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CELEBRAÇÃO LOCAL - “É pessoal”

12 de maio de 202652min
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"É pessoal"CELEBRAÇÃO LOCAL 10/05/2026João MeloIGREJA BAPTISTA LOCALO abraço é característica nossa, pois vivemos como uma família, que ama, acolhe e caminha junta. Nasceu no meio da maior pandemia mundial para trazer o amor de Jesus, na prática da vida.Temos vivido muitos milagres e presenciado um avivamento em terras lusitanas. Somos pessoas imperfeitas, mas cremos e servimos a um Deus perfeito.Amamos a Deus sobre todas as pessoas, estruturas e coisas.Amamos as pessoas como são e como estão, sabendo que Jesus transforma os corações e os estilos de vida. E trabalhamos intencionalmente para que todos conheçam o amor de Jesus.Portugal é uma terra lindíssima, com gente maravilhosa, que precisa de Jesus.O Porto é uma cidade fantástica e uma porta para todos os povos.Vem celebrar a Jesus connosco!

Assuntos4
  • Promessa do Espírito SantoDefesa da fé em Cristo · Apresentação do evangelho a outras religiões e ateus · A pessoa do Espírito Santo · Pneuma (palavra para espírito) · O Espírito Santo como Deus e pessoa · Relação com o Espírito Santo
  • Eventos e CelebraçõesCelebração da manhã em 31 de maio · Transformação para ser como crianças no reino dos céus · Piquenique e tarde evangelística · Distribuição de convites para o dia da criança
  • Experiências missionáriasViagem missionária para Carregal do Sal · Aquisição e venda de devocionais missionários · Recursos para viagem missionária
  • Desenrola 2Derramamento do Espírito Santo · Pedro pregando aos apóstolos · Arrependimento e batismo em nome de Jesus Cristo · Dom do Espírito Santo · Promessa para todos os que estão longe
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Amém Amém Amém Olha, datas que precisamos anotar e guardar e orar por elas 31 de maio ok

Na celebração da manhã, no dia 31 de maio, nós não vamos ter o estudo bíblico, porque isso aqui tudo vai ser transformado e todas as pessoas nesse dia serão crianças. Quem for adulto não pode entrar. Ok? Jesus disse que para entrarmos no reino dos céus teríamos que ser como?

Crianças. Então, nesse dia 31, nós estamos aqui como crianças para celebrar ao Senhor. Vai ser uma celebração especial, muito boa. Depois, como o Silo já falou, vamos ter o momento do almoço. As mamães com crianças pequenas, que se quiserem usar a estrutura aqui do hall de entrada, aquecer comida e tal, poderão usar. E nós vamos já para lá para o parque, fazemos um grande piquenique, já arrumamos tudo. E é uma tarde evangelística de diversão também e anunciar que Jesus Cristo é o Senhor.

Um sábado antes do dia 31 é o dia 23. É 23? É. 24. Então, no sábado. Então, o sábado anterior, no dia 23, às 10 horas da manhã, nós vamos estar aqui para distribuirmos 5 mil convites para o dia da criança a todas as moradias e residências que estão aqui ao redor. Ok?

Então, a nossa equipa de missões vai estar a liderar isso, mas eles não vão fazer sozinhos. A ideia é que quem puder vir é de 10 a meio-dia no máximo. A gente consegue fazer a distribuição de todos os convites aqui, nessa região aqui. Então, vai ser uma bênção de Deus. No dia 6, sábado seguinte, ao dia 31, vamos ter a viagem missionária, que vai ser para Carregal do Sal. Já temos 10 pessoas, 3 famílias, né? Para já, 3 famílias comprometidas.

E nós conseguimos adquirir esses devocionais que tem aqui. Quantos devocionais, Nelson? 21, não é? São 50? Rapaz, eu tenho que melhorar.

É, rapaz, eu escrevi um deles. Mas pronto. Esse devocional é um devocional missionário que é escrito por missionários de várias partes do mundo. E a ideia é que nós possamos também, além de sermos abençoados com as leituras, esse devocional está sendo vendido por 5 euros. E isso vai ajudar os nossos irmãos na viagem missionária. Todo recurso é para a viagem missionária. Então, Nelson vai estar no final ali com a Ana.

e quem desejar adquirir o Márcio, já começou a leitura inclusive, e é bênção também de Deus. Amém? Então vamos abrir a Bíblia, abra sua Bíblia por favor, neste momento, quero pedir a gentileza que o livro de Atos, capítulo 2, seja o nosso texto base, Atos, capítulo de número 2.

Vamos apenas contextualizar aqui, há pessoas novas, há pessoas que estão hoje pela primeira vez. Então, assim, este ano nós estamos a enfatizar um tema de estudo bíblico chamado apologética. O que é isso? É quando nós aprendemos a entender, perceber e defender a fé em Cristo.

Isso porque não numa defesa no sentido de luta, de briga, mas no sentido de evangelização, de sabermos o que outras religiões e outras pessoas ou mesmo ateus pensam e como que nós podemos apresentar o evangelho de Jesus a essas pessoas, com amor e com profundidade bíblica.

Então, desde o início deste ano, estamos a estudar sobre esse tema apologética. Chegamos agora a um momento que é sobre o Espírito Santo, a pessoa do Espírito Santo, e por isso o tema é pessoal. E por quê? Porque muita gente vai ter a ideia do Espírito Santo como se fosse apenas uma entidade, não sei, uma coisa meio etérea, por isso até a imagem ali.

de um vento. E a verdade é que pneuma, que é a palavra usada para espírito, é a palavra que é usada no português para pneu do carro, que significa ar.

