Roupa estendida, cinemas, Guerreiras do K Pop, influencers e o Chic-Nic
Esta semana, Luís Pedro Nunes diz voltar a ficar "encantado" com as descobertas feitas por americanos em Portugal, e pelas teorias que apresentam, nas redes sociais. A mais recente, sobre o facto de se colocar roupa interior nos estendais: "É um facto, mas não venham dizer que é uma especificidade nossa nem que vem desde o tempo da rainha D. Maria". José de Pina volta a atacar o 'Chic Nic' e os influencers, com Inês Rogeiro 'em choque' com o mais recente concerto das Guerreiras do K Pop, em Lisboa. Já Luana do Bem volta ao tema do cinema, para relatar uma experiência, no mínimo, peculiar: "O cinema é o único sítio em que quanto mais irritado estás, mais baixo falas. E nem consegues reclamar quando é preciso". Com moderação de Pedro Boucherie Mendes, o Irritações foi emitido a 8 de maio, na SIC Radical.
* A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA
See omnystudio.com/listener for privacy information.
- Roupa estendida em PortugalTeorias americanas sobre a prática · Comparação com outros países europeus · Dessexualização da roupa íntima · Influência do sol e umidade · Associação com pobreza e virtude · Legislação sobre exposição de roupas · Direito de secar roupa ao sol
Há mais arretações no ar. Sejam muito bem-vindos com o Sete Pina hoje. Pina, bem-vindo. Ah, diz lá, diz lá. Diz já. Inês Rogério, lá Inês, como é que estás? Tudo bem, Sete. Estás bem disposta? Estou. Pina, eu ia dar um passo bem à Inês. Para não dar dois vejinhos, para não estragar o make-up. Portanto, tinha a ser simpático, um cavaleiro. Ela deu uma outra mão. Ah, eu não gosto de dar passo bem. Achas que isto é um bocadinho passivo-agressivo?
Não, vem aí outra pandemia, não ouviste dizer. Temos que nos proteger. Não achas um bocado esquisito? Não achas um bocado... E diz boa tarde, bom dia? Não, isto também não. Não, também não fala ninguém. Entremuda, sai calada. A malta nova... Faz-se assim, não é? Põe cala disso. Eu chego ao sítio. Como é que é, Inês? Chegas ao sítio aí? Estão tudo bem?
Então tudo bem, é isso. Está feito, não é? A Luana também é um bocadinho assim. Digo tudo bem. A Luana também é assim que ela já contou. Tudo joia. Luís Pedro, como é que estás? Bem disposto? Eu dei um passo bem ao Luís Pedro. Ele quase estendeu uma mão, obviamente. Um bacalhau. E Luana do bem. Olá, Luaninha. Olá, Pedro. Bem regressada. Estou bem. E tu como estás? Estou bom. Inês, não me quis dar um passo bem. Fiquei assim um bocadinho...
Mas não se nota. Se te abalou, não te lhes parece. Sou profissional. Pira, sou profissional. Pira, tenho aqui um presente para ti que me enviaram. Não sei. O Francisco enviou este livro para ti. Eu acho que ele se inspirou em ti para... Para o título. Mas aqui tens. Boas leituras. Boas leituras. Tem uma cor fixa. Gosto desse tijolo.
É tijolo. Não é tijolo, é tijolo. Tu disseste tijolo. Não disse tijolo. Lúdinha. Um brinco. Disse, disse. Claro, olha. Olha, tinha lá um violino quando o meu filho mais novo estava a prender e sempre tu disseste... Mas olha, tu trazes-me esse violino... Digo-te assim, tu trazes-me esse violino e cai-te o queixo comigo aqui a tocar a barca. Boa! Cai-te o queixo, Pino. O filho te deixou o violino?
Tiveste comprar um violino? Não, o quarto é o mais pequenino todo e que tem medidas. Mas o puto deixou, gastaste força castanha naquilo e o puto deixou. Não, é um violino de indiciante. Teve um ano e tal. Não tens autoridade sobre o teu filho? O mais velho e tal. Autoridade. Mas temos que ir dando as coisas. Agora está ali um canto o violino. Agora o violino está ali um canto.
Violino é muito difícil, é malucoso. Zé, esta é a tua homenagem. Eu vou pensar como se falasse. Eu decidi que é mais justo se tiver a ver com o teu universo. Assim sendo, eu escrevi que é para... Inventei agora, mas escrevi que é para poder... Até escreves isso. Inventaste agora, foi isso.
Porquê é que os jogadores de xadrez adoram o ciclismo português? Xadrez é o teu universo. Pois é. Porquê é que os jogadores de xadrez adoram o ciclismo português? Rimei, não é a intenção. Eu acho que o pressuposto... Essa não é fácil. Acho que sei. Sendo eu um ex-jogador federado de xadrez, acho que esse pressuposto é ridículo.
Porque não é verdade que eles gostam todos de ciclismo. Não, do ciclismo português. Do ciclismo português? Não sei. Expliquei lá. Porque a etapa rainha na volta a Portugal é a subida à torre. Ei! É sério.
Isto é mais da lógica. É boa. É boa. Foi buscar... Nem o facto de Inês não ter dado para sobrar me abalou a minha imaginação. Ou seja, tem lógica, mas não tem graça. Inês, era esta a explicação. Eu achava que ia ter uma com peões. Peões como? Atropar peões? Os ciclices atropar.
Estás a insinuar que os ciclistas atropelam? Não, eu não digo nada, eu adoro ciclistas. Gosto de ciclistas. Eu já vi dois ciclistas quase atropelar velhotes na passadeira. Mas pronto, isso... Não, mas isso... Acontece. Com certeza o velhote atravessou-se de repente. Você está maluca, claro. Não estou a ver os ciclistas a cometerem erro. Nada, nada. Os velhotes andam muito rápido e entram de repente na passadeira. Pronto, acontece-me várias vezes.
Às vezes vou ao pé e é um velhote que se... Olha ele que meteu-se à frente. Acontece.
Portanto, a etapa da torre... Está bem. E vou a cavalo na bicicleta, filho.
Essa piada é uma expressão alantexana. O quê? Ir a cavalo? A cavalo da bicicleta, a cavalo da moto. É muito alantexano. Fazer cavalinhos? Não, há uma de... Não, a expressão de ir a cavalo na bicicleta... Não temos tempo para mais... Ainda dou mais do que mil pontos dela. Essa é o ranking feed, F-I-D-E.
Não dou mais de mil pontos dela, essa piada. Olha, eu vi uma entrevista com uma rapariga que é mestre, essa mestre é grande mestre. Aliás, uma portuguesa, primeira portuguesa, grande mestre. Sim, boa entrevista que eu vi, eu vi entrevista no Expresso, uma boa entrevista com a miúda, parece-me ter o coração e a cabeça no sítio certo. Ainda bem que entrevistar, porque tem sempre pouco relevo estas notícias. Foi que ela disse, foi que ela disse.
Primeira grande mestre feminina E é muito jovem, não me lembro bem, 18 anos 20 ou um lugar assim Parabéns, acho que se chama Filipa Ou como tu dirias, Filipa É, como eu digo Como é que se diz Filipa em Lisboa, Inês? Filipa Bom, Luís Pedro Nunes Olá Como estás? O que é que te irritou esta semana? Olha
Bom, por já... Vou começar, não é? Nem sei, olha. Olha aqui a comentar nos bastidores...
uma coisa muito irritante, que é as pessoas mandarem mensagens para a Opina através de nós, mas pronto. Vamos continuar com isso. Cada vez mais. Trata disso de nós. Não é que tratamos disso. Porque a culpa não é minha. As pessoas mandam para ti. É tua. Mas minha porquê? Porque tu abres a tua caixa de correio. Mas qual não abre o quê? As pessoas não conseguem mandar.
