Episódios de Donas da P* Toda

#332 - Sai a roupa, fica quem? Nós, nossos corpos e mais nada

28 de julho de 202639min
0:00 / 39:33

Nós somos apaixonadas pelo filme Boa Sorte, Leo Grande. E uma das cenas mais icônicas do filme é tão simples quanto complexa: a personagem Susan Robinson, vivida pela atriz Emma Thompson, tira a roupa em frente ao espelho.

Essa cena mora nas nossas cabeças por muitos motivos: primeiro de tudo, porque é uma cena muito bonita, demasiadamente humana. E libertadora.

Hoje nós vamos conversar sobre como nos sentimos com a nossa nudez, a relação entre conforto e sexualidade e sobre registros dos nossos corpos. Daquele papo de amigas, cheio de intimidade.

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Produção, roteiro e apresentação: Larissa Guerra (@larissavguerra) e Marina Melz (@marinamelz).

Edição e tratamento de áudio: Bruno Stolf (@brunostolf)

Todas as informações em ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠www.donasdaptoda.com.br⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ e ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@donasdaptoda⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠.

Participantes neste episódio2
L

Larissa Guerra

Host
M

Marina Melz

Host
Assuntos5
  • Autoimagem e AutoestimaA importância da luz e qualidade do espelho · Comparação com imagens editadas nas redes sociais · A diferença entre fotos profissionais e selfies · Relação com o Corpo
  • Sensualidade e Autoconhecimento CorporalRelação entre conforto corporal e autoestima · Aceitação das mudanças do corpo ao longo do tempo · Impacto da gestação na percepção corporal · Exercício de se olhar no espelho com generosidade
  • Conforto versus aparência em espaços públicosSensação de liberdade ao tirar a roupa · Diferença entre conforto e sensualidade · Roupa de ficar em casa (calcinha, shortinho, top)
  • Sexo, Fetiche e IntimidadeEnvio de nudes em relacionamentos · Visualização única de fotos · Valorização da conversa antes do nude · Nudes entre amigas como forma de elogio
  • Experiências de InfânciaInfluência da criação familiar na nudez · Liberdade de expressão corporal na infância · Cuidados com a exposição infantil na atualidade
Transcrição86 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
MMMarina Melz

Como você se relaciona com o seu corpo quando você está sem roupa? Nu, nudes. O meu nome é Marina Melos e eu vivo uma deliciosa dicotomia que é ficar sem roupa, tranquilo. Agora, mostrar um corpo com roupa, mais difícil.

?Voz 1

O meu nome é Larissa Guerra e eu tenho certeza que uma das principais razões pelas quais eu odeio o inverno é o fato de que eu passo muito tempo com muita roupa. Em algum momento das nossas vidas, a gente aprende que partes do nosso corpo precisam ser escondidas. E a depender de muitas coisas, se despir completamente pode ser uma grande questão para nós. Hoje a gente vai entrar nesse território tão íntimo e tão cheio de nuances que é a nudez e como a gente se sente com ela.

Boas-vindas ao Donas da Porra Toda! Donas, donas, donas, donas, donas da porra toda!

MMMarina Melz

A gente já citou esse filme algumas vezes, mas vamos lá. No filme Boa Sorte, Léo Grande, a personagem Susan Robinson, vivida pela atriz Emma Thompson, vive um grande momento, um momento icônico, um momento assim esplendoroso, babilônico, quando ela se vê totalmente nua em frente ao espelho. É no fim do filme, sim, mas vale a pena se você ainda não viu. Veja, porque vale muito a pena. Até chegar essa cena é assim, espetáculo.

?Voz 1

E aqui a gente tá de acordo que um filme que foi lançado, sei lá, tem uns 6 anos pelo menos, a gente não tá dando spoiler, tá, querida?

MMMarina Melz

Desculpa.

?Voz 1

Assim, não me vem com essa, ele vai dar spoiler.

MMMarina Melz

A lei do spoiler não chegou aqui, não pegou essa ref.

?Voz 1

E essa cena, ela mora nas nossas cabeças por muitos motivos. Porque primeiro de tudo é uma cena muito bonita, belíssima, assim, demasiadamente humana. E libertadora. E eu lembrei dela quando eu vi uma mensagem da nossa amiga, a DJ Mari Florencio. Beijo, Mari! Lá no grupo das apoiadoras do Donas, falando sobre a possibilidade de oferecer um workshop de como as nossas apoiadoras podem fazer fotos sensuais. E aí eu fiquei pensando em todas as nuances que envolvem a nossa relação com os nossos corpos quando a gente tá sem roupa.

E aí eu falei para Marina, vamos fazer um episódio. Sabe o que foi mais engraçado? É que eu estava entrando no banho quando Me bateu o eureka assim, sabe? Aí tipo, chuveiro ligado, eu estava pelada, tipo assim, amiga, vamos fazer um episódio sobre nudez?

MMMarina Melz

Um episódio que surgiu de uma nudez. E ele é sobre nudez. Exato.

?Voz 1

Muito bem.

MMMarina Melz

E é um episódio que a amiga calada vence. Ela quer se enfiar embaixo de um pneu com uma evangélica.

?Voz 1

Eu vou expor a minha amiga calada vence hoje. Como é que você se sente quando você está pelada, Marina?

