CELEBRAÇÃO LOCAL - “Uma mãe que ensina”
"Uma Mãe que Ensina"CELEBRAÇÃO LOCAL 03/05/2026João MeloIGREJA BAPTISTA LOCALO abraço é característica nossa, pois vivemos como uma família, que ama, acolhe e caminha junta. Nasceu no meio da maior pandemia mundial para trazer o amor de Jesus, na prática da vida.Temos vivido muitos milagres e presenciado um avivamento em terras lusitanas. Somos pessoas imperfeitas, mas cremos e servimos a um Deus perfeito.Amamos a Deus sobre todas as pessoas, estruturas e coisas.Amamos as pessoas como são e como estão, sabendo que Jesus transforma os corações e os estilos de vida. E trabalhamos intencionalmente para que todos conheçam o amor de Jesus.Portugal é uma terra lindíssima, com gente maravilhosa, que precisa de Jesus.O Porto é uma cidade fantástica e uma porta para todos os povos.Vem celebrar a Jesus connosco!
João Melo
- Princípios MilenaresPerceber o tempo em que vivemos · Atender ao chamado de Deus e posicionar-se no lugar de vida · Lutar as batalhas certas · A vitória vem de Deus
- Posição oficial de IsraelA história de Débora como juíza e profetisa · Significado do nome Débora (abelha) · Características de Débora: piedosa, sábia, corajosa · O papel das mulheres na liderança em Israel
- Crônica Palavra de HonraOrigem comercial do Dia das Mães · Importância da honra em todo o tempo · Mulheres que marcaram a vida
- A história de Débora e a batalha contra JabimOpressão dos israelitas por Jabim · O papel de Baraque na batalha · A intervenção divina na vitória
- Percepção de Portugal no exteriorMudanças rápidas na sociedade e nas gerações · Portugal como porta de entrada do Evangelho na Europa · A importância de anunciar a vida em tempos de conflito
eu quero convidar que possamos abrir as nossas bíblias no livro de juízes juízes no capítulo de número 4
Juízes, capítulo 4. Eu sei que há muitas formas... Espera aí, deixa eu só ajeitar essa coisa aqui. Eu sei que há muitas formas de nós podermos honrar uma pessoa.
Mas quando falamos de um dia, não haverá um dia específico para honrarmos, seja a mãe, seja o pai, seja qualquer pessoa. Mas nós entendemos que precisamos honrar as pessoas em todo o tempo e honrar também as mães em todo o tempo. Independentemente se...
Algumas pessoas celebram esse dia da mãe no primeiro domingo de maio ou no segundo domingo de maio. Se buscam a tradição americana ou se desenvolvem outra tradição. Independentemente se alguns atribuem um valor religioso a essa data, outros deixaram de celebrar exatamente porque essa data tornou-se comercial, pura e dura.
Inclusivamente, os últimos descendentes, não descendentes, mas parentes vivos da Anna Jarvis, que idealizou o primeiro dia da mãe lá nos Estados Unidos, há muitos anos atrás, a família dela não celebrava mais esse dia, exatamente porque o propósito do dia havia sido deturpado, distorcido, porque virou apenas uma questão comercial.
Então, muitas vezes nós queremos saber o que eu vou ganhar, qual é a prenda da mãe, quando, na verdade, uma prenda pode não representar tudo aquilo que ela precisa ter, como, por exemplo, a presença, o respeito, o amor e a honra. Então, vamos hoje falar sobre uma mãe.
Uma mãe da Bíblia, não é? E é chamada, conhecida como a mãe de Israel. Então vamos ler o texto bíblico e vamos ver o que essa mãe pode nos ensinar. Porque uma das coisas que a mãe ou as mães mais fazem durante toda a sua vida é ensinar. E eu sei que aqui as mães ensinaram seus filhos uma única vez e resolveu a coisa, certo? É assim que funciona? É.
Não é mesmo, ou seja, ensinamos uma, ensinamos duas, ensinamos três, ensinamos quatro mil vezes e ainda por vezes há necessidade de mais um pouquinho. Então vamos lá, Juízes capítulo 4. Diz assim o texto bíblico.
Depois da morte de Eúde, mais uma vez, os israelitas fizeram o que o Senhor reprova. Assim, o Senhor os entregou nas mãos de Jabim, rei de Canaã, que reinava em Azor. O comandante do seu exército era Císera, que habitava em Harozete, Raguim.