Eu estou do lado do Pina. É das definições. Vais lá as definições. Estou muito confortável com as minhas definições. É conta minha, eu faço as definições que eu quiser. Há alguns espectadores que conseguem enviar-me. Alguns espectadores, são muito engraçados, é, mandam as mensagens, se calhar são esses, mandam as mensagens, não me seguem, e ainda por cima, a conta deles deve estar a cadeado, não é? Como é que eu recebo? Não recebo!
Eu recebo imensas para o Pina também. Portanto, estou do teu lado aqui. Também já fui vítima. Também já? Vítima. É só... Enfim, mas pronto. Eu não digo para as pessoas mandarem. Não enviem para eles. Imagina, o Pina, na verdade, ele recebe as mensagens e responde assim é pá, façam-me um favor, mandem para eles. Bom, a semana passada falei aqui sobre a minha dor no maxilar. Recebi uma mensagem de uma telespectadora.
a dizer que eu sou egocêntrico e só penso nos meus problemas. Por falar nos meus problemas. E queria aqui dizer que, e agora estou a falar a sério, recebi imensas mensagens de pessoas com este problema.
Aliás, há aqui uma pessoa nesta mesa que... Contares para a Inês e disseres que há uma pessoa nesta mesa? Sim, que terá tido um problema similar ao... Enfim... Lembra lá o que problema é que era? É um problema no axilar que provoca uma inflamação no trigémeo, que é um nervo que está aqui por baixo do maxilar, e provoca uma dor horrível mesmo. E recebi uma série de mensagens de pessoas, umas...
simpaticamente a aconselhar-me
tratamentos no campo da medicina máximo facial, outras a pedir ajuda porque não sabiam o que fazer em relação a isto. Portanto, há a pessoa que me chamou... Egocêntrico. Autocentrado. Sarabá, para si. Ainda, a mensagem que mais me irritou, mesmo que me deixou piurso,
Foi. Houve um dia em que eu cliquei em qualquer coisa do Instagram de música barroca e começaram a aparecer umas coisas giras de Handel, Monte Verde, e eu comecei a postar as histórias assim, ah, maluca, como eu costumo às vezes postar, sei a reparar bem no que eu estou, e há um senhor que diz assim, muito bem, música clássica, está a ser influenciado pelo seu amigo Pina.
Não tem culpa. Escuta, aqui não é uma questão de culpa. Não é uma questão de culpa. O que é que te irritou, então? O que é que está do senhor? Desculpa, é imaginar que, pelo Pina, gostava de música clássica, eu agora fui influenciado pelo Pina a gostar de música clássica. Não, isto é importante na minha vida. Ah, ok, está bem. Desculpa lá. Quer dizer...
Eu não gosto... Eu gosto de música clássica por causa do Pina.
Mas sou eu que divulgo. Mas isso é um problema teu. Ah, é um problema teu também. Ah, é um problema teu. Agora não ando aqui a dizer... Eu não ando aqui a dizer... Eu acho que sou o snob. Não, não, não. Não ando aqui a armar a snob. Não, o snob não é a armar a snob. Não, não. A falar de música clássica transense. Não, não, não. Ah, não é o que seja pessoal. Agora, a dizer... Ah, é o Pina. Agora o Pina influenciou-te por causa de música clássica. Se tu falas como deve ser, defendias-me agora aqui e dizias que não é verdade.
Este indivíduo conhece, sou amigo deste indivíduo há muitos anos, e realmente ele é fã de ópera e de... Foi ele que influenciou a ti? Não, não, não, não. Nós estamos vidas separadas. Meu amor de Deus. Mas ele gosta especialmente de... Mas vocês vivem em casas separadas, é isso?
Não gosto de música de ópera e muito de música barroca Muito tudo Eu passo para trago uma também para os leitores É um ataque mesmo frontal Aguarda-me Bom, mas o que eu trago aqui é mesmo uma
Enfim, eu ando fascinado pelas fascinações dos americanos em relação a Portugal, essencialmente. E esta era uma que eu já tinha para trazer há algum tempo. Eu não falei com o Paiva, que é o nosso realizador, antes de entrar. Eu tenho ali dois vídeos, mas eu só quero que eu passo um. Que é o do estendal e da roupa. E isto é uma coisa que deixa os gringos, os americanos, completamente fascinados e cheios de teorias até.
— Anúncios inseridos dinamicamente —
Fala-me, here I'm telling everything what to do Estado em Portugal. Mas deixa de dizer isto. Sim, é uma menina a dizer que... É um sotaque americano perfeito, sim. Que em Portugal...
as pessoas ficam a saber da vida íntima dos outros, vendo a roupa estendida e as suas peças íntimas de roupa estendida, e que é uma coisa que vende a Rainha Maria com alguma coisa, que decidiu... Enfim, não há ali nada que seja verdadeiro.
Exatamente, nada. Exatamente, é um facto que em Portugal se estende roupa no estendal e também cuecas, cuecames e cerolas. Mas, para já, isto não é uma especificidade portuguesa, porque...
no sul de Espanha faz-se, é Nápoles, é um... Claro, onde há sol. É um clássico, mas o que... Isto não tem a ver com uma rainha qualquer ter decretado o que é que fosse sobre estender roupa, mas sim com várias ideias. Uma de que a varanda é um espaço semipúblico, não é um espaço público. Ter uma coisa na varanda não...
Há ainda uma certa reserva de intimidade. Depois há uma dessexualização da roupa íntima. Não se está a olhar para a roupa íntima, que esteja pendurada, com um ar sexualizado, como os americanos olham, que eles sexualizam a roupa interior quando está estendida, porque é uma coisa estranha, porque não acontece lá. E aqui não há. Depois há a ideia de que não...
As casas, havendo sol, havendo umidade entre as casas, o sol servia como secador da roupa. E, por isso, para nós, e na ideia salazarista de que a pobreza era muito limpinha e mostrar a roupa branca estendida era também um sinal de...
de honestidade e de virtude, estava ali a demonstração. A demonstração também era feita pela roupa que se era estendida branca nas portadas e nas varandas. Contrariamente, nos Estados Unidos...
Esta ideia é completamente, não só, não vamos falar de éticas protestantes, mas é completamente oposta, porque as associações de residentes de todo o lado proíbe a exposição... Mas a nossa legislação também proíbe... Há pouco tempo, em condomínios, e há pouco tempo a exposição de roupas em condomínios recebem. Os prédios novos têm que ter zonas de... Em condomínios...
recente. Sim, os novos. Nas zonas históricas, que é onde essa gente vai tirar fotografias, há roupa estendida nos tendais. Os Home Owners Associations nos Estados Unidos os condomínios. Tudo e mais alguma coisa. Desde a mudança de cercas, os realvados, as cores das casas, nada daquilo pode ser mudado.
E há a ideia... Nada pode ser mudado, ou calhas, não é? Ou calhas, tem que ser tudo, tem que estar tudo com regras. E depois, a ideia de que quem não tem um secador de roupa, a ideia de secar roupa ao sol é uma ideia ligada à pobreza.
ou os imigrantes à imigração, a quem não tem dinheiro para ter um secador de roupa. Portanto, secar a roupa ao sol é uma coisa ligada à compresa. Aliás, eu estive a ver, há tentativas de legislação desde os anos 70.
Que é uma coisa chamada, se eu vou procurar, the right to dry, direito a secar a roupa. Ao sol. Ao sol. Só em 2012 é que conseguiram alguma coisa. Da mesma maneira que os americanos, a coisa mais chocante que eles acham em Portugal e em toda a Europa é a inexistência de ar-condicionado nas casas. Há 98% das casas nos Estados Unidos que têm ar-condicionado, enquanto 20%... A tua tem? Não.