MMMarina Melz

Eu vou filosofar, que é a minha saída para quando eu não quero me expor. Então vem comigo, tá? Cara, eu acho que a gente tem duas coisas, duas perspectivas sobre nudez que eu acho que se confundem muito. Uma que é a do conforto e a outra que é da sensualidade, da sexualidade. Eu acho que o conforto de chegar em casa e tirar a roupa é assim das melhores coisas do planeta. Eu já falei aqui dos, no nosso episódio sobre momentos delícia, uma das coisas que eu mais amo fazer é tomar banho e deitar pelada na cama e dar aquele tempo assim, sabe, de tipo, ah, estou cheirosa na minha cama cheirosa e não há roupas me incomodando, que é impossível fazer no inverno, mas enfim, vocês entenderam.

Então eu acho que tem uma coisa do conforto da nudez que a gente fala pouco e a gente fala muito mais da nudez associada a sexualidade, a sensualidade. Então nesse primeiro bloco, assim, nessa primeira perspectiva sobre nudez, eu acho que eu lido muito bem. Assim, eu adoro chegar em casa, tirar roupa, ou ficar com essa sensação de estar com pouca roupa em casa, sabe? Tipo calcinha, camiseta, amo, sabe? Não ter essa pressão de ter a roupa me apertando assim.

E eu tenho facilidade de fazer isso, tanto obviamente porque eu sou casada há muito tempo, então acho que também tem essa facilidade, quanto com outras pessoas. Eu não sou uma pessoa que tem dificuldade de trocar de roupa na frente dos outros. De você, assim, nem se fala, entendeu? Chega a ser, sei lá, é que eu acho que quando você tem intimidade com a pessoa não é uma questão Sim, sabe? Não é uma questão para mim ficar sem roupa assim.

Eu lembrei outro dia de quando a gente foi fazer nossa primeira sessão de fotos, lembra? Lá em Floripa, do Donas, que a gente tava cheio de pessoas, algumas pessoas com as quais a gente não tinha intimidade, e a gente foi se trocando na frente delas.

?Voz 1

E elas querendo que a gente já tá sem roupa.

MMMarina Melz

Então, sobre essa perspectiva do conforto, para mim é muito tranquilo. E não preciso nem dizer que para você é a mesma coisa.

?Voz 1

É, e aí eu vou filosofar um pouco para não começar me expondo muito. Ai, como ela é calada, vídeo profile. Mas eu acho que as duas coisas se misturam um pouco, porque a minha noção de sensualidade e a forma como eu me sinto sensual é estando confortável comigo mesma, e isso obviamente passa pelo meu corpo assim. Então eu sou essa pessoa que tem zero questões de ficar pelada assim na frente dos outros, tô nem aí assim. E eu acho que essa minha noção também foi muito construída dentro da minha casa, porque morei, moramos eu, minha mãe e minha irmã até meus 15 anos, até minha mãe casar de novo, morou só nós três.

Eventualmente morava uma tia, outra tia com a gente, e isso sempre foi assim totalmente ok na minha casa. Minha mãe chegar em casa, tirar o sutiã, tirando a roupa, aquela coisa de tu ir para o banho, sabe? De tu ir do quarto para o banho. Eu não tenho o hábito, por exemplo, uma coisa que me deixa agoniada quando eu tô em algum lugar que eu vou tomar banho e eu preciso levar a roupa para dentro do banheiro, sabe? Fica úmido. Não, não, não, não, é pouco espaço para me vestir.

Eu fico meio agoniada com isso assim, sabe? De tipo, ai, sei lá, eu preciso Eu nem sei dizer assim exatamente, ah, tipo, sei lá, tô na casa da minha irmã, por exemplo, e aí tá meu afilhado, meu cunhado, aquela coisa, todo mundo em casa. Então eu levo a roupa para o banheiro e me visto no banheiro. Porém é algo que no meu dia a dia não existe assim. Tanto é que tipo eu saio do banho, eu vou para o meu quarto, o quarto de bagunça, que é meu quarto onde tem um roupeiro. Aí eu me visto no meu quarto.

MMMarina Melz

Imagina a pessoa que tem um quarto para se vestir.

?Voz 1

Vantagens de morar sozinha no apartamento de 2 quartos, né, e de nunca receber visitas. Aí enfim, é zero problemas para mim. E inclusive sinto falta. Quando eu falo que o inverno me pega nesse aspecto de estar com muita roupa, é porque eu fico agoniada de que na minha casa eu tenho que estar com roupa, sabe? Eu fico revoltadíssima. Esses dias atrás, quando eu fui na minha nutricionista, ela falou, ai, tão bom chegar em casa, botar um pijama, um roupão, uma meia, uma pantufa.

E eu olhando desesperada para ela assim, sabe? Porque o meu conceito de estar confortável na minha casa é tá com pouca roupa. Eu fico pelada o tempo todo na minha casa? Não, gente, não fico, tá? Eu, o meu, a minha roupa de ficar em casa é camiseta e calcinha ou shortinho e top. É o contrário um do outro assim. Mas, mas para mim tem muito essa ideia de que eu me sinto sensual porque eu estou confortável com meu corpo. E aí, e eu gosto de olhar para o meu corpo, eu gosto de sentir meu corpo assim respirando, sabe? Tipo, ai, pele, pele à mostra, eu adoro.

