Álvaro Costa, o homem da Fisica da Consciência Multidimensional
- Física quântica e consciênciaA vida e obra de Álvaro Costa · A criação da Física da Consciência Multidimensional · A simplicidade e profundidade da terapia · A impaciência de Sagitário e a resistência à simplicidade · A ausência de ego e a sabedoria do coração
- A experiência de Diana com Álvaro CostaO convite para falar sobre Álvaro Costa · A primeira terapia e o alívio das dores · A decisão de divulgar a Física da Consciência Multidimensional · O choro intenso durante uma experiência terapêutica
- Daciano da Costa: Legado e AteliêPrimeiro encontro e a palestra inesperada · A primeira formação e a expansão da consciência · O impacto transformador da terapia na vida de Madalena · O medo de ensinar e a homenagem a Álvaro
- A natureza multidimensional e a energia de Álvaro CostaA capacidade de estar em vários sítios ao mesmo tempo · A energia apaixonada e contagiante · A ausência de ego e a pureza de ser · A saudade e os sinais deixados por Álvaro
Inquietações com Madalena Almeida. Porque há sempre alguma coisa que está para acontecer. Olá a todos, bem-vindos ao Inquietações. Eu hoje tenho aqui uma convidada que vem falar sobre uma pessoa muito especial para nós as duas. Olá, Diana.
Olá, Madalena. Obrigada por ter aceito este convite. Era impossível recusar. Falar de quem vamos falar era impossível recusar. Alguém que marcou a minha vida e eu sei que também a sua. E, portanto, era impossível dizer que não. Até porque ainda é muito presente. Essa é que é essa, não é?
Sim. Então hoje já há algum tempo que eu ando aqui com vontade de, quer dizer, já falei de algumas terapias dele, mas há algum tempo que eu tenho vontade de falar de Álvaro Costa, o homem que canalizou a terapia física da consciência multidimensional. Era um homem a quem era impossível ficar indiferente. Ou se gostava profundamente dele.
Ou se criava uma resistência à sua forma de estar. Comigo foi assim. Foi do 8 para o 80. Ele nasceu em Moçambique e partiu em 2018. Vivi em Tondela, num sítio...
num lugar, num meio pequeno, pouco aberto a terapias, alternativas e a abordagens espirituais assim mais profundas. E pelo pouco que ele teve muito tempo connosco, muito pouco tempo, um ano. E do pouco que nós sabemos, a vida tirou-lhe do tapete, como acontece à maior parte dos terapeutas.
Então, ou vais ou vais, ele acabou por conhecer o Reiki, depois outras terapias, depois começou a receber informação, orientação e acabou por criar formas de cura que acabariam por dar origem à física. Quando eu conheci o Álvaro Costa, eu confesso que eu achei, me pareceu arrogante.
Eu hoje percebo que ele estivesse apenas cansado de repetir as mesmas coisas, uma vez, outra vez e outra vez. Sempre a mesma mensagem, simples.
E ver as pessoas a recusarem a simplicidade. Acho que é isso. Percebo. Agora percebo. Mas quando ele entra e já está quase sem paciência a dizer que as coisas que vão mudar, que são fáceis, aquela forma foi assim um choque. Confesso que foi. Mas...
Houve um ano inteirinho para... Eu posso defendê-lo só um bocadinho. Sim. Eu acho que isso é uma característica de Sagitário, sem dúvida. Porque eu também sou Sagitário e eu percebo isso na forma como as pessoas me veem. O Sagitário é uma pessoa pouco paciente para o óbvio.
Ou seja, aquilo que para nós é óbvio, nós não temos grande paciência de explicar. E isso é um defeito de Sagitário. Nós não gostamos daquele mi, mi, mi, mi. Portanto, em modo de defender o Álvaro, mas também defender-me a mim. Porque somos do mesmo signo. O que acontece é que...