Mas tenho um pé direito de 3 metros. E o ar quente vai para cima. E eu e os meus gatos rebolamos-nos nas noites cálidas com a brisa que vem do Té. Queres-vos ir para a minha casa, porque eu tenho ar-condicionado. Não, mas eu não quero. A questão é que nós não precisamos assim tanto de ar-condicionado a não ser nos prédios mal feitos, construídos nos anos 70, 80, 90. O ar-condicionado, as casas foram pensadas para se refrescarem algumas delas.
e há a capacidade de não precisarmos de ar-condicionado, nem forrar toda a cidade a ar-condicionado. Continuando, então, secar a roupa, ar-condicionado. Não, secar a roupa. O que é visto como sendo uma... Ah, se tu colocares a tua roupa interior na janela, os teus vizinhos vão saber a tua vida? É uma coisa extremamente errada, porque ninguém olha para a roupa dos outros que está estendida.
não olham você irrita mais os americanos ou irrita as pessoas que põem a roupa a eito a secar? não, aqui o que irrita foi uma tentativa de explicação com a dona Maria mas aquilo pareceu-me ser a brincar ou não? não era ela não era americana não era é filha de quem ela?
Quem é aquela gente? Quem é aquela pessoa? São os influencers. É malta que... Há milhares de americanos a viver em Portugal. Aliás, o terceiro ou quarto ou quinto país mais cresce em número de americanos a viver cá. E quando chegam, fazem uma coisa que é a minha vida como expat em Portugal. Criam um Instagram. E então...
para os seus amigos verem quão diferente é a vida cá. Como sabem que o Luís Pedro... E o Luís Pedro, que é um rato do Instagram, e sabe como se meter. E eles lá, posso meter mensagens que eles recebem, se eu me mandar.
Tu és muito do TikTok e nunca viste a conta da Inês Regé no TikTok. Não, eu não pergunto o TikTok. Não pergunto o TikTok porque ando lá perdido. Mas vale a pena pergunto a conta do TikTok. Cada pessoa que não me cedeu a mão, que não me deu para saber. Mas vale a pena também pergunto a minha conta do Instagram. Ah, do Instagram. Tem boas histórias. Isso eu sei, eu sigo. Boas histórias.
Já os meus conteúdos, essa é a mesma coisa. É tudo que piada do Pina. Música clássica. Música clássica, piada do Pina, claro. Como sabem, eu comecei a gostar de música clássica agora por influência do Pina. Há um ano. A única coisa que ele conhecia do bar era o João Sebastião Bar. Eu é que lhe disse.
Não, era ali no Príncipe Real. Ah, é em Lisboa, sim. É um bom nome, um bom nome. Era, é um bom nome. Mas foi um bom tema, achas que foi um tema... Foi um bom tema, foi. Foi pedagógico, teve um pouco de visão antropológica, meti-me com a opina, quer dizer...
Laninha, achas que é um bom tema? Como é que tu liras? Sabes que o governo inglês quer proibir as secadoras de roupa, quer arranjar uma maneira porque consomem demasiado a eletricidade. E agora temos que pensar um pouco nisso. Para caso... Não é só o jet fuel. Para caso é dos aparelhos que mais... Não é só o jet fuel. O forno também é terrível. E o ferro. E o ferro. O ferro. De passar a ferro. Não tem goma. Porque ele não tem goma.
Eu passo a ferro. Desculpa, Pedro, tens razão. Peço desculpa. É para mim, é imensa desculpa. Isto é uma coisa imprecisa. Peço desculpa. Mas sim, o ferro e o forno, imensa. Luana. Pedro. Vamos a isso.
Vamos a isso, então mandar aqui um cumprimento para os nossos espectadores. Fez-te um bom descanso? Semana passada tive um descanso razoável, pautado pela doença. Pôs-te feita a tua avó? Não, não fui ver a minha avó. Estás mais magra, não estás? Pautado pela doença. Sim, porque eu vim para aqui doente e ia de férias no dia que vim para aqui. E depois continuei doente. Ok. Não, não estávamos a vir. Não, infelizmente não.
E não sei se não estou a chocar outra. Não sei o que é que se passa. Bem, de facto, tive fora uns dias, fui até ao Algarve, fui a Lagos. Já não ia a Lagos há muito tempo. Eu gosto imenso de Lagos, sim. Uma terra da qual eu gosto muito, adorei estar lá. E eu fui para lá à recomendação de um amigo meu.
Como assim a recomendação? Um amigo meu tinha lá a casa, passa lá a férias e diz, olha... Tens que ir a Lagos. Tens que ir a Lagos, que é muito gira. Onde é que ficaste? Eu aceitei. Fiquei lá, não sei. Ficaste no centro. Fiquei, fiquei no centro de lá. Ali, aquela marinha mota...
Sim, mais ou menos. E estou lá de... Não sei mesmo onde é que fiquei. Vou responder que sim a tudo, eu não sei onde é que aquilo era. Era um sítio. Não foste uma zona que tem uma estátua alta de um... Doce Barcial. Ah, sim, fui. Mas eu conheço Lagos porque, como eu cresci... E passou... Como eu cresci em Valentejo, ia muitas vezes a Lagos, que era a cidade mais próxima. É muito fixe, Lagos. É muito fixe.
E, por recomendação desse meu amigo, ele é um cinéfilo, adora cinema e filmes, e ele disse-me, olha, há uma tradição que eu tenho, que é ir em Lagos e ir ao cinema. E eu adorava que tu fosses para teres a experiência, que eu também tenho quando vou ir ao cinema. O teu amigo é um chato. Não é, não é. Foi ótimo. E, bem dito, bem feito, ele recomendou. E eu fui, passei no cinema.
É uma tristeza o abandono que aquela zona tem. O governo devia fazer mais. Eu acho que sim, mas ok. Fui ao cinema. O Moedas, em vez de apoiar o piquenique, é apoiar o cinema de Lagos. É a minha, não? Não é do Carlos Moedas. E é? E decidi ir ao cinema. Não se candidatou. Decidi ir ao cinema. Ele estava bem, era em Lagos. Decidi ir ao cinema. E...
Aquilo não se compra bilhetes online, acho eu. Então eu fui a pé, porque estava perto, fui lá à porta. Sei onde é que é perfeitamente. Vi os horários e pensei, olha, eu não quero ver nenhum destes filmes, mas eu prometi, e uma promessa é uma promessa, portanto eu vou ver este, que é uma comédia que estava lá. Romântica? Não. E era uma comédia com um ator que fez a série Band of Brothers, e eu gosto imenso dele, e pensei, olha, mesmo isto está feito. 19h45. E estavas a falar com os teus botões? Com os meus botões.
É mesmo isto, está feito 19h45, venho ao cinema. Eu nunca tinha... Não me lembro da última vez que fui ao cinema sozinha. Portanto, eu estava até entusiasmada com aquela experiência de emancipação. Chego ao cinema e digo assim, olá, queria comprar um bilhete. E ele respondeu, menino, para o filme Michael? E eu, não, para o outro filme? Ele, pois, o outro filme não dá, porque a outra sala... Aconteceu ali qualquer coisa. E eu, ah, então é para o filme Michael. Michael Jackson. Michael Jackson.
Quando eu estou a ir para o cinema, há uma esquina e eu passo na esquina e por acaso, por acaso dos acasos, reparei em três miúdas que estavam na esquina a fumar cigarros e a falar alto, que é uma característica de jovens, adolescentes e está tudo bem. É essa altura para fazer... Se há altura para falar alto e fumar cigarros numa esquina, é... Certo. Na adolescência. Quando se é jovem. Fui ao cinema, compro o bilhete e disse, olha, e para me sentar?