MMMarina Melz

Sim, concordo super. Acho que as coisas têm relação, mas ainda assim eu acho que a gente olha muito para nudez sobre a perspectiva da sensualidade, e talvez a gente devesse primeiro olhar sobre a perspectiva do conforto para que a sensualidade fosse um resultado de estarmos tranquilas com o nosso corpo confortáveis com o nosso corpo no dia a dia, assim, sabe? Todos os dias. Você falou da relação que você tinha com a nudez na adolescência, na infância.

Tu acha que isso foi determinante para a forma como hoje você vê o fato de estar nua na frente dos outros?

?Voz 1

Completamente. Eu acho que isso foi muito fundamental para essa construção, assim, para que a gente possa também ficar ali, tipo, estamos entre amigas, vamos trocar de roupa, aquela coisa. Eu acho que isso é muito parte, assim, eu não consigo imaginar como deve ser numa criação um pouco mais conservadora, um pouco mais restritiva nesse aspecto, assim. Eu lembro, inclusive, agora eu vou expor, na verdade, meu ex-marido. Bom que ele não ouve mais o Donas, ele nem vai saber que eu tô falando dele. Mas quando a gente—

MMMarina Melz

Beijo, Adem, caso você ouça.

?Voz 1

Beijo, querido. Mas quando eu e o meu ex-marido, a gente foi morar juntos, Ele ficava um pouco desconcertado com o fato de que eu andava pela casa completamente pelada, assim, tipo. E na nossa casa, o quarto ficava numa extremidade da casa e o banheiro ficava em outra, né? Tipo, tu conheceu, tu sabe como era longe pra chegar no banheiro. Então tinha que atravessar a casa inteira pra chegar no banheiro. E ele ficava um pouco assim, meu Deus, o que que tá acontecendo?

Sabe? Tipo, até que a chave virou pra ele também. E aí ele passou a aderir ao modus operandi, assim. Mas eu também acho, pra quem tem filhos, que essa deve ser uma construção e um tema que também é muito delicado, né? Porque a gente, claro, tá falando sobre como é bom estar em casa sem roupa, etc. E eu acho que é importante ensinar também pras crianças que, tipo, que esse é teu corpo, que legal, sabe? Tipo, ajudar naquela construção de autoestima e que o teu corpo não é motivo pra vergonha.

Mas que você também não pode mostrar o seu corpo pra todo mundo, porque, né, sabemos que tem N questões aí relacionadas à pedofilia, abusos, etc. Então acho que deve ser uma linha muito tênue. Você que é mãe, você que é pai, aí um abraço pra você e força.

MMMarina Melz

É, eu concordo. Acho que eu tive uma infância muito tranquila em relação a isso. Uma cena que me vem, obviamente eu tenho um irmão, então acho que a dinâmica é um pouco diferente assim. Mas a relação da minha mãe com o corpo dela sempre foi muito tranquila, assim, sabe? De vou tomar banho, fica aqui comigo, vamos conversar sobre o dia, sabe? Ah, não tivemos tempo de conversar antes, então vamos, vamos sentar aqui, vamos conversar. Assim, eu adoro conversar no banho, tá?

?Voz 1

É uma coisa que eu também—

MMMarina Melz

é um instinto.

?Voz 1

Meu afilhado é bem, era muito assim também, tá? De tipo tomar banho com a porta aberta e ficar conversando com todo mundo que tá em volta, assim.

MMMarina Melz

É, e eu acho que a gente teve uma infância muito livre nesse sentido da nudez, obviamente com todos os cuidados que os nossos pais tiveram com a gente em relação à segurança, né? Mas também porque não tinha tanta câmera, não tinha tanta exposição. Então eu acho que o tamanho do cuidado de hoje com certeza é muito maior, né? As nóias em relação a, por exemplo, crianças. Eu lembro de ir pra praia criança e ficar sem roupa na praia.

Ou quando eu fiquei um pouquinho maior, ficar de calcinha e sem a parte de cima, tranquilo, normal. Tipo assim, as crianças estavam todas peladas na praia, tava tudo certo, sabe? Hoje já não é uma coisa que é tão comum. Obviamente, é corretamente que não seja tão comum, porque tem essa coisa da exposição. Então eu acho que a gente teve uma relação diferente com a nudez, e os nossos cuidadores, as pessoas que que cuidaram da gente tinham também um pouco mais de liberdade para tratar desse assunto por conta dessa, dessa não exposição assim.

Mas eu acho que foi muito importante, é muito importante olhar para trás e perceber que a nossa relação de conforto com o corpo foi se construindo a partir dali assim, sabe? Acho que isso é sempre muito, muito importante. E como é que essa relação para ti interfere na tua autoestima? Qual que é a relação? Você falou da relação entre conforto na nudez e sensualidade, sexualidade. Como é que isso interfere na autoestima?

?Voz 1

Também acho que é outra coisa que tá muito ligada na construção da minha autoestima, assim. Gosto de me olhar no espelho, sabe? Gosto de fazer esse exercício, gosto de observar. E nem é sensualizando assim, mas é de olhar tipo Nazaré Tedesco, de nossa, o tempo só te favorece, sabe?

MMMarina Melz

Gostosa.