Isto na minha opinião. As pessoas ainda precisam muito daquele mimimi, do quererem justificar tudo com o outro. O Álvaro já não estava aí e eu também já não estou aí. E nós temos mesmo essa característica, a impaciência. Se agitarem não é paciente. E acabámos por... É tão óbvio e é tão simples que depois ficamos mesmo chateados porque é que as pessoas complicam.
que na verdade foi isso que ele mencionou também, é tão simples é tão simples que acaba por ser irritante que o resto da volta não beija o óbvio é verdade
eu confesso que e quem me ouve aqui no Inquietações já percebeu que eu estou sempre a dizer a mesma coisa que tudo é simples, tudo está em nós tudo está em nós mas isto é um óbvio e é difícil de aceitar, de integrar
Sim, é uma criança tão enraizada, não é? O que é bom é que é o difícil, o que é o sacrifício é que tem valor. Está tão enraizado que fica difícil para as pessoas perceber que é na simplicidade que a magia acontece, que a felicidade acontece. Eu também sou chamada de arrogante, essa é que é essa, porque na verdade é...
tornou-se tão óbvio. E o Álvaro, na verdade, era aquela pessoa com um conhecimento e uma sabedoria gigante. Não é? Que também levou no pelo e que também teve que fazer o processo nele. Mas sim, nós temos essa falha, nós temos um bocadinho de falta de paciência. Me culpa a mim totalmente a culpa.
Sim, ao fim de algum tempo ele começou a ser um pouco mais moderado. Aqui agora que ninguém nos está a ouvir, durante as formações às vezes levavam pontapé do aixo da mesa, quando começava a passar das marcas, mas sim, ele percebeu a dada altura que não adianta sermos impacientes, intolerantes e...
E o que é difícil de aceitar é sempre simples, porque se nós fizermos aqui, apresentarmos uma terapia com os rituais, que seja preciso fazer uma data de coisas, invocações, tudo isso é muito bem aceito.
Algo que vem do zero, como é a terapia do Álvaro, a física da consciência multidimensional. Não há nada, é preciso começar do zero. Não há onde ir buscar ideias para publicitar a terapia. Não há nada, é apenas nós.
E nem sequer estamos dependentes de virem os seres de não sei de onde e que nós somos meros mortaizinhos, que estamos dependentes deles para aquilo funcionar. É, é, é, para aquilo que o pessoal está habituado é extremamente difícil de aceitar, não é? Sim, aceitar que somos divinos. Que é uma das coisas mais incríveis que aí estão a nível do planeta inteiro.
É com ela que eu continuo a presenciar verdadeiros milagres, inclusive a expansão de consciência, de maior compaixão, e nós as duas sabemos o quão as pessoas se levam, se expandem, se tornam na melhor versão delas próprias. Mas o que é certo é que se eu falar muito pouco da física, da consciência multidimensional, e muito menos do Álvaro Costa.
Sem dúvida. Sim. Acho que ele hoje merecia esta homenagem. Sem dúvida. Porque ele impactou a minha vida. Virou-a completamente. Eu já acreditava em coisas simples. Já não tinha grandes...
grandes crenças religiosas. Eu já era fã da simplicidade, na verdade. Talvez por isso a terapia dele tenha encaixado em mim como uma luva. Era mesmo aquilo. Mais simples era impossível, portanto, para mim foi uau. Mas sim, ele mudou completamente a minha forma de estar.
até na forma como nós nos conhecemos, Diana, porque o Álvaro Costa vinha fazer uma palestra à Vila Nova de Gaia, palestra organizada pela Diana, que eu não conhecia nem fazia ideia de quem era. E no dia da palestra, o Álvaro...
Ficou em Gaia e combinamos que almoçávamos e depois íamos para a palestra. Alguros em Gaia, não sabia eu onde, nada disso. Mas eu ia acompanhá-lo na palestra. Ele chegou à hora do almoço e não vi, não acontecia nada, não havia telefonemas. Diz, pá, vou ter que telefonar e ver o que é que acontece.
Eu liguei-lhe e disse-lhe, ah, estou aqui no hospital, a ver o teu espaço, tenho que vir buscar uma medicação que dói-me um pé, mas eu já vou. E eu fui ter com ele o hospital. Eu ver as horas a passar, não fazia ideia a que horas era a palestra, nem onde era a palestra, com quem era a palestra, mas...
mandei-lhe uma mensagem olha, não era melhor adiares a palestra porque se calhar vais demorar muito tempo ele, não, não é preciso, eu já avisei que eras tu que ias fazer a palestra e eis como eu
que morria de medo das multidões falarem em público, fui atirada às férias. Nem tive tempo para dizer ai, nem ui. Eu não fazia a mais pequena ideia o que é que eu ia fazer e como ia descalçar a bota. Mas sim, foi ele que me atirou assim para, vai. E depois, enquanto ele esteve internado, ele tinha uma formação módulo 1 marcada.