Os israelitas clamaram ao Senhor porque Jabin, que tinha 900 carros de ferro, os havia oprimido cruelmente por 20 anos. Débora, uma profetisa, mulher de lapidote, liderava Israel naquela época.
Ela se sentava debaixo da tamareira de Débora, entre Ramá e Betel, nos montes de Efraim, e os israelitas a procuravam para que ela decidisse as suas questões.
Débora mandou chamar Barak, filho de Abinoão, de Quedes, de Naftali, e lhe disse, o Senhor, o Deus de Israel, lhe ordena que reúna 10 mil homens de Naftali e Zebulon e vá ao Monte Tabor.
Ele fará que Císera, o comandante do exército de Jabim, vá atacá-lo com os seus carros de guerra e tropas, junto ao rio Kizomo, e os entregará nas suas mãos. Baraque disse a ela, se você for comigo, irei, mas se não for...
Não irei. Respondeu Débora, está bem, irei com você, mas saiba que por causa do seu modo de agir, a honra não será sua, porque o Senhor entregará Císera nas mãos de uma mulher. Então Débora foi a Quedes com Barak, onde ele convocou Zebulon e Naftali.
Dez mil homens e seguiram, e Débora também foi com ele. Ora, o queneu Heber se havia separado dos outros queneus, descendentes de Obabe, sogro de Moisés, e tinha armado sua tenda junto ao carvalho de Zanim.
perto de Quedes. Quando disseram a Císera que Baraque, filho de Abinoão, tinha subido o Monte Tabor, Císera reuniu seus 900 carros de ferro e todos os seus soldados de Harozete e Ragoim, no Rio Kizom, e Débora disse também a Baraque, vá!
Este é o dia em que o Senhor entregou Císera nas suas mãos. O Senhor está indo à sua frente. Então Baraque desceu o monte Tabor, seguido por dez mil homens. Diante do avanço de Baraque, o Senhor derrotou Císera e todos os seus carros de guerra e o seu exército ao fio da espada e Císera desceu do seu carro e fugiu a pé.
Baraque perseguiu os carros de guerra e o exército de até Harozete e Ragoim. Todo o exército de Cícera caiu ao fio da espada e não sobrou um só homem. E ainda o versículo 7 do capítulo 5 diz. Ficaram desertas as aldeias em Israel. Repousaram até que eu, Débora, me levantei. Levantei-me por mãe em Israel.
Até aqui, vamos orar mais uma vez. Pai, obrigado pela leitura da tua palavra, obrigado, meu Deus, pelo momento que tivemos aqui, de percebermos, ó Pai, o que o Senhor já tem feito na vida dos filhos através das suas mães. Sei também, ó Pai, que há muitas pessoas aqui que tiveram experiências negativas com as suas mães.
Também, ó Deus, pessoas que não geraram do seu ventre uma criança, mas que são mães. Sabemos, ó Pai, que essa questão da maternidade é uma bênção tão grande que o Senhor concedeu e concedeu às mulheres. Possamos hoje aprender com esta mulher, Débora, a mãe de Israel, algumas coisas para as nossas vidas.
Nós oramos assim no nome de Jesus. Amém, Pai. É óbvio que essa mensagem não é somente para as mamãs, não é apenas para as mulheres, mas os princípios que eu quero levantar e trazer a partir desse texto bíblico são princípios para todos nós. Hoje, como nós vimos, é um dia especial, sim.
Como amanhã também precisa ser um dia especial, como ontem deve ter sido um dia especial. E precisamos aprender a cultura da honra em todo o tempo. Não precisamos aguardar apenas datas especiais, eventos especiais, para que possamos, então, honrar uma pessoa por um título ou por alguma coisa que fez. Mas precisamos fazer isso em todo o tempo.
Certamente nós vamos pensar aqui em mulheres que marcaram a nossa vida e talvez possas fazer agora um pequeno exercício mental. Lembra-te agora de pelo menos uma mulher que marcou a tua vida positivamente. Para para pensar. Pode ter sido a mãe.