?Voz 1

E de entender também as mudanças do corpo ao longo do tempo. Eu acho que ajuda muito assim. Eu imagino para mulheres, por exemplo, que passaram por uma gestação, como é que deve ser o exercício de você se olhar sem a tua barriga de grávida de novo. Inclusive quero depoimentos, tá? Você que está nos ouvindo aí, vai nos comentários, vai no nosso grupão também de apoiadoras e tal, e deixa seu depoimento, porque eu também acho que deve ser um exercício muito interessante assim de tu ir observando as as tuas mudanças ao longo do tempo.

E para mim é porque realmente não existe essa nóia, sabe, de estar nua. E aí eu acho que isso acaba ajudando muito na construção da minha autoestima. Não é que eu me lembre a todo momento que, nossa, como eu fico gata pelada, sabe? Mas eu acho que é, de novo, conforto, gera a percepção de sensualidade e ajuda na construção de autoestima.

MMMarina Melz

Boa, eu concordo. Acho, acho, de novo, para mim é mais tranquilo estar nua no lugar do conforto do que no lugar da sexualidade, da sensualidade. Inclusive você fez um ensaio com pouca roupa.

?Voz 1

Não apenas um, como dois, em outra situação assim.

MMMarina Melz

Eu queria que você contasse um pouco sobre isso, como foi Ficar, ter essa percepção de estar com pouca roupa em um, com uma profissional sendo registrada? E como foi olhar para essas fotos? Como é que foi esse processo?

?Voz 1

Então faz muito tempo já, né? Acho que foi 2022, 2023 ali. E eu acho muito engraçado que, só acho engraçado que eu não estava assim me sentindo gata, gostosa, maravilhosa nessa época assim.

MMMarina Melz

Tá?

?Voz 1

Eu tava tendo N questões com meu corpo. E aí, quando a Thay me fez o convite, a Thay, a fotógrafa, falou, ai, vem, vamos fazer e tal. E eu fui assim meio pudica assim, sabe? Tipo, assim, segurando no mamilo, tipo, ai, sou tímida. E aí, só que ela vai te deixando confortável, né? Eu acho que tem isso também. Eu imagino que com a Mari seja a mesma coisa. Inclusive, perdi de fazer fotos com a Mari quando ela esteve em Porto Alegre.

E de que a pessoa, ela vai, ela sabe te orientar e ela vai sabendo o que tá fazendo para valorizar o teu corpo, para te deixar confortável, para que você vá se sentindo também, sabe? E aí ela vai te ensinando algumas poses, vai pedindo para você fazer tal coisa, tal coisa e tal. Então, se tu topa, eu acho que se você entra nessa brincadeira e se você se deixa ser guiada Sabe? Eu acho que a experiência se torna muito interessante assim.

E aí quando você vê o resultado, menina, você fica assim, ó, passada, gag, passada. Fiquei gag, gag de lá, gag.

MMMarina Melz

Olha eu usando gírias desse mundo, pô, ok?

?Voz 1

Bafônica. E aí eu lembro que foi muito essa sensação assim de tipo, menina, é isso mesmo, sabe? Eu E foi uma experiência tão legal que depois eu dei de presente para minha mãe também, sabe, que também tava no momento assim. E ficaram, meu Deus, minha mãe assim, a senhora loba, que você não tem noção, assim, sabe. Ficou muito gata, ficou maravilhosa. E eu acho que é o exercício que eu recomendo para todo mundo, se não é fazer, óbvio, fotos com alguma profissional.

E aí nesse caso eu acho que eu me sinto, eu me senti muito mais confortável porque eu estava com outra mulher assim. Não sei se eu me sentiria confortável estando com um homem fotógrafo, mas se não fazer com alguma profissional, fazer em casa, sabe? Aprender a se fotografar, se permitir ser fotografada num momento de intimidade. Acho que aprender a se olhar no espelho, a pensar numa luz, porque a gente tem isso, né, menina? A gente gosta do quê?

Do nude conceitual. A gente tem um estético. A gente ter uma preocupação assim com o todo, sabe? Não é tipo os nude feio de homem que pega e manda aquela coisa com aquela cueca frouxa velha, sabe? O banheiro que tá uma bagunça. Ontem a minha amiga Cris ainda postou um negócio no Instagram dela que é fechado, que ela faz tipo uma curadoria dos perfis horrorosos de aplicativos de relacionamento. E era tipo a foto de um cara assim, não tava pelado, tá, gente?

Ele tava, sei lá, cueca, bermuda, sei lá o quê. Mas atrás dele a cama toda desarrumada com os lençóis que não combinavam. A fronha de um jogo, a fronha de um jogo, a coberta de outra cor, tudo embolotado. O que que você olha primeiro, sabe? Eu não consigo observar o material, eu vou direto olhar o entorno assim. Então eu acho que tem também essa coisa de a gente entender que a foto ela fica bonita a partir da forma como a gente tá se sentindo, a forma como a gente se se posiciona, mas a forma, a mensagem que a gente quer passar, quer expressar, e por aí vai.

MMMarina Melz

Nesse mundo dos solteiros, do qual não faço parte, tem muito lance da visualização única, né?

?Voz 1

Graças a Deus.

MMMarina Melz

Deus salve a visualização única. Deus não tem nada a ver com isso, coitado.