Vento. Então, é engraçado isso, porque o vento do Espírito, mas ele é uma pessoa. Quem esteve no estudo bíblico na semana passada e hoje, nosso professor irmão Leonardo, falou sobre isso de uma forma bem profunda, bíblica, com vários trechos bíblicos, para que nós pudéssemos fixar isso. O Espírito Santo é Deus e é uma pessoa. Ele se relaciona, ele se entristece, ele se alegra.

E a grande questão é como nós temos nos relacionado com ele e como que o Espírito Santo age nessa cena toda da evangelização, da apologética e etc. Então vamos olhar esse texto bíblico. Atos capítulo 2, versículos de 36.

ao 39. Poderíamos ler, obviamente, todo o capítulo e fica aqui o TPC, o trabalho para casa, para que possamos ler o capítulo 2, pelo menos, mas vamos ler aqui apenas esses versículos do 36 ao 39. Eu vou ler na nova versão internacional, o texto também está sendo projetado aqui, mas pode abrir na sua Bíblia e fazer as marcações que assim desejarem. Diz assim a palavra.

Portanto, que todo Israel fique perto disto. Este Jesus, a quem vocês crucificaram, Deus o fez Senhor e Cristo. Quando ouviram isto, ficaram aflitos em seu coração e perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos, irmãos, que faremos? Pedro respondeu.

Arrependam-se e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos seus pecados e receberão o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é para vocês, para os seus filhos e para todos os que estão longe, para todos quantos o Senhor, nosso Deus, chamar. Amém? Até aqui, vamos orar mais uma vez. Pai.

Obrigado, Senhor. Obrigado porque a Tua Palavra, ela é clara e direta. Ajuda-nos, ó Pai, a tão somente ler a Palavra, percebê-la através do Teu Santo Espírito e praticá-la. Oramos assim no nome de Jesus. Amém, Senhor. Talvez uma das coisas mais complicadas para estudiosos da Bíblia e, de uma forma geral, para cristãos, isso.

é o equilíbrio entre duas palavras que eu vou dizer aqui, que quem está a fazer a formação do Perspectivas já sabe. O equilíbrio entre modalidade e sodalidade. Quem é que não sabe o que significa modalidade e sodalidade? Quem não sabe? Agora, quem está fazendo a formação do Perspectivas e tal, sabe o que é a diferença entre modalidade e sodalidade?

Levanta a mão para o senhor. Modalidade.

é quando nós falamos do trabalho local da igreja. A modalidade é importante, é essencial, porque se a igreja local não estuda a Bíblia, não anuncia o Evangelho, não evangeliza, não discipula, se ela não tem esse ardor por sustento missionário, etc., ela não está a cumprir a sua função. A modalidade que é a igreja local, ela precisa estar forte.

o estudo bíblico, o estudo teológico, tudo isso é importante. A sodalidade é o outro lado da moeda de uma igreja, que é o envio missionário, a abertura de novos trabalhos missionários, aquilo que nós chamamos de ministério apostolar.

A gente hoje, quando ouve a palavra apóstolo, a gente já fica meio assim, apóstolo, como é que é apóstolo? Apóstolo são aqueles doze, mas o apóstolo Paulo, alguém mais é apóstolo? A Bíblia fala que deu uns para apóstolos, ou seja, o apostolado ainda continua, mas não no sentido que nós muitas vezes imaginamos de evocar poder para uma pessoa dizer, eu sou o apóstolo Welber. Ficava bonito.

Mas o Elber é apóstolo e precisa ser apóstolo? Sim, porque a palavra em si, apóstolo, significa enviado da parte de. A tradução para o português da palavra apóstolo seria missionário.

De certa forma, todos nós somos chamados por Deus como missionários. Vão e anunciam o Evangelho. Toda a gente, não é só o pastor, não é só o missionário, não é só alguém que está dedicado full time, exclusivamente para o ministério, mas é toda a gente, todas as pessoas. Então, modalidade e sodalidade. Qual o grande problema disso? Quando aconteceu, historicamente, a reforma protestante,

Muito se buscou o estudo da palavra, a fundamentação, o que é certo. É o estudo da Bíblia e a teologia foi algo muito importante, muito caro. E por 275 anos, a igreja protestante não fez missões, a sodalidade, ela só pensava na modalidade. E muito tardiamente...

com um homem chamado William Carey, ou Guilherme Carey, é que vai começar o movimento mundial de missões. Ele é chamado do pai das missões modernas. Um homem, um jovem ainda sapateiro, autodidata, que aprendeu hebraico sozinho, no navio, enquanto estava indo para a Índia. Também Deus faz umas coisas que a gente capacitou esse homem de uma forma incrível. Um pregador leigo, nunca fez seminário.

E esse homem, membro de uma igreja batista, membro de uma convenção batista, levanta-se no meio dessa convenção na Inglaterra e diz assim, Deus está a nos chamar para ir para a Índia, anunciar o Evangelho na Índia. E a palavra que ele ouviu do pastor dele, de todos os sêniores daquele encontro foi, jovem, senta-te. E esse livro existe, se você procurar, existe o livro, está em português, Brasil, que é Jovem Sente-se.

Fala exatamente do chamado de William Carey de pensar não apenas aqui na modalidade, no local, mas também pensar na sodalidade, no ir. Lembra de Atos, capítulo 1, versículo 8, vai dizer, vocês sermeão testemunhas tanto em...

Jerusalém, como em toda a Judéia, Samaria e até os confins da Terra, tanto em como. Isso dá para entender que não é primeiro aqui. Vamos ganhar a primeira maia. Quando a maia toda for de Jesus, aí nós avançamos para a trofa, aí nós avançamos para o Matozinhos, aí nós avançamos... Gente, não é isso que a Bíblia diz.

