar isso numa habilidade de tocar um instrumento, de dançar, de fazer alguma coisa com isso.
Mas você pode ter ritmo e não fazer nada, você continua tendo ritmo, continua sendo um soft power seu, sabe? Mesmo que você não tenha técnica para tornar aquilo uma habilidade.
Sim, pensei também uma outra coisa assim, que é que eu acho que o soft power, para além da interessância, eu acho que é o molho. Assim, sabe? É um molho, é um borogodó, é o Wagner Moura, gente.
Assim, qual é o soft power do Wagner Moura? Quais são, no plural, muitos plurais?
O molho, assim, ter nascido é o soft power. É, mas é que é isso, parece que o soft power é tipo assim, é o chantilly da Banoffee, assim, sabe?
É uma energia, né, amiga?
É energia, é o negócio, é o carisma, é o borogodó assim da pessoa, aquele brilho, aquele magnetismo assim, que você olha e você fica pensando tipo, meu Deus, eu quero ser amiga dessa pessoa. Assim, você tipo, meu Deus, essa pessoa me pedir assim qualquer coisa, eu vou, sei lá, eu vou abrir a porta da minha casa, sabe? Tipo, entra na minha casa, faz, pode fazer o que quiser, sabe? Tipo, porque é isso. Eu acho que quem tem essa habilidade assim, meu, é muito gostoso.
Mas o magnetismo não é um soft power?
Eu acho que de certa forma sim, mas talvez as coisas estejam meio combinadas assim, sabe? Porque eu também fico pensando que Tipo, que magnetismo, carisma, sabe, essas coisas, eu daí já não sei se é algo que é tão desenvolvido assim, sabe?
Porque a gente conhece um monte de gente que é sem carisma assim.
Vamos dar uns nomes, vamos começar uma listinha aqui. Não, mas a gente conhece um monte de gente que tipo que é muito boa, que tem várias habilidades, que não sei o quê, mas não, mas tem um carisma de um picolé de chuchu assim, sabe? E às vezes faz parte da sua função ser um picolé de chuchu também, a gente precisa valorizar.
Precisa de picolé de chuchu para a gente valorizar as outras pessoas. Mas eu acho que soft power não é a mesma coisa que molho, mas eu acho que molho é um soft power, faz parte do soft power, entende? Porque, por exemplo, assim, tem uma pessoa que o soft power dela, por exemplo, é— vou ser bem pejorativa aqui, bem lidar com estereótipo das exatas e humanas, Mas assim, o soft power dela é ter uma habilidade com números, ou é uma coisa mais racional.
É isso, a minha habilidade é consertar brinco, sei lá, habilidade de outra pessoa trocar pneu, é fazer coisas que não tem supostamente esse sex appeal, entendeu? Como são essas outras coisas, como é cozinhar, como é, sabe? Então eu acho que o borogodó, o molho, é uma soft skill que pode ser aprimorada Mas dentro do limite.
Nossa, eu lembrei agora de um outro soft power aleatório assim, que a minha mãe é muito boa nisso, é lembrar o nome das pessoas. Nossa, muito assustador, tá? Na época que eu tinha um restaurante, a minha mãe às vezes vinha trabalhar comigo e ela ficava no balcão atendendo, e ela lembrava o nome de absolutamente todo mundo assim, sabe? E eu às vezes convivia, sei lá, meses com as pessoas, eu não lembrava do nome. Isso que eu considero que eu até tenho uma memória relativamente boa assim, mas é muito mais para fisionomia, para tipo o que que essa pessoa me falou tal coisa, o que que ela gosta de tal coisa, do que nome. A minha mãe era bizarro assim, bizarro, era um negócio espantoso.
Muito bom. Então para terminar eu quero te pedir, você que tá ouvindo, para colocar nos comentários no Spotify, no YouTube, mandar para gente no Instagram, tanto faz, olha lá no Instagram do Donas e comentar. 2, vamos, vamos ser, vamos ser, mas se quiser mais pode, tá? Soft power seus que você acabou de se dar conta que você tem. Vamos exercitar o soft power, vamos fazer mais soft power circularem pelo mundo com consciência, né, amiga?
Achei sexy esse final.
Sexy é soft power? Não, mentira, vamos para mesa de bar. Bora!
Bom, nossa mesa de bar chegando por aqui com os recadinhos. Hoje temos encontro do Clube do Livro, e junto com o Pós Fácil Podcast vamos falar sobre o livro Treza da Valérie Perrin, que também é autora de Água Fresca para Flores, que a gente falou no ano passado. É um calhamaço de livro, tá? Tá? Eu levei um bom tempo para ler assim, sinto que teremos discussões hoje a respeito. Então, 7 horas da noite, se você é apoiadora do Donas ou do Pós-Fácil Podcast, você tem acesso, tá?
A gente também tem um podcast, se você tá ouvindo outro dia, desculpa aí, galera, 11 de agosto de 2026, tá? É importante.
E aí, isso tudo faz parte do nosso pacote de recompensas das apoiadoras do Donas. Então, se você quer fazer parte, vai lá em apoia.se/donasdapetoda. A partir de R$5 por mês você tem acesso ao nosso grupão de fofocas no Instagram, que tava também essa semana, ó, tava a milhão. Tem ainda newsletter que eu mando todo mês com as dicas da mesa de bar, consolidando tudo para você não ficar procurando sozinha por aí. Tem várias outras coisas aí que você pode aproveitar.