?Voz 1

Deus é que botou a visualização única no WhatsApp e no Instagram, hein?

MMMarina Melz

Deus não tem nada a ver com nude dos outros, mas que bom que o Marquinho Fez isso? Se usa muito, amiga?

?Voz 1

Ô amiga, uso, mas eu uso, sabe com quem que eu tenho usado mais? Com as minhas próprias amigas, porque a gente entendeu que a gente se elogia melhor do que homem. Daí a gente pega e manda. Tipo, hoje de manhã eu já mandei uma foto para duas amigas assim, e aí elas já mandaram: meu Deus, que delícia acordar com essa foto, você é maravilhosa, não sei o quê. Porque eu acho que tem um pouco disso, sabe? Claro que quando você tá numa conversa ali com alguém que tá flertando, que tá desenvolvendo um rolê, que tem um momento da conversa em que— é que é muito ruim, por exemplo, quando você começa a conversar com a pessoa e a pessoa já quer direto pro nude.

Assim, é um saco. Tipo, pô, cara, eu sou um corpo bonito, mas eu também sou muito inteligente, eu também tenho carisma, sabe? Eu sou divertida, eu sei conversar. Então acho que quando a pessoa valoriza, quando a conversa vai fluindo, quando, sabe, vai virando quase que uma dança assim. E aí, em determinado momento, as coisas evoluem para o nude, tá? E aí eu acho que é legal, é gostoso. Eu lembro com meu ex-marido também, era um negócio que era assim uma prática frequente.

Inclusive casais que são casados há muito tempo, se vocês não fazem isso, eu sinto muito assim. Mas eu acho que tem essa coisa de fazer essa construção, de trocar, de, sabe? Mas também é muito para você ser elogiada, também é tipo, eu quero o meu biscoito, sabe? E eu faço isso com as minhas amigas, as minhas amigas fazem comigo também, assim. Adoro, eu acho muito legal.

MMMarina Melz

Justo. É, eu acho que tem uma coisa da foto, especialmente do registro assim, e é a gente poder quase como se ver em terceira pessoa assim, sabe? Ver de uma outra forma, sem talvez essa nossa autocrítica tão assim presente, né, nos nossos divertimentos, o tempo inteiro olhando o que tem que melhorar naquele corpo, que tem que fazer diferente naquele corpo, sabe? Então eu acho que essa é uma coisa muito importante. E uma coisa, a gente fala muito de espelho, né?

De se olhar no espelho e tal. Gente, vamos prestar atenção em duas coisas sobre espelho. Primeiro, a qualidade do espelho. Tem espelho que ele deixa você horrorosa. Não é porque você é horrorosa, minha linda, é porque o espelho ele tem ondulações ou ele não tá assim, não tem uma posição boa. E a outra coisa é a luz. A luz é muito importante quando a gente fala de espelho. Assim, eu acho que tem um exemplo que você fala muito, que é o do provador de loja.

É quase impossível você se sentir gostosa, gata e tal nos provadores de loja. Exatamente, nós somos mulheres grandes, e aí o provador de loja é apertado, o espelho é horroroso, tanto de qualidade quanto de luz, quanto de tudo.

?Voz 1

Não ajuda.

MMMarina Melz

Então acho que tem um, quando a gente fala de espelho, também tem, a Mari provavelmente sabe, provavelmente não, com certeza sabe dar essas dicas muito melhor do que a gente. Então procurem ela para tirar essas dúvidas. Mas eu acho que tem uma coisa muito técnica mesmo assim, sabe, muito operacional. Às vezes a gente tá olhando para um espelho que não nos favorece. Aconteceu comigo muito recentemente de, enfim, tá super noia com o negócio e o Bruno fala, Marina, olha a qualidade desse Olha aqui.

E aí ele pegou uma mão, aí pegou a mão dele, olhou, colocou no espelho e falou: olha aqui, a minha mão tá torta, tá toda ondulada, tá toda esquisita. Como é que você quer se sentir bem? É impossível, não vai acontecer, sabe? Então eu acho que também tem um pouco de cuidado com isso, porque é uma armadilha na qual eu caí muito recentemente. Então acho que é importante também falar sobre isso assim.

?Voz 1

Ô amiga, e você manda nudes?

MMMarina Melz

Mando. E eu, mesmo sendo casada, eu opto pela visualização única, tá?

?Voz 1

Que eu sou muito boa nisso daí, sabe?

MMMarina Melz

Tu mandava visualização única para o teu ex-marido, minha linda?

?Voz 1

Não, pior que eu acho que não. Pior que eu acho que eu mandava. Se duvidar, se eu pegar o histórico aqui, menina, assim, olha, deve ter. Se ele não apagou, vai ter muita coisa. Sim, extremamente confiável.

MMMarina Melz

Então, mas obviamente que há um acervo permanente nessa exposição, há um acervo permanente. Mas é isso, gente, tipo, eu tenho nóias, eu sou uma pessoa muito noiada com o corpo. Vocês sabem que tudo que é sobre esse assunto, de roupa, sabe, Eu sou uma pessoa noiada, eu tenho muitas questões, muitas questões com o corpo. Vivo um momento que meu corpo tá mudando muito e assim, mudanças esquisitas. Acho que a gente tem uma relação que a gente conhece pouco do nosso ciclo e como ele interfere esteticamente no nosso corpo.