Tinha formações marcadas e estava preocupada porque ia faltar às pessoas.
Eu disse, olha, eu módulo 1 sei fazer, o resto eu não te posso ajudar, mas posso-te ajudar nesta. Eu vou lá e faço a formação. Diz ele, pois, és tu que vais fazer módulo 1, claro que és tu que vais fazer módulo 1 e eu. Ok, então foi assim. Às vezes quando nós temos muito tempo para nos prepararmos, o medo começa a apertar e nós não saímos dali, não é?
Sei lá, eu já formei tantas pessoas em física e contam-se pelos dedos de uma mão as que estão a dar formação, porque ai, ai, ui, ui, eu não consigo, eu tenho medo e não saem daquilo e não andam, não avançam. Eu não tive essa hipótese. Portanto, mesmo isso eu agradeço porque... Pensei paraquedas, foi? Salta!
O que é certo é que a partir daí tanto aconteceu, eu própria que não sou a mesma, nunca mais fui, essa é que é essa, eu nunca mais me esqueço na minha primeira formação, no dia anterior a essa palestra.
Eu fiz a primeiro nível de... Primeiro módulo de física com o Álvaro E a meio do dia, porque aquilo foi o dia todo E a meio do dia paramos para irmos almoçar E eu nunca mais me esqueço Que eu olhei para ele e disse Oh Álvaro, desculpe, mas há qualquer coisa que me distraiga em mim Agora o verde, tem vários tons de verde
E ele olhou para mim completamente maravilhado e disse Vês? É mesmo incrível a física, não é? Logo passado uma manhã, com tudo aquilo que eu já tinha aprendido e tudo aquilo que nós já tínhamos sintonizado, eu chego cá fora e nada estava igual. Essa é que é essa. A minha visão também já não estava igual. E agora ao fim destes anos, são oito anos que estamos sem ele,
Vai fazer, mas pronto, é o que é. Eu olho para trás e eu nunca mais fui a mesma. E não é só a parte física que mudou, é... Aliás, a parte física que mudou já estava muito mudada naquela altura, quando eu conheci o Álvaro. Foi tudo o quanto eu cresci, o quanto eu amadureci, o quanto a minha consciência expandiu.
Quanta magia eu presenciei na minha vida, que eu tinha que enumerar a quantidade de milagres que eu tenho tido na minha vida. E o quanto, embora seja simples, e é ok, é a terapia mais simples, mas ela é tão profunda, ela é tão intensa.
ela é tão transformadora que sim, eu sou uma das que tem medo de ensinar. É como se o meu medo de lhe atirar algum valor por não a ensinar devidamente fosse um desrespeito a alguém que a criou de uma forma tão apaixonada, tão profunda, tão intensa e tão perfeita, que essa é que é essa.
Eu sei, eu esses meses sei tudo. Ainda bem que nós limpámos marcando mais de medo. Sim, é verdade, é verdade. E eu tenho algo mesmo incrível que o Álvaro me ajudou. Quando eu comecei a fazer as formações, o módulo 1 era fácil, relativamente fácil, mas depois as outras havia conceitos profundos que...
que eu não tinha ainda a capacidade de os entender, explicar. E muitas vezes, quando eu tinha dúvidas durante as formações...
ele chegava e dizia assim olha, isso não é assim, agora experimenta antes assim e assim e assim e durante as primeiras formações ele estava lá para explicar e para dar sugestões e para mostrar que havia coisas que se podiam fazer de outra forma, isso foi
Quer dizer, para quem não acreditava que essas coisas pudessem acontecer, foi absolutamente interrompido. Foi uma mal à nossa criança, não é? Na verdade, ele tinha o poder de nos mostrar outros pontos de vista, de nos contagiar com aquela energia dele apaixonada, intensa.
E aquela sabedoria tão humilde ao mesmo tempo. Porque a forma como ele verbalizava, ok, eu entendo que o possam achar arrogante. Porque ele sabia tanto. E se calhar não é arrogância. Se calhar nós aprendemos alguém que não se faz pequenino.