E ele, é pá, senta-te onde quiseres, é irrelevante. Ele disse o quê? Agacha-te e vais ver. Não, porque não cheguei atrasado. É pá, senta-te onde quiseres, isso aí, pá, se ela é pequena, não está cheia. E eu, ah, sim senhora, ok. Eu acredito que ao longo dos anos já tenham trazido aqui muitas irritações acerca de cinema, mas eu, isto nunca me tinha acontecido.
Fui para a sala, a sala estava composta, deviam estar oito, nove pessoas, comigo dez, bom, perfeito. Fui buscar as minhas pipocas, eu sou 100% a favor de pipocas no cinema, sentei-me e estou no meu lugar confortável.
Estou contente com aquela sala de cinema, melhor do que algumas salas de cinema que têm a luz de emergência demasiado alta. Não é preciso a luz de emergência mandar um foco. Ali não há luz de emergência. Se acontecer alguma coisa, sais por onde deres. Diz-lhe, senhora, pá, está. Estou a ver o filme, estou a gostar. E aquilo era um filme sobre música. Certo? É um filme sobre música. E começa a primeira canção. Billie Jean, não sei o quê.
Vamos imaginar que é o Billie Jean. Começa a primeira canção e começa a sala. Billie Jean. Está a falar cantar, é isso? Mas ok. Epá, quem sou eu? As pessoas querem cantar. Eu percebo que as pessoas são apaixonadas por este artista. Faz sentido deixar-as cantar. Segundo a música, também ali uma cantoria. Aquilo parecia já mais uma flash mob do consumo de filme. Mas eu até, olha, abracei a experiência e pensei. Estou a gostar. Estou a gostar, não vou cantar porque tenho vergonha, mas estou a gostar.
Estou ali aos 25 minutos de filme, abre-se a porta da sala de cinema e entram três adolescentes e sentam-se à minha frente. E não só chegam, atenção, não é 25 minutos dos trailers, é 25 minutos do início do filme. Sentam-se à minha frente e começam. Luz do telefone no máximo e começam.
E eu tava no meio. Tava no meio.
Eu falei assim, não posso acreditar que isto me está a acontecer e fiz... E elas... E eu comecei a ter que ver o filme assim. Parecia que eu já estava a dançar quando os outros estavam a cantar. De repente eu também faço parte daquele flash mob. E estou assim, e elas continuam. Eu tinha feito um... Que não sortiu o efeito, e aqui eu não me orgulho. Sim. E dei um pontapé na cadeira. Mas sem querer, não. Não. Pode querer.
Eu toquei sem querer e depois falei, tipo, olha, está uma boa ideia. Olha, está aqui uma bela ideia que eu acho que tem que ser aproveitada. Mandar um biqueiro nesta cadeira. E dei um pontapé na cadeira para ver se elas escalavam. E elas devem ter achado que foi sem querer. Devem ter achado que foi sem querer. E continuaram.
Bem, eu senti mesmo uma raiva a crescer e pensei, será que eu vou ter que dizer? Será que eu vou ter que dizer? Pai, eu estava mesmo muito irritada e apercebi-me de que o cinema é o único sítio que quanto mais irritado tu estás, mais baixo tu falas. E então tenho a irritação a crescer em mim e penso, eu tenho que falar. E bato assim na cadeira delas, faço assim, e digo... A040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404
Vocês vão estar a falar o filme inteiro, vocês vão estar a falar o filme inteiro, ok? Isso é para estar a falar o filme inteiro, vocês já chegaram tarde e agora vão estar a falar o filme inteiro. É isso que vocês vão estar a fazer? E eu disse assim...
Fiquei louca. Não queria acreditar. Elas estavam a falar há 25 minutos e eu tento chamar-lhes a atenção e alguém me mandou calar. Eu fiz um esforço gigantesco para falar abaixo. Juro-te que eu tinha as veias a saírem-me aqui. E então ouço atrás-me e viro-me para trás. Fui eu. Sou ela. Sou ela. Não sou ela. Eu não fiz... E de repente estou eu a fazer barulho. Eu não consigo. Imagina, eu percebo que o cinema é um sítio e eu não consigo.
propensa a irritações, diria eu, não é? Porque todos temos comportamentos diferentes no cinema. E as pessoas são muito pipocas. Eu como pipocas e gosto. Mas está tudo ok. Eu percebo que é um sítio propensa a irritações. Mas eu... A minha linha cruza-se nos 25 minutos de atraso. Ou seja, elas estavam a falar e isso irritou-me, mas irritou-me mais porque elas tinham chegado 25 minutos atrasadas. E não só entraram à conversa, como entraram ao telemóvel com as luzes do telefone. Depois eu chamei-lhes a atenção.
e reparei que elas estavam super condicionadas à minha frente porque elas queriam falar umas com as outras, mas não se queriam mexer porque eu tinha ido lá a zangar. E então elas já estavam a baixar a luz do telemóvel, mas elas continuaram. Eu não sei o que é que elas foram fazer para o cinema, porque elas não foram ver o filme de certeza nem fazer parte da nossa flash mob que nós ali estávamos a fazer. Não foram para lá a fazer nada. E depois houve uma parte, mas aí já sou eu.
que há uma parte em que o Michael, o ator, está a criar uma canção e o som das cenas é isto. Certo? Por acaso eu acho que essa é que é o Billie Jean. E ele está assim e começa a sala.
Passa então, é? Não, não, não. Aí sim, deu vontade de fazer um manual que dali para fora. Não fiz. Boa, boa. Boa, não é? Boa, boa. Não fiz, mas apeteceu-me. Agora é tipo, malta, se vocês vão chegar 25 minutos ao cinema, eu quero mesmo perguntar como penso. É que não vão perceber nada do filme. Eu fiquei louca. E o que mais me irritou foi que eu estou a tentar estar bem. Eu tentei me irritar em mute, que não é fácil. Tenta lá irritar-te com alguém assim.
É impossível, é impossível irritar-te assim. E eu é que fui chamada à atenção. E irritou-me. Não gostei. E viste o filme até ao fim? Vi e gostei. E as minhas? Morra no fim? Morra.
E as minhas vidas viram o filme até ao fim? Viram o filme até ao fim e esperaram que eu saísse para sair da sala. E depois eu fui à casa de banho e quando saí, cruzei-me com elas onde? Na esquina, a fumar cigarros outra vez. Mas valia ter ficado lá. É lá que elas gostam de estar a rir alto e falar. Está tudo bem. Estás a julgá-las. Os adolescentes têm que fazer isso. Não estou. Eu só não faço o mesmo que estou a fazer lá. E elas só lhes faltavam mesmo.
A sentia de arrebentar ali uma tocha, ó Pedro. Entrar na sala de cinema, ligar o telefone, trazer a coluna JBL e estar ali de cigarro a ver o filme. Era o que faltava.
Pronto. Mas, felizmente, ao menos tiveram esse limite. Pina, já foste ver o filme? Não, nem pretendo ir. O Michael Jackson? Como assim? Desculpa, um dos grandes reis da pop. Pop? Talvez o grande rei da pop. Ui, o grande rei da pop, Michael Jackson. Era um músico extraordinário. Um artista? Isto é género. Não gostas do Michael Jackson?
Tem uma ou duas boas, é isso? Tem um álbum engraçado. É o Off the Wall, é isso que vai dizer. Eu sabia que ias dizer isso. É mesmo pedante. O gajo que ensinou o Luís Pedro a gostar de música clássica, claro que não gosta de Michael Shea. Pronto. Isto irritou-me. Irritou-me imenso, na verdade. Outra coisa que me... Ou como diriam as tuas amigas, bué. Bué, irritou-me bué. Outra coisa que me anda a irritar, por acaso é mais recente.