Aí quando toda a região metropolitana do Porto estiver já com Cristo no coração, aí vamos agora para Lisboa, aí agora vamos para Madrid, aí agora vamos para... Não, é tanto quanto em. Ou seja, estamos aqui, estamos ali, estamos lá. É aqui, nas nossas regiões, nas nossas freguesias.

É também Carregal do Sal, agora, que fica naquela região de Leiria, não é? Viseu, ali. Também missões, como já temos ajudado a fazer em Moçambique. Missões em Espanha. Missões no Brasil, na Venezuela, onde temos ajudado projetos missionários também. Ou seja, é aqui, é ali e é lá. Por que eu estou dando tanta ênfase nisso? Porque muitas vezes...

A doutrina do Espírito Santo, ela tem causado mais divisão no corpo de Cristo do que unidade. Se o Espírito Santo de Deus é aquele que costura os nossos corações para que nós sejamos um só, por que a doutrina do Espírito Santo tem, ao longo dos anos, separado o corpo em vez de ajuntá-lo?

E, obviamente, que quando nós olhamos aqui, vamos perceber algumas coisas. Primeiro, o derramamento do Espírito. No capítulo 2, no versículo de 1 a 13, vamos ter aquele momento do derramamento do Espírito, que é, na verdade, o cumprimento da profecia de Joel. Depois, Pedro vai pegar a palavra, um pescador...

que não era eloquente, que não sabia escrever direito. Aliás, a carta de Pedro tem alguns erros ortográficos. A carta original lá, escrita no grego, é como se Pedro tivesse escrito casa com Z, carro com U no final, carro U. Ele tinha uma limitação, ele era um homem que não tinha estudos.

Ele era um pescador, Jesus o chama e ele torna-se um grande líder. Ele vai levantar, diante dessa cena toda, muitas pessoas de várias partes do mundo e ele vai dizer assim, meus irmãos, e ele começa a pregar. E ele vai anunciar, fazer uma advertência, depois ele faz um resgate do texto bíblico, dos versículos 16.

até o 20, do capítulo 2, ele vai falar um pouco de um resgate aqui histórico, teológico, Pedro vai trazer isso, e depois ele vai falar do versículo 21 até o 36, é o apelo. É engraçado como os nossos sermões e a nossa forma de pregar o Evangelho tem mudado. A gente fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, fala, e no final faz um apelo desse tamanho de 10 segundos.

Pedro é o contrário, ele primeiro anuncia e depois metade da fala dele é o apelo. O apelo no seguinte sentido, não é apelação, é apelo de confronto, de dizer, aqui está a verdade, alguém quer entregar a vida a Jesus, alguém quer corrigir a sua vida diante de Deus, alguém precisa confessar um pecado ao Senhor e passar adiante, é isso que ele está a falar.

Quais foram os efeitos imediatos do derramamento do Espírito quando Pedro anuncia? Qual foi o primeiro efeito imediato que aconteceu? Quase 3 mil pessoas entregaram-se a Cristo. Quase 3 mil pessoas. O poder do Evangelho, meus irmãos, ele manifesta-se por ação do Espírito Santo.

Ele não se manifesta porque nós somos bons. Ah, nós temos aqui o melhor baterista, o melhor guitarrista, o melhor isso, o melhor aquilo, o melhor aquilo, o melhor professor. E por isso é que nós somos. Não, não. Não, não. Se estivéssemos debaixo de uma árvore sem nada, sem nenhuma estrutura, como nós sabemos que há centenas, milhares de igrejas assim. Se estivéssemos numa catacumba escondidos.

estivéssemos também numa grande catedral com painel de LED para todo sítio, o que determina se uma igreja é ou não viva e se ela é igreja? É a presença do Espírito Santo.

Não importa a estrutura, a estrutura vem a reboque disso. Daqui a algumas semanas nós vamos falar sobre organismo e organização. Ou seja, como é que o corpo de Cristo precisa ser um organismo vivo cujo cabeça é Jesus e a estrutura...

Não é isso, mas somos nós. Mas também tem uma organização que a palavra de Deus diz. Mas pronto, isso é para um pouquinho depois. Há igrejas que, obviamente, vão pensar e interpretar diferentemente a doutrina do Espírito Santo.

Alguns vão dizer que a presença do Espírito Santo, ou seja, quando nós entregamos a vida a Jesus, recebemos uma bênção e depois quando há o batismo no Espírito Santo é chamado de segunda bênção e ali algumas evidências acontecem. Bom, essas doutrinas normalmente são construídas em cima do livro de Atos dos Apóstolos. Atos dos Apóstolos não é um livro doutrinário, é um livro histórico e não há essa regra estabelecida.

Portanto, batismo do Espírito Santo, nós vamos entender aqui, biblicamente, que pode ser isso. John Stott, ele dizia o seguinte, é impossível, até inconcebível, ter o Espírito Santo sem ser filho de Deus, ou ser filho de Deus sem ter o Espírito Santo. Portanto, no momento em que nós entregamos a vida a Jesus Cristo, diz lá Paulo, quando escreve aos Efésios, nós somos selados com o Espírito Santo da promessa.

E aí sim, nós somos filhos de Deus. Não há essa base clara, bíblica, para entendermos que numa segunda bênção é que sim o Espírito Santo vai entrar no coração. Há também assuntos aqui que causam polêmicas, que essa questão do Espírito Santo, como eu disse, que em vez de unirmos-nos todos, muitas vezes separamos por algumas questões. Uma delas é a arrogância.

A arrogância teológica. Eu é que sei, eu é que estou certo. Toda a gente está errada. E quando nós nos colocamos numa posição de arrogância, já há pecado. E já há divisão. Hoje nós temos visto movimentos internos no cristianismo, tanto em Portugal e fora de Portugal, onde em vez da busca da comunhão, em vez da busca da unidade, há uma busca para dizer eu é que estou certo.