é arrogante mas se calhar ele só não se fazia pequenino com tanto conhecimento com uma consciência daquelas Sim, o Álvaro achava que toda a gente sabia tudo aquilo que ele sabia Sim, isso não é arrogância
Então, a primeira formação que fiz com ele foi praticamente em chinês, japonês, qualquer língua diferente, porque ele falava, falava, falava e os meus apontamentos diziam, ver o que é isto, ver o que é aquilo. E depois escrevia os conceitos todos e punha pontos de interrogação, pontos de interrogação.
E hoje em dia, quando eu faço as formações, e até tenho o cuidado de explicar os conceitos que eu desconhecia, e muitas pessoas ainda desconhecem,
há sempre quem diga que precisava de ser mais explicado mais explicado e às vezes eu digo assim, engraçado nós hoje achamos que tudo tem que ser entregue assim, não há o trabalho de procurar quando eu falava de um tema qualquer eu ia para a net ler, aprender o que era aquilo e só depois é que estava pronta para explicar eu ia para o tempo
Mas hoje em dia não há muito esse conceito. O produto tem que vir pronto a consumir. Sim. Sim, mas ele achava que todos nós sabemos tudo, tudo, tudo. Era muito essa coisa. Ah, isto é uma... Isto eu sei e vocês também sabem. Sim, é verdade. Na verdade, eu acho que era precisamente por essa paixão que ele tinha de...
partilhar com aquela paixão louca que ele tinha tudo aquilo que ele sabia eu nunca me senti que ele não me quisesse ensinar se fosse o que fosse ele partilhava tudo sim todas as ideias tudo aquilo que ele ia recebendo ou queria experimentar ele tinha todos os dias à hora em que eu estou nas taças tibetanas leia-se quando eu estou a fazer o jantar o jantar
ele telefonava com ideias e dava sugestões e apontamentos e eu na cozinha normalmente não tinha grande capacidade de estar a anotar.
Então vocês vão rir-se, mas... Eu peguei num marcador, pendurei com um fio na porta do frigorífico e o frigorífico era o meu quadro para ir anotando tudo aquilo que o Álvaro Costa a qualquer momento ligava e dizia ora experimenta isto e depois diz-me lá o que é que sentes e ora experimenta agora aquilo e depois vê como é que funciona.
Então era isso, todos os dias ele tinha coisas novas para partilhar. E punha-nos a vibrar, essa é que é essa. Primeira vez que o Álvaro me fez um tratamento, ele estava ao telefone comigo, foi em abril de 2018. Ele estava ao telefone comigo, sentado numa mesa de café.
E ele só disse, dá-me só um minuto que eu vou tirar aqui os guardanapes. E eu parece que consigo imaginar a situação. Ele sentado na mesa do café, com os guardanapes do café, a fazer as famosas rodinhas. Círculos do tempo, vá. Não vá no tempo. A fazer os círculos do tempo que ele magicamente criou. E eu só percebi.
que eu ia fazer aquela formação no momento que, ao telefone, ele estava em Viseu ou em Tondela, eu acho que ele estava em Viseu, e eu em Vila Nova de Gai, e eu começo a sentir aquele formigueiro pelas pernas, assim, uma pressão nas pernas, parecia que eu tinha as pernas completamente coladas no chão. Chumbo. Sim, sim, como se eu tivesse pesos de chumbo.
E eu começo a sentir um alívio no meu corpo, as dores a irem embora, ou na altura foram realmente embora. E eu fiquei, ui, o que é isto? Eu tenho que ver o que é que realmente é isto. Porque eu estava a sair da fisioterapia. Eu tinha acabado de chegar da fisioterapia.
E a partir daquele momento eu soube, porque nós já se falava dessa hipótese de juntar um grupo, porque eu queria, aliás eu conheço online, porque ele queria criar grupos para divulgar a física da consciência multidimensional, e eu já estava, porque eu fazia muitos diretos na altura, eu fazia aquela coisa de juntar muita gente.