Eu acho que é um sinal dos tempos, acho mesmo isto, sinceramente, que expressões em inglês comecem a ser usadas na nossa linguagem. Eu acho bem, não tenho nada contra, eu até gosto. Briefing, timing, eu adoro essas expressões todas, eu acho isso bem. Sushi. Sushi, exatamente. Epá, expressões em inglês, espanicar. Há coisas que têm que estar ali que eu gosto. Abajur. Abajur, exatamente.
Eu gosto dessa adaptação da linguagem. Claro que eu acho que é um extremo, é um bocado cansativo, mas eu curto essa adaptação da linguagem. Acho que faz parte. Nós estamos cada vez mais ligados ao mundo e é normal que roubemos coisinhas ao mundo para o nosso próprio universo. Posto isto, também acho que é um sinal dos tempos e é um sinal do meu próprio envelhecimento a palavra fucking estar-me a irritar. Porque eu acho... Eu estava a ver um programa da RTP no outro dia, um programa em direto, e eu acho normal... Um bom programa?
Sim. Eu acho normal que nós digamos a expressão fucking qualquer coisa, certo? Faz sentido. Ou, por exemplo, o Pedro diz muitas vezes fuck ou fucking hell, ou o que quer que seja. Eu não acho isso mal. Está tudo bem. As pessoas podem dizer o que elas quiserem. Eu acho isso ótimo. A partir do momento em que estamos num programa, a partir do momento em que...
Eu vejo as pessoas a dizer Malta, olá, boa noite, está tudo bem com vocês? Com vocês agora, Júlio fucking Isidro. Atenção, isto para mim é outra coisa. Júlio fucking Isidro é outra coisa, não é uma expressão, é outra coisa. Herman fucking José.
Malta, não sei o que é que vocês estão a anunciar. Não sei o que é que vocês estão a anunciar, mas estou curiosa e quero ver. Ainda assim, aquilo incomoda-me, porque estamos a celebrar as grandes figuras portuguesas e de repente é tipo Sérgio, fucking, Godinho! E é tipo, não! O grande Sérgio Godinho, está bom! Parem de dizer fucking em um contexto que não é preciso. Sérgio, fucking, Godinho. É outra coisa. É outra coisa.
Pronto, é pá, irritou-me. Eu não tenho culpa, estou velha também, deixem-me estar. Podem usar as palavras que quiserem, não estou aqui a proibir ninguém. Agora, a mim, a mim. Espero mesmo que nunca me digam Luana, fucking, do bem. É estranho, não quero, obrigada.
E se for Luana do fucking Bay? Também não, eu não quero. O fucking no meio dos nomes irrita, mas pá, não consigo controlar. Olha, são picuinhas. Eu acho pior o In The House e o Mike Drop. O In The House para mim é o pior e o Mike Drop que se diz. Mas o Mike Drop já morreu para o pai há quatro anos. O In The House também já acabou.
E agora, José de Pina in the house. Isso já acabou. Acho que sim. Eu não tenho visto. Fazer assim, Pina, essa foi... Isso esteve aí há três anos, quatro. Até há mais. Pá, mas é na... Atenção, eu adoro os inglesismos, eu uso-os sem querer. Ou anglicismos, sim. Anglicismos.
Eu uso palavras inglesas, francesas, espanholas na minha linguagem. Suecas? Ikea? Suecas, norueguesas, não é? Tipo, eu uso. Agora, eu acho mesmo que em termos de, malta, estamos aqui hoje para falar das grandes figuras portuguesas e estamos a meter um fucking no meio, é descontextualizado. Luís Pedro fucking Nunes não dá, por exemplo, teria que ser Luís fucking Pedro Nunes. Não, é Luís Pedro fucking Nunes.
Mas não dá, não fica muito. Sabes porquê que não dá? Porque parece demasiado que o Luís Pedro vai fucking o Nunes. Estás a perceber porquê que não dá? É exatamente por isso que não dá. É isso que quer dizer. É exatamente por isso que não dá.
Bom, geladinha. Já está? Está bom. Está ótimo. Top. Foram os três nomes que eu apontei. E o que é que disseste ao teu amigo depois do cinema? Dizeste, olha, obrigadinho. Isso, olha, foi uma boa experiência. Gostei de ter. Ah, não deste detalhes? Não, não. Dei-lhe detalhes, contei-lhe. Foi uma boa experiência. Foi a contagem que eu percebi. Olha, isso é uma excelente irritação. Ok. Ganhei o dia, tipo. Boa, porque valeu a pena por isto. Joseph, e tu?
Você quer ir ao cinema? Eu vou muito pontualmente. Vou tipo a Operação Especial. Esse filme não via com o Tom Cruise? Não, tipo, vou a Operação Especial. Conheço o realizador, sei como é que eu vejo. Eu não vou... Já vi o Pino no cinema ideal, vi na cinema técnica, o género de Galatar.
Vais lá ver uma coisa. Eu já sei o suficiente para saber o que é que posso vir a gostar ou não. Sabes ficar estreado um comentário dos águas. Eu não vou perder três horas ou mais da minha vida a ir a um filme que eu sei que vai ser coisa. Então o que é que te irritou? És tu, hein, Inês?
É Inês, é Inês. Se quiseres que eu saia... Não, é Inês, é Inês. Ele ficou ofendido. É pá, tu ficaste lixo, ficaste mesmo lixado. Eu? Ficaste mesmo lixado. Inês Rogério, o que é que te irritou? Olha, irritou-me de querer passar à frente.
É justo, é justo, peço desculpa Só antes de ir para as minhas irritações Só a propósito das mensagens que se recebe Eu não posso deixar de partilhar uma coisa que me disseram Uma senhora ficou muito, muito irritada com aquilo que eu disse dos alinhadores Pós-dentos, alinhadores pós-dentos Sim, eu de outra vez disse Invisalign e recebi uma mensagem Ah, disse mal, não é Invisalign É alinhadores, Invisalign é a marca Essa senhora também não diz Taparuer para as caixas que guardam alimentos Diz caixas, guarda alimentos Se for da marca Taparuer, ela dirá Taparuer Pronto04
Então, os alinhadores, uma senhora que faz vida a pôr alinhadores, ficou muito ofendida, disse que eu não tenho o direito de me indignar com atores que estão a representar com Invisalign, ou alinhadores, e disse que eu tinha que ter tido, isto é real, isto é real, ok? Eu tinha que ter tido a diligência de ligar para a promotora do espetáculo a perguntar se algum ator usava alinhadores. Antes? Sim. E, portanto, se eu comprei o bilhete e não tive essa diligência, a culpa é minha. A responsabilidade toda.
Parece-me que ela tem razão. E, portanto, eu queria só deixar isto lá para casa, para quem também se irrita, façam isto, liguem para a promotora, perguntem e pronto. Mas estão as vossas precisões informadas. Exatamente. Ao menos já sabes ao que vai. Há alinhadores para ideias também, para alinhar ideias ou não? Portanto, quando cá vier o Seinfeld, antes de comprar o bilhete, ligas-te lá. Pois. E a Mel Blutica te vai estar assim, à espera do teu telefonema. Assim, olha.
Mas isso não é um problema da senhora do... Pois está bem. Então ela que liga para uma promotora. Mas pronto. Bem, de que é que eu vinha falar hoje? É, pá, esqueci-me. Eu posso... Não, se há coisa... Sim, se puderes... Uma coisa que me irrita profundamente é que me enfiei um barrete. E eu há um... Ninguém gosta caramba, vá. Não sei, olha que não sei. Não sei. Já vamos ver se ninguém gosta. E enfiaram-me um barrete agora há pouco tempo.
Eu tenho um filho com 5 anos. E eu não sei se naquela lista que o Luís Pedro trouxe a semana passada das doenças do século XXI se não estava lá uma que é guerreira e taguda. É uma doença que todas as crianças que eu conheço foram cometidas por esta doença, que é a febre das guerreiras do K-pop. Ficaram todos com guerreira e taguda. Não sei se vocês sabem o que é as guerreiras do K-pop. Se não sabem, é para sorte. Eu sei o que é o K-pop e para mim é suficiente. O Piranhas foi ver ao cinema as guerreiras do K-pop.