Pode ter sido uma tia, uma avó, pode ter sido uma professora, pode ter sido uma líder em algum momento da sua vida, numa fase da sua vida. É interessante porque há mulheres na nossa história que são fantásticas, que realizaram obras fantásticas e ainda realizam. Há missionárias que deram a sua vida pelo evangelho e nunca foram reconhecidas, porque durante muitos e muitos anos nem sequer eram mencionadas nos registros históricos.
Quando nós vamos olhar aqui que mulheres que seguiram a Jesus, que deixaram tudo para seguir a Jesus, mulheres que foram as primeiras a constatar a ressurreição, vamos começar a perceber que mulheres de alta posição, gregas, com muito dinheiro, bancaram ali, investiram financeiramente no ministério dos apóstolos no início da era cristã. A ousadia e a coragem é algo incrível.
Mulheres que lideraram numa época do Antigo Testamento. Porque no Antigo Testamento nós já temos mulheres que já lideravam. E no caso aqui de Débora, conhecida como a mãe de Israel, nós estamos a falar de mais de 3.100 anos atrás. Há 3.100 anos atrás, esta mulher foi levantada como líder, como uma juíza em Israel. O nome Débora significa literalmente abelha. Abelha.
E quando nós vamos ver aqui as características dessa mulher especificamente, ela era uma mulher piedosa, sábia, confiante, talentosa, trabalhadora, administradora, corajosa, positiva, otimista, uma profetisa, segundo o texto, capítulo 4, versículos 4 e 5, uma patriota, versículos 4, capítulo 4, de 6 a 14, uma poetisa, porque compôs o cântico de Débora, o capítulo 5.
que você pode ler com calma, além de uma juíza, uma estadista e uma estrategista militar. É óbvio que essa mulher tem alguma coisa a ensinar para a gente. Como serva de Deus e com tudo que ela fez e que Deus fez através dela, ela tem algumas coisas a nos ensinar e por isso mesmo são aplicáveis a todos nós. A mãe de Israel...
O primeiro princípio que ela nos ensina é que precisamos perceber o nosso tempo. Perceber o tempo em que vivemos.
Olha só o que diz o texto. Depois da morte de Eúde, mais uma vez os israelitas fizeram o que o Senhor reprova. Assim o Senhor os entregou nas mãos de Jabim, rei de Canaã, que reinava em Azor. E o comandante do seu exército era Cícera, que habitava em Arosete e Hagoim. E os israelitas clamaram ao Senhor, porque Jabim tinha 900 carros de ferro. E os tinha oprimido cruelmente por mais de 20 anos.
Então Débora, profetisa, mulher de Lapidote, liderava Israel naquela época.
Interessante isso aqui porque o povo havia prometido lealdade e fidelidade a Deus. Lembra no finalzinho do livro de Josué, quando Josué reúne todo o povo e diz, escolhei hoje a quem vocês vão servir, se aos deuses dos amorreus na terra cuja vocês habitam, ou como nós, façam o que quiserem, porém eu...
E a minha casa serviremos ao Senhor. E todo o povo, nós também serviremos ao Senhor. E fizeram uma aliança com Deus. Só que depois disso, começa um período que nós chamamos do período dos juízes, que vai durar mais ou menos 300 anos. E durante esses 300 anos de história, nós vemos aqui um círculo que vai acontecer, um círculo vicioso. O povo pecava. E aí vinha a opressão de um dos povos ao lado.
Havia essa opressão durante anos e o povo então começava a clamar a Deus, a orar.
E Deus levantava um líder, um libertador, um juiz. E então havia libertação e havia paz durante algum tempo. E o povo voltava a pecar. E voltava a ser cometido do sofrimento, da opressão de algum povo. E aí ele clamava. E Deus levantava um líder. E aí havia paz. Passado algum tempo, essa coisa foi durante 300 anos. Isso lembra alguma coisa da nossa vida?
Nós já prometemos coisas para Deus e caímos na mesma coisa? Vou melhorar esse ano. Já estamos em maio. Quantos de nós fizemos promessas no fim do ano ou no início desse ano? Esse ano vamos fazer, vai acontecer. Esse ano vai ser diferente. Cinco meses. Quantas coisas nós já quebramos, já caiu por terra, já cometemos os mesmos erros de novo?