Nessa briga da modalidade, nós esquecemos da sodalidade, da missão. Eu costumo dizer a todos os imigrantes que vêm para Portugal, ah, eu quero fazer parte da local, ok, bem-vindo, aqui és um missionário. Aqui é missionário. Aqui não tem opção. Por quê? Porque nós somos chamados por Deus para estar aqui. Ah, então os portugueses estão livres. Não, pelo contrário, é a sua primeira missão, porque é a sua terra.

Hoje eu ainda sinto muito essa questão da passividade que nós temos, tanto de imigrantes que vêm para Portugal trabalhar e viver, como também dos próprios portugueses da terra. Parece que nós nos acostumamos à figura de que no tempo de Deus ele vai fazer. Não, não, não. É hoje o tempo de Deus. Nós somos os responsáveis. Deus pôs-nos onde nós estamos por um motivo. Talvez lá no seu trabalho.

Eu, João, o pastor da igreja, nunca vai estar lá, mas tu estás. Tu estás lá. Eu me lembro de uma vez, quando eu trabalhava, fazia engenharia química, e tínhamos um projeto que ficava na UFRJ, e ficava no porão, no segundo andar do porão da cave, num lugar mesmo muito esquisito. Fazíamos ali um projeto de catálise, em parceria com a Universidade da França, etc.

E eu ficava assim, gente, para eu chegar lá, eu tinha que passar por vários becos, descer escada e tal, tal, tal. E aquelas pessoas, a vida delas durante um bom tempo era, quase que dormiam lá, de manhã até a noite, fazendo tese de mestrado, doutoramentos e etc, etc. E eu falava assim, como é que alguém dessas pessoas, como é que essas pessoas vão ouvir do Evangelho? E aí, Deus, é por isso que estás aí, opa. Simples.

Só eu que estava lá. Só eu que estava lá. Então, eu não estava lá por acaso. Eu passei dois meses numa cena de intercâmbio entre instituições, nesse sítio. Dois meses. Eu tinha dois meses para falar sobre isso. E eu falava, como é que eu vou falar para eles sobre Deus, sobre Jesus? E aí me aparecem os gideões que distribuem bíblias. E distribuem bíblias na universidade. E eles pegam as bíblias.

Para fazer brincadeiras, põe as Bíblias todas assim, puseram lá assim, vende-se por um cêntimo, coisas assim. E aí quando eu vi aquilo, eu falei, é aí. Eu podia ficar ofendido ou podia aproveitar aquilo como um gancho. E falei, então, o que é isso aí? Ah, isso aí, você já leu? Não, então vamos ler, Paulo. Porque o poder não está na pregação, o poder está na palavra. O poder está na palavra de Deus.

E ali Deus pôde falar, talvez no seu local de trabalho, com as pessoas com quem você convive, só você tem lá o Espírito Santo. E a tua missão falar com eles. Ah, mas eu trabalho de casa, eu não convivo com quase ninguém, etc e tal. Mas em algum momento há alguma partilha, alguma coisa, és luz. Do jeito que estás, do jeito que falas, do jeito que se veste.

É interessante isso. A arrogância teológica tem sido um grande problema. A outra tem sido uma intencionalidade ou falta de intencionalidade. Por isso, nós vamos perceber que, quando nós falamos da expressão batismo no Espírito Santo, isso é tão confundido, porque o que o profeta Joel vai dizer é haverá um derramar do Espírito. E esse derramar do Espírito aconteceu no dia de Pentecostes.

onde estavam aquelas pessoas ali reunidas e houve o derramar do Espírito. O apóstolo Pedro pega o que aconteceu e vai falar o quê? Dos 120 que participaram daquela experiência e vai dizer assim, agora está a acontecer o que o profeta Joel disse. E ele faz ali uma pregação rabínica, no formato rabínico, que era o que ele conhecia.

Olha lá, ah, mas eu não tenho instrução teológica. Pedro também não tinha. Eu não sei falar direito, Pedro também não sabia. Aliás, nem Moisés, né? Aí ele pega ali e vai falar de quê? Vai falar daquilo que ele sabe, daquilo que ele experimentou com Deus e ele fala da palavra. E acontece o que acontece. O que a Bíblia vai dizer é que eles receberam ali o dom do Espírito. John Stott, ele dizia que...

Batismo no Espírito, no sentido de receber o Espírito na sua vida, é sinônimo de doron, no grego, que é dádiva do Espírito Santo. Quando recebemos o Espírito Santo, como é que nós fazemos isso? Quando oramos ao Senhor e dizemos, eu confesso, Senhor, eu reconheço que eu sou um pecador e eu preciso da salvação em Jesus Cristo.

E ao fazer isso e reconhecer que Jesus é o caminho, a verdade, a vida, ele passa a habitar no meu coração. E aí a presença do Espírito em mim é que vai mudar o meu caráter. Vai produzir em mim algo que Gálatas capítulo 5, 22 e 23 vai dizer que é gerado em nós o quê? O fruto do Espírito.

O fruto do Espírito é aquilo que transforma o nosso caráter, é aquilo que transforma o nosso jeito de ser. Então, por que tem gente que está na igreja tantos anos e é do mesmo jeito? Não muda. A Bíblia fala, aquele que mentia não mente mais. Tem crente que mente. Aquele que roubava não rouba mais. Tem gente que rouba, não rouba. Bom, a Bíblia diz que quem não é fiel ao Senhor rouba de Deus.