E assim, eu tenho 37 anos e eu acho que é importante, assim, você sabe que eu não vou me expor aqui loucamente como nunca faço, mas eu acho que é importante porque várias vezes a gente já falou aqui que a gente fala sobre assuntos E aí as pessoas, as mulheres que vêm conversar com a gente depois falam, ai, mas vocês são tão bem resolvidas em relação a isso. Gente, não sou, não sou bem resolvida em relação a isso. Acho que obviamente tem uma projeção do que a gente gostaria de ser, a gente gostaria de ser melhor resolvida.

A gente não é linear. Então hoje pode ser que a gente esteja se amando e é isso, Nazaré, se olhando no espelho e dizendo, meu Deus, como você é gostosa, nunca foi tão gata, o tempo só te favoreceu. E outros dias que a gente passa reto no espelho correndo porque a gente não tá muito a fim de encarar, porque a gente não tá num dia bom, porque enfim, tem outras mil coisas na nossa cabeça e talvez não seja o momento da gente noiar assim.

Eu sei quando eu tô num momento muito noiada e o momento que eu tô muito noiada não é o momento de eu mandar o nude, de eu passar na frente, porque não vai me fazer bem. Então acho que é assim, mando nudes? Sim. Faço nudes? Sim. Sempre? Não. É confortável para mim? Não sempre, sabe? E acho que é importante que seja claro e que não fique uma expectativa de que, ai não, as princesas aí, uhul!

?Voz 1

Não, não, nem um pouco. E inclusive tu pegou bem esse gancho também. Acho que eu falei ali um pouco sobre a mulher que é mãe, depois se olhar no espelho de novo e tal. Mas é isso, mulheres que ciclam têm esse essa oscilação num mês assim, meu Deus. É que hoje em dia eu tenho o Diocinho, né? Mas na época em que eu fiquei 5, 6 anos ali ciclando regularmente, e meu Deus, a oscilação é bizarra assim, é bizarra, sabe? Quando você tá na TPM, tipo, meu Deus, parece que tu tá assim virada num baiacu inchado.

Durante o dia eu já percebo, porque eu tenho muita retenção de líquido, né? Então quando eu acordo, eu tô com o corpo de um jeito. Quando eu chego do trabalho no final do dia, meu corpo já tá de outro, completamente diferente.

MMMarina Melz

E a gente trabalha sentadas, né? Então a gente trabalha sentada.

?Voz 1

Exato. Então é muito maluco assim você observar. E aí por isso que eu acho que é importante, sabe, você observar, fazer o exercício, entender qual é o como teu corpo muda durante o dia. A gente é feito de água, gente, sabe? E a água é— imagina se o mar não se comporta do mesmo jeito num dia, como é que a gente vai se comportar?

MMMarina Melz

Olha como ela filosofa, gente!

?Voz 1

Agora eu fui longe, né? Tá, mas e aí, você conseguiria, por exemplo, passar 5 minutos, tipo a cena do Boa Sorte, Léo Grande, assim, se olhando para o teu corpo, sabe? Tipo assim, focada neste momento assim?

MMMarina Melz

Eu acho que sim, a depender do dia também. Não todo dia.

?Voz 1

Se tiver frio, não rola. É, exatamente.

MMMarina Melz

Não, eu acho que sim, sim. Eu não, assim, eu tenho nóias, mas eu acho que eu lido bem com elas. Não sou a pessoa que vai dizer que tem que apagar a luz, não, não sou. Mas é isso, não todo dia. Acho que sim. Não todo dia, porque não seria verdade dizer que é todo dia, porque não é. E você?

?Voz 1

Eu acho que tranquilo também, a depender da temperatura do ambiente. Da estação do ano, menina, depende.

MMMarina Melz

Pegou o verão?

?Voz 1

10 graus, impossível. Agora pegou o verão, vamos assim. E eu tava aqui pensando também que esse episódio, eu acho que ele é um complemento do nosso episódio de intimidade, assim, porque aí eu também fico pensando no exercício de você estar com outra pessoa num momento de intimidade. Aí, claro, tô falando numa relação afetiva, etc. E que parece que não é o problema tirar a roupa assim, problema é depois, sabe? E aí eu acho que lida com essas duas pessoas sem roupa, que acaba que lida com essas duas pessoas.

Exato, sabe? Então tem aquele momento também de tipo, tá, e aí? Sabe? Eu acho isso bem engraçado. Acho que assim, será que a gente pode dar dicas daquela da ficar pelada? Ou pra gente exercitar essa coisa do que é se sentir bonita e do que é se sentir confortável e como essas duas coisas também convergem assim?

MMMarina Melz

Começa aí.

?Voz 1

Fica pelada, gata. Vai, mona, fica pelada, sabe? Faz esse exercício, sabe, que a gente tá falando aqui. De— e acho que Mari e Florencio vai assinar embaixo assim, de que tira roupa, se olha no espelho com tempo, passa uns creme. Ai, eu amo passar creme, gente, eu sou completamente viciada em passar creme, tá? Assim, o meu creme, amo, amo. É o momento que eu— é aquele momento delícia do dia. Eu acho que você, acho que mais do que construir intimidade com outra, você construi intimidade contigo mesma.