É interessante porque a Bíblia diz que depois do juiz Eúde, novamente o povo fez o que era mal aos olhos do Senhor. E aí os cananeus oprimiram por 20 anos, cruelmente, o povo. Aí o povo lembrou, temos um Deus, vamos clamar. Porque tem gente que só ora quando a coisa está má.
Quando as coisas vão más, de mal a pior, aí nós vamos orar. Não, não, não, a oração é em todo o tempo. A oração é relacionamento com Deus. Por isso mesmo, durante aquela época, no tempo de Débora, que não foi diferente, ela foi alguém que se destacou. Interessante aqui que a expressão que aparece é Débora, mulher de Lapidote. Alguns estudiosos vão dizer que Lapidote não era o marido dela.
A ideia que dá é que parece que é Débora, mulher de lapidote. Só que lapidote significa em chamas, arder. Então, na verdade, é muito mais uma característica dela...
do que propriamente o nome do seu esposo. E alguns rabinos vão dizer que Barak era o esposo dela. A Bíblia não nos dá essas informações com muita precisão, mas mulher de lapidote significa literalmente mulher que incendeia. Mulher que traz chamas. Ou seja, alguém viva, vivais. Alguém que mobiliza, alguém que lidera.
E aí nós vamos olhar nesse momento que a vivacidade, a intensidade, Débora, é algo marcante aqui. Numa época em que as mulheres não lideravam. As mulheres não lideravam, as mulheres sequer eram contadas. Nas genealogias do Antigo Testamento, quantas mulheres nós encontramos?
Quando vamos olhar a genealogia de Jesus em Mateus, nós temos ali algumas mulheres que aparecem que já é alguma coisa nova do cristianismo. Mas as mulheres não eram contadas. E aí, como que uma liderança feminina é possível nessa época? Há algumas coisas que nós podemos pensar. Primeiro, Deus usa quem ele quer, quando quer, no lugar que ele quer.
Pode ser uma mulher, um homem, uma criança. Quantos já foram abençoados por uma criança? Quantos já foram abençoados por um idoso? Quantos já foram abençoados por pessoas improváveis? Pessoas que nós não imaginávamos e que abençoaram a nossa vida em algum momento. Então Deus usa quem Ele quer, primeira coisa. Segundo, havia escassez de liderança naquela época e os homens não assumiam o seu papel.
Por isso as mulheres passaram a assumir liderança. Barak disse assim, eu vou para a guerra se você for comigo. Eu vou para a guerra se a Débora for comigo. Nos tempos de hoje, nós temos talvez um lapso, e temos já falado sobre isso inclusivamente no Encontro dos Homens, que é...
Muitos homens têm aberto mão das suas funções. De liderança, por exemplo, de proteção, de estabilidade. E por abrirmos mão daquilo que Deus deu para nós,
Mulheres estão a ocupar esse espaço, eu falo mesmo em família, enquanto as mulheres em casa precisam fazer a função também do pai, a função da estabilização. E quando deveria haver uma harmonia, há um desequilíbrio. Cada vez mais mulheres estão a ter problemas de saúde que antigamente eram só problemas de homens. Quando nós olhamos esse tempo, os homens também naquela época não estavam a assumir o seu papel.
E a terceira questão é que as mulheres são tão capazes quanto os homens, são tão usadas quanto os homens. Precisamos aqui perceber o nosso tempo. Precisamos que mais pessoas que amem a sua terra aceitem o desafio de poderem partilhar do Evangelho.
Hoje, quando nós estávamos aqui na escola bíblica, o Léo disse, olha, eu não me imaginava dar aulas porque eu sou uma pessoa muito tímida. Não era o meu sonho de forma alguma estar aqui, mas era uma necessidade. Por isso, eu me pus diante de Deus e estou aqui a ministrar essa aula. Qual é a questão? O que tem mexido com o teu coração? Porque Deus está a levantar um tempo novo.
não de religiosidade vazia, mas de pregação do evangelho de vida. As pessoas estão cansadas sobre religiosidade, e eu pelo menos estou farto disso, de dizer uma coisa e viver outra, de pregar o amor, mas não viver o amor, quando Deus nos chama para viver na simplicidade de relacionamentos saudáveis e que produzam vida.