Ah, mas a Bíblia fala que o falar mal dos outros, a língua é como um fogo que incendeia uma floresta, então vamos administrar. Tem gente que só sabe falar mal dos outros. A preocupação de sair da mesa é terrível. Você está numa mesa com várias pessoas e você está apertado para ir à casa de banho, mas você não sai da mesa. Por quê? Porque se eu sair, eu viro o assunto. Esse tipo de preocupação, gente, é infantil.

Por que a gente ainda tem tanta gente a viver como criança? Paulo vai dizer isso ao povo lá de Corinto. Eu queria dar para vocês alimento sólido, mas ainda tenho que dar leite para vocês, porque vocês são imaturos. E olha que Corinto era uma igreja poderosa na pregação, nos dons espirituais. Toda gente tinha profetas, tinha isso, tinha aquilo. E Paulo, vocês são imaturos.

maturidade tem a ver com relacionamento com Deus, tem a ver com ser mais parecido com Deus e menos parecido com o que a gente era. Quando nós olhamos aqui o texto, no Antigo Testamento, já havia promessa. Em Isaías 44, vai dizer, derramarei água sobre o sedento e torrente sobre a terra, derramarei o meu espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção sobre os teus descendentes.

Ezequiel, capítulo 39, vai dizer, saberão que eu sou o Senhor Deus, derramarei o meu Espírito sobre a casa de Israel. E ainda Joel, capítulo 22, que é o texto que Pedro vai usar, ele diz, e acontecerá depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne. O Espírito Santo de Deus está derramado. Vivemos a era da graça. Mas como é que nem toda a gente tem o Espírito Santo na sua vida?

Quando nós vamos, eu muitas vezes fico a fazer algumas comparações para tentar ajudar, facilitar, como Jesus fazia, a usar as parábolas para que as pessoas entendessem sobre o reino. E eu pensei o seguinte, pensa numa lei, uma lei do país. Por exemplo, na lei de trânsito, é permitido, por exemplo, furar o semáforo, passar num semáforo vermelho? É permitido?

Não. A lei diz o quê? Não pode. E se passar, poderá ser penalizado. Há uma sanção, correto? Agora, essa lei, ela vale para todas as pessoas que vivem em Portugal, correto? Sim ou não? Ela vale para todas as pessoas. Ela está pronta para toda a gente. Tem alguém aqui que não conduz, não tem carta de condução? Levanta a mão assim. Bom.

Essa lei, ela é para toda a gente, mas ela é aplicável a alguém que não conduz? Não. Mas no dia em que essa pessoa que não conduz, tirar a carta de condução e começar a conduzir essa lei que já existe, que já está para todos, ela passa a ser agora efetiva na vida dela? Sim. Pensa assim, o Espírito Santo de Deus já foi derramado.

Todo aquele que entrega a sua vida a Jesus, ele é o caminho, a verdade e a vida. É conectado com o Espírito. Eu não sei se essa ilustração ajuda a perceber um pouquinho. Mas é basicamente isso, o Espírito Santo está a agir. Quantas pessoas nós vamos, muitas vezes, evangelizar, falar do Evangelho, não é? E a pessoa é dura.

não quer ouvir. E há outras pessoas que falam, nossa, fulano nunca vai entregar a vida a Jesus. Nós oramos, oramos, oramos, vamos falar, quando chegamos lá, a pessoa pergunta pra gente, antes da gente perguntar pra ela. Porque quem agiu no coração? Foi o Espírito Santo. É por isso que, primeiro, não desista de orar pelas pessoas do seu guião de oração.

Lembra disso? O desafio nosso é cada um de nós termos pelo menos três pessoas que não conhecem a Jesus, pelas quais nós queremos orar por elas, para que elas conheçam a Cristo. Anota o nome de três pessoas. Podem ser pessoas da sua família, podem ser pessoas dos seus vizinhos, colegas de trabalho, colegas da escola, da faculdade, não importa. Três pessoas que você ora por ela. Aí você diz, mas eu já estou a orar por essa pessoa, tem cinco anos, no meu caso. Cinco anos por uma pessoa?

Então vou desistir de orar e vou orar por outro agora. Não, não, não, não. Porque quem é que convence do pecado, da justiça e do juízo? É o Espírito Santo, não sou eu. E muitas vezes vale mais orar do que falar de forma errada. Olha o que eu vou dizer, não estou a dizer para você não falar.

Porque tem gente que fala assim, não, porque eu não preciso falar para ninguém, é Deus que vai fazer, não, a boca é a tua, é a minha. O exemplo de vida é o meu, é o teu. Tem gente, por exemplo, que diz que não quer conhecer nada de Deus de igreja por causa dos crentes. Mahatma Gandhi falava isso, eu aceito o Cristo, eu não aceito, são os cristãos.

E ele tinha um motivo na época histórica por tudo que estava a acontecer, e tal, política econômica, etc, etc. Hoje, muito do que se vê de pessoas que perseguem o cristianismo não é pelo Cristo, pelo que Jesus Cristo anuncia, pela verdade do Evangelho. Sequer ele conhece isso. É pelo que os cristãos, muitas vezes, acabaram por demonstrar na história. E aí, quando nós vamos buscar aqui...

