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A Guerra Traduzida. Berlim barra símbolos da URSS e Rússia faz birra: "Cínicos"

06 de maio de 20264min
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Símbolos estão proibidos no Dia da Vitória e diplomatas russos dizem que isso limita direito dos descendentes de soldados, ou de residentes da antiga Alemanha Ocidental, assinalarem derrota dos nazis.

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Participantes neste episódio2
A

António

Host
D

Diana Rosa

ConvidadoJornalista
Assuntos4
  • Proibição de símbolos soviéticos em BerlimDecisão das autoridades alemãs · Críticas da embaixada russa · Limitação do direito de assinalar a derrota do nazismo · Reescrita da memória da Segunda Guerra Mundial
  • Acusações de provocações no Dia da VitóriaCessar-fogo unilateral anunciado por Putin · Tentativa de sabotar o simbolismo do dia da vitória · Desacreditar o desfile militar na Praça Vermelha
  • Negociações de paz com a UcrâniaProntidão para conversas com resultados · Aceitação das exigências fundamentais do Kremlin · Reconhecimento das novas realidades no terreno · Garantia de segurança russa face à NATO
  • Drones russos abatidosIntensificação das operações na frente norte · Uso de defesa antiaérea e artilharia · Combinação de meios para responder a ataques
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Guerra traduzida na Rádio Observador, espaço em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa, hoje com a edição da jornalista Diana Rosa. Olá Diana, boa noite. Boa noite António. Boa noite. Vamos então começar pela imprensa da Rússia. Moscouvo diz ter abatido centenas de drones ucranianos e travado ataques na região de Sumy, isto na frente norte da linha de combate.

O Ministério da Defesa Russo descreve uma intensificação das operações nesta frente de guerra. De acordo com um comandante citado pela agência Tassi, foram abatidos mais de uma centena de drones com recurso a sistemas de defesa antiaérea, também artilharias, pingardas especiais antidrone e até drones russos usados para abalroar os aparelhos ucranianos em voo.

A narrativa oficial sublinha que Moscovo está a testar uma combinação de meios para responder a ataques cada vez mais frequentes com drones de longo alcance contra posições e infraestruturas russas. E ainda Moscovo acusa a Ucrânia de preparar provocações durante o cessar-fogo do Dia da Vitória.

À medida que se aproximam essas celebrações, no dia 8 e 9, o Kremlin intensifica o discurso de que Kiev poderá tentar sabotar o simbolismo do dia da vitória. A imprensa russa cita o Ministério dos Negócios Estrangeiros a alertar para alegadas provocações ucranianas em território controlado por Kiev durante o cessar-fogo unilateral, anunciado por Vladimir Putin para esses dois dias, com o objetivo de culpar Moscou por eventuais ataques e incidentes.

Paralelamente, analistas citados pela imprensa económica russa escrevem que a Ucrânia e os aliados ocidentais pretendem desacreditar o desfile militar na Praça Vermelha que o Kremlin apresenta como símbolo da luta comum contra o nazismo, estendendo essa narrativa.

como sabemos, ao conflito atual. Essas declarações surgem em resposta a críticas de Kiev, que já classificou a proposta de trégua russa como falsa, já vamos falar sobre isso, e apontou o contraste entre o discurso de paz de Moscouvo e os ataques com drones e mísseis que continua a lançar sobre cidades ucranianas.

E Diana, a embaixada da Rússia em Berlim classificou como absurda e cínica a decisão das autoridades alemãs de proibirem nos dias 8 e 9 de maio a exibição de símbolos soviéticos associados ao dia da vitória. A representação diplomática russa acusa Berlim de usar o pretexto da guerra na Ucrânia para impor restrições que considera inaceitáveis. Os diplomatas russos argumentam que esta decisão limita o direito dos descendentes de soldados soviéticos em ζ frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen frozen

bem como de residentes da antiga Alemanha Ocidental, de assinalarem o aniversário da derrota do nazismo e de honrarem a memória de quem morreu na guerra para Moscouvo. Esta proibição não é apenas uma medida administrativa, mas um gesto político que reescreve a memória da Segunda Guerra Mundial e diminui o papel do Exército Vermelho na derrota de Hitler.

Ainda por Moscovo, o Kremlin diz estar pronto para negociações, mas sem recuar nas exigências sobre a Ucrânia. Na frente diplomática, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo insiste hoje que Moscovo está pronta para conversar, mas para conversas que tragam resultados. No entanto, volta a condicionar esse diálogo à aceitação, quer por Kiev, quer pelo Ocidente, das exigências fundamentais do Kremlin.

Em declarações citadas pela RIA, a porta-voz Maria Zakharova afirma que a Rússia só vai aceitar conversas que levem ao reconhecimento das novas realidades no terreno, numa referência implícita à anexação de territórios ucranianos e à garantia de segurança russa face à NATO.

Esta postura é apresentada internamente como prova de que Moscovo não recusa a via diplomática, mas também como sinal de força ao dizer que não vai aceitar um cenário à moda de Kiev, em que a Ucrânia recupera os territórios ocupados. Fica por aqui esta pequena viagem pelas notícias russas. Voltamos já a seguir com os destaques da imprensa ucraniana.

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