Deus está a chamar-nos desse tempo. Esse tempo que nós vivemos é diferente do tempo que Débora vivia. É diferente e não é. Nós vivemos num tempo hoje onde muitas mudanças estão a acontecer. Vocês conseguem perceber muitas mudanças? Parece que antigamente as mudanças eram mais devagar, mais lentas. Demorava-se muito para uma mudança. Hoje é muito rápido. É uma tendência e já foi.
Somos manipulados de uma forma muito rápida. Nós vemos hoje os conflitos das gerações e cada vez mais as gerações são mais curtas em termos de tempo. Muda-se muito mais rápido. Quem tem aí três filhos, que é uma mania que a nossa igreja tem, da maioria dos pais terem três filhos, quem tem três filhos em diferença de um ano e meio, dois, percebe já a diferença de um filho para o outro na forma de pensar.
Antigamente, sei lá, quem é da geração X aqui, como eu, a gente viveu geração X, são quase duas décadas, coisa assim. Agora não, agora de dois em dois anos praticamente já se muda a forma de pensar, a forma de criar o que é engraçado para um adolescente, para alguém mais velho, assim, então, nem percebi o que era.
quando nós olhamos que essas mudanças estão a acontecer, mudanças políticas e geopolíticas, as mudanças estão a acontecer de uma forma muito rápida, a questão do gênero, parece que gênero agora define a identidade. Gente, o gênero não define a identidade, a identidade é maior do que isso. O que define a nossa identidade é que somos filhos de Deus.
E precisamos ter isso como um primeiro ponto para poder amar a todas as pessoas. Até aquelas com as quais nós não concordamos. E somos chamados para esse tempo. Débora aceitou aquele chamado para o seu tempo. Débora...
ela percebeu o chamado de Deus. Diz a Bíblia que os israelitas clamaram ao Senhor porque Jabim tinha 900 carros de ferro e havia oprimido cruelmente durante 20 anos. Débora, uma profetisa, mulher de lapidote, liderava Israel naquela época. Nós somos chamados por Deus para fazermos a diferença neste tempo, nesta época.
Vamos parar, muitas vezes, com algumas nostalgias. Ah, porque no meu tempo é que era. Porque há tantos anos atrás a coisa... Gente, aqui foi uma bênção.
Uma bênção. Quem viveu a era, por exemplo, das grandes conferências de Billy Graham, Jimmy Swaggart, no Brasil tinha o Fanini e tantos outros, em Portugal com certeza havia pessoas que pregavam o Evangelho. Foi uma época de ouro, aquilo é que era evangelização. Gente, para aquela época. E foi uma bênção. Mas para hoje talvez não seja essa a estratégia. Como nós estamos a partilhar o Evangelho com as pessoas hoje?
num meio tão multicultural como vivemos. Essa semana estive com meu irmão e com o Natan, também fomos andar ali na Baixa do Porto e eu encaba com ele. Ouça quantos idiomas diferentes tem aqui. Ouvíamos de tudo, de gente do mundo inteiro.
Vivemos esse tempo, dessa mistura, essa coisa toda. Como anunciar o Evangelho a tanta gente diferente, de culturas diferentes, do Ocidente e do Oriente, do Norte e do Sul, que se reúne nesse tempo. Gente, e Portugal. Deus tem algo muito especial para Portugal. Porque Portugal tem sido uma porta de entrada do Evangelho para a Europa. E a reforma e tudo o que está a acontecer desse avivamento na Europa começa em Portugal.
Nós, às vezes, temos uma coisa que é, ah, Portugal no passado teve sua glória, glória das navegações e tal, mas hoje nós falamos da glória humana ou falamos da glória de Deus? E na glória de Deus, Portugal está hoje estrategicamente colocado no plano do Senhor. Eu creio nisso. E nós temos visto isso. Então, o primeiro princípio que Débora, essa mãe de Israel, nos ensina a memória.
é que nós precisamos perceber, entender o tempo em que vivemos. Para não vivermos de forma, eu sei que a palavra é bonitinha, mas é anacrônica, ou seja, fora do tempo. Nós estamos hoje a responder perguntas que ninguém está a fazer ou estamos a responder as perguntas que as pessoas estão a fazer? Segundo princípio desse texto,
É que a mãe de Israel, a Débora, ela atende ao chamado de Deus. Olha só o que diz o texto. Ela sentava debaixo da tamareira de Débora, entre Ramá e Betel, nos montes de Efraim, e os israelitas a procuravam para que ela decidisse as suas questões. Débora mandou chamar Baraque, filho de Abdoão, de Quedes, em Naftali.