Esses 120 do início do capítulo, que tiveram a experiência miraculosa ali, o vento impestuoso que chegou e tal, as pessoas começaram a falar como línguas de fogo. Alguns estudiosos vão dizer que não foram línguas de fogo, no sentido exato ali, mas é que, lembra que as lamparinas...

antigamente toda a gente tinha lamparinas em casa, até nós aqui alguns pegaram isso. E aí o fogo da lamparina é chamado de língua de fogo e ela ilumina e ela aquece. Então aquelas pessoas teriam ficado também como aquelas línguas de fogo iluminadas a anunciar ali aquelas verdades.

pousaram sobre elas línguas como que de fogo. Eu não estou a dizer que não possa ter o evento, está me entendendo no sentido de realmente ter ali línguas de fogo sobre aquelas pessoas, mas eu estou a dizer que o efeito disso é que elas foram iluminadas para falar ainda mais. E desses 120, ao final do capítulo, 3 mil foram batizados. Sabe o que acontece? Nós estamos aqui para sermos iluminados pelo Espírito Santo.

que as línguas de fogo estejam sobre nós, sobre as nossas cabeças, para anunciarmos que Jesus Cristo é o Senhor, que Ele é a nossa esperança, e falarmos isso com toda a gente. Quando vamos perceber aqui que o Espírito Santo é pessoal, porque Ele cumpre o que promete. O texto bíblico vai dizer assim, que sem esse derramamento do Espírito, nada é possível. Nada é possível.

Quando nós entregamos a vida ao Senhor, nós recebemos, somos selados com o Espírito Santo. Aí podemos falar. A segunda coisa que o texto fala para a gente, como o Espírito Santo é pessoal, é que ele conduz-nos à plenitude. Toda pessoa que ainda não tem Jesus, ou seja, não foi selado com o Espírito Santo, há um vazio no coração. Que vazio é esse? Que vazio é esse? Havia um...

Teólogo muito antigo, fugiu do meu nome agora, ele dizia que toda pessoa, todo ser humano tem um buraco no coração que é do tamanho de Deus.

Só Deus pode preencher. Às vezes nós queremos preencher esse buraco com religiosidade. E quando eu falo religiosidade, eu falo de rituais automáticos. Eu levanto da cama, faço tal coisa para Deus. Passo em frente a uma igreja e faço o sinal da cruz. Eu vou aqui, eu vou domingo de manhã, eu tenho que estar aqui, porque aqui é que eu vou receber a bênção para a semana. Parece que é uma recarga, parece que temos carros elétricos. Vou fazer uma carga rápida aqui.

E tem gente que quer que o pastor fale mais rápido para poder ir embora. É aquela carga de 15 minutos. Isso danifica a bateria, gente. Na verdade, não é isso. A nossa conexão com Deus é o tempo todo. É o tempo todo. Nós viemos aqui, estamos aqui por um motivo. Para celebrarmos juntos. Para estarmos em família para celebrar. Família está junto. Família ri junto, chora junto.

A família gosta de estar ao redor da mesa junto. E a gente gosta de comer. Jesus, quantas vezes Jesus estava com seus discípulos e ele comia com eles. Quando Jesus, quando Paulo vai falar sobre a ceia do Senhor, fez isso no momento onde toda a gente estava a fazer o quê? A comer. Naquele caso, até comer demais. Porque se há um pecado que o crente faz de uma forma muito reincidente, é a glutonaria, né?

E a gente tem que repensar um pouquinho nisso. Mas quem sabe para o ano que vem a gente faz assim, ano saudável. E aí vamos pregar só sobre saúde e vamos comer só frutas, legumes. Tem gente até querendo pedir a carta já. PG sem bolo. PG só com frutas agora sim. O vento do Espírito. A plenitude, ou seja, quando nós não buscamos ao Senhor de todo o coração,

Há uma tristeza, há um vazio. Só quem pode buscar o Espírito Santo é aquele que já teve essa experiência com Jesus. Por isso hoje o apelo é, se ainda não tiveste esse encontro com Jesus, se o Espírito Santo ainda não habita no teu coração, é hoje o tempo aceitável. É dizer, Senhor, eu quero hoje a presença do Senhor na minha vida.

E agora, então, com a presença do Espírito Santo na nossa vida. Nós nunca mais vamos ficar doentes, não vamos ter mais problemas financeiros. É isso que vai acontecer? No mundo tereis aflições. Cuidado com esse evangelho triunfalista, barato, que é vendido nas redes sociais. Muito cuidado com pseudo-pregadores. Muito cuidado com isso, porque o evangelho não nos excusa de sofrimento, pelo contrário.

Pedro vai dizer, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós, como se algo estranho vos acontecesse, mas alegrai-vos no facto de serem participantes da obra de Cristo. Quando somos perseguidos, difamados, por amor ao Evangelho, bem-aventurados sois, diz a palavra. A questão é que hoje a gente às vezes é difamado, mal-falado, não é pelo Evangelho, é por outras coisas. E aí não pode.

Agora, se é pelo Evangelho, vamos seguir em frente. A busca do Senhor, pelo Senhor, deve ser constante. O Espírito Santo é pessoal também e Ele gera em nós um novo ser. É o texto que eu tinha citado. Gálatas, capítulo 5, versículo 22. Eu pus até o 25 aí. E fala exatamente daquilo que é gerado em nós.

que é o fruto do Espírito, diz assim, o fruto do Espírito é amor, alegria, paz. Amor não é algo tão natural, humano. Não é fácil amar. E quando nós falamos de amor aqui, não é amar o seu filhinho. Não é amar a sua mamãe, seu papá. Eu estou a falar de amar o teu inimigo.

É muito fácil falar, mas orar e amar verdadeiramente o seu inimigo não é fácil, mas o fruto do Espírito é amor. Alegria. Tem gente que não consegue ficar feliz nunca. Tem gente que está sempre infeliz, mas o fruto do Espírito é a alegria. A alegria do Senhor é a nossa força.

Quando nós chegamos aqui, é tão bonito, às vezes eu fico olhando ali no hall de entrada, as pessoas chegam, tem gente que vem meio cabisbaixo, chega ali e já é abraçado por dez pessoas, e a pessoa já começa ali. Tem gente que fala assim, hoje eu não estou bem não, não vou na celebração hoje não. Perdeu. Não estou bem, aí é que tem que ir. E aí quando você chega num pequeno grupo, ou quando você chega na reunião aqui, ou chega nos...