É isso aí. E quem é nossa apoiadora também às vezes recebe uma foto de lingerie. Por quê? Porque mesmo que você não seja apoiadora, você tem acesso ao nosso desconto no Clube Pitaya, um clube de assinatura de lingeries que a gente ama amar. Assim, coisa mais bonita da vida é você receber lindamente todos os meses na sua casa uma lingerie que você não imagina, de uma cor que você não imagina, com uma renda que você não imagina.
Ser surpreendida por aquilo. A Pitaya tem o soft power de fazer a gente achar que a gente não, não ficaria bem naquilo, e elas sabem que a gente fica. Elas moram dentro do nosso espelho, elas olham pra gente todo dia e elas sabem como a gente vai ficar gostosa. Então as lojas da Pitaya são maravilhosas, é o nosso momento de gatinhas do mês que a gente ama. E você também pode ter essa experiência assinando a Pitaya com o cupom do Donas você tem 15% de desconto na sua primeira assinatura. Então vai lá e compra porque vale muito a pena.
Isso, cupom tá ali na descrição do episódio também. Quero as suas dicas, Marina.
Eu vou indicar o que eu já indiquei, porque eu tô nessa fase da minha vida que eu tenho assim, socorro Deus. Eu quero indicar que se você ainda não foi, se você não tem como ir, consuma Fábio Porchat. Eu sou obcecada nesse homem. Tadinho, tá? Eu consumo tudo que ele faz. Se ele vai dar uma entrevista, eu vou ver. A entrevista dele para o Pode Ir do Estúdio I da Globo News é maravilhosa. Se você, se ele fizer uma peça de teatro, eu vou, fui de novo.
Se você, se ele fizer um vídeo, eu vou ver, um filme eu vou ver, porque eu acho ele absolutamente genial, é uma delícia. E ele tem o soft power que eu esqueci de falar, mas eu acho que é talvez dos mais maravilhosos, que é a capacidade de contar a história bem. Você pode aprender, tem técnica de narrativa, tem estratégia, tem jornada do herói, tem um monte de coisa. Agora, tem gente que tem isso de uma forma muito inata, muito dele assim, e eu poderia ver esse homem falando sobre qualquer coisa.
Então, se você gosta de ficar ouvindo histórias bestas e opiniões interessantes, Fábio Porchat. E a minha segunda dica Hoje eu tô bem indicando homem branco. Desculpa, essa até é pedão. É... a minha outra dica é Ted Lasso. Voltou a 4ª temporada do homem, do mito. Quando eu tava... a gente tava assistindo o primeiro episódio, tá saindo um por semana na Apple TV. Quando a gente tava assistindo o primeiro episódio, eu parei uma hora o episódio e falei pro Bruno, eu não sabia quanta saudade eu tava de um homem que nem existe.
Entendeu? Porque assim, que personagem maravilhoso, que série maravilhosa. Não à toa é a série favorita de muita gente, uma das minhas séries favoritas da vida. Primeiro episódio já é ótimo, já é incrível, já tem 50 mil questionamentos. Ted Lasso, Ted Lasso, Ted Lasso, Ted Lasso. Larissa é uma das que não viu ainda. Se você não viu, fica a minha sugestão para ver desde a primeira temporada.
Ai, eu vou indicar um livro que eu tô lendo agora, que é O Bom e o Mal, da Samantha Schweber. Carreiras Policiais, que é uma autora argentina. É os livros esquisitos que eu gosto, tá?
Soft Power, livro esquisito.
É livro esquisito. A Samanta tem também, não chega a ser tão na vibe sobrenatural da Mariana Henriques, que é assim, para mim, a maioral, a melhor, a mais mais. Mas ela tem uma coisa, ela tinha um outro livro, Kentucky, que eu li uns anos atrás, que é meio ficção científica assim. Mas esse, O Bom e o Mal, é um livro de contos, então curtinho, tem 6 contos e tem situações assim que são muito humanas, angústias e coisas, são histórias bem interessantes.
E aí, gente, estreou a segunda parte de 100 Anos de Solidão na Netflix. E assim, eu assinei a Netflix, eu não assino, e eu assinei para poder assistir e me maravilhar, porque é assim uma das coisas mais bonitas que eu já vi em audiovisual. E incrível, incrível, tá belíssimo assim. Eu acho que todo mundo deveria ver. Vou encher o saco das pessoas para verem.
Tem que ver, cigarro existe, tem que ver.
Nossa, ficou muito bonito, tá? Ficou muito bonito, vale muito a pena. Assim, é muito bom, muito bom mesmo.
Muito bem, quero fechar esse episódio para quem chegou até aqui agradecendo aos os comentários absolutamente gentis e amorosos e calorosos que tivemos sobre o nosso episódio sobre antiambição. Acho que a gente não imaginava que a nossa brisa de amigas tocaria tantas pessoas em lugares tão diferentes. E te convidar, se você não ouviu, vai lá ouvir, que a gente quer saber tua opinião também. Até semana que vem!
Até! O Donas da Porra Toda é uma produção independente. Produção, roteiro e apresentação: Larissa Guerra e Marina Melos. Edição e tratamento de áudio: Bruno Stolf. Mais informações no site www.donasdapetoda.com.br ou nas redes sociais no @donasdapetoda.