O que nós aprendemos aqui é, não bastava ela perceber o seu tempo, mas ela precisava agir no seu tempo. Porque tem muita gente boa, que hoje é uma coisa, não é de hoje já há algum tempo, abrimos algumas redes sociais e a pessoa está a ver um vídeo, ou um debate, ou alguém a falar, e a pessoa depois vai lá e faz a sua crítica àquilo. É uma reação, não é? Aquilo ali. É muito fácil.
Sabe que a minha profissão preferida, o que eu queria ser na vida, como é que era aquela coisa do ir nos restaurantes para avaliar? Não é? Não é? Não é o METRE. Um crítico culinário da alta gastronomia, para ficar específico aqui. Que aí imagina, eu vou visitar todos os restaurantes de Portugal, não vou pagar, vou receber por isso.
vou comer bem e ainda posso falar mal da comida. Que coisa. É uma profissão incrível. Queria eu ter essa coisa. Gente, a grande questão é que nós não podemos apenas saber, entender, perceber o tempo. Precisamos agir. Como agir? E aqui é interessante a forma como Débora vai fazer.
Não basta perceber, tem que agir. O que ela faz? Ela vai para debaixo da tamareira de Débora. É isso que ela faz. E a Bicete disse para mim, bom para ela. Por que ela foi debaixo da tamareira? O que significa isso? Por que ela fazia isso? No Oriente, no Médio Oriente, no Oriente de uma forma geral, a tamareira é tida como um símbolo de vida, triunfo,
Vitória e imortalidade, mas principalmente vida. As folhas, os ramos que foram postos diante de Jesus, quando ele entrava em Jerusalém, antes da Páscoa, eram ramos de tamareira. Exatamente porque a tamareira tem esse símbolo de vida. Agora percebam a coisa.
Num tempo de morte, num tempo de opressão, num tempo onde falhava a liderança masculina, num tempo onde as pessoas estavam distantes de Deus, num tempo onde só havia morte e sofrimento, Débora vai para o lugar de vida. Ela se posiciona no lugar de vida para gerar vida. Qual é a grande lição aqui para nós, gente?
É porque muitas vezes nós estamos a viver num mundo onde jaz o maligno, a morte espiritual e a morte relacional, as mortes de todos os jeitos estão ao nosso redor e nós, em vez de nos posicionarmos em lugar de vida, para falarmos sobre vida, nós entramos no barco furado e começamos a também falar de morte.
Por isso que o chamado aqui de Débora é para se pôr no lugar de vida. Ela vai gerar vida. Barak, ele diz, eu só vou se você for. Porque ele sabia que ela buscava vida. A grande questão é, quando ofenderam o teu nome,
quando fizeram mal para ti, quando fizeram coisas que não eram para fazer, quando foste humilhado e oprimido. Onde nós fomos buscar a nossa posição? Buscamos uma posição de guerra ou buscamos uma posição de vida? Buscamos uma posição de destruir o outro?
Apesar da Bíblia dizer que a nossa luta não é contra a carne nem sangue, mas sim contra os principados e as potestades? Ou buscamos um lugar de vida para gerar vida? E talvez como Jesus disse, pai, perdoa-os porque eles não sabem o que fazem. Jesus busca a posição de vida. Nós somos o povo que busca a posição de vida. Amém?
Portugal pode caminhar para a morte, mas nós vamos anunciar a vida. A Europa pode caminhar para a morte, nós vamos anunciar a vida. Todo esse planeta, o mundo, os governos podem buscar a morte, mas nós vamos anunciar a vida. A vida que vem em Jesus. Débora atendeu o chamado de Deus, gente. Deus chama-nos da morte para a sua maravilhosa luz, para a vida.
A Bíblia diz assim em Juízes 5, 7, que ela vai compor um cântico de adoração a Deus, ela vai dizer assim, ficaram desertas as aldeias em Israel, repousaram até que eu, Débora, me levantei, levantei-me por mãe em Israel. Ela fez alguma coisa. O que nós estamos a fazer? Quais são as nossas atitudes? Estamos a deixar as coisas acontecerem para ver o que vai acontecer depois?