Assim, sabe? De você se reconhecer na tua pele, de você se reconhecer no teu corpo, de você olhar para ele com generosidade também, com esse olhar de tipo, cara, o meu corpo é um corpo de 38 anos que já viveu uma porção de coisas na vida, que sobreviveu assim a muita coisa também. E olhar para o meu corpo tem essa beleza de olhar para esse repertório, para essa bagagem, De pensar tudo que esse corpo já me fez sentir, de tudo que esse corpo já me fez viver, dos lugares onde esse corpo já me levou, né?

Então acho que estar nua também é olhar para tudo isso assim ao longo da nossa vida.

MMMarina Melz

Boa! Eu acho que eu não tenho como falar desse assunto sem falar da coisa que mais me pega em todo, assim, quase todos os assuntos, que é a nossa relação com o que a gente tá vendo na tela do celular. É, tá mais difícil. A gente falou no nosso episódio sobre envelhecer, tá mais difícil que a gente se veja na selfie com roupa, no espelho sem roupa, desde que a gente passou a se comparar tanto com as outras pessoas. Então eu acho que talvez uma coisa que seja muito importante para mim, e é muito difícil, não é um exercício simples, mas é muito difícil, mas é necessário, é Quando você começar a se autocriticar, quando você começar a se comparar, você lembrar que não existe nenhum corpo que seja igual na rede social e no seu espelho.

Não existe, não existe, porque as pessoas com as quais a gente tá se comparando estão sendo fotografadas por profissionais, estão com uma camada imensa de tratamento de imagem, Quando não estão, como a Paula Oliveira faz uma coisa maravilhosa, que é não ter tratamento de imagem nas fotos dela, ainda assim ela tá apoiada por profissionais, ela tá com as melhores luzes, com tudo que envolve.

?Voz 1

Isso quando não estão usando inteligência artificial.

MMMarina Melz

Exatamente. Então assim, é um exercício, acho que tem que ser um exercício constante nosso, na nossa relação com o nosso corpo, na nossa relação com a nossa nudez, lembrar que a gente é gente de verdade. A gente não é uma foto de alguém, que a gente não é uma estrela que tá cheia de profissionais em volta. Quando Larissa pega foto dela feita por uma profissional, com a luz certa, com a indicação certa, aquilo tem um resultado estético.

E quando faz outra no seu espelho, na sua casa, do seu jeito, com a sua câmera, num dia que não tá tão bom, numa luz é outro, sabe? Então talvez eu tô falando para eu mesma me ouvir, inclusive, porque eu acho que a gente se compara muito, cara. É impossível você parar na frente do espelho e não olhar para sua celulite, para sua estria, para suas questões e pensar: como é que eu faço para não ter isso como a fulana? Ou como é que, sabe?

E, cara, não é que a fulana talvez não tenha, É que ela só não mostra, entende? E se mesmo que não tenha, é o corpo dela, não tem nada a ver com você, sabe? Cada corpo tem as suas questões assim. Então eu acho que talvez a minha sugestão, obviamente a sua sugestão muito mais bonita que a minha, devia ter terminado, devia ter começado, mas eu acho que a minha sugestão é a gente lembrar que a gente é humana, no fim das contas, a gente lembrar que a gente é humana e que a gente não é uma foto.

Que uma foto não é comparável ao que a gente vive todo dia. Make the most out of every decade and dance break.

?Voz 1

Learn more at drinkag1.com. Chegamos então na nossa mesa de bar e o primeiro recado que eu tenho para você é que assim, melhor do que ficar pelada ou tão bom quanto ficar pelada é usar uma peça da pitaya. A pitaya é nossa minha parceira, ela tem um clube de assinatura de lingerie que você recebe todo mês na sua casa, um kit maravilhoso, super confortável, lindo, que tem tamanhos aí para diversos corpos. É maravilhoso. E a coleção deste mês eu achei muito minha cara porque ela se chama Midnight Blossom.

Ela é a camponesa gótica que eu sou. E aí assim, olha que coisa mais linda! Ele, essa aqui é uma das versões, né? A gente tem sempre duas versões de kit. Esse tulezinho, eu amo lingerie com tule, fica maravilhoso assim, ó, babado, tá? Tá lindo. A calcinha está em uso, no caso, mas você pode garantir o seu kit da Pitaya. Tem o link na descrição do episódio. E aproveita porque tem cupom de desconto para quem é ouvinte do Donas. DONAS15, você já ganha aí descontinho na sua primeira compra, tá bom, gente?

MMMarina Melz

Receber lingerie em casa é das melhores coisas. E eu acho que tem uma coisa que é: se fotografa de lingerie.

?Voz 1

Assim, eu faço isso todo mês, inclusive. Toda vez que chega o kit da Thay, eu passo a foto, mando para Marina, mando para outras amigas. Muito bom.

MMMarina Melz

Eu acho que se você tem questões com se fotografar nua, se fotografar de lingerie é bom, porque a lingerie ela dá um, ela organiza organizada ali na parada, aquela vermelha. Enfim, não vou me expor aqui. Quero lembrar as nossas apoiadoras no apoia.se/donasdapetoda. Apoiando Donas a partir de R$5 por mês você tem uma série de benefícios, entre eles o nosso clube de fofocas lá no Instagram, que a gente conversa sobre os episódios e coisas que não estão nos episódios.