Isso muda. A alegria do Senhor é a nossa força. Paz. Tem gente que vive sem paz.

É o tempo todo pensando, o tempo todo pensando, parece que há uma teoria da conspiração contra a tua vida todos os dias. Gente, nós não somos o centro do universo. Nós não somos. Tem gente que é tão assim que se... O Márcio falou com a Célia. Será que ele falou de mim?

Você está entendendo? Parece que a gente fica numa paranoia, não é? Acho que é a palavra, não é? Essa coisa, como é que é, como é que é? E não conseguimos ir para frente. Gente, paz. O Senhor Jesus, Ele está presente em todos os lugares onde falaram e fizeram alguma coisa para nós. De bom e de mal. Está na mão dEle. Tem paz no coração. Ele vai dizer, o fruto do Espírito é paciência, amabilidade e bondade. Paciência.

paciência, que coisa, hein? Paciência. A gente, às vezes, quando olha o texto dos Evangelhos, parece que Jesus, enquanto vivia com os discípulos, convivia com os discípulos, parece que no final ele já estava meio que perdendo a paciência com eles. Não é possível, eu estou com vocês esse tempo todo e vocês não entenderam nada do que eu estou a falar. Paciência é algo incrível que o Espírito Santo produz em nós.

A outra questão é a amabilidade, gente. A amabilidade. Como é que a gente é tão áspero, tão duro? Nós precisamos falar a verdade em todo o tempo, mas com amor. Um elogio dito da forma errada parece que é uma ofensa. Uma vez uma pessoa falou assim para mim. Estava a conversar com um senhor aqui no centro do porto.

Eu gosto de chapéu, estava conversando com ele sobre chapéu, conversamos, conversamos, quase uma hora. Era um senhor de 80 e poucos anos. No final, ele falou assim, de qual lugar do Brasil que você é? Do Rio de Janeiro. Nossa, mas você é tão educado. Eu fiquei na dúvida se foi um elogio ou se foi uma crítica. Eu preferi...

sair aí e falar muito obrigado. E sair. Porque, assim, a forma como ele falou, eu fiquei assim, meu Deus, eu vou acreditar que foi um elogio, mas será que foi uma crítica? Quando a gente fica assim, amabilidade, gente, amabilidade é partilhar o coração também, é deixar a pessoa entender que você é como ela, nós não somos melhores do que ninguém. E não somos piores do que ninguém.

Nós somos ex-famintos, aqueles que já encontraram o alimento em Jesus, somos ex-famintos a partilhar com famintos onde encontramos o pão. Isso é evangelização. Ele vai dizer ainda, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Mansidão, domínio próprio. Olha aqui. Ele vai dizer, contra essas coisas não há lei.

Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões, os seus desejos. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito. Quem é que deve ser o nosso orientador, o nosso guia? É o Espírito Santo. É o Espírito Santo de Deus. Ele quem nos orienta, ele quem nos guia a crucificar.

Na história da humanidade, na história de Roma principalmente, mas outros países também que usaram a crucificação como penalidade máxima ou penalidade capital, nunca houve na história um crucificado que desceu da cruz. Nunca. Porque quando crucificavam a pessoa, eles furavam e rompiam o nervo. A pessoa não tinha mais força na mão.

Quando tinha os pés, furavam os nervos dos pés. A pessoa não tinha mais força nos pés. E aquela pessoa morria lentamente por asfixia, porque o diafragma, em algum momento, não aguentava empurrar o pulmão e a pessoa morria asfixiada. Nunca houve um crucificado que desceu da cruz. Mas a Bíblia diz, os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a sua carne.

Então vamos parar com essa desculpa de que foi o velho homem. Ah, pastor, sabe como é o velho homem? O velho homem está crucificado no nome de Jesus. Vivamos em novidade de vida, nova vida, novo tempo. Ah, no passado. O passado é passado. Aprendemos com ele, choramos sobre ele, sorrimos por ele, mas avançamos para o futuro. Tem gente que está amarrada ainda nisso.

O fruto é consequência do que se planta. Márcio plantou erva-cidreira? Não. Então não vai nascer erva-cidreira. Mas plantou manjericão? Deve nascer manjericão. Por que a gente, às vezes, na vida, nós plantamos uma coisa e queremos colher outra? A consequência é essa. O que plantamos, colhemos. O que nós estamos a semear?

Semeamos o amor, semeamos isso. Alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Então vamos escolher isso. Vamos escolher isso. Simples assim. Não se acostume com as coisas eclesiásticas. A gente tem tentado muito falar sobre isso. A igreja, ela precisa ser reflexo de Jesus.

A igreja não é a estrutura, eu canso de falar e vamos repetir isso mais. E o Espírito Santo, por fim, ele cuida do seu corpo. Como é que o Espírito Santo cuida do corpo? Então vamos lá, na doutrina do Espírito Santo nós temos o batismo do Espírito, que é a dádiva do Espírito Santo do coração. Quando eu entrego a vida a Jesus, eu recebo o Espírito Santo.

Depois vamos viver um tempo de plenitude do Espírito Santo, que é a santificação, ou seja, buscar a presença de Deus, relacionamento com o Senhor. Depois é gerado em nós esse fruto do Espírito, o fruto que vai mudar o nosso caráter, a nossa maneira de ser, o nosso gênio, vai ser mudado pelo Espírito Santo.

E aí vem algo que é cuidar dos outros, que são os dons espirituais. Já estudamos no ano passado, pelo menos quem estava cá no ano passado, estudamos bastante sobre os dons espirituais, ou seja, a capacitação que o próprio Espírito Santo dá a mim, que sou incapaz, para servir aos outros. E também dá a ti para servir aos outros. É interessante isso.