Eu fui ver, fui. É um fenómeno infantil juvenil? É um fenómeno, são umas miúdas que são umas guerreiras que combatem uns demónios, que querem... Eu já vi 158 mil vezes. Mas cantam? E cantam, pronto. É música, o K-pop, é uma coisa coreana, e cantam muito bem, e as músicas são sucesso. Eu já ouvi aquelas músicas também 200 mil vezes, porque sou obrigada no carro, nas viagens de carro, estou sempre, agora quero esta, agora quero o seu da pop, agora quero não sei o quê, portanto estou sempre a ouvir, e a fingir que gosto, e está tudo bem. É coreano?
É uma coisa coreana. Sabes que é importante dizer que não às crianças, não é? Sabes isso. Eu ouvi música no carro, coitados. Está bem, então saudava-se. Eu digo que não nas coisas mais... Pois, sim, imagino. Não é hipótese comigo, não é hipótese. Com a opinião da hipótese. Ele diz assim, pai, quero que sejam de K-pop. É pá, vais ouvir King Crimson e... Tens aqui uma cantata do bar e já vais bem. E eles vão a gostar? Hã? Eles vão a dançar?
Eles vão gostando. O problema é isso. Mas eles, pela cara, não parecem. Mas eles estão a gostar imenso. Bem, Ness, então. Pronto. O teu filho gosta de K-pop. Gosta muito das guerreiras do K-pop. E eu havia anunciado uma coisa, que era o espetáculo das guerreiras do K-pop. Pensei, para mim, vai adorar isto. O culpabilidade? Pensaste que culpabilidade? Ah, estou sem mamãe, vou levá-lo?
Não, eu sou ótima mãe, como assim estou a ser uma mãe. Estou a perceber. Na próxima vou-te dar dois passos-bens. Só a perguntar, porque muitos pais, como sabes, compensam não dar atenção aos filhos. Não, eu gosto de lhes levar às coisas que eles gostam. Gosto de lhes pôr a ouvir. Não é por culpabilidade. Mas ouvem na escola, é isso? Ouvem na escola?
Sinceramente, eu não sei. Ele começou a pedir... Não usa isso em casa. Aquilo está na Netflix. E há tantas vezes. O que é isto? Mas eles têm as amizas, as companhias. Mas só tens Netflix porque queres, Inês. Podes cancelar. Tens toda a razão, Pedro. Vou cancelar a Netflix. E chegámos lá. E há filtros. Chegámos lá.
Chegámos lá, é um mar de crianças, tudo. Depois aquilo é que aquilo é mesmo uma febre, tudo vestido a rigor. Uns fatos espetaculares, as miúdas todas com uns cabelos, porque eu tenho cabelos de cor-de-rosa e roxo e não sei o quê, umas tranças. É um vestido de cosplay também. Além disso é cosplay. Para as miúdas, mas são pequeninas, pronto. São amorosas, são muito acreditadas, amorosas, pronto. Estava toda a gente histérica, tudo super ansioso com o espetáculo. Tu também estavas histérica?
Eu não estava histérica, eu estava só esperando. Estava a falar das crianças. Estava a falar do público mais novo. Ruída por culpabilidade. Aquilo começa com as três principais. Estas minhas são as Huntrix. É para não pensar os números de cada uma. É uma Rumi ou até não sei o quê. É que começa logo mal. Porque elas cantavam muito mal. E a caracterização...
Não, portanto, ao que parece, já lá vou. Pronto, já vos vou mostrar. Eu trouxe um bocadinho para vocês verem. Eu trouxe um bocadinho para vocês verem. Então era um espetáculo, desculpem. A caracterização delas era má e depois as danças que elas faziam, que parecia que estavam ali a tentar sensualizar no espetáculo para crianças, aquilo estava a ser um bocadinho constrangedor.
Mas o meu filho acha graça. E eu pensei, vale a pena este esforço. E ele gosta muito de uns que lá aparecem, que são uns demónios, que encarnam uns jovens de 20 anos, supostamente todos musculados, e que as mulheres todas adoram, e ficam apaixonadas por eles, lindíssimos. E agora eu gostava que passassem os vídeos que eu trouxe, só para vocês perceberem de que é que eu estou a falar. Com som, se faz favor, que o som é importante aqui.
Isto é para vocês verem a qualidade da afinação. Ah, está bem. Espera aí, calma. Espera aí, espera aí. Podem pôr os outros, os outros dois. Ponham os três seguintes. Estes são os bonzões. Este foi o meu preferido. Este é musculado? Não, eles eram supostos de serem cinco bonzões musculados.
Olha para isto. Olha para este cabelo. Olha aquele da camisa. A camisa não lhe serve. A camisa não lhe serve. Ele está com uma barriga de cerveja toda à mostra. Olha para isto. Estão um bocadinho gordinhos, não estão? É pá. Eu sei que body shaming não se deve fazer. O filho que estou.
Eles cantavam todos horrivelmente mal. Aqueles cabelos. Isto dá-me vontade de rir. Isto até é hilariante. Havia miúdas no público que estavam melhor caracterizadas que os artistas no palco. E cantavam melhor, de certeza. Ah, de certeza. Qualquer um de nós nesta mesa, eu acho que cantaríamos melhor. Houve duas coisas também que me irritaram. Em particular, primeiro, estes artistas não são portugueses, então eles às vezes queriam interagir com o público e falavam em espanhol.
ou num alegado inglês, que não se percebia nada. As crianças não percebiam nada do que eles diziam. E outra coisa é que, isto supostamente é uma coisa das guerreiras do K-pop, que têm as músicas muito conhecidas, específicas, e eles puseram-se a cantar músicas, às tantas, que não tinham nada a ver, não aparecem no filme. Ninguém sabe que músicas é que são, de onde é que eles foram cantar aquelas músicas, e isso eu achei, também achei lamentável.
E eu pensei, isto é tudo sinistro, mas o miúdo, vai gostar. Olhei para ele, ele estava...
Uma coisa que diz na minha família com cara de lâmpada fundida. Estava amoadíssimo, de braços cruzados e às tantas dias, eu quero ir embora. E eu fiz-lhe o favor, porque sou muito boa mãe, disse, ah, que chatice, quero ir embora, vamos embora. Ela odiou aquilo, achou aquilo sinistro e pronto, viemos embora. E entretanto, uns dias depois, eu comecei a ver publicações nas redes sociais de pessoas a dizer que vergonha, que queriam o dinheiro de volta, que aquilo era inadmissível.
E eu tenho uma coisa, eu adoro ver o que é que as pessoas comentam nos posts das redes. Gosto imenso de ver, mesmo quando eu não tenho nada a ver com o tema do post. E fui ver os comentários.
E havia imensa gente revoltada com a revolta. E, portanto, também ao par dos comentários a dizer mas isto é para as crianças, isto não é para vocês, mas vocês não sei o quê, isto não eram os originais. Isto era um tributo, isto era um tributo, vocês têm que saber ao que é que vão. Isto não era um tributo, isto era uma paródia às guerreiras da K-pop, era parecia uma pantomina, aquilo parecia a gozar com as guerreiras da K-pop. Um tributo é uma homenagem. E por isso é que eu estava a dizer quando disseste.
Ninguém gosta de enfiar barretes. Não é verdade? Há pessoas que gostam. Estas pessoas que vão lá dizer, isso não sei o que é, as pessoas gostam de serem enganadas. São os maços. E não só gostam de enfiar barretes, como ficam chateadas se alguém vai reclamar. É inadmissível reclamar disto. E isto é uma amostra muito pequenina, era só para vocês rirem, porque eu acho que isto é hilariante. Mas era um tributo.