E naquele momento eu soube, disse, seja aqui ou na Conschinchina, eu vou fazer grupos, eu vou. E o que é certo é que aconteceu. Foi acontecer mais à frente, no dia 10 de novembro. Mas mesmo sem a minha presença, ainda consegui que ele fosse fazer a palestra. E eu só estive presente no curso, mas eu estive na palestra online só, porque era o que era possível na altura para mim.
E o que é certo é que de 2018 para agora, uau, uau, você sabe a quantidade de milagres que a minha vida tem tido, não é? É verdade. Desde bens materiais a parte minha, a minha pessoa, que nunca mais fui a mesma. Portanto...
Se alguém merece uma grande homenagem e que honre o nome dele pela vida fora, é ele. É o Álvaro Costa, sem dúvida. Estava aí a falar da terapia. Ele experimentava muitas coisas com os alunos. Eu lembro-me que um dia ele perguntou-me, hora de jantar, claro.
Olha, posso experimentar em ti uma coisa que eu estou aqui a criar? E eu, podes. Pronto, então depois falamos.
Eu não sei o que é que ele experimentou. Eu sei que comecei a chorar. Chorei, chorei, chorei. Parecia mesmo uma Maria Madalena. Chorei, solucava. E os meus filhos só diziam, o que é que te aconteceu? Aconteceu alguma coisa? Eu disse, não, mas tu não paras de chorar. A dada altura, já não conseguia mais, porque os meus filhos estavam a ficar preocupados. Mandei-lhe uma mensagem. Opa, eu não sei o que é que tu estás a fazer, mas eu não consigo parar de chorar. Podes?
abrandar porque isto está a ser muito poderoso e sim tinha sempre algo na má se nós olharmos para a física da consciência multidimensional podem ter sido
vários círculos do tempo que ele possa ter experimentado nesse dia. Desde a compaixão multidimensional, ao amor pai e mãe e compaixão multidimensional, ao Stelham, sei lá, tanta coisa que nos poderia fazer uma limpeza das nossas emoções. Pois não sei, foi assim algo que, apesar de tudo, aquelas que me... que mexeu bastante comigo e eu fiquei sem saber muito bem o que é que ele fez, mas...
Mas... Eu tenho uma dificuldade tão grande de seprenar que tenho certeza que também iria fazer o mesmo impacto em mim. Queremos acrescentar mais alguma coisa já que estamos aqui hoje em jeito de homenagem a Álvaro Costa o criador da física da consciência multidimensional.
Foi a pessoa mais solitária e mais apaixonada que eu conheci em toda a minha vida. Era de uma energia brutal e realmente não dava para ficar indiferente. Eu rendi-me numa chamada, portanto... E não foi a chamada da primeira terapia, essa que é essa.
Era a forma apaixonada como ele vibrava a falar da física e do que a física estava a fazer na vida dele. E que na verdade eu acabo por ser suspeita porque eu depois fiquei com uma dor tremenda porque tive-o tão pouco. Passei aquele dia com ele. À noite ele deixou-me em casa. E eu disse-lhe, se qualquer coisa você liga-me. E no dia a seguir...
Já foi você que foi fazer a palestra e não ele. E o que é certo é que eu nunca mais o vi. Sinto imensas vezes, mas nunca mais o vi. Portanto, eu fico sempre num misto de gratidão e saudade. Gratidão pela marca que ele deixa na minha vida, mas saudade de alguém que eu só tive durante tão pouco tempo. Entre chamadas e aquele...
Na verdade, eu estou com ele pessoalmente a primeira vez na sexta-feira à noite, depois passámos o dia juntos, que foi o dia do curso. Aqueles meses todos em conversas telefónicas, em partilha, ficou a saber tudo tão a pouco.
É verdade. Passei a fase de ficar zangada com ele, porque ele só foi embora porque ele quis. Passei a fase de ficar muito zangada com ele e pensar, caramba, podia ficar mais um bocadinho. Mas na verdade, as naves devem ser muito mais divertidas que isto cá embaixo. E dentro ao vento, sim. E ele adorava as naves, portanto.