Cada um de nós é capacitado por Deus com um dom espiritual. Ah, mas eu não sei qual é. Busca o Senhor, ora, busca o Senhor, põe a mão no trabalho. Ah, eu não sei tocar bateria. Ah, eu não sei falar. Ah, eu não sei dar uma aula. Mas você sabe abrir uma porta e dar um sorriso? Então abre uma porta e dá um sorriso.

dá um abraço. Ah, eu não sei mexer na mesa de som. Está ali o Renatão hoje, primeiro dia ali com o João, fez o curso, está ali. Ué, eu só vou descobrir o dom se eu puser a mão no arado. Aquela cena, eu não sei, eu não faço. Não, não, eu não sei, eu aprendo. É interessante porque é uma capacitação sobrenatural de Deus.

Sobrenatural. Já viu alguém que cantou de uma forma perfeita, uma voz perfeita, afinada, com tudo direitinho e nós não recebemos uma ministração de Deus? Eu já. Já também aconteceu de ouvir uma pessoa cantar, deu umas desafinadas para cá, entrou na hora errada, mas aquilo falou tanto ao nosso coração de uma forma incrível.

Já aconteceu de um pregador falar eloquentemente, zero ação do Espírito? Já aconteceu de alguém, como Pedro, semi-analfabeto, chegar e partilhar o Evangelho de uma forma simples e aquilo 3 mil pessoas? Gente, como é importante sabermos que não somos nós, é o Espírito Santo de Deus. Nós somos instrumentos dele. Nós somos instrumentos do Senhor. E por isso... ...

Sem o dom do Espírito, a sua presença, nós não temos plenitude, porque nem sequer há possibilidade. Se não há plenitude e se não há presença do Espírito, não há mudança de caráter, não há dom do Espírito, não há fruto. E se não há fruto, também não adianta exercer dons espirituais. Nós precisamos viver pelo Espírito, porque ele é pessoal. Convida o Espírito Santo, Senhor Espírito Santo, fala comigo, ora para ele.

Muitas vezes nós queremos, nós quase que cometemos uma heresia forte, que é achamos que o pai é maior que o filho e o filho é maior que o espírito.

E nós colocamos numa ordem meio que assim. Não é. Pai, Filho e Espírito estão em movimento. Os três são Deus, um único Deus, mas em três pessoas. Esse é o mistério. Não sou eu que estou a falar isso, não, gente. É a palavra, é o mistério. É demais para a nossa cabeça, mas é isso que a Bíblia fala. Então o Espírito Santo age, ele foi derramado, ele está presente hoje. Nós vivemos hoje movidos pelo poder do Espírito Santo.

E por isso podemos orar nesse sentido. Assim, recebemos o cumprimento da promessa. Foi prometido e ele cumpriu. Dois, buscamos o relacionamento com o Pai. Três, o fruto do Espírito é desenvolvido em nós. E quatro, os dons espirituais são a evidência, apenas evidências, da edificação do corpo de Cristo. Há pessoas que precisam olhar eu mesmo.

E rever a minha vida. Será que eu falo tanto disso, mas o meu comportamento ainda continua a ser religioso? Eu ainda sou um religioso automático. Eu gosto das coisas religiosas. Eu aprendi isso, eu nasci nisso, eu cresci nisso. Às vezes até mudamos de uma religião para outra, mas continuamos com a mesma cadência. O tempo hoje é pararmos, pensarmos e nos colocarmos diante de Deus.

Eu queria terminar essa pregação de uma forma um pouco diferente. Eu vou me ajoelhar para essa oração. Quem quiser e puder pode se ajoelhar. Quem não puder se ajoelhar pode ficar sentado ou em pé, como for, mas o coração está ali. E essa, mais uma vez, o orar de joelhos não significa que potencializa a oração para chegar no céu.

mas é um símbolo externo daquilo que nós precisamos fazer no nosso coração. Vamos assim fazer? Ó Pai, obrigado meu Deus por esse dia, obrigado por esta manhã, Pai. Nesse momento, Pai, quando estamos com os joelhos dobrados, ajoelhados, diante do Senhor,

Estamos a fazer isso, Pai, para lembrar, para nos lembrar, ó Deus, que nós somos servos. Tu és Deus. Obrigado, meu Deus, pela presença do Teu Santo Espírito neste lugar, ó Pai. Obrigado pela manifestação do Teu Santo Espírito. Obrigado pelo poder do Teu Santo Espírito nas nossas vidas. Pedimos, ó Deus, o perdão.

pelos nossos pecados, e pedimos, gera em nós o fruto do Espírito, Pai. Que possamos, ó Deus, exercer os nossos dons espirituais com amor e zelo, e a cuidarmos uns dos outros. Perdão, ó Deus, pelos nossos pecados. Perdão, ó Pai, pelas nossas faltas.

Ó meu Deus, ponha a sede de buscar a Tua Palavra em nós. A leitura da Tua Palavra seja algo essencial, ó Pai, como um alimento do dia a dia. Dá-nos, ó Deus, coragem, dá-nos ousadia, dá-nos oportunidades também, ó Pai, para partilharmos do amor de Jesus com outras pessoas. Tira de nós, ó Deus, qualquer tipo de julgamento, de espírito divisionista.

Aqui estamos, ó Deus, como família, como igreja local a dizer, Pai, obrigado pela Tua presença nas nossas vidas. Pedimos a Tua bênção, Pai, por uma semana que se inicia hoje. Seja uma semana onde tenhamos oportunidades incríveis de partilhar o amor de Jesus. E provarmos todos os dias, experimentarmos.

O Espírito Santo é pessoal. Ele está comigo. Guia-nos, ó Pai. Abençoa-nos. No nome de Jesus. Amém, Senhor.