Eu já estou cansado, farto de dizer isso, eu aprendi há muitos anos atrás, com o pastor Benézia Bittencourt, que é uma frase que marcou muito a minha vida, que é, se nós deixamos para ver como é que fica, fica pior. Tudo que nós deixamos para ver como é que fica, vai ficar pior.
A tendência é desordem. Por exemplo, tivemos aqui a brincadeira e o momento aqui do teatro. E temos esses papeizinhos aqui ao chão. E vamos embora toda a gente quietinha, vamos passar a semana. Domingo que vem, quando voltarmos, sem ninguém fazer nada, tudo isso aqui já vai ter sumido. É verdade isso? Não é verdade, não.
Não é verdade, porque se não vier alguém aqui para limpar, vai ficar pior. O que que na nossa vida nós estamos a protelar? Estamos a jogar para frente, não resolver. Tudo que nós não resolvemos, fica pior.
Isso funciona para casamento, isso funciona para relacionamento entre irmãos, isso funciona na igreja, isso funciona no trabalho. Tudo que nós deixamos para lá vai ficar pior. E aí o segundo princípio que nós aprendemos aqui é que atender ao chamado de Deus e posicionar-se no lugar de vida. Pode repetir isso comigo? Só essa última frase? Atender?
Ao chamado de Deus e a posicionar-se no lugar de vida. E o terceiro e último princípio. Não é o último, mas foram os três que selecionei para que nós pudéssemos pensar aqui. A mãe de Israel, Débora, ela vai também lutar as batalhas certas.
Olha só que coisa interessante. Vai dizer que chamou Baraque e Baraque falou, eu só vou se você for, se você não for, eu não vou. E ela falou, então eu vou e eles vão. E ali acontece que vinha o rei inimigo com 900 carros de ferro, um exército poderoso. Ela só tinha 10 mil homens que nem eram guerreiros direito. Vamos fazer o que aqui? Vamos perder essa batalha. Mas antes ela tinha se posicionado no lugar de...
Vida, ela buscou a Deus, ela buscou o Senhor, o poder de Deus. E ela então vai para a batalha. Há batalhas na vida que não são nossas. Vou repetir. Há batalhas na vida que não são nossas. Então vamos parar de lutar batalhas que não são nossas.
Eu não estou a dizer para sermos egoístas, do tipo, ah, o Afonso tem uma batalha e eu não quero saber, ele que lute a luta dele ou luta a minha. Não é nesse sentido. Não é no sentido do egoísmo. Ok? É no sentido de nós puxarmos para a nossa força uma batalha que é de Deus. Ele é o Senhor dos Exércitos.
Ele é o Senhor Todo-Poderoso. Ninguém muda o coração de ninguém, não, gente. Só quem muda o coração de alguém é Deus. E mesmo assim, Jesus Cristo diz, estou à porta e bato. E aquele que abrir, eu entrarei e cearei com ele. O inimigo era poderoso demais. 900 carros de ferro, humanamente invencível. Não dava para vencer aquela batalha. Já houve na tua vida momentos de batalha?
Você percebeu que não dava para ganhar? Comigo já aconteceu. E aí normalmente nessas horas, ou a gente chora, ou a gente entra em depressão, ou a gente reage e vai na nossa força, ou a gente vai para o lugar de vida. Joelho no chão, buscar de Deus a força, porque é Ele quem vai batalhar.
O exército de Débora e Barak, 10 mil homens, liderado por uma mulher. Deve ter sido piada para o exército inimigo. Olha lá, povo de Israel, vem para nós lutar com essa meia dúzia de pessoas lideradas por uma mulher. Vitória certa. E ainda tiveram que caminhar 50 quilômetros até chegar no lugar. Já chegaram cansados. Gente, eu para andar até a padaria, o pão quente ali, que é debaixo de casa, quase que eu vou de carro.
Você imagina 50 quilômetros e ainda ter que batalhar, já chegaram cansados. A solução não estava na Débora. A solução não estava no Baraque. Baraque não havia entendido isso. A solução não estava na Débora, a solução não estava no Baraque. A solução estava em Deus. Nós precisamos aprender a confiar. As estratégias são de Deus. Baraque demorou a aprender isso.