Era um tributo, mas a um valor que não era de tributo. Quando era o bilhete de pitfalls? 40 euros no lugar onde estava. Olhas? 40 para ti e para o pagador todos os 40? Pois, pois. Mas ele não gostou. Portanto, ele tem critérios, não é? Ele tem critérios. Olha, muito bem. Tem critérios. É uma criança. Também deve ter sido tua influenciada. Ele costuma ver irritações e... Ele tem critérios. Temos que ter critérios. Temos que ter critérios. Por acaso. Fez equitação, talvez.
Mas o que é que isso tem a ver com a palavra? Não tem problema nenhum. As pessoas que fazem equitação têm critérios. Não é Lisbeth? Olha que o Lisbeth, o próprio Lisbeth também chegou. Bem, houve outra coisa que me irritou, não sei se ainda tenho tempo. Sim, pronto. O que é? A Via Verde, isso é um problema com o que eu estou agora atual, não sei se alguém me vai conseguir... Fica amarelo. A Via Verde é fantástica, a melhor invenção de sempre, ainda se não é uma coisa portuguesa.
Muito obrigada quem inventou a Via Verde, especialmente agora, que tem aquela funcionalidade dos parques de estacionamento.
em que nós entramos e não temos de estar naquela coisa, tiro o cartão e endecto o cartão, perdi o cartão, e depois paga, depois não pagou, e depois foi para a Cancelas, que é assim pagar. A Via Verde, sim, o estacionamento de quê? Dos parques? Não, de teres a app do estacionamento. Ah, a app, sim, também perfeita. Adoro a Via Verde, acho fantástico.
Há uns dias comecei a passar nas portagens, luz amarela, e já não consigo entrar nos parques. Portanto, há algum problema com a minha Via Verde. Eu pensei, deixa-me ver se tem algum problema na conta. Estou com a conta às ervas, deixa-me ver o que é que se passa aqui. Não, está tudo bem com a minha conta. E então fui ao site da Via Verde.
E havia lá uma coisa que dizia assim, tinha as frequently asked questions, dizia o que fazer quando acende a luz amarela. E eu correguei. E eles diziam, vá ao centro de mensagens da app ver se tem algum alerta. Eu fui ao centro de mensagens da app e vi que não tinha nenhum alerta.
Pronto, e então ele se postou um iconozinho para falar com um assistente, que é um assistente virtual. Oi, claro. E eu fui lá e disse, acendeu a luz amarela. E ele, muito bem, vamos então ajudá-la. Vá ao centro de mensagens e veja se tem algum alerta. E eu, já fui ao centro de mensagens e não tenho nenhum alerta. Bem, e tive horas nisto, horas e horas e horas, sempre. E depois, podemos ser úteis em mais alguma coisa? E eu, sim.
E depois, de repente, mudou a pergunta. E perguntaram, indique-nos o seu NIF. E eu indiquei.
E depois eles responderam, confirma que esta é a sua matrícula, tal e tal, eu confirmo. E eles respondem, verificámos que o seu identificador está com problemas, sugerimos que entre em contato com a nossa linha e depois ao cliente, por favor, veja a nossa página de contactos. E em página de contactos tem um risquinho, portanto, indica que há uma hiperligação, tem um link e eu carreguei.
e carreguei no link e o que é que aparece quando carrega no link? O assistente virtual. E portanto eu voltei exatamente ao mesmo sítio. Portanto, a minha via verde está com algum problema, o meu identificador, eu não sei qual é o problema, eles também não me querem dizer pelos vistos, e eu queria pedir, a via verde foi uma coisa tão visionária, tão boa para o nosso conforto, para a nossa comunidade. Eu gostava de pedir aos senhores que inventaram a via verde para que inventem um sistema de assistência virtual que quando não sabe resolver o problema não manda para ele próprio, porque se não estou assim e não consigo resolver, portanto tenho que ir a uma loja física. Mas que eu não gosto de fiz.
Mas chega lá... Antes de vir-se para cá, em vez de ir ao Lidl, vais à via verde. E chega lá, acendei o luz verde. Já vai ver o centro de mensagem. É o pé do McDonald's. É, tens de chegar ao Lidl. Mas ele leva o coisinho. Sim. Tem que descolar. Ele sai lateralmente. Podes até não descolar. Não, aquele sai lateralmente. Pronto, é isto.
Estou. Um abraço à Via Verde. Fina 11 minutos. Gigante. Ok. Então, bom. Eu continuo. Tenho aqui um cachorrolete de assuntos, portanto não tenho propriamente assim uma... Eu tive a trazer a semana passada mais esta e eu repito aqui e vamos ver aqui. Os jornalistas insistem... Eu não sei porque é que os jornalistas insistem nisto. Vamos ver aqui esta notícia que se eu não expresso, que diz o seguinte. Um influenciador masculino04040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404040404
É musculado, agressivo, conservador, misógino, homofóbico, rico. O modelo pega e é vendido através de muitas farsas, uma promoção de casinos ilegais. E continuam a chamar influencers estes rufias. Mas isto aqui é uma coluna de opinião. Não, é uma coluna de opinião. Mas continuam. Continuam a chamar influencers a rufias. Pá, e aqueles...
Miúdos, olha, como aqueles de roupa, de homem, que eu mostrei. Essas são as influências que estão ali. Estão ali as suas coisas.
Estão a pôr estes misóginas, estes incelos, estes tipos que só têm o 12º ano porque o ensino é obrigatório e coisas do género. Muitos deles não têm. Muitos deles não têm, porque não é... Isso que nem tem. Não sei, não têm. Poxa, se calhar nem têm. Muitos deles não são portugueses. Este aqui não é português. Uns são incelos, outros tratam mal as mulheres. Ah, não falta, não é português. São os ressentidos e...
E pronto, são grandes machões, mas andam a flertar com a homossexualidade também. Qual é o problema? Não, o problema não é esse. O problema é o discurso deles e as condições. Fazem uma coisa e dizem outra coisa. Estão sempre tronco nu. Sempre tronco nu. As pessoas vivem... Eles vivem tronco nu. Eles vivem tronco nu para todo lado. Fazem vidas tronco nu. Portanto, chamam influencer a isto. Os jornalistas não fazem isto. É como chamar ativistas...
Pessoal, que mais uma vez no outro dia ouvi, os ativistas não sei o quê, que meteram tinta e partiram os vidros, os ativistas... Parem, chamem outros nomes. Está a ver com os nomes, esta moda dos nomes, não sei o quê. E agora há outra tendência, agora, com esta onda dos carros elétricos e da mobilidade. Mais uma vez os jornalistas insistem nisto, continuam, por exemplo, chamam carro a isto.
Não se chama. Isto não é um carro, não é um automóvel. É um veículo. É um veículo de quatro rodas. Acho que este é português e tudo. É o português. Pô, chama-lhe automóvel. Não quero saber se é português ou não.
Os nomes não batem certo. Isto não é um carro. Isto não é um automóvel. Claro que é um carro, Pino. Não é um carro. Não é um carro. Desculpa lá. Uma carroça tem quatro rodas e não é um carro. É uma carroça. Mas isto é uma carroça. Carroça. Chamem uma coisa. É um veículo. Eu vi-te há bocado a chegar num deles. Antigamente era um mata velhos este aqui. Não era nada. Isto é um novo carro elétrico português. É um novo carro elétrico.
Eu não sei o que isto é, mas os antigos eram os mata velhos. Pode-se conduzir sem rato, não é? É com a matrícula amarela, sim. É isto, pronto. Estão a ver?