A gente se expõe um pouquinho mais lá porque é para o nosso grupo de amigas de apoiadoras. Também você pode participar do nosso Clube do Livro, do nosso Clube do Papinho, que são momentos em que a gente tira para conversar sobre ou obras ou assuntos que são relevantes, interessantes para gente. Então são momentos muito gostosos que a gente sempre troca também de forma muito íntima com as pessoas que estão com a gente. Você recebe a newsletter com todas as dicas do Mesa de Bar organizadas, enfim, uma série de benefícios para quem é nosso apoiador.

E o maior benefício de todos, eu acho, é conseguir manter esse podcast no ar e que a gente continue fazendo esses episódios toda semana com esses exposê de que a minha amiga faz.

?Voz 1

Muito bem, quero suas dicas de mesa de bar.

MMMarina Melz

Então vamos lá, eu vou indicar a última temporada de The Bear. Eu já falei de The Bear aqui várias vezes. A Larissa não, não é, não é tão adicta ao tema séries de gastronomia como eu sou. Eu realmente gosto muito. E The Bear é o suprassumo da lindeza, assim. Eu acho que a última temporada ela faz jus à série, assim. Eu acho que é muito bonito quando isso acontece, quando chega numa última temporada anunciada, você assiste e pensa, ai, que bom, né?

?Voz 1

É tão bom. E outra coisa assim, não sei se é o caso de The Bear, mas imagino que seja, é tão bom quando a série sabe a hora de acabar.

MMMarina Melz

Gosto também.

?Voz 1

Exatamente.

MMMarina Melz

Mas eu tô bem feliz que Ted Lasso vai ter uma temporada depois que disse que ia acabar, mas isso é outro assunto. Mas eu acho que The Bear é essa série que sabe a hora de acabar, que acaba bem. Então se você assistiu as outras temporadas, assista essa. Se você não assistiu, fica a minha sugestão, porque é realmente uma série incrível para quem gosta de conteúdo de gastronomia, e não dessa gastronomia tão floreada e incrível assim, que é um pouco mais hard.

É uma série sobre saúde mental, é uma série sobre a nossa relação com trabalho, é uma série sobre luto, tem um milhão de assuntos que são ancorados pela cozinha do The Bear. Então eu realmente acho uma série espetacular. E a minha segunda dica é sobre— a gente falou aqui um ano atrás do quanto a gente sentiu a perda de Preta Gil, né, quando Preta Gil morreu. Pra gente, eu acho que foi impossível passar imune ao que aconteceu naquele julho de 2025.

E tem uma série de homenagens que estão sendo feitas pra ela agora. Uma delas é um documentário que tá na Globoplay, que chama Eu Não Ando Só. Preta Gil: Eu Não Ando Só. É isso. Larissa sabe como eu fiquei quando eu vi. É belíssimo. E a Preta Gil, quis indicar nesse episódio Porque tem tudo a ver com nudez, né? Ela foi uma mulher que lidou com a sua própria nudez, com as transformações do seu corpo, pela doença, pela, enfim, por tudo que ela passou assim.

E foi uma mulher que levantou muito essa bandeira do eu vou postar a minha foto, sim, eu vou ser uma mulher sensual, sim. Falei para Larissa que agora tá viralizado nas redes sociais, então também não considero um spoiler, mas no documentário ela Ela fala sobre, com assim, no auge do tratamento do câncer, com bolsa de colostomia, ela se envolveu com uma pessoa, ela namorou, ela transou muito, ela foi muito feliz. Então acho que a Preta foi um norte em vários assuntos, e sobre corpo com certeza é um. Eu já vou chorar, gente, porque esse assunto me pega muito.

?Voz 1

Fala aí, tô vindo com umas coisas tão bonitas. Eu assim, nas minhas dicas hoje, confesso que tá. Mas a primeira coisa, Instagram, tá? Tem um perfil de um ilustrador, pintor, que eu tô encantada, que é o romulo.jackson, de tipo Michael Jackson assim, sabe? Escreve desse jeito. Vai lá e confere o trabalho dele, que é muito bonito. Eu sabia que tu ia gostar, é muito bonito assim. Tô encantada, encantada mesmo. Queria ter trabalhos dele aqui em casa, inclusive.

E a segunda dica, eu não vou falar muito, mas eu acho que você deveria ouvir o podcast Michelle do UOL, tá?

MMMarina Melz

Assina embaixo. É isso, é isso. Então até semana que vem. Vamos ficar nude? Ah, vamos terminar esse episódio.

?Voz 1

Inclusive me falaram que era para a gente fazer esse episódio pelada, tá? Beijo Quem falou?

MMMarina Melz

Aparece aqui pra cima, achei bom, tá?

?Voz 1

É, tipo daqui assim, daqui pra cima.

MMMarina Melz

Tchau, gente, até semana que vem! Tchau!

?Voz 1

O Donas da Porra Toda é uma produção independente. Produção, roteiro e apresentação: Larissa Guerra e Marina Melos. Edição e tratamento de áudio: Bruno Stolf. Mais informações no site www.donasdapetoda.com.br ou nas redes sociais no @donasdapetoda.

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