Mas bate, bate muitas vezes a saudade, até porque volta e meia ele faz questão de dar sinais. E isso é muito mágico. Mas às vezes também é aquela sensação de injusto, não é? Tipo, podia ter ficado só mais um bocadinho. Nossa piaga é travada. Sim, logo após a partida dele...
havia pessoas que entravam no meu espaço e diziam que sentiam ali a presença do Álvaro e que eu tinha que fazer alguma coisa para ele ir embora. Mas espera, embora para onde? Depois disso, um amigo meu entrou lá e viu a fotografia do Álvaro e diz-me assim Madalena, este é o seu amigo que partiu.
E eu disse-lhe, é, mas olha, se vai começar a dizer que eu tenho que mandar não sei para onde, e ele...
Começou a falar, mas de uma forma que não era ao meu amigo a falar, a explicar que nós somos muito limitados. A partir de que somos seres multidimensionais, quando partimos, podemos fazer muito mais trabalho do que só aqui como ser humano no planeta. E que ele agora podia estar em vários sítios ao mesmo tempo, podia ajudar várias pessoas ao mesmo tempo.
E falou, discursou. Eu estava a olhar para aquilo, maravilhada. No final, o meu amigo disse-me assim, olha que bonito. Até parece que vi eu que disse isto, mas eu tive consciência que não foi. Eu acho que, na verdade, nesse momento foi o Álvaro a falar, porque era exatamente o que o Álvaro... Não, não, não há dúvidas, porque o discurso não era de todo da...
Na verdade eu uma vez perguntei-lhe, ao Álvaro, por que a física da consciência é multidimensional? E a explicação dele sobre a multidimensionalidade deixou-me completamente rendida. E a pensar, uau, isto faz tanto sentido, eu quero mesmo isto. Porque ele depois explicava as coisas de uma forma tão...
Tão vibrante. Apaixonada mesmo. Tão apaixonada que ele punha-nos a nós a vibrar também. É verdade. Eu tive essa energia protegente, aquela paixão pela física da consciência multidimensional.
Eu entendo perfeitamente, porque quando... Eu às vezes até me faltam as palavras para falar sobre física, quando as pessoas me perguntam, física da consciência multidimensional, está no seu cartão, está na sua página, mas o que é que é?
E faltam as palavras, normalmente eu mostro. Exatamente, a forma mais simples é demonstrar, e a pessoa sente e depois já percebe que há ali qualquer coisa, e que ainda não perceba algo que mexe com ela. É verdade. Ora bem, na verdade hoje o Inquietações foi dedicado a uma pessoa extremamente simples.
sem qualquer necessidade de aparentar grandeza. Eram de sombrias muito simples, em todos os aspectos. Apesar de eu ter dito que no início ele parecia arrogante, mas de todo não era. E talvez por isso mesmo tenha provocado desconforto em algumas pessoas que diziam como é que poderia alguém, sem formação académica, canalizar uma terapia tão profunda.
Mas Álvaro Costa foi para mim a prova viva de que a verdadeira sabedoria não venha da mente ou dos títulos. Vem do coração, vem do amor. E sinceramente acredito que ele tinha um doutoramento nessa área. E tem ego inflamado. Estou de toda a certeza que essa sabedoria não venha da ego inflamado, na verdade. Porque era isso que ele não tinha.
Então não tinha esse ego inflamado. Era... Era puro. Acima de tudo era... Não dá, não dá para... Para falar sobre ele sem sentir uma emoção profunda. Porque ele era realmente aquele ser especial. Muito especial. E se calhar por isso é que foi escolhido para receber a física da consciência multidimensional. Pela ausência do ego, por um coração puro.
E se calhar por essa solidão apaixonada que ele tinha. Porque ele viveu a terapia de uma forma tão intensa. Intensa. Dedicou-se a ela de corpo e alma. É verdade. O que é que eu posso dizer?
Para saberem mais, procurem o que é a física da consciência multidimensional. Agora já existem algumas coisas que podem encontrar e pode ser até que se deixem cativar, quem sabe. Fica a dica. E as palestras dele que ainda estão disponíveis no YouTube e que são incríveis, incríveis. Sim, é verdade. Dá-lhe sempre a pena assistir novamente. Obrigada, Diana, por este bocadinho. Eu é que agradeço poder fazer parte.
Tenha honrar alguém tão incrível. E nós voltamos para a próxima semana no Inquietações. Até lá. Obrigada por estarem desse lado. Madalena Almeida Com Inquietações Porque há sempre alguma coisa que está para acontecer.