Chama um carro a isto. Não acho que este é na FNAC. Há umas FNACs que tinha esses. Eu acho que este é um carro elétrico português. É o carro elétrico português. Não sou nada a contrário. Não chamei a carro a isto. Se fosse feito lá fora já era bom. Pois. Se fosse o Sáquiasi Terrei, já era bom. Já vamos falar do Sáquiasi Terrei. É bom cinema, pá. As pessoas... Pronto. Bom. Há outro fenómeno em Portugal. Lembro-me, há uns anos,
Eu ouvi um fenómeno. Há sim umas modas malucas de espetáculos em Portugal.
A Inês é que poderá saber, porque ela vai a todas. Não sei se... A Inês já foi este que eu vou falar também. De certeza. Há uns anos era o estompe. As pessoas que batiam latas. Latas de óleo. E vassouras. E a Meloni C, que também estava sempre cá. Foi há bastantes anos. A Inês foi. Conhece o estompe, claro. Fizeram cá tantas vezes. Alguma vez... O seguro, visto lá o seguro.
E para isso já foi há bastante tempo. Não sei o que é que o seguro andava a fazer nessa altura. O tempo do Jorge Sampaio, talvez? Também não foi assim há tanto tempo. Será que o seguro só anda em espetáculos agora? Diz que é presidente. Não, não pode ser. Não, não parece. Bom, o estompe. Há uma coisa, dá uns anos para cá. Muitos anos já. Eu vi outra vez em um autotóro deste, vamos lá ver. Os monólogos da vagina.
Monólogos da vagina, de vez em quando, de seis meses, lá vem uma peça de atos monólogos da vagina. Agora, a minha dúvida é o seguinte. Já foste ver, Cláudio Inês? Mas não conheço o caso. É bom? Com o caso que eu fui ver, era muito bom. Então, esclarece uma coisa. Era a Júlia Pinheiros. E aquela atriz muito boa que imita a Cristina Ferreira melhor do que ela é própria. A Joana Paz Brito. Já não lembro quem era a terceira. Mas era um bom caso.
O monólogo da vagina, ou monólogos da vagina, não sei... Mas o texto é sempre o mesmo, sim. Eu não sei. Acho que eu. O texto é o mesmo e a vagina é diferente? Ou a vagina é a mesma e é igual e os textos são diferentes? Ou é tudo diferente?
É que eu não percebo. Não olhe para mim, Pina, por favor. Não, não, esclareçam-me. É que o êxito disto, eu não peço que o texto seja sempre o mesmo, não. Eu acho que é. Eu só vivo o mesmo, mas eu acho que o texto é sempre o mesmo. É, não há variações, não há... Só mudam as atrizes. Só mudam as atrizes. Dão rodízio de atrizes, não é? Aquilo é uma peça... Mas se tem público, quem somos nós para viver? Nada, nada. Eu estou a dizer que é o sucesso disto.
Você quer dizer que quer que eu rasgue as mulheres? Não quero. Não quero. Não quero.
Não quero. Ainda te rias. Não quero. Se calhar ria. Mas tens os monólogos do pênis. Entretanto, também surgiu. Mas acho que não se chama assim. Surgiu monólogos do pênis? Também há. Você acha que não é assim? Não é assim. É uma coisa... É qualquer coisa com o pênis, mas não é monólogo. É monólogo. Também estava a correr bem. Foi de álcool. Foi. Foi. Não. É pá. Se eu aqui venha mais monólogos. Portanto, eu acho isto, este fenómeno é o stomp. É o stomp. É, pronto.
também há certos artistas que estão cá sempre também há certos artistas que estão cá sempre e que dão sempre entrevistas este ano aconteceu o que é que terá acontecido não sei se um fenómeno estrelógico que Ivete Sangão não vai ao Rocking de Rio este ano não, tinha reparado não estava no cartaz, primeira vez não sei, vamos ver alterações climáticas, qualquer coisa não sei
Ora bem, eu, por falar em... Essa tua irritação na Gulbenk, nem isso tu consegues fazer. Na Gulbenk tens uma ulcer mesmo, porque às vezes tenho vontade de pegar nas pessoas e não posso. Isto realmente é bom, não consegues. O que é que se passou? Eu não queria falar nisto, mas agora aproveito para falar.
Há 15 dias estive num recital pendular cá de Ivo Lodges na Globincan e estava um festival monstro, não é? O festival de tosse e via lá um senhor que estava mal aquele gerou até um buraco ele não parava, estava compulsivamente a tosse e não saiu, não é? Ele foi para lá doente o que é que aconteceu? Isto é que foi ele...
Isto aconteceu mesmo. Mesmo assim. Eu acho que eles vão fazer de propósito. O que aconteceu? O Arcadio Volotes estava a tocar a sonata número 2 de Chopin. Mas estava com o olho no velho, é isso? Não. A sonata número 2 de Chopin é a que tem a célebre marcha fúnebre.
Vocês não queriam saber o que é estar a ouvirmos a marcha funda e o homem a morrer. E o homem a morrer. A sério, foi um grande momento. A sério, foi muito bom. Muito bom. Finalmente, serviu para alguma coisa. Alguém sopra um... Não, este... O pessoal quase que o gripou na rua. Eu não sei. Depois, se ele acabou por ser ou não. Mas ele estava... A sério, mesmo... É real.
Quem esteve lá pode confirmar. Não apareça lá mais. Não, as melhoras. Para a semana ou outra. Bom, e queria terminar com o Chiknik. Isto do Chiknik, isto merece análise. Por quê? Isso é rápido, Zé. Pronto. Isto ainda foi pior do que inicialmente eu pensava. Vamos ver aqui um bocadinho as e-mails.
Mas porquê que é pior? É, vai já. O evento, organizado por um colaborador de Carlos Moedas na noite eleitoral das autárquicas, teve um apoio de 75 mil euros da Câmara Municipal de Lisboa. A oposição criticou o autarca e pediu sensibilidade social.
Carlos Moedas diz que o dinheiro atribuído ao evento se destinou apenas aos momentos musicais, que eram visíveis para todos. Mas quem tinha o bilhete do piquenique conseguia uma visão privilegiada em frente ao palco.
Em Portugal, a maior parte dos eventos precisam de um ecossistema de patrocínios privados, patrocínios públicos e bilheteira. Mas como uma cidade democrática, nenhum desses eventos e nenhum dos apoios a esses eventos está acima de escrutínio. E, portanto, as críticas são um sinal de vitalidade democrática. Espero que quem vem aqui e olha à volta sinta que o evento é uma mais-valia para a cidade de Lisboa. É um evento que tem potencial de trazer turistas do mundo inteiro.
A organização quer que o evento se repita no próximo ano. Ora bem, o que é que eu vou... O que é que eu retenho aqui? Ora bem, isto é um evento que tem potencial para trazer turistas no mundo inteiro. É para o ano, vamos já marcar. Porque há lá uns croquetes daquela coisa da avenida, eu estive a ver hoje, e eles têm lá um vinho que é o Assobio.
Nós vamos de Copenhaga, vamos para Lisboa, num parque, ali no meio do trânsito, na Marguês de Pombal, que é muito a giro, e com pessoas a ver. Mas que aceleradas, é assim. E com pessoas a ver. Nas grades, pessoas estão a passear no parque e vêm pessoas a comer. Mas que não têm bilhete, não é? Não têm bilhete. E os outros, o Carlos Moedas diz, não, eu vi um espetáculo. É, como vê um espetáculo, vê um jogo da bola lá em cima do prédio, naquele prédio lá no Estoril, dá para ver o jogo. Nas traseiras do palco é que se vê o espetáculo.
e agora vejam o que é que é um chique-nique a sério, já houve já não dá temos que ir para a semana, temos que ir para a semana e voltamos ao tempo olha, está a enganar as pessoas vem turistas de todo o mundo para o chique-nique para a semana, mas eu já voltarei a este ano a próxima até aqui é o barril
Chic Nic