Mas ele viu. Quem definiu o sítio da batalha foi Deus. No ribeiro de Kizioma. E naquele ribeiro de Kizioma, os 900 carros de ferro, o que aconteceu? Deus fez o rio transbordar. E os carros tão poderosos ficaram atolados. Não se mexiam. De que vale 900 carros de ferro contra você se Deus está contigo?
Por isso que a Bíblia diz, se Deus é por nós, quem será contra nós? Isso não é uma fala, como é que eu vou dizer, triunfalista. Não é essa a ideia. A ideia é, eu sei em quem eu tenho crido, que o nosso Deus é poderoso e não há exércitos que o Senhor não possa deter.
Ele fez transbordar o rio, porque quando Deus age, ninguém pode impedir. Talvez na sua vida e na minha tenhamos algumas lutas e algumas questões que não dependem de nós. Nós estamos a lutar as batalhas certas? Faz uma reflexão durante essa semana. Pensa sobre isso.
A nossa luta é contra quem? Contra o quê? A batalha da minha vida está, eu estou a gastar a energia toda da minha vida, o meu sono, eu estou a gastar meu dinheiro, estou a gastar a minha cabeça por lutas. Valem a pena essas lutas ou não valem a pena? São de Deus ou não são de Deus? Eu só vou descobrir isso se eu me posicionar no lugar de vida e buscar de Deus a solução. E aí, o impossível...
Somente Deus pode fazer. O que é que Débora precisava fazer? Ela precisava ir. Quem é que ia fazer o milagre e fazer a vitória? Era Deus. Na nossa vida, nós só precisamos ir. Dá o passo de fé, vai ali. Quem vai fazer e operar é Deus. Não somos nós. Tem um princípio no direito que eu aprendi há muitos anos atrás, que é...
O direito não acode a quem dorme. Ou seja, se nós não corrermos atrás dos nossos direitos, ninguém vai correr. Inclusivamente, eles podem prescrever e o teu direito pode não existir mais. Então, a questão é, precisamos entender o nosso tempo, precisamos tomar decisões e posicionarmos no lugar de vida e agirmos e lutarmos as batalhas certas.
A Bíblia diz que, em Juízes 5, 20 e 22, desde o céu as estrelas lutaram, as estrelas em suas órbitas lutaram contra a císera, e o rio Kizom os arrastou, o antigo ribeiro Kizom, que eu marchi diante com coragem, os cascos dos cavalos martelavam o chão, galopavam, galopavam seus poderosos cavalos de guerra. Todo o poder do inimigo caiu por terra.
que Deus estava com eles. Qual é o terceiro princípio? A vitória sempre vem de Deus. Você pode repetir comigo? A vitória sempre vem de Deus. Então, três princípios que a mãe de Israel traz para a gente. Primeiro, precisamos perceber o tempo em que vivemos.
Segundo, precisamos atender ao chamado de Deus e posicionarmos nos lugares de vida. E terceiro, lutar as batalhas certas. Porque quem é que dá a vitória é o Senhor, o nosso Deus. Ela lutou e venceu, não pela força dela. Hoje é um dia especial de manifestação de carinho, de amor.
Vamos usar esses princípios para as nossas vidas. Vamos usar esses princípios para caminharmos todos os dias. Vamos aproveitar esse clima de amor, de honra, desafio, para tomarmos decisões. E que Deus esteja a abençoar as nossas vidas todos os dias. Vamos honrar as mamãs, não só hoje, mas amanhã, próxima semana, próximo mês.
Vamos honrar aos papais amanhã, hoje, próximo mês. Vamos honrar a esposa, o esposo. Vamos honrar as pessoas, os amigos, os irmãos, todos os dias. Você pode festar os seus olhos. Pai, obrigado, Senhor, porque até aqui o Senhor tem nos abençoado de uma forma incrível.
Pedimos ao Pai o perdão pelos nossos pecados, o perdão porque muitas vezes nós agimos como um baraque, com medo. Muitas vezes nós batalhamos, lutamos as batalhas erradas. Meu Deus, que possamos...
viver intensamente a cultura da honra, do amor e aprendermos com a mãe de Israel esses princípios. Percebermos o tempo que vivemos, tomarmos as decisões porque nós nos colocamos no lugar de vida e lutamos as batalhas certas.
Que o Senhor esteja com cada família, com cada pessoa aqui, Pai, no nome de Jesus. Amém, Senhor.